O RETRATO DO MORADOR DE RUA DA CIDADE DE SALVADOR-BA: UM ESTUDO DE CASO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O RETRATO DO MORADOR DE RUA DA CIDADE DE SALVADOR-BA: UM ESTUDO DE CASO"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA O RETRATO DO MORADOR DE RUA DA CIDADE DE SALVADOR-BA: UM ESTUDO DE CASO DAIANE DOS SANTOS SANTOS Salvador-Ba Outubro-2009

2 DAIANE DOS SANTOS SANTOS O RETRATO DO MORADOR DE RUA DA CIDADE DE SALVADOR-BA: UM ESTUDO DE CASO Monografia elaborada ao Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direitos Humanos e Cidadania da Fundação Escola do Ministério Público como forma de obtenção do grau de Especialista em Direitos Humanos e Cidadania. Orientador: Prof.º M e. José Cláudio Rocha Salvador-Ba Outubro- 2009

3 A cada morador de rua, em especial José, um exemplo de vida a ser seguido, que não se abateu pelas dificuldades da vida.

4 AGRADECIMENTOS A Deus, antes de tudo; Aos meus pais, Benigno e Eliete, meus alicerces, que não mediram esforços para me proporcionar a melhor educação possível; Aos meus irmãos Eliene, Benício e Elane, pela paciência, tolerância e compreensão a mim dispensados em momentos de tanta reflexão; Ao meu primo Emerson que me distraía nos momentos de stress; Ao meu orientador pelo incentivo, pela compreensão e pelo esforço desprendido nesta jornada; Ao meu guia nas ruas, o grande amigo José; À jornalista e amiga Vanessa que me mostrou um mundo dentro de cada morador de rua; Aos meus amigos que compartilharam as minhas angústias e as minhas ansiedades; A todos os moradores de rua que me receberam nos seus espaços;

5 A gente não quer só comida, A gente quer comida, diversão e arte. A gente não quer só comida, A gente quer saída para qualquer parte. A gente não quer só comida, A gente quer bebida, diversão, balé. A gente não quer só comida, A gente quer a vida como a vida quer. (TITÃS, s/d)

6 RESUMO O presente trabalho versa sobre a realidade dos moradores de rua de Salvador, analisando seus territórios existenciais, seus pontos de fixação, como se dá a ocupação do espaço público e as estratégias desenvolvidas por eles para construir suas vidas num cenário de completa exclusão social. Busca-se compreender as razões que levam os indivíduos às ruas, os fatores que fazem com que se mantenham e os que os levam a deixar as ruas ou a mudar de cidade. São apresentadas ainda as políticas de Enfrentamento do Município para minorar a situação de miserabilidade e exclusão social a que está submetida a população de rua da cidade. Ressalta-se a necessidade de pensar nos moradores de rua como sujeitos de direitos e não como objetos de caridade. Palavras-chave: População de rua, morador de rua, exclusão social, espaço público, direitos, políticas de enfrentamento.

7 ABSTRACT This paper deals with the reality of street dwellers of Salvador, analyzing their existential territories, its attachment, as it gives the occupation of public space and the strategies developed by them to build their lives with complete exclusion. We seek to understand the reasons that lead individuals to the streets, the factors that cause them to remain and those who lead them to leave the streets or move to another city. Visible are the policies of the City of Coping to alleviate the situation of destitution and social exclusion that is subject to the homeless population of the city. Emphasized the need to think of homeless people as subjects and not objects of charity. Keywords: Homeless, social exclusion, public space, rights, policies of confrontation.

8 LISTA DE SIGLAS CAPS - Centros de Recuperação Psicossocial CRAS - Centros de Referência da Assistência Social CPF - Cadastro de Pessoal Física DST - Doenças sexualmente transmissíveis EPIs - Equipamentos de Proteção Individual FJS - Fundação José da Silveira IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística INSP - International Network of Street Papers MDS - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome MPE/BA - Ministério Público do Estado da Bahia OAB - Ordem dos Advogados do Brasil ONG s - Organizações não-governamentais PNAS - Política Nacional de Assistência Social PSF - Programa de Saúde da Família SETAD - Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão SMS - Secretaria Municipal de Saúde SUS - Sistema Único de Saúde UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura USF - Unidade de saúde da família

9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO MORADOR DE RUA: PROBLEMAS DE DEFINIÇÃO Migrante X Trabalhador Intinerante X Trecheiro X Morador de Rua A CASIFICAÇÃO DA RUA - CASA E RUA UM SÓ TERRITÓRIO Espaço do morador de rua FATORES QUE LEVAM OS INDIVÍDUOS A SITUAÇÃO DE RUA A POPULAÇÃO DE RUA DE SALVADOR Trajetória dos moradores de rua de Salvador A NEGAÇAO DOS DIREITOS- MISERABILIDADE E EXCLUSÃO SOCIAL CONSEQUÊNCIAS DO PROCESSO DE RUALIZAÇÃO PROPOSTAS DE ENFRENTAMENTO: ABRIGOS QUEBRANDO PRECONCEITOS CONSIDERAÇÕES FINAIS Propostas para uma vida digna Uma experiência de sucesso 51 REFERÊNCIAS 55 ANEXOS 59

10 INTRODUÇÃO O presente trabalho busca retratar a realidade dos moradores de rua de Salvador, analisando seus territórios existenciais, seus pontos de fixação, como se dá a ocupação do espaço público e as estratégias desenvolvidas por eles para construir suas vidas num cenário de completa exclusão social, compreendendo de que maneira a sociedade urbana impõe modos de vida antagônicos à essa parcela da população que embora excluídos, integram um contexto social. Foram analisadas também as razões que levam os indivíduos às ruas, os fatores que fazem com que se mantenham e os que os levam a deixar as ruas ou a mudar de cidade. O interesse em discutir a temática da população de rua de Salvador no trabalho de conclusão de curso surgiu das inquietações com as precárias condições de vida destas pessoas e com as propostas ineficientes de enfrentamento do problema que tentam de maneira súbita elevar à categoria de cidadãos, indivíduos que trazem um histórico de insucessos, desvinculações e várias rupturas. Apesar da importância do tema, as discussões sobre moradores de rua parecem não ser prioritárias por parte dos defensores dos direitos, o que é reflexo da invisibilidade do morador de rua para a grande parte da sociedade e dos pesquisadores. Poucos são os trabalhos sobre a população de rua realizados no Brasil. A maioria dos utilizados nesta dissertação foi realizada por pessoas ligadas a organizações não governamentais (ONG s), igrejas ou por cientistas sociais. Outros foram pesquisas realizadas no intuito de informar os órgãos públicos da situação da população de rua, como a Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua. Com exceção às pesquisas, a artigos como o de Escorel (2000) sobre a população de rua da cidade do Rio de Janeiro e a Tese de mestrado de Lesssa (2002), sobre moradores de rua na cidade do Salvador, poucos foram os dados provenientes da interação com os moradores de rua das cidades brasileiras e as análises geralmente eram macro-sociais ou macroeconômicas, não se baseavam no modo de vida desenvolvido ou mesmo nas narrativas da população de rua. Durante a pesquisa, busquei os principais pontos de concentração dos moradores de rua, pelos quais circulava cotidianamente, fazendo análise observacional dos espaços ocupados por eles e foi nessa trajetória, que numa Missa na Igreja de São Francisco no Pelourinho conheci o meu guia nas ruas, José, que me conduziu aos principias pontos de

