1. LIBERDADE E DETERMINISMO

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4 1. LIBERDADE E DETERMINISMO Comumente relacionamos o ser humano livre àquele que possui o direito de fazer o que quiser essa relação é limitada. Durante toda a história da humanidade, vários filósofos teorizaram sobre esse tema, estabelecendo teorias distintas. Os pensadores, por todos os séculos, concordaram em um quesito: o ser humano é o único entre os animais que se questiona sobre a possibilidade de ser livre, sendo essa uma de suas marcas definidoras. 4

5 A marca dos animais irracionais é a herança genética que carregam, ou seja, as características biológicas que moldam seus comportamentos são seres determinados. Mesmo entre as espécies que possuem um maior grau de inteligência, o pensamento animal não é comparável à possibilidade de reflexão dos seres humanos. Suas ações podem ser consideradas livres, visto que seus comportamentos são, previstos por sua herança genética. 5

6 Quando pensamos nos seres humanos, a realidade é diferente. Eles podem superar suas dificuldades e limitações adaptando-se às circunstâncias do mundo, possibilidade de garantia por sua racionalidade o que os distingue dos outros animais. Embora possua instintos determinados por sua herança biológica, o ser humano pode escolher suas ações, tomar decisões contrárias aos seus instintos, além de projetar aquilo que gostaria de realizar em seu futuro. A racionalidade possibilita que o ser humano vá além de suas determinações biológicas. 6

7 Mesmo sabendo dessa diferença entre animais e seres humanos, nos perguntamos: Não será aquela bela ave mais livre que nós por possuir asas e voar para onde quiser? Não seríamos nós, seres humanos, que vivemos presos em uma quantidade enorme de tarefas cotidianas? Ver texto p. 5 Cotidiano A diferença entre seres humanos e animais precisa ficar clara. Os pássaros voam pela determinação de sua natureza são seres que possuem asas. No momento que estão a voar pelos céus, não o fazem por escolha ou por vontade, mas por realizarem sua função biológica. Os ser humanos, quando querem voar, devem superar suas limitações criando, por exemplo, o avião. Quando o homem usa sua razão para criar, que a liberdade ocorre. 7

8 2. LIBERDADE COMO USO DA RAZÃO Se perguntássemos: O que é ser livre? Temos em comum o fato de as pessoas vincularem liberdade à noção de indivíduo, algo que cada um de nós realiza na esfera privada. Os gregos, na Antiguidade, consideravam livre o sujeito que estabelecia relação com seus pares, ou seja, a liberdade realizava-se na esfera pública, o que chamamos de liberdade positiva. No mundo grego antigo, há uma grande valorização da vida pública em detrimento da vida privada, do lar. O espaço público era o espaço da liberdade, No qual todos os cidadãos eram considerados iguais e, por isso, livres. Entretanto, as mulheres, crianças, escravos e estrangeiros, por não serem cidadãos, não podiam usufruir dessa liberdade, já que não estavam autorizados a participar da vida pública. 8

9 NA ANTIGUIDADE Um dos primeiros conceitos de liberdade foi apresentado na filosofia de Sócrates. Para Sócrates, só é livre o ser humano que: busca conhecimento e, mediante o aprimoramento da razão, procura tomar decisões virtuosas baseadas na justiça, temperança e prudência. Ser livre é pensar, refletir e, após raciocinar, escolher, entre todas as decisões possíveis, aquelas que correspondem ao bem. 9

10 NA ANTIGUIDADE Outro filósofo a tentar entender a liberdade na Antiguidade foi Aristóteles. Aristóteles, não possuía uma visão tão otimista quanto a de Sócrates sobre a ligação direta entre liberdade e virtude. Para Aristóteles, virtude não é algo a ser alcançado somente pela razão, mas sim uma disposição de caráter. Ser livre não é somente escolher o bem, mas também poder optar pelo mal. Aristóteles é o primeiro filósofo a demonstrar que a liberdade no ser humano pode fazê-lo tomar decisões erradas (viciosas) e não somente corretas (virtuosas) como defendia Sócrates. 10

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12 3. LIBERDADE COMO VONTADE Na Idade Média - século V ao século XV- a filosofia cristã tornou-se o pensamento dominante na cultura europeia. Com a influência religiosa, a noção de liberdade não mais se vinculou ao espaço público como na Antiguidade, tornando-se uma questão íntima, privada. Agostinho de Hipona ( ), filósofo criou um novo conceito sobre o que é ser livre. O pensador opôs-se à racionalidade socrática, criando uma teoria da vontade. A liberdade para o filósofo seria algo maior, inclusive, do que a capacidade de fazer qualquer escolha. 12

