UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA MARIELI ARAÚJO ROSSONI

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA MARIELI ARAÚJO ROSSONI"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA MARIELI ARAÚJO ROSSONI ESTUDO COMPARATIVO ENTRE A APLICAÇÃO DAS CORRENTES DIADINÂMICAS DE BERNARD E A IONTOFORESE COM CORRENTES DIADINÂMICAS DE BERNARD NO TRATAMENTO DA DOR ARTICULAR E MUSCULAR RELACIONADA À DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Cascavel- PR 2004

2 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA MARIELI ARAÚJO ROSSONI ESTUDO COMPARATIVO ENTRE A APLICAÇÃO DAS CORRENTES DIADINÂMICAS DE BERNARD E A IONTOFORESE COM CORRENTES DIADINÂMICAS DE BERNARD NO TRATAMENTO DA DOR ARTICULAR E MUSCULAR RELACIONADA À DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Fisioterapia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná Campus Cascavel como requisito parcial para obtenção do título de Graduação em Fisioterapia. Orientador: Prof. Ms. Gladson Ricardo Flor Bertolini Cascavel - PR 2004

3 TERMO DE APROVAÇÃO MARIELI ARAÚJO ROSSONI ESTUDO COMPARATIVO ENTRE A APLICAÇÃO DAS CORRENTES DIADINÂMICAS DE BERNARD E A IONTOFORESE COM CORRENTES DIADINÂMICAS DE BERNARD NO TRATAMENTO DA DOR ARTICULAR E MUSCULAR RELACIONADA À DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR Trabalho de Conclusão de Curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de Graduado em Fisioterapia, na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Profª. Josiane Rodrigues da Silva Coordenadora do Curso BANCA EXAMINADORA... Orientador: Prof. Ms. Gladson Ricardo Flor Bertolini Colegiado de Fisioterapia - UNIOESTE... Prof. Ms. José Mohamud Vilagra Colegiado de Fisioterapia - UNIOESTE... Prof. Adriano Picollotto Colegiado de Odontologia - UNIOESTE Cascavel, 12 de novembro de 2004.

4 À Deus, razão maior do meu viver, e à minha família...

5 AGRADECIMENTOS À Deus, meu grande amigo, por ter caminhado ao meu lado todos os momentos durante esses anos de faculdade... e por ter me carregado nos braços quando não suportei prosseguir sozinha! A Nossa Senhora, Mãe de Deus, por me cuidar com tão grande carinho, e por sua presença materna em minha vida! Ao meu pai, Elizeu, por abrir mão dos seus planos por causa dos meus... (eu sei, viu?) Obrigada pelo seu testemunho de vida, e por me ensinar que às vezes é necessário dar suor e lágrimas para que um sonho se torne realidade! Obrigada por acreditar em mim... À minha mãe, Marilda, por sua atenção nas horas em que mais precisei! Mesmo não podendo estar sempre ao meu lado, obrigada por me fazer acreditar que seu coração nunca esteve longe... O carinho e a proteção que sinto no seu colo me deram força para chegar aqui! Às minhas irmãs, Milena e Elana, presentes de Deus na minha vida! Sem vocês, eu não seria eu. Nossa amizade é única! O amor vocês me sustentou durante esses anos que estive longe de casa! Obrigada por entenderem a minha ausência... Ao meu namorado, Alex, por existir! Obrigada por saber entender meus erros e defeitos e sempre estar aberto ao perdão! No seu jeito carinhoso de me cuidar vejo o amor de Deus, que sabe sempre a hora certa de corrigir e a hora certa de proteger! Obrigada por me ajudar a lutar para ser mais santa... À Marinêz, amiga de todas as horas, por me ouvir pacientemente quando precisei de um ombro amigo! E à Jeane, por saber entender meu jeito de ser! Ah, e por muitas vezes pedir pro pessoal da Vila do Estudante para fazer silêncio... he he! Ao Grupo de Oração Universitário (GOU) e a cada um dos amigos verdadeiros que lá encontrei. Muito mais do que amigos, vocês foram irmãos que Deus colocou em minha vida. Nenhuma palavra seria suficiente para expressar tudo que aprendi com cada um. Obrigada por sonharem comigo com um mundo melhor, a civilização do Amor!Ao lado de vocês, já posso viver aqui na Terra um pedacinho do Céu! Coragem... o Céu é logo! Às minhas pacientes, que participaram desse trabalho... que Deus as abençoe! Aos professores que me ensinaram durante esses anos todos... em especial ao Gladson, por me ajudar nas minhas dificuldades! Obrigada pela paciência e preocupação comigo! Carlos, valeu por fazer tudo parecer tão simples! Aos todos os amigos de sala... Mari, Nadya, Lenlen, Fer, Mônica, Leandro, Rodrigo, Cintia, Karine, Tiago, Guilherme, João Guilherme, Maria... todo mundo! Quatro anos não podem ser resumidos em algumas linhas!!! Que nossa amizade seja lembrada com saudade e cultivada com amor, para que seja eterna! Já sinto saudades... À todos aqueles que fizeram parte dessa história... Mesmo que tentasse não conseguiria agradecer a todos. Desejo que Deus lhes conceda a mesma alegria que sinto por vocês existirem!

6 RESUMO A Disfunção Temporomandibular (DTM) é representada por desconforto ou desordem musculoesquelética no sistema mastigatório, agravado pela mastigação ou outro uso da mandíbula. Portadores desta patologia apresentam graus variáveis de impacto causado pela dor em suas vidas. Foi realizado um ensaio clínico aleatório de natureza quantitativa visando verificar a eficácia das Correntes Diadinâmicas de Bernard associadas ou não à Iontoforese no controle da dor relacionada à DTM. A amostra, composta por 10 mulheres (média de 31,3 anos) foi dividida igualmente em dois grupos, que submeteram-se a 10 terapias (uma diária) de 20 min (10 min cada hemiface) com Correntes Diadinâmicas (grupo 1) e à estas associadas à Iontoforese com salicilato de sódio a 3% (grupo 2). Utilizou-se como instrumentos de coleta de dados a Escala Visual Analógica de Dor (diariamente, pré e pós-tratamento) e a versão brasileira do Questionário de McGill de Dor (no início e no fim do tratamento). Comparandose os resultados diários pré e pós-tratamento, houve redução significativa (p<0,0001) do quadro álgico: no grupo 1 ela foi de 45,74%, e no grupo 2, de 71,07%. Analisando-se apenas a pontuação na EVAD no início e no fim do tratamento, observou-se redução de 54,54% no grupo 1 e de 87,5% no grupo 2 (p>0,005). Verificou-se diminuição de 27,96% e 46,43% do escore no Questionário, respectivamente, do grupo 1 e 2. Conclui-se que as Correntes Diadinâmicas de Bernard e Iontoforese com as mesmas são um recurso eficaz no controle da dor articular e/ou muscular relacionada à DTM. Palavras-chave: Disfunção Temporomandibular; Correntes Diadinâmicas de Bernard; Iontoforese; Salicilato de Sódio.

7 ABSTRACT The Temporomandibular Disfunction (TMD) is represented for discomfort or musculoesqueletic disorder in the masticatory sistem, aggravated for mastication or other mandible custom. Bearer of this pathology presents several degree of pain impact on their lifes. Was accomplished a aleatory clinic essay of quantitative kind intenting verify the Diadynamics Currents of Bernard efficacy associated or not to the Iontophoresis on a pain control connected to the TMD. The sample, composed for 10 woman (avarage of 31,3 years) was divided equaly in two groups, which to go through a 10 therapy (one daily) of 20 min (10 min each hemiface) with Diadynamics Currents (group 1) and with these associated to the Iontophoresis with sodium salicylate at 3% (group 2). Was utilized as instrument of the data collect the Analogical Visual Scale of Pain (AVSP - dialy, pré and post-treatment) and the brazilian version of McGill Questionnaire of Pain (on beggining and on the finish of treatment). Confronting the daily results pré and post-treatment, there was significant decrease (p<0,0001) of painful condition: on the group 1 there was 45,74% of reduction, and on the group 2 there was 71,07%. Analysing only the AVSP punctuation on the beggining and on the finish of the treatment, was observed 54,54% of decrease on the group 1 of 87,5% and on group 2 (p>0,05). Was verified reduction of 27,96% e 46,43% of the Questionnaire punctuation, respectively, of the group 1 and 2. Was conclude which the Diadynamics Currents of Bernard and Iontophoresis which the same are a efficacious recourse on the articular and/or muscular connected to the TMD pain control. Key-words: Temporomandibular Disfunction; Diadynamics Currents of Bernard; Iontophoresis; Sodium Salicylate.

8 LISTA DE FIGURAS Figura 01: Estruturas ósseas da ATM...14 Figura 02: Interação do tônus muscular no equilíbrio craniano...27 Figura 03: Padrão normal e anormal de abertura bucal...46 Figura 04: Corrente monofásica fixa...60 Figura 05: Corrente difásica fixa...61 Figura 06: Corrente curtos períodos...62 Figura 07: Corrente longos períodos...62 Figura 08: Corrente ritmo sincopado...63 Figura 09: Base galvânica...63 Figura 10: Iontoforese...66 Figura 11: Materias utilizados nos atendimentos...69 Figura 12: Posicionamento dos eletrodos para a aplicação...73

9 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1: Média inicial e final diária de dor nos pacientes dos grupos 1 e Gráfico 2: Porcentagem inicial e final diária de dor no pacientes dos grupos 1 e Gráfico 3: Média inicial e final de dor nos pacientes dos grupos 1 e Gráfico 4: Porcentagem inicial e final de dor nos pacientes dos grupos 1 e Gráfico 5: Média de pontuação pré e pós-tratamento obtida pelos grupos 1 e 2 no questionário de dor de McGill...77 Gráfico 6: Porcentagem inicial e final de pontuação dos grupos 1 e 2 no questionário de dor de McGill...77 Gráfico 7: Média de redução dos grupos 1 e 2 na pontuação no Br-MPQ por categorias...78

10 10 1 INTRODUÇÃO 1.1 Justificativa Oliveira et al. (2003) revelam que os portadores de Disfunção Temporomandibular (DTM) apresentam algum grau de impacto causado pela dor em suas vidas, especialmente no apetite/alimentação, no sono e nas atividades do trabalho e da escola. De acordo com esses dados, justifica-se a aplicação de duas formas de recursos eletrotermofototerapêuticos (Correntes Diadinâmicas de Bernard associadas ou não à Iontoforese) visando a diminuição da dor nestes pacientes, bem como melhora funcional da articulação temporomandibular. Além disso, também são necessárias mais pesquisas no campo da Iontoforese, visto a pequena produção científica desta modalidade na literatura nacional. 1.2 Breve Revisão Literária As DTM s são representadas por desconforto ou desordem musculoesquelética no sistema mastigatório, agravado pela mastigação ou por outro uso da mandíbula, independente das moléstias locais que envolvem os dentes e a boca (CHIAOY e JESUÍNO, 2003). De acordo com Steenks e Wijer (1996), as pesquisas mais antigas afirmam que os sintomas da disfunção são comuns, segundo informações fornecidas pelos pacientes. No entanto, apenas em pequena porcentagem de pessoas os sintomas evoluem para a DTM temporária ou permanete. A maior incidência é encontrada em mulheres de 20 a 30 anos, e a explicação é dada por diversos fatores: maior tensão a qual a mulher é exposta, fatores sociais e/ou econômicos. Porém, a literatura não é suficiente para esclarecer esse fato. As DTM s não possuem un elemento etiológico único que possa ser

