Eletromagnetismo Diamagnetismo

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Eletromagnetismo Diamagnetismo"

Transcrição

1 Eletromagnetismo Diamagnetismo

2 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 1 Introdução Quando introduzimos um campo magnético num material como, por exemplo, aproximando um ímã, os materiais diamagnéticos reagem de maneira oposta aos materiais ferroelétricos, ou seja, quando próximos de ímãs ou outros materiais magnéticos, eles os repelem e são por eles repelidos. Esse comportamento ocorre, por exemplo, se existirem elétrons emparelhados nos átomos. Ele ocorre para substâncias que não têm momentos de dipolos magnéticos permanentes. A magnetização do material desaparece quando retiramos o campo magnético externo aplicado ao material. A maior parte dos elementos da tabela periódica é diamagnética. Dentre eles destacamos o ouro, a prata e o cobre. Bismuto e grafite são os materiais que exibem o diamagnetismo de forma mais intensa. Ao aplicarmos um campo magnético externo a um átomo, seu momento angular total experimentará uma variação. Tendo em vista a relação entre essa grandeza e o momento magnético, podemos prever que haverá, igualmente, uma variação desta última. Sendo j a variação do momento angular de um elétron, a variação do momento magnético µ que lhe corresponde será dada por: µ= g em j ( 1 ) Figura 1: Materiais diamagnéticos repelem os ímãs resultando daí uma magnetização, a qual escrevemos como: M = N µ V ( ) Existem duas formas de calcular a variação do momento angular quando introduzimos um campo magnético num material. A primeira forma faz uso da indução. Um campo elétrico resulta da variação do campo magnético quando ele varia do seu valor inicial até o valor final. Essa é a base da teoria de Weber. A segunda forma é aquela que faz uso da precessão do momento angular quando sob a ação de um campo magnético. Essa teoria foi desenvolvida, pela primeira vez, por angevin.

3 Eletromagnetismo» Diamagnetismo Figura : Materiais com elétrons emparelhados são diamagnéticos.

4 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 3 Diamagnetismo de Weber Consideraremos, a seguir, a variação do momento magnético quando o campo magnético varia com o tempo. Um campo magnético variável induzirá um campo elétrico, que dependerá, igualmente, do tempo. A seguir, determinaremos a dependência do campo elétrico induzido com função da distância r até o centro do átomo e da taxa pela qual varia o campo magnético. Admitindo o campo magnético na direção do eixo z, podemos fazer uso de argumentos de simetria para concluir que o campo elétrico induzido e o campo magnético serão da forma: Ert (,) = E( rte,) ϕ B= B() tk ( 3 ) Utilizando agora um caminho determinado por uma circunferência de raio r e cujo círculo delimitado por ela seja perpendicular ao campo magnético, podemos escrever, pela lei de Faraday: ( 4 ) Edr d = B ds Para a geometria escolhida acima, e lembrando que agora dr = rdθe θ e ds = rdrdθ k, obteremos [de (...)] a identidade: π d Ertrd (,) θ= Bt ( ) r π rdr dθ ( 5 ) Donde concluímos, depois de efetuadas as integrações, que: d r re(,) rt = B() t E, portanto, o campo elétrico induzido a uma distância r do centro do átomo será: () r db t Ert (,) = ( 6 ) ( 7 )

5 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 4 Um elétron situado a uma distância r do núcleo experimentará, devido à existência do campo elétrico induzido, um torque dado por: = r F = er Ert (,) τ E e ( 8 ) Utilizando coordenadas cilíndricas, é fácil perceber que: τ = ee(,) rtre e = e rertk (,) E r ϕ ( 9 ) Admitiremos que, como no caso do momento angular orbital, o momento angular total só tenha a componente z. E, portanto: embrando que a taxa de variação do momento angular total é determinada tão somente pelo torque aplicado: Resulta de (...), (...) e (...) que: dj = dj dj k =τ ( 1 ) ( 11 ) dj er = db ( 1 ) Assim, ao variarmos o campo B desde o valor zero até um valor B, teremos uma variação do momento angular dada pela expressão: j = er B ( 13 ) A variação do momento angular implica uma variação do momento magnético do elétron. De () temos: = e µ = m j er 4m B ( 14 ) Figura 3

6 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 5 Considerando-se que num átomo temos diferentes elétrons, com trajetórias circulares de raio r i, podemos escrever para um átomo como um todo: = z eb µ 4m i= r i 1 ( 15 ) Figura 4 No caso de uma substância com N átomos num volume V, a magnetização será dada por: M N N eb = µ = 4m z r i = 1 i ( 16 ) E, portanto, a susceptibilidade diamagnética será: µ χ = en z i= 4m r 1 i ( 17 ) onde χ = M/H. Na teoria quântica devemos substituir os valores clássicos de r i por valores médios no orbital: r r ( 18 )

7 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 6 Pode-se, por outro lado, mostrar que: E, portanto, na teoria quântica podemos escrever a seguinte expressão para a susceptibilidade magnética: µ χ = en z i= 4m 1 r i ( 19 ) Podemos finalizar a teoria do diamagnetismo fazendo alguns comentários. O primeiro é que o sinal acima indica que o material magnético será repelido ao aumentarmos o fluxo do campo elétrico. O material magnético se comporta como um ímã, que sempre repele um outro ímã (nele se forma um polo de mesmo sinal do ímã próximo). O segundo comentário é que o diamagnetismo é um fenômeno que está presente em todas as substâncias. No entanto, em algumas delas, o paramagnetismo ou o ferromagnetismo podem (por serem mais intensivos) mascarar esse efeito. Finalmente, é importante entender que tal efeito não depende da temperatura da substância. Os átomos cuja última camada não é completa não têm momentos de dipolo permanentes. Nesse caso, o diamagnetismo é o único comportamento magnético perceptível. Por isso se diz que os átomos com a última camada completa produzem materiais diamagnéticos. Paramagnetic Substance χ Diamagnetic Substance χ Aluminum,3 1 5 Bismuth 1, Calcium 1,9 1 5 Copper 9,8 1 6 Chromium,7 1 4 Diamond, 1 5 ithium,1 1 5 Gold 3,6 1 5 Magnesium 1, 1 5 ead 1,7 1 5 Niobium,6 1 4 Mercury,9 1 5 Oxygen,1 1 6 Nitrogen 5, 1 9 Platinum,9 1 4 Silver,6 1 5 Tungsten 6,8 1 5 Silicon 4, 1 6

