Neurociência aplicada à Educação
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- Dina Caminha Carmona
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Transcrição
1 Neurociência aplicada à Educação
2 Memória tipos e características
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4 Em busca do tempo perdido Romance de Marcel Proust; Escrito entre e 1922;
5 Em busca do tempo perdido Papel da memória é central; Biscoitos Madeleine
6 Mas no mesmo instante em que esse gole, misturado com os farelos do biscoito, tocou meu palato, estremeci e parei, atento ao que se passava de extraordinário em mim. Invadira-me um prazer delicioso, isolado, sem a noção de sua causa. Rapidamente se me tornaram indiferentes as vicissitudes da minha vida, inofensivos seus desastres, ilusória sua brevidade, isso era eu. Já não me sentia medíocre, contingente, mortal. De onde poderia ter vindo essa alegria poderosa? Sentia que estava ligada ao gosto do chá e do biscoito, mas ultrapassava-o infinitamente, não deveria de fato ser da mesma espécie. De onde vinha? Que significaria? Onde apreendê-la? Bebi um segundo gole no qual não achei nada além do que no primeiro, um terceiro que me trouxe um tanto menos que o segundo. É tempo de parar, a poção vai deixando de ser mágica. É claro que a verdade que busco não está no copo, mas em mim.
7 Henry Molaison (H.M.)
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9 Classificações para a Memória Natureza da informação (declarativa ou não-declarativa) Tempo de duração (curtíssima, curta ou longa duração)
10 Memória declarativa (explícita) lembrança consciente de informação a respeito de lugares, objetos e pessoas. Memória não-declarativa (implícita) desempenho inconsciente de informação sobre habilidades e hábitos perceptivos, motores e cognitivos. Kandel
11 MEMÓRIA DE LONGO PRAZO
12 TIPOS DE MEMÓRIA CURTO PRAZO X LONGO PRAZO EXPLÍCITA X IMPLÍCITA PRIMING Também chamado de pré-ativação, maior facilidade de detectar um estímulo previamente apresentado sem consciência da pré-exposição. Sistemas perceptuais - néocortex
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15 MANGA
16 TIPOS DE MEMÓRIA CURTO PRAZO X LONGO PRAZO EXPLÍCITA X IMPLÍCITA HABILIDADES São processos automáticos adquiridos com a repetição e prática. Núcleos da Base; Cerebelo
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18 TIPOS DE MEMÓRIA CURTO PRAZO X LONGO PRAZO EXPLÍCITA X IMPLÍCITA Aprendizado associativo Condicionamento Clássico e Operante Amígdala; Cerebelo
19 Condicionamento Clássico Ivan Petrovich Pavlov Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em Estudava produção de saliva em cães expostos a diversos tipos de estímulos palatares
20 Condicionamento Clássico
21 Condicionamento Clássico
22 Condicionamento Clássico
23 Condicionamento Clássico
24 Condicionamento Clássico nos laboratórios atuais
25 Condicionamento Operante Burrhus Frederic Skinner relação entre as respostas dos organismos e o ambiente.
26 Condicionamento Operante
27 Condicionamento Operante
28 TIPOS DE MEMÓRIA CURTO PRAZO X LONGO PRAZO EXPLÍCITA X IMPLÍCITA Aprendizado não-associativo Habituação e Sensibilização Vias reflexas
29 Habituação
30 Habituação Forma mais simples de aprendizado. Animal aprende a ignorar um novo estímulo. Ex: Cheiro
31 Habituação neurônios sensitivos neurônios motores Potencial póssináptico Excitatório (PPSEs) Diminuição da liberação de Glutamato no terminal présináptico excitatório sensitivo
32 Sensibilização Filme de terror Andando na selva
33 Sensibilização aumento do glutamato na fenda sináptica Elevação da EFICÁCIA da transmissão, oposto da habituação.
34 Aplysia californica
35 Memória declarativa (explícita) lembrança consciente de informação a respeito de lugares, objetos e pessoas. Memória não-declarativa (implícita) desempenho inconsciente de informação sobre habilidades e hábitos perceptivos, motores e cognitivos. Kandel
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40 TIPOS DE MEMÓRIA CURTO PRAZO X LONGO PRAZO EXPLÍCITA X IMPLÍCITA EPISÓDICA Memória para fatos e eventos circunscrito no tempo e espaço. Memória autobiográfica. Lobo temporal medial + sítios corticais + lobo frontais
41 Perde a capacidade de evocar informações antigas. Trauma Perde a capacidade de reter novas informações. passado Amnésia retrógrada Velhas memórias Amnésia anterógrada Novas memórias futuro TEMPO MOMENTO ARBITRÁRIO RETRÓGRADA Lobo Temporal Lateral ANTERÓGRADA Hipocampo + Lobo Frontal
42 TIPOS DE MEMÓRIA CURTO PRAZO X LONGO PRAZO EXPLÍCITA X IMPLÍCITA SEMÂNTICA Conhecimento geral, formação de conceitos sobre os objetos, pessoas, etc. Adquirido ao longo da história de vida. Lobo temporal medial + sítios corticais
43 Memórias Declarativas Não há um lugar específico para armazenamento Experimento (William Chase e Herbert Simon) Mestres enxadristas x principiantes 26 a 32 peças organizadas em jogadas Peças desorganizadas 5s 16 peças 04 peças 3 a 4 peças 3 a 4 peças Anos de prática mudaram o encéfalo de Mestres enxadristas
44 MEMÓRIA DE LONGO PRAZO
45 Classificações para a Memória Natureza da informação (declarativa ou não-declarativa) Tempo de duração (curtíssima, curta ou longa duração)
