VG2 1ª ETAPA. 4. Decorrido o tempo determinado, será distribuído o CARTÃO-RESPOSTA, o qual será o único documento válido para a correção da prova.

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1 VG2 1ª ETAPA 1. SERÁ ATRIBUÍDA NOTA ZERO À PROVA QUANDO O ALUNO: a) utilizar ou portar, durante a realização da prova, MÁQUINAS e(ou) RELÓGIOS DE CALCULAR, bem como RÁDIOS, GRAVADORES, HEADPHONES, TE- LEFONES CELULARES ou FONTES DE CONSULTA DE QUALQUER ESPÉCIE; b) ausentar-se da sala em que se realiza a prova levando consigo o CADERNO DE QUESTÕES e(ou) o CARTÃO-RESPOSTA antes do prazo estabelecido; c) agir com incorreção ou descortesia para com qualquer participante do processo de aplicação das provas; d) comunicar-se com outro participante, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma; e) apresentar dado(s) falso(s) na sua identificação pessoal. f) for ao banheiro portando CELULAR, mesmo que desligado, APARELHO DE ESCUTA, MÁQUINA DE CALCULAR ou qualquer outro MATERIAL DE CONSULTA relativo à prova. Na ida ao banheiro, durante a realização da prova, o aluno será submetido à revista por meio de DETECTOR DE METAL. 2. Este CADERNO DE QUESTÕES contém 90 questões, numeradas de 1 a 90 e dispostas da seguinte maneira: a) as questões de número 1 a 45 são relativas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; b) as questões de número 1 a 5 são relativas à área de Língua Estrangeira; c) as questões de número 46 a 90 são relativas à área de Matemática e suas Tecnologias. 3. Verifique no CARTÃO-RESPOSTA se os seus dados estão registrados corretamente. Caso haja alguma divergência, comunique-a imediatamente ao aplicador. 4. Decorrido o tempo determinado, será distribuído o CARTÃO-RESPOSTA, o qual será o único documento válido para a correção da prova. 5. Não dobre, não amasse, nem rasure o CARTÃO-RES- POSTA. Ele não poderá ser substituído. 6. Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções, identificadas com as letras A, B, C, D e E. Apenas uma responde corretamente à questão. Você deve, portanto, assinalar apenas uma opção em cada questão. A marcação de mais de uma opção anula a questão, mesmo que uma das respostas esteja correta. 7. No CARTÃO-RESPOSTA, marque, para cada questão, a letra correspondente à opção escolhida para a resposta, preenchendo todo o espaço compreendido no círculo, com caneta esferográfica de tinta azul ou preta. 8. Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO- -RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na avaliação. 9. O aluno, ao sair da sala, deverá entregar, definitivamente, seu cartão-resposta devidamente assinado, devendo ainda assinar a folha de presença e o cartão de identificação de sala. 10. O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos.

2 PROPOSTA DE REDAÇÃO Tema: Esporte e mídia. Considerando os textos seguintes como motivadores, redija um texto DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO discutindo o uso do esporte como espetáculo midiático de consumo. Desenvolva seu texto utilizando os conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação e as reflexões feitas sobre o tema em questão. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos. Coerente com sua argumentação, elabore uma proposta de intervenção ou de conscientização destinada a resolver a(s) problemática(s) em foco. Texto I As atividades atléticas sempre estiveram relacionadas a instituições nas sociedades passadas. Na Grécia Antiga, elas faziam parte da religião e da educação grega. Na época do Império Romano, os Jogos Públicos foram utilizados para alienar o povo, evitando insurreições populares, na chamada Política do Pão e Circo. Na Europa, entre os séculos XVIII e XIX, surgiu o movimento ginástico, que visava melhorar a saúde das pessoas. No entanto, foi utilizado para o treinamento militar, atendendo aos interesses nacionalistas da época. A regulamentação de jogos populares na Inglaterra fez surgir, em meados do século XIX, o Esporte Moderno. Este, impregnado de valores da Revolução Industrial, foi utilizado pela burguesia industrial para disciplinar os operários. Os Jogos Olímpicos da era moderna propagaram o esporte por todo o mundo. Apesar de este ter se tornado uma instituição independente, continuou a ser apropriado por estados nacionais e por outras instituições. Este fato pôde ser observado na Alemanha nazista durante os Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, e também durante toda a Guerra Fria. Com o desenvolvimento da mídia, o esporte foi englobado pelas estruturas econômicas do mundo capitalista e tornou-se uma mercadoria da indústria cultural. SIGOLI, M. A., DE ROSE JR., D. A história do uso político do esporte. R. bras. Ci e Mov. 2004; 12(2): Texto II Trechos da entrevista concedida pelo Ministro do Esporte Aldo Rebelo à Veja em 19 de setembro de 2012: A Seleção Brasileira fez dois jogos no Brasil que não encheram os estádios e não agradaram à torcida. Há um processo de elitização do futebol? A Seleção não atrai mais o torcedor? Há um evidente processo de elitização, o que pode ser prejudicial ao futebol, que é uma instituição que nasceu no Brasil à margem do mercado e do estado. É uma instituição essencialmente popular, que deu aos pobres seus grandes ídolos, como Friedenreich, Fausto Maravilha Negra, Leônidas da Silva, Domingos da Guia, Pelé, Neymar... Quando o mercado se apropria dessa instituição, o torcedor deixa de se comportar como um apaixonado pelo esporte e passa a ser um consumidor do produto. Isso é legítimo, mas traz um risco ao próprio negócio. Se o produto não for de boa qualidade ou for banalizado, o público se desencantará. A Seleção Brasileira está exposta a jogos que têm apenas interesse comercial, com adversários fracos como África do Sul e China. A convocação da Seleção era um evento que parava o país. Hoje, alcançou um grau de vulgaridade que não impressiona mais a ninguém. Os dirigentes precisam levar isso em conta em benefício do próprio futebol. A Seleção Brasileira está vulgarizada e banalizada. Isso é um problema a dois anos da Copa do Mundo no Brasil. LC - 2º dia Página 2

3 A Seleção deixou de interessar ao público? Sem dúvida. Hoje, o torcedor dá muito mais valor a seu clube do que à Seleção. E, muitas vezes, vai ao estádio para vaiar na Seleção o atleta do adversário, como aconteceu com o Neymar no amistoso contra a África do Sul. O público está praticamente desprezando a Seleção. A culpa não é do torcedor, mas do espetáculo que ele recebe. Há um risco de esse desprezo à Seleção chegar ao ápice se o Brasil tiver um mau desempenho em 2014? A Copa costuma reconstituir o espírito do torcedor de Seleção. É um momento em que, apesar das decepções, a torcida trata bem os jogadores. Ainda mais em casa. Disponível em Acesso em 13/02/13. Texto III acesso em 13/02/13. LC - 2º dia Página 3

4 LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Questões de 1 a 45 Questões de 1 a 5 (opção inglês) QUESTÃO 1 Disponível em: Acesso em: 05 mar Os verbos frasais ( Phrasal Verbs ) são verbos que têm o seu sentido alterado em razão do acréscimo de uma preposição ou de uma partícula adverbial a ele. De acordo com a imagem acima que reproduz, de forma sarcástica, o momento que antecedeu a morte do rei Ricardo III, o verbo frasal bring it on remete à suposta bravura do rei que não se deixa intimidar pelas mais terríveis ameaças feitas pelo inimigo. à imensa lealdade do rei que, mesmo ameaçado, não trai a confiança que seus súditos depositaram nele. à total indiferença do rei que não se entrega, mesmo assistindo seus súditos sofrerem nas mãos do inimigo. à insatisfação do rei diante da possibilidade iminente de ter o seu trono usurpado pela cobiça do inimigo. à visível fragilidade do rei que implora clemência diante das terríveis ameaças feitas a ele pelo inimigo. LC - 2º dia Página 4

