TEORIA GERAL DOS SISTEMAS
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- Maria Fernanda Furtado Laranjeira
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1 TEORIA GERAL DOS SISTEMAS
2 2 HISTÓRICO Gottfried Leibniz ( ) chamava de Sistema: Repertório de conhecimentos que não se limitasse a ser um simples inventário, mas que contivesse suas razões ou provas e descrevesse o ideal sistemático Filósofo, cientista, matemático, diplomata e bibliotecário
3 3 HISTÓRICO Para Emmanuel Kant ( ): a unidade de múltiplos conhecimentos, reunidos sob uma única ideia Crítica da Razão Pura Neste livro tenta responder três questões fundamentais da filosofia: Que podemos saber? Que devemos fazer? Que podemos esperar?
4 4 HISTÓRICO Ludwig von Bertalanffy ( ): Criticou a visão de que o mundo é dividido em diferentes áreas, é de fato, o TODO INTEGRADO
5 5 MARCO ATUAL Após essa percepção, surge a definição de Sistema, tal como a entendemos hoje: Um conjunto de elementos inter-relacionados com um objetivo comum.
6 6 MARCO ATUAL Bertalanffy difundiu a ideia de que: O organismo é um todo maior que a soma das suas partes.
7 7 MARCO ATUAL Mostrou que se deve estudar os sistemas globalmente, de forma a envolver todas as suas interdependências.
8 8 MARCO ATUAL Cada um dos elementos, ao serem reunidos para constituir uma unidade funcional maior, desenvolvem características que não se encontram em seus componentes isolados.
9 DEFINIÇÕES 9
10 10 DEFINIÇÃO Conjunto de partes interagentes e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário, com determinado objetivo e efetuam determinada função.
11 11 DEFINIÇÃO Conjunto de elementos interdependentes que interagem com objetivos comuns formando um todo, e onde cada um dos elementos componentes comporta-se, por sua vez, como um sistema cujo resultado é maior do que o resultado que as unidades poderiam ter se funcionassem independentemente.
12 12 DEFINIÇÃO Tem a capacidade de manter um certo grau de organização em face de mudanças internas ou externas, composto de um conjunto de elementos, em interação, segundo determinadas leis, para atingir um objetivo específico.
13 13 DEFINIÇÕES É a ciência da complexidade organizada
14 FUNÇÕES BÁSICAS 14
15 15 FUNÇÃO BÁSICA Converter insumos: Materiais, Energia, Trabalho, Informações Retirados de seu ambiente Em produtos Materiais, Energia, Trabalho, Informações Diferente dos insumos, para serem então devolvidos ao ambiente.
16 16 ENTRADA E SAÍDA Energia Energia Matéria Sistema Matéria Informação Informação
17 17 FUNÇÕES BÁSICAS Entrada Processamento Saída Retroalimentação
18 RETROALIMENTAÇÃO 18
19 19 REALIMENTAÇÃO Um sistema realimentado é necessariamente um sistema dinâmico. Uma saída é capaz de alterar a entrada que a gerou, e, consequentemente, a si própria, isso é
20 20 REALIMENTAÇÃO. a interação com o ambiente no sistema aberto gera realimentações que podem ser positivas ou negativas.. criando assim uma autoregulação regenerativa.. que por sua vez cria novas propriedades que podem ser benéficas ou maléficas para o todo independente das partes.
21 21 REALIMENTAÇÃO A evolução de um sistema permanece ininterrupta enquanto os sistemas se autoregulam a: Curto Prazo Médio Prazo Longo Prazo
22 22 REALIMENTAÇÃO A curto prazo, para atender às necessidades de produção. A médio prazo, para atender às necessidades de manutenção. A longo prazo, para atender às necessidades de adaptação.
23 23 REALIMENTAÇÃO Os sistemas que não têm condições de continuadamente atender a essa condição, comprometem sua capacidade de sobrevivência.
24 24 REALIMENTAÇÃO Qualquer sistema deve ser visto como um sistema de informações. A geração e transmissão de informações são essenciais para sua compreensão.
