DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE PRODUTOS DERMOCOSMÉTICOS PARA APLICAÇÃO PÓS PEELING FASE I

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1 DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE PRODUTOS DERMOCOSMÉTICOS PARA APLICAÇÃO PÓS PEELING FASE I Projeto de pesquisa para submissão ao processo seletivo de projetos docentes do programa de Iniciação Científica Equipe: Profa. Ms. Cristina Buischi Petersen - Professor Adjunto I/ Curso ESTÉTICA E COSMÉTICA Profa. Dra. Josinete Salvador Alves - Professor Titular I / Curso FARMÀCIA Profa. Dra. Monica Maruno - Professor Titular I / Curso FARMÀCIA Junho/2014

2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...3 OBJETIVOS...5 MATERIAIS E MÉTODOS...6 CRONOGRAMA...9 ORÇAMENTO...10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

3 1. INTRODUÇÃO O faturamento da Indústria Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos obteve aumento de faturamento de R$ 4,9 bilhões em 1996 para R$ 34 bilhões em Este expressivo crescimento se deve a muitos fatores que influenciam este mercado como o aumento da expectativa de vida gerando maior procura pela juventude; a inserção das classes D e E neste mercado; maior independência econômica da mulher e mudança no comportamento estético masculino, além de tecnologias de ponta que impactam na produtividade do setor (ABIHPEC, 2013). Atualmente a indústria da beleza tem proporcionado tratamentos cada vez mais inovadores, que utilizam de equipamentos e produtos cada vez mais diversificados no intuito de agregar valores aos serviços oferecidos pelos profissionais envolvidos, e consequentemente fidelizar clientes. As pessoas não querem apenas produtos que disfarcem ou corrijam temporariamente algumas imperfeições da pele, procuram produtos que agregam cuidados mais profundos ajudando a manter a saúde (HARRIS, 2012; RAMOS E SILVA & CARNEIRO, 2007). Nesta linha de mercado, o peeling constitui um procedimento utilizado pela estética para clareamento da pele, rejuvenescimento, ativação de colágeno e outros, que consiste na remoção de células mortas e estimula gradativamente renovação celular dos tecidos (FANDOS, 2005; GUIRRO & GUIRRO, 2010; BORGES, 2010). O peeling de cristal promove uma esfoliação mecânica progressiva e controlada da pele através da aplicação de microcristais de óxido de alumínio. Este procedimento tem como indicação o rejuvenescimento; atenuação de linhas finas, cicatrizes e estrias; desordens pigmentares; tratamento de comedões; preparação para aplicação de ativos; nutrição celular; produção de colágeno; e preparação pré peeling para médicos. Os efeitos secundários e esperados do peeling de cristal consistem em eritema leve, sensação de queimadura solar, sensação de arranhadura ou agulhamento durante o procedimento, sensação de ressecamento, descamação suave e hipersensibilidade do local que se mantém por no máximo 48 horas (RAJAN, 2002). O peeling de cristal possui efeitos fisiológicos que compreendem a remoção de células mortas, regeneração tecidual, neocolagênese, e aumento da oxigenação. Estes efeitos são obtidos segundo a 3