5 QUESTÃO 2 QUESTÃO 3 U.S. BABY S HIV INFECTION CURED THROUGH VERY EARLY TREATMENT SALT OVER LEFT SHOULDER A baby girl in Mississippi who was born with HIV has been cured after very early treatment with standard HIV drugs, U.S. researchers reported on Sunday, in a potentially ground-breaking case that could offer insights on how to eradicate HIV infection in its youngest victims. The child s story is different from the now famous case of Timothy Ray Brown, the so-called Berlin patient, whose HIV infection was completely eradicated through an elaborate treatment for leukemia in 2007 that involved the destruction of his immune system and a stem cell transplant from a donor with a rare genetic mutation that resists HIV infection. Instead of Brown s costly treatment, however, the case of the Mississippi baby, who was not identified, involved the use of a cocktail of widely available drugs already used to treat HIV infection in infants. When the baby girl was born in a rural hospital in July 2010, her mother had just tested positive for HIV infection. Because her mother had not received any prenatal HIV treatment, doctors knew the child was at high risk of infection. Disponível em: Acesso em: 05 mar Uma equipe de médicos norte-americanos anunciou o primeiro caso de cura funcional de uma criança de dois anos contaminada com o vírus HIV. Com base no texto acima, a criança recebeu uma combinação de drogas experimentais projetadas especificamente para atender as demandas do sistema imunológico infantil. contraiu a doença meses depois do seu nascimento, em função de uma transfusão realizada após um gravíssimo acidente doméstico. foi curada após receber uma doação de células-tronco provenientes de um indivíduo que era geneticamente imune ao vírus da AIDS. apresentou, apesar da cura funcional, inúmeras sequelas da doença que, provavelmente, vão acompanhá-la pelo resto de sua vida. submeteu-se a um tratamento padrão, porém precoce, que consiste no uso de um coquetel de drogas já utilizadas para combater o HIV. Why do people toss salt over their left shoulders? Well, how else are you supposed to prevent the devil from sneaking up on you? The devil is believed to detest salt, as it is 5 incorruptible, immortal, and linked to God, writes Richard Webster in The Encyclopedia of Superstitions. Salt is a preservative, which makes it a natural enemy of anyone or anything that seeks to destroy. If a superstitious person accidentally spills some salt, he must 10 immediately toss a pinch of salt over his left shoulder. This is because the devil is likely to attack from the rear, and will also attack from the left, or sinister, side. The presence of salt will immediately scare off the devil before he has time to cause any difficulties. Disponível em: Acesso em: 05 mar Algumas superstições são tão arraigadas nas sociedades modernas que todo mundo, de leigo a cientista, sucumbe a esses atos insensatos (ou, pelo menos, se sente um pouco desconfortável se não o faz). De acordo com o texto acima, que trata de uma superstição tipicamente americana, acredita-se que o sal atrai a sorte para quem faz uso dele por estar estreitamente relacionado à criação divina. reflete todo o sincretismo religioso que faz parte do contexto do comportamento humano. repele a presença do mal por ser um elemento de natureza imortal e incorruptível. destrói incondicionalmente todo aquele ou tudo aquilo que dele insiste em se aproximar. inspira bons fluidos por estar associado ao processo natural de conservação e purificação. LC - 2º dia Página 5

6 QUESTÃO 4 Disponível em: Acesso em: 05 mar Provérbios são frases e expressões, geralmente curtas, que transmitem conhecimentos comuns sobre a vida. A combinação de elementos verbais e não verbais (presentes no texto acima) reflete a impossibilidade de se estabelecer vínculos de confiança com pessoas que não valorizam a importância da lealdade. a necessidade de se preservar uma relação pautada pela confiança, sob pena de não poder mais restaurá-la depois. a indignação das pessoas que tiveram a sua confiança traída de maneira recorrente por aqueles que elas tanto amavam. a falta de sensibilidade daqueles que não enxergam na confiança, o principal ingrediente para uma relação afetiva plena. a ingenuidade daqueles que acreditam que as consequências da quebra de confiança são perfeitamente reversíveis. O atleta paraolímpico sul-africano Oscar Pistorius, de 26 anos, foi detido pela polícia no dia 14 de fevereiro, acusado de matar a própria namorada, a modelo Reeva Steekamp, na residência dele em Pretória. Steekamp, de 30 anos, foi baleada três vezes, morrendo no local. De acordo com o texto acima, escrito em forma de poema, o autor defende Pistorius contra a acusação de homicídio, alegando que não há evidências concretas de que o atleta tenha assassinado a própria namorada. argumenta que Pistorius merece um tratamento especial, caso venha a ser condenado, por se tratar de um portador de necessidades especiais. critica as linhas de investigação adotadas pela polícia, argumentando que há inúmeras falhas técnicas na coleta de evidências contra Pistorius. questiona a tese sustentada por Pistorius de que ele teria tirado a vida da própria namorada por acidente, ao confundi-la com um suposto invasor. sustenta que não existe a menor possibilidade de saber o que realmente aconteceu, a menos que Pistorius decida fazer uma confissão do crime. QUESTÃO 5 Disponível em: Acesso em: 05 mar LC - 2º dia Página 6

7 LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Questões de 1 a 45 Questões de 1 a 5 (opção espanhol) Texto para a questão 1. LAS BALLENAS Una de las características más importantes y significativas de estos mamíferos marinos es su habilidad para la ecolocación, es decir, localizar un objeto mediante la emisión y recepción de sonidos. Se dice que las ballenas emiten sonidos en diferentes frecuencias, vibraciones y suspiros. Además, cuando sacan la cabeza fuera del agua, emiten una especie de bramidos. Se ha comprobado que la ballena yubarta o jorobada emite un verdadero canto que puede alargarse durante horas. Estos cantos están compuestos por estribillos que se repiten y que son oídos desde muy lejos. Por tanto, podemos decir que el oído es el sentido más importante de las ballenas. Se sabe que producen al menos dos tipos de sonidos. Los sonidos de ecolocación y las vocalizaciones. Los primeros son como una especie de sonar biológico, mientras que los segundos son conocidos como las canciones de ballenas. Estos son, además, un buen medio de comunicación entre las ballenas. Cada especie tiene una voz diferente, pero los cantos son comunes al grupo. Estos cantos pueden escucharse a una distancia de hasta 30 km. Gracias al sistema de ecolocación, estos animales pueden explorar su entorno, precisando el tamaño y la distancia de cada objeto. Les ayuda a orientarse y a navegar, así como a cazar en la oscuridad. Cabe destacar que tanto delfines como ballenas en cautividad desarrollan una gran capacidad de aprendizaje. En libertad, es difícil observarlos, así que se tiene menos información al respecto. Por tanto, a pesar de lo que se diga o piense, de momento no hay nada probado acerca de la similitud entre el lenguaje de las ballenas y el de los seres humanos. De todas formas, se dice que el que tiene el privilegio de oír estos sonidos o cantos queda perplejo ante su belleza y magnitud, ya que son capaces de penetrar en los sentimientos humanos. QUESTÃO 1 acceso (adaptado) A audição é o sentido mais importante das baleias. Sabe-se que produzem ao menos dois tipos de sons: os que intervêm em seu sistema de ecolocalização e as vocalizações. De acordo com o texto, é correto dizer que a atitude mundial em relação às baleias ainda não mudou. Elas ainda são vistas como criaturas apavorantes como mostrado em Moby Dick. os cientistas puderam concluir que as baleias são normalmente criaturas ameaçadoras e têm um alto nível de inteligência. as baleias yubartas são conhecidas pelas suas canções, que podem durar horas e serem ouvidas a quilômetros de distância. as baleias não produzem sons como os humanos, pois suas cordas vocais não funcionam debaixo d água. os especialistas estão preocupados que a poluição causada pelo homem esteja abafando e obstruindo os sons dos animais do mar. Texto para a questão 2. LOS NAZIS Los alemanes crearon una serie de instalaciones de detención para encarcelar y eliminar a los enemigos del estado. La mayoría de los prisioneros en los primeros campos de concentración era comunistas alemanes, socialistas, social demócratas, romas (gitanos), testigos de Jehová, homosexuales, clérigos cristianos, y personas acusadas de comportamiento asocial o anormal. Después de la anexión de Austria en marzo de 1938, los nazis arrestaron judíos alemanes y austriacos y los encarcelaron en los campos de Dachau, Buchenwald, y Sachsenhausen, en Alemania. Después de los pogroms de Kristallnacht, en noviembre de 1938, los nazis llevaron a cabo arrestos masivos de hombres judíos y los encarcelaron en campos por periodos breves. Equipos especiales de las SS llamados Unidades de la calavera (Totenkopfverbände) vigilaban los campos, y competían unos con otros en crueldad. Durante la Segunda Guerra Mundial, médicos nazis hacían experimentos sobre los prisioneros de algunos campos. Bajo el impacto de la guerra, el sistema de campos nazis creció rápidamente. Después de la invasión alemana de Polonia en septiembre de 1939, los nazis abrieron campos de trabajos forzados donde miles de prisioneros murieron de agotamiento y hambre. QUESTÃO 2 acceso (adaptado) O nazismo é a ideologia praticada pelo Partido Nazista da Alemanha, formulada por Adolf Hitler, e adotada pelo governo da Alemanha de 1933 a 1945, e esse período ficou conhecido como Alemanha Nazista ou Terceiro Reich. Marque a alternativa de acordo com o texto. O Nazismo foi um sistema de governo no qual o Chefe de Estado era eleito diretamente pelo povo. O termo National Sozialistische, que em português dá origem a Nazismo era utilizado como forma de apoio aos comunistas. Os nazistas prenderam e encarceraram judeus alemães e austríacos nos campos de Dachau em Os nazistas efetuaram prisões de brasileiros por breves períodos, em novembro de 1938, durante o violento massacre de Kristallnacht. O nazismo podia tomar decisões políticas com os cidadãos, direta ou indiretamente, por meio da democracia. LC - 2º dia Página 7

