Revisitando Hiperprolactinemias. Julia Appel
|
|
|
- Pietra Luzia Diegues Frade
- 8 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Revisitando Hiperprolactinemias Julia Appel
2 Contextualizando Paciente feminina, 29 anos, com queixa de infertilidade, galactorréia e amenorréia. Prolactina: 188ng/ml RNM: microadenoma 7 mm a direita
3 Contextualizando Paciente feminina, 29 anos, com queixa de infertilidade, galactorréia e amenorréia. Prolactina: 188ng/ml RNM: microadenoma 7 mm a direita
4 Contextualizando Paciente feminina, 29 anos, com queixa de infertilidade, galactorréia e amenorréia. Prolactina: 548ng/ml RNM: microadenoma 7 mm a direita
5 Contextualizando Paciente feminina, 29 anos, com queixa de infertilidade, galactorréia e amenorréia. Prolactina: 548ng/ml RNM: microadenoma 7 mm a direita Diagnóstico errado = manejo inadequado
6 1. Diagnósticos diferencias Fisiológicas Farmacológicas Patológicas Idiopáticas Hipotálomo-hipofise Sistêmicas 2. Armadilhas diagnósticas Macroprolactina Efeito Gancho
7 1. Diagnósticos diferencias Elevação da prolactina não é um doença per si Motivo da solicitação: desordens menstruais, infertilidade, galactorreia, disfunção erétil, hipogonadismo, tumores selares. Frente a hiperprolactinemia ter roteiro diagnóstico Step 1: afastar causas fisiológicas Gestação Amamentação Estresse,exercício intenso, coito. JCEM 96: , 2011
8 1. Diagnósticos diferencias Step 2: afastar causas farmacológicas JCEM 96: , 2011
9 1. Diagnósticos diferencias Step 2: afastar causas farmacológicas Antipsicóticos e neurolépticos: Elevação prolactina: 40-90% Estudo de prevalência: 2235 pacientes recebendo anti-psicóticos: Mulheres: 42-93% Homens: 18-72% Magnitude: ng/ml 19% > 200ng/ml- sobretudo haloperidol e risperidona Clinical Endocrinology (2011) 74,
10 1. Diagnósticos diferencias Step 2: afastar causas farmacológicas Clinical Endocrinology, 74,
11 1. Diagnósticos diferencias Step 2: afastar causas farmacológicas Clinical Endocrinology, 74,
12 1. Diagnósticos diferencias Step 2: afastar causas farmacológicas JCEM 96: ,2011
13 1. Diagnósticos diferencias Step 2: afastar causas farmacológicas 1. Ver se o início da droga coincide com início dos sintomas 2. Avaliar suspenção- sempre em conjunto com psiquiatra 3 dias 3. Se não for possível suspenderavaliar troca do antipsicótico pelos de menor interferencia: quetiapina, aripiprazol, clozapina, ziprazidona 4. Para aqueles que mesmo suspendendo ou trocando permanece elevada, ou não foi possível estratégia solicitar RNM de sela. JCEM 96: ,2011
14 1. Diagnósticos diferencias Step 3: afastar causas patológicas Sistêmicas Hipotálamo-hipofisárias Hipotireoidismo (40% franco/ 22% no subclínico) Insuficiência Adrenal IRC (30% renal failure, 80% nos em hemodiálise) Cirrose (16-80%) Neurogenica (sucção, lesões irritativas de parede) Pseudo-prolactinomas (interferem no tônus dopaminérgico): Não secretores Aneurismas Sela vazia Lesões infiltrativas Craniofarigeomas Co-secretores Vilar, Arq Bras Endocrinolol Metab. 2014;58/1
15 1. Diagnósticos diferencias Step 4: causas idiopáticas Tumores muito pequenos <3mm Causas auto-imunes: 25,7% - anticorpo anti-pituitaria Normalização espontânea em 30% JCEM 97: , 2012
16 2. Armadilhas diagnósticas
17 2. Armadilhas diagnósticas Macroprolactinemia Isoformas PRL Classificação de acordo com peso molecular 80-95% PRLmonomérica (mprl): 23kDa 5-10% PRLdimérica (bprl): 45kDa <5% Macroprolactina (bbprl) >100kDa
18 2. Armadilhas diagnósticas Macroprolactinemia Composição: complexo PRL monomérica + IgG específica Ocorrem em média em 25-40% dos pacientes com hiperprolactinemia Baixa atividade biológica in vivo Complexo não ultrapassa barreira capilar Menor ligacão com receptor de prolactina Reconhecimento- etiologia, elimina necessidade de RNM e de tto. The Journal Of Clinical Endocrinology 87(12): , 2002
19 vnsk Desafios em Hiperprolactinemia 2. Armadilhas diagnósticas Macroprolactinemia Diagnóstico: Rastreamento com precipitação por PEG Recuperação <30%: macroprolactinemia Recuperação 30-60%: inconclusiva Recuperação >60%: exclui macroprolactienamia
