André Luís Montillo UVA

Documentos relacionados
Doença de Paget. Definição:

Remissão prolongada da atividade metabólica da Doença de Paget. tratamento com Risendronato oral e Pamidronato endovenoso.

Traumatologia. Distúrbios do Aparelho Locomotor tendo como Etiologia Sempre o TRAUMA, não importando a sua Magnitude.

NEUROCIRURGIA o que é neurocirurgia?

XXIV Reunião Clínico Radiológica. Dr. Rosalino Dalasen.

Anatomia da Medula Vertebral

OSTEOPOROSE: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO Bruno Ferraz de Souza Abril de 2018

Prof André Montillo

Prof André Montillo

16º Imagem da Semana: Radiografia do Joelho

Deformidades Angulares dos Membros Inferiores I - Joelhos - Prof André Montillo

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESDADO DO RIO DE JANEIRO - UNIRIO Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - HUGG

Propedêutica Ortopédica e Traumatológica. Prof André Montillo

Imagem 1: destacada em vermelho a redução do espaço articular.

RAQUITISMO E OSTEOMALÁCIA. Raquitismo e osteomalácia são distúrbios em que há alteração da mineralização óssea.

Manifestações clínicas e procedimentos diagnósticos da doença de Paget do osso

Osteomielite crónica não-bacteriana (OMCR)

Lesões Traumáticas do Membro Superior. Lesões do Ombro e Braço Lesões do Cotovelo e Antebraço Lesões do Punho e Mão

Traumatologia Infantil. O Esqueleto da Criança Não É O Esqueleto do Adulto em Miniatura

Cintilografia Óssea com 99mTc-MDP na suspeição do câncer de próstata.

Prof André Montillo

Lesões Traumáticas do Membro Superior. Lesões do Ombro e Braço Lesões do Cotovelo e Antebraço Lesões do Punho e Mão

FUNDAMENTOS E CLÍNICA EM ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA I. Profº Ms. Marcos Antonio P. Brito 6ºTermo UniSalesiano Araçatuba

Envelhecimento e Doenças Reumáticas

Emergências Oncológicas - Síndrome de. Compressão Medular na Emergência

Estudo por imagem do trauma.

MIELOMA MÚLTIPLO. Dr. Glauco José Pauka Mello ONCOLOGIA ORTOPÉDICA

Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina. Jônatas Catunda de Freitas

Propedêutica Ortopédica e Traumatológica

Uso de agentes anti reabsortivos no manejo da osteporose. Reflexões. Dra. Fabiana Gonzalez Dra. Priscila Faggiano

COLUNA LOMBAR 24/03/15 ANATOMIA VERTEBRAL

NOÇÕES DO SISTEMA ESQUELÉTICO OU

Proteção Radiológica Infantil

DOENÇA ÓSSEA NA CIRROSE. Cristiane Alves Villela Nogueira Faculdade de Medicina Universidade Federal do Rio de Janeiro

ALUNAS: MARIA VITÓRIA SILVA GOMES JULIANA FERREIRA WHIRILENE CASSIANO GINOELY SHIRLEY G. GÁRCIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESDADO DO RIO DE JANEIRO - UNIRIO Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - HUGG. Prof André Montillo

Anomalias esquelé.cas e doenças metabólicas. Joana Rosmaninho Salgado Interna Gené5ca Médica Orientador: Sérgio Sousa

RADIOLOGIA ORTOPÉDICA E INTERPRETAÇÃO texto simplificado

Tomografia Computadorizada Quantitativa Diagnóstico da Osteoporose

07/12/2015. Letícia Coutinho Lopes 1. Ossos e Articulações

Hiperparatireoidismo Primário. ário(hptp) Apresentador: Paula de Aragão Prazeres Coordenador: Francisco Bandeira Setembro/ 2011

Residência Médica 2018

Introdução ao estudo dos ossos, osteogênese e esqueleto.

