Modelos de Séries Temporais no Stata

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Modelos de Séries Temporais no Stata"

Transcrição

1 Modelos de Séries Temporais no Stata Henrique Dantas Neder - Professor Associado Universidade Federal de Uberlândia 1 Introdução a Modelos Arima O comando arima do Stata estima modelos ARIMA padrões que são autoregressivos na variável dependente e modelos estruturais com perturbações (erros) ARMA. Considere um processo autoregressivo de médias móveis de primeira ordem. O comando arima estima todos os parâmetros no modelo: y t = x t β + µ t equação estrutural µ t = ρµ t 1 + θɛ t 1 + ɛ t perturbação aleatória (erro), ARMA(1,1) onde: ρé o parâmetro de autocorrelação de primeira ordem θé o parâmetro de médias móveis de primeira ordem ɛ t ~i.i.d. N(0,σ 2 ), signicando que ɛ t é um ruido branco Podemos combinar as duas equações e escrever um modelo na forma geral ARMA(p,q) no processo de perturbações como: y t = x t β+ρ 1 (y t 1 x t 1 β)+ρ 2 (y t 2 x t 2 β) ρ p (y t p x t p β) (1) +θ 1 ɛ t 1 + θ 2 ɛ t θ q ɛ t q + ɛ t É também comum escrever a forma geral do modelo ARMA de uma forma sucinta usando a notação do operador de lag: ρ(l p )(y t x t β) = θ(l q )ɛ t onde: L p = 1 ρ 1 L ρ 2 L 2... ρ p L p L q = 1 + θ 1 L + θ 2 L θ q L p e L j y t = y t j 2 Modelos ARIMA Modelos ARIMA puros sem a componente estrutural não tem regressores e são frequentemente escritos como autoregressões na variável dependente ao invés de Este texto é baseado em uma tradução livre de diversas partes do Manual de Séries Temporais do Stata (que acompanha o software e pode ser visualizado através do menu Help - Documentation) 1

2 autoregressões na perturbação (erro) aleatório de uma equação estrutural. Por exemplo, um modelo ARMA(1,1) pode ser escrito como: y t = α + ρy t 1 + θɛ t 1 + ɛ t Exemplo 1: Modelo ARIMA Enders (2004, 8793) considera um modelo ARMA para a série de preços ao atacado dos Estados Unidos (WPI) usando dados trimestrais para o período 1960q1 até 1990q4, O modelo ARIMA mais simples que inclui uma diferenciação prévia da série original e tanto componentes autoregressivas como de médias móveis é a especicação ARIMA(1,1,1), Nós podemos ajustar este modelo com o comando arima através de: [] arima wpi, arima(1,1,1) Podemos ver através dos resultados acima que o coeciente AR(1) é 0,874, o coeciente MA(1) é -0,412 (sendo que estes dois parâmetros são altamente signicativos) e o desvio padrão do termo de ruido branco ɛ t estimado é 0,725. 2

3 Este modelo também pode ser estimado usando o comando: arima D.wpi, ar(1) ma(1) Neste último caso estamos previamente aplicando o operador diferença D. a série para depois modelar a série diferenciada como um processo ARMA(1,1). Modelar a série original como um processo ARIMA(1,1,1) é equivalente a modelar a série original diferenciada como um processo ARMA(1,1). Se y t é a série de preços ao atacado dos EUA então estimamos um modelo ARIMA com a seguinte equação: D.y t = 0, , 874D.y t 1 0, 412ɛ t 1 + ɛ t com σ ɛt = 0, 725 Exemplo 2: Após examinar as primeiras diferenças da série WPI, Enders escolhe um modelo de diferenças aplicado ao logaritimo natural da série original para estabilizar a variância da série diferenciada. Os dados brutos e a primeira diferença do logaritimo da séries pode ser representado gracamente através do comando: tsset t, quarterly twoway (tsline wpi), title(indice de Preços ao Atacado - EUA) name(graco1) twoway (tsline D.ln_wpi), title(indice de Preços ao Atacado - EUA diferença dos logs) name(graco2) yline(0) graph combine graco1 graco2, commonscheme xsize(10) ysize(5) U.S. Wholesale Price Index Indice de Preços ao Atacado - EUA 1960q1 1970q1 1980q1 1990q1 quarterly date D.ln_wpi Indice de Preços ao Atacado - EUA diferença dos logs 1960q1 1970q1 1980q1 1990q1 quarterly date Com base nas autocorrelações, autocorrelações parciais (ver grácos abaixo) e os resultados de estimações preliminares, Enders identicou um modelo ARMA sob a séries log-diferenciada. ac D.ln_wpi, ylabels(-.4(.2).6) name(graco3) pac D.ln_wpi, ylabels(-.4(.2).6) name(graco4) graph combine graco3 graco4, commonscheme xsize(10) ysize(5) 3

4 Autocorrelations of D.ln_wpi Lag Bartlett's formula for MA(q) 95% confidence bands Partial autocorrelations of D.ln_wpi Lag 95% Confidence bands [se = 1/sqrt(n)] Em adição ao termo autoregressivo e ao ao termo MA(1), um termo MA(4) é incluido para levar em conta o efeito trimestral remanescente. Portanto, o modelo a ser ajustado é: ln(wpi t ) = β 0 + ρ 1 { ln(wpi t 1 β 0 ) + θ 1 ɛ t 1 + θ 4 ɛ t 4 + ɛ t Podemos estimar este modelo com o comando arima: arima D.ln_wpi, ar(1) ma(1 4) 4

5 3 Modelos ARIMA com sazonalidade multiplicativa Muitas séries temporais exibem um componente periódico sazonal e o modelo ARIMA sazonal comumente chamado de SARIMA pode ser usado. Por exemplo, dados de vendas mensais de aparelhos de ar condicionado tem uma forte componente sazonal, com vendas altas nos meses de verão e baixas nos meses de inverno. No exemplo anterior levamos em conta efeitos trimestrais ao ajustar um modelo: (1 ρ 1 L){ ln(wpi t ) β 0 } = (1 + θ 1 L + θ 4 L 4 )ɛ t (2) Este é um modelo ARIMA com sazonalidade aditiva, no sentido de que os termos MA de primeira e de quarta ordem são especicados aditivamente 5

