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- Gonçalo Clementino Aleixo
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1 QUÍMICA A Ciência Central 9ª Edição Gases David P. White
2 Características dos gases Os gases são altamente compressíveis e ocupam o volume total de seus recipientes. Quando um gás é submetido à pressão, seu volume diminui. Os gases sempre formam misturas homogêneas com outros gases. Os gases ocupam somente cerca de 0,1 % do volume de seus recipientes. ii
3 Características dos gases
4 Pressão A pressão é a força atuando em um objeto por unidade de área: P = A gravidade exerce uma força sobre a atmosfera terrestre F A Uma coluna de ar de 1 m 2 de seção transversal exerce uma força de 10 5 N. A pressão de uma coluna de ar de 1 m 2 é de 100 kpa.
5 Pressão
6 Pressão A pressão atmosférica e o barômetro Unidades SI: 1 N = 1 kg m/s 2 ; 1 Pa = 1 N/m 2. A pressão atmosférica é medida com um barômetro. Se um tubo é inserido em um recipiente de mercúrio aberto à atmosfera, o mercúrio subirá 760 mm no tubo. A pressão atmosférica padrão é a pressão necessária para suportar 760 mm de Hg em uma coluna. Unidades: 1 atm = 760 mmhg = 760 torr = 1, Pa = 101,325 kpa.
7 Pressão A pressão atmosférica e o barômetro
8 A pressão atmosférica e o barômetro As pressões de gases não abertos para a atmosfera são medidas em manômetros. Um manômetro consiste de um bulbo de gás preso a um tubo em forma de U contendo Hg: SeP gas < P atm então P gas + P h2 = P atm. Se P gas > P atm então P gas = P atm + P h2. Pressão
9 As leis dos gases Relação pressão-volume: lei de Boyle Os balões de previsão de tempo são usados como o uma consequência prática para a relação entre a pressão e o volume de um gás. Quando o balão de previsão de tempo sobe, o volume diminui. Quando o balão de previsão de tempo se distancia da superfície terrestre, a pressão atmosférica diminui. A Lei de Boyle: o volume de uma quantidade fixa de gás é inversamente proporcional à sua pressão. Boyle usou um manômetro para executar o experimento.
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11 As leis dos gases Matematicamente: Relação pressão-volume: lei de Boyle Um gráfico de V versus P é um hiperbolóide. Da mesma forma, um gráfico de V versus 1/P deve ser uma linha reta passando pela origem.
12 As leis dos gases Relação pressão-volume: lei de Boyle
13 As leis dos gases Relação temperatura-volume: lei de Charles Sabemos que balões de ar quente expandem quando são aquecidos. A lei de Charles: o volume de uma quantidade fixa de gás à pressão constante aumenta com o aumento da temperatura. Matematicamente:
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15 As leis dos gases Relação temperatura-volume: lei de Charles Um gráfico de V versus T é uma linha reta. Quando T é medida em C, a intercepção no eixo da temperatura é -273,15 C. Definimos o zero absoluto, 0 K = -273,15 C. Observe que o valor da constante reflete as suposições: quantidade de gás e pressão.
16 As leis dos gases Relação quantidade-volume: lei de Avogadro A lei de Gay-Lussac de volumes combinados: a uma determinada temperatura e pressão, os volumes dos gases que reagem são proporções de números inteiros pequenos.
17 As leis dos gases Relação quantidade-volume: lei de Avogadro A hipótese de Avogadro: volumes iguais de gases à mesma temperatura e pressão conterão o mesmo número de moléculas. A lei de Avogadro: o volume de gás a uma dada temperatura e pressão é diretamente proporcional à quantidade de matéria do gás.
18 As leis dos gases Relação quantidade-volume: lei de Avogadro Matematicamente: Podemos mostrar que 22,4 L de qualquer gás a 0 C contém 6, moléculas de gás.
