Universidade de São Paulo
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- Paulo Silva Medina
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1 Universidade de São Paulo Uma volta no carrossel Instituto de Física da USP Física I para a Escola Politécnica 2016 Uma criança de 25 kg, em um playground, corre com uma velocidade escalar inicial de 2, 5 m/s em uma trajetória tangente à borda de um carrossel, cujo raio é R =2 m. O carrossel, inicialmente em repouso, tem um momento de inércia de 500 kg m 2. A criança pula no carrossel (Fig. 1). Determine a velocidade angular final do conjunto criança mais carrossel (dicas: faça substituições numéricas apenas na etapa final da solução. Considere a massa dos braços do carrossel desprezível com respeito à sua massa total e trate a criança durante todo o tempo como uma partícula pontual e com centro de massa na mesma altura que o disco do carrossel.) Figure 1: Solução comentada Consideremos o sistema criança-carrossel. Comentário: é muito importante definir o sistema que é considerado. Como dica é conveniente que seja a primeira coisa a ser especificada na resolução. Outra possibilidade é o fazer logo antes de aplicar algum teorema de conservação. No sistema de coordenadas xyz da Fig. 2, o carrossel gira em torno do eixo z, que é um eixo que passa perpendicularmente por O (o centro geométrico do carrossel). 1
2 Comentário: é importante fazer um desenho e definir um sistema de coordenadas. Figure 2: Vista do carrusel desde cima. Consideremos o ponto O como o ponto de referência para calcular o momento angular e os possíveis torques externos. Para o sistema criança+carrossel, a força externa resultante antes do salto é nula. Após o salto, estando carrossel e criança ambos girando com um velocidade angular comum em torno do eixo z, a força externa resultante deixa claramente de ser nula, já que é do tipo centrípeta. Ainda assim, após o salto, o torque resultante com respeito a O é nulo, já que a força é do tipo central para essa origem. Como conseqüência, a componente do momento angular do sistema com respeito a O ao longo do eixo z, por exemplo, é conservada: pode ser calculada em qualquer instante de tempo. Comentário: Observe a importância de se definir o sistema físico em consideração. O momento angular é conservado para o sistema criança+carrossel mas não, por exemplo, para o carrossel ou para a criança isoladamente. A lei de conservação em questão só é válida no sistema físico considerado onde não haja forças externas capazes de produzir torque com respeito a um dado ponto. Você há de explicar esse fato na sua resolução. Igualmente importante é a escolha do ponto com respeito ao qual quantidades vetoriais como momento angular e torque serão calculadas. Veja quadro explicativo mais adiante a respeito das diferenças esperadas nessas quantidades para uma escolha distinta de ponto de referência. Em qualquer instante de tempo, o momento angular do sistema em relação ao ponto O é L = L C + L CR, (1) onde L C e L CR são os momentos angulares em relação a O do carrossel e da criança, respectivamente. 2
3 Comentário: Note que o sistema físico tem dois sub-sistemas, cada um com o seu momento angular. Comentário: ao introduzir novos símbolos", como L C e L CR, explique sempre o que representa. Vamos a considerar dois instantes de tempo para aplicar a conservação do momento angular do sistema: (1) imediatamente antes da criança fazer contato com o carrossel (instante i) (2) Num instante posterior em que a criança já se encontra sobre o carrossel e girando com ele (instante f). Comentário: é importante que escreva em que instantes você determiná o momento angular do sistema. No instante i, L C,i = 0 (o carrossel está em repouso). A criança pode ser considerada como uma partícula pontual de massa m, com vetor posição em relação a O dado por r CR,i = Rˆr e velocidade v i = v iˆθ, onde ˆr e ˆθ são os versores em coordenadas polares (Fig. 2). Assim, da Eq. (1) L i = L CR,i = r CR,i [m v i ] = Rmv i (ˆr ˆθ) = Rmv iˆk. (2) e