Política Internacional. Cristina Soreanu Pecequilo

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Política Internacional. Cristina Soreanu Pecequilo"

Transcrição

1 Política Internacional Cristina Soreanu Pecequilo

2 Ministério das Relações Exteriores Ministro de Estado Embaixador Antonio de Aguiar Patriota Secretário-Geral Embaixador Ruy Nunes Pinto Nogueira Presidente Embaixador José Vicente de Sá Pimentel Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais Diretor Nome do Diretor Centro de História e Documentação Diplomática Diretor Embaixador Maurício E. Cortes Costa A Fundação Alexandre de Gusmão, instituída em 1971, é uma fundação pública vinculada ao Ministério das Relações Exteriores e tem a finalidade de levar sociedade civil informações sobre a realidade internacional e sobre aspectos da pauta diplomática brasileira. Sua missão é promover a sensibilização da opinião pública nacional para os temas de relações internacionais e para a política externa brasileira. Fundação Alexandre de Gusmão - FUNAG Ministério das Relações Exteriores Esplanada dos Ministérios, Bloco H Anexo II, Térreo, Sala Brasília - DF Telefones: (61) /6034/6847 Fax: (61) Site:

3 Política Internacional Cristina Soreanu Pecequilo 2 a Edição Atualizada Fundação Alexandre Gusmão Brasília 2012

4 Direitos reservados à Fundação Alexandre de Gusmão Ministério das Relações Exteriores Esplanada dos Ministérios, Bloco H Anexo II, Térreo Brasília - DF Telefones: (61) /6034 Fax: (61) Site: Equipe Técnica: Eliane Miranda Paiva Fernanda Antunes Siqueira Gabriela Del Rio de Rezende Jessé Nóbrega Cardoso Rafael Ramos da Luz Wellington Solon de Sousa Lima de Araújo Revisão: Programação Visual e Diagramação: Gráfica e Editora Ideal M217 Impresso no Brasil 2012 Pecequilo, Cristina Soreanu. Manual do Candidato Política Internacional / Cristina Soreanu Pecequilo -- Brasília : FUNAG, p.; 22,5 cm. ISBN: Política Internacional. 2. Tribunal Penal Internacional (antecedentes históricos). 3. Política Externa (Estados Unidos). I. Fundação Alexandre de Gusmão. Ficha Catalográfica elaborada pela bibliotecária Talita Daemon James CRB-7/6078 Depósito Legal na Fundação Biblioteca Nacional conforme Lei nº , de 14/12/2004. CDU: (100)

5 Existem duas respostas frequentes para qualquer evento histórico, ambas inapropriadas, senão totalmente equivocadas: dizer que tudo mudou ou dizer que nada mudou. Fred Halliday, A meus pais

6

7 Cristina Soreanu Pecequilo Professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pesquisadora Associada do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (NERINT/UFRGS) e dos Grupos de Pesquisa Inserção Internacional Brasileira: Projeção Global e Regional da UNIFESP/UFABC e Relações Internacionais do Brasil Contemporâneo da UnB. Mestre e Doutora em Ciência Política pela FFLCH/USP. Autora de diversos livros e artigos sobre as Relações Internacionais Contemporâneas e a política externa do Brasil e dos EUA.

