Preparação do Governo Federal para vigilância em saúde na Copa do Mundo FIFA Brasil 2014

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2 REUNIÃO PREPARATÓRIA DAS AÇÕES DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE EM EVENTOS DE MASSA Preparação do Governo Federal para vigilância em saúde na Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 Wanderson Kleber de Oliveira Coordenador-Geral de Vigilância e Resposta às Emergências em Saúde Pública (CGVR) Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) Ministério da Saúde Porto Alegre, 14 de abril de 2014

3 Perfil de público da Copa de 2010 e atendimento Experiência internacional demonstra que apenas de 1% a 2% do público dos jogos necessita de atendimento médico - entre estes, 99,5% a 99,8% são atendidos na arena - necessidade de deslocamento, portanto, a unidade de saúde de maior complexidade fica entre 0,2% e 0,5% Perfil de público Copa % de adultos jovens (de 25 a 44 anos) 83% homens 60% de solteiros 54% têm nível superior 17 a 20 dias de permanência no país

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5 Preparação conjunta com as cidades-sede Brasília DF Cuiabá MT Curitiba PR Discussão e elaboração de ações foram iniciadas em 2011 Belo Horizonte São Paulo SP MG Salvador BA Rio de Janeiro RJ Câmara Técnica Nacional de Saúde Recife PE Porto Alegre RS Fortaleza CE Amazonas AM Natal RN Normatização e padronização de procedimentos na vigilância sanitária e no atendimento público e privado Elaboração de metas e priorização de atividades Mapeamento dos riscos Representantes indicados por Estados e Municípios

6 Orientação aos visitantes Campanha de comunicação Saúde do Viajante peças serão afixadas em locais públicos com grande circulação de pessoas, unidades de saúde e rede hoteleira Orientação sobre hábitos saudáveis e doenças mais comuns no Brasil Materiais disponíveis em português, inglês, espanhol e francês

7 Prevenção de DST/Aids Intensificação na distribuição de preservativos em hotéis durante a Copa das Confederações, em articulação com a rede hoteleira Campanha Proteja o Gol, em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/AIDS (UNAIDS) Oferta de testes rápidos e aconselhamento por meio de unidades móveis disponíveis nas 12 cidades-sede - Zero nova infecção por HIV; zero discriminação; zero morte relacionada à Aids

8 Promoção da saúde e prevenção de violências Ações de prevenção: violência e trânsito Programa 11 pela saúde Ações para a construção de hábitos saudáveis de vida no cotidiano, como a difusão de mensagem da promoção da saúde por meio da prática de atividades físicas e da alimentação saudável

9 Estratégia adotada Fortalecimento das ações e estruturas existentes, sem alteração dos processos rotineiros

10 CICC Comando e controle no Governo Federal Fluxo Externo Articulação com demais órgãos do governo federal Ações coordenadas e resposta oportuna Monitoramento e compartilhamento de informações GSI CIN SENASP SEDEC PF GSI ABIN FN DEF CIVIL DIG (PF) Operações CICC (R) Sala de Crise CICCN Coordenador Planejamento Logística PRF MJ PF MD ME GECOPA SEDH Ministério da Saúde COL SECO M SEDH CIOCS Nacional FIFA/CO L COMUNICAÇÃ O SICC PRF MJ PF COCD ME

11 Objetivos centrais da VS durante a Copa do Mundo Detecção, investigação, resposta e gestão de surtos Detecção, investigação, resposta e gestão de agentes dispersos intencionalmente Adoção de medidas de controle e prevenção oportunas Avaliação das medidas adotadas Comunicação de risco

12 Redução de risco Para reduzir os riscos (prevenção e mitigação) decorrentes de uma emergência em saúde pública, a primeira conduta essencial é uma análise de risco, utilizando a técnica conhecida como cenário de risco Ameaça Vulnerabilidade Risco CENÁRIO DE RISCO

13 Legislação específica - Portaria Nº de 10/06/2013 ANEXO II CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DO RISCO EM EVENTOS DE MASSA No processo de avaliação devem ser listados todos os riscos associados aos eventos de massa, incluindo aqueles com baixa probabilidade de ocorrência. Exemplos de riscos associados a eventos de massa estão apresentados na Figura 2.

