Sistemas Comparados: um estudo sobre os esquemas de financiamento europeus

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Sistemas Comparados: um estudo sobre os esquemas de financiamento europeus"

Transcrição

1 Sistemas Comparados: um estudo sobre os esquemas de financiamento europeus Mariana Ribeiro Jansen Ferreira 1 Título em inglês: Comparing systems: a study on financing schemes Título Resumido: Sistemas comparados europeus Palavras-chave: Sistemas de saúde; reforma dos serviços de saúde; política financeira. Resumo: Este trabalho tem como objetivo explicitar a importância da análise comparada para melhor compreensão sobre os problemas no financiamento dos sistemas de saúde universais. Para isso, faz uma breve apresentação da contribuição de alguns autores dentro do campo da análise comparada de sistemas de saúde, com enfoque nos mecanismos de financiamento. Além disso, desenvolve-se uma análise comparada específica, qual seja, com relação às reformas realizadas, a partir dos anos 1980, nos mecanismos de financiamento dos sistemas de saúde de três países europeus: Alemanha, França e Reino Unido. 1 Economista, doutoranda na Faculdade de Saúde Pública na Universidade de São Paulo (USP) e professora de economia na PUC-SP. 1

2 Introdução A realização de trabalhos de comparação é comum nas mais diferentes áreas do pensamento. Normalmente são imbuídos da premissa de que, apesar da importância de reconhecer as especificidades das diferentes realidades históricas (em termos sociais, econômicos e políticos) que cada caso possa ter, existem ganhos possíveis em comparar as situações, descobrindo quais são as questões em comum e o que distingue cada realidade. No caso dos sistemas de saúde, as comparações foram se tornando cada vez mais comuns ao longo do tempo. Em grande parte, foram inicialmente encampadas por grandes organismos internacionais, como no caso da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), do Fundo Monetário Internacional (FMI), dentre outros, especialmente a partir da década de Para além dessas organizações, diversos pesquisadores da área também passaram a incorporar a comparação como parte importante da compreensão sobre os sistemas de saúde. De acordo com Conill et al (1991): Comparar é buscar semelhanças, diferenças ou relações entre fenômenos que podem ser contemporâneos ou não, que ocorram em espaços distintos ou não, tendo em vista conhecer determinações, causalidades e inter-relações (p. 329). Uma abordagem comparativa que buscamos investigar mais a fundo diz respeito à forma como tem se comparado os mecanismos de financiamento dos sistemas de saúde, sendo esta uma das características que conformam as principais diferenças entre os sistemas. 1. Análises comparadas: financiamento dos sistemas de saúde Um interessante trabalho dentro da temática de comparação do financiamento dos sistemas de saúde é o desenvolvido por Adam Wagstaff, Social Health Insurance vs. Tax- Financed Health Systems Evidence from the OECD (2009), no qual ele compara sistemas de saúde da OCDE a partir de uma importante característica, qual seja, seu mecanismo de 2

3 financiamento preponderante: via impostos ou via seguridade social. Embora o próprio autor destaque que outras características relevantes diferenciam quaisquer dois sistemas, esta seria uma importante diferenciação entre os sistemas de saúde especialmente em países que possuem essas formas de financiamento há mais tempo e de maneira mais consolidada. Wagstaff (2009) destaca que, com exceção dos Estados Unidos, com um sistema de saúde predominantemente liberal, com forte financiamento privado 2, os demais países da OCDE tem uma das duas modalidades de financiamento apresentadas já no título do trabalho. Uma primeira comparação geral apresentada aponta três principais características de diferenciação: 1) Sistemas financiados via contribuição social dependem, obviamente, do mercado formal de trabalho, do qual vem a maior parte de seus recursos e das respectivas contribuições feitas por empregados e empregadores, enquanto sistemas financiados via impostos dependem da arrecadação fiscal geral feita pelo governo; 2) Com relação à oferta de serviços, enquanto sistemas financiados via contribuição social costumam contratar provedores (públicos ou privados), ou seja, há uma clara separação entre compradores e provedores de serviços, enquanto nos sistemas via impostos a operação é, normalmente realizada diretamente pelo próprio sistema público (ao menos antes das reformas realizadas a partir dos anos 1980); 3) Em termos de organização do acesso ao sistema, os sistemas financiados por meio de impostos usualmente tem como porta de entrada um médico generalista, que funciona como porta de entrada no sistema; já os sistemas via contribuição normalmente não os utilizam dessa forma. 2 Ao menos enquanto não se tem a real implementação das reformas realizadas no governo Obama, com ampliação das coberturas do Medicare e do Medicaid, que visam garantir que todos os cidadãos norteamericanos possuam, obrigatoriamente, alguma cobertura de saúde, evitando a permanência que uma parte significativa da população em situação de falta de proteção frente ao risco doença. 3

4 O autor argumenta que, por estas características, os países da OCDE que tem o financiamento de seus sistemas de saúde realizado, predominantemente, por meio de contribuições sociais tende a ter dispêndios maiores no sistema, com um maior valor de renda per capita gasto com saúde. No entanto, isso não significaria, necessariamente, que se trata de sistemas com resultados (expectativa de vida; taxa de mortalidade infantil, etc.) melhores:... the very differences that make SHI [Social Health Insurance] systems more likely to spend more are also likely to affect the health outcomes they achieve for a given level of spending (WAGSTAFF, 2009, p. 9). Dentre os pontos levantados pelo autor, destaca-se a dificuldade destes sistemas garantirem universalidade de cobertura, a maior dificuldade de implementarem um bom sistema de prevenção de cuidados (dada, usualmente, a inexistência de um gatekeeper ) e a possibilidade de, ao gerarem concorrência entre os provedores, acabarem criando mecanismos de seleção de risco, fazendo com que parte dos indivíduos seja considerada indesejável pelos seguradores como é o caso do que ocorreu na Alemanha, conforme veremos mais a frente nesse trabalho. Outro trabalho importante dentro da temática de comparação dos mecanismos de financiamento dos sistemas de saúde é o realizado por Thomson et al (2009), Financing Health Care in the Europe Union: challenges and policy responses. Nele o enfoque dos autores não é sobre as especificidades do financiamento de cada país europeu, mas, sim, uma análise que parte das principais características que compõem o financiamento dos sistemas de saúde, a fim de analisar se eles são capazes de manter uma sustentabilidade financeira sem ferir os princípios acordados entre os países da União Europeia (cobertura universal; solidariedade no financiamento; equidade no acesso; provisão de cuidado para a saúde de alta qualidade). Para isso, o destaque é dado: a forma de coleta dos recursos; a gestão do fundo formado com estes recursos; as formas de pagamento dos prestadores de serviço; a cobertura, os benefícios e o co-pagamento resultantes do financiamento encontrado nos sistemas de 4

5 saúde. Ao longo do trabalho, destacam-se apenas casos que são emblemáticos das tendências apuradas ou, pelo contrário, que escapam do padrão identificado e apresentam maior dificuldade em cumprir os termos acordados entre os países. Com relação à coleta de recursos, os autores identificam uma manutenção, apesar das pressões das reformas realizadas a partir da década de 1980, da predominância do financiamento público dos sistemas de saúde, via impostos ou contribuições sociais sendo que estes aumentaram desde o início dos anos 1990, com a troca do financiamento via impostos para contribuições sociais nos países do leste europeu. Com relação ao financiamento privado, este teve um pequeno aumento (como proporção do total gasto com saúde), concentrado principalmente na elevação de pagamentos diretos (out-of-pocket), resultantes em sua maioria da maior presença de mecanismos de co-pagamento nos sistemas (medicamentos, consultas específicas, etc.). Houve um aumento muito pequeno de seguros privados de saúde na maior parte dos países, representa menos de 5% da população com seguro privado. Já com relação à gestão dos recursos, os autores destacam que, de forma geral, quanto maior o fundo existente e mais centralizado, maior o potencial de equidade na distribuição dos recursos, sendo que, na maior parte dos países, existe um fundo único nacional. A exceção são países em que impostos locais são utilizados para financiar o sistema de saúde ou naqueles em que fundos de seguridade individuais são responsáveis pela coleta dos recursos de seus próprios contribuintes (como era o caso, até recentemente, na Alemanha) nesses casos, normalmente pode ocorrer uma realocação de recursos a fim de compensar as regiões mais pobres, que tenham menor arrecadação de impostos ou com membros mais pobres e/ou com maior risco de doença (p. XVIII). A existência de concorrência entre os fundos é rara na Europa, existindo na Bélgica, República Tcheca, Alemanha e Holanda. Ela é controversa, pois os fundos tendem a preferir atrair a parcela da população com menores riscos, podendo 5

6 afetar a equidade no acesso à proteção social mecanismos de compensação tem se mostrado ineficientes. A forma de pagamento dos prestadores de serviço é identificada como central pra garantir a eficiência na entrega dos serviços e qualidade do cuidado; podem afetar ainda a equidade no acesso e ser de grande importância no controle dos custos e na sustentabilidade financeira. De acordo com Thomson et al (2009), tradicionalmente, em países cujo financiamento ocorre predominantemente por meio de contribuições sociais, a relação entre o fundo e o provedor de serviço é contratual. Já em países financiados via impostos, os recursos são repassados para entidades públicas locais (servidores próprios). No entanto, a separação entre compradores e prestadores de serviço se difundiu pela Inglaterra, Itália, Portugal e algumas regiões da Espanha, ao menos desde a década de 1990, como resultante das reformas realizadas, ampliando a separação mesmo em países cujo financiamento continua sendo predominantemente via impostos. Os autores destacam no longo de seu trabalho a forma como as reformas realizadas desde os anos 1980 mas com maior ênfase para as mudanças das décadas de 1990 e 2000 modificaram os arranjos de financiamento dos sistemas. Os maiores destaques são: 1) Adoção de mecanismos de co-pagamento em diversos países 3 ; 2) Crescente separação entre contratantes e provedores de serviço 4 ; 3) Introdução de mecanismos de pagamento estratégico aos provedores dos serviços de saúde ao invés de reembolso passivo (por exemplo, risk-adjusted capitation); 3 Os autores questionam os impactos da adoção do co-pagamento sobre a equidade (tendo em vista que os mais pobres seriam justamente aqueles que tenderiam a não pode pagar, logo, a não ter acesso a certos cuidados e medicamentos); além disso, pesquisas indicam que não há redução, no longo prazo, dos gastos com medicamentos e pode ainda aumentar outros custos consultas de emergência, por exemplo. 4 No Reino Unido, criação dos GP FundHolders Grupos de atenção primária, formados pelo clínicos gerais (general practitioner), que tinham grupo de pacientes e podiam escolher como alocar os recursos na compra de serviços fragmentação do sistema e contratos mais focados em questões financeiras do que na qualidade. 6