4 intensidade da esfoliação proporcionada no procedimento que podem ser subdivididos em: Grau I: realiza limpeza estética da pele, remove a camada córnea. Este é o nível de esfoliação que pode ser feito pelo profissional esteticista. Grau II: ação mais profunda, causando sangramento puntiforme, podendo chegar até cristas dérmicas. Exclusivamente de uso médico. Grau III: abrasão em toda espessura da epiderme e parte da derme. Exclusivamente de indicação e uso médico. Apesar de ser um procedimento amplamente utilizado por esteticistas e médicos, o peeling químico ou físico provoca o efeito indesejado da sensação de queimadura e ressecamento, sendo indicado em períodos mais frios. A ideia de desenvolver um produto para amenizar os efeitos provocados pelo peeling de cristal, conforme o que objetiva o presente projeto, vem de encontro com a essência da pesquisa, propor alternativas que tenham utilização pela comunidade, no nosso caso, profissionais esteticistas e médicos. Atualmente está disponível uma infinidade de ativos com indicações diferenciadas que agregam valores aos produtos e resultam em diferença significativa na decisão de escolha dos profissionais entre milhares de produtos. Esta diversidade resulta em um mercado bastante disputado por indústrias de dermocosméticos caracterizado por pouco embasamento científico e, principalmente alto custo dos produtos. Considerando a veiculação de diferentes substâncias ativas num mesmo produto uma tendência atual no mercado de dermocosméticos, a presente pesquisa vem propor, a pesquisa e o desenvolvimento de produtos que apresentam sinergismo de efeitos com a associação de vários ativos de uso comum na área dermatológica preferencialmente os de origem natural. A seleção de ativos de um produto é realizada durante estudos de préformulação que caracterizará a fase I do projeto, sendo que nesta etapa serão estudados todos os fatores relacionados à compatibilidade das associações e avaliação da estabilidade física (ANSEL et al, 2000; BRASIL, 2007). A segurança e eficácia clínica do produto compreenderá a fase II do projeto a ser desenvolvida posteriormente. 4

5 Para a realização do projeto, duas áreas se mostram essenciais na condução da pesquisa proposta, a Farmácia e a Estética. A farmácia constitui a área que proporcionará o embasamento necessário ao desenvolvimento de formulações (medicamentos e cosméticos) assim como todo o know-how para avaliação da estabilidade dos produtos obtidos. Os profissionais da estética além do conhecimento peculiar da área são grandes parceiros da indústria/farmácia uma vez que trabalham com aplicação de produtos em procedimentos específicos nos tratamentos e correções estéticas para as quais estão habilitados. Ao esteticista é permitido a avaliação clínica de peles quando o procedimento induz alterações superficiais, no caso do peeling de cristal quando atinge apenas o nível I de esfoliação. A parceria entre o curso de farmácia e estética proporciona à instituição a oportunidade da integração multiprofissional, além do compartilhamento de ideias/conhecimentos, e melhor qualificação de seus alunos. 5

6 2. OBJETIVOS Geral Integrar as áreas de farmácia e estética na busca de melhor eficácia e segurança de produtos dermocosméticos para pós peeling. Especificos 1. Revisar minuciosamente os ativos, produtos, equipamentos e protocolos aplicados em procedimentos pós peeling, a ser efetuado nas fases pertinentes. 2. Desenvolver formulações cosméticas para uso pós peeling utilizando ativos e insumos conhecidos e utilizados na área cosmética e dermatológica. (FASE I) 3. Avaliar os produtos obtidos quanto a sua estabilidade química e física (FASE I) 4. Avaliar clinicamente a eficácia do produto após procedimento de peeling de cristal, nível I de esfoliação. (FASE II) 5. Obter resultados passíveis de discussões sobre eficácia de diferentes veículos, sobre formulações desenvolvidas, ativos cosméticosdermatológicos e protocolos aplicados. 6. Propiciar conhecimentos específicos das áreas envolvidas aos discentes que desenvolverão o trabalho de iniciação científica, contribuindo assim para o desenvolvimento profissional destes. 7. Proporcionar ao aluno de iniciação científica a oportunidade de realizar um trabalho científico com aplicação prática. 8. Compartilhamento de conhecimentos entre os profissionais envolvidos.. 6

7 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1.Materiais: Matérias-primas Vidraria de laboratório Balança Estufa Peagômetro Espectrofotômetro Embalagens 3.2.Métodos: Revisão Bibliográfica Será realizada conforme orientação específica durante todo o desenvolvimento do projeto Estudos de pré-formulação Inclui os estudos das características físicas e químicas de matérias primas, ativos e veículos assim como a combinação destes em uma formulação proposta que poderá ser ou não aquela utilizada nos estudos clínicos/estética que dependerão dos estudos de estabilidade. Definição de produtos a serem desenvolvidos: será considerada a melhor forma física de apresentação do produto: gel, gel/creme ou máscara plástica, e também a relação entre ativos disponíveis e o efeito desejado para a problemática. Conforme formulações definidas, os insumos serão programados para aquisição Materias-primas Aquisição de matéria prima e embalagens: a compra da matéria prima será efetuada direto com fornecedor qualificado, conforme preconizado pelas Boas Práticas de Manipulação. 7

