MAPUTO: MARCO MACHADO

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1 Relatório Final Serviço de consultoria para conduzir um estudo de mercado sobre volumes, preços, novos produtos e produção sob contrato na cadeia de valor hortícola no Centro de Moçambique. CLIENTE: MAPUTO: 20 de Junho 2014 MARCO MACHADO ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 0

2 SUMÁRIO I. INTRODUÇÃO... 1 II. OBJECTIVOS... 2 III. METODOLOGIA... 2 IV. CONTEXTUALIZAÇÃO DO AGRONEGÓCIO... 4 V. CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR HORTÍCOLA NO CORREDOR DA BEIRA Enquadramento Procura Canais de comercialização Constrangimentos à instalação de mercados grossistas formais de produtos frescos Produção Processamento Modelos organizativos Fluxos económicos (bens e serviços): VI. PRODUTOS HORTÍCOLAS COM MERCADO NO CORREDOR NA BEIRA VII. MERCADOS E CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO NO CORREDOR NA BEIRA VIII. PREÇOS DE HORTÍCOLAS POR CANAL DE DISTRIBUIÇÃO E SUA SAZONALIDADE IX. EMPRESAS RELEVANTES NA CADEIA DE VALOR DE HORTÍCOLAS NO CORREDOR DA BEIRA POTENCIAL PRODUÇÃO POR CONTRATO X. CARACTERIZAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO XI. CUSTOS DE PRODUÇÃO XII. CUSTOS LOGÍSTICOS E OPERADORES XIII. CONSTATAÇÕES, OPORTUNIDADES, CONSTRANGIMENTOS ACTUAIS AO DESENVOLVIMENTO DA CADEIA DE VALOR DE HORTÍCOLAS XIV. PROJECTOS ÂNCORA RELEVANTES PARA A CADEIA DE VALOR DE HORTÍCOLAS XV. PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO E FONTES DE FINANCIAMENTO DISPONÍVEIS NO CORREDOR DA BEIRA XVI. ANÁLISE DA CADEIA DE VALOR HORTOFRUTÍCOLA XVII. ABORDAGEM PARA DESENVOLVIMENTO DA CADEIA DE VALOR DE HORTÍCOLAS XVIII. MODELOS A ADOPTAR PARA MELHORAR O ACESSO A SERVIÇOS DE EXTENSÃO, A MERCADOS SOBRE CONTRATO E IRRIGAÇÃO PARA PRODUTORES DE PEQUENA ESCALA XIX. MODELO(S) A ADOPTAR PARA FAZER CRÉDITO COM SUCESSO XX. CONCLUSÕES XXI. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS XXII ANEXOS Anexo 1 listas de produtos e preços nos principais mercados urbanos informais Anexo 2 lista de produtos e preços nas empresas de catering e supermercados Anexo 3 - listas de associações, contactos e outras informações Anexo 4 regadios e tecnologias existentes e evolução histórica Anexo 5 entrevistas com actores relevantes M OÇAMBIQUE 0

3 I. INTRODUÇÃO O presente relatório, denominado Estudo de Desenvolvimento da Cadeia de Valor de Hortícolas no Corredor da Beira, realizado pelo CONSULTOR foi encomendado e financiado pelo BOM Banco Oportunidade Moçambique.. O objectivo principal deste estudo é o de proporcionar uma análise geral da cadeia de valor de hortícolas (como foco nos vegetais) e especifica relativamente a um conjunto de variáveis críticas pré-identificadas, para apoiar uma tomada de decisão do BOM de financiamento à cadeia de valor e de como financiar os seus actores, tendo em conta os seguintes aspectos: 1. Contexto do agronegócio e suas tendências em Moçambique e em particular no Corredor da Beira, identificando os principais distritos de cultivo dos hortícolas, seus riscos e formas de mitigação; 2. Retractar a cadeia de valor, desde os produtores, comercialização rural, passando pela indústria, canais de distribuição, perfil do consumidor, análise da demanda e o défice da produção no corredor e as origens internas e externas dos vegetais, até aos fornecedores de insumos, tecnologias e assistência técnica aos produtores, actividades complementares e de apoio; 3. Identificar os fluxos comerciais mais relevantes no corredor da beira, estimar volumes de produção e procura, níveis de preços praticados ao longo da cadeia de geração de valor e sua sazonalidade e identificar potenciais produtos de nicho; 4. Análise dos custos de produção ao nível dos produtores de pequena escala e produtores emergentes; 5. Identificação de projectos âncora da cadeia de valor de hortícolas e programas e linhas de desenvolvimento e financiamento públicas e privadas; 6. Identificação de oportunidades de desenvolver contractos de produção; 7. Principais constrangimentos ao desenvolvimento da cadeia de valor; 8. Recomendações de abordagens e modelos de desenvolvimento da cadeia de valor e desenho de produtos financeiros, formas de mitigação de riscos. O relatório está organizado em capítulos começando com a apresentação dos objectivos, metodologia, seguindo-se o conteúdo específico apresentado nos capítulos IV a IX. Inclui ainda as conclusões, bibliografia mais relevante consultada e anexos. O conteúdo do presente estudo inclui secções com textos baseados noutros documentos citados na bibliografia (de autoria do director do projecto) com maiores ou menores adaptações e secções escritas de raiz pelo consultor e ainda gráficos, imagens, tabelas copiadas com as devidas fontes identificadas, e outros também elaborados pelo consultor. LIMITAÇÕES Como limitações à realização trabalho de realçar a dificuldade de acesso a informação, sua coerência, sua actualização, que é normal na realização deste tipo de estudos, mas mais marcante no caso dos hortícolas (por não ser uma cultura alimentar base) e agravado pelo período conturbado de Outubro a Dezembro de 2013, por questões politica de segurança no corredor da Beira.. Dependendo das fontes alguns dados estatísticos variam e podem ser incoerentes mas o consultor fez a opção de manter os dados originais e citar as fontes, não sendo possível ou aconselhável fazer a sua harmonização, mas interpretá-los com as devidas ressalvas. DISCLOSURE: o CONSULTOR e a sua equipa não se responsabilizam pelas fontes de informação citadas, nem pelas decisões que serão tomadas pelo CLIENTE, estando no entanto disponível para melhorar o seu output, para aprofundar pesquizas, apoiar a implementação de eventual investimento. ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO D E MOÇAMBIQUE 1

4 II. OBJECTIVOS As in horticulture production, real time market connections and contract farming are crucial for the economic result. BOM want s to carry out a Value Chain Assessment for Vegetable and Horticulture. Through this research BOM expects to align its growing horticulture portfolio with market needs and trends. The study intends to identify new crops, clients and markets in Central Mozambique. The results of this study would be used by BOM Agriculture team (and clients and ESPs) to develop new businesses between clients and markets, guaranteeing contract towards a more profitable and sustainable activity, increasing portfolio and client income as well as reducing risk exposure. 1. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Avaliar volumes negociados sazonalmente em todo centro de Moçambique. Identificar os drivers de preços regionais e tendências durante o ano. Identificar novas culturas com valor acrescentado para nichos de mercado. Identificar potenciais contratos diretos com compradores, com ênfase para os retalhistas urbanos e megaprojetos. Identificar oportunidades de empréstimos onde BOM pode fornecer financiamento para os participantes da cadeia de valor. Incluindo eventual necessidade de financiar a instalação de uma "unidade de processamento de vegetais frescos", recomendar serviços a serem prestados, os modelos de propriedade e de organização e site. 2. ÂMBITO DO PROJECTO O foco geográfico é nas províncias de Sofala, Manica e Tete. Será avaliada toda a cadeia de valor desde à porta da amachamba até ao Mercado. Especial atenção será dada aos mercados grossistas urbanos, retalhista e logística de restauração de grandes projetos. A estrutura de preço do produto final será analisada. A Qualidade de culturas em diferentes segmentos serão avaliados. Os custos de Geografia e logísticos serão analisados. III. METODOLOGIA ETAPAS METODOLÓGICAS Desk-work para identificar os principais atores da cadeia de valor da horticultura. Desenvolver consultas personalizadas e diretrizes para entrevistas. Antes de realizar o trabalho de campo agendar reuniões com os atores formais relevantes. Duas semanas missão de campo para realizar reuniões, entrevistas e visitas aos atores formais e informais relevantes, os mercados formais e informais. Desenvolver uma base de dados e realizar a análise de outputs. Elaboração de relatórios Discussão de conclusão e recomendações em uma mesa-redonda com 3-4 atores e representantes de BOM. EQUIPA DE PROJECTO Director de Projecto: Marco Machado M OÇAMBIQUE 2

5 Recolha de Informação: Gianluca Luongo (Senior agronomist, with more than 15th years performing positions and consultancy assignments in development programs, agro industries and cooperatives) and field team. RELATÓRIOS Project deliverables is project report including all the above objectives when possible per crop, recommendations and initiate contacts with potential business partners for the horticulture clients of the bank: Progress Report : 2th March Draft Report: 20 th June Final Report: 1 week after receivable of BOM s comments. DIAGRAMA DA METODOLOGIA ADOPTADA PELO CONSULTOR Para análise do desenvolvimento de cadeias de valor agrárias em Moçambique o consultor utiliza nas suas consultorias a seguinte abordagem, que difere de algumas abordagens standard, nomeadamente do Banco Mundial, nos seguintes aspectos: A comercialização rural, dado a sua importância e peso no escoamento e no preço dos produtos agrários é analisada como uma fase autónoma na cadeia de geração de valor; O processamento é analisado por 3 níveis, o nível primário desenvolvido ao nível do distrito, o intermediário ao nível de distrito cluster ou capitais de província e o final ao nível das capitais de região (Maputo, Beira, Nampula-Nacala); Os produtos financeiros disponíveis no mercado são analisados pela sua adequação às diferentes fases das cadeias de valor agrárias, seguindo com algumas adaptações a metodologia da EFR (Estratégia das Finanças Rurais) e PDDA (Plano Director para o Desenvolvimento do Agronegócio). ESTRUTURA DA CRIAÇÃO DE VALOR: "Hortícolas" Actividades Directas (Fases e subactividades) INPUTS (sementes, fertilizantes e agroquimicos, tracção animal, mecanização, irrigação, electricidade, sacos, combustível) PRODUÇÃO (Camponeses; Emergentes; Médio-Grandes) COMÉRCIO RURAL (Mercados informais; Intermediários; Retalhistas; Grossistas) (1º Nível: Postos Admin./Distritos; 2º Nível: Província) PROCESSAMENTO (Primário: selecção, limpeza, embalamento em caixas/sacos produto fresco; Intermédio: selecção, embalamento de produto fresco em embalagens individuais para distribuição moderna; Final: produto alterado e embalado em diversas formas) DISTRIBUIÇÃO/MERCADOS Mercado Interno: Mercados urbanos informais e formais; Importadores; Armazenistas; Retalhistas: tradicional, médias-grandes superficies/redes Mercado Externo: Exportadores CONSUMIDOR : Mercado Interno: Rural, Vilas e Cidades médias Urbano; Mercado Externo: Regional; Ásia; outro RECICLAGEM M OÇAMBIQUE 3

6 IV. CONTEXTUALIZAÇÃO DO AGRONEGÓCIO BREVE APRESENTAÇÃO D O PAÍS População (milhões) a 24.3 Número da Pessoas Subnutridas (milhões) d 8.1 Rendimento Nacional Bruto (bilhões de US$) d 2.4 Esperança de Vida c 51.7 Área Total (km²) c 786,380 % da População Vivendo abaixo da Linha de Pobreza b 70 Agricultural land (% of land area) d 87.3 Força de Trabalho Feminina na Agricultura (000 pessoas,2011) d 6,155 Clima Tropical e Subtropical (de Norte para Sul) Sistema Político Multipartidário (Democrático) Independência 25 de Junho de 1975 Principais produtos agrícolas: Milho, arroz, soja, gergelim, amendoim, feijão, cana de açúcar, citrinos, banana, caju, chá, tabaco e algodão Principais Parceiros Comerciais Portugal, China, África do Sul, Zimbabwe, Brasil, EUA, Índia Capital do País Maputo (1.27 Milhões de Habitantes) Principais Cidades Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Pemba Principais Portos/ Corredores Maputo/ Limpopo, Beira e Nampula/ Nacala Fonte: a. CIA 2011 est; b.cia; c FAO; d. World rice statistics/ FAO Country Profile 2013 O país possui no total 79 milhões de hectares (ha), dos quais 1 milhão são águas interiores e 78 milhões de ha são de terra (INE 2000). Desta área são considerados cultiváveis 36 milhões de ha, sendo os restantes 42 milhões de ha ocupadas por florestas (20.3%), imprópria para a agricultura (19.5%), parques nacionais e conservação (12.6%) e áreas urbanas (0.9%). Dos 36 milhões aráveis, somente 5,6 milhões de hectares são efectivamente utilizados para a produção1 e correspondem a 13.8% da terra que é cultivável e a 6.3% da área total do país2. As culturas de rendimento ocupam 5,7% da área cultivada. A área disponível para agricultura com baixo risco agro climático é de 20 milhões de hectares e a área fértil poderá ter tendência a reduzir com a desertificação, má utilização, mudanças climáticas, entre outros factores. O país dispõe de grandes possibilidades em termos de irrigação. Grandes bacias hidrográficas permanecem largamente não exploradas ou ineficientemente exploradas (Zambeze, Save, Limpopo). Na base desta falta de 1 A área que já foi utilizada antigamente em sequeiro foi de 8 milhões de hectares e que provavelmente a população tenderá a ocupar os mesmos espaços. 2 As estimativas oficiais de ocupação de terra não incluem a ocupação sem título de terra, realizada tanto na base das normas e práticas costumeiras previstas na Lei (Artigo 12 da Lei de Terras), como as ocupações ilegais ou resultantes de deslocações devidas à guerra. ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 4

7 aproveitamento está sobretudo a carência de infra-estruturas: estradas, irrigação e armazenagem, áreas em que se vem intensificando o esforço de investimento. A agricultura, contribui em cerca de 26% na formação do PIB 3 e é a fonte sobrevivência da população moçambicana. A estrutura agrária consiste em três sectores fundamentais: sector empresarial, sector familiarempresarial (emergente) e o sector familiar, este último que se dedica a produção de subsistência. Sendo grande parte da força de trabalho empregada na agricultura, particularmente no sector familiar, de subsistência, o cultivo é feito usando equipamento rudimentar, reduzido uso mesmo de ração animal e extensivo, sendo maioritariamente uma época (das chuvas) ao ano. O sistema de rega é natural, dependendo grandemente da chuva e regadios em deficientes condições de operacionalidade e eficiência. Os espaços de cultivo médio no sector familiar, variam de 6000m² a 8000m², por família, sendo a produção média por hectare de cerca de 1 tonelada (culturas de grão). Em Moçambique, à semelhança do que acontece na maior parte dos países africanos, o agronegócio, como factor dinamizador do sector agrário em geral, não é somente chave para o desenvolvimento económico, é também determinante para a equidade no desenvolvimento e fundamental para a redução da pobreza e da fome. Segundo os CENSOS AGRO-PECUÀRIOS, , INE existem no país 3,8 milhões de explorações agropecuárias (activas, semi-activas, inactivas), equivalente a cerca de 71,5% dos agregados familiares. Cerca de 99,3% são explorações pequenas (área cultivada menor que 10ha se não irrigados ou 5ha se irrigão, ou que tenha menos que 10 bovinos). A tabela a seguir ilustra o número de explorações registadas no país. E X PL O R A ÇÕ E S AG RO - P E CU Á RI A S Unidade Provincia Pequenas Médias Grandes Total Niassa 224, ,151 Cabo Delgado 339, ,816 Nampula 828, ,642 Zambézia 828, ,802 Tete 367,977 8, ,137 Manica 262,692 2, ,489 Sofala 269,576 1, ,251 Inhambane 267,322 1, ,306 Gaza 211,067 5, ,736 Maputo 147,725 2, ,709 Cidade de Maputo 54, ,715 Total 3,801,259 25, ,827,754 Fonte: 3 Documento Estratégico do País, M OÇAMBIQUE 5

8 Existe um forte potencial agrário nas regiões centro e norte do país, especificamente das províncias de Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa. Existem áreas substanciais nas províncias de Maputo, Gaza e Cabo Delgado que foram cultivadas no passado e são agora tidas como previamente cultiváveis. Estima-se em 120,000 ha (3.3 % da área potencial) a terra equipada para a irrigação e desta somente 35,000 ha (cerca de 0.1% da área potencial) estão em operação (informação em constante alteração face ao crescimentos dos regadios do sector da cana de açucar e novos grandes projectos agrícolas surgidos nos últimos 5 anos). O rendimento por hectare dos produtos agrícolas básicos é praticamente constante desde há cinquenta anos. O aumento da produção tem sido principalmente devido ao aumento da área, que tem crescido quase proporcionalmente ao aumento da população. A seguir apresenta-se a evolução da produção dos principais produtos agrários. Produção agrícola A produção agrária no país registou oscilações durante os anos conforme tabela seguinte. De 2002 a 2003 registou-se uma queda em 66% devido à estiagem verificada no país. Em 2006, a produção atingiu um pico perfazendo cerca de mil toneladas. Mesmo com a introdução da estratégia de revolução verde (operacionalizada através do PAPA), os resultados atingidos não foram muito animadores. De 2006 a 2008 tem-se verificado uma queda na produção de 8% e 17%, em média, respectivamente. Apesar de possuírem baixos níveis de produção comparativamente às outras culturas, o girassol e o gergelim registaram as maiores taxas de crescimento (em média 35% e 31%, respectivamente). A produção de milho, uma das principais culturas tradicionais, tem oscilado à volta de mil toneladas, tendo registado o valor mais baixo em 2005 (redução de 20%). Toneladas Produto Amendoim 102,070 87,460 85,650 84, , ,520 Arroz 93, ,400 64,500 97, ,900 87,900 Batata-doce 456, , , , ,050 Outros Feijões 54,300 60,900 45,300 74,800 92,100 76,700 Gergelim 13,910 13,587 20,088 20,561 18,778 40,696 Girassol 3,483 3,929 1,061 2,138 5,957 3,281 Mandioca 3,446, ,782,420 5,481,340 4,959,260 4,054,590 Mapira 138, , , , , ,300 Mexoeira 12,200 21,500 15,200 22,300 24,900 14,700 Milho 1,114,800 1,181, ,500 1,395,500 1,133,700 1,214,200 Pimento Tabaco 42,570 51,131 80,842 93,065 33,595 46,261 Algodão Caroço 84,675 54,144 78, ,119 99,949 s/i Total 5,561,973 1,899,911 6,738,919 8,260,966 7,600,587 6,333,269 Legenda: s/i sem informação Fonte: M OÇAMBIQUE 6

9 Pecuária A tabela a seguir apresenta a evolução anual da criação de animais entre 2002 e Animal Unidades Bovinos 838,511 1,011,075 1,337,529 1,142,374 1,419,491 1,433,201 1,272,245 Caprinos 4,947,552 4,760,946 4,952,435 3,491,950 4,420,592 4,843,907 3,906,212 Ovinos 202, , , , , , ,516 Suinos 1,603,843 1,357,808 1,637,457 1,187,484 1,349,502 1,539,362 1,340,640 Outros Animais 33,137 41,685 24,159 45,914 46,502 33,633 18,297 Galinhas 22,629,444 15,181,311 14,346,161 18,201,796 17,795,839 18,126,856 23,920,938 Coelhos 193, , , , , , ,912 Patos 2,128,324 1,538,248 1,507,336 1,253,889 1,671,201 1,865,058 1,881,771 Gansos 5,319 12,517 2,413 2,029 19,054 8,034 15,792 Perus 83,989 61,853 66,041 96,880 78,002 90, ,671 Galinhas de Mato , , , , ,557 Total 32,666,938 24,328,536 24,603,117 26,032,399 27,711,394 28,990,404 33,572,551 Fonte: Em unidades, a criação de galinhas representa naturalmente, em média, 66% do total da produção pecuária registada, seguida do gado caprino, que representa 16%. De acordo com os dados existentes, a província da Zambézia é a maior criadora destas aves, com uma média de 21% ao ano, seguida de Nampula e Manica com 15% e 14%, respectivamente. A criação de patos e de gado bovino e suíno é ainda incipiente, cada uma representando menos de 6% do total da produção e com taxas de crescimento médias abaixo dos 10%. A criação de gansos no país é ainda insignificante, na baixa produção registada destacam-se as províncias de Maputo, Gaza e Manica. As províncias de Zambézia, Nampula, Tete e Manica são as províncias com maior potencialidade para a actividade agro-pecuária. TENDÊNCIAS DO SECTOR DO AGRO-NEGÓCIO Desde 2008, o Governo de Moçambique iniciou uma aposta forte no desenvolvimento do sector agrário e dos agronegócios, com a definição e implementação de um conjunto de planos estratégicos, politicas e programas de desenvolvimento gerais, sectoriais e sub-sectoriais, apoiado pelos seus parceiros internacionais e suportado pela crescente dinâmica interna dos agentes económicos presentes no país e no sector familiar, cada vez mais orientado ao mercado (ex.: gergelim, milho), além das culturas de rendimento tradicionais, algodão, tabaco, cana-de-açúcar e castanha de caju, e novas como a soja e banana. A implementação do PPFD, do FIL, do Programa Nacional das Finanças Rurais, PAPA e mais recentemente o PEDSA, PDDA e PNISA, entre outros instrumentos de política, que vieram também contribuir para o desenvolvimento tendencialmente sustentado do mundo rural e ajudar a criar algumas condições básicas para o sector de produção do arroz se desenvolver, como é objectivo do Governo. Também ao nível dos instrumentos de política económica para o desenvolvimento dos agronegócios, as bases estão criadas e muita legislação fundamental foi produzida nestes últimos 5 anos, como, por exemplo, o regime especial aduaneiro para a agricultura, as tarifas especiais da água e energia eléctrica para a agricultura, a legislação das associações e cooperativas, a legislação do trabalho, o planeamento, ordenamento e gestão do território, os benefícios fiscais aos investimentos especiais para a agricultura e para os investimentos nas províncias e, em especial, em Sofala, entre outros listados no relatório. M OÇAMBIQUE 7

