Duas inovações consonânticas num corpus medieval: simplificação do sistema de quatro sibilantes 1 e neutralização da oposição fonológica b/v

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1 Duas inovações consonânticas num corpus medieval: simplificação do sistema de quatro sibilantes 1 e neutralização da oposição fonológica b/v Maria José Carvalho Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada Abstract This paper deals with two phenomena of consonantism in Portuguese: the process of simplification of the four-sibilant system two dorsal and two apical and the neutralization of the phonological opposition b/v. The former has been cited by linguistic historians as a marker of the terminal phase of archaic Portuguese; the latter which has now become strongly dialectal (the so-called changing v for b, particularly characteristic of the North), was also widespread in the central-southern area of the country in the mediaeval period, although this has not yet been mentioned in the literature, nor taken into account in the periodization of the language. Keywords: Dialectology, Historical Dialectology, Portuguese isophones, phonetic variation, Palavras-chave: Dialectologia, Dialectologia histórica, isófonas portuguesas, variação fonética. 1. Introdução 1.1. Apresentação dos fenómenos Iremos debruçar-nos, nesta comunicação, sobre dois aspectos do consonantismo do português medieval: o processo de simplificação do sistema de quatro sibilantes e a neutralização da oposição fonológica b/v. O primeiro tem sido referido pelos periodizadores da língua como balizador da fase arcaica da língua portuguesa; o segundo (que é tido, na fase actual, como fortemente dialectal) difundiu-se igualmente na zona Centro-meridional do país em época medieval, embora esta realidade não tenha sido ainda referida na literatura nem igualmente tida em conta para efeitos de peridodização da língua. Actualmente, no que diz respeito ao território português, «a realização do fonema /s/ e do seu correlativo sonoro /z/, como fricativas ápico-alveolares, mais ou menos palatalizadas (é a variante mais palatalizada que é vulgarmente conhecida pelo nome de s beirão)» (Cintra, 1971: 102) é, aliás, considerada um traço que «um português do Sul (ou um falante da língua-padrão que nestes casos acompanha os dialectos centromeridionais) reconhecerá como característicos de um português do Norte» (Cintra, 1971: 102). Quanto ao segundo fenómeno, «o desaparecimento da oposição fonológica entre os fonemas /v/ e /b/ e a sua fusão num fonema único /b/» (Cintra, 1971: ), Textos Seleccionados, XXVI Encontro da Associação Portuguesa de Linguística, Lisboa, APL, 2011, pp Sobre este fenómeno veja-se o que foi já referido por Maia, 1997: e por Cardeira, 2003:

2 DUAS INOVAÇÕES CONSONÂNTICAS NUM CORPUS MEDIEVAL particularmente característico do Norte do país (o chamado fenómeno da «troca do v pelo b»), é um dos traços fortemente diferenciador dos dialectos portugueses setentrionais relativamente aos (centro)-meridionais Caracterização do corpus O corpus em que baseámos a nossa pesquisa é constituído por cerca de 153 documentos notariais originais (por nós transcritos), oriundos dos fundos do mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo), tendo sido seleccionados, fundamentalmente, de acordo com critérios de carácter histórico- -cronológico (sécs XIII-XVI) e geográfico. 2 É, de facto, nossa convicção que é na documentação notarial oriunda dos mosteiros que se poderá encontrar a génese da diversidade actual, na medida em que reflectem mais intensamente traços da língua oral da época. Estamos, no entanto, conscientes de que um estudo desta natureza não dispensaria uma comparação com o estado linguístico revelado por outras fontes documentais fidedignas, pesquisa que, por limitações de tempo e de espaço, não poderemos, neste momento empreender. 2. Análise da documentação medieval 2.1 O processo de simplificação do sistema de sibilantes De acordo com Clarinda de Azevedo Maia «dispunha o sistema consonântico galego-português, na sua fase mais antiga, de duas africadas pré-dorso-alveolares, surda e sonora, /ŝ/ e / ẑ /, e de duas fricativas ápico-alveolares, / / e / /). ( ) desde cedo as africadas pré-dorso-alveolares se transformaram, por perda do momento oclusivo inicial, em fricativas pré-dorso-alveolares, surda e sonora. Daí resultou uma etapa intermédia, comum a todo o domínio linguístico ibero-românico, com dois pares de sibilantes fricativas: um de pré-dorsais (/s/ e /z/) e outro de apicais (/ / e / /). A grafia dos textos estudados, em