7 4) Pagamento aos hospitais: de orçamentos globais para adoção, em alguns países, de mecanismos de pagamento por produtos realizados como exemplo, o método de Diagnosis Related Group DRGs, que define produtos hospitalares. 5) Ampliação, nos anos 2000, de mecanismos de financiamento por meio de impostos em países que tem um sistema financiado via seguro social como no caso da Alemanha e da França 5. 6) Aumento de mecanismos de cobertura de seguro privado complementar importante para cobertura do que não consta na cobertura pública: dependendo do país, medicamentos, cuidados dentários, determinadas especialistas, internação, cuidados de longo prazo, etc. Com relação a todos os pontos destacados acima, os autores fazem uma análise comparada ao explicitar os ganhos e potenciais perdas na adoção destes mecanismos e como os sistemas de saúde tem se comportado a partir disso. 2. Comparação das reformas dos mecanismos de financiamento: Alemanha, França e Reino Unido Além de artigos que já realizam a comparação dos sistemas de saúde, buscamos neste trabalho realizar uma análise comparativa dos mecanismos de financiamento e das características dos sistemas de saúde enfocando em três países europeus: Alemanha, França e Reino Unido. Estes foram escolhidos por terem um histórico de constituição de Estado de Bem Estar Social semelhante 6, mas com diferenças importantes com relação a seus arranjos de financiamento e no restante da articulação do sistema. Assim, enquanto o Reino Unido caracteriza-se por possuir um sistema de financiamento por meio de impostos (tax-financed 5 Importante tendo em vista a queda do crescimento econômico, o aumento de desemprego, do trabalho informal e do trabalho por conta própria, o que dificulta o financiamento via contribuição sobre o trabalho. 6 Apesar de a Alemanha ter criado elementos de proteção social já na década de 1880, com Bismarck, conformase enquanto um Estado de Bem Estar Social no pós 2ª Guerra Mundial, como os demais. 7

8 health system), a Alemanha e a França contam com financiamento por mecanismos de seguro social (social health insurance system), sendo que a França se diferencia da Alemanha por possuir um sistema com financiamento crescentemente misto (financiado tradicionalmente por contribuições sociais, porém com crescente participação de impostos). A ideia foi comparar os sistemas com relação às reformas realizadas a partir da década de 1980 e seus alcances. A análise de um mesmo processo reformas que incluíram mecanismos de mercado em países diferentes tem como objetivo verificar se há efetivamente um mesmo direcionamento nas reformas e como afetam cada um dos sistemas, especificamente no que tange aos seus mecanismos de financiamento. No Reino Unido 7, a partir dos anos 1980, realizou-se uma série de reformas econômicas, políticas e sociais que respondiam às pressões existentes para reduzir o gasto público, aumentar a eficiência do Estado, reduzir sua participação nos mercados, etc. Quanto à saúde, foi realizada, a partir de 1987, uma revisão do National Health Service (NHS) 8, liderado pela própria primeira ministra Margaret Thatcher (EUROPEAN OBSERVATORY ON HEALTH CARE SYSTEMS, 1999). Embora os recursos destinados ao NHS estivessem sob investigação, e houvesse pressão para que se reformassem os mecanismos de financiamento do sistema de saúde, baseado em tributos, conforme a proposta foi avaliada, optou-se por manter o financiamento por meio de impostos, ao invés de implementar um sistema de contribuição social. A explicação para essa mudança reside tanto no valor político e cultural que o NHS materializa, quanto na constatação da importância da centralização financeira e alocativa para a manutenção da histórica contenção de custos do sistema (ALMEIDA, 1999, p. 273). 7 O Reino Unido se destaca como um dos primeiros países que montou um sistema de saúde (National Health Service) que partia de princípios de universalidade de acesso e de financiamento por meio de impostos, considerando o aspecto distributivo desse mecanismo. 8 De acordo com Bywaters (2011), o National Health Service (NHS) foi fundado, em 1948, sob dois pilares: acesso gratuito aos cuidados completos com saúde, no local em que tais cuidados são prestados e para toda população residente no Reino Unido; e com o financiamento do sistema de saúde por meio de impostos. O NHS surge como sistema de saúde de todo o Reino Unido, o que abrange a Inglaterra, a Escócia, a Irlanda do Norte e o País de Gales. 8

9 Assim, manteve-se a princípio o mecanismo de financiamento, considerado essencial para garantir a integralidade, equidade e universalidade do acesso, enfocando-se na mudança na prestação dos serviços, a partir da publicação do White Paper: Working for Patients 9, em As proposições foram implementadas a partir do ato NHS and Community Care Act 1990 (EUROPEAN OBSERVATORY ON HEALTH CARE SYSTEMS, 1999), com mudança na organização do sistema, mediante separação entre os compradores e provedores dos serviços de saúde. A lógica era que, com essa separação, iria-se fomentar uma concorrência entre os provedores, que teriam que ampliar sua qualidade na prestação de serviço, uma vez que os compradores os GP Fundholders 10 e as District Health Authorithies-DHAs teriam liberdade para obter os serviços sem uma predefinição, tendo a liberdade de obtê-lo fora de sua região geográfica (TANAKA; OLIVEIRA, 2007). Para Thomson et al (2009), a criação dos GP FundHolders acabou, na verdade, gerando uma fragmentação do sistema e contratos mais focados em questões financeiras do que na qualidade dos serviços. Para além da questão da organização do sistema de saúde, alguns serviços, tais como cuidados dentários, exames oftalmológicos, internações por longos períodos deixaram de ser garantidos de forma gratuita pelo NHS, com a inclusão de mecanismos de co-pagamento no acesso a tais serviços (POLLOCK, 2005; BYWATERS, 2011). Além disso, com relação ao financiamento do sistema de saúde, apesar de não ter se modificado sua lógica de arrecadação, houve alterações na parcela da receita pública direcionada à saúde. De acordo com Bywaters (2011), ao final do período conservador que durou de 1979 até 1997, [...] os gastos com saúde no Reino Unido calculados como percentual do PIB figuravam entre os 9 Disponível em: < Acessado em 15/01/ Na verdade, no caso dos GP, os recursos que eles recebiam vinham dos escritórios regionais do NHS e eles os grupos dos quais faziam parte, os Grupos de Atenção Primária, Fundholders decidiam como utilizar o dinheiro, podendo adquirir serviços de todo nível de complexidade ou podendo alocar para melhorar a infraestrutura dos serviços (TANAKA; OLIVEIRA, 2007). 9

10 mais baixos entre os países da OCDE, 6,9% contra uma média de 8,2% (p. 5), o que prejudicou bastante a capacidade do sistema fazer frente à demanda existente. Isso se modifica a partir de 1997, mas principalmente nos anos 2000, quando há um aumento significativo dos investimentos no NHS; em 2008, a relação gasto com saúde como proporção do PIB atinge 8,7% (BYWATERS, 2011). No entanto, com o retorno dos conservadores ao poder, em 2007, e com os impactos da crise econômica a partir de 2008, o discurso de impossibilidade de manutenção de gastos sociais elevados, com a existência de déficit fiscal, voltou a ganhar força 11. Diversas mudanças já foram implementadas, como a maior restrição ao acesso aos pagamentos de seguridade social; maior restrição de acesso ao auxílio-doença; retirada de subsídios para o ensino superior. No caso da saúde, há, atualmente (2012/2013), um processo de construção de uma ampla reforma que ampliaria a participação privada no NHS, tanto com relação à oferta de serviços, quando frente aos recursos alocados dentro do sistema, que, de acordo com Bywaters (2011), tenderia a torna-lo mais privado e mais fragmentado (p. 12). No caso do sistema de saúde francês, este, assim como o britânico, possui uma administração fortemente centralizada, tanto com relação à provisão quanto no financiamento do sistema (OR, 2002). No entanto, em termos de financiamento, o sistema é organizado mediante a contribuição compulsória de seguros sociais, assim como o alemão, que responderiam por 76% do financiamento do sistema 12 (THOMSON et al, 2009). As mudanças no sistema de saúde francês, assim como no restante da Europa, são, ao menos na retórica, originárias da preocupação com relação ao crescimento dos gastos com o sistema de saúde francês, principalmente a partir da década de Já nesta década, houve um aumento da contribuição paga por trabalhadores e empregadores, a fim de garantir o 11 Não se deve perder de vista que, na prática, tais reformas liberalizantes, tiveram continuidade nos anos de gestão do Partido Trabalhista (Labour Party) 1997 a no Reino Unido, principalmente aprofundando os mecanismos de intensificação de um quase-mercado na saúde. Para essa discussão, ver Pollock (2005). 12 Apesar do mecanismo vinculado à contribuição trabalhista, o governo francês desenvolveu instrumentos para cobrir a população desempregada, de baixa renda e os idosos (OR, 2002). 10