10 A figura seguinte apresenta no mapa do país por distritos o resultado do cruzamento entre as variáveis potencial agrícola (factores agro-climáticos), população e acesso a mercados (proximidade e tempo de acesso aos mercados urbanos), para determinar o potencial de desenvolvimento dos distritos (num extremo verde escuro com maior potencial nas 3 variáveis e no extremo oposto castanho escuro com menor potencial também nas 3 variáveis). Cruzando estes factores com outras infra-estruturas gerais foram determinados os corredores de desenvolvimento (PEDSA) e cruzando novamente com a existência de infra-estruturas agrárias e com a existência actual de agroindústrias foram obtidos os 35 clusters preliminares (PDDA), que orientam as prioridades e politicas do governo para o agro-negócio e as orientações fornecidas aos investidores privados. Fonte: do MDD Mozambique Development domains, Ragendra de Sousa (PHD), UEM, e ide Moçambique possui um enorme potencial agrícola, e se olharmos para a produção específica do arroz, objecto deste estudo, para além da Tanzânia (figura 14), segundo dados da USAID sobre análise do Mercado do arroz na SADC, o país é o Segundo maior produtor e os países vizinhos poderão, com a explosão que se esta a verificar no aumento da capacidade de produção e processamento em Moçambique, ser abastecidos através dos 5 corredores de desenvolvimento para o Hinterland. A tabela abaixo mostra o tipo de canais de transporte, os países de destino e os principais portos associados aos corredores de desenvolvimento que possam impulsionar o escoamento e exportação do arroz das zonas potencialmente agrícolas para os seus respectivos mercados. M OÇAMBIQUE 8

11 # Corredores Tipo de Canais de Transporte Rodov Ferrov Aérea Fluvial Países de Destino Portos 1 Pemba-Lichinga X Malawi Nacala 2 Nacala X X X Zâmbia, Malawi Nacala 3 Vale Zambeze X X X X Zâmbia, Malawi Nacala 4 Beira X X X Zimbab, Zâmbia e Malawi Beira 5 Limpopo X X Zimbabwe Maputo 6 Maputo África do Sul, Swazilândia, Maputo X X X Zimbabwe, Botswana ESTRUTURA FUNDIÁRIA 4 A estrutura do sector agrário consiste em três grupos: o sector empresarial, o sector familiar-comercial (produtores emergentes), e o sector familiar virado para o autoconsumo (ou sector familiar). Como se pode notar o sector dos produtores familiares compreende ambos, o sector comercial e o sector familiar, representa 94% do total da agricultura. O sector empresarial é pequeno (apenas 5.3% do total), tendo se mostrado particularmente dinâmico e crescido significativamente nos últimos 5-6 anos, embora partindo de uma base quase zero. O sector empresarial tradicional inclui tabaco, algodão, cana-de-açúcar e avicultura, com as cadeias de valor bastante desenvolvidas, o caju (só processamento da castanha),, criação bovina extensiva, e desde início de 2000 a banana no Sul (com produção e processamento, com as cadeias de valor bastante completas) e tem atraído investimento estrangeiro. Mais recentemente têm-se implementado investimentos em sectores como as plantações florestais (eucalipto, pinheiro, teca), soja, retoma do chá, leguminosas, banana no Norte, hortícolas e arroz. A presença de diferentes sectores (empresarial, familiar-comercial e familiar virado para autoconsumo) realça três aspectos importantes: 1. A predominância do sector familiar sugere a necessidade de haver maiores intervenções do governo neste sector: um por cento de aumento no crescimento do sector familiar é equivalente a mais de 6% de aumento no crescimento do sector empresarial. 2. Dados os seus pesos significativos sobre a estrutura de produção, ambos os sectores (familiar-comercial e virado para autoconsumo) contribuem significativamente para o crescimento total da agricultura. 3. Uma política global de encorajamento ao investimento privado (nacional e estrangeiro) tem aspectos positivos na criação de dinamismo à agricultura como um todo, levando a um rápido crescimento de subsectores específicos e criando as condições necessárias para o surgimento duma agricultura comercial sustentável. Portanto, uma estratégia de desenvolvimento da agricultura centrada no pequeno sector familiar e na promoção de ligações entre o sector do pequeno agricultor (familiar) e as dinâmicas do sector empresarial poderá acelerar o crescimento e desenvolvimento da agricultura comercial. A tecnologia evolui pouco na agricultura moçambicana: o uso de insumos continua baixo, quase nulo, nos produtos tradicionais, excepto em algumas culturas de rendimento como é o caso da cana-de-açúcar, algodão, tabaco entre outros poucos casos excepcionais. 4 EDA, 2005 M OÇAMBIQUE 9

12 T E CN O L O G I A EM U S O NO S E CTO R FA M I L I AR Utilizadores de irrigação 4% 11% 6% 6% 8% 8% 3% 5% Utilizadores de tracção animal 7% 11% 11% 9% 12% 11% 11% n.d Utilizadores de fertilizantes químicos 1% 4% 3% 4% 5% 4% 3% 4% Utilizadores de pesticidas 7% 5% 5% 5% 7% 3% 3% Pertence a uma associação 4% 4% 6% 7% 8% 7% n.d. Assistido por extensionista 14% 13% 15% 12% 10% 8% n.d. Emprega terceiros permanentemente 2% 2% 2% 2% 3% 3% 12% Emprega terceiros temporariamente 16% 16% 18% 24% 21% 19% n.d. Utilizadores de mecanização e transporte 4% Utilizadores de crédito 2% Fonte: TIA (diversas edições até 2008); Ano 2010 CAP 2009/10 ANÁLISE DA AGRO-INDÚSTRIA 5 A agro-indústria está muito aquém das necessidades, isto é, de ser capaz de processar a produção actual, e é muito inferior à capacidade potencial da agricultura. Verificou-se uma tendência de encerramento das agro-indústrias em quase todas as culturas até talvez 2010, mas com maior ênfase nas fábricas de descasque de arroz de média capacidade e, nos últimos 5 anos, nas indústrias de extracção de óleo de coco, nas províncias de Inhambane e da Zambézia6. As agro-indústrias, de um modo geral, enfrentam diversas dificuldades relacionadas com o mercado, elevado custo, baixa qualidade, incerteza da disponibilidade continua das matérias-primas e deficiências graves nas infra-estruturas do país, em particular estradas, energia e comunicações, reduzido nível know-how e ausência de uma cultura industrial entre trabalhadores, estado e outros operadores. Quase todas as fábricas de sumos importam o concentrado e limitam-se a adicionar água e as poucas fábricas que processam a fruta enfrentam diversos problemas que ameaçam a continuidade do processo produtivo. De modo semelhante, as indústrias de refinaria de óleos (em crescimento desde ) importam óleo bruto ao invés de 5 A falta de dados sobre grande parte das culturas, em particular, frutas e oleaginosas, dificulta a análise da agro-indústria. 6 As indústrias de extracção de óleo de outros produtos como o algodão e mafurra encerraram, quase todas, no período de guerra dos 16 anos. M OÇAMBIQUE 10

13 transformar a matéria-prima nacional. Não obstante, verifica-se simultaneamente exportações de óleo bruto (copra, com tendência para reduzir) em paralelo com as matérias-primas. O mesmo cenário para a indústria moageira, essencialmente de trigo importado e pouco milho, também muitas vezes importado, principalmente pelas maiores industrias moageiras instaladas no sul. A indústria de rações para o sector avícola, tem registado uma evolução positiva , com talvez perto de 10 fábricas ao longo do país (diferentes capacidades, diferentes modelos de negócio, diferentes tecnologias e processos de produção), sendo talvez a cadeia de valor mais integrada actualmente no país (incorporando desde a produção nacional de ovos de incubação e rações, à criação de frangos e galinhas, matadouro, produtos IQF e distribuição por grosso e retalho com rede de frio a crescer lentamente). Outras cadeias de valor com processamento a nível do país são o algodão, tabaco, cana-de-açúcar e o arroz, e a um nível menos expressivo mas em crescimento a banana e hortícolas (selecção, limpeza, embalamento e conservação) e o gergelim (selecção, limpeza e ensacamento). Segundo os dados do MIC, Maputo e Nampula possuem o maior número de agro-indústrias, com destaque para as moageiras. Relativamente às refinarias de óleo, Inhambane concentra actualmente o maior número. Ao nível das agro-indústrias, os principais produtos finais são a farinha de trigo e de milho, o farelo, a sêmea, ração avícola, bem como pipocas, massas e bolachas e ainda, óleo alimentar (à base da palma, soja e residualmente girassol). ANÁLISE DA COMERCIALIZAÇÃO É muito difícil estimar a produção comercializada por falta de dados credíveis. Dos dados disponíveis, pode se estimar que em média, de 2005 a 2009, dos produtos alimentares com dados registados, o milho contribuiu com 43% dos produtos comercializados, seguido pela mandioca com 20%, feijão e castanha de caju, com 13% e 10%, respectivamente. A tabela 8 ilustra a evolução da comercialização, por produtos. E VO L U Ç ÃO D A C O M E R CI AL I Z AÇ Ã O A G R Í C O L A Ano Milho Arroz Mapira Mandioca Feijão Amendoim Girassol Copra Mafurra C. Caju ,988 12,273 3, ,371 54,068 26, , , ,728 16,671 7, , ,548 30,416 6,470 28, , ,200 25,698 40, , ,507 55,464 5,917 35, , ,530 40,390 39, , ,733 54,725 4,820 37, ,710 Média 369,112 23,758 22, , ,714 41,815 4,327 30, ,378 Fonte: MIC Em geral, observou-se uma evolução positiva nos níveis de comercialização. O girassol, por exemplo, evoluiu de um nível de comercialização de 99 t em 2005 para t em 2009, depois do pico atingido em O mesmo já não se verifica com a castanha de caju, cujos níveis de comercialização reduziram de pouco mais de t em 2005 para cerca de 64 mil t em M OÇAMBIQUE 11

14 INVESTIMENTO PRIVADO A análise do investimento privado baseou-se nos dados de duas instituições: Banco de Moçambique - que mantém registos sobre crédito dos bancos comerciais e entrada de valores (capital próprio e empréstimos); e CPI que mantém registos e produz estatísticas sobre projectos aprovados, agrupados em grandes categorias. Não faz o devido seguimento da realização do investimento. Neste contexto, os dados existentes não são conclusivos, mas servem para dar uma ideia da tendência do crédito por sector e as intenções de investimento. Crédito à Economia O gráfico a seguir ilustra a evolução do crédito ao investimento de 2001 ao MZM 1^ Evolução do crédito ao investimento por sectores Agricultura Fonte: Banco de Moçambique Pecúaria Silvicultura e exploração florestal Pescas Indústria Extrativa Indústria Transformadora Electricidade, Gás e Água Construção e Obras Públicas Indústria de Turismo Comércio Transporte e Comunicação Inst. Financeiras Não Monetárias Outros Sectores O crédito à agricultura, pecuária, silvicultura e exploração florestal e pescas teve sempre níveis muito baixos relativamente a outros sectores da economia. Segundo o Banco de Moçambique, a agricultura e as MPMEs em geral não beneficiam de crédito comercial pelo seguinte: Fraca acumulação primitiva de capital; Falta de registo comercial (alvará) e fiscal (NUIT); Falta de contabilidade organizada; Ausência de cultura de auditoria e publicação de contas; Elevado risco associado a sua grande mobilidade; Falta de garantias; Secundarização da figura de contrato. M OÇAMBIQUE 12

15 Os gráficos abaixo ilustram a distribuição do crédito ao investimento e total por cultura. Média do crédito ao investimento por cultura, Outros 41% Chá 0.1% Açúcar 19% Cajú 7% Média do crédito total por cultura, Chá Outros 2% 34% Açúcar 37% Sisal 0% Algodão 25% Copra 8% Algodão 10% Fonte: Banco de Moçambique Copra 4% Sisal 0% Cajú 13% O crédito total à agricultura está concentrado nas culturas de rendimento e alguns produtos com algum nível de integração da cadeia de valor (açúcar, algodão). Em termos de crédito ao investimento, os sectores do algodão e açúcar consumiram maior volume de investimento. Os sectores que mais se beneficiaram do crédito estão mais consolidados, possuindo activos que os tornam relativamente mais bancáveis que os outros. PROJECTOS DE INVESTIMENTOS O gráfico seguinte ilustra os investimentos aprovados pelo CPI de 2001 à 2009 por sector. USD 1^6 Volume de Investimentos aprovados por sector, ,000 6,000 5,000 4,000 3,000 2,000 1, Agricultura e Agro-Indústria Aquacultura e Pescas Banca, Seguradora e Leasing Construção Indústria Outros Recursos Minerais e Energia Serviços Transportes e Comunicações Turismo e Hotelaria Os sectores de recursos minerais e energia, agricultura e agro-indústria foram os que registaram maior volume de investimento no período: Recursos minerais, com um peso de 36%, registou um pico em 2002 com a aprovação do projecto do Corridor Sands e em 2007 com os projectos de carvão de Moatize e Ayr Petro em Nacala Velha; M OÇAMBIQUE 13

16 Agricultura e agro-indústria, com um peso de 27% do volume total de investimento aprovado, registaram um pico em 2009 com a provação de 2 projectos na área de florestas (Lúrio Green e Portucel). FINANCIAMENTO AO AGRONEGÓCIO O financiamento ao agronegócio é efectuado principalmente pelos bancos comerciais,instituições de micro-finanças, FARE, FDA, Fundo de Desenvolvimento Pesqueiro, Fundo de Desenvolvimento da Indústria) e alguns outros fundos e por fim Fundos Cataliticos e Outras Linhas de Crédito para a Agricultura, implementados por parcerias do CEPAGRI e MIC (Minsitério da Indústria e Comércio) combancos Comerciais de Sociedades de investimento com fundos de doadores. BANCOS COMERCIAIS Os bancos comerciais concedem créditos quer através de esquemas normais bem como de linhas de crédito especiais e fundos de garantia. O volume de crédito bancário ao agronegócio é reduzido, principalmente, para os pequenos e médios produtores. Se por um lado, os bancos alegam como principal motivo o alto risco associado às condições climáticas e à falta de garantias, por outro, os pequenos e médios produtores, quando bancáveis, recorrem pouco ao crédito alegando produtos financeiros inadequados à actividade agrária, de entre os quais a concessão de montantes reduzidos, as taxas de juros altas e créditos de curto prazo. Além disso, muitas vezes, o crédito solicitado à tempo, é concedido fora da época adequada para agricultura. INSTITUIÇÕES DE MICRO FINANÇAS (IMFS) As instituições de micro finanças surgiram para a disponibilização de crédito, captação de poupanças e outros serviços financeiros com o objectivo principal de ajudar as famílias menos favorecidas a sair da pobreza através de facilidade ao acesso de crédito para desenvolver actividades económicas. Na prática, muitas das instituições de micro finanças (nas zonas rurais e não só) constituem um ponto de entrada no sistema financeiro não só às famílias rurais mas também às pequenas e médias empresas. No agronegócio, o seu papel tem alguma relevância na comercialização agrária, pois a maior parte dos intervenientes da cadeia de valor da produção agrária não possui requisitos necessários para o acesso aos serviços financeiros da banca comercial, recorrendo aos serviços de micro finanças. FUNDO DE APOIO PARA A REABILITAÇÃO ECONÓMICA (FARE) O FARE foi criado com o objectivo de reactivar a economia moçambicana através de financiamentos a actividades produtivas e de prestação de serviços, criação de emprego e inovação, promoção e dinamização do empresariado nacional, em especial, o de pequena e média dimensão. A sua actividade está orientada para o financiamento em investimentos em instituições financeiras e de prestação de serviços. FUNDO DE DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO (FDA) O FDA foi criado com o objectivo de: Fortalecer o mercado de insumos e de produtos para apoio à produção agrária; M OÇAMBIQUE 14

17 Promover o acesso aos serviços financeiros, por empresas e associações de agricultores assim como na mobilização de outros recursos para o apoio aos produtores; Promover parcerias entre instituições governamentais e outros intervenientes no sector agrário; e Promover de actividades que concorram para a implementação da estratégia do Governo e dos serviços públicos agrários. CONSTRANGIMENTOS 7 Assim, identificam-se os constrangimentos transversais ao sector agrário: o Deficiente rede de infra-estruturas viárias (vias de acesso, pontes e ferrovias) e de comunicações nas zonas de produção; o Insuficiente oferta de serviços de transporte de carga para escoar as matérias-primas das zonas de produção; o Fraca rede de serviços bancários nas zonas de comercialização dos excedentes agrícolas; o Elevadas tarifas dos transportes ferroviários, portos e cabotagem; o A inexistência de estabelecimentos para venda de instrumentos e factores de produção nas zonas de produção; o Insuficientes incentivos param desenvolvimento do sector: taxa de incidências sobre o gasóleo que não beneficia este sector e altos custos financeiros; o Burocracia e demora no reembolso do IVA (equipamentos, factores de produção pagam direitos aduaneiros e IVA na importação); o Burocracia alfandegária no processo de importação dos equipamentos que resulta em anulação dos incentivos de investimentos já adquiridos; o A excessiva burocracia no processo de exportação e o excessivo tempo que demora o despacho da mercadoria na exportação; o Ausência de mercado interno de algumas matérias-primas ou produtos semi-processados (gergelim, fibra de algodão, chá), que represente alternativa ou complemento ao mercado internacional; o Imprevisibilidade e instabilidade da taxa de câmbio; o Ausência de uma instituição ou mecanismo de protecção dos produtores e da indústria face à adversidade do mercado e clima (gestão de choques e crises), como os seguros de colheita ou outro; o Preços altos de insumos agrícolas, principalmente pesticidas e fertilizantes; o Fraca divulgação e implementação do quadro legal; o Ineficiente funcionamento do sistema judicial e consequente fraco cumprimento de contratos e compromissos contratuais; o Fraco conhecimento da classificação e padrões de classificação da produção orientada ao mercado no acto da comercialização, resultando em conflitos reincidentes; o Ausência de instrumentos de calibração e metrologia e respectiva fiscalização de balanças, básculas, etc.; o Inexistência de instituições profissionais de prevenção e arbitragem de conflitos entre os produtores e instituições intermediárias de fomento da produção. o Fracos serviços de apoio a parte considerável da cadeia de produção, comercialização e processamento das culturas orientadas ao mercado; 7 Baseado num documento interno do CEPAGRI que o consultor actualizou ou alterou. M OÇAMBIQUE 15

18 o o o o o o o Insuficiência de redes formais de abastecimento de combustíveis, lubrificantes, meios de produção e suas peças sobressalentes nas zonas de produção; Insuficiência das redes de fornecimento de energia eléctrica, água e telefones; Baixos preços ao produtor e preços altamente flutuantes, levando, de forma crescente, os produtores a reclamarem a fixação de preços (ou preços de referência), tendo em vista minimizar a sua crescente dificuldade de obter preços mais justos para a remuneração da sua produção, o que se torna tecnicamente delicado face à economia aberta; Mecanismos deficientes de controlo dos volumes comercializados e/ou exportados e falta de vontade dos operadores de aderir voluntariamente ao sistema de informação, com destaque para o sector informal; Reduzido número de agro-indústrias na maior parte das cadeias de valor (excepção: milho, algodão, cana de açúcar, copra, trigo, chá, tabaco, castanha de caju, aves e realçar que no óleo alimentar existem apenas em número crescente e suficiente para abastecer o mercado nacional as refinarias de óleo, mas não as extrusoras); Reduzido conhecimento das normas HACCP, Standards de qualidade (ISO, SABS), por parte das agroindústrias existentes; Não há em geral no país uma cultura industrial (empresários de raiz industrial, classe operária, serviços para a indústria, associações industriais fortes o CTA não é especializado -, principio de procura constante da produtividade, eficiência e competitividade), beneficiando algumas agro-indústrias de barreiras à entrada que permitem a ineficiência. Existem também, constrangimentos comuns intrínsecos ao sector agrário, com destaque para as culturas orientadas ao mercado, que são: o Falta de instituições e/ou pontos focais das culturas orientadas ao mercado nas estruturas centrais e provinciais da agricultura; o Actividade de Investigação continua incipiente, derivado, de entre outros aspectos, de inadequados níveis de financiamento e à indisponibilidade de capacidade humana especializada e experiente, reflectindo-se de forma particular na falta de material genético melhorado e fracos pacotes de controle de pragas; o Baixa nível de investimento em obras hidráulicas nos rios e regadios; o Baixo nível de investimento em baterias de silos para armazenamento, reserva alimentar e controle de preços; o Baixo nível de uso de insumos agrícolas na produção de culturas orientadas ao mercado, resultando em baixos níveis de rendimentos agrícolas e inadequação das características palatais e ergonómicas; o A ainda baixa qualidade dos produtos nacionais que não são aceites no mercado internacional, agravado pelos deficientes sistemas de registo e prestação de informação, que dificultam opções de certificação; o A ausência de adequadas redes de vendas (ex. Fábricas para selecção, classificação, empacotamento, armazenagem adequada para mitigar os efeitos da alta perecidade de alguns produtos). o As dificuldades na transferência de tecnologias e baixos índices de adopção e (deficientes programas de treinamento e consistente assistência técnica); o Atrasos e baixos preços de comercialização da produção agrícola orientada ao mercado; o O abandono da produção comercial orientada ao mercado pelas empresas promotoras. o Deficiente Sistema de informação sobre a economia das culturas orientadas ao mercado; o Movimento Associativo camponês ainda fraco e com pouca dinâmica de crescimento, como tal, sem condições de representar de forma legítima e uníssona os interesses dos produtores nas negociações políticas, económicas e agronómicas com as empresas promotoras das culturas orientadas ao mercado; o Deficiente sistema de fiscalização e monitoria da actividade de fomento, produção e comercialização de culturas orientadas ao mercado (apenas o fomento no algodão e tabaco tem quadro legal definido). M OÇAMBIQUE 16