6 na equação (1 + θ 1 L + θ 4 L 4 ). Outra forma de considerar o efeito trimestral é ajustar um modelo ARIMA com sazonalidade multiplicativa. Um modelo SARIMA multiplicativo de ordem (1, 1, 1)(0, 0, 1) 4 para a série ln(wpi t ) é: (1 ρ 1 L){ ln(wpi t ) β 0 } = (1 + θ 1 L)(1 + θ 4,1 L 4 )ɛ t (3) ou após expandir os termos: ln(wpi t ) = β 0 + ρ 1 { ln(wpi t 1 ) β 0 } + θ 1 ɛ t 1 + θ 4,1 ɛ t 4 + θ 1 θ 4 ɛ t 5 + ɛ t (4) Na notação (1, 1, 1) (0, 0, 1) 4, o termo (1, 1, 1) signica que há um termo autoregressivo não sazonal (1 ρ 1 L) e um termo de médias móveis não sazonal (1 + θ 1 L) e que a série temporal é diferenciada uma vez no tempo. O termo (0, 0, 1) 4 indica que não há um termo autoregressivo sazonal, indica que há um termo de médias móveis sazonal (1 + θ 4,1 L 4 ) e que a série não é diferenciada sazonalmente. Este é conhecido como modelo SARIMA multiplicativo porque os fatores sazonais e não sazonais trabalham de forma multiplicativa: (1 + θ 1 L)(1 + θ 4,1 L 4 ). Multiplicando-se os termos impomos restrições não lineares aos parâmetros dos termos de defasagem de quinta ordem dos valores da série temporal; o comando arima impõe estas restrições automaticamente. Para melhor esclarecer esta notação, considere um modelo multiplicativo SARIMA (2, 1, 1) (1, 1, 2) 4 : (1 ρ 1 L ρ 2 L 2 )(1 ρ 4,1 L 4 ) 4 z t = (1 + θ 1 L)(1 + θ 4,1 L 4 + θ 4,2 L 8 )ɛ t (5) onde denota o operador diferença y t = y t y t 1 e s denota o operador de diferença sazonal de lag s s y t = y t y t s Expandindo a última expressão temos: z t = ρ 1 z t 1 +ρ 2 z t 2 +ρ 4,1 z t 4 ρ 1 ρ 4,1 z t 5 ρ 2 ρ 4,2 z t 6 +θ 1 ɛ t 1 +θθ 4,1 ɛ t 4 +θ 1 θ 4,1 ɛ t 5 +θ 4,2 ɛ t 8 +θ 1 θ 4,2 ɛ t 9 +ɛ t (6) onde z t = 4 z t = (z t z t 4 ) = (z t z t 1 ) (z t 4 z t 5 ) e z t = y t x t β se regressores são incluidos no modelo. Mais geralmente um modelo multiplicativo SARIMA (p, d, q) (P, D, Q) s é: ρ(l p )ρ s (L P ) d D s z t = θ(l q )θ s (L Q )ɛ t onde: ρ s (L P ) = (1 ρ s,1 L s ρ s,2 L 2s... ρ s,p L P s θ(l Q ) = (1 + θ s,1 L s + θ s,2 L 2s... θ s,q ρ s,p L Qs Se o gráco dos dados sugerem que o efeito sazonal é proporcional a média da série, então o efeito sazonal é provavelmente multiplicativo e um modelo SARIMA multiplicativo pode ser apropriado. Box, Jenkins, and Reinsel (2008, sec ) sugerem começar com um modelo SARIMA com quaisquer dados que exibirem um padrão sazonal e depois explorar modelos não multiplicativos SARIMA se os modelos multiplicativos não se ajustarem bem aos dados. Por 6

7 outro lado, Chateld (2004, 14) sugere que tomar logaritimo da série tornará o efeito sazonal aditivo e neste caso um modelo SARIMA aditivo como o ajustado no exemplo anterior seria apropriado. Em resumo, o analista deve tentar tanto o SARIMA aditivo como o SARIMA multiplicativo e vericar qual dos dois fornece melhor ajuste aos dados e melhores previsões. Exemplo 3: Modelo SARIMA multiplicativo Uma das mais comuns especicações SARIMA é o (0, 1, 1) (0, 1, 1) 12 aplicado aos dados de linhas aéreas de Box, Jenkins, and Reinsel (2008, sec. 9.2). O conjunto de dados airline.dta contem dados mensais de passageiros de linhas aéreas internacionais de janeiro de 1949 a dezembro de Após uma primeira diferenciação e uma diferenciação sazonal não podemos suspeitar de uma componente de tendência nos dados e então usamos a opção nocontant com o comando arima: use generate lnair = ln(air) arima lnair, arima(0,1,1) sarima(0,1,1,12) noconstant 7

8 []Portanto, o nosso modelo estimado de número mensal de passgeiros de linhas internacionais é: 12 lnair t = 0, 402ɛ t 1 0, 557ɛ t , 224ɛ t 13 + ɛ t ˆσ ɛ = 0, 037 O coeciente de ɛ t 13 (0,224) é aproximadamente igual ao produto dos coe- cientes deɛ t 1 ( 0, 402) e ɛ t 12 ( 0, 557). O comando arima designou o termo DS12.lnair para indicar que foi aplicado o operador diferença e o operador de diferença sazonal de 12 lags 12 a série lnair. Podemos também ajustar o mesmo modelo através do comando: arima DS12.lnair, ma(1) mma(1, 12) noconstant Para modelos multiplicativos SARIMA mais simples é mais fácil usar a opção sarima(), embora esta segunda sintaxe permita incorporar termos sazonais mais complicados. 8

9 4 Previsões dinâmicas após o arima Outra característica do comando arima é sua habilidade para utilizar o comando predict logo após a estimação do modelo para fazer previsões dinâmicas para a série temporal. Suponha que desejamos ajustar o modelo de regressão: y t = β 0 + β 1 x t + ρy t 1 + ɛ t usando uma amostra de dados det = 1,.., T e fazer previsões começando no tempo f. Se usamos o comando regress para ajustar o modelo, então podemos usar o comando predict para fazer previsões um passo a frente. Ou seja, o comando predict calculará: ŷ f = ˆβ 0 + ˆβ 1 x f + ˆρy f 1 O que é importante destacar aqui é que o comando predict usará o valor efetivo de y no períodof 1para calcular a previsão no período f. Portanto, se usarmos o comando regress não podemos fazer previsões para períodos adiante de f = T + 1 a menos que tenhamos valores observados para y para estes períodos. Se ao invés disso ajustrarmos nosso modelo através do comando arima, então o comando predict pode preduzir previsões dinâmicas através do uso do ltro de Kalman. Se usamos a opção dynamic(f), então para o período f o comando predict calculará: ŷ f = ˆβ 0 + ˆβ 1 x f + ˆρy f 1 através do uso do valor observado de y f 1 justamente como quando usamos o comando predict após o comando regress. Entretando, para o período f + 1 o comando predict < newvar >, dynamic(f) calculará: ŷ f+1 = ˆβ 0 + ˆβ 1 x f+1 + ˆρy f usando o valor predito de y f ao invés do valor observado. De forma similar, para o período f + 2, a previsão será: ŷ f+2 = ˆβ 0 + ˆβ 1 x f+2 + ˆρy f+1 Naturalmente, como o nosso modelo inclui o regressor x t, podemos fazer previsões apenas para períodos para os quais temos observações para x t. Entretanto, para modelos ARIMA puros, podemos calcular previsões dinãmicas muito além do período nal de nosso conjunto de dados se assim desejarmos. No exemplo 2 ajustamos o seguinte modelo: ln(wpi t ) = β 0 + ρ 1 { ln(wpi t 1 ) β 0 } + θ 1 ɛ t 1 + θ 4 ɛ t 4 + ɛ t através dos comandos: use arima D.ln_wpi, ar(1) ma(1 4) (resultados omitidos) predict xb,xb E o Stata calcula xb t como: xb t = ˆβ 0 + ρ ˆ 1 { ln(wpi t 1 ) β 0 } + ˆθ 1 ɛ t 1 + ˆθ 4 ɛ t 4 + ɛ t onde ˆɛ t j = { ln(wpi t j ) xb t j t j > 0 0 em caso contrário 9