11 financiamento do sistema. Além disso, a taxa de reembolso por cuidados ambulatoriais e medicamentos foi reduzida 13. Apesar dessas medidas, os gastos continuaram se expandindo, passando de 7,5% para 9,1% do PIB entre 1975 e A partir de 1984, os hospitais públicos e os privados sem fins lucrativos que correspondiam a 75% dos leitos passaram a ser submetidos a um controle externo de seus gastos, com restrições ao ritmo de expansão das despesas. Na perspectiva de Barbier e Théret (2009), isso teria gerado uma deterioração dos serviços hospitalares de base... e exacerbado as desigualdades na alocação regional de recursos (p. 70, tradução própria). Além disso, elevou-se, ao longo da década de 1980, a responsabilização dos gastos por parte dos usuários, como a introdução do ticket moderador, que funciona como uma contrapartida do paciente pelo serviço recebido (BOSCHETTI, 2012; BARBIER, THÉRET, 2009), assim como o deslocamento de serviços que faziam parte da cesta de serviço coberta pela seguridade pública para seguros complementares 14. Com isso, a população mais pobre, que tem maior dificuldade de acessar a cobertura complementar (em sua maioria, associada ao emprego, os mutuelles) foi a que mais perdeu cobertura dos riscos doença ao longo das décadas de 1980 e 1990 de acordo com Palier (2011), na década de 1980 em torno de 25% da população não tinha condições de pagar um mutuelle. Uma importante reforma foi realizada em 1995, Le plan Juppé. Tratou-se de um reforma em todo o sistema de proteção social; no caso da saúde, ampliaram-se os mecanismos de regulação, principalmente sobre os gastos (BARBIER; THÉRET, 2009). Além disso, estabeleceu-se o Guia de Referências Médicas (Références médicales opposables RMO), que definiu procedimentos e cuidados considerados desnecessários e cuja não realização 13 No sistema de saúde francês, a maior parte das despesas realizadas são inicialmente pagas pelo paciente e depois reembolsadas pelo sistema. 14 Segundo Barbier e Théret (2009), a proporção da população que possui seguro complementar na França aumentou de 49% para 83% entre as décadas de 1970 e

12 poderia reduzir o custo do sistema. De acordo com Or (2002), a medida não foi de fácil aceitação, sendo vista como um procedimento voltado apenas para a redução de custos, e não de uma redução preocupada com a manutenção da mesma qualidade. Além disso, em um sistema no qual os pacientes têm liberdade de escolha de seus médicos, isso tendeu a pressiona-los a atender as demandas de tratamento e exames, o que tornou o procedimento de baixa eficiência 15 (OR, 2002). Em 2004, uma nova reforma foi aprovada la réforme Douste-Blazy. Ela tinha como foco reorganizar a estrutura administrativa do sistema reforçando a gestão no nível regional e incluir mecanismos para o financiamento do déficit do sistema de proteção social, basicamente por meio da imposição de restrições à ampliação das despesas (PALIER, 2011; BOSCHETTI, 2012). Ao mesmo tempo em que, ao longo do período entre as décadas de 1980 e 2000, ocorreram importantes e problemáticas modificações no sistema de saúde francês, em termos da administração e provisão de serviços, outras mudanças importantes tornaram o sistema francês um caso complexo de um sistema de financiamento misto diferente do sistema alemão de contribuição social e do britânico fundado nos tributos. Isto porque, desde a década de 1970, a participação de impostos e contribuições tem aumentado na cobertura de todo sistema de proteção social francês. Entre 1974 e 2007, a participação dos impostos e contribuições sobre o financiamento do sistema de proteção social aumentou de 19,9% para 31,4% (BARBIER; THÉRET, 2009). Tal aumento ocorreu, principalmente, em dois momentos chaves. Em 1990, criou-se um imposto com a função de contribuir, juntamente com as cotisations sociales, com o financiamento do sistema de proteção social necessidade impulsionada pela redução do ritmo de crescimento econômico, e, com isso, da geração de emprego, ao longo dos anos 15 É de se questionar, no entanto, se tivesse sido atingido os objetivos almejados, o quanto isso poderia ter comprometido a efetiva avaliação e cuidado necessários para o paciente. 12

13 1980. O imposto denomina-se contribution sociale généralisée (CSG) e, conforme a lógica de um imposto, é pago por todos incide sobre a renda do trabalho, do capital e de rendimentos indiretos, como pensões, etc. 16 (PALIER, 2011). De acordo com Barbier e Théret (2009), embora o sistema francês tenha originalmente um financiamento bismarckiano, essa parcela de recursos universais (Beveridge) é coerente com dois valores intrínsecos ao sistema de proteção social: solidariedade social associada ao status profissional e solidariedade nacional associada à cidadania (p. 35, tradução própria). Além disso, outro fator que impulsionou a expansão do financiamento via impostos foi uma importante mudança no sistema de saúde. Até então, assim como o sistema alemão, o acesso aos serviços de saúde era garantido apenas àqueles que contribuíam para a sustentação do sistema. Os desempregados e trabalhadores fora do sistema formal dependiam dos mecanismos de assistência social para conseguirem tratamentos. No entanto, no ano de 2000, criou-se um regime de cobertura para toda a população, e não somente a garantia para os trabalhadores que contribuíam com o sistema de saúde; trata-se da implementação da Couverture Maladie Universelle (CMU). O objetivo era garantir acesso ao sistema de saúde a toda a população; com isso, já em 2000, 900 mil habitantes que antes não possuíam passam a ter a cobertura garantida número que atingiu 1,7 milhão de pessoas em (BARBIER; THÉRET, 2009). Além disso, como parte importante de serviços tornou-se, ao longo da década de 1990, de acesso por meio da assistência complementar, foi criado um mecanismo de cobertura universal complementar: Couverture Maladie Universelle complémentaire (CMU-C). Pode-se assim perceber que as reformas realizadas no sistema de saúde francês não seguem um direcionamento (liberal) único. Pelo contrário; se por um lado limitam-se gastos e 16 Sendo o imposto sobre o salário e os lucros de 5,25% (PALIER, 2011, p. 38). 17 Palier (2011) afirma, no entanto, que por conta de um repasse de recurso menor no regime CMU do que pelos mecanismos tradicionais de cobertura, vários médicos tem se recusado a atender os pacientes encaminhados via CMU, ocorrendo uma desigualdade no acesso dentro do sistema de saúde dado que uma das marcas do sistema francês é a possibilidade de escolha do médico. 13

14 se amplia alguns dos mecanismos de co-pagamento (mutuelle), por outro lado há uma ampliação importante da população coberta e com garantia de acesso à proteção frente ao risco doença: Apesar de tudo, as mudanças no sistema de saúde Francês nos últimos vinte anos não podem ser caracterizados como seguindo uma tendência única rumo à privatização ou individualização (THÉRET; BARBIER, 2002, p. 25). Tem-se, assim, que embora as reformas tenham ocorrido em diversas direções, há uma importante preservação (e mesmo ampliação) de grande parte da estrutura do sistema e de seu caráter universal. Na Alemanha, assim como na França, o sistema de saúde é financiado predominantemente via contribuição salarial cobre em torno de 67% do total de gastos com saúde no país, e tem uma divisão de contribuição igual entre trabalhadores (50%) e empregadores (50%). No entanto, a forma de gestão dos recursos é bastante diferente entre os dois países. Os recursos captados na Alemanha eram geridos, até 2009, por mais de 200 fundos (as Caixas do Seguro Social de Doença Krankenkassen), que operavam como instituições privadas sem fins lucrativos, com forte regulação por parte do Estado, porém com administração autônoma Selbstverwaltung (GIOVANELLA, 1998). A contribuição social para a saúde era compulsória no sistema alemão para pessoas que recebiam até anuais; para quem ganhasse mais do que esse valor, assim como para os servidores públicos e autônomos, seria opcional realizar a contribuição, e permanecer no sistema público, ou não contribuir e pagar um sistema de seguro privado 18 (THOMSON et al, 2009). A preocupação com a evolução dos gastos com saúde é uma temática presente na Alemanha, pelo menos, desde a década de Neste período, foi criado um mecanismo a partir do qual se criou um teto para a expansão das despesas no setor: tendo em vista que o sistema é financiado a partir das contribuições de empregadores e trabalhadores, estabeleceu- 18 Essa regra foi estabelecida em 1988, tendo como base, de acordo com Giovanella (1998), o princípio da subsidiariedade, segundo o qual apenas quando o indivíduo e sua família estão impossibilitados por meios próprios é que o Estado pode e deve intervir (p. 61). No entanto, o estabelecimento desse teto também teria sido motivado pela pressão por parte dos médicos em tentar assegurar clientela para suas clínicas particulares. 14

15 se que a elevação dos gastos não deveria ser superior à evolução dos salários dos contribuintes, de modo a evitar a majoração das taxas de contribuição e, conseqüentemente, dos custos relacionados ao trabalho (GIOVANELLA, 1998, p. 279) 19. No entanto, um processo de reformas teve início apenas a partir de 1988, com a entrada em vigor da Lei para Reforma do Sistema de Saúde (Gesundheitsreformgesetz- GRG), impulsionado por uma elevação nos gastos com saúde, o que contribuiu para a aceleração do discurso voltado para a maior racionalização e controle dos dispêndios no setor (GUIA, 1996). De acordo com Giovanella (1998), a reforma foi organizada em torno de três motes : redefinir a solidariedade, fortalecer a auto-responsabilidade e criar mais eficiência (p. 284). Vários mecanismos foram implementados, como a redução da cobertura para alguns cuidados; estabelecimento de pagamento de diversos procedimentos, com reembolso posterior; e a ampliação de mecanismos de co-pagamento no sistema, para remédios e tratamentos dentários 20. As mudanças realizadas não modificaram, de forma significativa, a tendência de aumento dos gastos com saúde, impulsionada com a unificação alemã, em A pressão fez com que, em 1992, o governo realizasse uma nova reforma, a Lei da Estrutura da Saúde Gesundheitsstrukturgesetz. Os cuidados médicos e hospitalares passaram a ter um teto máximo pré-fixado no orçamento, com a inclusão de sanções financeiras para médicos que ultrapassem o teto, e os co-pagamentos foram elevados (GIOVANELLA, 1998). Além disso, o governo buscou incentivar o acirramento da competição entre os diferentes fundos, que são obrigados a cobrir ao menos um pacote básico. Isso foi feito por meio da desobrigação, por 19 O que significa, na percepção da autora, que se instaurou uma subordinação da política social a interesses econômicos das empresas e de seus objetivos de não gastarem mais com as taxas de contribuição que elas têm que pagar. 20 De acordo com Giovanella (1998), em 1997 o co-pagamento ficava entre 9 e 13 marcos, a depender do tamanho da caixa do medicamento. Em 2004, o co-pagamento foi estendido também para consultas (THOMSON et al, 2009). 21 No entanto, além do impacto representado pela unificação, tem que se considerar que a década de 1990 marca uma queda no ritmo de crescimento do país, o que, considerando um sistema financiado via contribuição salarial com participação inexpressiva do Estado, configura-se como um problema. 15

