CRM e Prospecção de Dados
|
|
|
- Francisca Olivares Castilho
- 10 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 CRM e Prospecção de Dados Marília Antunes aula de 11 de Maio 09 6 Modelos de regressão 6.1 Introdução No capítulo anterior foram apresentados alguns modelos preditivos em que a variável resposta (a variável para a qual se constrói o modelo e que se pretende prever) era de natureza qualitativa. Tratava-se de uma variável categórica, tomando apenas um número finito e tipicamente pequeno (muito frequentemente igual a dois) de valores, os quais não têm significado numérico, sendo apenas rótulos das classes que representam. Este capítulo é dedicado a modelos preditivos para os casos em que a variável resposta tem um significado numérico. Como exemplos podemos considerar o valor dispendido por um cliente numa determinada cadeia comercial durante um certo período de tempo, o consumo de um automóvel dadas as suas características e as condições de utilização, ou o número de acessos a uma página da internet num determinado mês, entre outros. As variáveis usadas como input, tomam a designação de variáveis preditoras, independentes, explanatórias ou regressoras, enquanto a variável que se pretende prever toma a desinação de variável resposta. Esta última também é frequentemente referida como variável dependente. As variáveis explanatórias podem ser de qualquer tipo, numérico ou categórico. O objectivo é utilizar um conjunto de objectos para os quais sejam conhecidos os valores da variável resposta e de outras variáveis (variáveis explanatórias) para construir um modelo que permita prever o valor da variável resposta dada uma nova observação para a qual apenas se conheçam os valores das variáveis preditoras. O contexto difere do abordado anteriormente, apenas no facto da variável resposta ser de um tipo diferente - quantitativo. No entando, veremos mais adiante que nesta classe de modelos existe ainda espaço para acomodar o caso em que a variável resposta é categórica. 1
2 CRM e Prospecção de Dados 2008/09 M. Antunes, DEIO-FCUL 2 A acurácia da previsão (a diferença entre o valor efectivo de uma quantidade medida e o valor previsto para essa quantidade, resultante de um modelo) é um dos aspectos mais importantes na modelação, pelo que várias medidas para avaliação da acurácia têm sido propostas. Estas medidas podem também ser usadas para escolher o melhor modelo entre vários modelos propostos, bem como para escolher os parâmetros de cada modelo. De acordo com a terminologia introduzida anteriormente, estas medidas são funções score. A acurácia da previsão é um aspecto que se poderá considerar crítico mas não é o único que merece atenção pois nem sempre a obtenção de boas previsões é o objectivo na base da construção do modelo. Um modelo pode ser construído com o objectivo de se compreender a forma como as variáveis regressoras contribuem para a explicação da variável dependente. Também pode suceder que na construção do modelo sejam deixadas de fora variáveis (cuja importância é reconhecida) por questões legais ou éticas. Outro caso é aquele em que o interesse está mais dirigido para a descoberta da forma como as variáveis regressoras interagem, no sentido de se descobrir o quanto o valor de outras variáveis condicionam a mudança que determinada variável regressora consegue imprimir na variável resposta. Por razões óbvias, existe interesse em obter boas previsões a partir de um modelo simples. Aliás, é frequente sacrificar-se alguma capacidade preditiva optando-se por um modelo que produz previsões menos acuradas mas que é substancialmente menos complexo. Em suma, é necessário combinar de forma parcimoniosa a acurácia com a simplicidade. 6.2 Modelos lineares e ajustamento de mínimos quadrados Em estatística, um modelo diz-se linear se for linear nos parâmetros. De entre os modelos lineares, os mais simples são aqueles em que os valores preditos, ŷ, são dados por uma combinação linear das variáveis regressoras: ŷ = a 0 + p a j x j. (1) As variáveis regressoras podem ser de qualquer tipo. Quando são de natureza categórica, é necessário crias variáveis auxiliares para que possam ser introduzidas no modelo. Estas variáveis tomam a designação de variáveis dummy. Embora muitas vezes as variáveis categóricas estejam representadas por números, é necessário ter em conta que isto não faz delas variáveis j=1
3 CRM e Prospecção de Dados 2008/09 M. Antunes, DEIO-FCUL 3 numéricas uma vez que esses números são meros rótulos, sem qualquer significado quantitativo. Se a variável explanatória em questão for dicotómica (frequentemente indicando a presença ou ausência de determinada característica), basta que as categorias da variável sejam representadas por 0 e 1, sendo considerada a categoria a que está associado o 0 como a classe referência. Quando uma variável categórica possui k + 1 categorias, então é necessário criar k variáveis dummy. Todas estas variáveis podem tomar apenas os valores 0 ou 1. As k + 1 categorias são, por conveniência, numeradas de 0 a k, sendo a categoria 0 a classe referência. A um objecto que pertença à classe referência corresponderá o valor 0 para todas as k variáveis dummy. Se o objecto pertence à classe i, a todas as variáveis dummy corresponderá o valor 0, com excepção para a i-ésima, à qual corresponderá o valor 1. Em suma, as variáveis dummy são variáveis indicatrizes, indicadoras da presença ou não de cada categoria no objecto. Exemplo 1. Consideremos o caso em que as características x = (x 1,x 2,x 3 )=(idade,sexo,educaç~ao) estão presentes no conjunto de dados. Se o objectivo for o da construção de um modelo de regressão linear para modelar y =rendimento, sendo as variáveis sexo e educaç~ao variáveis categóricas, é necessário registar a informação correspondente com recurso a variáveis dummy. Admitindo que foram registadas usando a seguinte codificação, { 0, se sexo=feminino x 2 = 1, se sexo=masculino e 0, se educaç~ao=ensino básico x 3 = 1, se educaç~ao=ensino secundário, 2, se educaç~ao=ensino superior as variáveis dummy a criar são as seguintes: a variável x 2, tal como está codificada, é a própria variável dummy; para a variável x 3 é necessário criar duas variáveis dummy, x 31 e x 32. Desta forma, os indivíduos do sexo feminino recebem x 2 = 0 e os dos sexo masculino x 2 = 1. Relativamente à variável educaç~ao, tem-se x 31 = 0 e x 32 = 0 se educaç~ao=ensino básico x 31 = 1 e x 32 = 0 se educaç~ao=ensino secundário x 31 = 0 e x 32 = 1 se educaç~ao=ensino superior. As categorias codificadas com 0 (sexo=feminino e educaç~ao=ensino superior) são as classes referência para estas variáveis. O modelo ajustado será da forma y = a 0 + a 1 x 1 + a 2 x 2 + a 31 x 31 + a 32 x 32.
