OPERAÇÕES UNITÁRIAS II AULA 9: PROCESSAMENTO TÉRMICO DE ALIMENTOS
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- Giulia Neto Machado
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1 OPERAÇÕES UNITÁRIAS II AULA 9: PROCESSAMENTO TÉRMICO DE ALIMENTOS Profa. Dra. Milena Martelli Tosi
2 OBJETIVOS EM OPII Operação Unitária que enfatiza os aspectos da TC, conhecimentos de microbiologia adequado dimensionamento do processo e dos equipamentos envolvidos; Fatores que influenciam a duração do processo de esterilização de alimentos Resistência térmica de microrganismos Penetração de calor em alimentos
3 Por quanto tempo??? F (Letalidade): Tempo necessário de tratamento térmico para atingir um dado valor de SV Definido t = F e rearranjando: Gut e Pinto, 2003; citado por Gutierrez, 2008 (Dissertação Escola Politécnica).
4 Processamento Térmico de Alimentos Conservação de Alimentos pelo uso de calor TT por esterilização Cinética de inativação térmica Letalidade térmica
5 CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS PELO USO DO CALOR Objetivos: Destruir total ou parcialmente os agentes deterioradores e/ou patogênicos existentes no alimento por meio da alta temperatura Principais métodos: Pasteurização, Branqueametno, Apertização e esterilização REGRA GERAL T < C - Mata células vegetativas T> C - Mata esporos Desnatura inativando as enzimas (são proteinas) Acelera reações químicas A cada acréscimo de 10 0 C a velocidade das reações duplicam Q 10
6 HISTÓRIA 1805 Nicolas Appert (confeiteiro francês) Ao colocar alimentos em vidros com algum líquido, tampar e ferver (em banho-maria) por determinado período, conseguia-se aumentar a vida de prateleira de um produto (semelhante ao atual para produção de conservas, ou enlatados) Ele acreditava que a preservação dos alimentos devia-se à ausência de ar no interior do frasco
7 HISTÓRIA 1805 Nicolas Appert (confeiteiro francês) 1810 Peter Durant (Inglaterra origem latas ) 1864 Hipótese eliminação de ar derrubada por Louis Pasteur descoberta vegetação microscópica Pesquisas demonstraram o efeito da temperatura sobre microrganismos Pasteurização: o C / 90 min em sucos de frutas Criou fundamentação teórica relacionada com processos térmicos Tratamento térmico de alimentos: Emprego de calor para aumentar temperatura do alimento e, consequentemente destruir os microrganismos patogênicos e/ou deterioradores
8 TEMPERATURA ALTA: PRINCIPAIS MÉTODOS BINÔMIO TEMPO X TEMPERATURA Branqueamento 60 0 C < T < C Curto tempo, máximo 5 minutos Destrói alguns microrganismos Desnatura enzimas Pouco efeito nas reações químicas não enzimáticas devido a rapidez Pasteurização 60 0 C < T < C alguns segundos a vários minutos Destrói células vegetativas Desnatura enzimas Acelera algumas reações químicas não enzimáticas Esterilização T > C alguns segundos Destrói células vegetativas e esporos Desnatura enzimas Acelera algumas reações químicas não enzimáticas
9 BRANQUEAMENTO Meios e equipamentos Água quente, vapor, microondas, superfície quente Resfriamento imediato após o aquecimento Por quê resfriar rapidamente?? Para evitar cozimento O branqueamento não tem objetivo de cozinhar, acontece pré-cozimento como consequência
10
11 PASTEURIZAÇÃO Tratamento térmico para destruição dos microorganismos patogênicos, bolores e leveduras. Destroi células viáveis o binômio tempo/temperatura não é calculado para destruir esporos de bactérias. Tempo/ temperatura - < C/ segundos a vários minutos Fonte de calor: Vapor, água quente, calor seco > temperatura <<< tempo Consequência: cozimento, inativação enzimática Complementação com outros métodos Refrigeração (até o consumo) Adição de concentrações altas de açúcar Condições anaeróbias pelo fechamento de recipientes à vácuo Aditivos para manter ph baixo
