Lista de exercícios 1 Grupos e Topológia
|
|
|
- Ísis Marroquim Canedo
- 7 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Universidade Federal do Paraná 1 semestre Programa de Pós-Graduação em Matemática Grupos de Lie Prof. Olivier Brahic Lista de exercícios 1 Grupos e Topológia Exercício 1. (Propriedades topológicas de um subgrupo) [solução] Seja H um subgrupo de um grupo topológico G. a) Mostre que o fecho H de H é um subgrupo de G. b) Mostre que H é aberto em G se e somente o elemento neutro de G esta no interior de H. c) Mostre que se H é aberto em G, então ele é fechado. d) Mostre que se G é conexo, então ele é gerado por qualquer vizinhança da identidade. e) Mostre que a componente conexa G 0 da identidade de G é um subgrupo fechado normal de G. O que acontece se supor G localmente conexo? f) Mostre que se G é Hausdorff, e H é um subgrupo discreto, então H é fechado em G. Exercício 2. (Propriedades Topológicas do quociente) [solução] Seja H um subgrupo de um grupo topológico G. ser munido da topologia quociente. Lembremos que o quociente G/H pode sempre a) Mostre que G/H é discreto se e somente se H é aberto em G (lembremos que um espaço topológico é discreto sse qualquer ponto é aberto). b) Mostre que G/H é Hausdorff se e somente se H é fechado em G. c) Mostre que H e G/H são conexos, então G é conexo. Exercício 3. (Subsgrupos discretos de R n ) [solução] O objetivo deste exercício é de provar que qualquer subgrupo discreto Λ {0} de (R n, +) é da forma Λ = Zv 1 Zv p, onde v 1,..., v p são vetores linearmente independentes em R n. Tais subgrupos são chamados de lattices em R n, o que explica a nossa notação Λ. 1. Caso n = 1: a) Dê exemplos de subgrupos densos e não densos de R. Observe que os subgrupos não densos são discretos. b) Seja ( ) n N uma[ sequência ] em R convergindo para 0, e x um número real qualquer. Mostre que a sequência x converge para x, onde [z] N denota a parte inteira de z R. 1
2 c) Deduza que se Λ {0} é um subgrupo não denso de R, então existe a Λ {0} tal que a = inf x. x Λ {0} d) Mostre que qualquer subgrupo de R é ou denso, ou da forma Λ = a.z. 2. Na sequência, fixemos um subgrupo discreto Λ {0} de R n. Seja v Λ {0}, denotemos V = Rv R n a reta vetorial por v. Mostre que V Λ é da forma Zv 1, com v Seja π : R n R n 1 R n /V a projeção natural. Mostre que π(λ) é um subgrupo discreto de R n Conclua. Exercício 4. (O círculo S 1 e suas representações irredutíveis) [solução] a) Determine todos os subgrupos fechados de S 1. b) Determine os endomorfismos contínuos de S 1, os automorfismos contínuos de S 1, e os morfismos contínuos de S 1 para o grupo multiplicativo C {0}. c) Determine todas as representações contínuas irredutíveis de S 1, ou seja: todos os morfismos contínuos ρ : S 1 GL n (C) tais que ρ(s 1 ) não deixa nenhum subespaço de C n invariante, alem de C n inteiro. Exercício 5. (Compactos de GL n (K), K = R, C) [solução] a) Seja λ 0 um número real. Mostre que qualquer subconjunto K λ é compacto, onde: K λ := { g GL n (K) g λ, g 1 λ }. b) Mostre que reciprocamente, para qualquer subconjunto compacto K de GL n (K) existe λ 0 tal que K K λ. c) Deduza que um subconjunto fechado K de GL n (K) é compacto se e somente se: λ 0, g K, g λ, det(g) 1 λ. Exercício 6. (Densidade en M n (K)) [solução] 2
3 a) Seja P K[X 1,..., X n ] um polinômio não nulo. Mostre que o subconjunto é denso em K n (pode se reduzir ao caso n = 1). {(x 1,..., x n ) K n P (x 1,..., x n ) 0} b) Mostre que se K = C, então este conjunto é conexo. O que acontece no caso K = R? c) Deduza que GL n (K) é denso em M n (K) e que GL n (C) é conexo. d) Mostre que o conjunto das matrizes diagonalizáveis em C é denso em M n (C). O que acontece em R? Lembra-se que para qualquer inteiro d 1, existe um polinômio Discr d, chamado de discriminante, definido no espaço C n [X] dos polinômios de grau inferior ou igual a d, que satisfaz a seguinte propriedade: Discr d (P ) = 0 P tem uma raiz multipla em C. e) Aplicações. Mostre as seguintes afirmações: 1) O centro de GL n (K) é o subgrupo das homotetias. 2) Mostre o Teorema de Cayley-Hamilton: qualquer matriz anula o seu polinômio característico. 3) Existe uma base de M n (K) formada de matrizes invertíveis (até diagonalizáveis se K = C). Resoluções: Solução do Ex.1 [enunciado] Um fato básico para estudar grupos topológicos é que para qualquer g G, as translações L g : G G, h gh e as conjugações C g : G G, g ghg 1 sempre definem homeomorfismos. a) Sejam g 1, g 2 H. Basta mostrar que g 1 g 2 e g1 1 pertencem em H. Suponha que g 1 g 2 H. Sendo que H é fechado, existe um aberto O de G tal que g 1 g 2 O e O H =. A multiplicação G G G sendo contínua, existem abertos U e V em G, contendo g 1 e g 2 respectivamente, e tais que U V O. Segue que (U V) H = logo (U V) H =. Isso é absurdo pois pela definição de H, U e V contêm elementos h 1, h 2 H, logo h 1 h 2 O H. O fato que g 1 1 H mostra-se de maneira semelhante. b) Pela definição, se H é aberto em G, então e H esta no interior de H. Reciprocamente, mostrase que, se existe um aberto U de G contido em H e tal que e U, então h U é um aberto de G (de fato, a aplicação L h : G G, g hg é um homeomorfismo de G) contido em H e tal que h h. U. Segue que H é aberto. c) Basta mostrar que o complementar G H de H é aberto. Para isso, observa-se que, pelo fato de H ser um subgrupo, o complementar pode ser escrito como uma união: G H = g H, 3 g H
