A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SISTEMAS DE GESTÃO DE RESÍDUOS. 10 de Maio de 2014 Dr. Domingos Saraiva Presidente da Direção da EGSRA

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1 A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SISTEMAS DE GESTÃO DE RESÍDUOS 10 de Maio de 2014 Dr. Domingos Saraiva Presidente da Direção da EGSRA

2 Surge da vontade dos Sistemas Intermunicipais, que até então se representavam individualmente, de se pronunciarem a uma só voz elevando a sua capacidade de intervenção e reivindicação políticas para o desenvolvimento do setor Deixaremos de pensar no eu para pensar no nós e elevaremos o nós ao todo. Esse todo é o maior interesse nacional no que à Gestão de Resíduos deve incidir.

3 Constituiu-se em Novembro de 2009 como entidade congregadora das sinergias de cada uma das 11 Empresas Intermunicipais sócias fundadoras, e com o objetivo principal da defesa dos interesses dos seus associados no âmbito: da gestão e exploração de sistemas de tratamento de resíduos e no que concerne ao seu desenvolvimento estratégico; do domínio da investigação de recursos que reservem o país como território de desenvolvimento económico e cultural, com prementes preocupações de caráter ambiental.

4 MEMBROS ASSOCIADOS

5 REPRESENTAÇÃO NACIONAL Área: Km² População: hab. Resíduos: t/ano Infra-estrutura Ponto de situação Exploração Obra/Testes Prevista Aterro Sanitário Valorização Orgânica Valorização Energética Estações de Triagem

6 REPRESENTAÇÃO INTERNACIONAL A EGSRA é a representante nacional na Municipal Waste Europe - Associação Europeia de Resíduos, que congrega as associações nacionais de entidades gestoras de sistemas de resíduos, com o objectivo principal de promover a gestão de resíduos como responsabilidade e interesse públicos na Comunidade Europeia.

7 REPRESENTAÇÃO INTERNACIONAL

8 REPRESENTAÇÃO INTERNACIONAL MISSÃO E ATIVIDADE Lobby: Alargar a sua fama e boa reputação no Parlamento Europeu, através de tomadas de posição focadas e por outro lado construindo alianças com os Eurodeputados activos nas principais áreas de interesse; Alargar a sua fama e boa reputação na Comissão Europeia nas áreas de relevância; Preencher a lacuna entre os Estados Membros e os lobistas através de uma representação permanente; Reforçar laços com o Comité das Regiões e o Comité Económico e Social Europeu; Entrar em diálogo estruturado com as partes interessadas discordantes

9 REPRESENTAÇÃO INTERNACIONAL MISSÃO E ATIVIDADE Troca de conhecimento: Recolha de dados e informações; Partilhar as melhores práticas europeias no sector do tratamento de resíduos Intervir na discussão sobre implementação da legislação europeia em matéria de resíduos, pela perspectiva dos Sistemas de Gestão de Resíduos

10 METAS ATINGIDAS 2010 Ano 1 criámos a estrutura de pessoal instalámos fisicamente a EGSRA fomos reconhecidos pelos poderes públicos e pelos parceiros do sector como parte integrante das funções colocámos a EGSRA e os nossos Associados no mapa internacional do sector dos resíduos

11 METAS ATINGIDAS 2011 Ano 2 consolidámos a nossa posição no sector através da participação em inúmeras actividades externas de grande visibilidade. mantivemos participação activa em todos os grupos de trabalho da Agência Portuguesa do Ambiente - APA implementámos a estratégia de comunicação com a criação e o início do funcionamento do website institucional, a Atual/Newsletter impressa e a Atual Info digital reforçámos consideravelmente o nosso papel na Municipal Waste Europe

12 METAS ATINGIDAS 2012 / 2013 Reforçámos, do ponto de vista técnico, a nossa intervenção na associação europeia MWE e noutras parcerias promovemos a elaboração de estudos técnicos e científicos em conjunto com Universidades e centros de investigação, tanto a nível nacional como internacional promovemos a realização de seminários técnicos para os nossos Associados para a discussão de temas de extrema importância para a sua actividade

13 2014 E OS OBJECTIVOS FUTUROS apostar no crescimento da EGSRA promovendo a entrada de novos Associados cuja actividade se enquadre no âmbito da Associação; reforçar e maximização da participação da EGSRA a nível europeu; reforçar da capacidade de acções de formação e informação com a promoção de um evento próprio/exclusivo que possa assumir relevância para o sector, workshops técnicos de partilha de experiências e informações e visitas técnicas a Sistemas de Gestão de Resíduos, nacionais e internacionais; reforçar do nosso papel enquanto actores no sector dos resíduos; reforçar o apoio e a defesa de interesses dos Sistemas Associados, tanto ao nível técnico como jurídico

14 A EVOLUÇÃO DA GESTÃO DE RESÍDUOS EM PORTUGAL Resíduo Recurso Lixo

15 O LIXO

16 Os anos 80 A recolha de resíduos sólidos urbanos chegava a apenas 64% da população portuguesa Relatório da Comissão Nacional do Ambiente identificou: 24 lixeiras com volume de resíduos superior a m 3 Mal localizadas do ponto de vista geológico, hidrológico e paisagístico, sem disporem de qualquer controlo sanitário Entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia trouxe novas imposições legais mas também acesso a financiamentos comunitários