16 parte dos trabalhadores, de se filiarem a Caixa (fundo) correspondente ao seu tipo de trabalho, como era até então, permitindo que a maior parte dos trabalhadores escolhesse o fundo para a qual queriam contribuir 22. No entanto, tal competição, com ampliação de serviços e coberturas por parte de alguns fundos, foi acompanhada de aumento da contribuição salarial dos filiados. Isso fez com que: mais do que melhorar a qualidade dos serviços prestados, [a competição] aumentava e incentivava a estratificação entre os Fundos e a extensão dos serviços, acentuando as diferenças entre pobres e ricos e inflacionando os custos do Sistema. Assim, acentuou-se as diferenças entre os Fundos pobres e ricos (GUIA, 1996, p. 161). Por conta dessa distorção, a governo implementa, em 1993, uma nova legislação (Gesundheitsstrukturgesetz), por meio da qual os recursos acumulados pelos diferentes fundos podem ser redistribuídos, com objetivo de diminuir as desigualdades na oferta e acesso aos serviços (GIOVANELLA, 1998, p. 164). Esta redistribuição passou a ser feita considerando as diversas características de risco (doença) apresentadas no perfil dos participantes de cada um dos fundos: renda, idade, distribuição por sexo, número de dependentes e de aposentados presentes. De acordo com Giovanella (1998), o objetivo era prevenir, ainda que não totalmente, a seleção de riscos (p. 127). No entanto, o alcance dessa legislação parece ter sido limitado 23. Em 1997, foi promulgada uma terceira fase de reformas, as "Leis 1 e 2 para Reordenação da Administração Autônoma e da Responsabilidade Própria no Seguro Social de Doença (GKV-Neuordnungsgesetz 1 und 2 NOG). O objetivo principal seria estabilizar as taxas de contribuição, fazendo que os trabalhadores buscassem as caixas que demandassem 22 Antes dessa mudança, os segurados deviam afiliar-se obrigatoriamente a certo tipo de Caixa: operários às Caixas Locais, trabalhadores de empresa à Caixa da empresa, certas profissões às Caixas específicas de sua corporação. Apenas a determinadas categorias estavam abertas as Caixas Substitutas, em especial, aos empregados, que podiam escolher livremente a Caixa a qual desejavam filiar-se (p. 290). 23 De acordo com Giovanella (1998), a mecanismo de compensação financeira do risco é limitado porque não leva em consideração a morbidade das doenças tratadas. Como exemplo, ela explica que: [...] as despesas necessárias à atenção de doentes crônicos, hemofílicos e pacientes em hemodiálise são mais elevadas do que as transferências feitas através da compensação (p. 292). 16

17 menores taxas, reduzindo, com isso, encargos financeiros para as empresas. Além disso, novos gastos foram alocados para responsabilidade dos pacientes, com aumento do copagamento. De acordo com Giovanella (1998), a reforma... estimula a competição entre as Caixas e dá prioridade a medidas de controle da demanda, em especial, por meio da majoração compulsória do co-pagamento, empregada como mecanismo coercitivo para a estabilização das taxas de contribuição (p. 4). As mudanças teriam, assim, na opinião da autora, um sentido político, sendo que a alternativa selecionada é de racionalização do comportamento da demanda e de introdução de mecanismos de mercado (ob. cit., p. 305), com uma clara responsabilização do usuário, e não dos prestadores de serviço, no encargo de reduzir os gastos no sistema. Essa tendência aparece na reforma como reordenação da responsabilidade própria dos segurados (p. 380) 24, com a adoção de uma retórica de ampliação da responsabilidade individual. Isso fica ainda mais explicitado em 2004, quando ocorrem elevações na contribuição realizada pelos trabalhadores, com redução da realizada pelos empregadores 25 (BOSCHETTI, 2012). No entanto, de acordo com Giovanella (1998): O chamamento ao aumento da responsabilidade individual que implicaria a utilização mais racional dos serviços/benefícios sociais é eufemismo que encobre o aumento da participação financeira direta dos usuários, isto é, o retorno à provisão individual privada (p. 466). Apesar de algumas importantes mudanças terem sido implementadas, com impacto a princípio negativo para os pacientes, não se pode afirmar que todas tenham sido perdas para os usuários. O processo de transformações no sistema de saúde alemão é contraditório; ao mesmo tempo em que ocorrem restrições e ampliação de mecanismos de co-pagamento, há 24 Um claro exemplo disso seria com relação aos medicamentos; de acordo com a autora, grande parte do déficit do sistema naquele momento era devido ao excessivo gasto com medicamentos. Por conta disso, foi feita uma proposta de criação de uma lista positiva, que sinalizasse os remédios importantes e com maior comprovação de eficácia que deveriam ser priorizados na indicação médica. No entanto, por conta de pressões por parte da indústria farmacêutica, a concepção não foi inserida como parte da reforma. Ao invés disso, o usuário foi penalizado, com um aumento significativo no valor do co-pagamento com relação aos medicamentos. 25 Mudança realizada com a justificativa, conforme explicitado pela autora, de estimular o emprego (BOSCHETTI, 2012, p. 42). 17

18 importantes alterações que permitem uma maior proteção, como no caso da criação de um seguro obrigatório para cobertura de cuidados de longa duração (Pflegeversicherung), em 1994 (GIOVANELLA, 1998, p. 25). Este é um excelente exemplo de uma mudança que gera, ao mesmo tempo, uma ampliação da proteção social, mas também uma redução das obrigações presentes dentro do orçamento do mecanismo tradicional de financiamento da saúde na Alemanha (as Caixas do Seguro Social de Doença Krankenkassen). Giovanella (1998) avalia que, apesar do caráter negativo para os pacientes de parte das mudanças realizadas, isso não foi capaz de modificar as características essências do sistema de saúde alemão: Na realidade, embora tenham ocorrido restrições, a proteção social ao risco de adoecer na Alemanha permanece ampla e invejável, garantindo atenção à saúde a 90% da população em todos os níveis de complexidade. O Seguro Social de Doença alemão é, portanto, um bom exemplo de como a proteção social no caso da saúde não foi desmantelada, mesmo que reformas conservadoras tenham sido implementadas (p. 468). Além da preservação da capacidade de proteção (quase) universal da saúde, é importante explicitar que duas importantes mudanças começaram a ser introduzidas na Alemanha em 2009, como aparente contra tendências com relação às reformas anteriores. De um lado, os diversos fundos gestores dos recursos captados via contribuição social passaram a ser unificados, com centralização dos recursos e maior ajuste na alocação baseada em princípios de idade, sexo e risco para a saúde. Além disso, a adesão a seguros de saúde, público ou privado, passou a ser compulsória para todos os habitantes 26 (THOMSON et al, 2009). Ao realizar essa apresentação sobre as características dos sistemas de saúde nesses três países europeus, assim como algumas das reformas realizadas, pode-se começar a entender a complexidade que envolve os estudos comparados nesse setor, assim como a importância dos mesmos, uma vez que contribuem para não só refletir sobre cada caso específico, mas 26 Dado que se trata de reformas extremamente recentes, cabe uma ampla investigação de suas dimensões e impactos para o sistema de saúde alemão. 18

19 também para aprofundar nossa capacidade de relacionar as trajetórias e nossa percepção sobre as mudanças nos sistemas e sobre o que existe de específico e de geral em cada processo de transformação. Referências Bibliográficas ALMEIDA, C. M. de. Reforma do Estado e reforma de sistemas de saúde: experiências internacionais e tendências de mudança. Ciência & Saúde Coletiva, 4 (2): , Disponível em: Acessado em: 04/04/2011. BARBIER, Jean-Claude; THÉRET, Bruno. Le système français de protection sociale (nouvelle edition). Paris: La Découverte, BOSCHETTI, Ivanete. A insidiosa corrosão dos sistemas de proteção social europeus. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 112, p , out./dez BYWATERS, Paul. A política social britânica: o caso da política de saúde. Argumentum, Vitória (ES), v. 3, n.2,p , jul./dez CONILL, Eleonor Minho et al. Organização dos Serviços de Saúde: a comparação como contribuição. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 7 (3): , jul/set., EUROPEAN OBSERVATORY ON HEALTH CARE SYSTEMS AND POLICIES. Health Care Systems in Transition: United Kingdom Disponível em: Acessado em: 02/02/2011. EUROPEAN OBSERVATORY ON HEALTH CARE SYSTEMS AND POLICIES. Health Systems and the financial crisis. EuroHealth, volume 18, nº 1, GIOVANELLA, Lígia. Entre a solidariedade e a subsidiariedade políticas de contenção no seguro social de doença alemão: a terceira etapa da reforma da saúde. Tese de Doutoramento, Ministério da Saúde: Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), GUIA, R. G. P. da. Controlando a utilização indiscriminada de tecnologias médicas e a escalada dos custos dos sistemas de saúde: a estratégia alemã. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 12 (2): , abr-jun, LEFRESNE, F.; SAUVIAT, C. Os modelos sociais europeus e americanos frente à crise. ARGUMENTUM, Vitória, v. 2, nº 2, p , jul./dez MARMOR, T; FREEMAN, R; OKMA, K. Comparative perspectives and policy learning in the world of health care. Journal of Comparative Policy Analysis, Special Issue,

20 OCDE. Health care systems: Getting more value for money. OECD Economics Department Policy Notes, No. 2., Disponível em: Acessado em: 06/04/2011. OR, Z. (2002). Improving the Performance of Health Care Systems: From Measures to Action (A Review of Experiences in Four OECD Countries). OECD Labour Market and Social Policy Occasional Papers, No. 57, OECD Publishing. Disponível em: cname=guest&checksum=e9e4c170a20ac5baf9851c2671f1a44f Acessado em: 11/01/2011 PALIER, Bruno. La reforme des systèmes de santé. Paris: PUF Que sais-je? 5e edition, POLLOCK, Allyson M. NHS pic: the privatization of our health care. United Kingdom: Verso, TANAKA, Oswaldo Y.; OLIVEIRA, Vanessa Elias de. Reforma(s) e Estruturação do Sistema de Saúde Britânico: lições para o SUS. Saúde e Sociedade v.16, n.1, p.7-17, jan-abr, THÉRET, Bruno; BARBIER, Jean-Claude. On the endogenous capacity on national systems of social protection to address the globalization challenge: the French case. Recherches & Régulation Working Papers, THOMSON, S.; FOUBISTER, T.; MOSSIALOS, E. Financing health care in the European Union: challenges and policy responses. European Observatory on Health Systems and Policies: Observatory Studies Series nº 17, WAGSTAFF, Adam. Social Health Insurance vs. Tax-Financed Health Systems Evidence from the OECD. Policy Research Working Paper, nº 4821, The World Bank, jan

