PROPOSTA PEDAGÓGICA INTERACIONISTA

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1 PROPOSTA PEDAGÓGICA INTERACIONISTA Área Temática: Teorias e Metodologias de Ensino Resumo Gesane Stadler 1 PUCPR Joana Paulin Romanowski 2 - PUCPR Luciane Lazarin 3 - PUCPR Romilda Teodora Ens 4 - PUCPR Sílvia Vasconcellos 5 - PUCPR O presente trabalho apresenta os resultados de investigação realizada em uma escola da cidade de Curitiba sobre a prática de proposta pedagógica interacionista, que teve como objetivo verificar a ação pedagógica dos professores. Fundamentando-se em autores interacionistas (Vigotsky, Luria, Martha Khol) lançou-se o desafio de pesquisar, descobrir e conhecer a concepção interacionista a como esta proposta está sendo realizada na prática da escola. Considerando estas leituras e a análise documental, as observações feitas em sala de aula, os questionários respondidos pelo corpo docente e as entrevistas realizadas com a equipe pedagógica administrativa, foi percebido que a maioria dos professores fundamenta sua ação pedagógica à luz das idéias de Vigotsky e outros autores interacionistas. A escola propõe um trabalho em que a aprendizagem e a produção do conhecimento que concebe o homem como ser social e histórico, participante da cultura. A linguagem, nesse processo, tem papel fundamental na construção do conhecimento escolar e a interação com os colegas e com a sociedade; o trabalho em grupo, além de estimular a interação social, pode ser um bom momento para o amadurecimento das idéias e aprimoramento dos conhecimentos. Entretanto, a interação e intervenção do professor com o aluno individualmente, não são dispensadas, pois é o momento em que o este pode conhecer o desenvolvimento real e proximal dos alunos. Além disso, a pesquisa, possibilitou entender a importância dos pressupostos sóciointeracionistas, na realização da aprendizagem, principalmente com a criança, como ser histórico cultural, concretizando uma educação comprometida, que prioriza a formação de cidadãos autênticos, críticos e autônomos. Palavras-chave: proposta pedagógica; prática docente; interacionismo 1 Estudante do Curso de Pedagogia da PUCPR [email protected] 2 Professora da PUCPR [email protected] 3 Estudante do Curso de Pedagogia da PUCPR [email protected] 4 Professora da PUCPR [email protected] 5 Estudante do Curso de Pedagogia da PUCPR e Professora do Colégio Erasto Gaertner [email protected]

2 2 Introdução O presente trabalho relata os resultados de investigação realizada em uma escola de Curitiba que desenvolve uma proposta pedagógica interacionista com o objetivo de verificar a prática docente na concretização desta proposta. Portanto, destina-se a compreender a prática docente interacionista no ensino fundamental. A investigação teve como ponto de partida o mapeamento realizado no ano de 2003, verificamos que a instituição estudada se baseia no conceito pedagógico interacionista. Fundamentamos nossa pesquisa em autores como Vigotsky, Luria, Marta Kohl, Fernando Becker e outros. A escola propõe-se a desenvolver uma proposta pedagógica entendendo que um ambiente em que todas as crianças tenham a possibilidade de desenvolver-se e aprender e o acesso aos conhecimentos acumulados pode ser enriquecido por meio de novos conhecimentos, valorizando a cultura, a arte e o lúdico. A questão direcionadora do estudo foi: Como os professores efetivam na sua ação docente as concepções interacionistas? Para a realização da pesquisa, o grupo realizou estudo nos referenciais teóricos da concepção interacionista, tendo em vista a perspectiva de Vigotsky e demais autores. Para a coleta de dados foram usados os seguintes instrumentos: observações, questionários, entrevistas e análise documental. As observações foram realizadas obedecendo aos critérios estabelecidos, no turno da manhã, nas séries de 5ª a 8ª do ensino fundamental. Foram registradas aulas de Língua Portuguesa, Língua Alemã, Ensino Bíblico, Matemática, Educação Física e atividades no laboratório de informática. Os pontos destacados nas entrevistas reportam-se às dinâmicas de sala de aula, as intervenções bem como o relacionamento entre professores e alunos. Foram feitas entrevistas com a equipe pedagógica-administrativa que é composta por duas pedagogas, duas vice-diretoras, o diretor e as duas psicólogas. As entrevistas foram realizadas pelo grupo com cada um dos entrevistados em horários pré-estabelecidos. Foi perguntado sobre as idéias e o