11 11 responsabilizado. Entre os fatores etiológicos das DTM s pode-se incluir as desarmonias oclusais, fatores psicológicos, traumas extrínsecos, hábitos parafuncionais, postura incorreta da cabeça e pescoço e, condições sistêmicas, entre outros. A sintomatologia sugere o envolvimento de fatores neuromusculares, anatômicos (relacionados à oclusão) e psicológicos, e a disfunção só ocorres quando estes fatores se combinam (STEENKS e WIJER, 1996). Por sua íntima relação, biológica, mecânica e fisiológica, com os elementos dentais, supõe-se que todos os problemas da má oclusão afetam direta ou indiretamente a ATM (MOLINA, 1995). Segundo Neves, Guirro e Grosso (1999), a heterogeneidade desta afecção tem originado diversas formas de tratamento. Algumas pesquisas relatam o uso de terapias com laser de baixa potência, ultra-som terapêutico, estimulação nervosa transcutânea, terapia manual, calor úmido, acupuntura, reflexologia, correntes galvânicas e Iontoforese, entre outros recursos utilizados no tratamento conservador. A Iontoforese é um recurso terapêutico que consiste na utilização da corrente elétrica para introduzir íons nos tecidos do corpo, e foi descrita primeiramente por LeDuc em 1903 (HOOKER, 2002). De acordo com Leitão e Leitão (1995), seus efeitos terapêuticos ocorrem tanto pelos benefícios da própria corrente elétrica quanto pela introdução eletrolítica dos íons. Hooker (2002) afirma que quando comparada à ingestão oral de fármacos a Iontoforese apresenta algumas vantagens por ser indolor, estéril e não invasiva, além da especificidade dos íons introduzidos para dentro do tecido. Tem sido empregada, de acordo com os íons utilizados, no tratamento da dor, inflamação, hiperidrose, edema, feridas, modificação de cicatriz e depósitos de cálcio (FRIEDMAN e WEISBERG, 1993). A solução de salicilato de sódio é descrita na literatura por seus efeitos esclerolíticos, antiinflamatórios e descongestionantes, além das propriedades analgésicas do radical

12 12 salicílico (HOOKER, 2002). Por esse motivo, vem sendo empregada iontoforeticamente no tratamento da dor muscular e articular em condições agudas e crônicas (ROBINSON e SNYDER-MACKLER, 2001). 1.3 Objetivos Objetivo Geral Verificar a eficácia das terapias com Correntes Diadinâmicas de Bernard associadas ou não à Iontoforese no tratamento da dor articular e/ou muscular relacionada à DTM Objetivos Específicos comparar a eficácia das três terapias; diminuir o quadro álgico dos pacientes com DTM; possibilitar ao paciente portador de DTM tratar a causa da mesma com ausência de seus problemas secundários; fornecer dados úteis para o tratamento das DTM s pelos profissionais da saúde.

13 13 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Anatomia da Articulação Temporomandibular A Articulação Temporomandibular (ATM) é considerada uma das mais complexas do corpo humano e constitui a ligação móvel entre a mandíbula e o osso temporal (MACIEL, 1998; OKESON, 2000; STEENKS e WIJER, 1996). Em conjunto com os sistemas esquelético, muscular, vascular, nervoso e dentário, compõe o complexo morfofuncional denominado aparelho mastigador (BARROS e RODE, 1995; STEENKS e WIJER, 1996). Estruturalmente é classificada como uma diartrose biaxial e está condicionada a uma interdependência devido ao funcionamento simultâneo dos dois côndilos mandibulares, que podem ser classificados como uma única articulação (PAIVA, 1997; MOLINA, 1995; BARROS e RODE, 1995), conseqüentemente, qualquer alteração mecânica de um afeta o outro (MACIEL, 1998). Por ser sinovial, permite amplos movimentos da mandíbula em torno do osso temporal (MADEIRA, 1998). A junção temporomandibular possui como peculiaridade a rigidez ao final do movimento, que se deve ao contato dos dentes. Assim, verifica-se estreita relação entre a ATM e a dentição. Alterações como perdas dentárias, restaurações incorretas, traumas e doenças articulares sempre levam à mudanças adaptativas no conjunto (MACIEL, 1998). Segundo Carreño (1995), os componentes dentários podem danificar a ATM e vice-versa, assim como o aumento da função muscular pode produzir mobilidade dental com conseqüente dano periodontal.

14 Superfícies Articulares A figura 1 ilustra a ATM, que é formada pela fossa mandibular do osso temporal e pela cabeça da mandíbula, ambas constituídas de osso esponjoso recoberto por osso compacto, alem de um disco articular fibrocatilaginoso interposto entre os dois componentes ósseos (MONGINI, 1998; OKESON, 2000; MOLINA, 1995). A morfologia das superfícies articulares varia consideravelmente à medida que se inicia a função mastigatória na criança e sofre influência das arcadas dentárias, adquirindo seu estado definitivo na idade de 5 a 8 anos (STEENKS E WIJER, 1996). Figura 1 Estruturas ósseas da ATM Fonte: GRAAFF, De acordo com Okeson (2000), as superfícies articulares da ATM diferem das outras articulações sinoviais pelo fato de serem revestidas por tecido conjuntivo denso fibroso, e não por cartilagem hialina. Estas superfícies são particularmente espessas nas vertentes anterior do côndilo e posterior da eminência articular, conferindo maior capacidade de absorção de impacto nestas áreas, que são as mais requisitadas (MADEIRA, 1998).

15 Superfície articular do osso temporal A superfície articular do temporal apresenta uma porção côncava, denominada fossa mandibular, e uma anterior convexa, a eminência articular (PAIVA, 1997). A fossa articular, ou cavidade glenóide, situa-se abaixo e anterior ao meato acústico externo, sendo limitada pela fissura escamotimpânica e, posteriormente, pelo tubérculo pósglenóide. Molina (1995) descreve que durante a época do nascimento e toda a dentição decídua, esta cavidade é plana. A formação da cavidade ocorre devido à atividade dos osteoclastos, que são especializados na reabsorção óssea e dão uma forma oval e côncava nos três planos do espaço a esta superfície articular. O teto da cavidade glenóide, que é parte da porção escamosa do osso temporal, é muito fino e possui inúmeros forâmes, que servem para a passagem dos vasos e nervos da microcirculação. A região posterior, que é mais espessa, é protegida de traumas mecânicos pelos reflexos proprioceptivos e pelo mecanismo de ação dos ligamentos e cápsula articular, ao passo que a zona anterior está bem protegida por três camadas de cartilagem com propriedades diferentes. A região central, que é mais baixa, não é um componente funcional importante, apenas serve de guia quando a mandíbula está na posição retraída e abriga a porção central convexa mais fina do disco (MOLINA, 1995). Segundo Okeson (2000), imediatamente anterior à fossa articular encontra-se a eminência articular, uma proeminência óssea do osso temporal cuja inclinação determina a trajetória do côndilo quando a mandíbula está posicionada anteriormente Côndilo mandibular A forma da cabeça da mandíbula varia para cada indivíduo (PAIVA, 1997). Molina (1995) cita que na maioria dos casos sua forma é arredondada, mas pode-se encontrar

16 16 côndilos planos, retos, ponteagudos, angulosos ou muito arredondados. Em sua face anterior possui a fóvea pterigóidea, uma pequena depressão rugosa que serve como inserção para o feixe inferior do músculo pterigóide. Molina (1995) também afirma que a superfície do côndilo é recoberta superior e anteriormente por tecido cartilaginoso, cuja espessura depende da idade, da função, da região da ATM examinada e da ausência ou presença de alterações funcionais. Segundo Molina (1995) e Oliveira (2002), quanto à organização tecidual da zona superior e anterior do côndilo e da região anterior da cavidade glenóide, pode-se observar em ambas as seguintes camadas: superfície articular propriamente dita, formada por tecido conjuntivo denso; camada proliferativa, onde ocorre o crescimento condilar; zona celular intermediária, ou zona de transição; cartilagem propriamente dita; osso compacto; osso esponjoso. A camada de osso cortical está recoberta por tecido conjuntivo denso, avascular e com algumas células cartilaginosas. Sua espessura depende da idade, tipo de oclusão, presença ou ausência de alterações metabólicas ou doenças debilitantes, esforço mastigatório, tipos de movimentos mandibulares, traumas ou microtraumas freqüentes, ausência ou presença de dentes posteriores e ausência de distúrbios congênitos, como anquilose (MOLINA, 1995).

17 Disco Articular Segundo Okeson (2000), a ATM é classificada como articulação composta, visto que o disco articular pode ser considerado como um terceiro osso. Paiva (1997) descreve que o disco funciona como se fosse uma outra superfície articular dentro da articulação. O disco articular é uma placa de tecido conjuntivo denso, formada por densa rede de fibras colágenas, cuja morfologia depende da forma adquirida pelas superfícies articulares (STEENKS e WIJER, 1996). Tem como função adaptar a incongruência das superfícies articulares, absorver choques e conferir suavidade aos movimentos da ATM (MADEIRA, 1998). Okeson (2000) afirma que o disco fixa-se nas faces interna e externa da articulação pelo ligamento capsular e pelo tecido retrodiscal, além de possuir ligação anteriormente com o tendão do músculo pterigóideo lateral superior. Está conectado à cápsula pelas inserções lateral e posterior, constituídas por fibras colágenas finas, subdividindo assim o espaço virtual intra-articular em compartimento superior e inferior (MOLINA, 1995; MONGINI, 1998; MACIEL, 1998). De acordo com Oliveira (2002), em uma articulação normal, isto é, sem perfuração do disco, estas cavidades não se comunicam. Molina (1995) relata que, por ser um local de pressão e função constante, o centro do disco não é inervado nem vascularizado, ao passo que a sua periferia é bastante inervada e vascularizada, sendo formada por tecido conjuntivo mais frouxo. O disco possui pontos de forte ligação com a cabeça da mandíbula nos pólos medial e lateral. Essas inserções permitem que o disco não se mova enquanto o côndilo gira, mas obrigam-no a deslocar-se com a mandíbula nos movimentos de translação. Um descompasso entre o disco e a mandíbula nesses movimentos pode provocar ruídos articulares (MADEIRA, 1998). Segundo Molina (1995) os fatores que influenciam nesta coordenação incluem a ação

18 18 dos proprioceptores localizados nos ligamentos, na cápsula e na musculatura, a própria coordenação muscular e a ação combinada das fibras elásticas posteriores e da cápsula. Esta sincronia côndilo-discal é reforçada pela função do feixe superior do músculo pterigóideo lateral, que tem grande importância no controle da volta do disco durante o fechamento bucal. Posteriormente, o disco une-se à cápsula fibrosa que envolve a articulação e apresenta-se mais mole, mais grosso e se continua com um tecido conjuntivo altamente vascularizado e inervado. Esta porção posterior da ATM, por possuir muitos proprioceptores articulares, é responsável pela coordenação e função da articulação, junto com a cápsula, ligamentos e região anterior do disco (MOLINA, 1995) Cápsula Articular A ATM é envolvida por uma cápsula fibrosa bastante frouxa, também denominada ligamento capsular, que não limita os seus movimentos, mas veda-a hermeticamente (OLIVEIRA, 2002). As principais funções desta cápsula incluem a produção de líquido sinovial e a orientação dos movimentos da mandíbula (STEENKS e WIJER, 1996). A cápsula articular insere-se externa e lateralmente no osso temporal e estende-se até a região do tubérculo articular em sua porção anterior. Posteriormente, estende-se até a região pós-glenóide e insere-se inferiormente sobre o côndilo da mandíbula. Em sua porção lateral externa apresenta um reforço do ligamento temporomandibular, que será descrito adiante (MOLINA, 1995; MADEIRA, 1998; OLIVEIRA, 2002). Steenks e Wijer (1996) afirmam que a porção anterior da cápsula possui estreita relação com as fibras do músculo pterigóideo lateral e do masseter. Ela é formada por várias camadas: a camada externa, que é constituída por tecido fibroso desorganizado; a camada subsinovial, ou membrana sinovial, formada pelas lâminas subíntima e íntima, que se limita