20 vnsk Desafios em Hiperprolactinemia 2. Armadilhas diagnósticas Macroprolactinemia Diagnóstico: Padrão ouro: cromatografia filtração gel
21 vnsk Desafios em Hiperprolactinemia 2. Armadilhas diagnósticas Macroprolactinemia Armadilha dentro da armadilha Hiperprolactinemia verdadeira X macroprolactinemia Se indivíduo tiver sintomas relacionados, avaliar nível de prolactina no sobrenadante e não apenas o calculo da % de recuperação PRL. Se prolactina monomérica elevada, apesar da macroprolactinemia investigar como habitual JCEM 96: , 2011
22 vnsk Desafios em Hiperprolactinemia 2. Armadilhas diagnósticas Macroprolactinemia Ex: 64 anos,prolactina 372, oligossintomática- pedido macroprolactina recuperação 25% (+ macroprolactina) % X 25% X: 93ng/ml Realizada RNM -microprolactinoma Vilar, 2014
23 2. Armadilhas diagnósticas Armadilha 1 Pacientes assintomáticos, oligossintomaticos Macroprolactinemia Solicitar screening com precipitação em PEG Recuperação<30%, sem monomerica elevada- não necessita RNM e nem tto
24 2. Armadilhas diagnósticas Efeito Gancho Magnitude da elevação prolactina pode ser útil na determinação etiológica >250ng/ml: altamente sugestivo de macroprolactinoma <100ng/ml: relacionado a drogas, doenças sistemicas, pseudo-prolactinomas Endocrinol Metab Clin North Am, 2008
25 2. Armadilhas diagnósticas Efeito Gancho J. Endocrinolol Invest, 2008
26 2. Armadilhas diagnósticas Efeito Gancho
27 2. Armadilhas diagnósticas Efeito Gancho Desmascarado diluição soro 1:100 Real frequência? 6-17% dos macroprolactinomas Caso- 98ng/ml ng/ml Literatura: 164, ng/ml (Friez ) Prolactinoma X pseudo-prolactinomas J Hum Reprod, 2010
28 2. Armadilhas diagnósticas Armadilha 2 Discrepância entre tamanho do tumor e o nível de prolactina Efeito Gancho Solicitar diluição 1:100 para pesquisa de efeito gancho
29 PARA CASA 1. Diagnósticos diferencias: Roteiro Diagnóstico Anamnese: sinais e sintomas compatíveis com hiperprolactinemia, inicio, histórico de doenças concomitantes (IRC, hepática, psiquiátrica, hipotireoidismo) Exame físico: galactorreia, campos visuais, lesões de parede Medicações em uso: lícitas/ilícitas Exames: B-HCG, Ur, Creatinina, Função hepática, TSH 2. Armadilha diagnóstica- Cuidado - Macroprolactinemia: assintomáticos, oligossintomáticos - Efeito Gancho: desproporção tamanho tumor e PRL pseudoprolactinoma - Co-secretores: solicitar IGF-1
30 Obrigada
Armadilhas no diagnóstico da Hiperprolactinemia. Julia Appel - Endocrinologista
Armadilhas no diagnóstico da Hiperprolactinemia Julia Appel - Endocrinologista Introdução A hiperprolactinemia é a alteração endócrina mais comum do eixo hipotálamo-hipofisário. Indicações dosagem: Alterações
Hiperprolactinemia: Visão Contemporânea
Hiperprolactinemia: Visão Contemporânea Hiperprolactinemia: Visão Contemporânea Luíz Antônio de Araújo Diretor do Dpto de Neuroendocrinologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia SBEM
Hormônios hipotalâmicos e hipofisários. (somatostatin)
Anatomia Localiza-se na base do crânio sela túrcica Hipófise anterior: derivada da bolsa de Rathke Hipófise posterior: origem neural, formada por axônios e terminções nervosas dos neurônios hipotalâmicos
Avaliação Funcional da Hipófise
Avaliação Funcional da Hipófise Dr. Luiz Antônio de Araújo Endoville, Joinville (SC) Dr. Cesar Luiz Boguszewski SEMPR, HC-UFPR, Curitiba (PR) Avaliação Funcional da Hipófise Dr. Cesar Luiz Boguszewski
PALESTRA DOGMAS EM RELAÇÃO À PROLACTINA. (Sessão Plenária ocorrida em 22/10/2013)
PALESTRA DOGMAS EM RELAÇÃO À PROLACTINA (Sessão Plenária ocorrida em 22/10/2013) Luiz Augusto Casulari Roxo da Motta Serviço de Endocrinologia do Hospital Universitário de Brasília Academia de Medicina
AVALIAÇÃO LABORATORIAL DOS HORMÔNIOS SEXUAIS
AVALIAÇÃO LABORATORIAL DOS HORMÔNIOS SEXUAIS Marcelo Cidade Batista Laboratório de Hormônios LIM/42 Disciplina de Endocrinologia Divisão de Laboratório Central LIM/03 Hospital das Clínicas Faculdade de