11 convivência dos moradores de Rua de Salvador. O enfoque do trabalho foi dado aos locais mais tradicionais de ocupação por moradores de rua onde encontrei a maior parte dos segmentos que compõem a população de rua. Nas regiões próximas às saídas e entradas da cidade grande parte da população é composta por famílias que perderam suas casas e por famílias de migrantes que estão tentando se fixar nas cidades e se organizam em casas improvisadas, formando favelas onde as pessoas vivem em situações não menos precárias, porém diferente daqueles que vivem nas ruas. Este trabalho trata-se de um estudo de caso, no qual foram utilizados como métodos de investigação, a pesquisa bibliográfica, documental e o trabalho de campo com entrevistas abertas. Embora tenham sido realizadas algumas entrevistas com diversos moradores de rua de Salvador e tenha me utilizado de outras entrevistas e dados de outras pesquisas, a trajetória que baseia esse estudo é a de José, ex-morador de rua que me guiou pelas ruas da cidade revelando cada detalhe dessa vida de exclusão. Acompanhada por José fiz algumas incursões a campo para conhecer as malocas da cidade, os viadutos, assim como as instalações sob as marquises e os moradores de rua que dormem em qualquer parte da calçada. Foram realizadas observações do espaço, da situação e do comportamento do morador de rua, ao tempo em que José narrava passagens e experiências de sua vida na rua. Visitei o Centro de Referência para população de rua em busca de informações institucionais de atendimento a essa população. Neste período enquanto pesquisadora, os moradores estiveram ainda mais presentes na minha vida, já que sempre estiveram, considerando que habito Salvador e circulo na cidade como pedestre, como motorista e como passageira de automóveis. E que com certeza por diversas vezes segurei a bolsa firmemente pensando em dificultar um possível assalto ao passar por moradores de rua, bem como devo ter ligado por inúmeras vezes o limpador de pára-brisas do veículo numa atitude de repulsa àqueles que se aproximavam. Contudo, o período que transitei por essa população não me fez acreditar que sejam pessoas inofensivas, porém a população de rua provoca sentimentos confusos no demais moradores da sociedade, ora piedade, ora aversão, ora penalização pela miséria. Vale ressaltar que os nomes dos moradores de rua que aparecem neste trabalho não correspondem ao nome de batismo; os nomes foram escolhidos por eles para se identificarem. Para fins desta pesquisa, os moradores de rua ou a população de rua serão considerados aquelas pessoas que não apenas tiram da rua o seu sustento, mas também tem a rua como habitat, ainda que optem por dormir em instituições de acolhimento para migrantes e moradores de rua. Os migrantes não necessariamente são moradores de rua; no entanto, na

12 medida em que estão na cidade e que se utilizam dos equipamentos de atendimento para a população de rua, serão assim considerados. Inicio este trabalho apresentando os problemas que envolvem a definição do que seja população de rua, as diversas acepções da palavra apresentadas por autores como Burstzyn (2000), Durham (1984), D Incao (1995) e Escorel (2000), bem como as distinções entre migrante, trabalhador itinerante, trecheiro e morador de rua, considerando as estratégias desenvolvidas por eles para se articularem, ou não, às populações de rua da cidade. O capítulo trata também da composição da população de rua, particularmente das diferenças que a segmentam por dentro e a diferencia em maloqueiros, caídos e mendigos. No segundo capítulo discorro sobre o locus do morador de rua, as condições sob as quais constituem seus territórios existenciais nas ruas, nos viadutos e nas malocas e sobre os efeitos produzidos pela construção desse território no espaço público. Trato também das relações dos moradores de rua entre si e com os não moradores de rua e das suas estratégias de sobrevivência, como obtêm alimentos, roupas, dinheiro, como transformam o espaço, dando-lhe novo significado. São ressaltadas assim as dificuldades em se viver ao mesmo tempo entre o nomadismo da rua e o sedentarismo urbano. No capítulo seguinte elenco os diversos fatores que condicionam a existência do morador de rua, dentre os quais pode ser descrito a ruptura do vínculo familiar como fator preponderante e condicionante desta situação, associada ao desemprego, às migrações mal sucedidas, ao alcoolismo, à dependência química, às doenças mentais e até mesmo à opção do indivíduo. O capítulo quatro descreve dados gerais sobre a população de rua no Brasil a fim de situar a população de rua de Salvador num contexto nacional, enumerando quantos são os moradores de rua. Em seguida são descritas as trajetórias e circuitos dos moradores pelas ruas de Salvador, os principais pontos de concentração, onde dormem, onde se alimentam, onde fazem a higiene, como vivem e se organizam nesses espaços. O quinto capítulo é destinado à exposição da situação de miserabilidade e exclusão a que estão expostos os moradores de rua de Salvador, explicitando-se inicialmente as principais diferenciações entre pobreza, desigualdade social e exclusão, conceitos que permeiam a sociedade e a vida do morador de rua e que por vezes são tratados de forma distorcida. Neste capítulo são apontadas as principais restrições a que estão submetidos os moradores de rua que se apresentam como vidas sem direitos civis, sociais, políticos, enfim, humanos, sendo ressaltada a questão da identidade e da memória.

13 O capítulo sexto elenca as conseqüências a que estão submetidos os moradores diante do processo de rualização, que compreende desde a adaptação até os sentimentos de conformismo e desobediência social. O capítulo seguinte discorre sobre as propostas de enfrentamento à situação de rua no município de Salvador apresentadas na forma de abrigos. São elencados os conjuntos de estabelecimentos, espaços e equipamentos utilizados pela população de rua de Salvador, explicitando suas formas de atendimento a essa população. O oitavo capítulo foi destinado à desmistificação da imagem de vadio, de perigoso, de preguiçoso e de coitadinho que permanece na identidade de quem foi ou é morador de rua, bloqueando as oportunidades de emprego, fortificando a exclusão social e desvalorizando o povo das ruas como ser humano, sendo apresentados os resultados da Pesquisa Nacional sobre População em Situação de Rua realizada pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome que contradiz essa concepção. Concluo o trabalho abordando as conseqüências de se adotar um modo de vida que transgride ao mesmo tempo a ética do trabalho e da casa numa sociedade capitalista e urbana, afirmando ainda que fatores como pobreza, o desemprego, a migração, as deficiências físicas e mentais, o alcoolismo e o consumo de drogas ilícitas não são suficientes para levar esses indivíduos a viver nas ruas, sendo necessária antes uma ruptura com os vínculos familiares, com a vida social que levava quando vivia em casa. Dessa forma o objetivo de resgatar a identidade, valorizar a auto-estima e promover a reinserção social torna-se uma difícil tarefa quando dentro de instituições onde as pessoas, à noite, são trancadas e isoladas. As propostas de enfrentamento à situação de rua devem buscar a afetividade do morador de rua, propiciando um ambiente comunitário para que ele se sinta parte de um contexto social, a exemplo do que ocorre na Comunidade da Trindade.

14 1. MORADOR DE RUA: PROBLEMAS DE DEFINIÇÃO Os pesquisadores divergem bastante quanto à definição do que seja população de rua, pois neste universo podem estar inclusos migrantes, catadores de papel, prostitutas, trabalhadores itinerantes, trecheiros, mendigos, desabrigados, camelôs, dentre outros. A principal dificuldade é distinguir entre as pessoas que vivem nas ruas, das ruas ou em condições precárias de habitação, aquelas que se encaixam ou não na definição de população de rua. Em trabalhos como os de Burstzyn (2000) e de Araújo (2000), a população de rua é composta por toda pessoa que tira seu sustento da rua, incluindo além dos que residem nas ruas, os vendedores ambulantes, camelôs, catadores de material reciclável etc., posto que estes trabalhadores informais residem em áreas periféricas longe dos grandes centros urbanos e dormem eventualmente nas ruas devido à dificuldade de deslocamento e aos custos. Para os citados autores, os moradores de rua compreendem trabalhadores desempregados que desenvolvem alternativas para angariar finanças, independente de seus vínculos habitacionais. Autores como Durham (1984) e D Incao (1995) englobam no conceito de moradores de rua, pessoas que migraram do meio rural para o meio urbano em busca de novas oportunidades de emprego e permanecem perambulando pelos grandes centros principalmente por problemas de adaptação e falta de qualificação profissional. Nos países de língua inglesa, o termo empregado para definir a população de rua é homeless, referindo-se a todos aqueles que habitam casas improvisadas em vilas ou favelas. Autores brasileiros como Bursztyn (2000) também utilizam essa definição. Escorel (2000) retrata ainda a distinção que alguns autores fazem entre população de rua como todos os que estão usando a rua como moradia num determinado momento e os que tomam a rua permanentemente como moradia, considerando os primeiros como pessoas em situação de rua. A distinção entre moradores de rua e pessoas em situação de rua consiste na existência de um grupo cuja condição é irreversível, ou seja, indivíduos que tem como habitat o ambiente inóspito das ruas, e outro grupo em situação transitória que tem a rua, de uma forma geral, como um endereço dentre os diversos durante toda a vida. Escorel (2000) destaca ainda autores como Silva Filho Rodrigues que considera como população de rua o conjunto daqueles que dependem de atividade constante que implique ao menos um pernoite semanal na rua, o que, segundo a autora, implicaria em incluir os

