Destaque Depec - Bradesco
|
|
|
- Yago Henriques Gentil
- 10 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Destaque Depec - Bradesco Ano XII - Número de setembro de 2015 Melhora dos fundamentos macroeconômicos protege países latino-americanos de repetir crise de mesma intensidade da década de 80 Felipe Wajskop França Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos A década de 1980 foi marcada por sucessivas crises nos países da América Latina. A forte dependência externa da região e a fragilidade dos fundamentos macroeconômicos, em conjunto com um cenário internacional bastante desafiador, resultaram no default da dívida externa na maioria deles e em um longo período de baixo crescimento econômico. Muitas das condições presentes naquele momento se repetem hoje, o que levanta a dúvida sobre a possibilidade de a América Latina repetir a década perdida. Nos últimos trinta anos, no entanto, esses países foram capazes de reduzir sua fragilidade macroeconômica. Desse modo, o risco de que uma crise da mesma magnitude daquela exibida na década de 80 se concretize nos próximos anos nos parece reduzido. Durante a década de 1970, dois choques Argentina 19,4% 35,8% 46,3% Brasil 14,3% 31,7% 26,8% Chile 32,5% 41,8% 58,5% Colômbia 33,5% 21,5% 45,6% México 20,3% 30,6% 41,2% Peru 46,4% 48,4% 83,4% Venezuela 12,0% 43,6% 71,7% A partir de então, os países latino-americanos passaram a enfrentar dificuldades crescentes de servir suas dívidas externas e, nos anos que se seguiram, a maioria foi obrigada a renegociar suas sucessivos nos preços do petróleo (em 1973/1974 e em 1979/1980) criaram, em última instância, um fluxo crescente de recursos dos países exportadores (beneficiados pelo aumento dos preços) para as nações latino-americanas (afetadas pela deterioração do déficit em conta corrente) 1. Como resultado, ao longo desse período, a dívida externa dos países da região cresceu em velocidade surpreendente. A dívida do México, por exemplo, saltou de 20,3% do PNB 2 em 1970, para 30,6% em O baixo nível da taxa de juros nos países desenvolvidos e o crescimento acelerado da economia mundial permitiram que essa situação se estendesse ao longo dos anos 70. No entanto, com o início do aumento dos juros nos EUA em 1979 e uma recessão em nível global nos anos seguintes, essa situação se tornou insustentável. Dívida externa (% do PNB) Fonte: Banco Mundial/ Banco Central do Chile obrigações com os credores. O primeiro deles foi o México, que em agosto de 1982, anunciou ao banco central norte-americano e ao FMI que não conseguiria mais horar seus compromissos 1 Esse fluxo não ocorria de forma direta, mas por meio dos bancos norte-americanos, que canalizavam o excesso de liquidez proveniente dos países exportadores de petróleo com empréstimos para a América Latina e outras nações menos desenvolvidas (LDC na sigla em inglês). 2 O Produto Nacional Bruto (PNB) considera as rendas recebidas do exterior por residentes do País e desconta as que foram apropriadas por residentes de outros países. 1
2 financeiros. Como consequência das dificuldades em rolar suas dívidas, os países da região passaram a recorrer cada vez mais à emissão monetária, levando a inflação (já elevada nos anos anteriores) a patamares explosivos. Adicionalmente, a falta de recursos para financiar o déficit em conta corrente e os regimes de câmbio fixo, adotados pela maioria dos países, resultaram em contrações acentuadas da atividade econômica nos anos seguintes o PIB do México, por exemplo, retraiu 4,2% em Argentina 4,2% -5,7% -5,0% 3,9% 2,2% Brasil 9,1% -4,4% 0,6% -3,4% 5,3% Chile 8,1% 4,7% -10,3% -3,8% 8,0% Colômbia 4,1% 2,3% 0,9% 1,6% 3,4% México 9,2% 8,8% -0,6% -4,2% 3,6% Peru 6,1% 5,6% -0,2% -10,4% 3,6% Venezuela -4,4% -0,4% -2,1% -3,8% 1,4% Variação anual do PIB (%) Fonte: Banco Mundial Algumas das condições que levaram a essa situação se repetem hoje, ainda que não na mesma intensidade. Os países latino-americanos acumularam déficits em conta corrente expressivos nos últimos anos, a maioria deles enfrenta inflações acima das respectivas metas e desaceleração do PIB e os EUA se preparam para subir os