CIÊNCIA DAS SUPERFÍCIES
|
|
|
- Juliana Vasques Belém
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 CIÊNCIA DAS SUPERFÍCIES Estudo dos fenómenos físicos e químicos que ocorrem na interface de duas fases
2 Ciência das Superfícies : Tecnologias importantes Surface Chemistry in Pharmacy Surface Chemistry in Food and Feed Surface Chemistry in Detergency Surface Chemistry in Agriculture Surface and Colloid Chemistry in Photographic Technology Surface Chemistry in Paints Surface Chemistry of Paper Surface Chemistry in the Polymerization of Emulsion Colloidal Processing of Ceramics Surface Chemistry in Dispersion, Flocculation and Flotation Surface Chemistry in the Petroleum Industry
3 Interfaces FENÓMENOS DE SUPERFÍCIE
4 FENÓMENOS DE SUPERFÍCIE: Generalidades Processos biológicos: transferência dos materiais biológicos nas células ( respiração, paredes dos vasos sanguíneos, membranas celulares ) Processos farmacêuticos: efeito farmacológico (droga- contacto, interacção e absorção) Processos tecnológicos: (indústria farmacêutica; indústria petrolífera, indústria de cosméticos; agricultura)
5 Fases e Interfaces Fase: porção homogénea de um sistema na qual as propriedades se mantêm constantes Interface: região tridimensional intermédia entre duas fases em contacto Superfície: conceito geométrico bidimensional e aparente. Fronteira entre duas fases
6 Definição de interface Se duas fases homogéneas entram em contacto uma com a outra, forma-se uma região de espessura finita cujas propriedades variam Ao nível molecular a espessura da região interfacial não é zero mas é significante! As propriedades da região interfacial podem ser importantes para sistemas coloidais, especialmente para dispersões onde a razão superfície/volume não é desprezável.
7 FENÓMENOS INTERFACIAIS. ocorrem no limite entre duas fases imiscíveis, chamadas superfícies ou interfaces Pré-requisitos para a existência de uma interface estável Energia livre de formação (G f ) > 0 Se (G f ) 0 dispersão completa de uma fase noutra = Solução ou emulsão
8 Interfaces: O que influenciam? Efeito farmacológico das drogas (forma de actuação da droga, a sua estabilidade e funcionalidade é afectada pela forma como as interfaces interagem) Formulações farmacêuticas constituídas por diferentes interfaces Pensamento (sequência de eventos na interface do tecido cerebral - mediadores químicos) Presença de contaminantes em recursos hídricos ( água /ar) - alteração das taxas de oxigénio e ciclo ecológico
9 TIPOS DE INTERFACES Fases Tipos Exemplos Gás / Gás Não é possível interface Nenhum Gás/Líquido Gás/Sólido Superfície líquida Superfície sólida Superfície de uma bebida; espumas e aerossóis Tampo da secretária; comprimidos; alguns supositórios Líquido/Líquido Interface líquido/líquido Óleo e vinagre em solução; emulsões; cremes; loções Líquido/Sólido Interface líquido/sólido Café vertido na secretária; suspensões Sólido/Sólido Interface sólido/sólido Pérola; Partículas de pó numa cápsula ou num comprimido
10 Fenómenos Interfaciais Nas interfaces produzem-se fenómenos que não ocorrem no interior das fases INTERFACE DESCONTINUIDADE Desequilíbrio de forças FENÓMENOS SUPERFICIAIS Tensão superficial Adsorção Detergência
11 Características da região interfacial Explo: Variação na densidade e no espaçamento entre as moléculas na região interfacial entre as fases líquida e vapor DENSIDADE DIST. MOLECULAS
12 Características da região interfacial Interfaces líquidas: a) interface ideal, b) região interfacial difusa (realística)
13 Consequências???? A concentração das moléculas na fase de vapor é tão baixa que as interações entre elas podem ser ignoradas As moléculas à superfície do líquido experimentam menores atrações do que as do interior do líquido ( possuem uma energia média superior à das moléculas do seio da fase líquida) Os sistemas tendem a assumir a configuração correspondente à área mínima de superfície (contracção) É necessário trabalho para aumentar a área de superfície na interface líquido-vapor, (menos moléculas no seio do líquido e mais moléculas à superfície
14 Trabalho superficial e trabalho Trabalho reversível e infinitesimal (W) necessário para aumentar a superfície de uma área infinitesimal (A) W A Tensão superficial Simbolicamente representada por: ou
15 Tensão superficial e trabalho de extensão Como a área da interface tende para um valor mínimo, é necessário fornecer energia ao sistema para aumentar a área de superfície Tensão superficial Trabalho Superfície Unidade: energia por unidade de área de superfície: erg/cm 2 ou mj/m 2
16 Tensão Superficial e energia de superfície Energia (G) necessária para aumentar a superfície (A) isotermicamente e reversivelmente A unidade de tensão superficial é J / m 2 Esta definição só é aplicada a líquidos puros O valor de tensão superficial é sempre positivo devido à atracção
17 Tensão Superficial Força (F) que actua sobre qualquer linha imaginária com comprimento unitário (l), na superfície do líquido se a força for perpendicular à linha F 2l A unidade de tensão superficial é N/m Esta definição é válida para qualquer líquido
18 Tensão Superficial: verificação experimental F atua na superfície provocando um aumento infinitesimal de área Mover o fio de uma distância x Aumento da área superficial = Trabalho efectuado ( superficial F δx) é proporcional ao aumento dessa área xl F W x xl A F d x l F l
19 Em resumo As diferentes formas de definir tensão superficial Energia (G) necessária para aumentar a superfície (A) isotermicamente e reversivelmente Força tangencial que a superfície exerce por unidade de comprimento G A P, T G
20 Tensão superficial/ Tensão interfacial Tensão Superficial força de contração por unidade de comprimento ao longo do perímetro de uma superfície, se a superfície separa uma interface gás-líquido ou gás- sólido Tensão interfacial força de contração por unidade de comprimento ao longo do perímetro de uma superfície, se a superfície separa duas fases não gasosas
21 Factores que influenciam a tensão superficial 1- Forças inter - moleculares (natureza química) Água Benzeno Superfície Líquido -Vapor Tetracloreto de Carbono Metanol Etanol Octano Heptano Mercúrio Interface líquido-líquido Água-benzeno Água-tetracloreto de carbono Água- heptano lv (mn/m) 72,5 28,9 26,4 22,5 22,4 21,6 20,1 472 (mn/m) Valores de à temperatura de 297 K
22 Factores que influenciam a tensão interfacial Natureza Química
23 Valores típicos de tensão superficial para líquidos puros Líquido T º Centígrado Tensão superficial Dyne/cm perfluorpentano 20 9,9 silicone 25 15,9 n-heptano 20 20,3 etanol 20 22,0 benzeno 20 28,9 azeite 18 33,1 glicerol 20 63,4 água 20 72,4 : Para líquidos puros é uma constante, independente do tamanho da superfície e do tempo.