8 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 7 Movimento de precessão Quando um objeto dotado de momento angular está sob a ação de um torque perpendicular a ele, podemos escrever esse torque sob a forma: τ= Ω ( ) onde o vetor Ω é aquele para o qual a expressão () se aplica. Ele é um vetor que é admitido como constante. Em sendo constante, podemos escolher o eixo z de tal forma que ele pode ser escrito como: Ω= Ω k Veremos que, sob essas circunstâncias, o momento angular executará um movimento de precessão. Corpos rígidos tendem a executar tais movimentos, desde que a força aplicada sobre o corpo rígido leve a um torque que seja perpendicular ao momento angular. Assim, se o objeto extenso está em movimento de rotação caracterizado pelo valor do seu momento angular, após aplicarmos uma força a ele, o momento angular executará um movimento de precessão. Um exemplo de tal situação é o do giroscópio. É um movimento exibido por um pião, para citar outro exemplo. ( 1 ) Figura 5

9 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 8 A equação do movimento associado à rotação do corpo rígido é: d = Ω ( ) Observe-se, em primeiro lugar, que o movimento será tal que o módulo do momento angular se mantém constante e isso porque, de (), tomando o produto escalar da equação acima por, obtemos: d d = 1 = E, consequentemente, durante o movimento, o módulo do momento angular é constante: ( 3 ) = ( 4 ) onde é um vetor constante, considerando ser o mesmo daquele antes de aplicar o torque. O produto vetorial Ω é dado por: Ω = Ω Ω i Ω Ω j Ω Ω k ( ) + ( ) ( ) + y Z Z Y Z x x z x y y x Tendo em vista que o vetor Ω= Ω k é constante e ao longo do eixo z, obtemos: Ω = Ω i Ω j ( y) + ( x) ( 5 ) ( 6 ) Donde obtemos três equações para o momento angular, a saber: d d x y d z = Ω = Ω = y x ( 7 )

10 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 9 onde o ângulo θ é um ângulo constante (veja figura). Definimos agora duas grandezas, + e, tais que + = x + i y e = x i y ( 8 ) Essa grandezas satisfazem a equações simples, de primeira ordem, as quais escrevemos como: + d + d = iω = iω ( 9 ) Uma solução para a primeira equação em () é: ( ) e i ω = t + + δ ( 3 ) onde = sen θ. E a solução () satisfaz a equação () desde que a frequência ω seja tal que: ω = Ω ( 31 ) Assim, tomando a parte real e imaginária de (), e lembrando sua relação com as componentes x e y do momento angular e a definição do ângulo θ, obtemos: x = senθsen(ω t + δ) y = senθcos(ω t + δ) ( 3 ) A última equação de () implica que a componente z do momento angular é constante. Escrevemos: z = cosθ ( 33 ) Assim, vemos que o momento angular descreve um movimento em que a variável φ das coordenadas esféricas é tal que sua dependência do tempo é dada por: φ(t) = Ω t + δ ( 34 ) Ou seja, o momento angular executa um movimento de rotação em torno do eixo z como velocidade angular Ω. Figura 6

11 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 1 Diamagnetismo de angevin A teoria clássica do diagmanetismo foi formulada por angevin. Ela faz uso do Teorema de armor. Na formulação anterior, procura-se ressaltar o efeito da lei de enz, a qual estabelece que, quando o fluxo do campo magnético muda num circuito elétrico, forma-se nesse circuito uma corrente induzida de tal forma que ela se oponha à mudança do fluxo. Na formulação de angevin, partimos da equação que rege o comportamento da alteração com o tempo do momento angular quando aplicamos ao átomo um campo magnético B'. Para um elétron pertencente ao átomo de momento angular total j temos: d = τ = µ B ( 35 ) embrando a relação (...), temos que: d ge m B = A solução da equação acima pode ser mais bem entendida a partir do teorema de armor da mecânica clássica. Aqui recorremos ao sistema mecânico análogo a esse, que é o giroscópio. Sabemos que um dos movimentos possíveis é a precessão. Nesse caso, o momento angular, em módulo, não muda. Muda apenas a sua direção, a qual fica sempre contida num cone. O movimento é periódico e caracterizado por uma frequência angular dada por: ( 36 ) ω ge π m B = = T ( 37 ) Definimos a velocidade angular de armor como ω = ge m B ( 38 )

12 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 11 Portanto, o momento angular precessiona com a velocidade angular de armor dada por (...). Ao movimento de precessão do momento angular total corresponde uma corrente: i e e ge B = = ω = T π 4πm ( 39 ) Assim, um elétron numa órbita circular de raio r adquirirá um momento de dipolo magnético induzido pelo campo magnético, cujo valor é: µ = i π r = g eb 4m r ( 4 ) resultado esse que é idêntico ao da teoria de Weber. Em geral, r se refere à distância do elétron até um eixo que passa pelo centro do átomo. Assim, escrevemos: r = x + y ( 41 ) A distância quadrática média de um elétron, no entanto, é dada por: r = x + y + z ( 4 ) Para distribuição de cargas eletrônicas no átomo esfericamente simétricas, podemos escrever a igualdade: x = y = z ( 43 ) Assim, utilizando (...), podemos escrever a expressão (...) em termos do quadrado do vetor de posição. Obtemos: χ M µ N e = 6m z ri i= 1 ( 44 ) Todos os materiais exibem o diamagnetismo. Esse efeito é exibido com maior intensidade pelo bismuto.