10 signicando que o comando predict newvar,xb calcula predições usando a métrica da variável dependente. Neste exemplo, a variável dependente é representada pelas mudanças em ln(wpi t ) e portanto, as predições são, da mesma forma, mudanças nesta variável. Se, ao invés, usamos: predict y, y Stata calcula y t como y t = xb t +ln(wpi t ) de forma que y t representa os níveis preditos de ln(wpi t ). Em geral predict newvar, y reverterá qualquer operador de série temporal aplicado a variável dependente durante a estimação. Se nós queremos ignorar os componentes de erro ARMA quando fazemos as predições, usamos a opção structural: predict xbs, xb structural que gera xbs t = ˆβ 0 porque não há regressores no modelo e predict ys, y structural gera ys t = ˆβ 0 + ln(wpi t 1 ) Exemplo 4: Previsões dinâmicas Uma característica atrativa do comando arima é sua habilidade para fazer previsões dinâmicas. Suponhamos que queiramos estimar uma função consumo como: consump t = β 0 + β 1 m2 t + µ t µ t = ρµ t 1 + θɛ t 1 + ɛ t Primeiro, nós estimaremos o modelo usando os dados até o primeiro trimestes de 1978 e então calcularemos as previsões um passo adiante e as previsões dinâmicas. use keep if time<=tq(1981q4) arima consump m2 if tin(, 1978q1), ar(1) ma(1) (resultados omitidos) Para fazer as previsões um passo adiante: predict chat, y Porque nossa variável dependente não contem operadores de séries temporais poderíamos ter usado predict chat, xb e teriamos obtido os mesmos resultados. Faremos também previsões dinâmicas, mudando dos valores observados de consump para os valores previstos no primeiro trimestre de 1978: predict chatdy y, dynamic(tq(1978q1)) y twoway (line consump time, lwidth(medthick) lpattern(dot)) (line chat time, lpattern(dash)) (line chatdy time) if time>=tq(1977q1), ytitle(bilhões de dólares) xtitle(trimestre) 10

11 Bilhões de dólares q1 1978q1 1979q1 1980q1 1981q1 1982q1 trimestre série observada previsão dinâmica previsão um passo a frente 5 Aplicação de modelos ARIMA para séries de preços use indices de preços.dta, clear gen time = _n tsset time twoway (line Vestuario time), xlabel(#44, labsize(vsmall) grid) gen dvestuario = Vestuario - L12.Vestuario twoway (line dvestuario time), xlabel(#44, labsize(vsmall) grid) 11

12 Vestuario time A série apresenta um padrão cíclico com padrão nitidamente sazonal. É importante observar que os picos de preço ocorrem sempre no mes de dezembro, sugerindo um processo de formação de preços nitidamente inuenciado pela demanda. Os pontos mais baixos da série costumam ocorrer no mês de fevereiro. A série (deacionada) parece também ser estacionária. Podemos vericar isto através do comando <dfuller Vestuario>. Vamos tentar modelar a série usando inicialmente um modelo SARIMA (0, 0, 1) (1, 1, 10) 12 e depois tentando outras especicações: ac dvestuario pac dvestuario arima Vestuario, arima(0,0,1) sarima(1,1,0,12) noconstant estimates store modelo1 arima Vestuario, arima(1,0,0) sarima(1,1,0,12) noconstant estimates store modelo2 arima Vestuario, arima(0,0,0) sarima(1,1,0,12) noconstant estimates store modelo3 arima Vestuario, arima(1,0,1) sarima(1,1,0,12) noconstant estimates store modelo4 estimates stats modelo1 modelo2 modelo3 modelo4 estimates restore modelo4 ac dvestuario pac dvestuario arima Vestuario, arima(0,0,1) sarima(1,1,0,12) noconstant estimates store modelo1 arima Vestuario, arima(1,0,0) sarima(1,1,0,12) noconstant 12

13 estimates store modelo2 arima Vestuario, arima(0,0,0) sarima(1,1,0,12) noconstant estimates store modelo3 arima Vestuario, arima(1,0,1) sarima(1,1,0,12) noconstant estimates store modelo4 estimates stats modelo1 modelo2 modelo3 modelo4 Model Obs ll(null) ll(model) df AIC BIC modelo modelo modelo modelo Note: N=Obs used in calculating BIC; see [R] BIC note O último modelo (modelo4) parece ser o que pelos critérios (máxima verossimilhança, AIC e BIC) o que melhor se ajusta aos dados. estimates restore modelo4 predict ruido, residuals twoway (line ruido time) ac ruido Autocorrelations of ruido Lag Bartlett's formula for MA(q) 95% confidence bands predict chat, y predict chatdy, dynamic(70) y label var Vestuario "série observada" label var chat "previsão um passo a frente" label var chatdy "previsão dinâmica" 13

14 índice de preços vestuário mês série observada previsão dinâmica previsão um passo a frente 14

Introdução a Modelos ARCH

Introdução a Modelos ARCH Introdução a Modelos ARCH Henrique Dantas Neder - Professor Associado Universidade Federal de Uberlândia July 24, 2014 A volatilidade de uma série não é constante ao longo do tempo; períodos de volatilidade

Leia mais

Introdução a Modelos VAR

Introdução a Modelos VAR Introdução a Modelos VAR Henrique Dantas Neder - Professor Associado Universidade Federal de Uberlândia July 24, 2014 Um VAR é um modelo no qual K variáveis são especicadas como funções lineares de p de