14 Principais doenças e agravos de interesse da vigilância em saúde durante a Copa do Mundo Âmbito Doenças e agravos Influenza, malária, febre amarela, dengue, doenças de transmissão Nacional hídrica e alimentar, doenças sexualmente transmissíveis, acidente por animais peçonhentos Sarampo, Chikungunya, Febre hemorrágica Ebola, Cólera, Síndrome Internacional Respiratória pelo Coronavírus do Oriente Médio (MERS-CoV), Poliomielite, Influenza Aviária A(H7N9), A(H5N1), Zika Vírus e Febre do Oeste do Nilo.

15 MAPEAMENTO DE RISCO (EM ELABORAÇÃO) IMPACTO Alto Médio Baixo PROBABILIDADE Alta Média Baixa Muito baixa Influenza nos grupos de risco das Regiões Sul e Sudeste -Influenza nos grupos de risco da Região Centro- Oeste -Hepatite B -HIV/AIDS -Influenza nos grupos de risco das Regiões Norte e Nordeste -Malária por Plasmodium falciparum. A gravidade pode ser alta em indivíduos sem imunidade. - Febre Amarela -Hepatite C -Febre Maculosa Brasileira -Hantavirose -Leptospirose -Doença meningocócica -Cólera (importada) -Botulismo -Influenza H7N9 -Coronavirus -Cólera (autóctone) -Peste Pneumônica -Raiva -Hepatite D -Surto de DTHA -Dengue -Acidentes por animais peçonhentos -Febre Tifoide -Influenza em população em -Influenza em população em geral na Região -Influenza em população em geral nas Regiões Norte e geral nas Regiões Sul e Centro-Oeste Nordeste Sudeste -Hepatite A -Málaria por Plasmodium vivax em área não endêmica -Málaria por Plasmodium -Sífilis -Sarampo e rubéola vivax em área endêmica -Surto de diarreia (para os patógenos mais -Meningite viral prevalentes)

16 PREMISSAS BÁSICAS DO CIOCS FLEXIBILIDADE PARA ADEQUAR-SE ÀS REALIDADES LOCAIS CONTAR A HISTÓRIA EM TEMPO REAL INTEGRAÇÃO COM ESTRATÉGIAS GOVERNAMENTAIS NOMENCLATURA E PROCESSOS COMUNS

17 Coordenação e monitoramento das 12 sedes 13 Centros Integrados de Operações Conjuntas da Saúde (1 nacional e 12 regionais) profissionais CIOCS Ministério da Saúde Vigilância de Doenças Transmissíveis e de Saúde Ambiental CIOCS Ceará Resposta às Emergências de Saúde Pública Vigilância Sanitária e pontos de entrada, serviços de saúde e alimentação CIOCS Pernambuco Urgência e Emergência, FN-SUS Gestão, regulação, logística e comunicação CIOCS Bahia Vigilância internacional de eventos de saúde pública Promoção da Saúde e prevenção de doenças

18 EXPERIÊNCIAS DE IMPLANTAÇÃO NA COPA DAS CONFEDERAÇÕES CIOCS - Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde Gestão Comunicação Identificação padronizada Assistência QBRNE Equipe capacitada Transporte Tecnologia

19 CIOCS - Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde Monitoramento e resposta coordenada 1,5 mil profissionais envolvidos Equipes de campo Laboratórios Vigilância Assistência Regulação SAMU Corpo de Bombeiros Comando e Controle Segurança Setor privado

20 Ações de saúde Hospitais públicos Hospitais privados Estádio e arredores: FIFA (aproximadamente 2 km) 2 KM Plano de Assistência local: Secretarias Municipais de Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde das cidades-sede