8

9 Apresentação Embaixador Georges Lamazière Diretor do Instituto Rio Branco A Fundação Alexandre de Gusmão (Funag) retoma, em importante iniciativa, a publicação da série de livros Manual do Candidato, que comporta diversas obras dedicadas a matérias tradicionalmente exigidas no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata. O primeiro Manual do Candidato ( Manual do Candidato: Português ) foi publicado em 1995, e desde então tem acompanhado diversas gerações de candidatos na busca por uma das vagas oferecidas anualmente. O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata, cumpre ressaltar, reflete de maneira inequívoca o perfil do profissional que o Itamaraty busca recrutar. Refiro-me, em particular, à síntese entre o conhecimento abrangente e multifacetado e a capacidade de demonstrar conhecimento específico ao lidar com temas particulares. E assim deve ser o profissional que se dedica à diplomacia. Basta lembrar que, em nosso Serviço Exterior, ao longo de uma carreira típica, o diplomata viverá em diversos países diferentes, exercendo em cada um deles funções distintas, o que exigirá do diplomata não apenas uma visão de conjunto e entendimento amplo da política externa e dos interesses nacionais, mas também a flexibilidade de compreender como esses interesses podem ser avançados da melhor maneira em um contexto regional específico. Nesse sentido, podemos indicar outro elemento importante que se encontra sempre presente nas avaliações sobre o CACD: a diversidade. O Itamaraty tem preferência pela diversidade em seus quadros, e entende que esse enriquecimento é condição para uma expressão externa efetiva e que faça jus à amplitude de interesses dispersos pelo país. A Chancelaria brasileira é, em certo sentido, um microcosmo da sociedade, expressa na miríade de diferentes divisões encarregadas de temas específicos, os quais formam uma composição dos temas prioritários para a ação externa do Governo brasileiro. São temas que vão da Economia e Finanças à Cultura e Educação, passando ainda por assuntos políticos, jurídicos, sobre Energia, Direitos Humanos, ou ainda tarefas específicas como Protocolo e Assistência aos brasileiros no exterior, entre tantas outras. Essa diversidade de tarefas será tanto melhor cumprida quanto maior for a diversidade de quadros no Itamaraty, seja ela de natureza acadêmica, regional ou ainda étnico-racial. O CACD é, em razão disso, um concurso de caráter excepcional, dada a grande quantidade de provas de diferentes áreas do conhecimento acadêmico, buscando com isso o profissional que demonstre o perfil aqui esboçado. No entanto, o perfil multidisciplinar do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata pode representar um desafio para o candidato, que deverá desenvolver sua própria estratégia de preparação, baseado na sua experiência acadêmica. Em razão disso, o Instituto Rio Branco e a Funag empenham-se em disponibilizar algumas ferramentas que poderão auxiliar o can-

10 didato nesse processo. O IRBr disponibiliza, anualmente, seu Guia de Estudos, ao passo que a Funag publica a série Manual do Candidato. Cabe destacar, a esse propósito, que as publicações se complementam e, juntas, permitem ao candidato iniciar sua preparação e delimitar os conteúdos mais importantes. O Guia de Estudos encontra-se disponível, sem custos, no sítio eletrônico do Instituto Rio Branco e é constituído de coletâneas das questões do concurso do ano anterior, com as melhores respostas selecionadas pelas respectivas Bancas. Os livros da série Manual do Candidato, por sua vez, são compilações mais abrangentes do conteúdo de cada matéria, escritos por especialistas como Bertha Becker (Geografia), Paulo Vizentini (História Mundial Contemporânea), Evanildo Bechara (Português), entre outros. São obras que permitem ao candidato a imersão na matéria estudada com o nível de profundidade e reflexão crítica que serão exigidos no curso do processo seletivo. Dessa forma, a adequada preparação do candidato, ainda que longe de se esgotar na leitura das publicações da Funag e do IRBr, deve idealmente passar por elas.

11 Sumário Introdução Capítulo 1 - As Relações Internacionais 1.1 As Bases da Disciplina A) Conceitos e Atores B) As Teorias: As Origens Clássicas e o Século XX B.1) O Realismo Político B.2) O Liberalismo, o Idealismo e a Interdependência B.3) O Marxismo e as Visões Críticas 1.2 O Pós-Guerra Fria: Interpretações e Hipóteses (1989/2012) A) O Fim da História, a Nova Ordem Mundial e o Momento Unipolar B) A Globalização e a Regionalização C) A Desordem, o Choque das Civilizações e um Outro Mundo Possível D) A Multipolaridade, a Desconcentração de Poder e a Não Polaridade Capítulo 2 - O Sistema Internacional Pós-Guerra Fria (1989/2012) Parte I - O Ocidente e a Rússia 2.1 Os Estados Unidos A) George Bush e o Status Quo Plus (1989/1992) B) Bill Clinton e o Engajamento e Expansão (1993/2000) C) George W. Bush (2001/2008) D) Barack Obama (2009/2012) 2.2 A Europa e a Integração Regional A) Da Queda do Muro ao Tratado de Maastricht (1989/1992) B) De Maastricht a Lisboa (1992/2009) C) A Crise da Zona do Euro (2009/2012) 2.3 Da URSS à Rússia A) O Fim da Guerra Fria e a URSS (1989/1991) B) Alinhamento e Crise (1992/1999) C) Autonomia e Pragmatismo (1999/2012)