Leia mais

3 Modelos Comparativos: Teoria e Metodologia

3 Modelos Comparativos: Teoria e Metodologia 3 Modelos Comparativos: Teoria e Metodologia Para avaliar o desempenho do modelo STAR-Tree, foram estimados os modelos Naive, ARMAX e Redes Neurais. O ajuste dos modelos ARMAX e das redes neurais foi feito

Leia mais

A Metodologia de Box & Jenkins

A Metodologia de Box & Jenkins A Metodologia de Box & Jenins Aula 03 Bueno, 0, Capítulo 3 Enders, 009, Capítulo Morettin e Toloi, 006, Capítulos 6 a 8 A Metodologia Box & Jenins Uma abordagem bastante utilizada para a construção de

Leia mais

Aplicação da metodologia Box & Jenkins para previsão de vendas de emulsificante

Aplicação da metodologia Box & Jenkins para previsão de vendas de emulsificante Aplicação da metodologia Box & Jenkins para previsão de vendas de emulsificante Eduardo Campana Barbosa1 Carlos Henrique Osório Silva2 Resumo: Utilizou-se a metodologia Box & Jenkins para previsão da demanda

Leia mais

ECONOMETRIA AVANÇADA Prova Intermediária - 09/04/2015

ECONOMETRIA AVANÇADA Prova Intermediária - 09/04/2015 ECONOMETRIA AVANÇADA Prova Intermediária - 09/04/2015 Solução Questão I (2,0 pontos): Para o modelo y t = 0, 7y t 1 + ɛ t, com ruído branco ɛ t (0, 1), (a) (0,5) Obtenha a previsão h-passos a frente, ŷ

Leia mais

INTRODUÇÃO A ECONOMETRIA

INTRODUÇÃO A ECONOMETRIA INTRODUÇÃO A ECONOMETRIA Análise de regressão e uso do Eviews Introdução O modelo de regressão linear se utiliza para estudar a relação que existe entre uma variável dependente e uma ou várias variáveis

Leia mais

4 Modelos de Regressão Dinâmica

4 Modelos de Regressão Dinâmica 4 Modelos de Regressão Dinâmica Nos modelos de regressão linear (Johnston e Dinardo, 1998) estudados comumente na literatura, supõe-se que os erros gerados pelo modelo possuem algumas características como:

Leia mais

Econometria em Finanças e Atuária

Econometria em Finanças e Atuária Ralph S. Silva http://www.im.ufrj.br/ralph/especializacao.html Departamento de Métodos Estatísticos Instituto de Matemática Universidade Federal do Rio de Janeiro Maio-Junho/2013 Motivação Motivação Por

Leia mais

Análise e previsão das taxas da população ocupada em Fortaleza, Ceará, de setembro de 1991 a dezembro de 2008

Análise e previsão das taxas da população ocupada em Fortaleza, Ceará, de setembro de 1991 a dezembro de 2008 Análise e previsão das taxas da população ocupada em Fortaleza, Ceará, de setembro de 1991 a dezembro de 2008 Daniela Bandeira, Paulo Germano, Filipe Formiga e Jeremias Leão Universidade Federal do Piauí

Leia mais

Metodologia de Box-Jenkins. Metodologia de Box-Jenkins. Metodologia de Box-Jenkins

Metodologia de Box-Jenkins. Metodologia de Box-Jenkins. Metodologia de Box-Jenkins Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção Análise de séries temporais: Modelos de Box-Jenkins Profa. Dra. Liane Werner Metodologia de Box-Jenkins Para os modelos de decomposição e os modelos

Leia mais

Modulo I. Séries Temporais: ARIMA

Modulo I. Séries Temporais: ARIMA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS FACULDADE DE ESTATÍSTICA Modulo I Séries Temporais: ARIMA Curso: Bacharelado em Estatística Disciplina: Estatística Aplicada Nome: Verena

Leia mais

Ajuste de modelos de séries temporais para pressão atmosférica de Uberlândia

Ajuste de modelos de séries temporais para pressão atmosférica de Uberlândia Ajuste de modelos de séries temporais para pressão atmosférica de Uberlândia Valiana Alves Teodoro Mirian Fernandes Carvalho Araújo Lúcio Borges de Araújo Introdução Na comercialização de produtos originados

Leia mais

Ajuste sazonal das séries trimestrais. Diretoria de Pesquisa Coordenação de Contas Nacionais

Ajuste sazonal das séries trimestrais. Diretoria de Pesquisa Coordenação de Contas Nacionais Ajuste sazonal das séries trimestrais Diretoria de Pesquisa Coordenação de Contas Nacionais A série encadeada original O componente sazonal A tendência (trend cycle) A série encadeada com ajuste sazonal

Leia mais

Econometria Semestre

Econometria Semestre Econometria Semestre 2010.01 174 174 21.4. PROCESSOS ESTOCÁSTICOS INTEGRADOS O passeio aleatório é apenas um caso particular de uma classe de processos estocásticos conhecidos como processos integrados.

Leia mais

Gabarito Trabalho 1. onde 1 refere-se ao salário quando a variável branco = 1. Teremos, então:

Gabarito Trabalho 1. onde 1 refere-se ao salário quando a variável branco = 1. Teremos, então: Professor: Eduardo Pontual Monitor: Tiago Souza Econometria MFEE Gabarito Trabalho 1 Exercício 1 Queremos estimar a diferença salarial entre trabalhadores brancos e não brancos. Assim, calcularemos a diferença

Leia mais

Modelagem e Avaliação de Desempenho. Pós Graduação em Engenharia Elétrica - PPGEE Prof. Carlos Marcelo Pedroso 2011

Modelagem e Avaliação de Desempenho. Pós Graduação em Engenharia Elétrica - PPGEE Prof. Carlos Marcelo Pedroso 2011 Modelagem e Avaliação de Desempenho Pós Graduação em Engenharia Elétrica - PPGEE Prof. Carlos Marcelo Pedroso 2011 Séries Temporais Considere um processo onde o valor presente de uma série depende dos

Leia mais

Análise da série temporal do desemprego em regiões metropolitanas do Brasil

Análise da série temporal do desemprego em regiões metropolitanas do Brasil Análise da série temporal do desemprego em regiões metropolitanas do Brasil Érica Fernanda da Cruz 1 3 Tamara Aparecida Nogueira dos Anjos 2 Thelma Sáfadi 2 1 Introdução O desemprego no Brasil é uma constante

Leia mais

Econometria em Finanças e Atuária

Econometria em Finanças e Atuária Ralph S. Silva http://www.im.ufrj.br/ralph/especializacao.html Departamento de Métodos Estatísticos Instituto de Matemática Universidade Federal do Rio de Janeiro Maio-Junho/2013 Modelos condicionalmente