19 As leis dos gases Relação quantidade-volume: lei de Avogadro
20 A equação do gás ideal Considere as três leis dos gases. Lei de Boyle: Lei de Charles: Lei de Avogadro: Podemos combiná-las em uma lei geral dos gases:
21 A equação do gás ideal Se R é a constante de proporcionalidade (chamada de constante dos gases), ) então A equação do gás ideal é: R = 0,08206 L atm mol -1 K -1 = 8,314 J mol -1 K -1
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23 A equação do gás ideal Definimos TPP (temperatura e pressão padrão) = 0 C, 273,15 K, 1 atm. O volume de 1 mol de gás na TPP é:
24 A equação do gás ideal Relacionando a equação do gás ideal e as leis dos gases Se PV = nrt e n e T são constantes, tes, então PV = constante te e temos a lei de Boyle. Outras leis podem ser criadas de modo similar. Em geral, se temos um gás sob dois grupos de condições, então: PV 1 n T = P2 V n T 2 2 2
25 Aplicações adicionais da equação do gás ideal Densidades d de gases e massa molar A densidade tem unidades de massa por unidades de volume. Reajustando a equação ideal dos gases com M como massa molar, teremos: PV = nrt n P = V RT nm PM = d = V RT
26 A equação do gás ideal Densidades d de gases e massa molar A massa molar de um gás pode ser determinada como se segue: drt M = P Volumes de gases em reações químicas A equação ideal dos gases relaciona P, V e T ao número de mols do gás. O n pode então ser usado em cálculos estequiométricos.
27 Mistura de gases e pressões parciais Uma vez que as moléculas de gás estão tão separadas, podemos supor que elas comportam-se id independentemente. d t A Lei de Dalton: em uma mistura gasosa, a pressão total é dada pela soma das pressões parciais de cada componente: P total = P1 + P2 + P3 +L Cada gás obedece à equação ideal dos gases: P i = n i RT V
28 Mistura de gases e pressões parciais Combinando as equações: P total = RT V ( n + n + n + L) 1 2 Pressões parciais e frações em quantidade de matéria Considere n i a quantidade de matéria de gás i exercendo uma pressão parcial P i, então p p i i onde Χ i é a fração em quantidade de matéria (n i /n t ). 3 P = Χi P total
29 Mistura de gases e pressões parciais Coletando gases sobre a água É comum sintetizar gases e coletá-los através do deslocamento de um volume de água. Para calcular a quantidade de gás produzido, precisamos fazer a correção para a pressão parcial da água.
30 Mistura de gases e pressões parciais Coletando gases sobre a água
31 Teoria cinética molecular Teoria desenvolvida para explicar o comportamento dos gases. Teoria de moléculas l em movimento. Suposições: Os gases consistem it de umgrande número de moléculas l em movimento aleatório constante. O volume de moléculas individuais é desprezível comparado ao volume do recipiente. As forças intermoleculares (forças entre moléculas de gases) são insignificantes.
32 Teoria cinética molecular Suposições: Aenergiapode ser transferida entre as moléculas, mas a energia cinética total é constante à temperatura constante. A energia cinética iéti média das moléculas l é proporcional à temperatura. A teoria molecular cinética nos fornece um entendimento sobre a pressão e a temperaturas no nível molecular. A pressão de um gás resulta do número de colisões por unidade de tempo nas paredes do recipiente.
33 Teoria cinética molecular A ordem de grandeza da pressão é dada pela freqüência e pela força da colisão das moléculas. As moléculas de gás têm uma energia cinética média. Cada molécula tem uma energia diferente.
34 Teoria cinética molecular Há uma propagação de energias individuais de moléculas de gás em qualquer amostra de gases. À medida que a temperatura aumenta, a energia cinética média das moléculas de gás aumenta.
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36 Teoria cinética molecular À medida que a energia cinética aumenta, a velocidade das moléculas l do gás aumenta. A velocidade média quadrática, u, é a velocidade de uma molécula do gás que tem energia cinética média. A energia cinética média, ε, está relacionada à velocidade quadrática média: 2 ε = 1 mu 2
37 Teoria cinética molecular Aplicação das leis de gases À medida que o volume aumenta à temperatura constante, a cinética iéti média do gás permanece constante. t Consequentemente, t u é constante. Entretanto, o volume aumenta fazendo com que as moléculas do gás tenham que viajar mais para atingirem as paredes do recipiente. Portanto, a pressão diminui. Se a temperatura aumenta com volume constante, a energia cinética média das moléculas do gás aumenta. Conseqüentemente, há mais colisões com as paredes do recipiente e a pressão aumenta.