4 onde cada g H = L g (H) é aberto (pois H é aberto, e L g : G G, h gh é um homeomorfismo). Logo G H é aberto como união (arbitrária) de abertos. d) Suponha G conexo, e seja U uma vizinhança da identidade. Considere H o subgrupo de G gerado por U. Então H é aberto pela questão b) e fechado pela questão c), sendo não trivial, H = G pois G é conexo. e) Como qualquer componente conexa, G 0 é fechada em G. É claro que G 1 0 e G n 0 são conexos (como imagens de conexos por aplicação contínuas). Segue que o subgrupo G 0 gerado por G 0 é conexo, pois: G 0 = n N G n 0, logo conexo como união de conexos cuja interseção não é vazia. Como G 0 contem 1 e que G 0 G 0, por maximalidade da componente conexa G 0, segue que G 0 = G 0 ou seja: G 0 é um grupo. O fato de G 0 ser normal segue do que g 1 G 0 g contem a identidade, é conexo (pois h g 1 hg é um homeomorfismo) logo g 1 G 0 g G 0 por maximalidade de G 0. Caso G é localmente conexo, a identidade esta no interior de G 0, logo G 0 é aberto (pela questão b)). Segue em particular que o quociente G/G 0 é discreto (ver o exercício 2). f) O fato de G ser Hausdorff implica que os unitários {g} são fechados em G. Sendo que H é discreto, {1} é aberto em H, logo existe uma vizinhança aberta V de 1 em G tal que V H = {1}. Trocando V por V V 1, podemos sopor que V 1 = V (note que a propriedade V H = {1} esta preservada pelo fato que h H h 1 H). Para mostrar que H é fechado, vamos mostrar que H = H. Seja g H, então qualquer aberto contendo g encontra H, em particular é o caso pelo aberto g.v. Seja h g.v H, vamos ver que necessariamente, h = g. De fato, temos V 1 = V, logo h g.v implica que g h.v. Segue que g h.v H h.v H, onde h.v H = {y} pela definição de pela definição de V. Sendo que G é Hausdorff, temos h.v H = {h} = {h}. Obtemos h.v H = {h}, logo g = h. Solução do Ex.2 [enunciado] a) Notemos π : G G/H a projeção canônica. Lembremos que pela definição da topologia quociente, um subconjunto A G/H é aberto sse π 1 (A) é aberto em G. Para qualquer g G, temos π 1 (π(g)) = gh. Logo π(g) é aberto em G/H para todo g G se e somente se H é aberto em G. b) Suponha que G/H é Hausdorff. Vamos mostrar que o complementário G H é aberto. Para qualquer g H, temos π(g) π(e) logo existe uma vizinhança aberta U gπ(g) de π(g) em G/H que não contem π(e). Obtemos assim, para qualque g G H um aberto U g := π 1 (U π(g) ) em G contendo g e sem interseção com H, isso G H é aberto. Reciprocamente, suponha H fechado em G. Mostra-se primeiro uma propriedade importante do quocient de um grupo topológico: a aplicação quociente π : G G/H é sempre aberta (o que 4
5 não vale para quocientes topológicos quaisquer). De fato, se U G e aberto, então escrevendo: π 1 (π(u)) = h H vemos que π 1 (π(u)) é aberto, pois é união de abertos. Um resultado clássico (e fácil de mostrar) de topologia é que, π : G G/H sendo aberta, basta mostrar que a relação de equivalência R definindo o quociente é fechada em G G. Para ver isto, basta observar que R = f 1 (H), onde f(x, y) = y 1 x, logo R é fechado como imagem inverso do fechado H. V h A reciproca pode-se mostrar de maneira mais pedestre também. Observação: não se precisa realmente que G seja Hausdorff: de fato, um grupo topológico K é Hausdorff já que o unitário {1} é fechado em K. Caso H G é normal, segue que G/H é Hausdorff se e somente se {1} é fechado em G/H. Isso fornece uma maneira canônica de deixar um grupo G Hausdorff: caso G não é Hausdorff, considere H := {1} o fecho de 1, então G/H é um grupo topológico Hausdorff. c) Seja φ : G {0, 1} uma aplicação contínua. Temos que mostrar que φ é constante. Para qualquer g G, a aplicação φ L g : H {0, 1}, h φ(gh) é continua como composta de aplicações continuas. Sendo que H é conexo, φ L g é constante. Segue que φ é constante nas classes de equivalências G modulo H, logo fatora numa aplicação φ G/H : G/H {0, 1}. Sendo que G/H é conexo, φ G/H é constante logo φ = φ G/H π também o é. Solução do Ex.3 [enunciado] 1. Caso n = 1: a) Por exemplo os subgrupos Q, Q 2 etc... são densos. Subgrupos da forma az, onde a R não são densos. [ ] b) Para qualquer z R, temos [z] z < [z] + 1, logo x 1 < x x o que implica que: ] x. [ x [ ] Sendo que 0, segue que x converge para x. c) Seja Λ um subgrupo não denso e (x n ) n N uma sequência em Λ {0} tal que x n converge para inf x Λ {0} x. Pode-se sopor que (x n ) n N converge para um certo a R (pois (x n ) n N é limitada para n suficientemente grande, basta extrair uma subsequência convergente). Falta mostrar que a Λ {0}. Suponha o contrário, então (x n x n+1 ) n N defina uma sequência em Λ que converge para 0. Sendo que a {0}, a sequência não pode ser estacionária, logo extraindo uma subsequência, podemos sopor que x n+1 x n para qualquer n N. Obtemos assim uma sequência de Λ {0} que converge para 0. A questão a) implica que Λ é denso em R, o que contradiz a hipótese de não-densidade de Λ. 5
6 d) Pela questão precedente, se Λ é um subgrupo não denso, existe a Λ {0} de valor absoluta minimal. Sendo que Λ é um subgrupo, az Λ. Seja v Λ, então v [ v a ]a pertence em Λ e tem valor absoluta estritamente inferior a a. Pela definição de a, temos v [ v a ]a = 0, ou seja v az. Segue que Λ az. 2. Claramente, V Λ := Rv Λ defina um subgrupo de Rv R, discreto (poi Λ o é) logo não denso. Pela questão precedente ele é da forma V Λ = Zv 1 onde v 1 Rx. 3. O grupo R n sendo abeliano, V é normal e π é um morfismo de grupos. Logo π(λ) é um subgrupo de R n 1. Mostremos por absurdo que é discreto ou seja, que {0} é aberto em π(λ). Suponha o contrário, existe uma sequência de elementos em π(λ) {0} que converge para 0. Seja W um complementário de V em R n. Existe uma sequência (x k ) k N em W {0} e uma sequência (α k ) k N em R tais que x k 0 e x k + α k v 1 Λ V para qualquer k N. A sequência (x k + (α k [α k ])v 1 ) k N satisfaz as mesmas propriedades, alem de ser limitada, logo pode se extrair uma sequência que converge para x R n. Sendo que Λ é fechado, x Λ. Agora, o fato de Λ ser discreto implica que essa sequência é estacionária (i.e. constante para n grande). em particular x k = 0 para n grande, o que contradiz as nossas hipóteses. 