3 3 pensamento dos entrevistados com relação à concepção interacionista e a razão pela qual a escola fez esta opção, bem como a forma como esta proposta é colocada em prática. Foram aplicados questionários com professores da referida escola. Os questionários foram entregues a todos os professores de 5ª a 8ª série, que foram convidados a respondê-los.o questionário abordou questões referentes à proposta interacionista. Os autores lidos, que referendam a concepção subsidiaram as questões formuladas. A intenção foi verificar a forma como os professores viabilizam em sala de aula a ação pedagógica interacionista. O grupo utilizou para a análise documental o Projeto Político Pedagógico da instituição que foi pesquisada no mapeamento do ano de Os dados que buscamos nestes documentos são os relativos à concepção pedagógica interacionista. Pilares básicos do pensamento de Vigotsky Os extratos dos referencias consultados nos estudos realizados são apresentados a seguir, indicando os pontos considerados fundamentais a serem considerados na constituição de uma proposta pedagógica interacionista. Essa indicação é importante para a compreensão da prática visualizada durante a pesquisa. A abordagem para a psicologia fica explícita em três idéias centrais, que são consideradas os pilares básicos do pensamento de Vigotsky (apud OLIVEIRA, 1995, p. 23): As funções psicológicas têm um suporte biológico, pois são produtos da atividade cerebral. O cérebro não é um sistema de funções fixas e imutáveis, mas um sistema aberto, cuja estrutura e modos de funcionamento dão moldados ao longo da história da espécie e do desenvolvimento individual. O funcionamento psicológico fundamenta-se nas relações sociais entre o indivíduo e o mundo exterior, as quais se desenvolvem num processo histórico.

4 O homem transforma-se de biológico e sócio-histórico num processo em que a cultura é parte essencial da constituição da natureza humana. O funcionamento psicológico particularmente no que se refere às funções psicológicas superiores, tipicamente humana, está baseado fortemente nos modos culturalmente construídos de ordenar o real. A relação homem / mundo é uma relação mediada por sistemas simbólicos. Entre o homem e o mundo existem elementos mediadores, ferramentas auxiliares da atividade humana. As concepções de Vigotsky sobre o funcionamento do cérebro humano fundamentam-se em sua idéia de que as funções psicológicas superiores são constituídas ao longo da história social do homem. Na sua relação com o mundo, mediada pelos instrumentos e símbolos desenvolvidos culturalmente, o ser humano cria as formas de ação que o distingue de outros animais (OLIVEIRA, 1992, p. 24). 4 Segundo Vigotsky (1996, p.45), os processos mentais superiores desenvolvem-se no ser humano. Por processos mentais superiores entendem-se : o controle consciente do comportamento, a ação intencional e a liberdade do indivíduo em relação às características do momento e do espaço presentes, em outras palavras, todas as ações e pensamentos inteligentes que somente estão presentes nos homens. Mediação é o processo de intervenção de um elemento intermediário numa relação; a relação deixa, então, de ser direta e passa a ser mediada por esse elemento. O contato do homem com os outros homens e com o meio em que vive é sempre mediado por alguma experiência e/ou conhecimento, anteriormente assimilado. Vigotsky classificou dois tipos de elementos mediadores: os instrumentos e os signos. Na teoria de Vigotsky, fica clara sua preocupação em entender o homem como um sujeito histórico que através do trabalho, intervém no meio ambiente,cria cultura e desenvolve-se. É pelo trabalho coletivo que o homem estabelece relações sociais como os outros e cria instrumentos que facilitam a transformação dos meios em benefício de sua sobrevivência. Nesse sentido, instrumento é todo o objeto externo criado pelo homem com a clara intenção de facilitar o trabalho e, conseqüentemente, a sobrevivência