8 Análise em Controle de Qualidade das matérias primas adquiridas Serão realizados testes específicos de controle de qualidade para matérias primas na recepção das mesmas e para o produto acabado em etapas posteriores Desenvolvimento de produtos Os produtos serão manipulados conforme procedimentos padronizados em compêndios farmacêuticos e adotados pelo laboratório de práticas farmacêuticas do Centro Universitário Barão de Mauá. Avaliação de estabilidade: o estudo da estabilidade de produtos fornece informações a respeito do grau de estabilidade relativa de um produto nas variadas condições que podem ser: temperatura, tempo de utilização do produto, armazenamento e outros. Os dados obtidos contribuem para Orientar o desenvolvimento da formulação e do material de acondicionamento adequado; Fornecer subsídios para o aperfeiçoamento das formulações; Estimar o prazo de validade; Auxiliar no monitoramento da estabilidade organoléptica, físico-química e microbiológica Etapa intermediária Esta etapa será realizada apenas após aprovação do produto nos estudos de estabilidade e aprovação dos procedimentos por parte do Comitê de ética em pesquisa Avaliação clínica estética Será realizada apenas após submissão de um segundo projeto (complementar), e aprovação do Comitê de ética em Pesquisa (CEP) regulamentado pelo conselho nacional de ética em pesquisa (CONEP). Enfim, a avaliação clínica estética será realizada apenas após pareceres favoráveis a realização dos ensaios. 8

9 4. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES Fase I Fase II Revisão Bibliográfica X X X Estudos de pré-formualação X Matérias primas X Desenvolvimento de produtos X Etapa intermediária X X Avaliação clínica estética X 5. CUSTO/ORÇAMENTO DO PROJETO O desenvolvimento de produtos/formulações não necessita de quantias elevadas para execução do projeto até mesmo porque vamos utilizar as dependências e infraestrutura do laboratório da instituição para dar andamento do projeto. Para esta fase do projeto achamos necessário apenas a aquisição de material para preparação do produto ÍTEM VALOR (R$) Matéria prima/formulação 500,00 TOTAL (R$) 500,00 9

10 6.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABIHPEC. Panorama do Setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. São Paulo. Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, Disponível em: <http://www.abihpec.org.br/wpcontent/uploads/2013/04/panorama-do-setor-port-05abr2013.pdf>. Acesso em: 15 de junho de ANSEL, H.C.; POPOVICH, N.G.; ALLEN, L.V. Farmacotécnica: formas farmacêuticas e sistemas de liberação de fármacos. 6 ed., São Paulo: Editorial Premier, 2000, 568p. BORGES, F.S. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. 2 ed., São Paulo: Phorte, BRASIL. Ministério da Saúde. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. RDC nº 67 de 8 de outubro de Aprova o Regulamento Técnico sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias e seus Anexos. FANDOS, L.S. Alta cosmética II: objetivos e protocolos de tratamento. 1ª Ed. Buenos Aires: El autor,2005, 303p. GUIRRO, E.; GUIRRO, R. Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos, recursos, patologias. 3 ed. Barueri: Manole, 2010, 560p. RAJAN, P.; GRIMES, PE. Skin Barrier changes induced by aluminium oxide and sodium chloride microdermabrasion. Dermatol Surg; 28, 390-3, RAMOS E SILVA, M.; CARNEIRO, S.C.S. Elderly skin and its rejuvenation: products and procedures for the aging skin. Journal of Cosmetic Dermatology, 6, 40-50, NESSA FASE INICIAL DO PROJETO (FASE I) NÃO ENVOLVERÁ SERES HUMANOS OU ANIMAIS Assinale ( )CEP ( )CEPAN 10

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