24 Valores típicos de tensão interfacial entre a água e outros líquidos Líquido T º Centígrado Tensão superficial Dyne/cm Água/butanol 20 1,8 Água/benzeno 20 35,0 Água/silicone 20 44,3 Água/ fluor-polímero 25 57,0 Água/óleo
25 Factores que influenciam a tensão superficial Temperatura m = - S T c T Entropía interfacial específica (S ) - tensão superficial (N/m);V m - volume molar (m 3 /mol); T- temperatura (K), T c - temperatura crítica (K) ; Const E - constante de Eotvos (2,1 x10-7 J/K mol 2/3 ) Não é válida para associações e dissociações de compostos
26 Factores que influenciam a tensão superficial m = - S Entropía interfacial específica (S ) P G T P S( ) T c T As forças de coesão diminuem quando a temperatura aumenta
27 Factores que influenciam a tensão superficial Tipo de soluto e sua concentração
28 Influência dos solutos e sua concentração Mais adiante veremos porque : O tipo de soluto influencia a tensão superficial A concentração influencia a tensão superficial Como calcular o excesso de concentração á superfície Como se organizam esses solutos em solução
29 Consequências da Tensão Superficial A tensão superficial actua de forma a diminuir a energia livre de superfície e por isso são obsrvados alguns efeitos Superfícies curvas Capilaridade Formação de gotas ECT, ECT. Coalescência de gotículas Espalhamento de gotículas Pressão interna de bolhas
30 As consequências da tensão superficial: Flotação Flotação: Se a força gravitacional é menor do que a tensão superficial o objecto pode flutuar numa superfície embora a densidade seja maior
31 As consequências da tensão superficial: Formação de gotas Formação de gotas Uma gota de um líquido no ar tende a ser esférica para minimizar a sua superfície. Por isso as gotas de um líquido têm a forma esférica na ausência da gravidade. Uma esfera é a forma geométrica com menor superfície por unidade de volume S V S V 4R 2 4 R 3 3 R 3
32 As consequências da tensão superficial: Formação de gotas Formação de gotas Enquanto a gota NÃO for suficientemente grande, a tensão superficial é suficiente para contrabalançar a força gravítica, impedindo a separação da gota do resto do líquido A gota separa-se quando o seu peso igualar a força de tensão superficial que a segura No equilíbrio r- raio do tubo: m- massa da gota; g- aceleração da gravidade
33 Adesão e Coesão Coesão- forças que atuam no interior da fase condensada (responsáveis pela formação de gotas) Adesão - forças que atuam entre as superfícies de dois corpos condensados diferentes e que estão em contacto (responsáveis formação de superfícies curvas e pela capilaridade
34 Trabalho de adesão e de coesão Energia necessária para destacar, reversívelmente duas superfícies diferentes, transformando-as em superfícies unitárias Energia necessária para separar, reversívelmente, uma coluna de um líquido puro em duas novas superfícies de área unitária Usando a equação de Young-Dupré
35 Fenómenos de Molhabilidade de um líquido Molhabilidade: É a capacidade que um líquido tem de molhar uma superfície sólida em contacto A molhabilidade de uma dada superfície corresponde ao deslocamento de um fluido por outro e envolve três fases em que, pelo menos, duas são fluidas: Um gás e dois líquidos imiscíveis Um sólido e dois líquidos imiscíveis Um gás, um líquido e um sólido Três líquidos imiscíveis
36 Ângulo de contacto, molhabilidade e espalhamento A interface tripla formada por deposição de uma gota numa superfície sólida move-se em função das 3 tensões superficiais em jogo A molhabilidade é avaliada pelo ângulo de contacto () do líquido com a superfície sólida. O ângulo de contacto está relacionado com as interacções entre moléculas na gota de líquido (forças coesivas) e entre estas e a superfície sólida (forças adesivas) - é o ângulo entre aa superfície sólida e a tangente ao líquido na linha de contacto
37 Equação de Young A equação de Young pode ser usada para determinar os ângulos de contacto e é baseada nas energias de superfície das 3 interfaces No equilíbrio, 3 tensões interfaciais correspondentes às inetrfaces solido/gas (γ SG ), solido/liquido (γ SL ), e liquido/gas (γ LG ) estão contrabalançadas Por isso o ângulo de contacto (θ) pode ser avaliado pela equação de Young
38 Molhabilidade e ângulo de contacto Quanto menor maior a molhabilidade, isto é, mais o líquido molha a superfície sólida em contacto Quando o líquido molha completamente a superfície sólida ele espalha-se numa fina camada de espessura praticamente monomolecular (Explo: espalhamento do petróleo sobre o vidro). Quando o líquido não molha a superfície sólida ele divide-se em porções praticamente esféricas. (Explo: mercúrio sobre o vidro).
39 Molhabilidade e as forças de adesão/coesão A- Superfícies hidrofóbicas (explo: polímeros e superfícies revestidas com moléculas orgânicas) têm forças coesivas predominantes e ângulo de contacto elevado B- Superfícies hidrofílicas (explo com grupos OH) têm elevada afinidade para a água, forças adesivas predominantes e logo, baixo ângulo de contacto -dá informação sobre as superfícies
40 Molhabilidade e energia de Superfície
41 Molhabilidade /espalhamento <90 o líquido molha a superfície >90 o líquido não molha a superfície
42 Espalhamento Se =0 estão o líquido espalha-se totalmente Coeficiente de espalhamento SLS GS LS GL O líquido espalha-se completamente para S LS >0
43 Coeficiente de espalhamento (S) na interface sólido /liquido S é a diferença de energia livre entre uma superfície sólida, directamente em contacto com o vapor e um sólido coberto por uma película fina de líquido
44 Espalhamento na interface O/W
45 Coeficiente de espalhamento (S) na interface líquido/liquido
46 Ângulo de contacto e medida da limpeza Contact angle is a primary tool used to measure cleanliness. Organic contaminants will prevent wetting and result in higher contact angles. As a surface is cleaned and treated to remove contaminants the contact angle typically will decrease as wetting improves. In the fabrication of semiconductors, for example, contact angle is frequently used to characterize the wettability of the silicon wafer in an effort to characterize the efficacy of production processes such as etching, passivation, ultrasonic agitation, and other surface treatment and cleaning processes -- as well as to quantify the effects of resins, primers, oxidation, bonding, annealing, and polishing.