19 OPORTUNIDADES OU ASPECTOS FORTES Apesar dos constrangimentos identificados, há importantes potencialidades solo-climáticas, regulamentares, socioeconómicas e de mercado que é necessário capitalizar, nomeadamente: o Longa tradição da população rural na produção de culturas como algodão, caju, mandioca, tabaco, milho, arroz etc., que transita de geração para geração; o Existência de vastas áreas desbravadas que pertenceram às empresas estatais, conferindo espaço para a produção própria do sector comercial; o A criação e aprovação de quadro regulamentar para algumas culturas que orienta a produção e comercialização, assegurando estabilidade do subsector, protecção dos investimentos privados, bem como existência de entidades públicas profissionais (IIAM, INCAJU, IAM, etc.), ou pontos focais em algumas instituições (CEPAGRI-MINAG), responsáveis pelas culturas; o Existência de empresas especializadas e experientes com investimentos actuais e outros com interesse de realizar novos investimentos em infra-estruturas, e com capacidade de intervenção na produção, comercialização, e processamento de culturas orientadas ao mercado, ou seja no desenvolvimento do subsector; o Existência de grande capacidade de processamento de certas culturas orientadas ao mercado, actualmente subaproveitada (arroz, copra); o A aproximação dos intervenientes de algumas culturas para discussão dos assuntos específicos (algodão, tabaco, caju, cana de açúcar, arroz, avícola); o A existência de algumas variedades de culturas como algodão, tabaco, hortícolas e fruteiras adaptadas às condições solo climáticas e com tolerância a pragas e doenças; o Enormes extensões de terra com potencial de regadio, com enfoque às zonas sul e centro do país; o Existência de regadios reabilitados parados ou deficientes usados e outros com relativamente baixo investimento necessário na reabilitação; o Expansão do fomento do gado bovino nas zonas produtoras, com potencial para tracção animal; o Existência de mercado mundial para vários produtos das culturas orientadas ao mercado como fibra e semente do algodão, castanha e amêndoa de caju, folha e tabaco processado, açucar, chá, fruta, sumos e etc.; o A localização dos portos de cabotagem perto das zonas de produção e existência de rede viária e ferroviária magistrais aceitáveis ligando os portos e as zonas de produção; o Existência de indústrias nacional para absorção de produtos orientados ao mercado e esforços para sua expansão, caso da reactivação da indústria têxtil e de confecções; o Potencial do país para competir com outros países da África Sub-Sahariana produzindo produtos de alto valor a base da mandioca (incluindo cerveja, amido, etanol, ingredientes para rações e outros usos); o Potencial de substituição parcial do consumo de trigo nas zonas urbanas e rurais pela farinha de mandioca, para fabrico do pão, bolos etc.; o Os preços altos para as fontes alternativas de amido criaram um crescente interesse na mandioca, em parte, isto é devido ao crescente interesse internacional pelos biocombustíveis; o A UE oferece uma quota de toneladas de amido nativo para países de ACP que nunca foi satisfeita; o A mandioca poderá ser uma base para produção de adoçantes a custos mais baixos; o Aumento significativo do consumo do arroz, que é actualmente satisfeito por importações, e preferência em termos de paladar e aroma do consumidor rural e urbano de todas as classes de rendimento relativamente M OÇAMBIQUE 17

20 o o o o ao arroz aromático (abundante entre as variedade locais que o produtor já está habituado a produzir precisando de alavancagem pouco capital intensiva); As oportunidades de mercado para a produção moçambicana estão pois consubstanciadas no acesso preferencial nos mercados da SADC e União Europeia, especificamente: o Introdução do comércio livre entre 2008 e 2012 o Acesso livre no maior mercado da região (África do Sul) dos produtos agrícolas Moçambicanos a partir de 2008 o A Iniciativa EBA, da UE, oferece maior acesso ao mercado europeu, livre de direitos a um preço razoável, a partir de 2009; O surgimento de grande interesse no etanol e a co-geração de energia a partir do bagaço, como alternativa à combustível fóssil, coloca uma oportunidade para a diversificação da base produtiva da indústria e do país; Existência de fortes indicações de mercados dinâmicos para subprodutos de coco (por exemplo: fibra, pó, carvão activado, biodiesel); Moçambique goza de preferências tarifárias nos mercados principais dos subprodutos do coco, através de acordos de comércio internacional como a Iniciativa EBA, o que lhe pode conceder alguma vantagem competitiva sobre países não PMA. M OÇAMBIQUE 18

21 ANÁLISE SWOT DO AGRONEGÓCIO A análise SWOT constitui um resumo das análises semelhantes realizadas para cada produto e para a cadeia de valor, além da análise de algumas variáveis transversais aos diferentes sectores. Pontos Fortes Pontos Fracos Oportunidades Ameaças/ desafios Existência de rede comercial organizada, em alguns produtos (culturas de rendimento tradicionais, cereais), com fomentadores (indústrias e comerciantes) e concessões; Instalação de unidades de acabamento e embalagem de agroquímicos, reduzindo os custos de importação (direitos e importação a granel), acrescentando valor e usando embalagens com dimensões mais adequadas aos diferentes segmentos de produtores; Existência de uma capacidade de processamento básico/primário instalada bastante relevante e subutilizada ao nível das seguintes agroindústrias: Refinarias de óleo; Moageiras de Trigo Limitações do IIAM na investigação de sementes, actualmente orientada ao aumento dos rendimentos e da produção; Deficiente capacidade de controlo de qualidade das sementes importadas; Custos de importação e custos logísticos internos, bem como a reduzida procura encarecem o preço pago pela semente pelo produtor comercial; Inexistência de assistência técnica nas zonas de produção para equipamentos agrícolas (ex. tractores e alfaias); Dificuldades de acesso aos insumos agrários e aos serviços de extensão nas zonas de produção; Oferta de provedores de serviços praticamente inexistente em todas as áreas, situação que obriga à contratação de técnicos a tempo inteiro ou à subcontratação externa de técnicos/empresas especializadas, aumentando os custos, em particular, das MPME s; Inoperacionalidade de parte dos regadios existentes; Falta de capital inicial e dificuldades de acesso ao crédito financeiro por parte dos empresários emergentes e pequenos produtores orientados ao Aumento da procura interna de produtos alimentares e agro-processados (principalmente, nas zonas urbanas e na região Sul, ambos com forte crescimento, com destaque para a cidade de Maputo; mas também no Centro na Cidade de Tete, e Norte nas Cidades de Nampula, Nacala e Pemba); Grande dimensão do mercado regional dos principais produtos agrícolas produzidos em Moçambique e em particular o aumento do comércio fronteiriço com os países vizinhos do Hinterlands, como Malawi, Zâmbia e Zimbabwe; Disponibilidade de terra e condições agroecológicas adequadas em determinadas regiões para diversas culturas, pecuária e florestas; Existência de recursos minerais adequados para a produção de fertilizantes (ex. Sofala, Nampula e Zambézia); Investimento público na irrigação decorrente da implementação da Estratégia de Irrigação aprovada em 2010 (PROIRRI e outros) e PNISA aprovado em 2013; Disponibilidade de energia eléctrica e comunicações em quase todos os distritos e em permanente expansão; Isenção de direitos aduaneiros na importação de equipamentos e de matériasprimas para as agro-indústrias com mais de Fraco controlo das fronteiras, que dificulta o controlo de produtos importados no país; Elevado custo do crédito e dificuldade de acesso a financiamentos para o agro negócio (falta de um sistema financeiro adequado a agricultura); Alto preço dos combustíveis e lubrificantes; Escassez de obras hidráulicas para suporte à irrigação; Fraca organização, disseminação de informação por parte do Governo, Doadores e ONG s; Calamidades naturais cíclicas: seca, cheias e ciclones; Conflitos de terras; Epidemias (HIV e SIDA, tuberculose, malária, etc.) Propensão a pragas e doenças de determinadas culturas como é o caso da mandioca, coqueiro, fruta, bovinos e suínos; Escassez de fundos e elevados custos de financiamento da produção, armazenagem e manutenção de stocks; Estradas e vias de acesso em más condições e/ou com transitabilidade sazonal; Custos de transporte elevados das zonas de produção (Centro e Norte) para as zonas de maior consumo (Sul); Legislação não adequada ao desenvolvimento do agronegócio; ex. Leis laborais não prevêem a situação particular da actividade M OÇAMBIQUE 19

22 Pontos Fortes Pontos Fracos Oportunidades Ameaças/ desafios e Milho; Rações para animais; Processamento de açúcar; Processamento básico do algodão; Arroz; Extracção de óleo de copra; Processamento de castanha de caju; Sinergias decorrentes do crescente número de grandes projectos agrários e agro-industriais: redução do custo dos factores de produção por via de economias de escala; disseminação de tecnologias e know-how; garantia de mercado por via de parcerias (nomeadamente recurso a sistemas de fomento e outro tipo de parcerias mutuamente vantajosas); Disponibilidade de alguma informação sobre mercados ao nível do MIC e MINAG; Presença de empresas internacionais na área da certificação de empresas e produtos. Fonte: PDDA MINAG, 2013 Mercado; Reduzida disponibilidade de recursos humanos qualificados e experientes; Baixa integração vertical do sector: Falta ou reduzido número de agroindústrias no país, levando à exportação dos produtos em bruto ou apenas semi-processados; as grandes agro-indústrias tradicionais (moageiras de milho e trigo e refinarias de óleo alimentar) não estão ligadas à produção agrícola preferindo importar matéria-prima ou produtos intermédios; Mercados e feiras têm condições infraestruturais e de organização e gestão muito incipientes; Falta de silos, o que eleva os custos de ensacagem e armazenagem, principalmente dos cereais e gera uma grande sazonalidade dos preços; Desactualização do papel do ICM no âmbito da economia de mercado, resultando em baixa utilização dos seus armazéns; Concorrência entre o comércio formal e informal, em prejuízo do primeiro, que tem maior carga fiscal; Falta de padrões de qualidade e de sistemas de certificação e falhas nos sistemas de pesagem; Informação sobre mercados externos não disponível ao nível dos operadores. 20% de VAB; Isenção de direitos aduaneiros para equipamentos da Classe K da pauta aduaneira, para quase todos os sectores e para projectos de investimento registados no CPI Benefícios fiscais concedidos a projectos de investimento aprovados no CPI e protecção ao investimento estrangeiro, repatriação de suprimentos e exportação de dividendos; Proximidade da África do Sul à região Sul de Moçambique, que facilita acesso a mercado, tecnologias e serviços especializados; Crescimento do mercado interno (via aumento da população, melhoria do rendimento per-capita, melhorias das infraestruturas de comunicação e informação); Disponibilidade de transporte marítimo e potencial de transporte fluvial, podem facilitar a mobilidade das matérias-primas e produtos no país, e reduzir os custos de produção; Disponibilidade de portos e linhas férreas nos principais corredores de desenvolvimento; Existência de acordos comerciais com os grandes mercados de consumo (EUA, Europa, China, SADC) que isenta ou reduz os direitos aduaneiros sobre os produtos com origem em Moçambique; Disponibilidade de nichos de mercado de produtos orgânicos e fair trade" e o facto de a maior parte da produção moçambicana ser feita sem agro-químicos. agrária (Exemplo: trabalho ao sábado e domingo; transporte de trabalhadores em carrinhas de caixa aberta e tractores); Elevado nível de roubos pelas comunidades circunvizinhas e trabalhadores, principalmente, em culturas alimentares; Reduzida cobertura da rede eléctrica e elevado custo da sua instalação, reduzido número de obras hidráulicas (barragens, diques, açudes, canais) desincentiva o investimento na adopção destas tecnologias por parte do sector privado; Enviesamento e pouca sustentabilidade das intervenções realizadas pelo Estado, ONGs e entidades internacionais; Concorrência de produtos importados com preços mais baixos e estáveis, melhor qualidade e melhor embalagem; Descrição deficiente de alguns produtos na pauta aduaneira; Países vizinhos produzem e exportam produtos agrícolas semelhantes aos moçambicanos e possuem melhores estruturas de comercialização como silos, estradas e operadores com maior experiência e com maior facilidade de acesso ao crédito; Custos portuários e fronteiriços elevados agravando os custos de transporte em geral; Deficiente formação técnico-profissional em áreas relevantes do agronegócio (ao longo de todas as actividades da cadeia de valor). M OÇAMBIQUE 20

23 V. CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR HORTÍCOLA NO CORREDOR DA BEIRA 8 1. ENQUADRAMENTO A instalação de mercados abastecedores de hortícolas, é uma das acções propostas no PNISA 9, para fazer face aos problemas actuais na comercialização. As práticas actuais aplicadas na fase pós-colheita de hortícolas levam a perdas significativas do produto desde a colheita até a comercialização. Por outro lado, a deficiente rede de comercialização de hortícolas joga um papel negativo na cadeia de produção. O surgimento de instituições como supermercados e grandes áreas comerciais, em Moçambique vai exigir a curto/médio prazo, uma mudança revolucionária na Hortifruticultura de Moçambique, para assegurar a disponibilidade dos produtos no momento certo, no lugar certo e no preço certo de modo a satisfazer os consumidores cada vez mais exigentes. Para mercadorias, como frutas e vegetais, começam a surgir iniciativas de produção sobre contrato em que alguns operadores adiantam insumos aos produtores, e estes assumem o compromisso de fazer a entrega da produção. Estas iniciativas, ainda que em número e abrangência reduzida estão a revelar-se uma forma eficiente de incentivar os produtores a produzir mais e melhor. No país, não existe ainda um sistema logístico eficiente para a recolha, embalagem, armazenagem, conservação e transporte de hortícolas. A época pós-colheita, é caracterizada por perdas elevadas, devido à deficiência nos sistemas de transporte, conservação e escoamento. No entanto, deve-se notar que o país dispõe de cadeias de valor de hortícolas, nomeadamente de batata Reno, que conseguem comercializar quantidades maciças destes produtos a longa distância. Isso dá uma ideia do dinamismo latente que existe nestas cadeias, apesar do seu atraso evidente, dinamismo que poderia se exprimir em toda sua plenitude se certas condições logísticas e de gestão fossem cumpridas. O país tem um total de km de estradas dos quais só km podem ser classificados como estradas primárias. As distâncias de viagens em Moçambique de norte a sul são mais ou menos km, dependendo se a viagem é aérea, marítima ou rodoviária. Do principal centro nortenho de Nampula a Maputo são cerca de km por via rodoviária. A função de transporte é mantida no geral, separada da comercialização, o que não quer dizer que o camionista não tenha uma boa experiência dos assuntos comerciais, sendo que ele é um elo essencial da cadeia de valor e está colocado num posto de observação privilegiado. A cadeia de transporte para hortícolas e culturas de subsistência, produzidas localmente é precária e complexa. Para uma série de produtores de pequena escala, há um sistema informal criado para recolha e distribuição. Os volumes individualmente transportados, são relativamente pequenos com custos elevados por tonelada que devem ser recuperados através de preços de venda elevados. Portanto, a baixa eficiência de escoamento e distribuição de hortícolas é considerada um entrave serio para o desenvolvimento competitivo de toda a cadeia de horticultura. 8 Análise realizada alargando quando relevante o âmbito geográfico à província da Zambézia 9 Plano Nacional de Investimento no Sector Agrário: Plano de Investimento em Horticultura ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 21

24 As práticas actuais aplicadas na pós-colheita de hortícolas levam a perdas significativas do produto desde a colheita até a comercialização. Por outro lado a deficiente rede de comercialização de hortícolas joga um papel negativo na cadeia de produção. 2. PROCURA 10 A economia de Moçambique tem vindo a crescer a uma taxa superior aos 7% o ano. O crescimento da economia contribui para um aumento correspondente no consumo geral, incluindo os produtos hortícolas. Sem contar com o consumo da indústria hoteleira e outros sectores, o mercado potencial global de hortícolas nas cidades de Quelimane, Mocuba, Nampula, Beira, Chimoio, Dondo e Nacala, atingiria as toneladas anuais, considerando o pressuposto de um consumo anual per capita de vinte (20) quilos por ano. Potencial de mercado nos principais centros urbanos vizinhos: Consumo per capita de Nr. De hortícolas por ano=20 Habitantes Kg/habit. Quelimane 193,343 3,866,860 Mocuba 168,736 3,374,720 Nampula 471,717 9,434,340 Beira 431,583 8,631,660 Chimoio 237,497 4,749,940 Dondo 70,817 1,416,340 Nacala 206,449 4,128,980 Total 1,780,142 35,602, CANAIS DE COMERCIALIZAÇÃO Na região de Centro, à semelhança das outras zonas rurais do país, a comercialização de hortícolas é principalmente assegurada pelos vendedores ambulantes. Os custos de transacção inter-regionais e inter-temporais ainda são altos, tendo limitado até agora o desenvolvimento dos canais de comercialização. Apesar disto, os produtores, os vendedores ambulantes e os mukheristas, desempenham um papel importante na distribuição de hortícolas na região. Em geral, os comerciantes ambulantes cumprem as seguintes funções nos mercados: Acumular (comprando aos poucos) produto dos produtores para formação de lotes suficientemente importantes; Comunicar informação sobre a oferta e procura nas zonas urbanas e rurais; 10 Plano de Negócios para Instalação do Mercado Comissiosta Grossista de Caia Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze. M OÇAMBIQUE 22

25 Assumir o risco, sobretudo o risco das mudanças nos preços e o risco de roubo no processo de transporte; Movimentar capital no processo de compra e em casos que parecem ser raros fornecer aos produtores crédito de campanha; Armazenar até conseguir quantidades suficientes para viajar; e Aluguer de transporte Moçambique não possui ainda mercados grossistas formais de produtos frescos, como os encontrados por exemplo, na África do Sul. Apesar disso, existe no país um sector informal vibrante, podendo se destacar as seguintes opções no que diz respeito ao mercado de produtos vegetais: Mercados de agricultores: tal é o caso do mercado do Zimpeto, nos arredores da cidade de Maputo. Os agricultores trazem os seus produtos para serem eles próprios a proceder à sua venda. Os clientes são uma combinação de comerciantes, sector de hotelaria e até mesmo pequenos consumidores. Embora o mercado esteja aberto de segunda a sábado e os agricultores pagarem uma taxa para usufruírem do direito de venda dos seus produtos, não existem estruturas formais para assegurar uma correcta gestão do mercado e garantir os padrões de qualidade, segurança e higiene dos produtos. Intermediários diversos, maioritariamente informais, Alguns comerciantes e agentes de hotelaria estabelecem contratos directos com os agricultores na tentativa de assegurar melhor qualidade dos produtos fornecidos. Todavia, a base de fornecimento em termos de quantidades disponíveis é baixa e bastante variável. Os mercados informais (de rua) são encontrados dentro e na periferia dos centros urbanos. Eles não têm normas de higiene e os vendedores operam de forma ad-hoc. À porta da machamba/vendas directas: comerciantes, retalhistas, mukheristas compram os produtos directamente aos produtores locais, exercendo um elevando poder de negociação (preço e selecção da qualidade, muitos comprando à unidade de canteiro ). Estes comerciantes correm elevados riscos de perda se algo correr mal, mas ganham margens/comissões avultadas. Processamento (desde o primário em fresco, ao final): a compra de produtos vegetais e frutas para efeitos de processamento não tem expressão no país, pois não existem unidades de processamento. No caso das empresas maiores, como o caso da Companhia do Vanduzi, Metuchira, elas realizam a sua própria produção. A falta de infra-estruturas e de unidades de limpeza e embalamento faz com que as perdas pós-colheita sejam bastante significativas, ultrapassando facilmente os 50% da produção. 4. CONSTRANGIMENTOS À INSTALAÇÃO DE MERCADOS GROSSISTAS FORMAIS DE PRODUTOS FRESCOS Para além das opções de comercialização acima elencadas, poderão ser considerados os factores competitivos seguintes: M OÇAMBIQUE 23