19 19 diretamente com a articulação. Para Okeson (2000) a cápsula articular tem papel importante durante os movimentos da ATM, resistindo a qualquer força medial, lateral ou inferior, que tende a separar ou deslocar as superfícies articulares. Steenks e Wijer (1996) relatam que a cápsula articular é vascularizada por ramos de vasos que se dirigem para o músculos pterigóideo lateral e ramos da artéria temporal superficial. O nervo masseterino e o auriculotemporal provêem à cápsula terminações nervosas livres e elementos sensitivos que informam sobre as mudanças de posição Ligamentos Os ligamentos são elementos importantes para a proteção das estruturas articulares. Constituem-se de tecido conjuntivo colágeno que não se estira, e por isso atuam passivamente na articulação, limitando ou restringindo os seus movimentos (OKESON, 2000) Ligamentos colaterais (discais) Os ligamentos colaterais prendem as bordas medial e lateral do disco articular aos pólos do côndilo. De acordo com Okeson (2000), sua ação é restringir o movimento do disco fora do côndilo durante a abertura da ATM. São verdadeiros ligamentos que não se distendem devido à sua constituição de fibras conjuntivas colágenas (PAIVA, 1997).

20 Ligamento temporomandibular Considerado por alguns autores como o único verdadeiro ligamento da ATM, o ligamento temporomandibular é formado por fibras fortes e densas que reforçam a cápsula articular lateralmente (OKESON, 2000; MADEIRA, 1998). Este ligamento é composto por duas partes: a porção externa e oblíqua origina-se na superfície externa do tubérculo articular e processo zigomático póstero-inferiormente e insere-se na superfície externa do pescoço do côndilo; sua porção horizontal interna estende-se da superfície externa do tubérculo articular e do processo zigomático posteriormente e segue horizontalmente ao pólo lateral do côndilo e parte posterior do disco articular (OKESON, 2000). A porção oblíqua do ligamento temporomandibular limita a extensão da abertura bucal, impedindo a queda excessiva do côndilo, e também atua de forma importante na abertura bucal normal. No início desse movimento, permite que o côndilo rotacione em torno de um ponto fixo até que o ligamento temporomandibular se estenda completamente, tornando-se rígido; então, o côndilo não pode mais rotacionar, e deverá mover-se para baixo e para frente através da eminência articular para abrir mais a boca (OKESON, 2000). Segundo Okeson (2000) e Madeira (1998), a porção interna do ligamento temporomandibular limita a retrusão da mandíbula, evitando a compressão das estruturas situadas atrás da cabeça da mandíbula e protegendo o músculo pterigóideo lateral de estiramento ou sobrextensão Ligamento esfenomandibular O ligamento esfenomandibular origina-se na espinha do osso esfenóide e segue posteriormente em forma de leque até a região da língula da mandíbula (STEENKS e WIJER, 1996). Conforme Okeson (2000) e Paiva (1997), é um dos dois ligamentos acessórios da

21 21 ATM, e atua evitando movimentos excessivos da ATM Ligamento estilomandibular O segundo ligamento acessório da ATM é o ligamento estilomandibular, que emerge do processo estilóide do osso temporal e vai até a face interna do ângulo da mandíbula (STEENKS ewijer, 1996). Moore e Dalley (2001) citam que esse ligamento é verdadeiramente um espessamento da cápsula fibrosa da glândula parótida, e não contribui de modo significativo para reforçar a articulação. Sua função, descrita por Okeson (2000), é limitar a protrusão excessiva da mandíbula Fluido Sinovial O fluido sinovial encontra-se dentro da cápsula articular, é altamente viscoso pelo fato de apresentar elevado teor de ácido hialurônico (STEENKS e WIJER, 1996). Ele é responsável pela nutrição do revestimento conjuntivo superficial e do osso mandibular subjacente, que ocorre por difusão, conforme escreve Mongini (1998). As alterações da biomecânica mandibular e a solicitação anormal das superfícies articulares podem perturbar este processo de difusão, causando degeneração das estruturas celulares e da substância matriz intercelular. Steenks e Wijer (1996) afirmam que além da drenagem de metabólitos liberados pelas células, o líquido sinovial também tem como função lubrificar as superfícies articulares. Em repouso, este fato ocorre pela mútua influência entre as propriedades bioquímicas da superfície articular e da sinóvia; durante a atividade, pelo fluxo do fluido sinovial.

22 Inervação A ATM recebe inervação sensorial e motora do nervo trigêmeo, ao passo que o ramo mandibular fornece a aferência. Os nervos profundo lateral e massetérico provêem inervação adicional à ATM (OKESON, 2000). O nervo auriculotemporal inerva a parte lateral e posterior da cápsula articular. Esta articulação também recebe fibras do sistema nervoso autônomo, o que torna suas reações inflamatórias muito dolorosas, especialmente quando ocorrem na membrana sinovial (PAIVA, 1997) Vascularização Há uma grande quantidade de vasos que circundam a ATM para irrigá-la: a artéria temporal superficial (posteriormente), artéria meníngea média (anteriormente), artéria maxilar interna (inferiormente). Além dessas artérias importantes, há a artéria auricular profunda, a anterior timpânica e a faríngea ascendente, que auxiliam na irrigação. A irrigação condilar é mediada por vasos alimentadores, os quais penetram diretamente na cabeça condilar, e pela artéria alveolar inferior, através de um estreito espaço (OKESON, 2000) Músculos Moore e Dalley (2001) relatam que os movimentos das ATM's são produzidos principalmente pelos músculos da mastigação, enquanto Grieve (1994) também inclui como secundários os músculos da deglutição. Serão descritos neste trabalho os músculos considerados principais.

23 Músculo temporal Em forma de leque, o músculo temporal segue da fossa temporal até o processo coronóide da mandíbula (MOORE e DALLEY, 2001). Conforme Oliveira (2002), este é um músculo delgado subdividido em três feixes: anterior, médio e posterior. Suas fibras inferiores, que tem sentido quase horizontal, podem retrair a mandíbula quando ela está protrusa pela ação do músculo pterigóideo lateral (MORALES, 1999). Segundo Grieve (1994), ele também auxilia o masseter e o pterigóideo medial na elevação da mandíbula quando suas fibras anteriores, médias e posteriores agem juntas Músculo masseter O músculo masseter é um dos principais relacionados à potência mastigatória, e está intimamente ligado à esta função (OLIVEIRA, 2002). Moore e Dalley (2001) descrevem-no como um músculo quadrangular que recobre a face lateral do ramo e do processo coronóide da mandíbula. A contração de suas três camadas, conforme escrevem Grieve (1994) e Oliveira (2002), eleva fortemente (fecha) a mandíbula e exerce pressão nos últimos molares, fazendo com que o côndilo assuma uma posição de máxima capacidade de absorção de forças em relação à fossa mandibular e ao disco articular. Além disso, a contração isolada da camada superficial contribui para a protrusão, e a da mais profunda causa uma combinação de elevação e retração (GRIEVE, 1994) Músculo pterigóideo medial Morales (1999) refere que o músculo pterigóideo medial origina-se na fossa pterigóidea e segue até a superfície interna do ramo e do ângulo da mandíbula. Ele é um

24 24 músculo grosso, formado por uma camada profunda e uma superficial, e auxilia fortemente na elevação da mandíbula estabilizando a articulação firmemente para a mastigação (OLIVEIRA, 2002). Foi classificado por Grieve (1994) como um sinergista do masseter Músculo pterigóideo lateral Para Morales (1999) e Moore e Dalley (2001), as duas cabeças do músculo pterigóideo lateral originam-se na superfície externa da lâmina lateral do processo pterigóideo, e vão inserir-se no processo condilar da mandíbula, na cápsula e no disco articular. Grieve (1994) afirma que há comportamentos distintos nos feixes deste músculo: a cabeça superior age mantendo a relação correta do disco durante o fechamento da boca, enquanto a inferior está ativa durante a translação mandibular. Oliveira (2002) ainda completa que quando a cabeça inferior do músculo pterigóideo lateral se contrai em apenas um lado, a mandíbula é levada para o lado contralateral, e o lado da contração torna-se o lado do balanceio; considera-o um sinergista da elevação mandibular.

25 Biomecânica da ATM A ATM é responsável pela movimentação da mandíbula e pelo relacionamento das arcadas dentárias superior e inferior, estima-se que ela realiza em torno de 1500 a 2000 movimentos diariamente nas funções de mastigar, falar, bocejar, deglutir e espirrar (MARTINS et al., 2004). O complexo orofacial, definido por Farias, Benvenuto e Santos (2003) é formado pelo crânio, único elemento fixo, e três elementos móveis, a saber: a coluna vertebral, o osso hióide e a mandíbula. A postura da cabeça e pescoço, ATM`s, língua e mandíbula é mantida pela tonicidade dos músculos cervicais, elevadores da mandíbula, supra e infra-hióideos e pterigóideos laterais (FARIAS, BENVENUTO e SANTOS, 2003). Nesse contexto acontecem os movimentos da ATM, que associam deslizamento e rotação. No primeiro passo da abertura da boca (até cerca de 20mm) ocorre a rotação da cabeça condiliana no interior do compartimento inferior, que se dá pela contração do músculo pterigóideo lateral. Se a movimentação prossegue o deslocamento simultâneo de ambos os compartimentos acontece. Em um terceiro momento, o côndilo se move obliquamente de trás para frente e de cima para baixo no compartimento superior, abaixo do disco, em torno de um eixo de rotação no centro do côndilo e colo, até que atinja as imediações da eminência articular, caracterizando a translação (BARROS, 1997). Quando abre-se a boca os músculos supra-hióideos provocam a rotação do côndilo e ao fechá-la são os músculos elevadores que agem, principalmente o temporal (CASTRO, 1999). Barros (1997) ressalta que o disco articular deve revestir, como um capuz, a cabeça da mandíbula e acompanhá-la durante toda a movimentação. O disco retorna à sua posição na fossa mandibular graças ao ligamento discal posterior e à elasticidade das fibras do extrato superior da zona bilaminar. A posição correta do disco depende, portanto, do equilíbrio

26 26 harmônico das estruturas articulares. Se alguma delas falhar ou se hipertrofiar, a função será prejudicada, e as exigências para que articulação seja livre, silenciosa e indolor darão lugar a ruídos, dor e limitação funcional. Castro (1999) acredita que para haver harmonia no sistema estomatognático é necessário que o conjunto côndilo-disco esteja posicionado na fossa glenóide em relação cêntrica, e que exista o equilíbrio entre as estruturas ósseas, musculares e dentárias. Um fator importante no que se refere à biomecânica articular da ATM é que, na verdade, ela é composta por duas articulações unidas por um osso rígido que atuam tanto de forma agonista quanto sinergista, o que faz com que a sintomatologia de uma acabe atingindo a outra (BARROS, 1997; MARTINS et al., 2004). Outro fator é o posicionamento espacial da mandíbula, no interior das cavidades glenóides, que é condicionado à existência das arcadas dentárias através da oclusão. O perfeito encaixe dos dentes determina o equilíbrio do sistema estomatognático a partir do movimento de fechamento mandibular e desde o momento em que as superfícies dos dentes inferiores entram em contato com as superiores. Qualquer discrepância vertical em protrusão ou em lateralidade provocará funções viciosas da musculatura (BARROS, 1997). O equilíbrio das conexões musculares entre o crânio, a mandíbula, o osso hióide e o esterno seu efeito resultante sobre a postura da cabeça através dos músculos do pescoço por sobre o fulcro das vértebras cervicais encontra-se esquematizado na figura 2. Um desequilíbrio entre esses músculos e/ou estruturas pode causar uma acomodação muscular do grupo antagonista ou dano estrutural à dentição, à ATM ou a ambos (SALOMÃO et al., 2001).

