INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL COM ALUNOS DE 9 ANO
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- Samuel Van Der Vinne Bento
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1 INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL COM ALUNOS DE 9 ANO SILVA, Dayara Rosa (Bolsista) 1 ; OLIVEIRA, Artur Cleidson de (Bolsista) 2 ; SOUZA,Sophia Bontempo C(Supervisora) 3 ; SOUSA FILHO, Sinval Martins de (Coordenador) 4. RESUMO Neste texto, são apresentados os resultados de uma intervenção pedagógica na disciplina Língua Portuguesa. Tal intervenção ocorreu como atividade do Subprojeto PIBID: Letras Português (Faculdade de Letras/UFG/CAPES) no 9º. ano do Colégio Estadual Lyceu de Goiânia. Objetivou-se, na referida atividade, o desenvolvimento dos processos de fala, escrita, leitura e escuta, relacionadas aos contextos de letramento em que os alunos estão inseridos. Na metodologia, adotou-se a postura de professor-interlocutor para a realização de atividades de leitura e escrita de gêneros discursivos e textuais diversos, que foram situados e escolarizados com vistas à exploração dos vários eixos de sentidos e significados construídos/atribuídos socialmente. Textos mais críticos e leituras mais eficazes por parte dos alunos demonstram que as atividades foram exitosas nas diversas ordens propostas. Palavras-Chave: PIBID. Língua Portuguesa. Leitura. Interpretação. Produção textual. JUSTIFICATIVA / BASE TEÓRICA O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência junto à CAPES procura estimular a formação e a inserção dos estudantes de licenciatura no 1 Faculdade de Letras licenciatura em Português Universidade Federal de Goiás ([email protected]) 2 Faculdade de Letras licenciatura em Português Universidade Federal de Goiás ([email protected]) 3 Colégio Lyceu de Goiânia Professora de Português ([email protected]) 4 Faculdade de Letras Universidade Federal de Goiás ([email protected])
2 ambiente escolar. Local em que é possível observarmos várias dificuldades enfrentadas, tanto por professores quanto por alunos, como: falta de estímulo para se trabalhar na área da educação pública, baixos salários, carga horária de trabalho excessiva, falta de motivação e falta de estrutura nas escolas. Dessa maneira, os cursos de licenciatura não são os mais visados pelos futuros profissionais, uma vez que a profissão encontra tantos desafios e poucos benefícios e reconhecimentos. O projeto é desenvolvido com 30 alunos do 9 ano - Ensino Fundamental -, os quais se encontram num grau de letramento não mais de iniciantes. Tendo o texto sempre como ponto de referência e sabendo que ele é materializado em um gênero específico, que visa atender a uma determinada atividade social, comunicar algo, nas atividades sempre ressaltamos o caráter comunicativo, funcional, de determinado gênero textual. Tal procedimento tem deixado claro aos alunos a relação do texto com o meio em que circula ou com o suporte em que veicula. Também, enfatizamos a relação dos sentidos do texto com a situação social em que ele é produzido, com seu direcionamento,, com os elementos recorrentes no texto e o objetivo/ideologia que pretende alcançar determinado leitor. Segundo Soares (2002), a escola encontra vários problemas e desafios para realizar o ensino efetivo da disciplina Língua Portuguesa. Diante disto, nossa proposta de trabalho no Colégio Estadual Lyceu de Goiânia (no projeto PIBID/CAPES) pretende efetivar ações eficientes de letramento nesse contexto educacional tão complexo. Tentamos, assim, fazer com que o aluno mude sua concepção de aprendizado da língua materna, por vezes dolorosa, levando-lhe diversos gêneros textuais e atividades que demonstrem a importância das ações de comunicação escrita em uma sociedade letrada. Ao deixar de se tratar os textos apenas como de tipologias textuais e de superestruturas, a disciplina Língua Portuguesa se afasta das nomenclaturas tradicionais e passa ter como objeto de estudo situações comunicativas mais próximas dos alunos, as quais exigem atividade de produção de sentido. Todavia, os mecanismos linguísticos não são postos de lado, são de fato situados e materializados no momento da leitura e discussão crítica, quando os processos gramaticais se materializam no uso e seu domínio se transforma em ferramenta.