47 Bolhas, cavidades e gotículas Bolha: Região em que o vapor está confinado em uma fina película de um líquido. [Duas superfícies] Cavidade: Região em que vapor está confinado no interior do líquido. [Uma superfície] Gotícula: Pequeno volume de líquido imerso em seu vapor. [Uma superfície]
48 Curvatura na interface RELEMBRE.. Os líquidos adotam formas que minimizam a sua área superficial O trabalho (dw) necessário para modificar a área superficial (A) de uma amostra (volume constante) é proporcional à variação de àrea (da): dw = da, Tensão Superficial (Constante de Proporcionalidade). [] = Energia/Área = J/m 2 = N m/m 2 = N/m. O trabalho dw para um sistema a volume constante e temperatura constante é igual a energia livre de Helmholtz (A): dw= da < 0 (para uma transformação espontânea).
49 Tensão superficial e Curvatura na interface A curvatura de uma interface fluida origina uma diferença de pressão entre os dois lados da interface É necessário aumentar a pressão para encher a bolha de sabão Abrindo o tubo a bolha expele o ar até formar um filme plano Em equilíbrio, a diferença de pressão devido à curvatura é mantida pela tensão superficial A diferença de pressão exercida pelas duas fases e numa superfície curva dá origem a uma força normal à superfície em cada ponto A tensão superficial origina uma força tangencial ao perímetro da bolha
50 Curvatura na interface Trabalho para formar uma cavidade esférica de raio r no interior de um líquido de tensão superficial : dw = d w = = 4r 2 (uma face) w = 4r 2
51 Equação de Laplace A pressão p in no lado interno (côncavo) de uma interface é sempre maior que a pressão p ex no lado externo (convexo). P P i P e 2 r Nota: De acordo com a equação, a diferença entre as pressões tende a zero quando r (superfície plana).
52 Dedução da equação de Laplace As cavidades estarão em equilíbrio quando: forças de dentro para fora = forças de fora para dentro. Força de dentro para fora : 4r 2 p in = pressão x área Força de fora para dentro : 4r 2 p ex + f ts dw = d d = 4(r+dr) 2-4r 2 = 8rdr dw = (8r)dr = força x deslocamento f ts = 8r 4r 2 p in = 4r 2 p ex + 8r p in = p ex + 2/r
53 Curvatura na interface: variação da pressão numa superfície curva vs tensão superficial Como varia a pressão dentro de uma superfície curva com o raio dessa superfície, para dois valores diferentes de tensão superficial? P 0 quando r Nota: isto ilustra a dificuldade de se formarem pequenas bolhas. Quanto mais pequena for a bolha, maior deverá ser a pressão no seu interior para que ela se mantenha estável
54 Equação de Laplace e curvatura na interface
55 Aplicações da Lei de Laplace
56 Estabilização alveolar Bolhas de tamanhos diferentes ligadas a um tubo P int P ext 2 r P P Pressão interna maior para a gota mais pequena A gota mais pequena diminui Estabilização alveolar por tensioactivos tensão superficial diâmetro alveolar evitam o colapso dos alvéolos
57 Aplicações da Lei de Laplace: o efeito da curvatura da superfície na pressão de vapor do líquido Para um líquido disperso como gotículas de raio (r), a pressão interna excedente (2/r) aumenta a sua pressão de vapor. Equação de Kelvin: p in = p ex + 2/r p = p 0 exp(v m ΔP/RT), ΔP = +2/r p = p 0 exp(2v m /rrt)
58 Aplicações da Lei de Laplace: o efeito da curvatura da superfície na pressão de vapor do líquido Para uma cavidade de raio (r) a pressão reduzida de (2/r) diminui a pressão do vapor em seu interior. Equação de Kelvin: p ex = p in - 2/r p = p 0 exp(v m ΔP/RT), ΔP = -2/r p = p 0 exp(-2v m /rrt)
59 Dedução da equação de Kelvin Pressão de vapor de um líquido pressurizado Quando se aplica pressão a uma fase condensada a pressão de vapor aumenta ( l) ( l) ( g) ( g) V m V P m, g p Se a pressão do liquido é aumentada em P A variação de pressão de vapor será p
60 Dedução da equação de Kelvin Para um excesso de pressão ΔP sobre a fase condensada: - p 0 Pressão de vapor inicial. - p Pressão de vapor após a aplicação de pressão extra ΔP. - ΔP Excesso de pressão sobre a fase condensada. p p 0 e V m ΔP RT p 0 1 VmΔP RT, VmΔP RT 1 p p p 0 0 VmΔP RT
61 Dedução da equação de Kelvin Representando de outra forma p p e 0 V m P RT Esta equação mostra que a pressão de vapor aumenta quando a pressão actuando numa fase condensada aumenta! P 2 r p p 0 e 2 V m RTr Equação de Kelvin
62 A equação de Kelvin A equação de Kelvin também se aplica ao caso de pequenas partículas em suspensão: Se as partículas têm uma determinada solubilidade, as partículas pequenas tornam-se menores e as partículas grandes tornam-se maiores. O efeito é descrito pela equação de Kelvin. Estes processos são chamados de maturação de Ostwald
63 Aplicações da Lei de Laplace: o efeito da curvatura da superfície na pressão de vapor do líquido Tendência de líquidos ascenderem em tubos de pequeno diâmetro. É uma consequência da tensão superficial. Equação de Laplace: p in = p ex + 2/r p ex = p in - 2/r
64 Consequências da lei de Laplace: Forma dos meniscos A forma da superfície de um fluido, num tubo, depende da adesão e da coesão do líquido nas paredes do tubo Se a adesão (atracção líquido-sólido) é maior do que a coesão (interacção entre as partículas de líquido) o menisco é côncavo. Ao contrário, o menisco é convexo.
