DETERMINISMO E LIBERDADE

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1 DETERMINISMO E LIBERDADE NA AÇÃO HUMANA O livre - arbítrio

2 O LIVRE - ARBÍTRIO No agir humano, o agente é um ser racional, livre e responsável. Ele pode: Deliberar, decidir e agir considerando-se responsável pelas escolhas que faz e pelas consequências destas. O Homem pode escolher de modo autónomo, consciente, voluntário

3 O LIVRE - ARBÍTRIO Liberdade Livre arbítrio Corresponde: A uma vontade Livre e responsável de um agente racional

4 O LIVRE - ARBÍTRIO Porém, poder-se-á perguntar: Será a vontade humana completamente autónoma e independente? Não haverá forças externas e internas que a limitam e que anulam o livre arbítrio? Afinal, não sou livre de saltar de um décimo andar ou de voar, sem ser atraído pela Terra

5 DETERMINISMO / LIVRE - ARBÍTRIO Vejamos: As térmitas são formigas africanas de corpo mole que habitam grandes formigueiros onde encontram formas de proteção coletiva. Por vezes, os formigueiros sofrem danos devido à ação dos elefantes ou das cheias, que os tornam vulneráveis.

6 DETERMINISMO / LIVRE - ARBÍTRIO Quando danificados, os formigueiros abrem rachas que permitem a entrada de formigas invasoras. A única forma de se protegerem é voltar a reparar as brechas com toda a rapidez. Enquanto umas trabalham, outras defendem o formigueiro, tentam retardar o avanço das invasoras.

7 DETERMINISMO / LIVRE - ARBÍTRIO Porém: Não era inevitável Heitor enfrentar Aquiles em combate. Poderia ter-se fingido doente e recusar o combate. Tinha cursos alternativos de ação ao seu dispor. Escolher o curso de ação a seguir dependia apenas de Heitor: era sua a última palavra, era ele o autor da sua ação.

8 DETERMINISMO / LIVRE - ARBÍTRIO As térmitas-soldado agem sempre da mesma maneira quando o formigueiro é atacado. Os seus genes programaram-nas para agir assim: não têm alternativa. O curso de ação que adotam não depende da sua vontade. Não escolhem morrer para salvar as outras formigas: esse comportamento é-lhes imposto pela natureza.

9 DETERMINISMO / LIVRE - ARBÍTRIO Ora: Um agente pratica livremente uma ação X quando: Tem à sua disposição mais do que um curso alternativo de ação; Está sob o seu controlo praticar, ou não, a ação.

10 DETERMINISMO / LIVRE - ARBÍTRIO As térmitas são marionetas comandadas por fatores que não controlam. As suas ações não são livres. Heitor tornou-se um herói porque decidiu ser um herói: foi o autor dos seus atos. Heitor é livre.

11 DETERMINISMO /LIVRE - ARBÍTRIO Heitor enfrentou Aquiles por sua vontade; a sua ação foi intencional. Heitor quer salvar Troia dos invasores e está convencido que bater-se com Aquiles é a forma de o conseguir. Heitor acreditava ter o dever de o fazer. Sem este desejo e esta crença, não teria enfrentado Aquiles. Portanto, este desejo e esta crença são a causa do seu comportamento.

12 DETERMINISMO / LIVRE - ARBÍTRIO O comportamento de Heitor é causado pelos seus desejos e crenças. O que poderia ter causado estes desejos e crenças? Se Heitor não fosse honesto nem corajoso, as suas intenções seriam outras. Não teria aceite enfrentar Aquiles. A coragem e a honestidade são qualidades que refletem a personalidade das pessoas.

13 DETERMINISMO / LIVRE - ARBÍTRIO Podemos concluir que os desejos e crenças de Heitor têm origem na sua personalidade, e são causados por ela. Que fatores estão na origem da personalidade de Heitor? Algumas das características do que virá a ser a nossa maneira de ser já estão previstas nos nossos genes;

14 O LIVRE - ARBÍTRIO Outras têm origem na influência que o meio exerce sobre nós. Logo, a personalidade é causada em parte pelos nossos genes e em parte pela influência do meio (físico e social).