46 TIPOS DE MEMÓRIA MEMÓRIA DE TRABALHO MEMÓRIA DE CURTA DURAÇÃO MEMÓRIA DE LONGA DURAÇÃO Izquierdo, 2011.
47 TIPOS DE MEMÓRIA MEMÓRIA DE TRABALHO MEMÓRIA DE CURTA DURAÇÃO MEMÓRIA DE LONGA DURAÇÃO Mantém a informação viva durante segundos ou poucos minutos, enquanto ela está sendo percebida ou processada. Izquierdo, 2011.
48 TIPOS DE MEMÓRIA MEMÓRIA DE TRABALHO MEMÓRIA DE CURTA DURAÇÃO MEMÓRIA DE LONGA DURAÇÃO Dura, em geral, de 0,5 a 6 horas. Utiliza processos breves no hipocampo e cortex entorrinal Izquierdo, 2011.
49 TIPOS DE MEMÓRIA MEMÓRIA DE TRABALHO MEMÓRIA DE CURTA DURAÇÃO MEMÓRIA DE LONGA DURAÇÃO Perdura muitas horas, dias ou anos. Sua formação requer uma sequência de passos moleculares que duram de 3 a 6 horas, no hipocampo, na amígdala e outras áreas. Suscetível a numerosas influências Izquierdo, 2011.
50 MEMÓRIA aspectos celulares e moleculares
51 Johansson and Belichenko (2002).
52 Johansson and Belichenko (2002).
53 Plasticidade A capacidade de adaptação do sistema nervoso às mudanças nas condições do ambiente que ocorrem no dia-a-dia da vida dos indivíduos. Desde respostas a lesões traumáticas até alterações sutis resultantes dos processos de aprendizagem e memória. Lent, 2004
54 Plasticidade Mudanças morfológicas Mudanças funcionais
55 Tipos de plasticidade Regeneração; Plasticidade Axônica; Plasticidade Dendrítica; Plasticidade Somática; Plasticidade Sináptica.
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57 Plasticidade Regeneração; Recrescimento de axônios lesados, Sistema Nervoso Periférico, Existência de microambiente propício ao crescimento. Plasticidade Axônica; Reorganização dos axônios, Máxima nos períodos sensíveis do desenvolvimento, mas também pode ocorrer na fase adulta.
58 Plasticidade Dendrítica; Plasticidade Reorganização dos dendritos, Máxima nos períodos sensíveis do desenvolvimento, mas também pode ocorrer na fase adulta, nas espinhas dendríticas. Plasticidade Somática. Capacidade de regular a proliferação celular, SNC embrionário alta capacidade proliferativa, SNC adulto regiões restritas que mantêm capacidade de proliferar - Giro denteado do Hipocampo e Bulbo Olfatório Plasticidade Sináptica; Base celular e molecular de certos tipos de memória, Eficácia da transmissão sináptica.
59 Como se dão esses processos?
60 Long-term Potentiation (LTP)
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62 Long-term Depression (LTP)
63 Memórias Processo AQUISIÇÃO CONSOLIDAÇÃO EVOCAÇÃO
64 Primeira intuição de Proust Sentidos do olfato e paladar possuem uma carga emocional muito forte; Sentidos que se conectam diretamente ao hipocampo
65
66 Segunda intuição de Proust Ele acreditava que nossas lembranças eram falsas. Embora parecessem reais, eram, na realidade, falsificações elaboradas; Distorcemos os fatos para que se ajustem à nossa história, enquanto nossa inteligência refaz a experiência ; Antecipou a descoberta da reconsolidação da memória;
67 Dentro do texto, o narrador proustiano constantemente altera as descrições sobre os acontecimentos e pessoas: Ao longo do romance, a verruga de Albertine migra do queixo para os lábios e para as bochechas, um pouco abaixo dos olhos. A instabilidade e a inexatidão da memória são a moral da história; Todas as memórias estão cheias de erros.
