Transmissão. Eixo Traseiro

Documentos relacionados
Transmissão. Caixa de Câmbio - Básico

Transmissão. Generalidades

Transmissão. Árvore de Transmissão

Transmissão. Tomada de Força

Transmissão. Embreagem

Central de vendas Sujeito à disponibilidade de estoque Preços válidos até 30/12/2016 Ref. Produto Valor Venda Agulha 4,30

Alternador. Professor Diogo Santos Campos

TRANSMISSÃO. Caixa de cambio

3. TRANSMISSÃO DE POTÊNCIA

COLUNA DA DIREÇÃO A950

CASE CÓD. EV Nº CASE DESCRIÇÃO MODELO APLICAÇÃO E OBS.

Rendimentos em Transmissões Mecânicas

Universidade Federal do Paraná Setor de Tecnologia Departamento de Engenharia Mecânica. Eixos e árvores

Alisador de Concreto NACH36

Empilhadeira Elétrica LEE25

Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia. Prof.: Carlos

Instruções para Implementadores

SISTEMA DE TRANSMISSÃO DE TRATORES AGRÍCOLAS

COLUNA DE DIREÇÃO BT170

Volvo. Eixo Meritor MT-610 & MT veículos. Aplicação Volvo FH / VM. Catálogo eletrônico

CATÁLOGO DE PEÇAS. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer

Catálogo ZF - Veicular DEZ-2008 Figura Transmissão: 16S 2280 TO Iveco Nº ZF:

Transmissão. Caixa de Câmbio SR 1700 / VT 2014 / 2514

MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO E TRANSPORTE

Acoplamento. Uma pessoa, ao girar o volante de seu automóvel, Conceito. Classificação

Resistência dos Materiais. Aula 6 Estudo de Torção, Transmissão de Potência e Torque

SISTEMAS DE TRANSPORTES TT046

Seq. Código Itens descrição Marca CK ACIONADOR EATON CK ALOJAMENTO DA TRANSMISSAO EATON CK ANEL EATON CK ANEL DE

DInstruções para. Implementadores. Características Construtivas Tomada de Força VM. Volvo Truck Corporation Curitiba, Brazil 5.

Fátima Pais. Movimento e Mecanismos. Operadores mecânicos. Educação Tecnológica

Parte 2: Catálogo de Peças Lancer Sêmea 3000 e 5000

9. SISTEMAS DE DIREÇÃO

Aproveitamento de potência de tratores agrícolas

CONTEÚDO TÉCNICO Volante dupla massa Sachs

ELEMENTOS DE MÁQUINAS (SEM 0241)

Índice. Chassi e Suspensão 21. Motores 03. Eixo dianteiro, Barramento e Caixa de direção 23. Câmbio 1 1. Freios e Rodas 25.

Caminhões roll on/roll off

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS ALIMENTADOR VIBRATÓRIO - ZL EQUIPAMENTOS.

EXPLORER - C EIXO TRASEIRO

APLICAÇÕES. Você vê engrenagens em quase tudo que tem partes giratórias. Transmissão de carro. Redutor de velocidade. Relógios

PROJETO E CONSTRUÇÃO DE UM DIFERENCIAL COMO MODELO PEDAGÓGICO

DESENHO TÉCNICO MECÂNICO

Transversal anterior. 4 no cabeçote. 127 a rpm. 32,6 a 1800 rpm. 88 mm x 94 mm. turboalimentado com intercooler.

APLICAÇÕES. Você vê engrenagens em quase tudo que tem partes giratórias. Transmissão de carro. Redutor de velocidade. Relógios

ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO Oficina Mecânica para Automação - OMA

MICROTRATOR MOTOCULTIVADOR NMCD135E

transversal anterior 4 no cabeçote 127 a rpm 32,6 a rpm 88 mm x 94 mm turboalimentado com intercooler ferro fundido com pino flutuante

LINHA FORA DE ESTRADA Novembro/16

Transmissão por correia e polia

Ensiladeira JF60-Universal com Bica Curta Rev. 00

Carregamentos Combinados (Projeto de Eixos e Árvores) Mecânica dos Materiais II

Ensiladeira JF50-Universal com Bica Curta Rev. 00

HT-HIDRAUTRÔNICA INDÚSTRIA COMÉRCIO EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO LTDA.