15 O DETERMINISMO Em que consiste um acontecimento ser a causa de outro ou o efeito de outro? A lei da gravidade é a causa do movimento dos planetas em torno do Sol (consequência). A dilatação dos metais é o efeito do aquecimento (causa).

16 O DETERMINISMO Assim: Dada a ocorrência de uma causa não é possível que o efeito correspondente deixe de se verificar. As causas determinam os efeitos.

17 O DETERMINISMO O determinismo é uma teoria acerca do modo como se processa a relação entre as causas e os efeitos que observamos na natureza. O determinismo defende que todo o acontecimento B tem como causa um acontecimento anterior A, tal que, segundo as leis da natureza, B é uma consequência inevitável de A.

18 O DETERMINISMO Sendo as leis da natureza o que são, e tendose verificado A, é impossível não se verificar B. Uma situação pode ser explicada deterministicamente quando: A ocorrência de um acontecimento B é uma consequência inevitável (e não apenas provável) das causas que o antecedem, em conjunto com as leis da natureza.

19 O DETERMINISMO Durante séculos, a ciência deu-nos uma visão determinista do mundo. 1. Tudo o que acontece tem uma causa. 2. Cada acontecimento é um efeito ou uma consequência inevitável de causas anteriores. Como é que isto se aplica no caso de Heitor?

20 O DETERMINISMO Se interpretarmos o comportamento de Heitor como o resultado de uma ação praticada livremente, somos obrigados a concluir que podia não ter enfrentado Aquiles. Se interpretarmos o comportamento de Heitor como a consequência inevitável de causas anteriores sobre as quais ele não tinha controlo, temos de concluir que Heitor não podia ter deixado de enfrentar Aquiles.

21 O DETERMINISMO A visão científica do mundo, baseada na verdade do determinismo, parece colocar em causa a ideia que temos de nós próprios enquanto agentes dotados de livre - arbítrio. Problema Será que uma ação tendo uma causa implica não ser livre?

22 O LIVRE - ARBÍTRIO O problema do livre arbítrio Consiste em compatibilizar a liberdade humana com outras forças que a parecem anular, ou seja, consiste em saber se é possível afirmar, ao mesmo tempo que tudo o que acontece é o resultado de uma causa e que a ação humana é um acontecimento livre, não determinado por causas externas ao agente.

23 O PROBLEMA DO LIVRE - ARBÍTRIO As respostas ao problema do livre arbítrio consistem na tentativa para explicar de que modo se pode conciliar o determinismo da natureza com a existência de ações livres. - Será esta conciliação possível?

24 O PROBLEMA DO LIVRE - ARBÍTRIO Teorias sobre o livre arbítrio A Determinismo radical(incompatibilismo) B Indeterminismo C -Determinismo moderado/compatibilismo D Libertismo (incompatibilismo)

25 O PROBLEMA DO LIVRE - ARBÍTRIO Determinismo radical Como qualquer outro problema, este pode ser respondido pela negativa ou pela positiva. A história da filosofia ilustra ambos os casos. Alguns, filósofos chamados, incompatibilistas, pensam que a liberdade e o determinismo não são conciliáveis:

26 O PROBLEMA DO LIVRE - ARBÍTRIO Portanto, defendem o seguinte: O mundo obedece a um conjunto de leis naturais às quais nem a ação humana escapa. Esta posição nega o livre arbítrio ou afirma que este é ilusório, desresponsabilizando o agente. Incompatibilidade entre liberdade e determinismo natural

27 O PROBLEMA DO LIVRE - ARBÍTRIO Indeterminismo Segundo a mecânica quântica, um sistema de partículas comporta-se, num dado momento, de uma maneira e de outra maneira no momento seguinte sem que se saiba a causa dessa mudança. Deste modo, podemos admitir que o indeterminismo que rege as micropartículas também se aplica à vontade humana

28 O PROBLEMA DO LIVRE - ARBÍTRIO Indeterminismo (as nossas ações não são determinadas). É impossível prever os fenómenos a partir de causas determinantes, pois estes dependem do acaso e do aleatório.