princípio, distingue claramente entre a transcrição das sibilantes e das apicais» (Maia, 1997: ) 3. O processo gráfico generalizado para representar o fonema africado (fricativo, a partir de certa altura) dorso-alveolar surdo é, na nossa colecção documental, c ou ç, aquele utilizado igualmente quando seguido de vogal central e posterior, este último também frequentemente empregue quando o referido fonema consonântico é seguido de vogal anterior. Quanto à representação gráfica do fonema africado (fricativo, a partir de 2 Distinguimos os documentos redigidos no mosteiro dos que são originários dos coutos. A identificação do documento é feita através da indicação do ano, seguida da sigla do local onde foi redigido e do número que o acompanha na nossa edição (Carvalho 2006). São usadas as seguintes siglas: Alc (Alcobaça), Alf (Alfeizerão), Alj (Aljubarrota), Alp (Alpedriz), Alv (Alvorninha), AM (Aldeia do Mosteiro), Cel (Cela), Evo (Évora de Alcobaça), MA (Mosteiro de Alcobaça), Mai (Maiorga), Ped (Pederneira), PP (Póvoa das Paredes), Sal (Salir do Mato), SC (Santa Catarina), SM (S. Martinho) e Tur (Turquel). 3 O sublinhado é da nossa responsabilidade. 141

3 XXVI ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE LINGUÍSTICA certo momento) predorso-alveolar sonoro, os textos evidenciam, de modo geral, z 4. Os processos gráficos de representação das sibilantes ápico-alveolares são ſ-, ſſ-, s- e σ (em posição inicial), -ſ, -s, -ſſ e -σ (em posição final), -ſ-, -s-, -ſſ- e -ss- (em posição intervocálica) Indícios gráficos da perda da oposição fonológica Apresentaremos a seguir os casos de confusões gráficas registados, na medida em que indiciam a falta de controlo perante um processo de simplificação (neutralização fonológica) em curso, ou seja, a perda do carácter africado das dorso-alveolares e consequente confusão destas com as fricativas apicais. Ao nível dos fonemas surdos, aqueles que, de acordo com a sua proveniência etimológica, deveriam grafar-se com ç ou c (< -TI-, -CI-, C- e, i, -C- e, i ) surgem registados com s, ſ ou ſſ, fenómeno que se encontra igualmente presente nos documentos publicados por Clarinda de Azevedo Maia 5. Também a nível das sibilantes ápico-- alveolares se registam inúmeros exemplos de confusões gráficas. Por conseguinte, formas que segundo a sua proveniência etimológica deveriam registar s-, -ss-, ſ- e ſſ- (< S-; -S-) apresentam c-, ç- e -ç-, do mesmo modo que aquelas que deveriam evidenciar em posição intervocálica e implosiva o grafema s (< -S-; -S) aparecem representadas com z. Os exemplos que ilustram, no nosso corpus, esta última situação são suficientemente numerosos para confirmar que o seseo, referido por Luís F. Lindley Cintra, remonta a meados do século XIII: «Mais, quant au Portugal méridional, y compris les alentours de Lisbonne, je ne vois pas de motifs pour douter, vu le nombre et la variété des exemples (...), de ce fait que la simplification du système des sibilantes (...) était en train de s y produire dès la seconde moitié du XIII e siècle» (Cintra, 1963: 75). 4 Como se sabe, as formas historicamente resultantes do étimo RATIŌNEM tiveram dois tratamentos em português, um em que o grupo -TI- resultou num fonema dorso-alveolar surdo, outro num fonema dorso- -alveolar sonoro, com as conhecidas restrições semânticas. Embora não exista uma correspondência perfeita entre as unidades do plano gráfico e as do plano fónico, muito especialmente no período que nos ocupa, é de supor que se encontrem reflectidos no nosso corpus os dois tratamentos, que coexistem, por vezes, no mesmo documento: rraçã ~ rrazã (1372 MA 47) e rraçom (3 v.) ~ rrazom (1472 TC 120), por exemplo. Veja-se, neste último documento, o seguinte contexto: «nõ podia ſeruir a dicta rraçom como era rrazom». A mesma dualidade de tratamentos conheceu, no período medieval, a forma resultante de SATIŌNEM, que também apresenta como resultado de -TI- o fonema dorsoalveolar surdo, apesar de este tratamento representar apenas 29% das ocorrências: ſações (1388 MA 58), ſaçoões (1413 MA 75), ſaçooes (1429 MA 88), ſſacões (1489 MA 130), ſſacõees (1489 MA 130), ſaçõees (1500 MA 136) e ſacões (1502 MA 137). Apresentam-se a seguir as ocorrências que revelam a transformação de -TI- em fonema dorsoalveolar sonoro: çazoes (1377 Alv 50), sazões (1397 MA 63), sazoes (1405 MA 70), sazoes (1450 Alv 104), ſazã (1372 MA 47), ſazóóes (1403 MA 69), ſazoees (1452 MA 106, 2 v. e 1453 MA 107, 2 v.), ſazões (1426 MA 85), ſazoões (1408 MA 71), ſazoões (1410 MA 73), ſazoões (1460 MA 112), ſſazoõeσ (1459 MA 110) e ſſazoõeσ (1478 MA 122 e 1479 MA 124). 5 No nosso corpus regista-se ainda a forma toponímica Alpedrit (1334 Alf 25), que, segundo José Pedro Machado, era em 1183 Alpetriz (D. M. P., I, p. 471). O Autor supõe tratar-se de um outro derivado do singular feminino românico pedra com o artigo definido arábico al- (Machado, 1984 s. u. Alpedriz ). Na forma Alpedrit, o t final deverá representar a africada sonora. Clarinda de Azevedo Maia refere formas patronímicas terminadas em -t registadas em textos galegos do século XIII (Maia, 1997: 454, nota 3). 142