Infertilidade no consultório: Autora: Lara Morales- R2 Orientadora: Dra. Maria Albina
Infertilidade no consultório: como conduzir Autora: Lara Morales- R2 Orientadora: Dra. Maria Albina Infertilidade Definição: Ausência de concepção após um ano mantendo relações sexuais sem proteção PRIMÁRIA
Tumores da hipófise. Avaliação clínica
Tumores da hipófise Avaliação clínica Tumores da hipófise 10-25% de casos não seleccionados de autópsias RMN 10% de indivíduos normais Tumores da hipófise Incidência: 2/100000 Prevalência: 20/100000
Prolactina e seus excessos em mulheres não-gestantes. Prolactin and its excess in non pregnant women
Prolactina em mulheres não-gestantes Prolactina e seus excessos em mulheres não-gestantes Cristiane Maria Villar Silva 1 Tania Cristina Andrade 2 RESUMO - A prolactina é um hormônio produzido pela hipófise,
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HIPERPROLACTINEMIA
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HIPERPROLACTINEMIA SERVIÇO DE ENDOCRINOLOGIA DO HUWC FUC. Clêide Maria Furtado Arruda Pires I INTRODUÇÃO A Prolactina (PRL) é um hormônio polipeptídico de cadeia única, contendo
CO-SECREÇÃO DO HORMÔNIO DE CRESCIMENTO EM PACIENTES PORTADORES DE PROLACTINOMA 1 CO-SECRETION OF GROWTH HORMONE IN PATIENTS WITH PROLACTINOMA RESUMO
ARTIGO ORIGINAL CO-SECREÇÃO DO HORMÔNIO DE CRESCIMENTO EM PACIENTES PORTADORES DE PROLACTINOMA 1 CO-SECRETION OF GROWTH HORMONE IN PATIENTS WITH PROLACTINOMA Reny Wane Vieira DOS SANTOS 2 ; Sheila Patrícia
Preditores de Cura na Acromegalia
Preditores de Cura na Acromegalia Luíz Antônio de Araújo Endoville - Centro de Endocrinologia e Diabetes de Joinville. Declaração de Conflito de Interesses Pesquisa Clinica: Novartis Oncologia Transporte
Hirsutismo / Hiperandrogenismo na adolescente
Hirsutismo / Hiperandrogenismo na adolescente Teresa Borges Unidade de Endocrinologia Pediátrica Centro Hospitalar do Porto Curso Inverno Sociedade Portuguesa de Pediatria Caramulo 24/02/2013 Manifestações
Macroprolactinoma invasivo assintomático em paciente do sexo masculino
Macroprolactinoma invasivo assintomático em paciente do sexo masculino Invasive asymptomatic macroprolactinoma in a male patient Relato de Caso Flávia Regina de Oliveira*, Juliana Dean Gomes*, Luciana
Osteoporose no Paciente Jovem. R4 André Ricardo Fuck Orientadora: Profª Drª Carolina A. M. Kulak
Osteoporose no Paciente Jovem R4 André Ricardo Fuck Orientadora: Profª Drª Carolina A. M. Kulak Incomum em jovens e geralmente devido causa secundária Critérios densitométricos da ISCD e SBDens: Homens
ACROMEGALIA. Manoel Martins
ACROMEGALIA Manoel Martins [email protected] Acromegalia: definição Doença causada pelo excesso crônico de GH Adultos: acromegalia Crianças/adolescentes: gigantismo A derrota de Golias perante Davi:
Amenorréia Induzida: Indicações. XIX Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte XVI Jornada da Maternidade Escola Januário Cicco
Amenorréia Induzida: Indicações XIX Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte XVI Jornada da Maternidade Escola Januário Cicco I. Amenorréia Amenorréia secundária é um distúrbio que se
Armadilhas no Diagnóstico da Hiperprolactinemia. atualização. Lucio Vilar Luciana A. Naves Mônica Gadelha
Armadilhas no Diagnóstico da Hiperprolactinemia atualização RESUMO Na abordagem diagnóstica da hiperprolactinemia, três armadilhas ou problemas potenciais merecem uma atenção especial: os incidentalomas
51 - São causas de hipertireoidismo com bócio difuso: 52 - Os achados ultrassonográficos que sugerem malignidade em um nódulo de tireóide são:
Questões do TEEM 2009 51 a 75 51 - São causas de hipertireoidismo com bócio difuso: a) RN de mãe com doença tireoideana autoimune, Basedow-Graves e resistência periférica aos hormônios tireoideanos. b)
O aumento das concentrações de prolactina pode ocorrer em várias situações, sejam elas fisiológicas ou patológicas.
