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1 Hospital do Servidor Público Municipal PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE BIÓPSIAS RENAIS NO HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL DE SÃO PAULO NO PERÍODO DE 12 ANOS: ESTUDO RETROSPECTIVO POLYANA SOUTO LOPES DA SILVA São Paulo 2012

2 POLYANA SOUTO LOPES DA SILVA PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE BIÓPSIAS RENAIS NO HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL DE SÃO PAULO NO PERÍODO DE 12 ANOS: ESTUDO RETROSPECTIVO Trabalho de conclusão de curso apresentado à Comissão de Residência Médica do Hospital do Servidor Público Municipal, para se obter título em Residência Médica. Área: Nefrologia Orientadora: Dra. Mary Carla Estevez Diz São Paulo

3 AUTORIZO A REPRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE TRABALHO, POR QUALQUER MEIO CONVENCIONAL OU ELETRÔNICO, PARA FINS DE ESTUDO E PESQUISA, DESDE QUE CITADA A FONTE E COMUNICADO AO AUTOR A REFERÊNCIA DA CITAÇÃO. São Paulo, / / Assinatura do autor: do autor: [email protected] 3

4 HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL PERFIL EPIDEMIÓLOGICO DE BIÓPSIAS RENAIS NO HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL DE SÃO PAULO NO PERÍODO DE 12 ANOS: ESTUDO RETROSPECTIVO POLYANA SOUTO LOPES DA SILVA Trabalho de Conclusão de Curso submetido à Banca examinadora designada pela Comissão de Residência Médica do Hospital do Servidor Público Municipal como parte dos requisitos necessários para obtenção do título de Residência Médica em Nefrologia. Banca examinadora: São Paulo, de de

5 AGRADECIMENTOS Agradeço a minha família por todo apoio e compreensão durante toda minha formação médica. Agradeço à amiga e colega de profissão, Bia, pela ajuda na pesquisa bibliográfica deste trabalho. Agradeço a minha orientadora, Dra Mary, pela ajuda intelectual e esclarecedora na confecção deste trabalho de conclusão de curso. 5

6 SUMÁRIO Resumo Abstract Introdução Objetivos Métodos Resultados Discussão Conclusão Referências

7 RESUMO INTRODUÇÃO:. A Biópsia Renal é uma ferramenta insubstituível na avaliação de muitas doenças renais. Os registros de biópsia renal, por sua vez, podem fornecer dados demográficos e de apresentação clínica da maioria das doenças renais, assim como dados epidemiológicos sobre a sua incidência e prevalência. O conhecimento da epidemiologia da doença renal, juntamente com correlações clínico-patológicas, fornecem informações importantes na prática clínica. OBJETIVO: Relatar a epidemiologia da doença renal,com base em diagnóstico histológico, em hospital público de São Paulo, durante um período de 12 anos. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, em que foram avaliados registros de biópsias renais, realizadas durante o período de janeiro de 2000 a junho de 2012, em pacientes com mais de 15 anos, no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. Para cada biópsia, outros dados foram coletados através de levantamento e revisão de prontuários, incluindo: idade, sexo e síndrome de apresentação clínica. As indicações e os diagnósticos histológicos encontrados nesta análise, foram comparados com os de outros centros. RESULTADOS: Foram avaliadas 68 biópsias renais. A média de idade dos pacientes estudados foi de 48,5 anos e 54% foram do sexo feminino. Nosso estudo encontrou um predomínio das doenças glomerulares, sendo a principal indicação de biópsia renal a presença de síndrome nefrótica. Foi encontrado predomínio das glomerulopatias primárias sobre as secundárias, sendo mais freqüente, entre as primárias, a GESF, e entre as secundárias, a nefrite lúpica. CONCLUSÕES: Biópsias renais têm uma importante participação no planejamento terapêutico e prognóstico de várias doenças renais. Também são importantes para estabelecer um registro do perfil epidemiológico dos serviços de nefrologia. PALAVRAS-CHAVE: Biópsia renal, epidemiologia, histopatologia, glomerulonefrites. 7