21 Situações de emergência Rede disponível nas 12 cidades-sede 531 unidades móveis do SAMU (ambulâncias, motolâncias, embarcações e unidades aéreas) 66 UPAs nas 12 cidades-sede 67 hospitais de referência do SUS nas cidades sede 30 equipes da Força Nacional do SUS

22 Situações de emergência Plano de Emergência, Planos de Contingências e Planos de Ação Múltiplas vítimas Emergências epidemiológicas Acidentes com produtos químicos, biológicos, radiológicos e nucleares Desastres Integração público-privada, envolvendo as maiores operadoras de planos de saúde.

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24 Plano de ação do CIOCS Nacional

25 ESTRATÉGIA CIOCS - Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde CICCN OPAS/IHR Recebe os Eventos de Saúde Pública de Importância Internacional CIOCS Nacional Avaliar Boletins Diários dos 6 CIOCS Regionais conforme critérios do RSI (ESPII) Avaliar eventos internacionais (OPAS) CIOCS Regional Avaliar risco/impacto dos eventos de saúde de todas áreas informantes Elaborar Boletim Diário do CIOCS Áreas técnicas + Equipes de Campo + Outras instituições Busca de indivíduos atendidos Busca de inconformidades e verificação das práticas Comunicação* Vigilância Ambiental Vigilância Sanitária Vigilância Epidemiológica Atenção à Saúde Laboratório* *Não é necessária a permanência em tempo integral Centros Treinamento LOCAIS SOB MONITORAMENTO DA SAÚDE Hotéis oficiais Arenas Eventos culturais Serviços de saúde

26 Plano de ação para atendimento de múltiplas vítimas Acidente com múltiplas vítimas Informação chega ao CIOCS regional O Centro Regional avalia o quadro e aciona o Centro Nacional O Centro Regional também aciona o Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), que reúne todos os órgãos envolvidos na Copa do Mundo. Se necessário, o Comando Nacional é envolvido Os Centros iniciam a articulação da rede, que envolve, se necessário, o acionamento dos profissionais capacitados para atendimento de acidentes O Comando Nacional pode envolver os demais órgãos da organização da Copa do Mundo para ações como isolamento da área, resgate de vítimas, assistência, classificação de risco dos acidentados e remoção dos casos mais graves para os hospitais integrados da rede pública nas cidades-sede

27 Plano de ação para atendimento de múltiplas vítimas Ministério da Saúde tem estoque de medicamentos e insumos em Brasília para envio com apoio do Ministério da Defesa Caso haja necessidade, o governo federal tem capacidade de montar até nove postos médicos avançados com profissionais da Força Nacional do SUS Foram capacitados 10 mil profissionais para atuar em caso de desastre

28 Vigilância Participativa Aplicativo Saúde na Copa 2014 estará disponível para tablets e smartphones a partir de maio Orientações aos usuários sobre sintomas e cuidados com as doenças mais comuns no Brasil Mapa de serviços públicos e privados de saúde em todo o País, como hospitais e farmácias Interação será captada pelo Ministério da Saúde e servirá como meio complementar para detectar tendências de mudança na saúde dos usuários A partir de maio na

29 Coleta de dados Nº GRUPO DESCRIÇÃO 1 ID Informações do sistema 2 Lat-Long 3 Apelido 4 Age 5 Identificação Sex Tela de seleção da condição de saúde 9 Febre 10 Tosse 11 Coriza 12 Nausea e vômico 13 Dor muscular 14 Sinais e sintomas Dor de cabeça 15 Diarreia 16 Exantema 17 Nenhum dos sintomas 18 Contato com outro doente nos últimos 7 dias? 19 Procurou serviço de saúde?