13 Ser livre seria guiar-se pela sua essência divina. Agostinho acreditava que a pura razão não seria um caminho seguro para a liberdade pelo fato de a capacidade reflexiva admitir pensamentos contraditórios. A razão precisava ser iluminada pela fé. Razão e fé essas duas forças unidas representavam a vontade humana, lugar seguro para a realização no mundo e da plena liberdade do sujeito. 13

14 Antigos Razão como instrumentos para ser livre: Medievais Vontade como instrumentos para ser livre: Capacidade humana que facilita que os seres realizem escolhas no dia a dia, permitindo ao homem o conhecimento sobre si mesmo e sobre o mundo. A razão auxilia o ser humano em sua sobrevivência. Capacidade suprema do ser humano de realizar seus desejos. É na dimensão da vontade que o homem se realiza e verdadeiramente torna-se livre. 14

15 Em Confissões, principal livro de Agostinho, o pensador discorre sobre a necessidade de os seres humanos ultrapassarem sua razão para exercer a vontade em seu exercício diário que tornaria o ser pleno. Como homem religioso, ainda acrescentava outra característica ao conceito de liberdade, bem diferente daquela que imaginamos nos tempos atuais: a obediência. Para agostinho, tudo que é possível existir no ser humano é concedido por Deus. Dessa forma, só é livre o homem obediente a suas vontades que, em essência, são as divinas. A liberdade liga-se diretamente ao determinismo divino na teoria agostiniana. 15

16 4. LIBERDADE COMO AUTONOMIA Na MODERNIDADE, a partir do Renascimento, a discussão sobre o ser livre valoriza a importância do indivíduo na construção de sua própria liberdade. Para o homem antropocentrista, a liberdade é uma consequência conquistada pelo sujeito que se responsabiliza por sus ações. A discussão toma dois rumos diferentes: a liberdade política e a liberdade filosófica. 16

17 4.1. LIBERDADE POLÍTICA Politicamente, a grande novidade sobre o conceito de liberdade foi uma inversão à definição existente no mundo antigo. Para os gregos O cidadão livre era aquele que participava da sociedade a chamada liberdade positiva. Para os modernos É o exercício total do livre-arbítrio a chamada liberdade negativa. ** os termos positivo e negativo não são aplicados em sentido qualitativo bom ou ruim, mas sim em sentido político, significando obrigação ou não de participação social. A liberdade negativa acontece quando não há determinação sobre o homem, podendo este se sentir livre para agir de acordo com seus interesses. 17

18 NA MODERNIDADE A liberdade política ganha destaque e o consenso sobre o que é cidadania se modifica a partir dos trabalhos de Maquiavel e dos contratualistas Hobbes, Rousseau e Locke. Na Antiguidade Ser cidadão era participar da discussão política. Na Modernidade Ser cidadão é ter um conjunto de direitos e deveres para com o Estado. Em sentido filosófico, porém, a discussão sobre o ser humano ser livre ou determinado é alimentada pelas inovações científicas iniciadas no século XV. 18

19 4.2.LIBERDAE FILOSÓFICA Vários pensadores discutiram a noção de liberdade no Renascimento / Modernidade. De um modo geral, eles conceberam a liberdade humana como natural, mas sem desprezar ou ignorar os aspectos biológicos que constituem o ser humano e que o determinam. Liberdade e determinismo, terá mais privilégio nas reflexões dos pensadores contemporâneos. 19

20 PICO DELA MIRANDOLA ( ) O pensador renascentista considera o ser humano um verdadeiro milagre. Isso se deve ao fato de o homem ser o único animal responsável por si mesmo somente ele pode ser realmente livre. Por sua inteligência, pode determinar sua própria vida, tendo memória das experiências passadas e projetando, por expectativa, seu futuro. 20

21 JEAN-JACQUES ROUSSEAU ( ) Rousseau destaca em suas obras a capacidade humana de, pela observação, aprender e transformar a realidade em que vive. Ser livre, não é somente uma escolha, mas o exercício da própria natureza humana. Sobre a relação da natureza humana e a vida em sociedade, Rousseau criou a teoria da Vontade Geral. A pergunta central feita pelo pensador francês: Será que há alguma forma de tornar a sociedade menos injusta? 21

22 Rousseau defende que deve haver um contrato que proteja as pessoas de seus bens. O contrato deve nascer da entrega total de cada indivíduo à comunidade, por meio do qual ele não perde nada, pelo contrário; como todos fazem o mesmo, ele receberá de volta todos os direitos que cedeu. Tal contrato defende que se todos os indivíduos se entregarem totalmente ao Estado, este garantirá uma igualdade formal entre eles, assegurando também que não haja exploração de uns sobre os outros. Liberdade segundo Rousseau é vista como a própria união dos membros de uma sociedade, ou seja, a coletividade. 22