ESCOLA DO SERVIÇO DE SAÚDE MILITAR NEWSLETTER. Junho de 2013 ARTIGO. Sistemas de Saúde versus Serviço Nacional de Saúde

ESCOLA DO SERVIÇO DE SAÚDE MILITAR NEWSLETTER. Junho de 2013 ARTIGO. Sistemas de Saúde versus Serviço Nacional de Saúde ARTIGO CAP Luís Pereira Sistemas de Saúde versus Serviço Nacional de Saúde Cada país da Europa desenvolveu, ao longo de décadas ou de séculos, um modelo de sistemas de saúde que assenta em características

Leia mais

Casos Internacionais. Série IESS 0005/2006. São Paulo, 12 de fevereiro de 2006

Casos Internacionais. Série IESS 0005/2006. São Paulo, 12 de fevereiro de 2006 Série IESS 0005/2006 São Paulo, 12 de fevereiro de 2006 Coordenação: Ernesto Cordeiro Marujo Elaboração: Carina Burri Martins José Cechin Superintendente Executivo IESS Instituto de Estudos de Saúde Suplementar

Leia mais

Verticalização: Solução ou Engano?

Verticalização: Solução ou Engano? Verticalização: Solução ou Engano? Uma visão crítica sobre os modelos de assistência gerenciados e verticalizados São Paulo Junho de 2006 Modelo Público Britânico O NHS (National Health Service) foi criado

Leia mais

Impáctos da Crise Econômia nos Sistemas de Saúde na Europa e Estados Unidos (2008-2013)

Impáctos da Crise Econômia nos Sistemas de Saúde na Europa e Estados Unidos (2008-2013) Impáctos da Crise Econômia nos Sistemas de Saúde na Europa e Estados Unidos (2008-2013) André Medici Congresso Internacional de Serviços de Saúde (CISS) Feira Hospitalar São Paulo (SP) 23 de Maio de 2013

Leia mais

PRINCIPAIS SISTEMAS DE SAÚDE NO MUNDO

PRINCIPAIS SISTEMAS DE SAÚDE NO MUNDO Revisão de Artigos PRINCIPAIS SISTEMAS DE SAÚDE NO MUNDO Dra. Eunice Nunes Componentes de um Sistema de Saúde: Todo sistema de saúde pode ser pensado como a articulação de três componentes, cada um dos

Leia mais

A Importância dos Incentivos para que Famílias e Empregadores Contribuam com o Sistema de Saúde POF 2002 e 2008

A Importância dos Incentivos para que Famílias e Empregadores Contribuam com o Sistema de Saúde POF 2002 e 2008 A Importância dos Incentivos para que Famílias e Empregadores Contribuam com o Sistema de Saúde POF 2002 e 2008 Marcos Novais José Cechin Superintendente Executivo APRESENTAÇÃO Este trabalho se propõe

Leia mais

UNIDADE DE APRENDIZAGEM II: GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Autor: Prof. Dr. José Mendes Ribeiro (DCS/ENSP/FIOCRUZ)

UNIDADE DE APRENDIZAGEM II: GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Autor: Prof. Dr. José Mendes Ribeiro (DCS/ENSP/FIOCRUZ) UNIDADE DE APRENDIZAGEM II: GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Autor: Prof. Dr. José Mendes Ribeiro (DCS/ENSP/FIOCRUZ) Gestão do SUS: aspectos atuais A reforma sanitária brasileira,

Leia mais

O ENEM de 2014 teve 15 mil candidatos idosos inscritos, o que mostra a vontade dessa população em investir em formação superior.

O ENEM de 2014 teve 15 mil candidatos idosos inscritos, o que mostra a vontade dessa população em investir em formação superior. IDOSOS O Solidariedade, ciente da importância e do aumento população idosa no País, defende o reforço das políticas que priorizam este segmento social. Neste sentido, destaca-se a luta pela consolidação

Leia mais

Análise dos resultados

Análise dos resultados Análise dos resultados Produção de bens e serviços de saúde A origem dos bens e serviços ofertados em qualquer setor da economia (oferta ou recursos) pode ser a produção no próprio país ou a importação.

Leia mais

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA AGENDA ESTRATÉGICA PARA A SAÚDE NO BRASIL

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA AGENDA ESTRATÉGICA PARA A SAÚDE NO BRASIL ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA AGENDA ESTRATÉGICA PARA A SAÚDE NO BRASIL A Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), desde meados de 2010, vem liderando

Leia mais

Os modelos de financiamento da saúde e as formas de pagamento aos hospitais: em busca da eficiência e da sustentabilidade

Os modelos de financiamento da saúde e as formas de pagamento aos hospitais: em busca da eficiência e da sustentabilidade Os modelos de financiamento da saúde e as formas de pagamento aos hospitais: em busca da eficiência e da sustentabilidade Pedro Pita Barros Faculdade de Economia Universidade Nova de Lisboa Agenda Enquadramento

Leia mais

GRAU DE COBERTURA DOS PLANOS DE SAÚDE E DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DO GASTO PÚBLICO EM SAÚDE

GRAU DE COBERTURA DOS PLANOS DE SAÚDE E DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DO GASTO PÚBLICO EM SAÚDE GRAU DE COBERTURA DOS PLANOS DE SAÚDE E DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DO GASTO PÚBLICO EM SAÚDE Samuel Kilsztajn* Dorivaldo Francisco da Silva** Marcelo Bozzini da Câmara** Vanessa Setsuko Ferreira** RESUMO: O

Leia mais

BRASIL. Indicadores de desempenho de crescimento

BRASIL. Indicadores de desempenho de crescimento BRASIL As disparidades no PIB per capita em relação aos países da OCDE têm vindo a diminuir lentamente, mas permanecem grandes e são principalmente devidas a um desempenho relativamente fraco da produtividade

Leia mais

,QLTXLGDGHVHP6D~GHQR%UDVLO QRVVDPDLVJUDYHGRHQoD

,QLTXLGDGHVHP6D~GHQR%UDVLO QRVVDPDLVJUDYHGRHQoD ,QLTXLGDGHVHP6D~GHQR%UDVLO QRVVDPDLVJUDYHGRHQoD 'RFXPHQWRDSUHVHQWDGRSRURFDVLmRGRODQoDPHQWRGD &RPLVVmR1DFLRQDOVREUH'HWHUPLQDQWHV6RFLDLVHP6D~GHGR %UDVLO&1'66 0DUoR ,QLTXLGDGHVHPVD~GHQR%UDVLO QRVVDPDLVJUDYHGRHQoD

Leia mais

X Encontro Nacional de Economia da Saúde: Panorama Econômico e Saúde no Brasil. Porto Alegre, 27 de outubro de 2011.

X Encontro Nacional de Economia da Saúde: Panorama Econômico e Saúde no Brasil. Porto Alegre, 27 de outubro de 2011. X Encontro Nacional de Economia da Saúde: Panorama Econômico e Saúde no Brasil Porto Alegre, 27 de outubro de 2011. Brasil esteve entre os países que mais avançaram na crise Variação do PIB, em % média

Leia mais

Eugênio Vilaça: Solução para o setor saúde está na rede

Eugênio Vilaça: Solução para o setor saúde está na rede Eugênio Vilaça: Solução para o setor saúde está na rede Entrevista do Dr. Eugênio Vilaça Mendes, dentista de formação, com especialização em planejamento de saúde e ex-consultor da Organização Pan-Americana

Leia mais

Grasiela - Bom à gente pode começar a nossa conversa, você contando para a gente como funciona o sistema de saúde na Inglaterra?

Grasiela - Bom à gente pode começar a nossa conversa, você contando para a gente como funciona o sistema de saúde na Inglaterra? Rádio Web Saúde dos estudantes de Saúde Coletiva da UnB em parceria com Rádio Web Saúde da UFRGS em entrevista com: Sarah Donetto pesquisadora Inglesa falando sobre o NHS - National Health Service, Sistema

Leia mais

MACRO AMBIENTE DA INOVAÇÃO

MACRO AMBIENTE DA INOVAÇÃO MACRO AMBIENTE DA INOVAÇÃO Ambiente de Inovação em Saúde EVENTO BRITCHAM LUIZ ARNALDO SZUTAN Diretor do Curso de Medicina Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo SOCIEDADES CONHECIMENTO

Leia mais

Por que defender o Sistema Único de Saúde?

