Patricia Smith Cavalcante (UFPE)

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1 Inovações Metodológicas no Ensino Superior Patricia Smith Cavalcante (UFPE)

2 INOVAÇÃO

3 A inovação existe em determinado lugar, tempo e circunstância, como produto de uma ação humana sobre o ambiente ou meio social.

4 INOVAÇÃO inovação requer uma ruptura necessária que permita reconfigurar o conhecimento para além das regularidades propostas pela modernidade. ruptura paradigmática e não apenas a inclusão de novidades, inclusive as tecnológicas. Nesse sentido envolve uma mudança na forma de entender o conhecimento (Cunha, 1998).

5 A ruptura com a forma tradicional de ensinar e aprender A perspectiva do conhecimento factual, positivistas da ciência moderna, que ambiciona amplas generalizações só reconhece como legitimo o conhecimento que foi gerado através da lógica experimental, sistematizada por leis que decorrem da constância. Sem desvalorizar a contribuição da ciência assim construída, a adesão à ruptura paradigmática significa o reconhecimento de outras formas de produção de saberes, incorporando a dimensão sócio-histórica do conhecimento que une sujeito e objeto.

6 A gestão participativa quebra com a estrutura vertical de poder responsabilizando o coletivo do processo de ensino e aprendizagem pelas propostas formuladas. o professor mantém a sua responsabilidade na condução do processo, mas partilha com os estudantes as decisões sobre os percursos e critérios adotados para definir a intensidade das atividades, bem como acolhe sugestões sobre os rumos do trabalho desenvolvido. A gestão participativa requer atitudes reflexivas frente ao conhecimento, pois pressupõe a diversidade de compreensões valorativas e habilidades para tratar com a complexidade.

7 A reconfiguração dos saberes requer a anulação ou diminuição das clássicas dualidades dos seres e dos saberes, do saber científico/saber popular, da ciência/cultura, da educação/trabalho, do corpo/alma, da teoria/prática, das ciências naturais/ciências sociais, da objetividade/subjetividade, da arte/ciência, do ensino/pesquisa e tantas outras formas propostas para a compreensão dos fenômenos humanos. compreensão integradora da totalidade, reconhecendo a legitimidade de diferentes fontes de saber e a percepção integradora do ser humano e da natureza.

8 A reorganização da relação teoria/prática a modernidade supervalorizou a teoria e passou a ideia de que ela seria o referente da prática. Essa lógica preside, predominantemente, os currículos escolares e universitários e o conceito de formação acadêmica. prática social é condição da problematização do conhecimento que os estudantes precisam produzir. A prática não significa a aplicação e confirmação da teoria, mas é a sua fonte. A prática é sempre única e multifacetada requer, por essa condição, uma intervenção refletida da teoria numa visão interdisciplinar.

9 Perspectiva orgânica no processo de concepção, desenvolvimento e avaliação da experiência desenvolvida coerência entre objetivos, desenvolvimento e avaliação num movimento de zigue-zague que costura cada etapa de maneira harmônica sem, entretanto, manter a rigidez dos processos previamente definidos, como propõem a racionalidade técnica. A coerência é uma busca processual, que exige, em muitos casos, mudanças de rumos e sensibilidade para o trato com o não previsto.

10 A mediação inclusão das relações sócio-afetivas como condição da aprendizagem significativa. inclui a capacidade de lidar com as subjetividades dos envolvidos, articulando essa dimensão com o conhecimento. Pressupõe relações de respeito entre professor e alunos, a dimensão do prazer de aprender, do gosto pela matéria de ensino e do entusiasmo pelas tarefas planejadas. a mediação faz a ponte entre o mundo afetivo e o mundo do conhecimento, incluindo os significados atribuídos a ele por cada indivíduo e a compreensão da historicidade de sua produção.

11 O protagonismo reconhece que tanto os alunos como os professores são sujeitos da prática pedagógica e, mesmo em posições diferentes, atuam como sujeitos ativos das suas aprendizagens. compreende a participação dos alunos nas decisões pedagógicas, a valorização da produção pessoal, original e criativa dos estudantes, estimulando processos intelectuais mais complexos e não repetitivos. resignifica o conceito de experiência, assumindo-a como algo que é particular de cada sujeito e que depende das suas estruturas culturais, afetivas e cognitivas para acontecer com sentido.

12 O protagonismo se afasta dos parâmetros únicos e estimula a autoria dos aprendizes na perspectiva da produção do conhecimento. Este não assume a condição de inédito, mas é novo para aquele que pela primeira vez o descobre, a partir da sua condição experiencial.

13 Metodologias Ativas processos interativos de conhecimento, análise, estudos, pesquisas e decisões individuais ou coletivas, com a finalidade de encontrar soluções para um problema. (Bastos, 2006). Metodologias Ativas baseiam-se em formas de desenvolver o processo de aprender, utilizando experiências reais ou simuladas, visando às condições de solucionar, com sucesso, desafios advindos das atividades essenciais da prática social, em diferentes contextos. (Berbel, 2011) Problematização Paulo Freire

14 Estudo de Caso bastante utilizado em cursos de Direito, Administração, Medicina entre outros. Com o Estudo de Caso, o aluno é levado à análise de problemas e tomada de decisões.

15 O método de projetos é uma modalidade que pode associar atividades de ensino, pesquisa e extensão. [...] são atividades que redundam na produção, pelos alunos, de um relatório final que sintetize dados originais (práticos ou teóricos), colhidos por eles, no decurso de experiências, inquéritos ou entrevistas com especialistas. O projeto deve visar à solução de um problema que serve de título ao projeto (BORDENAVE; PEREIRA, 1982, p. 233).

16 A pesquisa científica atividade bastante estimulada junto aos alunos do ensino superior, que a podem desenvolver como uma Iniciação Científica I.C., em Trabalhos de Conclusão de Curso TCC, inserindo-se como colaboradores em projetos de professores, entre outras possibilidades.

17 A aprendizagem baseada em problemas introduzida no Brasil em currículos de Medicina. eixo principal do aprendizado técnico-científico numa proposta curricular. Conforme Sakai e Lima (1996), ela se desenvolve com base na resolução de problemas propostos, com a finalidade de que o aluno estude e aprenda determinados conteúdos. Segundo os autores, esta metodologia é formativa à medida que estimula uma atitude ativa do aluno em busca do conhecimento.

18 A Dimensão Tecnológica das Metodologias Ativas Informações em rede cooperação e colaboração. Ferramentas para produção docente e discente.

19 RUWANDA

20 KENYA

21 Aprendizagem Móvel

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30 ALUNO TECNOLÓGICO

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