26 Práticas Tradicionais: É concebível que, nos primeiros estágios, alguns agricultores e compradores sejam relutantes em se afastar de suas formas tradicionais de compra e venda. A adesão a tais mercados, se irá consolidando à medida que os operadores se aperceberem dos benefícios da utilização desta infraestrutura. Haverá sempre alguns agricultores - especialmente os menores - que preferirão continuar a vender os seus produtos informalmente. Todavia, os grandes agricultores, em especial os organizados em associações de produtores terão neste tipo de mercado, a melhor opção para eles alcançarem os seus objectivos. Falta de Produção Agrícola Local: Com a maioria da agricultura moçambicana nas mãos dos produtores de pequena escala, a capacidade de alcançar os padrões modernos de produção é limitada. As associações de produtores agrícolas existentes na região, poderão assegurar um fornecimento regular de produtos de qualidade a partir de uma grande variedade de frutas e legumes desde que toda a cadeia de valor seja desenvolvida, desde a disponibilidade de sementes certificadas adaptados às diferentes condições agroclimáticas que se verificam ao longo do ano, serviços de extensão adequados, transporte adequado, informação de mercado (procura, sazonalidade e preços) pagamento imediato com a entrega do produto ao comprador, etc. Informal (Mukheros) & Mercados dos Agricultores: Os mercados locais descritos acima terão sempre um papel a desempenhar, mesmo com os novos Mercados formais. Eles deverão fazer alterações para se adaptar à nova situação, pois serão sempre actores a tomar em conta na distribuição de produtos frescos. Pode-se esperar que neste processo de adaptação eles acabem por melhorar os seus padrões para se manterem competitivos e atender às demandas dos seus compradores. Isto deve ser visto como um resultado positivo resultante da implantação desses mercados. Por conseguinte, a competição destes mercados informais será sempre um factor a ter em conta, mas deve diminuir à medida que os anos passarem e os Mercados Grossistas formais se forem consolidando. Não há dúvida, de que mercados grossistas com infra-estruturas de valorização dos hortícolas (ex.: selecção, limpeza, calibragem, embalamento, conservação) podem garantir uma boa qualidade, um fornecimento constante e regular, uma variedade de produtos e bons serviços e irá beneficiar do apoio mútuo dos agricultores e dos compradores, que operam na região. 5. PRODUÇÃO No caso específico da horticultura, que inclui os produtos hortícolas para consumo humano, as frutíferas e as flores de corte, e cuja actividade se desenvolve fundamentalmente em zonas irrigadas, estão registados 257 regadios, de diversos tipos, ocupando uma área total de Ha, dos quais apenas 34% se encontram operacionais e em exploração. Se bem que não foi possível apurar a população activa a operar nesta área, estima-se, todavia, que esta actividade possa envolver cerca de famílias. No caso dos produtos hortícolas para consumo humano, a rede comercial organizada é quase inexistente, imperando a economia informal. As explorações encontram-se localizadas nas zonas próximas dos principais M OÇAMBIQUE 24

27 centros de consumo Maputo, Beira, Chimoio, Nampula para onde é canalizada a quase totalidade da produção. Relativamente ao sector frutícola, existem já algumas empresas devidamente organizadas e de diferentes dimensões em termos da área explorada, que produzem basicamente para o mercado externo. Em termos de financiamento, a agricultura tem vindo a perder sucessivamente peso relativo, representando em 2012 menos de 6% do financiamento total à economia, contra cerca de 14% em Uma estimativa feita a partir da informação disponibilizada pelo Banco Central, aponta para que o sector da horticultura não represente, em média, mais de 20% do crédito atribuído à agricultura é centra-se em mais de 90% em produtores emergentes e comerciais. Neste sector de actividade, existem actualmente em Moçambique menos de 20 empresas comerciais a operar, destacando-se na zona de Maputo designadamente, Citrum (Citrinos, Bananas, Papaia), Bananalândia (Bananas), Libombos Macadamia (Bananas e Macadamia), J. Spears (Bananas), Horta-Boa (Batata Reno, Tomate, Cebola, outras); na área de Gaza, a Jacaranda (Batata, Banana), a AFC (Banana orgânica); na área de Inhambane, a Mozambique Organics (baby corn, piri-piri)na área de Manica Companhia de Vanduzi (Chillies, Baby Corn e grande variedade de vegetais para mercado interno), Metuchira Banana Products (Bananas), RDI (Batata); na área de Zambézia ONÇA (Paprika); na área de Nampula a Matanusca (Banana). Com excepção da Citrum, todas as empresas são de capital maioritária ou totalmente externo, principalmente proveniente da África do Sul e Portugal (área de Maputo) ou do Zimbabwe (área de Manica), e a maioria são exportadoras. Conforme já referido a produção é dominada pelo sector familiar que, durante a época seca, encontra nesta cadeia de valor a oportunidade (já com a Auto-suficiência alimentar assegurada) de produzir para autoconsumo mas também para realizar algum rendimento. Verifica-se no entanto que com a maior exigência do mercado interno, devida a uma maior informação do cliente e da sofisticação da rede de distribuição (nomeadamente o Shoprite no Chimoio e na Beira) e devida à procura do mercado externo, o sector comercial começou a investir mais nesta cadeia de valor. Também a chegada à Província em 2002/2003 de empresários e mão-de-obra qualificada oriunda do Zimbabué, permitiu um desenvolvimento maior destas CV. Segundo o Estudo Preliminar do PADR Programa de Apoio ao Desenvolvimento Rural, repare-se que entre as 197 empresas entrevistadas em , nas duas Províncias de Manica e Sofala, 46 e 32 (existe sobreposição com outras culturas e entre estas sub cadeias de valor) em Manica responderam que produzem Hortícolas e Frutas respectivamente, e em Sofala pela mesma ordem, 39 e 27 empresas. A nível distrital existe uma maior concentração em Gondola, Manica e Gorongosa. Empresas hortofrutícolas por Distrito Manica Total Cadeias de Valor Báruè Chimoio Gondola Manica Sussendeng a Hortícolas Frutícola Sofala Cadeias de Valor Beira Chibabava Dond Gorongos Nhamatanda Total M OÇAMBIQUE 25

28 o a Hortícolas Frutícolas Quanto aos produtos produzidos, denota-se entre as empresas entrevistadas e em conformidade com os documentos de estratégia sectorial do GdM, uma maior frequência em Sofala do ananás, em Manica de banana, lichies, manga e repolho; batata reno e tomate estão bastante próximos da média. Especialização das Empresas por Produto nas duas províncias Produtos Nº Empresas ( % ) Manica Sofala Manica Sofala Ananás % 70.59% Banana % 27.78% Batata Reno % 50.00% Lichies % 23.53% Manga % 7.69% Repolho % 40.91% Tomate % 46.00% Estas culturas são mão-de-obra intensivas quer na produção como no processamento. 6. PROCESSAMENTO 11 Quanto ao processamento em termos de unidades de limpeza, selecção e conservação apenas existem as instalações da Companhia do Vanduzi, que no que diz respeito à conservação usa parcialmente as antigas instalações da Cooperativa da Batata no Chimoio, que eram geridas pela CABAM. A Metuchira Banana Products (Bananas) também tem instalações, mas a equipa não teve acesso a informações concretas. O mesmo aconteceu com a empresa produtora e exportadora de Manga para a África do Sul em Dombe e de Lichies para a África do Sul e Europa, que com certeza terão equipamentos e câmaras de armazenamento. Existem ainda equipamentos diversos de processamento de frutas instalados nas duas Províncias que processam frutas secas (na Beira), concentrados e sumos de fruta (na Beira abriu uma nova para a produção de polpa de manga e fechou por falta de matéria-prima). A Fábrica de Licores de Moçambique, instalada em Manica é um exemplo de auto-sustentabilidade, que também processa outros derivados da fruta. Recentemente foi instalada a fábrica de processamento de tomate de TICA e algumas empresas de Catering ou de Distribuição Moderna começaram a instalar pequenas unidade de processamento primário (ver capítulos seguintes). 11 Fonte: Estudo Preliminar do PADR, M OÇAMBIQUE 26

29 7. MODELOS ORGANIZATIVOS Nesta cadeia de valor é conhecida apenas uma experiência de sucesso, o caso da Companhia de Vanduzi que desde o começo tem feito contratos de outgrowing com o sector comercial. A CABAM, Cooperativa de Produtores de Batata de Moçambique, funcionou como empresa gestora das instalações frigoríficas do Estado durante bastantes anos, mas acabou por perder essa gestão aparentemente por não ser autosustentável devido à escassez de matéria-prima. 8. FLUXOS ECONÓMICOS (BENS E SERVIÇOS): Na cadeia de valor dos Hortofrutícolas é particularmente difícil obter informação económico-financeira por se tratar de um sector muito informal, que até há pouco não tinha empresas formais a actuarem quer no processamento como na produção. Os estudos a que a equipa teve acesso também não têm informação financeira, excepto análises de custos unitários, seu peso relativo, margens, etc.. VI. PRODUTOS HORTÍCOLAS COM MERCADO NO CORREDOR NA BEIRA Das visitas e entrevistas realizadas identificou-se até à data a seguinte lista de produtos hortícolas comercializadas no Corredor da Beira e sua origem em termos de produção: Produto Alho Batata pequena Batata Nacional Cebola pequena Cebola média Cenoura Couve Feijão Verde Pepino Repolho Tomate Cala J Tomate lindo Couve-flor Batata Nacional Repolho Tomate small Tomate lindo Couve-flor Abóbora Melão Origem Angónia/RSA Afri.Sul n.d. Afri-Sul Afri-Sul Zimbabwe Manica Zimbabwe Tica Gorongosa Afri-Sul Angonia Manica G.&Vanduzi Zimbabwe Afri-Sul Afri-sul Zimbabwe Afri-Sul Afri-Sul M OÇAMBIQUE 27

30 Manga Maca Alface Pac Pepino Comprido Limão Loise Batata Nacional Couve Pepino Repolho Tomate Roma Couve flor Abóbora Melancia Melão Maca Verde Maca Vermelha Morango Pêra Laranja Pimento (div.cores) Abóbora Abóborinha Alface Alho Normal Alho Zambiano Batata Branca Batata Escura Batata Vermelha Beterraba Beringela Cebola Branca Cenoura Couve Feijão Verde Gengibre Melancia Pera Abacate Pimento Pepino Comprido Pepino Grosso Repolho Tomate Manga Banana Piri-Piri, Malaguetas Manica Afri-Sul n.d. Tica Gorongosa Manica Zimbabwe Afri-Sul Afri-Sul Manica/Zim n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. Chimoio Zimbabwe Angónia Angónia Zâmbia Angónia Angónia Angónia Vanduzi Angó/Malawi Maputo Angónia Angónia Chimoio Manica Chim/Zobue Zobue Angónia Angónia Zobue Angónia Angónia Angónia Chimoio Vanduzi M OÇAMBIQUE 28

31 Baby Corn Couve de Bruxelas Couve Chinesa Patty Pans (div.cores) Cogumels Tomate Cherry Espinafres Milho Doce Melão Ananás Uvas Couve Vermelha Abacate Vanduzi Vanduzi Vanduzi Vanduzi Vanduzi Vanduzi Vanduzi Vanduzi Vanduzi Vanduzi Vanduzi Vanduzi Vanduzi POTENCIAIS PRODUTOS DE NICHO: Tete: ervilhas, courgete, aipo, pimentão vermelho e amarelo, alho, melância, bróculos, couve-flor e alface iceberg; Sofala: Pepino, morango, melância, couve flor, bróculos VII. MERCADOS E CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO NO CORREDOR NA BEIRA No Corredor da Beira identificaram-se os seguintes mercados e canais de distribuição: Mercados Informais mais relevantes (Grossista e retalhista): Maquinino (Beira) que tem 2 contentores frigoríficos; Catanga (Chimoio); Kwachena (Tete); Lojas médias e Supermercados Loja a retalho especializada em hortícolas frescos: BE-Fresh na Beira Shoprite (Beira, Chimoio, Tete) Empresas de Catering: Beira e Tete (ver capítulos seguintes) Vanduzi: Produção e venda a grosso a lojas e empresas de catering, além de exportação Mercado Grossista de Caia-Marromeu-Cheringoma Catering: Beira e Tete Hotéis e restaurantes Fábrica de Processamento de Tomate em Tica (Nhamatanda) e Câmaras Frigoríficas Fábrica de Sumos de Fruta em Manica Fábrica de Licores de Fruta na Beira. M OÇAMBIQUE 29

32 VIII. PREÇOS DE HORTÍCOLAS POR CANAL DE DISTRIBUIÇÃO E SUA SAZONALIDADE Preços de hortícolas por canal de distribuição Preço das Hortícolas ao Produtor (Fev.2014) PRODUTO CIDADES (Preços/Kg) Beira Chimoio Tete Produtor Produtor Produtor Preço Médio Batata Reno Nacional Batata Reno Importado Tomate Nacional Tomate Importado Cebola Nacional Cebola Importado Batata Small Batata Lilage Batata Branca Batata Escura Batata Vermelha Cenoura Couve-Flor Couve Feijão-verde Pepino Repolho* Tomate Calo jota Melancia* Abobora* Aboborinha Beterraba Manga* Alface* Alho Nacional Alho Importado Beringela Gengibre % * Os preços são por unidade. M OÇAMBIQUE 30

33 Analisando o preço das hortícolas ao produtor, nas 3 cidades, nomeadamente, Beira, Manica e Tete, mostram uma tendência oscilatória, sendo mais elevados na Beira e Tete, atingindo os máximos de 47.50Mt/ Kg de Alho Nacional na Beira e 70,00Mt/Kg do Alho Importado em Tete. A variação dos preços entre as três cidades ronda entre 33% a 50% na maioria dos produtos. Nota-se que os preços são ligeiramente baixos na cidade de Chimoio, sendo o caso de Tomate que na Beira e Tete, o preço é de 12.50Mt o quilo e em Chimoio custa 5.00Mt/Kg. A Cebola importada na cidade da Beira, o quilo está 25Mt, 15Mt/Kg em Chimoio e 40Mt/Kg em Tete. O Feijão-verde em Chimoio o preço fixou-se em 15.00Mt/Kg, Beira e Tete está a 20Mt/Kg e 35Mt/Kg, respectivamente. Preços das Hortícolas no Grossista(Fev.2014) PRODUTO CIDADES (Preço/Kg) BEIRA MANICA TETE Grossista Grossista Grossista Preço Médio Batata Reno Nacional Batata Reno Importado Tomate Nacional Tomate Importado 0.0 Cebola Nacional Cebola Importado Batata Small Batata Lilage Batata Branca Batata Escura Batata Vermelha Cenoura Couve-Flor Couve Feijão Verde Pepino Repolho* Tomate Calo jota Melancia* Abobora* Aboborinha Beterraba Manga* Alface* 0.0 Alho Nacional Alho Importado Beringela % M OÇAMBIQUE 31

34 Gengibre * Os preços são por unidade. De igual modo ao preço do produtor, a variação dos preços no mercado grossista, nas cidades em análise, fixa-se também em 30 a 50%, sendo o maior destaque para a cidade de Tete que grande parte das hortícolas, oscilam entre 150Mt e 7Mt/Kg. O preço mais alto é de Gengibre, 150Mt/Kg, seguido de Melancia e Batata Branca, a 125Mt e 120/Kg. Na Beira, o preço mais alto é de 80Mt/Kg de Alho Nacional e Cenoura, seguido de Couve-flor a 45Mt/Kg, Couve e Cebola Importada a 40Mt/Kg. Em Chimoio o mais alto preço é da Couve, a 50Mt/Kg, seguido de Cebola Importada a 30Mt/Kg e Feijão-verde a 25Mt/Kg. Preço das Hortícolas no Mercado Retalhista(Fev.2014) PRODUTO CIDADE (Preço/Kg) BEIRA MANICA TETE Retalhista Retalhista Retalhista Preço Médio Gengibre Alho Importado Beterraba Batata Branca Batata Escura Batata Vermelha Alho Nacional Cenoura Beringela Couve-Flor Cebola Importado Couve Feijão Verde Aboborinha Cebola Nacional Batata Small Batata Lilage Tomate Nacional Batata Reno Nacional Pepino Abobora* Repolho* Tomate Importado Tomate Calo jota % M OÇAMBIQUE 32

35 Melancia* Manga* Alface* Batata Reno Importado 0.00 * Os precos sao por unidade. Os preços no mercado retalhista, estão estruturados da seguinte forma, em Tete, os preços são altos, atingindo 165Mt/Kg de Gengibre, seguido de Alho Importado, Beterraba e Batata Branca, todas a 120Mt/Kg, decrescendo. O preço mínimo nas hortícolas é de 16.25Mt/Kg de Pepino. A Abobora, Repolho e Melancia, o preço por unidade é de 60Mt, 17.50Mt e Mt, respectivamente. Em Chimoio, com preços relativamente baixos em comparação com as outras duas cidades centrais, Tete e Beira, os preços variam de 70Mt a 20Mt por Quilo. A cebola importada, o quilo está a 40Mt/Kg em Chimoio, 49Mt na Beira e 80Mt em Tete. A cebola nacional o custo é de 40Mt, 35Mt e 45Mt, na Beira, Chimoio e Tete, respectivamente. Na Beira, o preço mais alto é da Cebola Importada sendo 135Mt/Kg, seguido de Cenoura a 90Mt/Kg e Alho Nacional a 85Mt. M OÇAMBIQUE 33

36 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan Sazonalidade dos Preços de hortícolas nos Mercados Retalhistas De forma intuitiva pode retirar-se dos gráficos seguintes os níveis de preços e a sua oscilação nos mercados monitorizados pelo SIMA (mercados informais e lojas comercias de retalho): BEIRA Preço de Hortícolas a Nível do Mercado retalhista (Mt/Kg) Batata Reno Nac Batata Reno Imp Repolho Tomate Cebola Cenoura M OÇAMBIQUE 34

37 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan NHAMATANDA Batata Reno Nac Repolho Tomate Cebola Cenoura M OÇAMBIQUE 35

38 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan GORONGOSA Batata Reno Nac. Repolho Tomate Cebola Cenoura M OÇAMBIQUE 36

39 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan CHIMOIO Batata Reno Nac Batata Reno Imp Repolho Tomate Cebola Cenoura M OÇAMBIQUE 37

40 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan MANICA (Vila) Batata Reno Nac. Batata Reno Imp Repolho Tomate Cebola Cenoura M OÇAMBIQUE 38

41 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan TETE (Cidade) Batata Reno Nac Repolho Tomate Cebola Cenoura M OÇAMBIQUE 39

42 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan 04-jan 29-jan 27-fev 27-mar 24-abr 22-mai 19-jun 17-jul 14-ago 12-set 09-out 06-nov 04-dez 06-jan 29-jan 04-jan 23-jan 13-fev 06-mar 27-mar 17-abr 08-mai 29-mai 19-jun 10-jul 31-jul 21-ago 12-set 02-out 23-out 13-nov 04-dez 26-Dez 15-jan ANGÓNIA Batata Reno Nac Repolho Tomate Cebola Cenoura ANÁLISE DOS PREÇOS AO LONGO DO CORREDOR DA BEIRA: Verifica-se ao longo de todo o corredor uma sazonalidade marcante de subida de preços nos meses de Dezembro e Janeiro, menos acentuada na Cidade de Tete e Angónia; Os preços da batata reno são mais baixos em Tete e Angónia e tendencialmente nos restantes produtos; Falha em diversos mercados mais rurais de abastecimento de cenoura e outros produtos; Preços nos mercados mais rurais com alguma tendência para serem superiores aos das maiores cidades. M OÇAMBIQUE 40

43 IX. EMPRESAS RELEVANTES NA CADEIA DE VALOR DE HORTÍCOLAS NO CORREDOR DA BEIRA POTENCIAL PRODUÇÃO POR CONTRATO Na tabela seguinte apresenta-se a lista de empresas mais relevantes na cadeia de valor de hortícolas no Corredor da Beira (não sendo exaustiva), não incluídas as empresas de distribuição a retalho. Cd Organização/ Empresa culturas/ produtos Província/ Localização Tipo de actividade Contactos Notas 1 Vanduzi/ Mozfood 2 SEMOC 3 MozFer 4 Mozseeds 5 LUSOSEM Moçambique piri piri, babycorn, vegetais INFLUENTES NO CORREDOR DA BEIRA Vanduzi, Manica, Moçambiqu e, Estrada Nacional no 7, PO Box 433 Chimoio, Mancia Gondola, Manica Vanduzi, Manica Sede em Maputo agricultura comercial e agroindustria Fabrico de fertilizantes Investigação, Multiplicação e distribuição de sementes, incluído hortícolas Distribuição de Sementes, incluindo hortícolas, agroquímicos. Carlos Henriques (CEO), carlos.henriques@mo zfoods.com, Ana Sofia Rodrigues Malcolm Austin General Manager Companhia de Vanduzi SA Tel: (+258) Mob: (+258) , 6 Agrifocus 7 PANNAR 8 Green Belt fertilizantes de Mocambique Manga, cidade da Beira (Sofala),. Fabrico de fertilizantes director John Christle-Smith (Porky), tel porky.cs [email protected]. mz, M OÇAMBIQUE 41

44 10 Munguambe e Filhos 11 Be-Fresh Vegetais e frutas Beira Manga, Beira PROVÍNCIA DE SOFALA Loja de insumos e distribuição na província de Sofala Comércio e preprocessamen to Sr. António Martins, - antó[email protected] 12 SSS Catering 13 Phoenix 14 Trans Tembwe Farm principalmente cereais e leguminosas Milho e Gado Manica Chimoio, Manica: Matsinho _Antenas 12km 15 AusMoz Fruteiras Manica 16 FruitiManic a, Lda. Banana, Litchi, Manga Penhalon ga 10 km de Manica 17 Agrisa Litchi e banana Manica fruta e campos de ensaio varietal de Semente batata para Catandica, Nzarayaper producao de Barue, 18 a semente Manica PROVÍNCIA DE MANICA agricultura comercial agricultura comercial e criacao de gado Significant Site Services (SSS), Dra. Salma Mussa ; [email protected] (director Mocambique) Chirs Meyer [email protected] (director South Africa) Kevin Gifford, Manager, , [email protected] agricultura comercial agricultura comercial agricultura comercial agricultura comercial BILL CRESSWELL, transtembwefarm@yaho o.com, ISSUFO VALY, , , Malcomm clyde wiggings, , ,m [email protected] Peter Waziway, a espera de financiamento de AgdevCo para produção de batatas e tomate M OÇAMBIQUE 42