27 27 Figura 2 Interação do tônus muscular no equilíbrio craniano Fonte: GRIEVE, Esse alto grau de precisão e harmonia entre a ação dos músculos mastigatórios e as forças de oclusão, que não é encontrado em outras articulações do corpo, permite que o sistema estomatognático funcione normal e eficientemente. Quando se inicia a função mastigatória do indivíduo, forma-se no hipotálamo uma memória muscular, que guarda informações a respeito da função específica de cada músculo mastigatório e acessório, como comprimento e inclinação ideais. Portanto, não se pode alterar impunemente essas exigências, alterando o modo como os músculos devem agir. A resposta inicial a essas alterações é a fadiga ou cansaço muscular. Se as solicitações anormais persistirem, o músculo reagirá sob uma ordem súbita do cérebro que provoca a contração espasmódica, recusando-se a trabalhar e causando dores intensas. Esse é o mecanismo da cãibra, sistema de defesa do organismo em situações limítrofes de exaustão muscular (BARROS, 1997).

28 28 Farias, Benvenuto e Santos (2003) explicam que há uma relação direta entre o hióide e a mandíbula. A relação entre o crânio e a mandíbula é constatada com facilidade, visto que durante a extensão da cabeça ocorre uma retrusão mandibular e na flexão daquela, esta sofre protrusão. Quando se instalam desequilíbrios na posição fisiológica que é mais indicada para determinar a função de cada estrutura, as funções como alimentação, mímica, respiração, fonação e até mesmo o desenvolvimento craniofacial podem ser prejudicados. A relação anômala entre esses componentes aumenta a tensão da musculatura cervical posterior, mastigatória e supra-hióidea, determinando uma elevação e protrusão da mandíbula. A consequente elevação do osso hióide levará a um posicionamento incorreto da língua, gerando um quadro de deglutição atípica (FARIAS, BENVENUTO e SANTOS, 2003).

29 Disfunção Temporomandibular O sistema mastigatório, por sua extrema complexidade, tem grandes possibilidades de sofrer um colapso (OKESON, 2000). A explicação para a grande freqüência das afecções a ele atribuídas reside no fato de que a ATM é uma das articulações mais utilizadas pelo homem durante sua vida (CORREIA, 1995) Definição A American Academy of Orofacial Pain (AAOP) define a Disfunção Temporomandibular (DTM) como o conjunto de desordens clínicas musculoesqueléticas que envolvem a musculatura mastigatória, articulações temporomandibulares e estruturas associadas (CARNEIRO, 2003; SARLANI e GREENSPAN, 2003). Segundo Paiva (1997), ela consiste de prejuízos funcionais do aparelho mastigatório, dor, sinais e sintomas de disfunção mandibular, cefaléias e dores faciais associadas. Léon, Solana e García (1998) enfatizam que tais alterações quantitativas e qualitativas na função do aparelho mastigatório geralmente estão associadas ao psíquico do paciente.conforme Oliveira (2002), a DTM é considerada um subgrupo de desordens musculoesqueléticas e reumatológicas. Caracteriza-se primeiramente por dor, ruídos articulares e funções irregulares ou limitadas da mandíbula. Comumente é representada por desconforto ou desordem musculoesquelética no sistema mastigatório, agravado pela mastigação ou por outro uso da mandíbula, independente da moléstia local envolvendo os dentes e a boca (CHIAOY e JESUÍNO, 2003). Os pacientes com DTM não constituem um grupo homogêneo, pois muitas etiologias

30 30 e mecanismos diferentes de dor são responsáveis por apresentações semelhantes (MANFREDI, SILVA e VENDITE, 2001). Apesar de afligir a humanidade por muitos séculos, essa disfunção é descrita por Paiva e Vieira (1997) como uma doença do século XX. Atualmente, é a principal causa de dor orofacial não-dentária (OLIVEIRA, 2002) Terminologia Em relação à nomenclatura adotada para os distúrbios do sistema mastigatório, ainda não há um consenso na literatura, o que sugere que a etiologia e o mecanismo destas disfunções têm sido muito incompreendido. O médico otorrinolaringologista Dr. James B. Costen foi o primeiro a descrever a relação entre os sintomas otológicos e os distúrbios na ATM, em Em homenagem ao seu trabalho, surgiu a expressão síndrome de Costen (PAIVA e VIEIRA, 1997). À medida que mais pesquisas foram desenvolvidas e deram-se outros enfoques ao assunto, diversas terminologias foram utilizadas, como artralgia temporomandibular, síndrome de dor e disfunção miofascial, desordem craniomandibular, desordem temporomandibular, síndrome dor-disfunção estomatognática (OLIVEIRA, 2002). Atualmente, segundo Barros (1997) e Paiva e Vieira (1997), o termo que tem sido mais bem aceito é disfunção temporomandibular pelo fato de ser abrangente e excluir outras correlações incorretas, além de ser um termo coletivo que inclui um determinado número de problemas clínicos que envolvem a musculatura mastigatória, as ATM's e estruturas associadas ou ambas.

31 Etiologia Em meados dos anos 60 e 70, acreditava-se que a oclusão e mais tarde o estresse emocional eram os principais fatores etiológicos das desordens funcionais do aparelho mastigatório (OKESON, 2000). Atualmente, sabe-se que não existe um fator etiológico único que possa ser responsabilizado pela disfunção do sistema estomatognático, e a teoria a respeito da etiologia das DTM's mais aceita, e que parece ser um consenso entre os autores, é a Teoria da Etiologia Multifatorial (PAIVA e VIEIRA, 1997). Essa teoria afirma que fatores oclusais, associados às respostas nos músculos e articulações temporomandibulares e às condições gerais e emocionais do paciente, podem iniciar, manter ou agravar o quadro de disfunção. Dentre os agentes etiológicos, encontram-se fatores genéticos, de desenvolvimento, fisiológicos, traumáticos, patológicos, ambientais, mentais e comportamentais. De forma mais detalhada, pode-se incluir as desarmonias oclusais, fatores psicológicos, traumas extrínsecos, hábitos parafuncionais, postura incorreta de cabeça e pescoço e condições sistêmicas, entre outros (OKESON, 2000). A ATM está sujeita a toda sorte de vícios e hábitos anormais, além da utilização acima de suas limitações. Dentre esses hábitos classificados como parafuncionais, estão a mastigação unilateral, uso de goma de mascar, morder lápis, roer unhas, chupar dedo, ranger os dentes à noite (bruxismo) ou apertá-los durante o dia, como descarga de tensões emocionais (OKESON, 2000). Oliveira (2002) e Carneiro (2003) argumentam que a parafunção de qualquer origem aumenta a atividade muscular e pode modificar o equilíbrio fisiológico do sistema estomatognático, gerando espasmos na mandíbula ou deslocamentos do disco, prejudicando a saúde do indivíduo.

32 32 Boever e Steenks (1996) acrescentam o hábito de cerrar os dentes, hábitos errados de deglutição com interposição da língua, o deslocamento consciente da mandíbula para frente, vícios posturais devidos à profissão e posição durante o sono sem apoio para a mandíbula. O exame dos dentes pode denunciá-los, revelando a presença de facetas lapidadas nas superfícies mastigatórias dos molares e nas arestas de corte dos incisivos. O bruxismo é definido por Carreño (1995) como a contração excessiva dos feixes musculares do masseter e pterigóideo medial que fazem com que a mandíbula se desloque de um lado para outro constantemente e com forças extremamente grandes, lembrando que o masseter é o músculo mais forte do corpo humano, proporcionalmente ao seu tamanho. As lesões dos componentes são decorrentes a esse atrito permanente, que pode causar uma pressão de até mil libras por polegada quadrada. Carneiro (2003) analisa que, se há quinze anos atrás apenas vinte por cento da população brasileira apresentava problemas como o do bruxismo, o estresse da vida moderna faz com que hoje oitenta por cento sofram desse distúrbio. Ele não ocorre senão na presença de tensão emocional e estresse. Também a falta de guia anterior adequada e de disposição dental que permita desoclusão dos dentes posteriores, como o canino de cada lado, são fatores importantes para a instalação desse hábito (CARREÑO, 1995). O apertamento dental, ou bruxismo diurno, não deixa seqüelas de desgate dental, dano articular, dano periodontal e nem erosões cervicais nos dentes, e, portanto é menos significativo que o noturno. Quase todos os humanos apertam os dentes, em maior ou menor grau. Os pacientes que fazem uso de goma de mascar também podem desenvolver danos articulares, porém menos significativos que nos outros casos (CARREÑO, 2002). Lima (1995) afirma que a causa mais comum de distúrbios na ATM é a tensão muscular, que pode estar associada a alterações emocionais, ou ser uma resposta natural e constante diante de um estímulo persistente de uma vida agitada, instável e de frustrações. A

33 33 maioria dos pacientes em quadros agudos de DTM constitui-se de pacientes em estado de tensão psíquica, que pode relacionar-se diretamente à atividade que desempenha e/ou o local de suas atividades, além das crises pessoais. Oliveira (2002) afirma que o estresse promove importantes alterações somáticas, e a identificação destes sintomas permite que se tenha uma idéia de sua somatização. As estruturas que circundam a ATM freqüentemente transformam-se em uma válvula de escape dos problemas psicológicos e, como conseqüência, sede de distúrbios psicossomáticos, pela somatização de problemas como agressividade, tensões, angústia e medo (OKESON, 2000). Boever e Steenks (1996) afirmam que os fatores psicológicos são capazes de provocar direta ou indiretamente o aumento do tônus muscular, visto que diminuem a capacidade de adaptação periférica diante dos estímulos oclusivos. Estímulos lesivos do tipo mecânico, emocional, infeccioso, metabólico ou por associações dos mesmos estimulam o músculo levando-o ao espasmo, o qual compromete sua capacidade de relaxamento voluntário. Essa contração involuntária de um ou mais músculos pode conduzir os côndilos mandibulares a posições excêntricas, produzindo incoordenação dos movimentos mandibulares, limitação da abertura normal da boca, ruídos articulares e subluxações (LIMA, 1995). Carneiro (2003) argumenta que o trauma direto sobre o mento pode ser um fator iniciante dessa desordem. Essa lesão pode ser perpetuada por estresse, passando de um quadro agudo para uma situação crônica. Os deslocamentos discais anteriores também são classificados como fatores causais das DTM's, pois nesses casos a região bilaminar do disco, que é bastante irrigada e inervada, fica entre as duas superfícies articulares suportando a sua pressão, desencadeando a dor. Além disso, essa desorganização do sistema leva à danificação muscular durante a função, ao estiramento e/ou rompimento dos ligamentos retrocondilares e à frouxidão articular