25 PRINCÍPIOS BÁSICOS 25
26 26 PRINCÍPIOS BÁSICOS Um sistema é maior do que a soma de suas partes. Assim, seu entendimento requer identificar cada parte componente do mesmo.
27 27 PRINCÍPIOS BÁSICOS A investigação de qualquer parte do sistema deve ser sempre realizada em relação ao todo.
28 28 PRINCÍPIOS BÁSICOS Embora cada subsistema possa ser visto como uma unidade autocontida, ele faz parte de uma ordem maior e mais ampla, que o contém.
29 29 PRINCÍPIOS BÁSICOS Um sistema aberto e seu ambiente estão em permanente inter-relação.
30 30 PRINCÍPIOS BÁSICOS Um sistema complexo pode ser melhor entendido se for dividido em subsistemas menores, que possam ser mais facilmente analisados e - posteriormente - recombinados no todo.
31 31 PRINCÍPIOS BÁSICOS Uma mudança em um dos elementos provocará mudanças nos demais ou na totalidade do sistema.
32 32 PRINCÍPIOS BÁSICOS O analista de um sistema, em muitos casos, tem condições de redesenhar sua fronteira.
33 ENTÃO... 33
34 34 Sistemas para serem viáveis a longo prazo devem perseguir com clareza seus objetivos serem governados por retroalimentação e apresentar a capacidade de se adaptar à mudanças ambientais.
35 CONCEITOS FUNDAMENTAIS 35
36 36 ENTRADA, INPUT Energia e insumos a serem transformados pelo sistema: Matéria-prima Trabalho Informação Tempo Outros
37 37 PROCESSAMENTO O processo usado pelo sistema para converter os insumos retirados do ambiente, para obtenção de produtos para consumo do próprio sistema e para serem devolvidos ao ambiente.
38 38 SAÍDA, OUTPUT O produto ou serviço resultante do processo de transformação do sistema Bens materiais Bens imateriais Serviços Outros
39 39 RETROALIMENTAÇÃO, FEEDBACK Informações sistemáticas sobre algum aspecto do sistema, que possam ser utilizadas para avaliá-lo e monitorá-lo, de modo a melhorar seu desempenho.
40 40 CONTROLE As atividades e processos usados para avaliar entradas, processamentos e saídas, de modo a permitir as ações corretivas:
41 Controle Controle Entrada Processamento Saída Controle Retroalimentação Controle
42 42 CONTROLE Qualidade Desempenho Estudo de Usuários Outros
43 43 PRODUTOS A quantidade de produtos gerados por um sistema deve ser suficiente para o funcionamento de todos os seus subsistemas
44 44 SUBSISTEMA Todo sistema é um subsistema de um sistema maior
45 45 LIMITES Talvez esse seja um dos pontos mais difíceis de ser definido. Qual a fronteira de um sistema? Como delimitar o que está dentro ou fora do sistema? A demarcação da fronteira permite a diferenciação entre o sistema ou subsistema e seu ambiente ou outros subsistemas
46 46 INTERFACES A maneira como os subsistemas se relacionam por meio de entradas e saídas.
47 47 PONTOS DE VISTA Todo sistema pode ser entendido ou observado de diferentes ângulos ou pontos de vista. A Teoria Geral dos Sistemas considera que um sistema pode ser influenciado por pontos de vista.
48 48 NÍVEL DE ABORDAGEM (ABSTRAÇÃO) Todo sistema tem um nível de detalhe. O importante é assegurar que o nível de detalhe utilizado é condizente com o propósito do sistema.
49 49 HIERARQUIA A ideia de dividir um problema grande (sistema) em problemas menores (subsistemas) é intrínseca a ideia de sistemas.
50 50 OBJETIVO O propósito geral da existência do sistema. Sua razão de ser.
51 51 EQUIFINALIDADE Objetivos podem ser conseguidos por uma grande variedade de insumos e de diferentes formas.
52 52 ENTROPIA A tendência dos sistemas de perderem sua energia, sua vitalidade e dissolver-se no caos ao longo do tempo.
53 ENTROPIA Associada ao grau de desordem de um sistema. Um sistema tende a se esgotar, isto é, a tendência das estruturas diferenciadas é mover-se para a dissolução, à medida que os elementos que as compõem se acomodam em desordem aleatória.
