1.1 POLÍTICA INDUSTRIAL: Componentes básicos: incentivos e subsídios



Documentos relacionados
COMÉRCIO INTERNACIONAL Políticas Comerciais. Políticas Comerciais, Barreiras e Medidas de Defesa Comercial

Negócios Internacionais

OMC: suas funções e seus acordos de comércio

Professora Ana Maria Matta Walcher Skype: ana.maria.walcher37

O BRASIL E O MUNDO NO COMÉRCIO EXTERIOR

MARKETING INTERNACIONAL

Oportunidades e Riscos

MOTIVAÇÕES PARA A INTERNACIONALlZAÇÃO

Formação em Gestão da Qualidade e Higiene dos Alimentos Praia 7, 8 e 9 Novembro 2011

Resumo dos resultados da enquete CNI

Economia. Comércio Internacional Taxa de Câmbio, Mercado de Divisas e Balança de Pagamentos,

Economia e Mercado. Contextualização. Aula 5. Instrumentalização. Evolução da Moeda. Características Físicas. Prof. Me.

número 3 maio de 2005 A Valorização do Real e as Negociações Coletivas

ECONOMIA INTERNACIONAL. Profa. Enimar J. Wendhausen

IMPORTAÇÃO 05/08/2015. Conceituação Formas de Importação Tratamento Administrativo (Siscomex) Despacho Aduaneiro Tratamento Tributário.

Planejamento Estratégico

índice AUTONOMIA, NÃO-INDIFERENÇA E PRAGMATISMO: VETORES CONCEITUAIS DA POLÍTICA EXTERNA DO GOVERNO LULA Maria

Gestão de Negócios Internacionais

Curso Básico de Comércio Exterior Pitágora Pereira CURSO BÁSICO DE COMÉRCIO EXTERIOR. Módulo IV. Pitágora Pereira

Barreiras ao comércio internacional

IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO

órgão nacional interveniente no comércio internacional

Considerações sobre Sistemas de Avaliação e

2 DISCIPLINA: Economia M6 Ano :11º C DATA: 10/07/2013 Cursos Profissionais: Técnico de Restauração Variante de Restaurante - Bar

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL

ABSOLUTISMO E MERCANTILISMO

DESAFIOS ÀS EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

Política de comércio exterior brasileira. Welber Barral

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de

Resumo dos resultados da enquete CNI

IMPORTAÇÃO FÁCIL: CÂMBIO PASSO A PASSO SAIBA COMO SER UM IMPORTADOR

Agenda. Cenário atual enfrentado pelo exportador. O programa do próximo governo. Política comercial: agenda pendente.

HARMONIZAÇÃO FISCAL: COMPETIÇÃO OU COORDENAÇÃO NOS PAÍSES DO MERCOSUL

COMÉRCIO INTERNACIONAL. Instituições Intervenientes no Comércio Exterior do Brasil e Siscomex COMÉRCIO INTERNACIONAL COMÉRCIO INTERNACIONAL

Empreendedor: Estas variáveis identificadas serão utilizadas na Ficha 7_3 Análise Interna

1 - Por que a empresa precisa organizar e manter sua contabilidade?

MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS MÓDULO 7 POLÍTICA CAMBIAL

A Escalada Protecionista nos BRICS no contexto pós Crise financeira Internacional - Monitoramento de Medidas de Política Comercial

Rede CIN CIN MS. Centro Internacional de Negócios FIEMS

Investimento Direto Estrangeiro e Tributação de Bens e Serviços no Brasil. Setembro 2015

Resolução do Senado Federal nº 13/2012: características, problemas e soluções. Marcelo Viana Salomão Mestre e doutorando PUC/SP

CONSULTORIA EM NEGÓCIOS EXTERIORES

Desempenho da Agroindústria em histórica iniciada em Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais

ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELO COMÉRCIO INTERNACIONAL NO BRASIL E O SISTEMA INTEGRA- DO DE COMÉRCIO EXTERIOR (SISCOMEX).

1. (FGV 2014) A questão está relacionada ao gráfico e ao texto apresentados.

Brasil, Vítima do Protecionismo

O FGTS TRAZ BENEFÍCIOS PARA O TRABALHADOR?

Faculdade de Economia do Porto Ano Lectivo de 2004/2005. Introdução. Equilíbrio em Autarcia e em Livre Comércio. LEC 207 Economia Internacional

Roteiro Básico para Exportação

Bases Tecnológicas do curso de Logística º Módulo

2. COMO IMPORTAR 1 PLANEJAMENTO 2 CONTATOS COM POTENCIAIS FORNECEDORES 3 IDENTIFICAR NCM, TRATAMENTO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO.

