Contabilidade II (LEC110) IV. Consolidação de contas III. Consolidação de Contas 1. Perímetro de consolidação 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
1. Perímetro de Consolidação A definição do perímetro de consolidação Devese considerar apenas, no conjunto consolidado, as empresas sobre as quais a sociedademãe, exerce unicamente uma influência forte e desempenha, portanto, um papel na sua gestão. Esta questão está ligada à da definição de controlo. É preciso determinar o grau de influência que exerce a empresamãe sobre as empresas em causa. Na maioria dos casos existe a percepção que o poder de controlo depende directa e proporcionalmente da percentagem de capital detida. No entanto, convém distinguir: Percentagem de controlo; Percentagem de participação. 1. Perímetro de Consolidação Percentagem de controlo Exprime o grau de dependência das sociedades participadas relativamente à sociedademãe. Representa a % de capital que a empresa participante (sociedademãe) consegue controlar (directa ou indirectamente). Percentagem de participação Exprime a fracção de capital detida directa ou indirectamente na sociedade dependente. Na prática representa a % do património da sociedade detida que é pertença da sociedademãe. 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
1. Perímetro de Consolidação Alguns exemplos Exemplo A 60% 25% B A 20% D 70% C 20% Percentagem de participação de A em D Directa 20% Por intermédio de B (60%x25%) 15% Por intermédio de C (70%x20%) 14% 49% Percentagem de controlo de A em D Directa 20% Por intermédio de B 25% Por intermédio de C 20% 65% 1. Perímetro de Consolidação Exemplo B A 70% 30% Y B 20% 10% C Z 40% 60% 40% X 30% D Nota: As acções de X detidas por D detém um direito de voto duplo Sociedade % participação em X % controlo de X A 70% x 40% = 28 % 40% / 130 % = 31 % B 20% +30% x 40% = 32 % 20% / 130 % = 15 % C 40% x 10% = 4 % D 30% + 60% x 10% = 36 % (2x30% + 10%) / 130 % = 54% Total % % 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
1. Perímetro de Consolidação Por fim convém referir que: A determinação da percentagem de controlo deveria efectuarse tendo em conta o grau de dispersão das acções e do grau de presença, de coesão e de participação dos pequenos accionistas. No entanto, por uma questão de prudência (que não deve ser aplicada sistematicamente) os cálculos são efectuados supondo que as acções não detidas pela empresamãe se encontram todas reunidas numa só mão. A escolha do método de consolidação a adoptar vai depender do tipo de controlo que se exerce sobre as entidades consolidadas. III. Consolidação de Contas 1. Perímetro de consolidação 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
A Consolidação tem por finalidade elaborar as DF de um grupo de sociedades, como se de uma única sociedade se tratasse. Não se pretende que as contas consolidadas venham substituir as contas individuais, mas que sejam um complemento. Métodos de consolidação: Método de consolidação integral utilizado para situações em que se verifique uma relação de domínio sobre a sociedade a consolidar (normalmente participações superiores a 50%); Método de equivalência patrimonial (MEP) utilizado para situações em que exista uma influência notável sobre a gestão da sociedade a consolidar (por exemplo, uma participação que permita eleger 1 ou 2 administradores da sociedade); Método de consolidação proporcional utilizado para situações em que existe um controlo conjunto com outras sociedades (por exemplo jointventures). Consiste em integrar, em substituição das participações financeiras inscritas no balanço da sociedademãe, todos os elementos dos activos e passivos das sociedades participadas, após eventuais correcções. Da mesma forma, a demonstração dos resultados incluirá, após correcções, o total dos encargos e proveitos das sociedades participadas. A consolidação integral é o método mais representativo da consolidação, pois permite dar uma imagem do património, da situação financeira e do resultado de um grupo de sociedades como se estas formassem uma só empresa. 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