15 profissionais do sexo na população de rua, mesmo que estes não tenham a rua como moradia, nem realizem nela todo o seu trabalho. 1.2 MIGRANTE X TRABALHADOR ITINERANTE X TRECHEIRO X MORADOR DE RUA O migrante, aquele que sai de uma região para outra, geralmente tem um ponto de referência ao qual ele pode retornar nos casos de insucesso. A situação do migrante é caracterizada pelos estudiosos do processo migratório como fruto de uma determinação geográfica que mantém relações estreitas com a procura de trabalho. O caminho do migrante é traçado pela oferta de trabalho, dessa forma ele raramente se integra por muito tempo à população de rua da cidade onde se encontra. Além disso, para o migrante é interessante manter a reputação de trabalhador, o que pode lhe garantir mais rapidamente um ato de caridade como uma passagem de ônibus para retorno à sua cidade, ou uma oportunidade no mercado de trabalho. Eles não querem ser confundidos com os doentes, drogados, malandros, preguiçosos que enxergam na população de rua, nem tampouco com os trecheiros, ainda que por vezes tenham passado noites na rua, pois dificultaria o apoio das instituições. Os trabalhadores itinerantes englobam trabalhadores rurais que se deslocam de sua região para realizar colheitas em épocas de safra em outras regiões; pessoas que vivem do comércio ambulante, garimpeiros e outros trabalhadores que para desenvolver suas atividades realizem deslocamento entre diversas cidades, porém sem estar vinculado a uma atividade específica, podendo desempenhar atividades temporárias diversas a depender da época do ano, os chamados bicos. De uma forma geral, os trabalhadores itinerantes englobam o que Deleuze e Guattari (2002) chamam de itinerantes ou ambulantes por excelência, pessoas que se deslocam seguindo um fluxo de matéria, como é o caso dos mineradores; ou de mercado, como os comerciantes, traçando uma rota de circulação que pode ser alterada por circunstâncias no decorrer do percurso. O trabalho itinerante e a reterritorialização no trecho, assim como uma possível reterritorialização na rua, são muitas vezes, conseqüências diretas do insucesso de processos migratórios. Por exemplo, segundo D Incao, É preciso entender o que diferencia um homem de rua de um migrante. Algo muito tênue, mas decisivo. Eu diria que é a capacidade de sonhar. Nas minhas experiências tenho observado que o sonho de encontrar as condições para viver com mais dignidade é o elemento energizador da errância que nutre os processos migratórios em nosso país. Se estou certa, o homem de rua seria o homem que deixou de sonhar.

16 E o estar de passagem nesta ou naquela cidade teria de ser lido por nós de uma outra maneira. Essas pessoas que nos dizem que estão de passagem, e que costumamos caracterizar como migrantes estão nos dizendo que, também ali, nos espaços onde estamos intervindo, não lhes é oferecida uma possibilidade de viver decentemente. (D INCAO, 1995, p.30) O migrante ao qual a autora se refere não se distingue em qualidade dos trabalhadores itinerantes ; entre os migrantes haveria uma diferenciação nos graus de sucesso apenas, até que o migrante perdesse o sonho e chegasse à condição de morador de rua. D Incao (1995) trata a errância como conseqüência da falta de oferta de empregos fixos satisfatórios que atenda a esta população, ou seja, a errância é entendida como uma seqüência de migrações mal sucedidas. Dessa forma, assim como os trabalhadores itinerantes são migrantes mal sucedidos, os trecheiros seriam trabalhadores itinerantes fracassados. Os trabalhadores itinerantes, assim como os migrantes, se deslocam sob um certo controle, determinando seus fluxos conforme os pontos de partida e de chegada, mesmo que estes não sejam nunca alcançados, o que os faz itinerantes. Os trecheiros, ao contrário, se deslocam com objetivo tão somente de se deslocar. Nesta perspectiva, o que determina o migrante é a manutenção de sua identidade de trabalhador e o seu objeto de desejo, o trabalho. À medida que esse objeto não é alcançado, lhes restam: retornar à sua terra de origem, tornar-se um trabalhador itinerante; ou abdicar do seu objeto de busca, o trabalho, vindo a ser um morador de rua ou um trecheiro. O trecho é um pedaço de estrada, uma passagem entre dois ou mais pontos, parte de um caminho que leva a algum lugar; é onde o trecheiro se instala. Viver no trecho é viver num caminho inacabado, é ocupar um espaço nômade. Como afirmam Deleuze e Guattari, É nesse sentido que o nômade não tem pontos, trajetos, nem terra, embora evidentemente ele os tenha. Se o nômade pode ser chamado de o desterritorializado por excelência, é justamente porque a reterritorialização não se faz depois, como no migrante, nem em outra coisa, como no sedentário (com efeito, a relação do sedentário com a terra está mediatizada por outra coisa, regime de propriedade, aparelho de Estado). Para o nômade, ao contrário, é a desterritorialização que constitui sua relação com a terra, por isso ele se reterritorializa na própria desterritorialização. É a terra que se desterritorializa ela mesma de modo que o nômade aí encontra um território. (...). A terra não se desterritorializa em seu movimento global e relativo, mas em lugares precisos, ali mesmo onde a floresta recua, e onde a estepe e o deserto se propagam. (DELEUZE; GUATTARI, 2002c, p. 53) Assim o território do trecheiro é a estrada, a fronteira, locais tais como os postos de gasolina, trevos, rotatórias, guaritas. Ele vive em territórios ambíguos, o limite entre uma cidade e outra.

17 Os trecheiros costumam ser confundidos e por vezes se fazem passar de modo interessado com os migrantes e trabalhadores itinerantes. Isso acontece porque eles ocupam por algum tempo o mesmo território dos migrantes e trabalhadores itinerantes: a estrada; além das necessidades serem semelhantes: alimentação, lugar para dormir, documentos e todos dizem estar em busca de emprego. Segundo Durham (1984), o deslocamento inicial que impulsiona os trecheiros é resultante do afastamento da família e motivado pela busca de uma vida melhor, pela busca por um melhor lugar para residir, lugar que ofereça boas oportunidades de emprego. Eles não têm uma idéia muito clara de todo seu percurso, que pode ser por toda a sua vida. Embora migrantes e trabalhadores itinerantes possam se confundir e se misturar com trecheiros e moradores de rua, a diferença entre eles não é gradual. A passagem de um a outro não é um processo ou uma sucessão de perdas, mas implica uma ou várias rupturas. Enquanto os migrantes e os trabalhadores itinerantes se movem por entre pontos que desejam ocupar, os trecheiros e os moradores de rua ocupam os pontos por onde se movem, sua existência transcorre na passagem, ela não se realiza no destino. Enquanto os migrantes e trabalhadores itinerantes se caracterizam por sua mobilidade, os trecheiros e moradores de rua se caracterizam pelo seu nomadismo, ou seja, por sua reterritorialização na rua, no trecho, enfim, no próprio processo de desterritorialização. (DELEUZE; GUATTARI, 2002c, p.53) Na perspectiva de Durham (1984), o que acontece aos migrantes difere do que acontece aos que se tornam moradores de rua e aos trecheiros: enquanto moradores de rua e trecheiros rompem com os laços familiares e não os recompõem mesmo no momento em que passam por dificuldades pessoais, os migrantes procuram estreitar ou, até mesmo, recriar laços familiares para superar as dificuldades que encontram na vida das grandes cidades. Dessa forma, o fracasso no mercado de trabalho não é apontado como suficiente para fazer de um migrante um morador de rua ou um trecheiro. A população de rua, fenômeno corriqueiro na paisagem das grandes metrópoles brasileiras, é caracterizada por Escorel como uma: Condição limítrofe, que pode ser verificada empiricamente no cotidiano de pessoas que moram nas ruas da cidade, é parte de uma trajetória composta por situações extremamente vulneráveis [...] de pequenas e grandes desvinculações, de laços afetivos frágeis e irregular suporte material [...]. (ESCOREL, 1999, p. 18) Segundo a Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a população em situação de rua compreende um grupo populacional heterogêneo, caracterizado por sua condição de pobreza extrema, pela