Osteoporose secundária. Raquel G. Martins Serviço de Endocrinologia, IPO de Coimbra

Existem algumas enfermidades ósseas de causas desconhecidas, ou ainda, não muito bem definidas. Dentre essas, vale ressaltar:

Coluna lombar. Características gerais: 5 vértebras 1 curvatura lordose fisiológica

SISTEMA ESQUELÉTICO. O sistema esquelético ou sistema ósseo é formado por vários ossos, cujo estudo é chamado de osteologia.

Procedimento x CID Principal

Anatomia Humana. Sistema Esquelético Prof. Msc. Bruno Aleixo Venturi

SISTEMA ESQUELÉTICO. Prof. Esp. Bruno Gonzaga

Emergências Neurológicas. Emergências Neurológicas. Emergências Neurológicas. Emergências Neurológicas. Emergências Neurológicas

Bases Biomecânicas do Treinamento Osteogênico. Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior

ANATOMIA ÓSSEA/MUSCULAR/TEGUMENTAR. Enfº Eliél Martins Esp. em Emergências

Imagem da Semana: Tomografia computadorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM)

- termo utilizado para designar uma Dilatação Permanente de um. - Considerado aneurisma dilatação de mais de 50% num segmento vascular

Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Liga de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Jônatas Catunda de Freitas

Residência Médica 2018

Prof André Montillo

Meduloblastoma. Denise Magalhães

Referenciação à Consulta de Reumatologia

Defeitos osteoarticulares

Osteomielite Crónica Recorrente Multifocal (OCRM)

Métodos de imagem nos tumores ósseos

Introdução ao estudo da Anatomia Humana: Sistema Esquelético

Dra Marcella Rabassi de Lima Endocrinologista pediatra-fepe

COMO IDENTIFICAR UMA CEFALÉIA SECUNDÁRIA NA EMERGÊNCIA

ANATOMIA HUMANA I. Sistema Esquelético. Prof. Me. Fabio Milioni

Métodos de imagem em ortopedia

Exames Complementares Morte Encefálica. Pedro Antonio P. de Jesus

Doença inflamatória da coluna vertebral podendo ou não causar artrite em articulações periféricas e inflamação em outros órgãos como o olho.

Espinha Bífida. Dr. Fábio Agertt

INTRODUÇÃO AO SISTEMA ESQUELÉTICO

Médico Cirurgia de Coluna

Diagnostico das patologias do ombro

EXAME Instruções

Traumatologia e Ortopedia

TECIDO ÓSSEO FUNÇÕES: - Suporte. - Proteção órgãos vitais. - Formação do sangue (medula óssea) - Apoio aos músculos

Reabilitação LESÃO MEDULA ESPINAL. Julia Maria D Andréa Greve Professora Associada FMUSP

E MUDOU PARA MELHOR TUDO EM IMAGENS POR IMAGEM DE POR IMAGEM MUDOU A MEDICINA DE DIAGNÓSTICOS A MEDICINA DE DIAGNÓSTICOS E NÓS VAMOS REGISTRAR

SandraPais XVII FÓRUM DE APOIO AO DOENTE REUMÁTICO 10 E 11 OUTUBRO DE 2014

TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR

Doença de Paget. Projeto Diretrizes

PRINCÍPIOS E CONCEITOS DAS TÉCNICAS DE MOBILIZAÇÃO E MANIPULAÇÃO ARTICULAR. Tatiana Teixeira Álvares

Tecido Ósseo Funções:

Dores na coluna Lombalgia

Ementário do Curso Técnico em Massoterapia

PLANO DE TRABALHO: TECNOLOGIA EM DENSITOMETRIA

AVCI NA FASE AGUDA Tratamento clínico pós-trombólise. Antonio Cezar Ribeiro Galvão Hospital Nove de Julho

Espondilite Anquilosante

SISTEMA ÓSSEO OSSOS OSSOS 04/05/2017 RADIOGRAFIA ESTRUTURA OSSO LONGO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESDADO DO RIO DE JANEIRO - UNIRIO Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - HUGG. Revisão Ortopedia

Radiologia do Esqueleto Apendicular Fraturas e complicações

Transcrição:

André Luís Montillo UVA

Definição: É uma doença sistêmica de origem desconhecida que determina alteração no Processo de Remodelação Óssea. É determinada por osteoclastos anormais que aceleram o remodelamento ósseo resultando na formação de tecido ósseo alterado