8 ABSTRACT BACKGROUND:. The Renal Biopsy is an irreplaceable tool in the evaluation of many renal diseases. The records of renal biopsy, in turn, can provide demographic data and clinical presentation of most kidney diseases, as well as epidemiological data on its incidence and prevalence. Knowledge of the epidemiology of kidney disease, along with clinicopathologic correlations, provide important information in clinical practice. OBJECTIVE: Report epidemiology of kidney disease based on histological diagnosis in a public hospital of São Paulo, for a period of 12 years. MATERIALS AND METHODS: This was a retrospective cohort study, in which records were evaluated for renal biopsies, performed during the period from January 2000 to January 2012 in patients older than 15 years, the Public Servant Hospital Municipal de São Paulo. For each biopsy, other data were collected through a survey and chart review, including: age, sex, syndrome clinical presentation and outcomes. The indications and histological diagnoses found in this analysis were compared with those of other centers RESULTS: We evaluated 68 renal biopsies. The mean age of the patients was 48,5 years and 54% were female. Our study found a prevalence of glomerular diseases, the major indication for renal biopsy in the presence of nephrotic syndrome. Found a predominance of primary glomerulopathies on the secondary, more frequently, between the primaries, the FSGS, and among secondary to lupus nephritis. CONCLUSIONS: Renal biopsies have an important role in treatment planning and prognosis of various kidney diseases. Are also important to establish a record of the epidemiological profile of nephrology services. KEYWORDS: Renal biopsy, epidemiology, histopathology, glomerulonephritis. 8

9 INTRODUÇÃO A Biópsia Renal foi introduzida na prática clínica regular por Iverson e Brun em 1951, e desde então tem sido uma ferramenta insubstituível na avaliação de muitas doenças renais. Os registros de biópsia renal, por sua vez, podem fornecer dados demográficos e de apresentação clínica da maioria das doenças renais, assim como dados epidemiológicos sobre a sua incidência e prevalência 1. O conhecimento da epidemiologia da doença renal, juntamente com correlações clínico-patológicas, fornecem informações importantes na prática clínica 2. A biópsia renal é um procedimento importante em nefrologia, e pode auxiliar na determinação de diagnósticos específicos, tratamentos apropriados e prognóstico para pacientes com patologias renais. Com base em exame físico, análise de urina e exames laboratoriais, pode-se fazer um diagnóstico clínico que é utilizado para guiar o tratamento. Isto nem sempre é possível com métodos não-invasivos, e em tais casos, uma biópsia renal pode ser realizada para confirmar ou determinar o diagnóstico, a gravidade, e a terapia a ser empregada. Uma biópsia renal nem sempre pode fornecer as informações necessárias ou pertinentes ao cenário clínico. Muitas vezes uma amostra adequada de tecido renal não pode ser obtida ou a informação fornecida a partir da biópsia não esclarece os sintomas clínicos apresentados pelo paciente. Devido à característica invasiva do procedimento, é importante, ao recomendar uma biópsia, levar em conta não apenas os riscos do procedimento em si, mas a possibilidade de que poderá revelar-se inútil no diagnóstico. A biópsia renal é o teste definitivo para o diagnóstico em pacientes com doença do parênquima renal, entretanto, poucos estudos têm abordado a utilidade da biópsia renal, e é aceito que as suas indicações são, em grande parte, baseadas em opinião. 9