5 5 humana. Pode-se dizer, portanto, que os instrumentos são mediadores da relação homem / homem e homem / mundo. No plano psicológico, ou seja, no âmbito do pensamento e da inteligência, o homem cria signos, que Vigotsky denomina instrumentos psicológicos. Os signos, ao contrário dos outros instrumentos, são internos ao indivíduo, portanto signos são ferramentas que auxiliam-nos processos psicológicos e não nas ações concretas, como os instrumentos, é uma marca externa que auxilia o homem em tarefas que exigem memória ou atenção. Exemplo: fazer uma lista de compras ou utilizar um mapa. (OLIVEIRA,1993, p.30) Tanto os signos quanto os instrumentos oferecem suporte concreto para a ação do homem no mundo. A utilização de marcas externas transforma-se em processos internos de mediação; esse mecanismo é chamado por Vigotsky de processo de internalização, ou seja, de interpessoal passa a ser intrapessoais. Ao longo do processo de desenvolvimento, o indivíduo deixa de necessitar de marcas externas e passa a utilizar signos internos, isto é, representações mentais que substituem os objetos do mundo real. Os signos internalizados são, como marcas exteriores, elementos que representam objetos, eventos e situações. Assim como um nó num lenço pode representar um compromisso que não quero esquecer, minha idéia de mãe representa a pessoa real de minha mãe e me permite lidar mentalmente com ela, mesmo na sua ausência. (OLIVEIRA,1993,p.35) As funções psicológicas superiores, como a capacidade de solucionar problemas, o armazenamento e uso adequado da memória, a formação de novos conceitos e a vontade, aparecem inicialmente no social após surge no plano psicológico, ou seja no próprio indivíduo. Essa capacidade de lidar com representações que substituem o próprio real é que possibilita ao homem libertar-se do espaço e do tempo presente, fazer relações mentais e ter intenções; essas relações são mediadas pelos signos internalizados que representam os elementos do mundo. Essas representações da realidade e a linguagem são sistemas simbólicos dos grupos humanos, que fazem a mediação desses com o mundo. O grupo cultural é quem fornece aos homens essas representações e esses sistemas simbólicos, pois, ao interagir como os outros,as pessoas vão

6 6 interiorizando as formas culturalmente construídas de instrumentos externos e internos, que possibilitam as relações sociais; isto significa que ao nascer os indivíduos já encontram um sistema simbólico construído. No entanto, o homem não é entendido aqui como um ser passivo, que precisa unicamente aprender os símbolos já construídos; ao longo do tempo, os homens constroem e reconstroem novos sistemas simbólicos; e é exatamente isso que dá ao homem seu caráter de sujeito histórico que, ao criar cultura cria a si mesmo. A linguagem é o sistema simbólico básico de todos os grupos humanos, a questão do desenvolvimento da linguagem e suas relações como pensamento ocupa lugar central na obra de Vigotsky (1996). A linguagem age decisivamente na estrutura do pensamento, e é ferramenta básica para a construção de conhecimentos. A linguagem, em seu sentido amplo, é como um instrumento, pois ela atua para modificar o desenvolvimento e a estrutura das funções psicológicas superiores, tanto quanto os instrumentos criados pelos homens modificam as formas humanas de vida. A linguagem é fator que intervem no processo de desenvolvimento intelectual da criança desde o nascimento. Portanto, um ambiente rico em estimulações adequadas e de trocas entre crianças e adultos que interagem com elas, em que os mestres saibam dar voz a seus alunos favorece conhecimentos e valores significativos, duradouros e úteis. O significado é um componente essencial da palavra e é, ao mesmo tempo, um ato de pensamento, pois o significado de uma palavra já é, em si, uma generalização, Ou seja, no significado da palavra é que o pensamento e a fala se unem em pensamento verbal; ao longo do desenvolvimento, marcado pela interação verbal com outro a adultos e crianças mais velhas, a criança vai ajustando seus significados de modo a aproximá-los cada vez mais dos conceitos que predominam no grupo cultural e lingüístico de que faz parte. A interação social é origem e motor da aprendizagem e do desenvolvimento intelectual. Todas as funções no desenvolvimento do ser humano aparecem primeiro no nível social (interpessoal), depois, no nível

