AULA 10 - PIS E COFINS

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1 AULA 10 - PIS E COFINS O PIS É A CONTRIBUIÇÃO PARA O PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL. A COFINS ÉA CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL. FATO DO PIS E DA COFINS SÃO OS MESMOS: a)a RECEITA BRUTA OU O FATURAMENTO MENSAL DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO COM FINS LUCRATIVOS e b)as IMPORTAÇÕES DE BENS E SERVIÇOS IMPORTANTE: ENTENDE-SE POR RECEITA BRUTA OU FATURAMENTO MENSAL O TOTAL DAS RECEITAS AUFERIDAS PELA PESSOA JURÍDICA, INDEPENDENTEMENTE DE SUA DENOMINAÇÃO OU CLASSIFICAÇÃO CONTÁBIL. ATENÇÃO: AS ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS TÊM COMO FATO E BASE DE CÁLCULO DO PIS A SUA FOLHA DE SALÁRIOS E SÃO ISENTAS DA COFINS. AS ALÍQUOTAS SÃO RESPECTIVAMENTE, 0,65% E 3%. DEFINIÇÃO CONTÁBIL DE RECEITA RECEITAS SÃO ENTRADAS DE ELEMENTOS NO ATIVO DA ENTIDADE QUE NÃO IMPLICAM OBRIGAÇÕES PARA COM TERCEIROS E, PORTANTO, AUMENTAM O PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA PESSOA JURÍDICA. PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PL) = ATIVO (-) PASSIVO EXIGÍVEL EXEMPLOS DE RECEITAS RECEITAS DA VENDA DE MERCADORIAS OU DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS RECEITAS FINANCEIRAS (JUROS RECEBIDOS) RECEITA DE DIVIDENDOS RECEITA DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL RECEITA DE REVERSÃO DE PROVISÕES AULA 10 - PIS E COFINS PRAZO DE VENCIMENTO ATÉ O DIA 25 DO MÊS SUBSEQUENTE AO DO FATO 1

2 FORMAS DE INCIDÊNCIA FORMAS DE INCIDÊNCIA SOBRE A RECEITA BRUTA a) CUMULATIVA b) NÃO-CUMULATIVA CUMULATIVA AS CONTRIBUIÇÕES INCIDEM SOBRE O TOTAL DAS RECEITAS, COM AS EXCLUSÕES PERMITIDAS PELA LEGISLAÇÃO EXCLUSÕES DE RECEITAS PERMITIDAS NA BASE DE CÁLCULO a) RELATIVAS A PRODUTOS ISENTOS OU NÃO ALCANÇADOS PELA INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO OU SUJEITOS À ALÍQUOTA 0 (ZERO), COMO, POR EXEMPLO, AS EXPORTAÇÕES QUE SÃO ISENTAS; b) DAS VENDAS CANCELADAS; c) DOS DESCONTOS INCONDICIONAIS CONCEDIDOS; d) DO IPI E DO ICMS, ESTE ÚLTIMO SOMENTE QUANDO DESTACADO EM NOTA FISCAL E COBRADO PELO VENDEDORDOS BENS OU PRESTADOR DOS SERVIÇOS NA CONDIÇÃO DE SUBSTITUTO TRIBUTÁRIO; f) DAS REVERSÕES DE PROVISÕES g) DAS RECUPERAÇÕES DE CRÉDITOS BAIXADOS COMO PERDAS, LIMITADOS AOS VALORES EFETIVAMENTE BAIXADOS, QUE NÃO REPRESENTEM INGRESSO DE NOVAS RECEITAS; h) DOS RESULTADOS POSITIVOS DA AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS PELO VALOR DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO; i) DOS LUCROS E DIVIDENDOS DERIVADOS DE INVESTIMENTOS AVALIADOS PELO CUSTO DE AQUISIÇÃO, QUE TENHAM SIDO COMPUTADOS COMO RECEITA; j) DAS RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS DECORRENTES DA VENDA DE BENS DO ATIVO PERMANENTE. AS RECEITAS FINANCEIRAS