13 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 1 O diamagnetismo pode ser mascarado pelo paramagnetismo. Os gases nobres, cujos átomos não têm um momento de dipolo permanente, exibem exclusivamente o diamagnetismo (veja tabela). Os materiais diamagnéticos perfeitos são os materiais supercondutores. Para tais materiais: χ = 1 ( 45 ) ou seja, o campo magnético em seu interior se anula. A esse efeito dá-se o nome de efeito Meissner. Tabela: "Magnetic Properties are determined by the position of the Element in the Periodic Table." Medindo a Susceptibilidade Definimos a susceptibilidade por unidade de volume de um material magnético, χ, como a grandeza obtida a partir dos quocientes: χ = M/H ( 46 ) onde M é a magnetização do material e H é a intensidade do campo magnético. Substâncias para as quais χ < são denominadas diamagnéticas enquanto aquelas para as quais χ > são denominadas paramagnéticas. A energia magnética por unidade de volume de um material magnético, quando magnetizado, é dada pela expressão:

14 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 13 U B = H = H µ + χ µ H As componentes da força por unidade de volume são as componentes de vetor gradiente aplicadas à densidade de energia. Assim, a componente χ da força, devida à magnetização de material, é dada por: ( 47 ) F χ χ V dh = µ dχ ( 48 ) ogo, a partir da determinação da força sobre um espécimen, é possível medir a sua susceptibilidade. Esse é o método de Faraday. Para a medida de forças, devemos recorrer a pequenas amostras (pois a força é determinada para um ponto do espaço) e uma microbalança de grande sensibilidade. No método denominado Gouoy, preparamos uma amostra contida num cilindro longo. Inserimos o cilindro na região onde existe um campo magnético de tal forma que apenas a metade do cilindro esteja sujeita ao campo magnético (a outra metade está fora). Nessas circunstâncias, podemos somar as forças ao longo da amostra. A força total é dada por: 1 F A dx d dx H χ AH χ = χµ = µ ( 49 ) onde A é a área da base do cilindro.

15 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 14 Como usar este ebook Orientações gerais Caro aluno, este ebook contém recursos interativos. Para prevenir problemas na utilização desses recursos, por favor acesse o arquivo utilizando o Adobe Reader (gratuito) versão 9. ou mais recente. Botões Indica pop-ups com mais informações. Sinaliza um recurso midiático (animação, áudio etc.) que pode estar incluído no ebook ou disponível online. Ajuda (retorna a esta página). Créditos de produção deste ebook. Indica que você acessará um outro trecho do material. Quando terminar a leitura, use o botão correspondente ( ) para retornar ao ponto de origem. Bons estudos!

16 Eletromagnetismo» Diamagnetismo 15 Créditos Este ebook foi produzido pelo Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada (CEPA), Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP). Autoria: Gil da Costa Marques. Revisão Técnica e Exercícios Resolvidos: Paulo Yamamura. Coordenação de Produção: Beatriz Borges Casaro. Revisão de Texto: Marina Keiko Tokumaru. Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica: Daniella de Romero Pecora, eandro de Oliveira e Priscila Pesce opes de Oliveira. Ilustração: Alexandre Rocha, Aline Antunes, Benson Chin, Camila Torrano, Celso Roberto ourenço, João Costa, idia Yoshino, Maurício Rheinlander Klein e Thiago A. M. S. Animações: Celso Roberto ourenço e Maurício Rheinlander Klein.

Eletromagnetismo. Descrição Macroscópica do Magnetismo dos Materiais

Eletromagnetismo. Descrição Macroscópica do Magnetismo dos Materiais Eletromagnetismo Descrição Macroscópica do Magnetismo dos Materiais Eletromagnetismo» Descrição Macroscópica do Magnetismo dos Materiais 1 Materiais Magnéticos Neste capítulo, faremos uma descrição macroscópica

Leia mais

Eletromagnetismo. Eletrostática: O campo elétrico

Eletromagnetismo. Eletrostática: O campo elétrico Eletromagnetismo Eletrostática: O campo elétrico Eletromagnetismo» Eletrostática: O campo elétrico Introdução A eletrostática é a área do eletromagnetismo na qual se estuda o comportamento e as consequências

Leia mais

Relatividade O Espaço de Minkowski: Escalares, Vetores e Tensores de Lorentz

Relatividade O Espaço de Minkowski: Escalares, Vetores e Tensores de Lorentz Relatividade O Espaço de Minkowski: Escalares, Vetores e Tensores de Lorentz Relatividade» O Espaço de Minkowski: Escalares, Vetores e Tensores de Lorentz 1 Introdução O segundo postulado da teoria de

Leia mais

Mecânica. Dinâmica do Corpo Rígido

Mecânica. Dinâmica do Corpo Rígido Mecânica Dinâmica do Corpo Rígido Mecânica» Dinâmica do Corpo Rígido 1 Introdução A equação básica descrevendo o movimento de rotação estabelece a relação entre um torque aplicado ao corpo e a variação

Leia mais

Eletromagnetismo. A Lei de Ampère

Eletromagnetismo. A Lei de Ampère Eletromagnetismo A Lei de Ampère Eletromagnetismo» A Lei de Ampère 1 O Campo Magnético O conceito de campo desempenha um papel central no eletromagnetismo bem como em relação às demais interações. Isso

Leia mais

Lei de Ampere. 7.1 Lei de Biot-Savart

Lei de Ampere. 7.1 Lei de Biot-Savart Capítulo 7 Lei de Ampere No capítulo anterior, estudamos como cargas em movimento (correntes elétricas) sofrem forças magnéticas, quando na presença de campos magnéticos. Neste capítulo, consideramos como

Leia mais

Eletromagnetismo As leis da Magnetostática

Eletromagnetismo As leis da Magnetostática Eletromagnetismo As leis da Magnetostática Eletromagnetismo» As leis da Magnetostática 1 A Magnetostática e suas leis Cargas em movimento dão origem a campos magnéticos. Assim, rigorosamente, não podemos

