PROCEDIMENTO DA QUALIDADE



Documentos relacionados
PROCEDIMENTO DA QUALIDADE

Sistema de Gestão da Qualidade. PO Procedimento Operacional

LISTA DE VERIFICAÇAO DO SISTEMA DE GESTAO DA QUALIDADE

(HOJE É FEITO POR PETICIONAMENTO ELETRÔNICO NO SITE DA ANVISA)

PAC 13. Calibração e Aferição de Instrumentos de Controle de Processo

GESTÃO AMBIENTAL PROGRAMA DE CONTROLE DE SUBSTÂNCIAS NOCIVAS 1 - OBJETIVO

Procedimento Operacional Nome do procedimento: Calibração, Aferição, Instrumentação e Ferramentaria Data da Revisão: 13/05/2011

Produto Químico produtos que contém substâncias químicas que pode causar danos à saúde do trabalhador

NORMA NBR ISO 9001:2008

Política de Trabalho de Conclusão de Curso - TCC

O presente resumo não dispensa a leitura atenta do Parecer anexo.

Módulo 6. Estrutura da norma ISO Sistemas de Gestão da Qualidade - Requisitos Requisitos 7.4, 7.5 e 7.6

Submódulo Certificação de padrões de trabalho

NR.33 Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados

Diretrizes para determinação de intervalos de comprovação para equipamentos de medição.

MQ-1 Revisão: 06 Data: 20/04/2007 Página 1

AQUISIÇÃO E AVALIAÇÃO DE SERVIÇOS E PRODUTOS

MANUAL DE NORMAS E PROCEDIMENTOS PARA COMPRAS E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS COMPRADORES E FORNECEDORES FUNDAÇÃO DE APOIO À UNIFESP

PROCEDIMENTOS PARA ORGANIZAÇÃO E ENTREGA DE DOCUMENTOS NOVOS

CHECK - LIST - ISO 9001:2000

QEMM QUADRO DE EQUIPAMENTO DE MONITORAMENTO E MEDIÇÃO

Versão para atualização do Gerpos Retaguarda

PROCEDIMENTO DA QUALIDADE

CHECK LIST DE AVALIAÇÃO DE FORNECEDORES Divisão:

MANUAL DO USUÁRIO ALTSEAL PLUS. ALT Equipamentos Médico Odontológicos Ltda.

Diretor Técnico 01/10/2009 Dr. Jose Carlos dos Santos. Diretor Executivo 01/10/2009

PCP 001 Tanques de Armazenamento Subterrâneo de Combustíveis.

CÂMARA MUNICIPAL DE RONDONÓPOLIS Estado de Mato Grosso

Manual do usuário Produto: Kit Modular com LPC2368 V1R0 Versão deste manual: 1.1

GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS CONTROLE DE DOCUMENTOS E DADOS

VERIFICAÇÃO INICIAL DE MEDIDORES DE VOLUME DE GÁS TIPO DIAFRAGMA

Sistema de Gestão da Qualidade MQ Manual da Qualidade SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 2

QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE PESSOAL EM CORROSÃO E PROTEÇÃO

I Efetivação do compromisso social do IFAL com o Estado de Alagoas;

SUMÁRIO DE REVISÕES. Rev. Data DESCRIÇÃO E/OU ITENS REVISADOS

CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL. Texto atualizado apenas para consulta.

PROCEDIMENTO POP XX RECOLHIMENTO DE ALIMENTOS CONTROLE DE DISTRIBUIÇÃO REGISTRO DAS REVISÕES

NR 6 E P I. Equipamento de Proteção Individual. Portaria de 08 de junho de 1978

CÓPIA CONTROLADA USO EXCLUSIVO PARA TREINAMENTO INTERNO DO LIM56

NP-NORMAS E PROCEDIMENTOS EM SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL

Art. 3º Para efeito deste Regulamento são adotadas as seguintes definições:

POLÍTICAS DE SELEÇÃO, AQUISIÇÃO, ATUALIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DA COLEÇÃO DA BIBLIOTECA DA FACULDADE CATÓLICA SALESIANA DO ESPÍRITO SANTO

Menor diferença entre indicações de um dispositivo mostrador que pode ser significativamente percebida. RESOLUÇÃO (DE

Manual do. Almoxarifado

TI. 01 BACK UP MACROPROCESSO TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO PROCESSO BACK UP

INSTRUÇÃO CVM Nº 476, DE 16 DE JANEIRO DE 2009.