NÃO ESTÃO EXCLUÍDAS DA BASE DE CÁLCULO DAS CONTRIBUIÇÕES, SEGUNDO O ENTENDIMENTO DA RECEITA FEDERAL. CASO O CONTRIBUINTE NÃO AS INCLUA NA BASE DE CÁLCULO, SE A EMPRESA FOR FISCALIZADA, O VALOR NÃO INCLUÍDO SERÁ OBJETO DE AUTO DE INFRAÇÃO EM , O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DECIDIU QUATRO RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS CONSIDERANDO INCONSTITUCIONAL A INCIDÊNCIA DESSAS CONTRIBUIÇÕES SOBRE O TOTAL DAS RECEITAS, UMA VEZ QUE A EMENDA CONSTITUCIONAL Nº. 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998, QUE PREVIU A POSSIBILIDADE ESSA INCIDÊNCIA, FOI PROMULGADA POSTERIORMENTE À LEI Nº

3 ESSA DECISÃO, TODAVIA, NÃO TEVE EFEITO ERGA OMNES, POIS O SENADO NÃO EMITIU RESOLUÇÃO PARA RETIRAR A VIGÊNCIA DO ART. 3º DA LEI Nº 9.718/1998 E AS PESSOAS JURÍDICAS QUE QUISESSEM SE BENEFICIAR DESSA NÃO INCIDÊNCIA TERIAM QUE PROCURAR SEU DIREITO JUNTO AO PODER JUDICIÁRIO. ENTRETANTO, O EMINENTE TRIBUTARISTA DR. HIROMI HIGUCHI EXPLICA QUE A JURISPRUDÊNCIA DO 1º CONSELHO DE CONTRIBUINTES TEM SIDO PACÍFICA NO SENTIDO DE EXCLUIR O ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO DAS CONTRIBUIÇÕES E ATÉ ALGUMAS DELEGACIAS DE JULGAMENTO DA RECEITA FEDERAL TEM PROVIDO O RECURSO ADMINISTRATIVO DO CONTRIBUINTE AUTUADO. NA PRÁTICA, ISSO SINALIZA QUE O CONTRIBUINTE PODE PAGAR AS CONTRIBUIÇÕES SOBRE O CONCEITO ESTRITO DE FATURAMENTO E, SE AUTUADO, RECORRER E OBTER GANHO DE CAUSA NO PRÓPRIO PROCESSO ADMINISTRATIVO. EM NOSSO CURSO, USAREMOS A METODOLOGIA UTILIZADA PELA RECEITA FEDERAL. INCIDÊNCIA CUMULATIVA - ALÍQUOTAS PIS = 0,65% COFINS = 3% NÃO INCIDÊNCIA E ISENÇÕES PARA UMA LISTA COMPLETA, VER A APOSTILA. A ÚNICA NÃO INCIDÊNCIA SÃO SOBRE A RECEITA DAS VENDAS À ITAIPU BINACIONAL E A ISENÇÃO MAIS IMPORTANTE SÃO AS RECEITAS DE EXPORTAÇÕES. INCIDÊNCIA DADOS RELATIVOS AO MÊS DE MARÇO DE 2008: FATURAMENTO OPERACIONAL BRUTO (IPI INCLUSO)...R$ ,00 DESCONTOS INCONDICIONAIS CONCEDIDOS...R$ ,00 DEVOLUÇÕES DE VENDAS...R$ ,00 IPI CONTIDO NO FATURAMENTO...R$ ,00 VARIAÇÕES MONETÁRIAS ATIVAS...R$ ,00 RECEITA DE ALUGUEL DE BENS DO ATIVO...R$ ,00 RECEITA DE JUROS...R$ ,00 GANHOS DE CAPITAL NA VENDA DE BENS E DIREITOS R$ ,00 RESULTADO POSITIVO EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL R$ ,00 3

4 AULA 1 PIS E COFINS INCIDÊNCIA NOTA:PARA FINS CONTÁBEIS FATURAMENTO OPERACIONAL BRUTO E RECEITA BRUTA DE VENDAS SÃO CONCEITOS DIFERENTES, PORQUE O PRIMEIRO REPRESENTA O TOTAL DAS VENDAS COM O VALOR DO IPI INCLUSO E A SEGUNDA, SEM. ENTRETANTO, PARA FINS DE INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO, AS PALAVRAS FATURAMENTO E RECEITA BRUTA TÊM O MESMO SIGNIFICADO: QUALQUER RECEITA (ACRÉSCIMO POSITIVO AO PATRIMÔNIO LÍQUIDO). INCIDÊNCIA Faturamento Operacional Bruto (IPI incluso)...r$ ,00 (-) IPI contido no Faturamento...