CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SUBSTITUTIVA

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1 INFORME JURÍDICO 2015 SETEMBRO ETEMBRO/ 201 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SUBSTITUTIVA SOBRE A RECEITA BRUTA DESONERAÇÃO DA FOLHA DE SALÁRIOS REGIME OPTATIVO E MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTAS.

2 São Paulo, 01 de setembro de Prezado Cliente, Foi publicada no DOU de 31/08/2015 a Lei nº /2015 que introduz importantes alterações ao texto da Lei nº /2011, que disciplina a apuração e recolhimento das contribuições previdenciárias substitutivas incidentes sobre a receita bruta das pessoas jurídicas ( CPRB ), conhecida como regime de desoneração da folha de salários. As novas regras passam a valer a partir do 4º mês subsequente ao da publicação da Lei. Considerando que a publicação ocorreu no último dia de agosto, as regras, em tese, valem a partir de dezembro de Neste aspecto existe uma incongruência da lei, pois para 2015 a opção deve ser manifestada mediante o pagamento da contribuição incidente sobre a receita apurada no mês de novembro (um mês antes da entrada em vigor). Com base no texto da lei a CPRB passa a ser uma opção e não mais obrigação, sendo que a opção pela tributação substitutiva deve ser manifestada mediante o pagamento da contribuição incidente sobre a receita bruta relativa a janeiro de cada ano, ou à primeira competência subsequente para a qual haja receita bruta apurada, e será irretratável para todo o ano calendário, semelhante ao que ocorre com o Imposto de Renda. Desse modo, caberá às empresas, portanto, optar entre recolher as contribuições previdenciárias calculadas sobre a folha de salários, de acordo com a Lei nº 8.212/91, ou sobre a receita bruta, na forma como estabelecido pela Lei nº /2011. Excepcionalmente, para o ano de 2015, a opção pela CPRB será manifestada mediante o pagamento da contribuição incidente sobre a receita bruta relativa a novembro de 2015, ou à primeira competência subsequente para a qual haja receita bruta apurada, e será irretratável para o restante do ano. Caso as empresas contribuam simultaneamente com as contribuições previstas pela Lei nº 8.212/91 e pela Lei nº /2011, a opção valerá para ambas as contribuições, e não será permitido à empresa fazer a opção apenas com relação a uma delas.

3 Por outro lado, comportadas algumas exceções, haverá a majoração das alíquotas para recolhimento da CPRB. Para as empresas do setor de construção civil, a opção dar-se-á por obra de construção civil e será manifestada mediante o pagamento da contribuição incidente sobre a receita bruta relativa à competência de cadastro no CEI ou à primeira competência subsequente para a qual haja receita bruta apurada para a obra, e será irretratável até o seu encerramento, com a ressalva de que as obras já iniciadas permanecerão com a alíquota de 2% (dois por cento) até o encerramento. Assim, quem antes contribuía à alíquota de 2% passa a recolher sob à alíquota de 4,5%. A regra comporta exceções tributadas à 3%, tais como as empresas de call center e as empresas de transporte rodoviário, ferroviário e metroviário de passageiros. O quadro demonstrativo abaixo exemplifica as novas alíquotas: Para os produtos e serviços que estavam condicionadas à alíquota de 1% houve elevação para 2,5%. Esta regra também comporta exceções, como por exemplo o serviço de transporte rodoviário de cargas que passou a ser de 1,5%, além de outros produtos que permanecem na alíquota de 1%. Além do transporte rodoviário de cargas, a alíquota de 1,5% vale para as seguintes empresas: II - de transporte aéreo de carga; III - de transporte aéreo de passageiros regular; IV - de transporte marítimo de carga na navegação de cabotagem; V - de transporte marítimo de passageiros na navegação de cabotagem; VI - de transporte marítimo de carga na navegação de longo curso;