A operação de consolidação comporta, em princípio, as seguintes fases: 1. homogeneização de critérios entre as empresas a consolidar; 2. acumulação dos valores das diferentes rubricas das DF; 3. eliminação dos reflexos de operações recíprocas; 4. repartição dos capitais próprios entre a parte detida pela sociedademãe e pelos outros accionistas (interesse minoritários); 5. evidência da diferença entre o valor da participação financeira contabilizada no activo e a correspondente fracção que lhe corresponde dos capitais próprios (diferenças de consolidação); 6. eliminação do valor da participação financeira com a eliminação simultânea da situação líquida (no momento de aquisição) da empresa consolidada. Exemplo 1 a) Balanços de M e F em 1 de Janeiro de 5 Balanço de M Balanço de F Disponibilidade Capital Activos diversos Capital 150 b) Balanços de M e F em 1 Janeiro de 5, após aquisição de % de F por M Balanço de M Balanço de F Disponibilidade 50 Capital Activos diversos Capital Inv. Financeiros 150 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo 1 (continuação) c) Balanço consolidado em 1 de Janeiro de 5 1. Homogeneização de critérios Já efectuada (pressuposto); 2. Acumulação das diferentes rubricas do Balanço: Disponibilidade Balanço (totais) de M + F Inv. Financeiros Activos diversos 50 550 CapitalM M CapitalF F 3. Eliminação do reflexo das operações recíprocas Inexistentes (pressuposto); 4. Repartição dos capitais próprios entre a parte detida pela sociedademãe e pelos outros accionistas Não há interesses minoritários, aquisição a %; 5. Evidência das diferenças de consolidação Não existem; 6. Eliminação do valor da participação financeira e da situação líquida (no momento da aquisição) da empresa consolidada. 150 550 Exemplo 1 (continuação) c) Balanço consolidado em 1 de Janeiro de 5 Balanço consolidado de M e F Disponibilidade 50 Capital Activos diversos d) Balanços de M e F em 31 de Dezembro de 5 Balanço de M Disponibilidade 50 Capital Balanço de F Activos diversos Capital Inv. Financeiros 150 Res Líquido 40 290 290 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo 1 (continuação) e) Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 5 1. Homogeneização de critérios Já efectuada (pressuposto); 2. Acumulação da diferentes rubricas do Balanço: Disponibilidade Balanço (totais) de M + F Inv. Financeiros Activos diversos 50 290 590 CapitalM M CapitalF F R. LíquidoF 3. Eliminação da operações recíprocas Inexistentes (pressuposto); 4. Repartição dos capitais próprios entre a parte detida pela sociedademãe e pelos outros accionistas Não há interesse minoritários. 5. Evidência das diferenças de consolidação Não existem; 6. Eliminação do valor da participação financeira e da situação líquida (no momento de aquisição) da empresa consolidada. 150 40 590 Exemplo 1 (continuação) f) Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 5 Balanço consolidado de M e F Disponibilidade 50 Capital Activos diversos 290 R. Líquido 340 40 340 g) Balanços de M e F em 31 de Dezembro de 6 Balanço de M Disponibilidade 50 Capital Inv. Financeiros Balanço de F Activos diversos 335 Capital Res Líquido 335 190 45 335 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo 1 (continuação) h) Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 6 1. Homogeneização de critérios Já efectuada (pressuposto); 2. Acumulação da diferentes rubricas do Balanço: Disponibilidade Balanço (totais) de M + F Inv. Financeiros Activos diversos 50 335 635 CapitalM M CapitalF F R. LíquidoF 3. Eliminação da operações recíprocas Inexistentes (pressuposto); 4. Repartição dos capitais próprios entre a parte detida pela sociedademãe e pelos outros accionistas Não há interesse minoritários; 5. Evidência das diferenças de consolidação Não existem; 6. Eliminação do valor da participação financeira e da situação líquida (no momento da aquisição) empresa consolidada. 