Loures, um Concelho cada vez mais solidário
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- Renato Vidal Dias
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3 Loures, um Concelho cada vez mais solidário O combate à exclusão social é algo a que o Município de Loures não pode estar alheio atendendo à existência de inúmeros problemas que assolam a vivência de todos aqueles que escolheram o Concelho de Loures para residir ou para trabalhar. Assim, foi com grande afinco que a Autarquia abraçou este Programa Nacional da Rede Social, que assenta numa dinâmica de parceria que a Edilidade já vinha implementando. Neste contexto, importa envolver todos os actores sociais na promoção da melhoria de vida e bem estar da população, sendo para tanto premente dar visibilidade não só aos problemas sociais existentes e emergentes, mas também às capacidades e potencialidades dos diversos intervenientes, por forma a, no cumprimento das suas finalidades, contribuírem para uma solidariedade efectiva. Nestes termos, o instrumento de trabalho que ora tenho a honra de apresentar Diagnóstico Social Concelhio visa sobretudo, evidenciar as maiores necessidades e problemas, cuja intervenção prioritária urge. Este trabalho, foi tanto quanto possível, realizado com a participação de todos aqueles que operam no terreno e para os quais, desde já, formulo os meus sinceros agradecimentos. Um agradecimento também para a Comissão Executiva e, em particular, para o Secretariado Técnico do Conselho Local de Acção Social, a quem coube a tarefa difícil de elaborar o presente documento. Para finalizar, sublinha-se que, cada vez mais, em Loures, os princípios básicos da Rede Social - subsidiariedade, integração, articulação, participação e inovação - estão interiorizados, e reflectemse cada vez mais na intervenção social desenvolvida no concelho. É com a mais cabal certeza, que afirmo que este Diagnóstico, certamente marcará uma mudança séria e que estimo, eficaz, na promoção da solidariedade e da cidadania. O Presidente do Conselho Local de Acção Social António Pereira 3
4 Ficha Técnica Coordenação Técnica: Em representação do Presidente do Conselho Local de Acção Social - Sónia Paixão (Câmara Municipal de Loures) Equipa Técnica / Secretariado Técnico da Rede Social: - Cristina Costa - Lúcia Santos - Paula Atouguia - Rosa Passinhas Grupo de Trabalho para a Revisão Final: - Ana César (Junta de Freguesia de Moscavide) - Ana Corte (CDSSL Serviço Local de Acção Social Sacavém / Moscavide) - Ana Filipa Carvalho (Técnica de Apoio e Acompanhamento da CSF Stº António dos Cavaleiros) - Ana Paula Ribeiro (Técnica de Apoio e Acompanhamento da CSIF Apelação, Frielas e Unhos) - Isabel Gonçalves (Técnica de Apoio e Acompanhamento CSIF S. João da Talha e Stª Iria da Azóia) - Lúcia Santos (Secretariado Técnico da Rede Social) - Maria Eugénia Coelho (Presidente do Agrupamento de Escolas de Fanhões) - Marisa Correia (Técnica de Apoio e Acompanhamento da CSIF Sacavém, Camarate e Prior Velho) - Paula Atouguia (Secretariado Técnico da Rede Social) - Paulo Rui Amado (Presidente da Junta de Freguesia de S. João da Talha) - Sónia Paróla (Técnica de Apoio e Acompanhamento das CSF Bucelas, Portela e Stº Antão do Tojal) - Vanda Jerónimo (Junta de Freguesia de Stª Iria da Azóia) 4
5 Outros Colaboradores: - Ana Cachola (Gabinete dos Assuntos Religiosos e Sociais Específicos C.M.Loures) - Paulo José (Gabinete dos Assuntos Religiosos e Sociais Específicos C.M.Loures) - Patrícia Curado (Gabinete dos Assuntos Religiosos e Sociais Específicos C.M.Loures) Impressão e Acabamento: António Coelho Dias, S.A. Depósito Legal: /06 ISBN: 5
6 Agradecimentos Agrupamentos Escolas: Apelação Bobadela Bucelas Camarate D. Nuno Álvares Pereira Catujal Unhos Fanhões General Humberto Delgado João Villaret, Nº1 de Loures Portela e Moscavide Sacavém e Prior Velho Stº António dos Cavaleiros Stª Iria da Azóia S. João da Talha Ajuda de Mãe Associação Cantinho das Crianças do Prior Velho Associação Centro de Dia da Terceira Idade de Unhos Associação de Moradores de Sto. António dos Cavaleiros O Reguila Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de S.Julião do Tojal Associação Infanta D.Mafalda Lar D.Maria Associação Luís Pereira da Mota Associação Vida Cristã Filadélfia Câmara Municipal de Loures Departamento de Gestão Urbanística Departamento de Gestão Urbanística / Divisão Municipal de Habitação Departamento de Planeamento Estratégico Departamento de Planeamento Estratégico / Divisão Planeamento Estudos e Infraestruturas Divisão de informação Georeferênciada Departamento de Recursos Humanos 6
7 Departamento do Ambiente Departamento Sócio Cultural / Divisão de Educação e Juventude Departamento Sócio-Cultural / Divisão de Dinamização Cultural / Área de Idosos Direcção de Projecto Áreas Urbanas de Génese Ilegal Direcção de Projecto do PDM Divisão de Actividades Económicas Divisão de Organização de Sistemas de Informação Gabinete de Saúde Gabinete dos Assuntos Religiosos e Sociais Específicos Centro de Atendimento a Toxicodependentes de Loures (CAT Loures) CDSSL / Serviço Local de Acção Social Loures e Sacavém / Moscavide CDSSL / Unidade de Acção Social Centro Cristão Cidade Loures Centros de Saúde de Loures e Sacavém Centro Paroquial e Social de S.Pedro de Lousa Centro Social de Sacavém Centro Social e Cultural da Paróquia da Portela Centro Social e Cultural de Sto. António dos Cavaleiros Centro Social e Paroquial da Bobadela Centro Social e Paroquial de São Saturnino de Fanhões Centro Social Nuno Álvares Pereira de S.Tiago de Camarate Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Loures Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco Cooperativa Envolver Cooperativa Sócio Educativa Para o Desenvolvimento Comunitário Desafio Jovem Direcção Regional de Educação de Lisboa / Coordenação Educativa de Lisboa Oriental Federação das Associações de Pais das Escolas do concelho de Loures (FAPEL) Fundação da Obra de Nª Sra. da Purificação Escola EB2,3 Luís Sttau Monteiro / Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família GNR / Destacamento de Loures GNR / Grupo Territorial de Loures Hospital Júlio de Matos (Loures Ocidental e Oriental) 7
8 IEFP / Centros de Emprego de Loures e Moscavide IEFP / Delegação Regional de Lisboa e Vale do Tejo Gabinete de Comunicação Instituição de Apoio Social da Freguesia de Bucelas / Associação de Reformados e Idosos da Freguesia de Bucelas Instituto Profissional de Transportes Junta de Freguesia da Apelação Junta de Freguesia de Bobadela Junta de Freguesia de Bucelas Junta de Freguesia de Camarate Junta de Freguesia de Fanhões Junta de Freguesia de Frielas Junta de Freguesia de Loures Junta de Freguesia de Lousa Junta de Freguesia de Moscavide Junta de Freguesia da Portela Junta de Freguesia de Prior Velho Junta de Freguesia de Sacavém Junta de Freguesia de S.João da Talha Junta de Freguesia de São Julião do Tojal Junta de Freguesia de Sta. Iria de Azóia Junta de Freguesia de Sto. Antão do Tojal Junta de Freguesia de Sto. António dos Cavaleiros Junta de Freguesia de Unhos Ministério da Justiça / Instituto de Reinserção Social Equipa de Loures Família e Menores e Equipa de Loures Penal Policia de Segurança Pública / Comando Metropolitano de Lisboa / Núcleo de Operações Projecto Loures Saudável Policia Segurança Pública / 2ª Divisão de Lisboa Policia Segurança Pública / 2ª Divisão de Loures Sagrados Corações do Catujal Sta. Casa da Misericórdia de Loures Técnicas de Apoio e Acompanhamento às CSF/IF UNIVA Escola EB2,3 Luís Sttau Monteiro 8
9 ÍNDICE Lista de Gráficos...14 Lista de Figuras...14 Lista de Anexos...14 Lista de Abreviaturas e Siglas...14 SUMÁRIO EXECUTIVO...16 INTRODUÇÃO...23 A. CONCELHO DE LOURES: BREVE CARACTERIZAÇÃO Dados Gerais do Concelho Enquadramento Territorial Enquadramento Sócio - Demográfico Enquadramento Sócio - Económico Enquadramento Sócio - Educativo Equipamentos Dinâmica Habitacional Acessibilidades Imigração Dados Gerais das Freguesias Apelação Bucelas Bobadela Camarate Fanhões Frielas Loures Lousa Moscavide Portela Prior-Velho Sacavém São Julião do Tojal Santo Antão do Tojal São João da Talha Santa Iria de Azóia Santo António dos Cavaleiros Unhos Referências Bibliográficas B. PRINCIPAIS ÁREAS PROBLEMÁTICAS E LINHAS ORIENTADORAS PARA A ACÇÃO Nota de Apresentação Absentismo, Abandono e Insucesso Escolar A Escolaridade, a Oferta Educativa e a População Escolar no concelho de Loures: breve caracterização Retenção e de Abandono Escolar: breve caracterização Problemas e Pistas orientadoras para a acção Referências Bibliográficas Acesso e Qualidade da Habitação Referências Bibliográficas
10 3. Acompanhamento de Crianças e Jovens: Prevenção de Risco e Insuficiência de Recursos Referências Bibliográficas Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias: localização, natureza e condições Atendimento: Breve Caracterização da natureza e condições de desenvolvimento Quem Encaminha para Quem? Principais Problemas Identificados e Algumas Pistas Orientadoras para Estratégias de Intervenção e Propostas de Acção Referências Bibliográficas Comportamentos Aditivos e Saúde Mental Referências Bibliográficas Deficiência Referências Bibliográficas Desemprego e Formação Profissional Referências Bibliográficas Desestruturação e Violência Familiar Referências Bibliográficas Idosos em Situação de Isolamento e Insuficiência de Recursos Referências Bibliográficas Informação e Comunicação Da identificação dos problemas à proposta de funcionamento do Sistema de Informação e Comunicação Sistema de Informação e Comunicação: Para quê? Com que pressupostos? O que é? Unidade de Avaliação Monitorização Social do Território: Condições de Produção da Informação para Diagnóstico Social Algumas Estratégias de Intervenção e Propostas de Acção Referências Bibliográficas SÍNTESE CONCLUSIVA Lista de Quadros Quadro 1 Síntese dos Principais Indicadores da Situação Social do Concelho de Loures Quadro 2 Densidade Populacional por Sistemas e Freguesias do Concelho de Loures Quadro 3 População Residente em 1991 e 2001, segundo os Grupos Etários no concelho de Loures Quadro 4 População Residente segundo o Tipo de Deficiência no concelho de Loures, em Quadro 5 População Residente com Deficiência, segundo o Grau de Incapacidade e Sexo no Concelho de Loures, Quadro 6 Dados do Concelho de Loures comparativamente à Grande Lisboa e Nacional Quadro 7 Indicador per capita Quadro 8 População Residente, com 15 ou mais anos, segundo a Actividade Económica Quadro 9 População Residente segundo o Grupo Etário, por nível de instrução escolar e sexo, no Concelho de Loures, Quadro 10 Ano Lectivo 2005/06 - Rede Pública Quadro 11 Edifícios Escolares da Rede Pública no Concelho de Loures Quadro 12 Instituições Particulares de Solidariedade Social no Concelho de Loures Quadro 13 Rede Privada e Cooperativa no Concelho de Loures Quadro 14 Equipamentos nas Áreas da Cultura, Lazer, Desporto e Saúde
11 Quadro 15 Síntese dos Indicadores das Freguesias Quadro 16 Concelho de Loures. População residente nas freguesias em função do nível académico atingido. N= e N= (Valor e %) Quadro 17 População Escolar em Projecções para Quadro 18 População residente e prevista, em idade escolar (3-19 anos), por zonas Quadro 19 População Residente em 2001 (entre os 3 e os 19 anos) e População Presente na Rede Educativa (ano lectivo 2001/02) Quadro 20 Taxas Brutas de Cobertura e de Escolarização no Concelho de Loures em 1991/92, 2001/02 e 2004/05, na Rede Pública e Privada Quadro 21 Taxa de Cobertura e Taxa Bruta de Escolarização por zonas, no Concelho de Loures (2001/02) Quadro 22 População total e por níveis de ensino prevista para o Concelho de Loures para Quadro 23 Evolução da Retenção e Abandono Escolar do 1º Ciclo do Ensino Básico por freguesia no Concelho Quadro 24 Evolução da Retenção e Abandono Escolar dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico por freguesia no Concelho Quadro 25 Resultados relativos ao ano lectivo 2005/ Quadro 26 Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção identificados na área do Absentismo, Abandono e Insucesso Escolar Quadro 27 Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção identificados na área do Acesso e Qualidade da habitação Quadro 28 Estrutura dos Alojamentos, segundo o Tipo, por freguesia, Quadro 29 Instalações nos alojamentos de Residência Habitual, Quadro 30 Bairros de Génese Ilegal, segundo o estado geral do bairro, por freguesia, Quadro 31 Situação dos Bairros de Barracas com agregados registados e não registados no Programa Especial de Realojamento Quadro 32 Enquadramento Geral dos Bairros Municipais de Loures Quadro 33 Pedidos de Habitação do Concelho Quadro 34 Recursos disponibilizados pela Autarquia em matéria de Habitação Quadro 35 Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção identificados na Área do Acompanhamento de Crianças e Jovens Quadro 36 Actividade da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Loures Quadro 37 Vias de Sinalização das Crianças e Jovens encaminhadas para a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Loures Quadro 38 Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Loures: Principais Problemáticas Quadro 39 Instituto de Reinserção Social Equipa de Loures, Família e Menores 2005 / Assessoria Técnica aos Tribunais Lei Tutelar Educativa Quadro 40 Instituto de Reinserção Social Equipa de Loures, Família e Menores 2006 (1º Trimestre) / Assessoria Técnica aos Tribunais Quadro 41 Avaliação de Férias e Fins-de-Semana, Quadro 42 Objectivo de Visita aos GAJ s, Quadro 43 Visita aos GAJ s, segundo a Idade Quadro 44 Freguesias do concelho abrangidas pelo Centro de Saúde de Loures Quadro 45 Freguesias do concelho abrangidas pelo Centro de Saúde de Sacavém Quadro 46 Freguesias do concelho de Loures abrangidas pelo Destacamento de Loures da GNR Quadro 47 Freguesias do concelho de Loures abrangidas pelas Divisões / Esquadras da PSP Quadro 48 Síntese da Identificação e Caracterização do Serviço Local de Sacavém / Moscavide Quadro 49 Síntese da Identificação e Caracterização do Serviço Local de Loures Quadro 50 Ponto de Situação das ECJ s do distrito de Lisboa, a 30 Junho Quadro 51 Técnicos que integram as Equipas de Acompanhamento de Crianças e Jovens do concelho de Loures Quadro 52 Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco / Composição da Comissão Restrita Quadro 53 Síntese do Programa RIAS Quadro 54 Síntese do CLAI e CLAII Quadro 55 Sem Riscos Quadro 56 Atendimento: Respostas Diversas no âmbito dos Serviços da Câmara Municipal de Loures
12 Quadro 57 Identificação e Caracterização dos Locais de Atendimento: Respostas Quadro 58 Breve Caracterização do Atendimento realizado no concelho pelas Juntas de Freguesia, IPSS / Cooperativas e Escolas Quadro 59 - Quem Encaminha para Quem? Quadro 60 Acolhimento: Síntese dos Problemas e Propostas de Acção identificados Quadro 61 Diagnóstico das Necessidades / Utente: Síntese dos Problemas e Propostas de Acção Quadro 62 Relação Profissional-Utente: Síntese dos problemas e Propostas de Acção identificados Quadro 63 Relação entre as Organizações: Síntese dos Problemas e Propostas de Acção identificadas Quadro 64 Avaliação dos Serviços Prestados: Síntese dos Problemas e Propostas de Acção identificados Quadro 65 Reconhecimento dos Profissionais: Síntese dos Problemas e Propostas de Acção identificados Quadro 66 Qualidade das Respostas Prestadas: Síntese dos Problemas e Propostas de Acção identificados Quadro 67 Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção identificados na área dos Comportamentos Aditivos e Saúde Mental Quadro 68 Toxicodependentes Activos por sexo e grupos de idade (2003) Quadro 69 Identificação dos Projectos em curso na Área dos Comportamentos Aditivos Quadro 70 Instituições com Projectos da Área dos Comportamentos Aditivos Quadro 71 População com deficiência, segundo o tipo de deficiência e género, no concelho de Loures Quadro 72 População com deficiência, segundo o tipo de deficiência por grupo etário, no concelho de Loures Quadro 73 População com deficiência, com 15 ou mais anos, segundo o tipo de deficiência, por condição perante a actividade económica, no concelho de Loures Quadro 74 População com deficiência, com 15 ou mais anos, segundo o tipo de deficiência, por principal meio de vida, no concelho de Loures, Quadro 75 Instituições de Lisboa a Vale do Tejo, para pessoas com deficiência, com utentes do concelho de Loures (2006) Quadro 76 Tipo de Deficiência por Grau de Ensino, no Ano Lectivo 2005/ Quadro 77 Utentes acompanhados na UDIP (2005/2006) Quadro 78 Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção Identificados na área do Desemprego e Formação Profissional Quadro 79 População residente, segundo a condição perante a actividade económica (sentido lato) e sexo nos Concelhos Grande Lisboa, em Quadro 80 População residente com actividade económica, segundo a condição perante a actividade económica (sentido lato) nos Concelhos Grande Lisboa, em Quadro 81 População residente sem actividade económica, segundo condição perante a actividade económica nos Concelhos da Grande Lisboa, em Quadro 82 Taxa de desemprego, por género, Quadro 83 População residente desempregada (sentido lato), segundo condição de procura de emprego e sexo, em Concelhos da Grande Lisboa, em Quadro 84 População residente, desempregada em sentido lato, segundo grandes grupos etários em Concelhos da Grande Lisboa, em Quadro 85 População residente desempregada (em sentido lato), segundo o nível de instrução, em Quadro 86 População residente desempregada (em sentido lato,) segundo o principal meio de vida em Concelhos da Grande Lisboa, em Quadro 87 Resultados Registados no Concelho de Loures no I.E.F.P Quadro 88 Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção Identificados na área da Desestruturação e Violência Familiar Quadro 89 Distribuição de Titulares de Rendimento Social de Inserção por freguesia Quadro 90 Número de queixas apresentadas por idade das vítimas, a nível nacional Quadro 91 Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção Identificados na área dos Idosos em Situação de Isolamento e Insuficiência de Recursos Quadro 92 População Residente com mais de 65 anos, por Freguesia, em Quadro 93 Estabelecimentos de Idosos com Alvará no Concelho de Loures (Apoio Social Privado) Quadro 94 Instituições Privadas de Solidariedade Social de Apoio a Idosos existentes no Quadro 95 Nº de indivíduos com mais de 60 anos com prestação de Rendimento Social de Inserção Quadro 96 Informação e Comunicação: principais problemas identificados
13 Quadro 97 Informação: Câmara Municipal de Loures Quadro 98 Informação: Centros de Emprego Quadro 99 Informação: CAT - Loures Quadro 100 Informação: CDSSL / Serviços Locais do concelho Quadro 101 Informação: Centros de Saúde do concelho Quadro 102 Informação: GNR e PSP Lista de Gráficos Gráfico 1 Evolução da Frequência no concelho de Loures Gráfico 2 Evolução da Taxa de Abandono no Ensino Secundário por zonas, no concelho de Loures Gráfico 3 Época de Construção dos Edifícios, por Freguesia, Gráfico 4 Total de Edifícios entre 1991 e Gráfico 5 Breve Caracterização dos Recursos Técnicos Envolvidos Gráfico 6 Breve Caracterização dos Espaços Físicos Afectos ao Atendimento Gráfico 7 Nível de Escolaridade do Toxicodependentes Activos, Gráfico 8 Situação Profissional do Toxicodependentes Activos, Gráfico 9 Tipo de Droga Consumida pelos Toxicodependentes Activos, Gráfico 10 População residente e população com deficiência, em Portugal Gráfico 11 População com deficiência, por grupo etário, no Concelho de Loures Gráfico 12 População com deficiência, segundo o grau de incapacidade, no concelho de Loures Gráfico 13 População com deficiência, segundo o grau de incapacidade por tipo de deficiência, no concelho de Loures Gráfico 14 População com deficiência, com 15 e mais anos, segundo o tipo de deficiência, por acessibilidades a edifícios e existência de elevador, no Concelho de Loures Gráfico 15 População residente com 65 ou mais anos, segundo o sexo Lista de Figuras Figura 1 Localização do Concelho de Loures Figura 2 Rede de Infra-Estruturas Rodoviárias, Ferroviárias e Localização do Aeroporto Figura 3 Organograma do Sistema Educativo Figura 4 Distribuição dos Locais de Atendimento Social, no concelho de Loures Lista de Anexos Anexo 1 Quadro Síntese Comparativa das Freguesias em termos populacionais Anexo 2 População Estrangeira no concelho de Loures Anexo 3 Constituição dos Grupos de Trabalho para Diagnóstico Anexo 4 Ficha de Identificação e Caracterização dos Locais de Atendimento do Concelho de Loures Anexo 5 Ficha: Quem Encaminha para quem? Anexo 6 Atendimento no Concelho de Loures: Listagem das Organizações Identificadas Anexo 7 Atendimento e Acompanhamento Social às familias: Quadro Síntese das Sessões de trabalho realizadas Lista de Abreviaturas e Siglas APAV- Associação Portuguesa de Apoio á Vitima CAT- Centro de Atendimento a Toxicodependentes CDSSL- Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social CLAS Conselho Local de Acção Social CML- Câmara Municipal de Loures CPCJ- Comissão de Protecção de Crianças e Jovens CRVCC- Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências CSF Comissão Social de Freguesia CSIF Comissão Social Inter-Freguesias 13
14 ECJ- Equipas de Crianças e Jovens EFA- Educação e Formação de Adultos EMAT- Equipa Multidisciplinar de Assessoria Técnica aos Tribunais GAAF Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família GAJ Gabinete de Apoio á Juventude GARSE- Gabinete dos Assuntos Religiosos e Sociais Específicos GNR- Guarda Nacional Republicana IDT- Instituto da Droga e da Toxicodependência IEFP- Instituto do Emprego e Formação Profissional INE- Instituto Nacional de Estatística IPSS- Instituição Particular de Solidariedade Social IRS- Instituto de Reinserção Social PEPAT- Programa de Estágios Profissionais para a Administração Pública PNAI- Plano Nacional de Acção para a Inclusão PSP- Policia de Segurança Pública RIAS- Resposta Integrada de Acção Social RMG- Rendimento Mínimo Garantido RSI- Rendimento Social de Inserção SACE- Serviço de Apoio à Criação de Empresas e Emprego SAF Serviço de Apoio à Família SIAI- Serviço de Informação e Apoio ao Investimento UNIVA- Unidade de Inserção na Vida Activa 14
15 Sumário Executivo 1. No âmbito do processo de actualização dos vários diagnósticos realizados quer ao nível do concelho - Diagnóstico Social 1ª fase - quer das respectivas freguesias - Diagnósticos Sociais das Comissões Sociais de Freguesia e Inter-Freguesias surge o presente documento, organizado de acordo com as áreas problemáticas priorizadas em sede de CLAS: 1. Absentismo, Abandono e Insucesso Escolar; 2. Acesso e Qualidade da Habitação; 3. Acompanhamento de Crianças e Jovens: prevenção de risco e insuficiência de recursos; 4. Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias; 5. Comportamentos Aditivos e Saúde Mental; 6. Deficiência; 7. Desemprego e Formação Profissional; 8. Desestruturação e Violência Familiar; 9. Idosos em Situação de Isolamento e Insuficiência de Recursos; 10. Informação e Comunicação. 2. Partindo do entendimento que a intervenção social se concebe segundo um processo de investigação-acção, no qual o estudo/pesquisa, a programação, a execução e a avaliação ocorrem de forma sobreposta e retroactiva, o diagnóstico social constituiu por excelência, tal como refere Ezequiel Ander-Egg, um instrumento em que (...) a informação deve ser organizada de maneira a servir à tarefa de programação e como informação básica das estratégias de acção (1995:133). 3. Neste sentido, para além da caracterização dos principais problemas identificados em cada uma das áreas tratadas, foram igualmente apontados constrangimentos e 15
16 potencialidades dos territórios, bem como pistas orientadoras para a intervenção / acção. 4. Metodologicamente, e de forma generalizada, a abordagem realizada assentou em estratégias como a discussão em grupos de trabalho específicos, criados por áreas temáticas, que culminou com a realização das sessões de trabalho alargadas, para as quais foram convidadas outras organizações e intervenientes que se consideraram pertinentes enquanto fontes de informação e/ou de recursos para a intervenção social no concelho. Um destaque também para a realização de entrevistas a interlocutores privilegiados para o aprofundamento de informação. Neste processo, sublinha-se ainda, a relação intra e inter-institucional, no que respeita à produção e partilha de informação estatística sobre o concelho, registando-se grandes avanços, comparativamente com a situação no inicio do processo de implementação da Rede Social no concelho de Loures. 5. Em termos genéricos, do ponto de vista territorial, reafirmam-se as zonas socialmente deprimidas, identificadas no Diagnóstico Social 1ª Fase, justificandose uma reflexão sobre a natureza da intervenção desenvolvida e a promoção de estratégias e programas integrados e inovadores que visem não só a resolução dos problemas mas sobretudo a sua prevenção, assente no entendimento alargado das condições de produção da pobreza e da exclusão social, subjacente a uma consciência de participação colectiva. 6. De acordo com os cenários actuais apresentados, identificaram-se Constrangimentos e algumas Pistas Orientadoras para Estratégias de Intervenção e Propostas de Acção, das quais se destacam, entre outras: 6.1 na área da educação, e mais respectivamente no que respeita ao absentismo, abandono e insucesso escolar, apontaram-se como principais constrangimentos: a) população com taxa significativa de analfabetismo (6%), e nível de escolaridade situado fundamentalmente no 1º Ciclo do Ensino Básico (34.4%); b) taxa de abandono e insucesso escolar acima da média nacional, e tanto maior quanto mais elevado é o nível de ensino. A zona oriental do concelho apresenta-se como a mais problemática. 16
17 c) taxa de sucesso escolar a partir do 2º ciclo, abaixo da média nacional, sendo que existem escolas no concelho em que a taxa se situa abaixo dos 50% e 55%; d) fraca cobertura do ensino pré-escolar (24.6%); e) em 36.5 % das escolas do 1º ciclo do ensino básico, e 17% dos Jardins de Infância da rede pública, não está assegurado o serviço de fornecimento de refeições; f) na generalidade dos estabelecimentos de ensino, não existem condições físicas e humanas, para o desenvolvimento do Programa de Enriquecimento Curricular do Ministério da Educação; g) regista-se e perspectivase uma sobreocupação das escolas em geral, e do 1º ciclo em particular, sobretudo na zona oriental do concelho. Como pistas orientadoras para a acção, enumeram-se: -» a implementação de equipas multidisciplinares de acompanhamento aos alunos, às famílias e apoio às escolas. -» o alargamento dos Centros de Actividades e Tempos Livres aos 1º e 2º ciclos. -» a dotação na zona oriental, de equipamentos de acordo com as necessidades identificadas. 6.2 na área da habitação, relativamente ao acesso e qualidade, apontaram-se como constrangimentos: a) parque habitacional envelhecido e degradado, transversal a todo o concelho; b) existência de núcleos de barracas e de zonas urbanas de génese ilegal, com fracas condições de habitabilidade; c) insuficiente mercado de arrendamento e preços de venda acima do poder de compra dos cidadãos em geral; d) fraca oferta de habitação a custos controlados, sobretudo para a fixação da população jovem; e) existência de bolsas sociais problemáticas, na generalidade situadas em três bairros municipais. Sublinham-se como orientações para a acção: -» a sensibilização dos proprietários para a realização de obras de conservação do edificado. -» a promoção de programas de incentivo para a conservação dos núcleos antigos; -» simplificar e acelerar o processo de legalização dos bairros e construções de génese ilegal; 17
18 -» o cumprimento do Programa Especial de Realojamento Erradicação das Barracas até 2009, com a participação e mobilização dos moradores para a preservação dos fogos e meio envolvente, no âmbito do incremento da dinâmica local. 6.3 nas áreas do acompanhamento de crianças e jovens (prevenção de risco), do atendimento e acompanhamento social às famílias e da desestruturação e violência familiar, foram, na generalidade, apontados como constrangimentos; a) o facto de Loures ser um dos concelhos do distrito de Lisboa, com elevados números de processos ao nível da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e Equipas de Crianças e Jovens da Segurança Social, sendo a zona oriental do concelho aquela onde a incidência é maior - maus tratos e negligência das crianças, são os problemas mais identificados ao nível da CPCJ; b) a insuficiência de respostas sociais para as áreas da infância; c) défices das respostas de atendimento e acompanhamento social às famílias; d) inexistência de recursos qualificados para a realização de atendimentos/acompanhamento de casos de vitimas de violência; e) deslocação do Serviço Local de Sacavém / Moscavide para as instalações do Centro Distrital da Segurança Social em Lisboa, serviço este que detêm na sua área de intervenção as freguesias mais problemáticas do concelho; f) fracas condições de acesso e acessibilidades aos serviços, sobretudo no que respeita às populações mais vulneráveis como os idosos, os deficientes e os cidadãos com fracos recursos económicos; g) não são asseguradas condições de privacidade e garantia dos direitos aos cidadãos; h) fraca qualidade do serviço de atendimento aos cidadãos e das respostas sociais prestadas. Para a acção, resumidamente, sublinham-se as seguintes orientações: -» implementação do modelo de atendimento integrado para o concelho, com funcionamento descentralizado e que assegure padrões de qualidade; -» implementação de um sistema de monitorização e avaliação das situações sociais em acompanhamento; -» criação de equipas multidisciplinares, através do reforço da relação interinstitucional. -» alargamento/adequação dos horários de funcionamento das organizações por forma a assegurar condições e respostas às situações que surjam fora dos horários administrativos. 18
19 -» reforço das respostas sociais para a infância, juventude e grupos de risco; -» desenvolvimento de acções de formação em áreas especializadas do atendimento, do apoio à vitima, bem como, outras ligadas à prevenção, como por exemplo as acções de formação na área parental; -» desenvolvimento de programas de intervenção primária; 6.5 na área da saúde, mais especificamente, comportamentos aditivos e saúde mental, apontam-se como principais constrangimentos: a) a escassez de informação que dê nota da dimensão e da natureza dos casos e processos existentes; b) a escassez de respostas nas áreas em questão. Estes foram igualmente, os mesmos constrangimentos identificados para a área da deficiência. Como pistas orientadoras para a acção, destacam-se: -» a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre estas problemáticas, e de se criar/reforçar as respostas sociais, nas áreas da deficiência e da saúde mental; -» a sensibilização da população, dos políticos e dos dirigentes, em geral, para a ideia de que os deficientes são cidadãos como todos os outros que têm direitos, cuja efectivação carece da criação de condições por parte da sociedade, por forma a promover a sua autonomia e integração social. -» a criação/adaptação das acessibilidades, dentro e fora dos edifícios, por forma a garantir as condições de acesso aos serviços e à informação, num entendimento de que os deficientes não são um grupo homogéneo; 6.6 no que concerne à área problemática do desemprego e formação profissional, pode-se dizer que se reflecte no concelho, o que ocorre no plano nacional: a) baixas escolaridade e qualificações profissionais, da população do concelho; b) cultura empresarial limitada; c) desajuste entre a oferta e a procura. Como orientações para a intervenção e tendo plena consciência de que os problemas nesta área não se resolvem exclusivamente ao nível local, foram apontadas: -» a realização de estudo de mercado para conhecimento das necessidades existentes, em matéria de qualificação profissional; 19
20 -» o incremento da relação entre empresas, escolas e outros parceiros; -» a realização de acções de formação profissional (inicial e de aperfeiçoamento, entre outras). 6.7 em relação aos problemas ligados ao envelhecimento e, sobretudo, no que respeita aos idosos em situação de isolamento e com insuficiência de recursos, sublinhe-se a insuficiência de respostas sociais que vão de encontro às necessidades (sobretudo económicas, de habitação e saúde) desta população foram dos constrangimentos mais identificados. Como pistas orientadoras para a acção, sublinham-se entre outras: -» a criação / reforço das respostas para os idosos, nomeadamente na área dos cuidados continuados, assente numa mais efectiva articulação inter-institucional e melhoria da qualidade; -» a promoção de formação para os prestadores de cuidados de saúde formais e informais, desde os profissionais até aos familiares, passando inclusive pelo pessoal voluntário. 6.8 na área da informação e comunicação, foram identificados constrangimentos que são transversais a todo o processo de diagnóstico, planeamento e avaliação, que não importa aqui especificar. Acrescem ainda, os problemas inerentes às relações intra e inter-organizacionais, sobretudo no que respeita à partilha de informação para o estudo e tomada de decisão. A implementação do já definido Sistema de Informação e Comunicação e, mais especificamente, da Unidade de Avaliação e Monitorização Social do Território, foram as orientações apontadas que pelo seu carácter abrangente, consegue abarcar a generalidade das propostas de acção apresentadas. 7. Para finalizar, considera-se importante a referência a três aspectos: i) o reconhecimento das limitações do presente documento, quer pela natureza do processo desenvolvido quer ainda pela incapacidade de se proceder a uma leitura do real tal como ele é, num dado momento. Reforça-se assim, a ideia de que a leitura deste documento, não deverá dispensar de forma alguma, a 20
21 consulta do Diagnóstico Social (1ªfase) e dos diagnósticos sociais das Comissões Sociais de Freguesia e Inter-Freguesias; ii) este documento deverá ser entendido cada vez mais, na sua estreita ligação com outros instrumentos de diagnóstico e planeamento do território, como por exemplo o Plano Director Municipal, a Carta Educativa do Município, o Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa, e o Plano Nacional de Acção para a Inclusão, entre outros, nomeadamente os sectoriais (por ex. emprego, saúde, solidariedade e segurança social); iii) a ideia de que este documento se reveste duma importância extrema, num contexto de afirmação nacional do processo da Rede Social, no qual as pessoas são colocadas no centro das preocupações e das políticas. 21
22 22
23 Introdução Face à globalização da pobreza e das desigualdades sociais, promove-se o incremento de redes territoriais ancoradas nas dinâmicas locais. Estimula-se uma cultura de trabalho entre actores heterogéneos, em ambientes inter-organizacionais distintos, capaz de gerar uma inteligência colectiva, todavia, sem perda da pluralidade dos olhares e das práticas. É o caso da Rede Social, que ao nível nacional, o seu processo de implementação e consolidação tem vindo a colocar em evidência um conjunto de contradições e desafios, do funcionamento e gestão das parcerias, da cultura organizacional vigente, da participação real da população, da assunção política do Social, da qualidade das respostas sociais existentes, e da capacidade de se influenciar as esferas que detêm o poder de decisão, em relação à definição das Políticas, Medidas e Programas de Intervenção Social. 1. Rede Social e a sua Implementação no concelho de Loures Breve Enquadramento Surgindo do reconhecimento do importante papel das tradições de entreajuda familiar e de solidariedade mais alargada; do fomento de uma consciência colectiva e responsável dos problemas sociais; e do reforço / criação de redes de apoio social integrado, a Rede Social criada através da Resolução do Conselho de Ministros nº197/97 1 de 18 de Novembro, tem vindo a conhecer desenvolvimentos que culminaram na afirmação e reforço da sua dinâmica. De acordo com o Decreto-Lei nº 115/2006 de 14 de Junho, a rede social assume-se como um novo tipo de parceria entre entidades públicas e privadas, actuando nos mesmos territórios, baseada na igualdade entre os parceiros, no respeito pelo conhecimento, pela identidade, potencialidades e valores intrínsecos de cada um, na partilha, na participação e na colaboração, com vista à consensualização de objectivos, à concertação das acções desenvolvidas pelos diferentes agentes locais e à optimização dos recursos endógenos e exógenos ao território. Procura assim, a congregação de esforços para um maior conhecimento dos territórios (Diagnóstico Social), e para a priorização e definição de estratégias de intervenção 1 Rectificada a pela Declaração de Rectificação nº10-o/98. 23
24 conducentes ao desenvolvimento social dos concelhos (Plano de Desenvolvimento Social), através do incremento: duma abordagem estratégica e integrada da intervenção social; do planeamento estratégico participado; da coordenação das intervenções nos diferentes níveis, com vista a uma maior racionalização e rentabilização dos recursos existentes (local, concelhio, regional, nacional e europeu); da produção e divulgação de informação pertinente para a prossecução dos objectivos; de respostas sociais com qualidade e inovadoras, garantindo uma maior eficácia do conjunto das mesmas nos concelhos e freguesias. O processo de Implementação em Loures Em Loures, podemos identificar duas fases, na implementação da Rede Social no concelho: 1ª Fase As Parcerias de Intervenção Comunitária Por se entender que a Rede Social assenta na riqueza e na diversidade das dinâmicas locais, partiu-se das parcerias 2 territoriais já existentes, com intervenção focalizada nos bairros de realojamento ou a realojar. Trata-se das Parcerias de Intervenção Comunitária (PIC s) da Qta. das Sapateiras em Loures, Qta. da Vitória na Portela, Urbanização Terraços da Ponte 3 em Sacavém, e Qta. da Fonte na Apelação, respeitantes aos anos de 2001/2002. Tendo por base uma metodologia de planeamento participado, cerca de 58 Organizações parceiras trabalharam em conjunto na identificação dos principais problemas, potencialidades e definição dos respectivos Planos de Acção. Ao nível mais estratégico, os representantes dos serviços, instituições, associações que intervinham no bairro, e representantes da população, reuniam em Conselho de Parceiros, cujas competências eram idênticas às das actuais Comissões Sociais de Freguesia. Já ao nível operacional, a dinâmica da parceria assentava no trabalho dos Grupos Temáticos que 2 Criadas no âmbito do Programa Especial de Realojamento e dos Programas Integrar e Luta Contra a Pobreza. 3 Na altura, denominada de Qta do Mocho. 24
25 reuniam técnicos e agentes locais, por áreas então definidas: Educação /Formação /Emprego; Direitos /Deveres /Cidadania; Habitação /Saúde /Ambiente, e Cultura /Desporto /Lazer. Destas equipas, resultava uma aproximação ao diagnóstico social do bairro, bem como um conjunto de propostas de acção, que integravam o Plano de Acção da Parceria de Intervenção Comunitária. Pretendia-se que estas parcerias (PIC s) constituíssem uma estratégia para a criação das Comissões Sociais de Freguesia, alargando a abrangência das mesmas às respectivas freguesias. Todavia, constrangimentos de ordem diversa, inerentes ao processo de implementação da Rede Social no concelho, e ao próprio funcionamento destas parcerias, conduziram em Novembro de 2003, a uma avaliação do processo desenvolvido e a uma mudança estratégica, com a consequente redefinição das acções em Plano, para o efeito. 2ª Fase As Comissões Sociais de Freguesia e o Conselho Local de Acção Social Entre Janeiro e Abril de 2004 criou-se então o Grupo Dinamizador para a implementação da Rede, constituído pela Câmara Municipal de Loures e Serviços Locais da Segurança Social de Loures e Sacavém/Moscavide, e iniciou-se uma ronda de reuniões individuais, primeiro com as Presidências das Juntas de Freguesia para a criação das Comissões Sociais de Freguesia (CSF) e posteriormente com os dirigentes das organizações e representantes das diversas redes concelhias que viriam a integrar o Conselho Local de Acção Social (CLAS). Das 18 freguesias do concelho, 16 encontram-se actualmente implicadas no processo 4, embora se perspective algumas reconfigurações no que respeita a duas comissões sociais inter-freguesias. Quanto ao Conselho Local de Acção Social, integram-no os representantes das Comissões Sociais de Freguesia e Inter-Freguesias, das diversas Redes de Parceiros institucionalizadas, os representantes das IPSS, das Misericórdias, e dos Sindicatos, para além das organizações que detêm responsabilidades de intervenção no concelho. 4 Organizadas em Comissões Sociais de Freguesia (Bucelas, Moscavide, Portela e Sto. António dos Cavaleiros) ou Comissões Sociais Inter-Freguesias (Apelação + Frielas + Unhos; Fanhões + Sto. Antão do Tojal + S. Julião do Tojal; Sta. Iria de Azóia + S. João da Talha + Bobadela; Prior Velho + Camarate + Sacavém). 25
26 2. A Consolidação e Sustentabilidade do processo Questionar, reflectir e priorizar estrategicamente... A consolidação e sustentabilidade da Rede Social em Loures resulta de um processo não tão participado quanto o desejável, porém, caracterizado pela reflexão, discussão e amadurecimento da parceria, naquilo a que se designou a construção dum caminho que nos conduza a uma sociedade mais respeitadora, mais igualitária, mais justa e verdadeiramente democrática. É assim, neste contexto, que desde 2004 se têm vindo a elaborar documentos 5 que, com todas as limitações que lhes são reconhecidas, não deixam de dar uma maior visibilidade aos problemas sociais existentes no concelho, chamando igualmente a atenção para a necessidade de intervir mais e melhor. Partindo do entendimento de que a intervenção social se concebe segundo um processo de investigação-acção, no qual o estudo/pesquisa, a programação, a execução e a avaliação ocorrem de forma sobreposta e retroactiva, o Diagnóstico Social constitui, por excelência, tal como refere Ezequiel Ander-Egg, um instrumento em que (...) a informação deve ser organizada de maneira a servir à tarefa de programação e como informação básica das estratégias de acção (1995:133). Foi com este propósito, de melhor conhecer para melhor intervir, que um conjunto de técnicos pertencentes a diferentes organizações e com diferentes áreas de formação, deram o seu contributo na reflexão e na produção de conhecimento sobre a situação actual vivida em Loures, em áreas problemáticas priorizadas no âmbito dos vários Diagnósticos Sociais realizados, pelas Comissões Sociais de Freguesia e Inter-Freguesias. Sublinhe-se que este processo, único no país, só foi possível graças ao empenhamento das Juntas de Freguesia, que no âmbito do Programa de Apoio e Acompanhamento às Comissões Sociais de 5 Diagnóstico Social (1ª fase), realizado em 2004 e validado pelas CSF/IF e demais intervenientes até Março de Este documento foi actualizado e aprofundado, posteriormente, através da realização dos Diagnósticos Sociais das Comissões Sociais de Freguesia e Inter-Freguesias, em meados de
27 Freguesia 6, procederam à contratação de técnicos 7, que no seio das Comissões mobilizaram os parceiros locais e promoveram uma dinâmica ao nível das freguesias, nunca antes vista. 3. Plano do documento Para que pudesse ser respeitada a diversidade das dinâmicas subjacentes aos vários grupos de trabalho e aos diferentes espaços / momentos de discussão e reflexão criados, optou-se pela apresentação dos resultados conseguidos, em capítulos que no fundo constituem pequenos cadernos sobre as temáticas em análise. Em síntese, temos então uma primeira parte dedicada à caracterização genérica do concelho. Na abordagem realizada, partiu-se do Diagnóstico Social (1ªfase) e considerouse igualmente as actualizações realizadas no âmbito dos Diagnósticos Sociais das Comissões Sociais de Freguesia e Inter-Freguesias. Acresce aqui, pela sua pertinência, no contexto actual uma abordagem ao tema da imigração, da responsabilidade do Observatório da Imigração do GARSE Gabinete dos Assuntos Religiosos e Sociais Específicos da Câmara Loures. Numa segunda parte, apresentam-se sob a forma de capítulos, as reflexões críticas e as sínteses (tanto quanto possível) informadas e actualizadas, respeitantes a cada uma das áreas tratadas 8, organizadas por ordem alfabética. Apesar de cada uma deixar transparecer o respeito pela dinâmica desenvolvida, a responsabilidade final da recolha e tratamento de informação, bem como da elaboração dos textos, é de cada um dos técnicos que teve a seu cargo, dentro do Secretariado Técnico a dinamização dos trabalhos em cada uma das áreas definidas. Espera-se, desta forma, que o presente documento possa servir como suporte de uma discussão que se pretende alargada, participada e informada, por forma a dar lugar à 6 Aprovado em reunião plenária do CLAS, este Programa decorreu entre Janeiro de 2005 e Julho de Tinha como principais objectivos gerais: (i) Contribuir para a Sustentabilidade do processo de consolidação da Rede Social no concelho de Loures, e autonomização das CSF/IF quanto ao seu funcionamento e organização; (ii) Contribuir para a existência de respostas sociais adequadas e com qualidade, para a resolução/atenuação dos problemas existentes, tendo em consideração as necessidades e expectativas da população do concelho de Loures; (iii) Contribuir para a uniformização de procedimentos burocrático administrativos, ao nível da tomada de decisão e partilha de informação e comunicação. 7 Na generalidade, através da partilha de custos. 8 Absentismo, Abandono e Insucesso Escolar; Acesso e Qualidade da Habitação; Acompanhamento de Crianças e Jovens Prevenção de risco e insuficiência de recursos; Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias; Comportamentos Aditivos e Saúde Mental; Deficiência; Desemprego e Formação Profissional; Desestruturação e Violência Familiar; Idosos em Situação de Isolamento e Insuficiência de Recursos; Informação e Comunicação. 27
28 definição do Plano de Desenvolvimento Social que, integrando Orientações Estratégicas e Prioridades para o Desenvolvimento, deverá ser desenvolvido através da apresentação das Linhas de Orientação Estratégica, bem como da identificação dos principais Objectivos Estratégicos e Eixos Prioritários. 4. Das Limitações e Constrangimentos... Em jeito final, uma nota de destaque para as Limitações e Constrangimentos do processo desenvolvido e naturalmente do documento que agora se apresenta. O processo desenvolvido e os resultados apresentados, estão longe de ser o ideal. É um facto que o ideal não existe, porém temos consciência que muito se encontra por fazer e por aprender. Tentou-se, dentro das condições existentes, desenvolver um trabalho tão participado quanto possível, todavia, este é ainda um processo que deixa muita gente de fora, inclusive e principalmente os mais interessados as pessoas que habitam e trabalham neste concelho, para além de muitas outras estruturas organizacionais que desenvolvem a sua actividade no território. Outra das limitações registadas prendeu-se com o processo de recolha, tratamento e análise de dados. Reconhecem-se os muitos avanços registados desde a altura em que se realizou o Diagnóstico Social (1ªfase) em 2004, porém ainda não existe no nosso país uma cultura de informação para a acção e avaliação. Um agradecimento especial aqui, a todos quantos se prontificaram, na medida do possível, a disponibilizar a informação solicitada pelo Secretariado Técnico / Comissão Executiva. Para finalizar, não queremos deixar aqui de sublinhar três ideias que para nós são centrais: a) a de que existem mais problemáticas do que as mencionadas neste documento, e que por isso, mesmo não deve nunca ser encarado como limitador para a intervenção e apresentação de candidaturas aos diversos programas de financiamento; b) a de que a leitura do presente documento de Diagnóstico Social não dispensa de forma alguma a consulta aos diversos Diagnósticos Sociais das Comissões Sociais de Freguesia e Inter-Freguesias, não só por uma questão de respeito pelo trabalho 28
29 até aqui desenvolvido, mas porque juntos, complementam o conhecimento dos territórios e problemáticas em questão; c) a de que este documento deverá ser alvo de actualizações constantes sempre que se considere pertinente. Como já foi anteriormente referido, deve-se pesquisar/estudar para se agir, e este justifica-se na medida em que a realidade em que vivemos é dinâmica. Acresce aqui a necessidade de reforçar os processos de consciencialização e de reivindicação, aos quais não poderão ser alheios a participação da população e de todos quantos detêm competências e responsabilidades na definição de políticas promotoras do desenvolvimento social do concelho. Acreditamos que as adversidades próprias do contexto social, político e organizacional em que vivemos, devem ser entendidas como desafios que se nos colocam a todos e com os quais vamos aprendendo a fazer mais e melhor, num profundo respeito pelas pessoas e pela sua dignidade. As pessoas, neste caso os cidadãos do concelho de Loures, são e devem ser sempre, em cada momento, a nossa preocupação e o motor da nossa acção que se deseja, informada, coerente, integrada e que responda claramente aos anseios das mesmas. 29
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33 A. Concelho de Loures: Breve caracterização 1. Dados Gerais do Concelho Esta caracterização tem como principal objectivo fazer o retrato do Concelho, evidenciando os seus principais traços, através de vários enquadramentos que se reportam ao território, à população, à economia, à educação, ao associativismo, aos equipamentos colectivos, às dinâmicas habitacionais e acessibilidades, por forma a fazer a descrição do contexto de intervenção. Os dados apresentados foram recolhidos junto de diversas fontes, nomeadamente, serviços da Câmara Municipal de Loures, INE Instituto Nacional de Estatística (Censos 2001 Resultados Definitivos) e também no Diagnóstico Social 1ª. Fase de Junho de 2004, elaborado no âmbito do processo de implementação da Rede Social em Loures. De seguida, apresenta-se a síntese dos principais indicadores da situação social concelhia que serviram de meio de observação dos fenómenos e dos seus impactos, bem como de actualização do próprio Diagnóstico. Quadro 1 Síntese dos Principais Indicadores da Situação Social do Concelho de Loures População Residente (2001): População Residente entre os 0 e os 14 anos de idade (2001): População Residente com idade superior a 65 anos (2001): Variação da População residente (2001): 3,6% Índice de Dependência dos Jovens (2001): 20,2% Índice de Dependência dos Idosos (2001): 16,8% Índice de Dependência Total (2001): 37% Índice de Envelhecimento (2001):77,4% Taxa de Abandono Escolar (2001): 2,2% Taxa de Saída Antecipada (2001): 15,7% Taxa de Retenção no Ensino Básico (2001): 13,8% Taxa de Saída Precoce (2001): 36,1% 33
34 Taxa de Analfabetismo (2001): 5,9% Taxa de Aproveitamento no Secundário (2001): 56% Taxa de Desemprego (2001): 7% Taxa de Actividade (2001): 53,4% Pensionistas por invalidez, velhice e sobrevivência (2002): Taxa de Natalidade (2004): 11,2 (permilagem) Taxa de Mortalidade (2004): 7,7 (permilagem) Taxa de Crescimento Natural (2001): 4 (permilagem) Taxa de Nupcialidade (2004): 5,3 permilagem Taxa de Divórcio (2004): 2,4 (permilagem) Indicador Per Capita (2004): 116,65 Percentagem do Poder de Compra (2004): 3,46 % Fonte: INE 1.1 Enquadramento Territorial O Concelho de Loures localiza-se geograficamente na Região de Lisboa e Vale do Tejo, na área da Grande Lisboa, integrando a Unidade Territorial designada de NUTS III. Com cerca de 169Km 2 de dimensão, é delimitado pelos concelhos de Mafra, Arruda dos Vinhos, Sintra, Lisboa, Odivelas e Vila Franca de Xira. 34
35 Figura 1 Localização do Concelho de Loures Fonte: CML/DPE/DIG As dezoito freguesias que compõem o concelho e de acordo com o PDM, dividem-se da seguinte forma: dez no Sistema de Sacavém e oito no Sistema de Loures. Das freguesias com maior dimensão, destacam-se, Bucelas com cerca de 34 Km 2, Loures com 32,8 Km 2 e Lousa com 16,54 Km 2, Moscavide e Portela, ambas com cerca de 1 Km 2, são as freguesias mais pequenas do Concelho. Relativamente à população residente em 2001, as freguesias de Loures, Santo António dos Cavaleiros e Camarate, eram aquelas onde se registava a presença de um elevado número de indivíduos com , e respectivamente. 35
36 Quadro 2 Densidade Populacional por Sistemas e Freguesias do Concelho de Loures Sistemas/ Pop.res. Área Dens.hab. Freguesias 2001 Km2 hab/km2 Sistema de Loures ,5 510 Bucelas Fanhões ,6 233 Frielas ,6 478 Loures ,8 739 Lousa ,5 207 Santo Antão do Tojal ,1 278 São Julião do Tojal ,3 271 Sto. António Cavaleiros , Sistema de Sacavém , Apelação , Bobadela , Camarate , Moscavide Portela Prior Velho , S. João da Talha , Sacavém , Sta. Iria de Azóia , Unhos , Loures (Concelho) , Fonte: PDM Loures; INE, Censos da população e habitação de 2001 (resultados definitivos) O Concelho de Loures é pautado por uma heterogeneidade territorial, na medida em que se enquadra em quatro unidades territoriais distintas: 9 - Estuário do Tejo (Frente ribeirinha de Loures) - Eixo Sacavém Vila Franca de Xira (Sacavém, Moscavide, Portela, Prior Velho, Bobadela, São João da Talha e Santa Iria de Azóia); - Arco Urbano Envolvente Norte (Santo António dos Cavaleiros, Loures, Frielas, Camarate, Unhos, Apelação, Santo Antão do Tojal e São julião do Tojal); - Interior Norte Agrícola (Lousa, Fanhões e Bucelas, e a zona norte das Freguesias de Loures, Santo Antão do Tojal e São Julião do Tojal). 9 PDM (revisão) - Relatório de Enquadramento e Avaliação,
37 Nestas áreas encontram-se distribuídas as infra-estruturas, os equipamentos e os espaços industriais e urbanos que representam cerca de 51% do território. O restante é essencialmente constituído por meios semi-naturais, áreas agrícolas e áreas florestais. Relativamente à hidrografia, o Concelho de Loures é cruzado por vários rios e ribeiras que lhe conferem um elevado grau de fertilidade e qualidade produtiva dos solos. 1.2 Enquadramento Sócio - Demográfico População Residente no Concelho de Loures: Total (2001): indivíduos; Nº. de Homens (2001): (49%); Nº. de Mulheres (2001): (51%). A população feminina assume maior expressividade. Estrutura da População Residente segundo os grupos etários: Quadro 3 População Residente em 1991 e 2001, segundo os Grupos Etários no concelho de Loures População Residente Zona Em 1991 Em 2001 Geográfica Total Grupos Etários Total Grupos Etários HM H ou mais HM H ou mais Loures Grupo Etário dos 0 aos 14 anos Total (2001): indivíduos; Homens (2001): Mulheres (2001): Grupo Etário dos 15 aos 24 anos Total (2001): indivíduos; Grupo Etário dos 25 aos 64 anos Total (2001): (57,1%) indivíduos Grupo Etário dos 65 anos e mais Total (2001): indivíduos Fonte: INE 37
38 Homens (2001): Mulheres (2001): O grupo etário com mais indivíduos, quer em 1991, quer em 2001 é o dos 25 aos 64 anos; A população residente com mais de 65 anos, em 2001, tem um total de indivíduos, número muito superior ao de 1991, com ; A maioria da população residente em Loures, em 2001, num total de 57%, pertence à faixa etária entre os 25 e os 64, isto é, está na idade activa. A camada mais jovem (entre os 0 e os 14) é pouco maior que a população com 65 ou mais anos, respectivamente 32% e 12,2% da população residente total, o que evidencia a propensão para uma população envelhecida. Índice de Envelhecimento 10 (2004): 88,3% (representa o peso de idosos por cada 100 jovens) Apesar deste valor ser inferior ao do resto do País (108,7%), a população de Loures é pouco renovada e com tendência ao envelhecimento, situação comprovada pelas taxas de natalidade e mortalidade. Variação da População Residente entre 1991 e 2001: 3,6% (positiva). Índices de Dependência: Índice de Dependência Total 11 (2001): 37% (por cada 100 indivíduos em idade potencialmente activa dependem trinta e sete indivíduos dos dois grupos etários, ou seja, dos mais jovens e dos mais idosos) As freguesias com índices de dependência totais mais elevados são Lousa, Moscavide e São Julião do Tojal. Índice de Dependência de Jovens 12 (2001): 20,2% As freguesias onde se verifica uma maior dependência são: Apelação, Frielas, Prior Velho e Unhos. 10 Índice de envelhecimento (Pop.65 e +anos/pop.0-14)* Mede o peso conjunto dos jovens e dos idosos na população potencialmente activa 12 Relação de dependência de jovens (R.D.J.)=(Pop.0-14/Pop.15-64)*100 38
39 Índice de Dependência dos Idosos 13 (2001): 16,8% É mais elevado nas freguesias de Bucelas, Lousa, Moscavide e São Julião do Tojal. As Taxas de Natalidade, Mortalidade e Crescimento Natural são outros indicadores demográficos que importa reter: Taxa de Natalidade (2004): 11,2 (permilagem) Taxa de Mortalidade (2004): 7,7 (permilagem) Os indicadores de natalidade e mortalidade permitem confirmar o envelhecimento da população. Taxa de Crescimento Natural (2004): 4 (permilagem) População Portadora de Deficiência no Concelho: Quadro 4 População Residente segundo o Tipo de Deficiência no concelho de Loures, em 2001 População residente sem deficiência População residente com deficiência Homens Mulheres N.º % N.º % Total % , Deficiência auditiva , , ,9 Deficiência visual , , ,7 Deficiência motora , , ,8 Deficiência mental 492 7, , ,9 Deficiência paralisia 152 2, , ,6 Outra deficiência , Total , População residente total Fonte: INE Total (2001): (6,11%) Nº. de Homens (2001): (52,51%) Nº. de Mulheres (2001): (47,48%) 13 Relação de dependência de Idosos (R.D.I.)=(Pop.65 e +/Pop.15-64)*100 39
40 No concelho de Loures residiam, em 2001, pessoas que apresentavam algum tipo de deficiência, traduzindo-se em termos percentuais, em 6% da população. No que toca à distribuição da população portadora de deficiência segundo o género, verifica-se que existem mais homens (6.391) do que mulheres (5.779). O tipo de deficiência que afecta mais pessoas é a visual (25% das pessoas com deficiência têm problemas de visão), a deficiência motora surge em segundo lugar com um valor muito próximo de 23% e por último a deficiência auditiva com 9%. Outras Deficiências não especificadas apresentam um valor de 27 %. Grau de Incapacidade: Quadro 5 População Residente com Deficiência, segundo o Grau de Incapacidade e Sexo no Concelho de Loures, 2001 Grau de incapacidade Homens Mulheres Total N.º % N.º % N.º % Sem grau de incapacidade atribuído ,4 Com incapacidade inferior a 30% , ,2 Com incapacidade entre 30% e 59% , ,2 Com incapacidade entre 60% a 80% , , Com incapacidade superior a 80% , ,1 Total de população residente com deficiência Fonte: INE Sem grau atribuído (2001): indivíduos Incapacidade inferior a 30% (2001): indivíduos Incapacidade entre 60% a 80% (2001): indivíduos Incapacidade superior a 80%(2001): indivíduos Os dados que a seguir se apresentam, mostram-nos os valores do concelho de Loures em relação à Grande Lisboa e ao plano nacional, através de indicadores genéricos, demográficos, actividade económica e sociais. 40
41 Período Quadro 6 Dados do Concelho de Loures comparativamente à Grande Lisboa e Nacional Concelho de Loures Grande Lisboa Nacional População Residente HM (indivíduos) Densidade Populacional (Hab./Km 2 ) População Residente HM (indivíduos) População Residente H (indivíduos) População Residente M (indivíduos) Estrutura da População Residente segundo os Grupos Etários (indivíduos) > População Residente Portadora de Deficiência (indivíduos) Famílias Clássicas residentes Familias Institucionais Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Total Alojamentos Familiares Clássicos Alojamentos Familiares Outros Alojamentos Colectivos Edifícios Variação da população residente entre 1991/2001 (%) 3,6 3,6 5,0 Número de Pensionistas Índice de dependência dos Jovens (%) 20,2 - - Índice de dependênca dos Idosos (%) 16,8 - - Índice de dependência Total (%) Índice de Envelhecimento (%) 82,8 109,1 108,7 Taxa de Natalidade(permilagem) 11,2 11,5 10,4 Taxa de Mortalidade (permilagem) 7,7 9,1 9,7 Taxa de Nupcialidade (permilagem) 5,3 4,1 4,7 Taxa de Divórcio (permilagem) 2,4 2,6 2,2 Taxa de Excedentes de Vida (permilagem) Taxa de Actividade (%) 53,4 62,6 48,2 Taxa de Desemprego (%) 7,0 7,1 6,8 Taxa de Analfabetismo (%) 5,9 5,3 9,0 Indicador Per Capita 116,65 167, Percentagem do Poder de Compra 32,81 3,46 100% Fonte: INE 41
