Mudanças climáticas e Avaliação Ambiental Estratégica: um estudo preliminar para o caso brasileiro

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1 Mudanças climáticas e Avaliação Ambiental Estratégica: um estudo preliminar para o caso brasileiro Veronica do Nascimento Nadruz Uninove Programa de Mestrado Profissional em Gestão Ambiental e Sustentabilidade Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo Uninove Programa de Mestrado Profissional em Gestão Ambiental e Sustentabilidade USP Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica

2 Problema de Pesquisa Política Nacional sobre a Mudança do Clima (PNMC) e Política Estadual de São Paulo sobre mudanças climáticas (PEMC); PEMC: realização de AAE do processo de desenvolvimento setorial para todo planejamento estadual paulista que se relacione com mudanças climáticas; Pesquisas recentes internacionais Cashmore, Richardson, Hilding-Ryedvik e Emmelin, 2010; Larsen, Kornov e Driscoll, 2013 tem enfatizado a aderência da AAE para a implementação da proteção dos efeitos decorrentes de mudanças climáticas em nível regional e local;

3 Objetivo Esse artigo tem como objetivo discutir como o tema mudanças climáticas vem sendo considerado em estudos brasileiros de Avaliação Ambiental Estratégica do setor de energia.

4 Método Objeto da pesquisa: relatórios técnicos brasileiros de Avaliação Ambiental Estratégica do planejamento de energia. Estudo documental: base de dados consolidada por Malvestio e Montaño (2013) 35 relatórios de AAE elaborados nos últimos 15 anos no Brasil, dos quais 12 relacionados ao setor de energia. Seleção de casos: 3 casos brasileiros do universo de 12. AAEs referentes. Análise: inclusão do tema mudanças climáticas em AAE a partir do critério proposto por Wende et al. (2011), em dois níveis de abordagem: em análise individual e comparativa dos casos brasileiros; análise comparativa dos casos brasileiros aos internacionais analisados por Wende et al. (2011).

5 Resultados Estudos brasileiros de AAE associados ao planejamento de energia. AAE Programa investimentos Petrobras Lima/PPE/Coppe/UFRJ (2009) de da Planejamento da dimensão portuária, industrial, naval offshore no litoral paulista - PINO Arcadis/Tetraplan (2010) Planos de Expansão da Silvicultura de Eucalipto e Biocombustível no Extremo Sul da Bahia Lima/PPE/Coppe/UFRJ (2011). Características Planejamento Investimentos de bilhões de reais para o setor de petróleo e gás, para uma série de programas e projetos, destacando-se aqueles na área de abrangência da Baía de Guanabara. Estratégia de planejamento e investimento (de mais de R$ 200 milhões) relacionados à instalação e ampliação das atividades do setor de petróleo e portuário na região da Baixada Santista e Litoral Norte. Expansão das atividades agroindustriais, em particular da silvicultura de eucalipto para produção de celulose, a criação de um polo de agroenergia pela produção do etanol da cana-de-açúcar.

6 Resultados Aplicação dos Tabela 1 Aplicação dos Critérios de de Wende Wende et al. (2011) et al. aos (2011) três estudos aos três de AAE. estudos de AAE. Legenda: + Legenda: temas correlatos a mudanças + temas climáticas correlatos são a considerados; mudanças climáticas são 0 considerados; temas correlatos a mudanças 0 temas climáticas correlatos são a parcialmente mudanças climáticas são ou indiretamente parcialmente ou considerados; indiretamente considerados; temas correlatos a mudanças temas climáticas correlatos não a são mudanças considerados climáticas ou não há são informação considerados ou menção ou não apresentada. há informação ou menção apresentada. Critérios de Avaliação AAE Petrobras AAE Pino AAE Sul da Bahia Mitigação Escopo Adaptação Oportunidades 0 Metas nacionais Metas estaduais 0 Metas Escala regional Métodos regionalização Evitar Mitigação Reduzir 0 Compensar 0 0 Adaptação + Princípios / 0 estratégias Mudanças Climáticas Alternativas relacionadas a MC Objetivos / metas 0 0 Fatores Indicadores 0 0 Conteúdo FONTE: relacionado modificada de Bernardelli (2013). Espacial/estrutur al

7 Resultados Aplicação dos Critérios de Wende Tabela 1 Aplicação dos Critérios et al. (2011) de Wende aos et três al. (2011) estudos aos de três AAE. estudos de AAE. Legenda: Legenda: + + temas temas correlatos correlatos a mudanças climáticas são considerados; 0 temas correlatos a mudanças climáticas são parcialmente ou considerados; indiretamente temas correlatos a mudanças considerados; climáticas não são considerados temas correlatos ou não há a informação mudanças climáticas ou menção não apresentada. são considerados ou não há informação ou menção apresentada. Aspectos da MC no setor de planejamento Transporte Energia Habitação 0 Agricultura/Silvic 0 ultura Monitoramento 0 Participação Efeitos 0 nas MC cumulativos pelas MC 0 Impactos de grande escala avaliados Impactos de longo prazo avaliados Relação da biodiversidade em MC + FONTE: modificada de Bernardelli (2013).

8 Discussão dos Resultados nos três relatórios de AAE brasileiros de planejamentos do setor de energia relações com emissões de GEE e MC caracterizadas como dependentes a abordagem do tema mudanças climáticas é incipiente; independente da região e do tipo de fonte de energia - renovável ou fósseis esses estudos de AAE embora concomitantes ou posteriores a PNMC não apresentam o tema MC integrado ao planejamento com vistas a pelo menos atender ao estabelecido neste Política; alemães: os resultados da AAEs brasileiras são relativamente inferiores a de três AAEs alemãs e superiores a outras três; ingleses: os resultados dos relatórios brasileiros são expressivamente inferiores aos seis casos ingleses.

9 Considerações Finais e Recomendações Há abordagem restrita do tema mudanças climáticas no planejamento do setor de energia brasileiro subsidiado por Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) ; Quando comparados os estudos de AAE brasileiros aos internacionais, verifica-se um distanciamento na qualidade dos estudos brasileiros frente a esses, com ampla vantagem de qualidade para os estudos de AAE ingleses. Como o critério do Wende et al. (2011) é bastante abrangente: a integração dos temas mudanças climáticas no planejamento do setor de energia do estado de São Paulo por meio de AAE como recomendado pela PEMC deveria atender minimamente à grande maioria dos itens desse critério, o que não se verifica na prática atual nacional; recomenda-se que a agenda de implementação de AAE no planejamento de oferta de energia em São Paulo seja pautada nas recomendações destacadas na experiência internacional, cujas boas práticas ainda estão distantes da realidade dos casos nacionais estudados.

10 Obrigada!

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