juros. No entanto, dois fatores fundamentais diferem em muito a situação atual daquela de 30 anos atrás. Em primeiro lugar, entre os maiores países da região, apenas a Argentina e a Venezuela têm hoje regimes de câmbio fixo 3. Dessa forma, a variação do câmbio absorve o impacto da volatilidade externa, equilibrando o déficit em conta corrente. Adicionalmente, ao longo das últimas décadas, os países emergentes acumularam uma quantidade significativa de reservas em moeda estrangeira, reduzindo sua fragilidade externa. Outros avanços institucionais importantes conquistados nas últimas décadas também deram maior proteção às nações latino-americanas em eventuais crises internacionais. Em especial, a adoção de sistemas de metas de inflação e regimes fiscais responsáveis 4. No primeiro caso, políticas monetárias conduzidas com autonomia de fato, se não de direito, reduzem o custo de desinflacionar essas economias, especialmente frente a desvalorizações expressivas do câmbio, como as que têm ocorrido recentemente. Ao mesmo tempo, quando aliadas a políticas fiscais responsáveis, guiadas por esforços em reduzir a dívida pública, reforçam os fundamentos macroeconômicos e reduzem o prêmio de risco desses países. Condições macroeconômicas média de 1980 a 1984 Destaque - Bradesco Argentina Brasil Chile Colômbia México Peru Venezuela Saldo em CC (% do PIB) -2,1% -5,7% -9,2% -3,6% -1,5% -6,4% 4,6% Reservas/ Dívida Externa 13,9% 7,8% 16,3% 51,4% 5,8% 20,2% 37,4% Variação do PIB (%) -0,1% 1,4% 1,3% 2,4% 3,4% 0,9% -1,8% Inflação (%) 268,1% 132,4% 19,2% 22,0% 63,5% 90,3% 11,1% Resultado nominal (% do PIB) -5,0% 0,9% -0,5% -3,7% -6,0% -4,3% 1,8% Crédito ao Setor Privado (% do PIB) 29,2% 44,5% 68,4% 34,3% 16,2% 20,1% 53,8% Dívida Pública (% do PIB) 36,9% 41,6% 24,1% 19,3% 44,3% 44,8% 19,3% Variação dos termos de troca (%) -1,5% -2,1% -3,4% -6,0% -2,8% -1,9% 6,9% Variação do PIB Mundial (%) 2,3% 2,3% 2,3% 2,3% 2,3% 2,3% 2,3% 3 No caso argentino há um regime de desvalorização administrada por parte do banco central, que, no entanto, mantém a moeda sobrevalorizada em relação ao dólar. 4 Entre os maiores países da região, o Chile foi o primeiro a adotar o sistema de metas de inflação, em 1990, seguido pelo, Brasil, Colômbia e México (todos em 1999) e Peru (2002). 2
3 Condições macroeconômicas 2014 Argentina Brasil Chile Colômbia México Peru Venezuela Saldo em CC (% do PIB) -0,9% -4,4% -1,2% -5,0% -2,1% -4,1% 4,3% Reservas/ Dívida Externa* 22,4% 74,4% 26,7% 46,9% 40,7% 116,1% 17,1% Variação do PIB (%) 0,5% 0,1% 1,9% 4,6% 2,1% 2,4% -4,0% Inflação (%) 37,6% 6,3% 4,4% 2,9% 4,0% 3,2% 62,2% Resultado nominal (% do PIB) -2,7% -6,2% -1,4% -1,4% -4,6% -0,1% -14,8% Crédito ao Setor Privado (% do PIB) 14,4% 69,1% 109,4% 52,7% 31,4% 34,0% 29,9% Dívida Pública (% do PIB) 48,6% 65,2% 13,9% 38,0% 50,1% 20,7% 45,6% Variação dos termos de troca (%) -2,5% -3,4% -1,2% -3,6% -5,1% -5,7% -11,8% (*) O último dado disponível é de Uma análise mais criteriosa de um conjunto maior de variáveis macroeconômicas, de fato, nos permite afirmar que a situação dos maiores países latinoamericanos é bastante mais confortável hoje que na década de 1980 tanto em termos de fragilidade interna como externa. Comparando o período de 1980 a 1984 com 2010 a 2014, apenas a Venezuela está em situação efetivamente desfavorável. A Argentina é um caso um pouco à parte, pois desde a renegociação da sua dívida, em 2005 e 2010, o país tem baixo nível de endividamento externo (e interno), o que reduz as chances de uma crise de grandes proporções, mesmo com um regime de câmbio semifixo, inflação elevada e baixo crescimento econômico. Um ponto que chama a atenção, no entanto, é o aumento da alavancagem do setor privado, medida pelo crédito como proporção do PIB, que subiu em quase todos os países analisados (com exceção da Argentina e da Venezuela). O setor público, porém, está em situação mais favorável, em especial quando comparamos o esforço fiscal, medido pelo resultado nominal como proporção do PIB. O mesmo pode ser dito sobre o crescimento médio do PIB (apesar da desaceleração recente da atividade econômica na região) e