65 Consequências da lei de Laplace: ascensão capilar Quando temos um tubo capilar mergulhado num líquido, duas situações podem ocorrer: O líquido molha o vidro Elevação do líquido no tubo até que uma posição de equilíbrio seja atingida Formação de um menisco côncavo O líquido não molha o vidro Descida do líquido no tubo até que é atingida a posição de equilíbrio Formação de um menisco convexo
66 Ascensão capilar: Capilaridade para Líquidos que molham o vidro
67 Capilaridade para Líquidos que molham o vidro O ângulo de contacto é formado pela: Tangente á superfície líquida com a superfície sólida (a tangente tem que estar num plano que contenha o eixo do tubo)
68 Capilaridade para Líquidos que molham o vidro
69 Capilaridade para Líquidos que molham o vidro
70 Lei de Jurin
71 Capilaridade para líquidos que não molham o vidro
72 Uma outra forma de deduzir a expressão de Jurin Como traduzir matematicamente a Capilaridade? Por definição F l (1) F 2r ou 2 r F F v F F v = F cos F h
73 Uma outra forma de deduzir a expressão de Jurin Como traduzir matematicamente a Capilaridade? A força F v é equilibrada pelo próprio peso do corpo líquido g peso m g 0 0 p V m V (2) Como V é o volume de um cilindro de base r 2 e lado h V= r 2 h e p =(- 0 ) r 2 h g
74 Uma outra forma de deduzir a expressão de Jurin Como traduzir matematicamente a Capilaridade? Combinando (1) com (2) F cos 2 0 r h g h F cos 0 2 g r Como : F 2 r 2 2 r cos 0 r h g γ ρ ρ π h g r ρ ρ 2 r cosθ γ r h g 2 cosθ
75 Métodos de determinação da Tensão superficial Métodos Estáticos Medida da tensão de uma superfície que não se modifica ao longo das determinações e que se mantém constante e em equilíbrio com a fase líquida Métodos Dinâmicos Medida da tensão de uma superfície, em extensão ou em contracção, e em que o equilíbrio com a fase líquida varia constantemente durante a determinação
76
77 Tensão superficial: método do tubo capilar Método da ascensão por capilaridade a) Com um catecómetro, medir a altura h de ascensão do líquido h Precisão 0,01 mm 0 rhg 2cos Utilização: aplicável a líquidos puros e de elevada tensão superficial
78 Tensão superficial: método do tubo capilar
79 Tensão superficial: método do destacamento
80 Método do peso da gota Consiste em fazer gotejar o líquido através de um tubo capilar fino e aplicar um balanço de forças no momento da queda da gota A gota de massa (m i ) cai quando o seu peso igualar as forças correspondentes à tensão superficial (F )
81 Método do peso da gota A força de tensão (F ) que mantém a gota ligada ao resto do líquido é dada por: Então: Lei de Tate
82 Método do peso da gota Mas a gota não se destaca no extremo do tubo e sim, mais abaixo na linha A B de menor diâmetro. Por isso não há segurança de que o líquido situado entre os níveis AB e A B seja arrastado pela gota,. Existe um factor de contracção de forma que a massa real da gota m difere da massa ideal da gota através da expressão m = m i x f f é chamado de coeficiente de contracção (é determinado experimentalmente) Na prática, o peso da gota obtido, é sempre menor que o peso da gota ideal.
83 Reparem Perto de 40% do líquido que forma a gota permanece ligada ao tubo.
84 Como minimizar o erro experimental? Fazer a medida da massa de um número grande de gotas e depois dividir esse valor pelo número de gotas contadas Em que m t é a massa do número total (n) de gotas pingadas O fator de correção f é uma função do raio do tubo e do volume da gota. Na maioria dos casos pode usar-se o valor f=0.6
85 Determinar o diâmetro do tubo de vidro Use uma das duas opções: pode ser medido utilizando-se um paquímetro ou micrometro. Pode ser estimado a partir da massa de uma gota de um líquido padrão/referência (ex. água destilada), cujo valor da tensão superficial seja conhecido. A tensão da água destilada próximo de 20º C é γ = N/m. Medindo-se a massa de um numero n de gotas (por exemplo, 50 gotas para minimizar o erro) calcula-se o diâmetro do tubo (em metros) a partir da expressão:
86 Em alternativa a) Contar o número de gotas correspondente a um determinado volume de líquido n é inversamente proporcional a n é inversamente proporcional a V A massa de cada gota m gota V e n p gota Vg n F=2 r 2 p = 2 r Vg 2r ou n Vg 2rn
87 Em alternativa Repita agora o ensaio para um líquido de tensão superficial conhecida 1 Relacione agora os dois valores V1g 2rn 1 1 Vg 2rn1 x 2rn V1g 1 1 n n x 1
88 Tensão superficial: método do peso e do volume da gota
89 Brinque com a tensão superficial
90 ADSORÇÃO
superfície são diferentes das forças que atuam sobre as moléculas/átomos no interior do líquido.
- As forças que atuam sobre as moléculas/átomos que estão na superfície são diferentes das forças que atuam sobre as moléculas/átomos no interior do líquido. - Para aumentar ou diminuir a superfície disponível
Tensão Superficial e Molhamento
Pós-Graduação em Ciência de Materiais Faculdade UnB - Planaltina Tensão Superficial e Molhamento Prof. Alex Fabiano C. Campos, Dr Tensão Superficial Tensão superficial O aumento da área interfacial eleva
Fenómenos de superfície 1 - porque existe a superfície? Fenómenos de superfície
Fenómenos de superfície 1 - porque existe a superfície? Sólidos: Interacções fortes Líquidos: Interacções mais fracas Gases: Interacções muito fracas Forma constante Forma variável Sem forma Como aparece
INTERFACES : GÁS-LÍQUIDO E LÍQUIDO - LÍQUIDO
INTERFACES : GÁS-LÍQUIDO E LÍQUIDO - LÍQUIDO INTERFACE LÍQUIDO-GÁS Líquidos permanecem coesos Membrana elástica Como explicar a existência de uma membrana elástica? INTERFACE LÍQUIDO-GÁS Nas interfaces
Figura 1: Forças de atração atuando sobre as moléculas da interface água / ar e no interior do líquido.