Leia mais

Monitoria Econometria Avançada Lista 2

Monitoria Econometria Avançada Lista 2 Monitoria Econometria Avançada Lista 2 Professor: Hedibert Lopes Primeiramente, vamos plotar os gráficos das séries, rodando a primeira parte do programa macro-arima.r disponível no site do professor,

Leia mais

Uso de séries temporais na análise da temperatura média mensal da cidade de Mossoró, RN

Uso de séries temporais na análise da temperatura média mensal da cidade de Mossoró, RN Uso de séries temporais na análise da temperatura média mensal da cidade de Mossoró, RN Ben Dêivide de Oliveira Batista 1 2 Tales Jesus Fernandes 2 Thelma Sáfadi 2 Wesley de Oliveira Santos 3 1 Introdução

Leia mais

Séries de Tempo. José Fajardo. Agosto Fundação Getulio Vargas-EBAPE. José Fajardo (FGV-EBAPE) Fundamentos Estatísticos Agosto / 49

Séries de Tempo. José Fajardo. Agosto Fundação Getulio Vargas-EBAPE. José Fajardo (FGV-EBAPE) Fundamentos Estatísticos Agosto / 49 Séries de Tempo José Fajardo Fundação Getulio Vargas-EBAPE Agosto 2011 José Fajardo (FGV-EBAPE) Fundamentos Estatísticos Agosto 2011 1 / 49 Definição de esperança não condicional ou incondicional Considere

Leia mais

Uma aplicação do modelo ARIMA para os preços do real estate nos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro

Uma aplicação do modelo ARIMA para os preços do real estate nos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro Uma aplicação do modelo ARIMA para os preços do real estate nos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro 1 Introdução Everton Batista da Rocha 1 2 Marcelo Lopes Moraes 3 Marcos Aurelio Rodrigues 3 O real

Leia mais

Análise de regressão linear simples. Diagrama de dispersão

Análise de regressão linear simples. Diagrama de dispersão Introdução Análise de regressão linear simples Departamento de Matemática Escola Superior de Tecnologia de Viseu A análise de regressão estuda o relacionamento entre uma variável chamada a variável dependente

Leia mais

Previsão da inflação do indicador IGP-M através de um modelo ARIMA

Previsão da inflação do indicador IGP-M através de um modelo ARIMA Previsão da inflação do indicador IGP-M através de um modelo ARIMA Mauricio Mattos Junho de 2014 Resumo Esse trabalho visa identificar um modelo ARIMA que seja efetivo na descrição e predição dos valores

Leia mais

Modelagem do comportamento da variação do índice IBOVESPA através da metodologia de séries temporais

Modelagem do comportamento da variação do índice IBOVESPA através da metodologia de séries temporais Modelagem do comportamento da variação do índice IBOVESPA através da metodologia de séries temporais João Eduardo da Silva Pereira (UFSM) [email protected] Tânia Maria Frighetto (UFSM) [email protected]

Leia mais

Modelos ARCH e GARCH Aula 8. Morettin e Toloi, 2006, Capítulo 1 e 14 Morettin, 2011, Capítulo 1 e 5 Bueno, 2011, Capítulo 8

Modelos ARCH e GARCH Aula 8. Morettin e Toloi, 2006, Capítulo 1 e 14 Morettin, 2011, Capítulo 1 e 5 Bueno, 2011, Capítulo 8 Modelos ARCH e GARCH Aula 8 Morettin e Toloi, 2006, Capítulo 1 e 14 Morettin, 2011, Capítulo 1 e 5 Bueno, 2011, Capítulo 8 Motivação Pesquisadores que se dedicam a prever séries temporais, tais como preços

Leia mais

Introdução à Séries Temporais e Modelagem ARIMA no Stata

Introdução à Séries Temporais e Modelagem ARIMA no Stata SÉRIE DE NOTAS TÉCNICAS EM ECONOMIA DA UFG NT N. 08 NOTA TÉCNICA EM ECONOMIA n. 08 Publicação cujo objetivo é auxiliar na elaboração de aulas e de pesquisas do Curso de Ciências Econômicas da UFG, divulgando

Leia mais

Utilizando a função auto.arima em modelos de séries temporais

Utilizando a função auto.arima em modelos de séries temporais Utilizando a função auto.arima em modelos de séries temporais Erasnilson Vieira Camilo 1 2 Marina Rodrigues Maestre 1 Rick Anderson Freire Mangueira 1 Elias Silva de Medeiros 1 Cristian Villegas 1 1 Introdução

Leia mais

REGRESSÃO LINEAR Parte I. Flávia F. Feitosa

REGRESSÃO LINEAR Parte I. Flávia F. Feitosa REGRESSÃO LINEAR Parte I Flávia F. Feitosa BH1350 Métodos e Técnicas de Análise da Informação para o Planejamento Julho de 2015 Onde Estamos Para onde vamos Inferência Esta5s6ca se resumindo a uma equação

Leia mais

Conceitos Básicos de Séries Temporais para Modelagem Macroeconômica

Conceitos Básicos de Séries Temporais para Modelagem Macroeconômica Conceitos Básicos de Séries Temporais para Modelagem Macroeconômica Material de apoio à aula de RBC Referencia bibliográfica: Introduction to Econometrics G S Maddala e Kajal Lahiri 4a. Edição, John Wiley

Leia mais

Análise comparativa entre métodos estatístico e rede neural aplicados em séries temporais

Análise comparativa entre métodos estatístico e rede neural aplicados em séries temporais Análise comparativa entre métodos estatístico e rede neural aplicados em séries temporais Ana Paula de Sousa José Elmo de Menezes Introdução As formas funcionais dos modelos de previsão das redes neurais

Leia mais

Previsão mensal do preço da saca de soja no sudoeste do estado do Paraná utilizando a metodologia de Box & Jenkis

Previsão mensal do preço da saca de soja no sudoeste do estado do Paraná utilizando a metodologia de Box & Jenkis Previsão mensal do preço da saca de soja no sudoeste do estado do Paraná utilizando a metodologia de Box & Jenkis Gabriel Tambarussi Avancini 1 Thiago Viana Flor de Santana 1 Vitor Augusto Ozaki 1 Djair

Leia mais

Modelagem do preço da soja utilizando a metodologia de análise de séries temporais 1

Modelagem do preço da soja utilizando a metodologia de análise de séries temporais 1 Modelagem do preço da soja utilizando a metodologia de análise de séries temporais 1 Jair Wyzykowski 2 Maíra Rodrigues Villamagna 3 Thelma Sáfadi 4 Augusto Ramalho de Morais 5 1 Introdução Uma série é

Leia mais

Introdução ao modelo de Regressão Linear

Introdução ao modelo de Regressão Linear Introdução ao modelo de Regressão Linear Prof. Gilberto Rodrigues Liska 8 de Novembro de 2017 Material de Apoio e-mail: [email protected] Local: Sala dos professores (junto ao administrativo)

Leia mais

ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS

ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS 1 Definição e representação ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS Uma série temporal é um conjunto de observações tomadas em intervalos de tempo comumente iguais (ano a ano, mês a mês, semana a semana, etc.). Exemplos:

Leia mais

Monitoria Econometria II REC o Semestre 2015 Monitor(a):Victória Mazás Martinez 1 a Lista de exercícios

Monitoria Econometria II REC o Semestre 2015 Monitor(a):Victória Mazás Martinez 1 a Lista de exercícios Monitoria Econometria II REC 2312-1 o Semestre 2015 Monitor(a):Victória Mazás Martinez 1 a Lista de exercícios 1. Quais as hipóteses para que uma variável seja considerada uma boa variável instrumental?