4 VII - de transporte marítimo de passageiros na navegação de longo curso; VIII - de transporte por navegação interior de carga; IX - de transporte por navegação interior de passageiros em linhas regulares; XIII - que realizam operações de carga, descarga e armazenagem de contêineres em portos organizados, enquadradas nas classes e da CNAE 2.0; XIV - de transporte rodoviário de cargas, enquadradas na classe da CNAE 2.0; XV - de transporte ferroviário de cargas, enquadradas na classe da CNAE 2.0; e XVI - jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens de que trata a Lei nº , de 20 de dezembro de 2002, enquadradas nas classes , , , , , , , e da CNAE 2.0. Também poderão recolher com 1,5% as empresas que fabricam os produtos classificados na Tipi nos códigos: , - Artefatos de matérias têxteis, calçados, chapéus e artefatos de uso semelhante, usados a e - Calçados impermeáveis de sola exterior e parte superior de borracha ou plásticos, em que a parte superior não tenha sido reunida à sola exterior por costura ou por meio de rebites, pregos, parafusos, espigões ou dispositivos semelhantes, nem formada por diferentes partes reunidas pelos mesmos processos , - Veículos automóveis para transporte de dez pessoas ou mais, incluindo o motorista. exceto Trólebus As únicas empresas que permanecem sob a alíquota de 1% são as fabricantes dos seguintes produtos: 2.03, - Carnes de animais da espécie suína, frescas, refrigeradas ou congeladas , - Da espécie suína, frescas ou refrigeradas , - Da espécie suína, congeladas: 02.07, - Carnes e miudezas, comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, das aves da posição , - Toucinho sem partes magras, gorduras de porco e de aves, não fundidas nem extraídas de outro modo, frescos, refrigerados, congelados, salgados ou em salmoura, secos ou defumados , - Carnes da espécie suína: , - Miudezas, exceto fígados de aves da posição 01.05; farinhas e pós dessas miudezas 03.03, - Peixes congelados, exceto os filés de peixes e outra carne de peixes da posição

5 03.04, - Filés de peixes e outra carne de peixes (mesmo picada), frescos, refrigerados ou congelados , - Tripas, bexigas e estômagos, de animais, inteiros ou em pedaços, exceto de peixes, frescos, refrigerados, congelados, salgados ou em salmoura, secos ou defumados , - Peles e outras partes de aves, com as suas penas ou penugem, penas e partes de penas (mesmo aparadas), penugem, em bruto ou simplesmente limpas, desinfetadas ou preparadas tendo em vista a sua conservação; pós e desperdícios de penas ou de partes de penas , - Enchidos e produtos semelhantes, de carne, de miudezas ou de sangue; preparações alimentícias à base de tais produtos , - Outras preparações e conservas de carne, de miudezas ou de sangue Ex 01, Extratos de malte; preparações alimentícias de farinhas, grumos, sêmolas, amidos, féculas ou de extratos de malte, que não contenham cacau ou que contenham menos de 40%, em peso, de cacau, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, não especificadas nem compreendidas noutras posições; preparações alimentícias de produtos das posições a 04.04, que não contenham cacau ou que contenham menos de 5%, em peso, de cacau, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, não especificadas nem compreendidas noutras posições Ex 01 e - Produtos de padaria, pastelaria ou da indústria de bolachas e biscoitos, mesmo adicionados de cacau; hóstias, cápsulas vazias para medicamentos, obreias, pastas secas de farinha, amido ou fécula, em folhas, e produtos semelhantes , exceto Peixes frescos ou refrigerados, exceto os filés de peixes e outra carne de peixes da posição Por fim, ressaltamos que a manifestação da opção deve ser analisada em cada caso concreto. DESSIMONI & BLANCO ADVOGADOS * * * Este informe tem por finalidade veicular informações jurídicas relevantes a nossos clientes, não se constituindo em parecer ou aconselhamento jurídico, e não acarretando qualquer responsabilidade a este escritório. É imprescindível que casos concretos sejam objeto de análise específica.

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