190 45 635 Exemplo 1 (continuação) h) Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 6 Balanço consolidado de M e F Disponibilidade 50 Capital Activos diversos 335 Res Líquido 395 240* 45 395 * 240 = + 40 (reservas, de F, acumuladas após aquisição) 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo 2 a) Balanços de M e F em 31 de Dezembro de 6 Nota: a sociedade M possui 90% do capital da sociedade F, que adquiriu aquando da constituição desta sociedade. Balanço de M Inv. Financeiros 900 Outros activos 2 0 Capital R. Líquido Débitos 1 1 0 Balanço de F Activos diversos 2750 Capital R. Líquido Débitos 2750 0 500 150 1 2750 Exemplo 2 (continuação) b) Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 6 1. Homogeneização de critérios Já efectuada (pressuposto); 2. Acumulação da diferentes rubricas do Balanço: Balanço (totais) de M + F Inv. Financeiros Outro activom Activos de F 900 2 2750 5750 CapitalM M ResultadoM CapitalF F ResultadoF DébitosM DébitosF 1 0 500 150 3350 1 1 5750 3. Eliminação da operações recíprocas Inexistentes (pressuposto); Int. Maioritários (90%) CapitalF 900 F 450 ResultadoF 135 Int. Minoritários (10%) CapitalF F 50 ResultadoF 15 4. Repartição dos capitais próprios entre a parte detida pela sociedademãe e pelos outros accionistas; 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo 2 (continuação) b) Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 6 Balanço (totais) de M + F Inv. Financeiros 900 CapitalM 1 Outro activom 2 M Activos de F 2750 ResultadoM Int. Maioritários CapitalF F 900 450 ResultadoF 135 Int. Minorit. 165 DébitosM 1 DébitosF 1 5750 5750 5. Evidência das diferenças de consolidação Não existem: A empresa M adquiriu por 900, 90% de uma empresa que tinha na data de aquisição uma Situação Líquida de 1 000. 6. Eliminação do valor da participação financeira com a eliminação simultânea da situação líquida da empresa consolidada. Exemplo 2 (continuação) b) Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 6 Balanço consolidado Activos diversos 4850 Capital Próprio Capital Cons. Resultado Cons. Int. Minoritários 1 750 335 2285 165 a) b) c) 4850 Débitos 2400 4850 a) +450 = 750 b) +135 = 335 c) 10% x (0+500+150) = 165 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
A construção da demonstração dos resultados em consolidação integral segue uma lógica semelhante: acumulamse os valores das diferentes rubricas de custos e proveitos (após correcções) das sociedades consolidante e consolidadas. Exemplo 2 (continuação) c) Demonstração de Resultados de M e F em 31 de Dezembro de 6 Sociedade M Sociedade F Vendas 0 0 Custos 2600 2 Imposto sobre o rendimento 150 Resultado líquido 150 Exemplo 2 (continuação) c) Demonstração de Resultados Consolidada em 31 de Dezembro de 6 Consolidado Vendas 5500 Custos de Exploração 4800 Imposto sobre o rendimento 350 Resultado líquido 350 Interesse Minoritários 15 Resultado líquido após Interesses Minoritários 335 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Equivalência patrimonial Deve ser aplicada: nas sociedades sobre as quais a sociedademãe exerce unicamente uma influência notável; sociedades onde seria aplicável os outros dois métodos, mas que por apresentarem estruturas de contas diferentes a sua consolidação por aqueles métodos mostrase imprópria. Este método corresponde à substituição no balanço da empresamãe do valor contabilístico da participação pelo valor proporcional que lhe corresponde do Capital Próprio da empresa participante. Não se trata propriamente dum verdadeiro procedimento de consolidação, mas sim de um processo de substituição do valor (histórico) da participação financeira pelo valor contabilístico da empresa detida. A aplicação do método consiste no seguinte: Balanço: Equivalência Patrimonial Determinação da diferença entre o valor contabilístico da participação financeira, i.e., o custo de aquisição e o valor que proporcionalmente lhe corresponde nos Capitais Próprios da empresa participada, no momento se aplica este método pela primeira vez ou na data de aquisição. Contabilização da diferença, afectando o montante das participações financeiras em contrapartida da conta Diferenças de Consolidação, se positiva ou em contrapartida do Capital Próprio, se for negativa. Contabilização na proporção dos capitais detidos de todos os movimentos ocorridos na empresa detida que afectam o seu valor. 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
