ESTUDOS E PESQUISAS Nº 327 Palavras de Saudação Luciano Coutinho* Fórum Especial 2009 - Na Crise Esperança e Oportunidade, Desenvolvimento como Sonho Brasileiro, Oportunidade para as Favelas 17 e 18 de setembro de 2009 * Presidente do BNDES. Versão Preliminar Texto sujeito à revisões pelo(s) autor(es). Copyright 2009 - INAE - Instituto Nacional de Altos Estudos. Todos os direitos reservados. Permitida a cópia desde que citada a fonte. All rights reserved. Copy permitted since source cited. INAE - Instituto Nacional de Altos Estudos - Rua Sete de Setembro, 71-8º andar - Rio de Janeiro - 20050-005 - Tel.: (21) 2507-7212 - Fax: (21) 2232-1667 - E-mail: forumnacional@inae.org.br - web: http://forumnacional.org.br
Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como "Sonho Brasileiro".(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas Rio de Janeiro, 17 de setembro de 2009 Fórum Especial INAE Luciano Coutinho
A economia brasileira Política monetária com credibilidade: consolidação de juros reais mais baixos; Política fiscal retoma trajetória de redução gradual da relação dívida / PIB; Um sistema bancário fortalecido, operando sob regulação eficiente i e pronto para expandir o crédito com spreads cadentes; Setor privado pouco alavancado, com muitas empresas capacitadas para expansão e internacionalização; Grande número de projetos de investimento t com alto retorno e baixo risco, principalmente em infraestrutura; Políticas de investimento t pró-ativas (PAC, Petrobrás: Pré-sal), com apoio dos bancos públicos 2
Oportunidades de crescimento com maior inclusão social A economia brasileira pode crescer muito acima da média dos países desenvolvidos; O investimento será dinamizado por cinco grandes vetores: petróleo e gás, energia elétrica, logística, construção habitacional e agronegócios; Oportunidades para estratégias intensivas em inovação e sustentabilidade socioambiental; O mercado interno viabilizará a expansão da demanda: consumo básico das famílias, habitação e duráveis; Renda média real do trabalhador está crescendo Bolsa Família, Previdência Rural (Benefício de Prestação Continuada) Redução da pobreza e das desigualdades de renda, com queda do desemprego.
O consumo das famílias viabilizou a recuperação Taxa de crescimento trimestre/trimestre imediatamente anterior 3,5 3,1 2,5 1,5 0,5 1,4 11 1,1 0,5 0,1 2,4 1,5 1,5 1,6 1,8 1,4 1,3 10 11 0,9 1,0 1,1 0,7 0,2 1,8 1,5 0,9 0,7 0,5-0,5-1,5-1,2 Fonte: IBGE -2,5-1,4 14 0,6 2,1 2003 T1 2003 T2 2003 T3 2003 T4 2004 T1 2004 T2 2004 T3 2004 T4 2005 T1 2005 T2 2005 T3 2005 T4 2006 T1 2006 T2 2006 T3 2006 T4 2007 T1 2007 T2 2007 T3 2007 T4 2008 T1 2008 T2 2008 T3 2008 T4 2009 T1 2009 T2
Redução do desemprego... Desemprego caiu de 11,2% em jul/04 para 8,0% em jul/09 Taxa de Desocupação Média - IBGE 2004 11, 2 0 2005 10, 8 0 2006 2007 950 9,50 9,50 2008 2009 8,10 8,00 680 6,80 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Fonte: IBGE
... e recuperação do poder de compra do trabalhador Salário Mínimo Real A preços de março de 2009 (IPCA) 500 450 400 350 300 250 322 297 265 244 200 352 417 465 ago/07 fev/08 ago/08 fev/0 9 ago/09 fev/0 7 fev/06 ago/06 ago/05 ag ago/96 fev/9 7 ago/97 fev/98 ago/98 fev/9 9 ago/99 fev/00 ago/00 fev/0 1 ago/01 fev/0 2 ago/02 fev/03 ago/03 fev/0 4 ago/04 fev/05 Fonte: IBGE
Queda da pobreza... 56 Evolução temporal da pobreza: Brasil (1977-2007) 52 52,3 51,8 Porc centagem de pobres (% ) 48 44 40 36 32 46,5 45,5 44,9 44,9 44,3 44,4 44,3 44,1 42,7 41,8 45,9 47,0 38,2 37,4 38,2 39,3 36,8 38,6 38,7 39,0 38,6 34,1 29,6 28 29,1 28,0 24 1977 1979 1981 1983 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 Fonte: BARROS, R.; CARVALHO, M.; MENDONÇA, R. Determinantes da queda na desigualdade de renda no Brasil. Rio de Janeiro: IPEA, 2008. (Texto para discussão). No prelo. Nota 1: Foi utilizado a linha de pobreza regionalizada com média nacional de R$ 175.
... e redução da desigualdade de renda Coeficiente de Gini 0,640 0,630 0,620 0,610 0,600 0,590 0,580 0,570 0,560 0,550 0,623 Evolução da desigualdade na renda familiar per capita no Brasil: Coeficiente de Gini (1977-2007) 0,604 0,593 0,594 0,596 0,589 0,582 0,588 0,587 0,599 0,634 0,615 0,612 Valor mínimo do coeficiente de Gini 0,580 0,602 0,600 0,600 0,599 0,598 0,592 Valor médio do coeficiente de Gini 0,593 0,587 0,581 0,569 0,566 0,559 0,552 0,540 1977 1979 1981 1983 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 Fonte: BARROS, R.; CARVALHO, M.; MENDONÇA, R. Determinantes tes da queda na desigualdade dade de renda no Brasil. Rio odeja Janeiro: IPEA, 2008. (Texto opaadscussão) para discussão). No opeo prelo.