(R$ ,00) (=) Receita Bruta de Vendas (inclui ICMS)...R$ ,00 (-) Devoluções de Vendas...(R$ ,00) (-) Descontos Incondicionais Concedidos...(R$ ,00) (=) Subtotal...R$ ,00 (+) Receitas de Juros...R$ ,00 (+) Variações Monetárias Ativas...R$ ,00 (+) Receita de aluguel de Bens Permanentes...R$ ,00 (=) Base de Cálculo...R$ ,00 INCIDÊNCIA CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO PARA A COFINS COFINS: 3% x R$ ,00 = R$ ,00 CONTABILIZAÇÃO: Diversos a COFINS a Recolher ,00 COFINS Dedução da Receita Bruta (*) ,00 COFINS Despesa Operacional (**) 5.400,00 (*) 3% x R$ ,00 = R$ ,00 (conta redutora da receita bruta para fins de apuração da receita líquida). (**) 3% x R$ ,00 = R$ 5.400,00 (valor a ser lançado como despesa operacional). INCIDÊNCIA CÁLCULO E CONTABILIZAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS PIS: 0,65% x R$ ,00 = R$ ,00 CONTABILIZAÇÃO: Diversos a PIS a Recolher ,00 PIS Dedução da Receita Bruta (*) ,00 PIS Despesa Operacional (**) 1.170,00 (*) 0,65% x R$ ,00 = R$ ,00 (conta redutora da receita bruta para fins de apuração da receita líquida). (**) 0,65% x R$ ,00 = R$ 1.170,00 (valor a ser lançado como despesa operacional). A FINALIDADE DA NOVA SISTEMÁTICA DE INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES AO PIS E A COFINS É TORNÁ-LAS TRIBUTOS NÃO- CUMULATIVOS, À SEMELHANÇA DO IPI E DO ICMS, MEDIANTE A INSTITUIÇÃO DE CRÉDITOS FISCAIS SOBRE A AQUISIÇÃO DE INSUMOS E SOBRE OUTROS VALORES DEFINIDOS NOS ATOS LEGAIS MENCIONADOS, OU SEJA, LEIS Nº , DE 2002, , DE 2003, PARCIALMENTE ALTERADA PELA LEI Nº , DE ASSIM, A PESSOA JURÍDICA PODERÁ RECUPERAR O VALOR DO PIS E DA COFINS PAGO COMO CONTRIBUINTE DE FATO NA COMPRA DE PRODUTOS FABRICADOS POR TERCEIROS QUE VENHAM A SER UTILIZADOS NA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE BENS E SERVIÇOS. ALÍQUOTAS PIS = 1,65% COFINS = 7,6% 4

5 EXCLUSÕES DA RECEITA SÃO AS MESMAS DA INCIDÊNCIA CUMULATIVA, COM A DIFERENÇA QUE A DEVOLUÇÃO DE VENDAS NÃO PODE SER EXCLUÍDA, MAS VAI GERAR DIREITO DE CRÉDITO DAS CONTRIBUIÇÕES. EM RELAÇÃO À INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA, A OPINIÃO DOS TRIBUTARISTAS CONSERVADORES É QUE A PUBLICAÇÃO DAS LEIS Nº /2002 E Nº /2003 (QUE TRATAM, RESPECTIVAMENTE, DA INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA DO PIS E DA COFINS), EDITADAS APÓS A VIGÊNCIA DA EC Nº. 20, VIERAM SUPRIR A NECESSIDADE DE REGULAMENTAÇÃO LEGAL DA INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES SOBRE A RECEITA TOTAL. ALÍQUOTA ZERO EMBORA AS RECEITAS FINANCEIRAS NÃO CONSTITUAM EXCLUSÕES DA BASE DE CÁLCULO, SUA ALÍQUOTA É ZERO, DE FORMA QUE, PARA FINS PRÁTICOS, NÃO CONSTITUEM RECEITA TRIBUTÁVEL PELAS CONTRIBUIÇÕES NA SISTEMÁTICA NÃO CUMULATIVA, EXCETO OS JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO QUE SÃO TRIBUTADOS NORMALMENTE INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA - CRÉDITOS Os créditos devem ser determinados, mediante a aplicação das alíquotas de 1,65% e 7,6%, respectivamente, sobre os valores: a) das aquisições efetuadas no mês, de pessoas jurídicas domiciliadas no país; a.1)de bens para revenda, exceto o álcool para fins carburantes, as mercadorias e produtos sujeitos à substituição tributária e à incidência monofásica das referidas contribuições; a.2)de bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na fabricação ou produção de bens ou produtos destinados à venda. b) das despesas e custos incorridos no mês, pagos ou creditados a pessoas jurídicas domiciliadas no país, relativos a: b.1) energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica; b.2) aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos à pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; b.3) o valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoas jurídicas, exceto daquelas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples); b.4) armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos itens "a.1" e "a.2" (bens para revenda e produtos destinados à venda), quando o ônus for suportado pelo vendedor; c) dos encargos de depreciação e amortização, incorridos no mês, relativos a: c.1) máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado adquiridos para utilização na produção de bens destinados à venda, ou na prestação de serviços; c.2) edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa; e d) relativos aos bens recebidos em devolução, no mês, cuja receita de venda tenha integrado o faturamento do mês ou de mês anterior, e tenha sido tributada conforme o disposto na Lei n , de 2002, arts. 1 ao 6 e na Lei n , de 2003, art. 1 ao 9. 5

6 INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA - EXEMPLO RECEITA DE VENDAS...R$ ,00 DEVOLUÇÃO DE VENDAS MÊS...R$ ,00 COMPRA DE MERCADORIAS MÊS.R$ ,00 ARRENDAMENTO MERCANTIL...R$ ,00 RECEITAS FINANCEIRAS...R$ ,00 DESPESAS FINANCEIRAS...R$ ,00 INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA - EXEMPLO CÁLCULO DO PIS NÃO CUMULATIVO DÉBITOS VENDAS (1,65% X R$ ,00)...R$ 6.600,00 (-) CRÉDITOS COMPRAS (1,65% X R$ ,00)...(R$ 2.970,00) DEV. DE VENDAS (1,65% X R$ ,00)...(R$ 660,00) ARRENDAMENTO (1,65% X R$ ,00)...(R$ 825,00) (=) VALOR A RECOLHER...R$ 2.145,00 INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA - EXEMPLO CÁLCULO DA COFINS NÃO CUMULATIVO DÉBITOS VENDAS (7,6% X R$ ,00)...R$ ,00 (-) CRÉDITOS COMPRAS (7,6% X R$ ,00)...(R$ ,00) DEV. DE VENDAS (7,6% X R$ ,00)...(R$ 3.040,00) ARRENDAMENTO (7,6% X R$ ,00)...