42 1.3 Enquadramento Sócio - Económico Não fará sentido traçar o perfil sócio-económico do Concelho de Loures sem considerar a diversidade geográfica do território, as diferentes actividades económicas desenvolvidas (sector primário, secundário e terciário), a estrutura da população activa e inactiva, bem como, o mercado de trabalho à escala do Município, na sua relação com o emprego e desemprego, cruzando-o com as características qualitativas dos indivíduos. O território concelhio é constituído por três sectores urbanos com dinâmicas distintas, assentando o seu desenvolvimento em estratégias de acção que pretendem atenuar a dependência externa em relação a Lisboa, tornar o local mais atractivo para o investimento, e melhorar as condições da base produtiva local, através de uma modernização e diversificação dos recursos existentes. O crescimento económico desigual e não planeado é gerador de assimetrias, entre as diversas regiões, que se acentuam mais nas áreas metropolitanas. O Concelho de Loures constitui-se como um dos concelhos limítrofes da Área Metropolitana de Lisboa, em que grande parte da sua população activa se desloca diariamente para trabalhar na capital, contribuindo assim, para a produção de riqueza naquela área e não no concelho de residência. De acordo com o INE, o indicador per capita é um número que compara o poder de compra regularmente manifestado nos diferentes concelhos e regiões, em termos per capita, com o poder de compra médio do país a que foi atribuído o valor 100, ou seja, mostra a percentagem que o poder de compra médio de um habitante de um determinado concelho representa em relação à média do poder de compra do país. Os dados do quadro seguinte, revelam que o poder de compra médio do habitante do concelho de Loures representava, em 2001, apenas 56% do poder de compra médio do habitante do concelho de Lisboa e 2,37 % do poder de compra nacional. 42
43 Quadro 7 Indicador per capita Ano 2002 Indicador per capita (poder de compra por habitante) % do poder de Compra do País (nível de vida de cada Zona Geográfica Em % de Portugal Em % de índice de Concelho) Índice 100 Lisboa 100% Lisboa % 12,2% Cascais % 2,70% Amadora % 2,17% Loures % 2,37% Mafra 94 43% 0,48% Odivelas % 1,30% Oeiras % 2,80% Sinta % 4,40% Vila Franca de Xira % 1,36% Fonte: INE, Estudo sobre Poder de Compra Concelhio O Tecido Empresarial possui um elevado peso no sector terciário (85%), com especial destaque para as empresas do comércio e reparação (39,3%), seguido da construção (18,1%), alojamento e restauração (7,3%). O sector secundário tem uma representação de 14%, e o sector primário uma representação ínfima de 1%, tanto no número de empresas, como nos efectivos que emprega. O Concelho de Loures tem uma Taxa de Desemprego (2001) de 7%, e uma Taxa de Actividade (2001) correspondente a 53,4%. População residente segundo o Grupo Sócio-Económico, em 2001: Empresários: 1555 Pequenos Patrões: 6993 Profissionais independentes: 4646 Directores e Dirigentes: 3289 Quadros: Administrativos, operários e outros assalariados:
44 Os empregados pertencem, maioritariamente, ao grupo dos administrativos, operários e outros assalariados; Os empresários e pequenos patrões representam fatias muito pequenas da população; Os quadros intelectuais e científicos, quadros técnicos e intermédios e os quadros administrativos intermédios têm, no seu conjunto, um peso relativo de cerca de 10%. A próxima tabela apresenta a distribuição da população residente, com 15 ou mais anos, perante a Actividade Económica. De entre os indivíduos que desempenham uma actividade económica, dividimo-los em duas classificações: os empregados e os desempregados. A distribuição da população sem actividade económica reparte-se pelas categorias de estudante, doméstica, reformado, aposentado ou na reserva, incapacitado para o trabalho e outras condições. Quadro 8 População Residente, com 15 ou mais anos, segundo a Actividade Económica e a respectiva condição Zona Geográfica Actividade Económica Concelho de Loures TOTAL H M Empregado (92,97%) (53,85%) (46,15%) População com Actividade Desempregado Económica (7,03%) (46,77%) (53,23%) TOTAL (53,3%) (58,2%) (48,7%) Estudante (22,03%) (10,5%) (11,4%) Doméstica (13,20%) (0,06%) (13,1%) Reformado, Aposentado ou População Sem Actividade na Reserva (51,19) (23%) (28%) Económica Incapacitado para o Trabalho (3,88%) (1,7%) (2,1%) Outras condições (9,70%) (4,5%) (5,1%) TOTAL Total da População Residente Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação
45 População economicamente activa no Concelho: Total (2001): Nº. de Homens (2001): Nº. de Mulheres (2001): % tem ocupação profissional; indivíduos estão empregados; 7% está no desemprego; A maioria da população activa (75%) tem entre 25 e 54 anos e possui essencialmente o ensino básico. População activa e empregada no Concelho: Total (2001): Nº. de Homens (2001): Nº. de Mulheres (2001): População desempregada no Concelho: Total (2001): 7471 Nº. de Homens (2001): 3494 Nº. de Mulheres (2001): 3977 A maioria da população sem actividade económica é constituída por estudantes (13.504), domésticas (8.090) e reformados, aposentados ou na reserva (31.373); Segundo condição de procura de emprego: 1º.Emprego: Total (2001): 1459 Nº. de Homens (2001): 610 Nº. de Mulheres (2001): 849 Novo emprego: Total (2001): 6012 Nº. de Homens (2001): 2884 Nº. de Mulheres (2001):
46 Em relação à população idosa, importa sublinhar que uma das formas de avaliar as condições económicas dos idosos é através do Número de Pensionistas, o qual apresenta os seguintes valores: Total de Pensionistas (2004): indivíduos; Pensão de Velhice (2004): indivíduos; Pensão de Sobrevivência (2004): indivíduos; Pensão de Invalidez (2004): 7850 indivíduos. Este indicador apresenta-se enviesado por contemplar também as categorias de sobrevivência e invalidez, cujos titulares podem ser indivíduos com menos de 65 anos, e por isso, estão fora do escalão considerado para a 3ª. Idade. 1.4 Enquadramento Sócio - Educativo A educação deve ser pensada como um direito de todos, independentemente da idade e da condição social. Deve ser dada a oportunidade aos indivíduos de se dotarem, através da aprendizagem e aquisição de novas atitudes e competências, de instrumentos necessários ao seu desenvolvimento pessoal, permitindo-lhes igualmente a participação activa no Mundo a que pertencem. Neste contexto, o processo educativo deverá, por um lado, ser democratizado no sentido da igualdade, e por outro, deverá ser solidificado e modernizado no que concerne às infraestruturas educativas. No Concelho de Loures, em 2001, estavam a frequentar o ensino mais de indivíduos residentes no Concelho, dos quais cerca de encontravam-se no 1º.Ciclo do Ensino Básico, no 2º.Ciclo, e no 3º.Ciclo. O ensino secundário era frequentado por indivíduos, e o ensino superior por mais de indivíduos com residência em Loures. O 1º.Ciclo do Ensino Básico é o nível de instrução predominante, no qual existem indivíduos entre os 25 e 64 anos, seguindo-se o Ensino Secundário com , o 3º. Ciclo 46
47 do Ensino Básico com indivíduos e por último o Ensino Superior com 8929 indivíduos. Apresenta-se de seguida um quadro resumo do efectivo populacional por nível de instrução segundo o grupo etário e o sexo, de acordo com os Censos 2001 Resultados Definitivos, no qual podemos constatar que o concelho de Loures apresenta um nível global de escolaridade que se pode considerar pouco elevado. 47
48 Quadro 9 População Residente segundo o Grupo Etário, por nível de instrução escolar e sexo, no Concelho de Loures, 2001 Zona Geográfica Nível de Instrução Concelho de Loures Grupos Etários Sem Nível de Ensino HM H M HM H M HM H M HM H M Ensino Pré-Escolar (a frequentar) Completo º. Ciclo Incompleto A Frequentar Completo Ensino Básico 2º.Ciclo Incompleto A Frequentar Completo º.Ciclo Incompleto A Frequentar Completo Ensino Secundário Incompleto A Frequentar Ensino Médio Completo Incompleto Completo Ensino Superior (só inclui licenciatura) Incompleto A Frequentar Fonte: INE 48
49 Os dados que a seguir se apresentam reportam-se ao resumo do ano lectivo de 2005/06, das Redes Pública, Particular e Cooperativa e Instituições Particulares de Solidariedade Social, os quais foram cedidos pela Câmara Municipal de Loures Divisão de Educação e Juventude, através da Área de Gestão da Rede Escolar. No que concerne à Rede Pública (quadro abaixo), apresentam-se os dados relativamente, às crianças/alunos, equipamentos com valência, salas, turmas, educadores/professores e auxiliares de acção educativa para a educação pré-escolar, 1º, 2º e 3º Ciclos e Ensino Secundário. Quadro 10 Ano Lectivo 2005/06 - Rede Pública Rede Pública pré- Educação escolar 1º. Ciclo do Ensino Básico Zona Geográfica Concelho de Loures 2º. e 3º. Ciclo do Ensino Básico Ensino Secundário TOTAL Crianças / Alunos Equipamentos com Valência 14 Salas Turmas Educadores e Professores (com sala/turma) 15 Auxiliares de Acção Educativa Fonte: CML/ DEJ/AGRE Os Edifícios Escolares da Rede Pública totalizam 94, conforme o quadro que a seguir se apresenta. 14 Corresponde à oferta de Valências no conjunto dos equipamentos educativos existentes no Concelho. 15 Existem ainda educadores/professores que estão dispensados da componente lectiva, bem como educado-res/professores e outros técnicos que prestam apoio educativo de uma forma itinerante pelos equipamentos. 16 Estão incluídas AAE da responsabilidade da Autarquia (para acompanhamento quer das actividades de sala quer do serviço de apoio à família - prolongamento de horário e serviço de refeição) assim como as da responsabilidade do Ministério da Educação. 49
50 Quadro 11 Edifícios Escolares da Rede Pública no Concelho de Loures Jardins de Infância EB1 EB1 / JI EB23 Secundária TOTAL Fonte: CML/DEJ/AGRE (2005/06) O concelho de Loures apresenta um total de 55 equipamentos distribuídos por diferentes valências, nomeadamente, creche, creche familiar, educação pré-escolar e ATL. Quadro 12 Instituições Particulares de Solidariedade Social no Concelho de Loures IPSS Creche Creche Familiar Zona Geográfica Concelho de Loures Educação Pré-Escolar ATL TOTAL Crianças / Alunos Equipamentos com Valência Salas Educadores / Amas de CF Auxiliares de Acção Educativa / Fonte: CML/DEJ/AGRE (2005/06) CDSSL Serviço Local de Acção Social de Loures/Moscavide e Sacavém Relativamente à Rede Particular e Cooperativa, apenas são referidos os estabelecimentos a funcionar com autorização do Ministério da Educação, com valências na Educação Pré-Escolar, 1º., 2º. e 3º. Ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário, os valores apresentados correspondem à oferta de valências no conjunto dos equipamentos educativos existentes no Concelho. 50
51 Quadro 13 Rede Privada e Cooperativa no Concelho de Loures Equipamentos com valência Educação Pré- Escolar 1º. Ciclo do Ensino Básico 2º. e 3º. Ciclo do Ensino Básico Ensino Básico Fonte: CML/DEJ/AGRE (2005/06) 1.5 Equipamentos Os equipamentos mencionados acima focalizam-se na categoria sócio-educativa do concelho de Loures, no entanto, existem também cerca de equipamentos, que espelham a procura da população nas áreas da Cultura e Lazer, Desporto e Saúde. 17 Número provisório, dado o processo de actualização em curso. 51
52 Quadro 14 Equipamentos nas Áreas da Cultura, Lazer, Desporto e Saúde Nº. TOTAL Divulgação Artística Divulgação Artística 15 Museus 6 Arquivos 5 Salas de Exposição 2 Galerias de Arte 2 Biblioteca Biblioteca 50 Biblioteca Escolar 40 Biblioteca Local 9 Biblioteca Municipal 1 Equipamentos Culturais Comunitários, de Informação e de espectáculo Cultura 105 Promoção Privada 1 Promoção Municipal 12 Salas Polivalentes 61 Espaços Multifuncionais 12 Centros Culturais 1 Salas de Cinema 2 Auditórios 10 Salas de Teatro 2 Anfiteatros ao Ar Livre 4 Equipamentos Desportivos Desporto 434 Piscinas 17 Espaço de Atletismo 31 Sala de Desporto 171 Equipamentos Desportivos Especiais 33 Equipamentos Desportivo Tipo E.N.S.A. 3 Grandes Campos de Jogos Pequenos Campos de Jogos ou Polidesportivos Centro Saúde de Loures Saúde Extensões 5 Lousa 1 Bucelas 1 Santo Antão do Tojal 1 Mealhada (Direcção) 1 Santo António dos Cavaleiros 1 Centro Saúde de Sacavém Saúde Extensões 9 São João da Talha (Direcção) 1 Apelação 1 Prior Velho 1 Unhos 1 Camarate 1 Santa Iria de Azóia 1 Sacavém 1 Bobadela 1 Moscavide 1 CATUS Centro de Atendimento Urgências 2 Moscavide 1 Loures 1 Fonte: CML/DPEI e GSAU (2006) 52
53 1.6 Dinâmica Habitacional Desde 1981, ano em que foram transferidas para os municípios as responsabilidades no âmbito do alojamento das famílias com fracos recursos financeiros, que o município de Loures dinamiza as políticas de habitação através dos: - Programa Especial de Realojamento PER (D.L.193/93, de 7 de Maio); - Programa Especial de Realojamento PER Famílias; (criado em 1996, pelo Decreto-lei nº.79/96 de 20 de Junho); - Programa Municipal de Auto-Construção e de Auto-Acabamento - Acordos de colaboração com várias entidades: Lusoponte, Metro. A Evolução do edificado apresenta os seguintes valores, de acordo com o Diagnóstico Social 1ª.Fase: Edifícios (2001): Representa um crescimento global de 6,7%, face a 1991; Em 2001, foram concedidas 864 licenças para construção de edifícios e edifícios para habitação Alojamentos (2001): Dos quais 98,5% são alojamentos clássicos, destes, 90% estão ocupados; As freguesias que apresentam maior número de alojamentos são Loures com , Santo António dos Cavaleiros com 9.985, Camarate, Sacavém, Santa Iria de Azóia e São João da Talha com valores a rondar os alojamentos cada; Os fogos habitacionais localizados em bairros caracterizados de génese ilegal representam 33,2% do total de alojamentos do concelho; A estrutura dos alojamentos segundo o tipo (2001) Alojamentos clássicos ocupados e vagos: Outros alojamentos:1.159 Alojamentos Colectivos:91 53
54 Os Bairros de Génese Ilegal apresentam, segundo os dados do Diagnóstico Social 1ª. Fase, a seguinte dimensão: Total Núcleos: 137 Área ocupada: 11,83 Km 2 do território (7% de toda a área do Concelho) Nº. de Fogos: População estimada: habitantes, o que representa 37% da população residente no Concelho de Loures. Os Bairros Municipais apresentam, de acordo com os dados disponibilizados pela CML / Divisão Municipal de Habitação, os seguintes valores: Total da população (2006): indivíduos Divididos por fogos, dos quais, em 13 bairros municipais, atribuídos a agregados familiares. Acrescem cerca de 132 fogos das chamadas Unidades de Realojamento, criadas de raiz ou fogos adaptados; Existem ainda, 92 fogos dispersos pelo concelho de Loures e 20 fogos fora do concelho; A freguesia que tem mais bairros municipais é Loures e as mais populosas são Apelação e Sacavém; A maioria dos agregados familiares residentes nestes bairros são constituídos por 3 ou 4 indivíduos; Mais de metade dos residentes tem nacionalidade portuguesa, seguido dos Cabo Verdianos, Angolanos, bem como os oriundos de São Tomé e Príncipe e Guiné que têm, igualmente, um peso significativo. 1.7 Acessibilidades Uma das estratégias de política territorial definidas na proposta do PROT/AML 18, incide numa melhoria do sistema metropolitano de transportes. 18 Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa 54
55 Desde 1997 que o Município de Loures dá corpo a esta estratégia através do Plano Director de Acessibilidades Municipal (PDAM). Este documento reflecte a importância dada à rede viária, delineando e definindo um conceito e uma hierarquia para a rede de circulação rodoviária municipal, traduzindo-se numa estratégia de desenvolvimento para o Concelho de Loures. Quer o Plano Rodoviário Nacional, quer a realização da Expo-98, contribuíram para uma melhoria da mobilidade territorial e da rede de infra-estruturas rodoviárias que permeiam o concelho, nomeadamente através da construção do eixo da CREL (Queluz-Loures), da Radial de Odivelas, da A8 / IC1 (Lisboa-Mafra-Leiria), parte da CRIL com Ligação à ponte Vasco da Gama, da Variante à EN 10 / IC 2, da ligação Prior Velho / Camarate / Sacavém e da entrada na A1 / IP1 em Vale Figueira (S.João da Talha). 19 Relativamente à rede ferroviária, a zona oriental do concelho é servida pelos comboios da Linha da Azambuja, bem como pela linha ferroviária do Norte que cruza o concelho nas freguesias de Moscavide, Sacavém, Bobadela, São João da Talha e Santa Iria de Azóia. Figura 2 Rede de Infra-Estruturas Rodoviárias, Ferroviárias e Localização do Aeroporto 19 Site 55
56 1.8 Imigração Falarmos de imigração no concelho de Loures é, quase em simultâneo, falarmos de parte da história do próprio concelho e do país. Os factos adjacentes à vinda de pessoas para o concelho prendem-se, frequentemente, com causas diversas e na sua maioria estranhas a uma vontade ou política de imigração local. As pessoas deslocam-se por razões muito díspares, sendo difícil encontrar padrões homogéneos, contudo, encontramos, nos diferentes períodos migratórios, alguns processos padronizados. Poderemos começar esta resenha por constatar que o concelho de Loures tem uma panóplia bastante grande de pessoas e origens a residirem nele, desde os processos migratórios internos, onde o êxodo rural verificado a partir da industrialização e do crescimento urbano do litoral português, sobretudo em torno da cidade de Lisboa, até aos mais recentes fenómenos da imigração de Leste Europeu ou de expatriados. Refira-se ainda que, do sul do país (Alentejo, em especial) ao norte interior, diferentes e grandes contingentes de pessoas instalaram-se em Loures para trabalharem nas indústrias ao longo do caudal do rio Tejo e junto à foz do Trancão. A análise e as informações aqui transmitidas não pretendem esgotar a discussão em torno dos processos migratórios para o concelho de Loures. A própria mutabilidade destes processos não nos permite nunca ter o trabalho terminado. Ainda há razoavelmente pouco tempo a chegada de milhares de ucranianos e ucranianas a território nacional surpreendeu-nos. As análises que possamos efectuar terão sempre uma lacuna, a de os números e os dados sobre estas populações serem escassos e nem sempre muito actualizados. Os dados disponíveis para o efeito provêm do Instituto Nacional de Estatística (INE - Censos 2001) e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), sendo que estes últimos não se encontram desagregados ao nível de concelho, mas unicamente distrital. Tem a Câmara Municipal de Loures efectuado ainda alguns estudos de carácter local, permitindo um conhecimento mais detalhado sobre determinadas realidades concelhias afectas a estas populações. 56
57 Loures, tal como o país, passou a ser uma zona atractiva para as populações de outros países, tendo-se transformado num concelho, onde 7% da sua população é imigrante, com cerca de pessoas imigrantes. Esta transformação, mais notada a partir de 1998, trouxe para o concelho novas formas de sociabilidades e alguns problemas. Temos uma população imigrante baseada numa imigração essencialmente económica. Fruto da proximidade do concelho à cidade de Lisboa e às grandes obras operadas nos finais da década de 90, a imigração cresceu exponencialmente e de forma mais diversificada. Deixámos de ter imigrantes essencialmente africanos, com relações históricas e sociais ao país, para termos, além desses, um número cada vez mais elevado de imigrantes dos países do leste europeu e do sub-continente indiano. A origem do processo de imigração laboral contemporâneo, que nos interessa evidenciar, situa-se nos anos 60, quando o Estado Português cria redes para encaminhar trabalhadores de Cabo Verde, não sendo estes, nesta altura, classificados como estrangeiros. Nesta época os estrangeiros residentes representavam na Área Metropolitana de Lisboa aproximadamente 1% da população, sendo os europeus o grupo dominante. Podemos considerar que o início da vinda dos primeiros trabalhadores caboverdianos está intimamente relacionado com os fortes efeitos da emigração portuguesa. Só nas décadas de 60 e 70, mais de um milhão de trabalhadores portugueses (1/3 da população activa) saíram do país, tendo como principais destinos França e Alemanha. Este intenso fluxo emigratório, associado às guerras coloniais em África, originou um grande défice de mão-de-obra em certos sectores da economia portuguesa. O acréscimo significativo da migração para Portugal é indissociável do processo de descolonização das antigas colónias de África, em meados da década de 70. Neste período, estes fluxos migratórios eram constituídos, principalmente, por refugiados dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), na sua grande maioria fugindo da guerra, da fome e da instabilidade política e social. Assim, é na década de 70 que se verifica o inicio da migração originária das então colónias africanas, sendo, contudo, muito difícil contabilizar a dimensão destes fluxos, pois eram consideradas migrações inter-regionais. Os indivíduos deslocavam-se a Portugal por razões de saúde ou escolares, ou para trabalhar na construção civil, 57
58 colmatando, assim, a carência de mão-de-obra provocada pelos fluxos emigratórios para a Europa e pelo recrutamento militar durante as guerras coloniais. De acordo com os dados do XII Recenseamento Geral da População, 30% dos nacionais dos PALOP residentes em Portugal, em 1981, tinham migrado antes de No caso dos cabo-verdianos este valor sobe para 47%. Segundo Pena Pires, estes fluxos, apesar de diminutos, ganham relevância por constituírem uma das bases da criação das redes que permitiram, depois da descolonização, uma rápida dinamização dos fluxos migratórios oriundos dos PALOP, em especial de Cabo Verde. A institucionalização do regime democrático e as alterações na legislação trouxeram importantes mudanças nos direitos dos estrangeiros em Portugal. A descolonização dos PALOP, em meados da década de 70, fez com que as autoridades portuguesas ficassem receosas da chegada de contingentes massivos de africanos dos recém criados estados. Nesta década, foi criada a Lei n.º 308-A/75, de 24 de Junho, que regulamentava a atribuição e a conservação da nacionalidade portuguesa, restringindo o seu acesso, a qual teve como consequência tornar imigrantes milhares de indivíduos que antes eram portugueses. Em 1981, esta política restritiva foi reforçada com a alteração do princípio básico da nacionalidade do jus solis para o jus sanguinis, (Lei n.º 37/81 de 3 de Junho), o que significa que a nacionalidade portuguesa era atribuída, apenas, aos filhos de cidadãos portugueses e aos indivíduos nascidos em território português, que sejam filhos de estrangeiros residentes com título válido de autorização de residência há, pelo menos, 6 anos (cidadãos de PALOP) ou 10 anos (outros países). O fenómeno da imigração laboral instala-se de forma tardia em Portugal, pois só a partir da década de 80 este fluxo alcança uma expressão significativa. Durante esta década assiste-se a um considerável aumento da imigração proveniente dos PALOP, nomeadamente cabo-verdiana. O crescimento da população imigrante foi constante até 1985, verificando-se nesse ano um ligeiro decréscimo. Estas populações instalaram-se maioritariamente nos núcleos sub-urbanos da cidade de Lisboa, e em bairros clandestinos de casas abarracadas. Só em 1987 o valor de 58
59 imigrantes a residirem em Portugal (89778, dados do SEF) ultrapassou o valor registado em 1984 (89625), no total, segundo dados combinados pelo INE e pelo SEF, a população imigrante teve, na década de 80, uma variação de 73%. Em 1991 o concelho de Loures incluía ainda o actual concelho de Odivelas. Nesta altura, os censos apontavam para uma população estrangeira de cerca de 6320 pessoas, totalizando praticamente 2% da residente no concelho (315818). Em 1991 os estrangeiros residentes totalizavam 6320 e, em 2001, (6,7%), mais do dobro da população de 1991, mesmo tendo Loures perdido população com a criação do concelho de Odivelas. Ora este facto prova, (i) que a imigração é um fenómeno relativamente recente e que foram as grandes obras de 1998 e posteriores que permitiram este acréscimo de pessoas estrangeiras a residirem no concelho; (ii) que a realidade das populações imigrantes sofre alterações constantes, tendo hoje o concelho um mosaico mais diversificado de realidades sociais. A grande maioria da população imigrante residente no município de Loures é de origem Africana (82%), facto que tem por base relações históricas entre Portugal e África, mais precisamente com as ex-colónias (Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, e São Tomé e Príncipe). Na década de 70, aquando da queda do regime ditatorial e da independência das colónias africanas, registou-se o regresso de muitos portugueses que viviam nesses territórios, como também de população Africana que vinha em busca de melhores condições de vida. A crescente fixação de população Africana em Portugal baseou-se nas redes de solidariedade e de conhecimento que os primeiros imigrantes criaram, facilitando a integração dos conterrâneos que vieram posteriormente. A presença elevada de Africanos no concelho está relacionada com o facto de se instalarem em áreas suburbanas, próximas da cidade de Lisboa e onde a habitação é mais acessível, muitas das vezes em bairros clandestinos não consolidados, bairros de barracas e edifícios semi-acabados e em alguns projectos de habitação social ao abrigo do PER (ex. Qta da Fonte, na Freguesia da Apelação). Os restantes continentes têm uma expressão reduzida, apesar do continente Europeu ter vindo a ganhar importância ao longo dos últimos anos, com a crescente chegada de cidadãos do Leste da Europa. Estas populações, oriundas, sobretudo, da Moldávia e da Ucrânia, chegaram no período compreendido entre 1997 e 2001, e ocuparam postos de 59
60 trabalho resultantes das grandes obras predecessoras à inauguração da Expo98 e mantiveram-se a trabalhar no país e no concelho. Por isso, não é de estranhar que a freguesia que alberga maior número de pessoas residentes vindas destes países seja Moscavide, que se encontra às portas do Parque Expo e de toda a zona de influência da Expo98. Estas populações trouxeram para Portugal e para o concelho de Loures, uma dispersão populacional, até aí pouco habitual nas populações imigrantes. Zonas onde habitualmente a figura do estrangeiro se resumia muitas vezes a algum turista mais afoito, viram-se agora confrontadas com a chegada de pessoas para trabalharem e residirem no local. Alguns hábitos foram ligeiramente alterados e, sobretudo, os antigos habitantes tiveram que se habituar à presença de pessoas com culturas diferentes. Freguesias como Bucelas, São Julião do Tojal e Lousa, que até aí praticamente não tinham habitantes oriundos de outros países a residirem no seu perímetro, assistiram a um incremento de populações estrangeiras mais ou menos acentuado. Também, por estas freguesias, as pessoas tiveram que adoptar novas estratégias. Desde a venda de produtos ucranianos nos supermercados e lojas, até à organização de eventos culturais, tudo serviu para melhor conhecer estas pessoas e para melhor afastar o estigma do estranho. Estas populações têm no seu seio muitas pessoas com qualificações acima da própria média profissional portuguesa. Nas duas investigações levadas a cabo pela CML/GARSE junto destas populações, detectam-se muitas pessoas com qualificações profissionais de nível médio e algumas com licenciaturas, que exerciam no país de origem trabalhos mais qualificados do que aqueles que exercem em Portugal. Contudo, nestas populações tem-se presenciado uma ascensão profissional mais rápida do que em outras e alguns destes imigrantes têm conseguido, após três/quatro anos a viverem em Portugal, equiparação das habilitações, o que lhes tem permitido a obtenção de melhores postos de trabalho. A presença de imigrantes oriundos do continente americano justifica-se em grande parte pelo elevado número de Brasileiros que vivem em Loures, sendo que dos 932 cidadãos americanos residentes no município, 798 são originários do Brasil 20 de acordo com os dados dos Censos Os brasileiros constituem, também, uma imigração relativamente recente. Se houve uma primeira vaga nos inícios dos anos 90, fruto da adesão 20 Conforme Quadro em anexo. (Anexo 2) 60
61 de Portugal à Comunidade Económica Europeia e da modernização da economia que necessitava de mão de obra especializada sobretudo em tecnologias informáticas, assistimos hoje a uma nova vaga de imigração brasileira menos especializada e mais propensa a trabalhar nos serviços (comércio) e construção civil. Estes cidadãos habitam nas freguesias mais a oriente do concelho, como sejam Bobadela, São João da Talha e Santa Iria da Azoia. Analisando a presença de estrangeiros ao nível das freguesias do concelho, verificamos que Sacavém, Sto António dos Cavaleiros, Prior Velho, Camarate e Apelação (19,6%; 13,8%, 9,4%, 9,2% e 6,9% respectivamente) são aquelas em que a percentagem de imigrantes em relação ao total da população aí residente é superior. No caso da Apelação e Sacavém salienta-se a existência de bairros de habitação social (Qta da Fonte, Apelação e Qta do Mocho, em Sacavém), que tornaram estas populações muito visíveis. As freguesias de Bucelas e Fanhões apresentam um menor peso de imigrantes no conjunto do município, pelo facto de serem áreas mais rurais e mais afastadas de Lisboa, tornando-se menos atractivas para quem pretende trabalhar diariamente nesta cidade. Relativamente à população Europeia esta representa 7,33% dos estrangeiros residentes no concelho, traduzindo-se em termos numéricos em 985 cidadãos Europeus 21. Apesar de estar muito aquém do grupo mais numeroso- os Africanos- posiciona-se em segundo lugar, quanto ao número de estrangeiros residentes em Loures. Este facto, ainda que reportando-nos aos Censos 2001, contraria a ideia de que os imigrantes são pessoas vindas de «mundos longínquos e exóticos», com que por vezes nos deparamos ao falarmos com as pessoas. Quando se analisa a composição da população originária do continente Europeu, verifica-se que a distribuição não é homogénea pelas diferentes nacionalidades. Por conseguinte, sobressai um conjunto de países que no seio da Europa assumem maior importância, em termos numéricos, nomeadamente Espanha, França, Reino Unido, Itália e Holanda. Segundo alguns autores, a presença desta população em Portugal está relacionada com o processo de internacionalização da economia portuguesa, que ocorreu aquando a integração europeia e o aumento de investimento estrangeiro em Portugal, sendo por 21 Idem. 61
62 isso constituída por profissionais qualificados (FONSECA, 2003:115). A grande maioria dos estrangeiros oriundos do continente Europeu, está inserida nos designados Outros Países (552hab) que engloba as nacionalidades da Europa de Leste, as quais têm vindo assumir crescente importância no concelho, constituindo mais de metade dos estrangeiros da Europa 22. Hoje em dia, e de acordo com os últimos dados do SEF, estas populações estão a deixar Portugal, à procura de outros destinos na Europa ou mesmo a regressarem aos seus países. Também a abertura da Rússia à imigração tem levado ao retorno destes imigrantes para zonas mais próximas do seu país de origem. Se alguns destes, fruto de uma ascensão profissional, não pretendem de momento abandonar Portugal, outros há que já o fizeram em virtude da situação económica no país não se encontrar estável, mas também fruto de algumas situações bastante degradantes para estas pessoas. Ser imigrante em Portugal, e em Loures em particular, traz por vezes situações indesejáveis para os próprios. Ainda que os estudos sobre os processos de inserção social dos imigrantes, bem como de inserção profissional, sejam, de momento, poucos, temos alguma informação. Parte desta foi retirada das investigações elaboradas pela CML / GARSE e parte também obtida aquando dos atendimentos nos CLAI Centros Locais de Apoio ao Imigrante. Numa primeira fase da sua chegada ao país, bastantes imigrantes trabalham na área da construção civil no caso dos homens e nas limpezas domésticas no caso das mulheres, mesmo quando as suas habilitações permitiriam outro tipo de trabalhos. Obviamente que não podemos generalizar as situações profissionais de todos os imigrantes, ainda que o trabalho precário, por vezes sem contrato e semi explorados por patrões com poucos escrúpulos ser bastante frequente, sobretudo, na área da construção civil e serviços (comércio a retalho). Aliás, tem sido esta precariedade que por vezes tem provocado situações de irregularidade de alguns imigrantes, ficando estes limitados na sua ascensão profissional e na sua inserção na sociedade portuguesa. Temos atendido nos centros locais algumas situações cuja base prende-se exactamente com estas questões. Processos onde as pessoas entraram numa espiral de irregularidades provocadas por interesse dos próprios ou de terceiros, acarretam muitas vezes o agravamento de situações de carência social. 22 Idem. 62
63 Alguns dos problemas que os afectam, e indirectamente nos afectam a nós enquanto membros desta sociedade, passam pela situação irregular em que vivem, para além, por vezes, da difícil adaptação à nossa sociedade. Cada população imigrante encontra-se, neste actual momento, com diferentes graus de dificuldades no seu processo de inserção na nossa sociedade. As populações africanas, sobretudo as pessoas economicamente mais frágeis, debatemse com o problema do sub-emprego e das fracas habilitações literárias dos seus primeiros imigrantes e das segundas gerações. Outro dos problemas que afecta parte desta população prende-se com a irregularidade legal em que se encontram alguns dos filhos das primeiras e segundas gerações. Situações que se arrastaram ao longo de anos, fruto também de uma mudança na legislação e de uma não informação a estas populações. Temos, ainda hoje, jovens adolescentes sem pátria, porque não foram inscritos nos respectivos consulados e porque não lhes é reconhecida a nacionalidade portuguesa. A desinformação corresponde ao facto de os seus progenitores, certamente tendo por base a lei anterior a 1984, pensarem que por nascerem em solo português os seus filhos seriam portugueses de origem. Subsistem assim, no concelho de Loures, jovens sem qualquer nacionalidade, provocando situações complexas e desestruturantes, como a impossibilidade de entrarem no ensino secundário e/ou universidade. Estas populações, na sua grande maioria, encontram-se ainda afastadas dos centros decisórios, sejam dos centros culturais sejam dos centros económicos ou de poder. A este factor não é estranho o facto de muitas destas populações residirem em bairros PER ou em bairros de casas abarracadas. Daí, a também frequente conexão, entre estas populações e focos de marginalidade, produzida pela imprensa nacional e/ou regional. Esta população debate-se principalmente com problemas como o emprego precário e rendimentos económicos baixos ou médio baixos, tendo dificuldades de ascensão social. Quanto à população brasileira, esta apresenta maior variabilidade social, até porque numa primeira fase os imigrantes que vieram trabalhar para Portugal, constituíram uma força de trabalho bastante especializada que auferiu rendimentos acima da média portuguesa, visto terem ocupado postos de trabalho altamente qualificados. Hoje, assistimos a uma nova variante de imigração oriunda do Brasil, fruto dos acordos 63
64 bilaterais estabelecidos. Temos uma imigração essencialmente económica, que vem trabalhar na indústria da construção civil e nos serviços, especificamente na hotelaria. Os maiores problemas que enfrentam prendem-se com os processos de legalização e com a quebra de expectativas quanto aos rendimentos auferidos e à possibilidade de ascensão social. Durante os nossos atendimentos no CLAI esta população tem sido a que tem procurado mais este serviço. A grande maioria encontrava-se em situação irregular no país, com poucas possibilidades de se regularizar. Já o outro grupo populacional, o dos imigrantes oriundos do leste europeu, tem problemas de outra ordem. O primeiro problema prende-se com o domínio da língua portuguesa. Numa primeira fase estes imigrantes tinham escassos conhecimentos da língua portuguesa, o que deu azo a mal entendidos bem como a processos menos legais de contratação destas pessoas por parte das entidades empregadoras. Esta imigração teve um boom no período compreendido entre 1997 e 2004, assistindo nós hoje a um decréscimo de imigrantes de leste europeu a viverem em Portugal, fruto do regresso aos seus países ou de terem imigrado para outro país da união europeia. Sempre se conheceu mal estas populações. Até porque o enorme grau de ocupação territorial por todo o país, não existindo focos de aglomeração, tem dificultado esse conhecimento, aliado a um nomadismo bastante frequente entre as pessoas destas populações. Temos acompanhado algumas pessoas oriundas do leste europeu, sobretudo do sexo masculino, que desenvolveram processos de auto exclusão fruto de uma quebra de expectativas e de ficarem reféns de algumas «redes» ilegais. Os problemas base das populações imigrantes prendem-se, sobretudo, com dois sectores: o legal e o laboral. Pela actual lei, ainda em vigor, as duas andam em paralelo, visto que solucionar uma sem solucionar a outra é tarefa praticamente impossível. Por aqui passam muitos dos problemas existentes, sobretudo, com os imigrantes chegados há menos tempo. Outros problemas passam ainda por uma difícil adaptação à sociedade portuguesa e ao nosso modus vivendi, bem como por um desconhecimento das leis nacionais. 64
65 De um modo geral podemos dizer que o maior desafio para o concelho de Loures, quanto às populações imigrantes, será terminar com as discriminações que estas sentem e conseguir integrar estas pessoas na sociedade com direitos e deveres idênticos aos dos portugueses, partilhando um território e uma história local, na qual neste momento eles são já protagonistas. 65
66 2. Dados Gerais das Freguesias Este capítulo tem como principal objectivo caracterizar cada uma das freguesias do concelho de Loures, tendo por base, de forma genérica, os Diagnósticos Sociais elaborados pelas Comissões Sociais de Freguesia e Inter-Freguesias. Importa ainda referir que, a caracterização apresentada é da responsabilidade das Juntas de Freguesia e procura dar conta da complexa realidade social de cada uma delas, seja através de uma abordagem quantitativa, seja na exposição alguns constrangimentos e potencialidades. Embora já se tenha apresentado uma caracterização global do concelho, o seguinte quadro Quadro nº 15 - Síntese de Indicadores das Freguesias - estabelece, sempre que os indicadores o permitam, uma comparação entre as dezoito freguesias, culminando com os dados gerais do concelho de Loures. 66
67 População portadora de deficiência (%) Taxa de analfabe (%) Evolução da taxa de desemprego (1991 e 2001) (%) População activa por sector de actividade (2001) (%) Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) População de nacionalidade Estrangeira (%) Índice de envelhecimento (%) População idosa (2001) População activa (2001) População jovem (2001) Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) Densidade populacional (hab. /Km2) Área da freguesia (KM 2 ) Total da QZona Geográfica população (2001) Sector Terciário Sector Secundário Sector Primário e Apelação e e Bucelas e e Bobadela Camarate e Fanhões Frielas Loures Lousa Moscavide e e Portela Prior Velho Sacavém São Julião do Tojal e e Santo Antão do Tojal e e São João da Talha e e Santa Iria de Azóia Santo António dos Cavaleiros Unhos e e e 7 6 Concelho Fonte: INE (2001) 67
68 2. 1 Apelação FREGUESIA DE APELAÇÃO Área: 1.42 km² População: 6043 hab. Dens. Populacional: hab./km² Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) 6043 Área da freguesia (km2) 1.42 Densidade populacional (hab./km2) Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) Não disponível População jovem (2001) 1367 População activa (2001) 2605 População idosa (2001) 613 Índice de envelhecimento (%) 47,91% Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) 46.5% e 43.1% População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Não disponível Sector Secundário Sector Terciário Evolução da taxa de desemprego (1º sem. 2005) (%) 10.5% População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (%) 15.4% Taxa de analfabetismo (%) 8.8% Esta freguesia situa-se na zona Oriental do Concelho e possui essencialmente características rurais, a sua população entre 1996 e 1998 sofreu uma grande alteração demográfica, duplicou ao acolher um bairro social - Bairro Quinta da Fonte, com mais de 500 fogos. A existência do Bairro da Quinta da Fonte na freguesia, trouxe um novo contexto de vida, bem como a existência de alguns dos problemas sociais que afectam o Concelho em geral, e em particular esta freguesia. O abandono escolar, o aumento dos níveis de 68
69 A existência do Bairro da Quinta da Fonte na freguesia, trouxe um novo contexto de vida, bem como a existência de alguns dos problemas sociais que afectam o Concelho em geral, e em particular esta freguesia. O abandono escolar, o aumento dos níveis de insegurança, falta de acompanhamento de crianças e jovens, são alguns dos problemas existentes no seio desta freguesia. Constrangimentos: Ausência de creche na freguesia não existe nenhuma instituição com valência de creche; Aumento do número de valências a nível de apoio domiciliário; Ausência de banco alimentar; Ausência de cultura de parceria; Potencialidades: Inicio de dois projectos: Progride e Escolhas; Possibilidade de implementação do Atendimento Integrado; Dinâmica de alguns parceiros mais activos; 69
70 2. 2 Bucelas FREGUESIA DE BUCELAS Área: 33,96 km² População: 4810 hab. Dens. Populacional: 141,63 hab./km² Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) 4810 Área da freguesia (km 2 ) 33,96 Densidade populacional (hab./km 2 ) 141,6 Evolução / Variação demográfica (1991 / 2001) (%) -2,5 População jovem (2001) 681 População activa (2001) 2316 População idosa (2001) 831 Índice de envelhecimento (2001) (%) 122,03 Evolução da taxa de actividade (1991 / 2001) (%) 45,0 / 48,2 População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário 4,0 35,1 60,9 Evolução da taxa de desemprego (1991 / 2001) (%) 4,3 / 4,2 População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (2001) (%) 1,7 Taxa de analfabetismo (2001) (%) 9,8 A freguesia de Bucelas está localizada na zona Norte do concelho, confinando com as freguesias de Fanhões e S. Julião do Tojal e com os Concelhos de Vila Franca de Xira, Mafra e Arruda dos Vinhos. Engloba actualmente as povoações de Bucelas, Bemposta, Chamboeira, Freixial, Serra de Alrota, Vila Nova, Vila de Rei, Casal Novo da Portela e Quinta de Baixo. 70
71 Constrangimentos: A estrutura envelhecida da população e a ausência de equipamentos sociais de apoio, nomeadamente, lares públicos ou da rede solidária, limitam a satisfação das necessidades, consideradas básicas, da população residente; Inexistência de qualquer equipamento de apoio à infância para crianças até aos 3 anos de idade (da rede pública ou solidária); A freguesia não dispõe de um pavilhão gimnodesportivo para dar resposta aos cerca de 600 alunos do Agrupamento de Escolas de Bucelas e à demais população; As características do povoamento da freguesia, simultaneamente concentrado e disperso pelas várias localidades, levantam problemas ao nível da mobilidade da população entre as aldeias e a Vila de Bucelas, onde se localiza a central de transportes colectivos. Acresce que Bucelas centraliza o tráfego das áreas vizinhas, não dispondo, porém, de infraestruturas de estacionamento adequado; Atendendo ao excesso de tráfego (cerca de 500 veículos/hora, com grande incidência de veículos pesados) que atravessa uma malha urbana apertada, com diversos pontos de bloqueamento, justifica-se a necessidade de construção de uma variante a Bucelas; Ao nível dos Serviços de Saúde, são detectados problemas que se prendem, fundamentalmente, com o número insuficiente de médicos de família para dar resposta às necessidades dos utentes; Deficiências ao nível das estruturas físicas e dos recursos humanos do Posto da GNR de Bucelas e do quartel da Associação dos Bombeiros Voluntários; A habitação constitui um problema para os jovens da freguesia, dado o fraco mercado de habitação existente, o qual não se adequa à capacidade financeira deste grupo etário; Atendendo à dispersão de pequenas e médias empresas na freguesia, e aos graves problemas de saneamento básico que detêm, torna-se necessária a criação de um parque industrial. 71
72 Potencialidades: Características rurais expressivas, com especial destaque para o predomínio da vinha na paisagem agrícola da região. Constitui, desde 1911, uma Região Demarcada: vinho de Bucelas, Colares e Carcavelos e encontra na actividade vinícola fortes tradições; Desemprego pouco expressivo; Avós e familiares próximos como recurso à falta de equipamentos à população, nomeadamente, crianças e idosos; Candidatura a criação de valência de creche (Instituição de Apoio Social da Freguesia de Bucelas) Medida 3.7: Apoio ao Investimento no Desenvolvimento Local e Social / Acção 3 do PORLVT / FEDER. 72
73 2. 3 Bobadela FREGUESIA DE BOBADELA Área: 3.27 km² População: 8577 hab. Dens. Populacional: hab./km² Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) Área da freguesia (km2) 3.37 Densidade populacional (hab./km2) Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) -5.1 População jovem (2001) 1051 População activa (2001) População idosa (2001) Índice de envelhecimento (%) Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) 49.8 e 53.8 População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Evolução da taxa de desemprego (1991 e 2001) (%) 7.5 e 7.6 População portadora de deficiência (%) 5.3 População de nacionalidade estrangeira (%) 2.4 Taxa de analfabetismo (%) 3.9 Esta freguesia situa-se na zona Oriental do concelho e é composta pelas localidades de Bobadela, Bairro da Petrogal, Bairro da Bela Vista e Bairro da Figueira. Tem fortes traços urbanos e boas acessibilidades, situando-se na cintura industrial localizada entre Sacavém e o Concelho de Vila Franca de Xira. 73
74 Constrangimentos: Ausência das valências creche, ATL para 2º ciclo e lar de idosos com comparticipação Potencialidades: Projecto em curso para construção de novo Centro Social e Paroquial da Bobadela com as valências creche, centro de dia, apoio domiciliário e lar de idosos. 74
75 2. 4 Camarate REGUESIA DE CAMARATE Área: 5,53 km² População: hab. Dens. Populacional: hab./km² Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) Área da freguesia (km2) 5,5 Densidade populacional (hab./km2) 3422 Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) -10 População jovem (2001) (0-24 Anos) 6134 População activa (2001) (25-64 Anos) População idosa (2001) (+ de 65 Anos) 2154 Índice de envelhecimento (%) 74,05 Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) Não disponível População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Evolução da taxa de desemprego (1991 e 2001) (valor absoluto) 702 População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (%) 6,6 Taxa de analfabetismo (valor absoluto) 2762 A freguesia de Camarate foi constituída em 1511 pertencente ao Concelho de Lisboa e só em 1985 passou a pertencer ao concelho de Loures. Situa-se na zona Oriental do Concelho de Loures, fazendo fronteira com as freguesias de Sacavém (a Este), Frielas e Unhos (a Noroeste) e Apelação (a Norte); com o Concelho de Lisboa (a Sul/Sudoeste) e com o Concelho de Odivelas (a Oeste). 75
76 Constrangimentos: Pontos Fracos Institucional: Fraca capacidade da Junta de Freguesia administrar um território tão disperso e complexo, face à falta de recursos (humanos e económicos) disponíveis. Ex: existem 2 funcionários a fazer a manutenção das 6 escolas do 1º Ciclo da Freguesia; Falta de cooperação inter-institucional entre as instituições da Freguesia Ausência de uma relação estratégica visível no conjunto das instituições que suportam o desenvolvimento da Freguesia Acessos: Falta de transportes públicos na Freguesia, principalmente à noite; Espaço físico: Desordenação urbanística; Falta de infra-estruturas base em 32% do território da Freguesia (zonas AUGI); Nº significativo de habitações sem água, retrete, esgotos e banho; Centro histórico degradado; Existência de 2 Bairros Camarários com problemas de segurança; Existência de 26 Áreas Urbanas de Génese Ilegal (AUGI), que correspondem a 71% da população da Freguesia; Existência de 4 Bairros de barracas com graves problemas sociais e de degradação das condições de vida das populações; A não resolução dos caso de Áreas Urbanas de Génese Ilegal compromete a requalificação urbana da Freguesia, a instalação de mais equipamentos sociais e a melhoria das condições de vida dos habitantes da Freguesia; A existência de bairros de barracas promove a vinda, para a Freguesia, de imigrantes ilegais que continuam a aumentar estes bairros. Demografia: Índice de envelhecimento elevado. 76
77 Economia: Elevado nº de habitantes com 15 ou mais anos sem exercerem qualquer actividade económica (35,6%); Elevado nº de habitantes com 15 ou mais anos a viverem a cargo da Família, com Rendimento Social de Inserção; Debilidade de emprego: os homens dedicam-se sobretudo à construção civil e a profissão mais comum entre as mulheres é de empregada doméstica. São profissões com vínculos instáveis e de remuneração baixa; Precariedade sócio-económica das famílias. Educação: Baixa qualificação da população; Elevada taxa de analfabetismo; Elevadas taxas de abandono e retenção escolar em todos os graus de ensino. Destacando-se o ensino secundário, onde a Freguesia tem os valores mais elevados do Concelho, quer para a retenção, quer para o abandono escolar. Equipamentos: Os equipamentos sociais existentes na Freguesia não são suficientes face às grandes carências sociais da mesma; Falta de uma esquadra da PSP, ou um maior policiamento na Freguesia devido aos graves problemas de segurança que se fazem sentir. Segurança: Sentimento de insegurança por parte dos residentes na Freguesia, face a um suposto elevado grau de violência juvenil; A Freguesia é considerada pelos habitantes do Concelho de Loures, como a Freguesia com mais zonas inseguras de todo o Concelho. Pobreza e exclusão Social: Os técnicos registam: Existência de situações de pobreza, nomeadamente nos idosos; Existência de violência doméstica com mulheres crianças e jovens; 77
78 Existência de crianças em risco, por motivos vários de desorganização familiar (elevado nº de casos que chegam à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens); Problemas de alcoolismo; Consumo e venda de droga; Prostituição; Situações de monoparetalidade; Violência juvenil. Potencialidades: Institucional: Recente descentralização dos serviços da Junta de Freguesia para o Bairro dos Fetais; A Junta de Freguesia presta apoio à população idosa com pequenas reparações na habitação. Demografia: Existência de uma grande percentagem de população jovem na Freguesia. Economia: Razoável nº de empregadores na Freguesia, o que demonstra vitalidade económica da mesma; O desemprego decresceu nos primeiros meses de
79 2. 5 Fanhões FREGUESIA DE FANHÕES Área: km² População: 2698 hab. Dens. Populacional: hab./km² Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) 2698 Área da freguesia (km2) Densidade populacional (hab./km2) Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) Não disponível População jovem (2001) 421 População activa (2001) 1827 População idosa (2001) 450 Índice de envelhecimento (%) Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) 38.4% e 53.9% População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário 2.91 Não disponível Taxa de desemprego (2001) (%) 7.49 População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (%) 1.7 Taxa de analfabetismo (%) Não disponível A povoação de Fanhões, que desde 1886 está integrada no Concelho de Loures, tornouse freguesia entre 1700 e Constitui uma localidade bastante antiga, cuja origem deverá remontar à exploração de pedreiras. Possui um solo muito rico em mármores e é conhecida como terra de calceteiros. 79
80 Situa-se na zona Norte do concelho de Loures e confina com as freguesias de Bucelas, São Julião do Tojal, Santo Antão do Tojal, Lousa e Loures, e com o concelho de Mafra. É composta pelas localidades de Fanhões, Casaínhos, Torre da Besoeira, Ribas de Baixo, Ribas de Cima e parte das localidades de Cabeço de Montachique e Tocadelos. Constrangimentos: Não existe qualquer equipamento de apoio à infância para crianças até aos 3 anos de idade, da rede pública ou solidária, ou seja, com acordo de cooperação com a Segurança Social. A habitação é uma área frágil, na medida em que, a componente fortemente restritiva do Plano Director Municipal para a zona Norte do concelho, em termos de construção, tem vindo a traduzir-se numa fraca oferta de novas habitações e, consequentemente, tem originado a não fixação dos jovens. A saúde é uma das preocupações manifestadas, quer pela falta de condições da extensão do Centro de Saúde (a funcionar num edifício de habitação adaptado, com escadas que dificultam o acesso dos utentes com problemas de mobilidade), quer pelo número insuficiente de médicos (apenas 6 para utentes inscritos). 80
81 2. 6 Frielas FREGUESIA DE FRIELAS Área: 5.59 km² População: 2676 hab. Dens. Populacional: hab./km² Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) 2676 Área da freguesia (km2) 5.59 Densidade populacional (hab./km2) Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) Não disponível População jovem (2001) 518 População activa (2001) 1443 População idosa (2001) 224 Índice de envelhecimento (%) 45,13 Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) 38.4 e 53.9 População activa por sector de actividade (2001) (%): Não disponível Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Evolução da taxa de desemprego (1991 e 2001) (%) Não disponível População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (%) 11.1 Taxa de analfabetismo (%) Não disponível Esta freguesia situa-se no limite entre as zonas Norte e Oriental do concelho e caracteriza-se pela existência de um significativo tecido industrial, que ocupa cerca de metade do seu território. 81
82 Constrangimentos: Inexistência de instituições com serviço à população na área de acção social, o que faz com que a população tenha de recorrer a instituições de outras freguesias, nomeadamente Santo António dos Cavaleiros. 82
83 2. 7 Loures Freguesia de Loures Área: 33 Km 2 População: hab. Dens. Pop. :739 hab/ Km 2 Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) Área da freguesia (km2) 33 Densidade populacional (hab./km2) 739 Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) Não disponível População jovem (2001) 7292 População activa (2001) População idosa (2001) 2904 Índice de envelhecimento (%) Não disponível Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) Não disponível População activa por sector de actividade (2001) (%): Não disponível Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Taxa de desemprego (2001) (%) 5 População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (%) 2.8 Taxa de analfabetismo (%) Não disponível A freguesia de Loures está geograficamente localizada, relativamente ao conjunto concelhio, numa zona rural central e intermédia, separando a norte, um grupo de Freguesias com características rurais de um outro, a sul, com maior expressão económica no sector terciário, particularmente na área dos serviços, pequena indústria e 83
84 comércio a retalho. Este facto, associado ao forte crescimento demográfico e económico registado, vem determinar uma fisionomia de transição que aglomera traços de uma actividade tradicional agrícola com os indícios, mais recentes, de uma acelerada tercialização, a que não se poderá dissociar o facto de nesta freguesia estar localizada a sede administrativo-jurídica do concelho. A freguesia de Loures confina com as freguesias de Lousa, Stº Antão do Tojal, Frielas, Stº António dos Cavaleiros e com os concelhos de Odivelas, Sintra e Mafra. Esta freguesia, engloba as localidades de À-dos-Cãos, À-dos-Calvos, Bairro da Milharada, Bairro Stª Maria, Bairro Vitória, Barro, Botica, Fanqueiro, Fonte Santa, Foro, Guerreiros, S. Sebastião de Guerreiros, Infantado, Lagariça, Loures, Mealhada, Moninhos, Montemor, Murteira, Palhais, Pinheiro de Loures, Ponte de Lousa, Quinta do Marzagão, Quinta Nova de S. Roque, Sete-Casas, Tojalinho, Urbanização das Urmeiras. Recursos: Equipamentos Colectivos: ao nível do ensino existem 10 escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico; 4 jardins de infância da rede Pública; 2 escolas do ensino secundário/básico; 1 escola profissional; 2 Instituições Particulares de Solidariedade Social; 4 equipamentos sociais de apoio aos idosos e 13 associações desportivas, culturais e de lazer. 84
85 2. 8 Lousa Freguesia de Lousa Área: 16,5 Km 2 População: 3419 hab. Dens. Pop. : 207 hab/ Km 2 Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) 3419 Área da freguesia (km2) 16.5 Densidade populacional (hab./km2) 207 Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) Não disponível População jovem (2001) 939 População activa (2001) 1704 População idosa (2001) 693 Índice de envelhecimento (%) Não disponível Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) Não disponível População activa por sector de actividade (2001) (%): Não disponível Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Taxa de desemprego (2001) (%) 5.4 População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (%) 2.4 Taxa de analfabetismo (%) Não disponível A freguesia de Lousa está descrita como área predominantemente rural, sendo a agricultura uma actividade ainda importante. Tem uma área de 16,5 Km 2 e confina com as freguesias de Fanhões, Loures e o concelho de Mafra. Engloba, actualmente, as localidades de Cabeço de Montachique, Carcavelos, Carrascal, Carrasqueira, Casais do Forno, Casais de Montegordo, Casal do Barril, Casal do Borralho, Casal da Coutana, Casal do Fetão, Casal das Lapas, Casal das Oliveiras, Casal de Peças, Casais das 85
86 Trocas, Casal dos Vais, Casal de Vera, Fontelas, Freixeira, Lugar das Pêgas, Lugar do Torneiro, Ponte de Lousa, Salemas, Toucadelos, Torneiro e Torre Pequena. Constrangimentos: Ao nível dos Serviços de Saúde, detectam-se problemas na Extensão de Saúde de Lousa, que apresenta grandes dificuldades de acesso (barreiras arquitectónicas), uma vez que os gabinetes de consulta são no 1º andar Ao nível dos transportes públicos, verifica-se uma grande limitação no serviço prestado aos lugares mais afastados da localidade de Lousa Recursos: Equipamentos Colectivos: ao nível do ensino existem 4 escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico; 3 jardins de infância da rede pública; 1 Instituição Particular de Solidariedade Social; 3 equipamentos sociais de apoio aos idosos e 6 associações desportivas, culturais e de lazer. 86
87 2. 9 Moscavide FREGUESIA DE MOSCAVIDE Área: 1.02 Km 2 População: hab. Dens. Populacional: hab/km 2 Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) Área da freguesia (km2) 102 Densidade populacional (hab./km2) Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) -16 População jovem (2001) 1527 População activa (2001) 5218 População idosa (2001) 3312 Índice de envelhecimento (%) 27.2 Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) Não disponível População activa por sector de actividade (2001) (Valores absolutos): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Taxa de desemprego (2001) (Valores absolutos) 453 População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (%) 6.3 Taxa de analfabetismo (%) 9.3 A freguesia de Moscavide está descrita como Área predominantemente Urbana, é a freguesia mais pequena do concelho de Loures. Os seus limites são as freguesias de Sacavém e Portela e o concelho de Lisboa. 87
88 Constrangimentos: Falta de espaços para construções sociais de raíz. Poucas áreas verdes. Remodelação dos equipamentos escolares do 1º Ciclo com refeitórios, telheiros, salas para as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC)... Construção de mais Escolas EBI na área da freguesia. Identificação no terreno de graves problemas ao nível dos idosos: abandono e solidão extrema; dificuldades económicas e casas sem condições de habitabilidade. Potencialidades: Empenho das IPSS na resposta das problemáticas sociais que abarcam a infância, os idosos, o apoio domiciliário e no desenvolvimento de programas de apoio alimentar à população carenciada. Área de Idosos - Aprovação de candidatura ao PARES (Santa Casa da Misericórdia de Moscavide), para equipamento social com valências de Centro de Dia, lar, e creche. Gabinete de Apoio à Juventude. Terrenos da INDEP possibilidade de se encontrar a solução para a construção do Centro de Saúde, de um Centro de Dia e apoio aos idosos e do pavilhão gimnodesportivo. Espera-se que este espaço permita resolver os problemas relativos ao estacionamento. Levantamento das necessidades reais da população com idade superior a 65 anos para encaminhamento e procura de resposta das problemáticas identificadas. Facilidade das acessibilidades e forte rede de transportes públicos. 88
89 2.10 Portela FREGUESIA DA PORTELA Área: 1 Km 2 População: hab. Dens. Populacional: hab/km 2 Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) Área da freguesia (km 2 ) 1 Densidade populacional (hab./km 2 ) Evolução / Variação demográfica (1991 / 2001) (%) -8,5 População jovem (2001) 1953 População activa (2001) 7991 População idosa (2001) 1573 Índice de envelhecimento (2001) (%) 88,3 23 Evolução da taxa de actividade (1991 / 2001) (%) 47,2 / 51,8 População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário 0,4 17,6 82,0 Evolução da taxa de desemprego (1991 / 2001) (%) 5,6 / 6,5 População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (2001) (%) 4,8 Taxa de analfabetismo (2001) (%) 1,6 A freguesia da Portela foi constituída em 1985, pertencendo até então às freguesias de Moscavide e Sacavém. Com um nome ligado ao Aeroporto Internacional que serve a capital do país, a Portela faz fronteira com as freguesias de Moscavide, Prior-Velho, Sacavém e a cidade de Lisboa. 23 Os valores indicados para o Índice de Envelhecimento nas freguesias são os utilizados nos Diagnósticos Sociais das CSF/IF, os quais nem sempre correspondem aos valores indicados nos quadros com informação do INE. 89