8 Texto para a questão 3. LA SIESTA La famosa siesta española nos trae una sensación de calma y tranquilidad en medio del ajetreo diario. Pero para muchos turistas es una causa de frustración y confusión. Entre las 2 y las 5 de la tarde, España cierra para permitir a sus ciudadanos descansar después de una mañana larga y frenética y prepararse para una tarde llena de trabajo. Mientras tanto, el turista común elige esta hora para pasear por las calles y comprar recuerdos, periódicos o simplemente visitar la ciudad, e invariablemente encuentra las tiendas cerradas y las calles vacías La siesta es un corto sueño de 15 o 30 minutos. De todas formas, esta definición está lejos de las 3 horas de pausa en la mitad del día laboral. La siesta se ha extendido por toda España, Latinoamérica, Filipinas, Oriente Medio y el norte de África. Es una necesidad, porque alrededor de las 2 del mediodía, el calor alcanza su punto álgido y es demasiado intenso afuera. De ahí que los habitantes de estas zonas se echen una siesta y esperen cómodamente en sus casas a que pase el bochorno. Esta no es siempre la causa. En áreas como el norte de España, el sur de Argentina y Chile, donde no hace tanto calor y es más una evasión que una justificación, la siesta ha pasado de ser una necesidad a ser un lujo, e incluso un hábito. Al dividirse la jornada laboral, la siesta se ha convertido en un momento en el que los trabajadores van a casa y pasan tiempo con su familia y amigos, y no necesariamente duermen. A menudo las familias usan este tiempo para tener una larga comida familiar. Es decir, la costumbre vespertina ayuda también en la motivación para trabajos, los movimientos de nuestros cuerpos; evitando accidentes en el trabajo y aumentando la memoria. QUESTÃO 3 acceso (adaptado) Se no Brasil, tirar uma soneca pode ainda ser visto como uma prática preguiçosa, médicos especialistas no sono computam esses minutinhos a mais com o travesseiro como um tempo preciso no seu dia. Depois da leitura do texto, é correto entender que a verdade é que vivemos em uma sociedade que nos priva do sono, dormimos menos do que deveríamos. Por isso devemos todos repousar após o almoço. alguns especialistas afirmam que devemos recusar a sesta porque o excesso de descanso pode significar que a qualidade do sono noturno não anda bem. a sesta ajuda os espanhóis a encarar outro turno pesado de trabalho, no entanto tal hábito deixa turistas sem alternativas de tempo para compras. a sesta não é recomendada, pois depois torna-se necessário o uso de estimulantes, isso provoca gastos no consumo de cafezinhos para acordar. os adultos precisam dormir cada vez mais, em relação aos mais jovens, pois o sono tem efeitos reparadores após um prolongado período de vigília. Texto para a questão 4. LA RENUNCIA DEL PAPA ES UN GESTO VALIENTE Sorpresa absoluta. El resto de confesiones religiosas han mostrado su asombro ante la histórica decisión del Papa Benedicto XVI de renunciar a su cargo por falta de fuerzas. Varias referencias religiosas del mundo han considerado la actitud de mucho coraje. El líder de los protestantes en España, Mariano Blázquez, ha calificado de gesto valiente la decisión del Papa de abandonar su puesto cuando las condiciones físicas no permiten ejercerlo al 100%: Es un gesto valiente. Podría haberse mantenido en el puesto, aunque no tomase muchas decisiones, pero ha preferido dejarlo, que es lo correcto, ha manifestado Blázquez. A juicio del secretario ejecutivo de la Federación de Entidades Religiosas Evangélicas de España (Ferede), la retirada del Papa marca un hito positivo y favorable para la Iglesia Católica. Es positivo saber retirarse. Se debería asentar como costumbre que cuando una persona no reúna las facultades físicas necesarias pueda dejar sus responsabilidades. Es lo normal, ha argumentado Blázquez. Tatary reconoce que, con el paso del tiempo, el Papa sí que hizo esfuerzos en favor del diálogo interreligioso: Benedicto XVI lo ha hecho bien al servicio de la Iglesia católica y ha intentado acercarse a las otras religiones. Su Pontificado ha sido muy corto y no ha podido dejar mucha huella, ha añadido. El presidente de la Federación de Comunidades Judías de España, Isaac Querub, ha mostrado su respeto por la decisión del Pontífice y ha valorado su rigurosa formación intelectual. El Papa ha trabajado por el encuentro entre católicos y judíos, ha asegurado. Benedicto XVI viajó a Israel en 2009 donde visitó el memorial Yad Vashem para honrar a las víctimas de los nazis y reunirse con supervivientes de los campos de concentración. QUESTÃO 4 acceso (adaptado) Jornais do mundo todo destacam o anúncio da renúncia do papa Bento XVI. O pontífice justificou a saída por sua idade avançada e falta de vigor. Depois da leitura do texto acima, é correto afirmar que periódicos lembram que Bento XVI foi eleito papa aos 78 anos, tendo se tornado o mais velho indicado ao posto desde o século XVIII. representantes das mais diversas religiões do mundo acham que a renúncia vai mandar ondas de choque através da comunidade católica global. fiéis de todo mundo não se mostraram assustados porque o fato é extremamente comum, por exemplo, a última renúncia papal foi de João Paulo II. no Bild, editado na Alemanha, onde nasceu Bento XVI, a notícia teve grande destaque e a ela foi considerada precipitada e rara. vários líderes religiosos consideraram a atitude do Papa XVI como muito respeitada, colocando sua decisão como muito sábia. LC - 2º dia Página 8

9 Texto para a questão 5. DESDE LA ERA ANTIGUA SE DABA UNA IMPORTANCIA PRIMORDIAL AL HUMOR EN LA VIDA DEL SER HUMANO. En el lejano Oriente, la risa es muy apreciada, los budistas zen buscan la iluminación a través de una gran carcajada. Hace más de 4000 años en el antiguo imperio chino, había unos templos donde las personas se reunían para reír con la finalidad de equilibrar la salud. En la India también se encuentran templos sagrados donde se puede practicar la risa. También Sócrates (s. VI a. C.) expresaba: La alegría del alma forma los bellos días de la vida. Sin embargo, la filosofía de Occidente no ha considerado bien a las personas divertidas o con humor, probablemente esto pudiese estar influenciado en parte por el cristianismo u otras religiones donde está bien visto sufrir en este mundo para conseguir una recompensa en el otro. Un defensor y permanente expositor sobre la temática del humor relacionado con aspectos psicológicos ha sido W. Fry, al cual no se puede dejar de mencionar cuando se debata sobre estos elementos de la vida del hombre en sentido genérico, quien destaca, de manera categórica, la importancia de este acto, gesto o actitud ante la vida. Durante el desarrollo del ser humano, uno de los elementos que más atrae a las personas es la risa o su atenuación; en un bebé la sonrisa que nos muestra es uno de los mejores regalos que nos da la vida, lo que refleja un estado de bienestar y salud. No hay que sentirse bien para buscar tener buen humor; a pesar de las adversidades de la vida, el hombre se debe entrenar constantemente en mantener el ánimo a disposición de chiste, la broma, pues la vida es muy seria para tomársela de esta manera. Sonreír o reír no significa que no se tomen las cosas en serio, por el contrario, la risa es algo muy serio. En una ocasión le preguntaron a un humorista si él hacía fácil su papel, a lo que respondió que en lo absoluto, por lo serio y complejo que era esta actividad; es más fácil hacer llorar a una persona que hacerla reír. Y no dejaba de tener razón. QUESTÃO 5 acceso (adaptado) O riso é uma expressão facial decorrente da flexão dos músculos das extremidades da boca. De acordo com o texto lido, é correto inferir que o tempo todo estamos rindo, e em situações extraordinariamente diversas percebemos que controlamos conscientemente o nosso riso. o riso desarma as pessoas, cria uma ponte entre elas e facilita o comportamento amigável. o sorriso causa transformações químicas e físicas nos alimentos orgânicos e os convertem em compostos menores, hidrossolúveis e absorvíveis. o sorriso é um fenômeno humano que consiste basicamente no processo de extração de energia acumulada nas situações de muito stress. uma boa gargalhada permite que a energia corporal circule de maneira mais impedida, melhora a circulação sanguínea e fortalece o sistema imunológico QUESTÃO 6 Petição ao prefeito Governador desta cidade, Excelentíssimo Prefeito General Mendes de Morais, Ouça o que digo, e tenho [que há de Mover-se-lhe o sensível [peito Dado às coisas municipais! Há no interior do quarteirão Formado pelas avenidas Antônio Carlos, Beira-Mar, Wilson e Calógeras, tão Bem traçadas e construídas, Um pântano que é de [amargar! Não suponha que eu [exagero, Excelência: é a verdade pura, Sem nenhum véu de fantasia, Já o pintei uma vez: não quero Fabricar mais literatura Sobre tamanha porcaria! Reporters, a quem nada [escapa, Escreveram sueltos diversos Sobre esse foco de infecção. Fotógrafos bateram chapa... Coisas melhores que os [meus versos De velho poeta solteirão! Fiz, por sanear-se esta [marema*, Uma carta desesperada Ao seu ilustre antecessor. Uma carta em forma de [poema: O homem saiu sem fazer [nada... Pelo martírio do Senhor, Ponha o pátio, insigne Prefeito, Limpo como o olhar da [inocência, Limpo como feita a ressalva Da muita atenção e respeito Devidos a Vossa Excelência Sua excelentíssima calva! Manuel Bandeira, Mafuá do Malungo. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p *Marema: designação comum aos pântanos do litoral da Itália. Assinale o comentário que encontra sustentação no texto de Bandeira. O título sugere uma forma de linguagem que é perfeitamente compatível com textos poéticos. Ao redigir uma petição numa forma de linguagem própria de poema, o enunciador está ridicularizando a poesia. Por meio de vários tipos de irreverência na linguagem, o poeta denuncia o estado de degradação da cidade e o descaso dos governantes. Ao utilizar formas de tratamento típicas do gênero das relações oficiais, o poeta quer enfatizar a gravidade do assunto e o respeito para com a autoridade. Todas as prescrições típicas da linguagem protocolar foram cumpridas pelo poeta, desde o tratamento cerimonioso (Excelentíssimo) até combinações sintáticas refinadas (Mover-se-lhe o sensível peito). LC - 2º dia Página 9