Por que defender o Sistema Único de Saúde? Por que defender o Sistema Único de Saúde? Diferenças entre Direito Universal e Cobertura Universal de Saúde Cebes 1 Direito universal à saúde diz respeito à possibilidade de todos os brasileiros homens

Leia mais

BOA SORTE! Não deixe de preencher as informações a seguir. Nome. Nº de Identidade Órgão Expedidor UF Nº de Inscrição AATENÇÃO

BOA SORTE! Não deixe de preencher as informações a seguir. Nome. Nº de Identidade Órgão Expedidor UF Nº de Inscrição AATENÇÃO FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO Não deixe de preencher as informações a seguir. Prédio Sala Nome Nº de Identidade Órgão Expedidor UF Nº de Inscrição ASSISTENTE

Leia mais

Segmentação de Mercados na Assistência à Saúde

Segmentação de Mercados na Assistência à Saúde Escola Nacional de Saúde Pública Fundação Oswaldo Cruz Segmentação de Mercados na Assistência à Saúde Autores: Luís Otávio Farias Clarice Melamed VI Encontro Nacional de Economia da Saúde Nova Friburgo,

Leia mais

Saúde Coletiva: ciência e politica

Saúde Coletiva: ciência e politica Saúde Coletiva: ciência e politica Unicamp Março 2015 Ana Maria Costa: docente ESCS/DF, Presidentes do Cebes. Coordenadora Geral Alames Policia medica Higienismo Saude publica Medicina preventiva Medicina

Leia mais

Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I. Atenção Básica e a Saúde da Família 1

Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I. Atenção Básica e a Saúde da Família 1 Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I Atenção Básica e a Saúde da Família 1 O acúmulo técnico e político dos níveis federal, estadual e municipal dos dirigentes do SUS (gestores do SUS) na implantação

Leia mais

Seminário O Público e o Privado na Saúde. Mesa: Políticas e Estratégias Governamentais de Regulação

Seminário O Público e o Privado na Saúde. Mesa: Políticas e Estratégias Governamentais de Regulação Seminário O Público e o Privado na Saúde Mesa: Políticas e Estratégias Governamentais de Regulação Tema: O Mais Saúde (PAC Saúde) e as Políticas Sistêmicas de Investimentos Setoriais Pedro Ribeiro Barbosa

Leia mais

Desafios do setor de saúde suplementar no Brasil Maílson da Nóbrega

Desafios do setor de saúde suplementar no Brasil Maílson da Nóbrega Desafios do setor de saúde suplementar no Brasil Maílson da Nóbrega Setor de grande importância Mais de 50 milhões de beneficiários no país. Níveis elevados de satisfação com os serviços. Custos hospitalares

Leia mais

Conselho Nacional de Saúde MS OPAS-OMS

Conselho Nacional de Saúde MS OPAS-OMS Conselho Nacional de Saúde MS OPAS-OMS Seminário internacional: Inclusão dos cidadãos em políticas públicas de saúde A participação dos cidadãos no sistema de saúde português Mauro Serapioni Centro de

Leia mais

Mercado de Saúde no Brasil. Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172

Mercado de Saúde no Brasil. Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172 Mercado de Saúde no Brasil Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172 Constituição de 1988 Implantação do SUS Universalidade, Integralidade e Participação Social As instituições privadas participam

Leia mais

Como competir com produtos inovadores no Brasil até 2010? Patrice Zagamé Presidente Novartis Brasil 18 de agosto, 2005

Como competir com produtos inovadores no Brasil até 2010? Patrice Zagamé Presidente Novartis Brasil 18 de agosto, 2005 Como competir com produtos inovadores no Brasil até 2010? Patrice Zagamé Presidente Novartis Brasil 18 de agosto, 2005 O que é um produto inovador? Dois caminhos para oferecer melhores medicamentos aos

Leia mais

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 No passado, até porque os custos eram muito baixos, o financiamento da assistência hospitalar

Leia mais

Pensions at a Glance: Public Policies across OECD Countries 2005 Edition

Pensions at a Glance: Public Policies across OECD Countries 2005 Edition Pensions at a Glance: Public Policies across OECD Countries 2005 Edition Summary in Portuguese Panorama das Aposentadorias na OCDE: Políticas Públicas nos Países da OCDE Edição 2005 Sumário em Português

Leia mais

A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA MONETÁRIA NA QUEDA DA DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL

A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA MONETÁRIA NA QUEDA DA DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA MONETÁRIA NA QUEDA DA DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL: uma análise a partir do rendimento domiciliar per capita no período 2001-2006 Juliana Carolina Frigo

Leia mais

Tabela 1 Evolução da taxa real de crescimento anual do PIB em países selecionados: 1991-2014

Tabela 1 Evolução da taxa real de crescimento anual do PIB em países selecionados: 1991-2014 Ano III /2015 Uma das grandes questões no debate econômico atual está relacionada ao fraco desempenho da economia brasileira desde 2012. De fato, ocorreu uma desaceleração econômica em vários países a

Leia mais

VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA

VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA ABRAMGE-RS Dr. Francisco Santa Helena Presidente da ABRAMGE-RS Sistema ABRAMGE 3.36 milhões de internações; 281.1 milhões de exames e procedimentos ambulatoriais; 16.8

Leia mais

Tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda

Tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Redução da jornada de trabalho - Mitos e verdades Apresentação Jornada menor não cria emprego Tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição 231/95 que reduz a jornada de trabalho de

Leia mais

COLÓQUIO MOBILIDADE DE DOENTES ALTERNATIVA OU INEVITÁVEL? Acesso aos cuidados de saúde transfronteiriços na perspetiva do setor público

COLÓQUIO MOBILIDADE DE DOENTES ALTERNATIVA OU INEVITÁVEL? Acesso aos cuidados de saúde transfronteiriços na perspetiva do setor público COLÓQUIO MOBILIDADE DE DOENTES ALTERNATIVA OU INEVITÁVEL? Acesso aos cuidados de saúde transfronteiriços na perspetiva do setor público Cláudio Correia Divisão da Mobilidade de Doentes MOBILIDADE DE DOENTES:

Leia mais

O sistema de saúde brasileiro: história, avanços e desafios

O sistema de saúde brasileiro: história, avanços e desafios O sistema de saúde brasileiro: história, avanços e desafios Jairnilson Paim (Professor Titular da UFBA) Claudia Travassos (Pesquisadora Titular do ICICT/FIOCRUZ) Celia Almeida (Pesquisadora Titular da

Leia mais

Técnicas de financiamento de sistemas de segurança social

Técnicas de financiamento de sistemas de segurança social Técnicas de financiamento de sistemas de segurança social Maria Teresa Medeiros Garcia IDEFF, 26 de Maio de 2015 Referência: Cichon, M.; Scholz, W.; van de Meerendonk, A.; Hagemejer, K.; Bertranou, F.;

Leia mais

Sustentabilidade dos Sistemas de Saúde Universais

Sustentabilidade dos Sistemas de Saúde Universais Sustentabilidade dos Sistemas de Saúde Universais Sistemas de Saúde Comparados Conformação dos sistemas de saúde é determinada por complexa interação entre elementos históricos, econômicos, políticos e

Leia mais

Financiamento: Inovação e / ou Sustentabilidade em tempos de crise. Adalberto Campos Fernandes

Financiamento: Inovação e / ou Sustentabilidade em tempos de crise. Adalberto Campos Fernandes Financiamento: Inovação e / ou Sustentabilidade em tempos de crise Adalberto Campos Fernandes O Contexto FINANCIAMENTO: INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE EM TEMPOS DE CRISE O CONTEXTO A ESPECIFICIDADE DO BEM

Leia mais

1. A HISTÓRIA DA ACREDITAÇÃO

1. A HISTÓRIA DA ACREDITAÇÃO 1. A HISTÓRIA DA ACREDITAÇÃO Os registros sobre a origem da acreditação nos Estados Unidos identificam como seu principal precursor, em 1910, o Doutor e Professor Ernest Amony Codman, proeminente cirurgião

Leia mais

Despesa privada em saúde das famílias desigualdades regionais e sócio-económicas em Portugal, 1994-1995/2000

Despesa privada em saúde das famílias desigualdades regionais e sócio-económicas em Portugal, 1994-1995/2000 Maria do Rosário Giraldes* Análise Social, vol. XL (174), 2005, 137-156 Despesa privada em saúde das famílias desigualdades regionais e sócio-económicas em Portugal, 1994-1995/2000 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO

Leia mais

Elaborado por: João Batista Mezzomo - joaobm@sefaz.rs.gov.br

Elaborado por: João Batista Mezzomo - joaobm@sefaz.rs.gov.br CIDADANIA FISCAL UM PROJETO DA SEFAZ-RS Elaborado por: João Batista Mezzomo - joaobm@sefaz.rs.gov.br Entende-se por cidadania fiscal o pleno exercício da cidadania no que concerne ao financiamento da chamada

Leia mais

Declaração Política do Rio sobre Determinantes Sociais da Saúde

Declaração Política do Rio sobre Determinantes Sociais da Saúde Declaração Política do Rio sobre Determinantes Sociais da Saúde Rio de Janeiro, Brasil - 21 de outubro de 2011 1. Convidados pela Organização Mundial da Saúde, nós, Chefes de Governo, Ministros e representantes

Leia mais

Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social CDES. A Consolidação das Políticas Sociais na Estratégia de Desenvolvimento Brasileiro

Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social CDES. A Consolidação das Políticas Sociais na Estratégia de Desenvolvimento Brasileiro Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social CDES A Consolidação das Políticas Sociais na Estratégia de Desenvolvimento Brasileiro A CONTRIBUIÇÃO DO CDES PARA O DEBATE DA CONSOLIDAÇÃO DAS POLÍTICAS SOCIAIS

Leia mais

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 A Constituição de 1988 criou a possibilidade de que os cidadãos possam intervir na gestão pública. Pela via do controle social, influenciam

Leia mais

Cenário econômico-político do Brasil: momento atual e perspectivas

Cenário econômico-político do Brasil: momento atual e perspectivas Simpósio UNIMED 2015 Cenário econômico-político do Brasil: momento atual e perspectivas Mansueto Almeida 28 de agosto de 2015 Indústria: o que aconteceu? Produção Física da Indústria de Transformação 2002-

Leia mais

Estado e o financiamento em saúde. Por que financiamento público para os serviços de saúde. Formas de financiamento dos gastos com

Estado e o financiamento em saúde. Por que financiamento público para os serviços de saúde. Formas de financiamento dos gastos com Juliana Camargo Estado e o financiamento em saúde. Por que financiamento público para os serviços de saúde. Formas de financiamento dos gastos com saúde. Modelos de Financiamento da Atenção à Saúde. Tendências

Leia mais

DOCUMENTO FINAL 11ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DO PARANÁ

DOCUMENTO FINAL 11ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DO PARANÁ DOCUMENTO FINAL 11ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DO PARANÁ EIXO 1 DIREITO À SAÚDE, GARANTIA DE ACESSO E ATENÇÃO DE QUALIDADE Prioritária 1: Manter o incentivo aos Programas do Núcleo Apoio da Saúde da Família

Leia mais

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 AUDITORIA NA SAÚDE Na saúde, historicamente, as práticas, as estruturas e os instrumentos de controle, avaliação e auditoria das ações estiveram,

Leia mais

DECLARAÇÃO DE LISBOA ENCONTRO ANUAL LUSO HISPANO

DECLARAÇÃO DE LISBOA ENCONTRO ANUAL LUSO HISPANO DECLARAÇÃO DE LISBOA ENCONTRO ANUAL LUSO HISPANO ORDEM DOS MEDICOS DE PORTUGAL E CONSEJO GENERAL DE MEDICOS DE ESPAÑA Lisboa, 10-11 Novembro 2015 I.- O SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE, EXPRESSÃO DE MODERNIDADE,

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO

MINISTÉRIO DA SAÚDE GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO MINISTÉRIO DA SAÚDE GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO AGENDA ESTRATÉGICA DA GESTÃO (2012-2015) AGENDA ESTRATÉGICA DA GESTÃO (2012-2015) Este documento tem o propósito de promover o alinhamento da atual gestão

Leia mais

Serviços Partilhados e Externalização Logística

Serviços Partilhados e Externalização Logística Serviços Partilhados e Externalização Logística Vias para aumentar a eficiência nos cuidados de saúde e recuperar a sustentabilidade do SNS Augusto Mateus 23.11.2011 1. (In)sustentabilidade do SNS 2.