Leia mais

Aula 14: Magnetismo da Matéria e Equações de Maxwell

Aula 14: Magnetismo da Matéria e Equações de Maxwell Aula 14: Magnetismo da Matéria e Equações de Maxwell Curso de Física Geral III F-38 1 o semestre, 14 F38 1S14 1 Ímãs Polos e dipolos Introdução As propriedades magnéticas dos materiais podem ser compreendidas

Leia mais

13.1 Propriedades Magnéticas da Matéria

13.1 Propriedades Magnéticas da Matéria Capítulo 13 Materiais Magnéticos 13.1 Propriedades Magnéticas da Matéria Apresentaremos neste tópico uma discussão qualitativa tentando não usar a mecânica quântica. No entanto, devemos ter em mente que:

Leia mais

Mecânica. Colisões de Duas Partículas

Mecânica. Colisões de Duas Partículas Mecânica Colisões de Duas Partículas Mecânica» Colisões de Duas Partículas 1 Colisões de Duas Partículas A situação experimental mais simples é aquela em que, no estágio inicial, temos duas partículas

Leia mais

Aplicações dos Postulados da Mecânica Quântica Para Simples Casos: Sistema de Spin 1/2 e de Dois Níveis

Aplicações dos Postulados da Mecânica Quântica Para Simples Casos: Sistema de Spin 1/2 e de Dois Níveis Aplicações dos Postulados da Mecânica Quântica Para Simples Casos: Sistema de Spin 1/ e de Dois Níveis Bruno Felipe Venancio 8 de abril de 014 1 Partícula de Spin 1/: Quantização do Momento Angular 1.1

Leia mais

Eletromagnetismo Ondas Eletromagnéticas

Eletromagnetismo Ondas Eletromagnéticas Eletromagnetismo Ondas Eletromagnéticas Eletromagnetismo» Ondas Eletromagnéticas 1 Óptica entendida a partir do Eletromagnetismo Até o ano de 1864 acreditava-se que os fenômenos associados à luz e aqueles

Leia mais

Magnetismo da Matéria e Equações de Maxwell

Magnetismo da Matéria e Equações de Maxwell Magnetismo da Matéria e Equações de Maxwell Ímãs Pólos e dipolos Introdução As propriedades magnéticas dos materiais podem ser compreendidas pelo que ocorre com seus átomos e elétrons. A estrutura mais

Leia mais

Física Quântica. Momentos de Dipolo Magnético e Spin. Prof. Dr. Walter F. de Azevedo Jr Dr. Walter F. de Azevedo Jr.

Física Quântica. Momentos de Dipolo Magnético e Spin. Prof. Dr. Walter F. de Azevedo Jr Dr. Walter F. de Azevedo Jr. 2019 Dr. Walter F. de Azevedo Jr. Física Quântica Momentos de Dipolo Magnético e Spin Prof. Dr. Walter F. de Azevedo Jr. 1 Momento de Dipolo Magnético Orbital Consideremos uma carga elétrica (e) que se

Leia mais

Campos Magnéticos Produzidos por Correntes

Campos Magnéticos Produzidos por Correntes Cap. 29 Campos Magnéticos Produzidos por Correntes Prof. Oscar Rodrigues dos Santos [email protected] Campos Magnéticos Produzidos por Correntes 1 Campos Magnéticos Produzidos por Correntes Campos

Leia mais

raio do arco: a; ângulo central do arco: θ 0; carga do arco: Q.

raio do arco: a; ângulo central do arco: θ 0; carga do arco: Q. Sea um arco de circunferência de raio a e ângulo central carregado com uma carga distribuída uniformemente ao longo do arco. Determine: a) O vetor campo elétrico nos pontos da reta que passa pelo centro

Leia mais

Eletromagnetismo II. Prof. Daniel Orquiza. Prof. Daniel Orquiza de Carvalho

Eletromagnetismo II. Prof. Daniel Orquiza. Prof. Daniel Orquiza de Carvalho Eletromagnetismo II Prof. Daniel Orquiza Eletromagnetismo II Prof. Daniel Orquiza de Carvalho Materiais Magnéticos (Capítulo 8) Materiais Diamagnéticos. Materiais Paramagnéticos. Materiais Ferromagnéticos.

Leia mais

Lista 7. Campo magnético, força de Lorentz, aplicações

Lista 7. Campo magnético, força de Lorentz, aplicações Lista 7 Campo magnético, força de Lorentz, aplicações Q28.1) Considere a equação da força magnética aplicada sobre uma partícula carregada se movendo numa região com campo magnético: F = q v B. R: Sim,

Leia mais

Aula 21 - Lei de Biot e Savart

Aula 21 - Lei de Biot e Savart Universidade Federal do Paraná Setor de Ciências Exatas Departamento de Física Física III Prof. Dr. Ricardo Luiz Viana Referências bibliográficas: H. 1-, 1-7 S. 9-, 9-, 9-4, 9-6 T. 5- Aula 1 - Lei de Biot

Leia mais

Leis de Biot-Savart e de Ampère

Leis de Biot-Savart e de Ampère Leis de Biot-Savart e de Ampère 1 Vimos que uma carga elétrica cria um campo elétrico e que este campo exerce força sobre uma outra carga. Também vimos que um campo magnético exerce força sobre uma carga

Leia mais

Mecânica. Cinemática Vetorial

Mecânica. Cinemática Vetorial Mecânica Cinemática Vetorial Mecânica» Cinemática Vetorial 1 Referenciais Do ponto de vista estritamente da localização de um ponto no espaço, temos muitas possibilidades. Isso significa que temos várias

Leia mais

Lista de Exercícios 1: Eletrostática

Lista de Exercícios 1: Eletrostática Lista de Exercícios 1: Eletrostática 1. Uma carga Q é distribuída uniformemente sobre um fio semicircular de raio a, que está no plano xy. Calcule a força F com que atua sobre uma carga de sinal oposto