sobre a inflação. Por fim, o ambiente internacional é menos desfavorável, já que a perda de termos de troca é menor e o crescimento do PIB mundial ainda é ligeiramente maior. Comparação das condições macroeconômicas 1980/1984 e 2010/2014 Destaque - Bradesco (*) O último dado disponível é de De fato, a principal vantagem desses países no período atual é a adoção de um regime de câmbio flutuante, que tem permitido o ajuste do déficit externo na maioria deles. O exemplo mais expressivo é o México, onde a desvalorização de mais de 20% da moeda nos doze meses encerrados em junho (em conjunto com a retração da demanda doméstica) permitiu a redução do déficit em conta corrente de 2,1% em 2014 para 0,5% no segundo trimestre de Por outro lado, uma medida de mais alta 3
4 frequência dos termos de troca, calculada pelo Citibank, revela queda mais intensa desde o início do ano. Adicionalmente, essas economias são hoje mais abertas e também mais dependentes de um único destino para seus produtos (a China), o que as torna mais vulneráveis ao cenário internacional. Ainda assim, o regime de câmbio flutuante permite que a depreciação da moeda compense o impacto da perda de termos de troca e do volume das exportações decorrente de uma desaceleração mais intensa da economia chinesa, equilibrando novamente as contas externas. Taxa de Câmbio Termos de Troca Saldo em CC Argentina 11,7% 2,6% -0,4% Brasil 40,1% -10,3% -4,5% Chile 15,6% -0,5% -0,1% Colômbia 38,3% -24,9% -6,4% México 21,4% -1,8% -0,5% Peru 13,6% -4,1% -3,6% Venezuela* Variação em doze meses até junho da taxa de câmbio e dos termos de troca e saldo em conta corrente (% do PIB) (*) O país não dispõem de dados atualizados e possui regime de câmbio fixo. Fonte: Bloomberg Em resumo, a maioria das nações latino americanas, com raras exceções, como a Venezuela, obteve avanços importantes na condução da política econômica nas últimas décadas, adotando uma política monetária e fiscal responsável, regimes de câmbio flutuante e acumulando reservas cambiais. Dessa forma, ainda que possam enfrentar dificuldades nos próximos anos, em função da perspectiva de aumento dos juros nos EUA, redução da liquidez internacional e fraco crescimento da economia mundial, uma crise da dívida semelhante à ocorrida nos anos 80 tem baixo risco de se repetir. De qualquer modo, o desempenho dessas economias deverá ser bastante inferior ao exibido na última década, quando a região foi beneficiada pelo crescimento acelerado da economia chinesa e por um ciclo favorável dos preços das commodities, principal produto de exportação latino-americano. Destaque - Bradesco 4
5 Destaque - Bradesco Equipe Técnica Octavio de Barros - Diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos Marcelo Cirne de Toledo - Superintendente executivo Economia Internacional: Fabiana D Atri / Felipe Wajskop França / Thomas Henrique Schreurs Pires Economia Doméstica: Igor Velecico / Andréa Bastos Damico / Ellen Regina Steter / Myriã Tatiany Neves Bast / Ariana Stephanie Zerbinatti Análise Setorial: Regina Helena Couto Silva / Priscila Pacheco Trigo / Leandro de Oliveira Almeida Pesquisa Proprietária: Fernando Freitas / Leandro Câmara Negrão / Ana Maria Bonomi Barufi Estagiários: Davi Sacomani Beganskas / Henrique Neves Plens / Mizael Silva Alves / Gabriel Marcondes dos Santos / Wesley Paixão Bachiega / Carlos Henrique Gomes de Brito / Gustavo Assis Monteiro O BRADESCO não se responsabiliza por quaisquer atos/decisões tomadas com base nas informações disponibilizadas por suas publicações e projeções. Todos os dados ou opiniões dos informativos aqui presentes são rigorosamente apurados e elaborados por profissionais plenamente qualificados, mas não devem ser tomados, em nenhuma hipótese, como base, balizamento, guia ou norma para qualquer documento, avaliações, julgamentos ou tomadas de decisões, sejam de natureza formal ou informal. Desse modo, ressaltamos que todas as consequências ou responsabilidades pelo uso de quaisquer dados ou análises desta publicação são assumidas exclusivamente pelo usuário, eximindo o BRADESCO de todas as ações decorrentes do uso deste material. Lembramos ainda que o acesso a essas informações implica a total aceitação deste termo de responsabilidade e uso. A reprodução total ou parcial desta publicação é expressamente proibida, exceto com a autorização do Banco BRADESCO ou a citação por completo da fonte (nomes dos autores, da publicação e do Banco BRADESCO). 5