Tensão Superficial 1. Introdução A tensão superficial surge nos líquidos como resultado do desequilíbrio entre as forças intermoleculares (atração de van der Waals) que agem sobre as moléculas da superfície
Interface entre Líquido e Sólido
Interface entre íquido e Sólido Vamos considerar as condições na interface entre um líquido e um sólido. A forma tomada pelo líquido é determinada pela relação entre as seguintes forças que atuam nas suas
Fenômenos de Molhamento, Espalhamento e capilaridade envolvidos na Brasagem
Introdução José Ramalho Molhamento, espalhamento e capilaridade são fenômenos físicos relacionados ao comportamento dos materiais e suas propriedades em situações de interação. No processo de união de
INTERFACES GÁS-LÍQUIDO LÍQUIDO - LÍQUIDO
INTERFACES GÁS-LÍQUIDO LÍQUIDO - LÍQUIDO INTERFACE LÍQUIDO-GÁS Líquidos permanecem coesos Membrana elástica Como explicar a existência de uma membrana elástica? INTERFACE LÍQUIDO-GÁS Nas interfaces produzem-se
Físico-Química II Termodinâmica de Soluções
Físico-Química II Termodinâmica de Soluções Este material está disponível no endereço: https://sites.google.com/site/otavioquimica/ Programa da Disciplina: Conteúdo CONTEÚDO Transformações Físicas ():,
Biofísica Bacharelado em Biologia
Biofísica Bacharelado em Biologia Prof. Dr. Sergio Pilling PARTE A Capítulo 5 Fluidos. Introdução a hidrostática e hidrodinâmica. Objetivos: Nesta aula abordaremos o estudo dos fluidos. Faremos uma introdução
Prof. Dra. Lisandra Ferreira de Lima PROPRIEDADES FÍSICAS PARTE II VISCOSIDADE; TENSÃO SUPERFICIAL E PRESSÃO DE VAPOR
PROPRIEDADES FÍSICAS PARTE II VISCOSIDADE; TENSÃO SUPERFICIAL E PRESSÃO DE VAPOR SUBSTÂNCIA PURA Densidade - revisão Tensão superficial forças de adesão Tensão superficial As moléculas volumosas (no líquido)
Tensão Superficial INTRODUÇÃO
Tensão Superficial INTRODUÇÃO enômenos de superfície têm interesse multidisciplinar e são importantes tanto para a ísica quanto para a Química, a Biologia e as Engenharias. Além disso, há vários efeitos
QUÍMICA E FÍSICA DOS MATERIAIS II
Unidade Curricular QUÍMICA E FÍSICA DOS MATERIAIS II Módulo de Física (2014 2015) Trabalho Laboratorial 2: Ângulos de contacto, molhabilidade e tensão superficial Nome: Nº Objectivos: Medição de ângulos
Equações de Navier-Stokes
Equações de Navier-Stokes Para um fluido em movimento, a pressão (componente normal da força de superfície) é diferente da pressão termodinâmica: p " # 1 3 tr T p é invariante a rotação dos eixos de coordenadas,
Ângulos de Contato. Universidade de São Paulo Instituto de Química. Disciplina PAE QFL2453 Físico-Química Experimental. Experimento Proposto:
Universidade de São Paulo Instituto de Química Disciplina PAE QFL2453 Físico-Química Experimental Experimento Proposto: Ângulos de Contato Aluna: Thais Lucy Ogeda NºUSP: 6750982 1 Introdução Já observou
TC MECÂNICA DOS SOLOS TENSÕES NO SOLO PARTE II
TENSÕES NO SOLO PARTE II Tensão superficial e Capilaridade - A água apresenta um comportamento diferenciado na superfície em contato com o ar; - Forças intermoleculares: atração dos hidrogênios de determinadas
AULA PRÁTICA 2 PROPRIEDADES FUNDAMENTAIS DOS FLUIDOS
! AULA PRÁTICA 2 PROPRIEDADES FUNDAMENTAIS DOS FLUIDOS 1) - M A S S A E S P E C Í F I C A ( ρ ) OU DENSIDADE ABSOLUTA (ρ ). - É o quociente entre a Massa do fluido e o Volume que contém essa massa. m ρ
Perguntas e Problemas retirados de Testes anteriores
Perguntas e Problemas retirados de Testes anteriores 1. Esboce e explique o diagrama de energia potencial de uma molécula de O2 em função da distância a uma superfície de tungsténio (W), sabendo que ocorre
COMPLEMENTOS DE FLUIDOS. Uma grandeza muito importante para o estudo dos fluidos é a pressão (unidade SI - Pascal):
luidos COMLEMENTOS DE LUIDOS ALICAÇÕES DA HIDROSTÁTICA AO CORO HUMANO Uma grandeza muito importante para o estudo dos fluidos é a pressão (unidade SI - ascal): Não apresentam forma própria odem ser líquidos
Prof. MSc. David Roza José 1/26
1/26 Mecanismos Físicos A condensação ocorre quando a temperatura de um vapor é reduzida para abaixo da temperatura de saturação. Em equipamentos industriais o processo normalmente decorre do contato entre
2. Num capilar de vidro, a água sobe enquanto o mercúrio desce. Porquê? 3. O que entende por surfactante e por concentração micelar crítica?
Perguntas e Problemas retirados de Testes anteriores Cap. 1 1. Esboce e explique o diagrama de energia potencial de uma molécula de O 2 em função da distância a uma superfície de tungsténio (W), sabendo
2. Num capilar de vidro, a água sobe enquanto o mercúrio desce. Porquê? 3. O que entende por surfactante e por concentração micelar crítica?
Perguntas e Problemas retirados de Testes anteriores Cap. 1 1. Esboce e explique o diagrama de energia potencial de uma molécula de O2 em função da distância a uma superfície de tungsténio (W), sabendo
AULA 2 Adsorção: conceitos, classificações. Prof a Elenice Schons
AULA 2 Adsorção: conceitos, classificações Prof a Elenice Schons ADSORÇÃO NA SUPERFÍCIE MINERAL Considera-se que uma determinada espécie química (iônica ou molecular), em solução, está adsorvida a uma
Capitulo 1 Propriedades fundamentais da água
Capitulo 1 Propriedades fundamentais da água slide 1 Propriedades fundamentais da água A palavra hidráulica vem de duas palavras gregas: hydor (que significa água ) e aulos (que significa tubo ). É importante
Prática 2 Forças Intermoleculares
Universidade Federal do ABC Disciplina: Laboratório de Transformações Químicas Prática 2 Forças Intermoleculares Hueder Paulo M. de Oliveira Santo André - SP 2018.1 Dica Os grupos devem trazeruma moeda
Conceitos básicos da morfologia de angiospemas
Nomes: Helena Streit, Juliana Schmidt da Silva e Mariana Santos Stucky Introdução Ascensão da água e nutrientes inorgânicos A ascensão da água e dos solutos através do xilema é um processo que requer uma
Linguagem da Termodinâmica
Linguagem da Termodinâmica Sistemas macroscópicos contêm um grande número de partículas constituintes (átomos, moléculas, iões,...) N A = 6, 022 10 23 Em Termodinâmica, Princípios e Leis são independentes
COLÓIDES. Colóide: partícula com uma dimensão linear entre 1nm e 1µm (1000 nm).