Leia mais

Escoamento potencial

Escoamento potencial Escoamento potencial J. L. Baliño Escola Politécnica - Universidade de São Paulo Apostila de aula 2017, v.1 Escoamento potencial 1 / 26 Sumário 1 Propriedades matemáticas 2 Escoamento potencial bidimensional

Leia mais

(c) B 0 4πR 2 (d) B 0 R 2 (e) B 0 2R 2 (f) B 0 4R 2

(c) B 0 4πR 2 (d) B 0 R 2 (e) B 0 2R 2 (f) B 0 4R 2 Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Segunda Prova (Diurno) Disciplina: Física III-A - 2018/2 Data: 12/11/2018 Seção 1: Múltipla Escolha (7 0,7 = 4,9 pontos) 1. No circuito mostrado

Leia mais

Máquinas elétricas CC / CA

Máquinas elétricas CC / CA Máquinas elétricas CC / CA Endereço com material http://sites.google.com/site/disciplinasrgvm/ Ementa Fundamentos das máquinas de corrente contínua, geradores e motores de corrente contínua em regime permanente.

Leia mais

PROPRIEDADES MAGNÉTICAS. Magnetismo é a propriedade que os minerais apresentam de serem atraídos por um imã.

PROPRIEDADES MAGNÉTICAS. Magnetismo é a propriedade que os minerais apresentam de serem atraídos por um imã. PROPRIEDADES MAGNÉTICAS Magnetismo é a propriedade que os minerais apresentam de serem atraídos por um imã. São poucos minerais que mostram esta propriedade isto é, são atraídos por um imã. Ex: magnetita

Leia mais

TÓPICO. Fundamentos da Matemática II GRANDEZAS ESCALARES E VETORIAIS1. Licenciatura em Ciências USP/ Univesp. Gil da Costa Marques

TÓPICO. Fundamentos da Matemática II GRANDEZAS ESCALARES E VETORIAIS1. Licenciatura em Ciências USP/ Univesp. Gil da Costa Marques GRANDEZAS ESCALARES E VETORIAIS1 TÓPICO Gil da Costa Marques Fundamentos da Matemática II 1.1 Grandezas Escalares e Vetoriais 1.2 Representando vetores 1.3 Operação com vetores 1.3.1 Multiplicação por

Leia mais

FFI Física IV: 1ª Lista de Exercícios

FFI Física IV: 1ª Lista de Exercícios FFI0108 - Física IV: 1ª Lista de Exercícios Profs. Fontanari e Vitor 19/08/2010 (Exercício 1) Considere um capacitor de placas paralelas circulares, de raio a, separadas a uma distância d (d a), no vácuo.

Leia mais

Equações de Maxwell; Magnetismo da Matéria

Equações de Maxwell; Magnetismo da Matéria Cap. 32 Equações de Maxwell; Magnetismo da Matéria Copyright 32-1 Lei de Gauss para Campos Magnéticos A estrutura magnética mais simples que existe é o dipolo magnético. Não existem (até onde sabemos)

Leia mais

Halliday & Resnick Fundamentos de Física

Halliday & Resnick Fundamentos de Física Halliday & Resnick Fundamentos de Física Eletromagnetismo Volume 3 www.grupogen.com.br http://gen-io.grupogen.com.br O GEN Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, Roca, AC

Leia mais

Eletromagnetismo Condensadores ou Capacitores

Eletromagnetismo Condensadores ou Capacitores Eletromagnetismo Condensadores ou Capacitores Eletromagnetismo» Condensadores ou Capacitores 1 Os condensadores se constituem num dos componentes mais importantes dos circuitos elétricos e eletrônicos.

Leia mais

Mecânica. Momento Linear e sua Conservação

Mecânica. Momento Linear e sua Conservação Mecânica Momento Linear e sua Conservação Mecânica» Momento Linear e sua Conservação 1 Quantidade de Movimento (ou Momento Linear) Na mecânica newtoniana definimos a grandeza física denominada quantidade

Leia mais

Aula 17 Tudo sobre os Átomos

Aula 17 Tudo sobre os Átomos Aula 17 Tudo sobre os Átomos Física 4 Ref. Halliday Volume4 Sumário Algumas propriedades dos átomos; O spin do elétron; Momento Angular e momento magnético; O experimento de Stern-Gerlach; O princípio

Leia mais

Eletromagnetismo I. Aula 16. Na aula passada denimos o vetor Magnetização de um meio material como. M = n m. n i m i

Eletromagnetismo I. Aula 16. Na aula passada denimos o vetor Magnetização de um meio material como. M = n m. n i m i Eletromagnetismo I Prof. Dr. R.M.O Galvão - 2 Semestre 2014 Preparo: Diego Oliveira Aula 16 Campo Magnético na Matéria - Continuação Na aula passada denimos o vetor Magnetização de um meio material como

Leia mais

A Experiência de Stern-Gerlach e o Spin do Elétron

A Experiência de Stern-Gerlach e o Spin do Elétron UFPR 28 de Abril de 2014 Figura: Placa Comemorativa. ela foi realizada em 1922; ela investiga os possíveis valores do momento de dipolo magnético, µ, de um átomo de prata; ela explora a dinâmica do dipolo

Leia mais

Prova 05/06/2012. Halliday Vol 3-6ª edição Cap 29, 30, 31,32. Halliday Vol 3-8ª edição Cap 28, 29, 30, 32. Aulas 9-15

Prova 05/06/2012. Halliday Vol 3-6ª edição Cap 29, 30, 31,32. Halliday Vol 3-8ª edição Cap 28, 29, 30, 32. Aulas 9-15 7. Campo Magnético 7.1 - Campo magnético de uma corrente elétrica 7.2 - Linhas de força 7.3 - Fluxo magnético e indução magnética 7.4 - Campo magnético de uma espira 7.5 - Lei de Ampère 7.6 - Campo magnético