Órgãos de Máquinas II

Engrenagem Cônica Reta. - V <= 1000 pés/min; - Ruído não é importante;

- de dentes helicoidais (ECDH);

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS FACULDADE DE AGRONOMIA ELISEU MACIEL DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA RURAL DISCIPLINA DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS

1 INTRODUÇÃO. Relação TDP x rotor constante Elevada desagregação do solo Quebra de órgãos ativos e das transmissões

Para sua segurança, quando aparecer este símbolo no manual ou na máquina, leia atentamente o texto que o acompanha. LEGENDA:

Principal Histórico SAC

Ensiladeira JF40 - Universal com Bica Curta Rev. 00

CATÁLOGO DE PEÇAS X150EXP10

Catálogo de Peças JF Plataforma de Capim

IMETEX ÍNDICE. PDF created with pdffactory trial version

Parte 2: Catálogo de Peças

VALIDADE DA PROPOSTA:... dia(s) (VALIDADE MINIMA - ) PRAZO DE ENTREGA:... dia(s) (PRAZO MAXIMO - ) Responsavel pela Firma Proponente

DIRETRIZES PARA TRANSFORMAÇÕES CHASSIS CABINE AMÉRICA LATINA

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS GRELHAS VIBRATÓRIAS - ZL EQUIPAMENTOS.

FIS-14 Lista-08 Outubro/2012

ELEMENTOS ELÁSTICOS MOLAS

MECÂNICA. Laboratório de CARROS DE CORRIDA. Construções de 1 a 30

CATÁLOGO DE PEÇAS X150MAX

As molas são usadas, principalmente, nos casos de armazenamento de energia, amortecimento de choques, distribuição de cargas, limitação de vazão,

1) Metodologia de ensino 1 2) Prática 2 3) Continuação de Engrenagens 6 4) Manivelas 8 5) Polias 9 6) Exercícios de fixação dos conceitos 11

BLOQUEIO FULL TRACTION MANUAL DE INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO BLOQUEIO FULL TRACTION DANA % ON/OFF A CABO PATENTE

Mateus de Almeida Silva. Meca 3º ano. Tipos de Rolamentos e Aplicações. Rolamento

transmissão de movimento e transformação de movimento.

MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO E TRANSPORTE AULA 4 E 5 POLIAS E TAMBORES

24. INFORMAÇÕES DE SERVIÇO DIAGNÓSTICO DE DEFEITOS 24-1 PARTIDA ELÉTRICA/ EMBREAGEM DE PARTIDA

Apostila 2. Capítulo 11. Esses humanos e suas máquinas maravilhosas. Página 233

Estabilidade de rolamento e estabilidade anti-capotamento no basculamento

Parâmetros Trem de força

Caminhões para transporte de madeira. Informações gerais sobre caminhões para transporte de madeira

Transversal anterior. 130,0 (G) / 132,0 (E) a rpm. 18,4 (G) / 18,9 (E) a rpm. Gasolina / Etanol. 5 a frente e 1à ré

1 Introdução. 1.1 Tecnologia Kopelrot

CATÁLOGO DE PEÇAS. Linha Microtratores MT 07 G / MT 07G MASTER

PSM 102/103 CJ. TRANSMISSÃO (CATRACA/ACIONADOR)

TORNEIRO MECÂNICO TECNOLOGIA

EIXOS SISTEMA HIDRÁULICO

MECÂNICA. Laboratório CAMIÕES DE TRANSPORTE. Construções de 1 a 10

Capítulo 5. Torção Pearson Prentice Hall. Todos os direitos reservados.

CATÁLOGO DE PEÇAS X150MAX

Transcrição:

Transmissão Eixo Traseiro

Prefácio Este módulo de treinamento refere-se ao eixo traseiro. O módulo de treinamento é parte de uma série de módulos destinados ao Treinamento Básico de Transmissão. Este módulo deve ser estudado após a conclusão do estudo dos módulos: Generalidades, Embreagem e Caixa de Câmbio. Durante o estudo deste módulo, você terá oportunidade de aprender a função do eixo traseiro, quais são os seus principais componentes e também como funcionam estes componentes individualmente e no conjunto do eixo traseiro. Conteúdo Introdução 3 Principais Componentes do Eixo Traseiro - Carcaças 4 Função do Diferencial 5 Componentes do Diferencial 6 Parafuso de Encosto 7 Conjunto de Coroa e Pinhão 8 Componentes do Diferencial 9 Relação de Transmissão 10 Caixa Satélite 11 Semi-Eixos 12 Funcionamento do Conjunto Diferencial 13 Bloqueio do Diferencial-Generalidades 17 Bloqueio do Diferencial - Principais Componentes 18 Bloqueio do Deferencial - Funcionamento 19 Redução no Cubo - Generalidades 20 Redução no Tubo - Principais Componentes e Funcionamento 21 Tração Tandem 22 Diferencial com Caixa de Transferência 23