4 CRM e Prospecção de Dados 2008/09 M. Antunes, DEIO-FCUL 4 Naturalmente, a variável resposta não será predita de forma exacta, sendo o objectivo nos modelos de regressão o da previsão do valor médio de Y condicional ao vector de variáveis explanatórias x = (x 1,...,x p ). Estes modelos são designados por modelos de regressão linear. O caso mais simples é aquele em que é considerada apenas uma variável regressora (regressão linear simples), correspondendo o modelo a uma recta - a recta de regressão de Y sobre X. Um modelo mais geral é o da regressão múltipla, a que corresponde um hiperplano no espaço gerado por x. Este tipo de modelos é o mais antigo e também o mais utilizado e com mais sucesso de entre os modelos preditivos. Uma razão para tal é a sua evidente simplicidade- uma simples soma ponderada de variáveis, não só é simples de calcular como também é simples de compreender e interpretar. Outra razão para o sucesso destes modelos é que mesmo em situações em que, reconhecidamente, a relação entre a variável resposta e as variáveis regressoras não é linear, as previsões produzidas pelo modelo são, mesmo assim, valiosas. A razão por detrás deste aspecto prende-se com o seguinte: note-se que quando se faz o desenvolvimento em série de Taylor, mesmo de funções bastante complexas, é normal que os termos de ordem mais baixa (linear) sejam os mais significativos, produzindo aproximações bastante satisfatórias. É extremamente raro que um modelo se adeque perfeitamente aos dados. Isto é particularmente verdade em prospecção de dados, em que o modelo é de natureza empírica, construído com base nas variáveis disponíveis na base de dados e que não são, necessariamente, as mais indicadas. Acontece ainda que as próprias medições não são isentas de erro. Por estas (e outras) razões, os valores de y têm associados erros, de forma que cada vector (x 1,...,x p ) se encontrará associado a possíveis valores de y segundo uma distribuição. Sumariamente, pode-se dizer que todos os valores de y diferirão do valor proposto pelo modelo. Estas diferenças designam-se por resíduos, que denotaremos por e: y(i) = ŷ(i) + e(i) = a 0 + p a j x j (i) + e(i), 1 i n. (2) j=1 Em termos matriciais, se representarmos as n medições y no conjunto de treino pelo vector y, e as p medições das variáveis explanatórias sobre os n objectos pela matriz X de dimensão n (p + 1) (com uma coluna adicional de uns de forma a incorporar no modelo o termo a 0, correspondente ao intercepto), o modelo pode ser escrito como y = Xa + e, (3) onde y é um vector n 1 de valores da variável resposta, a = (a 0,a 1,...,a p )
5 CRM e Prospecção de Dados 2008/09 M. Antunes, DEIO-FCUL 5 é um vector (p + 1) 1 de parâmetros do modelo e e é o vector n 1 de resíduos. Naturalmente, pretendemos escolher os parâmetros (os p + 1 valores do vector a) de forma a que as previsões possuam a maior acurácia possível. Dito de outra forma, pretendemos encontrar os valores para os parâmetros que minimizem (de acordo com algum critério) os devios e. De entre todas as propostas para a determinação de a, a mais popular é a que consiste em somar os quadrados dos resíduos e determinar os valores de a que minimizam essa soma: ( 2 n n p e(i) 2 = y(i) a j x j (i)). (4) i=1 i=1 Nesta expressão, y(i) representa o valor observado de Y correspondente ao i- ésimo objecto do grupo de treino e (x 0 (i),x 1 (i),...,x p (i)) = (1,x 1 (i),...,x p (i)) é o vector das variáveis preditoras para o mesmo objecto. Por razões óbvias, este método é denominado de método dos mínimos quadrados. O conjunto de valores que minimiza a soma dos quadrados dos resíduos corresponderá às estimativas dos parâmetros do modelo, a = (a 0,...,a p ), representando-se por â = (â 0,...,â p ) Por uma questão de simplicidade na escrita, sempre que tal não causar confusão, utilizaremos a notação a = (a 0,...,a p ) mesmo quando nos referirmos aos valores estimados dos parâmetros. Em termos matriciais, a solução que minimiza a equação (4) é dada por a = (X T X) 1 X T y. (5) Em regressão linear, os parâmetros são frequentemente chamados de coeficientes de regressão. Um vez estimados, os parâmetros são usados na equação (1) para se obter previsões. O valor predito de y, dado um vector de variáveis preditoras x é ŷ k, dado por j=0 ŷ k = x T ka = a T x k. (6) Exemplo 2. Os dados representados na Figura 1 foram recolhidos numa experiência em que 53 indivíduos realizaram uma tarefa sendo sujeitos a um aumento gradual de esforço. No eixo vertical está representada uma medida do ar expirado enquanto no eixo horizontal está representada uma medida do oxigénio inspirado. A recta representada corresponde ao ajustamento de um modelo de regressão linear simples aos dados. A natureza não linear dos dados faz com que o modelo ajustado y = a 0 +a 1 x = x resulte num ajustamento de fraca qualidade como se pode constatar pela representação gráfica. Os resíduos, também representados na Figura 1, revelam a falta de ajustamento do modelo. A presença de um padrão (quadrático, neste caso)
6 CRM e Prospecção de Dados 2008/09 M. Antunes, DEIO-FCUL 6 A B ar expirado resíduos oxigénio inspirado oxigénio inspirado Figura 1: A- Ar expirado vs oxigénio inspirado (53 observações) e modelo ajustado (y = x); B- resíduos do modelo vs oxigénio inspirado. indica que o modelo não foi capaz de captar esta relação existente nos dados. A solução poderá passar pela introdução no modelo de um termo quadrático, ou seja, adoptar um modelo da forma y = a 0 + a 1 x + a 2 x 2. Note-se que este é, ainda, um modelo linear, uma vez que o é nos parâmetros. O resultado do ajustamento deste modelo aos dados pode ser verificado na Figura 2. Os resíduos (representados também na Figura 2) encontram-se distribuídos em torno da recta y = 0, apresentando aspecto aleatório ou seja, ausência de padrão, o que significa que o modelo terá captado a relação existente entre a variável dependente e a variável regressora. 6.3 Interpretação probabilística do modelo de regressão linear Se o objectivo do ajustamento de um modelo for o de obter um sumário dos dados, isto é, se se resumir à obtenção de um modelo descritivo, a tarefa fica terminada quando se obtêm as estimativas dos parâmetros do modelo. No entanto, se o objectivo estiver para além do conjunto de treino e for o de extrapolar para novas situações emergentes da mesma população, isto é fazer previsão, então pretende-se que o modelo produza previsões com o mínimo de erro. Neste caso, a construção do modelo tem de estar imbuída de formalismo que permita trabalhar em contexto inferencial. Para isto, admite-se que cada valor y(i) é resultado de uma combinação linear de variáveis preditoras α T x(i) mais o termo correspondente ao intercepto e ainda um termo aleatório ǫ(i) que tem distribuição N(0,σ 2 ) e é independente dos restantes valores. Fica
