República de Angola DNME/MINSA/ ANGOLA

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1 DNME/MINSA/ ANGOLA 1

2 CONCEITO E ENQUADRAMENTO DA FARMÁCIA HOSPITALAR O Hospital é o local onde as intervenções mais diferenciadas, invasivas e salvadoras de vida devem ter lugar, constituindo-se, por isso mesmo, como um dos pilares determinantes das estruturas do Sistema de Saúde e do Serviço Nacional de Saúde. Os Farmacêuticos do Serviço de Farmácia dos Hospitais Centrais, Regionais e Gerais devem constituir um grupo profissional de elevada qualificação técnica, organizativa e até mesmo científica, que operam na mais complexa das organizações que as sociedades humanas já produziram o Hospital. Neste ambiente, destinado à produção do bem saúde, os farmacêuticos estão posicionados num dos vértices estratégicos de uma das mais complexas tecnologias de saúde: o medicamento. 2

3 Pontos de Referência para a Construção de um Hospital Determinação - quatro leitos por mil habitantes de uma determinada área, condicionada ao tipo de atenção que será prestado. Um 1.5m² de superfície na Farmácia hospitalar por cada leito Um farmacêutico por cada 150 leitos!..

4 Pontos de Referência para a Construção de um Hospital Para muitos autores, a distância seria o critério mais importante para estabelecer a distribuição geográfica das instituições de saúde: Assim: A distância entre a moradia e as US primárias não deveria ultrapassar mais de 30 minutos (população a cobrir - de a habitantes). Os Hospitais Gerais não deveriam ficar a + de 2 horas do domicílio e deveriam oferecer uma cobertura para a habitantes. Os Hospitais terciários com mais de 400 leitos, deveriam cobrir uma população aproximada de de habitantes. Distância temporal para estas unidades - relativamente maior (3 a 4 horas).

5 O exercício profissional farmacêutico no hospital, internamento e ambulatório, melhor inserido na prestação de cuidados e com melhor capacidade de gestão, é designado como função farmácia. A função farmácia no hospital é por nós definida, como: o conjunto de actividades tecnicamente diferenciadas e exercidas por farmacêuticos que, articulados entre si, tendo por base organizacional os Serviços Farmacêuticos e por objecto e perspectiva a do doente, permitem a obtenção de melhores rácios risco/benefício e custo/utilidade decorrentes da utilização dos medicamentos, com vista à ganhos mensuráveis em saúde e em eficiência da produção hospitalar. 5

6 // A função farmácia é um elemento estruturante do hospital, inviável sem o desempenho diferenciado dos seus quadros próprios que, na sua ausência, comprometem o desempenho do próprio Hospital. Quando hoje no hospital se equacionam os poderes técnicos, os farmacêuticos hospitalares devem surgir emparceirados com a medicina, a enfermagem e a administração, etc. Na realidade, os gestores da saúde devem percepcionar, uma função farmácia como poder técnico no hospital, pois, a farmácia hospitalar e os farmacêuticos são aliados estratégicos do Serviço Nacional de Saúde. 6

7 FARMÁCIA HOSPITALAR É um serviço que exerce um conjunto de actividades farmacêuticas em organismos hospitalares ou serviços a eles ligados, e que colabora nas funções de assistência, que pertencem a esses organismos e serviços, tendo ainda como objectivos, promover acções de investigação científica e de ensino. É o serviço pelo qual se executa a assistência farmacêutica no hospital. 7

8 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA É, conjunto de procedimentos necessários à promoção, prevenção e recuperação da saúde individual e colectiva, centrada nos produtos farmacêuticos. Busca-se sempre terapêuticas alternativas, visando à melhor relação risco/benefício e custo/eficácia e, o que é mais importante, entre custo e efectividade. 8