34 34 (CARREÑO, 1995). A oclusão também tem sido apontada como fator etiológico da disfunção temporomandibular. Tal é a intimidade da relação da ATM com a oclusão que se pode traçar um perfil da forma e da dimensão dos côndilos através da oclusão, pois a ATM apresenta ampla capacidade de adaptação morfofuncional (PAIVA, 1997). Segundo Farias, Benvenuto e Santos (2003), um contato prematuro, para defender o dente em questão, altera reflexamente a posição mandibular gerando instabilidade e desconforto para a ATM. Contudo, Carreño (1995) enfatiza que a oclusão não é o fator etiológico mais importante, e sim o sistema nervoso central, pois é ele quem inicia o bruxismo, principal causa dos distúrbios craniomandibulares. A falta de dentes molares ou pré-molares também deteriora o sistema craniomandibular, em uma proporção de 12,5% de proteção articular a menos em cada par de dentes antagonistas perdido. Não se pode separar os pacientes que têm apenas DTM daqueles que possuem transtornos emocionais e alterações oclusais uma vez que os dois fatores estão intimamente ligados. Nesse sentido, Portnoi (1995) relata que a hiperatividade muscular, má oclusão e estresse psicológico desempenham um papel significativo na manifestação e desenvolvimento da DTM. A unidade morfofuncional cabeça-coluna cervical também estabelece relação com as DTM's, e pode determinar mudanças na estabilidade funcional da oclusão dentária quando se encontra em processo de disfunção biomecânica. Essa inter-relação fisiológica e fisiopatológica entre esses sistemas também ocorre no sentido contrário, ou seja, disfunções nos elementos do sistema estomatognático podem determinar alterações na relação entre a cabeça e a coluna cervical, fazendo-a perder sua estabilidade funcional (LIMA, 1995). Farias, Benvenuto e Santos (2003) descrevem os fatores que influenciam a posição da cabeça: visão, propriocepção, audição, estresse, obstrução nasal, trauma cervical e má

35 35 postura. Assim, uma dessas alterações pode provocar um quadro de DTM. Conforme Oliveira (2002), uma retificação da coluna cervical, por exemplo, pode repercutir como sintoma de disfunção. Barros (1997) ressalta que apesar da alta especialização e diferenciação da ATM, ela pode sofrer todas as patologias sistêmicas que originam problemas nas demais articulações do esqueleto. A hipermobilidade sistêmica, por exemplo, parece aumentar a suscetibilidade a DTM (OLIVEIRA, 2002). Manfredi, Silva e Vendite (2001) e Boever e Steenks (1996) afirmam que é imperativo especificar o fator causal principal para garantir a eficácia da abordagem terapêutica, sendo necessário conhecer os complexos sintomáticos. No entanto, em muitos casos, os fatores que induzem a problemas na ATM permanecem desconhecidos (SALOMÃO et al., 2001) Epidemiologia Epidemiologia é o estudo dos fatores determinantes e influentes que regem a freqüência e a distribuição de uma doença ou de estados fisiológicos numa população definida com o propósito de estabelecer programas para prevenir e controlar seu desenvolvimento e disseminação (OKESON, 2000). Em uma pequena parcela dos indivíduos, não conhecida exatamente, os sintomas evoluem em direção à disfunção do sistema craniomandibular. Os sintomas mais comuns apresentam caráter subclínico e na maioria das vezes não chegam a incomodar muito (BOEVER e STEENKS, 1996). Paiva e Vieira (1997) relatam que cerca de 75% de populações específicas de nãopacientes apontam pelo menos um sinal de DTM, e há pelo menos um sintoma em 33% delas.

36 36 Os sinais mais comuns nessas populações são ruídos articulares e desvios na abertura da boca, que chegam a acometer 50% das pessoas analisadas. Os estudos de Carneiro (2003) revelam que há sinais e sintomas em 40 a 60% da população, porém nem todo indivíduo que apresenta algum sintoma será necessariamente um paciente. Cerca de 5 a 7% das populações que exibem sinais e sintomas apresentam necessidade de tratamento (PAIVA e VIEIRA, 1997) Incidência Em amostras retiradas aleatoriamente em populações de não-pacientes, há um índice muito alto de pessoas que apresentam algum sinal ou sintoma. A faixa etária mais atingida por essa disfunção em ambos os sexos está entre os 20 e 30 anos de idade. Os sinais e sintomas de DTM distribuem-se igualmente entre ambos os sexos, porém, cerca de 80% dos pacientes que procuram tratamento são mulheres. Entre os pacientes ambulatoriais, predominam as mulheres de 15 a 40 anos de idade (OLIVEIRA,2002). Boever e Steenks (1996) postulam que as atitudes diferentes em relação à doença e ao desejo de receber tratamento podem estar relacionadas às diferenças psicossociais, econômicas, comportamentais, hormonais e a outros fatores. Oliveira (2002) acrescenta como causa provável a hipermobilidade do sexo feminino em comparação ao masculino. Carneiro (2003) concorda com essa afirmação, explicando que a característica da estrutura e a flexibilidade ligamentar feminina tornam sua ATM mais instável e vulnerável, ocorrendo maior predisposição para lesões. Portnoi (1995) relata que os portadores de DTM possuem personalidade mais vulnerável ao estresse, e utilizam com mais freqüência a somatização e a repressão como mecanismos de defesa do ego. São mais introvertidos, experimentando depressão e tensão

DTM - Aspectos Clínicos: Odontologia e Fisioterapia

DTM - Aspectos Clínicos: Odontologia e Fisioterapia DTM - Aspectos Clínicos: Odontologia e Fisioterapia Uma parcela da população sempre procura os serviços odontológicos pela presença de dores, porém muitas dessas dores não são de origem dentária, mas sim

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA RELAÇÃO DE RESUMOS DE MONOGRAFIAS E ARTIGOS DE PÓS- GRADUAÇÃO Lato sensu - Daniela Cristina dos Santos Alves O Uso do Spray de Fluorometano no Tratamento Prof. D. Sc.

Leia mais

- ADITEME - Atendimento Especial de Pacientes com Disfunção da Articulação Temporomandibular. Conceitos Restauradores de Oclusão: - Relação Cêntrica;

- ADITEME - Atendimento Especial de Pacientes com Disfunção da Articulação Temporomandibular. Conceitos Restauradores de Oclusão: - Relação Cêntrica; Universidade Federal de Pelotas Faculdade de Odontologia Extensão Universitária - ADITEME - Atendimento Especial de Pacientes com Disfunção da Articulação Temporomandibular Conceitos Restauradores de Oclusão:

Leia mais

Princípios de OCLUSÃO

Princípios de OCLUSÃO Aperfeiçoamento em Prótese Convencional e sobre Implantes Bibliografia Recomendada HOBO, S. et al. Osseointegração e Reabilitação Oclusal. 1 ed. São Paulo: Quintessence, 1997. Princípios de OCLUSÃO Princípios

Leia mais

OCLUSÃO SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO ODONTOLOGIA COMPLETA ODONTOLOGIA COMPLETA SISTEMA MASTIGATÓRIO ANATOMIA FUNCIONAL 22/03/2009

OCLUSÃO SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO ODONTOLOGIA COMPLETA ODONTOLOGIA COMPLETA SISTEMA MASTIGATÓRIO ANATOMIA FUNCIONAL 22/03/2009 SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO OCLUSÃO SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO É uma entidade fisiológica e funcional perfeitamente definida e integrada por um conjunto heterogêneo de órgãos e tecidos cuja biologia e fisiopatologia

Leia mais

Semiologia Ortopédica Pericial

Semiologia Ortopédica Pericial Semiologia Ortopédica Pericial Prof. Dr. José Heitor Machado Fernandes 2ª V E R S Ã O DO H I P E R T E X T O Para acessar os módulos do hipertexto Para acessar cada módulo do hipertexto clique no link

Leia mais

Exame do Sistema Estomatognático usando Análise Oclusal e Índice Epidemiológico para DCMs. Ana Carla Rios

Exame do Sistema Estomatognático usando Análise Oclusal e Índice Epidemiológico para DCMs. Ana Carla Rios Exame do Sistema Estomatognático usando Análise Oclusal e Índice Epidemiológico para DCMs Ana Carla Rios O Exame do Sistema Estomatognático utilizando a análise oclusal é parte importante do processo diagnóstico

Leia mais

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA CETASE

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA CETASE FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA CETASE CENTRO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DAS ALTERAÇÕES FUNCIONAIS DO SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO Área de Prótese Fixa e Escultura Dental FICHA CLÍNICA 1 - Dados Pessoais

Leia mais

Relato de um Caso Clínico atendido no Projeto ATM

Relato de um Caso Clínico atendido no Projeto ATM Relato de um Caso Clínico atendido no Projeto ATM Paciente: J. B. L. Idade: 27anos Sexo: feminino Profissão: desempregada Tipo Facial : Braquifacial Classificação de Angle: classe I Leucoderma Queixa Principal

Leia mais

HIPERMOBILIDADE X DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR: CASO CLÍNICO

HIPERMOBILIDADE X DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR: CASO CLÍNICO HIPERMOBILIDADE X DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR: CASO CLÍNICO Gustavo Dias Gomes da Silva(1); Alieny Cristina Duarte Ferreira (2); Ana Isabella Arruda Meira Ribeiro (3); Alcione Barbosa Lira de Farias (4);

Leia mais

DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR: UMA ABORDAGEM FISIOTERAPEUTICA RESUMO

DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR: UMA ABORDAGEM FISIOTERAPEUTICA RESUMO DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR: UMA ABORDAGEM FISIOTERAPEUTICA ADRIELE FERNANDA BARBERA BASSI adrielebassi@hotmail.com REGIANE SAYURI MORIMOTO regiane_sayuri@hotmail.com RESUMO ANA CLÁUDIA DE SOUZA COSTA

Leia mais

INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA MUSCULO-ESQUELÉTICA

INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA MUSCULO-ESQUELÉTICA INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA MUSCULO-ESQUELÉTICA Prof. Rodrigo Aguiar O sistema músculo-esquelético é formado por ossos, articulações, músculos, tendões, nervos periféricos e partes moles adjacentes. Em grande

Leia mais

Assessoria ao Cirurgião Dentista

Assessoria ao Cirurgião Dentista Assessoria ao Cirurgião Dentista Publicação mensal interna a Papaiz edição V setembro de 2014 Escrito por: Dr. André Simões, radiologista da Papaiz Diagnósticos Odontológicos por Imagem 11 3894 3030 papaizassociados.com.br

Leia mais

SHEILA CRISTINA CECAGNO

SHEILA CRISTINA CECAGNO SHEILA CRISTINA CECAGNO ANÁLISE DA CONTRIBUIÇÃO FUNCIONAL DA ATM ARTICULAÇÃO TEMPORO-MANDIBULAR - SOBRE A POSTURA CASCAVEL PR 2005 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Leia mais

Não risque as peças, utilize os estiletes marcadores para apontar as estruturas. ESQUELETO AXIAL

Não risque as peças, utilize os estiletes marcadores para apontar as estruturas. ESQUELETO AXIAL ESQUELETO AXIAL Não risque as peças, utilize os estiletes marcadores para apontar as estruturas. Vamos estudar o esqueleto que forma o eixo do corpo iniciando o estudo da CABEÇA óssea que se divide em

Leia mais

EVERTHON TAVARES VERONESE MARIA EUGENIA MACHADO DAMO

EVERTHON TAVARES VERONESE MARIA EUGENIA MACHADO DAMO UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE ODONTOLOGIA EVERTHON TAVARES VERONESE MARIA EUGENIA MACHADO DAMO NIVEL DE ESTRESSE EM PACIENTES PORTADORES DE DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR

Leia mais

A UTILIZAÇÃO DE PLACAS MIORRELAXANTE NO TRATAMENTO DAS DISFUNÇÕES TEMPOROMANDIBULARES

A UTILIZAÇÃO DE PLACAS MIORRELAXANTE NO TRATAMENTO DAS DISFUNÇÕES TEMPOROMANDIBULARES 5 A UTILIZAÇÃO DE PLACAS MIORRELAXANTE NO TRATAMENTO DAS DISFUNÇÕES TEMPOROMANDIBULARES USE OF MYORELAXANT PLATES ON TREATMENT OF TEMPOROMANDIBULAR DISORDENS VIANA SILVA, Jéssika Pereira 1 ; MIGUITA, Fernanda

Leia mais

MOVIMENTOS MANDIBULARES

MOVIMENTOS MANDIBULARES MOVIMENTOS MANDIBULARES Alfredo Julio Fernandes Neto, et al. Univ. Fed. Uberlândia - 2006 Para o entendimento da dinâmica dos movimentos mandibulares, além dos quatro determinantes anatômicos do aparelho

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Cervical Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Cervical Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Cervical Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada A coluna cervical consiste em diversas

Leia mais

ANALISE DO ÍNDICE DE DISFUNÇÕES TEMPOROMADIBULARES NOS ALUNOS DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA FAP

ANALISE DO ÍNDICE DE DISFUNÇÕES TEMPOROMADIBULARES NOS ALUNOS DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA FAP ANALISE DO ÍNDICE DE DISFUNÇÕES TEMPOROMADIBULARES NOS ALUNOS DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA FAP ALMEIDA, A.A; FELIPE, D.M. RESUMO A síndrome da disfunção da ATM causada por processos multifatoriais, entre

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÃNDIA ESCOLA TÉCNICA DE SAÚDE CURSO TÉCNICO PRÓTESE DENTÁRIA FICHA DA SUBFUNÇÃO/COMPONENTE CURRICULAR

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÃNDIA ESCOLA TÉCNICA DE SAÚDE CURSO TÉCNICO PRÓTESE DENTÁRIA FICHA DA SUBFUNÇÃO/COMPONENTE CURRICULAR UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÃNDIA ESCOLA TÉCNICA DE SAÚDE CURSO TÉCNICO PRÓTESE DENTÁRIA FICHA DA SUBFUNÇÃO/COMPONENTE CURRICULAR FUNÇÃO: Educação para Saúde SUBFUNÇÃO OU COMPONENTE CURRICULAR: ANATOMIA

Leia mais

Monografias do Curso de Fisioterapia Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 JULIANE MARAFON

Monografias do Curso de Fisioterapia Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 JULIANE MARAFON JULIANE MARAFON EFICÁCIA DO LASER DE BAIXA POTÊNCIA E DO ULTRA- SOM PULSADO NA DIMINUIÇÃO DA DOR CRÔNICA PROVOCADA PELAS DISFUNÇÕES TEMPOROMANDIBULARES: ESTUDO COMPARATIVO CASCAVEL 2003 JULIANE MARAFON

Leia mais

BRUXISMO EXCÊNTRICO COMO FATOR ETIOLÓGICO DE DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR

BRUXISMO EXCÊNTRICO COMO FATOR ETIOLÓGICO DE DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR BRUXISMO EXCÊNTRICO COMO FATOR ETIOLÓGICO DE DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR Gustavo Dias Gomes da Silva(1); Anna Kássia Tavares Alves Chaves Santiago Ana Isabella Arruda Meira Ribeiro (3); Alcione Barbosa

Leia mais

SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO. Enf. Thais Domingues

SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO. Enf. Thais Domingues SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO Enf. Thais Domingues SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO Composto de ossos, músculos, cartilagem, ligamentos e fáscia, proporcionando ao corpo, com sua armação estrutural uma caixa

Leia mais

Treino de Alongamento

Treino de Alongamento Treino de Alongamento Ft. Priscila Zanon Candido Avaliação Antes de iniciar qualquer tipo de exercício, considera-se importante que o indivíduo seja submetido a uma avaliação física e médica (Matsudo &

Leia mais

Lesoes Osteoarticulares e de Esforco

Lesoes Osteoarticulares e de Esforco Lesoes Osteoarticulares e de Esforco Dr.Roberto Amin Khouri Ortopedia e Traumatologia Ler/Dort Distúrbio osteoarticular relacionado com o trabalho. Conjunto heterogênio de quadros clínicos que acometem:

Leia mais

RELAÇÃO ENTRE TRAUMA OCLUSAL E DOENÇAS PERIODONTAIS

RELAÇÃO ENTRE TRAUMA OCLUSAL E DOENÇAS PERIODONTAIS RELAÇÃO ENTRE TRAUMA OCLUSAL E DOENÇAS PERIODONTAIS Por Carlos Marcelo da Silva Figueredo, DDS, MDSc, PhD cmfigueredo@hotmail.com www.periodontiamedica.com Introdução A associação do trauma oclusal (TO)

Leia mais

O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro

O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro O corpo humano é projetado para funcionar como uma unidade, com os músculos sendo ativados em seqüências especifica para produzir um

Leia mais

GISELE RODRIGUES DE ALCANTARA AS DISFUNÇÕES DA ATM RELACIONADA À CERVICALGIA

GISELE RODRIGUES DE ALCANTARA AS DISFUNÇÕES DA ATM RELACIONADA À CERVICALGIA GISELE RODRIGUES DE ALCANTARA AS DISFUNÇÕES DA ATM RELACIONADA À CERVICALGIA RIO DE JANEIRO 2008 GISELE RODRIGUES DE ALCANTARA AS DISFUNÇÕES DA ATM RELACIONADA À CERVICALGIA Monografia de Conclusão de

Leia mais

OS HÁBITOS PARAFUNCIONAIS NA DISFUNÇÃO DA ARTICULAÇÃO TÊMPORO-MANDIBULAR

OS HÁBITOS PARAFUNCIONAIS NA DISFUNÇÃO DA ARTICULAÇÃO TÊMPORO-MANDIBULAR CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA MOTRICIDADE ORAL OS HÁBITOS PARAFUNCIONAIS NA DISFUNÇÃO DA ARTICULAÇÃO TÊMPORO-MANDIBULAR CLAUDIA FERNANDES COSTA ZANINI PORTO ALEGRE 1999 CEFAC

Leia mais

III. 4 - Tecido Ósseo

III. 4 - Tecido Ósseo Capítulo 2: Parte 4 1 III. 4 - Tecido Ósseo É um tecido conjuntivo resistente em virtude da impregnação da sua substância fundamental pelos sais de cálcio, principalmente o fosfato e o carbonato de cálcio.

Leia mais

A investigação da dor no paciente idoso e ardência bucal. Paulo Pimentel

A investigação da dor no paciente idoso e ardência bucal. Paulo Pimentel A investigação da dor no paciente idoso e ardência bucal Paulo Pimentel Sistema Estomatognático Mastigação, fala, digestão e deglutição Paladar, respiração Defesa e reconhecimento imunológico Estética,

Leia mais

OCLUSÃO! ! Posições mandibulares. ! Movimentos mandibulares. ! Equilíbrio de forças atuantes - vestibulolingual

OCLUSÃO! ! Posições mandibulares. ! Movimentos mandibulares. ! Equilíbrio de forças atuantes - vestibulolingual Universidade de Brasília Departamento de Odontologia OCLUSÃO! NOÇÕES DE OCLUSÃO! Estudo das relações estáticas e dinâmicas entre as estruturas do sistema mastigatório!! Movimentos mandibulares Disciplina

Leia mais

Possibilita excelente avaliação e análise morfológica, com diferenciação espontânea para :

Possibilita excelente avaliação e análise morfológica, com diferenciação espontânea para : JOELHO JOELHO RM do Joelho Possibilita excelente avaliação e análise morfológica, com diferenciação espontânea para : ligamentos, meniscos e tendões músculos, vasos e tecido adiposo osso cortical ( hipointenso

Leia mais

Hérnia de Disco: diagnóstico e tratamento

Hérnia de Disco: diagnóstico e tratamento ANO 2 Hérnia de Disco: diagnóstico e tratamento Direção: Dr José Goés Instituto da Dor Criação e Diagramação: Rubenio Lima 85 8540.9836 Impressão: NewGraf Tiragem: 40.000 ANO 2 Rua: Henriqueta Galeno,

Leia mais

FACULDADE TECSOMA. Curso de Fisioterapia. Larissa Júnia Mateus Pereira

FACULDADE TECSOMA. Curso de Fisioterapia. Larissa Júnia Mateus Pereira FACULDADE TECSOMA Curso de Fisioterapia Larissa Júnia Mateus Pereira O USO DE ULTRA-SOM TERAPÊUTICO, ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NEUROMUSCULAR TRASNCUTÂNEA E CINESIOTERAPIA NA DIMINUIÇÃO DOS FATORES GERADOS PELA

Leia mais

Prof André Montillo www.montillo.com.br

Prof André Montillo www.montillo.com.br Prof André Montillo www.montillo.com.br Qual é a Menor Unidade Viva? Célula Qual é a Menor Unidade Viva? Tecidos Órgãos Aparelhos Sistemas Célula Células Tecidos Órgãos Sistemas ou Aparelhos Sistemas ou

Leia mais

ANATOMIA HUMANA I. Acidentes Ósseos. Prof. Me. Fabio Milioni. Características Anatômicas de Superfície dos Ossos

ANATOMIA HUMANA I. Acidentes Ósseos. Prof. Me. Fabio Milioni. Características Anatômicas de Superfície dos Ossos ANATOMIA HUMANA I Acidentes Ósseos Prof. Me. Fabio Milioni Características Anatômicas de Superfície dos Ossos As superfícies dos ossos possuem várias características estruturais adaptadas a funções específicas.

Leia mais

LOMBALGIAS: MECANISMO ANÁTOMO-FUNCIONAL E TRATAMENTO

LOMBALGIAS: MECANISMO ANÁTOMO-FUNCIONAL E TRATAMENTO LOMBALGIAS: MECANISMO ANÁTOMO-FUNCIONAL E TRATAMENTO Alessandra Vascelai #, Ft, Titulacão: Especialista em Fisioterapia em Traumatologia do Adulto Reeducação Postural Global (RPG) Acupuntura. Resumo: Lombalgia

Leia mais

LESOES MENISCAIS Ricardo Yabumoto Curitiba, 09 de Abril de 2007 Introdução Forma aproximada de C Integram o complexo biomecânico do joelho Servem de extensões da tíbia para aprofundar as superfícies articulares,

Leia mais

DISTÚRBIOS OCLUSAIS. Fig. 01 - Desenho esquematico da distribuição da força oclusal ao longo do dente.