4 DUAS INOVAÇÕES CONSONÂNTICAS NUM CORPUS MEDIEVAL A fim de permitir uma melhor visualização das várias situações e contextos descritos, apresentaremos, nas tabelas seguintes, os dados obtidos, após uma análise exaustiva do nosso corpus: Tabela 1 Confusões gráficas ao nível das sibilantes dorso-alveolares CONFUSÕES GRÁFICAS AO NÍVEL DAS AFRICADAS (OU FRICATIVAS) DORSO-ALVEOLARES SURDAS SONORAS Documentos 1291 Alc Alj Cel SC Alj MA MA MA MA MA MA 138 Formas ſuſeyçoreſ; ſuſeçores comeſar; eyſeyçõ ſoſeſorres cõpoſyſom ~ cõpoſyçõm compoſyſom deſeender p[re]zenſſa conpoſiſom ~ [con]poſiçam (2 v.) deſpoſiſã; deſẽde[r] naſeer provẽſya ~ provẽçya (6 v.); provẽcya neſeçario serto serto ~ çerto Documentos 1362 MA MA MA MA Tur 149 Formas Beatrix 6 rrais Marques tras ( traz ) Marqes 1522 MA SC Alc Do étimo *BEATRICE-, segundo José Pedro Machado, que refere Beatrix como documentada no Cancioneiro da Biblioteca Nacional. (Machado, 1984, s.u. Beatriz). Infelizmente, não encontrámos referência a este antropónimo em outras obras consultadas. 143

5 XXVI ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE LINGUÍSTICA Tabela 2 Confusões gráficas ao nível das sibilantes ápico-alveolares CONFUSÕES GRÁFICAS AO NÍVEL DAS FRICATIVAS ÁPICO- ALVEOLARES SURDAS 7 SONORAS Documentos Formas Documentos Formas 1291 Alc Alc Alv MA Alj 133 ſuſeyçoresſ; ſuſeçores céélo, 3 v. çazoes neceçidades neçeçaryo 1291 Alc Alc Alc MA Alj Ped 29 ẽcleziaſticos dezenbarge; 1522 MA *pemſaçõ; 144 ſobçeçores 1527 MA ſoçeçores MA MA Alv Alj Ped Ped SC TC PP MA Alj MA Tur 149 quizerdeſ; quizermos mazcabamos (< *MINUSCAPĀRE) mazcabe p[re]zẽça ~ p[re]ſẽt[e] dezenbargaria; dezenbargar mazcabos; prezẽça ~ preſente mazcabos p[re]zença p[re]zença p[re]zença ~ p[re]ſent[e]s p[re]zenca ~ p[re]ſent[e]s p[re]zẽça ſinprezmente prezẽça ~ preſẽtes prezenſſa ~ p[re]ſſête; p[re]ſſente prezẽça ~ ap[re]ſentado; preſentes Françez prezẽça (~ preſẽtj; preſẽtes; presentes); cejtjz Dos dados colhidos na nossa amostra relativamente às sibilantes ressaltam conclusões inequívocas: por um lado, as antigas africadas predorso-alveolares tinham já começado a se transformar, desde o século XIII, em fricativas predorso-alveolares, por perda do elemento oclusivo inicial. Como consequência do desaparecimento desse traço fonológico, a oposição entre /s/ (< /ŝ/) e / / e entre /z/ (< / ẑ /) e / / começaria a neutralizar-se, iniciando-se assim um processo de eliminação das sibilantes ápicoalveolares. O número de abonações registadas revelando confusão de grafias apresentase na tabela seguinte, em períodos de 50 anos 8 : 7 Formas interessantes mas que oferecem alguma complexidade são acẽya (1298 Alc 6), acẽha (1321 Alc 17) e acenha (1397 MA 64, 16 v.) (em galego existe igualmente acea, com síncope de n), de origem árabe (asseniia > azenha). R. F. Mansur Guérios diz tratar-se de uma forma do Sul (espanhol aceña/ceña e catalão cenia). Acrescenta em nota que Gonçalves Viana diz que «o povo emprega comumente ( ) acenha, e depreende de um escrito de J. J. Nunes que essa é a pronúncia local do Algarve». Quanto à forma azenha, atribui-a este Autor à «errônea ortografia com s, asenha», a qual concorreu «para a falsa pronúncia e escrita azenha, que literàriamente se difundiu, considerando-se hoje, em geral, como defeituosa a pronunciação e escrita com c, única popular e fiel ao étimo (Apostilas, I, p )». (Guérios, 1956: 140). Álvaro Galmés de Fuentes salienta: «Es evidente, que por el hecho de que el ( ) (sīn) del árabe sea realizado en los arabismos del español como [θ] (sīnia > aceña, salqa > acelga, sukkar > azúcar, (...), etc.), no podemos afirmar acríticamente que en el hispano-árabe el ( ) (sīn) valía como una interdental, pues el paso del fonema seseante al ceceante es una evolución del español y no del árabe» (Galmés de Fuentes, 1983: 218). 8 Excepto o primeiro e o último períodos. Incluímos na contagem a forma pemſaçõ, que surge no documento 1522 MA