90 Constrangimentos: A freguesia registou uma evolução demográfica negativa, perdendo habitantes entre 1991 e 2001, devido, em larga medida, ao facto de um número significativo de população jovem ter casado e ido morar fora Portela (começando, porém, a denotar-se o regresso de alguma desta população); Não estando entre as freguesias do concelho com um índice de envelhecimento mais elevado, a Portela passou, na última década, de 28,9% para 88,3%, o que significa que o ritmo de envelhecimento da população acelerou consideravelmente neste período. Acresce que, associado a este fenómeno, e à inexistência de laços comunitários e de entreajuda entre os idosos da freguesia, começam a emergir sentimentos de solidão no seio desta faixa etária; Problemas relacionados com crianças que frequentam a Escola EB1/JI da Portela (maioritariamente, residentes no Bairro da Quinta da Vitória), as quais se encontram inseridas em contextos familiares e afectiva e socialmente frágeis e detêm elevadas taxas de insucesso escolar; Existência de uma parcela de barracas na freguesia Bairro da Quinta da Vitória; Relativamente a serviços e equipamentos, a freguesia apresenta uma grande dependência das suas freguesias vizinhas (Sacavém e Moscavide), designadamente, no que concerne às áreas da saúde e da segurança pública. A Portela apresenta, ainda, carência ao nível dos equipamentos de apoio a idosos; Ausência de uma cultura de trabalho em parceria por parte das instituições locais. Potencialidades: Apesar de ser uma freguesia de cunho vincadamente urbano, é uma das freguesias do concelho de Loures com maior área verde (112,150 m 2 ), ocupando o terceiro lugar, em relação a todas as outras; A escolaridade é o indicador em que a freguesia mais se afasta do restante concelho, pois é a que apresenta os níveis de educação mais elevados do concelho; Proximidade à cidade de Lisboa e a importantes acessos rodoviários: Ponte Vasco da Gama, A1, CRIL; Elevada qualidade do parque habitacional e bom ordenamento do espaço físico. 90
91 2.11 Prior-Velho FREGUESIA DE PRIOR VELHO Área: 1.4 Km 2 População: 6683 hab. Dens. Populacional: hab/km 2 Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) 6683 Área da freguesia (km2) 1,4 Densidade populacional (hab./km2) 4774 Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) 53 População jovem (2001) (0-24 Anos) 2142 População activa (2001) (25-64 Anos) 3859 População idosa (2001) (+ de 65 Anos) 682 Índice de envelhecimento (%) 56,4 Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) Não disponível População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Evolução da taxa de desemprego (1991 e 2001) (valor absoluto) 285 População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (%) 14,9 Taxa de analfabetismo (valor absoluto) 1148 Foi criada em 1989 e nasceu de um desmembramento do território de Sacavém. Tem como freguesias limítrofes, Camarate, Sacavém e Portela, todas elas pertencentes ao concelho de Loures e a freguesia de Santa Maria dos Olivais, do concelho de Lisboa. A freguesia vê o seu crescimento acelerar aquando da construção do Aeroporto da Portela e da Auto-Estrada do Norte, estas infra-estruturas e a próximidade à cidade de Lisboa tornaram este espaço como um potencial para a fixação de empresas. 91
92 Constrangimentos: Espaço físico: Falta de espaços verdes; Existência de habitação degradada no centro antigo da Freguesia vilas; Existência de um bairro de Barracas Quinta da Serra; Nº significativo de habitações sem retrete, esgotos, água, e banho. Equipamentos: Falta de equipamentos sociais principalmente de apoio ao idoso e à infância, de espaços para os jovens e espaços para exercício de cidadania e de participação da população. Economia: Elevado nº de indivíduos com 15 ou mais anos sem actividade económica. Educação: Elevada taxa de analfabetismo; População com baixos níveis de escolaridade; Taxas de retenção escolar elevada na Escola EB1 do Prior Velho. Pobreza e exclusão Social: Principais focos de pobreza: Bairro da Quinta da Serra e as vilas antigas perto deste Bairro. Segurança: Problemas de violência juvenil por parte dos jovens do Bairro da Quinta da Serra que provocam um clima de insegurança na Freguesia. Institucional: Falta de cooperação inter-institucional entre as instituições da Freguesia Ausência de uma relação estratégica visível no conjunto das instituições que suportam o desenvolvimento da Freguesia. Potencialidades: Economia Existência de parque industrial e de serviços que dá emprego a uma grande fatia da população da Freguesia. 92
93 Espaço físico: Existência de um novo parque habitacional, com habitação de maior qualidade que permite a fixação de população mais qualificada na Freguesia. Acessos e localização: Existência de autocarros da Carris que fazem uma ligação directa a vários pontos da cidade de Lisboa, aproxima a Freguesia à Capital; Proximidade à Ponte Vasco da Gama e à A1. Institucional: A Junta de Freguesia presta apoio à população idosa com pequenas reparações na habitação, e uma carrinha para o transporte de idosos e pessoas com problemas de mobilidade, ao hospital. Demografia: Grande percentagem de população em idade activa; Baixo índice de envelhecimento. 93
94 2.12 Sacavém FREGUESIA DE SACAVÉM Área: 3.81 Km 2 População: hab. Dens. Populacional: hab/km 2 Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) Área da freguesia (km2) 3,8 Densidade populacional (hab./km2) 4647 Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) 9 População jovem (2001) (0-24 Anos) 5025 População activa (2001) (25-64 Anos) População idosa (2001) (+ de 65 Anos) 2300 Índice de envelhecimento (%) 91,21% Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) Não disponível População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Evolução da taxa de desemprego (1991 e 2001) (valor absoluto) 856 População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (%) 19 Taxa de analfabetismo (valor absoluto) 2062 A freguesia de Sacavém é elevada a vila em 1927 e em 1996 foi elevada à categoria de cidade. Nasceu como uma cidade de contrastes devido à sua história: uma grande diversidade de vias de comunicação (rio, estradas, caminho de ferro); hortas e restos de velhas quintas, símbolo de uma riqueza agrícola que abasteceu Lisboa; construção disforme em que a configuração moderna contrasta com fachadas antigas. 94
95 Constrangimentos: Espaço físico: Envelhecimento e degradação habitacional do centro histórico da Freguesia. Pobreza e exclusão social: Focos de pobreza: nas vilas degradadas no centro da Freguesia; Desintegração da população, principalmente jovem, da urbanização Terraços da Ponte; Situações de pobreza associados a: população idosa; imigrantes; população desempregada e desintegrada socialmente por sempre ter estado ligada à indústria; jovens sem perspectivas e projectos de vida; Muitas situações de pobreza associadas à monoparentalidade, sobretudo nas famílias africanas Segurança: Sentimento de insegurança por parte dos residentes na Freguesia, face a um suposto elevado grau de violência juvenil; A Freguesia é considerada pelos habitantes do Concelho de Loures, como a Freguesia com mais zonas inseguras de todo o Concelho. Demografia: Índice de envelhecimento elevado; Elevado nº de mulheres idosas a viverem sozinhas. Educação: Existência de mais de 2000 analfabetos; Elevadas taxas de retenção escolar em todos os graus de ensino, principalmente no ensino secundário (perto de 40%). Economia: Elevado nº de indivíduos com 15 ou mais anos sem actividade económica; Grande parte da população ocupa-se de profissões não qualificadas; Elevado nº de desempregados com mais de 55 anos, e com dificuldades para se adaptar ao mercado de trabalho actual. 95
96 Institucional: Falta de cooperação inter-institucional entre as instituições da Freguesia. E entre estas e as instituições sedeadas na Urbanização Terraços da Ponte; Ausência de uma relação estratégica visível no conjunto das instituições que suportam o desenvolvimento da Freguesia. Potencialidades: Localização e Acessibilidades: Localização da Freguesia na zona de influência do Parque das Nações; Na Freguesia está instalado o Parque Urbano Tejo/Trancão; Proximidade à Ponte Vasco da Gama e CRIL e A1. Espaço físico: Existência de comércio tradicional que dá dinâmica ao dia a dia da Cidade; Património histórico que confere à Cidade de Sacavém a sua identidade. Cidadania: Forte dinâmica associativa, resultado do seu percurso histórico. Equipamentos e Serviços: Existência de uma grande quantidade de equipamentos e serviços da autarquia e da administração central, que tornam a Freguesia de Sacavém o centro da zona oriental do Concelho de Loures; A Junta de Freguesia presta apoio à população idosa com pequenas reparações na habitação. Enquadramento actual: Ser uma cidade; Posição de centralidade no Concelho de Loures; Grande diversidade cultural, face à existência de uma grande percentagem de população imigrante. 96
97 2.13 São Julião do Tojal FREGUESIA DE SÃO JULIÃO DO TOJAL Área: Km 2 População: 3600 hab. Dens. Populacional: hab./km 2 Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) 3600 Área da freguesia (km2) Densidade populacional (hab./km2) Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) 6 População jovem (2001) 620 População activa (2001) 2367 População idosa (2001) 613 Índice de envelhecimento (%) Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) Não disponível População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Evolução da taxa de desemprego (1991 e 2001) (valor absoluto) População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (%) Não disponível Taxa de analfabetismo (valor absoluto) Não disponível São Julião do Tojal é uma freguesia muito antiga que, segundo a tradição, terá sido fundada por um mouro cognominado Monte Florido. Posteriormente, em 1176, D.Afonso Henriques terá dado a freguesia aos frades de S.Vicente de Fora, pelo que a sua fundação é anterior a tal data. Situa-se na zona Norte do concelho e faz fronteira com as freguesias de Bucelas, Fanhões, Stº Antão do Tojal e Unhos, bem como com o concelho de Vila Franca de Xira; englobando as localidades de São Julião do Tojal, Zambujal, Bairro da Junqueira, Bairro do Olival Queimado e Bairro do Tazim. 97
98 Constrangimentos: Não existe qualquer equipamento de apoio à infância para crianças até aos 3 anos de idade, da rede pública ou solidária, ou seja, com acordo de cooperação com a Segurança Social. A habitação nesta freguesia denota algumas fragilidades que se devem a: - Restrição do Plano Director Municipal para a zona Norte do concelho, em termos de construção, traduzindo-se numa fraca oferta de novas habitações e, consequentemente, originando a não fixação dos jovens também nesta freguesia. - Existência de Bairros de Génese Ilegal (23), necessitando de melhores condições habitacionais, destaca-se o Bairro CAR, na localidade do Zambujal, alberga cerca de 1000 pessoas, na sua maioria de origem africana, em condições de higiene muito precárias. A saúde é também uma das preocupações manifestadas, quer pela falta de condições da extensão do Centro de Saúde de Santo Antão do Tojal (a funcionar num edifício de habitação adaptado, com escadas que dificultam o acesso dos utentes com problemas de mobilidade), quer pelo número insuficiente de médicos para dar resposta aos utentes (apenas 6 para utentes inscritos). 98
99 2.14 Santo Antão do Tojal FREGUESIA DE SANTO ANTÃO DO TOJAL Área: Km 2 População: 4192 hab. Dens. Populacional: hab./ Km 2 Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) 4192 Área da freguesia (km 2 ) 15,13 Densidade populacional (hab./km 2 ) 277,13 Evolução / Variação demográfica (1991 / 2001) (%) -1,04 População jovem (2001) 630 População activa (2001) 2014 População idosa (2001) 696 Índice de envelhecimento (2001) (%) 110,5 Evolução da taxa de actividade (1991 / 2001) (%) 46,6 / 48,0 População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário 2,9 29,4 67,7 Evolução da taxa de desemprego (1991 / 2001) (%) 5,4 / 5,7 População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (2001) (%) 2,4 Taxa de analfabetismo (2001) (%) 9 A povoação de Santo Antão do Tojal é muito antiga, não se sabendo quando terá sido fundada enquanto sede de freguesia. Sabe-se, no entanto, que a actual Igreja já existia no reinado de D. Dinis e que constituía uma paróquia do padroado da Mitra de Lisboa, tendo sido reconstruída no ano de
100 Situa-se na zona norte do concelho e confina com as freguesias de Fanhões, São Julião do Tojal, Loures e Frielas; e engloba as localidades de À-das-Lebres, Manjoeira, Pintéus, S. Roque, Quinta Nova de S. Roque, bem como os lugares de Malhapão e Mato Redondo. Constrangimentos: Não existe qualquer equipamento de apoio à infância para crianças até aos 3 anos de idade, da rede pública ou solidária; A freguesia apresenta um índice de envelhecimento elevado. A população idosa encontra-se carenciada de lares públicos ou da rede solidária, quer na freguesia quer na zona Norte do concelho em geral; Necessidade de reconstrução do Centro de Convívio da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos da freguesia; Relativamente à habitação, a componente fortemente restritiva do Plano Director Municipal para a zona Norte do concelho, em termos de construção, tem vindo a traduzir-se numa oferta reduzida de novas habitações e, consequentemente, não tem proporcionado a fixação dos jovens. A saúde é uma das preocupações manifestadas, quer pela falta de condições da extensão do Centro de Saúde de Santo Antão do Tojal (a funcionar num edifício de habitação adaptado, com escadas que dificultam o acesso dos utentes com problemas de mobilidade), quer pelo número insuficiente de médicos (apenas 6 para utentes inscritos); Cobertura insuficiente ou inexistente da rede de transportes públicos, nomeadamente, no interior das localidades de Sto. Antão do Tojal e Manjoeira e no Bairro do Zambujeiro; Face ao elevado fluxo de tráfego, torna-se urgente a construção de uma rotunda junto ao cruzamento de À-das-Lebres e a criação dos troços 16 e 17 da via de cintura interna da AML, ligando aquela localidade a Sto. Antão do Tojal. 100
101 Potencialidades: A taxa de desemprego é inferior à taxa de desemprego verificada ao nível do concelho; Avós e familiares próximos como recurso à falta de equipamentos à população, nomeadamente, crianças e idosos; Existência de um património histórico de elevado interesse cultural; A criação de novas urbanizações poderá fixar população da freguesia e atrair população de outros locais; Existência de colectividades locais como recurso e apoio às famílias. 101
102 2.15 São João da Talha FREGUESIA DE SÃO JOÃO DA TALHA Área: 6.18 km² População: hab. Dens. Populacional: hab./km² Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) Área da freguesia (km2) 6.07 Densidade populacional (hab./km2) 2 960,46 Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) 15,9 População jovem (2001) População activa (2001) População idosa (2001) Índice de envelhecimento (%) 57,2 Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) 51,3 e 55,7 População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário 0,28 0,27 72,6 Evolução da taxa de desemprego (1991 e 2001) (%) 6,6 e 8,3 População portadora de deficiência (%) 5,6 População de nacionalidade estrangeira (%) 3,8 Taxa de analfabetismo (%) 5,1 Esta freguesia situa-se na zona oriental do concelho, com boas acessibilidades e fortes traços urbanos, situando-se na cintura industrial localizada entre Sacavém e o concelho de Vila Franca de Xira. 102
103 Constrangimentos: Área de Infância - Só existe na freguesia uma IPSS (Jean Piaget - Nuclisol) com acordos com a Segurança Social. A instituição tinha, até Outubro de 2006, na valência de creche, uma lista de espera de 63 crianças, e, na valência de Jardim de Infância 35 crianças; Ainda na área da 1ª infância constata-se ausência de respostas ao nível de amas licenciadas e equipamentos com acordos com a Segurança Social; No Pré-Escolar da Rede Pública - Só existem duas salas com capacidade para 25 crianças cada uma em dois equipamentos distintos. Só num deles se servem almoços. O horário de funcionamento é das 9h às 15h,30; Mobilidade/Transportes - Acessibilidade ao Centro de Saúde e aos diversos bairros; Remodelação do Jardim de S. João da Talha; Construção do novo cemitério; Remodelação dos equipamentos escolares do 1º Ciclo com refeitórios, telheiros, salas para as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC)... Construção de mais duas Escolas EBI na área da freguesia. Potencialidades: Área de Idosos - Aprovação de duas candidaturas (CURPI de S. João da Talha e Cooperativa «Amigos Para Sempre» ao PARES, para dois equipamentos sociais com valências de Centro de Dia e Apoio Domiciliário, no primeiro caso e no caso da Cooperativa ainda com a valência de Lar; Área de Infância - Candidatura ao PARES da instituição Jean Piaget - Nuclisol para as valências de Creche e ATL; Gabinete de Apoio à Juventude; Parceria com a Fundação para a Divulgação das Tecnologias da Informação; O facto de 80% da freguesia ser constituída por vivendas unifamiliares porque permite equilíbrio entre o crescimento populacional e a área habitacional; Acessibilidades - entrada na A1, EN10 (as deslocações estão facilitadas para Norte e Sul do país); Zona Industrial de Vale de Figueira e EN1O. 103
104 2.16 Santa Iria de Azóia FREGUESIA DE SANTA IRIA DE AZÓIA Área: 7,24 km² População: hab. Dens. Populacional: hab./km² Esta freguesia situa-se na zona oriental do concelho e é composta pelas localidades de Santa Iria de Azóia, Via Rara, Pirescoxe, Portela da Azóia e Bairro da Covina. Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) Área da freguesia (km2) 7.24 Densidade populacional (hab./km2) Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) 12.3 População jovem (2001) População activa (2001) População idosa (2001) 2021 Índice de envelhecimento (%) 77.3 Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) 50.8 e 55.0 População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário 0, Evolução da taxa de desemprego (1991 e 2001) (%) 6.3 e 7.3 População portadora de deficiência (%) 6.2 População de nacionalidade estrangeira (%) 3,1 Taxa de analfabetismo (%) 5,3 Constrangimentos: Inexistência de lares públicos/sociais para idosos com reformas/pensões baixas; Insuficiência de centros de dia com valências várias e necessárias; 104
105 Fraca articulação com os Serviços Locais da Segurança Social na resolução de problemas locais (no caso de Santa Iria de Azóia, não existe técnica de apoio à freguesia desde Janeiro de 2006); Inexistência de Creches Sociais (Rede de Amas Licenciadas); Cobertura insuficiente da Rede Pública de ensino pré-escolar; Falta de adequação de horários escolares com o horário de trabalhos dos encarregados de educação garantir condições para o prolongamento de horário; Falta de espaços de ATL com mensalidades de acordo com a capitação das famílias; Inexistência de Clubes de Emprego; Inexistência de instituições que proporcionem Formação Profissional; Poucos incentivos à dinamização do comércio local e à criação de postos de trabalho; Baixa articulação entre o Centro de Emprego, Segurança Social e Comissão Inter-Freguesias; Falta de um posto da GNR em Santa Iria de Azóia; Funcionamento precário do Centro de Saúde, nomeadamente do CATUS. Potencialidades: Boas acessibilidades e boa rede de transportes; A construção do Parque Urbano de Sta. Iria de Azóia (PUSIA) que nasceu da recuperação de um aterro sanitário. Este facto posicionou a freguesia em 1º lugar no que toca a área de espaços verdes; Recuperação do património histórico (Castelo de Pirescoxe) e da sua envolvente. 105
106 2.17 Santo António dos Cavaleiros FREGUESIA DE SANTO ANTÓNIO DOS CAVALEIROS Área: 3.62 km² População: hab. Dens. Populacional: hab./km² Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) Área da freguesia (km2) 3.62 Densidade populacional (hab./km2) Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) 24 População jovem (2001) 4178 População activa (2001) População idosa (2001) Índice de envelhecimento (%) 40 Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) Não disponível População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Evolução da taxa de desemprego (1991 e 2001) (%) Não disponível Não disponível Não disponível População portadora de deficiência (%) 5 População de nacionalidade estrangeira (%) 8,4 Taxa de analfabetismo (%) Não disponível A freguesia de Santo António dos Cavaleiros (SAC) foi constituída em 1989 e confina com o concelho de Odivelas e com as freguesias de Frielas e Loures. Engloba as localidades da Flamenga, Bairro da Paradela, Cidade Nova, Ponte de Frielas, Quinta do Conventinho, Quinta das Flores, Santo António dos Cavaleiros, Torres da Bela Vista, Vivendas do Solar e Urbanização do Almirante. O grande crescimento urbano de que 24 Pese embora os dados dos Censos de 2001 apontem para um crescimento populacional negativo (-16%), é possível questionar este dado, atendendo à constituição, em 1998, do Município de Odivelas, que deu origem à alteração dos limites geográficos da freguesia, tendo acrescido toda a zona da Quinta das Flores, verificando-se forçosamente um aumento populacional. 106
107 Santo António dos Cavaleiros foi alvo, teve início nos anos 60, sendo que até então se tratava de um território ocupado por grandes quintas, com vastas extensões de terras e casas apalaçadas. Actualmente esta freguesia detém cerca de 11% da população concelhia. Constrangimentos: Área da Infância: insuficiência de respostas ao nível da 1ª infância, sendo que em todos os equipamentos que existentes na freguesia constam elevadas listas de espera. Área de Idosos: escassas respostas ao nível de Centros de Dia, Serviço de Apoio Domiciliário e Lar, sendo que constata-se um aumento da população idosa na freguesia de SAC e problemas que advêm da idade avançada. Área da Saúde: até à data de inauguração do novo Centro de Saúde/CATUS de SAC (Agosto de 2005), o acesso à saúde era um constrangimento presente para a população da freguesia de SAC e a necessidade de construção do Hospital de Loures. Área de Educação: com o aumento de urbanizações na zona de SAC, sentiramse constrangimentos no acesso aos estabelecimentos de ensino, nomeadamente ao nível da 1ª infância e 1º ciclo. Instalações da Junta de Freguesia de SAC com falta de condições. Potencialidades: Saúde: novo Centro de Saúde/CATUS de SAC facilitou o acesso à saúde da população da freguesia de SAC. Desporto: construção de novos pavilhões gimnodesportivos na Escola Secundária José Cardoso Pires e no Agrupamento de Escolas General Humberto Delgado; e construção de piscinas municipais em SAC. Social: implementação da metodologia do Atendimento Integrado Acção Social. Segurança: presença mais acentuada de policiamento e segurança na freguesia de SAC. 107
108 Associativismo: na freguesia de SAC existe um número considerável de associações (movimento associativo), embora não existam equipamentos sociais da sua responsabilidade. Acessos/Urbanização: boas acessibilidades rodoviárias e construção de novas urbanizações (Qtª do Almirante e Qtª do Conventinho). Lazer: Espaços verdes bem cuidados, incluindo alguns parques infantis para toda a freguesia de SAC. 108
109 2.18 Unhos FREGUESIA DE UNHOS Área: 4.49 km² População: hab. Dens. Populacional: hab./km² Indicadores da Freguesia: Total da população (2001) Área da freguesia (km2) 4.49 Densidade populacional (hab./km2) Evolução/Variação demográfica (1991 e 2001) (%) Não disponível População jovem (2001) 2021 População activa (2001) 5055 População idosa (2001) 929 Índice de envelhecimento (%) 49,31 Evolução da taxa de actividade (1991 e 2001) (%) 45.7 e 48 População activa por sector de actividade (2001) (%): Sector Primário Não disponível Sector Secundário Sector Terciário Evolução da taxa de desemprego (1º sem. 2005) (%) 9.2 População portadora de deficiência (%) Não disponível População de nacionalidade estrangeira (%) 11,6 Taxa de analfabetismo (%) 7.8 Esta freguesia situa-se na zona oriental do concelho e é composta pelas localidades de Unhos e Catujal, ambas com realidades físicas, sociais e institucionais distintas. Sendo que Unhos é considerado um dormitório e o Catujal é caracterizado por inúmeros bairros de génese ilegal, com uma grande incidência de população imigrante. 109
110 Constrangimentos: Ausência de creche Na freguesia só existe um equipamento com valência de creche que não dá cobertura à população, existindo uma lista de espera enorme, proporcionado a existência de inúmeras amas ilegais; Ausência de Jardim-de-infância que dê cobertura à população; Aumento do número de valências a nível de apoio domiciliário; Ausência de infra-estruturas. Potencialidades: Dinâmica das instituições para o trabalho em parceria; Aprovação do programa Escolhas; Programa de Apoio integrado a Idosos (Centro de Dia de Unhos); Programa Comunitário de Ajuda Alimentar (Centro de Dia de Unhos). 110
111 Referências Bibliográficas Câmara Municipal de Loures, geoloures em sedets02, consultado entre Julho e Outubro de Câmara Municipal de Loures, consultado entre Julho e Outubro de CÉSAR, Ana e HENRIQUES, Sofia (2005), Diagnóstico Social da Freguesia de Moscavide, Moscavide, Comissão Social da Freguesia de Moscavide. Equipa de Projecto para o Diagnóstico Social (2004), Diagnóstico Social (1ªFase), Loures, Câmara Municipal de Loures. GONÇALVES, Isabel (2005), Diagnóstico Social das Freguesias de Bobadela, S.João da Talha e Sta. Iria de Azóia, S.João da Talha, Comissão Social Inter-Freguesias São João da Talha, Santa Iria de Azóia e Bobadela. GUERRA, Isabel (2006), Fundamentos e Processos de Uma Sociologia de Acção O Planeamento em Ciências Sociais, 2ª.ed.. Lisboa, Principia. Instituto Nacional de Estatística, consultado entre Julho e Outubro de JESUS, Sara (2005), Diagnóstico Social da Freguesia de Sto. António dos Cavaleiros, Sto. António dos Cavaleiros, Comissão Social de Freguesia de Santo António dos Cavaleiros. Ministério da Educação, consultado entre Julho e Outubro de PARÓLA, Sónia (2005), Diagnóstico Social da Freguesia de Bucelas, Bucelas, Comissão Social de Freguesia de Bucelas. PARÓLA, Sónia (2005), Diagnóstico Social das Freguesias de Fanhões, Sto. Antão do Tojal e S.Julião do Tojal, Sto. Antão do Tojal, Comissão Social Inter-Freguesias de Fanhões, Santo Antão do Tojal e São Julião do Tojal. RAPOSO, Teresa (2005) Diagnóstico Social da Freguesia da Portela, Portela, Comissão Social da Freguesia da Portela. RAPOSO, Teresa (2005), Diagnóstico Social das Freguesias de Camarate, Prior Velho e Sacavém, Camarate, Comissão Social Inter-Freguesias de Camarate, Prior Velho e Sacavém. RIBEIRO, Ana (2005) Diagnóstico Social das Freguesias da Apelação, Frielas e Unhos, Apelação, Comissão Social de Inter-Freguesias Apelação, Frielas e Unhos. 111
112 112
113 Principais Áreas Problemáticas e Linhas Orientadoras para a Acção 113
114 114
115 B. Principais Áreas Problemáticas e Linhas Orientadoras para a Acção Nota de Apresentação De acordo com o já referido na Introdução deste documento, apresentam-se de seguida sob a forma de capítulos e por ordem alfabética, cada uma das áreas tratadas, desenvolvidas pelas técnicas que integram o Secretariado Técnico, sob a coordenação da Comissão Executiva 25 e, orientação da representante do Sr. Presidente do CLAS, nesta Comissão, Sónia Paixão. A saber: 1. Absentismo, Abandono e Insucesso Escolar: Cristina Costa, e revisto por Maria Eugénia Coelho (Agrupamento de Escolas de Fanhões) e Paula Atouguia 2. Acesso e Qualidade da Habitação: Lúcia Santos 3. Acompanhamento de Crianças e Jovens Prevenção de risco e insuficiência de recursos: Cristina Costa 4. Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias: Paula Atouguia 5. Comportamentos Aditivos e Saúde Mental: Lúcia Santos 6. Deficiência: Lúcia Santos 7. Desemprego e Formação Profissional: Cristina Costa 8. Desestruturação e Violência Familiar: Cristina Costa 9. Idosos em Situação de Isolamento e Insuficiência de Recursos: Lúcia Santos 10. Informação e Comunicação: Paula Atouguia Relativamente à exposição que se segue, importa ainda referir que contribuíram para a mesma, os vários Grupos de Trabalho 26, criados para o efeito, e que se constituíram, tendo por base, os critérios 27 aprovados em reunião de CLAS. 25 Integram-na actualmente, para além do Sr. Presidente do CLAS (ou as representante) os representantes: dos Centros de Saúde do concelho (Centro de Saúde de Sacavém / Maria Assunção Almeida), das IPSS (Associação Luís Pereira da Mota / Maria de Lurdes Martins), dos Serviços Locais da Segurança Social (Loures / Maria José Cavaco e Sacavém-Moscavide / Ana Corte), dos Centros de Emprego do concelho (Centro de Emprego de Loures / Ramos Jorge). 26 Consultar Listagem da Constituição dos Grupos de Trabalho, em anexo. (Anexo 3) 27 Por forma a facilitar e rentabilizar ao máximo, os trabalhos a desenvolver, conducentes ao Diagnóstico Social, as organizações e os representantes que integrassem os Grupos Específicos para cada Área Temática, deveriam de obedecer aos seguintes critérios: a) ter funções e competências na área; b) ter possibilidades de disponibilizar recursos para a intervenção; c) os profissionais deveriam de ter conhecimento e experiência na área, em questão. 115
116 Em geral, os Grupos reuniram entre Março e Junho de 2006, procedendo à discussão do tema e ao levantamento / aprofundamento dos principais problemas relativos a cada problemática. Naquelas cuja informação se mostrou ser escassa e limitada, optou-se por realizar Sessões de Trabalho Alargadas, onde os participantes, de acordo com as suas experiências, procederem à identificação dos principais problemas sentidos no concelho de Loures e às possíveis estratégias de intervenção. Para o caso concreto das problemáticas da Desestruturação e Violência Familiar, do Acompanhamento de Crianças e Jovens prevenção de risco e insuficiência de recursos e Absentismo, Abandono e Insucesso Escolar, realizou-se uma Sessão de Trabalho Alargada comum, visto ter-se concluído que muitos dos problemas, causalidades e tipos de intervenção são transversais às três áreas. Por fim, importa referir que a Equipa se acercou de diferentes técnicas de investigação, tendo sido as mais comuns, o recurso aos Grupos de Discussão Focalizada, pesquisa Bibliográfica e Análise de Conteúdo. 116
117 1. Absentismo, Abandono e Insucesso Escolar Na abordagem a esta área problemática optou-se por se proceder a uma breve caracterização, ainda que genérica, da população escolar e da rede educativa do concelho de Loures, seguida então da apresentação dos principais problemas identificados, bem como de algumas pistas orientadoras para a acção. Para uma compreensão mais aprofundada dos assuntos em análise, remete-se a vossa atenção para a Carta Educativa do Município de Loures 28 que se apresenta, nesta área, como uma importante referência a considerar. 1.1 A Escolaridade, a Oferta Educativa e a População Escolar no concelho de Loures: breve caracterização O Sistema Educativo Português e a oferta no concelho. De acordo com a legislação em vigor 29, o sistema educativo português compreende vários níveis. Não sendo considerado propriamente um nível de ensino, a Educação Pré- Escolar constituiu a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, apresentando-se como complementar da acção educativa da família, e fundamental no desenvolvimento das crianças dos 3 aos 5 anos, tendo em vista a sua plena inserção na sociedade como seres autónomos, livres e solidários. Como se pode observar na figura que a seguir se apresenta, temos então um sistema educativo organizado em três grandes níveis: 1º) o Ensino Básico, com carácter universal e obrigatório. Decorre em 9 anos e compreende 3 ciclos de ensino, distribuídos da seguinte forma: 1º Ciclo (do 1º ao 4º anos de escolaridade), 2º Ciclo (5º e 6º anos), e 3º Ciclo (do 7º ao 9º anos de escolaridade); 28 Aprovada em sede de reunião do Executivo Camarário e a aguardar agendamento para reunião da Assembleia Municipal. 29 Lei de Bases do Sistema Educativo Lei nº 26/86 de 14 de Outubro, alterada pelas Leis nºs 115/97 de 19 de Setembro e 49/2005 de 30 de Agosto. 117
118 2º) o Ensino Secundário, que compreende os 10º, 11º e 12º anos de escolaridade (cursos gerais, cientifico - humanísticos, tecnológicos e profissionais, entre outros); 3º) o Ensino Superior, que engloba as vertentes do ensino universitário (bacharelato, licenciatura, mestrado e doutoramento) e politécnico (cursos bietápicos e licenciatura). Figura 3 Organograma do Sistema Educativo Idades Organograma do Sistema Educativo Escolaridade Pós G ra d ua çã o Doutoramento Mestrado Ensino Superior Ensino Universitário Licenciatura Ensino Politécico Diploma 15, 16 e 17 Ensino Secundário Cursos Complementares Ensino Técnico Profissiona l Ensino Profissional 10.º, 11.º e 12.º Diploma 12, 13 e e 11 6, 7, 8 e 9 3, 4 e 5 Ensino Bá sico 3.º Ciclo 2.º Ciclo 1.º Ciclo Educação Pré-Escolar 7.º, 8.º e 9.º 5.º e 6.º 1.º, 2.º, 3.º e 4.º Escolaridade Obrigatória Fonte: Carta Educativa do Município de Loures. Sobre o sistema educativo, importa ainda referir que: (i) o mesmo compreende igualmente algumas variantes, geralmente mais dirigidas aos alunos que por diversas razões têm mais dificuldades ou menos interesse, em concluir o ensino básico, no sistema regular. É o caso do Ensino Recorrente 30, dos Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) 31 e dos Currículos Alternativos 32 ; (ii) entre o Ensino Superior e o 30 O Ensino Recorrente corresponde à vertente da educação de adultos que, de uma forma organizada e segundo um plano de estudo, conduz à obtenção de um grau e à atribuição de um diploma ou certificado, equivalentes aos conferidos pelo ensino regular. in 31 Os cursos de Educação e Formação de Adultos têm como objectivo elevar os níveis de habilitação escolar e qualificação profissional da população portuguesa adulta, através de uma oferta integrada de educação e formação que potencie as suas condições de empregabilidade e certifique as competências adquiridas ao longo da vida. São destinatários desta modalidade de formação, candidatos à procura do 1.º emprego, empregados ou desempregados, com idade igual ou superior a 18 anos e com uma habilitação escolar inferior ao 4.º, 6.º ou 9.º anos de escolaridade. in 32 De acordo com o Despacho Normativo nº1/2006 de 6 de Janeiro, as turmas com percursos curriculares alternativos destinam-se a grupos específicos de alunos até aos 15 anos de idade, inclusive, que se apresentem em qualquer das seguintes situações: a) ocorrência de insucesso escolar repetido; b) existência de problemas de integração na comunidade escolar; c) ameaça de risco de marginalização, de exclusão social ou abandono escolar; d) registo de dificuldades condicionantes da aprendizagem, nomeadamente: forte desmotivação, elevado índice de abstenção, baixa auto- 118
119 Ensino Secundário, e de acordo com o organigrama do sistema de ensino para o ano escolar 2006/2007, publicado no Recenseamento Escolar 2006/ podemos ainda identificar um nível intermédio entre o Ensino Secundário e o Superior. Trata-se do Ensino Pós-Secundário Não Superior, onde se incluem os Cursos de Especialização Tecnológica de nível 4. Em Loures, e segundo a Carta Educativa: a) a educação pré-escolar encontra-se a funcionar em 40 jardins de infância da rede pública, e 58 da rede privada, sendo que na zona oriental 34, se situam 19 e 38 equipamentos, respectivamente. Na zona norte rural 35, 12 são da rede pública e 1 da privada. Na zona norte urbana 36, pertencem à rede pública 9 das ofertas e 19 à rede privada. b) para o 1º ciclo do ensino básico, existem em funcionamento 63 escolas da rede pública e 11 da rede privada, distribuindo-se da seguinte forma: zona norte rural (18 da rede pública); zona norte urbana (14 da rede pública e 3 da privada); zona oriental (31 da rede pública e 8 da privada). Incluem-se aqui as Escolas Básicas Integradas da Apelação e de Bucelas. c) para o 2º e 3º ciclos do ensino básico, temos um total de 13 equipamentos da rede pública, onde se incluem as EBI da Apelação e de Bucelas. Em 6 escolas secundárias há ainda a oferta do 3º ciclo. No âmbito da rede privada, existem em funcionamento 4 escolas na zona oriental e 1 na zona norte urbana. d) quanto ao ensino secundário, é ministrado em 7 escolas da rede pública e 4 da rede privada, onde se inclui o Instituto Técnico Profissional IPTrans. No que concerne à rede pública 3 destas escolas encontram-se na zona norte urbana e 4 na zona oriental. Na rede privada 1 destes estabelecimentos de ensino situa-se na zona norte urbana e 3 na zona oriental. No âmbito das Ofertas Formativas Alternativas (Novas Oportunidades), segundo a Coordenação Educativa de Lisboa Oriental, encontram-se em funcionamento, no ano estima e falta de expectativas relativamente à aprendizagem e ao futuro, bem como o desencontro entre a cultura escolar e a cultura de origem. 33 Documento elaborado pelo GIASE Gabinete de Informação e Avaliação do Sistema Educativo, do Ministério da Educação, e disponível em 34 Apelação, Bobadela, Camarate, Moscavide, Portela, Prior Velho, Sacavém, S.João da Talha, Sta. Iria de Azóia e Unhos. 35 Bucelas, Fanhões, Lousa, Sto. Antão do Tojal e S. Julião do Tojal. 36 Frielas, Loures e Sto. António dos Cavaleiros. 119
120 lectivo 2006/2007: 8 cursos de Educação e Formação de Adultos 37, 7 Cursos Profissionais 38 e 17 Cursos de Educação e Formação de Jovens 39. Refira-se que tem vindo a ser desenvolvido um trabalho de informação e sensibilização junto dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos de Escolas e das Escolas Secundárias, no sentido de se aumentar a oferta destes cursos no concelho, tendo sido para o efeito, criado um Grupo de Trabalho específico 40. Pela sua natureza e objectivos, e apesar de não constituir uma parte integrante do sistema educativo, só um breve apontamento relativamente ao sistema de validação e certificação de competências, dada a sua importância no contexto actual e o seu cruzamento com o sistema formal. O Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) 41, surge num momento político em que importa retirar Portugal do lugar dos países que detêm as mais baixas taxas de escolarização. Desta forma, é permitida a possibilidade dos interessados verem reconhecidas as suas competências pessoais, sociais e profissionais, através da atribuição de equivalências, aos diversos ciclos do Ensino Básico, e mais recentemente ao 12º ano de escolaridade. Através do RVCC-PRO, pretende-se igualmente reconhecer, validar e certificar as competências 37 Os cursos de Educação e Formação de Adultos têm como objectivo elevar os níveis de habilitação escolar e qualificação profissional da população portuguesa adulta, através de uma oferta integrada de educação e formação que potencie as suas condições de empregabilidade e certifique as competências adquiridas ao longo da vida. São destinatários desta modalidade de formação, os candidatos à procura do 1.º emprego, empregados ou desempregados, com idade igual ou superior a 18 anos e com uma habilitação escolar inferior ao 4.º, 6.º ou 9.º anos de escolaridade. in 38 Os cursos profissionais são uma modalidade de educação de nível secundário, que se caracteriza por um ensino prático que recorre à formação em contexto real e simulado de trabalho, aliando a teoria à vertente técnico-prática. Funciona em escolas profissionais, públicas ou privadas. Estes cursos podem também funcionar em escolas secundárias públicas ou em centros de formação. Os cursos profissionais destinam-se a jovens que concluíram o 3º ciclo do Ensino Básico (9º ano), que querem fazer uma formação profissional específica ou que prefiram um estilo de aprendizagem mais prático. ( ) Conferem um diploma de equivalência ao Ensino Secundário, preparando o acesso a formações pós-secundárias (link doc. CET) ou ao Ensino Superior (link doc. Ensino Superior). in 39 Os cursos de Educação e Formação de Jovens têm como objectivo a recuperação dos défices de qualificação escolar e profissional da população portuguesa jovem, através da aquisição de competências escolares, técnicas, sociais e relacionais, que lhes permitam o acesso a desempenhos profissionais mais qualificados. São destinatários desta modalidade de formação, os candidatos à procura do 1.º emprego ou novo emprego, com idades compreendidas entre os 15 e os 25 anos, que abandonaram ou estão em risco de abandonar o sistema regular de ensino e com uma habilitação escolar entre o 1.º ciclo do Ensino Básico (4.º ano de escolaridade) ou inferior e o ensino secundário (12.º ano de escolaridade). in 40 Os resultados do trabalho deste Grupo, constam num quadro síntese, que poderá ser consultado, através de solicitação, por exemplo, à Dra. Eugénia Coelho do Agrupamento de Escolas de Fanhões. 41 O Sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, da responsabilidade da Direcção- Geral de Formação Vocacional (DGFV) do Ministério da Educação, permite que cada adulto, maior de 18 anos, possa solicitar o reconhecimento, a validação e a certificação dos conhecimentos (escolares, profissionais e outros) que adquiriu em diferentes situações de vida (pessoal, social e profissional), para efeitos de atribuição de um certificado de habilitações escolares. O processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências deve ser solicitado e desenvolvido junto de um Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências - Centro RVCC. in 120
121 que os profissionais 42 adquiriram pela experiência de trabalho e de vida 43, visando em última instância aumentar o nível de qualificação e a empregabilidade dos adultos activos e incentivar a formação ao longo da vida ( ) 44. Sublinhe-se que este tipo de certificação não permite o acesso pelas vias regulares, ao ensino superior. Todavia, o mesmo pode efectivar-se através da prestação de provas 45 no âmbito do dispositivo de acesso à faculdade para Maiores de Em Loures, encontram-se em funcionamento 2 Centros de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, um no CEPRA e outro no CENFIC, ambos situados na freguesia do Prior-Velho A Escolaridade e a População Escolar no concelho de Loures Reafirmando a centralidade da Carta Educativa do Município de Loures, nas matérias em análise, remete-se para a mesma, uma consulta cuidada para uma análise pormenorizada dos assuntos aqui abordados. Neste sentido e para que não se torne exaustivo o que a seguir se expõe, optou-se por se elencar apenas algumas ideias síntese, destacando-se: Relativamente à Escolaridade: - mais especificamente ao nível de instrução, verifica-se a existência de um número significativo de indivíduos (10 636) sem qualquer nível de ensino, correspondendo a uma taxa de analfabetismo de cerca de 6%. Esta encontra a sua maior incidência nas faixas etárias entre os anos e mais 75 anos (ambas com 31.5%), e entre anos (18.8%). Entre as freguesias com uma maior taxa de analfabetismo, encontram-se a Apelação, o Prior-velho e S.Julião do Tojal (aproximadamente 30%). 42 Activos empregados e desempregados, com mais de 18 anos, que adquiriram saberes e competências através da experiência de trabalho ou noutros contextos e pretendam vê-las reconhecidas através duma certificação formal., idem. 43 Através da atribuição do Certificado de Formação Profissional+. 44 In Para mais informações consultar o site da Direcção-Geral de Formação Vocacional, do Ministério da Educação ( ). 45 Nos termos do Decreto-Lei nº 64/2006 de 24 de Março. 46 De acordo com o artigo 12º da Lei nº49/2005 de 30 de Agosto, enquadram-se aqui 5 - a) os maiores de 23 anos que, não sendo titulares da habilitação de acesso ao ensino superior, façam prova de capacidade para a sua frequência através da realização de provas especialmente adequadas, realizadas pelo estabelecimento do ensino superior; b) os titulares de qualificações pós-secundárias apropriadas. 121
122 - no que concerne ao nível académico atingido, o 1º ciclo do ensino básico é o que apresenta uma maior expressão (34.4%) seguido dos 3º ciclo (21.7%) e do ensino secundário (18.6%). O ensino superior não chega a atingir os dez pontos percentuais (9.7%), sendo a freguesia da Portela aquela onde se encontra o maior número de indivíduos que atingiram este nível de habilitações ( em contraste com S.Julião do Tojal que apresenta os valores mais baixos (2.3%). Quadro 16 - Concelho de Loures. População residente nas freguesias em função do nível académico atingido. N= e N= (Valor e %) Residentes Com qualificação segundo o nível atingido Freguesias Total 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo Secundário Medio Superior Valor % Valor % Valor % Valor % Valor % Valor % Valor % Apelação , , , , ,8 15 0, ,1 Bobadela , , , , ,2 81 1, ,1 Bucelas , , , , ,1 14 0, ,5 Camarate , , , , ,3 41 0, ,1 Fanhões , , , , ,6 7 0,4 91 4,6 Frielas , , , , ,3 6 0,3 81 4,1 Loures , , , , , , ,3 Lousa , , , , ,7 10 0, ,4 Moscavide , , , , , , ,9 Portela , , , , , , ,2 Prior Velho , , , , ,9 35 0, ,0 Sacavém , , , , , , ,8 Santa Iria de Azóia , , , , ,9 90 0, ,0 Santo Antão do Tojal , , , , ,1 26 0, ,3 São João da Talha , , , , ,8 65 0, ,1 São Julião do Tojal , , , , ,9 7 0,3 59 2,3 Sto António Cavaleiros , , , , , , ,6 Unhos , , , , ,0 21 0, ,9 Total , , , , , , ,7 Fonte: INE, Recenseamento geral da população e habitação 2001 (resultados definitivos), in Carta Educativa do Município de Loures. De forma geral tem-se verificado uma melhoria da qualificação escolar na população do concelho, todavia (...) muito trabalho e investimento na área educacional terá de ser feito, sobretudo nas áreas que possam contribuir para o desenvolvimento das riquezas 122
123 endógenas do concelho. Essas apostas poderão passar pelo incentivo à criação de escolas profissionais em áreas estratégicas (...) 47 que nos diversos estudos socioeconómicos estejam ou venham a ser identificadas. Demografia e População Escolar 48 : Quadro 17 - População Escolar em Projecções para % 2015* % , , , , , , , , , , , ,9 Concelho , ,0 * PDM + Folgas de Operação Fonte: INE - Censos Município de Loures - DPPDM e DPEI. In Carta Educativa do Concelho de Loures. - verifica-se que, em 2001, as faixas etárias entre os 6-9 e anos, eram aquelas em que se encontravam a maior parte da população escolar residente no concelho, respectivamente 21.9% e 19%; - de acordo com a projecção realizada para 2015, perspectiva-se um aumento da população escolar até aos 14 anos, e uma redução da mesma nos escalões etários mais entre os 15 e os 19 anos; - quanto à distribuição da população escolar pelas zonas do concelho, o quadro que a seguir se apresenta mostra um ligeiro aumento na zona norte urbana e um decréscimo nas restantes, sendo que a zona oriental do concelho continua a destacar-se das demais. Quadro 18 - População residente e prevista, em idade escolar (3-19 anos), por zonas % 2015* % Zona Norte Rural , ,6 Zona Norte Urbana , ,1 Zona Oriental , ,3 Concelho , ,0 * Previsão Fonte: INE - Censos Município de Loures - DPPDM e DPEI. 47 In Carta Educativa do Município de Loures, pg De acordo com a Carta Educativa do Concelho de Loures, considerou-se como população escolar, todos os indivíduos entre os 3 e os 19 anos. 123
124 Quanto à População Escolar, sublinha-se que: Evolução da frequência Gráfico 1 Evolução da Frequência no concelho de Loures Número de Crianças/Alunos Média: Crianças/Alunos /96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 - assiste-se a um decréscimo da população escolar sobretudo até ao ano lectivo 2001/2002, perdendo em valores absolutos aproximadamente cerca de 3970 crianças e alunos, sendo que a população presente na rede do ensino básico e secundário, entre 1995/1996 e 2004/2005 sofreu uma variação negativa de 12.5%. - no ano lectivo 2001/2002, a frequência registada, acompanhou sensivelmente a distribuição do valor da população residente em idade escolar e distribuía-se da seguinte forma pelo território: Quadro 19 - População Residente em 2001 (entre os 3 e os 19 anos) e População Presente na Rede Educativa (ano lectivo 2001/02) Zona Distribuição Pop. Residente 3-19 Anos Nº Distribuição Pop. Residente 3-19 Anos % Frequência Total 2001/02 % Norte Rural ,4 6,1 Norte Urbana ,6 32,6 Oriental ,0 61, Fonte: DEJ/AGRE; Censos 2001 in Carta Educativa do Município de Loures. 124
125 - Em todos os níveis de ensino existe um número significativo de crianças/alunos com necessidades específicas de educação, representando um total de 9.1% da população escolar, destacando-se as dificuldades de aprendizagem como a necessidade mais identificada. Sobre a intervenção 49 na área das Necessidades Educativas Especiais (NEE) 50, no ano lectivo 2006/2007: o dos 1002 alunos identificados com necessidades educativas especiais, só cerca de 84,5 % se encontram em situação de acompanhamento; o as escolas que apresentam o maior número de crianças em acompanhamento são: Escolas nº1 de Loures (124), Escolas de Sto. António dos Cavaleiros (98), Escolas de S.João da Talha (93), Escolas Catujal Unhos (88) e Escola de Camarate D. Nuno Álvares Pereira (83); o o número mais elevado de alunos sem acompanhamento, situa-se em Sto. António dos Cavaleiros (50), seguida das escolas situadas nas freguesias de Sta. Iria de Azóia (41) e S. João da Talha (34). Sublinhe-se que, no ano lectivo 2004/2005 tinham sido registados cerca de 1313 alunos com necessidades especificas de educação, no 1º ciclo do ensino básico. - No ano lectivo 2006/2007, existem no concelho, 84 crianças em situação de acompanhamento por 6 professores, no âmbito da Intervenção Precoce 51. Segundo os dados existentes na Coordenação Educativa de Lisboa Oriental, não existem à data, crianças sem acompanhamento; - no Ensino Técnico Profissional, existe no concelho, desde 1993, apenas um estabelecimento (IPTrans) que tem vindo a conhecer um aumento significativo em relação à procura. Veja-se que, no ano lectivo 2004/2005, registava uma frequência de 126 alunos distribuídos pelos três cursos em funcionamento que conferem equivalência ao 12º ano. Em 2005/2006 contava com 238 alunos, e actualmente com Dados para o ano lectivo 2006/2007, cedidos pela Coordenação Educativa de Lisboa Oriental. 50 Estas podem ser dos domínios: sensorial, cognitivo, multidificiência, comunicação, linguagem e/ou fala, emocional e personalidade, saúde física e motor. 51 De acordo com o Despacho Conjunto n.º 891/99, a Intervenção Precoce destina-se a crianças até aos 6 anos de idade, e define-se como sendo uma medida de apoio integrado, centrado na criança e na família que preconiza determinadas acções de natureza preventiva e habilitativa, designadamente no âmbito da educação, da saúde e da acção social, atendendo a: (i) assegurar as condições facilitadoras do desenvolvimento da criança com deficiência ou em risco de atraso grave de desenvolvimento; (ii) potenciar as interacções familiares; (iii) reforçar as competências familiares, capacitando-as face à problemática da deficiência. 125
126 Taxas Brutas de Cobertura e de Escolarização, no concelho de Loures - Cruzando o número de crianças e alunos presentes na rede escolar em 2001/2002 (27.511) com o número de residentes entre os 3 e os 19 anos (37.935) recenseados no Censos 2001, verifica-se que o concelho apresenta uma taxa bruta de cobertura e escolarização, de 72.5% em 2001/2002. Decorrente deste cruzamento resulta ainda uma taxa para o ensino pré-escolar de 24.6%, para o 1º ciclo de 88.4%, para os 2º e 3º ciclos de 90.5% e para o ensino secundário de 28%. Grau Ensino PRÉ- ESCOLAR (3-5 anos) 1º CICLO (6-9 anos) 2º, 3º CICLOS (10-14 anos) SECUNDÁRIO (15-19 anos) Quadro 20 - Taxas Brutas de Cobertura e de Escolarização no Concelho de Loures em 1991/92, 2001/02 e 2004/05, na Rede Pública e Privada. Residentes no Concelho (Censos 91) Frequência (91/92) Nº Taxa Bruta Escolariz. 91/92 * , , , , Residentes no Estatuto Concelho Jurídico (Censos 01) Pública Privada Sub- Total Pública Privada Sub- Total Pública Privada Sub- Total Pública Privada Sub- Total Frequência 2001/02 Nº Frequência 2001/02 % Taxa Bruta Escolariz. 01/02 * Frequência 2004/05 Nº Frequência 2004/05 % Taxa Bruta Escolariz. 04/05 * ,4 24, ,1 26, ,6 29, ,8 44, ,0 54, ,0 71, ,6 98, ,6 96, ,4 9, ,4 10, ,0 107, ,0 106, ,0 93, ,8 92, ,0 6, ,9 5, ,0 99, ,0 97, ,9 31, ,8 27, ,1 5, ,6 4, ,0 36, ,0 32,4 Pública ,1 62, ,2 60,7 CONCELHO , (3-19 anos) Privada ,9 10, ,8 12,3 Sub- Total ,0 72, ,0 73,0 a) No ensino pré-escolar, corresponde a taxa de cobertura; b) As taxas brutas de escolarização e de cobertura foram calculadas para 2004/05 tendo por base a pop.residente no concelho em 2001 Fonte: DEJ/AGRE; DPE/DPEI 126
127 - Note-se que, em relação à Educação Pré-Escolar 52, se regista um aumento de 46.8% 53, entre os anos lectivos de 1991/1992 e 2004/2005, todavia o concelho apresenta uma fraca cobertura 24.6%, um número bastante aquém da taxa nacional para a pré-escolarização (78%), no presente ano lectivo. - relativamente ao Ensino Básico e Secundário, temos respectivamente para o 1º ciclo e para os 2º/3º ciclos uma taxa média de 88.4% e 90.5%. O Ensino Secundário apresenta uma taxa de 28%. - apesar da cobertura do 1º Ciclo ser total, regista-se porém nas zonas urbanas a existência de muitas escolas em regime duplo impedindo o regime preconizado para este ciclo de ensino o regime normal. Esta situação é mais evidente nas freguesias de Sto. António dos Cavaleiros, Loures, Sacavém, Prior-Velho, Camarate, Unhos, Bobadela, S.João da Talha, Sta. Iria de Azóia, Moscavide e Portela, tornando-se o principal problema do 1º Ciclo, pois impede que as Actividades de Enriquecimento Curricular se desenvolvam conforme o previsto pelo Despacho nº12591/2006, precisamente nos locais onde, pelas suas características sociais, elas são mais prementes. Quadro 21 - Taxa de Cobertura e Taxa Bruta de Escolarização por zonas, no Concelho de Loures (2001/02) Z. Oriental Z.N.Urbana Z.N.Rural Pop. Presente Rede 2001/02 Pop. Residente Censos2001 Taxa Bruta Escolariz. % Pop. Presente Rede 2001/02 Pop. Residente Censos2001 Taxa Bruta Escolariz. % Pop. Presente Rede 2001/02 Pop. Residente Censos2001 Taxa Bruta Escolariz. % Pré Escolar , , ,0 1º Ciclo , , ,6 2º, 3º Ciclos , , ,2 Secundário , * 46, ** Todos Ciclos , , ,1 * Inclui a população com idades compreendidas entre os anos residente na zona norte rural, atendendo à inexistência de estabelecimentos de ensino com valência de secundário; ** Esta população foi integrada na população da zona norte urbana Fonte: INE, Recenseamento Geral da População, 2001; DEJ/AGRE in Carta Educativa do Município de Loures. A não cobertura total do serviço de refeições é também um factor de preocupação, pois apesar de ter crescido significativamente ainda se constata a 52 Consideram-se aqui quer os estabelecimentos da Rede Pública (assegurado estritamente pelo Estado) como os da Rede Privada (com ou sem fins lucrativos, cabendo nestes últimos as Cooperativas de ensino e de solidariedade social e as IPSS, entre outros). 53 Em 1991/1992 estavam presentes na rede do pré-escolar 1554 crianças e em 2004/2005, 4280 crianças., in Carta Educativa do Município de Loures, pg
128 existência de um grande número de escolas a descoberto, 36.5% dos estabelecimentos do 1º ciclo e 17% dos jardins de infância. Previsão da População a Escolarizar De acordo com o cenário 54 prospectivo da população a escolarizar até 2015, apresentado na Carta Educativa do Município de Loures, podemos constatar que: Quadro 22 - População total e por níveis de ensino prevista para o Concelho de Loures para Total JI 1º Ciclo 2º-3º Ciclo Secundário Apelação Bobadela Bucelas Camarate Fanhões Frielas Loures Lousa Moscavide Portela Prior Velho Sacavém St.ª Iria Azóia St.º Antão Tojal St.º Ant. Cavaleiros São João Talha São Julião Tojal Unhos TOTAL CONCELHO Fonte: Carta Educativa do Município de Loures. 54 Em 3.4 Previsão da População a Escolarizar, pg
129 - prevê-se que o maior acréscimo populacional em idade escolar aumento de 3092 indivíduos) se venha a verificar na zona norte urbana do concelho. Para a zona norte rural perspectiva-se apenas um acréscimo de apenas 70 indivíduos. - a zona oriental apresenta-se como a mais fragilizada em termos sociais. O aumento populacional em idade escolar prevê-se que venha a ser em 2015 de 1282 habitantes, o que associado à sobreocupação dos estabelecimentos educativos em algumas freguesias como sejam a de Camarate, Moscavide, S. João da Talha e Unhos, ao nível do 1º Ciclo em que a taxa de ocupação oscila entre os 120% e os 140%, poderá contribuir para a consolidação de situações graves como, por exemplo, a desadaptação e o insucesso escolar (sobretudo em Camarate). - ainda de acordo com a previsão para 2015 poderíamos ser levados a pensar que o investimento em equipamentos deveria ser menor, na zona norte rural do concelho, dado os valores estatísticos apresentados, todavia, considerando os dados em relação à oferta e procura pode-se constatar que é precisamente nesta zona do concelho que os alunos mais se deslocam para frequentar os 2º, 3º Ciclos e o ensino secundário. Loures apresenta-se aqui como o polo centralizador dos fluxos actualmente registados. 1.2 Retenção e de Abandono Escolar: breve caracterização. Pela sua priorização do conjunto dos problemas identificados na área da Educação, em sede de CLAS importa aqui, tecer algumas considerações num ponto destacado para o efeito. 129
130 De acordo com a informação existente, verifica-se que: Quadro 23 Evolução da Retenção e Abandono Escolar do 1º Ciclo do Ensino Básico por freguesia no Concelho 2002/ / /2005 Freguesia Frequência Retidos/Abandonos Frequência Retidos/Abandonos Retidos/Abandonos Frequência (taxas) (taxas) (taxas) Apelação ,4% - 2,7% ,0% -1,0% Bobadela 313 3,5% - 0,0% 327 6,4% - 2,1% 347 1,4% - 0,3% Bucelas 205 3,4% - 0,0% 195 7,7% - 0,0% 203 8,4% - 0,5% Camarate ,9% - 1,9% ,0% - 3,7% ,7% - 4,4% Fanhões 115 0,9% - 0,0% 131 4,6% - 0,0% 130 6,2% - 0,0% Frielas 61 3,3% - 0,0% 78 6,4% - 0,0% 87 3,4% - 2,3% Loures ,0% - 0,3% ,0% - 0,3% ,9% - 0,3% Lousa 131 3,1% - 0,0% ,5% - 0,0% 110 8,2% - 0,0% Moscavide 425 6,1% - 0,2% 440 5,2% -0,0% 450 1,3% - 0,0% Portela 245 4,5% - 0,0% ,9% -1,3% ,4% - 0,4% Prior Velho ,2% -3,9% ,0% - 0,0% ,8% - 0,4% Sacavém ,1% - 1,8% ,1% - 2,2% ,7% - 1,2% Santa Iria da 566 6,0% - 0,2% 571 4,4% - 0,2% 583 0,9% - 0,0% Santo Antão ,4% - 1,2% ,0% - 0,0% ,3% - 0,0% Santo ,5% - 1,0% ,0% - 0,7% ,6% - 0,8% São João da 710 8,3% - 1,5% 725 9,5% - 3,3% 697 7,2% - 1,9% São Julião ,2% - 0,5% ,2% - 0,5% Unhos ,9% - 0,9% 611 9,5% - 1,1% ,6% - 0,6% Concelho ,6% - 1,0% ,3% - 1,3% ,0% - 1,0% Fonte: CML/DSC/DEJ/AGRE - no 1º Ciclo, as freguesias do Prior-Velho (21.8%), S.Julião do Tojal (18.2%), Sto. Antão do Tojal (16.3%) e Unhos (15.6%) apresentam os valores mais elevados de retenção escolar no ano lectivo 2004/2005. Pela evolução das taxas desde 2002/2003, um destaque também para as freguesias da Apelação e Camarate. Em relação à freguesia da Portela, um olhar particular a conhecer no terreno, deverá ser dado à freguesia da Portela pela evolução da sua taxa de retenção dos alunos do 1º Ciclo: em 2002/2003, foi de 4,5%, passando no ano seguinte para os 23,9%, e voltando a descer em 2004/2005, para 13,4%. Quanto à Taxa de Abandono a oscilação é grande, em 2002/2003 a freguesia do 130
131 Prior Velho surge com (3,9%) seguindo-se a Apelação com (2,7%), proximamente estão as Taxas das Freguesias de Camarate (1,9%) e Sacavém (1,8%). No ano lectivo de 2003/2004 é nas freguesias de Camarate e S. João da Talha (3,7%) e (3,3%) respectivamente que há o maior número de abandonos escolares, sendo também elevada a taxa em Sacavém e na Bobadela, com (2,2%) e (2,1%). Camarate é a freguesia que no ano lectivo de 2004/2005 apresenta a taxa mais elevada de abandono escolar (4,4%), a maior de todos os períodos em análise. Quadro 24 Evolução da Retenção e Abandono Escolar dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico por freguesia no Concelho 2002 / / / 2005 Freguesia Frequência Retidos Frequência Retidos Frequência Retidos /Abandonos /Abandonos /Abandonos Apelação ,7% - 5,8% ,6% - 5,9% Bobadela ,4% - 0,8% ,7% - 1,6% ,3% - 0,2% Bucelas ,9% - 1,4% ,8% - 0,3% ,0% - 1,4% Camarate ,8% - 2,1% ,5% - 0,8% ,0% - 0,7% Fanhões 65 0,0% 75 1,3% - 0,0% 47 0,0% - 0,0% Loures ,5% - 1,7% ,6% - 0,6% ,7% - 0,8% Portela ,1% - 0,8% ,7% - 0,6% ,3% - 3,7% Sacavém ,9% - 0,6% ,3% - 3,9% ,0% - 5,2% Santa Iria da Azóia ,0% - 0,5% ,9% - 0,6% ,9% - 0,6% Santo Antão do Tojal 33 15,2% - 3,0% 26 0,0% - 0,0% 13 0,0% - 0,0% Santo António dos Cavaleiros ,8% - 0,8% ,7% - 1,6% ,3% - 1,5% São João da Talha 72 18,1% - 4,2% ,1% - 2,1% Unhos ,4% - 2,0% ,0% - 2,9% ,5% - 1,1% Concelho % - 1,3% ,8% ,5% -1,6% Fonte: CML/DSC/DEJ/AGRE - nos 2º e 3º ciclos, em 2003/2004, a taxa de abandono escolar, na freguesia de Camarate apresenta uma subida significativa: de 5,8%, em 2002/2003 para 26,5% no ano em análise. A freguesia de Unhos surge também com um 131
132 aumento expressivo, de 17,4% para 26%. Em relação ao número de alunos retidos, no ano lectivo de 2004/2005 a taxa de retenção situa-se acima dos 20%, nas freguesias de Bucelas (22%), Loures (22.7%), Sacavém (22%) e S. João da Talha (20.1%), destacando-se a freguesia de Unhos com 32.5%; Em síntese, pode-se dizer que: os valores das taxas de retenção e abandono são tanto mais elevados quanto mais elevado é o nível de ensino em que nos situamos; a média das taxas de retenção foi mais elevada na Zona Oriental em todos os graus de ensino; a média das taxas de abandono foi mais elevada na zona oriental, no ensino básico e que o secundário apresenta valores idênticos nas Zonas Norte Urbana e Oriental. - no ensino secundário, os dados existentes até ao ano lectivo 2003/2004 mostram um decréscimo do número de alunos retidos, situando-se no ano referido, nos 20.9% na zona oriental e 19.5% na zona norte urbana. Quanto ao abandono escolar, tem-se verificado igualmente um decréscimo da taxa, conforme gráfico que a seguir se apresenta. Gráfico 2 Evolução da Taxa de Abandono no Ensino Secundário por zonas, no concelho de Loures 1999/ / / /04 Zona Norte Urbana 4,8% 8,5% 7,7% 5,5% Zona Oriental 4,2% 7,8% 7,1% 7,3% Fonte: DEJ/AGRE À data da elaboração do Diagnóstico Social não se encontravam ainda disponíveis, os dados relativos ao ano lectivo 2005/2006, contudo no momento da revisão final do 132