7 CRM e Prospecção de Dados 2008/09 M. Antunes, DEIO-FCUL 7 A B ar expirado resíduos oxigénio inspirado oxigénio inspirado Figura 2: A- Ar expirado vs oxigénio inspirado (53 observações) e modelo ajustado (y = x x 2 ); B- resíduos do modelo vs oxigénio inspirado. implícito que se admite também que todos os termos aleatórios possuem igual variância, σ 2. O vector Y, de dimensão n 1, escreve-se como Y = Xα + ǫ. O vector (n 1) observado, y, correspondente às observações do conjunto de treino é, pois, uma realização de Y. A matriz X, de dimensão (n (p + 1)), possui uma coluna de uns (a primeira), de forma a que o modelo acomode o termo correspondente ao intercepto. Os elementos do vector ǫ designam-se por erros. Os erros distinguem-se dos resíduos na medida em que o erro é uma realização de uma variável aleatória e o resíduo é a diferença entre um valor observado e o valor ajustado por um modelo. Também α é diferente de a - o vector α representa quantidades (verdadeiras) desconhecidas, enquanto que a representa os valores considerados no modelo que, se pretende, está a representar a realidade. No enquadramento considerado, as estimativas obtidas com base no método dos mínimos quadrados, a, são também estimativas de máxima verosimilhança de α. A matriz de covariâncias dos parâmetros estimados a é dada por (X T X) 1 σ 2. (7) Esta matriz representa a incerteza na estimação dos parâmetros do modelo. No caso da regressão linear simples, em que existe apenas uma variável re-
8 CRM e Prospecção de Dados 2008/09 M. Antunes, DEIO-FCUL 8 gressora, obtém-se ( ) n x 2 σ n i=1 (x(i) x)2 n para variância do intercepto e obtém-se (8) σ 2 n i=1 (x(i) x)2 (9) para a variância do declive da recta de regressão. Nestas expressões, x representa a média da única variável regressora. Os elementos da diagonal da matriz de covariância de a na expressão (7) correspondem às variâncias dos coeficientes de regressão e podem ser usados para fazer inferência sobre eles. Concretamente, permitem testar se os coeficientes de regressão são significativamente diferentes de zero ou não. Seja v j o j-ésimo elemento da diagonal de (X T X) 1 σ 2. Então, a razão a j / v j pode ser comparada com quantis da distribuição t de Student com (n p 1) graus de liberdade para testar se o coeficiente de regressão correspondente é nulo. No entanto, como veremos mais adiante, esta questão faz sentido apenas quando considerada no contexto das restantes variáveis consideradas no modelo. Dada a observação de um novo objecto, x, ao qual corresponde um valor predito para y dado por ŷ, então a variância associada à previsão é x T (X T X) 1 xσ 2. Note-se que se trata de obter um intervalo de confiança para o valor médio de y quando as variáveis regressoras assumem uma determinada combinação de valores. Quando existe apenas uma variável regressora, esta quantidade é igual a ( ) 1 σ 2 n + (x x) 2 n i=1 (x(i). x)2 Note-se que esta variância é tanto maior quanto mais x se afastar da média do grupo de treino. Isto significa que, as previsões com menor acurácia, em termos da variância, são as que correspondem aos objectos que se encontrem nas caudas das variáveis preditoras. Estas variâncias permitem ainda construir intervalos de confiança para os valores de y em geral que se designam por intervalos de predição. Um intervalo de predição corresponde ao intervalo de valores plausíveis para y para determinado x. Estes intervalos devem incorporar a incerteza sobre o valor predito mas também a incerteza sobre variabilidade de y em torno do
9 CRM e Prospecção de Dados 2008/09 M. Antunes, DEIO-FCUL 9 A B pressão sistólica pressão sistólica idade peso (lbs) Figura 3: A - Pressão sistólica vs idade; e B - pressão sistólica vs peso. valor predito, pelo que a variância correspondente à predição incorpora mais um termo do que a variância acima: ( σ ) n + (x x) 2 n i=1 (x(i). x)2 Exemplo 3. Os dados seguintes são referentes a medições da pressão sistólica realizadas em 10 indivíduos. Registaram-se ainda a idade (em anos) e o peso (em libra). pressão sistólica idade peso y x 1 x Na Figura 3 A matriz X, dos valores das variáveis regressoras no conjunto
10 CRM e Prospecção de Dados 2008/09 M. Antunes, DEIO-FCUL 10 de treino, e o vector y, dos valores da variável dependente, são X = e y = O vector dos parâmetros é dado por a = (X T X) 1 X T y = pelo que o modelo ajustado é , y = x x 2. Assim, os valores ajustados são dados por ŷ = Xa, sendo os resíduos dados por e = y ŷ, e iguais a ŷ = e e = , respectivamente Os resíduos do modelo ajustado encontram-se representados na Figura 4. A ausência de padrão sugere a aleatoriedade dos resíduos. A estimativa de σ 2 é obtida a partir dos resíduos do modelo: ˆσ 2 = 1 n p 1 n e(i) 2 = i=1
11 CRM e Prospecção de Dados 2008/09 M. Antunes, DEIO-FCUL 11 resíduos valores ajustados Figura 4: Resíduos vs valores ajustados da pressão sistólica. Uma vez obtida a estimativa de σ 2, podemos calcular a estimativa da matriz de covariâncias dos parâmetros. (X T X) 1ˆσ = A raíz quadrada dos elementos da diagonal desta matriz correspondem aos desvio padrões estimados dos parâmetros do modelo, ( , , ) T. A estatística a j V ar(a ˆ j ) permite testar H 0 : a j = 0 vs H 1 : a j 0, comparando-se o seu valor com os quantis da distribuição t de Student com (n p 1) graus de liberdade. Para os parâmetros do modelo ajustado obteve-se
12 CRM e Prospecção de Dados 2008/09 M. Antunes, DEIO-FCUL 12 parâmetro a j V ar(a ˆ j ) p-value a a a o que nos permite concluir, ao nível de significância α = 0.1, que todos os parâmetros são significativos. Exemplo 4. Consideremos de novo os dados referentes a medições do oxigénio inspirado e do ar expirado. Considerando o modelo ajustado y = x x 2, o valor da estimativa de σ 2 é ˆσ 2 = 3.186, pelo que, dado um vector x, a estimativa da variância associada à previsão é x T (X T X) 1 xˆσ 2. Pode então obter-se o intervalo de 100(1 α)% de confiança para o valor ajustado, que é da forma ŷ t 1 α/2 (n p 1) x T (X T X) 1 xˆσ 2. A variância associada a um valor futuro é (1 + x T (X T X) 1 x)ˆσ 2, obtendo-se a seguinte expressão para o intervalo de predição: ŷ t 1 α/2 (n p 1) (1 + x T (X T X) 1 x)ˆσ 2. Os dados, valores ajustados e limites dos intervalos de confiança para a previsão e limites para o intervalo de predição estão representados na Figura 5. Leitura recomendada: Capítulo 11 de Principles of Data Mining. Hand, David J.; Mannila, Heikki; Smyth, Padhraic. (Fotocópias disponíveis na reprografia do departamento.)