Leia mais

Desigualdade e pobreza no Brasil 1995-2009. Pedro H. G. Ferreira de Souza

Desigualdade e pobreza no Brasil 1995-2009. Pedro H. G. Ferreira de Souza Desigualdade e pobreza no Brasil 1995-2009 Pedro H. G. Ferreira de Souza Renda domiciliar per capita (R$ setembro/2009) 700 600 500 400 521 1995 2003: 1% a.a. 2003 2009: +4.8% a.a 637 300 200 100 0 1995

Leia mais

Oficina Cebes DESENVOLVIMENTO, ECONOMIA E SAÚDE

Oficina Cebes DESENVOLVIMENTO, ECONOMIA E SAÚDE RELATÓRIO Oficina Cebes DESENVOLVIMENTO, ECONOMIA E SAÚDE 30 de março de 2009 LOCAL: FLÓRIDA WINDSOR HOTEL No dia 30 de março de 2009, o Cebes em parceria com a Associação Brasileira de Economia da Saúde

Leia mais

Desafios e Sustentabilidade do Sistema de Saúde. Adalberto Campos Fernandes, ENSP UNL

Desafios e Sustentabilidade do Sistema de Saúde. Adalberto Campos Fernandes, ENSP UNL Desafios e Sustentabilidade do Sistema de Saúde Adalberto Campos Fernandes, ENSP UNL Enquadramento O Sistema de Saúde Português A Crise e o Sistema de Saúde Sustentabilidade e Valor em Saúde Desafios do

Leia mais

Fundos de Pensões. Fernando Isaac Paquete Especialista Independente em Assuntos Regulatórios fisaacpaquete@hotmail.com

Fundos de Pensões. Fernando Isaac Paquete Especialista Independente em Assuntos Regulatórios fisaacpaquete@hotmail.com Fundos de Pensões Fernando Isaac Paquete Especialista Independente em Assuntos Regulatórios fisaacpaquete@hotmail.com 1. Cenário global das pensões 2. Sistema multi-pilar de pensões 3. Desenho e tipos

Leia mais

Everton Nunes Sabino da Silva Pôrto Junior www.ufrgs.br/economiadasaude. Abril/2008

Everton Nunes Sabino da Silva Pôrto Junior www.ufrgs.br/economiadasaude. Abril/2008 Introdução à Economia da Saúde Everton Nunes Sabino da Silva Pôrto Junior www.ufrgs.br/economiadasaude Abril/2008 Tópicos Introdução à Economia da Saúde : Definição de Economia da Saúde; Gasto em Saúde;

Leia mais

Evolução Recente dos Preços dos Alimentos e Combustíveis e suas Implicações

Evolução Recente dos Preços dos Alimentos e Combustíveis e suas Implicações 1 ASSESSORIA EM FINANÇAS PÚBLICAS E ECONOMIA PSDB/ITV NOTA PARA DEBATE INTERNO (não reflete necessariamente a posição das instituições) N : 153/2008 Data: 27.08.08 Versão: 1 Tema: Título: Macroeconomia

Leia mais

Óticas para o Desenho, Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas CHAMADA PARA DEBATE

Óticas para o Desenho, Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas CHAMADA PARA DEBATE Presidência da República Secretaria de Assuntos Estratégicos Óticas para o Desenho, Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas CHAMADA PARA DEBATE TEXTOS PARA DISCUSSÃO Óticas para o Desenho, Monitoramento

Leia mais

Baixo investimento público contribui para desigualdade no acesso e queda em indicadores de qualidade

Baixo investimento público contribui para desigualdade no acesso e queda em indicadores de qualidade Baixo investimento público contribui para desigualdade no acesso e queda em indicadores de qualidade CFM analisa relatórios internacionais e mostra preocupação com subfinanciamento da saúde, que tem afetado

Leia mais

A FORMAÇÃO PROFISSIONAL NA ÁREA DE ECONOMIA E O ENVELHECIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO. Eduardo L.G. Rios-Neto Demógrafo e Economista CEDEPLAR/UFMG

A FORMAÇÃO PROFISSIONAL NA ÁREA DE ECONOMIA E O ENVELHECIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO. Eduardo L.G. Rios-Neto Demógrafo e Economista CEDEPLAR/UFMG A FORMAÇÃO PROFISSIONAL NA ÁREA DE ECONOMIA E O ENVELHECIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO Eduardo L.G. Rios-Neto Demógrafo e Economista /UFMG ENVELHECIMENTO E CURSOS DE ECONOMIA O grande problema de discutir

Leia mais

Cenário Mundial para a Saúde Desafios para as Análises Econômicas em Saúde. André Cezar Medici

Cenário Mundial para a Saúde Desafios para as Análises Econômicas em Saúde. André Cezar Medici Cenário Mundial para a Saúde Desafios para as Análises Econômicas em Saúde André Cezar Medici 1 Sumário Tendências dos planos de saúde norte-americanos Tendências e desafios na área de avaliações econômicas

Leia mais

Dados gerais sobre o atendimento oftalmológico no Brasil

Dados gerais sobre o atendimento oftalmológico no Brasil As Condições de Sa ú d e Oc u l a r n o Br a s i l 2012 124 Dados gerais sobre o atendimento oftalmológico no Brasil As Condições de Sa ú d e Oc u l a r n o Br a s i l 2012 126 Dados de financiamento

Leia mais

INTERVENÇÃO PRECOCE NA INFÂNCIA (IPI) ORIENTAÇÕES PARA AS POLÍTICAS

INTERVENÇÃO PRECOCE NA INFÂNCIA (IPI) ORIENTAÇÕES PARA AS POLÍTICAS INTERVENÇÃO PRECOCE NA INFÂNCIA (IPI) ORIENTAÇÕES PARA AS POLÍTICAS Introdução O presente documento pretende apresentar uma visão geral das principais conclusões e recomendações do estudo da European Agency

Leia mais

Gerenciando a Crise. 10 º Congresso Internacional de Gestão Porto Alegre, 20 de julho de 2009

Gerenciando a Crise. 10 º Congresso Internacional de Gestão Porto Alegre, 20 de julho de 2009 Gerenciando a Crise 10 º Congresso Internacional de Gestão Porto Alegre, 20 de julho de 2009 Apresentação de Martin Forst & Hanna Kleider Divisão de Gestão e Desempenho do Setor Público Diretoria de Governança

Leia mais

J O S É L U I Z T E L L E S E S C O L A N A C I O N A L D E S A Ú D E P Ú B L I C A F U N D A Ç Ã O O S W A L D O C R U Z

J O S É L U I Z T E L L E S E S C O L A N A C I O N A L D E S A Ú D E P Ú B L I C A F U N D A Ç Ã O O S W A L D O C R U Z J O S É L U I Z T E L L E S E S C O L A N A C I O N A L D E S A Ú D E P Ú B L I C A F U N D A Ç Ã O O S W A L D O C R U Z P Ó S - D O U T O R A N D O N A E N S P - UNL POPULACIONAL ENVELHECIMENTO INDIVIDUAL

Leia mais

NOVA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO

NOVA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO NOVA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO Política de Desenvolvimento Produtivo Elevar dispêndio em P&D Meta: 0,65% PIB Ampliar Investimento Fixo Meta: 21% PIB Posição 2007: 17,6% Macrometas 2010 Dinamização

Leia mais

Síntese. Perspectivas das Comunicações da OCDE : Edição 2003

Síntese. Perspectivas das Comunicações da OCDE : Edição 2003 Síntese Perspectivas das Comunicações da OCDE : Edição 2003 Overview OECD Communications Outlook : 2003 Edition As sínteses são excertos de publicações da OCDE, encontrando-se livremente disponíveis na

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador BENEDITO DE LIRA

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador BENEDITO DE LIRA PARECER Nº, DE 2015 1 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 218, de 2011, do Senador EUNÍCIO OLIVEIRA, que dispõe sobre o empregador arcar com os

Leia mais

ANÁLISE DO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE HIDROLÂNDIA/GO. Palavras-chave: Sistema de Regulação. Descentralização, Regionalização e Referência.