29 O PROBLEMA DO LIVRE - ARBÍTRIO Compatibilismo/ determinismo moderado Os filósofos, chamados compatibilistas, pensam que o choque entre liberdade e determinismo é apenas aparente. Determinismo e livre arbítrio são conceitos consistentes.

30 O PROBLEMA DO LIVRE ARBÍTRIO Esta posição afirma geralmente que o determinismo é verdadeiro, e caraterizase pela tentativa de mostrar que tal não exclui a liberdade. Compatibilismo / Determinismo moderado

31 O PROBLEMA DO LIVRE - ARBÍTRIO Libertismo Defende, de modo radical, o livre arbítrio e a responsabilidade do ser humano. O Homem dispõe de liberdade de escolha pelo que esta não é nem causalmente determinada (determinismo) nem é aleatória (indeterminismo).

32 O PROBLEMA DO LIVRE ARBÍTRIO Há dois tipos de incompatibilistas : 1 - Os deterministas radicais defendem que liberdade e determinismo são incompatíveis e que o determinismo é verdadeiro; logo, a liberdade é uma ilusão. Skinner, um importante psicólogo do séc. XX foi um determinista radical.

33 O PROBLEMA DO LIVRE ARBÍTRIO 2 - Os libertistas defendem que determinismo e liberdade são incompatíveis pois, consideram o determinismo falso; isso permite-lhes dizer que somos livres. Jean-Paul Sartre é um libertista famoso.

34 O PROBLEMA DO LIVRE - ARBÍTRIO (1) Se o determinismo é verdadeiro, não há livre arbítrio. (2) O determinismo é verdadeiro. (3) Logo, não há livre arbítrio A primeira premissa afirma o incompatibilismo; em conjunto com a tese de que o determinismo é verdadeiro, podese concluir validamente que não há livre arbítrio.

35 O PROBLEMA DO LIVRE ARBÍTRIO Em resposta, os libertistas afirmam: Se quisermos rejeitar a conclusão do argumento determinista radical, temos de rejeitar pelo menos uma das suas premissas. É isso que os libertistas fazem. Respondem pela negativa ao problema de saber se o determinismo é verdadeiro e, com isso, rejeitam a premissa dois do argumento.

36 O PROBLEMA DO LIVRE ARBÍTRIO Se o determinismo é verdadeiro, não há livre arbítrio. Há livre arbítrio. Logo, o determinismo é falso. Para um incompatibilista defensor do livre arbítrio é necessário que o determinismo seja falso, e que nem todos os acontecimentos (algumas das nossas ações) sejam a consequência inevitável de causas anteriores

37 DETERMINISMO / INDETERMINISMO O que acontece se o determinismo for falso? Determinismo A ocorrência de um acontecimento X é uma consequência inevitável (e não apenas provável) das causas que o antecedem, em conjunto com as leis da natureza. Indeterminismo A ocorrência de um acontecimento X é uma consequência provável (mas não inevitável) das causas que o antecedem, em conjunto com as leis da natureza.

38 EXEMPLIFICANDO Coloca-se uma bala na câmara de um revólver e ficam as outras cinco vazias. O árbitro roda o tambor da arma antes de a entregar a cada jogador para que haver ou não uma bala na câmara dependa do acaso. Cada jogador tem 1/6 de probabilidades de morrer ao disparar a arma contra si próprio, e 5/6 probabilidades de sobreviver. O disparo tem uma causa: se não tivesse havido pressão no gatilho o acaso não teria a oportunidade de decidir a sorte do jogador.

39 CONCLUINDO Podemos dizer que os acontecimentos que, apesar de terem uma causa, não são inevitáveis, devem a sua ocorrência à intervenção do acaso. Quer isto dizer que nos tornaríamos livres se o mesmo acontecesse com as nossas ações? A resposta é negativa.

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