13 CRM e Prospecção de Dados 2008/09 M. Antunes, DEIO-FCUL 13 A ar expirado oxigénio inspirado B ar expirado oxigénio inspirado Figura 5: A - dados, valores ajustados e intervalo de confiança para a previsão; e B - dados, valores ajustados e intervalo de predição.
CRM e Prospecção de Dados
CRM e Prospecção de Dados Marília Antunes aula de 18 de Maio 09 6 Modelos de regressão (continuação) 6.1 Interpretação do modelo ajustado Os coeficientes do modelo de regressão múltipla podem ser interpretados
CRM e Prospecção de Dados
CRM e Prospecção de Dados Marília Antunes aula de 6 Abril 09 5 Modelos preditivos para classificação 5. Introdução Os modelos descritivos, tal como apresentados atrás, limitam-se à sumarização dos dados
CRM e Prospecção de Dados
CRM e Prospecção de Dados Marília Antunes aula de 4 de Maio 09 5 Modelos preditivos para classificação (continuação) 5.6 Modelos naive Bayes - classificador bayesiano simples O método ganha a designação
Análise de Regressão Linear Simples e Múltipla
Análise de Regressão Linear Simples e Múltipla Carla Henriques Departamento de Matemática Escola Superior de Tecnologia de Viseu Carla Henriques (DepMAT ESTV) Análise de Regres. Linear Simples e Múltipla
Análise de regressão linear simples. Departamento de Matemática Escola Superior de Tecnologia de Viseu
Análise de regressão linear simples Departamento de Matemática Escola Superior de Tecnologia de Viseu Introdução A análise de regressão estuda o relacionamento entre uma variável chamada a variável dependente
AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão
1 AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão Ernesto F. L. Amaral 23, 28 e 30 de setembro de 2010 Metodologia de Pesquisa (DCP 854B) Fonte: Triola, Mario F. 2008. Introdução à estatística. 10 ª ed. Rio de
IMES Catanduva. Probabilidades e Estatística. no Excel. Matemática. Bertolo, L.A.
IMES Catanduva Probabilidades e Estatística Estatística no Excel Matemática Bertolo, L.A. Aplicada Versão BETA Maio 2010 Bertolo Estatística Aplicada no Excel Capítulo 3 Dados Bivariados São pares de valores
O que é a estatística?
Elementos de Estatística Prof. Dr. Clécio da Silva Ferreira Departamento de Estatística - UFJF O que é a estatística? Para muitos, a estatística não passa de conjuntos de tabelas de dados numéricos. Os
Cláudio Tadeu Cristino 1. Julho, 2014
Inferência Estatística Estimação Cláudio Tadeu Cristino 1 1 Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil Mestrado em Nutrição, Atividade Física e Plasticidade Fenotípica Julho, 2014 C.T.Cristino
Análise de Variância com dois ou mais factores - planeamento factorial
Análise de Variância com dois ou mais factores - planeamento factorial Em muitas experiências interessa estudar o efeito de mais do que um factor sobre uma variável de interesse. Quando uma experiência
CRM e Prospecção de Dados
CRM e Prospecção de Dados Marília Antunes aula de 9 Março 09 2 Dados e medição 2.1 Introdução O objectivo a que nos propomos é o de descobrir relações existentes no mundo real a partir de dados que o descrevem.
Objetivos: Construção de tabelas e gráficos, escalas especiais para construção de gráficos e ajuste de curvas à dados experimentais.