Leia mais

Modelos de Regressão Linear Simples - Análise de Resíduos

Modelos de Regressão Linear Simples - Análise de Resíduos Modelos de Regressão Linear Simples - Análise de Resíduos Erica Castilho Rodrigues 1 de Setembro de 2014 3 O modelo de regressão linear é dado por Y i = β 0 + β 1 x i + ɛ i onde ɛ i iid N(0,σ 2 ). O erro

Leia mais

Séries Temporais e Modelos Dinâmicos. Econometria. Marcelo C. Medeiros. Aula 4

Séries Temporais e Modelos Dinâmicos. Econometria. Marcelo C. Medeiros. Aula 4 em Econometria Departamento de Economia Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Aula 4 O Processo Média-Móvel Muitas vezes, a estrutura auto-regressiva não é suficiente para descrever totalmente

Leia mais

CURSO DE ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS MODELO ARIMA MATERIAL DE APOIO

CURSO DE ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS MODELO ARIMA MATERIAL DE APOIO FACE Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas Curso de Ciências Econômicas Direção FACE Prof. Moisés Ferreira da Cunha Vice-Direção FACE Prof. Mauro Caetano de Souza Coordenação

Leia mais

Análise de previsão da inflação no período pós-plano Real

Análise de previsão da inflação no período pós-plano Real Análise de previsão da inflação no período pós-plano Real Marina Rodrigues Maestre 1 Jayane Pereira de Oliveira 2 Raquel Castellucci Caruso Sachs 3 Vitor Augusto Ozaki 4 1 Introdução Durante a década de

Leia mais

Análise Multivariada Aplicada à Contabilidade

Análise Multivariada Aplicada à Contabilidade Mestrado e Doutorado em Controladoria e Contabilidade Análise Multivariada Aplicada à Contabilidade Prof. Dr. Marcelo Botelho da Costa Moraes www.marcelobotelho.com [email protected] Turma: 2º / 2016 1 Agenda

Leia mais

MODELO APLICADO À PREVISÃO DA DEMANDA DE ENERGIA ELÉTRICA DO CAMPUS I DO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS (CEFET-MG).

MODELO APLICADO À PREVISÃO DA DEMANDA DE ENERGIA ELÉTRICA DO CAMPUS I DO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS (CEFET-MG). MODELO APLICADO À PREVISÃO DA DEMANDA DE ENERGIA ELÉTRICA DO CAMPUS I DO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. Introdução TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS (CEFET-MG). Luciane Teixeira Passos Giarola Fátima Oliveira Takenaka

Leia mais

Nome: Turma: Processo

Nome: Turma: Processo Instituto Superior de Economia e Gestão Universidade de Lisboa Econometria Época Normal 02/06/2016 Duração: 2 horas Nome: Turma: Processo Espaço reservado para classificações A utilização do telemóvel

Leia mais

Revisão de Modelos de regressão. Prof. Thais C O Fonseca - DME, UFRJ

Revisão de Modelos de regressão. Prof. Thais C O Fonseca - DME, UFRJ Revisão de Modelos de regressão Prof. Thais C O Fonseca - DME, UFRJ Conteúdo Regressão linear simples Regressão linear múltipla Método de Mínimos Quadrados Introdução a Inferência Bayesiana em Regressão

Leia mais

Previsão da produção de energia hidrelétrica no Brasil via séries temporais.

Previsão da produção de energia hidrelétrica no Brasil via séries temporais. Previsão da produção de energia hidrelétrica no Brasil via séries temporais. Sílvio de Castro Silveira. Introdução Joel Augusto Muniz Thelma Sáfadi Tadeu Vilela de Souza Recentemente ascendeu-se a discussão

Leia mais

Disciplina de Modelos Lineares Professora Ariane Ferreira

Disciplina de Modelos Lineares Professora Ariane Ferreira Disciplina de Modelos Lineares 2012-2 Regressão Logística Professora Ariane Ferreira O modelo de regressão logístico é semelhante ao modelo de regressão linear. No entanto, no modelo logístico a variável

Leia mais

Econometria em Finanças e Atuária

Econometria em Finanças e Atuária Ralph S. Silva http://www.im.ufrj.br/ralph/especializacao.html Departamento de Métodos Estatísticos Instituto de Matemática Universidade Federal do Rio de Janeiro Maio-Junho/2013 Tópicos Tópicos Séries

Leia mais

Modelos de Regressão Linear Simples - parte I

Modelos de Regressão Linear Simples - parte I Modelos de Regressão Linear Simples - parte I Erica Castilho Rodrigues 19 de Agosto de 2014 Introdução 3 Objetivos Ao final deste capítulo você deve ser capaz de: Usar modelos de regressão para construir

Leia mais

Modelos Lineares Generalizados - Modelos log-lineares para tabelas de contingência

Modelos Lineares Generalizados - Modelos log-lineares para tabelas de contingência Modelos Lineares Generalizados - Modelos log-lineares para tabelas de contingência Erica Castilho Rodrigues 12 de Agosto Introdução 3 Vimos como usar Poisson para testar independência em uma Tabela 2x2.