30 Análise QUESTÕES SINDROMES DOENÇAS RESPIRATÓRIA DIARREICA EXANTEMÁTICA INFLUENZA SARAMPO RUBÉOLA CÓLERA DIARREIA AGUDA DENGUE Febre Tosse Dor de garganta Náusea ou vômito Dor nas articulações Dor de cabeça Diarreia Exantema

31 Analise de dados SINDROMES DOENÇAS QUESTÕES RESPIRATÓRIA DIARREICA EXANTEMÁTICA INFLUENZA SARAMPO RUBÉOLA CÓLERA DIARREIA AGUDA DENGUE Febre Tosse Dor de garganta Náusea ou vômito Dor nas articulações Dor de cabeça Diarreia Exantema

32 Saúde (protótipo) HOSPITAIS FARMÁCIAS

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35 Detecção Digital de Doenças (DDD) Saúde na Copa Vigilância Participativa-> Fontes de informação operacionais Processo de ETL Data Warehouse Data Marts Plataforma MIcroStrategy de BI Usuários Finais Painel de risco HealthMap -> Web Sinan e instrumentos específicos-> Desktop Parceiros: Skoll Fund, HealthMap, TEPHINET, CDC, ProMED e Sintata

36 Monitoramento da situação Relatório padronizado de dia de jogo Antes do Jogo Descrição básica dos principais acontecimentos ocorridos a partir da abertura dos portões. Comunicação por telefone sobre a situação objetivamente Após o Jogo Descrição dos atendimentos realizados durante o Jogo Recolhimento da ficha de atendimento nos postos Ao final do dia Digitação das fichas de atendimento e emissão de análise básica do Painel de Monitoramento para emissão de relatório diário

37 Frequência: diária Informações: VE, VA, VISA, AS, Regulação, Rumores e Vigilância Internacional Informações por tópicos Não é cumulativo, cada dia um novo relatório Máximo duas páginas Somente informações relevantes para tomada de decisão Cada responsável por tema produzirá os relatórios completos de acordo com a estratégia adotada

38 Obrigado!

39 Balanço da Copa das Confederações Pacientes atendidos e taxa de atendimento (1/1mil) nas arenas Público: Atendimentos: 1361 Remoções: 35 Fonte: FIFA 10/10/2013

40 Perfil de ocorrências em eventos de massa Eventos Doença Acidentes Jogos Olímpicos, Sidney % 52.1% Jorm LR et al. J Epidemiol Community Health 2003;57: Vomiting Pneumonia 24.4% Diarrhea 15.9% 26.0% (not at home) Esportivo, Melbourne % 49.1% >2,300,000 Headache 24.2% Blisters 20.0% Pain 5.5% Small wounds 15.0% ENT, eyes 2.8% Soft tissue 9.0% Dutch MJ & Taylor DJ. Emergency Med Australasia 2008;20: Feira comercial, New York N/A N/A >950,000 Dehydration 11.4% Abrasion 10.6% Eyes 5.2% Fall injury 10.2% Grant WD et al. Prehosp Disaster Med 2010;25: EURO, Ukraine % 34%

41 Evento de Massa (Mass Gathering) EVENTO ANO EMERGÊNCIA IMPACTO Jogo de Futebol (Glasgow, Reino Unido) Janeiro 1971 Esmagamento entre fluxo de saída e entrada 66 mortes 140 lesões Hajj (Meca, Arábia Saudita) Julho 1990 Fuga em pânico mortes Jogo de futebol (Córsega) Maio 1992 Queda de estrutura 17 mortes lesões Love Parade (Duisburg, Alemanha) Julho 2010 Superlotação com debandada entrando e saindo por local estreito 21 mortes 510 lesões Fonte: Lee Soomaroo and Virginia Murray. Disasters at Mass Gatherings: Lessons from History. PLoS, 2012

42 Copa está fora do pico da dengue no Brasil Picos de transmissão ocorrem de janeiro a maio 90% dos casos Desde 2009, Manaus, Recife, Fortaleza, Natal e Salvador tiveram incidência de menos de 10% do que é considerado epidemia (300 casos por 100 mil habitantes). Brasil tem programa permanente de prevenção e controle da dengue, em articulação com estados e municípios

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