Destaque Setorial - Bradesco
Telecomunicações 17 de novembro de 2015 Avanço dos serviços de telecomunicações deverá ser mais lento nos próximos anos Priscila Pacheco Trigo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Os serviços
Destaque Setorial - Bradesco
Siderurgia 12 de maio de 2015 Demanda externa deve compensar parcialmente retração doméstica de produtos siderúrgicos Leandro de Oliveira Almeida Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos A retração
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos
Junho de 2015 Cotação do açúcar deve seguir em baixo patamar, refletindo elevado nível de estoques globais Priscila Pacheco Trigo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos O nível de estoques de açúcar
Destaque Depec - Bradesco
Destaque Depec - Bradesco Ano XII - Número 98-25 de março de 2015 O repasse cambial sobre os preços administrados Myriã Tatiany Neves Bast Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos O Banco Central
Destaque Depec - Bradesco
Destaque Depec - Bradesco Ano XII - Número 11-0 de julho de 015 Melhora da composição da carteira de crédito e desalavancagem das famílias deverão conter a alta da inadimplência Ellen Regina Steter Departamento
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos
Maio de 2015 Benefício do câmbio mais depreciado sobre as exportações de carnes será limitado pela queda da demanda de mercados relevantes Regina Helena Couto Silva Departamento de Pesquisas e Estudos
Calendário de Eventos Econômicos
Calendário de Eventos Econômicos Horário Eventos Previsão Comentários SegundaFeira 05/10 08:25 Bacen: Boletim Focus (semanal) 10:00 Markit: Índice PMI composto 15:00 MDIC: Balança comercial (semanal) 04:55
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos
Janeiro de 2013 Mudanças estruturais no mercado de café devem favorecer fluxos mais equilibrados de oferta e de demanda, implicando menores níveis de volatilidade das cotações Regina Helena Couto Silva
Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 22 de Setembro de 2015
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 22 de Setembro de 1 AES Eletropaulo pretende investir R$ milhões por ano, até 17 A AES Eletropaulo anunciou
Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 02 de julho de 2015
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 2 de julho de 1 Grupo São Martinho investirá entre R$ 7 e 7 milhões O grupo São Martinho investirá entre
Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 08 de julho de 2015
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 8 de julho de 1 A Videocon Industries prevê investir US$ 2, bilhões no País até A indiana Videocon Industries
Destaque Setorial - Bradesco
Construção Residencial 16 de dezembro de 2014 Ajuste dos estoques de imóveis residenciais reforça expectativa de menor crescimento da atividade de construção civil nos próximos trimestres Departamento
Destaque Setorial - Bradesco
Energia elétrica 22 de setembro de 2015 Acreditamos que a bandeira tarifária amarela prevalecerá em 2016, a despeito da melhora da perspectiva de chuvas diante do El Niño Priscila Pacheco Trigo Departamento
Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 18 de dezembro de 2014
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 18 de dezembro de 14 Sistema Produtor São Lourenço terá investimento de R$ 2,6 bilhões A empresa Sistema
RELATÓRIO TESE CENTRAL
RELATÓRIO Da audiência pública conjunta das Comissões de Assuntos Econômicos, de Assuntos Sociais, de Acompanhamento da Crise Financeira e Empregabilidade e de Serviços de Infraestrutura, realizada no
Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial. Guilherme Mercês Sistema FIRJAN
Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial Guilherme Mercês Sistema FIRJAN Cenário Internacional Cenário mundial ainda cercado de incertezas (1) EUA: Recuperação lenta; juros à frente (2) Europa:
Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 03 de junho de 2015
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 3 de junho de 1 CCR investirá R$ bilhões neste ano O grupo de concessões de infraestrutura CCR vai investir
Destaque Setorial - Bradesco
Ensino superior 1 de junho de 214 Crescimento do sistema de ensino superior tem sido alavancado pela renda e pelos incentivos governamentais, mas enxergamos desafios à frente Regina Helena Couto Silva
Investimento em infraestrutura: efeitos multiplicadores sobre o crescimento do PIB
Investimento em infraestrutura: efeitos multiplicadores sobre o crescimento do PIB Brasília (DF), 06 de outubro de 2015 1 Diretoria Estratégia da Marca Gerência de Assessoramento Econômico Economia Internacional
TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO
II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas
RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012
RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO Junho de 2012 Riscos e oportunidades para a indústria de bens de consumo A evolução dos últimos anos, do: Saldo da balança comercial da indústria
Relatório Econômico Mensal Agosto 2011
Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Tópicos Economia Americana: Confiança em baixa Pág.3 EUA X Japão Pág. 4 Mercados Emergentes: China segue apertando as condições monetárias Pág.5 Economia Brasileira:
Impacto sobre os rendimentos dos títulos públicos
Como as taxas de juros dos Estados Unidos afetam os mercados financeiros das economias emergentes 15 de maio de 2014 Alexander Klemm, Andre Meier e Sebastián Sosa Os governos da maioria das economias emergentes,
Perspectivas da Economia Brasileira
Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento
Conhecimentos Bancários. Item 3.1.3 Formação da Taxa de Juros Parte 2
Conhecimentos Bancários Item 3.1.3 Formação da Taxa de Juros Parte 2 Item 3.1.3 Formação da Taxa de Juros Alguns conceitos importantes: 1. PIB PRODUTO INTERNO BRUTO; 2. Índices de Inflação; 3. Títulos
Vamos usar a seguinte definição: Aumento da taxa de cambio = Desvalorização. Taxa de cambio real : é o preço relativo dos bens em dois paises.
Vamos usar a seguinte definição: Aumento da taxa de cambio = Desvalorização Uma desvalorização ocorre quando o preço das moedas estrangeiras sob um regime de câmbio fixa é aumentado por uma ação oficial.
NOTAS ECONÔMICAS. Regimes cambiais dos BRICs revelam diferentes graus de intervenção no câmbio
NOTAS ECONÔMICAS Informativo da Confederação Nacional da Indústria Ano 11 Número 2 12 de julho de 2010 www.cni.org.br Regimes cambiais dos BRICs revelam diferentes graus de intervenção no câmbio Brasil
O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999
14 de maio de 2014 Indicador IFO/FGV de Clima Econômico da América Latina¹ O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999 O indicador
CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015
CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 1 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. Política Econômica Desastrosa do Primeiro Mandato 2.1. Resultados
ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS
ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS - 2007 (Anexo específico de que trata o art. 4º, 4º, da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000)
DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos FEIJÃO OUTUBRO DE 2015
DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos FEIJÃO OUTUBRO DE 2015 CALENDÁRIO AGRÍCOLA - FEIJÃO Safra 1ª - Safra das Águas 2ª - Safra da Seca 3ª - Safra de Inverno Principais Regiões Sul, Sudeste,
NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014
NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014 Março 2015 1 NOTA CEMEC 03/2015 SUMÁRIO Os dados de Contas Nacionais atualizados até o terceiro trimestre de 2014 revelam a continuidade da
RELATÓRIO TRIMESTRAL DE FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL. Abril 2015
