Edição 40 (Março/2014) Cenário Econômico: Prévia da inflação oficial acelera por alimentos e transportes (Fonte: Terra) O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) avançou 0,73% em março pressionado pelos preços de alimentos e passagens aéreas, aproximando-se de 6% no acumulado em 12 meses. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que o indicador, prévia da inflação oficial do País, atingiu 5,90% em 12 meses. A meta de inflação do governo é de 4,5% pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Ambos os resultados ficaram em linha com as medianas em pesquisa da Reuters. Segundo o IBGE, o maior impacto no índice de março veio do grupo Alimentação e Bebidas, de 0,27 ponto percentual, após alta de 1,11%. Em fevereiro o grupo havia avançado 0,52%. Outros índices inflacionários já haviam mostrado pressão dos alimentos sobre os preços ao consumidor devido à seca em grande parte do Brasil no começo do ano. No IGP-M, por exemplo, os produtos agropecuários já vinham registrando fortes altas no atacado. Também se destacou no mês o grupo Transporte, com alta de 1,22% no mês ante variação negativa de 0,09% em fevereiro. Com isso, o grupo teve impacto de 0,23 ponto percentual no IPCA-15 de março. O principal responsável por esse avanço em Transportes foi o preço de tarifas aéreas, que subiram 27,08% em março após queda de 20,36% no mês anterior. O item foi o principal impacto individual no IPCA-15 do mês com 0,11 ponto percentual. Juntos, os grupos Alimentação e Bebidas e Transportes somaram 0,50 ponto percentual, segundo o IBGE, sendo responsáveis por 68% do índice do mês. Nesta semana, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, repetiu que os efeitos da política monetária são cumulativos e se mostram com defasagens, e defendeu que a recente alta nos preços de alimentos tende a ser um choque temporário, mas que a política monetária deve agir para que esse movimento se limite. Desde abril passado, o BC já elevou a Selic em 3,5 pontos percentuais, para o atual patamar de 10,75%, a fim de combater a inflação. Com os recentes sinais de pressão sobre os preços, os agentes econômicos começam a apostar que o ciclo de aperto vai se estender para maio, com mais duas altas de 0,25 ponto na taxa básica de juros. Outro fator de risco à inflação são os preços de serviços e o encarecimento dos custos da energia por conta do acionamento das usinas térmicas. De acordo com a pesquisa Focus do BC, a expectativa é de que o IPCA encerre 2014 a 6,11%.
Mercados das Commodities: Sucroenergético: Setor sucroenergético poderia gerar 15% da eletricidade consumida no País O Brasil poderá acrescentar R$ 10 bilhões no superávit da balança comercial e gerar 15% da eletricidade consumida no País até 2020 desde que sejam aplicadas políticas públicas adequadas para o setor sucroenergético. O cálculo do professor da Universidade de São Paulo (USP), Marcos Fava Neves, contextualiza a Carta de Campo Grande, documento elaborado por representantes do setor em âmbito nacional, durante o Canacentro, e que será entregue aos presidenciáveis Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campo. O 2º Congresso do setor Sucroenergético do Brasil Central Canacentro reuniu 620 participantes em Campo Grande (MS), foi promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul) e pela Associação dos Produtores de Bioenergia de MS (Biosul) e encerrou nesta sexta-feira (21). De acordo com o professor da USP, o Brasil importa atualmente entre R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões por ano de gasolina, somando-se a quantidade que o País importa de etanol e de combustível para gerar energia nas termelétricas, ao que o País deixa de exportar de açúcar e etanol. Esse conjunto gera um prejuízo de R$ 10 bilhões, o que Fava Neves classifica como erro de política pública. A carta com 20 sugestões para o desenvolvimento do setor sucroenergético direcionadas ao poder público, apresenta entre outras proposições a meta de a energia renovável atingir 50% do consumo da frota de automóveis até 2020 e 60% de participação brasileira no mercado mundial de açúcar. Padronizando o ICMS em 12% do etanol nos estados e mantendo o da gasolina em 25%, há um estímulo do consumo do etanol e aumento da arrecadação, como acontece no estado de São Paulo. A carta também sugere melhorias no sistema de transporte de cargas, portos, infraestrutura logística, além de avanços no sistema tributário e judiciário, destaca Fava Neves. Além da agenda sugerida ao poder público, o documento apresenta ainda metas para o setor privado da cadeia produtiva da cana. O professor da USP enfatizou que atualmente o etanol responde por menos que 30% do consumo da frota de automóveis de modelo flex, enquanto que há quatro anos o consumo era de 50%. A meta que desejamos para 2020 já foi atingida no passado, mas precisará de maiores investimentos devido o aumento da frota para atingirmos novamente essa proporção, destaca o professor. Neves pontuou também que a bioletricidade responde por 3% do que o Brasil consome de energia e que o setor tem potencial de aumentar essa produção para 15% com a coogeração das usinas, elevando significativamente a movimentação financeira nacional do setor, que ultrapassa US$ 100 bilhões por ano.