ANÁLISE DO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE HIDROLÂNDIA/GO. Palavras-chave: Sistema de Regulação. Descentralização, Regionalização e Referência. ANÁLISE DO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE HIDROLÂNDIA/GO Nara FUKUYA 1 ; Ana Elisa Bauer Camargo SILVA 2 1,2 Universidade Federal de Goiás, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação, Núcleo de Estudo

Leia mais

Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações

Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações M ensagens que devem permanecer A pobreza não se combate apenas com caridade ou medidas de emergência. Queremos que a situação melhore

Leia mais

Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Destaques do Education at a Glance 2014

Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Destaques do Education at a Glance 2014 Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Destaques do Education at a Glance 2014 Diretor de Estatísticas Educacionais Carlos Eduardo Moreno Sampaio

Leia mais

José Mendes Ribeiro Ciclo de Conferências ÁGORA: Ciência e Sociedade - 7ª Conferência Desafios e sustentabilidade do sistema de saúde

José Mendes Ribeiro Ciclo de Conferências ÁGORA: Ciência e Sociedade - 7ª Conferência Desafios e sustentabilidade do sistema de saúde Inclusivo, equitativo, sustentável José Mendes Ribeiro Ciclo de Conferências ÁGORA: Ciência e Sociedade - 7ª Conferência Desafios e sustentabilidade do sistema de saúde Auditório do Instituto para a Investigação

Leia mais

Índice. Desenvolvimento econômico, 1 Direitos legais, 3

Índice. Desenvolvimento econômico, 1 Direitos legais, 3 Índice A Academic drift, 255 Accountability, 222, 278 Agenda social, 2 Aplicativo para a Melhoria de Qualidade (AMQ), 84 Aposentadoria benefícios previdenciários e assistenciais e seu impacto sobre a pobreza,

Leia mais

PRINCÍPIOS e recomendações para um novo modelo previdenciário

PRINCÍPIOS e recomendações para um novo modelo previdenciário Confederação Confederação Confederação Confederação Confederação da Agricultura e Nacional do Nacional da Nacional das Nacional do Pecuária do Brasil Comércio Indústria Instituições Transporte Financeiras

Leia mais

Conta Satélite da Saúde 2010-2012Pe

Conta Satélite da Saúde 2010-2012Pe Conta Satélite da Saúde 21-212Pe 21 de junho de 213 Em 212 a despesa corrente em saúde voltou a diminuir Em 212, a despesa corrente em saúde voltou a diminuir significativamente (-5,5), após ter registado

Leia mais

Tributação: entrave ou instrumento para o desenvolvimento. Roberto Abdenur Presidente-Executivo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial - ETCO

Tributação: entrave ou instrumento para o desenvolvimento. Roberto Abdenur Presidente-Executivo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial - ETCO ROBERTO ABDENUR DIPLOMATA DURANTE 44 ANOS, APOSENTADO; ATUA COMO CONSULTOR EM ASSUNTOS INTERNACIONAIS; FOI EMBAIXADOR DO BRASIL NO EQUADOR, NA CHINA, NA ALEMANHA NA ÁUSTRIA E PERANTE OS ORGANISMOS INTERNACIONAIS

Leia mais

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão 1 V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Painel: Desenvolvimento Institucional Mudanças na Cultura de Gestão Roteiro: 1. Perfil das organizações do PAD. 2. Desenvolvimento Institucional:

Leia mais

DÉFICIT PÚBLICO E TAXA DE JUROS: SEUS PONTOS FORTES E FRACOS NA INFRAESTRUTURA BRASILEIRA.

DÉFICIT PÚBLICO E TAXA DE JUROS: SEUS PONTOS FORTES E FRACOS NA INFRAESTRUTURA BRASILEIRA. 229 DÉFICIT PÚBLICO E TAXA DE JUROS: SEUS PONTOS FORTES E FRACOS NA INFRAESTRUTURA BRASILEIRA. Lucas Paduan Folchito Instituto Nacional de Telecomunicações - Inatel lucaspaduan@hotmail.com Resumo Este

Leia mais

SUS 25 anos do direito à saúde. Ana Costa Cebes - Centro Brasileiro de Estudos sobre Saúde

SUS 25 anos do direito à saúde. Ana Costa Cebes - Centro Brasileiro de Estudos sobre Saúde SUS 25 anos do direito à saúde Ana Costa Cebes - Centro Brasileiro de Estudos sobre Saúde Antecedentes históricos A saúde no Brasil antes do SUS (1988): Assistência médica previdenciária X saúde pública

Leia mais

POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL PARA A PESSOA IDOSA

POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL PARA A PESSOA IDOSA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL PARA A PESSOA IDOSA Potyara A. P. Pereira 1 Introdução Do conjunto de leis, direitos e políticas que, a partir da Constituição Federal de 1988, compõem a nova institucionalidade

Leia mais

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO (Tradução não oficial 1 ) Recomendação 202 RECOMENDAÇÃO RELATIVA AOS PISOS NACIONAIS DE PROTEÇÃO SOCIAL A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho,

Leia mais

O FINANCIAMENTO DOS HOSPITAIS NA BÉLGICA. Prof. G. DURANT

O FINANCIAMENTO DOS HOSPITAIS NA BÉLGICA. Prof. G. DURANT O FINANCIAMENTO DOS HOSPITAIS NA BÉLGICA Prof. G. DURANT A Bélgica (11 milhões de habitantes) é um país federal. PIB/capita: 39.860 dolares Gastos totais com saúde- 10,6% du PNB (Produit National Brut)

Leia mais

Sistema Único de Saúde. 15 anos de implantação: Desafios e propostas para sua consolidação.

Sistema Único de Saúde. 15 anos de implantação: Desafios e propostas para sua consolidação. Sistema Único de Saúde 15 anos de implantação: Desafios e propostas para sua consolidação. 2003 Sistema Único de Saúde! Saúde como direito de cidadania e dever do Estado, resultante de políticas públicas

Leia mais

Plano Nacional de Saúde 2012-2016. Brochura PNS

Plano Nacional de Saúde 2012-2016. Brochura PNS Plano Nacional de Saúde 2012-2016 Brochura PNS OBJETIVOS GERAIS DO PLANO NACIONAL DE SAÚDE O Plano Nacional de Saúde 2012-2016 (PNS 2012-2016) propõe-se reforçar a capacidade de planeamento e operacionalidade

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº Altera dispositivos da Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012 que Regulamenta o 3 o do art. 198 da Constituição Federal para dispor sobre os valores mínimos a

Leia mais

3 Reformas Previdenciárias

3 Reformas Previdenciárias 3 Reformas Previdenciárias O tema reforma da previdência não é importante somente no Brasil. Vários países já implantaram mudanças em seus sistemas ou pretendem fazê-lo. Esta se faz necessária devido às

Leia mais

REFERENCIAÇÃO E MOBILIDADE DOS DOENTES: DESAFIOS FUTUROS

REFERENCIAÇÃO E MOBILIDADE DOS DOENTES: DESAFIOS FUTUROS REFERENCIAÇÃO E MOBILIDADE DOS DOENTES: DESAFIOS FUTUROS Cláudio Correia Novembro 2012 Contexto Global Globalização e mobilidade dos cidadãos 2010 - cerca de dois biliões de pessoas viajaram em voos internacionais

Leia mais

Financiamento da saúde e do medicamento Estudo comparativo

Financiamento da saúde e do medicamento Estudo comparativo Financiamento da saúde e do medicamento Estudo comparativo Outubro 2012 Índice 1. Enquadramento e objectivos 2. Sumário executivo 3. Caracterização dos vários modelos 4. Estudos e artigos de opinião 5.

Leia mais

Aprofundar a Proteção das Crianças, das Famílias e Promover a Natalidade Comissão de Saúde da Assembleia da República Lisboa, 14/Jan/2015

Aprofundar a Proteção das Crianças, das Famílias e Promover a Natalidade Comissão de Saúde da Assembleia da República Lisboa, 14/Jan/2015 Aprofundar a Proteção das Crianças, das Famílias e Promover a Natalidade Comissão de Saúde da Assembleia da República Lisboa, 14/Jan/2015 Quem somos? Um grupo de Pais que viveu a experiência da prematuridade

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 1999

PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 1999 COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 1999 Dispõe sobre o atendimento obrigatório aos portadores da Doença de Alzheimer no Sistema Único de Saúde - SUS, e dá outras providências.

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 07. Subvenção e Assistência Governamentais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 07. Subvenção e Assistência Governamentais COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 07 Subvenção e Assistência Governamentais Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 20 (IASB) Índice Item OBJETIVO E ALCANCE

Leia mais

Reformas dos sistemas nacionais de saúde: experiência brasileira 5º Congresso Internacional dos Hospitais

Reformas dos sistemas nacionais de saúde: experiência brasileira 5º Congresso Internacional dos Hospitais Reformas dos sistemas nacionais de saúde: experiência brasileira 5º Congresso Internacional dos Hospitais Carlos Figueiredo Diretor Executivo Agenda Anahp Brasil: contexto geral e econômico Brasil: contexto

Leia mais

A Economia Angolana nos Últimos Anos

A Economia Angolana nos Últimos Anos A Economia Angolana nos Últimos Anos A Economia cresceu : Saiu de uma base pequena para uma base muito maior. Deixou os tempos de grandes taxas de crescimento, mas instáveis, para taxas médias mais sustentáveis.

Leia mais

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 1. A saúde é direito de todos. 2. O direito à saúde deve ser garantido pelo Estado. Aqui, deve-se entender Estado como Poder Público: governo federal, governos

Leia mais

Aulas de Saúde Mental para Equipes do Programa de Saúde da Família

Aulas de Saúde Mental para Equipes do Programa de Saúde da Família Aulas de Saúde Mental para Equipes do Programa de Saúde da Família Coordenadoria de Educação Permanente - CEP Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais Elaboração: Ana Marta Lobosque 2007 AULA

Leia mais

REFORMA OU DESMONTE? Análise crítica acerca do Plano Diretor da Reforma do Estado

REFORMA OU DESMONTE? Análise crítica acerca do Plano Diretor da Reforma do Estado REFORMA OU DESMONTE? Análise crítica acerca do Plano Diretor da Reforma do Estado Ana Carolyna Muniz Estrela 1 Andreza de Souza Véras 2 Flávia Lustosa Nogueira 3 Jainara Castro da Silva 4 Talita Cabral

Leia mais

2 A Realidade Brasileira

2 A Realidade Brasileira 16 2 A Realidade Brasileira 2.1. A Desigualdade Social no Brasil De acordo com o levantamento do IBGE, embora a renda per capita no país seja relativamente elevada para os padrões internacionais, a proporção

Leia mais

Saúde e Doença: (re)produção de geografias injustas

Saúde e Doença: (re)produção de geografias injustas Observatório das Desigualdades - Estudos Saúde e Doença: (re)produção de geografias injustas Joana Vieira Av. das Forças Armadas, Edifício ISCTE, 1649-026 LISBOA, PORTUGAL http://observatorio-das-desigualdades.com/

Leia mais