RELATÓRIO TRIMESTRAL DE FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL Abril 2015 Equipe Técnica: Diretor: Carlos Antônio Rocca Superintendente: Lauro Modesto Santos Jr. Analistas: Elaine Alves Pinheiro e Fernando
Extrato de Fundos de Investimento
Extrato de Fundos de Investimento São Paulo, 02 de Janeiro de 2015 Prezado(a) Período de Movimentação FUNDO DE PENSAO MULTIPATR OAB 01/12/2014 a 31/12/2014 Panorama Mensal Dezembro 2014 A volatilidade
Panorama Econômico. Principais Fatos da Semana. 04 de Maio de 2015. Sumário. Acompanhamento De 27 de Abril a 01 de Maio
Panorama Econômico 04 de Maio de 2015 Sumário Principais Fatos da Semana 1 Economia EUA 2 Economia Brasileira 3 Índices de Mercado 5 Calendário Semanal 5 Acompanhamento Principais Fatos da Semana Nos Estados
O papel anticíclico do BNDES sobre o crédito
3 ago 2006 Nº 7 O papel anticíclico do BNDES sobre o crédito Por Ernani Teixeira Torres Filho Superintendente da SAE Nas crises, sistema bancário contrai o crédito. BNDES atua em sentido contrário e sua
Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 25 de novembro de 2014
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 2 de novembro de 14 A ThyssenKrupp planeja investir R$ 2 bilhões até 19 A ThyssenKrupp, grupo industrial
TRABALHO DE ECONOMIA:
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS - UEMG FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE ITUIUTABA - FEIT INSTITUTO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA DE ITUIUTABA - ISEPI DIVINO EURÍPEDES GUIMARÃES DE OLIVEIRA TRABALHO DE ECONOMIA:
Pesquisa FEBRABAN de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado
Pesquisa FEBRABAN de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado Variáveis Macroeconômicas Pesquisa de Projeções Macroeconômicas (Média) Efetivos Efetivos Pesquisas anteriores 2012 2013 Pesquisa
NOTA CEMEC 06/2015 CÂMBIO CONTRIBUI PARA RECUPERAÇÃO DE MARGENS E COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA
NOTA CEMEC 06/2015 CÂMBIO CONTRIBUI PARA RECUPERAÇÃO DE MARGENS E COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA Agosto de 2015 O CEMEC não se responsabiliza pelo uso dessas informações para tomada de decisões de compra
Os investimentos no Brasil estão perdendo valor?
1. Introdução Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? Simone Maciel Cuiabano 1 Ao final de janeiro, o blog Beyond Brics, ligado ao jornal Financial Times, ventilou uma notícia sobre a perda de
Baixa do dólar e recuo das Treasuries corroboram para fechamento dos juros futuros; Fatores domésticos levam a depreciação do dólar frente ao real;
20-jan-2014 Baixa do dólar e recuo das Treasuries corroboram para fechamento dos juros futuros; Fatores domésticos levam a depreciação do dólar frente ao real; Ibovespa recuou 1,04% na semana, seguindo
MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS MÓDULO 7 POLÍTICA CAMBIAL
MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS MÓDULO 7 POLÍTICA CAMBIAL Índice 1. Política Cambial...3 1.1. Taxa de câmbio fixa... 3 1.2. Taxa de câmbio flutuante... 3 1.3. Padrão currency board... 3 2. Política de
Ano I Boletim II Outubro/2015. Primeira quinzena. são específicos aos segmentos industriais de Sertãozinho e região.
O presente boletim analisa algumas variáveis chaves na atual conjuntura da economia sertanezina, apontando algumas tendências possíveis. Como destacado no boletim anterior, a indústria é o carro chefe
01 _ Enquadramento macroeconómico
01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico O agravamento da crise do crédito hipotecário subprime transformou-se numa crise generalizada de confiança com repercursões nos mercados
MOTIVAÇÕES PARA A INTERNACIONALlZAÇÃO
Internacionalização de empresas brasileiras: em busca da competitividade Luis Afonso Lima Pedro Augusto Godeguez da Silva Revista Brasileira do Comércio Exterior Outubro/Dezembro 2011 MOTIVAÇÕES PARA A
Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 19 de junho de 2015
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados 19 de junho de Riachuelo planeja investir de R$ 2 a 2, bilhões até 19 A Riachuelo planeja investimentos
China: crise ou mudança permanente?