10 QUESTÃO 7 Texto para as questões 8 e 9. PALAVRAS, PALAVRAS, PALAVRAS O juramento dos Horácios (1784), de Jacques-Louis David. O CONTEXTO DA CENA O quadro O juramento dos Horácios retrata um tema histórico da Roma Antiga. As cidades de Roma e Alba estavam em guerra e um acordo definiu que a disputa seria resolvida por um combate mortal entre três homens de cada lado. Os romanos enviaram os trigêmeos Horácios, e os albanos enviaram os trigêmeos Curiácios. O vencedor e único sobrevivente foi um dos Horácios, que, ao chegar a Roma, descobriu que sua irmã Camila (a mulher do meio) estava noiva de um dos Curiácios. Enraivecido, matou-a. Foi condenado à morte, mas conseguiu revogação da pena. A cena retrata o momento em que os três irmãos Horácios juram ao pai lealdade à República. O resgate à cultura greco-romana caracterizou o neoclassicismo nas artes plásticas. Neste movimento estético, é possível notar a busca da mitologia como forma de idílio bucólico conforme apresenta a pintura de Jacques-Louis David. o jogo Wz x Sombra identificador do conflito existencial pelo qual passava a burguesia. a representação de temas da cultura antiga em busca de racionalidade, equilíbrio e valorização das formas humanas na arte. a identificação de pintores como Jacques-Louis David na busca da hipertrofia da forma, do exagero que também era comum na arte sacra. a presença de temas heroicos como uma forma de fuga, de evasão da realidade cotidiana. Um amigo erudito, que ocasionalmente vem visitar meu enfisema, como não tem fundos para flores ou presentes, me traz o prazer de sua presença e um papo monólogo ou preleção, a bem dizer sobre seu assunto favorito: vida, paixão e morte das palavras. Sabe que eu tenho o mesmo gosto por elas que ele, embora indigno de beijar seus pés incalustres (obsoleto, português do Brasil: livre de calos). Sempre que posso tomo nota depois de pedir a devida vênia (outro termo nosso em vias de extinção) e fico por uns dias pesquisando e, que me resta?, meditando. Meu amigo, que ensina inglês para emigrantes lusos e brasileiros recém-chegados à Grã-Bretanha (pois é, nem todo mundo está indo embora), gosta de se dizer poliglota, embora mais de uma vez tenha me explicado, e eu sempre esquecendo, a contradição existente na confecção do termo formado por poli + glota. Trata-se de um idiotismo lusitano seiscentista, já me explicou e, tamanha sua verve formal e presença avassaladora, que eu já me esqueci. Em matéria de idiotismos minha cota já se esgotou. QUESTÃO 8 Considerando-se a temática central explorada no texto, é possível identificar a predominância da função apelativa, já que destaca o receptor. emotiva, já que destaca o interlocutor. referencial, já que destaca a informação. metalinguística, já que destaca o código. poética, já que destaca a mensagem. QUESTÃO 9 Podemos inferir que há reflexão semelhante à exposta no texto em: A A Palavra eu preciso/ preciso com urgência (Sérgio Brito, Marcelo Fromer) B B Lutar com palavras é a luta mais vã/ Entanto lutamos mal rompe a manhã (Carlos Drummond de Andrade) C C É proibido não rir dos problemas/ não lutar pelo que se quer/ abandonar tudo por medo (Pablo Neruda) D D Sonhar/mais um sonho impossível/ lutar quando é fácil ceder/ vencer o inimigo invencível (Chico Buarque) E E Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. (Gonzaguinha) LC - 2º dia Página 10

11 QUESTÃO 10 A função de linguagem predominante no quadrinho aparece em A A Sentia um medo horrível e ao mesmo tempo desejava que um grito me anunciasse qualquer acontecimento extraordinário. Aquele silêncio, aqueles rumores comuns, espantavam-me. (Graciliano Ramos) B B a luta branca sobre o papel que o poeta evita, luta branca onde corre o sangue de suas veias de água salgada. (João Cabral de Melo Neto) C C Olá, como vai?/ Eu vou indo e você, tudo bem?/ Tudo bem, eu vou indo pegar um lugar no futuro e você? (Paulinho da Viola) D D Se um dia você for embora/ Ria se teu coração pedir/ Chore se teu coração mandar. (Danilo Caymmi & Ana Terra) E E Alô, alô continuas a não responder/e o telefone cada vez chamando mais (André Filho, com O Grupo do Canhoto) QUESTÃO 11 Leia o texto a seguir, extraído da edição de 10/4/2006 do jornal O Estado de S. Paulo, página A14. ONU PROJETA CENÁRIO SOMBRIO PARA REGIÃO DO MEDITERRÂNEO A costa do Mar Mediterrâneo (...) corre o risco de um colapso ambiental. Um levantamento da ONU apontou que, se o ritmo de degradação da região não for revertido, em 20 anos os balneários estarão saturados e o impacto social em alguns países da região poderá ser profundo. (...) Segundo as previsões da ONU, em 2025, 312 milhões de turistas passarão pelas praias do Mediterrâneo por ano. Hoje, são 175 milhões.(...) A população das cidades costeiras também tende a uma explosão. (...) Com uma urbanização excessiva, a previsão é de que o consumo de água seja incrementado em 25%.(...) A costa do Mediterrâneo poderá se transformar em um local com sérios problemas de acesso à água limpa, em que a desertificação irá gerar o empobrecimento do setor rural e a perda de biodiversidade será irreversível. (...) Para completar o cenário catastrófico, a poluição das águas do mar mais navegado do mundo tende a chegar a uma situação crítica. Cresce a cada ano o número de embarcações que transitam pelas águas do Mediterrâneo, derramando produtos químicos e combustível em uma região que hoje é responsável por 7% da biodiversidade marinha mundial. De acordo com o texto e utilizando os seus conhecimentos sobre o tema, é possível afirmar que o agravamento do efeito estufa é, sem dúvida, um dos responsáveis pela atual situação da costa do Mar Mediterrâneo, ao promover a elevação do nível dos mares. apesar do tom alarmista do artigo, a situação não é tão grave, uma vez que a região é responsável apenas por uma parcela da biodiversidade marinha, menos importante do que a biodiversidade terrestre. a desertificação citada no artigo refere-se a um processo devido, naquela região, à ação dos ventos quentes e secos provenientes do Saara. o derramamento de produtos químicos é, em última análise, o principal responsável pelos problemas de acesso à água limpa mencionados no texto. o excessivo número de pessoas que buscam a região com propósitos turísticos a cada ano está provocando degradação ambiental na costa do Mar Mediterrâneo. QUESTÃO 12 SONETO Três dúzias de casebres remendados, Seis becos, de mentrastos entupidos, Quinze soldados, rotos e despidos, Doze porcos na praça bem criados. Dois conventos, seis frades, três letrados, Um juiz, com bigodes, sem ouvidos, Três presos de piolhos carcomidos, Por comer dois meirinhos esfaimados. As damas com sapatos de baeta, Palmilha de tamanca como frade, Saia de chita, cinta de raqueta. O feijão, que só faz ventosidade Farinha de pipoca, pão que greta, De Sergipe d El-Rei esta é a cidade. In: DIMAS, Antonio (org.) Literatura Comentada. São Paulo: Abril, A respeito do poema de Gregório de Matos, é correto afirmar que como representante dos poemas encomendados, elogia Sergipe, um dos centros urbanos que Gregório de Matos enalteceu, assim como o fez à Bahia, a Recife e a Lisboa. satiriza Sergipe, um dos centros urbanos que Gregório de Matos criticou, ressaltando a pobreza do local, o que dá ao poema um tom social, próprio da poética gregoriana. pertence à lírica filosófica do autor, que se caracteriza por tecer uma série de elogios a um local ou a uma pessoa, para em seguida lhe traçar os defeitos e pedir por sua redenção. os dois tercetos enaltecem a beleza da mulher e elogiam a boa alimentação local, por meio da perífrase, recurso linguístico muito utilizado pela estética barroca. presencia no poema um dos recursos mais importantes do Barroco, o conceptismo, jogo de ideias constituído por analogias e por sutilezas do raciocínio e do pensamento lógico. LC - 2º dia Página 11

