DIVISÃO ESPACIAL DO PODER



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Transcrição:

DIVISÃO ESPACIAL DO PODER FORMA DE ESTADO: UNITÁRIO 1. Puro: Absoluta centralização do exercício do Poder; 2. Descentralização administrativa: Concentra a tomada de decisões, mas avança na execução de decisões. 3. Descentralização Administrativa e Política: Desconcentra a tomada de decisões, bem como a execução..

DIVISÃO ESPACIAL DO PODER FEDERADO 1. Agregação: E.U.A, Alemanha, Suiça. 2. Desagregação (Segregação) Unitário que resolve se descentralizar. FEDERADO 1. Dual: Separação de competências rígido. 2. Corporativo: Competência comum ou concorrente.

DIVISÃO ESPACIAL DO PODER FEDERADO 1. Simétrico: E.U.A. Homogeneidade de cultura e desenvolvimento. 2. Assimétrico: Suíça/Canadá. Diversidade de língua e cultura. FEDERADO 1. Orgânico: Os Estados membros, aparecem como um simples reflexo do todo poderoso poder central 2. De integração: Em nome da integração nacional prevalece a preponderância do Governo Central sobre os demais entes.

DIVISÃO ESPACIAL DO PODER FEDERADO 3. Equilíbrio: Os entes devem se manter em harmonia reforçando-se as instituições. 4. De segundo grau: Tríplice estrutura do Estado brasileiro (União/Estados/Municípios) Manoel Gonçalves Ferreira Filho

CARACTERÍSTICAS DA FEDERAÇÃO Descentralização Política: A própria constituição prevê núcleos de poder político, concedendo autonomia para os referidos entes; Repartição de competências: Garante a autonomia entre os entes federativos e, assim, o equilíbrio da federação. Constituição rígida como base jurídica: Fundamental a existência de uma constituição rígida no sentido de garantir a distribuição de competências entre os entes autônomos, surgindo, então, uma verdadeira estabilidade institucional.

CARACTERÍSTICAS DA FEDERAÇÃO Inexistência do direito de secessão: Não se permite, uma vez criado o pacto federativo, o direito de separação, de retirada. Tanto é que, só a título de exemplo, no Brasil, a CF/88 estabeleceu em seu art. 34, I que a tentativa de retirada ensejará a decretação da intervenção federal no Estado rebelante. Eis o princípio da indissolubilidade do vínculo federativo, lembrando, inclusive, que a forma federativa de Estado é um dos limites materiais ao poder de emenda, na medida em que, de acordo com o art. 60 4º, I, não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma federativa de Estado. Soberania do Estado Federal: A partir do momento que os Estados ingressam na Federação perdem a soberania, passando a ser autônomos. Os entes federativos são, portanto, autônomos entre si, de acordo com as regras constitucionalmente previstas, nos limites de sua competência; a soberania, por seu turno, é característica do todo, do país, do Estado federal, no caso do Brasil, a República Federativa do Brasil;

CARACTERÍSTICAS DA FEDERAÇÃO Intervenção: Diante de situações de crise, o processo interventivo surge como instrumento para assegurar o equilíbrio federativo e, assim, a manutenção da Federação. Auto-Organização dos Estados-membros: Através da elaboração das constituições estaduais (art. 25 da CF/88) Órgão representativo dos Estados-membros: No Brasil, de acordo com o Art. 46, a representação dá-se através do Senado Federal; Guardião da Constituição: No Brasil, o STF. Repartição de receitas: Assegura o equilíbrio entre os entes federativos (art. 157 a 159)

RESUMO FORMA DE GOVERNO: Republicana; FORMA DE ESTADO: Federação. SISTEMA DE GOVERNO: Presidencialista CARCTERÍSTICAS DO ESTADO BRASILEIRO: Estado Democrático de Direito. ENTES COMPONENTES DA FEDERAÇÃO: União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

DIVISÃO ORGÂNICA DO PODER ARISTÓTELES: Identificação das funções de Estado As primeiras bases teóricas para a tripartição de Poderes foram lançadas na Antiguidade por Aristóteles, em sua obra Política, em que o pensador vislumbrava a existência de três funções distintas exercidas pelo poder soberano, quais sejam, a função de editar normas gerais a serem observadas por todos, a de aplicar as referidas normas ao caso concreto (administrando) e a função de julgamento, dirimindo os conflitos oriundos da execução das normas gerais nos casos concretos.

DIVISÃO ORGÂNICA DO PODER Montesquieu: Correspondência entre a divisão funcional e uma divisão orgânica. Muito tempo depois, a teoria de Aristóteles seria aprimorada pela visão precursora do Estado liberal burguês desenvolvida por Montesquieu em seu O espírito das leis. Por meio dessa teoria, cada Poder exercia uma função típica, inerente à sua natureza, atuando independente e autonomamente. Assim, cada órgão exercia somente a função que fosse típica, não mais sendo permitido a um único órgão legislar, aplicar a lei e julgar, de modo unilateral. Tais atividades passam a ser realizadas, independentemente, por cada órgão, surgindo, assim, o que se denominou teoria dos freios e contrapesos, balizada pelo STF.

DIVISÃO ORGÂNICA DO PODER Abrandamento da teoria de Montesquieu funções típicas e atípicas. A teoria da tripartição de Poderes, foi adotada por grande parte dos Estados modernos, só que de maneira abrandada. Isso porque, diante das realidades sociais e históricas, passou-se a permitir maior interpenetração entre os Poderes, atenuando a teoria que pregava a separação pura e absoluta dos mesmos. Dessa forma, além do exercício de funções típicas (predominantes), inerentes à sua natureza, cada órgão exerce, também, outras duas funções atípicas (de natureza típica dos outros dois órgãos).