A aplicação do método consiste no seguinte: Demonstração de Resultados Equivalência Patrimonial Resumese à inclusão naquela peça contabilística da quotaparte do resultado da consolidada que cabe à sociedade consolidante. Exemplo 3 Equivalência Patrimonial a) Balanços de M e F em 31 de Dezembro de 6 Nota: a sociedade M possui 25% do capital da sociedade F, que adquiriu aquando da constituição desta sociedade Balanço de M Balanço de F Inv. Financeiros Capital 0 Activos diversos 3400 Capital 0 Outros activos 5750 0 1400 R. Líquido 500 R. Líquido Débitos 0 Débitos 800 6000 6000 3400 3400 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo 3 (continuação) Equivalência Patrimonial 1. Não existe diferença entre o valor contabilístico da participação financeira e o valor que proporcionalmente lhe corresponde nos Capitais Próprios da empresa participada (participação adquirida na constituição); 2. O aumento do capital próprio da empresa F resulta de resultados obtidos no corrente ano e em anos anteriores pelo que o valor da participação terá que ser acrescido em 400 [25% x (1400+)]: Quotaparte dos resultados (25% x = 50), deverá ser adicionada ao resultado da empresa participante; Quotaparte das reservas acumuladas após aquisição dos títulos (25% x 400 = 350) deverá ser adicionada às reservas da empresa participante. b) Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 6 Balanço consolidado de M e F Inv. Financeiros 650 Capital Outros activos 5750 Res Líquido 6400 0 2850 550 6400 Exemplo 3 (continuação) Equivalência Patrimonial c) Demonstração de Resultados de M e F em 31 de Dezembro de 6 Sociedade M Sociedade F Vendas 8000 0 Custos de exploração 7000 2 Imposto sobre o rendimento 500 Resultado líquido 500 d) Demonstração de Resultados Consolidada em 31 de Dezembro de 6 Consolidado Vendas 8000 Custos de Exploração 7000 Imposto sobre o rendimento 500 Resultado líquido 500 Quotaparte do resultado (25%x) 50 Resultado líquido consolidado 550 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo 3 (continuação) Equivalência Patrimonial c) Demonstração de Resultados de M e F em 31 de Dezembro de 4 Sociedade M Sociedade F Vendas 8000 0 Custos de exploração 7000 2 Imposto sobre o rendimento 500 Resultado líquido 500 d) Demonstração de Resultados Consolidada em 31 de Dezembro de 4 Consolidado Vendas 8000 Custos de Exploração 7000 Imposto sobre o rendimento 500 Resultado líquido 500 Quotaparte do resultado (25%x) 50 Resultado líquido consolidado 550 Consolidação proporcional Utilizado em situações em que existe um controlo conjunto com outras sociedades. Consiste em integrar, nas contas da sociedade participante, a fracção representativa das suas participações nos elementos da conta de resultados e do balanço da sociedade consolidante, após eventuais correcções, e eliminando as operações e contas recíprocas. A operação de consolidação comporta, em princípio, as mesmas fases da consolidação integral (com excepção dos interesses minoritários), mas só se acumulam os valores das diferentes rubricas correspondentes às fracções de capital detidas pela empresa consolidante. Dos três é o menos utilizado, pois não faz muito sentido somar fracções de balanços ou de contas de resultados quando, na realidade, muitos desses elementos não são fraccionáveis, ou ao sêlo perdem todo o seu significado. 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo 4 Consolidação proporcional a) Balanços de M e F em 31 de Dezembro de 6 Nota: a sociedade F foi constituída com o capital de 1500, subscrito em partes iguais pelos grupos M, X e Y Balanço de M Inv. Financeiros 500 Outros activos 1500 0 Capital R. Líquido Débitos 0 500 0 Balanço de F Activos diversos 0 Capital R. Líquido Débitos 0 1500 900 0 Exemplo 4 (continuação) Consolidação proporcional b) Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 6 1. Homogeneização de critérios Já efectuada (pressuposto); 2. Acumulação da diferentes rubricas do Balanço: Inv. Financeiros Outro activom Activos de F Balanço de M + F 500 1500 0 0 CapitalM M ResultadoM CapitalF F ResultadoF DébitosM DébitosF 0 500 500 0 3. Eliminação da operações recíprocas Inexistentes (pressuposto); 4. NÃO HÁ INTERESSES MINORITÁRIOS; 5. Evidência das diferenças de consolidação Não existem; 6. Eliminação do valor da participação financeira com a eliminação simultânea da situação líquida da empresa consolidada. 