DISTÚRBIOS OCLUSAIS. Fig. 01 - Desenho esquematico da distribuição da força oclusal ao longo do dente. DISTÚRBIOS OCLUSAIS Alfredo Julio Fernandes Neto, et al. Univ. Fed. Uberlândia - 2006 Em uma oclusão fisiológica ou orgânica, no final do fechamento mandibular, a ação dos músculos elevadores promove o

Leia mais

O COMPLEXO DO OMBRO TENDINITE DE OMBRO. Dra. Nathália C. F. Guazeli

O COMPLEXO DO OMBRO TENDINITE DE OMBRO. Dra. Nathália C. F. Guazeli 3 Março/2013 TENDINITE DE OMBRO Dra. Nathália C. F. Guazeli GALERIA CREFITO 3 / 78.186 F O COMPLEXO DO OMBRO Para entender o que é Tendinite de Ombro, vale a pena conhecer um pouquinho como ele é composto,

Leia mais

JOELHO. Introdução. Carla Cristina Douglas Pereira Edna Moreira Eduarda Biondi Josiara Leticia Juliana Motta Marcella Pelógia Thiago Alvarenga

JOELHO. Introdução. Carla Cristina Douglas Pereira Edna Moreira Eduarda Biondi Josiara Leticia Juliana Motta Marcella Pelógia Thiago Alvarenga JOELHO Carla Cristina Douglas Pereira Edna Moreira Eduarda Biondi Josiara Leticia Juliana Motta Marcella Pelógia Thiago Alvarenga Introdução Articulação muito frágil do ponto de vista mecânico e está propensa

Leia mais

Posturologia e Método Rocabado (ATM)

Posturologia e Método Rocabado (ATM) Posturologia e Método Rocabado (ATM) Josiane de Oliveira Delgado Fisioterapeuta Crefito5/19762F Av. Pres. Franklin Roosevelt, 1461. São Geraldo. POA/RS. Fone: 3222.4005 Artigo: Postura normal e posturas

Leia mais

SEMIOLOGIA DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR TEMPOROMANDIBULAR JOINT SEMIOLOGY

SEMIOLOGIA DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR TEMPOROMANDIBULAR JOINT SEMIOLOGY SEMIOLOGIA DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR 450 SEMIOLOGIA DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR TEMPOROMANDIBULAR JOINT SEMIOLOGY Marília GERHARDT DE OLIVEIRA * Clóvis MARZOLA ** Paulo Sérgio BATISTA *** Renata

Leia mais

ANATOMIA HUMANA. Faculdade Anísio Teixeira Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto

ANATOMIA HUMANA. Faculdade Anísio Teixeira Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto ANATOMIA HUMANA Faculdade Anísio Teixeira Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto Os seres mais basais possuem capacidade de reação a estímulos ambientais; Células procariontes, metazoários contraem

Leia mais

UNINGÁ UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ FACULDADE INGÁ CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE DENTÁRIA PAULO DA SILVA

UNINGÁ UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ FACULDADE INGÁ CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE DENTÁRIA PAULO DA SILVA UNINGÁ UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ FACULDADE INGÁ CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE DENTÁRIA PAULO DA SILVA A INFLUÊNCIA DA POSTURA DAS ESTRUTURAS DA COLUNA CERVICAL NA DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR

Leia mais

NESTE SITE SERÁ DISPONIBILIZADO PARTES DO TRABALHO ACIMA NOMINADO. Acesso à integra deverá ser solicitado ao autor.

NESTE SITE SERÁ DISPONIBILIZADO PARTES DO TRABALHO ACIMA NOMINADO. Acesso à integra deverá ser solicitado ao autor. 7 LEANDRO RAATZ BOTTURA EFEITOS DA DISFUNÇÃO DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR SOBRE O SISTEMA NERVOSO CENTRAL Monografia apresentada à Fundação para o Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico da Odontologia

Leia mais

Harmonia Oclusal para a Promoção de Saúde

Harmonia Oclusal para a Promoção de Saúde 17 Harmonia Oclusal para a Promoção de Saúde ALFREDO JÚLIO FERNANDES NETO FLÁVIO DOMINGUES NEVES Boa parte das ações do homem na sociedade, objetivam fazer a vida melhor para a humanidade, ou despertá-la

Leia mais

Biomecânica. A alavanca inter-resistente ou de 2º grau adequada para a realização de esforço físico, praticamente não existe no corpo humano.

Biomecânica. A alavanca inter-resistente ou de 2º grau adequada para a realização de esforço físico, praticamente não existe no corpo humano. Biomecânica Parte do conhecimento da Ergonomia aplicada ao trabalho origina-se no estudo da máquina humana. Os ossos, os músculos, ligamentos e tendões são os elementos dessa máquina que possibilitam realizar

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE ODONTOLOGIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE ODONTOLOGIA CIRURGIA DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR E SUA ASSOCIAÇÃO COM CIRURGIA ORTOGNÁTICA DOS MAXILARES EM UM MESMO TEMPO CIRÚRGICO : UMA REVISÃO

Leia mais

DISFUNÇÕES DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR UMA VISÃO ETIOLÓGICA E TERAPÊUTICA MULTIDISCIPLINAR

DISFUNÇÕES DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR UMA VISÃO ETIOLÓGICA E TERAPÊUTICA MULTIDISCIPLINAR CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA MOTRICIDADE ORAL DISFUNÇÕES DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR UMA VISÃO ETIOLÓGICA E TERAPÊUTICA MULTIDISCIPLINAR ERIKA KARINA FAVERO SÃO PAULO 1999

Leia mais

VIII SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ

VIII SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ VIII SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ Disfunção da Articulação Temporomandibular: características do indivíduo relacionadas à sua atuação social José Ivan de Lima

Leia mais

2. Quando o implante dental é indicado?

2. Quando o implante dental é indicado? Dúvidas sobre implantodontia: 1. O que são implantes? São cilindros metálicos (titânio) com rosca semelhante a um parafuso que são introduzidos no osso da mandíbula (arco inferior) ou da maxila (arco superior),

Leia mais

Figura A - Linha horizontal de referência no plano oclusal, e perpendicular vertical passando no centro da fossa pterigomaxilar

Figura A - Linha horizontal de referência no plano oclusal, e perpendicular vertical passando no centro da fossa pterigomaxilar 1 PUCPR, ORTODONTIA GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO MUDANÇAS REGIONAIS DA FACE Camargo ES, Maruo H, Guariza-Filho O, Tanaka O. As mudanças de crescimento podem ser descritas, para melhor compreensão, como regiões

Leia mais

DISTÚRBIOS DA COLUNA VERTEBRAL *

DISTÚRBIOS DA COLUNA VERTEBRAL * A. POSTURA DISTÚRBIOS DA COLUNA VERTEBRAL * 1 POSTURA LORDÓTICA Trabalho realizado por: Karina Mothé Bianor Orientador: Prof. Blair José Rosa Filho Caracterizada por um aumento no ângulo lombossacro (o

Leia mais

A influência dos distúrbios temporomandibulares - DTM S nas desordens cervicais. Resumo

A influência dos distúrbios temporomandibulares - DTM S nas desordens cervicais. Resumo 1 A influência dos distúrbios temporomandibulares - DTM S nas desordens cervicais Davidson Leite Araújo 1 Dayana Priscila Maia Mejia 2 davidson_fisio@hotmail.com Pós-Graduação em Ortopedia e Traumatologia

Leia mais

Sintomas da LER- DORT

Sintomas da LER- DORT LER-DORT A LER e DORT são as siglas para Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho. Os termos LER/DORT são usados para determinar as afecções que podem lesar

Leia mais

ANÁLISE DAS RELAÇÕES ENTRE DISFUNÇÃO CRANIOMANDIBULAR E ALTERAÇÕES POSTURAIS REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

ANÁLISE DAS RELAÇÕES ENTRE DISFUNÇÃO CRANIOMANDIBULAR E ALTERAÇÕES POSTURAIS REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ANA PAULA DE CAMPOS RA: 001200400215 ALINE ROCHA LONZI RA: 001200400067 ANÁLISE DAS RELAÇÕES ENTRE DISFUNÇÃO CRANIOMANDIBULAR E ALTERAÇÕES POSTURAIS REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Bragança Paulista 2007 1 ANA PAULA

Leia mais

TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM)

TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM) Protocolo: Nº 63 Elaborado por: Manoel Emiliano Última revisão: 30/08/2011 Revisores: Samantha Vieira Maria Clara Mayrink TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM) DEFINIÇÃO: O Trauma Raquimedular (TRM) constitui o conjunto

Leia mais

Conteúdo: Partes do corpo humano. Atividade física eleva a qualidade de vida. Cuidando das articulações. FORTALECENDO SABERES

Conteúdo: Partes do corpo humano. Atividade física eleva a qualidade de vida. Cuidando das articulações. FORTALECENDO SABERES 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I Conteúdo: Partes do corpo humano. Atividade física eleva a qualidade de vida. Cuidando das articulações. 3 CONTEÚDO

Leia mais

Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi

Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi Fisiologia Animal Sistema Nervoso Sistema Nervoso Exclusivo dos animais, vale-se de mensagens elétricas que caminham pelos nervos mais rapidamente que os hormônios pelo sangue. Mantido vivo pela eletricidade,

Leia mais

Categorias de Músculos

Categorias de Músculos URI Curso de Psicologia Prof. Claudio Alfredo Konrat Aparelho Locomotor: ossos, junturas e músculos Os músculos constituem os elementos ativos do movimento Os ossos constituem os elementos passivos do

Leia mais

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA!

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA! DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA! SUA MOCHILA NÃO PODE PESAR MAIS QUE 10% DO SEU PESO CORPORAL. A influência de carregar a mochila com o material escolar nas costas, associado

Leia mais

SISTEMA NERVOSO CENTRAL E SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO. DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais)

SISTEMA NERVOSO CENTRAL E SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO. DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais) Anatomia e Fisiologia Humana SISTEMA NERVOSO CENTRAL E SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais) 1ª edição novembro/2006-1 - SISTEMA NERVOSO CENTRAL E SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO SUMÁRIO

Leia mais

ASPECTO DE IMAGEM DAS ESTRUTURAS DO DENTE

ASPECTO DE IMAGEM DAS ESTRUTURAS DO DENTE ASPECTO DE IMAGEM DAS ESTRUTURAS DO DENTE O órgão dentário, um dos elementos do aparelho mastigatório, é constituído por tecidos especificamente dentais (esmalte, dentina, polpa) e por tecidos periodontais

Leia mais

GUIA DO PACIENTE. Dynesys Sistema de Estabilização Dinâmica. O Sistema Dynesys é o próximo passo na evolução do tratamento da dor lombar e nas pernas

GUIA DO PACIENTE. Dynesys Sistema de Estabilização Dinâmica. O Sistema Dynesys é o próximo passo na evolução do tratamento da dor lombar e nas pernas GUIA DO PACIENTE Dynesys Sistema de Estabilização Dinâmica O Sistema Dynesys é o próximo passo na evolução do tratamento da dor lombar e nas pernas Sistema de Estabilização Dinâmica Dynesys O Sistema Dynesys

Leia mais

DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR

DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR Alfredo Julio Fernandes Neto, et al. Univ. Fed. Uberlândia - 2006 Na presença de distúrbios oclusais, os pacientes suscetíveis à disfunção temporo-mandibular (DTM) apresentam

Leia mais

Caso clínico: DTM articular

Caso clínico: DTM articular Caso clínico: DTM articular Profa. Ana Cristina Lotaif. São Paulo, SP http://www.clinicaacl.com Descrição: Paciente BXM, sexo feminino, 25 anos, advogada, apresentou-se para exame com queixa de dificuldade

Leia mais

1. Fisioterapia nas Disfunções Temporomandibular (DTM) ou Disfuções Crâniomandibular (DCM)

1. Fisioterapia nas Disfunções Temporomandibular (DTM) ou Disfuções Crâniomandibular (DCM) 1. Fisioterapia nas Disfunções Temporomandibular (DTM) ou Disfuções Crâniomandibular (DCM) O papel da fisioterapia é imprescindível nestes casos por se tratar de uma afecção que envolve o indivíduo como

Leia mais

Sistema Nervoso. Aula Programada Biologia. Tema: Sistema Nervoso

Sistema Nervoso. Aula Programada Biologia. Tema: Sistema Nervoso Aula Programada Biologia Tema: Sistema Nervoso 1) Introdução O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas,

Leia mais

FRANCIELI WILVERT REITZ JAQUELINE BEZ BIROLO

FRANCIELI WILVERT REITZ JAQUELINE BEZ BIROLO UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE ODONTOLOGIA FRANCIELI WILVERT REITZ JAQUELINE BEZ BIROLO NÍVEL DE CONHECIMENTO DO CIRURGIÃO-DENTISTA PARA IDENTIFICAR PACIENTES COM DISFUNÇÃO

Leia mais

ANATOMIA TOPOGRÁFICA DA CABEÇA E PESCOÇO (FCB00089)

ANATOMIA TOPOGRÁFICA DA CABEÇA E PESCOÇO (FCB00089) ANATOMIA TOPOGRÁFICA DA CABEÇA E PESCOÇO (FCB00089) Músculos e Trígonos do Pescoço Platisma Lâmina de músculo fina e larga, situada no tecido subcutâneo do pescoço. Recobre a face anterolateral do pescoço.