45 19 MacsinMoz RDI_Monthi Hunter Montesco Limitada Fruta: Macadamia, Citrinos, Abacate e BATATA Manga, litchi, abacate e ananas Batata reno e batata semente de batata com sistema de frio adequado 22 Konade Horticultura Camba, Sussunde nga, Manica Sussunde nga, Manica Barue Serra Choa, Manica ao lado do ISPM Chimoio, Manica 23 Lucite_fruta Fruticultura Manica 24 Ago Pecuária Pegacho, 25 Panda Farm 26 Gani_EL 27 AgroMaco 28 Farma luz do sol Hortícolas e batata, animal e derivados Principalmente fruta e feijões. fruteiras (mangueiras) Producao de fejao preto e outras horticulas fruteiras Manica Manica Dombe, Manica Sussunde nga, entrada via chicamba, Manica Barue, Manica 29 Lopes Quitchine fruteiras (litchi) Manica Unidade de producao 30 gecua fruteiras Manica Agricultura comercial Agricultura comercial Agricultura comercial CHRISTO BREYTENBACH, , , [email protected] om MONTHI HUNTER , [email protected] Monthi Hunter, Agricultura comercial Kota benade, Agricultura comercial Agricultura comercial Agricultura comercial GASPAR Pascoal, ,rio.lucite@gm ail.com Ilda PEGACHO Lukmann HASSAM, Mafuia group, ,lukman@tdm. co.mz Agricultura comercial Jac SMIT, agricultura comercial agricultura comercial Samuel Guisado, , dono Sul africanos agricultura comercial 82, agricultura comercial Sr.Mabatana, A companhia West life sul Africana garante grande parte da comercializacao dos produtos. promove actividades e estagio para os estudantes do ISPM, na area de produção de hortícolas. a empresa pretende construir camara de frio mas esta condicionada a fundos e instalação de energia eléctrica. fejao preto e destinado principalmente ao mercados dos consumidores brasilerios em Moz, M OÇAMBIQUE 43

46 31 Empresa de fruta Pedro Paulino fruteiras (mangueiras) Manica Sociedade Agostinho Filipolis fruteiras Manica agricultura comercial Pedro Paulino Dombe, , fruteiras/manga agricultura 32 comercial / Agricultura comercial, distribuição de CZ Zembe, insumos e Companhia Gondola- sistemas de 33 de Zembe Hortícolas Manica irrigação (ide) 34 n.d. n.d. n.d. n.d. SHAWNE BOTHA 35 n.d. n.d. n.d. n.d. GLEN MORGAN 36 n.d. n.d. n.d. n.d. ROMANO 37 n.d. n.d. n.d. n.d. PETER TOMPSON Farm Fresh_ Hortícolas TETE Vazal Logistics Hortícolas TETE 40 ISC Hortícolas TETE PROVÍNCIA DE TETE catering_agro processamen to catering_agro processamen to Catering da Vale Shaun cafood, Brian Mukaira brianm.vazal@gmail. com. Paula Marques , paula.marques@vale. com 41 SERVICO n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. Não utiliza nenhuns produtos importados. Pretende que exista maior diversidade de produtos produzidos localmente. Lista de potenciais empresas já instaladas para desenvolver esquemas de outgrower com associações de camponeses e/ou individualmente com produtores emergentes, no sector de hortofrutícula ao longo do corredor da Beira: Vanduzi Be-Fresh SSS Farm Fresh VAZAL Logistics ISC Fábrica de Tomate e Refrigeração de Tica ISC SERVICO. M OÇAMBIQUE 44

47 X. CARACTERIZAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO Neste capítulo será apresentada a composição dos produtores por província, sua caracterização e organização. Em termos de número de explorações agro-pecuárias verifica-se que no Corredor da Beira se situam cerda de 48% do total de explorações de média dimensão (4 a 10 ha; ou mais de 10 cabeças de bovinos), quando o Corredor representa cerca de 24% do total de explorações agro-pecuárias do país. Também em termos de número de grandes explorações o Corredor situa-se ligeiramente acima da média. Explorações Agro-Pecuárias (Nº) Província Pequenas Médias Grandes Total Sofala ,4% 0,6% 0,0% 100% Manica ,9% 1,0% 0,0% 100,0% Tete ,8% 2,1% 0,0% 100,0% Total Corredor ,7% 48,3% 27,2% 23,8% Total do País Fonte: XI. CUSTOS DE PRODUÇÃO Foram elaboradas e/ou adaptadas cartas tecnológicas e análises de rentabilidade por hectare, para os principais hortícolas produzidos procurados no corredor da Beira, as quais se apresentam em anexo. É de salientar que os pressupostos adoptados aplicam-se a produtores de pequena escala orientados ao mercado e produtores emergentes (e não a produtores comerciais) e a condições agro-climáticos e tipos de solos médios (a análise da rentabilidade para efeitos de decisão de investimento pelo produtor ou de concessão de crédito, deve ser aprofundada para a localização especifica, condições específicos do produtor e época do ano). Na tabela seguinte apresenta-se o resumo da informação financeira para 3 culturas de hortícolas: Cultura Custo Produção (MzN) Rendimento/há PV/Kg (MzN) Receita (MzN) Lucro Liquido (*) LL/RT Feijão Verde , , , ,52 60% Tomate , , , ,46 79% Batata Reno , , , ,62 47% (*) Só estão considerados juros nos custos do tomate (20%). M OÇAMBIQUE 45

48 XII. CUSTOS LOGÍSTICOS E OPERADORES Relativamente aos custos logísticos, devem ser considerados os seguintes: Transporte Ferroviário (informação a completar) A Linha ferroviária de Machipande não é actualmente utilizada para transporte de hortícolas, mas foi usada no tempo colonial. A linha é constituída 50 apeadeiros ao longo de 317 Km, percorridos em cerca de 12 horas entre a cidade da Beira e Machipanda. Este número de apeadeiros potencia a movimentação de produtos agrícolas além de pessoas. Actualmente a frequência diária de comboios oscila entre 1 e 2, mas tem potencial para 3-4. Os CFM têm investimentos em curso para melhorar as carruagens e a longo prazo está planeado aumentar de 1 linha para 2 linhas, aumentando a velocidade de circulação. O tarifário actual (desde Abril 2014) por Tonelada no percurso Beira-Machipanda são 30,55USD. Transporte Rodoviário (informação a completar) Segundo informações de comerciantes/transportadores informais e formais (Befresh) entrevistados, foram apurados os seguintes custos de referência: Custo de transporte de hortícolas do mercado grossista de Zimpeto em Maputo até à Beira é de (cerca de km): 4,00 mts/kg batata, cenoura, cebola 5,00 mts/kg tomate Custo de transporte (Na Zona centro por distancia ate' km) 0,5 mts/kg cada por 100 km Do momento não existe na ASTRO transportadoras de cargas especializadas para produtos agrários como horticultura, fruticultura. Lista de Transportadoras de carga da ASTRO (associação dos transportadores rodoviários de carga de Sofala Empresa Endereço 1 Cadeia de Frio Mocambique, Lda Rua Ulterois Quionga- Munhava- tel FAZ, Lda EN6 - Chamba 3 Inter Global, Lda Rua Ernesto Vilhana 4 M F Transportes Rua de Estremaduras- Pioneiros 5 Sol e Mar, Lda Auto Estradas Pioneiros- Rua Algarves / T. Abdul Magid Nizamudine Av. Armando Tivane 7 T. Alberto Argentino Elias Av. Martires de Revolucao M OÇAMBIQUE 46

49 8 T. Alberto Danhenhua Av. 24 de Julho -9 Bairro 9 T. Chun Liu EN6 Manga- Chamba 10 T. Express Trucking, Lda Av. Centro Comercial- Macuti 11 T. Faizal Abdul Gani Rua Rios de Sena 12 T. Jonas Mauricio Jone Vila Massane - Manga 13 T. Lossane Avelino Chemba 14 T. Mussa Ismail Sulemane Auto Estrada- Descida de Nhangao 15 Transir Logistics, Lda Av. General Vieira da Rocha 16 Transportes ACAI Pioneiros- Rua Algarves 17 Transportes Elson Rua Mouzinho de Alburquerques 18 Transportes Nobre Rua 14- Bairro da Manga 19 Unicargo Rua Costa Serrao, Bairro do Chaimite, tel NB.: Estas transportadoras transportam produtos diferenciados. XIII. CONSTATAÇÕES, OPORTUNIDADES, CONSTRANGIMENTOS ACTUAIS AO DESENVOLVIMENTO DA CADEIA DE VALOR DE HORTÍCOLAS O sector da horticultura ainda apresenta grandes constrangimentos com diversas oportunidades para futuros investimentos ao longo de toda a cadeia de valor. No sector produtivo existem altas potencialidades de desenvolver modelo de produção tipo outgrower (subcontrato); Mais de um Milhão de USD em de vegetais frescos são importados cada mês (fonte: dados dos agentes alfandegários), Setembro A SEMOC, única uma fabrica/unidade de produção de semente de batata em funcionamento (em Téte encontra-se outra de menor dimensão em fase de instalação) apresenta imensas lacunas de gestão, e portanto as sementes são na sua maioria são importadas de vários países tal como, Holanda, RSA, Portugal entre outros. Existe uma forte evidência de agro-negócios em investir na época quente com variedades melhoradas e tolerantes as altas temperaturas e humidade, e de diversificar os produtos tradicionais com novas culturas tais como pepino, beringela, rabanete, devido a demanda crescente por parte dos operadores do sector mineiros. Câmaras frigoríficas instaladas no capital provincial de Sofala, com capacidades de conservar 40 m3 de vegetais, ainda não operacionais, mas que está previsto ter gestão privada. A Instalação de estufas de sombreamento com sistema de rega, permite produzir plântulas e ter produção de vegetais durante a época quente mesmo praticando as culturas mais sensíveis (IAC, IIAM...), em particular nas zonas com temperaturas mais elevada tal como Nhamatanda, Tica e Beira. A maioria das hortícolas continua a ser comercializada pelo sector informal e com ausência de processamento primário. M OÇAMBIQUE 47

50 O acesso ao crédito pelos produtores de pequena escala e produtores emergentes é praticamente inexistente no país e quando possível em geral as condições não são viáveis para os produtores. Know-how e transferência de tecnologias é essencial para melhorar as produções de produtos de nichos e outros) e portanto é necessário identificar actores que possam garantir a devida assistência técnica de forma a aumentar a planear a produção ao longo do ano de forma continua e consistente, aumentar as produtividades e reduzir as percas por colheitas, e instruir sobre as formas de manuaseamento/embalagem. utilizar as economias de escala de cooperativas/associações e a oportunidades de mercados oferecido pelo crescimento da industrias mineiras na provincial de tete, mas também no porto da Beira. Com a excepção de Vanduzi (processamento de nível primário, em fresco), não existem agro-indústrias de hortícolas desenvolvidas a nível do centro do Pais. Existem potencialidades de agro-indústria crescentes tal como produto fresco, batata (as produções ainda não são suficientes para satisfazer a demanda e a uma tendência populacional a crescer; O Governo da Província de Sofala, esta a financiar a construção de uma unidade agro-industrial no PA de Tica distrito de Nhamatanda, destinada a produção de polpa de tomate (ver detalhe nos capítulos seguintes) O distritos de Angónia e Tsangano na Provincia de Tete, contribuem por mais de 70% da produção de batata no Pais, e seria interessante a realização de um estudo de viabilidade e verificar que é rentável e sustentável de desenvolver a agro-indústria de batata, cenoura, feijões e cebola. Concentrar as acções nas empresas que queiram desenvolver modelos de outgrower tal como Vanduzi, Farm Fresh, Vazal, Fábrica de processamento de tomate de Tica (em fase de instalação) e focalizar as actividades de créditos aos actores que já possuem infra-estruturaras, organização, assistência técnica e viabilidade e acesso aos mercados. RESUMO DOS CONSTRANGIMENTOS DO SECTOR FAMILIAR E ASSOCIAÇÕES DE CAMPONESES NA PRODUÇÃO DE HORTÍCOLAS NO CORREDOR DA BEIRA 12 Código A Factor chave Extensão Principais aspectos críticos para o sucesso da produção de hortícolas Os produtores de pequena escala, mesmo os orientados ao mercado e emergentes, utilizam na sua grande maioria práticas tradicionais de maneio agrícola, não estando preparados para a utilização de inputs/insumos adquiridos a crédito, por não conseguirem obter acréscimos de produtividade que compensem o investimento. Os serviços públicos de extensão são escassos (os da rede pública são cerca de um extensionista para mais de produtores cada; e a rede privada de empresas concessionárias e ONG s perfaz em média o mesmo número de extensionistas que o estado, cerca de no País, baixando a média nacional para cerca de produtores por extensionista). A rede de extensionistas das ONG s não é estável por depender de financiamentos de programas de desenvolvimento cíclicos. B Inputs/Insumos Os produtores têm dificuldades de ter acesso a credito, e quando 12 Listas de associações de produtores por província são apresentadas em anexo. M OÇAMBIQUE 48

51 C D E F G H I J Volumes/Fornecim ento Regular/Qualidade Preços Sazonalidade Pesticidas Crédito Infra-estrutura e ambiente de agronegócios Agro-ecologia Cumprimento de contratos conseguem os juros aplicados pelas instituições de finanças são altos, e isto dificulta a aquisição de inputs necessários para aumentar a produção e produtividade. Esta limitação e a falta de dinâmica geral dos fornecedores de insumos e tecnologias existentes no País, que procuram apenas satisfazer a procura dos concursos públicos e das grandes empresas concessionárias (Cana de açúcar, algodão e tabaco), fazem com que praticamente existam apenas lojas de insumos e tecnologias nas capitais de província. Os fornecedores de âmbito nacional estão aliás apenas presentes em Maputo, ou nalguns cados na Beira e Nampula. O Acesso a insumos e tecnologias é por isso também uma grande limitante à sua adopção pelos produtores. Os produtores têm dificuldades de abastecer regularmente os compradores, e portanto torna difícil oferecer um serviço de qualidade aos mercados exigentes. A produção apenas na 2ª época, o reduzido uso de insumos e irrigação e o não acesso a serviços de extensão faz com a que a produção seja reduzida e irregular. Os preços aplicados nos produtos moçambicanos são frequentemente mais elevados ou iguais (com menor qualidade) aos produtos importados do Zimbabwe e RSA. A produção local de hortícolas decresce durante a época chuvosa se comparada com a época fria. O uso de pesticidas de forma inapropriada e abusiva comporta resistência de pragas e doenças como também encarece os custos de produção e danos ambientais. O empréstimo na área de hortícolas é considerado de alto risco, e os produtores tem fraco conhecimento de gestão de crédito para garantir o sucesso do reembolso. Falta de barragens e diques, estradas melhoradas e asfaltadas, pontes e pontecas, acesso a energia eléctrica, e políticas favoráveis não impulsionam o desenvolvimento da produção de hortícolas. Apesar das condições agro-ecológicas favoráveis, a alta frequência de cheias durante a época chuvosa em muitos dos distritos maiores produtores de hortícolas provoca percas devastadoras e produções nulas. Verifica-se em geral um muito baixo entendimento do significado dos contratos e a necessidade de serem respeitados, como forma de aumentar a confiança de potenciais empresas fomentadoras e das próprias instituições de crédito. Os baixos níveis de produtividade, a necessidade de aproveitar todas as oportunidades imediatas para aumentar a renda disponível para a família explicam parcialmente esta realidade (side selling). M OÇAMBIQUE 49

52 XIV. PROJECTOS ÂNCORA RELEVANTES PARA A CADEIA DE VALOR DE HORTÍCOLAS Nos últimos anos têm-se instalado ou estão em fase de instalação diversos projectos que têm e terão impacte estruturante no sector agrícola e em particular na cadeia de valor dos hortícolas no Corredor da Beira. Apresenta-se a identificação destes projectos: 1. GERAL VANDUZI: a empresa tem vindo a aumentar das vendas para o mercado nacional, nomeadamente a empresa de Catering de Tete, Beira e Pemba, necessitando assim a alargar a gama de produtos hortícolas produzidos. Esta estratégia de reduzir a dependência do mercado externo, levou a empresa em 2012 a contratar um estudo sobre oportunidades de reintroduzir ou expandir o recurso ao outgrowing. Questões de limitação de terras disponíveis, distribuição e redução do risco poderão levar a empresa a aumentar a produção por contrato. Projecto agrícola da Portucel em Manica: Esta empresa tem em execução o plano para utilização de cerca de para produção de alimentos em parceria com empresas privadas e comunidades dos distritos onde está implantada; Parque Agro-Rural e Mercado Grossista em Caia: infra-estrutura de grande impacto na região estando logisticamente bem localizada entre Tete-Beira-Chimoio-Quelimane. Situação na EN 1, no triângulo entre Cheringoma, Marromeu e Caia. Na 1ª Fase são 10 hectares totalmente infra-estruturados para alugar a empresas agro-industriais e contará com alguns projectos âncora iniciais em regime de PPP, nomeadamente o denominado Mercado Grossista de Caia. Prevê-se processar e comercializar cerca de Toneladas/ano de vegetais no prazo de 3 anos. O investimento pela ADVZ já iniciou a fase preparatória. ECA: Empresa situada em Barrue, é participada pela AgDevCo e financiada pelo BAGC. Na corrente campanha abrangeu pequenos produtores e tem perspectivas de expandir na próxima para produtores. Tem promovido essencialmente a produção de milho (90%), e a soa e gergelim. A sua acção poderá ser estendida para culturas de 2ª época, nomeadamente hortícolas. Fábricas de Arroz no Buzi e Dondo: Investimento chinês já em implementação que se prevê seguirá o modelo WAMBAO no Xai-Xia, alavancando know-how e rendas dos pequenos produtores, que ficarão assim melhor preparado para investir na produção de hortícolas na 2ª época. 2. EMPRESAS DE CATERING (ACTIVIDADE, MEIOS, PRODUTOS, MERCADOS) SOFALA B-FRESH A B-fresh é uma empresa que comercializa produtos de horto-fruta, peixe e frangos, recentemente constituída (Abril 2013), esta localizada no bairro Maquinino, Beira. Futuramente, pretende abrir sucursais em Tete e Nacala. Possui 12 trabalhadores, entre motoristas, trabalhadores da loja, marketing. Possui 2 camiões de 7 t e 13 t com contentor. A B-Fresh não faz processamento dos produtos hortícolas que adquire e vende os produtos frescos. A B-Fresh compra produtos com várias entidade de produção /comercialização como: Horta-boa no distrito de Moamba (Batata e Cebola) MAPUTO M OÇAMBIQUE 50

53 Casa das frutas (Uvas e Pêra) BEIRA Importação do Vizinho Zimbabwe (Morango, Melância, Laranja), Sr. Raine B, sul africano com farma em Gorongosa, providenciava regularmente Tomate, Beterraba, Cenoura, Pimento, mas actualmente não esta mais a produzir e, portanto a fornecer, pela tensão politico militar que se vive naquele Ponto do Pais. Vendedoras informais que trabalham no mercado do Maquinino principalmente na época de fresca e de pico, providenciam diversos produtos principalmente, tomate, pimento e repolho, proveniente de vários pontos: Chimoio, Gorongosa. Sr. Cau Ckinton fornece exclusivamente alho de proveniência da China; B-Fresh não tem contrato de compra e venda mas apenas forma de parceria e entendimento verbal. Principais culturas de nicho de hortícolas vendidas: PEPINO Evidenciou a experiencia negativa sobre a sua produção de PEPINO. Em prática, segundo a sua recente experiencia, o mercado da Beira, nao conseguia consumir (ou com muita dificuldade) os 500 kg de pepino que ele providenciava por dia, na qualidade de produtor/vendedor grossista. Mencionou que do ponto de vista da produção não encontrou dificuldades em termos de adaptabilidade e rendimento, mas que o no de estrangulamento foi a fraca demanda de mercado da Beira, e que claramente desincentiva a produção em larga escala. MORANGO O principal fornecedor de morango é o Zimbabwe, mas a distância e o tempo que leva o produto para chegar no mercado da Beira, já se apresentar na fase final de conservação. Portanto, se ele não consegue vender em 2 dias o produto é perdido. Por isto, não opta pela comercialização do morango. Portanto, as quantidade adquiridas por semana são irrisórias se comparadas aos outros produtos; Em particular lamentavas as condições de viabilidade (estradas cheia de buracos) que provocam percas da qualidade dos produtos transportados e aos próprios meios. Em particular, evidência que estaria interessado na compra de morango numa localidade vizinha mas para tal é necessário que os produtores tenham condições infra-estruturais (estufas e sistemas de rega) para produzir um produto de qualidade e regularmente. MELÂNCIA O caso da Melancia, é mais promissor sendo que consegue vender ate 1 tonelada por dia durante a época quente fornecendo directamente a Shoprite e 200 kg vende ao publico directamente no próprio estabelecimento. Também a sua experiência privada na qualidade de produtor constatou que a Melancia é uma cultura pouco exigente em termos de tratamentos culturais e relativamente fácil transportar. Entre outras experiencia pilotos de produção/venda de hortícolas de nicho conta com a Beringela, Rabanete, mas nao foram bem sucedidas por falta de um mercado atractivo. Por outro lado, encorajou a produção no corredor da Beira, dos produtos hortícolas tradicionais tal como Batata, Cebola, Tomate, Cenoura, Feijões e Repolho, embora não negou as dificuldades em termos de produção e produtividades para um farmeiro (médio empresário), mencionados entre os principais problemas, a fraca qualidade de semente (sobre tudo batata), gestão dos recursos humanos, alta custos de produção (se não tiver energia eléctrica a alimentar o sistema de rega), sistema de conservação, e mais de todos Roubos. M OÇAMBIQUE 51