12 QUESTÃO 13 INFANTIL O menino ia no mato e a onça comeu ele. Depois o caminhão passou por dentro do corpo do [menino e ele foi contar para a mãe. A mãe disse: mas se a onça comeu você, como é que o caminhão passou por dentro do seu corpo? É que o caminhão só passou renteando meu corpo e eu desviei depressa. Olha, mãe, eu só queria inventar uma poesia. Eu não preciso de fazer razão. Manoel de Barros Podemos inferir da leitura de "Infantil" que o poeta Manoel de Barros evita adentrar no universo lúdico do imaginário infantil. associa a livre criação artística à livre criação infantil. dialoga com situações oníricas e destoantes da criação artística. vincula o discurso do poeta à sapiência maternal. mostra a lógica infantil atrelada à lógica racional do adulto. QUESTÃO 14 QUESTÃO 15 Asa branca, composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, é umas das canções mais conhecidas da história da música brasileira. Transcrevemos dela a quarta estrofe, procurando imitar a pronúncia das palavras na gravação do próprio Luiz Gonzaga: Hoje longe muitas légua, Numa triste solidão, Espero a chuva caí de novo, Pra mim vortá pro meu sertão. Em algumas gravações mais recentes, porém, os intérpretes de Asa branca preferiram alterar a variante linguística empregada por Luiz Gonzaga, cantando: Hoje longe muitas léguas, Numa triste solidão, Espero a chuva cair de novo, Para eu voltar para o meu sertão. Comparando os dois textos e considerando que o narrador de Asa branca é um típico retirante nordestino, podemos afirmar que a gravação de Luiz Gonzaga se vale de registros linguísticos incompatíveis com a situação de comunicação apresentada na canção. a versão mais formal da letra da canção é mais persuasiva, já que respeita o padrão culto da língua e, por isso, atinge mais falantes. ambas as versões de Asa branca produzem os mesmos efeitos, já que essas sutilezas gramaticais não interferem na produção do sentido. a gravação de Luiz Gonzaga emprega uma variante linguística mais coerente com o tema da canção. a segunda versão da letra se vale de uma variante linguística típica de alguém que está diante do problema da seca no Nordeste. QUESTÃO 16 Galvão. Disponível em: <http://www.vidabesta.com.br>. Acesso em: 30 jul A crítica revelada na tira se dá por meio da associação entre a palavra sonhos e significados como aspirações e projetos de vida. revelação de que a personagem foi enganada ao adquirir um produto falsificado. relação de cumplicidade entre amigas que compartilham experiências íntimas. constatação da compradora de que a bolsa nova é maior do que esperava. decepção da proprietária ao perceber que sua bolsa está fora de moda. Marque a opção que identifica autor e período literário a que pertence o seguinte excerto: Essa foi a origem do pecado original, e esta é a causa original das doenças do Brasil tomar o alheio, cobiças, interesses, ganhos e conveniências particulares, por onde a justiça se não guarda e o Estado se perde. Perde-se o Brasil, Senhor (digamo-lo em uma palavra), porque alguns ministros (...) não vêm cá buscar o nosso bem, vêm cá buscar os nossos bens. Assim como dissemos que se perdeu o mundo, porque Adão fez só a metade do que Deus lhe mandou, em sentido averso guardar sim, trabalhar não, assim podemos dizer que se perde também o Brasil, porque alguns de seus ministros não fazem mais que a metade do que [...] lhes manda. Lima Barreto, Pré-Modernismo. Padre Bernardes, Neoclassicismo. Rui Barbosa, Modernismo. Padre Vieira, Barroco. Frei José de Santa Rita Durão, Arcadismo. LC - 2º dia Página 12

13 QUESTÃO 17 Os quadros abaixo fazem parte de um Manifesto criado por uma revista feminina: Adaptado: Observando as estruturas que compõem os textos acima, podemos perceber que eles apresentam o emprego da linguagem formal. a valorização de uma aparência natural, despojada. a desconstrução de clichês divulgados na mídia. a desconstrução da imagem de esposa perfeita. a desmistificação da família perfeita. Sobre os jovens espartanos na Grécia Clássica: Os jovens viviam em pequenos grupos. Encorajados a roubar invadiam os jardins e os alojamentos dos homens, com muito jeito e muita cautela; quem fosse apanhado levava muitos açoites, por ser considerado ladrão negligente e inábil. Roubavam quanto alimento podiam, aprendendo a atacar adestradamente a quem dormia ou afrouxava a vigilância. Plutarco, Vida de Licurgo, pp A respeito dos textos, pode-se considerar que ambos descrevem as mesmas circunstâncias sociais. o primeiro mostra os efeitos da exclusão social, e o segundo refere-se à inclusão. os dois descrevem os efeitos sociais da desestruturação da ordem pública. o primeiro é alusivo a uma ação organizada com cunho ideológico; o segundo, a uma situação puramente anárquica. o primeiro alude à manipulação política da juventude francesa; o segundo, à exclusão social em que viviam os jovens espartanos. QUESTÃO 20 QUESTÃO 18 COM NICIGA, PARAR DE FUMAR FICA MUITO MAIS FÁCIL 1. Fumar aumenta o número de receptores do seu cérebro que se ativam com nicotina. 2. Se você interrompe o fornecimento de uma vez, eles enlouquecem e você sente os desagradáveis sintomas da falta do cigarro. 3. Com seus adesivos transdérmicos, Niciga libera nicotina terapêutica de forma controlada no seu organismo, facilitando o processo de parar de fumar e ajudando a sua força de vontade. Com Niciga, você tem o dobro de chances de parar de fumar. Revista Época, 24 nov (adaptado). Para convencer o leitor, o anúncio emprega como recurso expressivo, principalmente, as rimas entre Niciga e nicotina. o uso de metáforas como força de vontade. a repetição enfática de termos semelhantes como fácil e facilidade. a utilização dos pronomes de segunda pessoa, que fazem um apelo direto ao leitor. a informação sobre as consequências do consumo do cigarro para amedrontar o leitor. QUESTÃO 19 Sobre a ação dos casseurs (= quebradores), atuantes nas manifestações populares ocorridas nos últimos meses na França: São pequenos grupos de jovens, ágeis como lontras, violentos como lobos. Jogam pedras nos policiais, fogem, voltam, espancam e roubam estudantes retardatários, batem e fazem sangrar. E desaparecem de repente na noite. Gilles Lapouge, O Estado de S. Paulo, 30/3/2006 Tiradentes (1948-9), de Cândido Portinari. A imagem de Tiradentes esquartejado recriada na pintura modernista de Cândido Portinari resgata um fato histórico importante da época do Arcadismo brasileiro. Observando atentamente a pintura à luz desse contexto pode-se dizer que Portinari com suas imagens neocubistas idealizou o drama dos inconfidentes e fantasiou a cena apresentada. que o quadro captou o drama e a intensidade da cena já que retrata a morte trágica de um mártir brasileiro. que o excesso de fragmentação que marca o estilo do pintor modernista não é capaz de captar com verossimilhança a cena que representa o desfecho trágico da Inconfidência Mineira. que a influência de Pablo Picasso na obra de Portinari foi definitiva para a formatação da arte rococó no Brasil ocorrida à época da Inconfidência Mineira. que a representação da cena do esquartejamento de Tiradentes tem valor histórico-documental pelo fato de ter sido criada por um grande pintor modernista. LC - 2º dia Página 13