COLÓIDES Colóide: partícula com uma dimensão linear entre 1nm e 1µm (1000 nm). Dispersão coloidal: Sistema heterogéneo de partículas coloidais (colóides) dispersas num fluido Dispersão coloidal (2 fases)
Fluidos Conceitos fundamentais PROFª. PRISCILA ALVES
Fluidos Conceitos fundamentais PROFª. PRISCILA ALVES [email protected] Reologia e Reometria Reologia e Reometria A palavra reologia vem do grego rheo (fluxo) e logos (ciência), foi um termo sugerido
Biologia Molecular ÁGUA
Biologia Molecular ÁGUA Direitos autorais reservados. INTRODUÇÃO A vida depende de reações químicas que ocorrem dentro das células reações bioquímicas do metabolismo. Constituição da matéria viva: água,
Curso de Química, Modalidade Ensino a Distância, UFMG UNIDADE VI FENÔMENOS DE SUPERFÍCIE
Curso de Química, Modalidade Ensino a Distância, UFMG UNIDADE VI FENÔMENOS DE SUPERFÍCIE 154 Físico-Química II Amélia M. G. do Val, Rosana Z. Domingues e Tulio Matencio Aula 14 Tensão superficial e adsorção
CQ110 : Princípios de FQ
Fenômenos de Interface Devido às diferentes interações, as moléculas superficiais possuem uma maior energia, dessa forma, para deslocar uma molécula do interior do sistema para sua superfície, uma energia
6/Mar/2013 Aula 7 Entropia Variação da entropia em processos reversíveis Entropia e os gases ideais
6/Mar/01 Aula 7 Entropia ariação da entropia em processos reversíveis Entropia e os gases ideais Entropia no ciclo de Carnot e em qualquer ciclo reversível ariação da entropia em processos irreversíveis
Pressão de Vapor de Líquidos
Pressão de Vapor de Líquidos De acordo com a cinética molecular, os líquidos, assim como os gases, estão em constante agitação: movimento de moléculas da superfície do líquidos para a atmosfera Pressão
Físico-Química I. Profa. Dra. Carla Dalmolin. Misturas Simples. Físico-Química, cap. 5: Transformações Físicas de Substâncias Puras
Físico-Química I Profa. Dra. Carla Dalmolin Misturas Simples Físico-Química, cap. 5: Transformações Físicas de Substâncias Puras Misturas Simples Misturas de substâncias que não reagem Modelo simples para
1. Algumas Propriedades dos Líquidos
1. Algumas Propriedades dos Líquidos 1.1 Viscosidade Alguns líquidos, como o melaço e o óleo de motor, fluem lentamente; enquanto que outros, como a água e a gasolina, fluem rapidamente. A resistência
11/Mar/2016 Aula 7 Entropia Variação da entropia em processos reversíveis Entropia e os gases ideais
11/Mar/016 Aula 7 Entropia ariação da entropia em processos reversíveis Entropia e os gases ideais Entropia no ciclo de Carnot e em qualquer ciclo reversível ariação da entropia em processos irreversíveis
Física I 2010/2011. Aula 18. Mecânica de Fluidos I
Física I 2010/2011 Aula 18 Mecânica de Fluidos I Sumário Capítulo 14: Fluidos 14-1 O que é um Fluido? 14-2 Densidade e Pressão 14-3 Fluidos em Repouso 14-4 A Medida da pressão 14-5 O Princípio de Pascal
FENÔMENOS DE TRANSPORTE. Propriedades dos Fluidos. Prof. Miguel Toledo del Pino, Dr. VISCOSIDADE
FENÔMENOS DE TRANSPORTE Propriedades dos Fluidos Prof. Miguel Toledo del Pino, Dr. VISCOSIDADE Resistência ao deslocamento de camadas de moléculas líquidas, umas sobre as outras. F = μ. A. V y F : força
INTERFACE SÓLIDO - LÍQUIDO
INTERFACE SÓLIDO - LÍQUIDO ADSORÇÃO DE LÍQUIDOS EM SUPERFÍCIES SÓLIDAS Física Aplicada 2017/18 MICF FFUP 1 ADSORÇÃO DE LÍQUIDOS NA SUPERFÍCIE DE UM SÓLIDO Na interface sólido-líquido as moléculas têm tendência
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia Departamento de Ciências Exatas e Naturais 5- FLUIDOS EM SISTEMAS BIOLÓGICOS Física para Ciências Biológicas Prof. Roberto Claudino Ferreira ÍNDICE 1. Pressão
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE BIOSSISTEMAS AULA 3 ROTEIRO
1 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE BIOSSISTEMAS LEB 047 HIDRÁULICA Prof. Fernando Campos Mendonça AULA 3 ROTEIRO Tópicos da aula 3:
FLUIDOS. Prof. Neemias Alves de Lima Instituto de Pesquisa em Ciência dos Materiais Universidade Federal do Vale do São Francisco
FLUIDOS Prof. Neemias Alves de Lima Instituto de Pesquisa em Ciência dos Materiais Universidade Federal do Vale do São Francisco 1 Cristalino Sólido Amorfo Estados da Matéria Líquido Fluidos Coleção de
DESTILAÇÃO POR ARRASTE DE VAPOR DE ÁGUA DO ÓLEO DE CRAVO E EXTRAÇÃO QUIMICAMENTE ATIVA DO EUGENOL
DESTILAÇÃO POR ARRASTE DE VAPOR DE ÁGUA DO ÓLEO DE CRAVO E EXTRAÇÃO QUIMICAMENTE ATIVA DO EUGENOL Principais componentes do óleo de cravo obtidos pelo arraste DESTILAÇÃO FRACIONADA DE UMA SOLUÇÃO evaporações
Mecânica dos Fluidos 1ª parte
Mecânica dos Fluidos 1ª parte Introdução à Mecânica dos Fluidos Prof. Luís Perna 2010/11 Noção de Fluido Fluido é toda a substância que macroscopicamente apresenta a propriedade de escoar. Essa maior ou
LISTA DE EXERCÍCIOS. Questão 1. Responda as questões abaixo:
LISTA DE EXERCÍCIOS Questão 1. Responda as questões abaixo: 1. Que tipo de forças atuam nos fluidos estáticos. 2. Quando um elemento de fluido encontra-se em repouso. 3. Qual o significado de pressão.