54 Hoje em dia, os produtores locais não conseguem garantir um produto de qualidade e regularmente e, por isto, os grossistas/comerciantes de horto-fruta, recorrem principalmente a produtores/comerciantes zimbabweano que providenciam a mercadoria com leve flutuações de preços, alta qualidade e periodicamente. Ainda, os mercados locais são muito especulativo e fica difícil estipular acordos/ou contractos de compra-venda, coisa que não acontece com os fornecedores zimbabweanos. A titulo de exemplo, os fornecedores zimbabweanos fornecem semanalmente 2 t de feijões. Estima-se empiricamente que a quantidade media de batata consumida no mercado da Beira é estimada por 100 t/week, e a de Tomate 210 t/week A Be-Fresh, informou ainda que pela determinação do preço de venda tem em conta principalmente os preços de mercado de Zimpeto/Maputo, mas também os mercados principais da Beira/maquinio. Importante considerar que o frete para transportar os produtos hortícolas (ex.batata, cenoura,cebola) é de 4 mts/kg e que no caso de tomate é 5mts. SSS - SIGNIFICANT SITE SERVICES Catering Services A SSS é a única empresa formal de catering que esta baseada na Beira, com escritórios e uma cozinha no bairro da Ponta Gea, a oferecer serviços de catering. Oferecem principalmente serviços de refeições (pequeno almoco, almoco e jantar) aos trabalhadores da empresa CORNELDER que operam no Porto da Beira. Actualmente, servem 600 trabalhadores com 2 refeições por dia: almoco e jantar. Indicativamente, duranta a última semana, que precede a entrevista, utilizaram as seguintes quantidades de vegetais e fruta: Repolho 200kg; Cenoura 70kg; Cebola 116 kg; Laranja 323 kg; maçã Unidades (11.mts x Un. Importadas da RSA) O Gasto por dia (2 refeições) Pepino kg; Abóbora kg; Alface ou Repolho 40 kg/por dia; cenoura 25 kg. O aprovisionamento dos produtos horto-fruta é feito através um intermediário local que tem os contactos directo com os produtores e/ou fornecedores. SSS, mostrou interesse em ter ligações directas com pequenos produtores da zonas verdes desde que possam servir regularmente a quantidade crítica de produtos horto-fruta necessárias para satisfazer a demanda das refeições. A SSS reclama a dificuldade em encontrar no Mercado local e a um preço acessível e quantidade suficiente e regulares, beterraba, beringela, pepino, pimento, nabo, rabanete, feijão verde. Frisa que a abertura da caixa 13 do porto da Beira, previsto no primeiro semestre do 2014, irá triplicar a demanda de refeições e portanto de produtos hortícolas. Relativamente às potencialidade de desenvolver a cadeia de valor de melancia para o sector de catering, a empresa diz que se trata de alimentos difíceis para ser utilizados em catering, sendo que os consumidores habituais dos refeitórios (trabalhadores) tem pouco tempo a disposição, e alem preferem fruta tradicionais. TETE VAZAL LOGISTICS As instalações de Compras / Armazenamento e Distribuição de hortícolas da Vazal, está situado atrás Major Drilling, e está aberto de segunda a sexta-feira 8,00-16,00 e manhãs de M OÇAMBIQUE 52

55 sábado 8,00-13,00. Oferece suporte ao negócio de exploração mineira. Sob a marca "Caldo Verde", Vazal fornece frutas e legumes para encher o produto fresco vazio em Tete, que ele também precisa de cumprir os seus contratos de gestão do acampamento. Vazal Logística atualmente importa a maior parte de nossa produção da África do Sul, uma ou duas vezes por mês, e do Zimbabwe, mas 85% da produção é proveniente de Vanduzi (pimento vermelho e amarelo, repolho, brócolo, couve-flor, batata, ervilha, etc ). No mercado de Tete, Kwatchena, geralmente eles compram, alho, pimentão, repolho, alface pequeno, squash, tomate. Vazal logística tem a maior, sempre bom, variedade de frutas e legumes em Tete, com tudo de kiwi com morangos e brócolis para cogumelos. E durante o verão, a vontade gama de produtos incluem vegetais mais exóticos e ervas. Na verdade, o que temos observado durante a visita foram uma grande variedades de produção. Vazal está fornecendo vegetais aos trabalhadores de três empresas de perfuração trabalhando no setor de mineração de Moatize. Os volumes de vegetais comercializadas semanalmente declarados é uma gama de 5,000-10,000 kg de produto vegetais por semana. De qualquer forma, parece estar muito interessada em parceria e pela produção por contrato. Segundo a empresa, sugere-se a promover a nível local, onde é ago ecologicamente possível, ervilhas, curgete, aipo, pimentão amarelo e vermelho, alho, melancia, brócolo, couve-flor e alface * É desejado para comprar mais produtos localmente, com o envolvimento de pequenos agricultores nas províncias de Tete. (*) Os agricultores em Tete (e, geralmente, em Moçambique) usam para colheita da alface, quando ainda está em uma fase de crescimento, mas maduro o suficiente para ser vendido no mercado. Desta forma o agricultor evita roubos e tem um pagamento rápido; Mas, há um novo mercado crescente nicho que está exigindo alface iceberg. IS_CATERING VALE A Senhora Paula Marquez, se ocupa na organização logística e culinária para garantir as refeições aos trabalhadores da empresa Vale de Moçambique no distrito de Moatize. Alguns dados sobre as quantidades de hortícolas consumidas diariamente para as refeições desta empresa: o couve 150 kg ( crua), 200 kg ( cozida ou refogada) o tomate ( salada) 200 kg o cebola ( tempero) 60 kg o beringela ( salada cozida) 150 kg o quiabo ( vegetais ou na salada cozinha 130 kg o cenoura ( salada ralada ou cozinha) 100 kg o pimentos verdes 50 kg o pimentos vermelhos 30 kg o alho 5 kg o pepino 70 a 80 kg o beterraba 100 kg o alface kg o repolho (salada crua) 100 a 120 kg o feijão verde (salada cozida) 100 kg o Abobora ( cozida) 130 kg M OÇAMBIQUE 53

56 Essas são as hortícolas que mais usam e também porque encontra-se facilmente no mercado moçambicano. Os principais fornecedores são: a) Rute da cidade de Tete, b) Fazenda de Moatize (tete); 3) Masvic (cidade de Tete) Frutas de Ouro ( cidade de Tete, só fruta e não hortícolas); A senhora Marques refere que nenhum produto é proveniente do Zimbabwe. Questionada sobre o consumo de melancia e morango, refere ser insignificante, tendo só servido uma vez no ano. O morango é interessante como produto mas é caro e portanto usam raramente, nomeadamente só como coffee break executivo. O pepino, por outro lado e consumido com frequência: 3/4 vezes por semana; A Senhora Marques, encoraja para que o BOM financie a produção das horticulas que a Vale mais consome e estudar formas de parcerias principalmente para a produção dos produtos mais consumidos tal como Tomate, cebola, cenoura, pepino, beterraba, alvo, couve repolho, alface e pimento verdes. 3. FÁBRICA DE PROCESSAMENTO INDUSTRIAL DE TOMATE EM TICA Empreendimento em fase inicial de construção uma unidade de agro-processamento, localizada no Posto Administrativo de Tica, Distrito de Nhamatanda. Este empreendimento esta a ser financiado pelo governo de Moçambique, e esta orçado por aproximadamente usd ( usd para a construção do o edifício principal e usd para a aquisição dos equipamentos e acessórios). A Unidade fabril prevê uma parte dedicada ao processamento de tomate (polpa) e outra para o sistema de frio. A subunidade de agro-processamento terá uma capacidade de t por dia de tomate em polpa. O sistema de frio de uma capacidade de kg e garante uma conservação até dias). A localização da fábrica no Posto Administrativo de Tica, justifica-se por ser estrategicamente bem localizada e com produtores com experiência na produção de hortícolas e tomate em particular, e maiores produções a nível de Sofala e perto do Mercado principal da beira. A Gestão da Unidade Fabril, será do tipo Privada, e adjudicada através de concurso público. Estima que a construção da unidade irá terminar em Agosto e o seu funcionamento no fim do presente ano. Ainda informou, que a Cooperação Austríaca irá financiar equipamento de rega gota a gota para as associações de produção de hortícolas da província Sofala, em particular o distrito de Nhamatanda, para aumentar o nível de produção e produtividade e garantir as produções ao longo de todo o ano. Também, será organizada uma troca de experiência com Cabo Verde, Pais que possui larga experiência neste sector, como forma de aperfeiçoar os conhecimentos das associações de produtores na área de gestão do sistema de rega e produção de hortícolas, Entre outras intervenções, prevê-se reabilitar o Mercado Hortícola do mesmo Posto Administrativo. FORTES MATRIZ SWOT FÁBRICA DE PROCESSAMENTO DE TOMATE EM TICA OPORTUNIDADES produtores interessados em participar na produção de hortícolas tomate produtores organizados em associações/cooperativas Os mercados locais de vegetais dependem muito de importação de produtos durante a maioria do ano Existência de projectos para garantir M OÇAMBIQUE 54

57 assistência técnica e acesso ao crédito a nível dos produtores e outros actores da CV Proximidades entre os campos de produção e unidade fabril a erguer Condições climatéricas favoráveis durante a maioria do ano, e possibilidade de iniciar a desenvolver uma agro-indústria na zona centro Aumento de postos de emprego e desenvolvimento socioeconómico da região FRAQUEZAS Potencialidade de abastecer os mercados ao longo do corredor da Beira AMEAÇAS Falta de semente de qualidade para desenvolver rapidamente uma agro-indústria de processamento de tomate Os produtores têm fracos conhecimentos das operações e técnicas de cultivo Dependência de equipamentos e material de processamento importado Dificuldade em encontrar localmente gestores qualificados com capacidades de gerir uma unidade de agroprocessamento Altas temperaturas e humidade excessivas promove a difusão e ataques de pragas e doenças, com maior incidência na 1ª época. Altos custos de produção se comparado com os vizinhos Países da SADC que também participam ao abastecem dos do corredor da Beira XV. PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO E FONTES DE FINANCIAMENTO DISPONÍVEIS NO CORREDOR DA BEIRA Os programas de desenvolvimento que directamente beneficiam a cadeia de valor de hortícolas e promovem o desenvolvimento integrado e sustentável da cadeia de valor: Relançamento do PADR: Reforço de equipa em Março 2013, relançamento de concursos com novos cadernos de encargos para os projectos âncora; FINAGRO (financiamentos até $ ,00 para empresários locais) arranca em início de Março com abordagem muito prática; BAGC/AgDevco: Tem nova administração e direcção procurando apoiar mais empresas tipo ECA em outgrowing e ingrowing e outros modelos inclusivos que envolvam os pequenos produtores; PROIRRI Componente hortícolas está em implementação em Manica; M OÇAMBIQUE 55

58 PRESP II Abrange as províncias de Sofala, Manica e Zambézia, tem Sede na Beira e financia projectos privados de todas as actividades ao longo das Cadeias de Valor, com crédito bonificado e matching grant; GAIN: Financiamento para projectos inovadores na área nutricional; Programas da ADVZ: PIPE; Desenvolvimento do Sector de SEMENTES; F. Catalítico; GROWTH POLES; Financiamento ao GAPI para capacitar associações produtoras de arroz na Zambézia; Centros de prestação de serviços agrário; Projecto para a criação de clusters de produção de hortícolas junto aos mercados urbanos nas quatro províncias do Vale do Zambeze e potenciação da maior produção nas zonas rurais: MAD II Desenvolvimento de Agrodealers em Manica, Tete, Sofala e Zambézia; AGRO-INVEST (AGRO-EMPREENDER E AGRO-GARANTE): Programa holandês para desenvolvimento de cadeias de valor em todo o país, lançado em 2013, tem linhas de crédito para microempresas, fundo de garantia para PME s (cerca de 13 milhões de USD) a ser usado por via dos bancos comerciais e componente de BDS; AGRIFUTURO: Programa da USAID extendido para 2014, abrange as Porvíncia de Manica e Tete. Apoia a ligação de associação com empresas comerciais; Rotary International&Club Rotary Beira: Formação de ADAs (Agentes de Desenvolvimento de Agronegócio) como empresários que prestam serviços de AT/Extensão integrados aos produtores, os quais são remunerados em função de comissões das vendas que conseguem promover de insumos e tecnologias, honorários, comissões da facilitação de microcrédito com sucesso e comissões pela agregação, controlo de qualidade e controlo de side selling pagos pelas empresas compradores, em fomento ou sem fomento; PRODEL: Desenvolvimento de Cadeias de Valor, financiado pela EU, iniciado em 2013 e abrangendo Sofala, Inhambane e Gaza; PROECOM Projecto do MIC, abrangendo Sofala; MIPP Programa Piloto de Irrigação de Pequena Escala em Messica (Gondola-Manica. Messica é na província de Manica uma área muito produtiva de hortícolas, abastecendo a cidade do Chimoio. XVI. ANÁLISE DA CADEIA DE VALOR HORTOFRUTÍCOLA Análise conjuntural: Relativamente às expectativas de crescimento do mercado e vantagens comparativas, apresenta-se de seguida uma análise mais dirigida aos produtos de maiores volumes, dado que a maioria dos restantes requer uma análise mais localizada no espaço e no tempo. Hortícolas: Batata, Tomate, Repolho - Grande mercado interno (e.g.tomate e repolho para a Zona Centro; batata para Zona Centro e Sul), particularmente fora de estação e de exportação (e.g. batata fresca para Malawi e Zimbabué); - Potencial de substituição de importações de batata e seus produtos processados (batata frita précongelada; french fries; outros) e tomate processado (concentrados, ketchup) - Excelentes condições agro-ecológicas em Manica e Sofala para o tomate, repolho, outras, e batata particularmente em Zonas mais altas em Manica (Serra Choa); - São culturas da época seca que não competem com as culturas alimentares (cereais, oleaginosas) e por vezes quando os stocks daquelas começam a escassear estes produtos completam a dieta alimentar; M OÇAMBIQUE 56

59 - Existem várias empresas, a Companhia do Vanduzi, Metuchira Investments, Fábrica de Licores da Beira, Fábrica de Processamento de tomate em Tica, que podem actuar como projecto âncora do sector (volumes nas compras de insumos, disseminação de know-how, treino de mão-de-obra, marketing da região, etc.). Frutas: Manga, Banana, Lichies, Ananás - Grande mercado interno (banana, manga, ananás) na Zona Centro e Sul, particularmente fora de estação, e de exportação (todos os produtos para África do Sul e Europa); - Potencial de substituição de importações de manga de maior qualidade e principalmente de todo o tipo de produtos processados de fruta (concentrados de fruta; sumos e refrigerantes; compotas; conservas; doces; frutas secas e cristalizadas) - Excelentes condições agro-ecológicas para a produção em Manica (Banana, Manga, Lichies) e Sofala (Ananás de Mussourize-Chibabava); - Excelentes vantagens comparativas endógenas da região que permite a exportação em qualquer fase do ano, e em particular no 1ª a 2ª mês da colheita permite satisfazer o mercado sul-africano 1 a 2 meses antes de começar a colheita nesse País; - São culturas que se colhem todo o ano (banana e ananás) e por vezes quando os stocks de culturas alimentares começam a escassear estes produtos completam a dieta alimentar; - Existe know-how e experiência dos produtores, terras disponíveis, que necessitam apenas de acesso mais fácil a equipamentos de irrigação, insumos, assistência técnica e unidades de conservação, selecção e limpeza, para aumentarem facilmente para mais do dobro o volume de produção (mais empresas, maiores áreas, maior rendimento por ha e a rentabilidade (aumento do rendimento por ha e redução das perdas na produção na fase pós-colheita); - Existem várias empresas já organizadas e de média-grande dimensão, a Companhia do Vanduzi para frutos da horta, Empresas de Produção de Lichies e Manga em Manica, Metuchira empresa produz Banana em Macate, que podem e estão a actuar como projectos âncora do sector (volume na compras de insumos, disseminação de know-how, treino de mão de obra, marketing da região, etc.); - São culturas a mão-de-obra intensivas quer na produção como no processamento; - O investimento em infra-estruturas permite reduzir o forte peso dos intermediários, que compram aos produtores nas épocas de colheita ao mínimo preço e vendem nos mercados urbanos com grandes margens de lucro, retirando margem ao produtor e encarecendo ao consumidor; - Existem diversas intenções de investimento manifestadas nos últimos anos de grandes empresas, como a COMPAL e outras. Para resumir o que foi dito nos capítulos anteriores for realizada a análise FOFA para as cadeias de valor hortofrutícola: M OÇAMBIQUE 57

60 CADEIA DE VALOR DOS HORTÍCOLAS FACTORES EXTERNOS FACTORES INTERNOS FORÇAS (F) Rendimento alto em comparação com outras culturas Clima favorável em diferentes regiões das províncias para produzir todo o ano FRAQUEZAS (Fr) Falta de pesquisa sobre variedades mais adequadas e para as duas estações Falta de ligações formais entre produtores e mercados Presença da Companhia do Vanduzi como agente catalisador da fileira em Manica Exíguo nível de extensão prestado aos produtores de pequena escala Frágil rede de distribuição de insumos(fraca qualidade, alto preço, sem stocks na época, sem A.T.) Deficiente acesso a equipamentos de irrigação Deficiente acesso a energia para rega Inexistência de mercados grossistas formais de produtores e infra-estruturas de processamento primária (fresco) e industrial. OPORTUNIDADES (O) Potencial para parceria entre cooperativas mais robustas e empresas do sector privado Potencial para exportar para o Zimbabwe e Europa Produção fora de época Empresas de catering e supermercados modernos Conservação e embalamento para reduzir perdas, controlar preços de mercado e prolongar a oferta para o período fora de época AMEAÇAS (A) Falta de coordenação de esforços no sector A falta de infra-estruturas públicas, que estejam operacionais e sejam eficazes (energia, regadios, estradas e pontes) Manutenção ou mesmo aumento da informalidade no sector ESTRATÉGIA (F/O) Apoiar iniciativa da SIWAMA com empresa do sector privado como um projecto piloto para a real criação de valor Apoiar a instalação de unidades de conservação e embalamento e de processamento de concentrado de tomate e batatas fritas, pré-congeladas, puré e outras Estudar as oportunidades de mercado no Zimbabwe e Europa Apoiar produção fora de época ESTRATÉGIA (F/A) Fortalecer CEPAGRI Fortalecer CEPs de Manica e Sofala para prestarem serviços remunerados aos seus associados e exercerem advocacia activa junto da Autoridade Tributária, MINAG, sector financeiro e doadores BAGC mais efectivo na promoção de parcerias com empresários locais e ao seu financiamento ESTRATÉGIA (Fr/O) Apoiar pesquisa para obtenção de melhores variedades Incentivar o estabelecimento de comerciantes de insumos ou fortalecer existentes, como foco no serviço ao cliente Apoiar ligações formais entre produtores e mercados (mercados grossistas) Apoiar investimentos em unidades de conservação e embalamento Instrumentos financeiros realmente acessíveis às empresas comerciais e às micro-empresas ESTRATÉGIA (Fr/A) Eliminar a distribuição gratuita de insumos pelo estado e outras organizações M OÇAMBIQUE 58

61 XVII. ABORDAGEM PARA DESENVOLVIMENTO DA CADEIA DE VALOR DE HORTÍCOLAS Do resumo do diagnóstico realizado à cadeia de valor dos hortícolas no Corredor da Beira, e com as devidas adaptações generalizável ao sector agrícola em Moçambique, é inequívoco que os principais 4 grandes factores de estrangulamento do desenvolvimento dos produtores de pequena escala e dos produtores emergente são: 1. Acesso a serviços de extensão integrados (procura de insumos, práticas agrícolas, pós-colheita e facilitação das ligações com os compradores formais e com as empresas de crédito) eficazes e eficientes; 2. Acesso a mercados seguros, ou seja a compradores identificados e visíveis, sempre que possível com contrato de produção com mercado garantido e eventualmente indexação ou fixação de preço de compra; 3. Acesso a tecnologias de microirrigação com preços acessíveis, e sistemas de regadio operacionais e eficientes; 4. Acesso a crédito personalizado, com condições à medida da actividade (produção, comércio, processamento) e das culturas. Para desenvolver a cadeia de valor de hortícolas e fazer chegar de forma sustentável aos produtores de pequenas escala o know-how, insumos, tecnologias, crédito e os compradores com contrato, deve ser adoptado e promovido de forma sustentável o modelo de Agri-Hub ao nível de cada distrito descrito no diagrama seguinte: M OÇAMBIQUE 59