14 QUESTÃO 21 Oia, ocê tem razão... mas... e depois da reza? Depois da reza ocê vem? Não, Florindo. A gente tem de se casá... Pois não é mió? Coelho Neto, Escrúpulo, in Banzo Texto II VÍCIO NA FALA Adaptado: A charge apresenta uma reflexão a respeito da ingenuidade dos cadeirantes brasileiros. dos constantes obstáculos que um deficiente precisa superar ao longo da vida. do preconceito que dificulta a integração do cadeirante em sociedade. do descaso do mercado imobiliário para com as necessidades dos cadeirantes. das medidas ineficientes para garantir a autonomia dos cadeirantes no Brasil. QUESTÃO 22 No ano passado, o governo promoveu uma campanha a fim de reduzir os índices de violência. Noticiando o fato, um jornal publicou a seguinte manchete: CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO ENTRA EM NOVA FASE A manchete tem um duplo sentido, e isso dificulta o entendimento. Considerando o objetivo da notícia, esse problema poderia ter sido evitado com a seguinte redação: Campanha contra o governo do Estado e a violência entram em nova fase. A violência do governo do Estado entra em nova fase de Campanha. Campanha contra o governo do Estado entra em nova fase de violência. A violência da campanha do governo do Estado entra em nova fase. Campanha do governo do Estado contra a violência entra em nova fase. QUESTÃO 23 Texto I Florindo, também supersticioso, não teve ânimo de resistir; mas quando chegaram aos cajueiros ele agarrou-a, tirou-a de novo a si e, em voz cálida, que tremia, concordando com o seu escrúpulo, pediu-lhe: Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados Poesias Reunidas, Oswald de Andrade Fundamentado nos textos I e II podemos afirmar que no texto I, a expressão culta do narrador é claramente diferenciada do registro linguístico popular com que as personagens se expressam no diálogo. entre o narrador do texto I e o enunciador do texto II, ambos cultos, há uma idêntica maneira de ver e de avaliar as camadas populares. no texto II, a expressão culta do enunciador não se aproxima do registro popular das personagens pressupostas, na medida em que ele também subverte as regras gramaticais ao suprimir a pontuação. no texto I tanto narrador quanto personagens possuem a mesma variação linguística. no texto II encontramos uma clara predominância de linguagem arcaica. QUESTÃO 24 Ainda, a respeito dos textos da questão 23 (anterior), podemos concluir que no texto II, a agressão à norma culta feita pelo enunciador não é proposital, mas não se pode dizer o mesmo das personagens implícitas. no texto I, o narrador culto desvaloriza as personagens, não só por mimetizar suas falas incultas, em contraste com o seu domínio linguístico sofisticado, mas, também, por preconceito social. no texto II, o enunciador valoriza as personagens ao considerar que elas são capazes de construir telhados corretamente, a despeito da incorreção gramatical de seu modo de falar ( teiado ). cotejando os dois textos, nota-se que os modos de proceder da literatura culta em relação às formas populares são diversas. No caso, a diversidade é devida, em boa parte, às características inerentes a dois momentos histórico- -literários: o Pré-Modernismo que, geralmente, enfatizou a inferioridade cultural das camadas populares, e o Parnasianismo que, ao contrário, valorizou as manifestações da cultura popular. E não podemos associar os textos em nenhum ponto linguístico. LC - 2º dia Página 14

15 QUESTÃO 25 ARCADISMO: EXPRESSÃO ARTÍSTICA DA BURGUESIA Como expressão artística da burguesia, o Arcadismo identifica-se com as ideias da Ilustração e as veicula sob a forma de valores que se opõem ao tipo de vida levado pelas cortes aristocráticas e à arte que consumiam, o Barroco. Daí a idealização da vida natural, em oposição à vida urbana; a humildade, em oposição aos gastos exorbitantes da nobreza; o racionalismo, em oposição à fé; a linguagem simples e direta, em oposição à linguagem complexa e elitista do Barroco. Esses valores artísticos e culturais assumiram no contexto da sociedade europeia do século XVIII um significado de clara constestação política, pois evidenciavam os privilégios e a vida luxuosa da nobreza e do clero. Engajado no processo de luta ideológica e política que levaria a burguesia ao poder em 1789, o Arcadismo pode ser visto, sob o ponto de vista ideológico, como uma arte revolucionária. Contudo, do ponto de vista estético, é uma arte conservadora, pois ainda se liga aos modelos clássicos, tanto tempo cultivados pelas cortes aristocráticas. Somente no século XIX, após a Revolução Francesa, é que aconteceria a verdadeira revolução burguesa na literatura, com o surgimento do Romantismo. Com relação ao contexto histórico do Arcadismo é correto afirmar que: foi marcado pelo declínio da influência greco-romana. afastou-se dos ideais bucólico-pastoris na arte por ser burguês. foi intensificado com o surgimento das navegações e do imperialismo colonial. foi precursor do Romantismo, pois já trazia a semente dos ideais de uma burguesia ascendente. aproximou-se dos ideais populares e legitimou a valorização das questões sociais na ideologia e na arte. A fim de propor uma campanha publicitária às avessas, a charge emprega o seguinte recurso: abdicação da leitura do texto não verbal para aperfeiçoar a compreensão. apresentação de uma qualidade atribuída à marca por meio da publicidade oficial. desassociação de contextos díspares em cada período: o bíblico e o contemporâneo. utilização da maçã como um símbolo de acerto cometido por Adão e Eva e também pelo consumidor. o uso da expressão pagar caro em sentido conotativo no primeiro período e denotativo no segundo. QUESTÃO 27 As histórias em quadrinhos, por vezes, utilizam animais como personagens e a eles atribuem comportamento humano. O gato Garfield é exemplo desse fato. Van Gogh, pintor holandês nascido em 1853, é um dos principais nomes da pintura mundial. É dele o quadro a seguir. QUESTÃO 26 Considere a imagem a seguir: O 3º. quadrinho sugere que Garfield: desconhece tudo sobre arte, por isso faz a sugestão. que todo pintor deve fazer algo diferente. defende que para ser pintor a pessoa tem de sofrer. conhece a história de um pintor famoso e faz uso da ironia. acredita que seu dono tenha tendência artística e, por isso, faz a sugestão. Adaptado: LC - 2º dia Página 15