18 interrupção ou fragilidade dos vínculos familiares e pela falta de moradia convencional regular. São pessoas compelidas a habitar logradouros públicos, áreas degradadas e ocasionalmente utilizar abrigos e albergues para pernoitar. Os caídos são os moradores de rua, reconhecidos pelos não moradores de rua como os mendigos por encontrarem na mendicância o principal recurso de sobrevivência. Eles representam aqueles que se encontram mais degradados pelo álcool, por doenças como a Aids e tuberculose e portadores de distúrbios mentais. Segundo Escorel (1999) existe uma diferenciação entre ser ou não ser mendigo inclusive entre os moradores de rua. A autora define mendigo como aquele que sobrevive pedindo esmola, o que não toma banho, não escova os dentes; é o ponto final da degradação humana. (ESCOREL, 1999, p. 163) BURSZTYN (2000) classifica-os como Sem-lixo e sem-teto errantes : Estes moradores de rua também não ascenderam à condição de catadores de lixo. A maior diferença funcional é seu caráter errante. Vagam pela cidade, movidos por decisões que parecem não obedecer a critérios muito previsíveis. São mendigos, pessoas socialmente desvinculadas, com os laços familiares rompidos, às vezes com distúrbios mentais. Vivem da caridade pública e são ajudados, episodicamente, pela ação de grupos religiosos. Nesse sentido, mesmo na condição de errantes, conhecem os locais onde podem obter algum auxílio: a distribuição de sopa pelos católicos, os agasalhos das associações de senhoras caridosas, os mantimentos dos espíritas. (BURSZTYN, 2000, p. 242) Os maloqueiros são moradores de rua mais gregários, assim conhecidos entre os moradores de rua e os técnicos que trabalham com essa população. Eles vivem em grupos familiares ou em grupos formados por companheiros da rua- que muitas vezes constituem o que chamam de família de rua - e que procuram ocupar locais de maior privacidade, como áreas sob os viadutos e grandes marquises, casas improvisadas, as malocas, ou construções abandonadas. O termo maloqueiro tem diversos significados que variam conforme quem utiliza e em que situação. Em seu sentido positivo ele significa a pessoa que habita as malocas; pejorativamente pode significar o morador da maloca que não divide as tarefas domésticas, o companheiro que não compartilha comida, bebida, cigarro, aquele em quem não se deve confiar, o maconheiro, malandro, bêbado ou vagabundo. A condição de caído se apresenta como um prognóstico temido pelos moradores de rua e, assim como a queda pode ocorrer a qualquer um deles, o caído pode estar no trecho ou na maloca. As trajetórias de vida de trecheiros, maloqueiros e caídos também podem ser muito semelhantes, mesmo que se encontrem em posições diferentes num dado momento. Isto

19 se deve tanto à freqüente transição de um território existencial para outro, quanto ao fato de que, algumas condições que a rua apresenta como base para a construção de um território existencial, tais como a dificuldade de acumulação de objetos, vínculos afetivos e lembranças e a necessidade de improvisar objetos, atingem a todos os seus moradores, ainda que em graus diferentes. As múltiplas definições da população de rua trazem conseqüências que se refletem nas reivindicações dos movimentos sociais ligados a essa população, pois as políticas habitacionais, a organização de cooperativas de reciclagem podem ser consideradas como políticas para a população de rua, ainda que os beneficiários sejam catadores que não dormem nas ruas ou pessoas que vivam em condições precárias de habitação. Dessas definições também depende a contabilização da população de rua que vai variar de acordo com o conceito que a ela se aplica e também com o nomadismo característico destes povos. Os termos moradores de rua, moradores em situação de rua e população de rua serão utilizados no decorrer da dissertação como sinônimos para referir-se àquelas pessoas que não apenas tiram da rua o seu sustento, mas também tem a rua como habitat, ainda que optem por dormir em instituições de acolhimento para migrantes e moradores de rua. Assim, pessoas que tem a rua como meio de subsistência, mas não fazem dela seu local de moradia, como catadores de material reciclável, vendedores ambulantes, guardadores de carro- flanelinhasetc., não serão consideradas população de rua, mas sim profissionais de rua. Os migrantes não necessariamente são moradores de rua; no entanto, na medida em que estão na cidade e que se utilizam dos equipamentos de atendimento para a população de rua, serão considerados como tal.

TITULO A GENTE NA RUA UM OLHAR DIFERENCIADO NA POPULAÇÃO DE RUA NA CIDADE DE SÃO PAULO

TITULO A GENTE NA RUA UM OLHAR DIFERENCIADO NA POPULAÇÃO DE RUA NA CIDADE DE SÃO PAULO TITULO A GENTE NA RUA UM OLHAR DIFERENCIADO NA POPULAÇÃO DE RUA NA CIDADE DE SÃO PAULO Breve Histórico da População de Rua na Cidade de São Paulo A população de rua da cidade de são Paulo, heterogenia

Leia mais

Você sabia que... Alguns fatos sobre o meu país

Você sabia que... Alguns fatos sobre o meu país Brasil Você sabia que... A pobreza e a desigualdade causam a fome e a malnutrição. Os alimentos e outros bens e serviços básicos que afetam a segurança dos alimentos, a saúde e a nutrição água potável,

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL E A PRÁTICA PROFISSIONAL NA CASA DA ACOLHIDA

O SERVIÇO SOCIAL E A PRÁTICA PROFISSIONAL NA CASA DA ACOLHIDA O SERVIÇO SOCIAL E A PRÁTICA PROFISSIONAL NA CASA DA ACOLHIDA LEMOS, Josiane (estágio I), e-mail: lemosjosi@hotmail.com SANTOS, Lourdes de Fátima dos (estágio I). e-mail: lurdesfsantos84@hotmail.com SCHEMIGUEL,

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

GAZETA DO POVO Vida e Cidadania

GAZETA DO POVO Vida e Cidadania GAZETA DO POVO Vida e Cidadania MISÉRIA frente da Catedral: pastoral tenta tirar moradores do isolamento AO RELENTO Encontro de oração das terças à noite na A Curitiba do sereno Curitiba tem cerca de 2,7

Leia mais

Gtp+ PROGRAMAS E PROJETOS Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) Fundação em 2000, Recife-PE O Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo é a única ONG da Região Nordeste do Brasil coordenada

Leia mais

AGENDA DA FAMÍLIA. 1 O que é a Agenda da Família?

AGENDA DA FAMÍLIA. 1 O que é a Agenda da Família? AGENDA DA FAMÍLIA Marcelo Garcia é assistente social. Exerceu a Gestão Social Nacional, Estadual e Municipal. Atualmente é professor em cursos livres, de extensão e especialização, além de diretor executivo

Leia mais

Prefeito de São Bernardo do Campo: Hoje tem um show no Cedesc, às 18 horas (incompreensível).