Leia mais

UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DO ICMS *

UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DO ICMS * UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DO ICMS * Carlos Eduardo S. Marino ** * Trabalho de conclusão da disciplina de Econometria I, ministrada pelos professores Ivan Castelar e Vitor Monteiro, realizada no primeiro

Leia mais

3 Metodologia 3.1. Tipo de pesquisa

3 Metodologia 3.1. Tipo de pesquisa 3 Metodologia 3.1. Tipo de pesquisa Este trabalho pode ser classificado como uma pesquisa descritiva, quantitativa, bibliográfica, experimental, exploratória e explicativa. Este estudo é descritivo, pois

Leia mais

Faturamento de Restaurantes

Faturamento de Restaurantes Faturamento de Restaurantes Gilberto A. Paula Departamento de Estatística IME-USP, Brasil [email protected] 2 o Semestre 2016 G. A. Paula (IME-USP) Faturamento de Restaurantes 2 o Semestre 2016 1 / 29

Leia mais

Nome: Número: Espaço reservado para classificações

Nome: Número: Espaço reservado para classificações Instituto Superior de Economia e Gestão Universidade de Lisboa Licenciaturas em Economia e em Finanças Econometria - Época Normal - 07/01/2015 Duração 2 horas Nome: Número: Notas: A utilização do telemóvel

Leia mais

AJUSTE DE UM MODELO DE SÉRIES TEMPORAIS PARA PREVISÃO DA TEMPERATURA MÍNIMA DO AR PARA LAVRAS/MG EM 2011

AJUSTE DE UM MODELO DE SÉRIES TEMPORAIS PARA PREVISÃO DA TEMPERATURA MÍNIMA DO AR PARA LAVRAS/MG EM 2011 AJUSTE DE UM MODELO DE SÉRIES TEMPORAIS PARA PREVISÃO DA TEMPERATURA MÍNIMA DO AR PARA LAVRAS/MG EM 2011 LUIZ G. CARVALHO 1, CAMILA C. ALVARENGA 2 DANIELA C. RODRIGUES 3 1 Eng. Agrícola, Prof. Adjunto,

Leia mais

Relatório de progresso #2. Modelo de Previsão e Resultados

Relatório de progresso #2. Modelo de Previsão e Resultados Relatório de progresso #2 Modelo de Previsão e Resultados Relatório de progresso #2 Modelo de Previsão e Resultados PORTUGUESE TEXTILE INDEX Relatório de Progresso #2 ÍNDICE 1 Introdução 9 2 Metodologia

Leia mais

AULAS 14 E 15 Modelo de regressão simples

AULAS 14 E 15 Modelo de regressão simples 1 AULAS 14 E 15 Modelo de regressão simples Ernesto F. L. Amaral 18 e 23 de outubro de 2012 Avaliação de Políticas Públicas (DCP 046) Fonte: Wooldridge, Jeffrey M. Introdução à econometria: uma abordagem

Leia mais

9 Correlação e Regressão. 9-1 Aspectos Gerais 9-2 Correlação 9-3 Regressão 9-4 Intervalos de Variação e Predição 9-5 Regressão Múltipla

9 Correlação e Regressão. 9-1 Aspectos Gerais 9-2 Correlação 9-3 Regressão 9-4 Intervalos de Variação e Predição 9-5 Regressão Múltipla 9 Correlação e Regressão 9-1 Aspectos Gerais 9-2 Correlação 9-3 Regressão 9-4 Intervalos de Variação e Predição 9-5 Regressão Múltipla 1 9-1 Aspectos Gerais Dados Emparelhados há uma relação? se há, qual

Leia mais

Regressão Linear Simples

Regressão Linear Simples Regressão Linear Simples Capítulo 16, Estatística Básica (Bussab&Morettin, 8a Edição) 10a AULA 18/05/2015 MAE229 - Ano letivo 2015 Lígia Henriques-Rodrigues 10a aula (18/05/2015) MAE229 1 / 38 Introdução

Leia mais

IND 1115 Inferência Estatística Aula 6

IND 1115 Inferência Estatística Aula 6 Conteúdo IND 5 Inferência Estatística Aula 6 Setembro de 004 A distribuição Lognormal A distribuição Beta e sua relação com a Uniforme(0,) Mônica Barros mbarros.com mbarros.com A distribuição Lognormal

Leia mais

Distribuições Amostrais e Estimação Pontual de Parâmetros

Distribuições Amostrais e Estimação Pontual de Parâmetros Distribuições Amostrais e Estimação Pontual de Parâmetros - parte I 19 de Maio de 2011 Introdução Objetivos Ao final deste capítulo você deve ser capaz de: Entender estimação de parâmetros de uma distribuição

Leia mais

Distribuições Amostrais e Estimação Pontual de Parâmetros

Distribuições Amostrais e Estimação Pontual de Parâmetros Distribuições Amostrais e Estimação Pontual de Parâmetros ESQUEMA DO CAPÍTULO 7.1 INTRODUÇÃO 7.2 DISTRIBUIÇÕES AMOSTRAIS E TEOREMA DO LIMITE CENTRAL 7.3 CONCEITOS GERAIS DE ESTIMAÇÃO PONTUAL 7.3.1 Estimadores

Leia mais

Introdução ao Planejamento e Análise Estatística de Experimentos 1º Semestre de 2013 Capítulo 3 Introdução à Probabilidade e à Inferência Estatística

Introdução ao Planejamento e Análise Estatística de Experimentos 1º Semestre de 2013 Capítulo 3 Introdução à Probabilidade e à Inferência Estatística Introdução ao Planejamento e Análise Estatística de Experimentos Capítulo 3 Introdução à Probabilidade e à Inferência Estatística Introdução ao Planejamento e Análise Estatística de Experimentos Agora,

Leia mais

Instituto Superior de Economia e Gestão Universidade de Lisboa Econometria Época Normal 08/06/2017 Duração 2 horas

Instituto Superior de Economia e Gestão Universidade de Lisboa Econometria Época Normal 08/06/2017 Duração 2 horas 1 NOME: Instituto Superior de Economia e Gestão Universidade de Lisboa Econometria Época Normal 08/06/2017 Duração 2 horas Espaço Reservado para Classificações A utilização de qualquer meio de telecomunicação

Leia mais

MODELO ARIMA COM O PACOTE FORECAST

MODELO ARIMA COM O PACOTE FORECAST MODELO ARIMA COM O PACOTE FORECAST 1. INTRODUÇÃO Neste documento iremos mostrar como trabalhar o modelo ARIMA utilizando um pacote do R, (forecast) que permite a escolha de um modelo de forma automática.

Leia mais

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc.

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc. ECONOMETRIA Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc. Cap. 9 Modelos de Regressão com Variáveis Binárias Fonte: GUJARATI; D. N. Econometria Básica: 4ª Edição. Rio de Janeiro. Elsevier- Campus, 2006 Variáveis

Leia mais

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc.