Tipos de Comprometimento Ósseo: Monostótico: compromete apenas uma região do esqueleto. Mais comum em mulheres Poliostótico: compromete mais de uma região do esqueleto. É a forma mais frequente, comum nos homens e nos membros inferiores: Pelve: 60% Vértebra: 35% Crânio: 40% Membros inferiores: 32% Costelas, clavícula, escápula, pés

Quadro Clínico: Assintomático: muitas vezes. 50% dos casos é um achado radiológico Sintomático: é a apresentação clínica mais comum Dor Óssea Deformidade óssea Lesão Neurológica Outras manifestações

Quadro Clínico: Sintomático: é a apresentação clínica mais comum Dor Óssea: 70% a 80% dos pacientes Fatores Determinantes: Dor Óssea o Hipervascularização que resulta em calor local o Distorções do periósteo: espessamento e deformidade óssea o Fraturas patológica: clínicas Fator Determinante: Dor próxima das articulações o Osteoartrose secundária Fatores Determinantes: Dorsalgias e Lombalgias o Aumento do Volume das vértebras o Perda da lordose lombar fisiológica o Espondiloartrose o Alteração da marcha o Compressões radiculares

Quadro Clínico: Sintomático: é a apresentação clínica mais comum Lesões Neurológicas: o Surdez neurosensorial: compressão do 8º par craneano ou disfunção coclear por deformidade do osso temporal o Hidrocefalia e compressão do tronco encefálico: por comprometimento do osso da base de crânio o Cefaleia o Disfunção cerebelar o Demência

Quadro Clínico: Sintomático: é a apresentação clínica mais comum Outras Manifestações: o Distúrbios hemodinâmicos por fraturas patológicas o Miopatias o Osteoporose o Degeneração neoplásica (sarcomatose): 0,2% a 1,0% dos casos

Quadro Clínico:

Quadro Clínico:

Quadro Clínico:

Quadro Clínico:

Diagnóstico: Laboratorial Exames por Imagem Cintilografia

Diagnóstico: Laboratorial: Avaliação dos marcadores bioquímicos do metabolismo ósseo Fosfatase Alcalina Óssea (FAO): aumentada em 60% dos casos Fosfatase Alcalina Total (FA): normal em 4,6% dos casos Osteocalcina (OC): aumentada Hidroxiprolina urinária: aumentada (catabolismo do colágeno) Pró-Peptídeos do Colágeno I: aumentada Cálcio e Fósforo: normais Cálcio aumentado: degeneração neoplásica

Diagnóstico: Exames por Imagem: Raio X simples: o Alterações radiológicas em 56% a 86% o Áreas de lesão lítica (rarefação óssea) associada a regiões escleróticas desordenadas: aspecto em mosaico o Espessamento do osso cortical o Aumento do volume ósseo o Fraturas patológicas

Diagnóstico: Exames por Imagem: Tomografia Computadorizada: o Se os sinais radiológicos não forem conclusivos RNM: o Fraturas patológicas clínicas o Suspeita de transformação maligna Cintilografia Óssea: o Positiva em 2% a 23% dos casos o Apresenta hipercaptação nas áreas afetadas o Auxilia no diagnóstico: não faz o diagnóstico o Monitoração da progressão da doença o Determina as áreas do esqueleto comprometidas o Avalia a atividade da doença o Avalia a resposta terapêutica

Diagnóstico: Exames por Imagem: Raio X Simples:

Diagnóstico: Exames por Imagem: Raio X Simples:

Diagnóstico: Exames por Imagem: Raio X Simples:

Diagnóstico: Exames por Imagem: Raio X Simples:

Diagnóstico: Exames por Imagem: Raio X Simples:

Diagnóstico: Exames por Imagem: Tomografia Computadorizada:

Diagnóstico: Exames por Imagem: Tomografia Computadorizada:

Tratamento: Analgesia Bifosfanatos: restaura a remodelação óssea Ácido Zoledrônico: infusão venosa em dose única anual de 5 mg