4. Por indução. A questão 1 mostra o caso n = 1. Suponha o resultado verdade para qualquer subgrupo discreto de R n 1. Seja v Λ {0} e π : R n R n 1 R n /Rv. Pela questão 3, π(λ) é um subgrupo discreto de R n 1. Logo, pela hipótese de indução, existem v 2,..., v n Λ Rv tais que π(v 2 ),..., π(v p ) são linearmente independentes em R n 1 e π(λ) = Zπ(v 2 ) Zπ(v p ). Construa-se v 1 Rv como na questão 2. Sendo que π(v 2 ),..., π(v p ) são linearmente independentes, v 2,..., v p também o são (pois π é uma aplicação linear). Alem disso temos Zv 1 Zv n Λ de maneira evidente. Pela inclusão inversa, observe que se λ Λ, então λ = p i=1 α iv i, onde α i Z para todo i 2. Para mostrar que α 1 Z também, observemos que α 1 v 1 Λ e, sendo que Λ Rv = Zv 1, necessariamente temos α 1 Z. Logo λ Zv 1 Zv p. Solução do Ex.4 [enunciado] a) A aplicação f : R S 1, θ e 2iπθ defina um morfismo de grupos topológicos, logo se H S 1 é um subgrupo fechado de S 1, então a sua preimagem f 1 (H) é um subgrupo fechado de R. Pela questão 1 do exercício 3 precedente, ela é da forma f 1 (H) = Za, onde a R. Falta determinar para que valores de a, e 2iπaZ é um subgrupo fechado de S 1. Note que ker(f) = Z, logo temos f 1 (H) = Za = Za + Z também, de forma que se a Q, então f 1 (H) é denso em R, o que implica que H = e 2iπaZ = S 1 pois H é fechado em S 1 por hipótese. Isto sendo absurdo, temos a Q, e existem p, q N primos tais que a = p/q. O fato que (e 2iπp/q ) q = 1 implica que H = e 2iπ p q Z = e 2iπ q Z é um subgrupo (cíclico) finito logo fechado. Em conclusão, os subgrupos fechados próprios de S 1 são os subgrupos cíclicos, da forma e 2iπ q Z, e se identificam com as raízes da unidade. b) Qualquer morfismo de grupos continuo f : S 1 S 1 induz por composição um morfismo de grupos continuo f p : R S 1. Pelo Teorema de Leventamento, existe f : R R (unico) tal 6
7 que p f = f p com f(0) = 0: R f R p S 1 f Alem disso, a condição f(x + y) = f(x)f(y) implica que f(x + y) = f(x) + f(y) + 2kπ, onde k independe de x, y por conexidade. Para x = y = 0, obtemos k = 0 logo f : R R é um morfismo de grupos. É fácil ver 1 que um tal morfismo é da forma x βx, onde β R. p S 1 En consequência, f p é da forma x e 2iaπ, onde a R. Reciprocamente, um morfismo g : (R, +) (S 1, ) induz um morfismo S 1 s 1 se 1 ker(g), ou equivalentemente, se a Z. Logo existe k Z tal que: f(e 2iπx ) = e 2iπkx ( x R) ou, de maneira equivalente, existe k Z tal que: f(z) = z k ( z S 1 ). Reciprocamente, é claro que z z n sempre defina um morfismo de grupos contínuo. Para determinar os automorfismos, basta olhar o núcleo: temos f(e 2ipx ) = 1 kx Z, logo ker(f) Z/kZ. Este núcleo é trivial so no caso k = 1 (i.e f = id S 1) ou k = 1, neste caso f é a conjugação complexa z z, ambas aplicações são isomorfismos idempotentes ( f 2 = id S 1). A imagem de um morfismo S 1 C {0} é um subgrupo compacto de C {0}. Qualquer subgrupo compacto de C {0} é incluso em S 1, logo pela questão precedente, os morfismos contínuos S 1 C {0} coincidem com os endomorfismos de S 1. c) Dada uma representação S 1 GL n (C), o subconjunto ρ(s 1 ) GL n (C) é formado de matrizes que comutam, logo são simultaneamente triganolizáveis. Em particular, o primeiro vetor de uma base comum de trigonalização é um subespaço invariante. Logo ρ não pode ser irredutível se n > 1. No caso irredutível, n = 1 e GL 1 (C) C {0} logo ρ é da forma z z k, ou seja ρ e 2iπz(α) = e 2iπkz α, para qualquer α Z. Solução do Ex.5 [enunciado] a) Sendo que GL n (C) é incluso no espaço vetorial de dimensão finita M( n C) basta mostrar que K λ é fechado e limitado (pelo Teorema de Heine-Borel). Ele é limitado pela sua definição. Seja (g n ) n N uma sequência em K λ que converge para uma matriz g M n (C). Notemos h k := g 1 k, por hipótese, a sequência (h n ) n N é limitada, logo podemos sopor que ela converge (extraindo uma subsequência) para um elemento h M n (K). Para qualquer k N, temos g k.h k = 1 logo pela continuidade do produto gh = 1 também. Segue que h GL n (K) e h 1 = g. Alem disso, h k λ para qualquer k N, logo g 1 C por continuidade da inversa. Em conclusão, g K λ e K λ é compacto. 1 mostrando que f(n) = nf(1), pois que f(p/q) = p/q f(1), e concluindo por densidade de Q e continuidade de f. 7
8 b) Pela questão precedente, qualquer subconjunto fechado de um K λ é compacto. Vamos estabelecer agora a reciproca, ou seja que qualquer subconjunto compacto K é incluso num K λ por um certo λ 0. Um compacto de M n (K) é necessariamente fechado e limitado. Em particular, existe λ 1 R tal que K B(0, λ 1 ), onde B(0, λ 1 ) denote a bola centrado em 0 M c (K), de raio λ 1. A aplicação g g 1 sendo contínua K 1 é compacto também e existe λ 2 R tal que K 1 B(0, λ 1 ). Basta escolher λ = max(λ 1, λ 2 ). c) Suponha K GL n (K) compacto, pela questão precedente, existe λ R tal que K K λ. A imagem do compacto B(0, λ ) pela aplicação contínua M det(m) é um compacto de R >0. Em particular, existe λ > 0 tal que det(m) 1/λ. Basta considerar λ := max(λ, λ ). Pela reciproca, vamos mostrar que se g λ e det(g) 1/λ então g 1 está limitado. Pela fórmula de Cramer, temos: g 1 = 1 det(g) com(g), onde com(g) denota a transposta da comatriz de g. A aplicação com( ) : M com(m) é contínua pois tem coeficientes polinômiais nas entradas de M, logo a imagem por B(0, λ) por com( ) é compacta, logo limitada por uma constante λ > 0. Segue que g 1 λ λ e H K max(λ,λλ ). Solução do Ex.6 [enunciado] a) É fácil ver que se um polinômio se anula num aberto de K n, então ele é nulo. Pode-se mostrar também da maneira seguinte. Seja p {(x 1,..., x n ) K n P (x 1,..., x n ) = 0}. O polinômio P não sendo nula, existe q {(x 1,..., x n ) K n P (x 1,..., x n ) 0}. Seja L a reta em K n por p e q, e φ : K L dado por φ(λ) = p + λ(q p). Então P φ é um polinômio numa variável. O polinômio P φ tendo um número finito de raízes, e o complementário de um conjunto finito em K sendo denso, existe uma sequência (λ k ) k N em (P φ) 1 (K {0}) que converge para 0. Pela continuidade de φ, a sequência (φ(λ k )) k N converge para φ(0) = p. Segue que q {(x 1,..., x n ) K n P (x 1,..., x n ) 0} é denso. b) Caso K = C, o complementário de um número finito de pontos em C sendo claramente conexo (por arcos, até) segue por argumento semelhante à questão a) que {(x 1,..., x n ) K n P (x 1,..., x n ) 0} é conexo. Caso K = R, q {(x 1,..., x n ) K n P (x 1,..., x n ) 0} não é conexo já que q {(x 1,..., x n ) K n P (x 1,..., x n ) > 0} e q {(x 1,..., x n ) K n P (x 1,..., x n ) < 0} são não vazios (pense numa reta no plano por exemplo). c) A aplicação det : M n (K) K sendo polinomial, segue diretamente da questão precedente. d) Qualquer matriz em M n (C) com n autovalores distintos sendo diagonalizável, basta mostrar que o conjunto de matrizes com n autovalores distintas é denso. A aplicação M det(m XI) é polinomial com valores en C n [X] logo a aplicação M Discr d det(m XI) também o é. Segue o resultado pela questão a). Um outro metódo para mostrar a denside das matrizes diagonalizaveis é a seguinte. Dada A M n (C), pondo A na forma de Jordan J = P 1 AP, onde P Gl n (C), é fácil ver que, 8