6 DUAS INOVAÇÕES CONSONÂNTICAS NUM CORPUS MEDIEVAL Tabela 3 Número de casos de confusão de grafias, ao nível das sibilantes Épocas Total Século XIII Não há dúvida que há uma certa estabilidade nos valores registados para os casos de confusões gráficas desde finais do século XIII até meados do século XVI, excepto na primeira metade do século XV, onde se nota um decréscimo significativo. Contudo, esse decréscimo não se generaliza, no nosso corpus, a todo o século, ao contrário do que mostram os dados apresentados por Esperança Cardeira 9, uma vez que a partir da segunda metade esses valores apresentam de novo uma tendência ascendente. Observado numa perspectiva intra-linguística, o fenómeno parece ter-se divulgado em contextos assimilatórios, ou seja, em situações em que a vizinhança de um outro fonema alveolar do mesmo tipo favoreceu a igualação fonética. Exemplos como ſuſeyçoresſ, ſuſeçores ſoſeſorres, cõpoſyſom, prezenſſa, deſpoſiſã, neſeçario, neceçidades, neçeçaryo, ſoçeçores, prezẽça, assim como a convivência, no interior do mesmo documento, desta última forma com a variante flexional preſente, que não ostenta o contexto mencionado, são suficientemente abundantes para suportar tal hipótese. A verdade é que as primeiras atestações de seseo-ceceo surgem num documento de 1291 em formas como céélo, quizerdeſ e quizermos, ou seja, em contextos em que não existe essa vizinhança. Tratou-se, portanto, de uma mudança que desde cedo se tornou sistemática, grassando facilmente no interior do sistema, sempre que condições fonéticas propícias o permitiam. Por outro lado, houve certos contextos da língua em que z por s foi a única variante ao longo do período abrangido pelo presente estudo. Referimo-nos, por exemplo, a situações em que a fricativa ápicoalveolar se encontra em contexto implosivo, seguido de oclusiva surda: mazcabamos, mazcabe e mazcabos. Esta constatação, aliada aos inúmeros exemplos apresentados, vai ao encontro da hipótese levantada por Clarinda Maia, segundo a qual as manifestações do fenómeno do seseo devem ter tido o seu início «na posição implosiva, onde z era um som articulatoriamente relaxado» (Maia, 1997: 456). 9 Exprime-se deste modo a autora: «No século XV a ocorrência de casos de instabilidade gráfica diminui. Tal facto pode, naturalmente, dever-se à correspondente diminuição do número total de documentos observados referentes a esse século (...). Não será, no entanto, de afastar a hipótese de que neste século o início da fixação de uma norma linguística (e gráfica), a par de uma crescente influência do texto literário, possa ter contribuído para a diminuição da instabilidade gráfica: sem que o processo de mudança tenha estagnado, a sua expressão gráfica pode ter diminuído devido a uma maior pressão do texto literário sobre o texto notarial» (Cardeira, 2003: ). 145

7 XXVI ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE LINGUÍSTICA Evolução da fricativa na forma proveniente do étimo SERĀRE: uma pista para a localização temporal da mudança Um aspecto muito interessante a mencionar diz respeito à evolução da privativa ápico-alveolar na forma proveniente do étimo SERĀRE 10 ( cerrar, fechar ) para a dorsoalveolar, que se manifesta graficamente, a partir de certa altura, na forma çarrado e outras variantes. Vale a pena analisarmos as abonações encontradas 11 : Tabela 4 Evolução da sibilante na forma historicamente resultante de SERARE Cronologias 1321 Alc AM Vid Alv MA MA MA Alj Alj MA 146 Formas enſarrã sarrada ſarou çarrado çarrado çarrado çarrada çarar çarar çarado, 2 v. É inequívoco que a partir de 1380 se verificou nesta unidade lexical uma mudança ao nível da sibilante, ou favorecida por um contexto assimilatório ou pela existência de uma forma muito semelhante (cercar), ou eventualmente pelos dois tipos de factores. 2.2 Neutralização da oposição fonológica /b/ ~ /v/ Como é sabido, o fonema fricativo labiodental /v/ não existe na maior parte do território da Península Ibérica, actualmente. Em finais da Idade Média, a ausência de /v/ labiodental estendia-se desde a Galiza e Norte de Portugal, passando por Leão, Castela e Aragão, até a maior parte da Catalunha. Assim, o fonema que se representava por u e v era fricativo, de articulação bilabial, /β/, (em algumas regiões lábio-dental), confundindo-se facilmente com o oclusivo bilabial sonoro /b/ (Lapesa, 1991: 39-40). Na zona meridional de Espanha, Levante e, eventualmente, na zona Centro-meridional portuguesa, a articulação predominante parece ter sido, na sua origem, lábio-dental pelo que a distinção entre /b/ e /v/ se manteve (nas duas primeiras regiões, pelo menos parcialmente, até ao século XVI) (Lapesa, 1991: ). As confusões entre os dois 10 A forma de infinitivo serrar procede do mesmo étimo. Segundo Ramón Lorenzo, a forma cerrar deve-se à conexão com cercar.