Curso CPA-10 Certificação ANBID Módulo 4 - Princípios de Investimento

American Way Of Life

Ações Reunião Extraordinária realizada no dia 30 de outubro de 2014

Importação I. Prof. Richard Allen de Alvarenga. Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo Comércio Exterior Prof. Me. Richard Allen de Alvarenga.

PLANO BRASIL MAIOR MEDIDAS TRIBUTÁRIAS

Incentivos Fiscais na Emissão de Debêntures - Lei nº /2011. Fernando Tonanni. 16 de Agosto de 2011

Sistema produtivo e inovativo de software e serviços de TI brasileiro: Dinâmica competitiva e Política pública

Módulo 6 A Interdependência das Economias Atuais

PLANIFICAÇÕES ATIVIDADES E ESTRATÉGIAS. Diálogo orientado;

Pesquisa. Os Problemas da Empresa Exportadora Brasileira Entraves e Prioridades

Master em Regulação do Comércio Global. Master in International Trade Regulation (MITRE)

Exemplos de Marketing Global. Coca-Cola, Philip Morris, DaimlerChrysler. McDonald s, Toyota, Ford, Cisco Systems

ELABORAÇÃO DO PREÇO DE EXPORTAÇÃO

Fiscal - Exercícios Legislação Aduaneira Exercício Fábio Lobo

PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20

INTERNACIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS. Estratégias

Profa. Lérida Malagueta. Unidade IV SISTEMÁTICA DE

NEGOCIOS INTERNACIONAIS EXPORTAÇÕES

Acompanhamento de preços de produtos para a saúde é desnecessário e prejudicial ao mercado

Prof. Rodrigo Luz Prova de ACE/2002 COMÉRCIO EXTERIOR

O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO

OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2

Setor externo estatísticas do comércio exterior

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012

A Indústria de Alimentação

INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROVIC PROGRAMA VOLUNTÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO MBA em Gestão de Comércio Exterior e Negócios Internacionais

EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

Administração Financeira e Orçamentária I

A economia brasileira e oportunidades de investimento

O Cluster Financeiro

DOS IMPOSTOS IMPOSTOS DA UNIÃO

NAVEGAÇÃO, COMÉRCIO E RELAÇÕES POLÍTICAS: OS PORTUGUESES NO MEDITERRÂNEO OCIDENTAL ( )

II 02 Calçados de Couro

11-1Introdução à Microeconomia Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.33 Samuelson cap. 35

O Antigo Regime europeu: regra e exceção

Redução da Pobreza no Brasil

Sumário. Conceitos básicos 63 Estrutura do balanço de pagamentos 64 Poupança externa 68

Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil

REPORTO - REGIME TRIBUTÁRIO PARA INCENTIVO À MODERNIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DA ESTRUTURA PORTUÁRIA

Transcrição:

COMÉRCIO E FINANÇAS INTERNACIONAIS Prof. José Alfredo A. Leite (Ph.D.) 2. Políticas Externas, p. 1 2A. PROTECIONISMO Características: O protecionismo compreende um conjunto de políticas econômicas destinadas a estimular e proteger a produção interna de mercadorias e serviços contra a concorrência externa. Pode assumir as formas de políticas industrial e/ou de política comercial : a) política industrial compreende as políticas nacionais internas destinadas a estimular o crescimento da indústria e do emprego com base o uso de mecanismos (subsídios e incentivos) destinados a promover o investimento industrial em determinada região ou país; b) política comercial compreende as políticas nacionais externas destinadas promover o aumento da competitividade das exportações nacionais, por meio de subsídios e incentivos, e a redução da competitividade das importações, por meios de barreiras tarifárias e não-tarifárias. 1.1 POLÍTICA INDUSTRIAL: Componentes básicos: incentivos e subsídios 1.1 Políticas de subsídios: 1.1.1 - Objetivos: Promover ou incrementar o investimento industrial por meio de 1.1.2 - Instrumentos utilizados: a) Redução ou dispensa de tributos (I/R, IPI, ICMS, II) b) Concessão de vantagens (terrenos, galpões industriais, distritos) c) Créditos fiscais (reembolso de impostos pagos) 1.2 Políticas de incentivos: 1.2.1 - Objetivos: Promover ou incrementar o investimento industrial por meio de 1.2.2 Instrumentos utilizados: a) Empréstimos a taxas de juros de reduzidas b) Financiamentos com prazos e taxas subsidiados c) Participação do governo no capital da empresa (SUDENE, SUDAM, etc.) 1.3 - Avaliação: 1.3.1 Benefícios: A política industrial tem benefícios duvidosos pois, dentro de uma país tende apenas a deslocar o investimento de uma região para outra visto que o determinante fundamental do investimento é a lucratividade, resultante um complexo sistema de variáveis econômicas. A maior parte dos investimentos realizados com o benefício da política industrial é encerrada quando cessam os efeitos dos subsídios e incentivos. 1.3.2 - Custos: A concessão de subsídios e incentivos pelo Governo corresponde a um desvirtuamento de suas funções precípuas, pois os recursos utilizados são desviados de fins mais nobres (educação, saúde, previdência, segurança) que tem maior e melhor impacto econômico (crescimento, emprego e redistribuição da renda).