(R$ 3.800,00) (=) VALOR A RECOLHER...R$ 9.880,00 AULA 10 - PIS E COFINS NAS IMPORTAÇÕES A PARTIR DE ABRIL DE 2004, O PIS E A COFINS PASSARAM A INCINDIR TAMBÉM SOBRE AS IMPORTAÇÕES DE BENS E SERVIÇOS. AS ALÍQUOTAS SÃO AS MESMAS DO REGIME NÃO CUMULATIVO, OU SEJA, 1,65% PARA O PIS E 7,6% PARA A COFINS. O CÁLCULO DO TRIBUTO É FEITO AUTOMATICAMENTE PELO SISTEMA DE COMÉRCIO EXTERIOR (SISCOMEX), QUE É UM SISTEMA OBRIGATÓRIO PARA AS PESSOAS JURÍDICAS IMPORTADORAS. AS EMPRESAS SUJEITAS AO REGIME DE PODEM DESCONTAR OS VALORES PAGOS NA IMPORTAÇÃO COMO CRÉDITO NA APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DAS CONTRIBUIÇÕES. AULA 10 PIS E COFINS - CRÉDITOS SOBRE INSUMOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO DE BENS VENDIDOS COM ISENÇÃO, COM ALÍQUOTA ZERO OU NÃO SUJEITOS À INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES AS VENDAS EFETUADAS COM ISENÇÃO, ALÍQUOTA ZERO OU NÃO INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES NÃO IMPEDEM A MANUTENÇÃO, PELO VENDEDOR, DOS CRÉDITOS VINCULADOS A COMPRA DE INSUMOS PARA EFETUAR ESSAS OPERAÇÕES. O MESMO SE APLICA ÀS ISENÇÕES DECORRENTES DE EXPORTAÇÕES. CRÉDITOS SOBRE VENDAS DE BENS ISENTOS, DE BENS COM ALÍQUOTA ZERO OU BENS NÃO SUJEITOS À INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES OS CRÉDITOS DECORRENTES DESSAS OPERAÇÕES QUE NÃO POSSAM SER UTILIZADOS PARA COMPENSAR O VALOR DAS CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS POR VENDAS NO MERCADO INTERNO PODERÃO SER: a) COMPENSADOS COM DÉBITOS DE OUTROS TRIBUTOS ADMINISTRADOS PELA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, VENCIDOS OU VINCENDOS; b) RESSARCIDOS EM DINHEIRO. OBSERVAÇÃO: ESSES CRÉDITOS NÃO PODERÃO SER TRANSFERIDOS A TERCEIROS. 6

7 AULA 10 PIS E COFINS - CRÉDITOS SOBRE COMPRAS DE BENS ISENTOS, SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO OU À NÃO INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES AS COMPRAS DE BENS ISENTOS, SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO OU À NÃO INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES NÃO GERAM DIREITO AO CRÉDITO PARA A EMPRESA ADQUIRENTE. OBSERVE A DIFERENÇA: QUANDO EU VENDO BENS ISENTOS, COM ALÍQUOTA ZERO OU NÃO SUJEITOS À INCIDÊNCIA MANTENHO O CRÉDITO DOS INSUMOS, MESMO O PRODUTO NÃO SENDO TRIBUTADO NA SAÍDA. QUANDO EU VENDO BENS TRIBUTADOS, CUJOS INSUMOS SEJAM ISENTOS, SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO OU À NÃO INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES, NÃO TENHO DIREITO AO CRÉDITO. AULA 10 -DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EXPEDIU A SÚMULA VINCULANTE N.º 8 DECLARANDO INCONSTITUCIONAIS OS ARTIGOS 45 E 46 DA LEI N.º 8.212/1991, QUE DECLARAVAM SER DE DEZ ANOS O PRAZO DECADENCIAL E PRESCRICIONAL DAS CONTRIBUIÇÕES DA SEGURIDADE SOCIAL. EM CONSEQÜÊNCIA, O PRAZO DECADENCIAL E PRESCRICIONAL DO PIS E DA COFINS É DE 5 (CINCO) ANOS, À SEMELHANÇA DE OUTROS TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. 7

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