DIRETORIA DE EXTENSÃO ORIENTAÇÕES AOS COORDENADORES DE PROJETOS/PROGRAMAS PARA UTILIZAÇÃO DO SISTEMA ON-LINE DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

Relatório da Estrutura de Gerenciamento Centralizado de Riscos e de Capital do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) Ano 2013

RESOLUÇÃO N.º 001, de 07 de dezembro de 2001.

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS INSTRUÇÃO SUSEP N.º 79, DE 28 DE MARÇO DE 2016.

CÓPIA CONTROLADA POP - PRIMATO 002 / REV. 01

Política Gestão de Configuração e Mudança

Controle de Documentação, Dados e Registros da Qualidade.

REGULAMENTO DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO DO CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA I INTRODUÇÃO

Figura 1 - Visão geral do projeto

GESTÃO DA QUALIDADE COORDENAÇÃO DA QUALIDADE

PSQ PROCEDIMENTO DO SISTEMA DA QUALIDADE

Política de Responsabilidade Socioambiental

METROLOGIA E ENSAIOS

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA DIRETORIA COLEGIADA RDC N 24, DE 8 DE JUNHO DE 2015

ABERTURA DE PROJETOS PROCEDIMENTOS PARA ABERTURA DE PROJETO. Normas e Procedimentos NP04

Controle de Documentos da Qualidade. Descrição 0 15/07/ Emissão inicial

A IMPORTÂNCIA DA CALIBRAÇÃO NO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE

CÂMERA FILMADORA VEICULAR

MU-00xx - Manual do usuário Produto: Leitor de cartão de proximidade Telefones: (11) (11)

CONTROLE E RASTREABILIDADE DE SELOS DISTRIBUÍDOS E UTILIZADOS EM MEDIDORES Tema 1.2: Perdas Não Técnicas

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL DO SISTEMA CECRED

RSQM-DO DECLARAÇÃO_DOCUMENTADA_PROCESSO_DE_CERTIFICAÇÃO

Produção Integrada de Maçã PIM. Lista de Verificação para Auditoria de Acompanhamento Pós-Colheita

ENQUALAB 2013 QUALIDADE & CONFIABILIDADE NA METROLOGIA AUTOMOTIVA. Elaboração em planos de Calibração Interna na Indústria Automotiva

TERMOS DE REFERÊNCIA

EDUARDO BRAGA Governador do Estado

REGULAMENTO DE FUNCIONAMENTO DOS CURSOS E PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

E-QP-ECD-069 REV. C 26/Set/2007 PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL - CALIBRAÇÃO DE TRENA COM RÉGUA PADRÃO E TRENA PADRÃO - - NÍVEL BÁSICO -

Educação Profissional Cursos Técnicos. Regulamento de Estágio Supervisionado

Procedimento de Operação Padrão REVISÃO N o : 01 PÁG: 1 de 6

REGULAMENTO DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO I INTRODUÇÃO

Iris Trindade Chacon Chefe da Difiq

Considerando que o descarte de embalagens plásticas de óleo lubrificante pós-consumo para o solo ou cursos de água gera graves danos ambientais;

GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA FAZENDA

Garantia da qualidade em projeto de construção e montagem eletromecânica

(As informações aqui apresentadas são de caráter declaratório, podendo o texto final, ter formatação diferente)

CED. Manual do Usuário

SGQ Sistema de Gestão da Qualidade TIVOLITUR.

-CAPÍTULO I ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO

Manual de Procedimentos ISGH Gestão de Patrimônio Página 1

MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE RECEPÇÃO DE PRODUTOS PARA A SAÚDE DE USO CIRÚRGICO EM CENTRO DE MATERIAIS

RESOLUÇÃO CONSEPE 78/2006 INSTITUI O NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NEAD, DA UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO, E APROVA SEU REGULAMENTO.