Físico-Química Farmácia 2014/02
Físico-Química Farmácia 2014/02 1 2 Aspectos termodinâmicos das transições de fase A descrição termodinâmica das misturas Referência: Peter Atkins, Julio de Paula, Físico-Química Biológica 3 Condição de
Manómetro de mercúrio (P-P atm = ρ Hg g h) (ρ Hg )
ipos de termómetros ermómetro de gás a volume constante (a propriedade termométrica é a pressão do gás Manómetro de mercúrio (P-P atm ρ Hg g h h (ρ Hg Comportamento tende a ser universal (independente
Mestrado em Ciência de Materiais Faculdade UnB - Planaltina. Prof. Alex Fabiano C. Campos, Dr
Mestrado em Ciência de Materiais Faculdade UnB - Planaltina Introdução aos Sistemas Coloidais Prof. Alex Fabiano C. Campos, Dr Sistemas Dispersos DISPERSÃO é, genericamente, uma mistura de duas ou mais
Viscosimetria. Anselmo E. de Oliveira. Instituto de Química, UFG, , Goiânia, GO
Viscosimetria Anselmo E. de Oliveira Instituto de Química, UFG, 74690-900, Goiânia, GO Resumo Essa aula prática tem como objetivo avaliar as variações da viscosidade de soluções hidroalcoólicas. 1. Viscosidade
ESTÁTICA DOS FLUIDOS FENÔMENOS DE TRANSPORTE I
ESTÁTICA DOS FLUIDOS FENÔMENOS DE TRANSPORTE I Prof. Marcelo Henrique 1 DEFINIÇÃO DE FLUIDO Fluido é um material que se deforma continuamente quando submetido à ação de uma força tangencial (tensão de
Hidrostática REVISÃO ENEM O QUE É UM FLUIDO? O QUE É MASSA ESPECÍFICA? OBSERVAÇÕES
REVISÃO ENEM Hidrostática O QUE É UM FLUIDO? Fluido é denominação genérica dada a qualquer substância que flui isto é, escoa e não apresenta forma própria, pois adquire a forma do recipiente que o contém.
Mecânica dos Fluidos I Trabalho Prático «Caudal de quantidade de movimento e equação de Bernoulli»
Mecânica dos Fluidos I Trabalho Prático «Caudal de quantidade de movimento e equação de Bernoulli» Este trabalho consta de uma série de demonstrações no laboratório com o objectivo de: ilustrar a relação
Determinação da Viscosidade de Fluidos Newtonianos
Determinação da Viscosidade de Fluidos Newtonianos Éliton Fontana 1 Introdução Denição de Fluido: Um uido é uma substância que se deforma continuamente sob a aplicação de uma força tangencial (tensão de
ESTÁTICA DOS FLUIDOS
ESTÁTICA DOS FLUIDOS FENÔMENOS DE TRANSPORTE I Prof. Marcelo Henrique 1 DEFINIÇÃO DE FLUIDO Fluido é um material que se deforma continuamente quando submetido à ação de uma força tangencial (tensão de
Capítulo 1 Química-Física das Interfaces
Problemas de Química-Física 2017/2018 Caítulo 1 Química-Física das Interfaces 1. Calcule o trabalho necessário ara aumentar de 1.5 cm 2 a área de um filme de sabão suortado or uma armação de arame (ver
Unidade Curricular: Física Aplicada
Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas Unidade Curricular: Física Aplicada Aulas Laboratoriais Trabalho laboratorial nº. 3 (1ª. parte) Viscosidade de Líquidos DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE VISCOSIDADE
Físico-Química I. Profa. Dra. Carla Dalmolin. Misturas Simples. Termodinâmica das Misturas Propriedades das Soluções Atividade
Físico-Química I Profa. Dra. Carla Dalmolin Misturas Simples Termodinâmica das Misturas Propriedades das Soluções Atividade Misturas Simples Misturas de substâncias que não reagem Modelo simples para posteriormente
Unidade Curricular: Física Aplicada
Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas Unidade Curricular: Física Aplicada Aulas Laboratoriais Trabalho laboratorial n.º 3 (1.ª parte) Viscosidade de Líquidos DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE VISCOSIDADE
Lei de Gauss. O produto escalar entre dois vetores a e b, escrito como a. b, é definido como
Lei de Gauss REVISÃO DE PRODUTO ESCALAR Antes de iniciarmos o estudo do nosso próximo assunto (lei de Gauss), consideramos importante uma revisão sobre o produto escalar entre dois vetores. O produto escalar
ENGENHARIA BIOLÓGICA INTEGRADA II
ENGENHARIA BIOLÓGICA INTEGRADA II AGITAÇÃO EM TANQUES INDUSTRIAIS Helena Pinheiro Torre Sul, Piso 8, Gabinete 8.6.19 Ext. 3125 [email protected] & Luis Fonseca ENGENHARIA BIOLÓGICA INTEGRADA
Fenômenos de Transporte
Fenômenos de Transporte Introdução a Fenômenos de Transporte Prof. Dr. Felipe Corrêa Introdução a Fenômenos de Transporte Fenômenos de Transporte Refere-se ao estudo sistemático e unificado da transferência
Estudo Físico-Químico dos Gases
Estudo Físico-Químico dos Gases Prof. Alex Fabiano C. Campos Fases de Agregação da Matéria Sublimação (sólido em gás ou gás em sólido) Gás Evaporação (líquido em gás) Condensação (gás em líquido) Sólido
FARMÁCIA GALÉNICA SISTEMAS DISPERSOS. Líquido em gás aerossol. Líquido em líquido emulsão ou sol coloidal. Líquido em sólido emulsão sólida
FARMÁCIA GALÉNICA SISTEMAS DISPERSOS SISTEMAS DISPERSOS - Tipos Líquido em gás aerossol Líquido em líquido emulsão ou sol coloidal Líquido em sólido emulsão sólida Sólido em líquido suspensão Sólido em
21/2/2012. Universidade Federal de Campina Grande Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar Unidade Acadêmica de Ciências Agrárias
Universidade Federal de Campina Grande Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar Unidade Acadêmica de Ciências Agrárias Aula 2: Propriedades dos fluidos Disciplina: Hidráulica Agrícola Prof.: D.Sc.