12 FOSFATASE ALCALINA -Encontrada em complexos lipoprotéicos nas membranas - sua atividade pode indicar que o processo foi inadequado
13 EQUIPAMENTOS PASTEURIZAÇÃO Tanques encamisados
14 EQUIPAMENTOS PASTEURIZAÇÃO Tanques
15 EQUIPAMENTOS PASTEURIZAÇÃO Tubulares
16 EQUIPAMENTOS PASTEURIZAÇÃO Tubulares
17 EQUIPAMENTOS PASTEURIZAÇÃO Superfície raspada
18 EQUIPAMENTOS PASTEURIZAÇÃO Placas
19 Processamento Térmico de Alimentos Conservação de Alimentos pelo uso de calor TT por esterilização TT em produtos enlatados TT por esterilização contínua
20 TRATAMENTO TÉRMICO POR ESTERILIZAÇÃO Produto comercialmente estéril ou produto estável (FDA):produto livre de microrganismos que são capazes de se produzirem no AL em condições normais de armazenamento Requer conhecimento sobre o impacto do aquecimento sobre o produto e indicador do processo (m.o. e/ou enzimas) Destroi células viáveis e esporos O binômio tempo/temperatura é calculado para destruir esporos de bactérias termoresistentes. Depende: produto, embalagem, equipamento, do indicador biológico (m.o.) Tempo/ temperatura > C/ segundos a vários minutos > temperatura <<< tempo Consequência: cozimento, inativação enzimática
21 EQUIPAMENTOS DE ESTERILIZAÇÃO Autoclave horizontal
22 EQUIPAMENTOS Autoclave vertical
23 Processamento Térmico de Alimentos Conservação de Alimentos pelo uso de calor TT por esterilização Cinética de inativação térmica Letalidade térmica
24 TRATAMENTO TÉRMICO POR ESTERILIZAÇÃO CINÉTICA DE INATIVAÇÃO TÉRMICA Cálculo dos tempos de processo para produzir AL comercialmente estéril Ex: Curva de morte térmica de um processo de esterilização a T constante Em gráfico semilogarítmico: Pontos se alinham como reta taxa de decréscimo proporcional ao N (Número de organismos viáveis - Unidades Formadoras de Colônias UFC)
25 TRATAMENTO TÉRMICO POR ESTERILIZAÇÃO CINÉTICA DE INATIVAÇÃO TÉRMICA comercialmente estéril : Fundamentado no conceito 12D (redução de 12 ciclos log do organismo de interesse, em relação à população inicial presente) Valor D: tempo de redução Decimal (1 ciclo) medida de resistência térmica do m.o. ou enzima Valor D: conceito deriva da hipótese que a taxa de letalidade térmica obedece a cinética de primeira ordem
26 TRATAMENTO TÉRMICO POR ESTERILIZAÇÃO CINÉTICA DE INATIVAÇÃO TÉRMICA Cinética de primeira ordem dn dt N: número de organismos viáveis (UFC/m 3 ) kn (1) k: constante de velocidade de 1ª ordem (s -1 ) t: tempo do processo térmico Calcular a mudança sobre N em um dado período de tempo, rearranjando as variáveis e integrando de N o a N e t o a t: N N 0 dn N t t 0 k. dt ln N k t N. 0 (2)
27 TRATAMENTO TÉRMICO POR ESTERILIZAÇÃO CINÉTICA DE INATIVAÇÃO TÉRMICA É necessário converter o logaritmo natural para log (base decimal), facilmente realizado: ln ln ln x log x x e log(10).log( x) (3) x = log log 10 Substituindo (6) em (2): 10 x x / log / 2,3026.log ,4343 x e (4) (5) (6) log N k. t N 0 2,3026 (7) 1/D
28 TRATAMENTO TÉRMICO POR ESTERILIZAÇÃO CINÉTICA DE INATIVAÇÃO TÉRMICA Valor de esterilização (SV: Sterilization Value) log N N 0 SV SV = 12 redução de 12 ciclos logarítmicos t D SV pode ser representado como 12D (9) Conceito de F (Letalidade): Tempo necessário de tratamento térmico para atingir um dado valor de SV Definido t = F e rearranjando: log F F N N log 0 SV. D N F N 0 / D. D (10) (11)
29 TRATAMENTO TÉRMICO POR ESTERILIZAÇÃO CINÉTICA DE INATIVAÇÃO TÉRMICA Conceito de F: Tempo necessário de tratamento térmico para atingir um dado valor de SV Ex: para reduzir 6D com N 0 = 10 2 esporos por lata log N 0 N N 6 F D SV 6 N 0 = 10-4 Equivalente a 1 esporo viável em latas N 0 10 E se fosse12d para o mesmo N 0?? equivalente a 1 esporo viável em latas (tem sido o padrão utilizado)