16 QUESTÃO 28 Os dois textos seguintes servem de base para responder à questão. Trata-se de um fragmento do linguista Fernando Tarallo e de um trecho da Carta pras icamiabas, extraído da obra Macunaíma, de Mário de Andrade. Texto I Em toda comunidade de fala são frequentes as formas linguísticas em variação. (...) A essas formas em variação dá-se o nome de variantes. Variantes linguísticas são, portanto, diversas maneiras de se dizer a mesma coisa em um mesmo contexto, e com o mesmo valor de verdade. Texto II Fernando Tarallo. A pesquisa sociolinguística. São Paulo: Ática, Ora, sabereis que a sua riqueza de expressão intelectual é tão prodigiosa, que falam numa língua e escrevem noutra. (...) Nas conversas, utilizam-se os paulistanos dum linguajar bárbaro (...) mas si de tão desprezível língua se utilizam na conversação os naturais desta terra, logo que tomam da pena, se despojam de tanta asperidade, e surge o Homem Latino, de Lineu, exprimindo-se numa outra linguagem, mui próxima da vergiliana, no dizer de um panegirista meigo idioma, que, com imperecível galhardia, se intitula: língua de Camões. (...) Outrossim, hemos adquirido muitos livros bilíngues, chamados burros, e o dicionário Pequeno Larousse; e já estamos em condições de citarmos no original latino muitas frases célebres dos filósofos e os testículos da Bíblia. Mário de Andrade. Macunaíma. São Paulo: Martins Fontes, s.d. Relacionando os dois textos, podemos afirmar, sobre o fragmento da Carta pras icamiabas, que o enunciador: procura utilizar uma variante linguística culta, para mostrar-se superior aos paulistanos, cuja asperidade critica. demonstra, ao empregar uma linguagem mais formal, seu empenho em escolher uma variante compatível com o gênero carta familiar. considera o linguajar bárbaro dos paulistanos como uma variante inaceitável na conversação. ironiza os paulistanos, parodiando o pedantismo com que utilizavam a variante culta escrita. admira a riqueza intelectual dos paulistanos, que dominam tanto o linguajar bárbaro quanto o meigo idioma de Camões. QUESTÃO 29 Ornemos nossa testas com as flores, e façamos de feno um brando leito; prendamo-nos, Marília, em laço estreito, gozemos do prazer de sãos amores (...) (...) aproveite-se o tempo, antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças e ao semblante a graça. Tomás Antônio Gonzaga Sabendo-se que os versos acima estão inseridos no contexto estético do Arcadismo, assinale o que for correto. O eu-lírico, ao lamentar as transformações notadas em seu corpo e alma pela passagem do tempo, revela-se amoroso homem de meia-idade. Que retomam tema e estrutura de uma canção de amigo, está expresso o estado de alma de quem sente a ausência do ser amado. Nomeia-se diretamente a figura ironizada pelo eu-lírico, a mulher a quem se poderiam fazer convites amorosos mais ousados. Em que se notam diálogo e estrutura paralelística, o ponto de vista dominante é o do amante que vê seus sentimentos antagônicos refletidos na natureza. A natureza é o espaço onde o amado se sente à vontade para expressar diretamente à amada suas inclinações amorosas. QUESTÃO 30 POÇAS D ÁGUA As poças d água são um mundo mágico Um céu quebrado no chão Onde em vez de tristes estrelas Brilham os letreiros de gás Néon. Mario Quintana, Preparativos de viagem, São Paulo: Globo, Levando-se em conta o texto como um todo, é possível inferir que a metáfora presente no primeiro verso se justifica porque as poças estimulam a imaginação. permitem ver as estrelas. são iluminadas pelo Néon. se opõem à tristeza das estrelas. revelam a realidade como espelhos. QUESTÃO 31 Fonte: A imagem acima reflete uma situação de entrevista de emprego. Acerca da leitura da cena acima, nota-se que há uma desvalorização de outros idiomas em função da supervalorização da língua portuguesa. a língua portuguesa assume seu status culto formal, sendo tratada de forma rebuscada, erudita. a candidata afirma conhecer de forma acurada vários idiomas, mas demonstra não dominar a norma culta de sua língua materna. o idioma inglês é mais valorizado pela candidata, pois é uma das línguas exigidas nos processos seletivos. não há regra específica para definir a forma como a candidata utiliza a língua portuguesa, afinal trata-se da linguagem oral. LC - 2º dia Página 16

17 QUESTÃO 32 O texto a seguir reproduz um e parte da respectiva resposta, publicados na coluna de aconselhamento psicológico Fale com ela, da psicanalista Betty Milan. De acordo com as regras adotadas pela coluna, a mensagem eletrônica não traz identificação do remetente. A primeira moça que eu conheci tinha 18 anos. Eu era um ano mais velho, e nós namorávamos muito bem. Eu era respeitoso, pois tenho probidade e sisudez, mas descobri que ela saía com outros rapazes. Todas as outras que eu namorei tinham defeitos que eu não tenho, fumavam, bebiam e se drogavam. Hoje, a maioria das mulheres quer ficar se alcoolizando, se drogando e até se prostituindo. Quando eu, que sou circunspecto, bizarro, sisudo, vou encontrar uma mulher correta, sem tantos defeitos e com alto grau intelectual? O seu me obrigou a consultar mais de uma vez o dicionário. Primeiro, para saber por que você se gaba de ser sisudo, adjetivo que, na língua falada, tem uma conotação por vezes negativa. Consta, no pai dos burros, que sisudo é quem tem siso, ou seja, bom senso, juízo. (...) Depois da primeira consulta, eu voltei ao dicionário para saber o que significa bizarro. No primeiro sentido, significa gentil, nobre, generoso, porém no quinto significa esquisito, e eu me disse que você talvez veja tantos defeitos nas mulheres e tão poucas qualidades por ser esquisito. (Revista da Folha, 12/03/2006) A respeito do e do fragmento da resposta, podemos concluir que no não predomina a função emotiva, já que o remetente usa a linguagem com o objetivo principal de criar uma imagem positiva de si. a colunista dá mostras de ser uma pessoa inculta, que não conhece o sentido correto das palavras, interpretando-as de acordo com seu uso incorreto, típico da língua falada. no fragmento da resposta predomina a função referencial. A colunista comenta as palavras selecionadas pelo remetente para desmascará-lo: ele é uma pessoa que exibe seu conhecimento de maneira esnobe, sem ajustar seu discurso à situação. o remetente do intencionalmente emprega um registro excessivamente formal da linguagem para, por meio desse recurso, dar credibilidade à imagem que pretende criar de si. em sua resposta, a colunista compara o sentido de certas palavras na linguagem falada e na linguagem formal, mostrando que as palavras podem gerar interpretações distintas conforme o contexto em que são empregadas. QUESTÃO 33 CARTA 1ª Em que se descreve a entrada que fez Fanfarrão em Chile. Amigo Doroteu, prezado amigo, Abre os olhos, boceja, estende os braços E limpa, das pestanas carregadas, O pegajoso humor, que o sono ajunta. Critilo, o teu Critilo é quem te chama; Ergue a cabeça da engomada fronha Acorda, se ouvir queres coisas raras. Que coisas, (tu dirás), que coisas podes Contar que valham tanto, quanto vale Dormir a noite fria em mole cama, Quando salta a saraiva nos telhados E quando o sudoeste e outros ventos Movem dos troncos os frondosos ramos? In: Cartas chilenas. Tomás Antônio Gonzaga O vocativo presente no texto revela o predomínio da função de linguagem poética, pela presença das metáforas. metalinguística, pelo contexto bem marcado. conotativa, por chamar a atenção do interlocutor. fática, por vislumbrar apenas o canal comunicativo. emotiva, por expressar os desejos do emissor das cartas. QUESTÃO 34 Fonte: A imagem acima, do aclamado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, mostra que as fotografias sempre devem ser lidas com atenção e acuidade. A opção de colocar, no primeiro plano, figuras humanas provoca no espectador uma atitude de questionamento sobre a hostilidade da natureza. admiração pela beleza do cenário. surpresa pelo jogo de luz e sombra. mobilização para combater as injustiças sociais. reflexão sobre desamparo e fragilidade. LC - 2º dia Página 17

18 QUESTÃO 35 O uso do pronome átono no início das frases é destacado por um poeta e por um gramático nos textos a seguir. PRONOMINAIS Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro ANDRADE, Oswald de. Seleção de textos. São Paulo: Nova Cultural, Iniciar a frase com pronome átono só é lícito na conversação familiar, despreocupada, ou na língua escrita quando se deseja reproduzir a fala dos personagens (.. ). CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Nacional, Comparando a explicação dada pelos autores sobre essa regra, infere-se que ambos: condenam essa regra gramatical. acreditam que apenas os esclarecidos sabem essa regra. criticam a presença de regras na gramática. afirmam que não há regras para uso de pronomes. relativizam essa regra gramatical. QUESTÃO 36 O projeto de aproveitamento das águas do rio São Francisco, utilizando-se o processo de transposição, para atender às necessidades de estados que não fazem parte dessa bacia hidrográfica, como Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, é um tema bastante polêmico que vem ganhando espaço nos noticiários. Sobre esse assunto, leia os seguintes textos: Texto I O que o São Francisco doará para o semiárido setentrional é apenas 1,4% da vazão mínima que ele hoje joga no mar. É quase nada, se comparado aos mais de 60% que o rio Piracicaba manda para o abastecimento da cidade de São Paulo; aos cerca de 60% que o rio Paraíba do Sul desvia para o abastecimento do Rio de Janeiro. O Projeto São Francisco é um empreendimento economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente sustentável. Sua concepção atual, fruto também da parte bem intencionada das críticas que recebeu, mudará a vida de 12 milhões de nordestinos, como regra, pobres, sem prejudicar um único brasileiro. Ciro Gomes, Ministro da Integração Nacional Texto II No caso de projetos de transposição de águas, há de ter consciência que o período de maior necessidade será aquele que os rios sertanejos intermitentes perdem correnteza por cinco a sete meses. Trata-se, porém, do mesmo período que o rio São Francisco torna-se menos volumoso e mais esquálido... O risco final é que, atravessando acidentes geográficos consideráveis, como a elevação da escarpa sul da chapada do Araripe, a transposição acabe por significar apenas um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, de grande custo, e que acabaria, sobretudo, por movimentar o mercado especulativo, da terra e da política. Aziz Ab Saber, geógrafo, professor do Instituto de Estudos Avançados da USP Há uma interpretação correta dos textos, no que se diz em: Os dois textos defendem o processo de transposição das águas do rio, mas, por razões muito diferentes. Os dois textos condenam o processo de transposição das águas do rio, embora o texto I seja muito menos radical que o II. O texto I se posiciona favoravelmente à implantação do projeto, porém argumenta que o seu custo será muito elevado, ao contrário do que afirma o texto II. O texto I se posiciona contrariamente à implantação do projeto e seu maior argumento é que o seu custo será muito elevado. O texto II se posiciona contrariamente à implantação do projeto e seu argumento é que a retirada de água se fará quando o rio estiver menos volumoso. QUESTÃO 37 LIRA XIV Minha bela Marília, tudo passa; A sorte deste mundo é mal segura; Se vem depois dos males a ventura, Vem depois dos prazeres a desgraça. Estão os mesmos Deuses Sujeitos ao poder ímpio Fado: Apolo já fugiu do Céu brilhante, Já foi Pastor de gado. (...) Sobre as nossas cabeças, Sem que o possam deter, o tempo corre; E para nós o tempo, que se passa, Também, Marília, morre. In: Marília de Dirceu. Tomás Antônio Gonzaga Assinale o item que contém o provérbio que melhor expressa os ideais árcades presentes no texto. A A Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje. B B Tudo o que sei é que nada sei. C C Mais vale um pássaro na mão do que dois voando. D D Quem conta um conto aumenta um ponto. E E Depois da tempestade vem sempre a calmaria. LC - 2º dia Página 18