10 Inúmeros estudos recentes detalham o conjunto de diagnósticos obtidos a partir de biópsias renais em adultos e crianças com doença renal 3. Existem vários registros de biópsia renal em todo o mundo, mas uma proporção muito pequena deles são registros nacionais que incluem a população inteira de um país 2. Estudar os aspectos epidemiológicos das doenças renais, tanto primárias quanto secundárias, pode ajudar a identificar a incidência de glomerulopatias e outras doenças renais, suas causas, a identidade étnica, ambiental ou genética, fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença, os sintomas apresentados e outras características clínicas e histológicas relevantes. Muitos relatórios com bases em dados nacionais e regionais, grupos populacionais e diagnósticos específicos têm sido publicados 4. Estudos sobre a prevalência de insuficiência renal e, em particular das doenças glomerulares no Brasil ainda são escassos. Provas Epidemiológicas obtidas na última década mostram que glomerulopatias primárias constituem uma causa persistente de doença renal crônica no Brasil. Na verdade, elas representaram quase 20% de todos os casos registrados de doença renal em estágio terminal, entre 1997 e Glomeruloesclerose Segmentar e Focal (GESF) e Glomerulopatia Membranosa são as modalidades principais de glomerulopatia em adultos, embora a importância da nefropatia por IgA tenha aumentado nos últimos anos 5. Por outro lado, a ocorrência de glomerulonefrite pós-infecciosa pode ter diminuído em grandes áreas urbanas nos últimos anos, assim como outras doenças renais associadas com as condições de higiene, tais como as glomerulonefrites secundárias à esquistossomose, que são agora relativamente menos importantes como causas de doença renal terminal 5. Diferentes padrões de distribuição de doenças glomerulares são diagnosticados em todo o mundo. No oeste da Europa, Austrália e alguns países da Ásia, a nefropatia por IgA é a glomerulonefrite mais comum diagnosticada por biópsia renal. Na América, incluindo os Estados Unidos e o Brasil,a GESF é o glomerulopatia mais freqüente nos adultos 5. 10

11 Com o aumento da expectativa de vida, pacientes mais idosos estão sobrevivendo mais tempo com doenças crônicas e agudas. Em particular, a doença renal é cada vez mais comum nos idosos. Um declínio progressivo da taxa de filtração glomerular com a idade ou no decurso de doenças cardiovasculares ou outras doenças sistêmicas, bem como por potenciais efeitos nefrotóxicos de drogas e os tratamentos cirúrgicos, podem contribuir para o aumento da incidência de doença renal nesta população. A idade avançada não é mais considerada uma contra-indicação para biópsia renal, terapia imunossupressora, ou terapia de substituição renal e, conseqüentemente, o número de biópsias renais realizada em pessoas muito idosas está aumentando. Estudos recentes em número limitado de pacientes muito idosos, sugerem que a biópsia renal pode fornecer informações de diagnóstico e prognóstico significativos, levando à mudança de tratamento em 40% dos pacientes 6. O Registro Paulista de Glomerulopatias (RPG) foi implantado a partir de maio de 1999 e atualmente está constituído por 13 Centros de Nefrologia do Estado de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Municipal, que cadastram as informações de biópsias renais em formulários padronizados 9. Os principais objetivos do RPG são: 1) Avaliar a freqüência das diversas lesões histopatológicas das doenças glomerulares no Estado, suas características demográficas, clínicas, e as respectivas indicações para a execução das biópsias renais; 2) Propor e realizar estudos multicêntricos de caráter terapêutico e prospectivo, de acordo com as normas científicas correntes; 3) Divulgar para a comunidade nefrológica todas as informações relevantes obtidas pelo grupo 9. 11

12 OBJETIVOS O objetivo deste estudo é relatar a epidemiologia da doença renal, com base em diagnóstico histológico, em hospital público de São Paulo, durante um período de 12 anos, e comparar as indicações e os diagnósticos histológicos com os de outros centros. 12