9 PERSPECTIVAS: Prestar cuidados farmacêuticos e atenção farmacêutica, com o objectivo de obter resultados positivos em relação à terapêutica medicamentosa para os doentes. Criar serviços e programas que contribuam para resolver as necessidades de saúde pública e para a prevenção de doenças. Criar serviços eficazes, seguros e eficientes em relação à utilização de medicamentos. Melhorar a performance dos serviços prestados com a consolidação do sistema de dispensa de medicamentos e material gastável por DOSE UNITÁRIA, com a implantação de: um Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM); uma Central de Misturas Intravenosas e Nutrição Parenteral e depois, uma Central de Monitoração Terapêutica, para as drogas de curta margem de segurança terapêutica, como: Antibióticos aminoglicosídeos, Fenobarbital e a Vancomicina, por exemplo. 9

10 // Os serviços farmacêuticos são um serviço com autonomia técnica, que deve estar sujeito à orientação geral dos órgãos de direcção, perante os quais respondem pelo resultado do seu exercício. Os farmacêuticos hospitalares são profissionais habilitados, com o grau de licenciatura em ciências farmacêuticas e, portanto, necessitam de uma especialização. São os responsáveis pela problemática do medicamento, assegurando a prestação da assistência medicamentosa ao doente. Desenvolvem actividades de carácter técnico e científico relacionadas com a terapêutica medicamentosa com o objectivo de avaliar a qualidade, segurança, eficácia e economia. 10

11 // O farmacêutico hospitalar deve ter responsabilidades: Técnicas, na aquisição de medicamentos e produtos farmacêuticos; De criar sistemas eficazes de distribuição e administração de medicamentos; Na preparação de fórmulas magistrais (farmacotécnica); Na formulação e controlo de misturas endovenosas e nutrição parentérica; 11

12 Na participação em comissões técnicas; Na execução das actividades de farmácia clínica: Monitoração de terapêuticas, Participação em ensaios clínicos, Supervisão de prescrição e cumprimento terapêutico Participação na elaboração de diversos protocolos terapêuticos (antibioticoterapia, quimioterapia, nutrição assistida em doentes com insuficiência renal e/ou hepática, doentes pediátricos, idosos, etc.; Farmacovigilância; Actividades docentes. // 12

13 // O desenvolvimento deste conjunto de actividades, implica a diferenciação da Farmácia hospitalar no seguinte: 1. Farmacotécnica 2. Reembalagem de medicamentos 3. Controlo de qualidade 4. Ensaios clínicos 5. Farmacocinética clínica 6. Centro de Informações sobre Medicamentos 7. Farmacovigilância 8. Distribuição em dose unitária de medicamentos e material gastável 9. Aprovisionamento. 13

14 CONCLUSÃO: A reestruturação e reorganização dos Serviços de Farmácia hospitalar em Angola, deverá incorporar o seguinte conjunto de vectores: Reconhecimento da função farmácia, como um poder técnico no hospital; Qualificação profissional dos farmacêuticos e técnicos de farmácia hospitalares com estágios de curta duração e formação de pós-graduação nas áreas inerentes as funções da farmácia hospitalar; Criação de sistemas de informação de gestão adequados aos Serviços Farmacêuticos, de modo a permitir recolher e tratar a informação necessária para o desempenho dos 14 Serviços Farmacêuticos;

15 CONCLUSÃO Alteração da estrutura dos serviços farmacêuticos, através da criação de farmácias satélites no serviço de urgências e depois no bloco da maternidade a construir-se e modernização do equipamento existente. Estas medidas permitirão não só alargar a um maior número de utentes do Serviço Nacional de Saúde por parte da Farmácia Hospitalar, como também melhorar o desempenho técnico e científico dos farmacêuticos hospitalares; Alteração da regulamentação dos processos de aquisição de medicamentos. Os medicamentos não são materiais, não devem, portanto, ser incluídos na rubrica de gestão de materiais. A sua especificidade torna-os numa tecnologia que necessita de normas próprias de processos de aquisição, mais eficientes e 15 responsabilizadoras.

16 OBJECTIVO FINAL Garantir que toda a população tenha acesso a medicamentos eficazes, seguros, custo-efectivos e com qualidade, em qualquer hospital do país, e a preços controlados. 16

17 MUITO OBRIGADO Ndapandula Matondu ou M bote N tondele N ja sansela Ngasakidila Nguna Sakwila Tuatandula Gracias Ngunasakwila Tunasakili mwani Thank you Obrigado Vaketu Merci 17

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