12 Parte II - O Mundo Afro-Asiático 2.4 O Leste Asiático e o Subcontinente Indiano A) O Japão B) A ASEAN e a Península Coreana C) A China D) O Subcontinente Indiano: Índia e Paquistão 2.5 A África A) Um Balanço das Crises e Mudanças (1989/2012) B) O Renascimento Africano 2.6 O Oriente Médio e a Ásia Central A) O Processo de Paz Israel/Palestina B) O Irã e a Ásia Central C) A Primavera Árabe Capítulo 3 - As Relações Internacionais do Brasil Parte I - Os Princípios Clássicos e os Temas Contemporâneos 3.1 As Tradições da Política Externa Brasileira (1902/1989) 3.2 A Década de 1990 e o Debate Pós-Guerra Fria (1990/2002) 3.3 A Política Externa do Século XXI: Os Eixos Combinados (2003/2012) Parte II - O Brasil e as Américas 3.4 As Relações Hemisféricas: o Brasil, os EUA e a América Latina A) O Projeto Americano e o Bilateralismo: IA e NAFTA (1989/1992) B) A Agenda Econômico-Estratégica: ALCA (1993/2000) C) O Século das Américas e o Diálogo Estratégico Brasil-EUA (2001/2008) D) A Agenda de Barack Obama (2009/2012) 3.5 O Espaço Sul-Americano A) O Cone Sul A.1) O Mercosul A.2) A Política Externa Argentina e as Parcerias Complementares: Paraguai, Uruguai e Chile B) A Região Andina C) A Integração Sul-Americana: a IIRSA, a CASA e a Unasul

13 Capítulo 4 - O Brasil e o Mundo 4.1 O Eixo Horizontal: a Cooperação Sul-Sul A) IBAS B) Os BRICS C) As Parcerias Africanas, o Mundo em Desenvolvimento e os PMDRs 4.2 O Eixo Vertical: a Cooperação Norte-Sul A) A UE e as Parcerias Bilaterais na Europa Ocidental B) O Japão C) O G4 Capítulo 5 - O Brasil e o Multilateralismo 5.1 As Nações Unidas A) Agenda, Reforma e Estrutura B) Os Temas Sociais e as Conferências Internacionais B.1) Meio Ambiente B.2) Os Direitos Humanos C) As Operações de Paz 5.2 A Agenda de Segurança Internacional 5.3 A Economia Global A) A OMC e o G20 Comercial B) O Sistema de Bretton Woods e o G20 Financeiro Conclusão Referências Bibliográficas

14

15 15 Introdução Em 2009, quando da publicação da primeira edição deste Manual de Política Internacional, o sistema mundial se encontrava em meio a negociações político-econômicas que visavam à superação da crise iniciada em 2008 nos Estados Unidos (EUA), com extensão à Europa Ocidental e a zona do euro. Em um cenário de incertezas, as nações emergentes representadas pela sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) ainda sofriam os efeitos destas instabilidades, mas demonstravam que, diferente de décadas passadas, estavam menos vulneráveis a estes desequilíbrios e mais preparadas para contribuir com a superação das dificuldades. Ao mesmo tempo, a ascensão de Barack Obama ao poder parecia indicar que esta superação da crise viria por meio de esforços coordenados e compromissos compartilhados, associado à reforma e atualização dos organismos multilaterais. A era do unilateralismo e da Guerra ao Terror de George W. Bush, que gerara duas operações militares no Oriente Médio, no Afeganistão e no Iraque, encontrava um ponto de inflexão. Guardadas as proporções, o cenário de alguma forma se assemelhava ao da Queda do Muro de Berlim em 1989, por trazer certo otimismo entre as nações de que as dificuldades poderiam ser superadas. Inclusive, regiões que enfrentavam significativas encruzilhadas no início do pós-guerra Fria haviam encontrado certo nível de estabilidade, como a América Latina e a África. A despeito da permanência de problemas sociais, políticos e econômicos, ambas seguiam alternativas diferenciadas, produto de mudanças em suas arenas domésticas e relações externas, iniciando um renascimento. As tendências de progresso poderiam prevalecer sobre as de regressão. Entretanto, como os anos seguintes demonstraram esta polarização não foi eliminada à medida que assimetrias sociais e políticas permaneceram inalteradas no sistema e muitos processos sofreram estagnação. Tais processos envolvem desde as reformas em instituições internacionais, até ajustes de políticas internas dos Estados, e negociações diplomáticas nas mais diversas esferas. Se eventos como a Queda do Muro, o 11/09 e a Guerra Global contra o Terror marcaram os primeiros vinte anos depois da Guerra Fria, o término da década inicial do século XXI é caracterizada pela continuidade da aceleração dos fenômenos históricos, a emergência do Sul, a crise econômica global e a Primavera Árabe. Assim, a política internacio-