13 CASUÍSTICA E MÉTODOS Foram avaliados, retrospectivamente, registros de biópsias renais realizadas durante o período de Janeiro de 2000 a Junho de 2012, em pacientes com mais de 15 anos, no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. As indicações para a biópsia renal foram categorizadas em quatro síndromes clínicas. (1) Anormalidades Urinárias Assintomáticas (2) Síndrome Nefrótica (3) Síndrome Nefrítica (4) Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva. Anormalidade Urinária Assintomática foi definida como proteinúria (<1,0g/dia) e/ou hematúria encontrada por exame rotineiro, sem edema, hipertensão e função renal normal. Síndrome Nefrótica foi definida como a proteinúria 3,0 g / dia, com hipoalbuminemia associada. Síndrome Nefrítica aguda foi definida como hematúria e/ou proteinúria não nefrótica (<3,0g/dia), associados a edema, hipertensão e graus variáveis de disfunção renal. Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva foi definida como deterioração aguda da função renal, em dias ou semanas, associado a presença de anormalidades urinárias como hematúria e/ou proteinúria. Em pacientes diabéticos, a biópsia renal foi somente realizada se houve história ou análise urinária não compatíveis com o diagnóstico de nefropatia diabética, ou que suscitavam dúvida quanto à superposição de glomerulopatia em paciente diabético. As amostras foram previamente obtidas usando um agulha de biópsia, através de punção percutânea (guiadas ou não por ultrassonografia) ou via cirúrgica e os espécimes de biópsia renal foram encaminhadas para análise histopatológica, através de microscopia óptica e imunofluorescência, utilizando anti-soros policlonais contra IgA, IgM, IgG, cadeias leves kappa e lambda, C3, C1q. Microscopia Eletrônica (ME) não foi utilizada, e nenhuma biópsia renal foi analisada por este método. 13

14 . Para cada biópsia, outros dados foram coletados através de levantamento e revisão de prontuários, incluindo: idade, sexo e síndrome de apresentação clínica. Critérios de Inclusão: Biópsias realizadas no período de 12 anos, no serviço de Nefrologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. Pacientes com mais de 15 anos, com qualquer uma das síndromes clínicas a seguir: 1- Anormalidades Urinárias Assintomáticas, 2- Síndrome Nefrótica, 3- Síndrome Nefrítica, 4- Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva. Critérios de Exclusão: Biópsias não representativas, ou seja, sem tecido renal. 14

15 RESULTADOS A amostra consistiu de pacientes cujas biópsias evidenciaram tecido renal e que possuíam em seus registros hospitalares, avaliados através da revisão dos prontuários, dados que permitiram analisar a incidência e prevalência das doenças renais, em nosso serviço. O resultado obtido em nossa população foi então comparado com dados da literatura. Foram avaliadas 71 biópsias de pacientes maiores de 15 anos, no período de 12 anos, através de microscopia óptica e imunofluorescência, sendo excluidas 03 biópsias, devido à ausência de tecido renal no material analisado, restando 68 biópsias em nosso estudo. Em nosso serviço, a incidência de realização de biópsia renal foi de 5,75 biópsias/ano e a idade média da população geral estudada foi de 48,5 anos, variando de anos. Houve discreta predominância do sexo feminino, nesta casuistica: feminino - 37 pacientes (54%) x masculino - 31 pacientes (46%), conforme mostrado na Figura1. Masculino Feminino Figura 1. Distribuição da população estudada de acordo com o sexo. Os diagnósticos histológicos foram classificados como: (Tabela 1). Glomerulonefrites (Primárias ou Secundárias) Nefropatias tubulointersticiais Necrose tubular aguda Biópsias normais 15