Leia mais

Relatividade. Teorias da Relatividade: Antecedentes Históricos

Relatividade. Teorias da Relatividade: Antecedentes Históricos Relatividade Teorias da Relatividade: Antecedentes Históricos Relatividade» Teorias da Relatividade: Antecedentes Históricos Introdução As duas teorias da relatividade formuladas por Einstein, num intervalo

Leia mais

Aula do cap. 10 Rotação

Aula do cap. 10 Rotação Aula do cap. 10 Rotação Conteúdo da 1ª Parte: Corpos rígidos em rotação; Variáveis angulares; Equações Cinemáticas para aceleração Angular constante; Relação entre Variáveis Lineares e Angulares; Referência:

Leia mais

Momento Magnético Momento de Dipolo

Momento Magnético Momento de Dipolo Propriedades Magnéticas I Magnetismo Fenômeno pelo qual certos materiais exercem uma força ou influência atrativa e repulsiva sobre outros materiais Aplicações mais importantes Geradores de potência elétrica

Leia mais

Lista de Exercícios. Campo Magnético e Força Magnética

Lista de Exercícios. Campo Magnético e Força Magnética Lista de Exercícios Campo Magnético e Força Magnética 1. Um fio retilíneo e longo é percorrido por uma corrente contínua i = 2 A, no sentido indicado pela figura. Determine os campos magnéticos B P e B

Leia mais

Aula 10. Eletromagnetismo I. Campo Elétrico na Matéria. Prof. Dr. R.M.O Galvão - 2 Semestre 2014 Preparo: Diego Oliveira

Aula 10. Eletromagnetismo I. Campo Elétrico na Matéria. Prof. Dr. R.M.O Galvão - 2 Semestre 2014 Preparo: Diego Oliveira Eletromagnetismo I Prof. Dr. R.M.O Galvão - 2 Semestre 2014 Preparo: Diego Oliveira Aula 10 Campo Elétrico na Matéria Até agora discutimos eletrostática no vácuo, ou na presença de condutores perfeitos,

Leia mais

Relatividade. Vetores, Escalares e Tensores

Relatividade. Vetores, Escalares e Tensores Relatividade Vetores, Escalares e Tensores Relatividade» Vetores, Escalares e Tensores 1 Grandeas Vetoriais e Grandeas Escalares A física lida com uma gama muito grande de grandeas físicas. Na mecânica

Leia mais

A interação spin-órbita e a precessão de Thomas

A interação spin-órbita e a precessão de Thomas A interação spin-órbita e a precessão de Thomas R. L. Viana, Departamento de Física, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil 1 Introdução A interação spin-órbita consiste no acoplamento

Leia mais

superfície que envolve a distribuição de cargas superfície gaussiana

superfície que envolve a distribuição de cargas superfície gaussiana Para a determinação do campo elétrico produzido por um corpo, é possível considerar um elemento de carga dq e assim calcular o campo infinitesimal de gerado. A partir desse princípio, o campo total em

Leia mais

Campos Magnéticos produzidos por Correntes

Campos Magnéticos produzidos por Correntes Cap. 29 Campos Magnéticos produzidos por Correntes Copyright 29-1 Campo Magnético produzido por uma Corrente O módulo do campo db produzido no ponto P a uma distância r por um elemento de corrente i ds

Leia mais

Eletromagnetismo I. Prof. Daniel Orquiza. Eletromagnetismo I. Prof. Daniel Orquiza de Carvalho

Eletromagnetismo I. Prof. Daniel Orquiza. Eletromagnetismo I. Prof. Daniel Orquiza de Carvalho Eletromagnetismo I Prof. Daniel Orquiza Eletromagnetismo I Prof. Daniel Orquiza de Carvalho Eletromagnetismo I - Eletrostática e campo magnético estacionário de correntes contínuas (Capítulo 7 Páginas

Leia mais

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof.

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof. CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO Prof. Bruno Farias Introdução Neste capítulo vamos aprender: Como descrever a rotação

Leia mais

Cargas elétricas em movimento (correntes) geram campos magnéticos B e sofrem forças

Cargas elétricas em movimento (correntes) geram campos magnéticos B e sofrem forças Capítulo 6 Campo Magnético 6.1 Introdução Cargas elétricas geram campos elétricos E e sofrem forças elétricas F e. Cargas elétricas em movimento (correntes) geram campos magnéticos B e sofrem forças magnéticas

Leia mais

Capítulo 12. Ângulo entre duas retas no espaço. Definição 1. O ângulo (r1, r2 ) entre duas retas r1 e r2 é assim definido:

Capítulo 12. Ângulo entre duas retas no espaço. Definição 1. O ângulo (r1, r2 ) entre duas retas r1 e r2 é assim definido: Capítulo 1 1. Ângulo entre duas retas no espaço Definição 1 O ângulo (r1, r ) entre duas retas r1 e r é assim definido: (r1, r ) 0o se r1 e r são coincidentes, se as retas são concorrentes, isto é, r1

Leia mais

Campo Magnético - Lei de Biot-Savart

Campo Magnético - Lei de Biot-Savart Campo Magnético - Lei de Biot-Savart Evandro Bastos dos Santos 22 de Maio de 2017 1 Campo Magnético Na aula anterior vimos que uma carga elétrica, quando em movimento, sofre uma força devido a um campo

Leia mais

Imã. É um corpo formado por material ferromagnético que é feito de ferro, níquel, cobalto ou ligas metálicas que os contêm.