Hiperprolactinemia A hiperprolactinemia é alteração endocrinológica mais comum que ocorre no sistema nervoso central, sendo mais comum no sexo feminino. Além disso, é uma causa freqüente de infertilidade.
REDE LABORATORIAL DE DENGUE
Capacitação em Eventos REDE LABORATORIAL Área de Produção Editorial e Gráfica Núcleo de Comunicação Secretaria de Vigilância em Saúde DE DENGUE 23 e 24 de junho de 2010 CGLAB/SVS/MS [email protected]
22 - Como se diagnostica um câncer? nódulos Nódulos: Endoscopia digestiva alta e colonoscopia
22 - Como se diagnostica um câncer? Antes de responder tecnicamente sobre métodos usados para o diagnóstico do câncer, é importante destacar como se suspeita de sua presença. As situações mais comuns que
Nanismo hipofisário. Rosana Quezado Eveline G.P Fontenele
Nanismo hipofisário Rosana Quezado Eveline G.P Fontenele Fortaleza-2006 1 1. Introdução 1.1. Conceito: A deficiência do Hormônio do Crescimento não tem uma etiologia uniforme, sendo conseqüência de vários
Tratamento da Celulites com o Swiss EsthetiClast. Apresentador: ENG. ALEC FLINTE E-mail: [email protected] Cel.: 21 9648-5110
Tratamento da Celulites com o Swiss EsthetiClast Apresentador: ENG. ALEC FLINTE E-mail: [email protected] Cel.: 21 9648-5110 Prefácil Os ajustes da aplicação (Gerador, aplicador, número de sessões e impulsos,
FO LHENDO RO C HO. Editorial. Resumo das palestras. Caro leitor: aceite o convite para passear pelos resumos científicos!
FO LHENDO RO C HO Set embr o 2 0 0 6 Volume 2, Edição 3 Informativo do Serviço de Endocrinologia do Hospital Felício Rocho [email protected] Nesta edição Jornalista responsável: Laura Carneiro MG 09410JP
NOVOS E VELHOS PARADIGMAS DO DIABETES INSIPIDUS
NOVOS E VELHOS PARADIGMAS DO DIABETES INSIPIDUS Apresentação: R3 Larissa Pakuszevski Savi Orientadores: Dr. César Luiz Boguszewski e Dr. Cléo Otaviano Mesa Jr. Curitiba, Junho de 2013 Roteiro de Aula Fisiologia
AMENORRÉIA Cynthia Salgado Lucena Caso Clínico/ Abril- 2011
AMENORRÉIA Cynthia Salgado Lucena Caso Clínico/ Abril- 2011 ASPECTOS GERAIS: Mamas presentes/ FSH nl/ útero ausente: Agenesia mülleriana e sínd de resistência completa aos androgênios. Dosar testosterona.