Os representantes do agronegócio, responsáveis pela elaboração da carta, solicitam no documento a aprovação de legislação que oriente os postos de combustíveis a divulgarem nas bombas as emissões de CO2 do etanol e da gasolina, tendo como base estudos científicos de universidades e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que comprovam a emissão de CO2 pelo etanol de 10% a 15% inferior à da gasolina. O mercado exige cada vez mais produtos sustentáveis. O etanol é uma energia renovável, um combustível verde, o consumidor precisa saber disso, enfatizou o presidente da Comissão de Agroenergia do Sistema Famasul e organizador do evento, Luiz Alberto Moraes Novaes. Ao citar Mato Grosso do Sul como exemplo, o professor da USP destaca que o Estado tem capacidade para instalar 15 novas usinas, utilizando-se apenas um milhão de hectares, dos 10 milhões de hectares degradados, sem prejuízo às demais culturas, gerando 15 mil novos empregos e beneficiando a balança comercial. A carta também pede garantia de segurança jurídica, item que se refere às invasões de propriedades privadas por indígenas no País. A carta com solicitações ao setor sucroenergético brasileiro é assinada por representantes da Famasul, do Fórum Nacional Sucroenergético, do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás, da Comissão Nacional de Cana de Açúcar da CNA, Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana), do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras Estado de Mato Grosso, da Sulcanas, Biosul, Banco Itaú, Udop, além do parecer de 600 congressistas participantes do Canacentro, de 10 cursos superiores de seis universidades. (Fonte: Farmasul) Soja: Seca e a lagarta Helicoverpa armigera derrubam a safra de soja 2013/14 no Oeste baiano Já em processo de colheita, a produção que ocupa uma extensão de 1,3 milhão de hectares plantados, estimada anteriormente para dar 50 sacas por hectare, agora é calculada uma produtividade média de 44 sacas por hectare, devendo produzir 3,4 milhões de toneladas. São números anunciados pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), durante a elaboração da terceira estimativa da safra 2013/14, atribuindo esta redução ao impacto da estiagem ocorrida no mês de janeiro em algumas regiões a falta de chuva se estendeu até meados de fevereiro além do ataque das lagartas Helicoverpa armigera e o complexo de Falsas Medideiras. (Fonte: Bahia Negócios) Quebra na produção de soja sustenta cotações no Paraná Até o dia 17 de março a colheita de soja do Paraná atingira 74,0% da área plantada no estado em 2013/2014, de acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (DERAL). Da área
que resta ser colhida, a estimativa é de que 59,0% estejam em boas condições de desenvolvimento, 31,0% em condições medianas e 10,0% em má situação. A qualidade das lavouras vem caindo constantemente nas últimas semanas devido à escassez de chuvas no primeiro bimestre do ano. Por este motivo, a safra foi revisada pra baixo pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) no levantamento de março. A expectativa é que o estado colha 14,68 milhões de toneladas, volume 12,3% menor do que a estimativa de fevereiro, quando se falava em 16,73 milhões de toneladas. Com isso, os preços ganharam firmeza. Na média do estado, a saca de 60kg fechou o dia 19/3 cotada em R$69,40, alta de 2,2% em um mês. (Fonte: Scot Consultoria) Milho: Após altas de mais de 25% desde o início do ano, preços recuam no mercado interno Após a valorização do último pregão, os futuros do milho negociados na BMF&Bovespa operam em queda nesta sexta-feira (21). A situação também se repete no mercado interno e na região de Campinas (SP), a saca de 60 quilos que era negociada a R$ 35,00 no final de fevereiro, recuou para R$ 32,00. De acordo com o levantamento da Scot Consultoria, os preços no mercado interno recuam desde o início do mês de março. O avanço da colheita da safra de verão e a evolução da semeadura da safrinha exerceram pressão negativa nas cotações no mercado. O economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, explica que depois das altas de mais de 25% nos preços desde o início do ano, a tendência é de estabilidade nos preços. As cotações apresentaram uma valorização expressiva após as adversidades climáticas que afetaram o rendimento das lavouras em importantes regiões produtoras na safra de verão, especialmente São Paulo e Minas Gerais. Vamos ter uma quebra de mais de 2 milhões de toneladas na primeira safra e uma redução pouco mais significativa na safrinha, o que manteve os preços elevados. E os preços no interior inibem uma exportação mais competitiva nesse momento, a indústria está garantida nesse momento, relata Motter. Fonte: (Fernanda Custódio / Noticias Agricolas)