7 7 individual (intrapessoal). A aprendizagem humana pressupõe uma natureza social específica e um processo através do qual as pessoas penetram na vida intelectual daquelas que as cercam. Identifica-se três momentos importantes da aprendizagem da criança sobre nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial: Zona de desenvolvimento real refere-se a etapas já alcançadas, já conquistadas pela criança, pela capacidade dela solucionar independentemente as atividades que lhe são propostas. Zona de desenvolvimento potencial capacidade de desempenhar tarefas com a ajuda de adultos ou com a cooperação de colegas mais capazes. Zona de desenvolvimento proximal - considerada como um nível intermediário. A zona de desenvolvimento proximal refere-se, assim, ao caminho que o indivíduo vai percorrer para desenvolver funções que estão em processo de amadurecimento e que se tornarão consolidadas, estabelecidas no seu nível de desenvolvimento real. É na zona de desenvolvimento proximal que a interferência de outros indivíduos é mais transformadora. Isso porque os conhecimentos já consolidados não necessitam mais de interferência externa. (OLIVEIRA, 1993, p.61) Papel da intervenção pedagógica da escola e do professor Como a aprendizagem impulsiona o desenvolvimento, a escola tem um papel essencial na construção do ser psicológico e racional. Segundo LA ROSA (2003), a escola ao dirigir o ensino para estágios de desenvolvimento, ainda não incorporados pelos alunos e não para etapas intelectuais já alcançadas, funciona como um incentivador de novas conquistas psicológicas. A escola tem ou deveria ter como ponto de partida o nível de desenvolvimento real da criança (em relação ao conteúdo) e como ponto de chegada os objetivos da aula a serem alcançados, ou seja, chegar ao potencial da criança. Uma vez que Vigotsky (1996) entende o homem como um ser social, a interferência de outras pessoas, pais, professores e colegas, é um aspecto fundamental para o desenvolvimento da criança. Nesse processo, o professor é

8 8 um estimulador da zona de desenvolvimento proximal, provocando avanços nos conhecimentos que ainda não aconteceram. Na teoria de Vigotsky (1996) compreende-se o erro como parte do processo ensino aprendizagem, que não é ignorado. A correção é importante para que o aluno perceba a necessidade de melhorar e de dedicar-se aos conhecimentos que ainda não domina. Nesse sentido, a interação com os colegas, o trabalho em grupo, além de estimular a interação social, podem ser momentos para o amadurecimento de idéias e aprimoramento do desenvolvimento. Entretanto, o contato individualizado entre professor e aluno não pode ser dispensado, pois é o momento em que o professor pode detectar o desenvolvimento real e proximal dos alunos. Prática pedagógica interacionista: comentando a investigação realizada Das observações, entrevistas, questionários e análise documental destacamos os seguintes pontos que exemplificam a prática pedagógica: Os alunos demonstram interesse e valorizam por meio de suas atitudes ao que é colocado durante as atividades de recepção para as aulas. Porém, em um determinado momento necessitam da intervenção do Diretor para que a ordem seja mantida. Na sala de aula o professor faz os encaminhamentos e a proposta de trabalho é apresentada. Nota-se a participação dos alunos neste processo. Enfatiza-se a atenção o interesse e a quantidade de idéias apresentadas pelos alunos com o intuito de enriquecer a proposta original do professor, o que ocasiona, em alguns momentos a mudança da atividade inicial. O diálogo é uma constante na relação professor-aluno e que passo a passo as crianças vão construindo significados, conhecimentos, valores, num diálogo consigo próprias, com o outro e com o mundo; levantando mentalmente as várias posições (opiniões, concepções, perspectivas) sobre determinado assunto. O trabalho em equipe é realizado desde as séries iniciais, nota-se uma grande desenvoltura nos grupos mais avançados; os alunos articulam bem as