3 Gera-se, desse modo, convencimento nos alunos de sua validade e função de estruturar uma exposição/argumentação, uma narração, uma descrição entre outros. OBJETIVOS Valorizar os processos de escrita, leitura, fala e escuta como fonte de conhecimentos novos e proveitosos para a vida em sociedade, trazendo à vivência dos alunos do Colégio Estadual Lyceu de Goiânia vários temas atuais, possibilitando uma maior fruição estética de vários gêneros textuais, para que os alunos se tornem capazes de recorrer aos jogos da linguagem de uma sociedade letrada. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Reconhecer as dificuldades de leitura dos alunos, a fim de trabalhar soluções para essas dificuldades; Desenvolver, durante o processo a interação entre os alunos, atividades centradas em troca de experiências entre os indivíduos; Contribuir para a formação do leitor crítico; Promover atividades de leitura durante o processo de desenvolvimento do Projeto; Contribuir para que o aluno contextualize e socialize as vivências trazidas pelos temas dos textos; Produzir textos individuais e coletivos; Aprimorar a capacidade crítica de interpretação e análise dos textos produzidos. METODOLOGIA Em um primeiro momento, realizamos uma conversa com o professor regente da disciplina Língua Portuguesa da turma para, em seguida, iniciarmos as atividades. Nestas atividades, como nosso principal objetivo é trabalhar os aspectos que envolvem a leitura e a escrita de gêneros diferentes, sempre fizemos a distribuição do material textual a ser utilizado na aula. Depois, fazíamos uma leitura silenciosa para em seguida fazermos uma leitura dirigida (em que os voluntários lêem). No segundo momento da dinâmica, discutíamos os textos a partir de sua relevância para a faixa etária dos alunos, os quais têm entre 14 e 17 anos. Neste
4 ponto, a participação e a fala são livres. Todos participam. Na sequência, eles produzem textos orais ou escritos a partir de um dado gênero textual. Como complemento da atividade de leitura, passávamos algumas questões sobre o texto em pauta, atividades que tomavam por base a Prova Brasil. São questões bastante pontuais, com vista a verificar a maneira da leitura realizada, a saber, a capacidade de depreensão do tema de um texto, percepção da intenção e/ou opinião do autor sobre o objeto que vem expondo, apreensão da sequência de eventos, depreensão de informações explícitas e implícitas, entre outras. Segundo Kleiman (2001), na aula de leitura, em estágios iniciais, o professor serve de mediador entre o aluno e o autor. Desta forma, durante nosso trabalho no Colégio Lyceu, levamos aos alunos diversos textos de diversos autores como Marina Colassanti, Monteiro Lobato, Esopo e diversas reportagens. Com isso, de acordo com Kleiman (2001), fizemos um processo de mediação em que o aluno teve seu primeiro contato com o texto do autor, fez hipóteses sobre a escrita e estilo desse autor. Seguidamente, mediamos esse processo, inserindo, neste ponto, intervenções quanto às hipóteses feitas pelos alunos no momento da discussão. RESULTADOS PRELIMINARES / ESPERADOS No atual momento, consoante às atividades que os alunos têm desenvolvido e as discussões em sala a respeito dos textos lidos, percebemos o desenvolvimento da atenção para com os elementos que estruturam o texto: maior capacidade de depreensão do tema de um texto, percepção da intenção e/ou opinião do autor sobre o objeto exposto, acompanhamento de sequência de eventos, depreensão de informações explícitas e implícitas, melhor compreensão das ideias centrais de um texto - compreensão essa materializada em atividades de releitura e de respostas a questionários; participação e interação nas atividades coletivas, com exposição de pontos de vista e argumentações. Também, houve uma melhora na escrita e na leitura, melhora esta explícita na elaboração e percepção de pontos de vista alheios. Por exemplo, em uma atividade que se constituiu em uma etapa de leitura e outra de escrita, propôs-se a produção de um texto expositivo que deveria partir do poema Eu tenho um sonho, de Urjana Sherestha. Esse poema lista uma série de sonhos possíveis e algumas estratégias para realizá-los. A partir disso, a proposta era a escrita de um texto de caráter expositivo previamente dividido pelo assunto que devia constar em cada
5 parágrafo. Os resultados foram: exposições de idéias particulares e argumentos que as defendiam, partindo daquilo que o poema suscitou. Em sua maioria, desenvolvidos de maneira organizada, os textos revelaram a nós professores/bolsistas, e aos alunos também, que eles possuem sua própria visão de mundo, consciência dos valores que a sociedade contemporânea defende, e que detêm recursos e capacidade para exteriorizar tal visão e consciência. CONCLUSÃO Como bolsistas no Subprojeto PIBID: Letras Português (Faculdade de Letras/UFG/CAPES), a intervenção pedagógica que temos efetuado com os alunos do 9º ano do Colégio Lyceu de Goiânia passa pelos desafios esperados. Temos, contudo, promovido uma maior interação dos alunos com as possibilidades que a Língua Portuguesa dispõe para a construção de sentido. Isso tem sido feito através de atividades críticas de leitura, discussão e escrita. Nós temos tomado consciência do papel do professor na formação do cidadão e buscamos formar essa consciência de cidadãos nos alunos a partir dos gêneros textuais. As ferramentas que utilizamos são as teorias da mediação, como propõe Kleiman (2001), e diversos textos cujos conteúdos procuramos sempre re-significar em sua dimensão social. Os resultados têm sido uma participação geral dos alunos nos diversos momentos das atividades, com progressivo avanço no domínio da interpretação e da produção textual. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS KLEIMAN, A. Oficina de Leitura. São Paulo: Pontes SOARES, Magda. Português na escola: história de uma disciplina curricular. IN: BAGNO, M. (Org.). Linguística da norma. São Paulo: Loyola, P FONTE DE FINANCIAMENTO: CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
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