Hipogonadismo Feminino
Hipogonadismo Feminino Hipogonadismo Feminino Luíz Antônio de Araújo Diretor do Departamento de Neuroendocrinologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Presidente do Clube da Hipófise
Imagem da Semana: Ultrassonografia, Tomografia Computadorizada
Imagem da Semana: Ultrassonografia, Tomografia Computadorizada Imagem 01. Ultrassonografia Cervical (região de espaço carotídeo direito) Imagem 02. Ultrassonografia Cervical com Doppler (região de espaço
SÍNDROME DE CUSHING INTRODUÇÃO
SÍNDROME DE CUSHING INTRODUÇÃO Causada pela elevação crônica e inapropriada dos níveis séricos de glicocorticóides livres Incidência: 2,3 por milhão/ano Alta mortalidade 50% em 5 anos - Doenças cardiovasculares
Caso Clínico Dificuldades de interpretação dos testes hormonais em uma paciente com macroadenoma pituitário e insuficiência renal crônica
Caso Clínico Dificuldades de interpretação dos testes hormonais em uma paciente com macroadenoma pituitário e insuficiência renal crônica Francisco Bandeira, MD, Phd, FACE Coordenador Apresentação: Paula
HIPOTIROIDISMO INTRODUÇÃO
HIPOTIROIDISMO INTRODUÇÃO Deficiência hormonal mais comum Produção ou ação deficiente dos hormônios tiroidianos Prevalência de 2 a 3% na população geral Mais comum em mulheres (10:1), idosos e brancos
Doenças da Tireóide. Prof. Fernando Ramos
Doenças da Tireóide Prof. Fernando Ramos Introdução A tireóide é uma glândula localiza na porção anterior do pescoço e responde pela produção de hormônios como Triiodotironina (T3) e Tiroxina (T4) que
Padrão de Respostas da Prova Discursiva - REVALIDA 2015 - PÓS RECURSOS
Padrão de Respostas da Prova Discursiva - REVALIDA 2015 - PÓS RECURSOS PADRÃO DE RESPOSTA a) Lupus Eritematoso Sistêmico, Lupus Eritematoso Sistêmico grave, LES, LES grave b) História Clínica (mulher jovem
HIPERPROLACTINÉMIA EM DOENTES PSIQUIÁTRICOS
ARTIGO DE REVISÃO Acta Med Port 2011; 24: 1005-1012 HIPERPROLACTINÉMIA EM DOENTES PSIQUIÁTRICOS Manuel Maria de CARVALHO, Carlos GÓIS R E S U M O A hiperprolactinémia é um efeito secundário comum, mas
PRESCRIÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA PARA PORTADORES DE DIABETES MELLITUS
PRESCRIÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA PARA PORTADORES DE DIABETES MELLITUS Acadêmica de medicina: Jéssica Stacciarini Liga de diabetes 15/04/2015 Benefícios do exercício físico em relação ao diabetes mellitus:
PCDT/ CID 10: F20.0; F20.1; F20.2; F20.3; F20.4; F20.5; F20.6; F20.8 NT/ CID 10: F20.0; F20.1, F20.2; F20.3
1. Medicamentos Aripripazol 15 mg, comprimido (NT); Aripripazol 30 mg, comprimido (NT); Clozapina 25 mg, comprimido; Clozapina 100 mg, comprimido; Olanzapina 5 mg, comprimido; Olanzapina 10 mg, comprimido;
Eixo Hipotálamo-Hipófise. Hipotalâmica ee. ção Hipotalâmica. Hiperfunção. Hiperfun Hipofisá. Hipofisários. ária. Hipofis.
Eixo Hipotálamo-Hipófise Hiperfunção Hipotalâmica ee Hiperfunç ção Hipotalâmica Hiperfun Hipofisária Hipofisá ária Hipofis Vinicius Nahime de Brito Unidade de Endocrinologia do Desenvolvimento HCFMUSP
Função endócrina. Função endócrina Glândula Hipotálamo/Pituitária SISTEMA ENDÓCRINO HIPOTÁLAMO/HIPÓFISE
Função endócrina SISTEMA ENDÓCRINO CÉLULAS ESPECIALIZADAS (tecido endócrino difuso, ex.: epitélio gastrointestinal) GLÂNDULAS (unidades d funcionais i de células secretoras de hormonas localizadas em diversos
Estudos Caso-Controle. efeito > causa??? Casos. Expostos. (doentes) Coorte hipotética ou real. Não-expostos. Expostos. Controles (não - doentes)
efeito > causa??? Coorte hipotética ou real Casos (doentes) Controles (não - doentes) Expostos Não-expostos Expostos Não-expostos Classificação da exposição Tabela 2 x 2 caso controle exposto a b? não
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM. Fisiologia Endócrina. Introdução ao Sistema Endócrino
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM Fisiologia Endócrina Introdução ao Sistema Endócrino Prof. Wagner de Fátima Pereira Departamento de Ciências Básicas Faculdade de Ciências
AFONSO HENRIQUE BEVILACQUA BALEEIRO DE LACERDA ANÁLISE DOS CASOS DE ACROMEGALIA DO HOSPITAL GOVERNADOR CELSO RAMOS
AFONSO HENRIQUE BEVILACQUA BALEEIRO DE LACERDA ANÁLISE DOS CASOS DE ACROMEGALIA DO HOSPITAL GOVERNADOR CELSO RAMOS Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina, como requisito para a conclusão
DOSTINEX cabergolina. COMPOSIÇÃO Cada comprimido de Dostinex contém o equivalente a 0,5 mg de cabergolina. Excipientes: leucina e lactose anidra.