9 perturbando um pouco os coeficientes diagonais de J, consegue-se uma sequência de matrizes J n com autovalores distintos tais que J n J. Os autovalores de J n sendo distintos, J n é diagonalizável. Obtemos assim uma sequência de matrizes A n := P J n P 1 diagonalizáveis que converge n para A. Caso K = R, a situação é diferente já que n 2 pois qualquer matriz M M n (R) tendo um autovalor em C R não pode ser limite de matrizes diagonalizáveis em R (logo com autovalores reais). Note que o conjunto das matrizes reais diagonalizáveis por uma matriz complexa é denso em M n (R) (prova-se como no caso de matrizes complexas) porem o conjunto das matrizes reais diagonalizáveis por uma matriz real não é denso em M n (R). e) Aplicações. 1) Por densidade de Z(GL n (K) em M n (K)) e continuidade da multiplicação, é fácil mostrar que Z(GL n (K)) Z(M n (K)) GL n (K). Basta mostrar que Z(M n (K)) = {λi n λ K {0}}. Notemos E i,j = (δ i,j ) i,j=1...n as matrizes da base canônica de M n (K). Então é fácil verificar que ME i,j = E i,j M para todo i, j implica que M = λi n. 2) Teorema de Cayley-Hamilton. Se o resultado vale em M n (R) então por restrição, vale em M n (C). Vimos na questão d) que o conjunto de matrizes com n autovalores dinstintos era denso em M n (C), logo por continuidade da aplicação M χ M (M), basta mostrar o Teorema de Cayley-Hamilton para M diagonalizável (o que é imediato). 3) É fácil mostrar que o subespaço vetorial gerado por um subconjunto A de um espaço vetorial de dimensão finita contem seu fecho A. Em particular as matrizes invertíveis geram M n (K) pela questão b). Mostra-se semelhantemente as matrizes diagonalizáveis geram M n (C) pela questão c). 9
Prova Extramuro BOA PROVA! Respostas da Parte II
Prova Extramuro Nome: Identidade (Passaporte): Assinatura: Instruções (i) O tempo destinado a esta prova é de 5 horas. (ii) 25 porcento da pontuação total é da parte I (Perguntas dissertativas). BOA PROVA!
Universidade Federal de Viçosa Centro de Ciências Exatas - CCE Departamento de Matemática Primeira Lista de MAT641 - Análise no R n
Universidade Federal de Viçosa Centro de Ciências Exatas - CCE Departamento de Matemática Primeira Lista de MAT641 - Análise no R n 1. Exercícios do livro Análise Real, volume 2, Elon Lages Lima, páginas
BOA PROVA! Respostas da Parte II
Nome: Identidade (Passaporte: Assinatura: Instruções (i O tempo destinado a esta prova é de 5 horas. (ii 5 porcento da pontuação total é da parte I (Perguntas dissertativas. BOA PROVA! Respostas da Parte
MAT Cálculo Avançado - Notas de Aula
bola fechada de centro a e raio r: B r [a] = {p X d(p, a) r} MAT5711 - Cálculo Avançado - Notas de Aula 2 de março de 2010 1 ESPAÇOS MÉTRICOS Definição 11 Um espaço métrico é um par (X, d), onde X é um
Topologia de Zariski. Jairo Menezes e Souza. 25 de maio de Notas incompletas e não revisadas RASCUNHO
Topologia de Zariski Jairo Menezes e Souza 25 de maio de 2013 Notas incompletas e não revisadas 1 Resumo Queremos abordar a Topologia de Zariski para o espectro primo de um anel. Antes vamos definir os
Exercícios de topologia geral, espaços métricos e espaços vetoriais
Exercícios de topologia geral, espaços métricos e espaços vetoriais 9 de Dezembro de 2009 Resumo O material nestas notas serve como revisão e treino para o curso. Estudantes que nunca tenham estudado estes
3 a Lista de Exercícios de Introdução à Álgebra Linear IMPA - Verão e B =
3 a Lista de Exercícios de Introdução à Álgebra Linear IMPA - Verão 2008. (a) Ache os auto-valores e auto-vetores de A = 3 4 2 0 2 0 0 0 e B = 0 0 2 0 2 0 2 0 0 (b) Mostre que λ + λ 2 + λ 3 é igual ao
Conceitos Básicos sobre Representações e Caracteres de Grupos Finitos. Ana Cristina Vieira. Departamento de Matemática - ICEx - UFMG
1 Conceitos Básicos sobre Representações e Caracteres de Grupos Finitos Ana Cristina Vieira Departamento de Matemática - ICEx - UFMG - 2011 1. Representações de Grupos Finitos 1.1. Fatos iniciais Consideremos
Lista de exercícios 3 A Àlgebra de Lie de um Grupo de Lie
Universidade Federal do Paraná 1 semestre 2017. Programa de Pós-Graduação em Matemática Grupos de Lie Prof. Olivier Brahic Lista de exercícios 3 A Àlgebra de Lie de um Grupo de Lie Exercício 1. (Àlgebra
Topologia geral Professor: Fernando de Ávila Silva Departamento de Matemática - UFPR
Topologia geral Professor: Fernando de Ávila Silva Departamento de Matemática - UFPR LISTA 1: Métricas, Espaços Topológicos e Funções Contínuas 1 Métricas Exercício 1 Sejam M um espaço métrico e A M um
Prova de seleção ao Mestrado e/ou Programa de Verão. Programas: ICMC-USP, UFAL, UFRJ
Prova de seleção ao Mestrado e/ou Programa de Verão Programas: ICMC-USP, UFAL, UFRJ Nome: Identidade (Passaporte): Assinatura: Instruções (i) O tempo destinado a esta prova é de 5 horas. (ii) 25 porcento
MAT Topologia Bacharelado em Matemática 2 a Prova - 27 de maio de 2004
MAT 317 - Topologia Bacharelado em Matemática 2 a Prova - 27 de maio de 2004 1 Nome : Número USP : Assinatura : Professor : Severino Toscano do Rêgo Melo 2 3 4 5 Total Podem tentar fazer todas as questões.