133 documento é possível apresentar o quadro com alguns resultados, cedido pela Coordenação Educativa de Lisboa Oriental, por forma a ilustrar a situação: Quadro 25 - Resultados relativos ao ano lectivo 2005/2006 Cursos Gerais Escola Progressão Retenção Abandono EBI da Apelação 74,5% 18,9% 6,6% EB 2,3 da Bobadela 81,3% 18,7% 0,0% EBI de Bucelas 80,8% 18,7% 0,5% EB 2,3 Mário de Sá Carneiro 76,2% 18,7% 0,5% EB 2,3 Alto do Moinho 68,6% 27,4% 4,0% EB 2,3 General Humberto Delgado 73,7% 24,4% 1,9% EB 2,3 João Villaret 85,0% 14,2% 0,9% EB 2,3 Luís de Sttau Monteiro 84,1% 14,7% 1,2% EB 2,3 Gaspar Correia 85,3% 13,1% 1,6% EB 2,3 Bartolomeu Dias 73,9% 13,1% 1,6% EB 2,3 de Santa Iria de Azóia 82,7% 17,2% 0,1% EB 2,3 Maria Veleda 76,9% 15,1% 8,0% EB 2,3 Jorge de Barros 76,4% 21,7% 1,9% ES de Camarate 74,7% 17,4% 7,9% ES Dr. António Carvalho de Figueiredo 57,4% 41,5% 1,1% ES José Cardoso Pires 66,6% 28,8% 4,6% ES da Portela 91,2% 8,8% 0,0% ES de Sacavém 54,6% 36,8% 8,7% ES de São João da Talha 79,1% 20,9% 0,0% ENSINO SECUNDÀRIO ES de Camarate 48,8% 35,7% 15,5% ES Dr. António Carvalho de Figueiredo 51,5% 38,4% 10,1% ES José Cardoso Pires 67,4% 30,9% 1,7% ES da Portela ES de Sacavém ES de São João da Talha 59,6% 30,8% 9,6% ES José Afonso 52,2% 32,9% 14,9% Fonte: Coordenação Educativa de Lisboa Oriental / Janeiro Em geral, e a título provisório aponta-se a existência duma taxa de progressão escolar em todos os níveis de ensino a partir do 2º ciclo (inclusive), abaixo da média nacional. 1.3 Problemas e Pistas orientadoras para a acção Complementando a reflexão até aqui realizada, apresentam-se de seguida os resultados do Grupo de Trabalho criado, no âmbito do Diagnóstico Social, para a identificação dos problemas e pistas orientadoras para a intervenção. 133
134 Quadro 26 Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção identificados na área do Absentismo, Abandono e Insucesso Escolar P ROBLEMAS I DENTIFICADOS T IPOS DE INTERVENÇÃO A BSENTISMO, ABANDONO E I NSUCESSO E SCOLAR Falta de Acompanhamento Familiar Insuficiência de equipamentos para ocupar os tempos livres após o 1º ciclo de escolaridade Pouca valorização atribuída pelos pais à escolarização Dificuldade em articular a família/recursos disponíveis/ horários Conteúdos escolares pouco adaptados à realidade Dificuldade de integração de algumas comunidades Falta de acompanhamento articulado ás famílias carenciadas Elevado número de diagnósticos tardios para casos de deficiência ou necessidades educativas especiais Falta de formação dos técnicos para as questões do desenvolvimento infantil Aumentar o número de Gabinetes de Apoio para articular Família/Alunos Implementar em todo o Concelho o Atendimento Integrado Alargar a Orientação Vocacional a um maior número de jovens Promover a Formação especifica para técnicos que trabalhem com crianças e jovens Aumentar a aproximação dos pais às escolas e às instituições Divulgar a legislação que prevê as ausências ao serviço dos encarregados de educação para presença na escola Maior informação parental PRIORIDADES Dotar as escolas de equipas multidisciplinares. Aproximação dos pais às escolas e instituições. Às prioridades identificadas pelo Grupo de Trabalho, acrescem ainda duas outras identificadas no âmbito do processo de revisão deste documento. A saber: Universalizar a ocupação dos tempos livres para os 1º e 2º ciclos. Criar equipas multidisciplinares de técnicos de apoio às famílias e às escolas. 134
135 Pelo exposto, constata-se a necessidade de intervenção ao nível do insucesso escolar repetido e do abandono escolar, em crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem e de adaptação à escola. As questões relativas ao Absentismo, ao Abandono e ao Insucesso Escolar não podem ser vistas de forma isolada. Estes factores encadeiam-se entre si, o absentismo, culmina muitas vezes em abandono escolar precoce, e mesmo que tal não aconteça, o sucesso escolar está na maioria das vezes comprometido. O Programa de Enriquecimento Curricular do Ministério da Educação 55 deverá funcionar como mais um recurso no percurso escolar das crianças, neste caso para o 1º Ciclo do Ensino Básico, conferindo uma adaptação dos horários escolares, através de parcerias levadas a cabo para o efeito, com o ensino de outras disciplinas. No concelho de Loures, há a articulação em todos os agrupamentos de Escolas, não estando à data ainda determinado o número de alunos que estão a frequentar as actividades do enriquecimento curricular. Os Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), podem surgir no contexto desta problemática, como um importante recurso a considerar. A mediação escolar e a prevenção estão na base da criação destes gabinetes. O acompanhamento de situações especificas do aluno que ultrapassam o âmbito do professor ou director de turma. Este gabinete não sendo alheio a estes surge como complemento, fazendo a articulação com a própria família. No concelho carecem recursos financeiros para a sua criação e manutenção, sendo que o recurso a estagiários é uma solução apontada para o seu funcionamento, constatando-se porém que está longe de ser a ideal, uma vez que findo o prazo do estágio, os técnicos saem e como eles, quebram-se os laços de confiança entretanto criados. Caso não se consiga viabilizar este tipo de recurso, orientado pelo Instituto de Apoio à Criança, assume-se como prioritário dotar as escolas de equipas multidisciplinares, que favoreçam as articulações e um envolvimento mais próximo dos pais com a escola assim como com as instituições. Reforça-se que os comportamentos de risco a que muitas crianças estão expostas, quer, pelas próprias famílias, quer muitas vezes durante os tempos em que não estão abrangidos pelos horários escolares, é determinante também para o insucesso escolar. 55 Despacho 12591/2006, 2ª Série de 16 de Junho. 135
136 Justificando a necessidade de se criarem parcerias com o objectivo de desenvolver mais espaços de ocupação dos tempos livres para crianças dos 2º e 3º Ciclos. Embora não existam dados concretos sobre a correlação entre o abandono escolar e a criminalidade ou com outros comportamentos desviantes, é um facto que a maior prevalência dessas atitudes desviantes ocorra em zonas onde o abandono escolar é mais elevado. Ainda no contexto desta problemática acrescem as dificuldades na conciliação entre a vida profissional e familiar, com maior incidência nas situações onde se verifica a existência de trabalho por turnos ou o trabalho precário, sendo esta situação mais agudizada quando se tratam de famílias monoparentais e com poucos recursos económicos. Também no seio desta temática foi igualmente referida a necessidade de aproximação entre as escolas e as empresas, contudo este assunto foi desenvolvido na problemática do Desemprego e Formação Profissional. Referências Bibliográficas Câmara Municipal de Loures (2006), Carta Educativa do Município de Loures. Loures: Departamento de Planeamento Estratégico. Coordenação Educativa de Lisboa Oriental (2007), Evolução da População Escolar nas Escolas do Concelho de Loures: breve relatório. Lisboa. Ministério da Educação, consultado entre Maio 2006 e Março Ministério da Educação / Gabinete de Informação e Avaliação do Sistema Educativo, consultado entre Maio 2006 e Março Ministério do Trabalho e da Segurança Social / Instituto do Emprego e da Formação Profissional, consultado Fevereiro e Março Ministério da Educação / Direcção-Geral de Formação Vocacional, consultado entre Fevereiro e Março
137 2. Acesso e Qualidade da Habitação Quadro 27 Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção identificados na área do Acesso e Qualidade da habitação PROBLEMAS IDENTIFICADOS TIPOS DE INTERVENÇÃO Acesso e qualidade de habitação Parque habitacional envelhecido e degradado Existência de Núcleos de Barracas: Bairro Quinta da Serra Bairro Quinta das Mós Bairro da Torre Bairro S. João da Talha Bairro do Talude Militar Bairro da Quinta da Vitória Elevado nº de pedidos de habitação Sobreocupação das Habitações Insuficiência do mercado habitacional Mercado habitacional com custos demasiado elevados face ao poder de compra dos jovens, conduzindo à sua saída do concelho Existência de Áreas Urbanas de Génese Ilegal Existência de três Bairros Municipais problemáticos, ao nível da utilização anómala dos fogos e espaços comuns e ao nível da insegurança e conflitualidade: Quinta do Mocho Quinta da Fonte Quinta das Sapateiras Sensibilização dos proprietários para a realização de obras de conservação do edificado Cumprimento do Programa Especial de Realojamento Erradicação de barracas até 2009 Sensibilização da população a realojar e já realojada em Bairros Municipais para a correcta utilização do fogo, bem como dos espaços comuns dos edifícios Promover ocupações de tempos livres pós-escolar, bem como actividades associativas para jovens desempregados Levantamento exaustivo para caracterizar o perfil dos jovens que saem do concelho Acelerar a legalização tanto dos bairros de génese ilegal, como das suas construções Promover programas de incentivo para a conservação dos núcleos antigos PRIORIDADES Levantamento exaustivo para caracterizar o perfil dos jovens que saem do concelho Acelerar a legalização tanto dos bairros de génese ilegal, como das suas construções Cumprimento do Programa Especial de Realojamento Erradicação de barracas até
138 O problema da habitação encontra grande relevância no Concelho de Loures, face ao reflexo que tem na qualidade de vida da população, tanto pela precariedade dos espaços físicos, como pelos problemas sociais que suscita. A habitação está consagrada na Constituição da República Portuguesa como um direito que assiste a todos, sendo entendida como uma necessidade básica a satisfazer. Sendo a habitação um requisito primário da condição humana, as condições de habitabilidade podem ser um mecanismo gerador de situações de pobreza e de maior vulnerabilidade à exclusão social, podendo assim contribuir para desajustamentos familiares e sociais. A temática da habitação no Concelho de Loures é transversal à maioria das freguesias, tendo os problemas habitação degradada e insuficiência do mercado habitacional maior incidência na zona norte do Concelho (Fanhões, Stº Antão do Tojal, S. Julião do Tojal, Bucelas). De acordo com os Diagnósticos das Comissões Sociais de Freguesia, os problemas identificados difundem-se pelas diversas freguesias, apesar de em S. João da Talha, Stª Iria da Azóia, Bobadela e Stº António dos Cavaleiros não existir grande referência a esta problemática. Antes de proceder à análise dos problemas identificados pelo grupo de trabalho, e aos possíveis tipos de intervenção, é fundamental explorar o parque habitacional do Concelho de Loures, caracterizado por situações bastante díspares, como é o caso dos bairros de génese ilegal e de barracas, da problemática do realojamento, do parque habitacional degradado e da pouca oferta habitacional. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (2001), e em termos gerais, cerca de 20% do parque edificado concelhio foi construído depois de 1986, sendo que 5% apareceu entre 1996 e Na freguesia da Portela, o edificado data de 1971, com maior incidência entre os anos de 1981 e Se por um lado, as freguesias de S. João da Talha, S. Julião do Tojal e Stª Iria da Azóia apresentam um parque habitacional relativamente recente, por outro lado, existem as freguesias de Moscavide, Bobadela, Bucelas, Lousa, Prior Velho, Sacavém e Stº Antão do Tojal, cujos edifícios surgiram, na sua maioria, até De destacar, no entanto, que as freguesias de Prior Velho e Sacavém também detêm um edificado mais recente, que emergiu entre 1996 e
139 Gráfico 3 Época de Construção dos Edifícios, por Freguesia, % 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Loures Apelação Bobadela Bucelas Camarate Fanhões Frielas Loures antes Lousa Moscavide Portela Prior Velho Sacavém Sta Iria da Azoia Sto Antão do Tojal Sto Ant. dos Cavaleiros Sto João da Talha Sto Julião do Tojal Unhos Fonte:INE Em 2001, o número total de edifícios era cerca de , o que significa um crescimento global de 6,7% face a 1991, sendo as freguesias responsáveis por este crescimento: Apelação, Bobadela, Fanhões, Frielas, Loures, Prior Velho, Stª Iria da Azóia, Stº Antão do Tojal e Unhos. 139
140 Gráfico 4 Total de Edifícios entre 1991 e Apelação Bobadela Bucelas Camarate Fanhões Frielas Loures Lousa To tal de Edifício s To tal de Edifício s Moscavide Portela Prior Velho Sacavém Sta Iria da Azóia Sto Antão do Tojal Sto Ant. dos Cavaleiros Sto João. da Talha S. Julião. do Tojal Unhos Fonte: INE Considerando os dados fornecidos pelo INE, em 2001, o concelho de Loures detinha um total de alojamentos 56, sendo que cerca de 98,5% são alojamentos clássicos 57, que na sua grande maioria se encontram ocupados (90%). Loures (10.653) e Stº António dos Cavaleiros (9.985) são as freguesias com maior número de alojamentos, seguindose Camarate, Sacavém, Stª Iria da Azóia e S. João da Talha. 56 O Instituto Nacional de Estatística entende que um alojamento é um local distinto e independente que, pelo modo como foi construído, reconstruído, ampliado ou transformado, se destina à habitação humana e, no momento censitário, não está a ser utilizado totalmente para outros fins; ou qualquer outro local que, no momento censitário, estivesse a ser utilizado como residência de pessoas. 57 Alojamento familiar clássico significa divisão ou conjunto de divisões e seus anexos que, fazendo parte de um edifício com carácter permanente ou sendo estruturalmente separado daquele, pela forma como foi construído, reconstruído ou reconvertido se destina à habitação permanente de uma família, não estando no momento censitário a servir totalmente para outros fins. 140
141 Quadro 28 Estrutura dos Alojamentos, segundo o Tipo, por freguesia, 2001 Zona Geográfica Total de Alojamentos Alojamentos Clássicos Outros Alojamentos Alojamentos Colectivos Ocupados Vagos LOURES Apelação Bobadela Bucelas Camarate Fanhões Frielas Loures Lousa Moscavide Portela Prior Velho Sacavém Santa Iria de Azoia Santo Antão do Tojal Sto Ant. Cavaleiros São João da Talha São Julião do Tojal Unhos Fonte: INE De uma forma geral, o saneamento básico, o abastecimento de água e o fornecimento de energia eléctrica abrangem a quase totalidade do concelho, com 99%, 98,8% e 99,8%, respectivamente, como é possível verificar no quadro seguinte. 141
142 Quadro 29 Instalações nos alojamentos de Residência Habitual, 2001 Zona Geográfica C/ electricidade S/ electricidade C/ água S/ água C/ esgotos S/ esgotos Total Valor % Valor % Valor % Valor % Valor % Valor % LOURES , , , , , ,0 Apelação ,9 1 0, ,8 4 0, ,8 3 0,2 Bobadela ,0 0 0, ,9 2 0, ,9 2 0,1 Bucelas ,4 11 0, ,9 72 4, ,8 56 3,2 Camarate ,4 36 0, , , ,8 78 1,2 Fanhões ,0 0 0, ,6 32 3, ,3 7 0,7 Frielas ,3 6 0, ,9 36 4, ,2 16 1,8 Loures ,9 8 0, ,0 82 1, ,2 71 0,8 Lousa Moscavide Portela Prior Velho Sacavém Santa Iria de Azóia Santo Antão do Tojal São João da Talha ,6 5 0, ,4 43 3, ,2 34 2, ,0 1 0, ,9 3 0, ,9 4 0, ,0 1 0, ,3 33 0, ,5 27 0, ,7 30 1, , , ,7 54 2, ,9 9 0, ,5 29 0, , , ,9 7 0, ,4 38 0, ,6 27 0, ,7 5 0, ,4 38 2, ,1 27 1, ,8 14 0, ,7 21 0, ,3 40 0,7 São Julião do Tojal ,6 5 0, ,1 34 2, ,9 13 1,1 Sto António Cavaleiros ,0 2 0, ,9 10 0, ,9 6 0,1 Unhos ,6 13 0, ,4 54 1, ,9 73 2,1 Fonte: INE, Censos da população e habitação (resultados provisórios Maio 2002) No concelho de Loures, o fenómeno da construção ilegal iniciou-se a partir da década de 50, como consequência das migrações em massa de populações do interior do País para as grandes cidades, decorrendo até meados dos anos 80. No entanto, foi na década de 70 que o número de habitações ilegais disparou, muito por consequência do regresso das populações que viviam nas ex-colónias. Durante 30 anos o território transformou-se, tendo cerca de 12 quilómetros quadrados de Áreas Urbanas de Génese Ilegal (AUGI), o que representa 7% de toda a área do Concelho. Esta transformação do solo, não planeada e completamente divorciada das estratégias de desenvolvimento municipal e das regras legais e regulamentares aplicáveis, originou estruturas urbanas com diversas patologias: ocupação de solos impróprios para construção, ausência de preocupações quanto a infra-estruturas básicas, ausência de espaços para equipamentos sociais e zonas verdes, ausência de hierarquia viária, entre tantas outras. 142
143 Assim, de acordo com informação fornecida pela CML/Direcção de Projecto de Áreas Urbanas de Génese Ilegal (DPAUGI), de Fevereiro de 2006, no Concelho de Loures existem 137 núcleos clandestinos, que se estendem por mais de 912 hectares de território, e que correspondem a fogos e a uma população estimada de 66 mil habitantes. Dos 137 núcleos clandestinos, 39 têm alvará emitido, o que representa cerca de 206,9 hectares e 4853 fogos. Existem também os processos de legalização de iniciativa privada (processo levado a cabo pelas Comissões de Administração de um ou vários bairros), que perfaz um total de 21 núcleos, o que corresponde a 166,2 hectares e 4814 fogos. A legalização de um bairro de génese ilegal parte ou da iniciativa privada ou da iniciativa municipal. No primeiro caso, a Comissão de Administração de um ou vários bairros contrata uma equipa privada para a realização de um projecto de reconversão, que deverá estar de acordo ou ter aproximação ao Plano Director Municipal (PDM) e aos Planos de Urbanização (PU). Depois do projecto de loteamento estar finalizado, é objecto de aprovação em Reunião de Câmara, para emissão do respectivo alvará (este deve ser emitido até um (1) ano após a aprovação em Reunião de Câmara). O registo do alvará na Conservatória e a divisão da coisa comum (divisão dos lotes comuns) afiguram-se como os últimos passos do processo de legalização de um bairro. No segundo caso, isto é, quando se trata de iniciativa municipal, é a autarquia que contrata uma equipa técnica para elaboração do projecto. Este projecto, por sua vez, é levado à Assembleia de Proprietários para apreciação e imputação de despesas. Os passos seguintes são iguais aos referidos anteriormente para a iniciativa privada. A grande maioria dos bairros é recuperável, ou tem recuperação condicionada, no entanto, a fatia de bairros que não poderão ser legalizados é bastante significativa (cerca de 20%). Se por um lado, as freguesias de Moscavide, Portela e Prior Velho não têm registo de bairros ilegais, por outro, Camarate, Stª Iria da Azóia e S. João da Talha são as freguesias que têm mais bairros em clandestinidade. Os bairros e os fogos irrecuperáveis, condição mais preocupante, existem, com mais incidência, nas freguesias de S. Julião do Tojal e Stº Antão do Tojal. 143
144 Quadro 30 Bairros de Génese Ilegal, segundo o estado geral do bairro, por freguesia, 2004 Área de Génese Ilegal (m²) Bairros de Génese Ilegal (n.º) Fogos em Génese Ilegal (n.º) Zona Geográfica Irrecuperável Recuperação Condicionada Recuperável Irrecuperável Recuperação Condicionada Recuperável Irrecuperável Recuperação Condicionada Recuperável LOURES Apelação Bobadela Bucelas Camarate Fanhões Frielas Loures Lousa Moscavide Portela Prior Velho Sacavém Santa Iria de Azóia Santo Antão do Tojal Santo António dos Cavaleiros São João da Talha São Julião do Tojal Unhos Fonte: CML/DPAUGI Uma das medidas mais significativas para a resolução do problema dos bairros de génese ilegal foi a mudança do enquadramento legal, visto que a Lei 91/95 de 2 de Setembro de 1991, sofreu alterações introduzidas pela Lei 165/99 de 14 de Setembro de 1999 e, posteriormente, pela lei 64/2003 de 24 de Agosto de Esta Lei vem introduzir um novo ordenamento legal nas AUGI, mais de acordo com os interesses das autarquias e das populações envolvidas. Este novo regulamento, veio facilitar a clarificação de procedimentos, conferindo aos municípios a possibilidade de responderem às solicitações dos residentes, principalmente no que concerne aos licenciamentos de obras particulares em loteamentos sem alvará. Em simultâneo com a alteração da legislação, a Câmara Municipal de Loures, aprovou igualmente o 144
145 Regulamento Municipal para a Recuperação e Legalização dos Bairros de Génese Ilegal, que entrou em vigor no final de Um dos tipos de intervenção identificados está em consonância com o papel determinante que este regulamento veio desempenhar, já que permite simplificar e acelerar o processo de recuperação e legalização tanto dos bairros de génese ilegal, como das suas construções. O problema do parque habitacional envelhecido e degradado coloca-se com mais relevância nas freguesias de Sacavém e Prior Velho, apesar de se fazer notar também nas freguesias de Stº António dos Cavaleiros, Stº Antão do Tojal, S. Julião do Tojal e Bucelas, ainda que de uma forma mais subtil. Nas duas primeiras freguesias existem as denominadas vilas, que são casas térreas, juntas, separadas por um corredor, que no final tem um portão comum aos diversos vizinhos. É uma configuração antiga, ocupada por muitas famílias, na grande maioria dos casos há mais de 30 anos, privilegiando as relações de vizinhança. Trata-se de arrendamento privado, extremamente degradado e com rendas muito baixas, que estando sujeito a uma forte regulamentação jurídica, faz com que os senhorios percam o interesse pela manutenção e reabilitação das casas arrendadas, resultando a actual situação de degradação de uma parte considerável do parque habitacional concelhio. Esta situação carece de uma rápida resolução, podendo a mesma passar pela sensibilização dos proprietários para a realização de obras de conservação do edificado, com recurso a programas de financiamento para o efeito, ou à promoção de programas de incentivo para a conservação destes núcleos antigos. A existência de núcleos de barracas foi outro dos problemas identificados, sendo o tipo de intervenção apontado o cumprimento do Programa Especial de Realojamento Erradicação de Barracas até Dado que se trata de um problema com contornos graves, tendo em conta que o número de barracas ter vindo a crescer substancialmente desde a década de 80, foi criado o Programa Especial de Realojamento (PER), pelo DL Nº 163/93 de 7 de Maio, alterado pelo DL Nº271/2003, de 28 de Outubro, permitindo às Câmaras Municipais dos Concelhos das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, procederem à erradicação das barracas e ao realojamento das famílias residentes. As autarquias podem promover, quer 145
146 a construção nova, quer a construção de fogos ou a sua reabilitação, com a participação financeira de 50% a fundo perdido, através do Instituto Nacional de Habitação (INH), sendo os restantes 50% da responsabilidade da Autarquia. Na sequência deste programa foi criado o Programa Especial de Realojamento Famílias (PER-Famílias) pelo DL 79/96 de 20 de Junho, permitindo aos agregados familiares identificados no PER, adquirirem habitação (a preço máximo controlado por portaria publicada anualmente pelo Governo), de acordo com a sua tipologia, com comparticipação financeira do INH - cerca de 40% - e no caso concreto da Câmara Municipal de Loures - ficou estabelecido em Reunião de Câmara que comparticiparia com 20% - sendo o restante valor suportado pelas famílias. Segundo dados recolhidos junto da CML/Divisão Municipal de Habitação, o concelho de Loures tem, ainda, uma grande fatia de agregados familiares registados no PER, a residir em núcleos de barracas, distribuídos pelas freguesias de Camarate, Frielas, Loures, Portela, Prior Velho, Sacavém, S. João da Talha, S. Julião do Tojal e Unhos. Existem também, cerca de 500 agregados familiares, que não estão integrados no Programa Especial de Realojamento (PER), o que significa que não serão realojados ao abrigo daquele Programa. Quadro 31 Situação dos Bairros de Barracas com agregados registados e não registados no Programa Especial de Realojamento Bairros Previsão de Erradicação do Bairro Agregados Familiares registados no PER (1993) Estimativa dos Agregados a realojar (Setembro/2006) Agregados Familiares não registados no PER Bairro da Torre (actualização em curso) Talude Militar Bairro Qtª da Serra Bairro Qtª da Vitória Bairro S. João da Talha Bairro Qtª das Mós Bairro do Zambujal Total Fonte: CML /DMH 146
147 Ao processo de realojamento, e visto que esta Câmara Municipal ainda está em fase de cumprimento do PER, estão inerentes verdadeiras acções de pedagogia, que deverão ser dinamizadas através de diversas abordagens com a população, e que também foram nomeadas como tipos de intervenção: - acções de esclarecimento e de informação sobre várias temáticas (apropriação dos espaços domésticos/comuns, relações de vizinhança, renda, gestão do orçamento familiar, etc,) - estabelecer uma relação de entendimento privilegiado entre as Associações, outros intervenientes e a Autarquia, reconhecendo o papel dessas como crucial nas dinâmicas comunitárias Actualmente, mais de metade do Programa Especial de Realojamento encontra-se cumprido, sendo que a Divisão Municipal de Habitação (DMH) da Câmara Municipal de Loures, entre os fogos de realojamento no âmbito do PER e outros adquiridos ao abrigo de protocolos, perfaz um somatório de 2371 fogos. Destes 2371, 2127 encontram-se atribuídos a agregados familiares residentes em 13 bairros municipais. Acrescem, ainda, 132 fogos denominados Unidades de Realojamento, criadas de raiz ou de fogos adaptados. Além do património em Bairros Municipais, a DMH tem 92 fogos dispersos pelo concelho e 20 fora do concelho. Em termos do património municipal, foram identificados alguns problemas, que se prendem com a utilização anómala dos fogos e espaços comuns, bem como com problemas ao nível da insegurança e da conflitualidade, nomeadamente nos Bairros da Quinta do Mocho, Quinta da Fonte e Quinta das Sapateiras. 147
148 Quadro 32 Enquadramento Geral dos Bairros Municipais de Loures Bairros Municipais Enquadramento Geral dos Bairros Urbanização Quinta das Sapateiras (Loures) surge no seguimento do protocolo para a aquisição de fogos, estabelecido ao abrigo do Acordo de Colaboração entre o IGHAPE 58, o INH, a JAE 59, o Metropolitano de Lisboa e o Município de Loures constituído por 201 fogos, distribuídos por 7 lotes (Tipologias 1, 2 e 3) o processo de realojamento teve inicio em finais de 1993 Urbanização Quinta do Mocho (Sacavém) foi celebrado o Protocolo de construção da Quinta do Mocho ao abrigo do disposto no DL nº163/93 de 7 de Maio (PER), entre o INH, o município de Loures, a IORU e a SOCONSTROI Sociedade de Construções. constituído por 680 fogos (615 atribuídos a agregados familiares e 251 são quartos em unidades residenciais), distribuídos por 91 lotes (Tipologias 1, 2, 3, 4 e 5) 1ª fase do processo de realojamento: Abril/2000 Conclusão: Março/2002 construído ao abrigo do DL nº163/93 de 7 de Maio (PER) Urbanização Quinta da Fonte (Apelação) constituído por 554 fogos (503 atribuídos a agregados familiares, sendo os restantes, unidades residenciais), distribuídos por 54 lotes (tipologias 2 e 3) o processo de realojamento teve inicio em 1996 Em 2004, a Divisão Municipal de Habitação realizou um Estudo Sociológico da População Residente em Bairros Municipais, onde os três bairros referidos estavam incluídos e cujas conclusões permitem reforçar os problemas evidenciados em cima. De acordo com aquele estudo, por espaços comuns deve entender-se as entradas, as escadas e os patamares dos edifícios, que apresentam níveis de degradação e de sujidade bastante elevados. Assim, a manutenção e conservação dos fogos e dos edifícios são avaliadas de forma bastante negativa por parte dos residentes destas urbanizações. Uma ideia importante que pode justificar a avaliação negativa feita pelos inquiridos passa pelo facto daqueles atribuírem a manutenção e conservação dos edifícios à acção da Autarquia e nunca aos comportamentos de utilização/apropriação inadequada dos espaços interiores e exteriores às habitações. Uma possível resolução deste problema, 58 Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado 59 Junta Autónoma de Estradas 148
149 seria apostar fortemente nas acções de sensibilização à população a realojar e já realojada, cujos conteúdos fossem definidos em função da correcta utilização do fogo e dos espaços comuns dos edifícios. A outra vertente do problema aborda as questão da insegurança e da conflitualidade, já que, ainda de acordo com o estudo focado, os serviços de segurança (Esquadra, PSP, policiamento) são apontados como uma primeira prioridade nas Urbanizações Qtª do Mocho e Qtª da Fonte. A conflitualidade percepcionada nestas urbanizações está associada, em primeira instância, a substâncias lícitas e ilícitas, sendo os jovens os principais geradores do conflito. Finalmente, é unânime a existência de determinados locais mais propícios à ocorrência de conflitos, tais como cafés, ou outros espaços onde se pratica venda/consumo de álcool, que inseridos em contexto residencial, são identificados como potenciadores de conflitualidade. Os efeitos da insegurança reflectem-se na vida quotidiana da população, na medida em que os residentes privam-se de sair de casa à noite, evitam a frequência de certas zonas do Bairro e impedem as crianças de sair de casa à noite. Contornar este problema, passa por dar ocupação aos jovens, que no período pós-escolar ficam nas ruas e nos cafés a provocar desacatos entre os residentes, e por desenvolver actividades associativas e formativas para os jovens desempregados (que na maioria das vezes ainda estão em idade escolar). Pode, ainda, enunciar-se outra das conclusões do estudo em causa, pois reflecte bem o tipo de preocupação a ter em conta de futuro para evitar problemas análogos. (...) é necessário reflectir sobre a eficácia das formas de realojamento levadas a cabo pelo Município, tendo em conta a estruturação de novos modos de vida, através da aquisição de certos padrões de convivialidade e de integração social, por forma a promover-se com maior eficiência o seu enquadramento. (...) A intervenção deverá ponderar a (re)inserção social como um processo integrado e complexo, envolvendo, não só a Autarquia, mas toda a comunidade local. (GES, 2004) Outros dois problemas identificados após a reunião do grupo de trabalho restrito foram o elevado número de pedidos de habitação e a sobreocupação das habitações que, em última análise, conduzem inevitavelmente à procura de habitação. A procura de habitação corresponde a determinadas necessidades humanas e à satisfação dessas mesmas necessidades. São, pois, necessidades básicas de abrigo/protecção, de isolamento e de relação. Esta satisfação, na 149
150 maioria dos casos, consiste numa melhoria substancial das condições de vida, visto que mais de metade dos pedidos de habitação advém de pessoas que residem em barracas, anexos e casas de piso térreo, sem as mínimas condições de habitabilidade asseguradas. Actualmente, a Câmara Municipal de Loures não detém qualquer resposta para este tipo de procura / necessidade, encontrando-se a cumprir exclusivamente o Programa Especial de Realojamento. Os dados disponibilizados pela CML/DMH, permitem verificar que desde o ano 2000 até ao presente, são os indivíduos residentes nas freguesias de Camarate (125), Loures (70), Stª António dos Cavaleiros (59), Unhos (55) e Sacavém (47) os que mais requerem habitação junto aos diversos Gabinetes de Bairro (Divisão Municipal de Habitação). Quadro 33 Pedidos de Habitação do Concelho Freguesia Ano Set Total Loures S. Julião do Tojal S. Antão do Tojal Bucelas Lousa Unhos Fanhões Bobadela Sto António Cavaleiros Frielas Sta Iria da Azoia Apelação Camarate Sacavém Portela Moscavide Prior Velho S. João da Talha Fora do Concelho Total Fonte: CML/DMH 150
151 O conceito de necessidades habitacionais ou procura de habitação também se inscreve numa lógica que acentua a provisão social de habitação não enquadrada nas necessidades de mercado. No entanto, o défice habitacional e a evolução das políticas habitacionais indicam que não é possível ignorar a lógica de funcionamento dos mercados. Este défice habitacional deve-se, em grande parte, a uma falha de oferta de habitação adequada e acessível aos diferentes estratos de rendimento, a qual está associada ao bloqueio das escolhas do regime de ocupação de habitação por parte de muitas famílias. Destes constrangimentos, resulta a dificuldade de muitos indivíduos ao acesso a habitação condigna e a custos razoáveis. Esta ideia remete para o problema do mercado habitacional com custos demasiado elevados face ao poder de compra, principalmente, dos jovens, promovendo a sua saída do Concelho. Os indivíduos que adquirem casa própria tendem a possuir rendimentos acima da média, o que significa que as famílias de menores recursos têm fraco acesso ao crédito formal à habitação, tendo de encontrar outros recursos para as suas necessidades habitacionais, se quiserem responder à oferta efectiva de fogos existente no mercado da habitação (Barros e Santos:40). A saída dos jovens do Concelho de Loures suscita preocupação, pois de acordo com um estudo realizado pela Área de Investigação Social Aplicada da Universidade Moderna, em colaboração com a Área da Juventude da Câmara Municipal de Loures, no biénio 2003/2004, que contemplou um universo de 106 jovens inquiridos, residentes no Concelho, com idades compreendidas entre os 14 e os 29 anos e na sua grande maioria a viverem com os seus progenitores, concluiu-se que estes jovens desejam continuar a permanecer no Concelho de Loures, atendendo aos seguintes factores: 40% manifesta como principal factor para esta decisão o grau de satisfação relativamente à zona de residência; 28,9% aponta a proximidade à família e 11,1% a proximidade aos amigos. Verificou-se, ainda que 38,1% dos jovens pretendem comprar a sua primeira habitação e só 7,6% pretende arrendar. Contudo, observou-se que os conhecimentos que os jovens detém relativamente à concessão de crédito e quanto aos apoios estatais para aquisição/arrendamento são muito reduzidos. Apesar da vontade de permanecer no concelho onde cresceram, somente 2,2% destes jovens consideram existir 151
152 construções de habitações a preços acessíveis, factor pelo qual só 2,2% fazem depender a sua permanência no concelho do facto de estarem empregados no mesmo 60. A questão da saída dos jovens do concelho foi abordada como uma das prioridades, até porque remete também para o problema do rápido envelhecimento da população residente em Loures, temática tratada, igualmente, neste Diagnóstico Social. Assim, e apesar da Área da Juventude já estar a desenvolver alguns projectos para fazer face a esta problemática, o grupo restrito definiu como tipo de intervenção (prioritário), o levantamento exaustivo para caracterizar o perfil dos jovens que saem do concelho, para melhor conhecer expectativas e aspirações, criando assim condições de permanência no concelho. Importa, pois, realçar os projectos levados a cabo pela Área de Juventude, desenvolvidos nos diversos Gabinetes de Apoio à Juventude 61 - GAJ - com o objectivo de impulsionar os jovens munícipes a ter razões para manter o desejo de permanecer no concelho, já que a promoção da fixação habitacional destes indivíduos, pauta-se pela adopção de medidas transversais a diferentes áreas, designadamente a área de formação, da informação e do emprego Dados disponibilizados pelo Departamento Sócio-Cultural /Divisão de Educação e Juventude 61 Para mais informações sobre GAJ s ver neste Diagnóstico a Problemática: Acompanhamento de Crianças e Jovens, Prevenção de Risco e Insuficiência de Recursos. 62 Ibidem 152
153 Quadro 34 Recursos disponibilizados pela Autarquia em matéria de Habitação PROJECTO DESCRIÇÃO Cartão Jovem Munícipe Disponibiliza-se aos jovens munícipes um conjunto de vantagens directamente relacionadas com a aquisição de habitação, especificamente através dos Serviços Munici alizados de ua e de Saneamento, com descontos ao nível da celebração de contratos de abastecimento de água e nos custos de orçamentos de ramais de água e de águas residuais. Também através do Departamento de Gestão Urbanística da Câmara Municipal de Loures são concedidas vantagens ao nível das taxas referentes a obras de remodelação, ampliação, reconstrução e construção de habitação. Projecto de Apoio Psicossocial Sem Riscos Destaca-se a disponibilização de um serviço de atendimento e acompanhamento técnico, personalizado e específico aos ovens ue dese am usufruir dos incentivos estatais ao arrendamento. Para mais informações sobre este programa, vidé problemáticas referidas nos capítulos 3 e 4. Projecto Jovens Diplomados em Empresas Procura-se estabelecer o conhecimento mútuo e o estabelecimento de um canal de comunicação entre Jovens e Empresas do Concelho, facilitador do recrutamento de jovens munícipes com habilitações de nível médio e superior, pelas empresas do e no próprio concelho. Referências Bibliográficas BARROS, Carlos Pestana; SANTOS, J. C. Gomes (Coord.) (1997), A Habitação e a Reintegração Social em Portugal, Lisboa, Editora Vulgata. CABRITA, António (1995), O Homem e a Casa Definição Individual e Social da Qualidade da Habitação, Lisboa, LNEC. Câmara Municipal de Loures, Áreas Urbanas de Génese Ilegal, in Loures Municipal nºs 9, 14 e 18, Loures. Equipa de Projecto para o Diagnóstico Social (2004), Diagnóstico Social (1ªFase), Loures, Câmara Municipal de Loures. 153
154 Grupo de Estudos Sociais (2004), Estudo Sociológico da População Residente em Bairros Municipais, Loures, Câmara Municipal de Loures / Divisão Municipal de Habitação. Grupo de Estudos Sociais (2005), Estudo Sociológico da População Residente nos Bairros da Qtª da Serra, Qtª das Mós e Talude Militar, Loures, Câmara Municipal de Loures / Divisão Municipal de Habitação. INE, Censos de 2001, Lisboa. SANTOS, Lúcia (2002), Perfil Social da Procura de Habitação: Análise dos Pedidos de Habitação, Odivelas, Câmara Municipal de Odivelas. 154
155 3. Acompanhamento de Crianças e Jovens: Prevenção de Risco e Insuficiência de Recursos Quadro 35 Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção identificados na Área do Acompanhamento de Crianças e Jovens C AUSAS P ROBLEMAS T IPOS DE A COMPANHAMENTO DE CRIANÇAS E JOVENS PREVENÇÃO DE R ISCO E I NSUFICIÊ NCIA DE R ECURSOS Insuficiência de Recursos (baixas qualificações escolares, emprego precário, trabalho por turnos, desemprego de longa duração) Questões culturais (normas, valores, regras) Monoparentalidade Ausência de redes de vizinhanças Falta de documentação (imigrantes) I DENTIFICADOS Insuficiência de creches (4 meses aos 36 meses) Existência de amas ilegais Elevado número de jovens que abandonam a escola e não são acompanhados Falta de respostas para ocupação dos tempos livres (continuação do 2º ciclo) Dificuldade no envolvimento dos agentes: Escolas/Comunidade/F amílias Insegurança nas escolas Falta de espaços de convívio para jovens até 18 anos Insuficiência de Centros de Acolhimento dos 12 aos 18 anos (Promoção/Protecção) I NTERVENÇÃO Sensibilizar/Divulgar às IPSS sobre novas valências Promover a aproximação dos Parceiros (continuação das dinâmicas que existem e criação de novas) Promover a abertura de espaços de OTL e Centros de actividades de tempos livres porta-aberta Proporcionar a realização de fóruns de discussão de jovens para jovens Alargar a Formação em Competências Parentais Sensibilizar as entidades para a inclusão de jovens a cumprir medidas no âmbito de processos do Instituto de Reinserção Social 155
156 PRIORIDADES Promover a aproximação dos Parceiros (continuação das dinâmicas que existem e criação de novas) Aumentar o n.º de creches e amas Criar mais espaços de OTL após 1º Ciclo do Ensino Básico Alargar a Formação em Competências Parentais A pertinência do assunto, deve-se, sobretudo, a alterações significativas das formas e dos ritmos de vida sentidos nos últimos anos que impõem que, cada vez mais, haja a necessidade de uma organização social estruturada e em especial nas temáticas que dizem respeito ao acompanhamento das crianças. Da exploração dos problemas, da identificação de algumas causas e, sobretudo, do desenho de algumas formas de intervenção para colmatar a situação, o grupo de trabalho envolvido reconhece alguns grupos específicos como alvo desta acção. As famílias carênciadas que integram, muitas vezes, os grupos de risco acumulam vários constrangimentos (baixas qualificações, emprego precário, trabalho por turnos, desemprego de longa duração), os quais constituem causas para que o acompanhamento a crianças e jovens não seja o mais adequado e saudável, provocando inevitavelmente outros problemas como desinteresse pela aprendizagem ou o abandono escolar. As questões culturais podem também ser o motor para que a integração na comunidade escolar não resulte como seria desejado. As famílias monoparentais, associadas a fracos recursos económicos, constituem um meio onde as crianças ficam entregues a si próprias durante muitas horas do dia, sentindo que o fazer parte de grupos é mais atractivo que frequentar assiduamente as escolas. 156
157 As redes de vizinhança, que em tempos funcionavam como suporte a muitas famílias no acompanhamento dos filhos, está hoje longe de ser uma realidade, em especial nas zonas urbanas em que o tempo é pouco e os horários muito exigentes. Nesta problemática, a prevenção do risco justifica toda a preocupação e cuidado no seu tratamento. A satisfação das necessidades básicas das crianças e jovens devem estar supridas, assim como prevista a sua protecção e a delineação de um projecto de vida. Deverá ser dado, por isso, ênfase à intervenção em contextos de vida que, por si, constituam dificuldades acrescidas. É portanto essencial, nestes casos, um reforço a prestar pelas instituições onde as crianças estão inseridas, assumindo assim um papel acrescido de responsabilidade no processo educativo para os filhos e informativo para os pais. Os baixos níveis de escolaridade dos pais também se reflecte no percurso dos filhos, reproduzindo-se muitas vezes. A qualidade do acompanhamento escolar prestado aos filhos é uma preocupação, contudo, encontra-se analisada no capítulo que diz respeito ao Absentismo, Abandono e Insucesso Escolar. O fraco acompanhamento dispensado é uma causa do insucesso escolar, verificando-se urgente a consciencialização dos pais para uma presença mais efectiva no processo educativo e escolar dos filhos. Outro grupo vulnerável que carece de apoio mais próximo é o das crianças e dos jovens portadores de deficiência, grupo este que será analisado no capítulo que trata esta problemática de uma forma mais abrangente. No seio desta problemática, uma questão que se estende de uma forma generalizada ao longo de todo o país, e que importa aprofundar, tem a ver com os menores que se encontram em situação de risco. 157
158 Pese embora fosse importante uma caracterização quantitativa deste fenómeno, constata-se que o mesmo jovem pode estar registado em várias bases de dados, como por exemplo, na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, nas Equipas de Crianças e Jovens da Segurança Social ou no Instituto de Reinserção Social. A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens - CPCJ 63 detém a sua competência na área do município onde está instalada a sede. Assim, em Loures desde que iniciou a sua actividade, conta com um universo de 1748 casos 64, distribuídos pelas diversas freguesias, sendo que os valores mais elevados se encontram nas freguesias de Camarate, Sacavém e Loures. Estes casos são tipificados por diferentes problemáticas: Abandono, Abandono Escolar, Absentismo Escolar, Abuso Sexual, Conduta Desviante, Exposição a Modelo de Comportamento, Maus Tratos Físicos, Maus Tratos Psicológicos, Mendicidade, Negligência, Outras Situações de Risco, Prática de Crime Qualificado, Problemas de Saúde, Trabalho Infantil, Uso de Estupefacientes. Os quadros seguintes apresentam a actividade da CPCJ de Loures, durante os anos 2004, 2005 e até Setembro de Foi constituída ao abrigo da portaria de instalação n.º 405 de 19 de Maio de 2003, é uma instituição oficial, que visa promover os direitos das crianças e jovens assim como acabar com situações que ponham em risco a segurança dos mesmos, exercendo as suas atribuições em conformidade com a lei e deliberando com imparcialidade e independência. 64 Informação prestada pela CPCJ de Loures 158
159 Quadro 36 Actividade da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Loures DADOS PROCESSUAIS FREGUESIAS (até Setembro) Apelação Bobadela Bucelas Camarate Fanhões Frielas Loures Lousa Moscavide Outras Portela Prior Velho Sacavém Santa Iria da Azóia Santo Antão do Tojal Santo António dos Cavaleiros S. João da Talha São Julião do Tojal Unhos Total Global Fonte: CPCJ Loures Quanto às vias pelas quais as crianças ou jovens chegam ao conhecimento da CPCJ, a principal são as forças de segurança PSP e GNR, seguindo-se o Ministério Público e as Escolas. As outras CPCJ s são também vias importantes nestas sinalizações, conforme se comprova na descrição presente no quadro seguinte. 159
160 Quadro 37 - Vias de Sinalização das Crianças e Jovens encaminhadas para a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Loures Via de Sinalização Contagem por via de sinalização Próprio Pais Familiares Vizinho/Particulares Ministério Público PSP/GNR Segurança Social Saúde Escolas Tribunais Instituições de apoio á Criança e ao Jovem IRS 1-3 Autarquias Projectos Outros 4-3 Outras CPCJ s Desconhecidos/Anónimos Apensados Total Global Fonte: CPCJ Loures / 19/9/2006 No que diz respeito ao quadro seguinte, é de realçar que a causa para a intervenção da CPCJ, é essencialmente a Negligência, embora ao longo destes três anos tenha tido uma ligeira descida (148); (140) e (120 - até Setembro) em 2004, 2005 e 2006 respectivamente. Os Maus Tratos Psicológicos surgem como a segunda causa, e com elevada tendência de aumento, considerando que: em 2004, a CPCJ interviu em 82 casos; em 2005, em 98 situações e em 2006, num período mais curto, já existem 167 acompanhamentos. Os Maus Tratos Físicos aparecem como terceira causa, com um decréscimo, embora pouco significativo, (80); (67) e (47), em 2004, 2005 e 2006 respectivamente. 160
161 Quadro 38 Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Loures: Principais Problemáticas Problemática Contagem por problemática Abandono Absentismo/Abandono Escolar Abuso sexual Conduta desviante Exposição a modelo de comportamento desviante Maus tratos físicos Maus tratos psicológicos Mendicidade Negligência Outras Situações de Risco Prática de Crime Qualificado Uso de estupefacientes Apensados Total Global Fonte: CPCJ Loures / 19/9/2006 Quanto ao Instituto de Reinserção Social, este organismo tem como competência na base da lei, assegurar o apoio técnico aos Tribunais na tomada de decisões no âmbito dos processos penal e tutelar educativo, e dos processos tutelares cíveis. Actualmente, e na área tutelar educativa, intervêm em situações de menores, entre os 12 e os 16 anos, aos quais esteja imputada a prática de acto qualificado pela lei, como crime. Os actos qualificados pela Lei Penal como crime mais frequentes são: Roubo; Roubo em co-autoria; Furto qualificado; Furto simples; 161
162 Tentativa de furto; Furto de veículo de forma tentada; Coacção sexual; Violação; Ofensa integridade física grave; Furto uso de veículo; Dano qualificado; Condução sem habilitação legal; Deslocação em transporte público sem titulo de transporte válido. Quadro 39 Instituto de Reinserção Social Equipa de Loures, Família e Menores 2005 / Assessoria Técnica aos Tribunais Lei Tutelar Educativa Freguesia Relatórios Sociais com Avaliação Psicológica Relatórios Sociais Informações Sociais TOTAL Apelação Camarate Loures Moscavide Portela Prior Velho Sta. Iria de Azóia St António dos Cavaleiros S. Julião do Tojal Unhos 3 3 TOTAL Fonte: IRS No que concerne aos dados disponibilizados pelo Instituto de Inserção Social, que se apresentam no quadro, é possível verificar que a maioria dos casos acompanhados referemse a jovens que provêm da freguesia da Portela (8), seguindo-se a freguesia de Camarate (6). As Freguesias da Apelação e St. Iria de Azóia apresentam (4) casos. 162
163 Quadro 40 Instituto de Reinserção Social Equipa de Loures, Família e Menores 2006 (1º Trimestre) / Assessoria Técnica aos Tribunais Freguesia Relatórios Sociais com Avaliação Psicológica Relatórios Sociais Total Apelação Camarate 1-1 Moscavide Portela 1 1 St António dos Cavaleiros TOTAL Fonte: IRS Quanto ao primeiro trimestre do ano de 2006, pode-se observar um total de (7) relatórios emitidos, sendo que são relatórios sociais elaborados, na sua maioria, no âmbito da assessoria técnica prestada aos Tribunais. Regista-se ainda na Assessoria Técnica prestada aos Tribunais, mas na vertente da Jurisdição Tutelar Cível, a elaboração de 347 relatórios, durante o ano de 2005, distribuídos da seguinte forma: Regulação do Poder Paternal (RPP) 208; Alteração da Regulação do Poder paternal (ARPP) 45; Incumprimento da Regulação do Poder Paternal (IRPP) 29; Instauração de Tutela (IT) 8; Observação Psicológica em Tutelar Cível (OPTC);2 Entrega Judicial de Menor (EJM) 4; Acção de Prestação de Alimentos (APA) 6; Acção de Inibição e Limitação ao Exercício do Poder Paternal (AILEPP) 2; Outros relatórios (OR)-42; Participação de TSRS em Conferência de Pais (CP) 1 No que diz respeito ao 1º trimestre de 2006, a Assessoria Técnica aos Tribunais no âmbito Tutelar Cível, conta 72 casos distribuídos da seguinte forma: 163
164 Regulação do Poder Paternal (RPP) 52 Alteração da Regulação do Poder paternal (ARPP) 12; Instauração de Tutela (IT) 1; Outros relatórios (OR)-7; A Equipa de Loures Família e Menores, promove também a articulação com os Centros Educativos no que respeita à execução de medidas de internamento. Neste sentido, apresenta-se a síntese das avaliações de férias e fins-de-semana que ocorreram durante o ano de 2005, distribuídos por freguesia, num total de 63 casos (todos eles jovens do sexo masculino). Quanto ao primeiro trimestre de 2006 foram avaliadas 4 situações. Quadro 41 Avaliação de Férias e Fins-de-Semana, 2005 Freguesia Nº de Casos Apelação 12 Camarate 7 Loures 1 Portela 14 Prior Velho 16 Unhos 3 St. António dos 3 Cavaleiros S. Julião do Tojal 7 TOTAL 63 Fonte: IRS Releva-se o facto das freguesias do Prior Velho, Portela e Apelação (16), (14) e (12), respectivamente, concentrarem o maior número de casos de internamento em Centros Educativos. O número de jovens, com medida de internamento em Centro Educativo, provenientes do concelho de Loures e durante o ano de 2005, ascende a 28 casos. No primeiro trimestre de 2006, estiveram internados 22, sendo que 18 transitaram do ano anterior Dados fornecidos pelo Instituto de Reinserção Social - Departamento de Coordenação dos Serviços de Execução das Medidas Tutelares de Internamento 164
165 No tocante à Lei Tutelar Educativa houve, durante o ano 2005, acompanhamento a 53 situações, distribuídas pelas medidas de Acompanhamento Educativo, Imposição de Obrigações (que integra a maioria dos casos), Tarefas a Favor da Comunidade e Promoção e Protecção. Recursos específicos para acompanhamento de crianças e jovens: A Câmara Municipal de Loures desenvolve actividades no âmbito do Serviço de Apoio à Família (SAF), desde o ano lectivo de 2000/01, as quais consistem na disponibilização de refeições para crianças que frequentem jardins de infância, alunos das escolas do 1º ciclo do ensino básico e nos prolongamentos de horário para as crianças que estão inseridas nos jardins de infância. Estes serviços para além de serem da competência da autarquia, surgem da colaboração entre esta e a comunidade escolar, com apoio de Associações de Pais e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). A Câmara Municipal de Loures, através do Departamento Sócio Cultural e, nomeadamente, da Divisão de Educação e Juventude, conta com uma Rede de Gabinetes de Apoio à Juventude, composta por oito equipamentos sediados nas freguesias de Loures, Sacavém, St. António dos Cavaleiros, Camarate (Espaço Internet), S. João da Talha, Frielas, S. Julião do Tojal e Moscavide. Estes Gabinetes visam informar, formar e dinamizar a população juvenil do Concelho de Loures, através de diversas acções levadas a cabo pelas equipas de trabalho. Nestes espaços, os jovens encontram, para além de informação especializada relacionada com o percurso escolar ou ocupação de tempos livres, a possibilidade de utilizarem computadores multimédia para a elaboração de trabalhos escolares, assim como o acesso gratuito à Internet. Nestes locais há também acesso aos produtos Movijovem (cartão jovem e reservas em pousadas da juventude, entre outros). A Câmara Municipal de Loures estimula e apoia o associativismo juvenil, nomeadamente, na disponibilização de instalações para eventuais reuniões, na cedência de apoio logístico, material e financeiro. 165
166 Outro programa dirigido a esta faixa etária, e que importa destacar, é o Programa Jovens ao Serviço da Autarquia que visa proporcionar a jovens residentes no concelho de Loures uma primeira experiência laboral e aprofundar os seus conhecimentos sobre o concelho, levado a cabo nos meses de Verão, no período de férias escolares. Refira-se também a existência de um Espaço Internet em Camarate que possui equipamento informático especifico para invisuais e amblíopes. Está disponível o Serviço de Atendimento e Acompanhamento Psicossocial a Jovens Sem Riscos!, que surge em virtude das necessidades sentidas para esta faixa etária e que consiste na possibilidade dos jovens serem atendidos de uma forma confidencial e gratuita, por técnicos qualificados em áreas como: Aconselhamento e Orientação Escolar e Profissional Adolescência Puberdade Sexualidade Saúde Prevenção de comportamentos de risco Formação e Emprego Habitação Jovem/Arrendamento Jovem Outras a designar de acordo com as necessidades dos jovens Ainda no âmbito do Projecto Sem Riscos!, o Verão sem Riscos surge com o objectivo de dinamizar os GAJ s nos meses de Verão (Julho e Agosto), e assim ocupar os jovens do concelho neste período. O Cartão Jovem Munícipe tem como objectivo possibilitar algumas vantagens aos jovens residentes, estudantes ou trabalhadores no Município, com idades compreendidas entre os 12 e os 30 anos. 166
167 Para melhor ilustrar a sua actividade, apresenta-se o quadro seguinte onde se visualiza o número de visitas 66 aos GAJ s, por objectivo e por Gabinete. Quadro 42 Objectivo de Visita aos GAJ s, 2005 GABINETES DE APOIO À JUVENTUDE OBJECTIVO DA VISITA FREGUESIAS Stº.António S.João Espaço S.Julião TOTAL Loures Sacavém dos Cavaleiros da Talha Internet Camarate Frielas do Tojal Moscavide Consulta suportes informativos Procura materiais/ temas Leitura jornais/ revistas periódicas Convívio/ recreio Acesso Internet/ utilização computador 67 Exposições/debates/ iniciativas GAJ s Serviços Movijovem Estudo Inscrições actividades CMLoures Atendimento específico Cartão Jovem Munícipe Outros TOTAL Fonte: CML/DSC/DEJ 66 Chama-se a atenção para o facto do número de visitas não ser sinónimo de número de utentes. Os registos realizados não são nominais e respeitam ao número de utilizações/serviços realizados/prestados. Em termos gerais, isto quer dizer que um mesmo jovem que se dirija ao GAJ para utilização do computador, para pedido de informações sobre o Cartão Jovem e sobre serviços da Movijovem, e ainda para leitura de jornais, será contabilizado quatro vezes. Se nesse mesmo dia o jovem voltar ao GAJ em dois outros momentos distintos, para acesso à Internet será contabilizado mais duas vezes, totalizando no final do dia, seis vezes. 167
168 Do total de registos realizados (30991), observa-se que as principais actividades/serviços que motivam a ida dos jovens aos GAJ s, são: a Internet/utilização de computador (28470), as inscrições em actividades da responsabilidade da Câmara Municipal de Loures (644), e em menor número, os Serviços Movijovem (476), e Estudar (412). O pedido de emissão do Cartão Jovem Munícipe (2) e a participação em Exposições Debates ou outras iniciativas organizadas pelos próprios Gabinetes (5), são o que menos atrai os jovens a estes espaços. Relevantes são também os valores da distribuição dos atendimentos prestados por Gabinete, que neste caso é expressivo no Espaço Internet em Camarate (9271) e em Moscavide com (7704). No lado oposto, S. Julião do Tojal que aparece com 17 registos. Refira-se que, a análise dos números apresentados para este serviço disponível, nos diversos GAJ s, deverá ter em consideração dois aspectos: a) o horário de funcionamento dos GAJ s em questão; b) o número de computadores disponíveis para os utentes. Para uma maior elucidação do mesmo, apresentam-se de forma sintetizada os seguintes dados: -» GAJ Loures: Segunda-feira das 14 às 18 horas /Terça a Sexta-feira das 10 às 13 e das 14 às 18 horas. Nº Computadores : 2. -» GAJ Sacavém: Segunda-feira das 14 às 18 horas/terça a Sexta-feira das 10 às 13 e das 14 às 18 horas; Nº Computadores: 2. -» GAJ Sto. António dos Cavaleiros: Segunda a Sexta-feira das 10 às 13 e das 14 às 18 horas; Nº Computadores: 2. -» GAJ São Julião do Tojal Quarta-feira das 15 às 17 horas; Nº computadores: mediante disponibilidade CDTI. -» GAJ São João da Talha: Terça a Sexta-feira das 10 às 12 e das 14 ás 18 horas / Sábados das 14 às 18 horas; Nº Computadores: 4. -» GAJ Frielas: Segunda a Sexta-feira das 10 às 13 e das 14 às 18 horas; 168
169 Nº Computadores: 4. -» GAJ Moscavide: Segunda a Sexta-feira das 10 às 12 e das 14 às 20 / Sábados das 10 às 13 horas; Nº Computadores: 5. -» Espaço Internet de Camarate: Segunda a Sexta-feira das 10 às 20; Nº Computadores: 8. Quadro 43 Visita aos GAJ s, segundo a Idade GABINETES DE APOIO À JUVENTUDE FAIXA ETÁRIA Loures Sacavém Sto. António Cavaleiros FREGUESIAS S. João Talha Espaço Internet Camarate Frielas S. Julião Tojal Moscavide TOTAL <10 Anos Anos Anos Anos Anos > 30 Anos TOTAL Fonte: CML/DSC/DEJ O quadro acima, apresenta a distribuição por faixa etária e por Gabinete, das visitas efectuadas também ao longo do ano Destacam-se, pelos valores mais elevados, os escalões dos 10 aos 15 anos, seguido dos 16 aos 20 anos com (14245) e (7052), respectivamente. O número de crianças com menos de 10 anos a frequentar estes espaços é de (488), sendo, maioritariamente, no espaço Internet de Camarate que se concentram cerca (481) crianças, o que poderá originar várias interpretações. Contudo, pensa-se que o facto de haver muitas crianças que ficam entregues a si próprias nesta freguesia e dado o interesse cada vez maior pela Internet que se estende também e em especial às camadas mais jovens, seja a razão mais provável. 169
170 Outros recursos disponíveis no Concelho de Loures, são os promovidos pelas instituições que operam no terreno, com inúmeras valências e acções destinadas a públicos específicos. Exemplo disso são os Encontros de Pais, dinamizados pela Associação Luís Pereira da Mota, que proporcionam a partilha de conhecimentos, dúvidas, sentimentos ou ansiedades dos pais têm relativamente ao acompanhamento dos filhos. Outra actividade de relevo desta Associação é a valência que abrange 120 jovens - Clube da Malta - que conta com apoio pedagógico para os 2º e 3º Ciclo, incluindo diversas actividades também de ocupação dos tempos livres. Destina-se a jovens dos 10 aos 18 anos que residam na freguesia de Loures, tendo-se estabelecido acordo com a Escola Luís Sttau Monteiro. Esta instituição prevê também a abertura de um Centro de Acolhimento Temporário, a Casa Palmeira, destinando-se a recolher crianças, com idades compreendidas entre os 0 e os 12 anos, vítimas de maus tratos no núcleo familiar, com funcionamento previsto na cidade de Loures. A aproximação entre os diversos parceiros constituirá uma prioridade, na medida em que poderão ser encontradas formas de rentabilização de esforços para a resolução de problemas, assim como colaborar na divulgação de boas práticas que poderão ser alargadas a outras zonas do Concelho. A necessidade de aumentar o número de creches e de amas com formação e autorização para o efeito, surge aqui após se constatar a existência de listas de espera nas primeiras, não existindo, contudo dados concretos. Com a orientação reforçada pelo Programa de Enriquecimento do 1º Ciclo do Ensino Básico, levado a cabo pelo Ministério da Educação, em que se prevê a adaptação dos tempos de permanência das crianças nos estabelecimentos de ensino às necessidades das famílias, garantindo que esses tempos sejam pedagogicamente assistidos, a necessidade de acompanhamento às crianças que frequentam este ciclo do ensino ficará assegurada de uma forma geral, no entanto, e para que resulte na integra, o papel das autarquias é fundamental, assim como o das instituições locais, com vista ao reforço das parcerias. 170