O papel p do BNDES na agenda social
Visão de futuro Planejamento estratégico 2009-2014 2014 Missão: Promover o desenvolvimento sustentável e competitivo da economia brasileira, i com geração de emprego e redução das desigualdades sociais e regionais Visão: Ser o Banco do desenvolvimento do Brasil, instituição de excelência, inovadora e pró-ativa ante os desafios da nossa sociedade Orientações estratégicas: Promoção do desenvolvimento regional e sócio-ambiental a partir de uma abordagem integrada destas dimensões e de investimentos complementares no entorno territorial de grandes projetos
Área Social Desenvolvimento Urbano e Regional Projetos Multisetoriais Integrados (PMI) Projetos Estruturadores de Transporte Urbano Educação, Saúde e Segurança Pública formação profissional i e tecnológica; hospitais filantrópicos e universitários; presídios e ênfase em parcerias público-privadas. privadas Economia Solidária e Microcrédito Apoio não-reembolsável para a estruturação de cooperativas de produção, com foco em empreendimentos de baixa renda e em áreas de baixo dinamismoi econômico; Catadores de materiais recicláveis;
Investimentos 2009-2012 Preocupação em estudar os impactos sociais dos investimentos Crescimento dos Investimentos 2005-2008 para 2009-2012 Setores Investimentos (R$ bilhão) Crescimento 2005-2008 2009-2012 (%) Petróleo e Gás 197 287 46 Energia Elétrica 66 119 80 Energia 263 406 55 Extrativa Mineral 59 46-21 Siderurgia 28 29 4 Petroquímica 8 33 303 Automotivo 21 20-2 Eletroeletrônica 16 24 54 Papel e Celulose 17 6-66 Demais Indústria 148 159 7 Telecomunicações 65 53-18 Saneamento 22 40 84 Ferrovias 16 37 136 Transp. Rodoviário 22 28 25 Portos 5 8 77 Demais Infraestrutura 128 165 29 Total 539 730 35 Fonte: APE/BNDES A PIS abrange os setores que serão os responsáveis pela aceleração dos investimento t entre 2009 e 2012. Necessidade de uma boa avaliação dos impactos sociais e ambientais da expansão destes setores
BNDES no PAC Social Social e Urbana R$ 6.338 milhões 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500-2.035 526 3.777 Metrôs Urbanização Saneamento *Posição em julho de 2009
Desembolsos da Área Social Desembolsos (R$ milhões) 4.887 1.930 1.277 2007 2008 2009* *acumulado em 12 meses até agosto
O Papel do Estado na Oportunidade para as favelas
Características das Favelas Observatório de Favelas Insuficiência histórica de investimentos; Níveis elevados de subemprego e informalidade nas relações de trabalho; Edificações predominantemente caracterizadas adas pela autoconstrução, que não se orientam pelos parâmetros definidos pelo Estado; Indicadores educacionais, econômicos e ambientais abaixo da média do conjunto da cidade; Ocupação de sítios urbanos marcados por um alto grau de vulnerabilidade ambiental; Grau de vitimização das pessoas, sobretudo a letal, acima da média da cidade.
PAC Habitação Urbanização das favelas Com relação aos recursos para infraestrutura social e urbana os investimentos somam R$ 170,8 bilhões (R$ 106,3 bilhões para habitação). As diretrizes gerais para seleção dos projetos do PAC para urbanização de favelas foram: projetos de grande porte com impacto na articulação e integração do território; recuperação ambiental; eliminação de gargalos da infraestrutura logística (ocupações em áreas de aeroportos, portos e ferrovias); prevenção/mitigação ã do impacto de grandes instalações de infraestrutura nacional; complementação de obras já iniciadas. Fonte: Ministério das Cidades
Minha Casa, Minha Vida Redução do déficit habitacional O Governo Federal está investindo R$ 34 bilhões para que milhões de brasileiros i tenham acesso à casa própria; O Minha Casa, Minha Vida viabiliza a construção de 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos, em parceria com estados, municípios e iniciativa privada; Projetos ganham impulso e devem se acelerar a partir do segundo semestre; Entregas se acelerarão a partir de meados de 2010. Há um bom andamento dos projetos e o prazo de conclusão deve ser inferior ao convencional; PAC Mobilidade Urbana: R$ 5 bilhões em negociação para as 12 cidades sedes da Copa do Mundo para investimentos em mobilidade urbana. Fonte: Minhacasaminhavida.org.br
Conclusões: Oportunidades para as favelas Avanço persistente da criação de oportunidades de ascensão social e da redução das desigualdades de renda; Urbanização das favelas com investimentos do PAC melhora a qualidade de vida da população; Investimentos em Educação, Saúde e Segurança Pública, previstos no PAC, promoverão melhorias na qualidade de vida da população residente nas favelas; Redução do déficit habitacional Contenção da expansão das favelas - Programa Minha Casa, Minha Vida PAC Mobilidade Urbana.