OS TEOREMAS DE JORDAN-HÖLDER E KRULL-SCHMIDT (SEGUNDA VERSÃO)
! #" $ %$!&'%($$ OS TEOREMAS DE JORDAN-HÖLDER E KRULL-SCHMIDT (SEGUNDA VERSÃO) Neste texto apresentaremos dois teoremas de estrutura para módulos que são artinianos e noetherianos simultaneamente. Seja
Lista de exercícios 6 Espaços Vetoriais
Universidade Federal do Paraná semestre 016. Algebra Linear, Olivier Brahic Lista de exercícios 6 Espaços Vetoriais Exercícios da Seção 3. Exercício 1: Determine se os seguintes conjuntos formam subespaços
Quinta lista de Exercícios - Análise Funcional, período Professor: João Marcos do Ó. { 0 se j = 1 y j = (j 1) 1 x j 1 se j 2.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA PÓS-GRADUAÇÃO EM MATEMÁTICA Quinta lista de Exercícios - Análise Funcional, período 2009.2. Professor:
A forma canônica de Jordan
A forma canônica de Jordan 1 Matrizes e espaços vetoriais Definição: Sejam A e B matrizes quadradas de orden n sobre um corpo arbitrário X. Dizemos que A é semelhante a B em X (A B) se existe uma matriz
ANÁLISE E TOPOLOGIA. 1 o semestre. Estudaremos neste curso alguns dos conceitos centrais da análise matemática: números reais, derivadas,
ANÁLISE E TOPOLOGIA 1 o semestre Estudaremos neste curso alguns dos conceitos centrais da análise matemática: números reais, derivadas, séries e integrais. 1. Espaços topológicos e métricos Todos estes
Definição 1. Um ideal de um anel A é um subgrupo aditivo I de A tal que ax I para todo a A, x I. Se I é um ideal de A escrevemos I A.
1. Ideais, quocientes, teorema de isomorfismo Seja A um anel comutativo unitário. Em particular A é um grupo abeliano com +; seja I um subgrupo aditivo de A. Como visto no primeiro modulo, sabemos fazer
MAT Álgebra Linear para Engenharia II - Poli 2 ō semestre de ā Lista de Exercícios
MAT 2458 - Álgebra Linear para Engenharia II - Poli 2 ō semestre de 2014 1 ā Lista de Exercícios 1. Verifique se V = {(x, y) x, y R} é um espaço vetorial sobre R com as operações de adição e de multiplicação
Variedades diferenciáveis e grupos de Lie
LISTA DE EXERCÍCIOS Variedades diferenciáveis e grupos de Lie 1 VARIEDADES TOPOLÓGICAS 1. Seja M uma n-variedade topológica. Mostre que qualquer aberto N M é também uma n-variedade topológica. 2. Mostre
Lema. G(K/F ) [K : F ]. Vamos demonstrar usando o Teorema do Elemento Primitivo, a ser provado mais adiante. Assim, K = F (α).
Teoria de Galois Vamos nos restringir a car. zero. Seja K/F uma extensão finita de corpos. O grupo de Galois G(K/F ) é formado pelos isomorfismos ϕ : K K tais que x F, ϕ(x) = x. Lema. G(K/F ) [K : F ].
x B A x X B B A τ x B 3 B 1 B 2
1. Definição e exemplos. Bases. Dar uma topologia num conjunto X é especificar quais dos subconjuntos de X são abertos: Definição 1.1. Um espaço topológico é um par (X, τ) em que τ é uma colecção de subconjuntos
(x 1, y 1 ) (x 2, y 2 ) = (x 1 x 2, y 1 y 2 ); e α (x, y) = (x α, y α ), α R.
INSTITUTO DE MATEMÁTICA E ESTATÍSTICA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO MAT-2457 Álgebra Linear para Engenharia I Terceira Lista de Exercícios - Professor: Equipe da Disciplina EXERCÍCIOS 1. Considere as retas
Lema. G(K/F ) [K : F ]. Vamos demonstrar usando o Teorema do Elemento Primitivo, a ser provado mais adiante. Assim, K = F (α).
Teoria de Galois Vamos nos restringir a car. zero. Seja K/F uma extensão finita de corpos. O grupo de Galois G(K/F ) é formado pelos isomorfismos ϕ : K K tais que x F, ϕ(x) = x. Lema. G(K/F ) [K : F ].
Lista permanente de exercícios - parte de Grupos. As resoluções se encontram nas notas de aula A1, A2, A3.