ÓRGÃO FUNÇÃO TÍPICA FUNÇÃO ATÍPICA LEGISLATIVO EXECUTIVO Legislar; Fiscalização contábil, financeira, orçamentária e patrimonial do Poder Executivo; Prática de atos de chefia de Estado, chefia de governo e atos de administração; Natureza executiva: ao dispor sobre a organização, provendo cargos, concedendo férias, licença a servidores etc. Natureza jurisdicional: O Senado julga o Presidente da República nos crimes de responsabilidade (art. 52, I) Natureza legislativa: O Presidente da República, por exemplo, adota medida provisória com força de lei (art. 62); Natureza jurisdicional: O Executivo julga, apreciando defesas e recursos administrativos. JUDICIÁRIO Julgar( função jurisdicional), dizendo o direito no caso concreto e dirimindo os conflitos que lhe são levados, quando da aplicação da lei. Natureza legislativa: regimento interno de seus tribunais (art. 96, I, a ; Natureza executiva: administra ao conceder licenças e férias aos magistrados e serventuários (art. 96, I, f

HIERARQUIA DAS NORMAS CONSTITUIÇÃO FEDERAL E EMENDAS À CONSTITUIÇÃO. As normas constitucionais estão no topo do ordenamento jurídico, estando assim, hierarquicamente, superior a todas as demais regras jurídicas. Nenhuma outra norma pode contrariar um preceito constitucional, sob pena de incorrer no vício da inconstitucionalidade. Das normas constitucionais devem derivar todas as outras normas.

HIERARQUIA DAS NORMAS LEIS: LEI COMPLEMENTAR, LEI ORDINÁRIA, LEI DELEGADA E MEDIDA PROVISÓRIA. Essas quatro normas jurídicas estão no mesmo nível hierárquico. Não há subordinação entre elas. Diferenciam-se entre si pela matéria e pela forma do processo legislativo.

HIERARQUIA DAS NORMAS A Lei Complementar trata de matérias especificamente previstas na Constituição Federal e que exige um maior rigor no formalismo do processo legislativo, através do quorum mínimo de aprovação da maioria absoluta. (Art. 69 CF). A Lei Ordinária trata de matéria não reservada pela Constituição Federal à Lei Complementar e exige um menor rigor no formalismo do processo legislativo, através do quorum mínimo de aprovação da maioria simples.

HIERARQUIA DAS NORMAS A Lei Delegada é elaborada pelo Presidente da República, mediante delegação do Congresso Nacional. A Medida Provisória tem força de lei e é adotada pelo Presidente da República em caso de relevância e urgência, mas que tem a necessidade de submissão imediata à apreciação do Congresso Nacional (Art. 62 CF).

LEI FEDERAL, LEI ESTADUAL E LEI MUNICIPAL Também não há, a princípio, hierarquia entre Lei Federal, Lei Estadual e Lei Municipal. Todas estão no mesmo nível hierárquico. Havendo confronto entre as leis ordinárias nessas três esferas do Poder, há de se avaliar, também, a competência, legislativa em razão da matéria prevista na Constituição Federal para a União, Estados e Municípios. Há de se entender que uma Lei Federal não prevalecerá sobre uma Lei Municipal se a matéria objeto da norma for da competência do Município e vice-versa.

LEI FEDERAL, LEI ESTADUAL E LEI MUNICIPAL O Art. 22 da CF estabelece que compete privativamente à união legislar sobre direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; sobre desapropriação, águas, energia, informática, telecomunicação e radiodifusão; serviço postal, sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais; sobre trânsito e transportes; propaganda comercial etc. O parágrafo Único desse mesmo artigo prevê a possibilidade de a Lei Complementar autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas da União.

LEI FEDERAL, LEI ESTADUAL E LEI MUNICIPAL O Art. 30 da CF estabelece que compete aos Municípios legislar sobre assuntos de interesse local; a suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; instituir e arrecadar os tributos de sua competência; organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial; promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano.

LEI FEDERAL, LEI ESTADUAL E LEI MUNICIPAL Assim, está claro, que uma Lei Federal não poderá regular assuntos que são da competência dos municípios, bem como uma Lei Municipal não poderá adentrar na esfera legislativa da União. Extrai-se daí que não há hierarquia entre Leis Federais, Estaduais e Municipais. Havendo, porém, previsão na Constituição Federal para uma competência legislativa concorrente ou comum entre União, Estados e Municípios, aí sim poderia se invocar a hierarquização entre as normas federal, estadual ou municipal.

HIERARQUIA DAS NORMAS DECRETOS. Abaixo das Leis temos o Decreto, que é um instrumento legislativo, da competência do Presidente da República (Art. 84, IV CF) que serve para aprovar o regulamento da lei, de forma a possibilitar o fiel cumprimento desta. O Decreto não pode ir além dos limites da lei para alterar ou acrescentar normas. Os governadores e prefeitos municipais também têm competência para expedir decretos.

HIERARQUIA DAS NORMAS PORTARIAS e RESOLUÇÕES. Portaria é um instrumento legislativo utilizado pelos auxiliares diretos dos chefes de Poder Executivo que visam regular as atividades de suas pastas. A Portaria deve estar em consonância com as Leis e Decretos. Resoluções são deliberações normativas de órgãos colegiados. A resolução também não pode extrapolar os limites da lei e da competência do órgão que a editar.