Introdução: O eixo traseiro têm a função de transmitir potência de tração do motor para as rodas de tração e também de diferenciar a velocidade entre as rodas de tração em algumas situações. O eixo traseiro é composto de uma carcaça (1) com um diferencial (2) e dois semi-eixos (3). A carcaça do eixo traseiro (1) é uma unidade separada que está fixa à suspensão do veículo através de parafusos. O diferencial (2) consiste de uma carcaça, fixa através de parafusos à carcaça do eixo traseiro (1). Os semi-eixos (3) são totalmente flutuantes, e têm a função de transmitir torque do diferencial para as rodas. TP95850 3

Principais Componentes do Eixo Traseiro - Carcaças: Carcaça do eixo traseiro (1): A carcaça do eixo traseiro suporta todos os componentes do eixo. Em sua parte frontal é montada a carcaça do diferencial, a qual fica apoiada e quatro pontos. Carcaça do diferencial (2): Para que o diferencial possa suportar grandes tensões e peso dos componentes da transmissão, sua carcaça é fundida em uma só peça.isto significa que só existe capa de mancal e alojamento de pinhão separado. TP95850 4

Função do Diferencial: O diferencial têm a função de balancear a velocidade das rodas de tração em curvas e, ao mesmo tempo, multiplicar a força de tração do veículo. Isto é muito importante, pois em curvas, a roda externa têm uma extensão mais longa a percorrer do que a roda interna, o que significa que ela tem que girar mais rapidamente. Se as rodas fossem ligadas através de um eixo rígido, seria necessário que uma delas patinasse, para compensar a diferença de trajeto. O diferencial liga os dois semi-eixos, permitindo a diferença de rotação das rodas. TP95850 5

Componentes do Diferencial O diferencial é instalado na carcaça do eixo e, seus principais componentes são os seguintes: Pinhão (1) : O pinhão é o eixo de entrada do eixo traseiro. Está alojado em um mancal, por meio de dois rolamentos de rolos cônicos. A parte posterior do pinhão está aparada em um rolamento de rolos cilindricos, alojado na carcaça do diferencial. Os rolamentos tem a função de manter o pinhão em seu lugar contra a porca. Coroa (2) : A potência de tração é transmitida do pinhão à coroa, que está fixa entre duas metades da caixa de satélites e o conjunto está apoiado em dois rolamentos de rolos cônicos na carcaça do diferencial. Caixa de Satélites (3) : A caixa de satélites dividi-se em duas partes. O conjunto diferencial é composto por quatro engrenagens pequenas (satélites) e duas grandes (planetárias) nas duas metades da caixa de satélites. TP95850 6

Parafuso de Encosto A carcaça do diferencial possui um parafuso de encosto que mantém a coroa e o pinhão juntos, sem a possibilidade de se afastarem quando sujeitos a esforços elevados. Em condições normais de trabalho, este parafuso fica afastado da coroa, somente entrando em contato, quando a coroa se afastar do pinhão devido a um grande esforço. TP95850 7

Conjunto de Coroa e Pinhão Está apoiado em três mancais, sendo dois mancais de rolos cônicos (1) no lado da frente e em um mancal de rolo cilíndrico (2). Além disso, cada conjunto de coroa e pinhão é submetido a um trabalho de ajuste sendo identificados com um mesmo número (3). Este ajuste proporciona uma superfície de contato com movimentos suaves. TP95850 8