171 Importa, assim, articular com as instituições que operam no terreno, no sentido de criar espaços adequados e de promover os que já existem, com o objectivo de assegurar que as crianças e os jovens que frequentam os 2ºs e 3ºs Ciclos, que ocupam os tempos livres nas ruas à mercê da sua imaginação, possam encontrar outras alternativas. Referências Bibliográficas Câmara Municipal de Loures (2006), Carta Educativa do Município de Loures, Loures. Ministério da Educação, Gabinete da Ministra, Despacho 12591/2006, 2º Serie, de 16 de Junho. Ministério da Educação, Ministério da Educação, Instituto da Segurança Social, 171
172 4. Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias No âmbito dos trabalhos conducentes à elaboração do Diagnóstico Social, foi criado o Grupo de Trabalho 68 para a área de Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias. De acordo com o definido em sede de CLAS, este Grupo teve por objectivo, o desenvolvimento de uma dinâmica de trabalho participada, com vista: (1) à caracterização da situação actual face aos locais de atendimento social existentes no concelho, natureza do atendimento, recursos envolvidos e espaços afectos; (2) à definição de propostas e estratégias de intervenção; (3) à apresentação de contributos para o Plano de Acção do CLAS. Para o cumprimento do objectivado em (1), a estratégia adoptada foi a recolha de informação 69 junto das diversas organizações do concelho que permitisse por um lado, o mapeamento dos pontos de atendimento social por freguesias (enfoque territorial ) e por outro, uma breve caracterização quanto à natureza do Atendimento desenvolvido, condições e recursos (enfoque organizacional). Esta realizou-se em duas fases, sendo que a primeira decorreu em Maio do corrente e incidiu numa abordagem às organizações de âmbito concelhio, incluindo-se aqui as consideradas de primeira linha 70. Entre Junho e Agosto decorreu a segunda fase de recolha de informação, desta feita, junto das organizações de âmbito mais local 71 (freguesias), que haviam sido identificadas anteriormente. Enquadram-se aqui as de Solidariedade Social, as Juntas de Freguesia e as Escolas. Sublinhe-se ainda, neste processo, a colaboração dada pelas Comissões Sociais de Freguesia e Inter-Freguesias, através das suas Presidências e Técnicas de Apoio e Acompanhamento Social às Freguesias. 68 Consultar composição do Grupo de Trabalho, no anexo Tendo por base, uma proposta de instrumentos criados pelo Grupo de Trabalho e discutidos entre vários profissionais. São eles: a Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento do concelho de Loures, e a Ficha Quem encaminha para Quem? (Anexos 4 e 5). 70 Centro de Atendimento a Toxicodependentes de Loures (CAT), Câmara Municipal de Loures, CDSSL/Serviços Locais de Acção Social de Loures e Moscavide, Centros de Saúde de Loures e Sacavém, GNR Grupo Territorial de Loures, Instituto de Reinserção Social (IRS) / Equipas de Loures Penal e Família e Menores, PSP / 2ª Divisão de Lisboa e Divisão de Loures, CPCJ, Unidade de Cuidados Psiquiátricos / Equipa do Hospital Júlio de Matos. 71 Das 36 organizações identificadas e contactadas, foram recepcionadas as Fichas de 32 organizações. Encontra-se em anexo uma Listagem das Organizações Identificadas (Anexo 6). 172
173 Através da realização de uma Sessão de Trabalho Alargada 72, validou-se a informação recolhida durante a primeira fase, e definiram-se os principais problemas identificados pelos presentes 73, bem como algumas estratégias de actuação na área em questão. Do ponto de vista metodológico, refira-se ainda a realização de entrevistas semi-directivas, dada a pertinência de um olhar mais focalizado e a necessidade de aprofundamento de informação. O que a seguir se apresenta resulta, assim, da análise dum conjunto de documentação e duma sistematização, quer do contributo dado pelas diversas organizações, quer dos resultados obtidos nas sessões de trabalho realizadas 74. Tendo ainda por base, o respeito e a necessidade de articulação com o trabalho já desenvolvido noutros contextos e momentos, o Grupo de Trabalho decidiu importar os resultados do Workshop PEEPI: une démarche participative d elaboration et d evaluation de l insertion, desenvolvido no âmbito do 1º Encontro Concelhio da Rede Social 75, como forma de enriquecimento dos resultados e reflexão, que de seguida se apresentam. Na primeira parte, procede-se assim, à Identificação e Caracterização dos Locais e Condições de Atendimento existentes no concelho 76, distinguindo-se os organismos desconcentrados da Administração Central com competências especificas na matéria, dos restantes, sejam da administração local ou de Solidariedade Social. Por fim, num segundo momento, enunciam-se os principais problemas que se colocam ao Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias, bem como algumas pistas orientadoras para a intervenção, apontadas no contexto das sessões de trabalho realizadas. 72 Realizada no dia 31 de Maio de 2006, na Biblioteca Municipal José Saramago. Para maior aprofundamento, consultar por favor, o Relatório da respectiva Sessão, disponível no Secretariado Técnico da Rede Social. Esta justificou-se pela necessidade de alargar a base de participação e de reflexão das matérias em questão. 73 Consultar ponto 3 do Relatório supra mencionado. 74 Quadro síntese das Sessões realizadas em anexo (Anexo 7). 75 Realizado a 19/20 de Maio de Relatório da iniciativa disponível para consulta no arquivo do Secretariado Técnico da Rede Social. 76 Exceptua-se aqui o Instituto de Reinserção Social Equipas de Loures, que apesar de servirem o concelho, não se encontram sediadas no mesmo, por falta de instalações. 173
174 4.1 Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias: localização, natureza e condições Identificação e distribuição geográfica Nos mapas que se seguem poderemos ter uma noção global da distribuição das organizações identificadas77 como promotoras de serviços de atendimento e acompanhamento social. Figura 4 Distribuição dos Locais de Atendimento Social, no concelho de Loures Fonte: Fichas de Identificação dos Locais de Atendimento no concelho de Loures. 77 Consultar quadro em anexo. (Anexo 6). 174
175 De forma geral, podemos constatar que existem freguesias que se encontram mais a descoberto que outras, atendendo à população e à natureza dos problemas sociais existentes, que apesar de serem transversais a todo o concelho assumem contornos distintos quando nos situamos à escala da freguesia. 4.2 Atendimento: Breve Caracterização da natureza e condições de desenvolvimento. Uma análise focada nas organizações, conduz-nos à identificação de diferentes grupos promotores de Atendimento e Acompanhamento Social às famílias, e com estes a natureza do serviço prestado e suas condições de efectivação. Dadas as especificidades de cada um e para uma maior clareza de informação, optou-se por se proceder à caracterização dos mesmos de forma distinta. Começa-se assim, por apresentar uma breve caracterização diferenciada por organização. Centramo-nos aqui, nas que dependem da administração central e que, pelas suas atribuições e competências, detêm fortes responsabilidades neste domínio. De seguida, procede-se a uma caracterização genérica, englobando a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia, as IPSS e as Escolas. CAT Loures Ao Centro de Atendimento ao Toxicodependente (CAT), (...) compete prestar cuidados compreensivos e globais a toxicodependentes, individualmente ou em grupo, segundo as modalidades terapêuticas mais apropriadas para cada situação, em regime ambulatório 78. Os Centros de Atendimento a Toxicodependentes respondem directamente a Delegações Regionais do IDT, e juntamente com as Unidades de Desabituação (UD) 79, as Comunidades Terapêuticas (CT) 80 e as Unidades de Prevenção 81, constituem os serviços 78 In 79 Compete a estas (...) realizar o tratamento de síndromes de privação em toxicodependentes, sob responsabilidade médica, em regime de internamento. In 80 Unidades de internamento de longa duração, onde são prestados cuidados a toxicodependentes que necessitam de apoio psicoterapêutico e socioterapêutico, com o objectivo de quebrar a relação psicossocial com a sua dependência e ressocializá-lo para um novo mundo familiar, social e laboral. 81 Que têm por competência a realização de acções promovidas pela delegação regional e serviços centrais; o desenvolvimento de programas e projectos no âmbito da prevenção primária das toxicodependências a nível distrital; promover a articulação inter-institucional ao nível distrital e incentivar e apoiar a participação das instituições ao nível local. 175
176 locais que prosseguem as atribuições do IDT nas áreas da prevenção, dissuasão, tratamento e reinserção social dos toxicodependentes. No caso do concelho de Loures, o CAT de Loures, responde formalmente à Delegação Regional de Lisboa e Vale do Tejo do IDT, e constitui a única resposta estatal especializada em atendimento e acompanhamento no domínio da droga e da toxicodependência 82. No decorrer dos últimos três anos, o CAT de Loures, vem sofrendo as vicissitudes próprias de uma profunda instabilidade decorrente em parte de uma reorganização institucional a nível nacional, em curso desde 2002, altura em que foi criado o Instituto da Droga e da Toxicodependência resultante da fusão do Serviço de Prevenção e Tratamento da Toxicodependência com o Instituto Português da Droga e da Toxicodependência, através do Decreto-Lei 269-A/2002 de 29 de Novembro. No inicio de 2005, o CAT de Loures viu a sua situação agravada, devido aos problemas decorrentes da indefinição quanto à Direcção 83 do CAT, da falta de técnicos e da falta de condições físicas de trabalho. Durante o corrente ano, tem-se assistido a uma melhoria significativa das condições de funcionamento e atendimento. Actualmente as listas de espera 84 são inexistentes e têm-se vindo progressivamente a abrir vagas para o atendimento e acompanhamento, inclusive às situações sinalizadas no âmbito das Unidades Móveis 85. Do ponto de vista técnico, temos assistido no último ano a uma estabilização da Equipa. O CAT de Loures conta actualmente com um conjunto de técnicos que cobrem os concelhos de Loures e Odivelas, distribuídos da seguinte forma 86 : 82 No concelho esta resposta é complementada pelo Desafio Jovem. Mais recentemente a Associação Luís Pereira da Mota avança com a criação de uma outra resposta - Comunidade Terapêutica Crescer em Loures dirigida a jovens adolescentes. 83 A Directora solicitou em Março de 2005 a cessação da comissão de serviço. Em finais de 2005 ainda não era conhecida por parte do IDT nenhuma posição face ao mesmo, pelo que o CAT de Loures esteve a funcionar garantindo os serviços mínimos possíveis para os seus utentes. Só no inicio de Junho de 2006 é que tomou posse uma nova directora. 84 Dada a falta de condições para atendimento e acompanhamento de casos, assumiam prioridade na altura, todas as situações que não eram cobertas por nenhuma organização/serviço e que apresentavam do ponto de vista de saúde e judicial uma situação grave. Ficavam igualmente de fora todas as situações identificadas no âmbito das Unidades Móveis. 85 Unidades Móveis, ligadas aos Gabinetes de Atendimento a Toxicodependentes de Lisboa (oriental e ocidental), que resultam de um protocolo entre o IDT e a Câmara Municipal de Lisboa, geridas pela Associação Ares do Pinhal. Estas funcionam no âmbito do Programa de Substituição de Baixo Linear - Unidade Móvel. Só para se ter uma ideia, das cerca de 1200 de pessoas atendidas por dia, mais de 10% são provenientes do concelho de Loures, com situações de saúde e social bastante acentuadas. 86 De acordo com a informação dada em finais de Outubro de
177 CAT - Loures / sede (Horário de Atendimento: 2ª a 5ª feiras, das 9:00 às 20:00; 6ªfeiras, das 9:00 às 17:00) 2 assistentes sociais 3 auxiliares de apoio e vigilância (que dão apoio aos três locais de atendimento) 2 administrativas (que são responsáveis pelas actividades administrativas dos três locais de atendimento) 2 psiquiatras 1 médica clinica geral (que acumula as funções de directora do CAT e coordenadora do Programa de Substituição com Metadona) 6 psicólogos 1 enfermeiro (tempo inteiro) 2 enfermeiras (a 12 horas/semana) 4 técnicas psico-sociais Extensão de Sacavém (Horário de Atendimento: 2ª e 4ª feiras, das 9:00 às 18:00; 3ª feiras, das 15:00 às 20:00; 5ª feiras, das 9:00 às 20:00; 6ªfeira, das 9:00 às 17:00) 1 enfermeiro 1 assistente social 2 psicossociais 1 psiquiatra 4 psicólogos Embora não abranja nenhuma freguesia do concelho de Loures, à Extensão da Póvoa de Sto Adrião, recorrem utentes do concelho para atendimento e frequência do programa de substituição. Em instalações cedidas pela Câmara Municipal de Loures, o atendimento na extensão em Sacavém, realiza-se em 3 gabinetes que servem 8 técnicos. Embora existam salas próprias para o atendimento estas não detêm quaisquer condições para o efeito. Acresce a falta de condições de trabalho para os técnicos, que enquanto esperam que uma sala vague para atendimento, desenvolvem o seu trabalho numa sala polivalente de dimensões bastante diminutas que se encontra visível (a partir do guiché da entrada), para os utentes que entretanto vão interpelando os técnicos para colocação de dúvidas e outras questões. Não existe portanto, qualquer privacidade. 177
178 Quanto à sala de espera, é exígua para as exigências existentes. Com uma dimensão inferior a 18 m2, situada logo à entrada das instalações, este espaço é partilhado pelos utentes que se dirigem ao serviço bem como os que estão integrados no Programa de Metadona, para além do pessoal ligado à segurança das instalações e técnicos. No caso das instalações de Loures, as condições existentes distanciam-se bastante das anteriormente descritas. Um outro problema identificado prende-se com os recursos ligados à Comunicação. Quer em Loures quer em Sacavém, os cidadãos e profissionais têm ao seu dispor apenas uma linha telefónica. Existe igualmente uma linha destinada exclusivamente ao uso do fax. Quanto ao acesso à internet, sublinhe-se o facto da mesma nem sempre funcionar, sendo que em Loures nunca funcionou. O atendimento realizado é fundamentalmente bio-psico-social. Centros de Saúde de Loures e Sacavém Os Centros de Saúde são por definição, de acordo com o Decreto-lei 157/99 de 10 de Maio, unidades prestadoras de cuidados de saúde primária que têm como objectivos: (...) a promoção e a vigilância da saúde, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença, através do planeamento e da prestação de cuidados, bem como do desenvolvimento de actividades especificas dirigidas, globalmente, ao indivíduo, à família, a grupos especialmente vulneráveis e à comunidade. 87 Para cumprimento das suas atribuições, os Centros de Saúde (...) devem promover a participação dos cidadãos e da comunidade, bem como colaborar em acções inter-sectoriais com todas as entidades cujos objectivos e âmbito de acção sejam convergentes com os da saúde, nomeadamente nas áreas da educação e da acção social. 88 Neste âmbito, cada Centro de Saúde através (ou não) da Unidade de Cuidados à Comunidade, (...) tem por missão a prestação de cuidados de enfermagem e de apoio psicossocial de base geográfica e domiciliária, com identificação e acompanhamento das 87 Artigo 2º, nº 2, do referido Decreto-Lei. 88 Artigo 4º, nº3, do referido Decreto-Lei. 178
179 famílias com situações de maior risco ou vulnerabilidade de saúde (...) que requeiram acompanhamento mais próximo e regular. A actividade (...) assenta numa equipa multiprofissional que inclui enfermeiros, técnicos superiores de serviço social e outros técnicos, os quais lhe dedicarão a totalidade ou parte dos seus horários, consoante as necessidades e a disponibilidade dos recursos. 89 Ora, é neste quadro que se insere a actividade desenvolvida por 3 profissionais do Serviço Social, a tempo inteiro: um afecto ao Centro de Saúde de Loures, e dois ao Centro de Saúde de Sacavém. Integrados no conjunto do Centro de Saúde a que respeitam, estes profissionais trabalham em articulação e sempre que pertinente, em comunhão de recursos, com as unidades de saúde familiar e de saúde pública. As áreas abrangidas pelos mesmos são distribuídas da seguinte forma: Quadro 44 Freguesias do concelho abrangidas pelo Centro de Saúde de Loures Extensões Freguesias Abrangidas Centro de Saúde de Loures 1 assistente social Bucelas Lousa Sto. António dos Cavaleiros Sto. Antão do Tojal Freguesias abrangidas pelo próprio Centro de Saúde de Loures (sede): Bucelas Lousa Sto. António dos Cavaleiros S.Julião do Tojal Sto. Antão do Tojal Fanhões Loures Frielas Fonte: Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento do concelho de Loures. 89 Artigo 13º, nº2 e 3, do referido Decreto-Lei. 179
180 Quadro 45 Freguesias do concelho abrangidas pelo Centro de Saúde de Sacavém Centro de Saúde de Sacavém 2 assistentes sociais Extensões Apelação Bobadela Camarate Moscavide Prior-Velho Sta. Iria de Azóia São João da Talha Unhos Sacavém Freguesias Abrangidas Apelação Bobadela Camarate Moscavide e Portela Prior-velho Sta. Iria de Azóia São João da Talha Unhos Sacavém Fonte: Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento do concelho de Loures. Sobre o atendimento realizado, refira-se de forma sintetizada: é fundamentalmente psico-social; é de informação / orientação, encaminhamento e de acompanhamento de casos; realiza-se semanalmente ou nas instalações dos Centros de Saúde ou, sempre que se revele conveniente, nas instalações das Extensões dos mesmos; no caso do Centro de Saúde de Loures, o atendimento realiza-se na sala de trabalho do técnico, com condições para o efeito. No Centro de Saúde de Sacavém, existe uma sala própria para o atendimento com condições. o Atendimento destina-se à população em geral abrangida pelas áreas territoriais de cada Centro, todavia destacam-se as crianças, os jovens, as pessoas adultas e os idosos, como sendo os grupos mais acompanhados; quanto aos principais problemas, destacam-se os que se situam no âmbito: do acesso aos cuidados de saúde e ajudas técnicas, da carência económica, da habitação, da desestruturação familiar, da inserção profissional, da inserção de idosos, para além das problemáticas ligadas à saúde mental, comportamentos aditivos, toxicodependência, deficiência, maus tratos e negligência, insucesso escolar e violência doméstica, entre outros. 180
181 Forças de Segurança Pública Guarda Nacional Republicana A Guarda Nacional Republicana (GNR) é uma força de segurança de natureza militar 90, que se organiza num Comando-Geral com o respectivo Estado-maior, em Serviços e Unidades, distinguindo-se destas, as Territoriais, definidas como unidades mistas (infantaria e cavalaria), de escalão Brigada, que cumprem a missão geral da Guarda nas respectivas zonas de acção (...) 91. O concelho de Loures enquadra-se na Brigada Territorial nº2, Grupo de Loures 92, Destacamento de Loures 93 que funciona nas mesmas instalações do Posto de Loures. O Comandante do Destacamento responde directamente ao Comandante do Grupo. Administrativamente o concelho encontra-se divido da seguinte forma: Quadro 46 Freguesias do concelho de Loures abrangidas pelo Destacamento de Loures da GNR GNR Posto Posto de Loures Posto de Bucelas Posto de S. João da Talha Freguesias Abrangidas Loures (à excepção da cidade, Mealhada e Fanqueiro) Lousa Unhos Sto. Antão do Tojal Frielas Fanhões (parte de) S.Julião do Tojal (parte de) Bucelas Fanhões (parte de) S.Julião do Tojal (parte de) S. João da talha Sta. Iria de Azóia Bobadela Fonte: Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento do concelho de Loures. 90 (...) organizada em corpo especial que, tem por missão, entre outras, auxiliar e proteger os cidadãos e defender e preservar os bens que se encontrem em situações de perigo, por causas provenientes de acção humana ou da natureza In 91 idem. 92 Encontra-se sediado em Vila Franca de Xira, e integra para além de Loures e Vila Franca de Xira, os concelhos de Odivelas, Alenquer, Azambuja e Arruda dos Vinhos. 93 Encontra-se igualmente sediado em Vila Franca de Xira, e integra para além das freguesias enunciadas no quadro Freguesias do Concelho de Loures abrangidas pelo Destacamento de Loures da PSP, a de Caneças e parte do concelho de Odivelas. 181
182 No âmbito do policiamento comunitário 94, a GNR a nível nacional, orienta supostamente parte da sua acção, em conformidade com o definido no Plano de Segurança Solidária 95, no qual se integram não só a participação nas parcerias locais, mas também o desenvolvimento de programas como: Escola Segura, Apoio 65-Idosos em Segurança, Violência Doméstica, Crianças e Jovens em Risco e Apoio às Vitimas de Crime, entre outros. No caso do concelho de Loures, o único programa que se encontra em curso é o da Escola Segura que funciona para todo o Destacamento de Loures. Trata-se de uma Equipa especifica de cinco efectivos que cobre toda a área geográfica do mesmo 96. Em Loures, é esta equipa que assegura igualmente o atendimento a casos mais delicados ligados aos idosos, às vitimas de crime e às crianças e jovens. Na generalidade, os agentes efectivos, procedem rotativa e ininterruptamente ao atendimento diário, na generalidade sem condições para o efeito. De acordo com a informação disponibilizada, somente o Núcleo de Mulher e Menor (que se situa fora do concelho Vila Franca de Xira) e o Posto de S.João da Talha, têm uma sala própria para a realização de um atendimento mais personalizado, mas com poucas condições. Nas restantes, o atendimento realiza-se na sala de trabalho dos agentes e sem quaisquer condições de privacidade. Em relação ao Núcleo Mulher e Menor, importa ainda referir que o funcionamento deste serviço é assegurado por três agentes que cobrem todo o território do Destacamento, num total de seis concelhos, o que se apresenta como manifestamente insuficiente. Significativo é ainda, o facto de, mais de 50% dos processos 97 registados desde Janeiro do corrente, corresponderem a Loures Para mais informação sobre Segurança Solidária / Policiamento Comunitário, consultar / Programas / Seg. Solidária. 95 Apontam-se como linhas prioritárias de actuação, as seguintes: * a promoção duma política integrada de prevenção e contenção da criminalidade; * o fortalecimento de parcerias locais com organismos governamentais, autarquias locais e da sociedade civil, nomeadamente, organizações não governamentais, iniciativa privada, fundações, empresas, e outros, tendo em vista uma abordagem mais eficaz à especificada de cada comunidade; * o coordenar a actuação conjunta e eficaz de todos os organismos/instituições do MAI destinados à implementação dos vários programas parcelares; * o fomentar a responsabilidade e a participação dos cidadãos. In 96 Relembra-se: concelhos de Vila Franca de Xira, Odivelas, Loures, Alenquer, Azambuja e Arruda dos Vinhos. 97 De acordo com a informação cedida telefonicamente pelo Posto de Loures em 24 de Agosto de Dos 50 processos abertos, 29 são de Loures. 98 Freguesias abrangidas pela GNR. 182
183 Policia de Segurança Pública A Policia de Segurança Pública (PSP) é uma força de segurança com a natureza de serviço público dotado de autonomia administrativa. Depende do membro do governo responsável pela Administração Interna e tem subjacente à sua acção, entre outros (...) a compreensão de que o cidadão ocupa o papel central no sistema de segurança interna, pelo que se impõe (...) uma política de proximidade com os cidadãos. 99 Compreende, entre outros, uma Direcção Nacional, Comandos Metropolitanos, Regionais 100 e de Policia. Loures enquadra-se no Comando Metropolitano de Lisboa, e administrativamente, o concelho encontra-se espartilhado por duas Divisões, como se pode constatar pelo quadro seguinte: Quadro 47 Freguesias do concelho de Loures abrangidas pelas Divisões / Esquadras da PSP Divisões Esquadra Freguesias abrangidas Sacavém (parte de) Esquadra PSP 2ª Divisão de Lisboa / De Sacavém (nº39) Olivais Sul (Integra igualmente Esquadras Esquadra Camarate Prior Velho Apelação Moscavide (parte de) do concelho de Lisboa) De Moscavide (nº35) Portela Esquadra do Parque das Nações (nº40) Moscavide (parte de) 101 Sacavém (parte de) 102 (Integra ainda a freguesia de Sta. Maria dos Olivais do concelho de Lisboa.) Loures Esquadra de Loures (nº70) (cidade, Fanqueiro, PSP Divisão de Loures 103 Mealhada e Marzagão) Esquadra de Sto. António dos Cavaleiros (nº27) Sto António dos Cavaleiros Fonte: Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento do concelho de Loures. 99 Lei nº 5/99 de 27 de Janeiro. (Lei de Organização e Funcionamento da Policia de Segurança Pública). 100 No caso das regiões autónomas da Madeira e dos Açores Zona ribeirinha ao longo da Avª João II. 102 Abrande a zona que vai desde a rotunda da Expoford até ao Rio Trancão, na direcção da Estação dos Caminhos de Ferro. 103 A Divisão de Loures, integra ainda as Esquadras de Odivelas, Póvoa de Sto. Adrião, Pontinha, Torres Vedras e Vila Franca de Xira. 183
184 De acordo com a sua filosofia de actuação, e tendo presente a ideia de que a violência se combate com a prevenção, a PSP desenvolve entre outros, numa lógica de parceria, os seguintes programas especiais: Escola Segura, Violência Doméstica e Idosos em Segurança, entre outros. Tal como a GNR participa igualmente nas redes de parcerias formalizadas, entre outras. De acordo com a informação disponibilizada no seu site oficial 104, e em relação por exemplo, ao programa Violência Doméstica, é manifestado o empenhamento (...) na prestação de um atendimento, apoio e encaminhamento adequados às vitimas, em colaboração com as entidades com competências especificas, tendo em vista à prevenção de situações de revitimação e a necessidade de estabelecer mecanismos eficazes e um trabalho em rede para melhorar a qualidade do serviço prestado aos cidadãos e em especial às vitimas de crime. No caso da Esquadra de Loures, o atendimento é realizado pelos agentes de serviço, dos quais nenhum tem formação especifica para um atendimento mais especializado como é o realizado, por exemplo, às vitimas de violência doméstica. Não existe aqui, nenhuma Sala de Atendimento e Apoio às Vitimas de Crime 105, nem as condições mínimas adequadas para o efeito. Se nos situarmos no caso da GNR, constatamos igualmente que o atendimento especializado feito a este tipo de vitimas, realiza-se no âmbito do Núcleo Mulher e Menor, que se situa em Vila Franca de Xira. Sublinhe-se, que nesta área da Violência Doméstica, de acordo com o Relatório da APAV do 1º trimestre de , dos 3537 casos registados em todo o país, durante o primeiro trimestre de 2006, só 538 foram objecto de queixa/denúncia policial, sendo que 51,5 % (277) foram apresentadas junto da PSP e 38,3 % (206) junto da GNR De acordo com a informação disponibilizada no site oficial, estas Salas totalizam o número de 142 a nível nacional e foram criadas precisamente para (...) garantir um atendimento mais especializado e adequado a cada tipo de vitimização, particularmente nos casos de crimes mais violentos ou quando as vitimas se encontrem mais vulneráveis e fragilizadas, nomeadamente crianças, idosos, mulheres e deficientes, e garantir um melhor apoio, protecção e encaminhamento. 106 Disponível on line, em 184
185 Em relação às Esquadras de Moscavide, Sacavém e Parque das Nações, em geral não existem condições para a realização do atendimento e apoio à vítima. Note-se que nas duas últimas esquadras referidas, existe uma Sala de Atendimento e Apoio às Vítimas de Crime 107, todavia, o atendimento é feito pelo agente ou graduado de serviço, que na generalidade 108 não têm formação especifica para o efeito. Em Moscavide e sempre que se justifique o atendimento é feito na sala do Comandante, para que se possa garantir minimamente a privacidade e a integridade da vitima. Sublinhe-se que, de acordo com os dados disponibilizados e em relação à Violência Doméstica, a Esquadra de Sacavém já registou até Agosto de 2006, cerca de 120 ocorrências, contra ocorrências em todo o ano de 2005, e a Esquadra de Sto. António dos Cavaleiros, 82 ocorrências contra 114 em todo o ano de Uma última nota, em relação à filosofia e política de actuação desta força de segurança. De forma generalizada esta centra-se no cidadão e na proximidade ao mesmo, como forma de actuação conducente à prevenção da violência e da criminalidade. Porém, uma observação diária e um pouco mais atenta, sobre o funcionamento organizacional e recursos existentes, levam-nos obrigatoriamente a colocar as seguintes questões: como se trabalha no sentido da prevenção e se coloca os cidadãos no centro das nossas preocupações, nomeadamente os mais desfavorecidos, sem capacidade de resposta? Como se trabalha no sentido da proximidade sem a criação de laços, com as pessoas e as comunidades? Como se criam laços sem equipas minimamente estáveis e sem condições de trabalho? A título de exemplo, só a Esquadra de Loures conheceu em menos de três anos, quatro novos comandantes. Por maior que seja o empenhamento, o sentido de responsabilidade e o profissionalismo de quem está, parece ser impossível com as condições inexistentes, fazer-se o necessário e o desejavelmente adequado. 107 Na esquadra de Sacavém, esta sala foi inaugurada a 18 de Julho de Do total de agentes afectos às esquadras em análise, somente dois têm formação especifica, assumindo ambos cargos de comando nas Esquadras em questão. 109 Destes, só 17 ocorrências é que foram atendidas na sala de Atendimento e Apoio à Vitima. 185
186 Centro Distrital da Segurança Social de Lisboa / Serviços Locais de Acção Social Sendo a Segurança Social, o serviço da administração pública central desconcentrado de primeira linha, que detém a tutela nas áreas da solidariedade, cooperação e acção social, importa aqui, lançar um olhar mais pormenorizado sobre os Serviços Locais sediados no concelho de Loures. Loures apresenta-se como o único concelho do distrito cujo território é coberto por 2 Serviços Locais de Acção Social, todos os restantes têm unicamente 1 serviço local. Poderíamos ser convidados a pensar que Loures se coloca numa posição de vantagem face aos restantes concelhos do país, mas a realidade existente tem-nos mostrado que este tipo de avaliação é completamente infundada. São conhecidas de forma generalizada as condições existentes, por vezes menos dignas em que funcionam os serviços da Segurança Social, no plano nacional. Loures não é excepção. Pelo estudo realizado constata-se que os Serviços Locais que cobrem o concelho se encontram em ruptura, sendo que no caso de Sacavém/Moscavide a ruptura de serviços é total. CDSSL - Serviço Local de Acção Social de Sacavém / Moscavide Para uma leitura mais facilitada, optou-se por se expor a informação levantada, através dos Quadros Síntese que a seguir se apresentam: 186
187 Quadro 48 Síntese da Identificação e Caracterização do Serviço Local de Sacavém / Moscavide Equipa de Sacavém Equipa de Moscavide Av. S. José, 33 2º Sacavém R. Francisco marques Beato, 59 2º 1885 Moscavide Instalações bastante precárias e completamente desadequadas 110 às necessidades e à natureza dos públicos-alvo que ali se deslocam: Instalações -» do ponto de vista da dimensão, são insuficientes, podendo-se facilmente constatar que numa mesma sala, coexistem com muita dificuldade, moveis encavalitados uns nos outros, pessoas em número elevado para o espaço existente, utentes e arquivo à vista e à mão de tudo e de todos; -» no caso de Sacavém, observa-se que, por exemplo, a casa de banho que serve os funcionários, encontra-se em acentuado estado de degradação. -» quanto às acessibilidades, situando-se ambas as instalações, num 2º andar de prédio com escadas estreitas e sem elevador, estas apresentam-se como grandes obstáculos no acesso aos serviços, sobretudo quando pensamos nos idosos, nos deficientes e nas pessoas adoentadas que ali se deslocam. -» a natureza das instalações existentes levantam ainda outros problemas, nomeadamente ao nível da segurança. As instalações são muito pequenas e não existe qualquer saída alternativa ou ligação entre a sala de atendimento e uma outra sala de retaguarda. Acresce aqui, o facto de não existir nenhum serviço de Segurança, cuja presença no local poderia evitar situações que ocorrem com alguma regularidade, como por exemplo, a ameaça e perseguição (dentro das próprias instalações) dos profissionais que ali trabalham. -» a separação geográfica das Equipas não permite uma maior rentabilização dos recursos, por forma a tornar mais eficazes as respostas dadas. 110 Trata-se de um andar de habitação posteriormente adaptado para o funcionamento deste serviço público. 187
188 Meios Logísticos Equipa Técnica Áreas de Abrangência Meios logísticos manifestamente insuficientes quer para o cumprimento das tarefas básicas de funcionamento e organização nas instalações, quer ainda para as visitas e acompanhamento de casos, no caso em que o transporte se apresenta como fundamental para as deslocações. Duma forma geral: -» não existe equipamento informático adequado ao número de profissionais nem às necessidades existentes. Completamente obsoleto o equipamento existente não permite a ligação à internet, intranet e bases de dados da Segurança Social. Na sua grande maioria toda a informação tem que ser registada e trabalhada à mão. -» no caso de Moscavide, existem dois computadores que todavia não podem ser ligados em simultâneo, uma vez que a instalação eléctrica do prédio é bastante antiga, oferecendo aqui o perigo de incêndio por curto circuito, com todos os riscos inerentes. -» o mobiliário existente é insuficiente e desadequado às necessidades, inclusive as ergonómicas. -» não existe espaço para arquivo de processos e documentos diversos; -» no caso de Moscavide aponta-se uma outra limitação: para o atendimento telefónico aos utentes e para o funcionamento do serviço, apenas existem duas linhas telefónicas disponíveis. Existe uma outra mas que é exclusiva de fax. -» relativamente à utilização de viatura, ela é bastante condicionada e limitativa. A marcação é feita com dois meses de antecedência, sendo que não estão previstas as situações de emergência. 4 Técnicos de Serviço Social que asseguram o Atendimento nas freguesias de abrangência, os casos RSI (103 processos por técnico, em média) e da Acção Social (em média, 1249 processos por técnico). 1 Técnico Serviço Social, que assegura toda a área da Cooperação) para além disto, os técnicos asseguram ainda tarefas administrativas. Apelação (perspectiva-se que fique a descoberto por baixa de gravidez) Camarate Sacavém (a descoberto) Sta. Iria de Azóia (a descoberto) 3 técnicos de Serviço Social que asseguram o Atendimento nas freguesias de abrangência, os casos RSI (98 processos por técnico, em média) e da Acção Social (em média, 1163 processos por técnico). Bobadela Moscavide (a descoberto) Portela Prior-Velho S. João da Talha Unhos/Catujal 188
189 Coordenação do Serviço Desde Fevereiro do corrente que o Serviço Local de Sacavém / Moscavide não tem coordenação local. Com a conclusão do processo de reforma da anterior Coordenadora, e não se procedendo à sua imediata substituição, as Equipas de Sacavém e Moscavide deparamse com inúmeros problemas, com efeitos nas dinâmicas quotidianas tanto dos profissionais como das famílias/indivíduos que ali se descolam e são atendidos/acompanhados. Sublinhe-se que todos os despachos administrativos e processuais estão a ser dados pela Sra. Directora do Núcleo de Intervenção Social da Unidade de Acção Social do Centro Distrital da Segurança Social de Lisboa, verificando-se atrasos significativos (em alguns casos) em relação aos mesmos. Atendimento Nas instalações deste serviço existe apenas uma sala de atendimento. Muitas vezes, o espaço da cozinha é utilizado para o efeito. Neste serviço, existe igualmente apenas uma sala de atendimento. Todavia não existe sala de espera, pelo que as pessoas que ali se dirigem têm que esperar pela sua vez de atendimento na porta do Serviço, ou seja, nas escadas do prédio, com todos os transtornos causados quer para o serviço em si, quer para os restantes moradores do prédio. No caso dos idosos, deficientes e pessoas adoentadas o atendimento é feito sem que se possa assegurar as condições mínimas de privacidade, de conforto, tão necessárias à relação de confiança entre profissional e utente. Neste caso, e na maioria das vezes, o atendimento é realizado no lado de dentro da entrada do prédio (espaço público). Sobre o acompanhamento às Famílias e questões processuais, a falta de coordenação do Serviço Local, faz com que todos os despachos tenham que ser dados pela Directora do Núcleo de Intervenção Social da Unidade de Acção Social do Centro Distrital. Existe actualmente (Agosto 2006) um atraso de cerca de dois/três meses. CDSSL - Serviço Local de Acção Social de Loures Comparado com Sacavém/Moscavide, podemos afirmar que o Serviço Local de Loures não apresenta uma realidade tão dramática, todavia subsistem fortes limitações ao bom funcionamento dos mesmos. Para fazer face à inexistência de condições para atendimento e dada a necessidade de dar resposta (ainda que mínima) às pessoas que recorrem à segurança social, entre outras razões 111, os técnicos deslocam-se desde 1998/9, às diversas freguesias. As Juntas de Freguesia têm neste contexto um papel bastante importante, uma vez que são elas que 111 Como por exemplo, as limitações que se colocam às pessoas que se tinham que deslocar à sede do concelho, quer pela diminuta capacidade financeira das famílias, quer ainda pela fraca rede de transportes existentes nesta parte interior do concelho. 189
190 disponibilizam o espaço para a realização do atendimento e em alguns casos, cedem o transporte das técnicas 112. Quadro 49 Síntese da Identificação e Caracterização do Serviço Local de Loures O Serviço Local de Loures funciona em dois edifícios, separados cerca de 1,5Km: Avª Dr. António Carvalho de Figueiredo, Lt. 21 r/c e Loja 2670 Loures Praceta Luís Pereira da Mota 2670 Loures Instalações No primeiro espaço trabalham cerca de 12 pessoas, numa área total de 100 m2. No segundo espaço funciona a Equipa das Crianças e Jovens em Risco e a Área dos Regimes da Segurança Social. Por falta de condições o atendimento realiza-se nas instalações da Carvalho de Figueiredo. Meios Logísticos Equipa Técnica Área de Abrangência Coordenação do Serviço -» só a partir do segundo semestre de 2004, o Serviço Local viu atendido o seu pedido de acesso à internet e intranet, com a montagem de novo equipamento informático. -» quanto às deslocações dos técnicos funcionam na base da marcação prévia com dois meses de antecedência, e são asseguradas por duas viaturas do Serviço de Regimes que garantem igualmente o apoio aos Serviços Locais de Sacavém/Moscavide, Loures e Odivelas, para além de assegurar o apoio domiciliário (distribuição de almoços) do Lar de Odivelas da Segurança Social. 8 Técnicos sendo que destes, um assegura a coordenação e seis asseguram o atendimento em acumulação com todas as outras áreas. 1 Estagiário com formação em Serviço Social (PEPAP 113 ) Bucelas Fanhões Frielas Loures Lousa Sto.António dos Cavaleiros Sto. Antão do Tojal S. Julião do Tojal Desde 1997 que a Coordenadora deste Serviço Local havia mostrado a sua intenção de mudança de serviço, por razões pessoais e de saúde. Todavia só a partir de Março de 2006, foi atendido o pedido solicitado. Desde esta altura assume o cargo, uma técnica de serviço social que até Junho do corrente assegura o desempenho da função de coordenação em acumulação com as suas responsabilidades de técnica. Actualmente a função é assegurada a 100%. 112 Sempre que por parte da Segurança Social não seja possível assegurar a viatura e motorista. Nestes casos, para além das Juntas de Freguesia, também poderão ser as IPSS locais a disponibilizar uma viatura para o transporte das Técnicas da Segurança Social. 113 Programa de Estágios Profissionais para a Administração Pública. 190
191 Atendimento Tal como já foi referido anteriormente, o atendimento realiza-se: na sede do Serviço, em média duas vezes por semana e cobre as freguesias de Loures e Sto. António dos Cavaleiros; e nas instalações das Juntas de Freguesia das restantes freguesias, duas vezes por mês; na sede são ainda assegurados todos os atendimentos de RSI 1ª vez, e acompanhamentos sistemáticos. Até Julho de 2006, realizaram-se em média, cerca de 295 atendimentos/mês, num total de cerca de 601 processos movimentados. Para além do referido, os técnicos deste Serviço Local identificaram ainda como constrangimentos à sua acção: - a inexistência de respostas sociais, nomeadamente ao nível das crianças e jovens em risco, deficientes e idosos dependentes; - o insuficiente apoio técnico dado às IPSS; - a falta de Segurança no espaço de atendimento ao público; - o excesso de solicitações burocráticas que retira os técnicos do trabalho directo com a população, entre outros. Na análise até aqui realizada, não foi feita qualquer referência às Equipas de Acompanhamento de Crianças e Jovens (ECJ s). A dimensão dos processos activos e as condições de trabalho existentes, exigem um olhar ainda mais pormenorizado em relação ao mesmo. Equipas de Acompanhamento de Crianças e Jovens (ECJ s) As ECJ s surgem no distrito de Lisboa num contexto de reestruturação da intervenção psicosocial junto de crianças e jovens em risco, em cada Serviço Local 114 do Centro Distrital da Segurança Social de Lisboa. Para além das competências e atribuições legalmente previstas para o funcionamento das Equipas Multidisciplinares de Assessoria Técnica aos Tribunais (EMAT s) 115, as ECJ s 114 Esta reestruturação realizou-se unicamente no Centro Distrital da Segurança Social de Lisboa, a partir de meados de Junho de No âmbito de um estudo interno realizado, constatou-se que em relação à intervenção psicossocial junto das crianças e jovens, existia uma sobreposição de conteúdos e responsabilidades das Equipas que então existiam - as Equipas de Acolhimento Familiar e as Equipas Multidisciplinares de Assessoria Técnica aos Tribunais (EMAT s), e uma acentuada heterogeneidade de procedimentos e instrumentos. Juntou-se aqui a necessidade de uma maior e mais eficaz rentabilização dos serviços, uma vez que a Segurança Social também desempenhava (e desempenha) um papel primordial nas CPCJ. No restantes Centros Distritais as ECJ s não existem e continuam a funcionar as EMAT s. 115 Entre outras: processo de Promoção e Protecção; processo Administrativo; Regulação do Exercício do Poder Paternal e Fundo de Garantia de Alimentos; Medidas Tutelares Educativas; Adopções de Facto. 191
192 têm ainda como competências, as determinadas no âmbito da Intervenção Familiar 116, das Diligências prévias à concretização e ao acompanhamento das medidas de promoção dos Direitos e de Protecção das Crianças e Jovens em Perigo 117, bem como as ligadas às Situações de Absentismo ou Abandono Escolar 118. No caso do concelho de Loures, funcionam duas Equipas, uma em cada Serviço Local, e de acordo com a informação existente, estão longe de conseguir cumprir a sua função, sendo que mesmo em relação ao conteúdo funcional inerente à Assessoria Técnica aos Tribunais (que de acordo com as orientações definidas no CDSSL, assumem prioridade em relação a todas as outras), regista-se um significativo atraso 119 inclusive na elaboração de pareceres técnicos para apoiar a decisão dos tribunais. Em traços gerais: 1. Loures, é o concelho do distrito de Lisboa com maior número de processos activos: Quadro 50 Ponto de Situação das ECJ s do distrito de Lisboa, a 30 Junho 2006 Serviços Locais Nº Processos Activos Nº Médio de processo por Técnico da ECJ Amadora Cascais Loures Mafra Odivelas Oeiras ,25 Sacavém/Moscavide ,25 Sintra Torres Vedras Vila Franca de Xira ,2 Fonte: CDSSL/Mapa de Registo das Situações de Crianças e Jovens em Risco e de Controlo das Respostas às Solicitações dos Tribunais. 30 Junho Loures, é o concelho que apresenta o maior número médio de processos por técnico, como se pode aliás, facilmente verificar pelos números apresentados. Só o Serviço Local de Acção Social de Sacavém / Moscavide apresenta uma média de 116 Projectos / Acções Específicos: Intervenção centrada na Família; Intervenção Precoce; Educação Parental; Grupos de Apoio à Comunidade. 117 Projectos e Acções inerentes ao Acolhimento Familiar. 118 Levantamento de informação junto das escolas, tendo em vista, entre outros uma avaliação das situações familiares e actuação de acordo com a matriz de funcionamento (modelo centrado na família). 119 Por exemplo, no caso de Sacavém/Moscavide registam-se atrasos de cerca de 3 meses. 192
193 219 processos por técnico, sendo que em relação a cada processo se podem fazer diligências múltiplas, dependendo não só da natureza mas também dos contornos desses mesmos processos, que em geral são mais ou menos graves. Sublinhe-se ainda que este número médio de processos por técnico, poderá nem sempre corresponder à realidade uma vez que, no quadro acima se parte do principio que todos os elementos que integram a Equipa estão ao serviço, o que nem sempre corresponde à verdade. Quer por motivos de doença ou baixa por maternidade, a equipa deste Serviço Local tem conhecido momentos bastante difíceis, sobretudo quando todo o trabalho já de si, bastante excessivo, assenta única e exclusivamente em dois técnicos, que para além das suas funções nas ECJ acumulam muitas outras no âmbito do próprio Serviço. 3. As Equipas são atrocidadas pelo volume de processos e pela falta de condições de trabalho, afastando-se cada vez mais do cumprimento das funções para as quais foram criadas. Integram estas Equipas, os seguintes técnicos: Quadro 51 Técnicos que integram as Equipas de Acompanhamento de Crianças e Jovens do concelho de Loures Loures Sacavém / Moscavide Observações Sublinhe-se que, como 5 Técnicas 5 Técnicos já foi referido sendo que uma se encontra anteriormente, todos os ausente por licença de técnicos afectos a estas maternidade, e dois encontramse afectos à equipa em cerca de Equipas acumulam esta responsabilidade com 70% e 40%. outras nos âmbito do funcionamento dos Serviços. Fonte: Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento do concelho de Loures. Linha Nacional de Emergência Social Ainda em relação à Segurança Social, uma referência a esta linha telefónica especial, vulgarmente conhecida como 144. Trata-se de um serviço criado pela Segurança Social, através do qual e por via do atendimento telefónico 120 se pretende accionar uma resposta social imediata às situações 120 Com funcionamento continuo e ininterrupto. Para um conhecimento mais aprofundado consultar site da Segurança Social ( 193
194 de emergência social e assegurar a acessibilidade a um posterior encaminhamento/acompanhamento social, numa perspectiva de inserção e autonomia Em 2005 foram sinalizadas cerca de 42 situações de emergência social, sendo que em , o concelho de Loures já conta com situações, num universo distrital de 372. Todas estas situações, são em geral encaminhadas para os respectivos Serviços Locais para acompanhamento e resolução de caso. CPCJ Comissão de Protecção de Crianças e Jovens Não sendo uma organização de primeira linha, a CPCJ justifica-se aqui, como uma estrutura que no concelho desenvolve o atendimento e acompanhamento de casos, e que coloca em evidência as falhas existentes ao nível concelhio quer do ponto de vista do funcionamento dos serviços quer da natureza da intervenção de base desenvolvida. E a avaliarmos pelo número de processos existentes nesta área, parece que as falhas são de facto, evidentes. De acordo com a informação cedida pela Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, a CPCJ de Loures foi em 2005, a comissão com o maior volume processual do distrito de Lisboa. Acresce aqui, a informação dada pela Sra. Presidente da CPCJ de Loures que remete esta comissão para o primeiro lugar, mesmo no plano nacional 124. Colocando o enfoque no plano distrital, Loures, passado um ano, e em relação à instauração e abertura de novos processos, continua a ser a CPCJ com maior número de processos, juntamente com os concelhos de Lisboa e Sintra. Desde Janeiro de 2006, que a CPCJ de Loures conta já com 545 novos processos. Em termos das condições de funcionamento e recursos humanos afectos, sublinhe-se que no último ano, se tem vindo a verificar um esforço no sentido da melhoria das mesmas, no 121 In / ( Acção Social/Linha Nacional de Emergência Social ) 122 Entre Janeiro e Julho de Loures (6), Sacavém (7) e Moscavide (20). 124 Prevê-se para breve, a disponibilização dos dados estatísticos, por parte da CNCJR, que permitirão uma leitura comparada e mais aprofundada da realidade existente. 194
195 último ano, estando porém bastante longe de uma situação desejável, face ao cenário existente. Desde 8 Agosto de 2005 que a equipa da CPCJ funciona em novas instalações mais adequadas e com melhores condições de atendimento. Relativamente aos técnicos afectos ao atendimento e acompanhamento de casos, perspectiva-se ainda para este ano a integração de 3 técnicos a tempo inteiro com contrato de um ano assistente social, educador social e jurista, no âmbito do Programa de Estágios de Profissionais para a Administração Pública. Actualmente a CPCJ de Loures conta com uma Comissão Restrita 125 composta por: Quadro 52 Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco / Composição da Comissão Restrita Elementos que integram a Organização Tempo de Afectação Comissão 1 Psicóloga Câmara Municipal de Loures Cerca de 50% (numa média de 2 dias por semana, máx) 1 Psicóloga CPCJ 100% 1 Assistente Social Associação Luís Pereira da Mota 1 dirigente associativo 1 assistente social CDSSL/Serviço Local de Acção Social de Loures 1 política social CDSSL/Serviço Local de Acção Social de Sacavém/Moscavide 1 assistentes social Centro de Saúde de Sacavém, em representação dos dois Centros de Saúde 1 dia por semana 1 educador de infância Cooperativa Socio-Educativa para a Dinamização Comunitária 1 psicóloga Centro Social e Paroquial Nuno Álvares Pereira 1 educador social Centro Social de Sacavém 1 professora (reformada) Elemento Coptado 126 Fonte: Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento do concelho de Loures. Sublinhe-se que a técnica que representa a Câmara Municipal de Loures, exerce igualmente as funções de Presidente da Comissão, ambas exercidas em acumulação com um tempo de afectação que não ultrapassa os 50%. No restante tempo a técnica exerce as 125 De acordo com o 21º artigo da Lei de protecção de crianças e jovens em perigo (Lei nº147/99 de 1 de Setembro) compete à Comissão Restrita: intervir nas situações em que a criança ou o jovem está em perigo; atender e informar as pessoas que se dirigem à comissão de protecção; apreciar liminarmente as situações de que a comissão de protecção tenha conhecimento; proceder à instrução dos processos; solicitar a participação dos membros da comissão alargada nos processos referidos; solicitar parecer e colaboração de técnicos ou de outras pessoas e entidades públicas e privadas; decidir a aplicação e acompanhar e rever as medidas de promoção e protecção; informar semestralmente a comissão alargada, sem identificação das pessoas envolvidas, sobre os processos iniciados e o andamento dos pendentes. 126 De acordo com a alínea m) do artº 18º, e o nº5 do artº 20º, da lei atrás mencionada. 195
196 suas funções no âmbito dos projectos e demais atribuições do Gabinete de Saúde da Câmara Municipal de Loures. Câmara Municipal de Loures, Juntas, IPSS e Escolas Perante o cenário anteriormente descrito, e tendo presente o contexto neo-liberal em que vivemos caracterizado, entre outros por um Estado que se vai despojando das suas funções sociais através da privatização dos serviços públicos ou da territorialização das respostas sociais que sob o pretexto de se estar mais próximo das pessoas, se remete para as organizações aí existentes, a responsabilidade de intervir para a resolução dos problemas que sendo locais encontram a sua génese num plano que ultrapassa em larga medida esse mesmo local, não é de estranhar que as IPSS, as Juntas de Freguesia e demais organizações tenham vindo a assumir cada vez mais, um papel de destaque no reforço da coesão social. Com o acentuar dos problemas sociais no concelho, com a ausência de resposta por parte dos serviços responsáveis, e pela proximidade, as pessoas procuram nas Juntas de Freguesia e Câmara Municipal, uma resposta para os seus problemas, ou pelo menos alguém que as ouça e lhes possa dar uma informação/orientação correcta. Câmara Municipal de Loures Relativamente à Câmara Municipal de Loures, na área do social, o atendimento realizado encontra-se um pouco disperso pelos diversos Serviços. Na sua actual macroestrutura e funcionamento da autarquia, o GARSE Gabinete dos Assuntos Religiosos e Sociais Específicos, ainda que timidamente (uma vez que não existe um despacho concreto nesse sentido), vem assumindo esse papel, partilhando-o todavia, num profundo respeito pelas competências estabelecidas, com outros serviços 127 como a Divisão Municipal de Habitação, o Gabinete de Saúde, a Divisão de Educação e Juventude e a Área de Juventude. 127 Sobretudo nos últimos anos, tem-se vindo a assumir a consciência de que a resposta a dar ao cidadão não ser espartilhada à medida de cada Serviço, sobressaindo a ideia de que existiam tantas Câmaras quantas os serviços existentes. Internamente a comunicação existente inter-serviços, realizava-se na medida exacta da sensibilidade dos técnicos ou das respectivas chefias para o efeito. Actualmente esta situação encontra-se um pouco mais esbatida. 196
197 De forma genérica, é realizado através do funcionamento normal dos serviços no âmbito das suas competências ou através das seguintes respostas estruturadas e dirigidas a públicos específicos: Quadro 53 Síntese do Programa RIAS RIAS Resposta Integrada de Acção Social Obs. Breve Descrição O RIAS Resposta Integrada de Acção Social é um programa do GARSE, que surge actualmente como uma forma catalizadora das sinergias internas. Institucionalmente, encontra-se definido que todos os casos sociais que surjam na autarquia deverão ser encaminhados para a Equipa responsável pelo Programa e posteriormente caberá a esta estabelecer todas as pontes necessárias quer seja dentro da autarquia (para os diferentes serviços) quer seja com as demais organizações localizadas dentro ou fora do concelho, conforme se considerar mais pertinente, por forma a dar uma resposta condigna e total, às pessoas que se dirigem aos serviços da autarquia. Pretende-se com isto evitar, que as pessoas sejam empurradas de um lado para o outro. Em última instância pretende-se contribuir para a prestação de um serviço com mais qualidade. Trata-se de uma resposta bastante recente estruturada em torno de duas vertentes: a) a do apoio às organizações de solidariedade social, de carácter religioso e associativo ligado aos imigrantes e minorias étnicas; b) a do atendimento e acompanhamento social às famílias e indivíduos, socialmente desfavorecidos. Esta última, é a vertente explorada no âmbito do tema em análise. Funcionamento Recursos Humanos Afectos Condições Atendimento de O atendimento pode decorrer nas instalações do GARSE (Loures) e nas da Casa da Cultura de Sacavém. Excepcionalmente poderão ser encontrados outros espaços de acordo com as necessidades das pessoas que recorrem ao serviço. Em relação à marcação do atendimento, não existe um dia especifico para o efeito, uma vez que a mesma é feita de acordo com as necessidades. O serviço é assegurado por uma assistente social e uma psicóloga, parcialmente afectas ao projecto Em Loures (GARSE) realiza-se na sala de reuniões com condições mínimas. Na Casa da Cultura de Sacavém, existe uma sala própria para o efeito com condições Fonte: Câmara Municipal de Loures. 197
198 Quadro 54 Síntese do CLAI e CLAII Breve Descrição CLAI Centro Local de Apoio ao Imigrante e CLAII Centro Local de Apoio à Integração do Imigrante Os CLAI Centro Local de Apoio ao Imigrante, formalizam-se através de um protocolo estabelecido entre a Câmara Municipal / GARSE e o ACIME Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, e apresentam-se como espaços de informação que têm por missão (...) proporcionar ao imigrante, um local de resposta às suas perguntas, ligado ao Sistema Nacional de Informação ao Imigrante, procurando informar e ajudar a resolver os seus problemas com eficácia e humanidade (...). 128 Observações Os CLAI surgem a partir de 2005, na sequência do estudo realizado sobre a Imigração no concelho de Loures e aproveitando um contexto favorável para o efeito. O CLAII Centro Local de Apoio à Integração do Imigrante, para além dos objectivos previstos nos CLAI s, visa incrementar uma maior aproximação entre as administrações local e central, mormente no acompanhamento de processos de legalização e acompanhamento social. O CLAII de Loures / Centro Comercial Carrefour, é o mais recente e iniciou em Julho de Sublinhe-se que este faz parte duma rede nacional composta por 6 CLAII. Funcionamento Os CLAI s funcionam nos seguintes locais e com os seguintes horários: -» Apelação / Centro Comunitário da Apelação (segunda e sexta feira, das 9:00 às 12.30). -» Sacavém / Casa da Cultura de Sacavém (Terça e Quinta-feira, das 14:30 às 19:00; e Quarta-feira, das 9:30 às 12:30). O CLAII, funciona em: -» Loures / Centro Comercial Carrefour Segunda a Sexta.feira, das 10:00 às 14:00, sendo que é possível um atendimento personalizado, das 14:00 às 18:00, mediante marcação prévia). e Sábados das 10:00 14:00. Recursos Humanos Afectos Condições Atendimento de Um assistente social, e dois antropólogos, com tempos parcialmente afectos. Em todos os locais realiza-se em espaço próprio com condições para o efeito. Fonte: Câmara Municipal de Loures. 128 in / CLAI. 198
199 Quadro 55 Sem Riscos Sem Riscos Breve Descrição É um programa da Divisão de Educação e Juventude / Área da Juventude, que visa (...) dar resposta aos jovens que pretendam informação, aconselhamento e apoio nas seguintes áreas: Aconselhamento e Orientação Profissional; Formação e Emprego; Problemáticas da Adolescência / Puberdade; Educação Sexual e Reprodutiva; Promoção de comportamentos saudáveis; Toxicodependências; Habitação / Arrendamento. 129 Funcionamento Prevê ainda o envolvimento dos pais e/ou familiares e agentes, por forma (...) a facilitar a aquisição de estratégias educativas adequadas 130. Formalmente, o atendimento realiza-se em regime de itinerância pelos diversos Gabinetes de Apoio à Juventude existentes. A saber: nos GAJ de Santo António dos Cavaleiros, Loures, Sacavém e Camarate: -» 1ª e 3ª semanas de cada mês, de segunda a quinta-feira, 14:00-17:00. -» 2ª e 4ª semanas de cada mês, de segunda a quinta-feira, 10:00 12:30. nos GAJ de S.Julião do Tojal, Frielas, Moscavide, S.João da Talha e no Centro Comunitário da Apelação, só por marcação prévia. Recursos Humanos Afectos Condições de Atendimento Dois psicólogos, afectos a tempo inteiro ao projecto. Somente os GAJ de Camarate, S.João da Talha e S.Julião do Tojal têm sala própria com condições adequadas. Nos restantes locais, o atendimento realiza-se na sala de trabalho comum (espaço público). Fonte: Câmara Municipal de Loures. Relativamente às respostas dadas no âmbito dos Serviços, um destaque para: 129 In Folheto de Divulgação. 130 Idem. 199
200 Quadro 56 Atendimento: Respostas Diversas no âmbito dos Serviços da Câmara Municipal de Loures Gabinete de Saúde Breve Descrição Atendimento telefónico, dirigido à população Deficiente e famílias. Funcionamento e Condições de Atendimento Recursos Humanos Afectos Realiza-se diariamente, de acordo com o horário de 1 Psicóloga funcionamento do gabinete. (GSAU) Divisão Municipal de Habitação (DMH) (DHSOCAS/AAS) Tem carácter informativo e de encaminho. Participação no atendimento desenvolvido pela Unidade de Desenvolvimento e Intervenção Precoce de Loures / Centro de Saúde de Loures. As consultas são dirigidas às crianças dos 0-6 anos, e abrange as freguesias de Bucelas, Fanhões, Loures, Lousa, Frielas, Sto. Antão do Tojal, S. Julião do Tojal e Sto. António dos Cavaleiros. Atendimento e acompanhamento social de indivíduos e famílias, desenvolvidos no âmbito da gestão dos bairros de propriedade municipal, e de processos de realojamento. Trata-se por isso, de um atendimento dirigido largamente para a população residente e/ou registados nos bairros municipais e núcleos de barracas. Atendimento na área da acção social dirigido especificamente aos trabalhadores, famílias e aposentados da Câmara Municipal. Um universo total de aproximadamente pessoas. Sala comum de trabalho dos técnicos. Realiza-se diariamente nas instalações do Centro de Saúde de Loures, na Mealhada. Sala própria com condições de atendimento. Diariamente nas instalações dos Gabinetes de Bairro das Sapateiras 131, da Apelação 132, dos Terraços da Ponte/Sacavém 133, e do Prior- Velho 134, em geral, por marcação prévia. Em todos os Gabinetes, o atendimento realiza-se em Sala própria com condições de atendimento. Excepção feita para o Gabinete de Bairro das Sapateiras, cuja sala não apresenta quaisquer condições. Semanalmente, nas instalações das Oficinas Municipais. Sala própria com condições. No âmbito da parceria criada, são cedidas pela Câmara Municipal de Loures: 4 Psicólogas, cada uma com um tempo de afectação de 4 horas por semana. Um total de 18 Técnicos, a tempo inteiro, distribuídos pelas seguintes áreas de formação: - Serviço Social (11) - Segurança Social (1) - Sociologia (4) - Antropologia (1) - Psicóloga (1) 3 Assistentes Sociais, afectos 3 horas por semana. Fonte: Câmara Municipal de Loures. 131 Bairros Municipais de: S. Sebastião de Guerreiros, Calçada do Barro, Qta. Das Sapateiras, Manjoeira, da Espadaninha. Fogos Dispersos: Sto. António dos Cavaleiros, Lousa, Bucelas, Frielas e Mealhada. Núcleos de Barracas: Casal do Roxo. 132 Bairros Municipais: Qta. da Fonte, Urbanização Parcela 6, Bairro Car. Fogos dispersos: Apelação. Núcleos de Barracas: Talude Militar, Qta das Mós, Bairro da Torre. 133 Bairros Municipais: Urbanização Terraços da Ponte. Fogos dispersos: Courela do Foguete em Sacavém. 134 Bairros Municipais: Urbanização Qta. das Pretas; da Vitória. Fogos Dispersos: freguesias de S.João da Talha, Sacavém, Sta. Iria de Azóia e fora do concelho. Núcleos de Barracas: Qta. da Serra, Qta. das Pretas, Qta. Da Vitória, S.João da talha (junto à escola secundária), entre outros dispersos pelo concelho. 135 Em Agosto de 2006, cerca de 1700 trabalhadores e 470 aposentados. 200