Imã. É um corpo formado por material ferromagnético que é feito de ferro, níquel, cobalto ou ligas metálicas que os contêm. Magnetismo Imã. É um corpo formado por material ferromagnético que é feito de ferro, níquel, cobalto ou ligas metálicas que os contêm. Pólo Norte e Pólo Sul Propriedades dos imãs: Qualquer material pode

Leia mais

MAGNETISMO. Manoel S. D Agrella Filho

MAGNETISMO. Manoel S. D Agrella Filho MAGNETISMO Manoel S. D Agrella Filho Propriedade magnética dos materiais O elétron em sua órbita em torno do núcleo representa uma corrente e, como uma espira onde circula uma corrente, apresenta momento

Leia mais

Lista de Exercícios 2

Lista de Exercícios 2 Lista de Exercícios 2 1. Considere um capacitor de placas paralelas circulares, de raio a, separadas a uma distância d (d

Leia mais

EUF. Exame Unificado

EUF. Exame Unificado EUF Exame Unificado das Pós-graduações em Física Para o segundo semestre de 2015 14 de abril 2015 Parte 1 Instruções ˆ Não escreva seu nome na prova. Ela deverá ser identificada apenas através do código

Leia mais

Física III-A /1 Lista 7: Leis de Ampère e Biot-Savart

Física III-A /1 Lista 7: Leis de Ampère e Biot-Savart Física III-A - 2019/1 Lista 7: Leis de Ampère e Biot-Savart 1. (F) Considere um solenoide como o mostrado na figura abaixo, onde o fio é enrolado de forma compacta. Justificando todas as suas respostas,

Leia mais

PROPRIEDADES MAGNÉTICAS DOS MATERIAIS

PROPRIEDADES MAGNÉTICAS DOS MATERIAIS UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas (CECS) BC-1105: MATERIAIS E SUAS PROPRIEDADES PROPRIEDADES MAGNÉTICAS DOS MATERIAIS INTRODUÇÃO Algumas Aplicações

Leia mais

Princípios de Magnetoquímica. Prof. Fernando R. Xavier

Princípios de Magnetoquímica. Prof. Fernando R. Xavier Princípios de Magnetoquímica Prof. Fernando R. Xavier UDESC 2015 Parte da física é simples, parte da física é complicada. Magnetismo está na segunda parte. (1921) 2 Conceitos básicos Magnetismo é uma propriedade

Leia mais

Equação de Schrödinger em 3D

Equação de Schrödinger em 3D Equação de Schrödinger em 3D Conteúdo básico: extensão do que foi feito em 1D: p 2 /2m + V(x,y,z) = E; Equação independente do tempo: 2m 2 ψ +V(x, y, z)ψ = Eψ A interpretação probabilística envolve a integração

Leia mais

J. Delgado - K. Frensel - L. Crissaff Geometria Analítica e Cálculo Vetorial

J. Delgado - K. Frensel - L. Crissaff Geometria Analítica e Cálculo Vetorial 178 Capítulo 10 Equação da reta e do plano no espaço 1. Equações paramétricas da reta no espaço Sejam A e B dois pontos distintos no espaço e seja r a reta que os contém. Então, P r existe t R tal que

Leia mais

HISTERESE FERROMAGNÉTICA

HISTERESE FERROMAGNÉTICA HISTERESE FERROMAGNÉTICA Introdução Um material magnetizado é descrito pelo seu vetor de magnetização M definido como o momento de dipolo magnético por unidade de volume. M = dm dv (1) De acordo com o

Leia mais

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof.

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof. CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO Prof. Bruno Farias Introdução Neste capítulo vamos aprender: Como descrever a rotação

Leia mais

Lei de Gauss Φ = A (1) E da = q int

Lei de Gauss Φ = A (1) E da = q int Lei de Gauss Lei de Gauss: A lei de Gauss nos diz que o fluxo total do campo elétrico através de uma superfície fechada A é proporcional à carga elétrica contida no interior do volume delimitado por essa

Leia mais

ELETRICIDADE E ELETROMAGNETISMO

ELETRICIDADE E ELETROMAGNETISMO PETROBRAS TECNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR ELETRICIDADE E ELETROMAGNETISMO QUESTÕES RESOLVIDAS PASSO A PASSO PRODUZIDO POR EXATAS CONCURSOS www.exatas.com.br v3 RESUMÃO GRANDEZAS E UNIDADES (S.I.) t: Tempo

Leia mais

Física III-A /1 Lista 1: Carga Elétrica e Campo Elétrico

Física III-A /1 Lista 1: Carga Elétrica e Campo Elétrico Física III-A - 2018/1 Lista 1: Carga Elétrica e Campo Elétrico Prof. Marcos Menezes 1. Duas partículas com cargas positivas q e 3q são fixadas nas extremidades de um bastão isolante de comprimento d. Uma

Leia mais

A eq. de Schrödinger em coordenadas esféricas

A eq. de Schrödinger em coordenadas esféricas A eq. de Schrödinger em coordenadas esféricas Equação de Schrödinger em 3D: 2 = 1 r 2 # % r $ r2 r & (+ ' 1 r 2 senθ # θ senθ & % (+ $ θ ' 1 r 2 sen 2 θ 2 φ 2 Podemos, então, escrever a eq. de Schrödinger

Leia mais

LISTA 3 - Prof. Jason Gallas, DF UFPB 10 de Junho de 2013, às 17:43. Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de física teórica,

LISTA 3 - Prof. Jason Gallas, DF UFPB 10 de Junho de 2013, às 17:43. Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de física teórica, Exercícios Resolvidos de Física Básica Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de física teórica, Doutor em Física pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha Universidade Federal

Leia mais

Física III-A /2 Lista 7: Leis de Ampère e Biot-Savart

Física III-A /2 Lista 7: Leis de Ampère e Biot-Savart Física III-A - 2018/2 Lista 7: Leis de Ampère e Biot-Savart 1. (F) Considere um solenoide como o mostrado na figura abaixo, onde o fio é enrolado de forma compacta. Justificando todas as suas respostas,

Leia mais

PUC-RIO CB-CTC. P4 DE ELETROMAGNETISMO quarta-feira. Nome : Assinatura: Matrícula: Turma:

PUC-RIO CB-CTC. P4 DE ELETROMAGNETISMO quarta-feira. Nome : Assinatura: Matrícula: Turma: PUC-RIO CB-CTC P4 DE ELETROMAGNETISMO 30.11.11 quarta-feira Nome : Assinatura: Matrícula: Turma: NÃO SERÃO ACEITAS RESPOSTAS SEM JUSTIFICATIVAS E CÁLCULOS EXPLÍCITOS. Não é permitido destacar folhas da