19 QUESTÃO 38 Texto I (...) No lampejo de seus grandes olhos pardos brilhavam irradiações da inteligência. (...) O princípio vital da mulher abandonava seu foco natural, o coração, para concentrar-se no cérebro, onde residem as faculdades especulativas do homem. (...) Era realmente para causar pasmo aos estranhos e susto a um tutor, a perspicácia com que essa moça de dezoito anos apreciava as questões mais complicadas; o perfeito conhecimento que mostrava dos negócios, a facilidade com que fazia, muitas vezes de memória, qualquer operação aritmética por muito difícil e intrincada que fosse. Não havia porém em Aurélia nem sombra do ridículo pedantismo de certas moças, que tendo colhido em leituras superficiais algumas noções vagas, se metem a tagarelar de tudo. Texto II ALENCAR, José de. Senhora. SP: Editora Ática, Aquela pobre flor de cortiço, escapando à estupidez do meio em que desabotoou, tinha de ser fatalmente vítima da própria inteligência. À míngua de educação, seu espírito trabalhou à revelia, e atraiçoou-a, obrigando-a a tirar da substância caprichosa da sua fantasia de moça ignorante e viva a explicação de tudo que lhe não ensinaram a ver e sentir. (...) Pombinha, só com três meses de cama franca, fizerase tão perita no ofício como a outra; a sua infeliz inteligência nascida e criada no modesto lodo da estalagem, medrou admiravelmente na lama forte dos vícios de largo fôlego; fez maravilhas na arte; parecia adivinhar todos os segredos daquela vida; seus lábios não tocavam em ninguém sem tirar sangue; sabia beber, gota a gota, pela boca do homem mais avarento, todo dinheiro que a vítima pudesse dar de si. AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. São Paulo: Ática, Os textos I e II, apesar de pertencerem a movimentos literários diferentes, assemelham-se ao pôr em destaque a miséria em que a jovem se encontra. o analfabetismo das personagens. o atilamento comportamental das protagonistas. o caráter caprichoso e audacioso de seus parceiros. a ausência de argúcia da personagem descrita. QUESTÃO 39 A discussão sobre gramática na classe está quente. Será que os brasileiros sabem gramática? A professora de Português propõe para debate o seguinte texto: PRA MIM BRINCAR Não há nada mais gostoso do que o mim sujeito de verbo no infinito. Pra mim brincar. As cariocas que não sabem gramática falam assim. Todos os brasileiros deviam de querer falar como as cariocas que não sabem gramática. As palavras mais feias da língua portuguesa são quiçá, alhures e miúde. BANDEIRA, Manuel. Seleta em prosa e verso. Org: Emanuel de Moraes. 4 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, Pág.19. Com a orientação da professora e após o debate sobre o texto de Manuel Bandeira, os alunos chegaram à conclusão de que uma das propostas mais ousadas do Modernismo foi a busca da identidade do povo brasileiro e o registro, no texto literário, da diversidade das falas brasileiras. apesar de os modernistas registrarem as falas regionais do Brasil, ainda foram preconceituosos em relação às cariocas. a tradição dos valores portugueses foi a pauta temática do movimento modernista. Manuel Bandeira e os modernistas brasileiros exaltaram em seus textos o primitivismo da Nação brasileira. Manuel Bandeira considera a diversidade dos falares brasileiros uma agressão à Língua Portuguesa. QUESTÃO 40 Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroxima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A antirrosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada. Vinicius de Moraes, A rosa de Hiroxima A partir da leitura do poema, pode-se inferir que, nele: a poesia parte de um dado concreto, imitando fielmente as circunstâncias do mundo real. a poesia cria seu próprio universo, desligando-se por completo da realidade circundante. a poesia funda uma nova realidade, permitindo a fuga da violência do mundo contemporâneo. a poesia tem o poder de resgatar a beleza das coisas mais tristes e trágicas da realidade. a poesia instaura uma realidade transfigurada pelo lirismo, perceptível em visões inusitadas e surpreendentes. LC - 2º dia Página 19

20 QUESTÃO 41 QUESTÃO 42 Observe os textos abaixo: Texto I TERESA A primeira vez que vi Teresa Achei que ela tinha pernas estúpidas Achei também que a cara parecia uma perna Quando vi Teresa de novo Achei que os olhos eram muito mais velhos que o [resto do corpo (Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando [que o resto do corpo nascesse Da terceira vez não vi mais nada Os céus se misturaram com a terra E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face [das águas. Texto II Retrato de George Dyer, Em um espelho Óleo sobre tela. Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid. A crise da razão se manifesta na crise do indivíduo, por meio da qual se desenvolveu. A ilusão acalentada pela filosofia tradicional sobre o indivíduo e sobre a razão a ilusão da sua eternidade está se dissipando. O indivíduo outrora concebia a razão como um instrumento do eu, exclusivamente. Hoje, ele experimenta o reverso dessa autodeificação. HORKHEIMER, M. Eclipse da razão. São Paulo: Centauro, 2000, p.131. Com base nas relações estabelecidas entre os dois textos, podemos inferir que a pintura, apesar de ser uma arte abrangente, inviabiliza qualquer diálogo com leituras filosóficas e metafísicas sobre a realidade contemporânea. a crise do indivíduo implica na sua fragmentação: embora ele ainda se represente, a imagem que possui de si é incompleta, constante. a crise do indivíduo resulta de uma incompreensão: ignorar que ele é uma particularidade ordenada (microcosmo) inserida numa totalidade ordenada (macrocosmo). o indivíduo, que é unitário, apreende a si mesmo e ao mundo plenamente, faltando-lhe, porém, os meios adequados para comunicar tal conhecimento. o desenvolvimento das ciências humanas levou a uma recusa da ideia universal de homem: nega-se à razão o poder de fundamentar absolutamente o conhecimento sobre o indivíduo. Manuel Bandeira De acordo com as ideias expostas no poema acima, infere-se que há a promoção da sacralização do ideal romântico. expressa o modo niilista com que o autor vê a realidade. adota estruturas métricas plenamente convencionais. trata o amor de uma forma inusitada, fora dos padrões. faz o tempo psicológico não correspondente ao tempo real. QUESTÃO 43 Leia o texto a seguir. Água também é mar E aqui na praia também é margem. Já que não é urgente, aguente e sente, aguarde o temporal Chuva também é água do mar lavada no céu imagem ANTUNES, A.; MONTE, M.; BROWN, C. Água também é mar. Memórias, crônicas e declarações de amor. EMI, Predomina no texto a função da linguagem metalinguística, porque o autor expressa seu sentimento em relação à necessidade de adaptação. fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação. apelativa, porque o texto chama a atenção para os recursos da metalinguagem. poética, porque o texto enaltece os aspectos estéticos da criação artística. referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais. LC - 2º dia Página 20

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