Prefeito de São Bernardo do Campo: Hoje tem um show no Cedesc, às 18 horas (incompreensível). , Luiz Inácio Lula da Silva, durante a inauguração da República Terapêutica e do Consultório de Rua para Dependentes Químicos e outras ações relacionadas ao Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack São

Leia mais

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 2 TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI* *Artigo 5º da Constituição Brasileira

Leia mais

FSS. Rede de atendimento para moradores em situação de rua. Revista da ADPPUCRS

FSS. Rede de atendimento para moradores em situação de rua. Revista da ADPPUCRS FSS Revista da ADPPUCRS Porto Alegre, nº. 5, p. 71-76, dez. 2004 Rede de atendimento para moradores em situação de rua GLENY TEREZINHA DURO GUIMARÃES * RESUMO: Esta pesquisa utilizou como fonte de informação

Leia mais

PRIMEIRO CENSO E PESQUISA NACIONAL SOBRE A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA

PRIMEIRO CENSO E PESQUISA NACIONAL SOBRE A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA PRIMEIRO CENSO E PESQUISA NACIONAL SOBRE A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA FICHA TÉCNICA Instituição executora: Meta Instituto de Pesquisa de Opinião. Equipe responsável: Flávio Eduardo Silveira (coordenador-geral),

Leia mais

5 ADOLESCÊNCIA. 5.1. Passagem da Infância Para a Adolescência

5 ADOLESCÊNCIA. 5.1. Passagem da Infância Para a Adolescência 43 5 ADOLESCÊNCIA O termo adolescência, tão utilizado pelas classes médias e altas, não costumam fazer parte do vocabulário das mulheres entrevistadas. Seu emprego ocorre mais entre aquelas que por trabalhar

Leia mais

CARTILHA SOBRE RACISMO E INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO DAS POPULAÇÕES CIGANAS, NÔMADES E DE RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA

CARTILHA SOBRE RACISMO E INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO DAS POPULAÇÕES CIGANAS, NÔMADES E DE RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA Escola Superior Dom Helder Câmara CARTILHA SOBRE RACISMO E INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO DAS POPULAÇÕES CIGANAS, NÔMADES E DE RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA Introdução A Constituição da República Federativa

Leia mais

Apoio. Patrocínio Institucional

Apoio. Patrocínio Institucional Patrocínio Institucional Parceria Apoio InfoReggae - Edição 83 Papo Reto com José Junior 12 de junho de 2015 O Grupo AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através da cultura

Leia mais

UNIVERSIDADE SAGRADO CORAÇÃO USC

UNIVERSIDADE SAGRADO CORAÇÃO USC UNIVERSIDADE SAGRADO CORAÇÃO USC KARINA VIEIRA SOUZA ALVES SANT ANA REPORTAGEM: A VIDA NAS RUAS DE BOTUCATU BAURU 2012 A vida nas ruas de Botucatu A Praça da Igreja Sagrado Coração de Jesus, na Rua Major

Leia mais

OS CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS E A GESTÃO DE RESÍDUOS

OS CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS E A GESTÃO DE RESÍDUOS 1 OS CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS E A GESTÃO DE RESÍDUOS Marta Pimenta Velloso CSGSF/ENSP/FIOCRUZ Na sociedade contemporânea, o consumo de produtos e serviços tem gerado resíduos em excesso. Atualmente,

Leia mais

Roteiro para curta-metragem. Aparecida dos Santos Gomes 6º ano Escola Municipalizada Paineira NÃO ERA ASSIM

Roteiro para curta-metragem. Aparecida dos Santos Gomes 6º ano Escola Municipalizada Paineira NÃO ERA ASSIM Roteiro para curta-metragem Aparecida dos Santos Gomes 6º ano Escola Municipalizada Paineira NÃO ERA ASSIM SINOPSE José é viciado em drogas tornando sua mãe infeliz. O vício torna José violento, até que

Leia mais

Urbanização Brasileira

Urbanização Brasileira Urbanização Brasileira O Brasil é um país com mais de 190 milhões de habitantes. A cada 100 pessoas que vivem no Brasil, 84 moram nas cidades e 16 no campo. A população urbana brasileira teve seu maior

Leia mais

4 o ano Ensino Fundamental Data: / / Revisão de História e Geografia Nome:

4 o ano Ensino Fundamental Data: / / Revisão de História e Geografia Nome: 4 o ano Ensino Fundamental Data: / / Revisão de História e Geografia Nome: Querida criança, Além desta revisão, estude, em seu Material Didático, os conteúdos do Volume III. Leia este texto: ASA BRANCA

Leia mais

MEMÓRIAS DE PESQUISA: A HISTÓRIA DE VIDA CONTADA POR MULHERES VIGIADAS E PUNIDAS

MEMÓRIAS DE PESQUISA: A HISTÓRIA DE VIDA CONTADA POR MULHERES VIGIADAS E PUNIDAS MEMÓRIAS DE PESQUISA: A HISTÓRIA DE VIDA CONTADA POR MULHERES VIGIADAS E PUNIDAS 1 Introdução O presente estudo se insere no contexto do sistema penitenciário feminino e, empiricamente, tem como tema as

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

Receita infalível para uma boa viagem

Receita infalível para uma boa viagem Receita infalível para uma boa viagem Para que a tão sonhada viagem de férias não se transforme em um pesadelo, alguns cuidados básicos devem ser tomados. Pensando no seu conforto e na sua segurança nesse

Leia mais

Inclusão de pessoas com deficiência na educação: a integração do indivíduo e o direito à diferença

Inclusão de pessoas com deficiência na educação: a integração do indivíduo e o direito à diferença Inclusão de pessoas com deficiência na educação: a integração do indivíduo e o direito à diferença Emanuele Giachini* Que estranha maneira é essa de fazer História, de ensinar Democracia, espancando os

Leia mais

PROFISSIONAIS DO SEXO UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA DO ESTIGMA DA PROSTITUIÇÃO. Vanessa Petró* 1. Introdução. Comportamento Desviante e Estigma

PROFISSIONAIS DO SEXO UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA DO ESTIGMA DA PROSTITUIÇÃO. Vanessa Petró* 1. Introdução. Comportamento Desviante e Estigma PROFISSIONAIS DO SEXO UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA DO ESTIGMA DA PROSTITUIÇÃO Vanessa Petró* 1 Introdução O presente artigo tem o intuito de desenvolver algumas idéias acerca de comportamentos desviantes

Leia mais

Alcance Social. Kerigma Social. Assistência Social

Alcance Social. Kerigma Social. Assistência Social IBC FBC Kerigma Jr Bazar Atendimento Médico Alcance Social Celebrando a Restauração Assistência Social Kerigma Social Apoio a ações IBC Ecovidas Comunidade Santa Fé MISSÃO IBC Amar a Deus sobre todas as

Leia mais

IX CONFERÊNCIA ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CURITIBA-PR

IX CONFERÊNCIA ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CURITIBA-PR IX CONFERÊNCIA ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CURITIBA-PR Rosiane Costa de Souza Assistente Social Msc Serviço Social/UFPA Diretora de Assistência Social Secretaria de Estado de Assistência Social do Pará

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

Manual de Aplicação do Jogo da Escolha. Um jogo terapêutico para jovens usuários de drogas

Manual de Aplicação do Jogo da Escolha. Um jogo terapêutico para jovens usuários de drogas Manual de Aplicação do Jogo da Escolha Um jogo terapêutico para jovens usuários de drogas 1 1. Como o jogo foi elaborado O Jogo da Escolha foi elaborado em 1999 pelo Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas

Leia mais

HERÓIS SEM ROSTOS - A Saga do Imigrante para os EUA Autor: Dirma Fontanezzi - dirma28@hotmail.com

HERÓIS SEM ROSTOS - A Saga do Imigrante para os EUA Autor: Dirma Fontanezzi - dirma28@hotmail.com HERÓIS SEM ROSTOS - A Saga do Imigrante para os EUA Autor: Dirma Fontanezzi - dirma28@hotmail.com TRECHO: A VOLTA POR CIMA Após me formar aos vinte e seis anos de idade em engenharia civil, e já com uma

Leia mais

Os encontros de Jesus. sede de Deus

Os encontros de Jesus. sede de Deus Os encontros de Jesus 1 Jo 4 sede de Deus 5 Ele chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, que ficava perto das terras que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Ali ficava o poço de Jacó. Era mais ou

Leia mais

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE Fórum ONG/AIDS RS COMUNICAÇÃO EM SAÚDE Paulo Giacomini Porto Alegre, 30 de Outubro de 2014. Comunicação 1. Ação de comunicar, de tornar comum (à comunidade) uma informação (fato, dado, notícia); 2. Meio

Leia mais

Voluntariado. Sete dicas para ser um voluntário. Por Redação EcoD

Voluntariado. Sete dicas para ser um voluntário. Por Redação EcoD Voluntariado Sete dicas para ser um voluntário Por Redação EcoD O Dia Internacional dos Voluntários, celebrado no dia 5 de dezembro, pode inspirar muitas pessoas a dedicarem seu tempo e talento em prol