Leia mais

FNC376N: Lista de março de ψ r ψ = Eψ. sin θ Y )

FNC376N: Lista de março de ψ r ψ = Eψ. sin θ Y ) FNC376N: ista 3 31 de março de 5 Tipler - Capítulo 7 7-7 Considere a função de onda ψ = A r a e r/a cos θ, onde A é uma constante e a = /µkze é o raio de Bohr dividido por Z a) Mostre que éla é uma solução

Leia mais

I N S T I T U T O F E D E R A L D E E D U C A Ç Ã O, C I Ê N C I A E T E C N O L O G I A D E S A N T A C A T A R I N A C A M P U S L A G E S

I N S T I T U T O F E D E R A L D E E D U C A Ç Ã O, C I Ê N C I A E T E C N O L O G I A D E S A N T A C A T A R I N A C A M P U S L A G E S INDUÇÃO E INDUTÂNCIA I N S T I T U T O F E D E R A L D E E D U C A Ç Ã O, C I Ê N C I A E T E C N O L O G I A D E S A N T A C A T A R I N A C A M P U S L A G E S G R A D U A Ç Ã O E M E N G E N H A R I

Leia mais

F-328 Física Geral III

F-328 Física Geral III F-328 Física Geral III Aula exploratória- 08 UNICAMP IFGW F328 1S2014 1 Pontos essenciais Campo magnético causa uma força sobre uma carga em movimento Força perpendicular a: Campo magnético Velocidade

Leia mais

EUF. Exame Unificado

EUF. Exame Unificado EUF Exame Unificado das Pós-graduações em Física Para o primeiro semestre de 2016 14 de outubro de 2015 Parte 1 Instruções ˆ Não escreva seu nome na prova. Ela deverá ser identificada apenas através do

Leia mais

Mecânica. Outras Coordenadas

Mecânica. Outras Coordenadas Mecânica Outras Coordenadas Mecânica» Outras Coordenadas 1 Coordenadas mais gerais Exceto em casos especiais, como naqueles localizados ao longo de curvas, na grande maioria das vezes, estamos interessados

Leia mais

Lista de Exercícios 2: Magnetismo e Ondas Eletromagnéticas

Lista de Exercícios 2: Magnetismo e Ondas Eletromagnéticas Lista de Exercícios 2: Magnetismo e Ondas Eletromagnéticas 1. Na Fig.1, em (a) e (b), as porções retilíneas dos fios são supostas muito longas e a porção semicircular tem raio R. A corrente tem intensidade

Leia mais

Eletromagnetismo. Motor Eletroimã Eletroimã. Fechadura eletromagnética Motor elétrico Ressonância Magnética

Eletromagnetismo. Motor Eletroimã Eletroimã. Fechadura eletromagnética Motor elétrico Ressonância Magnética Eletromagnetismo Motor Eletroimã Eletroimã Fechadura eletromagnética Motor elétrico Ressonância Magnética Representação de um vetor perpendicular a um plano 1 Campo Eletromagnético Regra da mão direita:

Leia mais

Unidade 3. Noções de Magnetismo e Eletromagnetismo. Objetivos da Unidade. Objetivos Conteúdos da da Unidade

Unidade 3. Noções de Magnetismo e Eletromagnetismo. Objetivos da Unidade. Objetivos Conteúdos da da Unidade Unidade 3 Noções de Magnetismo e Eletromagnetismo Nesta terceira unidade, você estudará os conceitos básicos em relação ao magnetismo e eletromagnetismo. Objetivos da Unidade Definir campo magnético; Definir

Leia mais

FÍSICA III 1/2008 Lista de Problemas 02 Campos elétricos

FÍSICA III 1/2008 Lista de Problemas 02 Campos elétricos FÍSICA III 1/2008 Lista de roblemas 02 Campos elétricos A C Tort 18 de Março de 2008 roblema 1 H.M. Nussenzveig: Curso de Física básica, vol. 3, Eletromagnetismo, Cap. 3, problema 4. Dois fios retilíneos

Leia mais

Óptica. Espelhos curvos

Óptica. Espelhos curvos Óptica Espelhos curvos Óptica» Espelhos curvos 1 Introdução A partir de uma curva podemos gerar uma superfície de revolução. Tal superfície é obtida através da rotação da curva em torno de um eixo, de

Leia mais

Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Universidade de São Paulo Prof. Dr. Walter F. Molina Jr Depto de Eng. de Biossistemas 2017

Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Universidade de São Paulo Prof. Dr. Walter F. Molina Jr Depto de Eng. de Biossistemas 2017 ESALQ Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Universidade de São Paulo Prof. Dr. Walter F. Molina Jr Depto de Eng. de Biossistemas 2017 MECÂNICA CLÁSSICA NEWTONIANA É a área do conhecimento que

Leia mais

FÍSICA 3 FCI0105/2016

FÍSICA 3 FCI0105/2016 FÍSICA 3 FCI0105/2016 SUMÁRIO DO PROGRAMA 1. Cargas, força & campo elétrico 1.1. Carga elétrica, tipos de força e eletrização 1.2. Cargas da matéria: o átomo, quantização e conservação 1.3. Condutores,

Leia mais

Física III-A /2 Lista 1: Carga Elétrica e Campo Elétrico

Física III-A /2 Lista 1: Carga Elétrica e Campo Elétrico Física III-A - 2018/2 Lista 1: Carga Elétrica e Campo Elétrico 1. (F) Duas partículas com cargas positivas q e 3q são fixadas nas extremidades de um bastão isolante de comprimento d. Uma terceira partícula

Leia mais

Física para Zootecnia

Física para Zootecnia Física para Zootecnia Rotação - I 10.2 As Variáveis da Rotação Um corpo rígido é um corpo que gira com todas as partes ligadas entre si e sem mudar de forma. Um eixo fixo é um eixo de rotação cuja posição

Leia mais