68 Memórias Processo AQUISIÇÃO CONSOLIDAÇÃO EVOCAÇÃO Reconsolidação
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70 Sono e Memória
71 Dormir pouco: o reduz a capacidade de manter a atenção em uma tarefa, afetando o desempenho acadêmico e no trabalho; o Aumenta a sonolência diurna; o Altera o humor. Fernando Louzada Sono e memória - Consolidação da memória - Declarativas ou não declarativas - Sono noturno - Episódios de sono durante o dia
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73 Guang Yang, Cora Sau Wan Lai, Joseph Cichon, Lei Ma, Wei Li, Wen-Biao Gan Sleep promotes branch-specific formation of dendritic spines after learning Science 06 June 2014: Vol. 344 no pp
74 Nutricionistas motivos de sobra para não deixar as crianças em jejum. Neurocientistas motivos para não privar as crianças de sono.
75 Sugestões da Neurociência Criar espaços para a sesta na educação infantil; Reconhecer particularidades dos adolescentes; Oferecer horários flexíveis. - 7h às 12h - 9h às 15h Matutinos 7h às 9h Módulo Comum 9h às 12h Vespertinos 13h às 15h
76 Aprendizagem e Memória no contexto educacional
77 Como são colocados em prática no contexto educacional? A educação, em geral, favorece um aprendizado baseado em recompensas: CONDICIONAMENTO
78 Aprendizagem e Memória no contexto educacional
79 Aprendizagem e Memória no contexto educacional Emoção é fundamental para o processo de memória; Segurança e conforto emocional Motivação como potencializador (modulação do sistema dopaminérgico)
80 Relações
81 Aprendizagem e Memória no contexto educacional Emoção é fundamental para o processo de memória; Segurança e conforto emocional Motivação como potencializador (modulação do sistema dopaminérgico) Parte-se do conhecimento prévio e constroi junto; Utiliza conexões previamente construídas para que sejam fortalecidas e potencializadas (LTP)
82 Conhecimento prévio e construção
83 Aprendizagem e Memória no contexto educacional Emoção é fundamental para o processo de memória; Segurança e conforto emocional Motivação como potencializador (modulação do sistema dopaminérgico) Parte-se do conhecimento prévio e constroi junto; Utiliza conexões previamente construídas para que sejam fortalecidas e potencializadas (LTP) Processo de aprendizado significativo envolvimento do aluno experimentação ativa
84 Processo ativo e interessante
85 Aprendizagem e Memória no contexto educacional Diferente canais sensoriais para estimular a aprendizagem e memória de um mesmo conteúdo Intuições de Proust
86 Diversificar
87 Aprendizagem e Memória no contexto educacional Diferente canais sensoriais para estimular a aprendizagem e memória de um mesmo conteúdo Intuições de Proust Estimular a memória de trabalho crucial no momento da aquisição como no momento da evocação de toda e qualquer memória.
88 Memória de trabalho
89 Aprendizagem e Memória no contexto educacional Diferente canais sensoriais para estimular a aprendizagem e memória de um mesmo conteúdo Intuições de Proust Estimular a memória de trabalho crucial no momento da aquisição como no momento da evocação de toda e qualquer memória. Sono fundamental para a consolidação da memória
90 Qualidade e quantidade de sono
91 Mitos x Boas ideias ( ) A escola não deve ser muito longe de casa; ( ) Acordar cedo é questão de disciplina e autoridade dos pais. ( ) A reorganização temporal da escola deve ser discutida pela comunidade;
92 Você é Matutino ou Vespertino? ou intermediário?
93 GRUPO MULTIDISCIPLINAR DE DESENVOLVIMENTO E RITMOS BIOLÓGICOS
94 Aprendizagem e Memória no contexto educacional Diferente canais sensoriais para estimular a aprendizagem e memória de um mesmo conteúdo Intuições de Proust Estimular a memória de trabalho crucial no momento da aquisição como no momento da evocação de toda e qualquer memória. Sono fundamental para a consolidação da memória Atividade Física produz fatores neurotróficos alivia estresse
95 Atividade física
96 Exercícios aeróbicos regulares melhoram cognição e têm efeitos benéficos às funções cerebrais.
97 Referências Lent R. Cem bilhões de neurônios: Conceitos Fundamentais de Neurociência. São Paulo: Ed. Atheneu, Izquierdo, I. Memória. 2a ed. Porto Alegre, ArtMed, Izquierdo LA, Barros DM, Vianna MR, Coitinho A, de David e Silva T, Choi H, Moletta B, Medina JH, Izquierdo I. Molecular pharmacological dissection of short- and long-term memory. Cell Mol Neurobiol Jun;22(3): Hillman CH, Erickson KI, Kramer AF. Be smart, exercise your heart: exercise effects on brain and cognition. Nature Reviews Neuroscience. 2008; 9:58-65.
98 Referências Kandel ER et al. Princípios de Neurociências. 5ª edição, Editora McGraw-Hill, Squire LR & Kandel ER. Memória da mente às moléculas. Trad: Carla Dalmaz e Jorge A. Quillfeldt Porto Alegre: Artmed, Bear M F et al. Neurociências - Desvendando o Sistema Nervoso. 3ª edição, Editora Artmed,
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100
101 Contato:
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