INFORMATIVO n.º 36 AGOSTO de 2015 China: crise ou mudança permanente? Fabiana D Atri* Quatro grandes frustrações e incertezas com a China em pouco mais de um mês: forte correção da bolsa, depreciação do
Classificação da Informação: Uso Irrestrito
Cenário Econômico Qual caminho escolheremos? Cenário Econômico 2015 Estamos no caminho correto? Estamos no caminho correto? Qual é nossa visão sobre a economia? Estrutura da economia sinaliza baixa capacidade
Mercado Financeiro e de Capitais Prof. Cleber Rentroia MBA em Finanças e Banking
1. Quando o IPCA tende a subir além das metas de inflação, qual medida deve ser tomada pelo COPOM: a) Abaixar o compulsório b) Reduzir taxa do redesconto c) Aumentar o crédito d) Elevar a taxa de juros
(Esta questão vale dois pontos e a análise deve ser feita graficamente)
Universidade de Brasília Departamento de Economia Disciplina: Macroeconomia II Professor: Carlos Alberto Período: Verão/2012 Segunda Prova Questões 1. Na sala de aula fizemos um exercício bem simples.
Extrato de Fundos de Investimento
São Paulo, 01 de Abril de 2015 Prezado(a) FUNDO DE PENSAO MULTIPATR OAB 02/03/2015 a 31/03/2015 Panorama Mensal Março 2015 Os mercados financeiros seguiram voláteis ao longo do mês de março, em especial
* (Resumo executivo do relatório Where does it hurts? Elaborado pela ActionAid sobre o impacto da crise financeira sobre os países em
* (Resumo executivo do relatório Where does it hurts? Elaborado pela ActionAid sobre o impacto da crise financeira sobre os países em desenvolvimento) A atual crise financeira é constantemente descrita
CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real
CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real Capítulo utilizado: cap. 13 Conceitos abordados Comércio internacional, balanço de pagamentos, taxa de câmbio nominal e real, efeitos
Crescimento Econômico Brasileiro: Análise e Perspectivas
Crescimento Econômico Brasileiro: Análise e Perspectivas Fernando A. Veloso Ibmec/RJ XII Seminário Anual de Metas para a Inflação Maio de 2010 Crescimento da Renda per Capita Entre 1960 e 1980, a renda
Taxa de Câmbio. Recebimento de juros Recebimentos de lucros do exterior Receita de rendas do trabalho
Taxa de Câmbio TAXA DE CÂMBIO No Brasil é usado a CONVENÇÃO DO INCERTO. O valor do dólar é fixo e o variável é a nossa moeda. Por exemplo : 1 US$ = R$ 3,00 Mercado de Divisa No mercado de câmbio as divisas
com produtos chineses perderam mercado no exterior em 2010. China Sendo que, esse percentual é de 47% para o total das indústrias brasileiras.
73% das indústrias gaúchas exportadoras que concorrem com produtos chineses perderam mercado no exterior em 2010. 53% das indústrias gaúchas de grande porte importam da China Sendo que, esse percentual
27.03.12. Paulo Safady Simão Presidente da CBIC
27.03.12 Paulo Safady Simão Presidente da CBIC REPRESENTANTE NACIONAL E INTERNACIONAL DAS ENTIDADES EMPRESARIAIS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E DO MERCADO IMOBILIÁRIO SINDICATOS, ASSOCIAÇÕES E CÂMARAS 62
Conjuntura Macroeconômica Semanal
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Conjuntura Macroeconômica Semanal 27 de fevereiro de 2015 Dados de preço e quantum de exportações e importações
Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq.
Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. Frenkel, R. (2002). Capital Market Liberalization and Economic Performance in Latin America As reformas financeiras da América
Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro
Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia
NOTA CEMEC 05/2015 INVESTIMENTO E RECESSÃO NA ECONOMIA BRASILEIRA 2010-2015: 2015: UMA ANÁLISE SETORIAL
NOTA CEMEC 05/2015 INVESTIMENTO E RECESSÃO NA ECONOMIA BRASILEIRA 2010-2015: 2015: UMA ANÁLISE SETORIAL Agosto de 2015 O CEMEC não se responsabiliza pelo uso dessas informações para tomada de decisões
A crise financeira global e as expectativas de mercado para 2009
A crise financeira global e as expectativas de mercado para 2009 Luciano Luiz Manarin D Agostini * RESUMO - Diante do cenário de crise financeira internacional, o estudo mostra as expectativas de mercado