30 TEMPO DE REDUÇÃO DECIMAL(D) Quanto maior o número de m.o. presente na matéria prima, maior a duração do processo para reduzir o N 0 a N. A destruição microbiológica ocorre logaritmicamente Teoricamente, é possível destruir todas as células apenas após um tratamento térmico por um tempo infinito. Assim, o objetivo do processo é Reduzir o núm. de microrganismos sobreviventes a uma condição pré-determinada. Esterilização comercial
31 ESTERILIDADE COMERCIAL Aplicação de calor ao alimento durante um período de tempo e a uma temperatura cientificamente determinada para alcançar a esterilidade comercial. Na prática, significa que o processamento térmico inativa substancialmente todos os microrganismos e esporos Conceito 12D usado para alimentos não-ácidos (C. botulinum) 31 Clostridium botulinum 121º C : sensores de qualidade do tratamento para alimentos ph > 4,5
32 EXERCÍCIO 1 AULA 7 Um Engenheiro de Alimentos está desenhando um processo térmico para ervilhas em lata. Ele deseja que o processo atinja 99,9999% de destruição do C. botulinum. Qual é então o valor de esterilização desse processo?
33 Como descrever a dependência com a T? Células vegetativas Importante ressaltar que o valor D de um indicador biológico é válido para uma dada temperatura de processo, ou seja, para um processo isotérmico
34 TRATAMENTO TÉRMICO POR ESTERILIZAÇÃO MICRORGANISMOS Valor D: Quando ocorre um processo em que a T do processo muda ao longo do tempo, é necessário conhecer D para as diferentes Temperaturas: Parâmetro z: Intervalo de T requerido para uma mudança no valor de D por um fator de 10, sendo representado de forma análoga à eq. 7: log D D ref ( T T z ref D: tempo de redução decimal a T D ref : tempo de redução decimal a T ref ) (12) Modelo de Bigelow ou modelo TDT Thermal Death Time)
35 TRATAMENTO TÉRMICO POR ESTERILIZAÇÃO MICRORGANISMOS Parâmetro z: Intervalo de T requerido para uma mudança no valor de D por um fator de 10, sendo representado de forma análoga à eq. 7: Valores de Z: - De 5 a 10 o C: forte dependência do fator biológico com relação à T - De 20 a 25 o C: grandes mudanças na T são necessárias para alterar o tempo de redução decimal
36 Microrganismos Temperatur a ( º C ) Valor D (minuto ) Valor z ( ºC ) Esporos Bacillus stearothermopholus 121,1 4,0-5,0 7,7-12,2 Clostridium botulinum 121,1 0,1-0,2 7,7-10,0 Clostridium perfringens 100,0 0,31-17,6 6,0-17,2 Bacillus cereus 121,0 0,003-2,37 7,9-9,9 Clostridium pasteurianum 100,0 0,1-0,5 6,6-8,8 Células Vegetativas de Bactéria Brucella spp 65,5 0,5-1,0 4,4-5,5 Salmonella spp 65,5 0,02-0,25 4,4-5,5 Staphylococcus aureus 65,5 0,2-2,0 4,4-6,5 Staphylococcus pyogenes 65,5 0,2-2,0 4,4-6,5 Lactobacillus spp 65,5 0,5-1,0 4,4-5,5 Bolores e Leveduras Células Vegetativas e Micélio 65,5 0,5-3,0 4,4-6,6 Zygosaccharoyces bailii 60,0 7,0-14,2 4,0-5,0 Saccharomyces cerevisiase 60,0 8,2-22,2 4,5-5,0 36
37 TRATAMENTO TÉRMICO POR ESTERILIZAÇÃO MICRORGANISMOS Equação de Arrhenius: alternativa ao modelo D-z para descrever a dependência da T. Referida como modelo K-E a, sendo: K: constante cinética (s -1 ) a T ou T ref E a : energia de ativação R: constante universal dos gases As reações bioquímicas seguem a forma: dn dt kn k k oexp( E RT ) Eq de Arrhenius ln K Ea 1 1 K ref R T T ref (13)
38 TRATAMENTO TÉRMICO POR ESTERILIZAÇÃO MICRORGANISMOS Equação de Arrhenius: alternativa ao modelo D-z para descrever a dependência da T. Tem sido demonstrado que a interconversão entre os parâmetro E a e z de um conceito para o outro fora do intervalo de temperatura obtido experimentalmente (T min a T max ) pode levar a discrepâncias. Conversões com mínimo de erro foram obtidas da seguinte equação: 2,3026. R.( Tmin. Tmax ) E a z (14) Esses modelos podem ser usados para representar a destruição de microrganismos, inativação de enzimas, degradação de vitaminas, outras alterações provocadas pelo TT.