Transcrição:

Pág.: 1 de 5 1. OBJETIVO Este procedimento tem por objetivo definir os critérios aplicáveis para calibração / verificação de equipamentos de medição utilizados na empresa, cujas medições impactam na qualidade do produto, de modo a assegurar sua adequação e a validade das medições. 2. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA Manual da Qualidade 3. RESPONSABILIDADE/AUTORIDADE Responsável Ação Controlar a calibração dos padrões da empresa; 3.1 Coordenador da Qualidade Analisar os resultados da calibração dos padrões. Aprovar os resultados do Certificado de Calibração e liberar o equipamento para uso. 3.2 Comprador Contratar laboratórios especializados em calibração de equipamentos; 3.3 Almoxarife Realizar verificações nos equipamentos de produção. Aprovar os resultados da verificação e liberar o equipamento para uso. 4. DESCRIÇÃO Para este procedimento utilizamos as seguintes definições: Calibração: conjunto de operações que estabelece, sob condições especificadas, a correspondência entre o estímulo (proveniente de um padrão) e a resposta de um equipamento de medição utilizado como padrão interno ou para medições de processo ou produto. Verificação: conjunto de operações que estabelece, sob condições especificadas, a correspondência entre o estímulo (proveniente de um padrão interno) e a resposta de um equipamento de medição utilizado para medições de processo ou produto. Ajuste: operação destinada a fazer com que o equipamento de medição tenha desempenho compatível com o seu uso. O ajuste pode ser automático, semi-automático ou manual. Exatidão: proximidade entre o resultado de uma medição e o valor real (convencional) do mensurando. Padrão de Calibração: equipamento rastreado à RBC ou outra rede internacionalmente

Pág.: 2 de 5 conhecida, utilizado como referência na calibração dos equipamentos críticos. RBC - Rede Brasileira de Calibração: rede de laboratórios públicos ou privados credenciados pelo Inmetro para executar calibrações e/ou atividades de sua competência, sendo portadores de padrões rastreados aos padrões nacionais ou internacionais. 4.1. Controle de Equipamentos de Medição e Monitoramento 4.1.1. Identificação dos equipamentos de medição Os equipamentos de medição são identificados conforme critérios abaixo: Número de série; ou Número patrimonial; ou Código do Equipamento adotado pelo Coordenador da Qualidade. Todos os equipamentos controlados por um código são identificados da seguinte forma: EQUIPAMENTO DE MEDIÇÃO CÓDIGO Esquadro Nível de Bolha Prumo Régua Trena Sendo uma numeração seqüencial. A relação dos equipamentos de medição a serem controlados está definida na Lista de Equipamentos de Medição e/ou no Programa de Calibração / Verificação. Este controle é realizado pelo Coordenador da Qualidade, e todo equipamento de medição adquirido tem que passar pelo controle do mesmo, para análise crítica da calibração / verificação e cadastramento. 4.1.2. Calibração, verificação e ajuste dos equipamentos de medição Os equipamentos de medição podem ser calibrados externamente ou verificados internamente. Os que são verificados internamente têm a medição comparada com o equipamento calibrado em laboratórios externos. O tipo de controle necessário, ou seja, calibração ou verificação, é identificado na Lista de Equipamentos de Medição e no Programa de Calibração / Verificação. A metodologia de verificação feita internamente está descrita na Lista de Equipamentos de Medição. Os equipamentos de medição calibrados externamente são rastreáveis à RBC - Rede Brasileira de Calibração ou outra rede internacionalmente conhecida e são gerenciados pelo Coordenador da Qualidade, com base no Programa de Calibração / Verificação.

Pág.: 3 de 5 As verificações internas são realizadas pelo Almoxarife de cada empreendimento com o suporte do Coordenador da Qualidade, quando necessário. Os intervalos das calibrações ou verificações dos equipamentos foram definidos pela experiência, por recomendação dos fabricantes ou por exigência legal, e estão definidos na Lista de Equipamentos de Medição e no Programa de Calibração / Verificação. Baseados nos históricos dos resultados das três últimas calibrações / verificações do equipamento o intervalo da calibração é avaliado e modificado no Programa de Calibração / Verificação, caso necessário, para este equipamento específico e não para todos os equipamentos do mesmo tipo. Os equipamentos são calibrados / verificados, e/ou ajustados, independentemente dos prazos de vencimento, quando: houver algum acidente, manuseio inadequado, rompimento ou violação do lacre ou detectado qualquer anormalidade em seu funcionamento. Os equipamentos sem condições de ajuste são segregados e é dada baixa do mesmo no Programa de Calibração / Verificação, não sendo mais utilizados na empresa. Caso os resultados iniciais da calibração estiverem fora dos critérios de aceitação, o Engenheiro responsável do empreendimento avalia o impacto deste desvio nos produtos e toma as ações necessárias. 4.1.3. Análise crítica Os certificados dos equipamentos de medição calibrados externamente são analisados e aprovados de acordo com o item Responsabilidade / Autoridade, se os erros encontrados estiverem atendendo ao critério de aceitação estabelecido para cada equipamento, definido na Lista de Equipamentos de Medição. Após aprovação, os certificados são arquivados conforme o Controle de Registros. As verificações feitas internamente também são avaliadas pelo Almoxarife, para assegurar que os resultados atendem o critério de aceitação definido na Lista de Equipamentos de Medição. A situação de calibração dos equipamentos de medição é indicada por meio do acompanhamento no Programa de Calibração / Verificação e por meio de escrita gravada no equipamento, com legenda da identificação conforme abaixo. Esta tarefa é de responsabilidade do Almoxarife. Será gravado no equipamento o número de identificação na primeira linha e logo abaixo a data de calibração informando mês e ano (XXYY). O almoxarife deverá estar atento ao mês previsto para as próximas calibrações conforme Programa Calibração-Verificação. No caso de prestadores de serviços, seus equipamentos são recolhidos e submetidos à mesma verificação realizada para os da empresa. Os equipamentos cuja calibração for realizada em laboratório externo, ficará a cargo do prestador de serviço.