9 9 suas colocações, fazem críticas de forma adequada e respeitosa. A participação é espontânea, os alunos não têm receio de colocarem suas opiniões e a discussão é constante na sala de aula. Evidencia-se a produção dos alunos pela quantidade e qualidade de materiais expostos nas salas de aula e nos corredores da escola. O tipo de trabalho observado apresenta conteúdos que fazem parte da realidade, como questões sobre adolescência, aborto, violência. A forma de apresentação dos mesmos assuntos é variada e criativa apontando características pessoais de cada grupo. Os alunos demonstram habilidade na utilização dos recursos nos laboratórios e demonstram prazer na realização das atividades propostas, desenvolvem gráficos a partir de dados coletados, realizam projetos de pesquisa, fazem experiências. Os indícios obtidos durante a investigação indicam que, o processo de ensino-aprendizado na escola parece ser construído tomando como ponto de partida o nível de desenvolvimento real da criança num dado momento e com relação a um determinado conteúdo a ser desenvolvido e como ponto de chegada os objetivos estabelecidos pela escola, supostamente adequados à faixa etária e ao nível de conhecimentos e habilidades de cada grupo de crianças. O percurso a ser seguido nesse processo estará balizado também pelas possibilidades das crianças, isto é, pelo seu nível de desenvolvimento potencial. Será muito diferente ensinar, por exemplo, a distinção entre aves e mamíferos para crianças que vivem na zona rural, em contato direto e constante com animais, do que para crianças que vivem em cidades e conhecem animais de outro modo. Mas, nos dois casos a escola tem o papel de fazer a criança avançar em sua compreensão do mundo a partir do seu desenvolvimento já consolidado e tendo como meta etapas posteriores, ainda não alcançadas. (OLIVEIRA, 1995, p. 62) Na hora do recreio foi observado que os alunos circulam, livremente, reunidos em pequenos grupos lancham e conversam. O diferencial aparece com relação às faixas etárias e os interesses, os menores, por exemplo, jogam futebol.

10 10 Quando o sinal toca os grupos se dirigem a área coberta onde formam as filas novamente, retornando as salas de aula com o professor. Durante as observações pudemos ver de forma concreta a ação pedagógica, participar das dinâmicas, ouvir os alunos e a anotar forma como os professores se relacionam com os alunos.os alunos envolvem-se nas atividades sem questionar se vai valer nota ou não. Demonstram desta forma que a preocupação é com o aprender e não com a nota. O tipo de intervenção dos professores também aponta para uma ação interacionista em que o diálogo ocorre em todos os momentos. O professor está sempre desafiando os alunos, encaminhando as atividades com a participação dos mesmos. As respostas e os resultados são discutidos e analisados coletivamente. O professor organiza todas as idéias trazidas pelos alunos, sistematiza o conteúdo e acrescenta idéias ou informações que ainda não foram apresentadas. Existem projetos que envolvem mais de uma disciplina, portanto interdisciplinares. A preocupação com as questões sociais e políticas é uma constante em todas aulas, a escola mantém várias atividades que envolvem os alunos com essas temáticas. Considerações finais Durante o mapeamento feito no segundo semestre de 2003, o grupo verificou que a proposta político-pedagógica da instituição é interacionista. Aceitamos o desafio de verificar se a proposta indicada concretiza-se na prática. Para esta análise tivemos que enfrentar primeiro o desafio de entender a concepção sóciointeracionista, nos lançamos a leituras com o objetivo de descobrir e conhecer a concepção interacionista e seus pensadores. Vigotsky configura-se como um pensador de fundamentação marxista, que elaborou uma teoria dialética dos processos mentais superiores, lidando com mecanismos por meio dos quais a cultura se converte em uma parte da natureza do indivíduo. De acordo com esta postura, o homem por meio do trabalho cria ferramentas e signos, transformando por um processo dialético, a si mesmo e a natureza.