Componentes do Diferencial A coroa e o pinhão trabalham juntos, girando num ângulo de 90º (Noventa graus) entre si com a função de transmitir a potência de tração do motor para os semi-eixos. A coroa e o pinhão podem possuir três tipos diferentes de dentes em suas engrenagens cônicas: Dentes Retos (1) : Neste tipo de engrenamento ocorre o contato de um dente da coroa com um dente do pinhão por vez. Dentes Helicoidais Hipóide (2) : O deslocamento do pinhão em relação ao centro da coroa, usando dentes helicoidais, proporciona um aumento da área de contato entre os dentes. Esta disposição também permite abaixar o centro de gravidade dos veículos. Geralmente as engrenagens (coroa e pinhão) utilizados nos diferenciais dos veículos VOLVO são do tipo hipoíde, o que significa que a linha de centro do pinhão situa-se abaixo da linha de centro da coroa. A vantagem é que o engrenamento é feito com um maior número de dentes, resultando em uma maior capacidade de transmissão de torque do pinhão à coroa. TP95850 9

Relação de Transmissão Os veículos equipados com motores de combustão interna, como os dos veículos VOLVO, possuem um número elevado de rotações. Em consequência, a árvore de transmissão também possui um número elevado de rotações. Devido a este fato, é necessário reduzir essa velocidade, para que as rodas girem em velocidades adequadas. Esta redução de velocidade é realizada através da coroa (1) e do pinhão (2). Ao mesmo tempo que reduzem a velocidade, estas duas engrenagens aumentam o torque transmitido às rodas. A velocidade é reduzida na seguinte relação: Número de dentes da coroa Número de dentes do pinhão Exemplo: 30 Redução = 3:1 10 Se a coroa possuir trinta dentes e o pinhão dez dentes, para cada volta da coroa, o pinhão deve dar três voltas. Assim, a velocidade é reduzida três vezes e o torque aumentado três vezes. Isto é denominado: Relação de Transmissão. TP95850 10

Caixa Satélite A caixa satélite dividide-se em três partes: - Quatro engrenagens pequenas denominadas satélites (1). - Duas engrenagens grandes denominadas planetárias (2). - Uma cruzeta (3) onde são montadas as engrenagens satélites. TP95850 11

Semi-Eixos Os semi-eixos são do tipo flutuante, isto é, tem apenas como função transmitir o movimento de rotação às rodas. A extremidade interna dos semi-eixos contém entalhos que engrenam com as engrenagens planetárias do conjunto diferencial e a extremidade externa tem um flange com orifício para fixação no cubo da roda. A carga exercida sobre o eixo é totalmente suportada pelos rolamentos dos cubos das rodas. Os semi-eixos são construídos de aço especial com grande resistência a torção e com prorpiedades de elesticidade. Para se ter uma idéia, pode-se torcer quase uma volta completa um semi-eixo, que ele retorna ao ponto sem romper. Ele possui estas propriedades para suportar o torque de saída de um caminhão quando está carregado. TP95850 12

Funcionamento do Conjunto Diferencial Para entender melhor como o diferencial faz a adaptação da velocidade, vamos conhecer o seu sistema de engrenamento: Cada semi-eixo está ligado a uma das rodas pela flange (1) presente em sua extremidade externa. Na outra extremidade o semi-eixo está ligado a engrenagem planetária (2) do diferencial. Existe uma engrenagem planetária para cada semi-eixo. TP95850 13

Quando o veículo está andando em linha reta, o pinhão faz girar todo o conjunto, composto pela coroa, planetárias e satélites (2). Neste caso, nenhuma roda precisa girar ou fazer mais força que a outra, pois giram na mesma velocidade (1) e (3). TP95850 14

Nas curvas, as forças que atuam sobre a roda que fica do lado interno da curva aumentam, pois a velocidade desta roda diminui. Nesta condição, as engrenagens planetárias giram com velocidade desigual (1) e (3), provocando o movimento de rotação das engrenagens satélites na cruzeta (2). As engrenagens satélites passam a girar sobre o seu próprio eixo ao mesmo tempo que giram sobre as engrenagens planetária. TP95850 15

Isto significa que ao entrarmos em uma curva, a roda interna sofre um esforço maior, o que reduz um pouco a rotação do semi-eixo interno. Esta condição coloca em funcionamento as engrenagens satélites que passam a girar em seu próprio eixo, possibilitando ao outro semi-eixo girar com velocidade um pouco maior. Isto vai possibilitar ao veículo fazer a curva sem que a roda, que fica do lado interno da curva, fique patinando. TP95850 16