Leia mais

MULHER DIREITOS. Conheça os seus. www.pedrokemp.com.br

MULHER DIREITOS. Conheça os seus. www.pedrokemp.com.br MULHER Conheça os seus DIREITOS www.pedrokemp.com.br www.pedrokemp.com.br Vive dentro de mim a mulher do povo. Bem proletária. Bem linguaruda, desabusada, sem preconceitos... Cora Coralina 2 GUIA DE DIREITOS

Leia mais

RELATÓRIO DA OFICINA: COMO AGIR NA COMUNIDADE E NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO

RELATÓRIO DA OFICINA: COMO AGIR NA COMUNIDADE E NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO 1 RELATÓRIO DA OFICINA: COMO AGIR NA COMUNIDADE E NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO Facilitadora: Maria Inês Castanha de Queiroz Coordenadora: Maria Inês Castanha de Queiroz CRP 5357/4ª região Psicóloga, Mestre

Leia mais

As fontes da nossa auto-imagem

As fontes da nossa auto-imagem AUTO IMAGEM O QUE EU ACHO DE MIM MESMO QUEM SOU EU E QUAL E O MEU VALOR? NARCISISMO (deus da mitologia grega que se apaixonou por si mesmo ao ver sua imagem refletida na água) AS FONTES DA NOSSA AUTO -

Leia mais

O que é Ética? Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado.

O que é Ética? Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado. 1 O que é Ética? Definição de Ética O termo ética, deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade.

Leia mais

Circuitos de Rua e Tb: saúde e cotidiano

Circuitos de Rua e Tb: saúde e cotidiano Circuitos de Rua e Tb: saúde e cotidiano Saúde Pública e questões contemporâneas: Desfiliações, precarizações e rupturas do mundo do trabalho. Conflitos, violências circuitos e economias paralelas. Desinvestimentos

Leia mais

2. REDUZINDO A VULNERABILIDADE AO HIV

2. REDUZINDO A VULNERABILIDADE AO HIV 2. REDUZINDO A VULNERABILIDADE AO HIV 2.1 A Avaliação de risco e possibilidades de mudança de comportamento A vulnerabilidade ao HIV depende do estilo de vida, género e das condições socioeconómicas. Isso

Leia mais

Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos.

Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos. Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos. Autores Aline Xavier Melo alinexaviermelo@yahoo.com.br Juliana Roman dos Santos Oliveira ju_roman@hotmail.com

Leia mais

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos!

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! Documento final aprovado por adolescentes dos Estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, do Mato Grosso,

Leia mais

Estímulo Experimental: Texto para filmagem dos discursos políticos (Brasil Thad Dunning)

Estímulo Experimental: Texto para filmagem dos discursos políticos (Brasil Thad Dunning) Estímulo Experimental: Texto para filmagem dos discursos políticos (Brasil Thad Dunning) DISCURSOS 1, 2, 3 e 4 sem mensagem de raça ou classe (o texto do discurso é para ser lido duas vezes por cada ator,

Leia mais

MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA

MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA Autor: Marusa Fernandes da Silva marusafs@gmail.com Orientadora: Profª. Ms. Mônica Mª N. da Trindade Siqueira Universidade de Taubaté monica.mnts@uol.com.br Comunicação oral:

Leia mais

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento Jéssica Albino 1 ; Sônia Regina de Souza Fernandes 2 RESUMO O trabalho

Leia mais

INDIVÍDUO E SOCIEDADE PARTE 2

INDIVÍDUO E SOCIEDADE PARTE 2 TEXTO NUM. 2 INDIVÍDUO E SOCIEDADE PARTE 2 Max Weber, O indivíduo e a ação social: O alemão Max Weber (1864-1920), diferentemente de Durkheim, tem como preocupação central compreender o indivíduo e suas

Leia mais

Não abra a carteira ou a bolsa na frente de estranhos. Separe pequenas quantias de dinheiro para pagar passagem, café, cigarros etc.

Não abra a carteira ou a bolsa na frente de estranhos. Separe pequenas quantias de dinheiro para pagar passagem, café, cigarros etc. Dicas de Segurança I Cuidados no dia-a-dia Nas Ruas Previna-se contra a ação dos marginais não ostentando objetos de valor como relógios, pulseiras, colares e outras jóias de valor. Evite passar em ruas

Leia mais

Carta Política. Campanha Cidades Seguras para as Mulheres

Carta Política. Campanha Cidades Seguras para as Mulheres Carta Política Campanha Cidades Seguras para as Mulheres Brasil - 2014 Nós, mulheres de diversas localidades e comunidades de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo, que há muito

Leia mais

Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas NETP/RS traficodepessoas@ssp.rs.gov.

Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas NETP/RS traficodepessoas@ssp.rs.gov. Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas NETP/RS traficodepessoas@ssp.rs.gov.br 51-3288 1936 NETP/RS Secretaria da Segurança Pública do Estado É um dos programas

Leia mais

Cartilha de princípios

Cartilha de princípios Cartilha de princípios 2 MTST - Cartilha de princípios AS LINHAS POLÍTICAS DO MTST O MTST é um movimento que organiza trabalhadores urbanos a partir do local em que vivem: os bairros periféricos. Não é

Leia mais

Discurso de Luiz Inácio Lula da Silva Seminário do Prêmio Global de Alimentação Des Moines, Estados Unidos 14 de outubro de 2011

Discurso de Luiz Inácio Lula da Silva Seminário do Prêmio Global de Alimentação Des Moines, Estados Unidos 14 de outubro de 2011 Discurso de Luiz Inácio Lula da Silva Seminário do Prêmio Global de Alimentação Des Moines, Estados Unidos 14 de outubro de 2011 Estou muito honrado com o convite para participar deste encontro, que conta

Leia mais

coleção Conversas #26 Respostas para algumas perguntas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #26 Respostas para algumas perguntas que podem estar passando pela sua cabeça. Saí da prisão volto coleção Conversas #26 - setembro 2015 - e estou ou não desempregado, para o crime? Respostas para algumas perguntas que podem estar passando pela sua cabeça. A Coleção CONVERSAS, da

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO

CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO Liane Soares, Ms. Faculdade de Tecnologias e Ciências FTC/BA Olga sempre considerou a educação como um sistema, um produto de evolução

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

As prostitutas de BH perguntam: e a gente, como fica?

As prostitutas de BH perguntam: e a gente, como fica? As prostitutas de BH perguntam: e a gente, como fica? Categories : Copa Pública Date : 18 de setembro de 2012 Maria Aparecida Menezes Vieira, a Cida, de 46 anos, há mais de 20 anos faz ponto na rua Afonso

Leia mais

TERAPIA OCUPACIONAL PADRÃO DE RESPOSTA

TERAPIA OCUPACIONAL PADRÃO DE RESPOSTA TERAPIA OCUPACIONAL PADRÃO DE RESPOSTA QUESTÃO 38 Rosa está com 56 anos de idade e vive em um hospital psiquiátrico desde os 28 anos de idade. Em seu prontuário, encontra-se que ela é doente mental desde

Leia mais

INDÍGENAS NO BRASIL SITUAÇÃO DOS INDÍGENAS NO BRASIL HOJE. Capítulo 5 DEMANDAS DOS POVOS E PERCEPÇÕES DA OPINIÃO PÚBLICA

INDÍGENAS NO BRASIL SITUAÇÃO DOS INDÍGENAS NO BRASIL HOJE. Capítulo 5 DEMANDAS DOS POVOS E PERCEPÇÕES DA OPINIÃO PÚBLICA Capítulo 5 SITUAÇÃO DOS INDÍGENAS NO BRASIL HOJE Percepção de diferenças entre índios e não índios no Brasil hoje Estimulada e única, em % Base: Total da amostra (402) NÃO S/ URBANOS POPULAÇÃO NACIONAL

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Anais. III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Ações Inclusivas de Sucesso

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Anais. III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Ações Inclusivas de Sucesso Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Anais III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva Ações Inclusivas de Sucesso Belo Horizonte 24 a 28 de maio de 2004 Realização: Pró-reitoria de Extensão

Leia mais

O que são Direitos Humanos?