DOSTINEX cabergolina I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Nome comercial: Dostinex Nome genérico: cabergolina APRESENTAÇÕES Dostinex 0,5 mg em embalagens contendo 2 ou 8 comprimidos. VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
DIRETRIZES PARA O HIPOGONADISMO MASCULINO
DIRETRIZES PARA O HIPOGONADISMO MASCULINO Dohle GR, Arver S, Bettocchi C, Kliesch S, Punab M, de Ronde W. Introdução O hipogonadismo masculino é uma síndrome clínica causada por deficiência androgênica.
Estimulação Ovariana. Dr. João Pedro Junqueira
Estimulação Ovariana Dr. João Pedro Junqueira Abordagem da Paciente com Baixa Resposta Prof Dimitris Loutradis,, (GRC) Abordagem da Paciente com Baixa Resposta Definição 1) < 3 53 5 folículos dominantes
RESOLUÇÃO SS nº 295, de 04 de setembro de 2007
RESOLUÇÃO SS nº 295, de 04 de setembro de 2007 Aprova a Norma Técnica para inclusão do aripiprazol na relação de medicamentos para tratamento da Esquizofrenia, no âmbito do Estado de São Paulo. O Secretário
Resposta clínico-laboratorial após diferentes terapêuticas em acromegálicos do HC-UFPE
Resposta clínico-laboratorial após diferentes terapêuticas em acromegálicos do HC-UFPE Daiane de Barros Silva 1 ; Lucio Vilar 2 1 Estudante do Curso de Medicina- CCS UFPE. Email: [email protected],
DIA MUNDIAL DO CANCRO: 4/2/2015 ONCOLOGIA NA RAM - RELATÓRIO INFOGRÁFICO
1. CARACTERIZAÇÃO DA MORTALIDADE 1.1 Principais causas de morte, 2010-2013, RAM 1.2 Taxa de mortalidade padronizada (/100.000 hab), Região (RAM, RAA e Portugal), 2009 a 2012 Fonte: Estatísticas da Saúde,
Hipogonadismo. O que é Hipogonadismo? Causas 25/02/ 2015. Minhavida.com.br
Hipogonadismo O que é Hipogonadismo? Hipogonadismo é uma doença na qual as gônadas (testículos nos homens e ovários nas mulheres) não produzem quantidades adequadas de hormônios sexuais, como a testosterona
O que fazer perante:nódulo da tiroideia
10º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 Endocrinologia Clínica ASPECTOS PRÁTICOS EM ENDOCRINOLOGIA O que fazer perante:nódulo da tiroideia Zulmira Jorge Serviço Endocrinologia Diabetes e Metabolismo. H. Santa
CRANIOFARINGIOMAS Aspectos atuais. R4 Carolina Monteguti Feckinghaus Dr. Cleo Otaviano Mesa Junior Dr. Cesar Luiz Boguszewski
CRANIOFARINGIOMAS Aspectos atuais R4 Carolina Monteguti Feckinghaus Dr. Cleo Otaviano Mesa Junior Dr. Cesar Luiz Boguszewski Curitiba, 26 de Setembro de 2014 Plano da aula Introdução Epidemiologia Patologia
2ª. PARTE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
2ª. PARTE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS ENDOCRINOLOGIA 21. Paciente de 18 anos foi encaminhado ao endocrinologista por apresentar quadro de litíase de repetição. A investigação bioquímica inicial revelou calciúria
cabergolina Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999
cabergolina Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999 APRESENTAÇÕES Comprimidos 0,5 mg: embalagem com 2 ou 8 comprimidos. USO ORAL USO ADULTO COMPOSIÇÃO cabergolina 0,5 mg: Cada comprimido contém 0,5
AMENORRÉIA SECUNDÁRIA: DIAGNÓSTICO
AMENORRÉIA SECUNDÁRIA: DIAGNÓSTICO Autores: Carmen V. Giacobbo Daudt Maria Eugênia B. Pinto Supervisão: Airton Tetelbom Stein Eno Dias de Castro Filho CONFLITO DE INTERESSE: Nenhum conflito de interesse
Distúrbios do Na+ 0 7 / 1 2 / 2 0 1 5
Distúrbios do Na+ MARIANA PEREIRA RIBEIRO 6 SEMESTRE 0 7 / 1 2 / 2 0 1 5 Principais problemas clínicos na emergência; Cuidado com pacientes críticos: Grande queimado; Trauma; Sepse; ICC e IRA; Iatrogenia.