201 Juntas de Freguesia, IPSS e Escolas A caracterização que a seguir se apresenta resulta directamente do tratamento e análise da informação recolhida através das Fichas de Identificação e Caracterização dos Locais de Atendimento do concelho de Loures, sendo: Quadro 57- Identificação e Caracterização dos Locais de Atendimento: Respostas Tipo de Organização Frequência Juntas de Freguesia 7 IPSS / Cooperativas Sociais 23 Escolas 2 Fonte: Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento do concelho de Loures. Tal como referido no inicio deste capítulo, os dados que a seguir se expõem, dizem respeito à caracterização do atendimento que se realiza, aos recursos técnicos envolvidos, e por fim, a uma breve caracterização dos espaços físicos afectos e suas condições. Para uma leitura mais simplificada procede-se à apresentação dos mesmos através dos quadros que a seguir se apresentam. 201
202 Quadro 58 Breve Caracterização do Atendimento realizado no concelho pelas Juntas de Freguesia, IPSS / Cooperativas e Escolas Área de Abrangência do Atendimento Natureza do Atendimento 47% Àrea de Abrangência do Atendimento 14% 43% 33% Quinzenal 11% 32% Tipo de Atendimento realizado Concelho Freguesia Inter-Freguesias Bairro 9% Psico-Social 41% Psicológico 3% Acção Social Outro Motivo do Atendimento 2% Outro 34% 31% Informação/ Orientação Encaminhamento Acompanhamento de Casos Outro Regularidade do Atendimento Diário Juntas de Freguesia Escolas IPSS De forma sintetizada: 1. Predominantemente o atendimento realizado circunscreve-se à população da freguesia a que respeitam as organizações. 2. No caso do atendimento que abrange população de diversas freguesias (interfreguesias), as IPSS / Cooperativas, são o tipo de organizações com maior peso. 3. Em relação ao tipo de atendimento realizado, é predominantemente psicosocial e de acção social, destacando-se aqui o atendimento ligado à distribuição de alimentos quer no âmbito do Banco Alimentar quer do programa da Segurança Social. 4. No concelho não existe grande diferença nas várias vertentes do atendimento. A Informação / Orientação, o Encaminhamento e o Acompanhamento de Casos, surgem aqui duma forma bastante equilibrada. 5. Quanto à regularidade do atendimento, é duma forma geral diário ao nível das IPSS, e quinzenal/semanal ao nível das Juntas de Freguesia. Fonte: Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento do concelho de Loures. Neste âmbito, uma nota ainda, em relação às Escolas e às Juntas de Freguesia. No que respeita às Escolas que responderam ao questionário, sublinha-se que o atendimento realizado aos alunos da Escola Secundária de Camarate é assegurado por uma psicóloga educacional através de um estágio profissional. No caso da Escola Básica Integrada Luís de Sttau Monteiro, o atendimento é feito no âmbito dos Gabinete de Apoio ao Aluno e à 202
203 Família (GAAF s), enquadrado metodologicamente pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC). O funcionamento deste, assenta numa relação de parceria decorrente da Parceria de Intervenção Comunitária das Sapateiras, e o acompanhamento aos alunos com problemas, prevê uma intervenção junto da família e da comunidade. Situando-nos no caso das Juntas de Freguesia não são de hoje, as preocupações dos Executivos das mesmas no que toca às questões sociais. Confrontados com o agravamento dos problemas e a sua complexidade dos mesmos, os autarcas sentem-se de forma geral ultrapassados pelas situações. O número de pessoas que vão bater às portas das Juntas de Freguesia tem vindo a aumentar bastante, sobretudo nas freguesias em que o atendimento social realizado pela Segurança Social se encontra a descoberto ou menos coberto. É assim que aproveitando a dinâmica da Rede Social, algumas Juntas, nomeadamente a Junta de Bucelas, Sta. Iria de Azóia, S. João da Talha, Sto. Antão do Tojal, Sto. António dos Cavaleiros, Apelação / Frielas e Unhos, integraram profissionais da área do social, inicialmente no âmbito do Programa de Apoio e Acompanhamento às Comissões Sociais de Freguesia, mas que agora estão ligadas às respostas entretanto criadas, no âmbito dos Planos de Acção das próprias Juntas de Freguesia 136. No que respeita às principais problemáticas tratadas no âmbito do Atendimento realizado no concelho, não se pode dizer que exista uma que se destaque particularmente pela sua dimensão. De forma geral, as problemáticas vão desde a doença mental, os comportamentos aditivos, o abandono escolar, a pobreza, até a violência doméstica, o desemprego, passando pela questão dos idosos (em situação de isolamento e dependência económica) e das crianças e jovens vítimas de negligência e maus tratos, acessibilidades e deficiência, entre muitas outras. A população em geral pode aceder ao atendimento que se realiza no concelho, todavia uma nota para as IPSS, que de uma forma geral, estruturam o atendimento em função dos seus utentes e famílias. Excepção para o caso das IPSS mais abertas à comunidade, ou para aquelas que procedem periodicamente à distribuição de alimentos. 136 Para além do Atendimento Social, algumas Juntas de Freguesia oferecem ainda um Atendimento Psicológico e Jurídico, por norma a funcionar semanalmente, como é o caso por exemplo de Sta. Iria de Azóia. Note-se que o atendimento na área Jurídica não foi tratado neste estudo. 203
204 Gráfico 5 Breve Caracterização dos Recursos Técnicos Envolvidos Profissionais Afectos ao Atendimento / Acompanhamento Outra Educador Social Psicopedagogia Psicologia Serviço Social Fonte: Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento do concelho de Loures. Do levantamento realizado e tendo presente as devidas limitações, podemos afirmar que existem cerca de 65 profissionais afectos, dos quais mais de 50% são assistentes sociais, enquadrados por IPSS / Cooperativas, sendo que apenas dedicam a esta função uma ínfima parte do seu tempo. Dada a heterogeneidade de respostas à questão Tempo Médio de Afectação, não é possível aqui apresentar quaisquer dados, contudo uma análise das mesmas, mostra-nos que de uma forma geral os profissionais acumulam a função do atendimento com todas as outras inerentes às responsabilidades que detêm. O levantamento realizado não permite concluir sobre a natureza do vínculo laboral destes técnicos, todavia uma observação atenta permite-nos adiantar a ideia da precaridade e instabilidade profissional. Muitos dos técnicos referidos ao longo deste capítulo são profissionais enquadrados no âmbito de Programas de Estágios Profissionais, avenças, ou são ainda estudantes finalistas cujos estágios académicos são rentabilizados a fim de assegurar (em parte) o funcionamento normal dos serviços. Porém este é um dado que necessita de aprofundamento. 204
205 Gráfico 6 Breve Caracterização dos Espaços Físicos Afectos ao Atendimento Sala Própria Sala do Técnico Sala de Reuniões Outra Fonte: Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento do concelho de Loures. Pelo gráfico apresentado, constata-se que o atendimento se realiza predominantemente, ou em Sala Própria ou na Sala de Trabalho do Técnico. De acordo com a informação levantada, mais de 90% destes espaços asseguram as condições de privacidade e conforto, subjacentes ao respeito pelo utente. 205
206 4.3 Quem Encaminha para Quem? Tentando dar visibilidade ao fluxo de relações que se estabelecem entre as organizações, apresentam-se neste ponto, os resultados apurados, nas respostas dadas à pergunta - Quem Encaminha para Quem? Quadro 59 - Quem Encaminha para Quem? Para Quem? Nº vezes assinalado CAT Loures 8 Câmara Municipal de Loures 10 CDSSL / Serviço Local de Loures 11 CDSSL / Serviço Local de Moscavide 9 Centro de Saúde de Loures 11 Centro de Saúde de Sacavém 7 GNR Grupo Territorial de Loures 5 IRS / Equipas Loures Penal e Famílias e 11 Menores PSP 2ª Divisão de Lisboa 2 PSP Divisão de Loures 9 CPCJ 12 Unidade de Cuidados Psiquiátricos / Equipa Hospital Júlio de Matos IPSS Locais IPSS Fora do Concelho Instituições de Saúde fora do concelho Instituto de Emprego e Formação Profissional 140 Escolas 3 Juntas de Freguesia 5 Outras Fora do Concelho Fonte: Ficha Quem Encaminha para Quem? 10 Trata-se duma primeira aproximação, em relação à qual importa reconhecer, uma dupla limitação quanto à compreensão dos dados que agora se apresentam: a) a de resultar da participação de um número limitado de representantes de um conjunto de organizações, pelo facto do questionário ter sido lançado no âmbito da realização da Sessão de Trabalho Alargada; b) a de nem sempre reflectir a totalidade dos fluxos de relações das organizações presentes, uma vez que nem sempre o representante da organização não tem a noção da globalidade das relações que a sua organização estabelece com outras no âmbito dos seus múltiplos serviços. De qualquer forma, não quisemos deixar de os apresentar neste espaço porque de certa forma devem ser encarados como um conhecimento que carece naturalmente de outros aprofundamentos. Da discussão dos dados realizada com os presentes na referida iniciativa, nota-se um fluxo de encaminhamento para os Serviços Locais da Segurança Social e destes para as organizações do terceiro sector, nomeadamente as IPSS. Sublinhe-se ainda, a importância dos fluxos para as organizações ligadas à Saúde, ao Emprego e às de apoio social fora do concelho, ligadas às questões da pobreza, da saúde e da imigração. 137 Deficiência; Toxicodependência; Crianças e idosos. 138 APAV, Cercipóvoa. 139 Equipa Pedopsiquiatria Hospital D. Estefânia; Maternidade Alfredo Costa; Hospital Santa Maria. 140 Centros de Emprego e Centros de Formação Profissional. 141 Cruz vermelha; Instituto Nacional de Habitação; Assistência Médica Internacional; Serviço Estrangeiros e Fronteiras / CNAI. 206
207 4.4 Principais Problemas Identificados e Algumas Pistas Orientadoras para Estratégias de Intervenção e Propostas de Acção Entendendo o Atendimento / Acompanhamento, como uma resposta social que visa apoiar as pessoas e as famílias na prevenção e/ou reparação de problemas geradores ou gerados por situações de risco/exclusão social, assente numa relação de reciprocidade técnico/utente, tendo em vista a promoção de condições facilitadoras da sua inserção através, nomeadamente, do apoio à elaboração e acompanhamento de um projecto de vida. 142, podemos constatar, pela análise realizada na primeira parte deste capítulo, que a resposta social aqui tratada está longe de se apresentar como a ideal quer para os profissionais envolvidos quer para os utentes, uma vez que a mesma se efectiva na generalidade sob condições que não garantem a qualidade e o respeito pela dignidade da pessoa. Os números 143 apresentados e os dados apresentados colocaram em evidência os défices existentes no concelho de Loures, para um Atendimento e Apoio/Acompanhamento Especializado. No que respeita ao apoio à vítima de crime e mais especificamente à vítima de violência doméstica, constata-se que não existe nenhuma resposta específica de atendimento e acompanhamento de casos. Esta é aliás uma área bastante a descoberto, uma vez que ela não é coberta claramente por mais nenhuma outra entidade, como seria o caso da APAV. No caso da GNR, a Unidade de Mulher e Menor situa-se fora do concelho apesar do peso significativo de Loures face aos demais concelhos abrangidos pelo Destacamento de Loures. No caso da PSP, existem duas salas especificas 144 para o atendimento mas não existem quaisquer outras condições. 142 In Nomenculaturas/Conceitos, Documento Aprovado por sua excelência O Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Trabalho e da Solidariedade, Número de atendimentos / processo activos da Segurança Social; Número de processos das ECJ s, da CPCJ e da PSP e GNR. 144 Sendo que a Sala da Esquadra do parque das nações servirá fundamentalmente a freguesia de Sta. Maria dos Olivais do concelho de Loures, dada a área geográfica de abrangência. 207
208 Na APAV Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, registaram-se em 2005, na sua rede de Gabinetes de Apoio à Vitima, 118 vitimas/utentes residentes no concelho de Loures com cerca de 246 factos praticados 145, dos quais cerca de 92% ocorreram no âmbito da Violência Doméstica 146. Do ponto de vista do atendimento, quer a GNR quer a PSP actuam de forma idêntica, tendo subjacente princípios e orientações que correspondem aliás aos demais sectores de intervenção. Existe a compreensão de que o atendimento se deverá desenrolar sob condições especificas que salvaguardem a privacidade e o respeito das pessoas que aqui recorrem, evitando uma exposição das vítimas a mais situações constrangedoras que aquelas que as motivou a dirigir-se a este tipo de organização, porém constata-se que os esforços feitos em relação ao concelho de Loures ainda se apresentam bastante limitados. Ainda em relação à PSP e à GNR, sublinhe-se que estes organismos se confrontam com um outro problema (entre muitos outros, é claro), decorrente do facto de trabalharem 24 horas ininterruptamente, e que é o da incompatibilidade de horários com demais organiza-ções, com graves consequências para as pessoas que aqui recorrem à procura de protecção e ajuda. Quanto aos Serviços Locais da Segurança Social, só uma nota final. O concelho de Loures é um dos concelhos mais problemáticos do distrito de Lisboa. Dentro do concelho, o Serviço Local que apresenta uma situação de ruptura total a todos os níveis, é o de Sacavém/Moscavide que é também o Serviço Local que cobre a maioria das freguesias com as situações sociais mais agudizantes, e que detêm o maior número de situações problemáticas. Note-se que, de acordo com a informação dada, perspectiva-se que este serviço se desloque temporariamente (durante um ano) para as instalações do Centro Distrital da Segurança Social, sitas na Av. Estados Unidos, em Lisboa. Em relação à Câmara Municipal de Loures, o facto de não existir um Departamento espe-cífico causa alguns entraves ao funcionamento e organização dos serviços na matéria. Todavia sublinhe-se o esforço desenvolvido internamente, no sentido de serem ultrapassadas as dificuldades e ser dada uma resposta integrada e de qualidade ao munícipe. 145 Contra 858 vitimas/utentes residentes no concelho de Lisboa, e 92 residentes no de Odivelas. Define-se como acto praticado, 146 Incluem-se aqui as situações de: maus tratos físicos; maus tratos psíquicos; ameaças/coacção; difamações/injúrias; subtracção de menor; violação da obrigação de alimentos; violação; abuso sexual; homicídio; e outros em meio doméstico. 208
209 Ainda decorrente dos dados apresentados na primeira parte, um realce para a situação de escassez / inexistência de recursos para áreas de atendimento e apoio dirigidos à população deficiente. Urge, portanto, reforçar a intervenção de base nas comunidades em geral e nos territórios mais problemáticos do concelho, em particular. Urge igualmente reforçar os serviços com condições e meios que permitam respostas com mais qualidade. Um outro constrangimento identificado mas sobre o qual não se teceu qualquer consideração até agora, é o decorrente do facto das Equipas de Loures (Família e Menores, e Penal) do Instituto de Reinserção Social (IRS) se encontrarem sediadas 147 fora do espaço geográfico do concelho. Relembra-se que o atendimento realizado por estas Equipas decorre sempre duma decisão judicial, tendo portanto um carácter de obrigatoriedade. No âmbito das suas competências 148 procedem à articulação interinstitucional na própria comunidade onde se encontram os jovens ou adultos em acompanhamento, e no âmbito destes casos realizam as visitas domiciliárias sempre que se justifiquem. Note-se que, nos últimos anos, tem-se vindo a desenvolver esforços no sentido de se encontrar instalações para o funcionamento destas Equipas no concelho. Ora, se até aqui foi possível proceder ao enunciar dalguns dos problemas subjacentes aos locais e recursos afectos, ao processo de atendimento e acompanhamento social, esta análise será de seguida complementada com outros contributos que reflectem o cruzamento dum conjunto de informação recolhida no âmbito dos trabalhos realizados em diferentes espaços e momentos, sendo contudo, a Sessão de Trabalho Alargada para o Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias a que se apresenta como o referencial mais importante. Para uma leitura mais objectiva e sistematizada, optou-se pela apresentação dos contributos em forma de quadro, organizados de acordo com as seis dimensões identificadas: Acolhimento Diagnóstico das necessidades / Utente Relação Profissional Utente Qualidade e Avaliação dos Serviços Prestados 147 Encontram-se actualmente nas instalações do IRS na Av. Almirante Reis, 59 7º, Lisboa. 148 Enquadradas pelo Decreto-Lei nº204 A/2001, de 26 de Julho. Ministério da Justiça. 209
210 Relação Inter-Organizacional Reconhecimento Profissional Quadro 60 Acolhimento: Síntese dos Problemas e Propostas de Acção identificados A COLHIMENTO PROBLEMAS ALGUMAS PROPOSTAS DE ACÇÃO * Espaços físicos não adequados para realização de acolhimentos específicos. (Ex.: visitas/ cível crianças); * Existência de barreiras arquitectónicas que dificultam / impossibilitam o acesso físico das pessoas aos serviços; * Dotar os serviços das acessibilidades previstas na * Desterritorialização das equipas por falta de instalações no concelho (ex. IRS); lei; * Melhoria das condições físicas de atendimento; * Má localização do local de atendimento (localização geográfica, acessibilidade, * Criação de espaços de atendimento ergonómicos transportes ). (acústica, privacidade); * Dotar os serviços de meios de segurança físicos * Ausência de condições físicas/ logísticas (segurança pessoa, sistema de sinalização que respeitem a privacidade/ intimidade do campainha, sala com acessos alternativos; utente e propiciem a criação da relação * Espaços agradáveis que assegurem privacidade e empática; conforto; * Falta de segurança nos serviços; * Melhor articulação entre os serviços; * Falta de articulação inter-institucional * Atendimento em tempo útil e de acordo com as (falta de informação prévia sobre o utente); necessidades do utente; * Dificuldade imediata para o início do * Atendimento integrado; acolhimento (listas de espera) / Muito * Descentralização do atendimento / atendimento tempo de espera. itinerante. * Encaminhamento com informação * Maior critério na nomeação dos técnicos para insuficiente sobre o caso a acompanhar. * Muita exposição do utente que permaneçam na mesma função/serviço/lugar (competências pessoais e técnicas); * Falta de respeito pela individualidade / * Mais formação do pessoal envolvido, sejam pessoa. técnicos ou não. * Processo muito burocratizado até ao * Adopção por parte de todos, de iguais atendimento. * Falta de informação nas salas de espera. * Sobrecarga de casos por parte dos instrumentos de triagem e diagnóstico dos problemas. Obrigatoriedade de encaminhamento de casos acompanhados desses instrumentos; profissionais; * Falta de formação do pessoal envolvido no processo (técnicos, auxiliares, seguranças, etc) * Barreiras Culturais no processo de relação e comunicação. 210
211 Quadro 61 Diagnóstico das Necessidades / Utente: Síntese dos Problemas e Propostas de Acção D IAGNÓSTICO DAS NECESSIDADES /UTENTE ALGUMAS PROBLEMAS PROPOSTAS DE ACÇÃO * Dificuldade em informatizar alguns instrumentos. * Falta de formação por parte dos técnicos na área de informática. * Necessidade de criar processos / * Falta de instrumentos de registo / reflexão que permitam a mecanismos de actualização da aferição de caso / passagem para casos semelhantes. informação; * Pouca valorização do diagnóstico participado (técnicos / utentes) * Diagnósticos elaborados de forma a * Diagnósticos parciais / sectoriais. que espelhem a realidade; * Desactualização dos levantamentos * Falta de formação continua nesta área do diagnóstico * Maior celeridade nos levantamentos; participado. * Diagnóstico centrado e realizado na secretária / falta de *Iintegrar verdadeiramente o utente e o trabalho de campo. diagnóstico na intervenção e avaliação. * Diagnósticos das necessidades sombra o próprio utente não tem consciência das necessidades ou não as quer assumir. 211
212 Quadro 62 Relação Profissional-Utente: Síntese dos problemas e Propostas de Acção identificados R ELAÇÃO PROFISSIONAL - UTENTE PROBLEMAS ALGUMAS PROPOSTAS DE ACÇÃO * Relação fragilizada. * Fraca comunicação * Fraco conhecimento da realidade * Dificuldade por parte do utente no reconhecimento da necessidade de ajuda e medo de rejeição por parte do grupo de pares; * Dificuldade na relação profissional utente quando no * Promover formação de mediadores acompanhamento do mesmo está implícita uma dupla (população, comunidades); vertente: apoio/ controlo (caso de solicitações de Tribunais); *Dotar os serviços de meios que * Obrigação do atendimento por força de solicitações do promovam a imagem da Instituição; Tribunal (IRS, CAT, Seg. Social); * Dificuldade na relação técnico/ utente, quando o * Necessidade de criar novas respostas acompanhamento é imposto; sociais; * Dificuldade em manter a relação de ajuda, quando se detectam situações de irregularidade; * Criar / incrementar mecanismos que * Constante mudança dos técnicos (instabilidade na permitam uma avaliação continua dos relação com o utente); processos e do funcionamento dos * Dificuldade em gerir a complexidade das situações serviços; (quantidade) * Ao nível do profissional: - falta de uma relação de proximidade: preconceitos, falta de predisposição/disponibilidade para a relação; falta de tempo. Ao nível do utente: - dificuldade em se expor; - falta de informação. 212
213 Quadro 63 Relação entre as Organizações: Síntese dos Problemas e Propostas de Acção identificadas PROBLEMAS ALGUMAS PROPOSTAS DE ACÇÃO R ELAÇÃO ENTRE AS ORGANIZAÇÕES ( TRABALHO EM REDE) * Dificuldade na concretização de um trabalho de parceria efectiva (partilha de recursos e interacção entre técnicos); * Ausência de retorno da informação; * Melhorar os canais de informação e de comunicação: * Organizações fechadas sobre si mesmas, o que dificulta o trabalho a desenvolver; * Falta de comunicação e de informação Respostas Sociais; Partilha e divulgações; sobre recursos e prioridades da autarquia e * Ao nível de cada organização devia haver um responsável das organizações em geral. pela actualização da informação (respostas/ recursos) da * Falta de comunicação e reuniões entre as mesma Gestor de Informação. instituições (organização de tarefas e responsabilização); * Melhoria da comunicação entre as equipas de trabalho * Pulverização da acção social (externa) inter-institucional, através por exemplo, da nomeação de um da CML por diversas unidades orgânicas; * Dificuldades de articulação com os responsável qualificado (facilitação de canais de comunicação); serviços; * Pouca divulgação ao nível dos recursos e * Calendarização de reuniões periódicas para avaliação do apoios que possam ser prestados; * Disponibilização de informação dos trabalho desenvolvido pelos diferentes técnicos coenvolvidos em determinado caso; recursos e serviços existentes na Comunidade/ Concelho. * Divulgar os recursos e prioridades da autarquia e outras; * Desconhecimento do funcionamento das outras instituições. * Melhoria da comunicação intra e interinstitucional; * Falta de partilha de experiências. * Falta de protocolos entre parceiros, com * Criação de pequenos núcleos onde se desenvolvam objectivos, funções e recursos afectos, parcerias efectivas; explicitados de forma clara. * Falta de cultura e de metodologia de * Comunicação horizontal. trabalho em rede. * Parcerias de conveniência para * Maior rentabilização de equipamentos e recursos humanos. financiamento de projectos 213
214 Quadro 64 Avaliação dos Serviços Prestados: Síntese dos Problemas e Propostas de Acção identificados A VALIAÇÃO DOS S ERVIÇOS PRESTADOS PROBLEMAS * Falta de uma cultura de avaliação. Os critérios são subjectivos, e não se conhecem metodologias para mensuração da informação relativa ao acompanhamento dos processos e avaliação dos processos de integração social. * Primazia do quantitativo sobre o qualitativo. * Falta de definição de objectivos/critérios; * Falta de formação e motivação dos funcionários que efectuam a triagem (pré atendimento); * Falta de registos sistematizados e informatizados. * Falta de pluridisciplinariedade (nas equipas); * Os serviços nem sempre conseguem dar resposta atempada a todas as solicitações; * Falta de implicação / participação do utente no processo de avaliação. ALGUMAS PROPOSTAS DE ACÇÃO * Desenvolvimento de um sistema de avaliação continua. * Definição de metas e indicadores de avaliação. Quadro 65 Reconhecimento dos Profissionais: Síntese dos Problemas e Propostas de Acção identificados R ECONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS PROBLEMAS ALGUMAS PROPOSTAS DE ACÇÃO * Falta de protecção por parte da entidade enquadradora. * Fraco reconhecimento do trabalho social. * Fraca representação social das profissões do social, em geral. * Necessidade constante de reafirmar a importância do * Avaliação de desempenho redutora social no trabalho inter-equipas. face à abrangência do trabalho social. * Falta de poder / autonomia dos técnicos * Técnicos com mais poder de decisão em algumas instituições; * Pouca valorização do social. * Continuidade dos projectos. * Pouca visibilidade do trabalho desenvolvido e dos sucessos existentes. * Muito desinvestimento no social. * Área de intervenção muito sujeita a mudanças estruturais e políticas. 214
215 Quadro 66 Qualidade das Respostas Prestadas: Síntese dos Problemas e Propostas de Acção identificados Q UALIDADE DAS R ESPOSTAS PRESTADAS PROBLEMAS ALGUMAS PROPOSTAS DE ACÇÃO * Desconhecimento por parte do utente das organizações e respectivas respostas; * Complexificação crescente dos problemas apresentados pelos utentes que requerem uma intervenção técnica transversal a várias áreas/ * Formação específica ao nível do atendimento/ triagem serviços; (acolhimento e envolvimento do utente); * Formação permanente/ contínua dos técnicos; * Falta de informação sobre os serviços prestados pelas entidades por parte do técnico; * Especialização divisão do trabalho (diagnóstico, acompanhamento) * Dificuldade de encaminhamento de casos para o * Recrutamento de maior número de técnicos (para técnico responsável dentro do serviço (gestor de caso/ pessoa de referência dentro das respostas atempadas e de maior qualidade); organizações); * Criar manuais de procedimentos de enquadramento legal, teórico e metodológico das áreas de intervenção * Falta de formação sobre técnicas de atendimento específicas; * Falta de formação específica dos técnicos; específicas de cada serviço; * Dotar as equipas com técnicos de várias formações; * Aumento dos recursos materiais (carros ); * Falta de avaliação no serviço prestado (intra e interinstitucional); * Levantamento/ caracterização dos serviços/respostas; * Gestor de caso/ pessoa de referência dentro das * A qualidade das respostas e condicionada por organizações; factores externos (inexistência/ desconhecimento * Promoção de cursos de formação em atendimento de respostas, processos demorados e sobre áreas específicas; burocratizados.); * Alargamento do horário de funcionamento de alguns * Ausência de Atendimento Integrado (gestão dos serviços - Activação imediata da resposta; recursos e dos casos); * Averiguar, reflectir e reorganizar o funcionamento da * Recursos materiais escassos (carros, logística, linha nacional de emergência social, bem como do computadores, tapetes, brinquedos, testes psi.; * Falta de recursos humanos e materiais; sistema de acolhimento de emergência para o distrito de Lisboa; * Respostas muito formatadas e escassas face aos * Criação de uma equipa de emergência (ver perfis/necessidades dos utentes. * Fraca qualidade. * Respostas desadequadas, insuficientes. experiência de Lisboa); * Implementação do modelo de atendimento integrado em todo o concelho; * Respostas tipificadas que não respondem às * Uniformização de instrumentos de registo e recolha de necessidades e expectativas. * Falta de respostas em determinadas faixas etárias e áreas-problema. informação (intervenção técnica). * Criação de respostas em função das necessidades reais / expectativas. * Resposta mais dependentes dos recursos disponíveis do que das necessidades reais das pessoas. 215
216 Ao terminar a abordagem realizada, não se pode deixar de colocar em evidência, por um lado as relações inter-organizacionais que se estabelecem e por outro o notável esforço desenvolvido por alguns agentes de segurança, técnicos e demais profissionais, para a prossecução dos objectivos definidos e apoio aos cidadãos, mesmo com a falta de condições existente. Referências Bibliográficas ANDER-EGG, Ezequiel (1995), Introdução ao Trabalho Social. Petrópolis: Editora Vozes, Lda. Associação Portuguesa de Apoio à Vitima, APAV, Estatísticas, Vitima, consultado entre Agosto e Setembro Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, CNPCJR, CNPCJR: Relatórios de Actividade e Plano de Acção, CPCJ:O que são, CPCJ: Relatórios de Avaliação da Actividade, consultado entre Agosto e Setembro Guarda Nacional Republicana, Geral, Legislação, Programas,consultado entre Agosto e Setembro Instituto da Droga e da Toxicodependência, IDT: Missão / Estrutura / Legislação, consultado em Setembro Instituto de Segurança Social, A Segurança Social / Organismos do Sector, consultado em Agosto Ministério do Trabalho e da Solidariedade (2000), Nomenculaturas/Conceitos. Lisboa: MTS. MOURO, Helena; SIMÕES, Dulce (2001), 100 Anos de Serviço Social. Coimbra: Quarteto Editora. Policia de Segurança Pública, Quem Somos, Onde Estamos, Legislação, Proximidade, consultado entre Agosto e Setembro ROGERS, Carl (1985), Tornar-se Pessoa (7ªed). Lisboa: Moraes Editores. 216
217 5. Comportamentos Aditivos e Saúde Mental Quadro 67 - Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção identificados na área dos Comportamentos Aditivos e Saúde Mental PROBLEMAS IDENTIFICADOS CAUSAS TIPOS DE INTERVENÇÃO Desconhecimento do nº efectivo de pessoas com doença mental existentes no concelho Insuficientes estruturas de apoio a pessoas com doença mental Insuficientes estruturas de apoio a doentes de duplo diagnóstico (doença mental e toxicodependência Complexidade do problema Falta de uma base de dados que permita o cruzamento de dados dos vários serviços que intervém na área Estereótipo social Falta de diagnóstico Disfunção familiar Ausência de estruturas de apoio específicas Negação do problema Psiquiatrização das poucas instituições existentes Desconhecimento do nº efectivo de toxicodependentes existentes no concelho Complexidade do problema Dificuldade de integração de pessoas em instituições com as duas valências Especificidades dos tratamentos nestes doentes Falta de uma base de dados que permita o cruzamento de dados dos vários serviços que intervém na área Falta de diagnóstico Existência de estereótipo social Insuficiência de estruturas de apoio à reinserção de toxicodependentes Ausência de uma política integrada para a criação de estruturas de apoio ao tratamento e reinserção Instituições centradas no tratamento Necessidade de intervenção ao nível da prevenção primária Necessidade de unidades móveis que permitam contactos de rua a toxicodependentes, que não se deslocam a estruturas da rede pública Falta de continuidade das acções Ausência de medidas concertadas Apostar na proximidade do fenómeno, através da caracterização social diagnóstico de situação (questionários; estudos) Capacitar os agentes comunitários na detecção precoce e encaminhamento de pessoas com doença mental Criação de residenciais para doentes sem suporte social Centros de dia (valências de ocupação) Definição de estratégias e directrizes políticas para a criação de estruturas de apoio Organizar as respostas locais de modo a rentabilizar os recursos Articulação / Formação das estruturas existentes (ex. Centros de Dia) Definição de estratégias e directrizes políticas para a criação / articulação de estruturas de apoio Caracterização social com equipa multidisciplinar diagnóstico de situação Continuação da dinamização do Programa de Apoio a Trabalhadores (C.M.Loures e Empresas Privadas) Criação de programas de apoio à reinserção profissional Organizar as respostas locais de modo a rentabilizar os recursos Definição de estratégias e directrizes políticas para a criação de estruturas de apoio Apostar em programas e projectos na área da prevenção primária (duração mínima de um ano) COMPORTAMENTOS ADITIVOS E SAÚDE MENTAL Aumento do consumo de drogas (álcool, tabaco, outras drogas) nas camadas jovens Utentes a viver na rua Problemas graves de saúde Não procuram os serviços Desconhecimento dos serviços Dificuldade em deslocarem-se aos serviços Falta de trabalho em rede (IDT) Jovens mais independentes Famílias desestruturadas Facilidade de oferta / diversidade / mais apelativas Drogas associadas à diversão Desconhecimento das consequências das novas drogas Acessibilidade / publicidade Pares / Comportamentos normativos Problema cultural Práticas parentais Criação de centros de acolhimento, centros de abrigo Criação de unidades móveis, com integração de programas de baixo limiar Apostar em programas e projectos de prevenção primária (duração mínima de um ano) Disponibilização de meios e equipamentos para ocupação de tempos livres Envolvimento dos pais 217
218 PRIORIDADES N ECESSIDADES T IPOS DE I NTERVENÇÃO Conhecer o nº efectivo de toxicodependentes/alcoólicos existentes no concelho Conhecer o nº efectivo de pessoas com doença mental existentes no concelho Intervir ao nível da prevenção primária Criar Unidades Móveis que permitam contactos de rua a toxicodependentes, que não se deslocam a estruturas da rede pública Caracterização social com equipa multidisciplinar diagnóstico de situação Apostar na proximidade do fenómeno, através da caracterização social diagnóstico de situação (questionários; estudos) Capacitar os agentes comunitários na detecção precoce e encaminhamento de pessoas com doença mental Apostar em programas e projectos na área da prevenção primária (duração mínima de um ano) Criação de centros de acolhimento/centros de abrigo Criação de Unidades Móveis, com integração de programas de baixo limiar A abordagem da problemática dos Comportamentos Aditivos e Saúde Mental assume contornos bastante complexos, por se tratar de áreas cuja informação é limitada e muitas vezes inexistente. Se, por um lado, e no que concerne à toxicodependência, existe alguma informação e dados fornecidos pelo Centro de Apoio a Toxicodependentes (CAT), por outro e no tocante ao alcoolismo e à doença mental, a informação é escassa, o que sugere com carácter de urgência o conhecimento profundo da situação. É, neste sentido, que se impõem duas das quatro prioridades já enunciadas. No entanto, e antes da fundamentação das prioridades, é importante enquadrar, de acordo com os dados existentes, a situação dos comportamentos aditivos e da saúde(doença) mental no Concelho de Loures. 218
219 A análise dos Diagnósticos das Comissões Sociais de Freguesia realça o problema da toxicodependência, com maior incidência nas freguesias de Camarate e Stº António dos Cavaleiros. De acordo com os dados fornecidos pelo CAT, referentes a 2003, é possível traçar o perfil do toxicodependente do Concelho de Loures: existem cerca de 661 toxicodependentes referenciados no sistema de saúde, verificando-se uma predominância no género masculino e uma incidência no grupo etário dos 25 aos 34 anos. Na sua maioria, os toxicodependentes têm o 2º ou 3º ciclo, seguindo-se o 3º ciclo com 17%. Em termos profissionais, a distribuição dos toxicodependentes fixa-se essencialmente em duas situações, o emprego estável (cerca de 35%) e os desempregados (há menos e há mais de um ano), que representam 56%. Relativamente ao tipo de droga consumida, a grande maioria dos indivíduos consome heroína (48%) ou heroína e cocaína (38%), sendo que os restantes tipos de droga não são representativos. Quadro 68 - Toxicodependentes Activos por sexo e grupos de idade (2003) ou mais anos anos - H anos - H anos - H anos - H até aos 19 anos Homens Mulheres Fonte: CAT - Loures 219
220 Gráfico 7 - Nível de Escolaridade do Toxicodependentes Activos, º Ciclo 17% 2º Ciclo 40% escrever 0% Ensino Superior 1% Freq. Univ. 3% Ensino Secundário 11% Formação profissional 3% 3º Ciclo 25% Fonte: CAT - Loures Gráfico 8 - Situação Profissional do Toxicodependentes Activos, % 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Emprego Estudante Desemp. (> 1 ano) (< 1 ano) estável Ref ormado Fonte: CAT - Loures
221 Gráfico 9 - Tipo de Droga Consumida pelos Toxicodependentes Activos, 2003 Benzodiazepi MDMA e nas derivados 1% 1% Cannabis 8% Álcool (secund.) 3% Cocaína 1% Heroína e cocaína 38% Heroína 48% Fonte: CAT - Loures Segundo informação disponibilizada pelo CAT-Loures, a maioría destes indivíduos nunca fez qualquer tipo de tratamento, somente 242 se submeteram ao mesmo, o que representa cerca de 36% do universo da toxidependência registada em Loures. O facto de uma grande parte desta população não recorrer ao CAT, nem ao Centro de Saúde, constitui um dos principais obstáculos, quer ao tratamento, quer à prevenção. De acordo com o CAT-Loures, a este aspecto acresce o facto dos toxicodependentes apresentarem alterações na sua caracterização, face a anos anteriores: - envelhecimento da população que recorre ao CAT pela 1ª vez; - elevado número de desempregados; - número significativo de utentes que, aquando da entrada no CAT, estavam a viver na rua; - suporte social precário ou inexistente; - aumento crescente de casos de comorbilidade psiquiátrica. No Relatório de Actividades (2005) do CAT existem mais dados relevantes, no entanto, o facto de se apresentarem em conjunto com o Município de Odivelas, traduz-se numa limitação para este diagnóstico. Assim, e relativamente às consultas individuais, os dados de 2005 referentes ao CAT - Loures (Sede), apontam para 89 readmissões (utentes que não 221
222 vão ao CAT há mais de ano), 4200 segundas consultas individuais, sendo o número de doentes activos cerca de 445. De realçar que, desde Abril de 2005 o CAT tem uma lista de espera de cerca de 46 utentes, pois foi a partir desta altura que o CAT sentiu dificuldades em dar resposta às solicitações para primeiras consultas, decorrentes da diminuição acentuada do número de técnicos existentes, sendo que estes compreendem os Concelhos de Loures e Odivelas. Apesar da limitação dos dados, é possível constatar que o problema do alcoolismo assume relevância nas freguesias da Portela, Camarate, Prior Velho e Stº António dos Cavaleiros. De notar, que o consumo exagerado do álcool tem consequências graves a nível do rendimento escolar, do trabalho (em baixas e reformas precoces) nos acidentes de viação, no envelhecimento e morte prematuros, colocando em perigo a vida, a saúde e o bem-estar individual, familiar e social. Acresce o facto do concelho de Loures absorver um elevado número de imigrantes, precisamente nas freguesias assinaladas, e do consumo de álcool ser prática comum nestas comunidades, conduzindo à desorganização psico-social das famílias, pela limitação do ponto de vista mental e físico em que um indivíduo alcoolizado se encontra. Os doentes alcoólicos e com outras dependências debatem-se com problemas graves, tais como a falta de estruturas de retaguarda e apoio, bem como de sistemas de acompanhamento e reabilitação. Assim, a este nível, é fundamental adoptar políticas transversais de educação e promoção da saúde e desenvolver uma medicina preventiva e comunitária. Sublinha-se, aqui, outra prioridade a ter em conta nesta problemática - a prevenção primária 149. No entanto, e especificamente no que respeita ao alcoolismo, é necessário intervir não só numa fase inicial, mas também quando já há contacto com o fenómeno, isto é, quando há consumos que ainda não são situações de adição, nem de dependência. De acordo com o Plano Nacional de Saúde, A saúde mental percorre transversalmente todos os problemas de saúde humana, sendo fundamental a articulação dentro da saúde, em particular com os Cuidados de Saúde Primários e o envolvimento com outros sectores e 149 Prevenção primária é o conjunto de acções que visam evitar a doença na população, removendo os factores causais, ou seja, visam a diminuição da incidência da doença (são exemplos acções de educação para a saúde e/ou distribuição gratuita de preservativos, ou de seringas descartáveis aos toxicodependentes). 222
223 áreas (...). Na situação concreta do concelho de Loures, esta articulação torna-se premente para a elaboração da caracterização social dos indivíduos com doença mental, pois somente a partir deste levantamento exaustivo é possível colmatar a lacuna associada à insuficiência de estruturas de apoio à pessoa com doença mental. Importa sublinhar a intervenção que o Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, tem no concelho de Loures, encontrando-se esta intervenção dividida em duas grandes zonas geográficas: Loures Ocidental e Oriental. Em Loures Ocidental (que abrange as freguesias de Bucelas, Fanhões, Frielas, Loures, Lousa, Stº Antão do Tojal, Stº António dos Cavaleiros e S. Julião do Tojal), a intervenção prestada à população é realizada na Unidade Comunitária de Cuidados Psiquiátricos (UCCPLoures), sediada no Centro de Saúde de Stº António dos Cavaleiros, com o respectivo internamento no Hospital Júlio de Matos Clínica Psiquiátrica I. Em Loures Oriental (que abrange as freguesias de Apelação, Moscavide, Portela, Sacavém, Stª Iria da Azóia, Unhos, Bobadela, S. Julião da Talha, Camarate e Prior Velho), a consulta externa funciona no próprio Hospital Júlio de Matos, sendo o internamento correspondente feito na Clínica Psiquiátrica IV. De realçar, que dentro das inúmeras patologias descritas no relatório do Hospital Júlio de Matos, referentes às consultas externas realizadas neste concelho em 2005, assumem maior destaque as neuroses, as psicoses afectivas, as perturbações de adaptação e as demências, todas elas com grande ênfase no sexo feminino, e distribuídas um pouco por todas as freguesias do Concelho. As prioridades identificadas permitem, na temática dos Comportamentos Aditivos e Saúde Mental, dar a conhecer, por um lado, o número efectivo de casos existentes no concelho (diagnóstico de situação, caracterização social), e por outro, as estruturas e meios necessários para fazer face ao problema. A intervenção ao nível da prevenção primária, seja ao nível da toxicodependência, como ao nível do alcoolismo, é outra prioridade fundamental que deverá considerar um (...) processo de educação global, a pessoa na sua globalidade e na sua singularidade, encorajando comportamentos e atitudes positivas, construtivas, que apostem na responsabilização de cada indivíduo (in Plano Municipal de Prevenção Primária das Toxicodependências, 2004). Finalmente, e de acordo com o relatório do CAT, é necessário travar as situações de pessoas a viver na rua, sem qualquer 223
224 suporte social ou familiar e para tal impõe-se a criação de centros de acolhimento/abrigo, bem como a criação de Unidades Móveis para acompanhamento daqueles que não se deslocam a estruturas da rede pública. De realçar, que a Câmara Municipal de Loures, através do Gabinete de Saúde, tem traba-lhado na área da Prevenção Primária das Toxicodependências, tendo desenvolvido (...) vários projectos para promover a participação da comunidade, de forma a facilitar o estabe-lecimento de estratégias e acompanhamento e desenvolvimento social, no interior e exterior do meio escolar (in Plano Municipal de Prevenção Primária das Toxicodepen-dências, 2004). Apresentam-se de seguida alguns dos projectos desenvolvidos e a desenvolver neste âmbito: Quadro 69 Identificação dos Projectos em curso na Área dos Comportamentos Aditivos P ROJECTO E NTIDADE P ROMOTORA D ESTINATÁRIOS Aprender a Crescer Desafio Jovem Crianças do 1º CEB Escolhe Viver Desafio Jovem Crianças do 2º e 3º CEB Aventura na Cidade Arisco Crianças do 2º e 3º CEB e Secundário Prevenir em Colecção Arisco Crianças do Jardim de Infância e do 1º CEB Castelos de Risco Arisco Associações e Colectividades Prevenção do Tabagismo Conselho de Prevenção do Tabagismo Crianças do 1º, 2º e 3º CEB e Técnicos Farmacêuticos Prevenir, Agir e Reflectir Associação O Saltarico, O Reguila e Centro Cultural e Social de Stº Ant. Cavaleiros Encarregados de Educação e Famílias Famílias Diferentes Centro de Renovação Cristã População em situação de risco das Freguesias do Zambujal e Prior Velho Euridice CGTP-IN Trabalhadores da C.M.Loures e de empresas do Concelho Prevenção do Alcoolismo C.M.Loures Crianças e Jovens Fonte: In Plano Municipal de Prevenção Primária das Toxicodependências,
225 Apesar desta problemática carecer de intervenção imediata, existem instituições (algumas delas representadas na sessão de trabalho alargada) que detém um papel importante na prevenção, tratamento e integração dos indivíduos com consumo/dependência de substâncias aditivas: Quadro 70 Instituições com Projectos da Área dos Comportamentos Aditivos INSTITUIÇÃO Desafio Jovem Associação Luís Pereira da Mota Associação Famílias Diferentes PROJECTO / ACTIVIDADE Comunidade de Inserção de Fanhões Apartamento de Reinserção de St Ant. Cavaleiros Equipas de Rua Encontros de Ruas de Loures Cafés-Convívio (Stº Ant. Cavaleiros /Sapateiras) Prevenção Primária nas Escolas do Concelho de Loures Comunidade Terapêutica Crescer em Loures (recuperação e re-inserção social) Prevenção Primária à Toxicodependência Acompanhamento e Encaminhamento de Toxicodependentes Fonte: Ass. Famílias Diferentes /Ass. Luís Pereira da Mota / Desafio Jovem (2006) Referências Bibliográficas Centro de Atendimento a Toxicodependentes Relatórios de Actividades de Equipa de Projecto para o Diagnóstico Social (2004), Diagnóstico Social (1ªFase), Loures, Câmara Municipal de Loures. GONÇALVES, Amadeu (2006), A Doença Mental: Determinação Individual ou Construção Social, in 10 anos Millenium Revista do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Viseu. Instituto da Droga e da Toxicodependência, Plano Nacional Contra a Droga e as Toxicodependências , Lisboa. 225
226 Instituto Nacional de Estatística Censos de Ministério da Saúde, 2010, Plano Nacional de Saúde , Lisboa. 226
227 6. Deficiência Problemas Identificados Tipos de Intervenção Deficiência Ausência de respostas institucionais de apoio à deficiência para: crianças e adolescentes adultos Falta de sistematização dos dados disponíveis nas instituições (que realizam atendimentos), sobre pessoas portadoras de deficiência Desconhecimento das respostas disponíveis nas escolas, que permitam responder às necessidades das crianças portadoras de deficiência Falta de uniformização dos conceitos Diagnóstico precoce insuficiente Falta de comparticipação do poder central a nível dos transportes escolares (em termos de viaturas adaptadas) Falta de formação específica dos técnicos que lidam com pessoas portadoras de deficiência Ausência de condições de acessibilidade, ao nível da circulação barreiras arquitectónicas (internas e externas) Sensibilização da comunidade para a sua relação com os cidadãos com deficiência Criação de um Gabinete de Apoio à Deficiência Promover e apoiar a formação de técnicos que trabalham com pessoas portadoras de deficiência, bem como dos respectivos familiares Criação de respostas profissionais para jovens portadores de deficiência com insucesso escolar Aumento de respostas institucionais de apoio à deficiência para: crianças e adolescentes adultos Realização de um diagnóstico de situação aprofundado Levantamento do edificado com falta de condições de acesso ao edifício e dentro do edifício a pessoas com mobilidade condicionada Adequação das acessibilidades ao meio edificado público e privado, bem como em termos de equipamentos de modo a serem utilizados por pessoas portadoras de deficiência PRIORIDADES Criação de um Gabinete de Apoio à Deficiência Promover e apoiar a formação de técnicos que trabalham com pessoas portadoras de deficiência, bem como dos respectivos familiares Aumento/Criação de respostas institucionais de apoio à deficiência para: crianças e adolescentes adultos Realização de um diagnóstico de situação aprofundado 227
228 Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), considera-se pessoa com deficiência aquela que por motivo de perda ou anomalia, congénita ou adquirida, de estrutura ou função psicológica, intelectual, fisiológica ou anatómica susceptível de provocar restrições de capacidade, pode estar considerada em situação de desvantagem para o exercício de actividades consideradas normais, tendo em conta a idade, o sexo e os factores sócio-culturais dominantes. A deficiência é inequivocamente um problema à escala global, enfrentando as pessoas com deficiência, ainda uma acentuada discriminação, independentemente de viverem numa sociedade desenvolvida ou em vias de desenvolvimento. As causas, as consequências e o peso social deste fenómeno diferem de acordo com a diversidade sócio-económica e cultural de cada local, e de acordo com as medidas tomadas por cada autarquia na promoção do bem-estar, na prevenção e na reabilitação social dos seus cidadãos. Ao problema da deficiência ainda estão ligados muitos factores como a desinformação, o isolamento e até mesmo o medo, que condicionam o desenvolvimento humano e social das pessoas com deficiência, dificultando o acesso aos serviços e a passagem de informação. A leitura dos diagnósticos sociais das Comissões Sociais de Freguesia, indica que a problemática da deficiência só é focada na freguesia de Stº António dos Cavaleiros, precisamente, por ter sedidada uma instituição de apoio a pessoas com deficiência, a CREACIL (Cooperativa de Reabilitação, Educação e Animação para a Comunidade Integrada do Concelho de Loures). Mas, antes da abordagem do tipo de respostas existente dentro e fora do concelho, é importante caracterizar sintecticamente a deficiência, mediante os dados fornecidos pelo INE, respeitantes a Tal como o gráfico indica, dos habitantes residentes em Loures, (6%) são pessoas portadoras de deficiência. Estes 6% não dizem respeito, provavelmente, somente freguesia de Stº António dos Cavaleiros, constatando-se que apesar de não identificadas, as pessoas portadoras de deficiência encontram-se distribuídas por todas as freguesias. Estes valores enquadram-se na média nacional, sendo que dos habitantes em Portugal, indivíduos, ou seja, 6% são portadores de deficiência. Analisando a população portadora de deficiência por género, constata-se a predominância do género 228
229 masculino (6364 indivíduos 52,5%) face ao feminino (5761 indivíduos 47,5%), ainda que muito ténue. Gráfico 10 População residente e população com deficiência, em Portugal Portugal Grande Lisboa Loures População Residente População c/ Deficiência Fonte: INE, Censos 2001 Relativamente ao escalão etário, verifica-se que a maioria das pessoas com deficiência são adultos, com idades compreendidas entre os 25 e os 54 anos (37,3%), ou seja, população potencialmente activa. As crianças e jovens detêm um peso relativamente baixo, quando comparado com os adultos e idosos. De realçar que quase 50% da população com deficiência tem 55 e mais anos. 229
230 Gráfico 11 População com deficiência, por grupo etário, no Concelho de Loures (6,6%) 1076 (8,8%) 4540 (37,3%) 2273 (18,7%) 3482 (28,6%) [ 0; 14] [15;24] [25;54] [55;64] [65 e +] Fonte: INE, Censos 2001 No concelho de Loures, os tipos de deficiência predominantes são a deficiência visual (24,8%) e a motora (22,8%), sendo esta, tal como a deficiência auditiva, mais comum no género masculino, ao contrário da deficiência visual e paralisia cerebral que se verificam mais nas mulheres. Existe um grupo significativo (27,07%) que reúne vários tipos de deficiência tais como insuficiência renal, hemofilia, lúpus, limitações da voz, etc. Estes tipos de deficiências estão relacionadas com problemas de saúde crónicos que isoladamente não possuem uma grande expressão, porém se considerados no conjunto de doenças crónicas incapacitantes, assumem uma expressão muito significativa. Quadro 71 População com deficiência, segundo o tipo de deficiência e género, no concelho de Loures Tipo de Deficiência Homem Mulher Total % Auditiva ,82% Visual ,75% Motora ,80% Mental ,91% Paralisia Cerebral ,64% Outra Deficiência ,07% Total ,00% Fonte: INE, Censos
231 Quadro 72 População com deficiência, segundo o tipo de deficiência por grupo etário, no concelho de Loures GRUPO ETÁRIO TIPO DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA VISUAL MOTORA MENTAL PARALISIA CEREBRAL OUTRA DEFICIÊNCIA TOTAL [ 0; 4] [ 5; 9] [10;14] [15;19] [20;24] [25;29] [30;34] [35;39] [40;44] [45;49] [50;54] [55;59] [60;64] [65;69] [70;74] [75;79] [80;84] [85 e +] Total Fonte: INE, Censos 2001 A observação do grau de incapacidade permite verificar que mais de 50% dos indivíduos não tem grau atribuído, e daqueles que o têm, o mais frequente é ser de 60 a 80%. 231
232 Gráfico 12 População com deficiência, segundo o grau de incapacidade, no concelho de Loures 2175 (18%) 1001 (8%) 1359 (11%) 1495 (12%) 6140 (51%) Sem grau atribuído Inferior a 30% De 30 a 59% De 60 a 80% Superior a 80% Fonte: INE, Censos 2001 A análise do grau de incapacidade pelo tipo de deficiência traduz que a deficiência visual é a mais frequente na não atribuição de grau, sendo a incapacidade de 60% a 80% mais visível na incapacidade motora. Por fim, a deficiência mental é pouco comum quando não tem nenhum grau atribuído, no entanto, é o terceiro tipo de deficiência com atribuição de grau superior a 80%. Gráfico 13 População com deficiência, segundo o grau de incapacidade por tipo de deficiência, no concelho de Loures Sem grau atribuído Inferior a 30% De 30 a 59% De 60 a 80% Superior a 80% Auditiva Vis ual Motora Mental Paralisia Cerebral Outra deficiência Fonte: INE, Censos
233 No que concerne à população portadora de deficiência, com 15 e mais anos, segundo o tipo de deficiência, por condição perante a actividade económica, verifica-se que indivíduos têm actividade económica (35,34%), sendo que destes estão empregados e 449 estão no desemprego. O principal meio de vida desta população é maioritariamente a pensão / reforma (5.480), seguido do trabalho (3.404). Existe, ainda, uma grande fatia que está a cargo da família ( indivíduos), assim como aqueles cujo principal meio de vida é o subsídio de desemprego, o subsídio temporário por acidente de trabalho ou doença profissional. De destacar, os 107 indivíduos portadores de deficiência que dependem do rendimento mínimo garantido, actual rendimento social de inserção, e os 143 que dependem do apoio social. Quadro 73 População com deficiência, com 15 ou mais anos, segundo o tipo de deficiência, por condição perante a actividade económica, no concelho de Loures TIPO DE DEFICIÊNCIA Condição Perante a Actividade Económica Auditiva Visual Motora Mental Paralisia Cerebral Outra deficiência Total População com Actividade Económica População empregada População desempregada População sem Actividade Económica Estudantes Domésticos Reformados, aposentados ou na reserva Incapacitados permanentemente para o trabalho Outros Fonte: INE, Censos
234 Quadro 74 População com deficiência, com 15 ou mais anos, segundo o tipo de deficiência, por principal meio de vida, no concelho de Loures, TIPO DE DEFICIÊNCIA PRINCIPAL MEIO DE VIDA Auditiva Visual Motora Mental Paralisia Cerebral Outra deficiência TOTAL Trabalho Rendimentos da propriedade e da empresa Subsídio de desemprego Subsidio temporário por acidente trabalho ou doença profissional Outros subsídios temporários Rendimento mínimo garantido Pensão / Reforma Apoio Social A cargo da família Outra situação TOTAL Fonte: INE, Censos 2001 As barreiras arquitectónicas são um dos príncipais problemas com que as pessoas portadoras de deficiência se debatem. Assim, considerando a acessibilidade a edifícios e a existência de elevador, constata-se que a maioría dos indivíduos (44,71%) residem em edifícios sem rampas de acesso, muitas vezes não acessíveis (42,48%) e grande parte sem elevadores (11,11%). Dado que se trata de dados de 2001, impõe-se a necessidade de uma actualização dos dados referentes ao edificado para que se proceda à adequação das acessibilidades no meio edificado público e privado, bem como em termos de equipamentos de modo a serem utilizados por pessoas portadoras de deficiência. 234
235 Gráfico 14 - População com deficiência, com 15 e mais anos, segundo o tipo de deficiência, por acessibilidades a edifícios e existência de elevador, no Concelho de Loures Edif. c/ rampas de acesso Edif. s/ rampas de acesso e acessíveis Edif. s/ rampas de acesso e não acessíveis Edif. não clássicos Com elevador Sem elevador Total Fonte: INE, Censos 2001 Uma das metodologias adoptadas pelo grupo restrito para actualizar os dados referentes à problemática da deficiência, foi a solicitação de informação a instituições de Lisboa e Vale do Tejo para pessoas com deficiência, que absorvessem utentes de Concelho de Loures. Num espaço temporal de três meses e dos 72 pedidos enviados, responderam cerca de 15 instituições. De relevar que nem todas as instituições disponibilizaram o mesmo tipo de dados, sendo os que se apresentam no quadro, os que têm alguma uniformização. Assim, os dados seguintes, provavelmente muito distantes da realidade, indicam que as pessoas com deficiência em Loures, estão distribuídas por todo o concelho, e apresentam tipos de deficiência diversificados. O quadro seguinte apresenta a relação das instituições que responderam, por escalão etário e género. Verifica-se que nas 15 instituições, se encontram 539 utentes, sendo as mais relevantes o Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian (164), a CREACIL Cooperativa de Reabilitação, Educação e Animação para a Comunidade Integrada de Loures (138) e a REDES Centro Comunitário de Apoio Psicológico e Pedagógico (66). A análise por género permite concluir sobre a relevância dos homens portadores de deficiência, e que estão institucionalizados, face às mulheres, principalmente nos escalões etários mais jovens (dos 0 aos 19). Apesar desta análise se revelar 235
236 insuficiente, pelo número de respostas enviadas, é vísivel no quadro que à medida que os escalões etários aumentam, diminuem o número de utentes, não existindo nenhum utente com mais de 50 anos nas instituições referidas. Tendo em conta esta informação e a análise anterior, onde se referiu que grande parte da população portadora de deficiência se encontra no escalão etário dos 25 aos 54 anos, poderá inferir-se que a pessoa adulta portadora de deficiência, quando deixa de estar institucionalizada (partindo do pressuposto que na infância e adolescência esteve institucionalizada), ou permanece em casa ao cuidado dos progenitores, ou quando tal não é possível, são institucionalizados em lares, cuja resposta está direccionada para o apoio a idosos. Esta questão remete, para a falta de respostas institucionais de apoio à deficiência para adultos, considerada prioritária. I NSTITUIÇÃO Assoc. Nacional Famílias para a Integração da pessoas Deficiente Assoc. Pais para a Educação de Crianças Deficientes Auditivas Assoc. Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Lisboa Assoc. Portuguesa de Paralisia Cerebral Quadro 75 Instituições de Lisboa a Vale do Tejo, para pessoas com deficiência, com utentes do concelho de Loures (2006) E SCALÃO E TÁRIO/GÉNERO T IPO DE 0/9 0/9 10/19 10/19 20/29 20/29 30/39 30/39 40/49 40/49 DEFICIÊNCIA M H M H M H M H M H Paralisia Cerebral 1 Deficiência Mental 1 50/59 M 50/59 H Nº U TENTES Deficiência Auditiva Trissomia Síndrome Aicard+West 1 Etiologia Desconhecida Microcefalia 1 Autismo 1 Paralisia Cerebral Centro Helen Keller Deficiência Visual 1 1 CRS Espaço 7 Distrofia Muscular 2 Ofícios Paralisia Cerebral CERCI da Póvoa de Santa Iría CERCITejo Cerci de Alverca Autismo 1 Deficiência Mental Deficiência Motora 1 Multidificiência Trissomia 21 2 Deficiência Mental Hidrocefalia 1 Multidificiência 1 3 Paralisia Cerebral 3 1 Síndrome XXX 1 Colégio Claparede Deficiência Mental Centro Reeducação Pedagógica Deficiência Mental