O que são Direitos Humanos? O que são Direitos Humanos? Técnico comercial 4 (1º ano) Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos. O principal objetivo dos Direitos Humanos é tratar cada indivíduo

Leia mais

HÁBITOS NO HABITAR: UM ESTUDO SOBRE OS HÁBITOS DE MORAR EM DIFERENTES PERFIS HABITACIONAIS Alice de Almeida Barros, Maria Emília de Gusmão Couto

HÁBITOS NO HABITAR: UM ESTUDO SOBRE OS HÁBITOS DE MORAR EM DIFERENTES PERFIS HABITACIONAIS Alice de Almeida Barros, Maria Emília de Gusmão Couto HÁBITOS NO HABITAR: UM ESTUDO SOBRE OS HÁBITOS DE MORAR EM DIFERENTES PERFIS HABITACIONAIS Alice de Almeida Barros, Maria Emília de Gusmão Couto Mestranda Universidade Federal de Alagoas Faculdade de Arquitetura

Leia mais

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO UPE FACULDADE DE CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA DE GARANHUNS FACETEG

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO UPE FACULDADE DE CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA DE GARANHUNS FACETEG UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO UPE FACULDADE DE CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA DE GARANHUNS FACETEG RECICLAGEM E CIDADANIA: UMA VISÃO SOCIO AMBIENTAL DOS CATADORES DE RESIDUOS SOLIDOS NO MUNICIPIO DE GARANHUNS

Leia mais

coleção Conversas #10 - junho 2014 - Respostas que podem estar sendo feitas para algumas perguntas Garoto de Programa por um.

coleção Conversas #10 - junho 2014 - Respostas que podem estar sendo feitas para algumas perguntas Garoto de Programa por um. coleção Conversas #10 - junho 2014 - Eu sou Estou garoto num de programa. caminho errado? Respostas para algumas perguntas que podem estar sendo feitas Garoto de Programa por um. A Coleção CONVERSAS da

Leia mais

Lions Clube Centro-São José dos Campos

Lions Clube Centro-São José dos Campos Lions Clube Centro-São José dos Campos Projeto Transformação BRASIL Transformação é um projeto que visa ampliar as oportunidades educativas, investindo no desenvolvimento do potencial de cada criança e

Leia mais

SOCIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 06 DESIGUALDADE SOCIAL

SOCIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 06 DESIGUALDADE SOCIAL SOCIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 06 DESIGUALDADE SOCIAL y (-) Vulnerabilidade Desvinculação x (+) (-) 0 Inserção Vulnerabilidade (+) Como pode cair no enem A violência de cada dia A violência normalmente é

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Núcleo de Apoio Profissional de Serviço Social e Psicologia Corregedoria Geral da Justiça

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Núcleo de Apoio Profissional de Serviço Social e Psicologia Corregedoria Geral da Justiça I- A Comissão de Abrigo da Comarca de São Paulo A comissão de abrigo é constituída de assistentes sociais e psicólogos da capital que se reúnem desde 2005 sob a coordenação do Núcleo de Apoio Profissional

Leia mais

A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS.

A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS. A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS. Carina da Silva UFPel, carinasg2013@gmail.com INTRODUÇÃO A atual sociedade capitalista tem como alicerce, que fundamenta sua manutenção,

Leia mais

Campanha Nacional de Escolas da Comunidade Colégio Cenecista Nossa Senhora dos Anjos Gravataí RS. São Geraldo/Barnabé

Campanha Nacional de Escolas da Comunidade Colégio Cenecista Nossa Senhora dos Anjos Gravataí RS. São Geraldo/Barnabé Campanha Nacional de Escolas da Comunidade Colégio Cenecista Nossa Senhora dos Anjos Gravataí RS São Geraldo/Barnabé Data: 29/04/2015 Nomes: Nícolas Christmann João Marcelo Paulo Francisco Matheus Valadares

Leia mais

6. Considerações Finais

6. Considerações Finais 6. Considerações Finais O estudo desenvolvido não permite nenhuma afirmação conclusiva sobre o significado da família para o enfrentamento da doença, a partir da fala das pessoas que têm HIV, pois nenhum

Leia mais

Eu sempre ouço dizer. Que as cores da pele são diferentes. Outros negros e amarelos. Há outras cores na pele dessa gente

Eu sempre ouço dizer. Que as cores da pele são diferentes. Outros negros e amarelos. Há outras cores na pele dessa gente De todas as cores Eu sempre ouço dizer Que as cores da pele são diferentes Que uns são brancos Outros negros e amarelos Mas na verdade Há outras cores na pele dessa gente Tem gente que fica branca de susto

Leia mais

O Projeto PROVOZ é um Projeto Social de Desenvolvimento para a população de Fortaleza que privilegia a cidadania e os direitos inerentes à todos os

O Projeto PROVOZ é um Projeto Social de Desenvolvimento para a população de Fortaleza que privilegia a cidadania e os direitos inerentes à todos os O Projeto PROVOZ é um Projeto Social de Desenvolvimento para a população de Fortaleza que privilegia a cidadania e os direitos inerentes à todos os cidadãos brasileiros ao nível da sua realidade local.

Leia mais

QUEM É A PESSOA IDOSA?

QUEM É A PESSOA IDOSA? INTRODUÇÃO Líder, este caderno é seu, para cadastrar e acompanhar as pessoas idosas no domicílio. Ele contém os principais indicadores que nos levam a conhecer a realidade na qual vivem as pessoas, permitindo

Leia mais

O QUE MAIS ESTRESSA O CARIOCA? FEVEREIRO

O QUE MAIS ESTRESSA O CARIOCA? FEVEREIRO Enquete Algumas reportagens e matérias dão conta que o Brasil é o segundo país mais estressado do mundo e o trabalho é apontado como uma das principais causas desse mal. Porém, nem só de trabalho vive

Leia mais

EMEF VICENTINA RIBEIRO DA LUZ. 06/05/2014 Diagnóstico do entorno da escola/ PIBID

EMEF VICENTINA RIBEIRO DA LUZ. 06/05/2014 Diagnóstico do entorno da escola/ PIBID EMEF VICENTINA RIBEIRO DA LUZ 06/05/2014 Diagnóstico do entorno da escola/ PIBID Características do entorno da escola Item 1: há coleta de lixo no bairro? R: Sim as coletas são feitas de segundas, quartas

Leia mais

Nova revolução para pequenas empresas. O nascimento de uma nova estratégia de negócios

Nova revolução para pequenas empresas. O nascimento de uma nova estratégia de negócios O DADO DAS EMPRESAS Nova revolução para pequenas empresas O trabalho é uma parte necessária e importante em nossas vidas. Ele pode ser o caminho para que cada trabalhador consiga atingir seu potencial

Leia mais

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - Sou so profes r a, Posso m a s n ão parar d aguento m e ai ensinar s? d a r a u la s Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A

Leia mais

Você quer ser um Discípulo de Jesus?

Você quer ser um Discípulo de Jesus? Você quer ser um Discípulo de Jesus? A História do povo de Israel é a mesma história da humanidade hoje Ezequel 37:1-4 Eu senti a presença poderosa do Senhor, e o seu Espírito me levou e me pôs no meio

Leia mais

13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS

13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS 13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS A importância da formação pessoal e social da criança para o seu desenvolvimento integral e para a

Leia mais

ENTENDENDO PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA APARTIR DE UM TRABALHO EDUCATIVO QUE CONSIDERE O INDIVÍDUO AUTOR DE SUA HISTÓRIA

ENTENDENDO PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA APARTIR DE UM TRABALHO EDUCATIVO QUE CONSIDERE O INDIVÍDUO AUTOR DE SUA HISTÓRIA ENTENDENDO PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA APARTIR DE UM TRABALHO EDUCATIVO QUE CONSIDERE O INDIVÍDUO AUTOR DE SUA HISTÓRIA Aline Lopes de Aguiar 1 ; José Reginaldo Feijão Parente 2 Universidade Estadual Vale

Leia mais

12/02/2010. Presidência da República Secretaria de Imprensa Discurso do Presidente da República