7aula Janeiro de 2012 CONSTRUÇÃO DE GRÁFICOS I: Papel Milimetrado Objetivos: Construção de tabelas e gráficos, escalas especiais para construção de gráficos e ajuste de curvas à dados experimentais. 7.1
Explorações de alunos
A partir dos exemplos sugeridos e explorados pelos alunos pretende-se que possam conjecturar que, dadas duas funções reais de variável real f e g, o domínio da função quociente pode ser dado por: f f g
COMENTÁRIO AFRM/RS 2012 ESTATÍSTICA Prof. Sérgio Altenfelder
Comentário Geral: Prova muito difícil, muito fora dos padrões das provas do TCE administração e Economia, praticamente só caiu teoria. Existem três questões (4, 45 e 47) que devem ser anuladas, por tratarem
O modelo ANOVA a dois factores, hierarquizados
O modelo ANOVA a dois factores, hierarquizados Juntando os pressupostos necessários à inferência, Modelo ANOVA a dois factores, hierarquizados Seja A o Factor dominante e B o Factor subordinado. Existem
3. Características amostrais. Medidas de localização e dispersão
Estatística Descritiva com Excel Complementos. 77 3. Características amostrais. Medidas de localização e dispersão 3.1- Introdução No módulo de Estatística foram apresentadas as medidas ou estatísticas
CRM e Prospecção de Dados
CRM e Prospecção de Dados Marília Antunes aula de 2 Março 09 1 Introdução à Prospecção de Dados 1.1 Introdução O progresso da tecnologia que permite a aquisição de dados e seu armazenamento resultaram
Aula 5 - Matemática (Gestão e Marketing)
ISCTE, Escola de Gestão Aula 5 - Matemática (Gestão e Marketing) Diana Aldea Mendes 29 de Outubro de 2008 Espaços Vectoriais Definição (vector): Chama-se vector edesigna-sepor v um objecto matemático caracterizado
INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS FACTORIAIS
Capítulo II INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS FACTORIAIS A Análise Factorial de Correspondências é uma técnica simples do ponto de vista matemático e computacional. Porém, devido ao elevado suporte geométrico desta
Modelo Linear Geral V
Modelo Linear Geral V Aula 10 Heij et al., 2004 Capítulo 5 Wooldridge, 2011 (4. ed) Capítulo 7 ANÁLISE DE REGRESSÃO LINEAR MÚLTIPLA COM INFORMAÇÃO QUALITATIVA: O USO DA VARIÁVEL DUMMY Variável Dummy Uma
Método dos mínimos quadrados - ajuste linear
Apêndice A Método dos mínimos quadrados - ajuste linear Ao final de uma experiência muitas vezes temos um conjunto de N medidas na forma de pares (x i, y i ). Por exemplo, imagine uma experiência em que
Faculdade Sagrada Família
AULA 12 - AJUSTAMENTO DE CURVAS E O MÉTODO DOS MÍNIMOS QUADRADOS Ajustamento de Curvas Sempre que desejamos estudar determinada variável em função de outra, fazemos uma análise de regressão. Podemos dizer
Análise de Regressão. Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho. Cleber Moura Edson Samuel Jr
Análise de Regressão Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho Cleber Moura Edson Samuel Jr Agenda Introdução Passos para Realização da Análise Modelos para Análise de Regressão Regressão Linear Simples
O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE I
O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE I! A utilização de escores na avaliação de crédito! Como montar um plano de amostragem para o credit scoring?! Como escolher as variáveis no modelo de credit
Métodos Matemáticos para Gestão da Informação
Métodos Matemáticos para Gestão da Informação Aula 05 Taxas de variação e função lineares III Dalton Martins [email protected] Bacharelado em Gestão da Informação Faculdade de Informação e Comunicação
Apresentação de Dados em Tabelas e Gráficos
Apresentação de Dados em Tabelas e Gráficos Os dados devem ser apresentados em tabelas construídas de acordo com as normas técnicas ditadas pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
2 Independência e dependência das taxas de juro
1 Incerteza e juro aleatório Considere-se o intervalo [0, n], o tempo medido em anos, e a partição [0, 1], (1, 2],..., (n 1, 1] e suponha-se que no início do ano t são aplicadas C t unidades de capital,
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Faculdade de Arquitetura e Urbanismo DISTRIBUIÇÃO AMOSTRAL ESTIMAÇÃO AUT 516 Estatística Aplicada a Arquitetura e Urbanismo 2 DISTRIBUIÇÃO AMOSTRAL Na aula anterior analisamos
Avaliando o que foi Aprendido
Avaliando o que foi Aprendido Treinamento, teste, validação Predição da performance: Limites de confiança Holdout, cross-validation, bootstrap Comparando algoritmos: o teste-t Predecindo probabilidades:função
O comportamento conjunto de duas variáveis quantitativas pode ser observado por meio de um gráfico, denominado diagrama de dispersão.
ESTATÍSTICA INDUTIVA 1. CORRELAÇÃO LINEAR 1.1 Diagrama de dispersão O comportamento conjunto de duas variáveis quantitativas pode ser observado por meio de um gráfico, denominado diagrama de dispersão.
Correlação e Regressão
Correlação e Regressão Análise de dados. Tópico Prof. Dr. Ricardo Primi & Prof. Dr. Fabian Javier Marin Rueda Adaptado de Gregory J. Meyer, University of Toledo, USA; Apresentação na Universidade e São
GERAÇÃO DE VIAGENS. 1.Introdução
GERAÇÃO DE VIAGENS 1.Introdução Etapa de geração de viagens do processo de planejamento dos transportes está relacionada com a previsão dos tipos de viagens de pessoas ou veículos. Geralmente em zonas
Regressão Logística. Daniel Araújo Melo - [email protected]. Graduação
Regressão Logística Daniel Araújo Melo - [email protected] Graduação 1 Introdução Objetivo Encontrar o melhor modelo para descrever a relação entre variável de saída (variável dependente) e variáveis independentes
PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DE FLORESTAS TROPICAIS-PG-CFT INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA-INPA. 09/abril de 2014
PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DE FLORESTAS TROPICAIS-PG-CFT INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA-INPA 09/abril de 2014 Considerações Estatísticas para Planejamento e Publicação 1 Circularidade do Método
Departamento de Matemática - UEL - 2010. Ulysses Sodré. http://www.mat.uel.br/matessencial/ Arquivo: minimaxi.tex - Londrina-PR, 29 de Junho de 2010.
Matemática Essencial Extremos de funções reais Departamento de Matemática - UEL - 2010 Conteúdo Ulysses Sodré http://www.mat.uel.br/matessencial/ Arquivo: minimaxi.tex - Londrina-PR, 29 de Junho de 2010.
Trabalhando com Pequenas Amostras: Distribuição t de Student
Probabilidade e Estatística Trabalhando com Pequenas Amostras: Distribuição t de Student Pequenas amostras x Grandes amostras Nos exemplos tratados até agora: amostras grandes (n>30) qualquer tipo de distribuição
Estatística e Probabilidade
Correlação Estatística e Probabilidade Uma correlação é uma relação entre duas variáveis. Os dados podem ser representados por pares ordenados (x,y), onde x é a variável independente ou variável explanatória
Regressão logística na identificação de factores de risco em acidentes automóveis e fraude de seguros.