237 Elo Social Deficiência Mental Centro Residêncial Deficiência Mental Condessa de Rilvas S. Prader Will 1 10 Deficiência Mental Multidificiência Co municação Paralisia Cerebral Cooperativa de Reabilitação, Educaçãoe Animação para a Comunidade Integrada do Concelho de Loures REDES Centro Comunitário de Apoio Psicolófico e Pedagógico Deficiência Motora Deficiência Mental Dif. Aprendizagem Pert. Emocionais 4 6 Autismo 2 Prob. Comportamentais Dislexia 2 1 C. Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian 150 TOTAL Seja qual for a sua dimensão real, este problema adquire contornos mais graves, quando se constata a inexistência de respostas sociais de apoio e de acompanhamento para esta franja da população, que se apresenta como particularmente vulnerável a processos de exclusão social. Enunciam-se aqui dois problemas: por um lado, a necessidade de realizar um diagnóstico específico, que abranja de forma igualitária as crianças, jovens e adultos, e que reproduza as necessidades e potencialidades de cada um daqueles grupos. Há que identificar o tipo correcto de respostas necessárias a cada pessoa, tendo como objectivos o processo educativo e o desenvolvimento de autonomias, com vista à maior independência possível. Por outro lado, e como já foi referido, a ausência de respostas institucionais de apoio à deficiência apresenta-se como uma grave lacuna, também nos três grupos focados. A generalidade das escolas que compõem o concelho de Loures são frequentadas por crianças e jovens com necessidades educativas especiais (NEE), de natureza motora, visual, auditiva, de aprendizagem, distúrbios emocionais ou múltiplas deficiências. Neste sentido, a Câmara Municipal de Loures tem vindo a intervir nos estabelecimentos de ensino, de forma a criar condições físicas e ambientais adequadas. No ano lectivo de 2005/2006, a grande maioria de alunos (503) com deficiência encontrava-se a frequentar o 2º e 3º ciclo do Ensino Básico, sendo as deficiências que mais se destacam as dificuldades 150 O Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian forneceu os dados na sua globalidade, sem fazer diferenças de género, escalão etário e deficiência. 237
238 de aprendizagem (159 casos), seguidas da deficiência mental (136 casos) e dos distúrbios emocionais (91 casos). Quadro 76 Tipo de Deficiência por Grau de Ensino, no Ano Lectivo 2005/2006 TIPO DE DEFICIÊNCIA Ano Lectivo 05/06 Dificuldade de Aprendizagem Distúrbio Emocional Outras Situações Visual Múltiplas Deficiências Motora Auditiva Mental Sem Diagnóstico TOTAL Pré-Escolar º. Ciclo Ensino Básico º. e 3º. Ciclo Ensino Básico Ensino Secundário TOTAL Fonte: CML/DEJ As poucas respostas existentes são dadas a crianças e jovens pelas escolas, uma vez que a Lei de Bases do Sistema Educativo garante a todas as crianças portadoras de deficiência o direito à educação na escola regular Príncipio da Escola Inclusiva. Parte-se do principio de que todas as crianças / jovens de uma mesma comunidade educativa devem aprender juntos, quaisquer que sejam as suas necessidades ou deficiências. Esta abordagem valoriza as diferenças, entendendo-as como factores de enriquecimento mútuo em todos os momentos do processo educativo. Muitos destes alunos necessitam de apoio especializado e adequado a cada problema, sendo que estas necessidades nem sempre podem ser supridas, dada a falta de recursos humanos, com competência técnica para o efeito. Outro problema é a falta de programas pedagógicos alternativos que produzam resultados efectivos nas áreas que a criança/jovem apresente dificuldades, para se desenvolver e ser autónoma. 238
239 A falta de recursos humanos especializados é, na medida do possível, colmatada pela Unidade de Desenvolvimento e Intervenção Precoce de Loures (UDIP), que com a colaboração de outras instituições, entre elas a CREACIL, prestam apoio educativo e acompanhamento terapêutico em creches e jardins-de-infância, apoio domiciliário, acompanhamento sócio-familiar, fazendo ainda uma avaliação periódica do desenvolvimento da criança e das necessidades da família. De realçar que nos dados fornecidos pela UDIP, quer o acompanhamento em vigilância, quer o acompanhamento em intervenção, na época de 2005/2006, sobressai uma vez mais o género masculino, no grupo etário dos 3 aos 6 anos (127 casos), como é possível verificar no quadro seguinte: Quadro 77 Utentes acompanhados na UDIP (2005/2006) ACOMPANHAMENTO EM VIGILÂNCIA EM INTERVENÇÃO SUB-TOTAL TOTAL GRUPOS ETÁRIOS Masc. Fem. Masc. Fem. Mas. Fem. da nascença aos 2 anos dos 3 aos 6 anos dos 7 anos em diante SUB-TOTAL TOTAIS Fonte: UDIP Foi também criado, para alunos com problemáticas mais complexas, o Centro de Avaliação em Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (CANTIC) 151, que visa o apoio à intervenção junto de alunos com deficiências motoras severas e/ou doenças crónicas graves, no uso de Ajudas Técnicas em contextos pedagógicos, isto é, devido às suas características funcionais, estes alunos precisam de meios informáticos para aceder à escrita e, por vezes, à comunicação, recursos sem os quais não podem prosseguir a sua escolaridade. Ainda no âmbito escolar, é importante referir que a Câmara Municipal de Loures (Divisão de Educação e Juventude Área de Transportes Escolares) presta apoio em transporte escolar de duas formas distintas: 151 O CANTIC estende-se por toda a área educativa da Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), envolvendo alunos desde as primeiras idades até ao final do Ensino Secundário. Assim, depende administrativamente da DREL e tem apoio logístico da Escola Hospedeira. Foi criado em Setembro de 1996 e está, desde a sua génese, situado na Escola Secundária de Sacavém, na Zona Oriental do concelho de Loures. 239
240 - aos alunos que residem no concelho de Loures, mas que estudam fora, o apoio traduz-se num subsídio correspondente ao valor do passe; - aos alunos que residem no concelho a mais de três quilómetros do estabelecimento de ensino, realiza-se o transporte em quatro viaturas da Câmara de Loures, duas das quais adaptadas ao transporte em cadeira de rodas. 152 A criação de um Gabinete de Apoio à Deficiência foi entendida como uma prioridade, de modo a ultrapassar a necessidade de uma estrutura/serviço que a nível concelhio congrege informações sobre as respostas existentes dentro e fora do Concelho, para os diferentes tipos de deficiência e para todas as faixas etárias. Este Gabinete poderá também fornecer informação sobre legislação, criar um fórum de discussão e apresentação de situações problemáticas e divulgar notícias sobre projectos, actividades ou eventos, bem como disponibilizar informação sobre saídas profissionais. A formação dos técnicos que trabalham com pessoas portadoras de deficiência, assim como dos respectivos familiares representa uma necessidade premente, principalmente no tocante à família, pois esta deve ganhar consciência do papel importante que tem em todo o processo de intervenção. A família quando está (...)envolvida no processo de reabilitação/habilitação da pessoa com deficiência, com uma participação activa em todas as fases deste processo, constitui uma mais valia no sucesso do projecto de vida estabelecido para a criança, jovem ou adulto com deficiência. No fundo, esta perspectiva de intervenção apresenta-se duplamente eficaz e eficiente, pois, por um lado a família como estrutura natural de apoio e suporte à pessoa com deficiência, desenvolve competências e estratégias, beneficiando a criança e/ou jovem no seu percurso de aprendizagem e autonomia (...). Por outro lado, sendo a família encarada como um parceiro fundamental no processo de intervenção, 152 No ano lectivo 2005/2006 apoiaram-se: 20 alunos que frequentam escolas do concelho e que são transportadas em 3 viaturas municipais (2 delas adaptadas) 20 alunos que frequentam equipamentos educativos fora do concelho, com atribuição de subsídio via Junta de Freguesia, trimestralmente; 18 alunos que frequentam escolas fora do concelho e que são transportados em 2 viaturas municipais; 7 alunos que estudam fora do concelho, mas que recebem, mensalmente, a senha de passe nas escolas 6 alunos que recebem, mensalmente, senha de passe nas escolas. 240
241 também os seus elementos fazem um percurso, tomando consciência que, se é impossível suprimir a deficiência, é possível limitar os seus efeitos (in pretextos, 2004). Referências Bibliográficas Boletim da Câmara Municipal de Loures (2006), Deficiência: Integrar na diferença, in Loures Municipal Nº 22. Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, I Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade Instituto Nacional de Estatística, Censos de LOPES, Alice; PEREIRA, Susana; ESPERTO, Sónia (2004), O Papel da Família na População Idosa e na População com Deficiência, in Pretextos, Instituto de Solidariedade e Segurança Social, Lisboa. Rede Social no Concelho de Loures (2004), Diagnóstico 1ª Fase, Loures. 241
242 7. Desemprego e Formação Profissional Quadro 78 - Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção Identificados na área do Desemprego e Formação Profissional P ROBLEMAS I DENTIFICADOS TIPO DE I NTERVENÇÃO DESEMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL Baixa escolaridade Falta de ligação entre as escolas e as empresas Desarticulação entre o mercado de trabalho e o ensino Desemprego elevado em determinadas áreas e carência de recursos humanos em algumas profissões (provocando desajustamento dos mercados da oferta e da procura) Desajustamento entre a oferta e a procura (mediador IEFP) Baixa cultura empresarial de intervenção social nas empresas Fraco conhecimento das necessidades dos empresários e das empresas Falta de formação contínua (para empregadores e empregados) Promover acções com o objectivo de aumentar a qualificação e escolaridade Intensificar a divulgação do Programa Reconhecimento de Competências adquiridas ao longo da vida Promover a aproximação escolas/empresas Sensibilizar para as vantagens da Requalificação Profissional Promover Cursos de Reconversão e Qualificação Profissional Trabalhar a valorização e representação das profissões Promover a comunicação inter empresarial/realização de encontros para trocas de experiências Sensibilizar as empresas para as necessidades da formação contínua dos seus trabalhadores Diagnosticar as necessidades de recrutamento das empresas sediadas no concelho 242
243 PRIORIDADES Aumentar a qualificação e a escolaridade Investir mais em capital humano melhorando a educação e as competências - prioridade da estratégia europeia para emprego 153 Promover a aproximação escolas/empresas Diagnosticar as necessidades de recrutamento das empresas sediadas no Concelho As fragilidades encontradas no concelho de Loures ao nível da problemática do Desemprego não são diferentes do restante contexto nacional, tornando-se imprescindível analisar mais detalhadamente o perfil da população que se encontra desempregada neste território. Importa também referir que este foi um dos problemas apontados nos diversos diagnósticos das Comissões Sociais de Freguesia e Inter-Freguesias, e que os dados estatísticos disponíveis indicam que de facto é um problema transversal a todas as freguesias. Apresentam-se alguns dados caracterizadores do desemprego ao nível concelhio, e da Grande Lisboa, disponibilizados pelo último Recenseamento Geral da População e Habitação (Censos 2001) e para concluir, o 1º semestre dos anos 2004, 2005 e 2006, através dos resultados registados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Relativamente à população desempregada mencionada, esta corresponde a pessoas com idade igual ou superior a 16 anos (salvaguardadas as reservas previstas na lei), inscritas nos Centros de Emprego para obter um emprego por conta de outrém, pelo que ficam excluídos desta contagem todos os indivíduos que, apesar de estarem desempregados ou à procura do primeiro emprego, não efectuaram a sua inscrição no IEFP. Por conseguinte, os valores apresentados não correspondem ao número real de desempregados do concelho no entanto, estes dados assumem elevada importância no contexto social concelhio. 153 Fonte:Plano Nacional de Emprego 2005/
244 Tal como foi mencionado (na caracterização) no enquadramento sócio-económico, a população economicamente activa no Concelho de Loures totaliza indivíduos, dos quais pertencem ao género masculino e ao género feminino. Analisando comparativamente a população residente nos concelhos da área da Grande Lisboa, segundo a condição perante a actividade económica, verifica-se que os concelhos de Sintra e Vila Franca de Xira são os que apresentam maior percentagem de população residente com actividade económica, ocupando Loures a quarta posição, com 63,42%. Assiste-se, ainda, a uma predominância da população do sexo masculino com actividade económica em detrimento da população do sexo feminino (em toda a Grande Lisboa) sendo que Loures obteve uma taxa de população masculina com actividade económica de 53,35% e 46,65% do sexo feminino. Quadro 79 - População residente, segundo a condição perante a actividade económica (sentido lato) e sexo nos concelhos Grande Lisboa, em 2001 Zona Geográfica População com Actividade Económica População sem Actividade Económica HM H M HM H M N % N % N % N % N % N % Grande Lisboa , , , , , ,74 Amadora , , , , , ,80 Cascais , , , , , ,68 Lisboa , , , , , ,52 Loures , , , , , ,88 Mafra , , , , , ,79 Oeiras , , , , , ,26 Sintra , , , , , ,86 Vila Franca de Xira , , , , , ,66 Odivelas , , , , , ,76 Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação 2001 (Resultados Definitivos) Os indivíduos com actividade económica, e de acordo com o quadro seguinte, foram divididos em duas classificações: os empregados e os desempregados. O género feminino relativamente ao desemprego, é o que apresenta os valores mais elevados, em grande parte dos concelhos da Grande Lisboa, sendo a única excepção a capital de distrito, Lisboa, onde o número de mulheres desempregadas é inferior ao número de homens. 244
245 No concelho de Loures, dos indivíduos residentes com actividade económica registados pelos censos 2001, indivíduos (92,97%) estavam empregados, e (7,03%) encontrava-se na condição de desempregados, colocando-o na 5ª posição relativamente ao 1º e na 6ª posição o 2º, comparando com os restantes concelhos da Grande Lisboa. Quadro 80 - População residente com actividade económica, segundo a condição perante a actividade económica (sentido lato) nos concelhos Grande Lisboa, em 2001 Zona População com Actividade Económica Geográfica Total Empregada Desempregada HM H M HM H M HM H M N % N % N % N % N % N % Grande Lisboa , , , , , ,08 Amadora , , , , , ,90 Cascais , , , , , ,36 Lisboa , , , , , ,46 Loures , , , , , ,23 Mafra , , , , , ,35 Oeiras , , , , , ,10 Sintra , , , , , ,86 Vila Franca de Xira , , , , , ,51 Odivelas , , , , , ,10 Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação 2001 (Resultados Definitivos) No que se refere à população sem actividade económica (quadro seguinte) esta reparte-se pelas categorias de estudante, doméstica, reformada, aposentada ou na reserva, incapacitada para o trabalho e outras condições. Segundo aqueles dados, na Área da Grande Lisboa predomina o grupo dos reformados, aposentados ou na reserva relativamente aos restantes, revelando-se um dos indicadores do envelhecimento da população nesta zona geográfica. O concelho de Loures também apresenta a maioria da população sem actividade económica na categoria reformada, aposentada ou na reserva (51,19%), seguindo-se a população na condição estudante (22,03%), doméstica (13,20%), outras condições (9,70%) e, por último incapacitado para o trabalho (3,88%). 245
246 Quadro 81 - População residente sem actividade económica, segundo condição perante a actividade económica nos concelhos da Grande Lisboa, em 2001 Zona Geográfica População sem actividade económica Total Estudante Doméstica Reformada, Aposentada ou na Reserva Incapacitado para o trabalho Outras Condições HM HM HM HM HM HM Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº Grande Lisboa , , , , , Amadora , , , , , Cascais , , , , , Lisboa , , , , , Loures , , , , Mafra , , , , , Oeiras , , , Sintra , , , , , Vila Franca de Xira , , , , Odivelas , , , , , Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação 2001 (Resultados Definitivos) De acordo com os dados estatísticos do desemprego nos Concelhos da Grande Lisboa, e no cômputo geral, os valores aumentaram de 1991 para 2001, sendo que o Concelho de Loures ocupa o terceiro lugar (7,0%), quando comparado com Lisboa (7,4%) e Odivelas (6,7%). Quadro 82 - Taxa de desemprego, por género, em concelhos da Grande Lisboa, entre 1991 e 2001 Taxa de Desemprego (%) Zona Geográfica Em 1991 Em 2001 HM H M HM H M Grande Lisboa 6,9 5,2 9,0 7,1 6,4 7,8 Lisboa 7,3 6,1 8,6 7,4 7,5 7,2 Loures 6,2 4,4 8,7 7,0 6,2 8,0 Odivelas 6,2 4,4 8,4 6,7 6,0 7,5 Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação 2001 (Resultados Definitivos) 246
247 Estes desempregados estão perante duas condições de procura de emprego, o primeiro emprego e um novo emprego. No concelho de Loures, em 2001, a população desempregada totalizava 7.471, estavam à procura do primeiro emprego, enquanto procuravam novo emprego. Loures é o concelho, comparativamente à Grande Lisboa e aos Concelhos de Lisboa e Odivelas, que apresenta o valor mais elevado de população residente à procura de novo emprego (6012) e, por sua vez, o que apresenta o valor mais baixo (1459) de população residente desempregada à procura do 1º. emprego. A condição de procura de emprego segundo o género, permite-nos observar uma primazia nos homens, quer em relação ao 1º. Emprego, quer ao novo emprego. A única excepção é Lisboa, na situação de procura de novo emprego, o número de mulheres desempregadas é inferior ao apresentado pelos homens. Quadro 83 - População residente desempregada (sentido lato), segundo condição de procura de emprego e sexo, em concelhos da Grande Lisboa, em 2001 Zona Geográfica Taxa de População Desempregada Desemprego (%) Total Procura do 1º emprego Procura do novo emprego Em 2001 HM H M HM H M HM H M HM H M Grande Lisboa ,1 6,4 7,8 Lisboa ,4 7,5 7,2 Loures ,0 6,2 8,0 Odivelas ,7 6,0 7,5 Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação 2001 (Resultados Definitivos) No que diz respeito à população desempregada segundo os grandes grupos etários em concelhos da Grande Lisboa em 2001, importa referir que o grupo com maior número de desempregados corresponde à faixa etária dos 35 aos 64 anos (51,1%), seguindo-se o grupo etário entre os 15 e os 24 anos (25,7%) e com valores próximos o grupo dos 25 aos 34 anos (23,1%). O grupo menos afectado com o desemprego corresponde ao grupo etário a partir dos 65 anos de idade, o que se compreende atendendo à idade da reforma. 247
248 Quadro 84 - População residente, desempregada em sentido lato, segundo grandes grupos etários em concelhos da Grande Lisboa, em 2001 De 15 a 24 De 25 a 34 De 35 a 64 De 65 ou mais Zona Geográfica anos anos anos anos TOTAL % Nº % Nº % Nº % Nº Grande Lisboa , , , ,3 230 Lisboa , , , ,5 95 Loures , , , ,1 11 Odivelas , , , ,4 18 Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação 2001 (Resultados Definitivos) A análise efectuada ao quadro, traduz os valores da população residente segundo o nível de instrução em 2001, e refere que há diferenças nos vários concelhos apresentados. Na Área da Grande Lisboa, o maior número de desempregados possui o ensino secundário (27,9%), o mesmo sucedendo com o concelho de Odivelas (28,7%). Nos concelhos de Lisboa e Loures são os indivíduos com o primeiro ciclo que ocupam o primeiro lugar, com 43,6% e 65,2%, respectivamente. No concelho de Loures, os indivíduos que possuem o 1º. Ciclo do E.B. constituem 65,2% da população desempregada, seguindo-se-lhe os que possuem o Ensino Secundário (10,8%) e por último os que detêm o Ensino Superior (4,1%). Quadro 85 - População residente desempregada (em sentido lato), segundo o nível de instrução, em 2001 Loures Odivelas Lisboa Grande Lisboa Nível de Instrução 154 N.º % Nº % N.º % N.º % Nenhum nível de instrução , , ,4 1º Ciclo , ,6 2º Ciclo , , ,3 3º Ciclo , , ,5 Ensino Secundário , , ,9 Ensino Médio , , ,2 Ensino Superior , , TOTAL Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação 2001 (Resultados Definitivos) 154 Nos níveis do Ensino Básico, Ensino Secundário e Superior incluem-se situações de completo, incompleto e a frequentar. No Ensino Médio incluem-se se situações de completo e incompleto. 248
249 De seguida, procurou-se conhecer o principal meio de vida da população residente desempregada. No concelho de Loures, o subsídio de desemprego (41,8%) é a principal forma de subsistência e suporte económico, seguindo-se a família (38,6%). Quadro 86 - População residente desempregada (em sentido lato,) segundo o principal meio de vida em concelhos da Grande Lisboa, em 2001 Zona Geográfica Loures Odivelas Lisboa Grande Lisboa N.º % N.º % N.º % N.º % Trabalho , , ,2 Rendimentos da Propriedade e da , , ,6 Empresa Subsídio de Desemprego , ,6 Subsídio Temporário P/ Acidente de Trabalho ,2 40 0, ,2 Outros Subsídios Temporários , ,9 Rendimento Mínimo Garantido , , ,4 Pensão / Reforma , , ,7 Apoio Social , , ,6 A Cargo da Família , , ,1 Outra Situação , , ,8 TOTAL Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação 2001 (Resultados Definitivos) Importa, agora, apresentar os resultados registados no Instituto do Emprego e Formação Profissional referentes ao primeiro semestre dos anos 2004/2005 e No final do primeiro semestre (Junho de 2006) estavam inscritos no Centro de Emprego desempregados que procuravam emprego. Em relação ao mês homólogo do ano anterior, registou-se uma diminuição, embora não muito significativa, do número de inscritos, correspondendo esta a menos 743 inscritos. A redução anual de desemprego, embora comum nos dois géneros, atinge mais os homens, aspecto este que se estende a nível nacional. Em termos dos escalões etários, o desemprego tem vindo a diminuir desde 2004 em todos os grupos, destacando-se o grupo com menos de 25 anos, sendo o dos anos aquele que apresenta um maior volume. 249
250 A procura de novo emprego é a situação que justifica a inscrição da maioria dos desempregados, representando 96% das inscrições efectuadas. Com excepção dos que possuem nível de escolaridade superior, todos os níveis de habilitação escolar registam menos desempregados do que há um ano atrás. Contudo, continuam a ser os indivíduos que possuem o 1º. Ciclo do Ensino Básico aqueles que apresentam maior representatividade no número dos inscritos no desemprego. O principal motivo de inscrição no Centro de Emprego é o fim do trabalho não permanente (representou 42% das inscrições efectuadas ao longo do mês). Durante o mês de Junho, o número de ofertas recebidas totalizava 201, valor superior (+8%) ao mês homólogo de 2005 e o volume de colocação totalizou 125, comparativamente com o ano anterior aumentou (+5%). 250
251 Quadro 87 Resultados Registados no Concelho de Loures no I.E.F.P. Primeiro semestre de 2006 Primeiro semestre de 2005 Primeiro semestre de 2004 DESEMPREGADOS INSCRITOS Homens Mulheres < 25 anos anos anos anos e Primeiro Emprego Novo Emprego < 1 ano ano e Nenhum Nível de Escolaridade º. Ciclo do EB º. Ciclo do EB º. Ciclo do EB Secundário Superior Fonte: Instituto do Emprego e Formação Profissional Em relação às alterações à legislação em vigor 155, há alterações significativas para os beneficiários de subsídios de desemprego, tendo em conta a adopção de um plano pessoal de emprego e de deveres de procura activa do mesmo. Este diploma introduz o novo conceito de emprego conveniente que permite qualificar com maior rigor e precisão as ofertas de emprego que o beneficiário não pode recusar, sob pena de cessação das prestações do mesmo emprego. 155 Publicado no Diário da República, 1ª série nº212, Decreto-Lei nº 220/2006 de 3 de Novembro. 251
252 Relativamente ao desemprego, existem determinados grupos específicos, como é o caso da faixa etária acima dos 50 anos, que têm um peso significativo no total do índice de baixa escolaridade, mas não só por esta razão, uma vez que é um grupo etário que independentemente das habilitações literárias que possuam, em regra, quando se apresentam no Centro de Emprego, manifestam falta de formação contínua e de investimento na carreira, ou seja, não se foram actualizando à medida do evoluir dos tempos, o que para a competição que impera no mercado de trabalho constitui uma desvantagem. Dirigido a esta faixa etária, o IEFP /Centro de Emprego de Loures dinamiza acções de sensibilização de Desenvolvimento de Competências Pessoais e Sociais (comunicação, oralidade, assertividade), em especial para indivíduos com baixa escolaridade, não só pensadas num futuro posto de trabalho, mas também para preparar os utentes para a reforma. A baixa auto-estima e a desestruturação pessoal, criadas muitas vezes por reestruturações sectoriais, são igualmente causas que dificultam a reintegração no mercado de trabalho, tornando o desemprego, muitas vezes, em desemprego de longa duração. Há também dificuldades acrescidas em outros grupos específicos para a integração no mercado de trabalho, concretamente grupos de minorias étnicas e pessoas portadoras de deficiência. Em relação aos cidadãos portadores de deficiência, é necessário promover a redução do estigma e aumentar a empregabilidade destas pessoas, desenvolvendo acções de sensibilização e informação junto das entidades empregadoras, acerca de medidas e incentivos de apoio existentes. De referir, que o Centro de Emprego de Loures/IEFP, presta Apoio à Contratação na óptica do encaminhamento para o mercado de trabalho, ou mesmo para trabalho por conta própria, havendo também lugar a ajudas técnicas às empresas (obras de adaptação; aquisição de materiais específicos). Os grupos mais jovens detém também condições adversas, desde os que não possuem qualquer tipo de formação específica e pretendem enveredar por carreiras administrativas (grande número), aos que, muitas vezes, nem a escolaridade obrigatória obtiveram, 252
253 abandonando o sistema de ensino. Nestas situações, a ausência de projectos profissionais impedem o sucesso na procura de emprego. Neste contexto, para o combate ao desajustamento entre a oferta e a procura de emprego, torna-se prioritário que sejam sensibilizados os encarregados de educação e os seus educandos para as vantagens dos cursos profissionais. O grupo etário mais jovem integra, igualmente, os números do desemprego, mais concretamente, os desempregados recém-licenciados, que, segundo refere o Plano Nacional de Emprego, em regra, permanecem menos tempo no desemprego. Assim, um dos constrangimentos para o ingresso deste último grupo na vida activa é, por um lado, o elevado número em determinadas licenciaturas e, por outro, a diversidade de cursos superiores que existem e não são adaptados às necessidades do mercado. Refira-se também a existência de empresas que, a propósito dos estágios profissionais, vão obtendo assim o trabalho técnico que precisam a baixos custos e sem investimento no posto de trabalho, levando a que estes jovens só consigam atingir alguma estabilidade profissional alguns anos após a conclusão da licenciatura. Ainda relativamente aos mais jovens, o Projecto UNIVA - Unidade de Inserção na Vida Activa, tem como objectivo acolher, informar e orientar os utentes inscritos, quer seja no percurso escolar, quer seja a nível profissional. Este Projecto é acreditado pelo IEFP e promove a integração e reintegração dos jovens/adultos na vida activa. No concelho de Loures existem três UNIVAS, sendo que duas estão localizadas na freguesia de Loures ( na Escola EB 2,3 Luís Sttau Monteiro e na Escola Profissional IPTRANS), a terceira está sediada na Urbanização Terraços da Ponte em Sacavém e tem uma actividade mais abrangente em termos de utentes). Esta última, tem dinamizado actividades concretas dirigidas a este público, nomeadamente visitas organizadas a Centros de Formação e organização de uma Feira do Emprego, em Sacavém. Este Projecto tem como entidades parceiras, para além do Instituto de Formação Profissional e da Câmara Municipal de Loures, Centros de Formação, empresas privadas e empresas de trabalho temporário. 253
254 Importa ainda salientar que a Câmara Municipal de Loures conta com um serviço especializado neste âmbito, o SACE Serviço de Apoio à Criação de Empresas e Emprego, integrado na Divisão de Actividades Económicas. Este serviço visa apoiar desempregados, jovens à procura do primeiro emprego, potenciais criadores de empresas ou empresários, através de atendimentos personalizados. Nestes atendimentos é prestado apoio técnico e informação nas áreas económicas, apoio técnico e informação profissional e conta também com um centro de recursos. No que respeita a este último serviço, foram efectuados 1569 atendimentos 156 durante o ano de 2005, sendo que resultaram em 110 candidaturas, originando a criação de 228 postos de trabalho. Ainda dentro da temática, mas dirigido aos empresários do concelho e potenciais investidores, pretende a Câmara Municipal de Loures, através daquela Divisão, com o SIAI Serviço de Informação e Apoio ao Investimento, dar resposta qualificada e atempada às pretensões dos investidores privados. Refira-se ainda, no seio desta problemática, que a formação contínua dos empregadores, assim como, dos funcionários, é apontada como uma necessidade para o concelho, com a justificação apresentada que resulta do facto de estarmos maioritariamente perante micro empresas. Por último, menciona-se que o emprego precário é outra realidade difícil de contornar, assim como a concentração de actividades pouco remuneradas, que são a causa de muitos problemas sociais. A baixa escolaridade é a causa principal associada à dificuldade de (re) integração dos indivíduos na vida activa. Mesmo sendo um problema transversal que afecta todo o país, não deixa de ser uma preocupação a nível local, que carece de intervenção prioritária à medida das necessidades deste Concelho. 156 Fonte: relatório de actividades da Divisão de Actividades Económicas
255 Pretende-se atingir um aumento da qualificação e da escolaridade, através de uma maior e mais ampla divulgação do Programa de Reconhecimento e Validação de Competências, quer para desempregados ( à procura de novo emprego), quer para empregados maiores de 18 anos e mais de dois anos de experiência, que pretendam aumentar o grau de escolaridade, dando valor e certificando as competências adquiridas ao longo da vida. Actualmente existem no concelho, dois Centros de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (CRVCC), ambos sediados na freguesia do Prior-Velho: o CENFIC Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul, e o CEPRA Centro de Formação Profissional da Reparação Automóvel. Promover a aproximação das escolas/empresas e vice/versa é também uma das prioridades, isto porque é necessário articular as necessidades do mercado de trabalho com o ensino, para que a formação seja desenhada em função do posto de trabalho. Importa também reforçar a componente da formação em contexto de empresa, promovendo uma linguagem adequada para a inserção no mercado de trabalho. Nesta aproximação da empresa com a escola também se pretende sensibilizar para a valorização não só de currículos alternativos, mas também de cursos de educação e formação e de cursos tecnológicos. Aspira-se responder às necessidades das empresas e assim aumentar a possibilidade de empregabilidade dos alunos ao saírem do sistema educativo. Ainda neste sentido, é também prioritário sensibilizar para a requalificação e reconversão profissional, ou seja, direccionar a formação para as necessidades concretas do mercado, onde há uma empregabilidade elevada. Este princípio está previsto nas prioridades da estratégia europeia para o emprego Melhorar a adaptabilidade dos trabalhadores e das empresas. 157 Diagnosticar as necessidades de recrutamento para as empresas do concelho e saber, exactamente, o perfil pretendido, assim como deter uma previsão dos efectivos, vem cruzar com a aproximação das empresas e das escolas, mas também com a informação que se pretende prestar a quem procure uma orientação profissional. 157 Estratégia de Lisboa Portugal de Novo. 255
256 Referências Bibliográficas Estratégia de Lisboa Portugal de Novo Programa Nacional de Acção para o Crescimento e o Emprego 2005/2008, Outubro INE, Censos Novas Oportunidades Iniciativa no âmbito do Plano Nacional de Emprego e do Plano Tecnológico, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Ministério da Educação, Junho Plano Nacional de Emprego 2005/2008, Ministério do Trabalho e Solidariedade Social PNAI, Plano Nacional de Acção para a Inclusão, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, Outubro Ministério da Educação, www. min-edu.pt, consultado entre Maio e Setembro / 2006 Ministério da Educação, www. giase.min-edu.pt, consultado entre Maio e Setembro / 2006 Instituto da Segurança Social, consultado entre Maio e Setembro / 2006 Instituto do Emprego e Formação Profissional, consultado entre Maio e Setembro /
257 8. Desestruturação e Violência Familiar Quadro 88 - Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção Identificados na área da Desestruturação e Violência Familiar Problemas Identificados Tipos de Intervenção D ESESTRUTURAÇÃO E V IOLÊNCIA F AMILIAR Insuficiência de Recursos (Baixas qualificações escolares, emprego precário, trabalho por turnos, desemprego de longa duração) Crises Acidentais (depressão, morte, doença) Questões culturais (normas, valores, regras) Monoparentalidade Má gestão familiar (orçamento familiar, educação dos filhos, chegada de outros familiares, endividamento) Ausência de redes de vizinhança Falta de Documentação Dependência dos Serviços/Excesso de zelo dos serviços Dependências várias (drogas, álcool, medicamentação, etc. ) Alargar o Atendimento Integrado a todo o Concelho Acções de Sensibilização em diversas áreas Criação de respostas sociais a este nível PRIORIDADES Atendimento Integrado Criação de respostas sociais a este nível 257
258 Nesta Problemática foram encontradas diversas causas que podem levar à desestruturação familiar, e outras sem dúvida haveria a acrescentar, contudo os dados estatísticos disponíveis não nos permitem demonstrar o quanto é importante uma intervenção adequada à situação, em cada caso em concreto. A mesma foi avaliada à luz da experiência no terreno dos técnicos envolvidos e de conversas obtidas com representantes de outras entidades não representadas no grupo de trabalho, mas disponíveis para o efeito. A problemática da Desestruturação e Violência Familiar cruza com outras problemáticas, sendo mesmo que muitas das consequências são a causa de outros problemas sociais. De uma forma geral, não há uma solução para a situação concreta, mas sim a necessidade de uma articulação multidisciplinar. As questões identificadas pelos técnicos que acompanham situações no terreno, apontam como um constrangimento e limitação da acção de muitos indivíduos, a relação de dependência desenvolvida através da atribuição de subsídios e pensões, que afastam a possibilidade de inclusão social, isto é, fazendo com que se perpetue a sua sobrevivência com base no que o estado lhe atribui. São também normalmente dependentes dos técnicos que os acompanham, não para crescerem ou delinearem o seu projecto de vida, mas para que o problema de momento seja resolvido. Relativamente ao Rendimento Social de Inserção (RSI) 158, destaca-se que no concelho de Loures existe um total de agregados familiares com processo activo, o que desde logo indicia que existem famílias ou indivíduos com graves carências económicas mesmo para satisfação das necessidades mais básicas. O quadro seguinte apresenta a distribuição dos titulares de Rendimento Social de Inserção, por freguesia consiste numa prestação incluída no sub sistema de solidariedade no âmbito do sistema público de segurança social e num programa de inserção, de modo a conferir às pessoas e aos seus agregados familiares, apoios adaptados à sua situação pessoal, que contribuam para a satisfação das suas necessidades essenciais e favoreçam a progressiva inserção laboral, social e comunitária, in Fonte:Centro Distrital Segurança Social/Rendimento Social de Inserção 31/10/
259 Quadro 89 - Distribuição de Titulares de Rendimento Social de Inserção por freguesia Freguesia Agregados Familiares com Rendimento Social de Inserção Apelação 179 Bobadela 23 Bucelas 14 Camarate 243 Fanhões 16 Frielas 9 Loures 120 Lousa 9 Moscavide 40 Portela 32 Prior Velho 55 S. João da Talha 103 S. Julião do Tojal 22 Sacavém 211 St António Cavaleiros 95 St. Antão do Tojal 20 St. Iria de Azóia 41 Unhos 63 TOTAL 1295 Fonte: Centro Distrital Segurança Social/US/Rendimento Social de Inserção - Loures É possível observar que os números mais elevados se encontram nas freguesias de Camarate, com 243 agregados, Sacavém e Apelação com 211 e 179 famílias, respectivamente, beneficiárias de Rendimento Social de Inserção. Estando estes indivíduos em situação de carências várias, facilmente desembocam em graves desestruturações, nomeadamente, a nível familiar, arrastando todos os elementos, 259
260 inclusive crianças como grupo particularmente vulnerável e prioritário ao nível da intervenção. A Câmara Municipal de Loures tem aqui também um papel importante, que se traduz pelo projecto Resposta Integrada de Acção Social (RIAS), que visa minimizar as desvantagens no que diz respeito às necessidades de inclusão social de muitos indivíduos. A síntese da descrição do projecto encontra-se na problemática Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias. Neste contexto da desestruturação familiar é também necessário equacionar as questões de desarticulação ao nível da disponibilidade para com os elementos que compõem a família. Neste sentido, o Plano Nacional de Acção para a Inclusão prevê as questões de conciliação da vida pessoal, familiar e profissional dando especial atenção às famílias monoparentais. Outra questão relevante tem a ver com os fluxos migratórios e, em particular no concelho de Loures, onde esta é uma realidade, e em que as difíceis condições de inserção, quer sejam a nível económico, relacionadas com a documentação, legalização, quer sejam culturais. Os imigrantes são um grupo específico que requer uma forte intervenção nomeadamente, no que diz respeito à prevenção, também previsto no PNAI. No que respeita à Violência Familiar, e segundo o II Plano Nacional contra a violência doméstica , a violência mais comum é a exercida sobre as mulheres e em espaço doméstico, sendo também a maior causa de morte e invalidez entre mulheres dos 16 aos 44 anos (a nível mundial). Sabe-se que, em Portugal, os dados oficiais ficam aquém da realidade, quer por nem sempre estarem identificados e serem participados às entidades competentes para o efeito, quer, muitas vezes, por estarem sistematizados em processos diferentes. No entanto, estima-se que mais de cinco mulheres morrem semanalmente vítimas directa ou indirectamente de violência doméstica. 260
261 De acordo com aquele Plano Nacional, a violência familiar afecta também crianças e idosos, assim como cidadãos portadores de deficiência. Contudo, é assumido que há grande desconhecimento da realidade a este nível. Um fenómeno conhecido mais recentemente, ou pelo menos mais divulgado, é a violência exercida pelos filhos sobre os pais, o que em matéria de denúncia se torna ainda mais complicado, uma vez que o instinto de protecção e a vergonha, inibe os pais de recorrerem às autoridades policiais. Em pouco tempo, a violência doméstica tornou-se visível, dado que desde o ano 2000 este crime passou a ser considerado público, o que significa que qualquer pessoa pode denunciar uma situação. Neste contexto, o Atendimento Integrado, a continuação da sensibilização a vítimas e a agressores continuam a ser pertinentes e prioritários. A prevenção através de metodologias de intervenção centradas nas famílias, tende a ser o caminho, seja por não se poder permitir que as histórias de vida se repitam de pais para filhos em que a negligência e os maus tratos físicos e psicológicos se perpetuam transgeracionalmente, ou ainda que a ausência de regras e rotinas impere, a vários níveis. Prevenir em situações de risco é fundamental para que o futuro seja menos problemático que o presente. Para isso, é necessário apostar na formação a técnicos para atendimentos e despistes no que diz respeito à violência familiar. O II Plano Nacional contra a violência doméstica estabelece também que sejam dadas orientações às escolas no sentido de detectarem, acompanharem e encaminharem a situação de crianças vítimas de violência familiar, o que é possível observar no concelho de Loures, conforme apresentado na Problemática Acompanhamento de Crianças e Jovens Prevenção de Risco e Insuficiência de Recursos, em que as escolas surgem como uma via de sinalização principal de encaminhamento para a CPCJ. Seguidamente, apresentam-se alguns dados que constam no relatório de actividades do 1º trimestre de 2006, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), no que diz respeito a crianças e jovens dos 0 aos 18 anos, para melhor enquadrar o tema ao nível nacional. Relativamente aos dados referentes ao concelho de Loures, apresentam-se 261
262 também na problemática referente ao Acompanhamento de Crianças e Jovens Prevenção de Risco e Insuficiência de Recursos, embora sejam dados relatados pela CPCJ. Quadro 90 Número de queixas apresentadas por idade das vítimas, a nível nacional Idade da Vitima 1º. Trimestre de 2006 N.º Queixas apresentadas 0 3 anos anos anos anos 38 TOTAL 97 Fonte: APAV / relatório de actividades 1º trimestre 2006 O quadro acima apresenta a idade das vítimas que recorreram à APAV durante o primeiro trimestre do ano em curso, onde se observa que os valores mais elevados se encontram no escalão entre os anos (38 casos), seguindo-se o escalão dos 6-10 anos com (27) e conforme adianta o relatório 160, não há uma diferença acentuada no que respeita ao sexo das vítimas, sendo (58%) raparigas e (42%) rapazes. O mesmo relatório acrescenta, ainda, que a esmagadora maioria das vítimas é de nacionalidade portuguesa (84,5%). No que respeita aos crimes praticados contra crianças, e tal como acontece no Concelho de Loures, os Maus Tratos Psicológicos surgem como uma das causas principais para haver recurso à APAV, assim como os Maus Tratos Físicos. Em relação aos agressores, os crimes são habitualmente praticados por homens (81%) e é também importante perceber que apresentam maioritariamente o estado civil de casados, sendo o nível de ensino, o 1º Ciclo. De referir que os agressores residem habitualmente com a vítima e é na residência comum que praticam o crime. Ainda no mesmo relatório, e referente ao mesmo período (1º trimestre 2006), a APAV contabilizou um total de Relatório de actividades 1º trimestre 2006 APAV. 262
263 crimes praticados (dados nacionais), em que 88% são relativos a Violência Doméstica englobando quer maus tratos físicos quer maus tratos psicológicos. No que concerne à caracterização das vítimas de violência doméstica, o relatório refere em relação ao seu perfil, que (91%) são mulheres, com idades compreendidas entre os 18 anos e os 25 anos, embora o escalão mais predominante seja entre os 26 anos e os 45 anos de idade, apresentando a vítima um elevado grau de dependência face ao agressor. Relativamente ao nível de instrução da vítima e, apesar de não haver um valor significativo, são as mulheres que possuem o ensino superior que mais apresentam queixa do crime. Quanto aos autores do crime, cerca de 90% são homens casados, que apresentam dependência do álcool em 21,1% dos casos, e têm idades compreendidas entre os 26 e os 55 anos de idade. No que diz respeito ao grau de ensino não é possível destacar nenhum nível, no entanto, o ensino superior destaca-se ligeiramente (4,6%), sendo que em (80,3%) das situações não se conhece. A nacionalidade, em mais de 60%, é a portuguesa. No concelho de Loures, 161 em relação ao ano 2005, dentro da área de actuação da 70 a Esquadra de Loures, foram contabilizadas 13 situações de denúncia de Maus Tratos ao Cônjuge. Na mesma área de actuação, durante 2006 (até Julho), a Policia de Segurança Pública conta já com 13 ocorrências do mesmo âmbito. A 77 a Esquadra que se refere a Santo António dos Cavaleiros, no ano de 2005 somou (112) situações de denuncia no que diz respeito a Violência Doméstica. Sendo que em 2006, no período até Julho, existem (82) registos. As prioridade apontadas para a questão da Desestruturação e Violência Familiar, passam pela promoção de um atendimento integrado, que actue na construção de um projecto de vida, na concentração dos problemas existentes num indivíduo ou numa família, num técnico que deverás estar habilitado para o encaminhamento correcto e rentabilizado, por forma a que cada caso seja acompanhado como um todo. O modelo de Atendimento Integrado proporciona uma nova organização e gestão dos serviços existentes, sendo 161 Fonte: dados disponibilizados pela Policia de Segurança Pública. 263
264 também visto como um tipo de intervenção a adoptar ao nível de outras problemáticas. Esta metodologia visa rentabilizar os recursos e coordenar as várias instituições que actuam no terreno, assim apresenta-se como uma abordagem integrada e multidisciplinar. Aqui o centro é o indivíduo ou a família, assim como as necessidades reais que apresenta, não tendo de se deslocar a vários atendimentos, para colocar os diversos problemas. Se é verdade que há falta de técnicos no terreno, é também verdade que estão vários técnicos a trabalhar com a mesma família de uma forma pouco articulada, perdendo-se esforços e tornando-se inglório. A criação de respostas sociais a este nível é também prioritário, uma vez que no concelho de Loures não existe nenhum espaço especifico onde as vitimas de violência possam recorrer para solicitar apoios, obter informações, aconselhamento e, nomeadamente, alguma protecção, sendo para isso necessário sair do concelho, o que constitui mais um constrangimento. Referências Bibliográficas Centro Distrital de Segurança Social, US, Rendimento Social de Inserção, Loures. Presidência do Conselho de Ministros (2003), II Plano Nacional contra a Violência Doméstica Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (2006), Plano Nacional de Acção para a Inclusão, Lisboa. Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (2006), Relatório de Actividades 1º trimestre, Lisboa. 264
265 9. Idosos em Situação de Isolamento e Insuficiência de Recursos Quadro 91 - Síntese dos Problemas e Tipos de Intervenção Identificados na área dos Idosos em Situação de Isolamento e Insuficiência de Recursos Problemas Identificados Isolamento (físico e social) da população idosa Tipos de Intervenção Criação de uma unidade de cuidados continuados Idosos em situação de isolamento e insuficiência de recursos Situações de dependência Necessidade de alargamento das valências: Lar de Idosos Apoio domiciliário Apoio domiciliário alargado Falta de respostas integradas (i.e. apoio clínico, social, etc.) Baixos rendimentos Necessidade de optimização das respostas/recursos existentes Número insuficiente de utentes em acordo de cooperação de acordo com as necessidades Instalações desadequadas para prestação de serviços de qualidade Alargamento das valências de apoio domiciliário e apoio domiciliário alargado, centro de convívio e lar Cobertura do concelho em Centros de Noite Criação de uma estrutura de acolhimento a idosos constituição de uma rede familiar de acolhimento com suporte numa IPSS Promover e apoiar a formação de prestadores de cuidados informais e formais: familiares, profissionais voluntários e outras pessoas da comunidade Criação de Hospital de Rectaguarda (para situações de convalescência / transição) Articulação interinstitucional Melhoria / renovação das instalações existentes para prestação de serviços de qualidade Diagnóstico de situação aprofundado PRIORIDADES Alargamento das valências Lar de Idosos, Apoio Domiciliário e Apoio Domiciliário Alargado Criação de uma Unidade de Cuidados Continuados Promover e apoiar a formação de prestadores de cuidados informais e formais: familiares, profissionais, voluntários e outras pessoas da comunidade Articulação interinstitucional 265
266 As previsões demográficas indicam que Portugal será em 2050 um dos países da União Europeia com maior percentagem de idosos (32%), o que significa perto de 2,7 milhões de pessoas com 65 e mais anos. O concelho de Loures enquadra-se perfeitamente nesta futura realidade, principalmente, se se considerar que o Índice de Envelhecimento de 2001 (77,4%) para 2004 (88,3%) aumentou mais de 10%. Desta forma, o crescente envelhecimento da população (pessoas com mais de 65 anos) do concelho de Loures confere a esta problemática grande relevância, e apesar de se destacarem quatro prioridades, as estratégias de intervenção identificadas deverão a curto/médio prazo ser operacionais de modo a colmatar este fenómeno que arrasta consigo uma série de consequência sociais. Os problemas ligados ao envelhecimento, principalmente, as situações de isolamento e de insuficiência de recursos, são transversais a todas as freguesias, apesar das freguesias de Moscavide e Loures serem as mais envelhecidas do concelho. Tal como foi referido no capítulo da Caracterização do Concelho de Loures, a população residente com mais de 65 anos apresenta um total de indivíduos. Quadro 92 - População Residente com mais de 65 anos, por Freguesia, em 2001 FREGUESIAS TOTAL HOMENS MULHERES LOURES Apelação Bobadela Bucelas Camarate Fanhões Frielas Loures Lousa Moscavide Portela Prior Velho Sacavém Santa Iria de Azóia Sto. Antão do Tojal Sto. Ant. Cavaleiros São João da Talha São Julião do Tojal Unhos Fonte: Censos de
267 O gráfico seguinte demonstra que 64% dos indivíduos com 65 ou mais anos têm até 74 anos. Em ambos os grupos as mulheres têm primazia, no entanto, no grupo dos indivíduos com mais de 75 anos essa relevância acentua-se. Gráfico 15 - População residente com 65 ou mais anos, segundo o sexo Mulheres Homens a 74 anos mais de 75 anos Fonte: Censos 2001 As respostas existentes ao nível de equipamentos sociais para a pessoa idosa são insuficientes no concelho, seja para grandes dependentes (incapacitados/doentes terminais), seja para situações de transição/convalescência e pese embora os Estabelecimentos Lucrativos constituam uma tentativa de minimização desta lacuna, só sete daqueles é que possuem alvará, isto é, encontram-se legalizados. Quadro 93 - Estabelecimentos de Idosos com Alvará no concelho de Loures (Apoio Social Privado) Estabelecimentos Endereço Localidade Lar Enconsta da Saúde Encosta da Saúde Lousa Casa de Repouso de S. Julião do Tojal Rua 1º de Maio, 70 S. Julião do Tojal Casa de Repouso Fonte Santa Rua da Stª Rita, 1 - Botica Loures Casa de Saúde e Repouso de Montemor Rua Major Rosa Bastos, 35 Loures Montemor Casa de Repouso Solaris I Largo Catarina Zufénia, 1 S. Julião do Tojal Lar Residencial S. Sebastião de Guerreiros Rua S. João de Brito, 24 Guerreiros Loures Casa de Repouso Hernandez Rua 1º Dezembro, 7 Vila de Rei Bucelas Fonte: Centro Distrital de Segurança social de Lisboa (2006) 267
268 Quadro 94 - Instituições Privadas de Solidariedade Social de Apoio a Idosos existentes no concelho de Loures Freguesia Designação Natureza Jurídica Apelação CURPI da Apelação Casa Santa Tecla Centro Social e Paroquial da Bobadela IPSS com acordo Bobadela ARPI da Bobadela IPSS com acordo Bucelas Ass. Apoio Social da Freguesia de Bucelas IPSS com acordo Camarate AURPI de Camarate AURPI da Bairro de Santiago Casa de Repouso motoristas de Portugal e Profissões Afins Associação Vida Cristã Filadélfia Envolver Serviço Apoio Social à Comunidade CRL Associação sem fins lucrativos Estabelecimento Oficial, com acordo de gestão com uma IPSS IPSS com acordo IPSS com acordo IPSS sem acordo IPSS com acordo IPSS com acordo Cooperativa de Solidariedade Social Fanhões Centro Paroquial e Social S. Saturnino de Fanhões IPSS com acordo ARPI de Frielas Associação Frielas Loures ARPI de Pinheiro de Loures Ass. Luís Pereira da Mota Centro de Dia de Loures (Ass. Luís Pereira da Mota) e ARPI de Loures Ass. De Beneficiência Evangélica, Lar Cristão Lar do Cofre de Providência dos Funcionários e Agentes do Estado Associação IPSS com acordo IPSS com acordo Instituição de Previdência Social, de utilidade públiva Lousa Ass. Infanta D. Mafalda, Lar Infanta D. Maria IPSS com acordo Centro Social e Paroquial S. Pedro de Lousa IPSS com acordo Centro Social e Paroquial de Moscavide IPSS com acordo Moscavide CURPI de Moscavide IPSS com acordo Ass. Vida Abundante IPSS com acordo Stª Casa da Misericórdia de Moscavide IPSS com acordo Portela Centro Social e Culutral da Igreja da Paróquia de Cristo IPSS com acordo Rei da Portela Prior Velho CURPI da Freguesia do Prior Velho Associação Residência Stª Ana Lar de Santa Ana IPSS com acordo 268
269 Sacavém Santa Iria da Azóia Santo Antão do Tojal Santo antónio dos Cavaleiros São João da Talha São Julião do Tojal Unhos Associação Cantinho das Crianças Centro Social Nossa Senhora das Graças Associação Comunitária de Reformados Pensionistas e Idosos de Sacavém Centro Social de Sacavém Associação Pomba da Paz CURPI de Santa Iria de Azóia ARPI de Santo Antão do Tojal Centro de Reformados Pensionistas e Idosos de Santo António cavaleiros Centro cultural e Social de Santo antónio dos Cavaleiros CURPI de São João da talha CURPI de vale de Figueira ARPI de São Julião do tojal ARPI do Zambujal Centro de Dia da terceira Idade de Unhos ARPI da Freguesia de Unhos (Catujal) Centro Social Sagrados Corações IPSS com acordo IPSS com acordo IPSS com acordo IPSS com acordo IPSS com acordo IPSS com acordo Associação IPSS sem acordo IPSS com acordo IPSS sem acordo Associação IPSS com acordo Associação IPSS sem acordo Associação IPSS sem acordo Fonte: Câmara Municipal de Loures Os dados disponibilizados pelos Serviços Locais de Segurança Social de Loures e Moscavide/Sacavém, sobre o número de indivíduos com mais de 60 anos que recebem o Rendimento Social de Inserção, vêm confirmar os baixos rendimentos desta faixa etária da população, principalmente, no tocante às freguesias de Stº António dos Cavaleiros (24 casos) e Lousa (19 casos). O número de processos das freguesias da zona Oriental espelha somente a realidade de Camarate e Sacavém, pois até à data da realização deste documento, o Serviço Local de Segurança Social de Moscavide/Sacavém, devido à restruturação de que está a ser alvo, não conseguiu disponibilizar os dados referentes às restantes freguesias. Assim, entre as duas freguesias da zona Oriental, destaca-se Sacavém com 17 processos. Desta forma, e apesar de não existirem dados relativos a todas as freguesias, constata-se que no total existem cerca de 100 indivíduos a receberem a prestação do Rendimento Social de Inserção. 269
270 Quadro 95 - Nº de indivíduos com mais de 60 anos com prestação de Rendimento Social de Inserção Indivíduos com mais de 60 Freguesias anos a receber Rendimento Social de Inserção Bucelas 4 Fanhões 2 Frielas 1 Loures 19 Lousa 3 Stº António dos Cavaleiros 24 Stº Antão do Tojal 5 São Julião do Tojal 8 Sacavém 17 Camarate 13 Total 96 Fonte: Serviço Local de Segurança Social Loures, Moscavide / Sacavém (2006) A insuficiência de equipamentos e valências de suporte ao envelhecimento foram os problemas mais identificados pelos Diagnósticos Sociais das freguesias, daí uma das prioridades de intervenção incidir no alargamento das valências lar de idosos, apoio domiciliário e apoio domiciliário alargado, valências estas com listas de espera identificadas pela Segurança Social (Serviço Local de Loures e Moscavide). Por outro lado, são as situações de isolamento em que muitos dos idosos do concelho se encontram que também contribuem para o aumento das listas de espera, pois um indivíduo isolado, que deixa de ter contacto regular, quer com os familiares, quer com amigos ou antigos colegas de trabalho, fica mais vulnerável às doenças, sejam físicas ou psíquicas. Tal como é confirmado em vários estudos (...) os problemas de saúde e a consequente perda de autonomia não surgem como os principais factores apontados pelos idosos para a decisão do internamento. O motivo mais frequente é o isolamento, ou seja, a inexistência de uma rede de interacções que facilitem a integração social e familiar dos idosos e que garantam um apoio efectivo em caso de maior necessidade. (Martins, 2006, pp.126). Pode aqui fazer-se a separação entre isolamento físico e social, em que o primeiro é mais característico da zona norte do concelho, onde existe um afastamento espacial, na maioria dos casos com mobilidade condicionada, apesar de neste contexto as redes familiares e de vizinhança serem mais intensas. O isolamento psíquico verifica-se com mais premência na zona oriental do concelho, em que o facto de social muitos vizinhos, não significa que 270
271 predomina uma rede de apoio, pelo contrário, verifica-se um isolamento psíquico que tal como foi referido anteriormente, provoca uma degradação física, motivada pela falta de integração social e familiar. A abordagem desta problemática não deverá incidir somente nas questões relacionadas com a saúde/doença, pois antes de se manifestarem os problemas de saúde há que promover estruturas que permitam o desenvolvimento de actividades, sejam de formação ou de entretenimento. Numa primeira instância, e tal como foi referido nos tipos de intervenção, trata-se de realizar um diagnóstico de situação aprofundado que identifique a situação real dos idosos do concelho de Loures, já que existem muitas situações por identificar, que têm algum grau de gravidade, mas que por conformismo, comodismo ou vergonha não chegam aos serviços de atendimento, aos centros de convívio ou de dia. A formação daqueles que prestam serviços à comunidade mais envelhecida nos centros de convívio e nos centros de dia, assim como a formação dos familiares dos utentes que recorrem aos serviços de acção social, constitui também uma estratégia prioritária, defendida, precisamente, pelos técnicos que fazem o atendimento, pois permitiria fornecer pistas de actuação para com a pessoa idosa de modo a retardar ou mesmo evitar a sua institucionalização ou, ainda, melhorar a sua permanência em casa. A questão residencial para os idosos assume elevada pertinência, pois a sua casa torna-se o espaço mais requisitado, tornando-se palco de todas as actividades desenvolvidas, onde é gasto a maior parte do seu tempo. A este factor, acresce o facto de se verificar nas pessoas idosas, uma diminuição das capacidades de adaptação, tornando-as mais sensíveis ao meio ambiente que as rodeia e encontrando na sua casa um valor simbólico na construção da identidade social. Desta forma, o alargamento das valências de apoio domiciliário constitui uma medida de aumento da qualidade de vida do idoso, protelando a ligação com a casa. Aquela formação poderá ser entendida também do ponto de vista do aumento da qualidade de vida, principalmente dos familiares, pois são estes que maior contacto têm e que mais tempo dispendem a cuidar dos seus familiares idosos. Importa, então, introduzir a figura de cuidador, entendido como alguém que é submetido a vários tipos e níveis de pressão, sendo estes originados por factores intrínsecos e extrínsecos que, desta ou daquela forma, causam sobregargas não só emocionais, como também físicas, económicas e sociais. Este tipo de formação teria como objectivos desenvolver a comunicação interpessoal, verbal e 271
272 não-verbal, identificar e gerir emoções, praticar a comunicação assertiva e praticar técnicas de resolução de problemas e gestão de conflitos. A proposta de criação de uma rede familiar de acolhimento será um projecto a longoprazo pela logística que tem subjacente, no entanto, trata-se de redes sociais de apoio que visam a substituição do papel familiar e que poderiam colmatar a ausência temporária da família, conferindo ao idoso um ambiente residencial de qualidade. As respostas para as pessoas idosas em situação de dependência (os grandes dependentes) assumem outra prioridade que se prende com a criação de uma Unidade de Cuidados Continuados na sede do concelho. Assim, ambiciona-se também dar resposta ao idoso com patologias infecto-contagiosas e oncológicas, cujas características constituem muitas vezes impedimento para a institucionalização em lar. A criação de dois Centros de Noite, nas zonas Norte e Oriental do concelho, foram avançadas pelo grupo restrito, sendo entendidos como um prolongamento dos centros de dia. Direccionam-se, mais especificamente, para situações de convalescência ou períodos de transição para recuperação, isto é, saída de uma situação de internamento e preparação para o dia-a-dia em casa. A articulação interinstitucional torna-se fundamental pela sobreposição/duplicação institucional de algumas valências, principalmente no que concerne à zona norte do concelho. A comunicação, a conciliação de esforços e o trabalho em rede constituem estratégias importantes para determinar, por um lado, o alargamento das valências focadas anteriormente e, por outro, para encaminhar e dar a conhecer à pessoa idosa as alternativas existentes e mais adequadas nesta fase da sua vida. Importa, por fim, dar conta que a Câmara Municipal de Loures através de alguns dos seus serviços, procura desenvolver projectos que previnam o isolamento e a exclusão da pessoa idosa, estando alguns projectos já a decorrer e outros em fase preparação: Edição do Guia Sénior; Implementação do Tele-Alarme (resposta social complementar, a partir de um sistema inovador de telecomunicações nacional. Permite, accionando um botão de alarme, 272