Lista permanente de exercícios - parte de Grupos. As resoluções se encontram nas notas de aula A1, A2, A3. 1. Seja x um elemento de ordem 24. Calcule a ordem de x 22, x 201, x 402, x 611 e x 1000. 2. Faça
Universidade Federal de Viçosa Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas Departamento de Matemática
1 Universidade Federal de Viçosa Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas Departamento de Matemática Lista 4 - MAT 137 -Introdução à Álgebra Linear 2017/II 1. Entre as funções dadas abaixo, verifique quais
MAT 5798 Medida e Integração Exercícios de Revisão de Espaços Métricos
MAT 5798 Medida e Integração Exercícios de Revisão de Espaços Métricos Prof. Edson de Faria 30 de Março de 2014 Observação: O objetivo desta lista é motivar uma revisão dos conceitos e fatos básicos sobre
. (1) Se S é o espaço vetorial gerado pelos vetores 1 e,0,1
QUESTÕES ANPEC ÁLGEBRA LINEAR QUESTÃO 0 Assinale V (verdadeiro) ou F (falso): (0) Os vetores (,, ) (,,) e (, 0,) formam uma base de,, o espaço vetorial gerado por,, e,, passa pela origem na direção de,,
Dou Mó Valor aos Autovalores
1. Definições Preliminares Dou Mó Valor aos Autovalores 21ª Semana Olímpica Maceió, AL Prof. Davi Lopes Nível U Dada uma matriz quadrada A n n de entradas complexas, podemos definir os conceitos a seguir,
Fabio Augusto Camargo
Universidade Federal de São Carlos Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia Departamento de Matemática Introdução à Topologia Autor: Fabio Augusto Camargo Orientador: Prof. Dr. Márcio de Jesus Soares
Anéis quocientes k[x]/i
META: Determinar as possíveis estruturas definidas sobre o conjunto das classes residuais do quociente entre o anel de polinômios e seus ideais. OBJETIVOS: Ao final da aula o aluno deverá ser capaz de:
1 a Lista de Exercícios de MAT3458 Escola Politécnica 2 o semestre de 2016
1 a Lista de Exercícios de MAT3458 Escola Politécnica o semestre de 16 1 Para que valores de t R a função definida por (x 1, x ), (y 1, y ) = x 1 y 1 + tx y é um produto interno em R? Para cada par de
= f(0) D2 f 0 (x, x) + o( x 2 )
6 a aula, 26-04-2007 Formas Quadráticas Suponhamos que 0 é um ponto crítico duma função suave f : U R definida sobre um aberto U R n. O desenvolvimento de Taylor de segunda ordem da função f em 0 permite-nos
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO INTRODUÇÃO À TOPOLOGIA AL- GÉBRICA: O GRUPO FUNDAMENTAL DO CÍRCULO. Tulipa Gabriela Guilhermina Juvenal da Silva
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO INTRODUÇÃO À TOPOLOGIA AL- GÉBRICA: O GRUPO FUNDAMENTAL DO CÍRCULO Tulipa Gabriela Guilhermina Juvenal da Silva JOINVILLE, 2014 Tulipa Gabriela Guilhermina Juvenal da Silva
Sobre a dinâmica de aplicações do círculo e do toro
Sobre a dinâmica de aplicações do círculo e do toro Fernando Oliveira U. F. de Minas Gerais EMALCA 2010 Fernando Oliveira (U. F. de Minas Gerais) Sobre a dinâmica de aplicações do círculo e do toro EMALCA
O Teorema de Ramsey e o Último Teorema de Fermat em Corpos Finitos.
O Teorema de Ramsey e o Último Teorema de Fermat em Corpos Finitos. Leandro Cioletti Eduardo A. Silva 12 de setembro de 2011 Resumo O objetivo deste texto é apresentar a prova do Último Teorema de Fermat
Álgebra Linear I - Aula Forma diagonal de uma matriz diagonalizável
Álgebra Linear I - Aula 18 1 Forma diagonal de uma matriz diagonalizável 2 Matrizes ortogonais Roteiro 1 Forma diagonal de uma matriz diagonalizável Sejam A uma transformação linear diagonalizável, β =
1 Noções preliminares
Álgebras, subálgebras e endomorfirsmos Ana Cristina - MAT/UFMG Durante este texto, vamos considerar F um corpo de característica zero. Iniciaremos com algumas definições da teoria de anéis que serão importantes
folha prática 5 valores próprios e vetores próprios página 1/3
folha prática 5 valores próprios e vetores próprios página 1/ Universidade de Aveiro Departamento de Matemática 1. Determine os valores próprios e vetores próprios de cada uma das seguintes matrizes. Averigue
Álgebra Linear II - Poli - Gabarito Prova SUB-tipo 00
Álgebra Linear II - Poli - Gabarito Prova SUB-tipo 00 [ ] 4 2 Questão 1. Seja T : R 2 R 2 o operador linear cuja matriz, com respeito à base canônica de R 2, é. 1 3 [ ] 2 0 Seja B uma base de R 2 tal que
Axiomatizações equivalentes do conceito de topologia
Axiomatizações equivalentes do conceito de topologia Giselle Moraes Resende Pereira Universidade Federal de Uberlândia - Faculdade de Matemática Graduanda em Matemática - Programa de Educação Tutorial
exercícios de álgebra linear 2016
exercícios de álgebra linear 206 maria irene falcão :: maria joana soares Conteúdo Matrizes 2 Sistemas de equações lineares 7 3 Determinantes 3 4 Espaços vetoriais 9 5 Transformações lineares 27 6 Valores
Noções (básicas) de Topologia Geral, espaços métricos, espaços normados e espaços com produto interno. André Arbex Hallack
Noções (básicas) de Topologia Geral, espaços métricos, espaços normados e espaços com produto interno André Arbex Hallack Setembro/2011 Introdução O presente texto surgiu para dar suporte a um Seminário
INSTITUTO DE MATEMÁTICA - UFRJ DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA APLICADA CÁLCULO VETORIAL E GEOMETRIA ANALÍTICA Professor Felipe Acker parte 1 - o plano
1 INSTITUTO DE MATEMÁTICA - UFRJ DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA APLICADA CÁLCULO VETORIAL E GEOMETRIA ANALÍTICA Professor Felipe Acker parte 1 - o plano Exercícios - transformações lineares determinante e
GAAL - Exame Especial - 12/julho/2013. Questão 1: Considere os pontos A = (1, 2, 3), B = (2, 3, 1), C = (3, 1, 2) e D = (2, 2, 1).
GAAL - Exame Especial - /julho/3 SOLUÇÕES Questão : Considere os pontos A = (,, 3), B = (, 3, ), C = (3,, ) e D = (,, ) (a) Chame de α o plano que passa pelos pontos A, B e C e de β o plano que passa pelos
(Ciência de Computadores) 2005/ Diga quais dos conjuntos seguintes satisfazem o Princípio de Boa Ordenação
Álgebra (Ciência de Computadores) 2005/2006 Números inteiros 1. Diga quais dos conjuntos seguintes satisfazem o Princípio de Boa Ordenação (a) {inteiros positivos impares}; (b) {inteiros negativos pares};
INSTITUTO DE MATEMÁTICA E ESTATÍSTICA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
EXERCÍCIOS INSTITUTO DE MATEMÁTICA E ESTATÍSTICA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO MAT-2458 Álgebra Linear para Engenharia II Primeira Lista de Exercícios - Professor: Equipe da Disciplina 1. Em R 3, sejam S 1
TEOREMA DE STONE-WEIERSTRASS PARA ESPAÇOS LOCALMENTE COMPACTOS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS FÍSICAS E MATEMÁTICAS DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA TEOREMA DE STONE-WEIERSTRASS PARA ESPAÇOS LOCALMENTE COMPACTOS FELIPE AUGUSTO TASCA Trabalho de
Tópicos de Álgebra Linear Verão 2019 Lista 4: Formas de Jordan
Universidade Federal do Paraná Centro Politécnico ET-DMAT Prof. Maria Eugênia Martin Tópicos de Álgebra Linear Verão 2019 Lista 4: Formas de Jordan Exercício 1. Seja A = (a i j ) uma matriz diagonal sobre
MAT Álgebra Linear para Engenharia II
MAT2458 - Álgebra Linear para Engenharia II Prova de Recuperação - 05/02/2014 Nome: Professor: NUSP: Turma: INSTRUÇÕES (1) A prova tem início às 7:30 e duração de 2 horas. (2) Não é permitido deixar a
1. Conhecendo-se somente os produtos AB e AC, calcule A = X 2 = 2X. 3. Mostre que se A e B são matrizes que comutam com a matriz M = 1 0
Lista de exercícios. AL. 1 sem. 2015 Prof. Fabiano Borges da Silva 1 Matrizes Notações: 0 para matriz nula; I para matriz identidade; 1. Conhecendo-se somente os produtos AB e AC calcule A(B + C) B t A
MAT3458 ÁLGEBRA LINEAR II 2 a Lista de Exercícios 2 o semestre de 2018
MAT3458 ÁLGEBRA LINEAR II 2 a Lista de Exercícios 2 o semestre de 2018 1. Verdadeiro ou falso? Justifique suas respostas. (i) Existe uma transformação linear T : P 3 (R) M 2 (R) cuja matriz em relação
Análise I Solução da 1ª Lista de Exercícios
FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SERRA DOS ÓRGÃOS CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS Centro de Ciências e Tecnologia Curso de Graduação em Matemática Análise I 0- Solução da ª Lista de Eercícios. ATENÇÃO: O enunciado
Análise Matemática III - Turma especial
Análise Matemática III - Turma especial Fichas 1 a 5 - Solução parcial 1.3 Seja D E k um conjunto fechado. Uma transformação T : D D diz-se uma contracção se existe c < 1 tal que para todos os x, y D se
Álgebra linear A Primeira lista de exercícios
Álgebra linear A Primeira lista de exercícios Prof. Edivaldo L. dos Santos (1) Verifique, em cada um dos itens abaixo, se o conjunto V com as operações indicadas é um espaço vetorial sobre R. {[ ] a b
MAT2458 ÁLGEBRA LINEAR PARA ENGENHARIA II 2 a Prova - 2 o semestre de T ( p(x) ) = p(x + 1) p(x), (a) 8, (b) 5, (c) 0, (d) 3, (e) 4.