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc. ECONOMETRIA Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc. Cap. 6 Extensões do Modelo de Regressão Linear de Duas Variáveis Fonte: GUJARATI; D. N. Econometria Básica: 4ª Edição. Rio de Janeiro. Elsevier- Campus,

Leia mais

LISTA DE EXERCÍCIOS 3 INE 7001 PROF. MARCELO MENEZES REIS ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS

LISTA DE EXERCÍCIOS 3 INE 7001 PROF. MARCELO MENEZES REIS ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS LISTA DE EXERCÍCIOS 3 INE 7001 PROF. MARCELO MENEZES REIS ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS 1) A que componentes de uma série temporal (pelo modelo clássico) estariam principalmente associados cada um dos seguintes

Leia mais

MÉTODOS DE PREVISÃO: UMA ESTRATÉGIA DE PLANEJAMENTO PARA MANTER ESTOQUES FORECAST METHODS: A PLANNING STRATEGY TO MAINTAIN STOCKS

MÉTODOS DE PREVISÃO: UMA ESTRATÉGIA DE PLANEJAMENTO PARA MANTER ESTOQUES FORECAST METHODS: A PLANNING STRATEGY TO MAINTAIN STOCKS Eixo Temático: Estratégia e Negócios MÉTODOS DE PREVISÃO: UMA ESTRATÉGIA DE PLANEJAMENTO PARA MANTER ESTOQUES FORECAST METHODS: A PLANNING STRATEGY TO MAINTAIN STOCKS RESUMO Bianca Reichert, Adriano Mendonça

Leia mais

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO FUTURO DO PREÇO DO CIMENTO PORTLAND CP IV

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO FUTURO DO PREÇO DO CIMENTO PORTLAND CP IV João Pessoa/PB, Brasil, de 03 a 06 de outubro de 2016 ANÁLISE DO COMPORTAMENTO FUTURO DO PREÇO DO CIMENTO PORTLAND CP IV Bianca Reichert (UFSM ) biancareichert@hotmailcom Adriano Mendonca Souza (UFSM )

Leia mais

Análise da Regressão múltipla: MQO Assintótico y = β 0 + β 1 x 1 + β x +... β k x k + u 3. Propriedades assintóticas Antes, propriedades sobre amostra

Análise da Regressão múltipla: MQO Assintótico y = β 0 + β 1 x 1 + β x +... β k x k + u 3. Propriedades assintóticas Antes, propriedades sobre amostra Análise da Regressão múltipla: MQO Assintótico Capítulo 5 do Wooldridge Análise da Regressão múltipla: MQO Assintótico y = β 0 + β 1 x 1 + β x +... β k x k + u 3. Propriedades assintóticas Antes, propriedades

Leia mais

Estimação de Modelos ARMA e ARIMA

Estimação de Modelos ARMA e ARIMA Estimação de Modelos ARMA e ARIMA Estagiária Docente: Vívian dos Santos Queiroz Disciplina: Econometria Aplicada Professor: Sabino da Silva Porto Júnior Apresentação Inserindo Dados de Séries Temporais

Leia mais

Algoritmos Numéricos 2 a edição

Algoritmos Numéricos 2 a edição Algoritmos Numéricos 2 a edição Capítulo 4: Ajuste de curvas c 2009 FFCf 2 Capítulo 4: Ajuste de curvas 4.1 Regressão linear simples 4.2 Qualidade do ajuste 4.3 Regressão linear múltipla 4.4 Ajuste via

Leia mais

Correlação e Regressão Linear

Correlação e Regressão Linear Correlação e Regressão Linear Prof. Marcos Vinicius Pó Métodos Quantitativos para Ciências Sociais CORRELAÇÃO LINEAR Coeficiente de correlação linear r Mede o grau de relacionamento linear entre valores

Leia mais

AULA 07 Inferência a Partir de Duas Amostras

AULA 07 Inferência a Partir de Duas Amostras 1 AULA 07 Inferência a Partir de Duas Amostras Ernesto F. L. Amaral 10 de setembro de 2012 Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Fonte: Triola,

Leia mais

UTILIZAÇÃO DO MÉTODO BOX- JENKINS (ARIMA) NA PREVISÃO DE DEMANDAS DE UM PRODUTO DE UMA EMPRESA DE BENEFICIAMENTO DE AÇAÍ

UTILIZAÇÃO DO MÉTODO BOX- JENKINS (ARIMA) NA PREVISÃO DE DEMANDAS DE UM PRODUTO DE UMA EMPRESA DE BENEFICIAMENTO DE AÇAÍ UTILIZAÇÃO DO MÉTODO BOX- JENKINS (ARIMA) NA PREVISÃO DE DEMANDAS DE UM PRODUTO DE UMA EMPRESA DE BENEFICIAMENTO DE AÇAÍ Arnold Estephane Castro de Souza (UEPA ) [email protected] Aron Weber da Silva

Leia mais

AULA 09 Regressão. Ernesto F. L. Amaral. 17 de setembro de 2012

AULA 09 Regressão. Ernesto F. L. Amaral. 17 de setembro de 2012 1 AULA 09 Regressão Ernesto F. L. Amaral 17 de setembro de 2012 Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Fonte: Triola, Mario F. 2008. Introdução à

Leia mais

ANÁLISE DAS VARIAÇÕES DE TEMPERATURAS NA PLATAFORMA DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA VIA BOX E JENKINS

ANÁLISE DAS VARIAÇÕES DE TEMPERATURAS NA PLATAFORMA DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA VIA BOX E JENKINS ANÁLISE DAS VARIAÇÕES DE TEMPERATURAS NA PLATAFORMA DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA VIA BOX E JENKINS ANALYSIS OF CHANGES IN TEMPERATURE ON DECK OF OUR LADY OF NOSSA SENHORA DA GLÓRIA BY BOX AND JENKINS Nathaly

Leia mais

ANÁLISE DOS RESÍDUOS. Na análise de regressão linear, assumimos que os erros E 1, E 2,, E n satisfazem os seguintes pressupostos:

ANÁLISE DOS RESÍDUOS. Na análise de regressão linear, assumimos que os erros E 1, E 2,, E n satisfazem os seguintes pressupostos: ANÁLISE DOS RESÍDUOS Na análise de regressão linear, assumimos que os erros E 1, E 2,, E n satisfazem os seguintes pressupostos: seguem uma distribuição normal; têm média zero; têm variância σ 2 constante

Leia mais

Investigação Operacional 2º Semestre 2002/2003 Problema Resolvido

Investigação Operacional 2º Semestre 2002/2003 Problema Resolvido º Semestre 00/003 Problema Resolvido Resolução do problema 3 Comecemos por traçar o gráfico da série cronológica 10 140 130 10 Yt 110 100 0 4 6 8 10 1 14 16 18 0 a) Caracterizar uma série é dizer se ela

Leia mais

Exemplos Modelos Binomiais de Dose-Resposta

Exemplos Modelos Binomiais de Dose-Resposta Exemplos Modelos Binomiais de Dose-Resposta p. 1/14 Exemplos Modelos Binomiais de Dose-Resposta Gilberto A. Paula Departamento de Estatística IME-USP MAE5763 - Modelos Lineares Generalizados 2 o semestre

Leia mais