2. Políticas Externas, p. 2 2 - POLÍTICA COMERCIAL: Classificação: política tarifária e não tarifária. 2.1 - Política tarifária: Imposição de tributos (tarifas, taxas, impostos) sobre importações. 2.1.1 - Tipos: a) Tarifas seletivas (alíquotas variadas) b) Tarifas eventuais (cláusula anti-dumping. c) Tarifa externa comum (TEC) d) Adição de impostos internos (IPI, ICMS, etc) 2.1.2 - Objetivos: Controle das importações; defesa da produção interna 1.3 - Efeitos colaterais: a) redução da concorrência e competitividade do mercado interno b) aumentos dos custos internos; má alocação dos recursos internos c) redução dos benefícios do livre comércio (especialização e redução de custos com base na vantagem comparativa) 2.2 - Políticas não tarifárias: Restrições não-tributárias sobre importações e estímulos às exportações. 2.2.1 - Tipos: cotas, empecilhos, normas técnicas, certificações, restrições quantitativas, etc. 2.2.2 - Objetivos: Defesa de indústrias estratégicas e promoção de exportações 2.2.3 - Restrições às importações (permitidas pela OMC no caso de danos a economia nacional) : a) Cotas de importação b) Imposição de "restrições voluntárias de exportação" c) Barreiras sanitárias, sociais, trabalhistas, ecológicas (impedimentos) d) Normas técnicas (peso, medida, embalagem, sanitárias) e) Medidas compensatórias (tarifas, impostos, fluxo de trânsito, etc) 2.2.4 - Estímulos às exportações (não permitidas pela OMC): a) Subsídios (rebates, doações, draw-back) b) Incentivos fiscais (isenção/redução de impostos) Q c) Incentivos financeiros (crédito a juros subsidiados) 2.3 - Efeitos colaterais: A adoção simultânea de restrições às importações 'e estímulos as exportações pode ter efeito nulo através da supervalorização da moeda nacional conforme indicado no gráfico ao lado: Qo Q1 X Z X,Z Diagrama: Mostra que os incentivos e subsídios causam expansão da oferta e que as tarifas e controles causam a contração da demanda. O resultado líquido pode ser nulo para o comércio internacional (X e Z inalterados) devido ao efeito da queda (apreciação) da taxa de câmbio real (Q).

2. Políticas Externas, p. 3 3. FALÊNCIA DO PROTECIONISMO As políticas comerciais protecionistas entraram em fase de extinção, devido ao predomínio da filosofia do liberalismo e do livre comércio sobre as políticas do dirigismo e intervencionismo do governo na atividade econômica durante o último quarto do século passado. Esse processo de falência ocorreu esteve associado aos seguintes fenômenos: a) fracasso das políticas econômicas intervencionistas, na redução do desemprego e controle da inflação, especialmente na América Latina; b) sucesso das políticas liberais de livre comércio, em termos de crescimento, redução de desemprego e controle da inflação, especialmente nos países asiáticos ( tigres asiáticos ); c) insurreição popular e deposição dos governos socialistas da Europa, com base no desejo de imitar os padrões de vida dos países capitalistas. d) rápido crescimento econômico dos países capitalistas da Europa, América e Ásia. e) existência de acordos internacionais (GATT e 0MC) que tornaram inviável a utilização de políticas de subsídios, incentivos e controles alfandegários, com exceções relativas saúde, defesa do meio ambiente e defesa dos direitos humanos. A análise desse fenômeno depõe fortemente contra as políticas intervencionistas e protecionistas. 4 FORMAS ACEITAS DE PROTECIONISMO Os países desenvolvidos, especialmente EUA e EU, valem-se dos argumentos de defesa do meio ambiente e de proteção à saúde, bem como da necessidade de defender os rendimentos do trabalho, para impor um sistema de barreiras alfandegárias e não alfandegárias aos produtos e serviços de outros países. São os seguintes os mecanismos atuais de protecionismos utilizados e aceitos em acordos internacionais: 4.1 - Direitos Compensatórios: São direitos de retaliação, por meio tarifas e sobretaxas, a produtos de países que tenham se valido de subsídios e incentivos nos seus produtos de exportação. 4.2 - Política anti-dumping: Consiste de impor tarifas punitivas provisórias quando as importações do produto estrangeiro começam a incomodar a produção interna; 4.3 - Defesa dos direitos humanos: Consiste em impor sobretaxas ou proibir a importação de produto estrangeiro produzido a baixos níveis salariais, devido ao trabalho escravo ou infantil;