Unidade 1. jcmorais 09
Unidade 1 jcmorais 09 Actualmente possuímos conhecimentos e técnicas capazes de controlar a fertilidade, de modo a: Diminuir a fertilidade humana Aumentar a fertilidade humana Contracepção e métodos contraceptivos
II Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia ENDOCRINOLOGIA
II Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia O FÍGADO F NA ENDOCRINOLOGIA MÁRIO REIS ÁLVARES-DA-SILVA Hospital de Clínicas de Porto Alegre Universidade Federal do Rio Grande do Sul Curitiba,
Hipertensão arterial. Casos clínicos. A. Galvão-Teles 22º CURSO NEDO PÓS-GRADUADO DE ENDOCRINOLOGIA ENDOCRINOLOGIA EM CASOS CLÍNICOS
22º CURSO NEDO PÓS-GRADUADO DE ENDOCRINOLOGIA ENDOCRINOLOGIA EM CASOS CLÍNICOS Casos clínicos Hipertensão arterial A. Galvão-Teles Viseu, Outubro de 2012 Caso Clínico 1 Motivo consulta: Bócio Mulher de
Sistema Endócrino. Importância da endocrinologia... Introdução 17/6/2009 ROTEIRO DA AULA. Glândulas Endócrinas
UNESP -FCAV -JABOTICABAL AGRONOMIA FISIOLOGIA DOS ANIMAIS DOMÉTICOS II Sistema Endócrino ROTEIRO DA AULA Introdução a endocrinologia Hormônios -definições, mecanismos de sinalização, química e mecanismo
ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA PREVENIR O GANHO DE PESO DURANTE OS TRATAMENTOS FARMACOLÓGICOS EM PSIQUIATRIA
ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA PREVENIR O GANHO DE PESO DURANTE OS TRATAMENTOS FARMACOLÓGICOS EM PSIQUIATRIA Coordenadora da equipe de Nutrição Clínica do AMBULIM Especialista em Distúrbios Metabólicos
PORTARIA Nº 3.193/GM DE 24 DEZEMBRO DE 2008.
PORTARIA Nº 3.193/GM DE 24 DEZEMBRO DE 2008. Altera a Tabela de s, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais do Sistema Único de Saúde SUS. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições
IncidentalomaAdrenal. Apresentador: Denise D. Lima. DrLuis Gris Coordenador
IncidentalomaAdrenal Apresentador: Denise D. Lima DrLuis Gris Coordenador Introdução Massa adrenal descoberta incidentalmente em exames de imagem durante a investigação de condições clínicas não relacionadas
FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR. Dostinex 0,5 mg comprimidos Cabergolina
FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR Dostinex 0,5 mg comprimidos Cabergolina Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento. - Conserve este folheto. Pode ter necessidade de
Protocolo para Tratamento de Carcinoma Diferenciado de Tireoide
Protocolo para Tratamento de Carcinoma Diferenciado de Tireoide Serviços de Endocrinologia e Medicina Nuclear do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco Apresentadora: Maíra Melo da
Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso.
1 INSTRUÇÕES Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. 2 3 4 Caso se identifique em qualquer outro local deste Caderno,
GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA LICA DIAGNÓSTICO HELMA PINCHEMEL COTRIM FACULDADE DE MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
DOENÇA A HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓ DIAGNÓSTICO HELMA PINCHEMEL COTRIM FACULDADE DE MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA DOENÇA A HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓ ESTEATOSE ESTEATO-HEPATITE (NASH) FIBROSE
RESPOSTA RÁPIDA 443/2014
RESPOSTA RÁPIDA 443/2014 SOLICITANTE Drª Herilene de Oliveira Andrade Juíza de Direito da Comarca de Itapecerica NÚMERO DO PROCESSO 0335.14.1576-9 DATA 01/08/2014 Ao NATS, SOLICITAÇÃO Reinteramos solicitão
ENDORECIFE 2013 GRADE PRELIMINAR
ENDORECIFE 2013 GRADE PRELIMINAR Hotel Summerville 27 a 29 de junho de 2013 27 de junho 5ª Feira HORÁRIO SALA 1 SALA 2 14h00 / 15h10 Mesa Redonda 1 E COMPLICAÇÕES CRONICAS: COMO EU TRATO Nefropatia Diabética
Acetato de zinco. Identificação. Denominação botânica: Não aplicável.