12/02/2010. Presidência da República Secretaria de Imprensa Discurso do Presidente da República , Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de inauguração da Escola Municipal Jornalista Jaime Câmara e alusiva à visita às unidades habitacionais do PAC - Pró-Moradia no Jardim do Cerrado e Jardim Mundo

Leia mais

CMDCA PROJETOS COOPERAÇÃO CAPELINHA/MG

CMDCA PROJETOS COOPERAÇÃO CAPELINHA/MG PROJETOS COOPERAÇÃO A trajetória da infância e adolescência em Capelinha, ao longo dos anos, teve inúmeras variações, reflexos das diferentes óticas, desde uma perspectiva correcional e repressiva, visando

Leia mais

Patrocínio Institucional Parceria Apoio

Patrocínio Institucional Parceria Apoio Patrocínio Institucional Parceria Apoio InfoReggae - Edição 80 Memória Oral 24 de abril de 2015 O Grupo AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através da cultura e da arte,

Leia mais

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre N o Brasil há 2.361 municípios, em 23 estados, onde vivem mais de 38,3 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Para eles, o Governo Federal criou

Leia mais

Projeto CIRCO-ESCOLA NA BAHIA

Projeto CIRCO-ESCOLA NA BAHIA Projeto CIRCO-ESCOLA NA BAHIA Objetivo geral do projeto O objetivo do projeto Circo-Escola na Bahia é oferecer às crianças e jovens de Serra Grande um espaço privilegiado para que possam desenvolver atividades

Leia mais

Questões de gênero. Masculino e Feminino

Questões de gênero. Masculino e Feminino 36 Questões de gênero Masculino e Feminino Pepeu Gomes Composição: Baby Consuelo, Didi Gomes e Pepeu Gomes Ôu! Ôu! Ser um homem feminino Não fere o meu lado masculino Se Deus é menina e menino Sou Masculino

Leia mais

DISCURSO SOBRE LEVANTAMENTO DA PASTORAL DO MIGRANTE FEITO NO ESTADO DO AMAZONAS REVELANDO QUE OS MIGRANTES PROCURAM O ESTADO DO AMAZONAS EM BUSCA DE

DISCURSO SOBRE LEVANTAMENTO DA PASTORAL DO MIGRANTE FEITO NO ESTADO DO AMAZONAS REVELANDO QUE OS MIGRANTES PROCURAM O ESTADO DO AMAZONAS EM BUSCA DE DISCURSO SOBRE LEVANTAMENTO DA PASTORAL DO MIGRANTE FEITO NO ESTADO DO AMAZONAS REVELANDO QUE OS MIGRANTES PROCURAM O ESTADO DO AMAZONAS EM BUSCA DE MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA DEPUTADO MARCELO SERAFIM

Leia mais

Respostas não definitivas em uma sabatina sobre drogas

Respostas não definitivas em uma sabatina sobre drogas Respostas não definitivas em uma sabatina sobre drogas Gerivaldo Neiva * - Professor, mas o senhor não acha que um mundo sem drogas seria melhor para todos? - Definitivamente, não! Um mundo sem drogas

Leia mais

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação.

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Introdução Criar um filho é uma tarefa extremamente complexa. Além de amor,

Leia mais

O que é o Ação Integrada?

O que é o Ação Integrada? O que é o Ação Integrada? Resultado de uma articulação entre a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/MT), o Ministério Público do Trabalho (MPT/MT), a Fundação Uniselva da Universidade

Leia mais

DA TRISTEZA Á DEPRESSÃO

DA TRISTEZA Á DEPRESSÃO Mulher Vitoriosa http://mulher92.webnode.pt/ DA TRISTEZA Á DEPRESSÃO Mente saudável MULHER EM FORMA 1 Querida amiga visitante, o Espírito de Deus levou-me a escrever esta mensagem porque Ele sabe que algumas

Leia mais

PRÊMIO ENTRANDO EM CENA NO MUNDO FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO PROJETO: ANÔNIMOS

PRÊMIO ENTRANDO EM CENA NO MUNDO FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO PROJETO: ANÔNIMOS PRÊMIO ENTRANDO EM CENA NO MUNDO FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO PROJETO: ANÔNIMOS 1. Dados do Proponente Nome: Adriana Oliveira Santos Idade: 25 anos 2. Identificação dos responsáveis pelo projeto Letícia: Meu

Leia mais

TENDÊNCIAS DA MAIORIA

TENDÊNCIAS DA MAIORIA TENDÊNCIAS DA MAIORIA O desafio de conquistar um mercado consumidor de R$ 834 bilhões em 2010 O Brasil emergente São 37 milhões de famílias com renda mensal entre 3 e 10 salários-mínimos A classe média

Leia mais

I B OP E Opinião. O que o brasileiro pensa e faz em relação à conservação e uso da água

I B OP E Opinião. O que o brasileiro pensa e faz em relação à conservação e uso da água PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA Águas no Brasil: A visão dos brasileiros O que o brasileiro pensa e faz em relação à conservação e uso da água Dezembro, 2006 METODOLOGIA OBJETIVO Levantar informações para

Leia mais

experiência inovadora como contribuição da sociedade civil: Reintegração Familiar de Crianças e Adolescentes em Situação de Rua.

experiência inovadora como contribuição da sociedade civil: Reintegração Familiar de Crianças e Adolescentes em Situação de Rua. Título da experiência: Políticas públicas de apoio à população de rua Uma experiência inovadora como contribuição da sociedade civil: Reintegração Familiar de Crianças e Adolescentes em Situação de Rua.

Leia mais

Segunda-feira, dia 04 de maio de 2015

Segunda-feira, dia 04 de maio de 2015 Segunda-feira, dia 04 de maio de 2015 Pousamos no pequeno aeroporto de Katmandu um pouco depois das 6 da manhã. Apenas três aviões cargueiros estavam no aeroporto e poucas caixas com produtos para a população.

Leia mais

ÍNDICE PAULISTA DE VULNERABILIDADE SOCIAL

ÍNDICE PAULISTA DE VULNERABILIDADE SOCIAL ÍNDICE PAULISTA DE VULNERABILIDADE SOCIAL O Estado de São Paulo, especialmente nos grandes centros urbanos, apresenta enormes desigualdades sociais, com áreas de alto padrão de qualidade de vida e outras

Leia mais

11 Segredos para a Construção de Riqueza Capítulo II

11 Segredos para a Construção de Riqueza Capítulo II Capítulo II Mark Ford 11 Segredos para a Construção de Riqueza Capítulo Dois Como uma nota de $10 me deixou mais rico do que todos os meus amigos Das centenas de estratégias de construção de riqueza que

Leia mais

Uma do norte e outra do sul 3. Glória e Lúcia moram em partes diferentes da cidade. Depois de ouvi-las, complete as lacunas.

Uma do norte e outra do sul 3. Glória e Lúcia moram em partes diferentes da cidade. Depois de ouvi-las, complete as lacunas. Rio, de norte a sul Aproximando o foco: atividades Moradores da Zona Norte e da Zona Sul O din-dim 1. Ouça Kedma e complete as lacunas: Quem mora na Zona Norte na Zona Sul é quem tem mais. Na Zona Su na

Leia mais

Sinopse I. Idosos Institucionalizados

Sinopse I. Idosos Institucionalizados II 1 Indicadores Entrevistados Sinopse I. Idosos Institucionalizados Privação Até agora temos vivido, a partir de agora não sei Inclui médico, enfermeiro, e tudo o que for preciso de higiene somos nós

Leia mais

Reestruturação Produtiva em Saúde

Reestruturação Produtiva em Saúde Trabalho em Saúde O trabalho Toda atividade humana é um ato produtivo, modifica alguma coisa e produz algo novo. Os homens e mulheres, durante toda a sua história, através dos tempos, estiveram ligados,

Leia mais

AS MELHORES HISTÓRIAS E JOGOS PARA CRIANÇAS

AS MELHORES HISTÓRIAS E JOGOS PARA CRIANÇAS AS MELHORES HISTÓRIAS E JOGOS PARA CRIANÇAS em seu sm t e e tablet P fólio de H tóri Impressão de livros sob demanda para a sua empresa Escolha a sua! TIMOLICO E AMIGOS Público alvo: crianças de até 6

Leia mais