MAT2458 ÁLGEBRA LINEAR PARA ENGENHARIA II 2 a Prova - 2 o semestre de 218 Q1. Considere a transformação linear T : P 3 (R) P 2 (R), dada por T ( p(x) ) = p(x + 1) p(x), para todo p(x) P 3 (R), e seja A
5. Seja A uma matriz qualquer. Assinale a afirmativa
UFRJ Instituto de Matemática Disciplina: Algebra Linear II - MAE 125 Professor: Bruno, Gregório, Luiz Carlos, Mario, Milton, Monique e Umberto Data: 12 de julho de 2013 Terceira Prova 1. Considere no espaço
Interbits SuperPro Web
1 (Ita 018) Uma progressão aritmética (a 1, a,, a n) satisfaz a propriedade: para cada n, a soma da progressão é igual a n 5n Nessas condições, o determinante da matriz a1 a a a4 a5 a 6 a a a 7 8 9 a)
Lista 1. 9 Se 0 < x < y e n N então 0 < x n < y n.
UFPR - Universidade Federal do Paraná Departamento de Matemática CM095 - Análise I Prof. José Carlos Eidam Lista 1 Em toda a lista, K denota um corpo ordenado qualquer. Corpos ordenados 1. Verifique as
MAT 5798 Medida e Integração IME 2017
MAT 5798 Medida e Integração IME 2017 http://www.ime.usp.br/ glaucio/mat5798 Lista 11 - Integral de Bochner Fixemos um espaço de medida completo (X, M, µ) até o final desta lista. As duas primeiras questões
Introdução às superfícies de Riemann
LISTA DE EXERCÍCIOS Introdução às superfícies de Riemann 1. Mostre que toda curva plana é uma superfície de Riemann não-compacta. 2. Seja F : C 3 C um polinômio homogêneo de grau d, isto é, cada monômio
Topologia do espaço Euclidiano
Capítulo 1 Topologia do espaço Euclidiano 1 O espaço vetorial R n iguais a R: Seja n N. O espaço euclidiano n dimensional é o produto cartesiano de n fatores R n = R R R }{{} n cópias Os pontos de R n
obs: i) Salvo menção em contrário, anel = anel comutativo com unidade. ii) O conjunto dos naturais inclui o zero.
Lista 1 - Teoria de Anéis - 2013 Professor: Marcelo M.S. Alves Data: 03/09/2013 obs: i) Salvo menção em contrário, anel = anel comutativo com unidade. ii) O conjunto dos naturais inclui o zero. 1. Os conjuntos
Álgebra Linear e Geometria Anaĺıtica. Espaços Vetoriais Reais
universidade de aveiro departamento de matemática Álgebra Linear e Geometria Anaĺıtica Agrupamento IV (ECT, EET, EI) Capítulo 4 Espaços Vetoriais Reais Definição de espaço vetorial real [4 01] O conjunto
LISTA 3 DE INTRODUÇÃO À TOPOLOGIA 2011
LISTA 3 DE INTRODUÇÃO À TOPOLOGIA 2011 RICARDO SA EARP Limites e continuidade em espaços topológicos (1) (a) Assuma que Y = A B, onde A e B são subconjuntos abertos disjuntos não vazios. Deduza que A B
CM005 Álgebra Linear Lista 3
CM005 Álgebra Linear Lista 3 Alberto Ramos Seja T : V V uma transformação linear. Se temos que T v = λv, v 0, para λ K. Dizemos que λ é um autovalor de T e v autovetor de T associado a λ. Observe que λ
Espaços Euclidianos. Espaços R n. O conjunto R n é definido como o conjunto de todas as n-uplas ordenadas de números reais:
Espaços Euclidianos Espaços R n O conjunto R n é definido como o conjunto de todas as n-uplas ordenadas de números reais: R n = {(x 1,..., x n ) : x 1,..., x n R}. R 1 é simplesmente o conjunto R dos números
Exercícios sobre Espaços Vetoriais II
Exercícios sobre Espaços Vetoriais II Prof.: Alonso Sepúlveda Castellanos Sala 1F 104 1. Seja V um espaço vetorial não trivial sobre um corpo infinito. Mostre que V contém infinitos elementos. 2. Sejam
Leandro F. Aurichi de novembro de Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação - Universidade de São Paulo, São Carlos, SP
Espaços Métricos Leandro F. Aurichi 1 30 de novembro de 2010 1 Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação - Universidade de São Paulo, São Carlos, SP 2 Sumário 1 Conceitos básicos 5 1.1 Métricas...........................................
Notas sobre os anéis Z m
Capítulo 1 Notas sobre os anéis Z m Estas notas complementam o texto principal, no que diz respeito ao estudo que aí se faz dos grupos e anéis Z m. Referem algumas propriedades mais específicas dos subanéis
1 Álgebra linear matricial
MTM510019 Métodos Computacionais de Otimização 2018.2 1 Álgebra linear matricial Revisão Um vetor x R n será representado por um vetor coluna x 1 x 2 x =., x n enquanto o transposto de x corresponde a
Equação Geral do Segundo Grau em R 2
8 Equação Geral do Segundo Grau em R Sumário 8.1 Introdução....................... 8. Autovalores e autovetores de uma matriz real 8.3 Rotação dos Eixos Coordenados........... 5 8.4 Formas Quadráticas..................