Pág.: 4 de 5 4.1.4. Fornecedores para serviços de calibração e ajustes Os serviços de calibração e ajuste são executados por empresas pertencentes a RBC Rede Brasileira de Calibração ou com rastreabilidade à mesma. Quando não for possível a rastreabilidade da calibração, deve ser evidenciada a base para avaliação dos resultados. 4.1.5. Manuseio / preservação / armazenamento / embalagem Os equipamentos de medição adotados como padrão de referência ficam sob guarda do Escritório Central, em local coberto e fechado, sendo utilizados somente com a finalidade de verificação dos equipamentos de medição de trabalho. se destinam. Os equipamentos são identificados e manuseados por pessoal treinado para a aplicação a que Os equipamentos são manuseados e preservados de forma a evitar choques mecânicos, exposição a óleo ou qualquer produto agressivo. Os equipamentos de medição que estiverem sem condições de uso por motivo de prazo de calibração / verificação vencida, sem calibração, danificado, desgastado ou reprovado na análise do certificado de calibração, são identificados com uma etiqueta EQUIPAMENTO NÃO CONFORME e segregados dos demais, pelo Almoxarife ou pelo Coordenador da Qualidade, com objetivo de evitar a sua utilização. Quando do envio para calibração / ajuste em fornecedor, toma-se os seguintes cuidados: Os equipamentos são transportados na sua embalagem original ou em caixas de madeira ou papelão, de modo a garantir sua total proteção. As caixas para transportes são cheias com um ou mais enchimento, tais como: isopor, espuma, estopa ou plástico bolha. As caixas contendo os equipamentos são identificadas, fechadas e apoiadas de forma a evitar choques mecânicos. 5. CONTROLE DE REGISTROS Identificação Armazenamento Proteção Recuperação Certificados de Calibração Lista de Equipamentos de Medição Arquivo do Setor Administrativo Computador do Coordenador da qualidade/sgq / Equipamentos Laboratório Pasta Senha de Acesso e Backup Por Equipamento e data Pelo Título Tempo de retenção 2 anos Até a próxima alteração Descarte Arquivo Morto Diretório de registros obsoletos

Pág.: 5 de 5 Identificação Armazenamento Proteção Recuperação Programa de Calibração / Verificação Computador do Coordenador da qualidade/sgq / Equipamentos Laboratório Senha de Acesso e Backup Pelo Título Tempo de retenção Permanente Descarte Não Aplicável 6. HISTÓRICO DE REVISÕES Revisão Data de Emissão Motivo 00 11/03/2010 Emissão inicial. 01 24/01/2011 Alteração no Formato da Etiqueta e no Plano de Calibração 02 13/12/2011 03 11/10/2012 Mudança do título, substituindo o termo Dispositivo por Equipamento. Mudança da metodologia de verificação, dos equipamentos padrões para isso e dos formulários utilizados no controle dos equipamentos. Modificação de identificação dos equipamentos de medição e do item 4.1.3 Análise crítica. 7. ANEXOS Lista de Equipamentos de Medição; Programa de Calibração / Verificação; Elaborado / revisado por: Aprovado para uso: Assinatura 11 / 10 /_12_ Data Assinatura 11 / 10 /_12_ Data