Regressão logística na identificação de factores de risco em acidentes automóveis e fraude de seguros. José Luís Mourão Faculdade de Ciências Universidade do Porto 28 de Janeiro de 2013 José Luís Mourão
Testes (Não) Paramétricos
Armando B. Mendes, DM, UAç 09--006 ANOVA: Objectivos Verificar as condições de aplicabilidade de testes de comparação de médias; Utilizar ANOVA a um factor, a dois factores e mais de dois factores e interpretar
Utilização do SOLVER do EXCEL
Utilização do SOLVER do EXCEL 1 Utilização do SOLVER do EXCEL José Fernando Oliveira DEEC FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO MAIO 1998 Para ilustrar a utilização do Solver na resolução de
CAPÍTULO 2. Grafos e Redes
CAPÍTULO 2 1. Introdução Um grafo é uma representação visual de um determinado conjunto de dados e da ligação existente entre alguns dos elementos desse conjunto. Desta forma, em muitos dos problemas que
Exemplo de Aplicação do DataMinig
Exemplo de Aplicação do DataMinig Felipe E. Barletta Mendes 19 de fevereiro de 2008 INTRODUÇÃO AO DATA MINING A mineração de dados (Data Mining) está inserida em um processo maior denominado Descoberta
CURSO ON-LINE PROFESSOR GUILHERME NEVES
Olá pessoal! Neste ponto resolverei a prova de Matemática Financeira e Estatística para APOFP/SEFAZ-SP/FCC/2010 realizada no último final de semana. A prova foi enviada por um aluno e o tipo é 005. Os
ActivALEA. active e actualize a sua literacia
ActivALEA active e actualize a sua literacia N.º 0 - DIIAGRAMA DE EXTREMOS E QUARTIIS Por: Maria Eugénia Graça Martins Departamento de Estatística e Investigação Operacional da FCUL [email protected]
AULAS 02 E 03 Modelo de Regressão Simples
1 AULAS 02 E 03 Modelo de Regressão Simples Ernesto F. L. Amaral 04 e 09 de março de 2010 Métodos Quantitativos de Avaliação de Políticas Públicas (DCP 030D) Fonte: Wooldridge, Jeffrey M. Introdução à
Fundamentos da Metrologia Científica e Industrial Ambiente Virtual: Balança Digital
Fundamentos da Metrologia Científica e Industrial Ambiente Virtual: Balança Digital 1. Apresentação Quatro elementos estão disponíveis no ambiente virtual: Balança digital a ser calibrada Coleção de massas
CAP. I ERROS EM CÁLCULO NUMÉRICO
CAP. I ERROS EM CÁLCULO NUMÉRICO 0. Introdução Por método numérico entende-se um método para calcular a solução de um problema realizando apenas uma sequência finita de operações aritméticas. A obtenção
NECESSIDADES DE PREVISÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS. Mayara Condé Rocha Murça TRA-53 Logística e Transportes
NECESSIDADES DE PREVISÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS Mayara Condé Rocha Murça TRA-53 Logística e Transportes Setembro/2013 Introdução Estimativas acuradas do volume de produtos e serviços processados pela
Introdução à Análise Química QUI 094 ERRO E TRATAMENTO DE DADOS ANALÍTICOS
Introdução a Analise Química - II sem/2012 Profa Ma Auxiliadora - 1 Introdução à Análise Química QUI 094 1 semestre 2012 Profa. Maria Auxiliadora Costa Matos ERRO E TRATAMENTO DE DADOS ANALÍTICOS Introdução
Regressão Linear em SPSS
Regressão Linear em SPSS 1. No ficheiro Calor.sav encontram-se os valores do consumo mensal de energia, medido em milhões de unidades termais britânicas, acompanhados de valores de output, em milhões de
1. Avaliação de impacto de programas sociais: por que, para que e quando fazer? (Cap. 1 do livro) 2. Estatística e Planilhas Eletrônicas 3.
1 1. Avaliação de impacto de programas sociais: por que, para que e quando fazer? (Cap. 1 do livro) 2. Estatística e Planilhas Eletrônicas 3. Modelo de Resultados Potenciais e Aleatorização (Cap. 2 e 3
[ \ x Recordemos o caso mais simples de um VLVWHPD de duas HTXDo}HVOLQHDUHV nas duas LQFyJQLWDV [ e \.
&DStWXOR±6LVWHPDVGH(TXDo}HV/LQHDUHV1 &DStWXOR±6LVWHPDVGH(TXDo}HV/LQHDUHV Å 1Ro}HV *HUDLV Recordemos o caso mais simples de um VLVWHPD de duas HTXDo}HVOLQHDUHV nas duas LQFyJQLWDV [ e \. [\ [\ É fácil verificar
SisDEA Home Windows Versão 1
ROTEIRO PARA CRIAÇÃO E ANÁLISE MODELO REGRESSÃO 1. COMO CRIAR UM MODELO NO SISDEA Ao iniciar o SisDEA Home, será apresentada a tela inicial de Bem Vindo ao SisDEA Windows. Selecione a opção Criar Novo
ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO 9000. As Normas da família ISO 9000
ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário Gestão da Qualidade 2005 1 As Normas da família ISO 9000 ISO 9000 descreve os fundamentos de sistemas de gestão da qualidade e especifica
Modelos, em escala reduzida, de pontes e barragens. Simuladores de voo (ou de condução), com os quais se treinam pilotos (ou condutores).