somente temos componente z. Portanto, essa componente há de ser conservada. Comentário: observe como o uso de coordenadas polares simplica o cálculo do produto vetorial. Outra possibilidade seria usar coordenadas cartesianas para os vetores posição e velocidade, o que demandaria mais tempo na resolução. No instante f o sistema criança+carrossel gira ao redor do eixo z com velocidade angular ω f = ω f ˆk. Tomamos o carrossel como um disco homogêneo. Comentário: É importante que você escreva esta aproximação, pois a determinação do momento de inércia do carrossel está totalmente ligada a ela. Nesse caso, o eixo z é um eixo de simetria do disco, e o momento angular do sistema criança-carrossel em relação a O é L f = L CR,f + I C ω f = m[ r f v f ] + I C ω f ˆk, (3) 3
4 Comentário: note que o momento angular do carrossel pode ser escrito como I ω somente porque o eixo de giro é um eixo de simetria. Essa explicação deve constar na sua resolução do problema. onde I C é o momento de inércia do carrossel em relação ao eixo z e, novamente, a criança no carrossel é interpretada como uma partícula pontual de massa m com vetor posição em relação a O dado por r f = Rˆr e velocidade linear v f. Como a criança no carrossel gira em torno ao eixo z com velocidade angular ω f = ω f ˆk, temos que e substituíndo esta expressão na Eq. (3) obtemos v f = ω f r f = ω f R(ˆk ˆr) = Rω f ˆθ (4) L f = mr 2 ω f (ˆr ˆθ) + I C ω f ˆk = [mr 2 + I C ]ω f ˆk. (5) Comentário: Perceba que o momento angular L f do sistema carrossel (C)+criança (CR) obtido é paralelo a ω f, ainda que o eixo z seja um eixo de simetria somente para o carrossel e não para o sistema carrossel+criança. Além disso, estamos obtendo que L f = L C,f + L CR,f = I sistema,z ω f, onde I sistema,z = I C + I CR = I C + mr 2 é o momento de inércia do sistema carrossel+criança em relação ao eixo de giro (eixo z). Como já dito anteriormente, o vetor momento angular do carrossel em relação ao eixo z é paralelo a ω f, L C,f = I C ω f, pois o eixo de giro é um eixo de simetria para o carrossel. Entretanto, o vetor momento angular da criança, L CR,f, não têm por que ser paralelo a ω f. Então, qual a razão para obtermos L f = I sistema,z ω f e L CR,f = I CR ω f? Isso é uma consequência da escolha particular do ponto O em relação ao qual calculamos L. Ao fazê-la, tornamos o vetor r m v f paralelo ao eixo z, ou seja, paralelo à velocidade angular ω f do sistema. Além disso, estando a criança de massa m a uma distância R do eixo de rotação, sua contribuição ao momento de inércia do sistema é mr 2. Lembrese também que o momento angular de um sistema de partículas só é independente do ponto de referência naqueles referenciais onde o centro de massa do sistema está parado, o que não é o caso aqui (nem antes, nem depois da colisão). Sendo assim, se tivéssemos escolhido um ponto de referência diferente de O, por exemplo, um ponto O sobre o eixo z acima ou abaixo de O, o momento angular total, devido à contribuição da criança adquiriria uma componente adicional no plano xy (certifique-se disso!). Nesse caso, a força centrípeta, responsável por fazer com que o sistema gire em torno do eixo z, deixaria de ser central, passando a exercer um torque não-nulo com respeito a O. Esse torque seria responsável por fazer o momento angular total do sistema girar em torno do mesmo eixo z com velocidade angular ω f. A conservação da componente do momento angular ao longo do eixo de giro estabelece que L i = L f. Das Eq. (2) e (5) temos Rmv i = (I C + mr 2 )ω f (6) 4
5 Do enunciado do problema sabemos que, I C = 500 kg m 2, m = 25 kg, R = 2 m e v i = 2, 5 m/s. Assim, da Eq. (6) ω f = mv ir = 0, 21 rad/s (7) I C + mr2 Comentário: note que o sinal de ω f saiu da dinâmica do problema. Como o valor de ω f é positivo, quando a criança pula no carrossel o giro do sistema, pela regra da mão direita, é no sentido anti-horário. Tente deduzir que se a criança saltar na direção inversa ω f seria negativo. 5
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