(lorenzo, 1977, vol II, s. u. cerrar). De qualquer forma, não sabemos até que ponto essa explicação de tipo analógico é suficientemente forte para impedir uma outra que vê a passagem de uma articulação apical a outra de tipo dorsal como o resultado de um processo assimilatório resultante de uma afinidade articulatória com a vibrante alveolar que se lhe segue. 11 Esta mudança parece bastante interessante. Esperança Cardeira apresenta essa alternância (entre serado e cerado/çerado) num documento do mosteiro de Vilarinho de 1545, afirmando que não se trata de uma oscilação significativa, uma vez que se verifica desde o século XIII. E acrescenta: «Nesta forma, a indistinção entre serrado e cerrado parece ter-se tornado tradição» (Cardeira, 2003: 138, nota 10). Os dados agora apresentados parecem apontar para uma mudança intra-sistémica notável nesta forma (eventualmente alargada a outras não documentadas) a partir de finais do século XIV. 146

8 DUAS INOVAÇÕES CONSONÂNTICAS NUM CORPUS MEDIEVAL fonemas começaram, assim, muito cedo, no Norte da Península rumo ao Sul até eliminar o /v/ na segunda metade do século XVI, salvo na zona Centro-meridional portuguesa, Levante e ilhas Baleares. No que diz respeito à actual situação do português setentrional, e como já foi salientado por Clarinda Maia (1997: 473), é tomando como termo de comparação a situação da chamada língua-padrão (que coincide, neste aspecto, com as variedades centro-meridionais) que se tem tentado explicar a inexistência do fonema lábio-dental. Contudo, importa salientar que, de acordo com a mesma autora, deve ter existido inicialmente no Noroeste peninsular «uma oposição fonológica entre dois fonemas, mas sendo um deles bilabial sonoro oclusivo, /b/, que se transcrevia com b, e o outro um fonema fricativo de articulação bilabial / /, que se representava habitualmente com u ou v, surgindo de modo totalmente esporádico e isolado uu: cf. uuia vinha» (Maia, 1997: 473). Relativamente à igualação v = b, Luís F. Lindley Cintra crê que a igualação dos fonemas é um facto posterior à época da Reconquista: «elle [inovação /v/ > /b/] ne réussit pas à pénétrer, ou ne pénètre que lentement, dans la région repeuplée plus récemment et qui s est maintenue, comme il arrive souvent, plus fidèle au stade atteint par le langage primitif au moment du déplacement des populations, que la région d où ces populations ont été déplacées» (Cintra, 1962: 36-37). Recorde-se que Clarinda de Azevedo Maia nos apresenta numerosas abonações nos documentos da primitiva região galego-portuguesa, não só com b- em substituição de v- ou u-, mas também de -b- em vez de -u- ou -v- (resultantes de -B-, -U- ou -F- latinos), sendo esta última situação um pouco menos representada nos documentos portugueses (Maia, 1997: ) 12. Segundo a autora, a «perda da distinção entre os dois fonemas [/b/ e / /] é, na Galiza e possivelmente também na região de Entre-Douro-e-Minho, um facto anterior à Reconquista. A sul do Douro, é provável que o fenómeno resulte da Reconquista e das deslocações de populações nortenhas para sul» (Maia, 1997: 482). O nosso corpus apresenta, a partir de finais do século XIV, algumas confusões dos grafemas u e v com o grafema b 13, inicialmente em posição inicial (< U-), mais tardiamente em posição intervocálica (< -U-), ou em grupo consonântico cujo segundo 12 Essa constatação leva a Autora a salientar a «antiguidade da vacilação gráfica entre b e u (ou v), o que traduz certamente uma igualação dos fonemas que esses grafemas originariamente representavam» (Maia, 1997: ) 13 De acordo com Sílvio Elia, «a chamada troca do v pelo b é um galeguismo que não atingiu a pronúncia padrão portuguesa» (Elia, 1981: 216). Os testemunhos de b por v no espaço peninsular durante a Idade Média são numerosos, de acordo com Dámaso Alonso: «documentos latinos de los siglos X y XI, documentos romances (de tipo distinto, jurídicos, literários, etc.) de todo el norte peninsular de los siglos XII al XV; testimonios de los gramáticos (de Castilla a Galicia y norte de Portugal) del siglo XVI. Siempre lo mismo: norma etimológica latinizante; y, contra ella, siempre innumerables transgresiones. No cabe más que una interpretación posible: ( ). En general, los hablantes confundían de algún modo la b- y la v-; de esa confusión son pruebas los testimonios gráficos desde el fondo de la Edad Media hasta los letreros que hacen en las paredes con la tiza de los colegios los niños de 1959, lo mismo que los testimonios de los primeros gramáticos (los del siglo XVI) y de los que les habrían de suceder» (Alonso, 1962: 167). 147