62 XVIII. MODELOS A ADOPTAR PARA MELHORAR O ACESSO A SERVIÇOS DE EXTENSÃO, A MERCADOS SOBRE CONTRATO E IRRIGAÇÃO PARA PRODUTORES DE PEQUENA ESCALA ACESSO A SERVIÇOS DE EXTENSÃO E FACILITAÇÃO DE MERCADOS SOBRE CONTRATO A eficácia e a sustentabilidade dos serviços de extensão a prestar aos produtores de pequena escala e emergentes e da assistência técnica em regime de outsourcing com as empresas fomentadores/compradoras da produção, requer a adopção do modelo inovador denominado ADA (Agente de Desenvolvimento de Agronegócio), que é um empresário individual prestadores de serviços, cujos rendimentos dependem directamente da performance dos produtores. A DNEA (Direcção Nacional de Extensão Agrária) prevê modelos de outsourcing no seu programa PRONEA, e tem apoiado a promoção dos ADAs pela ide (Internacional Development Enterprise), segundo um modelo adoptado em Moçambique, já testado em Maputo, Caia e Mopeia. Os ADAs são apoiados por provedores de serviços privados e com fins lucrativos, numa rede de franchsing, que lhes proporcionam acesso a novas tecnologias, novos fornecedores, formação continua, coach, crédito, informação de mercado e outras. O perfil dos ADA s varia em função da área especifica de actuação, podendo ser desde os produtores líderes (de contacto), os agentes de vendas free lancer existentes nalgumas zonas urbanas e rurais ou ainda os técnicos agrários de vários níveis. EXPERIÊNCIA EM CURSO: Distrito de Caia (Mbatila Mukene, L.da); Distrito de Gondola (CZ Companhia de Zembe, L.da); Distritos de Maputo, Boana, Marracuene e Naamacha (CAVA Centro de Agregação e Valorização Agrária, L.da). M OÇAMBIQUE 60

63 ACESSO A IRRIGAÇÃO O acesso à água e a sua utilização eficaz e ao mais reduzido custo possível durante todo o ano requer adopção de tecnologias simples como as que se apresentam nos diagramas seguintes, cuja adopção e generalizada em países como o Zimbabue, Zâmbia, Etiópia, India, Bangladesh, Nepal, entre outros: M OÇAMBIQUE 61

64 M OÇAMBIQUE 62

65 XIX. MODELO(S) A ADOPTAR PARA FAZER CRÉDITO COM SUCESSO O BOM deverá desenvolver produtos com condições personalizadas e processos de aprovação e monitoria adequados, a serem promovidos junto de organizações com fins lucrativos (Cooperativas ou sociedades comerciais locais e inclusivas), segundo modelos semelhantes ao CAVA, que permitam a execução de parcerias win-win e de reduzido risco onde os seguintes factores essenciais para a obtenção de uma elevada taxa de cumprimento dos contractos de crédito estão salvaguardados (superior a 95%): 1. Mercado seguro e regular durante todo o ano A Gestão do CAVA análise o mercado, estabelece contractos de distribuição e instrui os produtores a produzir o que o mercado precisa (produtos, variedades, qualidade, embalagem), como (orgânico, não orgânico) e quando (dia). 2. Serviços de extensão permanentes Adopção do modelo ADA, que além das outras fontes de rendimento a que tem acesso, obtenha do BOM um fee de gestão em função da performance dos créditos concedidos. 3. Elevados níveis de rentabilidade para o produtor Com o acesso aos serviços de extensão (ADA) permanente, a insumos e tecnologias e ao mercado seguro e com preços de venda em grupo (maior capacidade negocial), os produtores podem assim obter elevados níveis de rentabilidade na produção de hortícolas com reduzido risco. As organizações CAVA s, dependendo a sua viabilidade dos ganhos dos produtores e dos ADA s, são candidatos ideais para outsourcing dos sistemas de fomento de empresas compradoras de diversas culturas. Assim, o BOM na parceria com os CAVAs, pode colocar 2 produtos de crédito para hortícolas com reduzido risco: Crédito aos produtores individuais para produção Parceria com fornecedores de insumos e ADA s Crédito aos CAVa s para comercialização como os CAVAs promovem a produção de hortícolas em função da sua análise do mercado e de contratos de fornecimento que possuem. NOTA: o modelo ADA e CAVA aplica-se a qualquer tipo de cultura, sendo mais exequível quando utilizado em culturas de alto valor e margem, ou em prestação de serviços de outsourcing em grande escala, permitindo assim diluir os seus custos de estrutura. M OÇAMBIQUE 63

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67 XX. CONCLUSÕES Face aos objectivos para a realização do presente estudo definidos pelo BOM, considera-se existirem condições mínimas para o lançamento de produtos de crédito para os produtores de hortícolas emergentes e de pequena escala orientados ao mercado, nomeadamente: Existência de mercado crescente para hortícolas no corredor da beira, alargando a teté e quelimane, quer pelos mercados informais, como pelos formais (distribuição moderna, empresas de catering, processamento primário e final) Os actores do mercado formal evidenciam interesse em estabelecer contractos de produção com produtores ou organizações capacitados e que ofereçam segurança de fornecimento regular durante todo o ano e dos produtos, variedades e qualidade requerida pelos seus clientes Existência de condições agro-climáticas adequadas à produção de hortícolas durante todo o ano Número reduzido de produtores e suas organizações capazes de satisfazer as exigências de produção por contrato, mas existem programas de desenvolvimento com a cadeia de valor de hortícolas elegível e provedores de serviços capazes de assistir os produtores, devendo ser ressalvada a abordagem usada, que deverá ser sustentável. Como recomendação final o BOM deverá lançar um projecto piloto em cada província, reunindo em cada projecto todas as condições necessárias ao seu sucesso (modelo "AgriI-Hub"). XXI. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PEDSA Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário, MINAG 2011 PDDA Plano Director do Desenvolvimento do Agronegócio, MINAG PAPA Plano de Acção para a Produção de Alimentos, MINAG ESTRATÉGIA DO GOVERNO E OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTOS NO AGRONEGÓCIO EM MOÇAMBIQUE, Abril 2013 PROIRRI-Relatório Final, Julho 2007 PNISA - PLANO NACIONAL DE INVESTIMENTO NO SECTOR AGRÁRIO MINAG, 2013 ANÁLISE SITUACIONAL, CONSTRANGIMENTOS E OPORTUNIDADES PARA O CRESCIMENTO AGRÁRIO-Benedito Cunguara, Julho 2011 CAP The VAlue Chain of Food Aid Monetization: Benefiits, Risks and Best Practices Alliance for Global Food Security, November Dezembro Dezembro Dezembro SIMA, Dezembro Janeiro Janeiro Janeiro Nota: A lista não é exaustiva M OÇAMBIQUE 65

68 XXII. ANEXOS ANEXO 1 LI STA S DE PRODUTOS E PREÇO S NOS PRI NCI PAIS M ERCA DOS URBANOS INFO RMAI S ANEXO 2 LI STA DE PRODUTOS E PREÇOS NAS EMPRESAS DE CAT ERI NG E SUPERMERCADO S ANEXO 3 - L ISTAS DE ASSOCI AÇÕ E S, CO NTACTOS E OUT RA S INFO RMAÇÕES ANEXO 4 REGADIO S E TECNOLOGI AS EXI ST ENT ES E EVOL UÇÃO HI STÓRI CA ANEXO 5 DADOS CARACTERI ZADOR ES DA PROD UÇÃO DE HO RTÍ COLAS N AS TRÊS PROVÍNCI AS DO CORRED OR DA BEIRA (nºde explo rações, nº d e hec tares expl ora dos, nível de ad opção de te cnolog ias q ue de te rmi nam os ní vei s de produ ção e p ro duti vidad e) ANEXO 6 ENT REVISTAS COM ACTO RES REL EVANTES ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 66

69 ANEXO 1 LI STAS DE PRODUTOS E PREÇO S NOS PRI NCI PAI S: MERCADOS URBANO S INFO RMAI S; M ERCADO S FORM AI S E CO NTACTOS DE FORNE CEDO RES E TRANSPORTADO RES ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 67

70 Tabela 1. Preço da Batata Reno Nacional nos Mercados da Beira, Gorongosa, Nhamatanda, Manica, Chimoio, Tete e Angónia QQ Data Beira Gorongosa Nhamatanda Manica Chimoio Tete Angonia Jan Jan Jan Jan Jan Feb Feb Feb Feb Mar Mar Mar Mar Apr Apr Apr Apr May May May May May Jun Jun Jun Jun Jul Jul Jul Jul Jul Aug Aug Aug Aug Sep Sep Sep Sep Oct Oct ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 68

71 Oct Oct Oct Nov Tabela 2. Preço da Batata Reno Importada nos Mercados da Beira, Manica e Chimoio QQ Data Beira Manica Chimoio Jan Jan Jan Jan Jan Feb Feb Feb Feb Mar Mar Mar Mar Apr Apr Apr Apr May May May May May Jun Jun Jun Jun Jul Jul Jul Jul Jul Aug Aug Aug Aug Sep M OÇAMBIQUE 69

72 Sep Sep Sep Oct Oct Oct Oct Oct Nov Tabela 3. Preço do Repolho nos Mercados da Beira, Gorongosa, Nhamatanda, Manica, Chimoio, Tete e Angónia QQ Data Beira Gorongosa Nhamatanda Manica Chimoio Tete Angonia Jan Jan Jan Jan Jan Feb Feb Feb Feb Mar Mar Mar Mar Apr Apr Apr Apr May May May May May Jun Jun Jun Jun Jul Jul Jul Jul Jul M OÇAMBIQUE 70

73 944 7-Aug Aug Aug Aug Sep Sep Sep Sep Oct Oct Oct Oct Oct Nov Tabela 4. Preço do Tomate nos Mercados da Beira, Gorongosa, Nhamatanda, Manica, Chimoio, Tete e Angónia QQ Data Beira Gorongosa Nhamatanda Manica Chimoio Tete Angonia Jan Jan Jan Jan Jan Feb Feb Feb Feb Mar Mar Mar Mar Apr Apr Apr Apr May May May May May Jun Jun Jun Jun M OÇAMBIQUE 71

74 939 3-Jul Jul Jul Jul Jul Aug Aug Aug Aug Sep Sep Sep Sep Oct Oct Oct Oct Oct Nov Nome do Mercado/Estabelecimento Comercial de Maquinino Distrito/Localidade: Beira Produto Preço do Produtor Preço do Grossista Preço do Retalhista Uni/ Kg, saco, Período Fornecedor Contacto Alho 45/50mts 80mts 80/90mts kg Angonia Batata small 180mts 250mts 350mts 10kg Out-Marc Afri.Sul Batata lilagem 180mts 250mts 350mts 10kg Out-Marc Afri-Sul Batata Nacional Cebola small 20mts 35mts 40mts kg Out-junh Afri-Sul Cebola média 25mts 40mts 49mts kg Out-Junh Afri-Sul Cenoura 35/40 80mts 90mts kg Zimbabwe Couve 30mts 40mts 60mts kg Manica Feijão Verde 20mts 30mts 60mts kg Zimbabwe Pepino 20mts 30mts 35mts kg Out-Abril Tica Repolho 3mts 10mts 25/30mts cada Gorongosa Tomate cala jota 15mts 20mts 35/40mts kg Set-Abril Afri-Sul Tomate lindo 250mts 300mts 700mts caix a Dez-abril Angonia/R SA / Melancia Couve-flor 35mt 45mts 65mts kg Manica M OÇAMBIQUE 72

75 Levantamento de Informacao de Mercado Nome do Mercado/Estabelecimento Comercial de Supermercado Real Distrito/Localidade: Beira Produto Preço do Retalhista Uni/ Kg, saco, Período Fornecedor Contacto Alho 135mts kg Afri-sul Batata small 30mts kg Out-Marco Afri.Sul Batata lilagem 350mts 10kg Out-Marco Afri-Sul Batata Nacional 25/30mts kg G.&Vandu z Cebola small 40mts kg Out-junho Afri-Sul Cebola média 49mts kg Out-Junho Afri-Sul Cenoura 45mts kg Zimbabwe Cenoura média 60mts kg Afri-Sul Feijão Verde 60mts kg Zimbabwe Pepino Nacional 35mts kg Out-Abril Tica Repolho 30/45mts cada Out-Marco Zimbabwe Tomate small 35/40mts kg Afri-Sul Tomate lindo 85mts kg Afri-sul Melancia 60mts kg Couve-flor 100mts kg Zimbabwe Outros Vegetais Abóbora 60mts kg Afri-Sul Melão 210 cada Afri-Sul Manga Maca 50 cada Manica Alface Pac 80mts kg Afri-Sul Pepino Comprido 90mts kg M OÇAMBIQUE 73

76 Levantamento de Informacao de Mercado Nome do Mercado/Estabelecimento Comercial de Shoprite Distrito/Localidade: Beira Produto Preço do Retalhista Uni/ Kg, saco, Fornecedor Alho 90/210mts kg Angonia Batata small 48mts kg Afri.Sul Limão Loise 32mts kg Tica Batata Nacional 35/40mts kg Gorongosa Cebola small 40mts kg Afri-Sul Cebola média 49mts kg Afri-Sul Cenoura 90mts kg Zimbabwe Couve 60mts kg Manica Feijão Verde 40mts kg Zimbabwe Pepino 35mts kg Zimbabwe Repolho 24/29mts cada Afri-Sul Tomate Lindo 35/40mts kg Afri-Sul Tomate Roma 41mts kg Afri-Sul Outros Vegetais Couve flor 65mts kg Manica/Zim Abobora Melancia Melao Bateraba Manga Alface Pac Contacto Elaborador por: Rita Orlando Dados actualizados ao dia 23/02/2014 M OÇAMBIQUE 74

77 INFOCOM Preços ao Público nas lojas /Mercados da Cidade da Beira (Capital da Província) N Hassane Tarmaho med Merceari a Mercado do Média º Comercial, Maquinin Maquini Anteri PRODUTO U/M Lda Hashan o(a) no or Batata reno, Mt/k 21 nacional g 30,00 30,00 20,00 26,67 Batata reno, Mt/k 22 importado g 30,00 32,00 25,00 29,00 Mt/k 23 Tomate nacional g 35,00 35,00 Mt/k 24 Tomate importado g 40,00 40,00 Mt/k 25 Cebola nacional g 35,00 35,00 35,00 Mt/k 26 Cebola importado g 45,00 45,00 35,00 41,67 Médi a % Actu Variaç al ão 26,6 7 0,0 29,0 0 0,0 35,0 0 0,0 40,0 0 0,0 35,0 0 0,0 41,6 7 0,0 Favor mandar o presente formulário todas as quarta -Feiras até as por fax para o nº / 5 ou Obrigado pela atenção! (a) Mudança de denominação de: Casa Faruk para Mercearia do Maquinino. Levantamento de Informacao de Mercado Nome do Mercado/Estabelecimento Comercial: MERCADO GROSSISTA DE MAQUININO Distrito/Localidad: Cidade de Chimoio Produto Preço ao Preço ao Preço ao Uni/K Período Proveniencia Contacto dos M OÇAMBIQUE 75

78 Produtor Grossista Retalhista g, saco, transportador/o u comerciante Alho 60/65mts 90mts 110/180mts kg Angonia Batata small 160mt 235mts 350mts 10kg Out- Marco Afri.Sul chababe,co Batata lilagem 160mt 235mts 350mts 10kg Out- Marc Afri-Sul Geron imo Batata Nacional 100mt 200mt 280mt 10kg Janeirodez Manica-tete Cebola nacional 15mts 25mts 35mts kg Janeirodez Manica carlo,c o Cebola afrca sul 20mts 30mts 40mts kg Janeirodez Afri-sul Anton io,comerciante Cenoura 20/30mts 50mts 70mts kg Manica Augus to,trasport Couve 15mts 25mts 40mts kg Manica Dinis, trasp Feijão Verde 15mts 25mts 35mts kg Manica Pepino 5mts 10mts 20mts kg janeiro- Marcol Manica sofala pedro,tras Repolho 5mts 10mts 15/25mts cada Manica tomas,trasp Tomate calojota Manuel,trasp Tomate nacional 100mts 230mts 550mts Caixa Angonia (20-25kg) Melancia 5mt 10mt 25mt cada Outros Vegetais Abobora 3mt 10m 20mt cada Beteraba 10mt 18mt 35mt kg Manga 3mt 6mt 10mt Cada molho Prepardo por :Flavio Lucas Chicava Data ultima actualizacao M OÇAMBIQUE 76

79 Dados de Pesquisa do Mercado Designação: Mercado Kwachena Localização: Cidade de Tete - Bairro Sansão Muthemba Tete, Preço ao: Contactos do: Produtos Produtor Grossista Retalhista Unidades Fornecedor Produtor/es Grossista Abóbora 25 mt 50 mt 60 mt Cada Chimoio Abóborinha 20 mt 30 mt 50 /70 mt kg Zimbabwe Alface 1 mt/2 mt 3 mt/5 mt 10 mt/15 mt Cada Angónia / Alho Normal 50 mt 80 mt 100mt/120 mt kg Angónia Alho Zambiano 70 mt 100 mt 150 mt kg Zâmbia Batata Branca 3000 mt 120 mt 150 mt Saco # 7 kg Angónia Batata Escura 2500 mt 80/ 100 mt 120 mt Saco # 7 kg Angónia Batata Vermelha 2500 mt 80/ 100 mt 120 mt Saco # 7 kg Angónia Beterraba 50 mt 120 mt 150 mt kg Vanduzi Bringela 25 mt 50 mt 80/100 mt kg Angó/Mala wi Cebola 40 mt 50 mt 80 mt kg Afr. Sul Cebola Branca 250 mt 400 mt 450 mt 10 kg Maputo Tel: Cenoura 40 mt 80 mt 100 mt kg Angónia Couve 2 mt 5 mt 10/ 15 mt Cada Angónia Feijão Verde 35 mt 50 mt 60/70 mt kg Chimoio Gengibre 50 mt 150 mt 165/170 mt kg Manica Melacia 50 mt 100/150 mt 150/200 mt Cada Chim/Zobue Pera Abacate 270 mt 350 mt 5/10 mt/cada Saco Zobue - 1 ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 77

80 Pimento 150/200 mt 35 mt/kg 50 mt/kg Cesto Angónia Pepino Comprido 2mt /5mt 10 mt 15/17,5 mt Cada Angónia Pepino Grosso 5 mt 7 mt 10/15 mt Cada Zobue Repolho 4,5/5mt 10mt 15/20 mt Cada Angónia / Tomate 250 mt 500 mt 45 mt / kg Cesto Angónia / / / Manga 1/2,5 mt 5mt 10/15 mt Cada Angónia Banana 650 mt 1000 mt 1500 mt Saco Chimoio Elaborado por Manuel Geraldes Dados actualizados no dia M OÇAMBIQUE 78

81 ANEXO 2 LI STA DE PRODUTOS E PREÇOS NAS EMPRESAS DE CAT ERI NG E SUPERMERCADO S M OÇAMBIQUE 79

82 ANEXO 3 - LISTAS DE ASSOCI AÇÕ E S, CO NTACTOS E OUT RA S INFO RMAÇÕES ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 80

83 UNIÃO PROVÍNCAL DE CAMPONESES DE MANICA (UCAMA) C.P 138 telefax Telef Zona Industrial do bairro Tabaco Chimoio-Moçambique. Lista das principais Associações Agricolas com Recurso Hídrico, produtores de Hortícola e com que operam com bom desempenho, nos distrito de Gondola e Chimoio. Associacao/Cooperativa Zona Nota 1 de Maio Mudima 16 de Junho Bengo Nelson Mandela Marera Madaule Kubatana Marera Nhandoko Haridema Kusuana Marera Julio Herere Marera 3 de fevereiro BoaVista Kennet Kaunda BoaVista Chibucuto BoaVista Junta 1 Boavista Junta Junta 2 Boavista Junta Ngungunhana Boavista Junta Mukai Kwaedza Boavista Kurima Kuanaka Matole Bok Heroina Mocambicana Nhatsungo Vura Ykuchema Simba Mucaca Taranbua Kusecua Aeroporto Agostinho Neto Nas Antenas Agostinho Neto Chissui Hombwua Aeroporto ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 81

84 Relaçao dos grupos envolvidos na horticultura e respectivas tecnologias ADEL Sofala Nr Localizaçao (grupo) Nr de membros 1 Nhamatanda sede cled 9Membros 5 - m 4- h 2 Nhangau Cristo e a Solução 3 Nhangau Poder de Deus 15 membros m h Area Tipo de culturas 0,5 ha Repolho, couve alface, tomate, pimento, feijão boer 3 ha do grupo e Machamb as individuai s Alface, couve, cebolas, tomate, cenoura e repolho. 10 membros 2 ha. Alface, couve, cebolas, tomate, cenoura e repolho. 4 Epc de Nhanga 1 quarto de há 5 Escola Secunda de Nhanga 6 AFLOMO Associação Milha Oito 5 membros 2 -h 3 m Alface, couve, repolho e tomate 1 quarto Alface, couve, de ha repolho e tomate 1 ha Cebola, alface e couve. Tecnologia Agricultura de conservação, rega gota gota ecológica, consorciação de culturas, c malching Produção orgânica, adubos químicos com uréia, compostos orgânicos Produção orgânica, adubos químicos com uréia, compostos orgânicos. Agricultura de conservação Agricultura de conservação Agricultura de conservação M OÇAMBIQUE 82