CAA 346 Hidráulica UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ Departamento de Ciências Agrárias e Ambientais
CAA 346 Hidráulica UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ Departamento de Ciências Agrárias e Ambientais HISTÓRIA Leitura dos itens 1 e 2 do Cap. 01: Princípios Básicos (Manual de Hidráulica Azevedo Neto,
ELETROQUÍMICA. Prof a. Dr a. Carla Dalmolin
ELETROQUÍMICA Prof a. Dr a. Carla Dalmolin CONCEITOS BÁSICOS Eletroquímica Fenômenos químicos associados à transferência de cargas elétricas Duas semi-reações de transferência de carga em direções opostas
28/Fev/2018 Aula Aplicações das leis de Newton do movimento 4.1 Força de atrito 4.2 Força de arrastamento Exemplos. 26/Fev/2018 Aula 3
26/Fev/2018 Aula 3 3. Leis de Newton (leis do movimento) 3.1 Conceitos básicos 3.2 Primeira lei (inércia) 3.2.1 Referenciais de inércia 3.3 Segunda lei (F=ma) 3.4 Terceira lei (reação) 3.4.1 Peso e peso
UNIDADE 2 NA ATMOSFERA DA TERRA: RADIAÇÃO, MATÉRIA E ESTRUTURA
ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DE VELAS Física e Química A 10º ano UNIDADE 2 NA ATMOSFERA DA TERRA: RADIAÇÃO, MATÉRIA E ESTRUTURA 1 TIPOS DE DISPERSÕES A atmosfera é uma solução gasosa com vários gases dispersos
PRÁTICA: LÍQUIDOS: DETERMINAÇÃO DA VISCOSIDADE
PRÁTICA: LÍQUIDOS: DETERMINAÇÃO DA VISCOSIDADE 1. Introdução No estado líquido as moléculas estão mais próximas uma das outras e entre elas existem forças atrativas. Para um líquido fluir suas moléculas
Condensação
Condensação Condensação Condensação Condensação Condensação Condensação em Filme Tal como no caso de convecção forçada, a transferência de calor em condensação depende de saber se o escoamento é laminar
Fisiologia Vegetal O 2 ATMOSFERA H 2 O SOLO CO 2
Fisiologia Vegetal Fatores ambientais Abióticos e bióticos CO 2 O 2 ATMOSFERA Crescimento e desenvolvimento SOLO H 2 O Elementos minerais Mecanismos das células vegetais Absorção e transporte de água e
PROCESSO SELETIVO TURMA 2019 FASE 1 PROVA DE FÍSICA E SEU ENSINO
PROCESSO SELETIVO TURMA 2019 FASE 1 PROVA DE FÍSICA E SEU ENSINO Caro professor, cara professora: Esta prova tem 2 partes. A primeira parte é objetiva, constituída por 14 questões de múltipla escolha,
Hidrostática e Calorimetria PROF. BENFICA
Hidrostática e Calorimetria PROF. BENFICA [email protected] www.marcosbenfica.com LISTA 1 Conceitos Iniciais/Hidrostática 1) Calcular o peso específico, o volume específico e a massa específica de
Lubrificação Industrial. Prof. Matheus Fontanelle Pereira Curso Técnico em Eletromecânica Departamento de Processos Industriais Campus Lages
Lubrificação Industrial Prof. Matheus Fontanelle Pereira Curso Técnico em Eletromecânica Departamento de Processos Industriais Campus Lages 1. Atrito Sempre que houver movimento relativo entre duas superfícies,
2.NUCLEAÇÃO E CRESCIMENTO DE FASES. Processo de transformação de uma fase em outra quando se alteram as condições termodinâmicas
2.NUCLEAÇÃO E CRESCIMENTO DE FASES Processo de transformação de uma fase em outra quando se alteram as condições termodinâmicas SOLIDIFICAÇÃO DE METAIS E LIGAS Solidificação: transformação de fase com
A Água na Planta. Fisiologia Vegetal Unidade II. Prof. José Vieira Silva (UFAL Arapiraca)
A Água na Planta Fisiologia Vegetal Unidade II Prof. José Vieira Silva (UFAL Arapiraca) Considerações Iniciais + 10 Valores Positivos: pressão exercida sobre uma superfície. Força x área (N, MPa, Bar,
ÁGUA DO SOLO. Aula 9. Prof. Miguel Cooper
ÁGUA DO SOLO Aula 9 Prof. Miguel Cooper CONCEITO E IMPORTÂNCIA DO USO DA ÁGUA NA AGRICULTURA Qual a importância de estudar a água no solo? Estrutura Molecular da Água TENSÃO SUPERFICIAL Fenômeno típico
Miniemulsão: - fase dispersa, fase contínua,emulsificante, co-emulsificante - Goticulas com diametro variando de 50 nm a 400 nm
Emulsão de óleo em água O/A Emulsão de água em óleo A/O O A A O Nanoemulsão: - Goticulas com diametro < 100 nm -Termodinamicamente instável - transparente Miniemulsão: - fase dispersa, fase contínua,emulsificante,
Exercícios Primeira Prova FTR
Exercícios Primeira Prova FTR ados gerais: g=9,81 m/s 2 =32,2 ft/s 2 ρ 2O =999 kg/m 3 =1,94 slug/ft 3 R g =13,6 1) pressão num duto de água é medida pelo manômetro de dois fluídos mostrados. valie a pressão
CAA 346 Hidráulica UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ Departamento de Ciências Agrárias e Ambientais
C 346 Hidráulica UNIVERSIDDE ESTDUL DE SNT CRUZ Departamento de Ciências grárias e mbientais Hidrostática Prof.: MSc. Leonardo Rocha Maia Engenheiro de limentos Mestre em Engenharia e Ciência de limentos
Fluidos - Estática. Estudo: Densidade de corpos e fluidos Pressão em um fluido estático Força que um fluido exerce sobre um corpo submerso
Fluidos - Estática Estudo: Densidade de corpos e fluidos Pressão em um fluido estático Força que um fluido exerce sobre um corpo submerso Densidade Uma importante propriedade de um material é a sua densidade,
Física. Física Módulo 2 Flúidos
Física Módulo 2 Flúidos Introdução O que é a Mecânica dos Fluidos? É a parte da mecânica aplicada que se dedica análise do comportamento dos líquidos e dos gases, tanto em equilíbrio quanto em movimento.
FENÔMENOS DOS TRANSPORTES. Definição e Conceitos Fundamentais dos Fluidos
Definição e Conceitos Fundamentais dos Fluidos Matéria Sólidos Fluidos possuem forma própria (rigidez) não possuem forma própria; tomam a forma do recipiente que os contém Fluidos Líquidos Gases fluidos