17 Os anos 90 93% da população tinha acesso a serviços de recolha de resíduos sólidos urbanos Criação do Grupo de Trabalho para a definição do Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU): Alteração do conceito e gestão dos desperdícios: o lixo passa a resíduo, um subproduto com potencial para ser rentabilizado Novas políticas de forma integrada assentes na redução, reutilização, reciclagem, encaminhamento e tratamento adequado dos resíduos; Resolver, ao mesmo tempo, o grave passivo ambiental existente

18 O RESÍDUO

19 % 15% Vazadouro controlado 60% 9% Aterro controlado Compostagem Vazadouro

20 PERSU: 1ª fase: Encerrar todas as lixeiras; Corrigir, se possível, deficiências de outras infraestruturas que pudessem ser reabilitadas Encontrar soluções alternativas adequadas Implementar políticas para dar cumprimento às exigências comunitárias

21 Responsabilidade pela gestão dos resíduos: O sistema ou a sua ausência

22 Responsabilidade pela gestão dos resíduos: Sistemas de Gestão de Resíduos Ao longo dos anos têm ocorrido vários rearranjos territoriais...

23 Responsabilidade pela gestão dos resíduos: Sistemas de Gestão de Resíduos

24 Em resumo: Lixeiras Aterros sanitários Unidades de Valorização Orgânica Unidades de Valorização Energética Estações de Triagem Estações de Transferência

25 Paralelamente numa óptica de Gestão Integrada de Resíduos: 1980/1990: Acções e contratos pontuais, muito dispersos, de recolha e reciclagem de embalagens de vidro e de plástico, iniciativas da Associação dos Industriais de Vidro de Embalagem (AIVE) e o Grupo Intersectorial da Reciclagem (GIR), respectivamente; 1994: apenas cerca de 30 autarquias faziam recolha selectiva de papel e cartão 1º Projecto Piloto de recolha selectiva multimaterial em Queijas/Oeiras

26 Paralelamente numa óptica de Gestão Integrada de Resíduos: 1995: Transposição da Nova Directiva Embalagens e Resíduos de Embalagens Responsabilidade alargada do produtor os operadores económicos que colocam as embalagens no mercado são responsáveis pela gestão dos resíduos que estas representam no fim de vida Transferência de responsabilidade para entidade devidamente licenciada 1996: Criação da Sociedade Ponte Verde (SPV) e do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagem (SIGRE)

27 Funcionamento do Sistema Ponto Verde Fonte: SPV

28 Paralelamente numa óptica de Gestão Integrada de Resíduos: 1998: estruturação do Sistema Ponto Verde e concretização dos contratos de adesão dos embaladores e dos Sistemas de Gestão de Resíduos Colocação de ecopontos (3 fluxos) na via pública foi rápida e em paralelo com a construção das centrais de triagem Fortes acções de sensibilização dinamizadas pela SPV em conjunto com os Sistemas de Gestão de Resíduos

29 Paralelamente numa óptica de Gestão Integrada de Resíduos: 2005: Metas alcançadas 50,9% valorização 44,3% reciclagem 40,5% vidro 59,8% papel/cartão 15,8% plástico 60,4% metais Em menos de uma década o cenário de um País coberto de lixeiras tinha sido substituído por novas tecnologias de tratamento e resultados surpreendentemente elevados de valorização e reciclagem de resíduos de embalagem

30 O RECURSO

31 Um sistema em constante evolução... Revisão das Directivas Europeias Actualização da legislação nacional e novas estratégias Novos conceitos: prevenção da produção de resíduos, economia circular, resíduo como um recurso, utilização sustentável dos recursos/matérias-primas...

32 PERSU Plano Estratégico Resíduos Sólidos Urbanos Os novos desafios começam em 2014 VISÃO O RESÍDUO COMO UM RECURSO Resíduos geridos como recursos endógenos, minimizando os seus impactes ambientais e aproveitando o seu valor socio-económico. Envolvimento direto do cidadão na estratégia dos RU, apostando-se na informação e em facilitar a redução e separação, tendo em vista a reciclagem. Eficiência na utilização e gestão dos recursos primários e secundários, dissociando o crescimento económico do consumo de materiais e da produção de resíduos. Aproveitamento do potencial do sector dos RU para estimular economias locais e a economia nacional: uma atividade de valor acrescentado com forte capacidade de crescimento e de internacionalização, no quadro da nova economia verde.

33 A importância de um novo paradigma Satisfazer a procura desmensurada de materiais pela indústria, diminuindo a necessidade de extração e de refinação de materiais virgens; Assegurar a disponibilidade de recursos essenciais; Diminuir a dependência de materiais não recuperáveis, como os combustíveis fósseis; Diminuir drasticamente a deposição dos resíduos em aterro sanitário reduzindo, desse modo, as emissões poluentes; Fomentar o crescimento económico e promove a inovação; Gerar emprego;

34 O Resíduo como um Recurso resíduos Recolha Selectiva Recolha Indiferenciada Materiais Recicláveis Composto orgânico Energia Combustíveis Derivados de Resíduos Resto destino final

35 O Resíduo como um Recurso alguns exemplos

36 O Resíduo como um Recurso alguns exemplos

37 O Resíduo como um Recurso alguns exemplos

38 O Resíduo como um Recurso alguns exemplos

39 O Resíduo como um Recurso alguns exemplos

40 OBRIGADO PELA VOSSA ATENÇÃO Rua Rodrigues Sampaio, n.º 19, 5ºA Lisboa - PORTUGAL Tlf.: /2

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