Leia mais

Cuidando da Coluna e da Postura. Texto elaborado por Luciene Maria Bueno. Coluna e Postura

Cuidando da Coluna e da Postura. Texto elaborado por Luciene Maria Bueno. Coluna e Postura Cuidando da Coluna e da Postura Texto elaborado por Luciene Maria Bueno Coluna e Postura A coluna vertebral possui algumas curvaturas que são normais, o aumento, acentuação ou diminuição destas curvaturas

Leia mais

1 INTRODUÇÃO. Diante do exposto, este trabalho reuniu a opinião de diversos pesquisadores para elucidar esse tema.

1 INTRODUÇÃO. Diante do exposto, este trabalho reuniu a opinião de diversos pesquisadores para elucidar esse tema. 10 1 INTRODUÇÃO Uma grande parte da população, inclusive a mais jovem, em alguma fase da vida desenvolve algum sinal ou sintoma relacionado com a Disfunção Temporomandibular (DTM). A avaliação inicial

Leia mais

SISTEMA NERVOSO 2 Profº Moisés Araújo

SISTEMA NERVOSO 2 Profº Moisés Araújo SISTEMA NERVOSO 2 Profº Moisés Araújo www.bioloja.com EMBRIOGÊNESE DO SN DIVISÃO DO SN O SISTEMA NERVOSO O SNC recebe, analisa e integra informações. É o local onde ocorre a tomada de decisões e o envio

Leia mais

Cirurgia Ortognática e Estética Facial: Qual sua importância na Odontologia Integrada?

Cirurgia Ortognática e Estética Facial: Qual sua importância na Odontologia Integrada? Cirurgia Ortognática e Estética Facial: Qual sua importância na Odontologia Integrada? A avaliação da estética facial, bem como sua relação com a comunicação e expressão da emoção, é parte importante no

Leia mais

Sistema Esquelético Humano. Sistema Esquelético Humano. Sistema Esquelético Humano. Esqueleto axial. Sistema Esquelético Humano.

Sistema Esquelético Humano. Sistema Esquelético Humano. Sistema Esquelético Humano. Esqueleto axial. Sistema Esquelético Humano. Anatomia Humana Sistema Esquelético Ed. Física Prof. Cláudio Costa Osteologia: É o estudo dos ossos. Composição do Sistema Ósseo: 206 peças duras, resistentes e flexíveis chamadas ossos, pelas cartilagens

Leia mais

TECNOLOGIA E BIOMECÂNICA PARA O TRATAMENTO DA DOR MUSCULOESQUELÉTICA TECNOLOGIA E BIOMECÂNICA PARA O TRATAMENTO DA DOR MUSCULOESQUELÉTICA

TECNOLOGIA E BIOMECÂNICA PARA O TRATAMENTO DA DOR MUSCULOESQUELÉTICA TECNOLOGIA E BIOMECÂNICA PARA O TRATAMENTO DA DOR MUSCULOESQUELÉTICA TECNOLOGIA E BIOMECÂNICA PARA O TRATAMENTO DA DOR MUSCULOESQUELÉTICA TECNOLOGIA E BIOMECÂNICA PARA O TRATAMENTO DA DOR MUSCULOESQUELÉTICA As dores musculoesqueléticas atingem 40% da população e representam

Leia mais

MIOLOGIA. Prof.: Gustavo M. Pires

MIOLOGIA. Prof.: Gustavo M. Pires MIOLOGIA Prof.: Gustavo M. Pires INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO Os músculos são estruturas que movem os segmentos do corpo por encurtamento da distância que existe entre suas extremidades fixadas, ou seja, por

Leia mais

* Disfunção da Articulação Temporo-Mandibular (ATM) e Dores Faciais *

* Disfunção da Articulação Temporo-Mandibular (ATM) e Dores Faciais * * Disfunção da Articulação Temporo-Mandibular (ATM) e Dores Faciais * Para ajudá-lo a tomar decisões corretas sobre sua saúde, saiba um pouco mais sobre esta disfunção. A Disfunção da ATM é o funcionamento

Leia mais

ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DA DEMANDA DE TRATAMENTO ODONTOLÓGICO NO MUNICÍPIO DE EMBU DAS ARTES

ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DA DEMANDA DE TRATAMENTO ODONTOLÓGICO NO MUNICÍPIO DE EMBU DAS ARTES ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DA DEMANDA DE TRATAMENTO ODONTOLÓGICO NO MUNICÍPIO DE EMBU DAS ARTES Ligia de Jesus Martins de Oliveira 1 ; Luis Carlos Pires Baptista 2 Estudante do Curso de Odontologia; lih.odonto@gmail.com

Leia mais

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING O Curso de Formação em Iso Stretching é ministrado pelo fundador da técnica, o osteopata e fisioterapeuta francês Bernard Redondo. O método Iso Stretching foi desenvolvido

Leia mais

Artrodese do cotovelo

Artrodese do cotovelo Artrodese do cotovelo Introdução A Artrite do cotovelo pode ter diversas causas e existem diversas maneiras de tratar a dor. Esses tratamentos podem ter sucesso pelo menos durante um tempo. Mas eventualmente,

Leia mais

TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc 1 TRM Traumatismo Raqui- Medular Lesão Traumática da raqui(coluna) e medula espinal resultando algum grau de comprometimento temporário ou

Leia mais

ANATOMIA HUMANA. Faculdade Anísio Teixeira Curso de Férias Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto

ANATOMIA HUMANA. Faculdade Anísio Teixeira Curso de Férias Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto ANATOMIA HUMANA Faculdade Anísio Teixeira Curso de Férias Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto Tecido Nervoso Compreende basicamente dois tipos celulares Neurônios unidade estrutural e funcional

Leia mais

Ligamento Cruzado Posterior

Ligamento Cruzado Posterior Ligamento Cruzado Posterior Introdução O Ligamento Cruzado Posterior (LCP) é classificado como estabilizador estático do joelho e sua função principal é restringir o deslocamento posterior da tíbia em

Leia mais

OS SENTIDOS AUDIÇÃO E VISÃO

OS SENTIDOS AUDIÇÃO E VISÃO OS SENTIDOS AUDIÇÃO E VISÃO Profª Ana Cláudia Reis Pedroso AUDIÇÃO O ÓRGÃO DA AUDIÇÃO: A ORELHA O órgão responsável pela audição é a orelha (antigamente denominado ouvido), também chamada órgão vestíbulo-coclear

Leia mais

ULTRA-SOM THIAGO YUKIO FUKUDA

ULTRA-SOM THIAGO YUKIO FUKUDA ULTRA-SOM THIAGO YUKIO FUKUDA Freqüência > 20kHz Depende de um meio para se propagar O que acontece quando a onda atinge um novo material? Refração: mudança na direção da onda sonora. Reflexão: A onda

Leia mais

ANATOMIA E FISIOLOGIA OCULAR MARIA DE JESUS CLARA 2005/2006

ANATOMIA E FISIOLOGIA OCULAR MARIA DE JESUS CLARA 2005/2006 ANATOMIA E FISIOLOGIA OCULAR MARIA DE JESUS CLARA 2005/2006 PÁLPEBRAS - 1 Pálpebras Formações musculomembranosas -finas -móveis -adaptadas à parte anterior dos olhos Função protecção contra agressões externas,

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Existem 2 tipos de artic. encontradas

Leia mais

Aula 4: Sistema digestório

Aula 4: Sistema digestório Aula 4: Sistema digestório Sistema digestório As proteínas, lípideos e a maioria dos carboidratos contidos nos alimentos são formados por moléculas grandes demais para passar pela membrana plasmática e

Leia mais

PROVAS NEUROMUSCULARES 1 2009

PROVAS NEUROMUSCULARES 1 2009 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE UNIDADE DE TRAUMA ORTOPÉDICO Hospital Universitário Miguel Riet Corrêa - Rua Visconde de Paranaguá, 102 Rio Grande, RS CEP 96200/190 Telefone:

Leia mais

Lesões Labrais ou Lesão Tipo SLAP

Lesões Labrais ou Lesão Tipo SLAP INTRODUÇÃO Lesões Labrais ou Lesão Tipo SLAP Desde que os cirurgiões ortopédicos começaram a utilizar câmeras de vídeo, chamadas artroscópios, para visualizar, diagnosticar e tratar problemas dentro da

Leia mais

Material Ortopédico. O Centro. Especialidades. Formação. Consultas. Fisioterapia. Fisioterapia Pediátrica. Apresentação

Material Ortopédico. O Centro. Especialidades. Formação. Consultas. Fisioterapia. Fisioterapia Pediátrica. Apresentação O Centro Especialidades Formação Material Ortopédico Consultas Fisioterapia Apresentação A Equipa O Espaço Fisioterapia Pediátrica Osteopatia Terapia da Fala Terapia Ocupacional Objectivos Acordo Instema

Leia mais

Qual é a função do Sistema Nervoso Central?

Qual é a função do Sistema Nervoso Central? Câncer de SNC Qual é a função do Sistema Nervoso Central? O Sistema Nervoso Central (SNC) é constituído pelo cérebro, cerebelo e tronco cerebral. O cérebro é dividido em quatro lobos que controlam funções

Leia mais

A importância da Ergonomia Voltada aos servidores Públicos

A importância da Ergonomia Voltada aos servidores Públicos A importância da Ergonomia Voltada aos servidores Públicos Fisioterapeuta: Adriana Lopes de Oliveira CREFITO 3281-LTT-F GO Ergonomia ERGONOMIA - palavra de origem grega, onde: ERGO = trabalho e NOMOS

Leia mais

Breastfeeding and Baby s Oral Cavity healthy development

Breastfeeding and Baby s Oral Cavity healthy development Aleitamento Materno no Desenvolvimento e Formação Saudável da Cavidade Bucal do Bebê Breastfeeding and Baby s Oral Cavity healthy development Marila Rezende Azevedo Helio Gomes da Silva RESUMO É fundamental

Leia mais

Fraturas C1 / C2 Lucienne Dobgenski 2004

Fraturas C1 / C2 Lucienne Dobgenski 2004 Fraturas C1 / C2 Lucienne Dobgenski 2004 Anatomia Atlas Axis Anatomia AP Perfil Mecanismo de Trauma Trauma axial em flexão Trauma axial - neutro Fraturas do Côndilo Occipital Os côndilos occipitais são

Leia mais