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo 4 (continuação) Consolidação proporcional b) Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 6 Balanço consolidado Activos diversos 0 Capital Próprio Capital Cons. Resultado Cons. 0 600 1900 a) b) 0 Débitos 600 0 a) + = 600 b) + = Exemplo 4 (continuação) Consolidação proporcional c) Demonstrações de Resultados de M e F em 31 de Dezembro de 6 Custos de expl. C.P.Extraord. Imposto s/rend Resultado DR de M 4400 Vendas 4800 4800 4800 Custos de expl. C.P.Extraord. Imposto s/rend Resultado DR de F 5400 Vendas 150 150 6000 6000 6000 d) Demonstração de Resultados consolidado em 31 de Dezembro de 6 DR Consolidada Custos de expl. 6 Vendas C.P.Extraord. 150 Imposto s/rend 150 Resultado 6800 6800 6800 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
III. Consolidação de Contas 1. Perímetro de consolidação As contas consolidadas devem fornecer uma representação da situação patrimonial e dos resultados do grupo de empresas como se de uma só entidade jurídica se tratasse. As DF deverão, portanto, reflectir unicamente as relações das empresas do grupo com terceiros. Mas as contas individuais fazem aparecer, entre outras, as posições e fluxos relativas às operações realizadas entre as unidades consolidadas É necessário, portanto, eliminar os reflexos contabilísticos dessas operações Ajustamentos de consolidação (exemplos): A) Eliminação de resultados internos decorrentes de operações com elementos do activo de exploração; B) Eliminação de resultados internos de operações com elementos do activo imobilizado; C) Distribuição de dividendos; D) Diferenças de consolidação. 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
A) Eliminação de resultados internos decorrentes de operações com elementos do activo de exploração Exemplo A.1 Compra e venda de mercadorias Duas empresas A e B integradas no mesmo grupo, que, num determinado período, realizaram entre si as transacções de mercadorias constantes do esquema seguinte: 0 @ 2,4 0 @ 3 0 @ 4 A B Se se pretendem peças contabilísticas consolidadas, temos de conceber o conjunto das duas empresas como de uma só se tratasse. Deste modo temos que eliminar os reflexos, na informação contabilística, da operação de venda de A a B Exemplo A.1 Compra e venda de mercadorias (continuação) O quadro seguinte sistematiza a situação e as correcções necessárias: RESULTADOS Vendas C.M.V. = Compras Resultado Líquido A 3 000 2 400 600 B 4 000 3 000 1 000 Acumulado 7 000 5 400 1 600 Correcção D 3 000 C 3 000 0 Consolidado 4 000 2 400 1 600 BALANÇO Clientes Fornecedores Mercadorias 3 000 2 400. 4 000 3 000 7 000 5 400 C 3 000 D 3 000 4 000 2 400. 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo A.2 Compra e venda de mercadorias com variação de existências 0 @ 2,4 0 @ 3 900 @ 4 A B Exemplo A.2 Compra e venda de mercadorias com variação de existências O quadro seguinte sistematiza a situação e as correcções necessárias: RESULTADOS Vendas C.M.V. Resultado Líquido A 3 000 2 400 600 B 3 600 2 700 900 Acumulado 6 600 5 1 500 Correcção D 3 000 C 2 940 (60) Consolidado 3 600 a) 2 160 1 440 BALANÇO Clientes Fornecedores Mercadorias 3 000 2 400 3 600 3 000 6 600 5 400 C 3 000 D 3 000 C 60 3 600 2 400 b) 240 a) 2 160 = 900 x 2,4 b) 240 = x 2,4 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