9 XXVI ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE LINGUÍSTICA elemento é vibrante (< -FR-, -PR-) 14. Os dados relativos ao nosso corpus encontram-se sistematizados na tabela seguinte: Tabela 5 Formas que apresentam <b> por <v> ou <u> Documentos Ocorrências com b por v, u Nº de oc. do grafema u 1291 Alc 2 bagĩaſ MA 57 inrreuocabil MA 67 beria (?) Evo 80 binho; biſto MA 85 birẽ; bynte (3 v.); bidas; balha; Nobaaes, MA 87 bem Cós 89 birem; bijnte (3 v.); bjnho; Bieira SC 91 birem; Bjçẽte; bijnte; biſto MA 96 bjnte (2 v.); B[j]c[ẽt]e (2 v.); Baſq[u]o; Alf 99 Baſqo Alj 103 bíjnhos; conbento; balham; beeſe; mobijs MA 119 Baaſco; bíjnhos; bíjnte; mobíjs MA 128 combem (2 v.) MA 136 abrego (2 v.) Ped 140 abeſſia; abrego MA 144 abrigo MA 148 abrego (2 v.) Tur 149 abriguo (2 v.) Sal 152 abrego 18 abreguo berbo (2 v.) Nº de oc. do grafema v A tabela apresentada mostra que o contexto linguístico em que a propagação se manifestou de forma mais acentuada, na primeira metade do século XV, foi a posição inicial e, a partir da segunda metade desse século, em grupo consonântico constituído por vibrante (< -FR-). Entre a década de 80 do século XIV e a primeira metade do século XV, há, todavia, alguns exemplos esporádicos de b por v em contexto intervocálico ou em início de sílaba entravada por nasal, e em pleno século XVI um documento de Salir do Mato regista duas vezes a forma berbo. De acordo com Adelina Angélica Pinto, «a marca de rusticismo que, pelo menos desde o séc. XVI, acompanhava a pronúncia de b por v, é (...) a primeira responsável pela ausência da neutralização em quase todo o português insular e do Brasil» (Pinto, 1980: 650). Paralelamente a esta troca, ou um pouco mais tardiamente, regista-se o inverso (a troca de b por v ), ou seja, a fricatização de /b/, eventualmente por reacção ou ultra- -correcção, que foi favorecida pelo contexto intervocálico (< -P-; -B-) e que, em certos lexemas, se viria a consumar em mudança no interior do próprio sistema. Estão nesse caso as formas derivadas de PŎPŬLA- 15, que desde cedo (mas sobretudo a partir de meados do século XV) surgem com -v- e -u- em vez de -b-: 14 Este último, resultante do grupo consonântico secundário -P L-. 15 A forma historicamente representante de TABŬLA (e seus derivados) apresenta, ao longo de todo o período medieval, esse resultado: tauoas (1362 MA 44, 2 v.), tauoado (1478 MA 123) e tavoado (1495 MA 134 e 1507 MA 139). 148

10 DUAS INOVAÇÕES CONSONÂNTICAS NUM CORPUS MEDIEVAL Tabela 6 Formas derivadas de PŎPŬLA-/PŎPŬLU- apresentando u e v em vez de b (< -P-) Documentos 1342 Alf SC PP MA MA Tur 149 Formas povoadores; povoa (3 v.) pouoa pouoa poua pouoradores, 2 v. pouo, provador; povorad[o]res Outras formas com u e v em vez de b desenvolveram-se mais tardiamente, tendo sido rejeitadas pela norma. Neste caso, /b/ não se encontra em posição intervocálica mas integrando um grupo consonântico cujo segundo elemento é uma vibrante (ou se transforma em vibrante) 16, atraída entretanto para junto da sílaba inicial: Graujel (1460 MA 113), Grauyel (1460 MA 113), p[ro]ve (1505 MA 138), p[ro]ves (1505 MA 138), proujcar (1526 Ped 145), proujcara (1435 Alj 92, 3 v.), proujcase (1526 Ped 145), etc. 3. Conclusões Relativamente ao processo de simplificação do sistema de sibilantes, podemos concluir que o fenómeno se manifestou precocemente, tendo sido sistemático em toda a área ocidental da Península 17. Do ponto de vista sócio-geográfico, os dados apresentados levam a supor que a inovação no sentido da simplificação teve origem nos meios mais rurais e periféricos relativamente aos centros de pressão niveladora, pois avultam os exemplos de confusões gráficas em documentos redigidos nos coutos. Que esse fenómeno era já um traço idiolectal de tabeliães dos séculos XIII e XIV, mostram- -no o documento de 1291, onde ocorre 3 vezes a forma céélo (ao lado de quizerdeſ e quizermos), assim como os documentos redigidos em 1340 na Pederneira, ou em 1377 em Alvorninha, provando, assim, que arcaísmo e inovação não se encontram em pólos opostos mas poderão constituir duas faces da mesma moeda 18. Por último, os dados que possuímos, particularmente no que diz respeito às fricativas sonoras, são relativamente abundantes ao longo dos séculos XIV, XV e XVI (com uma pequena redução na 16 Ao percorrer os testemunhos dos gramáticos portugueses, Adelina Angélica Pinto exprime-se deste modo: «Duarte Nunes de Leão dá-nos ainda conta doutros casos de b por