2. Políticas Externas, p. 4 4.4 - Barreiras não-tarifárias: Consistem da exigência ou imposição de a) Certificação fito-sanitárias para produtos estrangeiros sob alegação de que tais produtos transmitem doenças que ameaçam a saúde ou pestes que ameaçam à agricultura ou pecuária nacionais; b) Cotas de importação que disciplinam e limitam a entrada de produtos estrangeiros segundo os interesses políticos do país importador; c) Normas técnicas contendo especificações técnicas de qualidade e segurança para os produtos comercializados internamente, impedindo a entrada de produtos que não satisfaçam tais normas ( levantando o sarrafo de pulo conforme diz Rubens Ricupero*); d) Política de patentes: Consiste de exigir e proteger cumprimento das leis de patentes nacionais, no exterior, a fim de impedir a imitação e/ou produção de produtos similares no exterior; Os EUA e a União Européia costumam adotar esses entraves ao comércio internacional, mas sua utilização é freqüentemente contestada junto a OMC que cria panels (comissões) encarregadas de analisar o problema, determinar que país tem razão e como deve ser recompensado. 5 - Bibliografia: Maia, Jayme M Economia Internacional e Comércio Exterior. São Paulo: Atlas, 2000. Capítulos 5-6 Labatutu, Ênio. Políticas de Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 1994, Capítulos 6-8, 17. Ricupero, Rubens. P ra não sofrer, Folha de S. Paulo, B, p. 2, 11/02/01. Barbosa, Rubens. Barreiras aos Produtos e Serviços Brasileiros. Embaixada do Brasil, Washington, DC 2001 (Cofinter/Artigos).

2. Políticas Externas, p. 5 COMÉRCIO E FINANÇAS INTERNACIONAIS Prof. José Alfredo A. Leite (Ph.D.) ANEXO I (2 A. Protecionismo) BARREIRAS A PRODUTOS E SERVIÇOS BRASILEIROS NOS EUA Produto ou serviço Tratamento alfandegário 1. Produtos básicos 1.1 Açúcar Sistema de cotas 1.2 Algodão Recebe subsídios p/exportação de $4bi nos EUA (GM 31/12/02) 1.2 Arroz Recebe subsídio creditício 1.3 Camarão Proibição com base em mecanismo de a defesa da espécie ameaçada (p/c proteção ás tartarugas). 1.4 Carnes bovinas e suínas Proibição com base em barreiras sanitárias (febre aftosa, febre do porco) (hog fever) 1.5 Frango Proibição com base em barreira sanitária (newcastle) 1.6 Frutas e legumes Certificação sanitária prévia que pode levar anos 1.7 Madeiras tropicais Barreiras ecológicas (ameaça de extinção) 1.8 Soja Recebe subsídio creditício 1.9 Tabaco (fumo) Sistema de cotas e impostos ad-valorem 2. Produtos industrializados 2.1 Aço e ferro Tarifa ad-valorem (sobretaxas protecionistas) 2.2 Calçados Tarifa ad-valorem (sobretaxas protecionistas) 2.3 Etanol Tarifa ad-valorem (sobretaxas protecionistas) e cotas 2.4 Laticínios Política de preços mínimos 2.5 Suco de laranja Tarifa protetora muito alta (56%) 2.6 Suco de limão Tarifa protetora muito alta (50%) 2.7 Têxteis (fios) Sistema de cotas e tarifas ad-valores (38%) 3. Serviços 3.1 Seguros Licença prévia estadual para operar 3.2 Investimento direto Licença prévia e leis de segurança nacional. Tributação do lucro em escala mundial (bi-tributação) 3.3 Sistema bancário Legislação estadual e federal restritivas 3.4 Telecomunicações Entraves para firmas estrangeiras 3.5 Transportes aéreos Proibição p/capital estrangeiro majoritário e cias. estrangeiras 3.6 Transportes marítimos Cobotagem exclusiva de empresas nacionais (propriedade, bandeiras e tripulação) Fonte: Rubens Antonio Barbosa Barreiras aos produtos e serviços brasileiros nos EUA Embaixada do Brasil, Washington, DC.