SIMULAÇÃO 1 Introdução Entende-se por simulação a imitação do funcionamento de um sistema real recorrendo a uma representação desse sistema. Com essa representação modelo, pretende-se realizar experimentações
Só Matemática O seu portal matemático http://www.somatematica.com.br FUNÇÕES
FUNÇÕES O conceito de função é um dos mais importantes em toda a matemática. O conceito básico de função é o seguinte: toda vez que temos dois conjuntos e algum tipo de associação entre eles, que faça
Análise Exploratória de Dados
Análise Exploratória de Dados Profª Alcione Miranda dos Santos Departamento de Saúde Pública UFMA Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva email: [email protected] Introdução O primeiro passo
1. Introdução. 1.1 Introdução
1. Introdução 1.1 Introdução O interesse crescente dos físicos na análise do comportamento do mercado financeiro, e em particular na análise das séries temporais econômicas deu origem a uma nova área de
Resoluções comentadas das questões de Estatística da prova para. ANALISTA DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS E METAS da PREFEITURA/RJ
Resoluções comentadas das questões de Estatística da prova para ANALISTA DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS E METAS da PREFEITURA/RJ Realizada pela Fundação João Goulart em 06/10/2013 41. A idade média de todos
Análise de Variância simples (One way ANOVA)
Análise de Variância simples (One way ANOVA) Análise de experiências com vários grupos de observações classificados através de um só factor (por exemplo grupos de indivíduos sujeitos a diferentes tratamentos
A MATEMÁTICA NO ENSINO SUPERIOR POLICIAL 1
A MATEMÁTICA NO ENSINO SUPERIOR POLICIAL 1 A IMPORTÂNCIA DA MATEMÁTICA O desenvolvimento das sociedades tem sido também materializado por um progresso acentuado no plano científico e nos diversos domínios
Expansão linear e geradores
Espaços Vectoriais - ALGA - 004/05 4 Expansão linear e geradores Se u ; u ; :::; u n são vectores de um espaço vectorial V; como foi visto atrás, alguns vectores de V são combinação linear de u ; u ; :::;
Após essa disciplina você vai ficar convencido que a estatística tem enorme aplicação em diversas áreas.
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA INTRODUÇÃO Departamento de Estatística Luiz Medeiros http://www.de.ufpb.br/~luiz/ CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE ESTATÍSTICA O que a Estatística significa para você? Pesquisas
FUNÇÃO REAL DE UMA VARIÁVEL REAL
Hewlett-Packard FUNÇÃO REAL DE UMA VARIÁVEL REAL Aulas 01 a 04 Elson Rodrigues, Gabriel Carvalho e Paulo Luís Ano: 2015 Sumário INTRODUÇÃO AO PLANO CARTESIANO... 2 PRODUTO CARTESIANO... 2 Número de elementos
ESTUDO DO EFEITO DAS AÇÕES DE MARKETING SOBRE O FATURAMENTO DE UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE DO SUL DE MINAS GERAIS UTLIZANDO TÉCNICAS DE SÉRIES TEMPORAIS
ESTUDO DO EFEITO DAS AÇÕES DE MARKETING SOBRE O FATURAMENTO DE UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE DO SUL DE MINAS GERAIS UTLIZANDO TÉCNICAS DE SÉRIES TEMPORAIS Maria de Lourdes Lima Bragion 1, Nivaldo Bragion 2,
Análise do Laudo de Avaliação do Ed. Santa Clara
Análise do Laudo de Avaliação do Ed. Santa Clara Objeto da análise: Laudo de Avaliação n 0 7128.7128.632314/2012.01.01.01 SEQ.002 Autor do laudo: Eng. Denis Francisco Lunardi. Solicitante do laudo: Caixa
Tópico 11. Aula Teórica/Prática: O Método dos Mínimos Quadrados e Linearização de Funções
Tópico 11. Aula Teórica/Prática: O Método dos Mínimos Quadrados e Linearização de Funções 1. INTRODUÇÃO Ao se obter uma sucessão de pontos experimentais que representados em um gráfico apresentam comportamento
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE MATEMÁTICA 4 a LISTA DE EXERCÍCIOS GBQ12 Professor: Ednaldo Carvalho Guimarães AMOSTRAGEM
1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE MATEMÁTICA 4 a LISTA DE EXERCÍCIOS GBQ12 Professor: Ednaldo Carvalho Guimarães AMOSTRAGEM 1) Um pesquisador está interessado em saber o tempo médio que
Regressão Linear Multivariada
Regressão Linear Multivariada Prof. Dr. Leandro Balby Marinho Inteligência Artificial Prof. Leandro Balby Marinho / 37 UFCG DSC Roteiro. Introdução 2. Modelo de Regressão Multivariada 3. Equações Normais
ActivALEA. active e actualize a sua literacia
ActivALEA active e actualize a sua literacia N.º 25 HIISTOGRAMA Por: Maria Eugénia Graça Martins Departamento de Estatística e Investigação Operacional da FCUL [email protected] Emília Oliveira Escola
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL - MATEMÁTICA PROJETO FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA ELEMENTAR
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL - MATEMÁTICA PROJETO FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA ELEMENTAR Assuntos: Matrizes; Matrizes Especiais; Operações com Matrizes; Operações Elementares
A Curva de Lorenz e o Índice de Gini
A Curva de Lorenz e o Índice de Gini Curva de Lorenz Considere n valores para uma variável x i e admita-os ordenados de forma que x x 2... x n. A proporção acumulada da população até a i-ésima pessoa é
Problemas de Valor Inicial para Equações Diferenciais Ordinárias
Problemas de Valor Inicial para Equações Diferenciais Ordinárias Carlos Balsa [email protected] Departamento de Matemática Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança Matemática Aplicada - Mestrados
Capítulo 1. x > y ou x < y ou x = y
Capítulo Funções, Plano Cartesiano e Gráfico de Função Ao iniciar o estudo de qualquer tipo de matemática não podemos provar tudo. Cada vez que introduzimos um novo conceito precisamos defini-lo em termos
Investigação experimental
Investigação experimental Aproximação positivista Experiências laboratoriais: identificação de relações exactas entre as variáveis escolhidas num ambiente controlado (laboratório) através do uso de técnicas
AVALIAÇÃO DO MODELO DE ONDAS
AVALIAÇÃO DO MODELO DE ONDAS O modelo de onda WAVEWATCH implementado operacionalmente no CP- TEC/INPE global é validado diariamente com os dados do satélite JASON-2. Este novo produto tem como finalidade
A calculadora se vamos utilizar na proposta de resolução deste exame nacional é a fx-cg20
A calculadora se vamos utilizar na proposta de resolução deste exame nacional é a fx-cg20 2. Na actualidade, há uma crescente preocupação com a preservação da natureza, nomeadamente, quanto à necessidade
ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM GRUPO DISCIPLINAR: 500 Matemática Aplicada às Ciências Sociais
ANO: 11º ANO LECTIVO : 008/009 p.1/7 CONTEÚDOS MODELOS MATEMÁTICOS COMPETÊNCIAS A DESENVOLVER - Compreender a importância dos modelos matemáticos na resolução de problemas de problemas concretos. Nº. AULAS
MÓDULO 6 INTRODUÇÃO À PROBABILIDADE
MÓDULO 6 INTRODUÇÃO À PROBBILIDDE Quando estudamos algum fenômeno através do método estatístico, na maior parte das vezes é preciso estabelecer uma distinção entre o modelo matemático que construímos para
Do neurônio biológico ao neurônio das redes neurais artificiais
Do neurônio biológico ao neurônio das redes neurais artificiais O objetivo desta aula é procurar justificar o modelo de neurônio usado pelas redes neurais artificiais em termos das propriedades essenciais
INE 5111 Gabarito da Lista de Exercícios de Probabilidade INE 5111 LISTA DE EXERCÍCIOS DE PROBABILIDADE
INE 5 LISTA DE EERCÍCIOS DE PROBABILIDADE INE 5 Gabarito da Lista de Exercícios de Probabilidade ) Em um sistema de transmissão de dados existe uma probabilidade igual a 5 de um dado ser transmitido erroneamente.