v e de v por b, não como fenómeno regional, mas genérico, não sistemático, que atribui a gente vulgar. Na lista de palavras que intitula Reformação de algûas palauras que a gente vulgar usa e escreue mal menciona ( ) emprouecer ( ), proue ( ), pruuico ( ), pruuicar ( ). Estamos perante casos de vários tipos: representação de b- inicial por v- na língua literária e por b- entre a linguagem do vulgo ( ); nos restantes exemplos, rejeição das formas arcaicas com -v- (< -b- e < -p-) e aceitação das mesmas formas com -b-, as únicas correctas». (Pinto, 1980: ). Um pouco mais adiante, referindo-se ao fenómeno b por v na linguagem dos negros, a Autora refere que «o emprego da bilabial pela labiodental é um dos traços estilísticos utilizados por Gil Vicente para imitar, ou pelo menos evocar, o «sabir» comum que se havia formado a partir das diferentes línguas africanas faladas pelos escravos negros residentes em Portugal no séc. XVI» (Cf. página 634 da obra citada). 17 A forma ceruyço, encontrada por Clarinda Maia num documento português datado de 1289, e que surge de modo esporádico, não deverá, na nossa opinião, deixar margem para dúvida relativamente à difusão do fenómeno igualmente na zona de Entre-Douro-e-Minho (Maia, 1997: 451 e ). 18 A documentação redigida por tabeliães do couto de Alvorninha revelou que se trata do couto mais arcaizante, em termos de linguagem, mas é ao mesmo tempo aquele onde afloram mais inovações. 149

11 XXVI ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE LINGUÍSTICA primeira metade do século XV e uma ascensão notória a partir de cerca de 1450), não apontando para uma verdadeira mudança no sistema ou para uma fase de transição entre etapas. Esta constatação faz supor que estamos em presença de um processo gradual e plurissecular de convivência entre variantes, pelo que deverá ser precisada, à luz destes dados, a cronologia apontada por Paul Teyssier, para quem a redução a favor das predorso-dentais se operou apenas em finais do século XVI (Teyssier, 1980: 63), e por Evanildo Bechara, segundo o qual «a redução no primitivo quadro de quatro sibilantes a dois fonemas predorsodentais deve ter ocorrido e ficou concretizado no decurso da primeira metade do século XVI, conforme nos dão testemunho as lições dos gramáticos e as grafias desse período» (Bechara, 1991: 72). Os nossos dados ajudam, assim, a ilustrar e conciliar as afirmações de Clarinda de Azevedo Maia, para quem «parece dever admitir-se que surgiram em toda a Península diferentes focos de confusão de sibilantes, mais ou menos contemporâneos» (Maia, 1997: 449), bem como a de Ramón Lorenzo, que crê ser «difícil poder admitir que os cambios se xeraron independentemente nas varias zonas en que se produciron e que houbo un corte na zona de Entre-Douro-e-Minho entre o mesmo resultado do galego e do Centro-Sur de Portugal ou que en Andalucía é diferente, nun principio, á evolución do castelán» (Lorenzo, 1995: 232). Diferente é a situação se nos cingirmos a algumas unidades lexicais ou a certos contextos fónicos, nomeadamente a início de palavra ou início de sílaba entravada por nasal. A mudança gráfica verificada na representação do fonema sibilante da unidade lexical proveniente de SERARE, a ser confirmada em análises de corpora mais vastos, poderá revelar uma mudança intra-linguística irreversível integrada pela norma linguística. Quanto ao segundo fenómeno analisado, da análise dos dados do nosso corpus, pode concluir-se que a igualação ou neutralização dos fonemas /v/ e /b/ se verificou, igualmente, em época muito antiga na zona Centro-litoral de Portugal. Assim, a primeira forma com b por v atestada nesta colecção data de 1291, voltando a aflorar apenas em 1388 (cerca de um século depois), sendo que a maior parte dos exemplos se concentra no período compreendido entre 1380 e : binho, biſto, bynte, bidas, balha, Nobaaes, bem, birem, Bieira, abrego, são alguns exemplos. Seja qual for a justificação para esta divulgação do fenómeno, particularmente acentuada num período cronológico específico, e não obstante a variedade setentrional de Entre-Douro-e-Minho não ter tido o prestígio para se impor, e de a vida política e cultural se ter deslocado cada vez mais para Sul, ainda em pleno século XVI um 19 Também Adelina Angélica Pinto, baseando-se em documentos publicados por Alberto Iria, afirma que «em documentos do Algarve, compreendidos entre 1382 e 1412, aparece em algumas palavras, embora esporadicamente, b por v (< -v- ou < v-): Gonçalo basques; abendo a par de avendo; embiauom; baasco lourenço, baasco estevez; baasco dominguez, mas Vaasco dominguez; baasco afonso, mas Vaasco affonso; bjnte» (Pinto, 1980: 629). 150