B) Eliminação de resultados internos decorrentes de operações com elementos do activo imobilizado Exemplo B.1 Venda de um terreno Venda de um terreno, de A a B, por 1 que tinha custado 1 000 A B Acumulado Correcção Consolidado RESULTADOS P.G.Extra. MV D Resultado Líquido () BALANÇO Imob. Corpóreo 1 1 C 1 000 Nota: No caso de menosvalias, se o preço de venda (transacção) corresponder ao valor actual do imobilizado, o princípio da prudência, diznos que devemos manter a perda de valor, total ou parcialmente, ou seja, não existe correcção ou a correcção é parcial. Exemplo B.2 Venda de uma máquina (o problema das amortizações) Venda, em 5, de uma máquina, de A a B, por 1 que custou 1 400 (a máquina foi adquirida em 3 e é amortizada pelo método de quotas constante n = 7) No final de 5 A B Acumulado Correcção Consolidado RESULTADOS Am. do Exercício P.G.Extra. MV a) 240 240 C 40 D b) Resultado Líquido (240) (40) (160) () BALANÇO Imob. Corpóreo Am. Acumuladas 1 240 1 240 D C 360 1 400 600 a) 1 / 5 = 240 b) 1 400 / 7 = 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo B.2 Venda de uma máquina (o problema das amortizações) No final de 6 A B Acumulado Correcção Consolidado RESULTADOS Am. do Exercício 240 240 C 40 P.G.Extra. MV Resultado Líquido (240) (240) 40 () BALANÇO Imob. Corpóreo 1 1 D 1 400 Am. Acumuladas 480 480 C 320 800 R. Transitados Am. R. Transitados MV (400) (240) (640) C 40 D (600) C) Eliminação dos reflexos relacionados com a distribuição de dividendos Os dividendos recebidos por uma sociedademãe no exercício N, aumenta o seu resultado do exercício N, enquanto que constituem uma parte do resultado das filiais do exercício N1 (já foi tido em conta nos resultados consolidados do exercício N1). Há, pois, que diminuir a conta de "proveitos financeiros" consolidada do exercício N do montante correspondente, por contrapartida da conta de reservas consolidadas (ou "resultados transitados"). Poderá não ter impacto ao nível dos resultados consolidados, mas têlosá se houver retenção na fonte de imposto sobre o rendimento 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo C Distribuição de dividendos No ano de 6 a empresa F (detida a % pela empresa M) distribuiu 5.000 de dividendos (tributados à taxa liberatória de 20%) No final de 6 A B Acumulado Correcção Consolidado RESULTADOS Proveito (Custo) Fin. 4 000 4 000 D 5 000 (1 000) Resultado Líquido 4 000 4 000 (5 000) (1 000) BALANÇO Estado (credor) 1 000 1 000 1 000 RL05 5 000 RL05 5 000 C 5 000 RL03 D) Diferenças de Consolidação Quando a aquisição de uma empresa é feita por um valor diferente dos seus Capitais Próprios, o processo de eliminação dos Inv. Financeiros e da parcela de Capitais correspondentes já não é possível pois os valores são diferentes. Esta diferença diferença de consolidação: Quando positiva deverá ser inscrita no activo, numa rubrica de Imobilizações incorpóreas com a designação de Diferenças de consolidação e amortizada juntamente com o restante imobilizado; Quando negativa deverá ser inscrito no Capital próprio Se os elementos da empresa a consolidar estiverem subavaliadas, serão os valores reavaliados (auditados por entidades independentes) que devem ser considerados no processo de consolidação 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
Exemplo D.1 Diferença de consolidação A sociedade M adquire todo o capital da sociedade F, por 700 Balanço de M Inv. Financeiros 700 Capital 750 Balanço de F Activos diversos 500 Capital Outros activos 0 0 500 500 Balanço M+F Inv. Financeiros 700 Capital Outros activos Act. DiversosF 500 CapitalF 750 Balanço Consolidado Dif Consolidação Capital Outros activos Activos diversos 500 750 1500 F 1500 0 0 Exemplo D.2 Diferença de consolidação (com reavaliação) A sociedade M adquire todo o capital da sociedade F, por 700. Como existe, em F, um imóvel subavaliado em, o valor contabilístico reavaliado de F é 600 Balanço (totais) de M + F Inv. Financeiros Outros activos Act. DiversosF 700 600 1600 Capital CapitalF F R. Reaval.F 750 1600 Balanço Consolidado Dif Consolidação Capital Outros activos Activos diversos 600 750 0 0 1º ANO ANO LECTIVO 7/8
NOTA FINAL Quer no método de equivalência patrimonial (MEP) quer no método de consolidação integral, o impacto das eliminações deve ser repartido entre a empresa consolidante e os interesses minoritários, na proporção devida; No entanto, esta diminuição dos interesses minoritários não é pacífica. Algumas normas prevêem a possibilidade de limitar o montante de eliminação à parcela referente à sociedade consolidante, ou de operar uma eliminação imputável em % à sociedade consolidante 1º ANO ANO LECTIVO 7/8