Bloqueio do Diferencial - Generalidades O bloqueio do diferencial é um equipamento instalado no próprio diferencial com a função de desativar a sua principal função. Ou seja, bloquear os semi-eixos para que deixem de movimentar as rodas independentemente uma da outra e passe a movimentá-las juntas com mesma força e velocidade. Este equipamento é utilizado por exemplo: Quando o veículo está em solo deslizante. TP95850 17

Bloqueio do Diferencial - Principais Componentes O bloqueio do diferencial é composto por uma luva de acoplamento (1) que é fixada no lado direito da caixa de satélites do diferencial e por uma luva de acoplamento deslizante (2), acoplada no semi-eixo do lado direito. A luva de acoplamento deslizante (2) é acoplada por um diafragma (3), uma haste (4) e um garfo de acionamento (5). O bloqueio do diferencial é acionado por uma tecla (7) presente no painel de instrumentos. Um iterruptor (6) fecha o circuito e ao mesmo tempo a lâmpada (8) acende no painel de instrumento. TP95850 18

Bloqueio do Diferencial - Funcionamento Quando o motorista quiser engatar o bloqueio do diferencial, ele pressiona o interruptor do bloqueio do diferencial no painel de instrumentos. O interruptor está conectado a uma válvula solenóide que após induzida libera ar para o diafragma. O diafragma empurra uma haste conectada ao garfo de acionamento que move a luva de acoplamento fixa na carcaça do diferencial. Quando elas se acoplam, as engrenagens da caixa satélites ficam impedidas de girar, e os semi-eixos, direito e esquerdo ficam bloqueados, passando a funcionar como uma só unidade. Quando o bloqueio do diferencial está acionado, uma lâmpada de advertência acende-se no painel de instrumentos, ao mesmo tempo que soa um alarme sonoro. TP95850 19

Redução no Cubo - Generalidades A redução no Cubo é usada em veículos que são utilizados para serviços extremamente pesados, onde são exigidos grandes esforços nos semi-eixos e no diferencial. A redução no cubo reduz a relação de saída da potência de tração para as rodas de tração. Desta forma é possível reduzir os esforços e, consequentemente, o desgaste. Esta redução é realizada com a ajuda de um dispositivo de redução do cubo inatalado no interior do cubo da roda (1). TP95850 20

Redução no Cubo - Principais Componentes e Funcionamento A redução no cubo consiste de um sistema planetário de engrenagens. O sistema planetário é composto por uma engrenagem solar (1), três engrenagens planetárias (2) e uma engrenagem anelar (3). Quando a engrenagem solar começa a girar, a rotação é transmitida às engrenagens planetárias. Desta forma, as engrenagens planetárias giram de encontro à engrenagens anelar, fazendo com que a redução seja transmitida para as rodas de tração. Esta rotação é igual a metade da rotação do semi-eixo, ou seja, existe uma redução de 2:1. TP95850 21

Tração Tandem A tração tandem aumenta a força de tração do veículo permitindo menos patinagem nas rodas. A tração tandem é normalmente utilizada em veículos com reboques pesados e em veículos utilizados na construção civil. A tração tandem corresponde à tração nos dois eixos traseiro, onde o eixo matriz dianteiro normalmente possui um diferencial com caixa de transferência, enquanto o eixo matriz traseiro tem um diferencial como vimos anteriormente. OBS: Eixo Matriz = Eixo de Tração TP95850 22

Diferencial com Caixa de Transferência Como vimos anteriormente, quando o veículo possui tração tandem, o eixo motriz dianteiro é equipado com um diferencial com caixa de transferências. A caixa de transferência tem a função de distribuir a força de tração pelos dois eixos traseiros. O diferencial com caixa de transferência funciona da seguinte maneira: O torque do motor/caixa de mudança, é transmitida através da árvore de transmissão para o flange do diferencial. A rotação do flange e do eixo de entrada é transmitida aos diferenciais do eixo motriz dianteiro e eixo motriz traseiro via a caixa de transferência. A engrenagem planetária posterior do diferencial dianteiro aciona o eixo de saída, que por sua vez aciona o diferencial traseiro. Se houver uma diferença de rotação entre o eixo motriz dianteiro e o eixo motriz traseiro, ela será equalizada pela caixa de transferência. Quando o veículo está sendo conduzido numa superfície escorregadia, pode acontecer que uma das rodas motrizes esteja parada neste caso a outra roda motriz dobrará sua rotação. TP95850 23