39 Processamento Térmico de Alimentos Conservação de Alimentos pelo uso de calor TT por esterilização Cinética de inativação térmica Letalidade térmica
40 LETALIDADE TÉRMICA Partindo do conhecimento da relação entre tempo e temperatura requeridos para atingir certo grau de esterilização, o conceito de letalidade é introduzido. F 0 : tempo necessário na temperatura de referência T ref = 121,1 o C = 250 o F para atingir SV desejado Também é necessário empregar um método para calcular o tempo necessário para atingir SV em outras temperaturas (T)
41 FATORES QUE INFLUENCIAM A ESTERILIZAÇÃO TÉRMICA Duração (tempo de processo) necessário para esterilizar um alimento: Resistência térmica dos microorganismos ou enzimas presentes nos alimentos (Esporos resistentes: termófilos; 45 a 75 o C) Penetração do calor nos alimentos Condições de aquecimento ph do alimento Tamanho do recipiente Estado físico do alimento (líquido ou congelado)
42 RESISTÊNCIA TÉRMICA DE MICROORGANISMOS Resistência térmica Capacidade de um microrganismo sobreviver durante um tratamento térmico (tempo/temperatura). A letalidade dos microrganismos em um processo, requer a aplicação de uma combinação específica de tempo-temperatura, que varia de acordo com a resistência térmica do m.o. e condições físicas do meio (densidade, fração sólido/líquido) Um processamento adequado deve permitir a destruição dos microrganismos, mas manter a qualidade produto final (aspectos sensoriais)
43 Maioria dos esporos resistentes possuem valor de z ~ 10 0 C Durante o tempo de processo, O aumento da temperatura, em z graus Celsius, resulta na redução do tempo, em dez vezes, (decimal reduction time) necessário para se obter a mesma letalidade.
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45 D tempo para destruir 90% dos microrganismos Z aumento de temperatura para reduzir em 10 x o valor de D
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47 LETALIDADE E ALTERAÇÕES BIOQUÍMICAS Eficiência da pasteurização: Resistência térmica da fosfatase é maior do que a de patogênicos
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49 EXERCÍCIO 2 AULA 9 Milho em lata deve ser processado termicamente a uma temperatura constante de 110 o C até que uma redução de 99,999% do C. Botulinum seja atingida. Qual deve ser o tempo necessário do processo a essa temperatura para atingir o valor de esterilização desejado? Sabe-se também que originalmente cada lata contém 15 esporos de um segundo microrganismo deteriorador que apresenta um valor de D 110 o C = 2,10 min. Qual será a quantidade remanescente desse segundo organismo no final do processo?
50 EXERCÍCIO 3 AULA 9 O mesmo fabricante do exercício anterior, deseja reduzir o tempo de processo aumentando a temperatura para 121,1 o C. Qual será então o novo tempo de processo para atingir o mesmo valor de esterilização para o C. botulinum, ou seja, SV=5?
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