273 contactar rapidamente a rede social de apoio de cada pessoa, para mais eficazmente responder à necessidade de ajuda ou encaminhar para o serviço adequado.) Academia Sénior (projecto que se encontra na fase de avaliação de expectativas das pessoas idosas face à implementação de uma academia sénior) Vertente lúdica: Turismo e Desporto Sénior. Referências Bibliográficas ALMEIDA, Sara; BIDARRA, Manuel (2005), Programa de Formação e Orientação ao Cuidador, Centro de Saúde de Mafra. CHAVES, Cláudia (2006), Sida e o Idoso. Metodologias Educativas de Âmbito Preventivo, in 10 Anos Millenium Revista do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Viseu. Equipa de Projecto para o Diagnóstico Social (2004), Diagnóstico Social (1ªFase), Loures, Câmara Municipal de Loures. GUERREIRO, Inês (2006), Governo Cria Rede de Cuidados Continuados, in M Sénior Revista do Montepio, Lisboa. Instituto Nacional de Estatística, Censos de LOPES, Alice; PEREIRA, Susana; ESPERTO, Sónia (2004), O Papel da Família na População Idosa e na População com Deficiência, in Pretextos, Instituto de Solidariedade e Segurança Social, Lisboa. MARTINS, Rosa (2006), Envelhecimento e Políticas Sociais, in 10 Anos Millenium Revista do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Viseu. QUARESMA, Maria de Lourdes (2006), Autonomia e Dependência na Velhice, in M Sénior Revista do Montepio, Lisboa. 273
274 10. Informação e Comunicação Concebendo a Rede Social como um espaço alargado de reforço de dinâmicas de participação e consciência cívica, definido como um processo através do qual as pessoas poderão compreender melhor a realidade e transformá-la se necessário, é consensual a ideia de que a Rede Social deverá servir para, entre outros: identificar, caracterizar e priorizar os problemas do concelho; identificar os principais recursos e respostas existentes dentro e fora do concelho; definir respostas estratégicas e concertadas, mais adequadas às necessidades do concelho; que as organizações não trabalhem de costas voltadas umas para as outras e se rentabilizem recursos; que os cidadãos de Loures tenham acesso a serviços, prestados com mais qualidade; que as entidades competentes possam reivindicar junto da Administração Central, não só o cumprimento das suas competências, mas também a definição de Políticas e programas de financiamento mais adequados aos interesses, necessidades e aspirações do concelho. Esta é uma ideia que de certa forma, já foi anteriormente referida, mas que importa aqui recuperá-la, na medida em que foi neste quadro, que se assumiu desde o inicio do processo de implementação da Rede a consciência da necessidade de se desenvolver um Sistema de Informação e Comunicação, necessidade esta, visível no Plano de Acção do CLAS 162 para , através do qual, e em traços gerais, a parceria se propõe ao seguinte, no que respeita à Informação e Comunicação: 1. criação de normas standard de: *recolha e tratamento de informação (para diagnóstico e monitorização do território); *planeamento e avaliação (para o Plano de Desenvolvimento Social e Planos de Acção Específicos); * Comunicação entre as diversas organizações; *Gestão da Qualidade dos serviços prestados; 162 1º Plenário do CLAS, realizado a 29 de Abril de
275 2. criação de formas de Comunicar e Informar mais eficazes: * dentro de cada organização parceira; *entre as diversas organizações do concelho; *entre as organizações e os cidadãos de Loures; 3. criação de espaços que visem estimular a Participação, a Reflexão e a Discussão. Ora, apesar de não se tratar propriamente duma problemática social, o que é facto é que desde o inicio do processo de implementação da Rede Social no concelho, houve a consciência de que esta área se apresentava como transversal a todas as outras, na medida em que é precisamente aquela que deveria facilitar o acesso a um conjunto de informação por forma a dar visibilidade à identificação e caracterização das problemáticas, sobre a qual a parceria se deveria de debruçar. Aquando da elaboração do Diagnóstico Social (1ª fase), colocou-se em evidência uma série de problemas ao nível da produção e disponibilização de informação, que importava ultrapassar. Desde então, tem-se vindo em conjunto a desenvolver um caminho, do qual daremos nota no primeiro ponto deste capítulo, identificando-lhe os problemas e as propostas de trabalho que a partir dos mesmos foram apresentadas, e entretanto aprovadas em sede de CLAS. Num segundo ponto, procederemos à apresentação dos resultados do levantamento realizado, em torno das questões específicas dos indicadores, produção e partilha de informação subjacente à Unidade de Avaliação e Monitorização Social do Território. Espelham-se aqui, os resultados da Sessão de Trabalho Alargada, realizada em 8 de Junho do corrente, que enferma, contudo, de um conjunto de limitações decorrentes do desenvolvimento do próprio processo. Seja por isto, seja pela própria natureza da problemática em questão (onde quase tudo está por fazer neste país), este é portanto, um processo que carece inevitavelmente de aprofundamento e continuidade. Sublinhe-se que esta apresenta-se como uma área incontornável no desenvolvimento duma intervenção social, mais informada, consciente, eficiente e eficaz, no concelho. Quer a nível nacional quer europeu, algumas das orientações existentes apontam precisamente para o desenvolvimento de Sistemas de Informação associados a mecanismos territoriais. 275
276 10.1 Da identificação dos problemas à proposta de funcionamento do Sistema de Informação e Comunicação Na concepção e implementação dum Sistema de Informação e Comunicação, deveremos ter em consideração, pelo menos duas linhas de preocupações: a) Para que serve? Quais os seus pressupostos de base? O que é? b) Em que contexto é que se insere? Isto é, quais as expectativas, as virtualidades e os constrangimentos do processo em que se enquadra? Isto porquê? Porque necessariamente o desenho do sistema de informação deverá de ser capaz de integrar estas preocupações e responder minimamente às necessidades e às aspirações de todos. Vamos então, começar por esta última preocupação, uma vez que será esta que nos dará o mote de partida para o referido na alínea a). Expectativas, Virtualidades e Constrangimentos Como é sabido e aceite por todos, a Rede Social é um processo caracterizado por avanços e recuos, onde os problemas, as limitações e os constrangimentos, devem ser encarados como obstáculos a ultrapassar, no reforço duma aprendizagem que é permanente. Das reflexões realizadas até ao momento, nos diferentes espaços de interacção 163, foi possível identificar as expectativas, as virtualidades e os principais constrangimentos, com que diariamente nos deparamos e que inevitavelmente condicionam a nossa capacidade de acção. Em síntese, os parceiros: Esperam da Rede (resultados/impactos), conhecimento da realidade social do concelho (qualitativo e quantitativo); dar visibilidade às diversas realidades sociais do concelho; construção de um Plano de Desenvolvimento Social Estratégico, que contemple a transversalidade das prioridades e das necessidades locais; 163 CLAS, CSF/IF, Comissão Executiva, Grupos Dinamizadores e Grupos de Trabalho. Foram igualmente tidos aqui em consideração, as reflexões realizadas no âmbito do projecto Saúde e Juventude e do Grupo de Trabalho criado para as questões da Informação e Comunicação (2001/2002). 276
277 aumento da capacidade de identificação e resolução de problemas individuais, de grupos e comunitários, gerando respostas específicas para necessidades especificas; melhoria da qualidade das respostas sociais existentes; mudança das práticas dos serviços e da cultura organizacional, no sentido duma maior transparência e abertura entre as organizações, e entre estas e os cidadãos, em geral; implementação de sistemas de informação e comunicação eficazes; incremento da participação das organizações e dos cidadãos; colocar o cidadão, no centro das preocupações das organizações e da intervenção que se desenvolve no concelho (natureza e processo); reconhecem como Virtualidades / Oportunidades, o facto de favorecer, a articulação e adequação das políticas nacionais e suas medidas de actuação aos problemas, aspirações e necessidades locais; a articulação e integração das diversas políticas sectoriais concelhias; o incremento duma visão social estratégica, concelhia, devidamente fundamentada, concertada e integrada, resultante da existência de espaços interactivos de discussão e planeamento, conducente ao desenvolvimento social do concelho; o aumento da capacidade de negociação e de convergência de ideias e esforços; a articulação da intervenção e rentabilização dos recursos, no âmbito das orientações estratégicas definidas; a capacidade de reivindicação de políticas, programas e recursos, mais adequados às necessidades e aspirações do concelho; a criação de instrumentos e mecanismos de recolha, tratamento e divulgação de informação sobre a realidade social do concelho; o incremento da mudança inter e intra-organizacional e consequentemente da paisagem organizacional, do concelho; a criação de respostas sociais, céleres, eficazes e eficientes; a existência de maior controlo sobre a sobreposição de projectos; o incremento duma cultura de comunicação, planeamento e avaliação; o efeito multiplicador dos resultados e dos processos de mudança; a construção de ferramentas e instrumentos de trabalho comuns, que visem criar padrões técnicos de qualidade e a sustentabilidade do processo; 277
278 a construção duma rede com enfoque no cidadão e não nas necessidades dos serviços/organizações; o reforço da cidadania, sobretudo, no que respeita ao acesso à informação e aos serviços, por parte dos cidadãos em geral, e dos mais desfavorecidos em particular. apontam como Dificuldades / Constrangimentos, o cepticismo por parte dos técnicos e dirigentes, relativamente à utilidade da Rede Social; o desconhecimento do potencial da Rede Social, associado muitas vezes, não só a questões políticas e lógicas de quintal, mas também, à complexidade e ao nível de abstracção, subjacente a este processo e ao trabalho em parceria; a escassa disponibilidade de tempo e motivação dos agentes envolvidos, nomeadamente, dos que ocupam cargos de chefia e detêm o poder de decisão; a falta de conhecimentos e competências específicas, inerentes à gestão de redes e parcerias; a sobreposição e falta de articulação/integração das diversas parcerias formais existentes; a desagregação insuficiente de informação ao nível do concelho, e particularmente das freguesias, e inexistência de instrumentos de recolha uniformizados que permitam estabelecer comparações (concelho, região e nacional); a informação dispersa, desarticulada e desactualizada; a dificuldade na obtenção de resposta por parte das entidades às solicitações de dados, devido a uma insuficiente ou inexistente sistematização dos mesmos; a dificuldade no acesso à informação; insuficientes conhecimentos teórico-metodológicos para a realização do diagnóstico social e planeamento estratégico participados; a existência duma cultura organizacional resistente à mudança e à inovação; a existência duma fraca cultura de responsabilização e prestação de contas ; a dificuldade em sair das necessidades dos técnicos e dos serviços, para a resolução das necessidades dos cidadãos. 278
279 Ora, para além do mencionado, urge a necessidade de ultrapassar um conjunto de problemas 164 específicos, relacionados com a produção da informação e com a gestão da comunicação e informação, elencados no seguinte quadro: Quadro 96 Informação e Comunicação: principais problemas identificados Produção da Informação Gestão da Comunicação e da Informação *dispersa, manipulada e por vezes cheia de incorrecções; *pensar na informática e não na informação *falta de desagregação/ou inadequada agregação de dados; *falta de actualização dos diagnósticos e outros *falta de informação para diagnóstico (tratada e disponível) *falta de feed-back dos utilizadores *excesso de informação não tratada *falta de informação (organização) para tomada de *falta de informação fiável sobre determinantes do concelho decisão e acompanhamento de processo *informação produzida insuficiente, pouco fiável e não *falta de meios de informação, adequados aos diversos comparável (sem qualidade) públicos: População em geral e especificamente grupos *como seleccionar a informação mais desfavorecidos, dirigentes, chefias e profissionais; *natureza e conteúdos da informação (pouco adequadas) *falta de indicadores de avaliação *dificuldade em comparar informação *dificuldade em chegar ao utente (concelho/aml/nacional) *falta de dispositivos para facultar informação adequada a um determinado grupo / equipa *os serviços não tratam a informação que produzem *os serviços produzem informação que não utilizam *o tratamento de informação não tem em conta as necessidades dos potenciais utilizadores *faltam canais de comunicação: dentro da organização, entre os parceiros na rede, entre as redes, com a população-alvo; *(informação) pouco divulgada e/ou omitida Identificam-se ainda, os seguintes obstáculos organizacionais: * dificuldade em passar do papel à prática *atitudes de quintal *resistência à mudança e à inovação *diferentes tipos de organizações *falta de valorização da importância do Diagnóstico, *diferentes linguagens e interesses em presença Monitorização, Avaliação e PDS (Dirigentes, Técnicos e População) * falta de responsabilização no cumprimento dos * falta de competências técnicas para o trabalho em Rede compromissos assumidos *(falta) Comunicação centrada necessidades das pessoas * falta de entendimento do que é trabalho em parceria 164 A identificação dos mesmos, resultou de uma reflexão partilhada em diferentes momentos e diferentes contextos: *parceria especifica criada para o desenvolvimento do Programa Saúde e Juventude ( ); * Formação de Técnicos em Técnicas de Facilitação aplicadas à gestão de equipas da Rede Social/PIC s (2002); *processo de implementação da Rede Social em Loures ( ). 279
280 Este é, assim, o cenário que constituiu o ponto de partida para uma primeira aproximação, ao desenvolvimento dum modelo de sistema de informação e comunicação, cuja proposta veio a ser discutida e aprovada na reunião de CLAS realizada em Outubro de Sistema de Informação e Comunicação: Para quê? Com que pressupostos? O que é? Para quê? Tendo presente os objectivos nacionais do Programa Rede Social, e as expectativas e necessidades locais, pensamos que um Sistema de Informação e Comunicação deve servir para: Ao nível da População e Respostas Sociais: Que os cidadãos de Loures estejam mais e melhor informados; incrementar a participação e envolvimento dos intervenientes do processo (população e organizações dirigentes e técnicos); qualificar a intervenção social no concelho; facilitar a criação de respostas sociais adequadas, eficientes e eficazes; facilitar o acesso célere à informação; facilitar a tomada de decisão e a capacidade de operacionalização. apoiar, motivar para a participação, e incentivar as atitudes de cooperação; Ao nível do funcionamento das estruturas da Rede: aumentar a transparência e abertura, nas estruturas da Rede, e consequentemente entre as organizações, e entre estas e a população; facilitar a articulação e cooperação entre as diversas estruturas da Rede: CLAS, Comissão Executiva, Secretariado Técnico, CSF/IF, Grupos Dinamizadores, Grupos de Trabalho, Equipas de Projecto; melhorar a cultura organizacional e práticas dos serviços/instituições locais; Ao nível do Planeamento e Implementação das Intervenções: aumentar a capacidade de leitura social do território; agilizar a produção de diagnósticos; 280
281 normalizar, ao nível do concelho, os processos e procedimentos inerentes à produção de conhecimento para Diagnóstico (fontes, recolha, sistematização, disseminação de informação); implementar sistemas de avaliação e monitorização eficazes; promover a necessária articulação entre o Diagnóstico Social/PDS com os demais instrumentos de planeamento (Estudos, Directivas Europeias, Planos Estratégicos Nacionais, Planos Operacionais Regionais, Planos Locais de Intervenção e PDM, entre outros); possibilitar a construção de Planos de Intervenção que expressem as prioridades e contemplem as necessidades locais; criar dispositivos que facilitem a recolha, tratamento e divulgação da informação; Com que pressupostos? Para além dos pressupostos identificados na proposta de Sistema de Informação e Comunicação apresentada e aprovada em sede de CLAS, em Outubro de 2005, e que são: a informação é um recurso para a intervenção; as necessidades de informação estão sempre em mudança; a Transparência e Igualdade de acesso à informação, são vitais para o funcionamento e a credibilidade do Sistema. Acrescem ainda, os decorrentes do entendimento de que o Sistema de Informação e Comunicação surge num contexto de Rede, que tal como a define Manuel Castells, é um conjunto de nós interligados (...) estruturas abertas, capazes de se expandir, integrando novos nós desde que consigam comunicar dentro da rede, nomeadamente, desde que partilhem os mesmos códigos de comunicação (por exemplo, valores ou objectivos de desempenho). (2002: ) Assim sendo, é aceitável a ideia de que para a construção dum Sistema de Informação e Comunicação em contexto da Rede Social (composta por indivíduos ou grupos de indivíduos, organizados em instituições ou não), se considere ainda como pressupostos subjacentes ao funcionamento do mesmo: Valores, Objectivos e Decisões partilhados por todos; 281
282 Autonomia, na medida que não existe uma relação de subordinação duma ou várias organizações em relação às demais. A liderança é múltipla e pode provir de muitas fontes; Vontade e Compromisso inequívoca e verdadeiramente assumida por todos; Rede de Suporte à produção e partilha de informação; Selectividade de Informação Sistematização e Comparabilidade dos dados Participação Todos em geral, mas em particular o da Participação, é um dos pressupostos que representa o maior desafio que se coloca aos políticos, aos dirigentes, e a todos os trabalhadores que intervêm no social. Tal como foi descrito na proposta dos Sistema de Informação e Comunicação / Unidade de Avaliação e Monitorização Social do Território, apresentada e aprovada na reunião do CLAS de 23 de Fevereiro do corrente, a Participação da população não pode ser um processo meramente artificial, desvinculada do aumento das capacidades dos actores locais e reproduzindo segmentações já instaladas. A este processo de participação está associada não só uma partilha dos saberes e experimentos do território, mas também um processo de capacitação ancorado nas dinâmicas reais de inter-locução política. (2006:6) O que é? Sistema de Informação e Comunicação Face ao exposto, não será de estranhar que se tenha definido o Sistema de Informação e Comunicação Integrado como o funcionamento articulado de um conjunto de instrumentos que permitem não só a comunicação 165 e circulação eficaz de informação entre os parceiros e entre estas e a população, mas também a produção de informação pertinente e facilitadora do processo de avaliação, monitorização, planeamento, e tomada de decisão. Neste sentido, um Sistema de Informação terá assim que responder, para além do atrás mencionado, às necessidades decorrentes do processo de planeamento participado, que integra o diagnóstico, o planeamento e a avaliação. 165 Dentro da Rede concelhia, e entre esta e o seu Ambiente Externo. 282
283 Ora, foi tendo consciência da complexidade deste processo, e tendo igualmente noção das condições (in)existentes, que se priorizou nesta fase de abordagem diagnóstica, o conhecimento das condições de produção e de partilha da informação, associadas ao Diagnóstico Social, no âmbito da Unidade de Avaliação e Monitorização social do Território Unidade de Avaliação Monitorização Social do Território: Condições de Produção da Informação para Diagnóstico Social Neste sentido, à semelhança das outras problemáticas tratadas, e de acordo com o definido em sede de CLAS, criou-se um Grupo de Trabalho 166 que teve por objectivo, o desenvolvimento de uma dinâmica de trabalho participada, com vista: (1) à caracterização da situação actual, relativamente às Fontes de Informação, Indicadores e processos de produção e partilha da informação. Num primeiro momento foram identificadas as principais organizações que no concelho produzem informação pertinente para Diagnóstico e num segundo momento, através da realização duma Sessão de Trabalho Alargada 167, tentou-se conhecer que informação era produzida, de que forma, e com quem era partilhada. De seguida, apresentam-se de forma bastante sintetizada os resultados do trabalho desenvolvido, que como já foi referido estão aquém do ideal, o que significa que este deverá ser trabalho a ser continuado. 166 Constituído por: Paula Atouguia ( Secretariado Técnico da Rede Social), João Pires (Câmara Municipal de Loures / DPE DPEI), e Nuno Alarcão (CDSSL/Serviço Local Acção Social de Loures). 167 Realizada a 8 de Junho 2006, das 10:00-12:30. Nela participaram representantes das seguintes organizações, entre outros: Junta de Freguesia de S.João da Talha, Junta de Freguesia da Portela, Junta de Freguesia de Sta. Iria de Azóia, Federação das Associações de Pais das Escolas de Loures (FAPEL), GNR, Câmara Municipal de Loures (DMH; DPE/DPEI; DSC/Área de Idosos; GSAU; DPPDM; DEJ/AGRE ), Centro de Saúde de Sacavém; Instituto de Reinserção Social (IRS), CDSSL / Serviço Local de Loures; Projecto Loures Saudável. Os Centros de Emprego do concelho não puderam estar representados, todavia cederam informação necessária antecipadamente. Esta sessão teve por objectivos: (1) enquadrar os trabalhos no âmbito da Unidade de Avaliação e Monitorização Social do Território; (2) conhecer a informação que pode ser produzida e disponibilizada pelos diferentes parceiros; (3) identificar os principais indicadores por áreas temáticas/problemáticas. Relativamente a este último ponto, importa referir que o mesmo não chegou a ser propriamente abordado por falta de tempo. 283
284 Principais Organizações produtoras de Informação, em Loures Apesar de se identificarem aqui as organizações do concelho, importa não esquecer que outras fontes de informação, ao nível nacional, existem e que são produtoras de dados estatísticos oficiais, como são por exemplo, o INE, o Ministério da Saúde, o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, o Ministério da Educação, o Ministério da Administração Interna, entre outros. Em relação ao concelho, destacam-se então, como principais produtoras de informação: - Câmara Municipal de Loures - CAT Loures - CDSSL / Serviço Local de Loures - CDSSL / Serviço Local de Sacavém e Moscavide - Centro de Saúde de Loures - Centro de Saúde de Sacavém - GNR - PSP - CPCJ Em relação à área do Emprego, apesar de serem os Centros de Emprego a registarem toda a informação, a mesma deverá ser solicitada ao Gabinete de Estudos da Delegação Regional de Lisboa e Vale do Tejo do IEFP, uma vez que é este que concentra a função de tratamento, análise e divulgação de toda a informação, ao nível da região. Informação: Qual? Como é produzida? Com quem é partilhada? Note-se que apesar da informação se apresentar conforme o quadro que se segue, não quer dizer que outros dados não possam existir e que uma mesma organização não possa dar resposta a diversas áreas em simultâneo. Sublinhe-se, que o que a seguir se apresenta resulta da participação das organizações na Sessão de Trabalho atrás mencionada, e que carece como se pode verificar, de aprofundamento. 284
285 Quadro 97 Informação: Câmara Municipal de Loures Organizações do concelho Tipo de Informação De que forma é produzida? DPE * Trata toda a informação Informaticamente, com estatistica do concelho e recurso a aplicações Câmara Municipal freguesias, tendo por base os próprias criadas para o dados dos CENSOS INE, através efeito. de Loures de protocolo estabelecido com este Instituto; * Caracterização dos Equipamentos (por: Localização; Tipologia Redes Temáticas) DSC /AGRE Sabe-se que entre outra: * Relativa aos Equipamentos da Rede Escolar ; * Abandono, absentismo e Retenção Escolar; * Apoios Escolares (transporte e Refeições); Informaticamente com recursos a uma plataforma criada para o efeito. Obs. Por falta de tempo, este Serviço não teve possibilidade de apresentar a informação solicitada. GARSE Apesar de não ter participado na Sessão, sabe-se que ao nível da Imigração tem vindo a desenvolver alguns estudos. DMH 1. Informação relativa ao Pré- Informaticamente Realojamento e Pós- através da aplicação Realojamento: Gestão de Habitação, * Caracterização e trajectórias todavia os dados não dos agregados familiares, dos estão directamente Bairros Municipais e Núcleos de disponíveis na aplicação, Barracas; têm que ser trabalhados * Nº de Pedidos de habitação; numa área de trabalho * Nº Emergências Habitacionais; fora desta. * Nº Pedido de Apoio para Obras Fonte: Informação e Comunicação / Sessão de Trabalho Alargada. 285
286 Quadro 98 Informação: Centros de Emprego Organizações do concelho Tipo de Informação De que forma é Obs. produzida? Centros de Emprego de Loures e Sacavém * Nº Ofertas (por: freguesia e profissão) * Nº Inscritos (por: Tempo de Inscrição; Idade; Sexo; Hab. Escolares; Freguesia de residência) * Nº Colocações (por: Idade; Sexo; Tempo de Inscrição; Profissão ) Informaticamente, tendo Como já foi referido, por suporte: apesar de ser possível 1. SIGAE Sistema ao nível dos Centros Integrado e Gestão da de Emprego, encontrar Área do Emprego a informação 2. SGFOR Sistema de mencionada, a sua Gestão da Formação cedência não é feita (ambos têm interface directamente por com a plataforma estes, mas sim pelo informática da Gabinete de Estudos Segurança Social) ao nível da Delegação Regional/Serviços Centrais do IEFP. Fonte: Informação e Comunicação / Sessão de Trabalho Alargada. Quadro 99 Informação: CAT - Loures Organizações do concelho Tipo de Informação De que forma é Obs. produzida? * Dados Socio-Demográficos/ Familiares e Profissionais dos Informaticamente, tendo por base programas CAT Loures utentes; especificos relacionados * Consumo de drogas (por: com: idade de inicio; tipo de drogas consumidas) * Nº Inscrições e Seguimentos; * Nº Prevalências na Doença; - Ficha do Utente; - Seguimentos; - Programas de Substituição. * Nº Pedidos e encaminhamentos. Fonte: Informação e Comunicação / Sessão de Trabalho Alargada. 286
287 Quadro 100 Informação: CDSSL / Serviços Locais do concelho Organizações do concelho Tipo de Informação De que forma é produzida? CDSSL / Serviço Local de Loures CDSSL / Serviço Local de Sacavém e Moscavide * Em relação ao RMG e RSI: Informaticamente, - Nº e Caracterização dos através do recurso a uma Agregados em RMG e RSI(por: plataforma nacional - Idade; Composição; Sexo; IDQ, e Bases de Dados Habilitações) criadas pelo Serviço. - Renovação das Prestações; Devido à falta de - Requerimentos entrados; equipamento - Cessações e Suspensões Informático e de * Subsídios Ajudas Técnicas. infraestruturas adequadas para o funcionamento do mesmo, os dados são tratados manualmente. Obs. Fonte: Informação e Comunicação / Sessão de Trabalho Alargada. Quadro 101 Informação: Centros de Saúde do concelho Organizações do Tipo de Informação De que forma é Obs. concelho produzida? Entre outros: Parte desta informação é Centros de Saúde * Caracterização geo- produzida demográfica da área de informaticamente com influência do Centro; recurso ao SINUS. * Indicadores de Saúde relacionados com: - utilização serviços de saúde (consultas, atendimento, inscritos); - vacinação; saúde escolar; saúde ambiental; saúde oral; etc Fonte: Informação e Comunicação / Sessão de Trabalho Alargada. 287
288 Quadro 102 Informação: GNR e PSP Organizações do concelho GNR PSP Tipo de Informação Entre outros: * Violência Doméstica; * Crimes contra Pessoas e Património (entre outros); * Crimes por Delinquência Juvenil; * Escola Segura ( nº casos de abandono escolar por ano de frequência) Entre outros: * Violência Doméstica; * Crimes contra Pessoas e Património (entre outros); * Crimes por Delinquência Juvenil; * Escola Segura ( nº casos de abandono escolar por ano de frequência) De que forma é produzida? Informação trabalhada à mão, de acordo com os diversos formulários existentes. Informaticamente tendo por suporte o SEI Sistema Estratégico de Informação. Note-se que a informação ao nível da freguesia é trabalhada manualmente, fora do ambiente da plataforma informática. Obs. Fonte: Informação e Comunicação / Sessão de Trabalho Alargada. Um apontamento relativamente ao Projecto Loures Saudável. Não sendo propriamente uma fonte de informação, na medida em vai trabalhar toda a informação cedida por outras organizações 168, perspectiva-se que ainda em 2006, venha a ser disponibilizada uma Base de Dados com indicadores de saúde, permitindo a comparação entre o concelho de Loures e os demais concelhos que integram a Rede Portuguesa das Cidades Saudáveis. Para concluir este ponto, só algumas ideias em relação à Partilha de Informação. Como já foi referido anteriormente, nota-se que desde a elaboração do Diagnóstico Social (1ªfase) muito se tem feito. Nesta altura, a equipa encarregue de proceder à recolha e tratamento dos dados apontou como uma das grandes limitações e obstáculos ao trabalho realizado, precisamente a falta de informação e as dificuldades inerentes à partilha da mesma. 168 Entre outras: Câmara Municipal de Loures; Instituto do Emprego e da Formação Profissional; Ministério da Administração Interna GNR e PSP; Centros de Saúde de Loures e Sacavém; Rede das Cidades Saudáveis e Organização Mundial de Saúde. 288
289 Actualmente, apesar de ainda estarmos longe da situação desejada e que de certa forma é preconizada no âmbito da Unidade de Avaliação e Monitorização Social do Território, notam-se alguns avanços. Ao nível da Segurança Social, quer nos situemos no plano dos Serviços Locais quer no plano distrital, constata-se uma maior abertura para a cooperação, através da cedência dos dados e inclusive, como interlocutor doutros serviços, denotando uma certa assunção da importância do instrumento Diagnóstico Social concelhio e da própria Rede Social. Ao nível da PSP e da GNR, em geral a partilha é igualmente feita quando solicitada, notando-se igualmente uma enorme disponibilidade para o efeito, quer a informação solicitada esteja ao nível das instâncias concelhias quer distritais. Relativamente aos demais organismos, nota-se um esforço dos técnicos no sentido de registar, sistematizar e trabalhar a informação. Quer pela necessidade do próprio serviço, quer ainda pela necessidade de dar resposta às diversas solicitações, no plano local Algumas Estratégias de Intervenção e Propostas de Acção É conhecida a situação a nível nacional e local. Em relação aos Sistemas de Informação e Comunicação em contexto da Rede Social (para não dizer na dimensão do Social), muito ainda se encontra por fazer, apesar de se reconhecerem os avanços, sobretudo, dos últimos dois anos. Em relação a Loures, foi dito várias vezes que importa aprofundar a informação levantada, para que possamos priorizar alguns dos indicadores-chave para o diagnóstico e sua monitorização. Como vimos igualmente, em Loures já foram dados alguns passos. Já se aprovou, em sede de CLAS, uma proposta de organização e funcionamento do Sistema de Informação e Comunicação, e outra relativa à Unidade de Avaliação e Monitorização do concelho, ambas disponíveis para consulta no site da Rede Social de Loures. 289
290 Como proposta de acção pertinente neste contexto, sugere-se a operacionalização efectiva das referidas propostas. Referências Bibliográficas ATOUGUIA, Paula (2005), Sistema de Informação e Comunicação em contexto da Rede Social: a experiência de Loures. Trabalho académico desenvolvido para a cadeira de Sistema Político e Organizações do mestrado de Economia e Política Social. BEETHAM, David (1988), A Burocracia. Lisboa: Editorial Presença. CASTELLS, Manuel (2002), A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura. A Sociedade em Rede, (Vol. 1). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Comissão Executiva do CLAS de Loures (2005), Sistema de Informação e Comunicação. Loures. Comissão Executiva do CLAS de Loures (2006), Unidade de Avaliação e Monitorização Social do Território. Loures. FERREIRA, J.M.Carvalho; NEVES, José; CAETANO, António (2001), Manual de Psicossociologia das Organizações. Lisboa: Editora McGraw-Hill. GIL, José (2004), Portugal Hoje. O Medo de Existir. Lisboa: Relógio de Água. GOMES, Maria Elite C., ALVES, Luis Paulo A. (sd ), Participação Popular: A Experiência do Projecto Prorenda. Cuadernillo Tematico nº22, consultado em Agosto MANCE, Euclides (2000), A revolução das redes. A colaboração solidária como alternativa pós-capitalista à globalização actual. São Paulo: Vozes. MARTINHO, Cássio (2002), Algumas Palavras sobre Rede. consultado em Agosto MCGRATH, Cathleen, KRACKHARDT, David (2003), Network Conditions for Organizational Change in The Journal of Applied Behavioral Science, Vol.39, nº3, NTL Institute. MCGRATH, Cathleen, KRACKHARDT, David (2003), Visualizing Complexity in Networks: Seeing Both the Forest and the Trees. in CONNECTIONS, nº25 (1), INSNA. 290
291 PAULO, António de, et all (2004), Tecnologia Social: uma estratégia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro: Fundação Banco do Brasil. Programme Comunication and Information Section (1993), Visualisation in Participatory Programmes: A Manual for facilitators and trainers involved in participatory group events. New York: UNICEF Bangladesh. SANTOS, Boaventura Sousa (sd), Democracia e Participação. O caso do orçamento participativo de Porto Alegre. Edições Afrontamento. SCROFERNEKER, Cleusa M. A. (sd), Perspectivas Teóricas da Comunicação Organizacional. Boletín Temático ALAIC Comunicacíon para Latinoamérica, consultado em Julho SILVEIRA, Caio Márcio (2002) Miradas, Métodos, Redes O desenvolvimento local em curso. consultado entre Junho e Julho SILVEIRA, Paula, TRINDADE, Nelson (sd ), A Gestão na Administração Pública: usos e costumes, manias e anomalias. Lisboa: Editorial Presença. 291
292 Síntese Conclusiva Concluída a realização do presente diagnóstico e perspectivando uma intervenção concelhia concertada a curto/médio prazo importa, nesta sede, sinalizar alguns aspectos que serão, obviamente, tidos em consideração aquando da elaboração do Plano de Desenvolvimento Social concelhio. Nestes termos, relativamente à problemática do Absentismo, Abandono e Insucesso Escolar, importa referir que, no que respeita às questões relacionadas com o ensino, com a motivação pela aprendizagem e o envolvimento dos alunos nas actividades escolares, é necessário que haja um apoio integrado, que passa pela constituição de equipas multidisciplinares que envolvam a família, os professores e os alunos, articulada e com objectivos bem definidos. O envolvimento dos pais, a aproximação destes à escola em diversos momentos do ano escolar, é igualmente importante, devendo-se, portanto, divulgar a legislação que protege essas deslocações, com vista a um acompanhamento próximo dos seus educandos e à sua protecção perante a entidade patronal. A orientação profissional dos jovens tem um papel preponderante, no sentido de impulsionar e dirigi-los de acordo com o conhecimento das necessidades do mercado e das capacidades e interesses dos mesmos. No que respeita à problemática Acompanhamento de Crianças e Jovens: prevenção de risco e insuficiência de recursos, salienta-se, por um lado a insuficiência de Equipamentos de Apoio à Infância, nomeadamente, creches, devendo-se procurar formas de potenciar respostas (identificação e cedência de terrenos municipais; programa de financiamento; entre outros) e, por outro lado, a necessidade de prevenir, ou seja, desenvolver programas de prevenção ao nível do envolvimento nas actividades escolares. Também a ocupação das crianças e jovens fora dos tempos lectivos é prioritário, em especial a partir do 2º Ciclo em que há carência de espaços adequados e devidamente orientados para que a ocupação de tempos livres se faça com actividades que visem um crescimento saudável. 292
293 Quanto à problemática do Desemprego e Formação Profissional, considera-se ser importante a realização do diagnóstico das reais necessidades do mercado, e o incremento duma maior aproximação entre os interessados, isto é, empresas, escolas e outros parceiros na área. A sensibilização alargada a todos, pais, alunos, professores, emprega-dores e empregados ou desempregados, sobre necessidades, recursos oportunidades que se relacionem com formação profissional, com actualização de conhecimentos ou até mesmo com áreas a descoberto no âmbito da oferta de emprego é igualmente prioritário. Deve-se apelar para a necessidade da formação contínua, para o investimento em capital humano, quer pelos próprios quer por parte das entidades empregadoras, como um caminho para contornar as questões relacionadas com o emprego/desemprego. Relativamente à Desestruturação e Violência Familiar, é imprescindível alargar a todo o Concelho de Loures o Atendimento Integrado, que contemplará todas as vertentes dos apoios necessários e concentrados num mesmo atendimento, sendo o processo acompanhado do ponto de vista do indivíduo e da família, assim como das necessidades apresentadas, rentabilizando e melhorando todos os recursos. Note-se que, em matéria de Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias, o diagnóstico realizado aponta para a necessidade de reforço desta resposta social ao nível do concelho em geral, sendo que as freguesias da zona oriental, pela natureza e dimensão dos problemas existentes, carecem duma atenção redobrada. Acresce ainda, a necessidade de salvaguardar a privacidade e a dignidade das pessoas que recorrem aos serviços na procura dum apoio especializado, devendo-se, para o efeito, criar respostas efectivas do mesmo. Alargar a informação/formação a técnicos que trabalhem no terreno com estas questões, assim como a vítimas e proporcionar acompanhamento especializado também para agressores, faz parte das necessidades sentidas a este nível. A problemática dos Comportamentos Aditivos e Saúde Mental e da Deficiência enfrentam constrangimentos vários, como é o caso das limitações relativamente à sistematização de dados e do conhecimento da realidade do Concelho de Loures. Se por um lado, o Concelho se encontra munido de algumas respostas e projectos ao nível da toxicodependência, por 293
294 outro lado, a área da deficiência encontra-se totalmente a descoberto, existindo escassez de respostas institucionais de apoio à deficiência, principalmente, para crianças e jovens. Ambas as problemáticas carecem de um conhecimento aprofundado da realidade, isto é, um diagnóstico específico que abranja todas as freguesias, todos os grupos etários e situações, de modo a que a intervenção se efectue de acordo com o que existe e, não somente respondendo aos diversos problemas que aparecem nas escolas e nos locais de atendimento. Assim, intervir na área dos Comportamentos Aditivos implica apostar na prevenção primária, na criação de Unidades Móveis (com programas de baixo limiar) e, na criação de Centros de Acolhimento / Centros de Abrigo. No que diz respeito à Saúde Mental, a situação assume outros contornos mais básicos, que passam pela necessidade premente de conhecer o número efectivo de pessoas com doença mental existentes no concelho. Os problemas ligados ao Envelhecimento, principalmente as Situações de Isolamento e de Insuficiência de Recursos são transversais a todas as freguesias do concelho, principalmente se se considerar o aumento de mais de 10% do Índice de Envelhecimento de 2001 para Assim, melhorar a vivência dos mais envelhecidos significa, entre outros, alargar as valências de lar de idosos e apoio domiciliário, criar uma unidade de cuidados continuados, apostar na formação de prestadores de cuidados informais e formais, sejam familiares, profissionais, voluntários ou outras pessoas da comunidade. A problemática da Habitação, apesar de não encontrar resolução imediata em nenhum dos problemas identificados, pode, a médio/longo prazo, através dos tipos de intervenção identificados neste diagnóstico, contribuir para um maior ajustamento familiar e social da população do concelho de Loures e, principalmente, minorar os processos de exclusão social. Desta forma, realizar o levantamento exaustivo para caracterizar o perfil dos jovens que saem do concelho, acelerar a legalização dos bairros de génese ilegal e das suas construções e, cumprir o Programa Especial de Realojamento (Erradicação de barracas até 2009), são algumas das propostas lançadas para a resolução eficaz daqueles problemas. Transversal a tudo o que foi exposto, surgem as questões da Informação e Comunicação, no âmbito das quais importa salientar a necessidade de desenvolver e implementar a 294
295 Unidade de Avaliação e Monitorização Social do concelho, por forma a permitir, desde logo, a criação de mecanismos de produção e partilha de informação, facilitadores de processos de actualização e aprofundamento do conhecimento dos problemas do concelho. Para finalizar, entende-se que todas as questões abordadas no seio do presente diagnóstico, concretamente as estratégias de intervenção a seguir, deverão ser abraçadas por todos os actores sociais, económicos e políticos. Tem de imperar a vontade de fazer, aliada ao saber fazer, para que as populações vejam, no seu dia-a-dia, coroadas de êxito as expectativas que depositam em todos os seus representantes. Certamente que, neste âmbito, temos plena consciência de que a rede social em sentido amplo, englobando o seu Conselho Local de Acção Social e as Comissões Sociais de Freguesia e Inter-Freguesias, está no caminho certo para uma maior e mais eficaz rentabilização dos recursos já existentes, bem como a criação de novas respostas capazes de melhorar a qualidade da intervenção social, no concelho de Loures. 295
296 Anexo 1 Quadro Síntese Comparativa das Freguesias em termos populacionais Zona Geográfica Área Total (Km 2) Densidade Populacional População Residente (Hab. /Km 2) HM H M HM H M População Presente Famílias Núcleos Alojamentos Familiares Familiares Clássicas Residentes Institucionais Residentes Total Clássicos Outros Alojamentos Colectivos Edifício Apelação Bucelas Bobadela Camarate Fanhões Frielas Loures Lousa Moscavide Portela Prior Velho Sacavém São Julião do Tojal Santo Antão do Tojal São João da Talha Santa Iria de Azóia Santo António dos Cavaleiros Unhos Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação (Resultados Definitivo) 296
297 Anexo 2 População Estrangeira no concelho de Loures População Estrangeira no Concelho de Loures Total Portuguesa Estrangeira Europa 985 Países da UE 390 Outros Países Europeus 595 Bulgária 3 Noruega 2 Rússia 32 Suíça 6 Outros 552 África África do Sul 18 Angola 3103 Cabo Verde 3152 Guiné Bissau 2084 Moçambique 401 São Tomé e Príncipe 2098 Outros Países Africanos 157 América 932 Argentina 4 Brasil 798 Canadá 20 Estados Unidos da América 66 Venezuela 16 Outros Países Americanos 28 Ásia 498 China 68 Índia 335 Japão 2 Macau 1 Paquistão 60 Timor Leste 2 297
298 Outros Países Asiáticos 30 Oceania 2 Mais de uma Nacionalidade 2311 Apátridas 109 Total Pop. Estrangeira Fonte: INE,
299 Anexo 3 Constituição dos Grupos de Trabalho para Diagnóstico Problemáticas Grupo de Trabalho Restrito Grupo de Trabalho Alargado Comportamentos Aditivos e Saúde Mental Deficiência Acesso e Qualidade da Habitação. Gabinete de Saúde (CMLoures) Bárbara Flores, Ângela Botelho e Conceição Antunes. Unidade Comunitária de Cuidados. Psiquiátricos de Loures (Hospital Júlio de Matos) Susana Fonseca. Secretariado Técnico da Rede Social (CMLoures) Lúcia Santos. Gabinete de Saúde (CMLoures) Beatriz Reis. Cooperativa de Reabilitação, Educação e Animação para a Comunidade Integrada de Loures Maria Teresa Abreu. Divisão de Educação e Juventude (CMLoures) Cristina Sá. Junta de Freguesia de Stº António dos Cavaleiros Sara de Jesus. REDES Centro Comunitário de Apoio Psicológico e Pedagógico Ana Mafalda Ferreira. Secretariado Técnico da Rede Social (CMLoures) Lúcia Santos. Departamento Sócio-Cultural (CMLoures) Patrícia Bandarra. Direcção de Projecto das Áreas Urbanas de Génese Ilegal (CMLoures) Anabela Silva. Divisão Municpal de Habitração (CMLoures) Julieta Leal. Secretariado Técnico da Rede Social (CMLoures)- Lúcia Santos. Centro de Atendimento a Toxicodependentes. Associação Luís Pereira da Mota. Jardim de Infância O Salatarico. Centro Regional de Alcoologia Sul. Desafio Jovem. Associação Famílias Diferentes. Centro de Saúde De Sacavém. Gabinete de Saúde (CMLoures) Unidade Comunitária de Cuidados. Psiquiátricos de Loures (Hospital Júlio de Matos). Secretariado Técnico da Rede Social (CMLoures). Escola Secundária de Sacavém CANTIC Centro de Recursos de apoio a alunos com deficiência motora severa e/ou doença crónica grave. Centro de Saúde Loures. Centro de Saúde Sacavém. Direcção Regional de Educação de Lisboa / DSP Gabinetes de Apoios Educativos. Comissão de Protecção de Crianças e Jovens. EB 2,3 Luís Stau Monteiro. Gabinete de Saúde (CMLoures). Cooperativa de Reabilitação, Educação e Animação para a Comunidade Integrada de Loures. Divisão de Educação e Juventude (CMLoures). Junta de Freguesia de Stº António dos Cavaleiros. REDES Centro Comunitário de Apoio Psicológico e Pedagógico Não se realizou a Sessão de Trabalho Alargada, pelo que não houve lugar à constituição do Grupo. Desemprego e Formação Profissional. Associação Luis Pereira da Mota Ana Paula Lima. Centro Social e Paroquial de St António dos Cavaleiros Carla Dias. Divisão de Actividades Económicas(CML) Maria do Céu Ribeiro. Técnica de Apoio e Acompanhamentoà CSIF- St.Antão do Tojal/S. Julião do TojalFanhões e CSF Bucelas - Sónia Paróla. UNIVA- Casa da Cultura de Sacavém Sandra Costa. Secretariado Técnico da Rede Social (CMLoures) Cristina Costa. CENFIC C.F.P da Industria e da Construção Civil e Obras Publicas). Associação Luis Pereira da Mota. CENFORES. Centro de Emprego de Loures/IEFP. Centro Social e Paroquial de St António dos Cavaleiros. CLTT Empresa de Trabalho Temporário. Divisão de Actividades Económicas(CML). FAPEL- Federação das Associações de Pais das Escolas de Loures. IPTRANS UNIVA. IPTRANS Instituto Profissional de Tansportes 299
300 . Secretariado Técnico da Rede Social (CMLoures). Técnica de Apoio e Acompanhamentoà CSIF- St.Antão do Tojal/S. Julião do TojalFanhões e CSF Bucelas. Unidade de Inserção na Vida Activa (UNIVA)- Casa da Cultura de Sacavém. VALORSUL Idosos em Situação de Isolamento e Insuficiência de Recursos. Área de Idosos (CMLoures) Fausto marinho e Paula Henriques. Associação Luís Pereira da Mota Sónia Silva. Junta de Freguesia de Loures - Sandra Jesus. Segurança Social (Serviço Local de Loures) - Cristina Caetano. Secretariado Técnico da Rede Social (CMLoures) Lúcia Santos Não se realizou a Sessão de Trabalho Alargada, pelo que não houve lugar à constituição do Grupo. Desestruturação e Violência Familiar Acompanhamento de Crianças e Jovens prevenção de risco e insuficiência de recursos Absentismo, Abandono e Insucesso Escolar. Associação Luís Pereira da Mota Paula D Ó. GARSE (CML) Ana Cachola. Técnica de Apoio e Acompanhamento à CSIF Sacavém/Camarate/Prior Velho Marisa Correia. Secretariado Técnico da Rede Social (CMLoures) Cristina Costa. Centro Social e Paroquial de St António dos Cavaleiros Ana Paula Brito. Comissão de Protecção a Crianças e Jovens Loures Ângela Botelho. Instituto de Reinserção Social- Loures Família e Menores Leonor Feches. DSC/Divisão de Educação e Juventude (CML) - Patricia Bandarra. Segurança Social (Serviço Local de Loures) Ângela Silva. S.ta Casa da Misericórdia de Loures Maria Judite Trindade e Ana Sofia Teixeira.Técnica de Apoio e Acompanhamento à CSIF Apelação/Frielas/Unhos - Ana Ribeiro. Secretariado Técnico da Rede Social (CMLoures) Cristina Costa. Agrupamento Escolas de Sacavém e Prior Velho Sílvia Baptista. Associação Luís Pereira da Mota Andrea Silveira. DSC/Divisão de Educação e Juventude (CML) Raquel Silva. REDES Centro Comunitário de Apoio Psicológico e Pedagógico Ana Mafalda Ferreira. Técnica de Apoio e Acompanhamento à CSIF S. João da Talha/S.ta Iria de Azoia/Bobadela - Isabel Gonçalves. Secretariado Técnico da Rede Social (CMLoures) Cristina Costa. Divisão de Educação e Juventude (CML). Associação Luís Pereira da Mota. Agrupamento Escolas de Sacavém e Prior Velho. Centro Social e Paroquial de St António dos Cavaleiros. Comissão de Protecção a Crianças e Jovens Loures(CPCJ). Departamento Sócio-Cultural/Divisão de Educação e Juventude (CML). Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (Escola EB2,3- Luís Sttau Monteiro). Gabinete de Assuntos Religiosos e Sociais Específicos (CML). Instituto de Reinserção Social Loures Família e Menores. REDES Centro Comunitário de Apoio Psicológico e Pedagógico. Secretariado Técnico da Rede Social (CMLoures). Segurança Social (Serviço Local de Loures). S.ta Casa da Misericórdia de Loures. Técnica de Apoio e Acompanhamento à CSIF Sacavém/Camarate/Prior Velho. Técnica de Apoio e Acompanhamento à CSIF Apelação/Frielas/Unhos. Técnica de Apoio e Acompanhamento à CSIF S. João da Talha/S.ta Iria de Azoia/Bobadela 300
301 Atendimento e Acompanhamento às Famílias Informação e Comunicação. CML/GARSE (Ana Cachola). CDSSL/Serviço Local de Loures (Paula Duque). Associação Luis Pereira da Mota (Conceição Miguel). Misericórdia de Loures (Arlete Simões). Associação Moradores de Sto. António dos Cavaleiros / O Reguila (Susana Anastácio). Secretariado Técnico da Rede Social (Paula Atouguia). CML/DPE/DPEI (João Pires). CDSSL / Serviço Local de Loures (Nuno Alarcão). Secretariado Técnico da Rede Social (Paula Atouguia). Associação Luís Pereira da Mota. Associação Moradores de Sto. António dos Cavaleiros / O Reguila. Câmara Municipal de Loures (diversos Serviços). Centro de Saúde de Loures. Centro de Saúde de Sacavém. CDSSL/Serviço Local de Loures. GNR / Destacamento de Loures. IRS / Equipas Penal / Família e Menores. Misericórdia de Loures. PSP / Loures. Secretariado Técnico da Rede Social). Câmara Municipal de Loures. CDSSL/Serviço Local Acção Social de Loures. Junta de Freguesia de S.João da Talha. Junta de Freguesia da Portela. Junta de Freguesia de Sta. Iria de Azóia. Federação das Associações de Pais das Escolas de Loures (FAPEL). GNR / Destacamento de Loures. Centro de Saúde de Sacavém. Instituto de Reinserção Social (IRS). CDSSL / Serviço Local de Loures. Projecto Loures Saudável Nota: Apesar de não se encontrarem presentes, os Centros de Emprego e a PSP 2ª Divisão de Lisboa, partilharam a informação antecipadamente, tendo sido a mesma, dada a conhecer na respectiva Sessão de Trabalho. 301
302 Anexo 4 - Ficha de Identificação e Caracterização dos Locais de Atendimento do Concelho de Loures Diagnóstico e Plano de Desenvolvimento Social Grupo de Trabalho: Atendimento e Acompanhamento Social169 às Famílias No âmbito dos trabalhos conducentes à elaboração do Diagnóstico e Plano de Desenvolvimento Social, foi criado o Grupo de Trabalho para a Área de Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias. De acordo com o definido em sede de CLAS, este Grupo tem por objectivos desenvolver uma dinâmica de trabalho participada, com vista: (1) à caracterização da Situação Actual, (2) à definição de propostas e estratégias de intervenção e (3) dar contributos para o Plano de Acção do CLAS a definir. Vimos assim, por este meio solicitar a vossa colaboração no processo de Levantamento de Informação relativa à identificação e breve caracterização dos principais Locais de Atendimento Social à população do concelho de Loures, através do Preenchimento da Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento no concelho de Loures, junta em anexo. Solicitamos igualmente que, depois de preenchida, esta Ficha de Identificação possa ser enviada para o Secretariado Técnico da Rede Social (via mail ou fax), até ao próximo dia 5 de Julho do corrente. Pensamos que desta forma estaremos em melhores condições, numa discussão mais alargada, de definir estratégias numa lógica de rentabilização de recursos e melhoria da qualidade das respostas dadas aos cidadãos. Obrigado pela colaboração. Grupo de Trabalho Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias 169 Para efeitos de homogeneidade no processo de recolha de informação, assume-se aqui que se define como Atendimento/Acompanhamento, uma Resposta Social que visa apoiar as pessoas e as famílias na prevenção e/ou reparação de problemas geradores ou gerados por situações de risco/exclusão social, assente numa relação de reciprocidade técnico/utente, tendo em vista a promoção de condições facilitadoras da sua inserção através, nomeadamente, do apoio à elaboração e acompanhamento de um projecto de vida. (in Nomenclaturas/Conceitos, documento aprovado por Sua Excelência o Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Trabalho e da Solidariedade, 2000). 302
303 Número de Referência 1 2 Ficha de Identificação dos Locais de Atendimento no concelho de Loures Número de Referência 1 2 Organização Responsável Quadro 1 Identificação dos Pontos de Atendimento Social Locais de Atendimento (localidade/morada/telefone) Freguesia Área de Abrangência (concelho,freguesia,interfreguesias, bairro...) Observações Que tipo de Atendimento? (1) Quadro 2 Breve Caracterização quanto à Natureza do Atendimento Qual a Natureza do Atendimento? (2) Quando é que se faz o Atendimento? (3) Qual a populaçãoalvo? (4) Quais as Principais Problemáticas tratadas? (5) Observações 303
304 Quadro 3 Breve Caracterização dos Recursos Técnicos envolvidos Número de Referência 1 2 Técnicos Afectos ao Atendimento/Acompanhamento Nº Técnicos Área de Formação Tempo Médio de Afectação/Técnico Observações Quadro 4 Breve Caracterização dos Espaços Físicos afectos ao Atendimento Número de Referência Espaço afecto ao Atendimento (sala própria, hall, sala de trabalho do técnico,...) Breve caracterização do Espaço (com ou sem condições de atendimento) Observações Nota: Por aproximação a uma Tipologia (ainda a definir), apresenta-se como exemplo: (1) (2) (3) (4) (5) - Psico-Social - Psicológico - Acção Social - Outro:qual? -Informação/Orientação -Encaminhamento -Acompanhamento Casos - Diário - Semanal - Quinzenal - Mensal - Outro:qual? - Crianças - Jovens - Adultos - Idosos (+65anos) - População em geral - Doença Mental - Comportamentos Aditivos - Toxicodependência - Deficiência - Sem-Abrigo - Maus Tratos a Crianças e Jovens - Insucesso e Abandono Escolar - Delinquência Juvenil - Violência Doméstica - Outro: qual? DS / PDS Grupo de Trabalho para o Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias
305 Anexo 5 Ficha: Quem Encaminha para quem? Atendimento e Acompanhamento às Famílias Quem encaminha para quem? Por favor: 1. colocar um circulo à volta da organização a que pertence, na coluna QUEM ; 2. colocar um circulo à volta das organizações com quem se relaciona no âmbito do Encaminhamento e Acompanhamento de Casos; 3. acrescentar as organizações com quem se relaciona mas que não constam do quadro, nas linhas em branco da coluna Para Quem. 4. sempre que possível, especificar a informação sobretudo em relação às organizações que têm vários Serviços ou Extensões. Obrigado. Quem? Para Quem? Observações CAT Loures Câmara Municipal de Loures CDSSL / Serviço Local de Loures CDSSL / Serviço Local de Moscavide Centro de Saúde de Loures Centro de Saúde de Sacavém GNR Grupo Territorial de Loures IRS / Equipas Loures Penal e Famílias e Menores PSP 2ª Divisão de Lisboa PSP Divisão de Loures CPCJ Unidade de Cuidados Psiquiátricos / Equipa Hospital Júlio de Matos CAT Loures Câmara Municipal de Loures CDSSL / Serviço Local de Loures CDSSL / Serviço Local de Moscavide Centro de Saúde de Loures Centro de Saúde de Sacavém GNR Grupo Territorial de Loures IRS / Equipas Loures Penal e Famílias e Menores PSP 2ª Divisão de Lisboa PSP Divisão de Loures CPCJ Unidade de Cuidados Psiquiátricos / Equipa Hospital Júlio de Matos (...) (...) (...) Sessão de Trabalho Alargada Preenchido por: (nome legível) 305
306 Anexo 6 Atendimento no Concelho de Loures: Listagem das Organizações Identificadas Identificação e Caracterização dos Locais de Atendimento do concelho de Loures Levantamento de Informação (1ª Fase) Organização Respondeu Aguardamos Resposta Observações CAT Loures X CDSSL / SAS Loures X CDSSL / SAS Moscavide X Centro de Saúde de Loures X Centro de Saúde de Moscavide X GNR Grupo Territorial de Loures X IRS /Equipas Loures Penal e Famílias e Menores X PSP 2ª Divisão de Lisboa X PSP Divisão de Loures X CPCJ X Unidade de Cuidados Psiquiátricos / Equipa Hospital Júlio de matos Câmara Municipal de Loures X X Informação recolhida através dos seguintes serviços: GARSE - Gabinete dos Assuntos Religiosos e Sociais Específicos GSAU Gabinete de Saúde DSC/Área de Juventude DMH Divisão Municipal de Habitação Divisão Higiene e Segurança, Saúde Ocupacional e Acção Social / Acção Social 306
307 Identificação dos Locais de Atendimento no concelho de Loures Identificação dos Pontos de Atendimento Social Levantamento de Informação (2ª Fase) Freguesia Apelação Organização Responsável Junta de Freguesia Ajuda de Mãe Obra Pastoral dos Ciganos Locais de Atendimento Junta de Freguesia Centro Comunitário da Apelação Qta. da Fonte / Apelação Freguesia Sacavém Organização Responsável Centro Social de Sacavém Cooperativa Sócio Educativa Para Desenvolvimento Comunitário (RSI) Locais de Atendimento Casa da Cultura de Sacavém Freguesia Organização Responsável Locais de Atendimento Unhos Junta de Freguesia de Unhos Centro de Dia de Unhos Sagrados Corações do Catujal Junta de Freguesia
308 Freguesia Camarate Organização Responsável Associação Vida Cristã Filadélfia (RSI) Cooperativa Envolver Centro Social Nuno Álvares Pereira de S.Tiago de Camarate Escola Secundária de Camarate Locais de Atendimento Freguesia Moscavide Organização Responsável Junta de Freguesia de Moscavide Centro Social e Paroquial de Moscavide Locais de Atendimento Centro Comunitário de Moscavide Freguesia Prior-Velho Organização Responsável Associação Cantinho das Crianças Locais de Atendimento Junta de Freguesia do Prior Velho Freguesia Bobadela Organização Responsável Centro Social e Paroquial da Bobadela Locais de Atendimento
309 Freguesia Organização Responsável Locais de Atendimento Sta. Iria de Azóia Junta de Freguesia Espaço JUVENET de Sta. Iria de Azóia CURPISIA Freguesia Organização Responsável Locais de Atendimento São João da Talha Junta de Freguesia de S.João da Talha Conferência de S. Vicente Paulo Junta de Freguesia Freguesia Santo António dos Cavaleiros Organização Responsável Centro Social e Cultural de Sto. António dos Cavaleiros Junta de Freguesia de Sto. António dos Cavaleiros Locais de Atendimento
310 Freguesia Organização Responsável Locais de Atendimento Fanhões Desafio Jovem Fanhões Centro Social e Paroquial de São Saturnino de Fanhões Fanhões Freguesia Organização Responsável Locais de Atendimento Frielas Junta de Freguesia de Frielas Espaço Cultural Freguesia Lousa Organização Responsável Associação Infanta D.Mafalda Lar D.Maria Centro Paroquial e Social de S.Pedro de Lousa Locais de Atendimento Freguesia S. Julião do Tojal Organização Responsável Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de S.Julião do Tojal Locais de Atendimento S.Julião do Tojal 310
311 Freguesia Loures Organização Responsável Sta. Casa da Misericórdia de Loures Associação Luís Pereira da Mota Escola EB23 Luís de Sttau Monteiro / GAAF Centro Cristão da Cidade Locais de Atendimento Freguesia Portela Organização Responsável Centro Social e Cultural da Paróquia da Portela Fundação da Obra de Nª Sra. da Purificação Junta de Freguesia da Portela Locais de Atendimento Paróquia do Cristo Rei (Portela) Portela Gabinete de Psicoterapia da Junta de Freguesia da Portela Freguesia Bucelas Organização Responsável Associação de Apoio Social da Freguesia de Bucelas Locais de Atendimento ---- Grupo de Trabalho para o Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias Junho
312 Anexo 7 Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias: Quadro Síntese das Sessões de Trabalho Realizadas Data Principais Resultados Participantes 1. Enquadramento do Grupo de Trabalho 3 Maio 2006 quanto: a) ao processo do DS / PDS; b) aos objectivos do grupo. 5 participantes 2. Foram definidas as estratégias e um plano de acção para a prossecução dos resultados definidos em sede de CLAS. 3. Foi definida uma primeira aproximação à Grelha para Recolha de Informação. 4. Foram identificadas as organizações que numa 1ªfase deveriam ser contactadas. 16 Maio 2006 Não se realizou. Foi adiada para 30 de Maio. 30 Maio Preparação da Sessão de Trabalho Alargada. 2. Sistematização da informação recolhida, das organizações da 1ª fase. 5 participantes 31 Maio Validação da informação relativa às Fichas de Identificação dos Locais de Atendimento e sua caracterização. 2. Foram identificados os principais problemas que se colocam ao nível do Atendimento e Acompanhamento Social às Famílias. 3. Foram identificadas várias propostas de acção / estratégias conducentes à Melhoria da Qualidade do serviço de atendimento e acompanhamento, prestado aos cidadãos de Loures. Para além destes, foram ainda: 4. Identificadas as organizações a inquirir na 2ª fase; 5. Foi preenchida e apresentados os resultados de Quem encaminha para quem? 6. Foi feita a avaliação da Sessão de Trabalho. Sessão de Trabalho Alargada 20 participantes 20 Junho 2006 Foi feito um ponto de situação e definidos timmings para apresentação da proposta de documento. 6 participantes. 312
313 313
314 314
315 315
316 316
Linhas de Acção. 1. Planeamento Integrado. Acções a desenvolver: a) Plano de Desenvolvimento Social
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