16 Tabela 1: Diagnósticos histopatológicos mais comuns em relação ao sexo. Diagnóstico N pacientes Sexo Histológico (68) GN 50 F(65,7%)/ M(34,9%) NTI 6 M(100%) NTA 2 M(100%) Normal 10 F(50%)/ M(50%) GN: glomerulonefrite, NTI: nefropatia tubulointersticial, NTA: necrose tubular aguda. As biópsias normais foram consideradas aquelas que não caracterizaram glomerulonefrites ou doenças tubulointersticiais, devido provavelmente a alguns fatores: 1) material renal pouco representativo, 2) glomérulos normais com ou sem interstício alterado, podendo-se estar diante de casos que necessitassem de complementação diagnóstica com ME. A distribuição por sexo foi equilibrada, quando considerados todos os diagnósticos em conjunto (feminino 54% x masculino 46%). A prevalência de glomerulopatias primárias e secundárias foi maior nas mulheres do que nos homens. Como a incidência de nefrite lúpica foi alta (31,5%), pode-se inferir que este seja o motivo que justifique a alta incidência de glomerulonefrite secundária em mulheres (73,6%). (Tabela 2 e 3). Tabela 2: Incidência de glomerulonefrites primárias. nºde casos(50) % Sexo GN primárias 31 62% F(64,5%)/M(35,5%) Membranosa 7 22,5% F(57,1%)/M3(42,9%) GESF 11 35,4% F(72,7%)/M(27,3%) IgA 4 12,9% F(50%)/M(50%) Crescêntica 6 19,3% F(50%)/M(50%) GNC 3 9,6% F(100%) GN: glomerulonefrite, GESF: glomeruloesclerose segmentar e focal, GNC: glomerulonefrite crônica. 16

17 Tabela 3: Incidência de glomerulonefrites secundárias. nºde casos(50) % Sexo GN secundárias 19 38% F(73,6%)/M(26,3%) DM 3 15,7% F(66,6)/M(33,4) GNPD 4 21% F(75%)/M(25%) Amiloidose 2 10,5% M(100%) TB Renal 1 5,2% F(100%) LES 6 31,5% F (100%) SHU 2 10,5% F(100%) DM: diabetes melitus, GNPD: glomerulonefrite proliferativa difusa, TB: tuberculose, LES: lupus eritematoso sistêmico, SHU: síndrome hemolítica urêmica. Entre as Glomerulonefrites Primárias (n=31), a Glomeruloesclerose Segmentar e Focal (GESF) foi a mais prevalente, correspondendo a 35,4% das biópsias analisadas, seguida da Glomerulonefrite Membranosa (GNM), encontrada em 22,5% dos casos. A Glomerulonefrite Crescêntica apareceu em 19,3% das biópsias, Glomerulonefrite por IgA foi encontrada em 12,9% dos pacientes e Glomerulonefrite Crônica em apenas 9,6% dos casos, em nosso estudo(tabela 2). Entre as glomerulopatias secundárias (n = 19), houve predomínio no achado de Nefrite Lúpica (31,5%), seguida pela Glomerulonefrite Proliferativa Difusa, associada a infecções (21%). Diabetes Melitus foi encontrada em 15,7% dos casos, amiloidose e síndrome hemolítica urêmica em 10,5% (2 casos, cada), e tuberculose renal em 5,2%, das biópsias (1 caso). A Síndrome Nefrótica (SNO) foi a principal indicação clínica de biópsia renal em toda a população estudada (44,8%), seguida por Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva (GNRP), com 40,8% e Anormalidades Urinárias Assintomáticos (AUA), correspondendo a 12,2%. Síndrome Nefrítica (SNI) foi a indicação menos representativa nesta casuística (2%) (Figura 2). 17

18 SNO GNRP AUA SNI Sindromes Clinicas Figura 2. Indicação de biósias renais de acordo com as síndromes clínicas. Entre aqueles com Sindrome Nefrótica, Glomerulonefrite Membranosa (GMN) (40,9%) e Glomeruloesclerose Segmentar e Focal (GESF) (18,1%), foram os mais freqüentes diagnósticos, mas também foram encontrados diagnósticos de amiloidose em 9% dos pacientes. Tuberculose Renal, Glomerulonefrite Crescêntica e GNC contribuiram com 4,5% dos casos, cada. Em 13,6% dos pacientes com síndrome nefrótica (3 casos), a biósia mostrouse normal ou não caracterizou glomerulonefrite, podendo-se estar diante de casos de Glomerulopatias de Lesões Mínimas, em que é necessária complementação diagnóstica com ME para firmar o diagnóstico. (Figura 3). GESF MN Amiloidose TB renal Crescentica GNC Normal Figura 3. Frequências dos diagnósticos histopatológicos de acordo com as indicações clínicas: Síndrome Nefrótica. 18