Trabalhos Práticos. Programação II Curso: Engª Electrotécnica - Electrónica e Computadores
Trabalhos Práticos Programação II Curso: Engª Electrotécnica - Electrónica e Computadores 1. Objectivos 2. Calendarização 3. Normas 3.1 Relatório 3.2 Avaliação 4. Propostas Na disciplina de Programação
Introdução. Existem situações nas quais há interesse em estudar o comportamento conjunto de uma ou mais variáveis;
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Correlação e Regressão Luiz Medeiros de Araujo Lima Filho Departamento de Estatística Introdução Eistem situações nas quais há interesse em estudar o comportamento conjunto
Capítulo 2 - Problemas de Valores Fronteira para Equações Diferenciais Ordinárias
Capítulo 2 - Problemas de Valores Fronteira para Equações Diferenciais Ordinárias Departamento de Matemática [email protected] Mestrados em Engenharia da Construção Métodos de Aproximação em Engenharia 1 o
Modelagem da Venda de Revistas. Mônica Barros. Julho de 1999. [email protected] 1
Modelagem da Venda de Revistas Mônica Barros Julho de 1999 [email protected] 1 Modelagem Matemática e Previsão de Negócios Em todas as empresas, grandes e pequenas, é necessário fazer projeções. Em muitos
Hipótese Estatística:
1 PUCRS FAMAT DEPTº DE ESTATÍSTICA TESTE DE HIPÓTESE SÉRGIO KATO Trata-se de uma técnica para se fazer inferência estatística. Ou seja, a partir de um teste de hipóteses, realizado com os dados amostrais,
INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL MÉTODOS DE PLANEAMENTO. Capítulo II Método PERT
INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL MÉTODOS DE PLANEAMENTO Capítulo II Método PERT António Carlos Morais da Silva Professor de I.O. i II. Método PERT...II-. Introdução...II- 2. Duração da Actividade...II- 3. Estimativas
CURSO ON-LINE PROFESSOR: VÍTOR MENEZES
Caríssimos. Recebi muitos e-mails pedindo ajuda com eventuais recursos para as provas do BACEN. Em raciocínio lógico, eu não vi possibilidade de recursos, apesar de achar que algumas questões tiveram o
1.1. Para determinar a candidata escolhida aplicando o método descrito é necessário considerar
Proposta de Resolução do Exame de Matemática Aplicada às Ciências Sociais Cód. 835-1ª Fase 2012 19 de Junho 1.1. Para determinar a candidata escolhida aplicando o método descrito é necessário considerar
DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE NA LINGUAGEM R PARA CÁLCULO DE TAMANHOS DE AMOSTRAS NA ÁREA DE SAÚDE
DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE NA LINGUAGEM R PARA CÁLCULO DE TAMANHOS DE AMOSTRAS NA ÁREA DE SAÚDE Mariane Alves Gomes da Silva Eliana Zandonade 1. INTRODUÇÃO Um aspecto fundamental de um levantamento
APLICAÇÕES DA DERIVADA
Notas de Aula: Aplicações das Derivadas APLICAÇÕES DA DERIVADA Vimos, na seção anterior, que a derivada de uma função pode ser interpretada como o coeficiente angular da reta tangente ao seu gráfico. Nesta,
3 Previsão da demanda
42 3 Previsão da demanda Este capítulo estuda o processo de previsão da demanda através de métodos quantitativos, assim como estuda algumas medidas de erro de previsão. Num processo de previsão de demanda,
7.4 As nuvens de perfis
7.4 As nuvens de perfis Cada perfil de linha, ou seja, cada linha da matriz de perfis de linha, P L, define um ponto no espaço a b dimensões, R b. A nuvem de a pontos em R b assim resultante pode ser designada
Módulo 4 PREVISÃO DE DEMANDA
Módulo 4 PREVISÃO DE DEMANDA Conceitos Iniciais Prever é a arte e a ciência de predizer eventos futuros, utilizando-se de dados históricos e sua projeção para o futuro, de fatores subjetivos ou intuitivos,
ficha 3 espaços lineares
Exercícios de Álgebra Linear ficha 3 espaços lineares Exercícios coligidos por Jorge Almeida e Lina Oliveira Departamento de Matemática, Instituto Superior Técnico 2 o semestre 2011/12 3 Notação Sendo
Análise Social, vol. XX (84), 1984-5.º, 701-706
Edgar Rocha Análise Social, vol. XX (84), 1984-5.º, 71-76 Nota sobre a população activa agrícola do sexo feminino, segundo o Recenseamento e segundo o Inquérito Permanente ao Emprego : em busca de 3 mulheres
Norma Interpretativa 2 Uso de Técnicas de Valor Presente para mensurar o Valor de Uso
Norma Interpretativa 2 Uso de Técnicas de Valor Presente para mensurar o Valor de Uso Esta Norma Interpretativa decorre da NCRF 12 - Imparidade de Activos. Sempre que na presente norma existam remissões
Investimento Directo Estrangeiro e Salários em Portugal Pedro Silva Martins*
Investimento Directo Estrangeiro e Salários em Portugal Pedro Silva Martins* Os fluxos de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) para Portugal tornaram-se uma componente importante da economia portuguesa
Correlação e Regressão Linear
Correlação e Regressão Linear A medida de correlação é o tipo de medida que se usa quando se quer saber se duas variáveis possuem algum tipo de relação, de maneira que quando uma varia a outra varia também.