12 DUAS INOVAÇÕES CONSONÂNTICAS NUM CORPUS MEDIEVAL tabelião da vila de Aljubarrota (redigindo uma demarcação em Salir do Mato) escrevia, pela sua própria mão: «de berbo a berbo» (Carvalho, 2006: 419). Para efeitos de periodização, e tendo em conta outros fenómenos por nós já analisados em outros estudos (Carvalho, 1996 e 2006), os fenómenos que acabámos de analisar têm em comum o facto de prefigurarem mudanças associadas a condições extra-linguísticas específicas. Referimo-nos à influência da mobilidade populacional que precedeu a revolução de 1383/1385 (e que culminou na célebre batalha de Aljubarrota), data a partir da qual se estrutura, como dissemos em outro lugar, uma outra conjuntura linguística 20. Referências Alonso, Dámaso (1962) B = V en la Península Ibérica. In La fragmentación fonética peninsular. Suplemento ao tomo I da Enciclopedia Lingüística Hispánica. Madrid: Consejo Superior de Investigaciones Científicas, pp Cardeira, Esperança (2003) Alguns dados sobre o sistema de sibilantes do português. In Ivo Castro & Inês Duarte (orgs.) Razões e Emoção. Miscelânea de estudos oferecida a Maria Helena Mira Mateus. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, vol. I, pp Carvalho, Maria José (2008) Breve contribuição para o estudo da génese e formação dos dialectos centro-meridionais portugueses. In Sónia Frota & Ana Lúcia Santos (orgs.) Textos seleccionados do XXIII Encontro Nacional da APL (Évora, 1-3 de Outubro de 2007). Lisboa: Colibri, pp , Maria José (2006) Documentação medieval do mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (sécs. XIII-XVI). Edição e estudo linguístico. Dissertação de Doutoramento apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra., Maria José (1996) Do Português arcaico ao Português moderno. Contributos para uma nova proposta de periodização. Dissertação de Mestrado em Linguística Portuguesa apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra [inédita]. Cintra, Luís F. Lindley (1962) Une frontière lexicale et phonétique dans le domaine linguistique portugais. In Actas do IX Congresso Internacional de Linguística Românica, vol. III (= Boletim de Filologia, tomo XX, fasc. 1 e 2, 1961). Lisboa, pp , Luís F. Lindley (1971) Nova proposta de classificação dos dialectos galego-portugueses. Boletim de Filologia, vol. XXII ( ), fascículos 1 e 2. Lisboa, pp , Luís F. Lindley (1963) Observations sur l orthographe et la langue de quelques textes non littéraires galiciens-portugais de la seconde moitié du XIII e siècle. In: Apport des anciens textes romans non littéraires à la connaissance de la langue du Moyen Âge. Colloque organisé par le Centre de Philologie Romane de Strasbourg, du 30 Janvier au 4 Février Extrait de la Revue de Linguistique Romane, tome XXVII. Elia, Sílvio (1981) A pronúncia quinhentista do português. In Macchiaroli, Gaetano (org.) Atti del XIV Congresso Internazionale di Linguistica e Filologia Romanza (Napoli, Aprile 1974). Amsterdam: John Benjamins B. V., vol. V, pp Galmés de Fuentes, Álvaro (1983) Dialectología mozárabe. Madrid: Editorial Gredos. Guérios, R. F. Mansur (1956) O romanço moçarábico lusitano. Revista dos Cursos de Letras, nºs 5 e 6, Universidade do Paraná, Curitiba. Lapesa, R. (2000) Historia de la lengua española. Novena edición corregida y aumentada. Madrid: Editorial Gredos. Lorenzo, Ramón (1977) La traducción gallega de la Crónica General y de la Crónica de Castilla. 20 Se tivermos em conta particularmente os fenómenos de natureza morfológica, concluímos que o panorama linguístico que se desenha a partir de finais do século XIV tem já muito mais de moderno do que de arcaico. Veja-se Carvalho,

13 XXVI ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE LINGUÍSTICA Edición crítica anotada, con introducción, índice onomástico y glosario. 2 vols. Orense: Instituto de Estudios Orensanos Padre Feijoo [veja-se vol. II ( Glosario )]. Machado, José Pedro (1984) Dicionário onomástico etimológico da língua portuguesa. 3 vols. Lisboa: Confluência. Maia, Clarinda de Azevedo (1997) História do galego-português. Estado linguístico da Galiza e do Noroeste de Portugal desde o século XIII ao século XVI (Com referência à situação do galego moderno). Reimpressão da edição de Lisboa: FCG e JNICT. Pinto, Adelina Angélica (1980) A neutralização da oposição fonológica v/b em português: estudo sincrónico e diacrónico. Biblos, vol. LVI (= Homenagem a Joaquim de Carvalho), 52 p. e 4 mapas. 152

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