11 11 A preocupação central de Vigotsky relaciona-se com a gênese das funções psicológicas superiores, geradas, segundo ele pela interação homem-culturanatureza, em que ocorre a mediação dos signos e das ferramentas, criados pela sociedade humana ao longo de sua história. Na investigação realizada vimos um ambiente de tranqüilidade e alegria, em que os alunos participam em todos os momentos da conquista de seu desenvolvimento e aprendizagem. Percebemos que existem momentos em que a ordem é mantida estabelecido o limite, em que a figura do diretor constitui-se em signo que os alunos respeitam. Nas salas de aula percebemos que o professor encaminha sua proposta de trabalho e que os alunos de forma autônoma envolvem-se e as realizam. As estratégias utilizadas pelos professores são as mais diversas, como recursos usam música, teatro, mímica e etc.; alunos participam fazendo questionamentos e colocando suas idéias e experiências. Não existe questionamento se aquela atividade valerá nota ou não, a preocupação está em realizar a tarefa. Foi observado que o uso de livros didáticos são suporte para a produção do aluno. Os textos que foram utilizados, por exemplo, na aula de português para ensinar um conteúdo gramatical, foram criados pelos alunos. Notamos um excelente vínculo dos alunos com os professores, e que a forma como as crianças trabalham e se articulam em grupos é fruto de um processo já trabalhado em anos anteriores. A entrevista com a equipe pedagógica administrativa indicou que os pedagogos acreditam e investem com paixão nesta proposta, neste processo, cujo objetivo é fazer com que os professores busquem conhecer mais, se aperfeiçoem e tenham unidade de ação. O que nos chamou a atenção é que na equipe há professores com maior tempo de magistério o que dificulta esta mudança de imediato. Consideramos importante esse fato, pois sabemos como é difícil mudar valores tão arraigados. Concluímos, com base nos questionários, que a maioria dos professores está inserida e trabalham dentro da proposta interacionista, apenas alguns sem a intensidade necessária, mas que já iniciam este processo de mudança.

12 12 A equipe pedagógica é consciente que não são todos os professores que conseguem entender e promover estas mudanças na forma de pensar e agir com os alunos em sala de aula, porém, acreditam que este processo de mudança pode ser lento e que o potencial dos professores deve ser valorizado. E, que dando ao professor ferramentas para que ele conheça a proposta, troque com os colegas aos poucos, este será contaminado por esta concepção. O grupo considera relevante o fato da rotatividade dos professores ser pequena, a equipe, então se fortalece e todo o investimento que a instituição faz com o aprimoramento é revertido com a qualidade do grupo e do ensino. Além disso, cria um vínculo do professor que passa a sentir-se parte da escola e de todo o processo de mudança. Durante esta pesquisa, nós enquanto grupo, tivemos ganhos significativos no nosso aprendizado e na forma de entendermos a educação. Não podemos duvidar do caráter revolucionário da teoria vigotskyana, mas sempre como um dos instrumentos que pode auxiliar na busca incessante por uma educação que recupere a crença no homem, o que ele tem de melhor: sua criatividade, sua autonomia, sua condição histórica de sujeito e não de objeto a ser modelado. Há ainda que considerar que toda educação é direcionada para uma realidade específica, e é a partir das suas peculiaridades culturais e sociais, que as teorias do conhecimento e da aprendizagem devem ser pensadas no âmbito da prática escolar. É um erro pensar a educação descolada da vida cotidiana. A contribuição social da educação está em ser transformadora, promover o respeito pela diferença, de estimular a riqueza da diversidade, o contrário disso é homogeneizar, é não permitir que um rico mosaico cultural seja pincelado por cada homem e cada mulher, diferentes nas suas particularidades, mas únicos enquanto humanidade. Agora, conhecendo esta nova concepção e as contribuições para a educação, concluímos que, sem uma reconstrução inteligente da escola, continuaremos a acentuar dentro de nossas próprias fronteiras, a mais criminosa apartação social.

13 13 Esta pesquisa, permitiu ao grupo entender a importância da aplicação desta teoria nas instituições, seus efeitos na sociedade e principalmente na criança, como ser histórico cultural que deve ser valorizado para que possa construir uma educação comprometida, que busque a formação de cidadãos autênticos, críticos e autônomos. Referências BECKER, Fernando. Epistemologia do professor : o cotidiano da escola. Petrópolis : Vozes, FREITAS, Maria Teresa de Assunção. O Pensamento de Vigotsky e Bakhtin no Brasil. Campinas : Ed. Papirus, p.(Coleção magistério, formação e trabalho pedagógico). ISBN LA ROSA, Jorge. Psicologia e educação: o significado do aprender.6. ed. Porto Alegre: Editupucrs, p. ISBN OLIVEIRA, Marta Khol. Vygotsky : aprendizado e desenvolvimento, um processo sócio-histórico.3.ed. São Paulo : Scipione, p. ISBN VIGOTSKY, Lev Semenovich. Pensamento e linguagem. 6. ed. Tradução: Jefferson Luiz Camargo. São Paulo : Martins Fontes, p. ISBN

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