85 Servicos Distrital de Actividades Economicas da Beira Organizacao de Camponeses em Associacoes Agrarias na Cidade da Beira N Nome da Associacao N. de Membr os H M Localizacao Ano de Fundac ao Nome do Lider Associacao de Camponeses de o Bairro Ana Maria 1 Louro Vila Massane 1987 Chitundo Associacao de Jovens Agricultores 3 21o Bairro Francisco 2 A Chamba 1993 Mandenga Associacao de Jovens Agricultores 2 21o Bairro Lindomar 3 B Chamba 1993 Guta 4 Associacao de Camponeses da Sogere o Bairro Nhacongo 1987 Joaquim Jone Associacao de Camponeses de 5 Ndunda 18o Bairro Ndunda Manuel 2007 Francisco Associacao de Camponeses de 18o Bairro Vicente 6 Nhapimbe Ndunda 2002 Varela Associacao de Camponeses 1 21o Bairro Amade 7 Matadouro A Matadouro 2006 Maca Associacao de Camponeses o Bairro Mambuque 8 Matadouro B Matadouro 2008 Mugamremba 2 15o Bairro Si 9 Associacao Ana Akussara Chingussura 2006 Maria Aleixo m Le ga l Nao Leg al Si m Nao Nao Nao Nao Nao Nao Nao Nao D U A T Tipo de Producao Praticada Ar ea N ao Horticolas diversas 8 N ao Horticolas diversas 11 N ao Horticolas diversas 8 N ao Horticolas diversas, arroz e batata doce 6 N ao Horticolas diversas, arroz e batata doce 11 N ao Arroz e batata 5 N Horticolas diversas e batata 1, ao doce 5 N Horticolas diversas, arroz e 1, ao batata doce 4 N 0, ao Horticolas diversas e arroz 1 Cont acto s M OÇAMBIQUE 83

86 10 Associacao Agro-Pecuaria de Nhangao Sede Associacao Cristo eh a Solucao Associacao Agro-Pecuaria do Poder de Deus 30 Associacao Agro-Pecuaria Nova Vida 15 Associacao Agro-Pecuaria Uniao Faz a Forca 15 Associacao Agro-Pecuaria de Nhambira 15 Associacao Agro-Pecuaria de Tchissungwe Associacao Comunitaria de gestao 17 de Recursos Naturais Associacao de Pescadores Djalane Associacao Agro-Pecuaria Goanda 19 Muari Associacao Agro-Pecuaria Mulheres de Chota o Bairro Nhangao o Bairro Nhangao o Bairro Nhangao o Bairro Nhangulo Nhangao o Bairro Nhangulo Nhangao 2011 Nhangao Nhambira 2011 Nhangao Tchissungwe 2011 Nhangao Djalane 2010 Nhangao Djalane Bairro do Vaz Chota 2010 Madoda Jorge Vengai Rufu Chicano Albano Antonio Si m Si m Si m Si m Si m Si m Si m Si m Si m Si m N ao N ao N ao N ao N ao N ao N ao N ao N ao Si m N ao Horticolas diversas, mandioca e criacao de animais 11 Horticolas diversas, plantas medicinais, fruteiras e mandioca 3 Horticolas diversas, plantas medicinais, fruteiras e mandioca 3 Horticolas diversas, batata doce e mandioca Horticolas diversas, batata doce e mandioca Horticolas diversas, batata doce, mandioca e arroz Horticolas diversas, batata doce e mandioca 0, 45 0, 35 0, 45 0, 87 Plantas medicinais e processamento 10 Pesca de peixe variedades diversas Horticolas diversas, arroz, 0, batata doce costura 25 Arroz, batata doce e criacao de aves (frangos e 0, patos) M OÇAMBIQUE 84

87 21 Associacao Tagumanicanave Chota 2010 Associacao de Camponeses AWA 17o Bairro 22 NDI MANJA ANGA Mungassa o Bairro 23 ADESMO Vila Massane Associacao Agro-Pecuaria Grupo 24 de Apoio Munhava Vaz Associacao Agro-Pecuaria Hupenho Wedo Associacao Agricola Ngatibename Chota Chota Associacao de Avicultores da Beira Inhamizua Associacao Agro-Pecuaria BVIDEC ( Visao Desenvolvimento 2 28 Comunitario Chota) Chota Associacao de Artes e Danca 2010 Associacao de Produtores e de 30 carvao Sofala 31 Cooperativa de Deficientes Visuais da Manga - Mascarenhas Manga - Mascarenhas Joao Domingos Paulino Lourenco Francisco Francisco Si m Si m Si m Si m Si m Si m Si m Si m Si m Si m Si m N ao N ao 0, 15 Aves, batata doce e horticolas diversas 5 N ao Horticolas diversas, arroz e apoio a criancas orfas 3 N Arroz e batata doce e apoio ao HIV-SIDA 3 N Arroz e assistencia aos 0, ao doentes de HIV-SIDA 15 Si m Si m Producao de Frango Arroz e assistencia aos doentes de HIV-SIDA e Micro-credito N ao N ao Horticolas, artes e danca Si m Venda de carvao Arroz, batata doce e horticolas diversas 0, 15 0, 15 3, 2 96, M OÇAMBIQUE 85

88 MATRIZ DAS ASSOCIAÇÕES AGRO-PECUÁRIOS EXISTENTES NO DISTRITO DE TSANGANO N/ O Nome /associaciacao Actividade Nr de membros Legalizada Fonte de finaciamento Area de Localizacao Culturas praticadas / Pecuaria Bens Patrimonias producao(ha ) H M Total Sim nao FDD Agricult F.M.L Outros Aldeia Loc P A B. reno Milh Feij Trigo bov junt m.bom b.ped bas Agric Pec 1 Assoc. Uninado x x nao nao nao nao 25 Chulugamo sede sede x x x x nao nao nao nao 2 Assoc. Tigwirizane x x nao nao nao nao 25 Chitambe sede sede x x x x nao nao nao nao 3 Assoc. Acabar com Fome x x nao nao nao nao 60 Njaladira sede sede x x x x nao nao nao nao 4 Assoc. Thiajane x x nao nao nao nao 28 Chauarine sede sede x x x x nao nao nao nao 5 Assoc. Chigwirizano x x sim nao nao nao 24 Chulugamo sede sede x x x x nao nao nao nao 6 Assoc. Muana Alirenji x x nao nao nao nao 24 Chulugamo sede sede x x x x nao nao nao nao 7 Assoc cabar com pobreza x x nao nao nao nao 24 Chulugamo sede sede x x x x nao nao nao nao 8 Assoc. Tikumbe x x nao nao nao nao 30 Chulugamo sede sede x x x x nao nao nao nao 9 Assoc. Tinverane x x nao nao nao nao 28 Chulugamo sede sede x x x x nao nao nao nao 10 Assoc. Rosita x x nao nao nao nao 24 sede sede sede x x x x nao nao nao nao 11 Assoc. Nvuwa x x nao nao nao nao 15 Nvuwa sede sede x x x x nao nao nao nao 12 Assoc. Massakha two x x nao nao nao nao 16 Misakha2 sede sede x x x x nao nao nao nao 13 Assoc. Zanchito thula x x nao nao nao nao 15 Thula sede sede x x x x nao nao nao nao 14 Assoc Vanane 1 x x nao nao nao nao 21 Nvanane sede sede x x x x nao nao nao nao 15 Assoc Vanane 2 x x nao nao nao nao 22 Nvanane sede sede x x x x nao nao nao nao 16 Assoc Eduardo Mondlane x x nao nao nao nao 40 Msakha sede sede x x x x nao nao nao nao 17 Assoc Josina Machel x x nao nao nao nao 30 Msakha sede sede x x x x nao nao nao nao 18 Assoc Eduardo Mondlane x x nao nao nao nao 20 Kanjedza sede sede x x x x nao nao nao nao 19 Assoc Ddichiteje x x nao nao nao nao 20 Kanjedza sede sede x x x x nao nao nao nao 20 Assoc. Forca da Mudanca x x nao nao nao nao 45 Bifollo sede sede x x x x nao nao nao nao M OÇAMBIQUE 86

89 21 Assoc. Thacondwera x x nao nao nao nao 40 Kachena sede sede x x x x nao nao nao nao 22 Assoc Tikondane x x nao nao nao nao 38 Kalipale sede sede x x x x nao nao nao nao 23 Assoc campo verde x x nao nao nao nao 40 Bungue sede sede x x x x nao nao nao nao 24 Assoc. Tigwirizane x x nao nao nao nao 40 Malinde sede sede x x x x nao nao nao nao 25 Assoc Zabuino ziri Tsogolo x x nao nao nao nao 35 Machissi sede sede x x x x nao nao nao nao 26 Assoc Nanhabwe x x nao nao nao nao 40 Francisco sede sede x x x x nao nao nao nao 27 Assoc Kathu Nkama x x nao nao nao nao 50 M.Saui sede sede x x x x nao nao nao nao 28 Assoc Titadizani x x nao nao nao nao 39 Mbidzi sede sede x x x x nao nao nao nao 29 Assoc Titadizani x x nao nao nao nao 30 Phenda sede sede x x x x nao nao nao nao 30 Assoc. Agrodilers x nao nao nao nao 0 sde sede sede nao nao nao nao nao nao nao nao 31 Assoc criadores/ bovino x x nao nao nao nao 0 ntengo wa ntengo nteng wa wa TOTAL M OÇAMBIQUE 87

90 ANEXO 4 REGADIO S E TECNOLOGI AS EXI ST ENT ES E EVOL UÇÃO HI STÓRI CA ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 88

91 (Regadios no public expenditure review de 2008) O inventário de regadios realizado nos anos contabilizou ha infra-estruturados para irrigação, dos quais 40,063 ha estavam operacionais, ou seja apenas 34% do total. Também indicava que 64% do total de terras infra-estruturadas se localizava na região a sul do rio Save e 33% na região central do país. A Região Norte beneficiáva, apenas de 3% das áreas infra-estruturadas para irrigação e de somente 1.5% do total da área operativa. A estrutura geral da distribuição das áreas infra-estruturadas e das efectivamente irrigadas em 2002, discriminada segundo a dimensão (classe) do esquema e a região onde se situam é apresentada na Tabela 4.1. Em termos regionais, verifica-se que na zona Norte apenas 20% das áreas infra-estruturadas estavam operacionais (estando completamente inoperativos os importantes perímetros de Chipembe e de N guri), sendo essa proporção de 42% na região Centro e de 31% na região Sul (estando fora de serviço a volta de 30,000 ha nos regadios de Chókwè e do Baixo Limpopo). Sumário da área com infra-estrutura para irrigação e área operativa, distribuídas por região e classe, conforme registado no inventário nacional de Norte Centro Sul Total (ha) (%) (ha) (%) (ha) (%) (ha) (%) Área com infra-estruturas para irrigação Classe A (<50 ha) Classe B ( ha) Classe C (>500 ha) Total % em relação ao total nacional 2,8 33,0 64,1 100 Área efectivamente operacional Classe A (<50 ha) Classe B ( ha) Classe C (>500 ha) Total % em relação ao total nacional 1, ,9 100 Proporção da área operacional sobre a area equipada na região Classe A (<50 ha) Classe B ( ha) Classe C (>500 ha) Total Na Tabela abaixo, é apresentada a quantidade e a evolução da actividade de reabilitação e construção de regadios pelo sector público desde 2001 até É de salientar um incremento gradual das áreas incorporadas à produção agrícola irrigada ao longo do período , e o facto de que cerca de 85% dessas áreas está situada na região Sul do País, mesmo sem contar a reabilitação do regadio de Chókwè. ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 89

92 Áreas reabilitadas e construídas para irrigação de 2001 a 2007 (ha) Província Ano Total Maputo Gaza13 ) Inhambane Sofala Manica Tete Zambézia Nampula Niassa Total Assim, entre 2001 e 2007 foram reabilitados ou construídos cerca de ha com fundos públicos, dos quais ha foram novas construções. A área reabilitada inclui cerca de ha do regadio do Baixo Limpopo e à volta de ha do regadio de Chokwé. Se a este número se adicionarem cerca de ha reabilitados pelo sector privado, principalmente pelas açucareiras e algumas empresas agrícolas de média dimensão, e outros ha construídos por essas mesmas empresas e por milhares de pequenos agricultores, teremos que actualmente o balanço das terras irrigadas operacionais situa-se entre os e os ha. Na abaixo, faz-se um balanço da situação das áreas irrigadas no final de Estimativa das terras irrigadas no final de (ha) Inventário de Áreas irrecuperáveis em Áreas equipadas e de possível reabilitação em 2002 (1)-(2) Áreas operacionais em Áreas reabilitadas pelo sector público de 2002 a Estimativa de áreas construídas pelo sector público de 2002 a Estimativa de áreas reabilitadas pelo sector privado de 2002 a Estimativa de áreas construídas pelo sector privado de 2002 a Áreas operacionais no final de 2007 (4)+(5)+(6)+(7)+(8) Áreas infraestruturadas em 2007 (3)+(6)+(8) Áreas por reabilitar em 2007 (10)-(9) Um elemento importante a ter em conta na leitura da tabela acima é o facto de no inventário de regadios de 2002 terem sido registadas áreas infra-estruturadas que foram completamente destruídas pelas cheias de 2000, elas ou estão salinizadas (7.000 ha em Chókwè), ou são áreas que tendo funcionado muito pouco depois de construídas agora são consideradas como de exploração inviável devido aos custos de operação ou problemas de projecto técnico. Estima-se que cerca de ha podem ser reportados nesta situação. 13 Os valores da Província de Gaza não incluem o Regadio de Chókwé M OÇAMBIQUE 90

93 Tecnologia da irrigação e culturas irrigadas No inventário de 2002 foi identificada a utilização de três métodos de rega principais nas áreas operativas, conforme ilustrado na Tabela 4.4 onde a rega por aspersão é predominante, devido ao uso que dela fazem as plantações irrigadas de cana-de-açúcar. Infelizmente não foi possível obter a mesma classificação para o total da área infraestruturada, onde se sabe que a rega superficial é predominante. Outra informação que importa retirar desta tabela é o facto que a maior parte das áreas de irrigação modernas (com uso de rega por aspersão) são as que provavelmente estão operacionais. Repare-se também que a rega sub-superficial (rega por maneio do lençol freático) tem uma expressão de cerca de 8% entre as áreas operativas registadas em 2002, localizando-se predominantemente na região Sul (2.815 ha, 12% do total na região) e Centro (527 ha, 3%). Métodos de Rega nos Sistemas Irrigados Operativos em 2002 Norte Centro Sul Total (ha) (%) (ha) (%) (ha) (%) (ha) (%) Rega superficial Rega por aspersão Rega sub-superficial Total Esta distribuição dos métodos de rega deve ter mudada como consequência das reabilitações e construções do período entre 2002 e 2007, principalmente porque só o regadio do Baixo Limpopo contribui para a entrada em produção de ha de rega sub-superficial (machongos). É também de assinalar a expansão das áreas com rega por aspersão com uso de Pivot central, principalmente nas áreas das companhias açucareiras e noutras áreas comerciais importantes para a produção de hortícolas. A eficiência de rega nos sistemas de rega por gravidade é baixa, rondando valores entre 25 a 50%, as mais baixas ocorrendo nos regadios operados por pequenos produtores. Por outra parte, a eficiência de rega atinge os 70% nas empresas agrícolas com perímetros irrigados por aspersão. Esta informação, contudo, deve ser objecto de novos estudos de maneira de se conhecer com maior precisão o comportamento das diversas tecnologias utilizadas nas diferentes regiões do país Segundo o Inventario de regadios de 2002, as principais culturas irrigadas eram a cana-de-açúcar, o arroz, os citrinos, o milho e as hortícolas, com uma baixa intensidade de cultivo (1,1-1,2 cultura/ano). A distribuição geográfica das áreas e das culturas está ilustrada na tabela abaixo. Áreas das principais culturas irrigadas segundo o inventário de Norte Centro Sul Total (ha) (%) (ha) (%) (ha) (%) (ha) (%) Cana-de-açúcar Hortícolas Arroz Tabaco Citrinos Não individualizado Total Depois de 2002, como resultado do aumento das áreas irrigadas, verifica-se também um crescimento da produção irrigada de frutícolas e de hortícolas para exportação mas a extensão das respectivas áreas não está ainda devidamente contabilizada. M OÇAMBIQUE 91

94 ANEXO 5 LI STA DE ENTREVISTAS REALI ZADAS COM ACTORES RELEVANT ES ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 92

95 PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO BAGC. (varios doadores) Dr. Emerson Zhou , . PRODEL Uniao Europeia (DNPDR) Dr. Frederico Sitoe PROIRRI (WB_MINAG) Eng.Manuel Magombe , coordenatore Tecnico Sofala PROIRRI (WB MINAG) Eng Lemos Chalula, Coord.tecnico Manica; PADR (Coop.italiana_DNEA), Dr. Mario Angaroni ; AGRO-INVEST (Agro-Empreender; Agro-Garante): Informação de consulta; PIPE Projecto de Inovação e Irrigação de Pequena Escala (ADVZ Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, que abrange Sofala, Manica, Téte e Zambézia); Gestor do Projecto pela ide, Engº Elias Come. INSTITUIÇÕES PÚBLICAS ZONA CENTRO CEPAGRI, Eng. Manuel Nordinho Wello , [email protected] ; [email protected] ADVZ, Director Técnico, Engº Nelson Rodrigues CFM, responsável pelo trafego ferroviário, Sr. Casimiro de Jesus SOFALA (por completar) Instituições Públicas: DPA Manuel Coimbra, SPA Eng. Edson Massango, Dep. Economia (SIMA) Resposansavel zonas verdes extensao rural DPIC, Rafael X, Chef do Departamento, IPEX Astros IPEME CPI Delegação de Sofala SDAE Dondo, Eng Camilo x, 82, SDAE Nhamantanda, Caetano Benedito SDAE Gorongosa, SDAE Chibabava, ONGs e crédito à agricultura Sofala: GAPI, agroinvest_ Rua popular nº 200 1º andar, Telef ; Fax ADEL_horticultura, Dr, Hamid Taybo, , [email protected] KULIMA,Coordenador: Marylene Madeleine (Beira, e Regional), [email protected] Actores privados na cadeia de valor de hortícolas: ESTUD O DE MERCADO SO B RE VOL UM ES, PREÇOS, N OV OS PRODUT OS E PRO D U ÇÃO SOB CONT RATO N A CADEIA DE VALOR HO RTÍCOLA NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE 93

96 Mercado Câmara frigoríficas: Cepagri/SPA_Eng.Edson Principais produtores familiares/associações seleccionados (Anexar lista, Dondo, Nhamatanda, Gorongosa, Chibabava) Comerciantes principais Casas das Frutas, Taibo Hagi, Nutre_Be fresh, Antonio Martins, , Mercado Maquinino na Beira; Nhamatanda; Gorongosa Shoprite Fábrica de licores (Beira), ananás, manga Catering: Significant Site Services (SSS), Dra. Salma Mussa manager operacional; MANICA (por completar) Instituições Públicas: DPA SPA Dep. Economia (SIMA). Eng. Fole SDAE Manica, Eng. Culula , Supervisor; Director Eusebio Sixpense Focolone DPIC INFOCOM, Carla Cossa, , Estatistica, Nelsa Tomo, CPI, SDAE Gondola, Isabel Jamisse, SDAE Sussundenga, Castigo Mouzinho Bufama, SDAE Manica, Eusébio Sixpense Focolone, SDAE Barue, Zacaria Muzaja, ONGs: KULIMA, Manuel Foles (Manica); RDI, Sussundenga, , horta_fruta; ADEM: Manuel Queiroz ; ; UCAMA, Secretario operacional, Zacarias Ucama, , Instituições de microfinanças (crédito): Kulima microcrédito (Nhamatanda) Gapi Agroinvest. Joao Mausse, , Av. 25 de Setembro ( Instalações Mar Azul nº 1071 Teledata Telef ; BancoTerra, X Machado Banco Oportunidade, X Actores privados na cadeia de valor de hortícolas: M OÇAMBIQUE 94

97 Vanduzi/Mozfood, Manica:Carlos Henrique (CEO), Malcolm Austin General Manager Companhia de Vanduzi SA Tel: (+258) Mob: (+258) Estrada Nacional no 7, PO Box 433, Vanduzi, Manica, Moçambique, CZ Companhia de Zembe, Gerente e sócio António Manjate Phoenix Manica, Keven Gifford , [email protected] Trans Tembwe Farm, Chimoio: Matsinho_Antenas 12km., Ausmoz, Manica, Fruit Manica, , Agrisa, Manica Fruit Centro, Barue, Peter Waziway Macs in Moz, Sussundenga, WAPCOS (em parceria com PROIRRI) Pequenas/Médias empresas Lopes Quitchine, Manica, , Litchi Unidade de producao gecua, Manica, , Sr.Mabatana Santos, Manica, , Batata; Gani_EL, Dombe, , fruteiras; Pedro Paulino Dombe, , fruteiras/manga; Sociedade Agostinho Filipolis, / ; Farma luz do sol, Barue, , horto-fruta; Lista associações zonas verdes(em anexo) Processamento hortofrutícola: Fábrica de Sumo Macate, , [email protected] TETE (por completar) Instituições Públicas: DPA SPA IPEME CPI Instituições de microfinanças (crédito): GAPI_Agrinvest, Eduardo da Silva, , TETE. Av.Da Independência R/C Telef ; Fax BOM.. ONG s: KULIMA, Saul Guente (Tete) M OÇAMBIQUE 95

98 Actores privados na cadeia de valor de hortícolas: Farm Fresh, Sr. Shaun Cawood, (nota: service provider para companhia mineiras/refeições) com uma unidade de processamento (lavagem/empacotamento e distribuição as companhia mineiras em Tete) Catering SERVICO... Catering ISC... Vazal.. M OÇAMBIQUE 96

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