23 A Vontade Geral, entendida como a vontade da coletividade, é aquilo que trará o bem coletivo, independentemente dos interesses individuais, e deve superar a vontade de todos, que se caracteriza tão somente pela união de vontades individuais que podem ser egoístas. O que é bom para cada indivíduo não necessariamente é bom para o bem comum, e ser livre em uma sociedade é pensar além de si mesmo. 23

24 BARUCH ESPINOSA ( ) Espinosa defende a ligação entre determinismo e liberdade. O filósofo indica a possibilidade de o ser humano conciliar suas características determinadas e livres. Para Espinosa, temos um determinismo interno, chamado conatus, que se manifesta na busca de autopreservação realizada por todo animal, inclusive pelo homem. Por outro lado, também somos livres, o que fica evidente pela capacidade humana de não sucumbir às forças externas, agindo, assim, de acordo com a própria vontade Ver texto p. 10 a 11 24

25 5. LIBERDADE COMO CONSCIÊNCIA Na contemporaneidade, a oposição entre liberdade e determinismo chegou ao fim. A partir do século XX, grande parte dos pensadores passou a compreender o ser humano como um ser determinado e livre ao mesmo tempo. A ideia é que essas duas esferas são naturais e reais, se complementando para a garantia de sobrevivências humana. Essa união é possível quando estudamos uma característica do homem: a consciência. 25

26 Edmund Husserl ( ) e Merleau Ponty ( ) filósofos representantes da fenomenologia, corrente de pensamento contemporâneo que tenta superar a separação entre determinação e liberdade, o ser humano tem a condição de conhecer seus condicionamentos biológicos, psicológicos e sociais, tanto quanto a capacidade de transformar suas determinações naturais e o mundo. Por exemplo, uma pessoa pode nascer do sexo masculino (determinação biológica), mas se identificar, e assim ser reconhecida, como um ser humano do sexo feminino ( consciência de liberdade). Ser livre é escolher conscientemente aquilo que se deseja ser, ciente das consequências de cada escolha. 26

27 Do ponto de vista da fenomenologia, dois polos coexistem na humanidade: a) O Fato é a dimensão do determinismo no ser humano. O conjunto de características que tornam o ser aquilo que ele é. Exemplos: o corpo, as características psicológicas, a família em que nasce. b) A Transcendência É a dimensão da liberdade no ser humano. O conjunto de ações humanas que o levam a ir além dos fatos determinantes. Exemplos: um atleta paraolímpico que corre mesmo tendo nascido sem pernas; ou uma criança com síndrome mental que supera suas limitações intelectuais e se forma, completando seus estudos. 27

28 Atualmente, é impossível pensar em liberdade fora da comunidade humana. Não vivemos isoladamente, como ilhas, sem contato com as pessoas, mas sim em relações constantes com outros seres humanos. No dia a dia, lidamos com o trânsito, com o comércio, torcemos por algum time, temos certos posicionamento político. Vivemos interligados com as demais pessoas que habitam nossa casa, nosso bairro, nossa cidade, nosso aís e nosso planeta. Dessa forma, pode-se afirmar que qualquer conceito de liberdade possui um caráter social. 28

29 Por estarmos conectados, todas as atitudes que tomamos impactam, direta ou indiretamente, outras pessoas. Toda escolha que realizamos livremente no âmbito individual tem consequências para nós mesmos, mas também para o outro. É impossível separarmos liberdade de responsabilidade. Se somos livres para realizarmos nossas vontades, o outro também o é. O direito de ser livre implica também o dever de ser livre. Para fazer nossas escolhas, é preciso que exista um espaço público livre que só é construído com a noção de dever social. E é por isso que existem as leis. A obrigação de cada ser humano em sua vida social serve para garantir os direitos iguais de liberdade. 29

30 Por muitos anos na história ocidental, seguimos a tradição do senso comum que ensinava: A minha liberdade termina quando começa a do outro. Jean-Paul Sartre ( ) defende a ideia segundo a qual o ser livre é justamente aquele que sai do individualismo e percebe a relação com o outro como cooperação. Significa que os indivíduos são responsáveis pelas suas decisões em comunidade, e sem isso não há liberdade, sendo essa uma condição necessária. Nessa nova percepção de mundo, o outro ser humano deixa de ser o limite e passa a ser condição para o pleno exercício da liberdade. 30

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