Material Técnico Acetato de zinco Identificação Fórmula Molecular: CH3CO2)2Zn,2H2O Peso molecular: 219,5 DCB / DCI: Não aplicável. CAS: 5970-45-6 INCI: Não aplicável. Denominação botânica: Não aplicável.
Os antigos mensageiros do Amor
Os antigos mensageiros do Amor Os Novos Mensageiros do Amor Neurotransmissores Alerta Atenção Energia Noradrenalina Serenidade Saciedade Paz Prazer Alegria Aventura Sertralina Dopamina Neuropepitídeos
Projecto Tutorial Licenciatura em Bioquímica. Hormona de crescimento GH e a. factor de transcrição Pit-1
Projecto Tutorial Licenciatura em Bioquímica Hormona de crescimento GH e a regulação da sua expressão pelo factor de transcrição Pit-1 Eva Cristina de Andrade Dias 1º Ano Ano Lectivo 2005/2006 Glândula
TEMA: Cirurgia de catarata em paciente de dois anos com catarata congênita
NOTA TÉCNICA 148/2014 Solicitante: Dr. Rodrigo Braga Ramos Juiz de Direito - Comarca de Itamarandiba - MG. Processo número: 0325 14 001739-4 Data: 22/07/2014 Medicamento Material Procedimento x Cobertura
Clínica Médica de Pequenos Animais
V e t e r i n a r i a n D o c s Clínica Médica de Pequenos Animais Pseudociese Introdução A pseudogestação clínica ou manifesta ou pseudoprenhes, falsa gestação, falsa prenhes, gestação psicológica ou
Uso de Citrato de Clomifeno: existe abuso?
Hospital Regional da Asa Sul (HRAS) Setor de Reprodução 46 o Congresso Humancopia de Ginecológica Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal Uso de Citrato de Clomifeno: existe abuso? Natalia I. Zavattiero
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA DISCIPLINA DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO. Câncer da Tireóide. Dr. Pedro Collares Maia Filho
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA DISCIPLINA DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Câncer da Tireóide Maia Filho Revisão da Anatomia REVISÃO ANATOMIA REVISÃO ANATOMIA REVISÃO ANATOMIA REVISÃO
Emprego formal de nível superior Região Metropolitana de Curitiba. Lenina Formaggi
Emprego formal de nível superior Região Metropolitana de Curitiba Lenina Formaggi Percurso da apresentação Justificativa do tema; Fontes de informações; Perfil do emprego: Evolução do número de trabalhadores
Doença com grande impacto no sistema de saúde
Por quê abordar a Doença Renal Crônica Cô? PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA Doença com grande impacto no sistema de saúde Acomete muitas pessoas Vem aumentando nos últimos anos Provavelmente continuará a aumentar
Fisiologia do sistema endócrino: hipotálamo e hipófise
Fisiologia do sistema endócrino: hipotálamo e hipófise Prof. Kellen Brunaldi Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Ciências Fisiológicas Curso: Odontologia Silverthorn, Capítulo 7. Roteiro
Jean Carl Silva. Declaração de conflito de interesse
Jean Carl Silva Declaração de conflito de interesse Não recebi qualquer forma de pagamento ou auxílio financeiro de entidade pública ou privada para pesquisa ou desenvolvimento de método diagnóstico ou
Existem três tipos de glândulas: endócrinas (tireóide, suprarrenal), exócrinas (lacrimais, mamárias) e anfícrinas ou mistas (pâncreas)
Existem três tipos de glândulas: endócrinas (tireóide, suprarrenal), exócrinas (lacrimais, mamárias) e anfícrinas ou mistas (pâncreas) É formado pelas glândulas endócrinas Essas tem origem no tecido epitelial
Tratamento Medicamentoso dos Tumores Hipofisários. Parte I: Prolactinomas e Adenomas Secretores de GH. revisão
Tratamento Medicamentoso dos Tumores Hipofisários. Parte I: Prolactinomas e Adenomas Secretores de GH revisão RESUMO O recente desenvolvimento de novas drogas, particularmente os análogos da somatotastina