19 Quando a apresentação da doença renal foi Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva, Nefrite Intersticial Aguda foi o diagnóstico predominante na população estudada, correspondendo a 25% da população, seguido de Glomerulonefrite Crescêntica, com 20% dos casos e Glomerulonefrite Crônica, com 15%. GESF e SHU, contribuiram igualmente com 10% dos casos, enquanto Necrose Tubular Aguda e Glomerulonefrite Proliferativa Difusa, foram responsáveis por 5% dos diagnósticos histológicos dos pacientes com essa apresentação clínica. Em 10% das biópsias avaliadas, foram encontrados glomerulos normais, mas com alteração de interstício, o que pode inferir nefropatia crônica ou pouca representatividade da amostra analisada. (Figura 4). NIA Crescêntica GESF SHU NTA GNPD Normal GNC Figura4: Frequências dos diagnósticos histopatológicos de acordo com as indicações clínicas: Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva. Quando as Anormalidades Urinárias Assintomáticas foram a síndrome de apresentação clínica dos pacientes, Nefropatia por IgA foi o diagnóstico histológico mais encontrado, em 66,7% dos casos e Glomerulonefite Proliferativa Difusa foi encontrada em 16,7% dos casos. A apresentação clínica de síndrome nefrítica foi encontrada em somente 1 paciente, neste estudo, tendo como diagnóstico histológico, Nefropatia por IgA. 19

20 DISCUSSÃO Este relatório fornece informações sobre a ocorrência de doenças renais diagnosticadas por biópsia renal, durante um período de 12 anos, em uma população de 68 pacientes acompanhados no serviço de Nefrologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. A incidência de biópsias renais realizadas no nosso serviço foi de 5,75 biópsias/ano. A razão de biópsias realizadas pode refletir indiretamente a prevalência de doenças renais em uma região geográfica em particular, e é influenciada por vários fatores como a população estudada, as politicas de realização de biópsias dos hospitais (centros de referência ou não) e características dos hospitais de atendimento (secundário ou terciário). Nesta revisão, as biópsias úteis foram definidas como aquelas que estabeleceram definitivamente o diagnóstico e que proporcionaram orientação médica sobre o tratamento do paciente. Das 71 biópsias renais ralizadas entre 2000 e 2012, 68 (95,7%) foram consideradas úteis, o que reflete uma acertividade na indicação e na realização das mesmas. No presente estudo, os diagnósticos histopatológicos foram classificados e analisados a partir da hipótese da síndrome de apresentação clínica na ocasião da biópsia, uma vez que cada síndrome clínica agrupa doenças específicas. Microscopia Eletrônica não foi disponível, embora seja uma ferramenta de diagnóstico importante em algumas circunstâncias e alguns diagnósticos histológicos podem ter sido subdiagnosticados, como por exemplo nefropatia por Lesão Mínima, cuja análise da biópsia através de microscopia óptica e imunofluorescência demonstra glomérulos normais, a despeito da apresentação clínica de síndrome nefrótica, nesses pacientes. Nosso estudo encontrou um predomínio das doenças glomerulares, sendo a principal indicação de biópsia renal a presença de síndrome nefrótica, seguida por glomerulonefrite rapidamente progressiva e alterações urinárias assintomáticas. Foi encontrado também um predomínio das glomerulopatias primárias sobre as secundárias, sendo mais freqüente, entre as primárias, a GESF, e entre as secundárias, a nefrite lúpica, estando esses dados em conformidade com vários estudos nacionais 4,18,19,20 e latino-americanos 4,22. 20