38 Teoria cinética molecular Efusão e difusão molecular l À medida que a energia cinética aumenta, a velocidade das moléculas l do gás aumenta. A energia cinética média de um gás está relacionada à sua massa : 2 ε = 1 mu 2 Considere dois d i gases à mesma temperatura: o gás á mais i leve l tem uma vqm mais alta do que o gás mais pesado. Mt Matematicamente: ti t 3RT u = M
39 Teoria cinética molecular Efusão e difusão molecular l Quanto menor a massa molar, M, mais alta a vqm.
40 Teoria Cinética molecular Lei da efusão de Graham À medida que a energia cinética aumenta, a velocidade das moléculas do gás aumenta. A efusão é a evasão de um gás através de um buraco pequeno (um balão esvaziará com o tempo devido à efusão). A velocidade da efusão pode ser medida.
41 Teoria cinética molecular
42 Teoria cinética molecular Lei da efusão de Graham Considere dois gases com massas molares M 1 e M 2, a velocidade relativa lti de efusão édd dada por: r r 1 2 u = u 1 2 = 3RT M 1 M = 3RT M M As moléculas l escapam de seu recipiente i para um espaço evacuado apenas quando batem no buraco. Consequentemente, t quanto mais alta for a vqm, maior será a probabilidade de uma molécula de gás bater no buraco
43 Teoria cinética molecular Difusão e caminho médio livre A difusão de um gás é a sua propagação pelo espaço. A difusão é mais rápida para as moléculas de gás leves. A difusão é significativamente mais lenta do que a velocidade vqm (considere alguém abrindo um frasco de perfume: passa algum tempo antes que o odor possa ser sentido, mas a velocidade vqm a 25 C é de cerca de mi/h). A difusão tem sua velocidade reduzida pelas colisões entre as moléculas de gás.
44 Teoria cinética molecular Difusão e caminho médio livre A distância média de uma molécula de gás entre as colisões é denominado d caminho médio livre. No nível do mar, o caminho médio livre é aproximadamente cm.
45 Gases reais: desvios do Comportamento ideal Da equação do gás ideal, temos PV = RT n Para 1 mol de gás, PV/RT = 1 para todas as pressões. Em um gás real, PV/RT varia significativamente de 1. Quanto maior for a pressão, maior será o desvio do comportamento ideal.
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47 Gases reais: desvios do Comportamento ideal Da equação do gás ideal, temos PV = RT Para 1 mol de gás, PV/RT = 1 a todas as temperaturas. À medida que a temperaturat aumenta, os gases se comportam de maneira mais ideal. As suposições na teoria cinética molecular mostram onde o comportamento do gás ideal falha : as moléculas de um gás têm volume finito; as moléculas de um gás se atraem. n
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49 Gases reais: desvios do Comportamento ideal À medida que a pressão em um gás aumenta, as moléculas são forçadas a se aproximarem. À medida que as moléculas ficam mais próximas, o volume do recipiente torna-se menor. Quanto menor for o recipiente, mais espaço as moléculas de gás começam a ocupar. Como conseqüência, quanto maior for a pressão, o gás se torna menos semelhante ao gás ideal.
50 Gases reais: desvios do Comportamento ideal À medida que as moléculas de gás ficam mais unidas, diminui a distância intermolecular.
51 Gases reais: desvios do Comportamento ideal Quanto menor for a distância entre as moléculas de gás, maior a chance das forças de atração se desenvolverem entre as moléculas. l Conseqüentemente, menos o gás se assemelha com um gás ideal. À medida que a temperaturat aumenta, as moléculas l de gás se movem mais rapidamente e se distanciam mais entre si. Altas temperaturas significam também mais energia disponível para a quebra das forças intermoleculares.
52 Gases reais: desvios do Comportamento ideal Conseqüentemente, quanto maior for a temperatura, t mais ideal lé o gás.
53 Gases reais: desvios do Comportamento ideal A equação de van der Waals Adicionamos dois termos à equação do gás ideal: um para corrigir o volume das moléculas l e o outro para corrigir i as atrações intermoleculares. Os termos de correção geram a equação de van der Waals: P nrt = V nb onde a e b são constantes t empíricas. íi n 2 a V 2
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55 Gases reais: desvios do Comportamento ideal A equação de van der Waals nrt P = V nb n 2 a V 2 Correção para o volume das moléculas Correção para a atração molecular Forma geral da equação de van der Waals: 2 n a P + = 2 V ( V nb) nrt
56 Fim do : Gases
GASES. https://www.youtube.com/watch?v=wtmmvs3uiv0. David P. White. QUÍMICA: A Ciência Central 9ª Edição Capítulo by Pearson Education
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