MAT 1202 ÁLGEBRA LINEAR II SUBESPACCOS FUNDAMENTAIS E TRANSF. LINEARES 23/08/12 Profs. Christine e Pedro
MAT 1202 ÁLGEBRA LINEAR II 2012.2 SUBESPACCOS FUNDAMENTAIS E TRANSF. LINEARES 23/08/12 Profs. Christine e Pedro 1. Subespaços Fundamentais de uma Matriz (1.1) Definição. Seja A uma matriz retangular m
(c) apenas as afirmações (II) e (III) são necessariamente verdadeiras;
Q1. Considere o espaço vetorial R 4 munido do seu produto interno usual. Sejam B uma base de R 4, A M 4 (R) uma matriz e T : R 4 R 4 a transformação linear tal que [T ] B = A. Considere as seguintes afirmações:
1 Grupos (23/04) Sim(R 2 ) T T
1 Grupos (23/04) Definição 1.1. Um grupo é um conjunto G não-vazio com uma operação binária : G G G que satisfaz as seguintes condições: 1. (associatividade) g (h k) = (g h) k para todos g, h, k G; 2.
Lista de exercícios 7 Independência Linear.
Universidade Federal do Paraná semestre 6. Algebra Linear Olivier Brahic Lista de exercícios 7 Independência Linear. Exercício : Determine se os seguintes vetores são linearmente independentes em R : (
Polinômio Mínimo e Operadores Nilpotentes
Capítulo 9 Polinômio Mínimo e Operadores Nilpotentes Curso: Licenciatura em Matemática Professor-autor: Danilo Felizardo Barboza Wilberclay Gonçalves Melo Disciplina: Álgebra Linear II Unidade II Aula
Prova tipo A. Gabarito. Data: 8 de outubro de ) Decida se cada afirmação a seguir é verdadeira ou falsa. 1.a) Considere os vetores de R 3
Prova tipo A P2 de Álgebra Linear I 2004.2 Data: 8 de outubro de 2004. Gabarito Decida se cada afirmação a seguir é verdadeira ou falsa..a Considere os vetores de R 3 v = (, 0,, v 2 = (2,, a, v 3 = (3,,
Matrizes Semelhantes e Matrizes Diagonalizáveis
Diagonalização Matrizes Semelhantes e Matrizes Diagonalizáveis Nosso objetivo neste capítulo é estudar aquelas transformações lineares de R n para as quais existe pelo menos uma base em que elas são representadas
Álgebra Linear Exercícios Resolvidos
Álgebra Linear Exercícios Resolvidos Agosto de 001 Sumário 1 Exercícios Resolvidos Uma Revisão 5 Mais Exercícios Resolvidos Sobre Transformações Lineares 13 3 4 SUMA RIO Capítulo 1 Exercícios Resolvidos
Grupos: Resumo. Definição 1.1 Um grupo é um conjunto G juntamente com uma operação binária. G G G (a, b) a b. (a b) c = a (b c) a e = e a = a
1 Grupos: Resumo 1 Definições básicas Definição 1.1 Um grupo é um conjunto G juntamente com uma operação binária que satisfaz os seguintes três axiomas: 1. (Associatividade) Para quaisquer a, b, c G, G
7. Sejam U, W subespaços vetoriais de um espaço vetorial V sobre um corpo K. Prove que U W é um subespaço vetorial de V se e somente se U W ou W U.
Lista de Álgebra Linear - Prof. Edson Iwaki 1. Quais dos subconjuntos são R subespaços vetoriais? Ache uma base para os que forem. (a) S = {(x, y, z) R 3 x 0} R 3 (b) S = {(x, y, z) R 3 x = 0} R 3 (c)
Topologia e Análise Linear. Maria Manuel Clementino, 2013/14
Maria Manuel Clementino, 2013/14 2013/14 1 ESPAÇOS MÉTRICOS Espaço Métrico Um par (X, d) diz-se um espaço métrico se X for um conjunto e d : X X R + for uma aplicação que verifica as seguintes condições,
Apontamentos III. Espaços euclidianos. Álgebra Linear aulas teóricas. Lina Oliveira Departamento de Matemática, Instituto Superior Técnico
Apontamentos III Espaços euclidianos Álgebra Linear aulas teóricas 1 o semestre 2017/18 Lina Oliveira Departamento de Matemática, Instituto Superior Técnico Índice Índice i 1 Espaços euclidianos 1 1.1
Apostila Minicurso SEMAT XXVII
Apostila Minicurso SEMAT XXVII Título do Minicurso: Estrutura algébrica dos germes de funções Autores: Amanda Monteiro, Daniel Silva costa Ferreira e Plínio Gabriel Sicuti Orientadora: Prof a. Dr a. Michelle
Álgebra Linear I - Aula 20
Álgebra Linear I - Aula 20 1 Matrizes diagonalizáveis Exemplos 2 Forma diagonal de uma matriz diagonalizável 1 Matrizes diagonalizáveis Exemplos Lembramos que matriz quadrada a 1,1 a 1,2 a 1,n a 2,1 a
Produtos de potências racionais. números primos.
MATEMÁTICA UNIVERSITÁRIA n o 4 Dezembro/2006 pp. 23 3 Produtos de potências racionais de números primos Mário B. Matos e Mário C. Matos INTRODUÇÃO Um dos conceitos mais simples é o de número natural e
Topologia Geral. Ofelia Alas Lúcia Junqueira Marcelo Dias Passos Artur Tomita
Topologia Geral Ofelia Alas Lúcia Junqueira Marcelo Dias Passos Artur Tomita Sumário Capítulo 1. Alguns conceitos básicos 5 Capítulo 2. Espaços topológicos 9 1. Espaços topológicos. Conjuntos abertos
Introdução à Linguagem da Topologia
Introdução à Linguagem da Topologia Corpos Define-se corpo por um conjunto K, munido de duas operações básicas chamadas de adição e multiplicação. São os axiomas do corpo: Axiomas da Adição Associatividade:
MCTB Álgebra Linear Avançada I Claudia Correa Exercícios sobre transformações lineares. Os Exercícios 3 e 4 são os exercícios bônus dessa lista.
MCTB002-13 Álgebra Linear Avançada I Claudia Correa Exercícios sobre transformações lineares Os Exercícios 3 e 4 são os exercícios bônus dessa lista. Definição 1. Dados conjuntos X e Y, uma função ϕ :
1. Não temos um espaço vetorial, pois a seguinte propriedade (a + b) v = a v + b v não vale. De fato:
Sumário No que se segue, C, R, Q, Z, N denotam respectivamente, o conjunto dos números complexos, reais, racionais, inteiros e naturais. Denotaremos por I (ou id) End(V ) a função identidade do espaço