21 A distribuição por sexo foi equilibrada, quando considerados todas os diagnósticos em conjunto, mas houve predomínio do sexo feminino entre as glomerulopatias primárias e secundárias separadamente, sendo nessas últimas, provavelmente relacionada aos casos de nefrite lúpica encontrados. Segundo o Registro Paulista de Glomerulopatias, a ocorrência elevada de GESF e nefrite lúpica sugere que estas sejam as principais lesões encontradas em pacientes biopsiados no Brasil 23. Em outros países como Arábia Saudita, Uruguai e alguns centros norte-americanos, a GESF é igualmente mais prevalente 23,24,25. No entanto, a literatura afirma que a nefropatia por IgA é a glomerulopatia primária mais comum em todo o mundo 26. Tais diferenças podem ser justificadas pelo fato de que nos países em que a nefropatia por IgA tem menor incidência, pacientes com hematúria e/ou proteinúria assintomáticas (principal forma de apresentação clínica da nefropatia por IgA), sejam menos biopsiados, e portanto, tal nefropatia, menos diagnosticada. Em nosso estudo, as glomerulopatias primárias mais prevalentes em ordem decrescente foram: GESF e Glomerulonefrite Membranosa. A prevalência de tais glomerulopatias apresentam grande variabilidade ao redor do mundo dependendo do país de origem destes registros. A despeito desta variabilidade, vários estudos demonstram que a GESF vem tornando-se mundialmente a principal glomerulopatia primária causadora de síndrome nefrótica 27,28. Esses achados concordam com os índices dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pará, Bahia e São Paulo, nos quais os nefróticos são acometidos principalmente por GESF. Diversas hipóteses foram sugeridas para justificar este fato. É provável, por exemplo, que a freqüência aumentada de GESF esteja sendo influenciada pela seleção de pacientes jovens e nefróticos. Além disso, sendo a GESF a via final comum de diversas doenças, o aumento na freqüência relativa desta patologia pode ser superestimado em estudos que não avaliam a evolução dos pacientes biopsiados 24. A glomerulopatia secundária mais freqüente na amostra estudada foi a nefrite lúpica, correspondendo a 31,5% das glomerulopatias secundárias. Dados de Manaus e Uberlândia coincidem com este achado, visto que nestas cidades a nefrite lúpica alcançou índices de 73% e 85%, respectivamente. 21

22 Não foram observadas intercorrências graves, decorrentes da realização das biópsias, como nefrectomia ou óbito. Não foi objetivo deste trabalho avaliar o impacto do resultado da biópsia na conduta médica posterior. Entretanto, consideramos que o diagnóstico histopatológico contribuiu para melhor orientação terapêutica e definição prognóstica. 22

23 CONCLUSÃO Os dados encontrados no nosso estudo conferem com dados da literatura, onde a GESF é a glomerulopatia mais comum. Além disso, ressaltamos a importância deste estudo epidemiológico por vários motivos: 1. Refletiu a acertividade na indicação e realização das biópsias renais. 2. Refletiu técnica de realização bem adequada. 3. O achado de diagnósticos como amiloidose, tuberculose renal e síndrome hemolítica urêmica só foram possíveis com a realização da biopsia renal e, se somados, contribuíram com um percentual significante dentro da nossa amostra. Tais diagnósticos permitiram terapia direcionada e específica, o que não seria possível sem a realização da biópsia. 4. Nosso serviço não dispõe de microscopia eletrônica, mas sua ausência não foi relevante, visto que a maioria dos diagnósticos foram feitos a despeito deste fato. 5. Estudar a epidemiologia da população em determinado local, região ou serviço, também contribui para direcionar a terapia empírica na impossibilidade da realização de biópsia renal e estabelecimento do diagnóstico certeiro. Por outro lado, vale a pena ressaltar a dificuldade da realização de estudos epidemiológicos no nosso serviço. A ausência de prontuário informatizado e dados incompletos de prontuários dificultam extremamente tais avaliações. Uma política de orientação médica, associada à informatização de banco de dados, seria fundamental para possibilitar a realização de mais trabalhos epidemiológicos. 23

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