54 ENTROPIA Ocorre por causa da degradação da energia Porque os sistemas, ao passarem de um estado para outro, necessariamente consomem energia
55 55 ENTROPIA NEGATIVA A capacidade do sistema de desenvolver ou receber organização ao longo do tempo para se manter em funcionamento
56 ENTROPIA NEGATIVA Um sistema aberto deve importar energia livre de fora, para poder dar prosseguimento ao sistema por meio de incrementos de ordem.
57 ENTROPIA NEGATIVA Resultado: A evolução contínua, na medida que o estado final do sistema é mais elaborado que o inicial.
58 LEIS DA TERMODINÂMICA
59 59 Lei Zero da Termodinâmica: Princípio da Igualdade das trocas de calor: Quando dois corpos têm igualdade de temperatura com um terceiro corpo, eles têm igualdade de temperatura entre si. Primeira Lei da Termodinâmica: Princípio da conservação da energia: Em um sistema isolado a energia total permanece constante A Segunda Lei da Termodinâmica: Princípio da Degradação da Energia: Os processos ocorrem numa certa direção mas não podem ocorrer na direção oposta. É o sentido espontâneo dos processos. Surge o conceito de Entropia, grandeza física que mede o grau de desorganização de um sistema Terceira Lei da Termodinâmica: Princípio do Zero Absoluto: À medida que a temperatura de uma substância pura move-se em direção ao zero absoluto, sua entropia, ou o comportamento desordenado de suas moléculas, também se aproxima de zero
60 TIPOS 60
61 61 TIPOS a) Concretos X Abstratos Sistemas concretos existem fisicamente e os abstratos são modelos ou representações b) Naturais X Artificiais Sistemas naturais existem na natureza e artificiais foram criados pelo homem. c) Abertos X Fechados Sistemas abertos realizam trocas com o meio ambiente e sistemas fechados, não.
62 62 SISTEMAS ABERTOS A maioria dos sistemas são abertos e sofrem interações com o ambiente onde estão inseridos.
63 ORGANIZAÇÃO E O MEIO AMBIENTE: STAKEHOLDERS E GRUPO DE PRESSÃO Concorrentes Grupos de Normalização Fornecedores Forças Tecnológicas Governantes Forças Econômicas Entrada Processamento Saída Mídia Forças Legais Forças Sociais Retroalimentação Empregados Forças Políticas Parceiros Estratégicos Forças Ambientais Clientes
64 PROPRIEDADES 64
65 65 PRIMEIRA PROPRIEDADE COMPOSIÇÃO Cada sistema possui o seu próprio conjunto de partes e componentes. Uma modificação da composição muda portanto o sistema.
66 66 SEGUNDA PROPRIEDADE ESTRUTURA DINÂMICA / ORGANIZAÇÃO INTERNA É a estrutura que integra e une as partes e lhes imprime certa união e integridade. É o modo específico de interação e interconexão dos componentes.
67 67 TERCEIRA PROPRIEDADE QUALIDADE DO SISTEMA É o conjunto de componentes cuja interação traz qualidades únicas fruto dessa integração, que não existe apenas nos componentes.
68 68 QUARTA PROPRIEDADE HOMEOSTASE Os sistemas sempre procuram o equilíbrio. Isto quer dizer que, se uma parte não está funcionando bem, outras terão que trabalhar mais para manter o equilíbrio e para que o sistema consiga atingir seu objetivo.
69 69 QUINTA PROPRIEDADE SINERGIA Tal princípio também pode ser expresso: O TODO É MAIS QUE A SOMA DAS PARTES
70 O DILEMA DE BLASE PASCAL 70
71 O DILEMA DE BLASE PASCAL Só posso compreender o todo se conheço as partes, mas só posso compreender as partes se conheço o todo.
72 O DILEMA DE BLASE PASCAL Mas......posso compreender o todo e as partes a partir do conhecimento da interação dessas partes entre si, pelas funções desempenhadas por cada uma delas nessa interação reduzindo o dilema a um problema com uma única variável: a interação.
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