16 Política Internacional Cristina Soreanu Pecequilo 16 nal continuava em ebulição, em resposta a estes sentidos de permanência e ao descolamento entre as realidades do reordenamento de poder mundial e as dinâmicas das relações interestatais e transnacionais. Diante deste contexto, o objetivo desta segunda edição do Manual, com o apoio da FUNAG (Fundação Alexandre de Gusmão), é recuperar, de forma atualizada esta trajetória do período do pós-guerra Fria desde 1989 até a primeira metade de A estrutura do livro, assim como seu número de capítulos permanecem os mesmos, mas foram introduzidas modificações de conteúdo em alguns subitens. Além disso, estes mesmos subitens foram realocados e outros adicionados a fim de abarcar as novas questões geopolíticas e geoeconômicas do cenário contemporâneo: as dimensões econômicas da crise, as negociações comerciais e financeiras para a sua superação, a diferenciada atuação dos emergentes no cenário mundial, a atualização da política externa brasileira e os acontecimentos da Primavera Árabe são algumas das temáticas atualizadas e ampliadas. Em linhas gerais, o primeiro capítulo, As Relações Internacionais, apresenta uma breve discussão sobre as Relações Internacionais, destacando suas principais temáticas, atores e paradigmas, a partir de um prisma mais teórico e conceitual. Além disso, examina a evolução da política internacional de 1989 a 2012 e as interpretações desenvolvidas para explicar este cenário. Tais interpretações pouco se modificaram nos últimos anos, preservando as tendências de debate entre o uni e o multipolarismo e o choque entre a permanência das estruturas de poder mundial e as demandas por sua atualização e democratização diante dos inúmeros fenômenos sociais, políticos, estratégicos e econômicos associados aos processos de reordenamento do poder mundial, envolvendo atores estatais e não estatais. No Capítulo 2, O Sistema Internacional Pós-Guerra Fria (1989/2012) estas hipóteses são avaliadas a partir dos atores, estando dividido em duas partes: O Ocidente e a Rússia e O Mundo Afro-Asiático. Na parte I, os subcapítulos examinam os EUA de Bush pai a Barack Obama, a Europa e a Integração Regional, chegando aos acontecimentos da crise da zona do euro, e a transformação da União Soviética (URSS) à Rússia. Por sua vez, a Parte II aborda o Leste Asiático e o Subcontinente Indiano, examinando o Japão, a ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático) e a Península Coreana, a China, a Índia e o Paquistão. A África, o Oriente Médio e a Ásia Central complementam esta Parte, avaliando seus processos de crise, estagnação e dinamismo das revoluções populares iniciadas em Neste contexto, os próximos capítulos analisam os desafios e a agenda do Brasil em sua inserção internacional. Este debate inicia-se no Capítulo 3 As Relações Internacionais do Brasil, composto por duas partes: Os Princípios Clássicos e os Temas Contemporâneos e O Brasil e as Américas. A parte inicial do Capítulo traz um panorama das tradições externas do país, enfatizando o debate

17 17 Introdução contemporâneo, atualizado até o governo da Presidente Dilma Rousseff. Por sua vez, a segunda parte examina o intercâmbio bilateral com os EUA, Argentina, Venezuela, dentre outros, somado às iniciativas de integração regional na América do Sul do Mercado Comum do Sul (Mercosul) à União de Nações Sul-Americanas (Unasul), e os esforços diferenciados na América Central na forma da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). Em O Brasil e o Mundo, que corresponde ao Capítulo 4, o texto aborda os eixos horizontal e vertical das Relações Internacionais, avaliando as parcerias Sul-Sul e Norte-Sul, em suas dimensões bi e multilaterais. Na agenda Sul-Sul iniciativas como o IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), o BRICS, as relações com o continente africano e países de menor desenvolvimento relativo são analisadas. O adensamento do IBAS e dos BRICS é um fenômeno contemporâneo e que, em pouco tempo, vem ganhando espaço como fóruns de negociação e articulação das nações do Sul. No eixo Norte-Sul, as relações com a União Europeia, o Japão e a experiência do G4 são examinadas. Por fim, o Capítulo 5, O Brasil e o Multilateralismo apresenta estudos sobre a atuação do Brasil nas Nações Unidas e suas posições, os temas de segurança internacional e uma discussão sobre a economia global, com destaque à participação do país nos G20s, comercial e financeiro, a luz do reordenamento do poder mundial e das pressões sobre os Estados e o sistema multilateral. Desafiadora, esta agenda demonstra a existência de um mundo ainda em construção neste início de século XXI, no qual o Brasil pode, e deve, desempenhar um papel decisivo amparado por suas tradições, capacidades, potencialidades e visão de futuro. Para o país, e seus futuros diplomatas, analistas e cidadãos, o momento traz uma significativa quantidade de indagações, que somente poderão ser respondidas a partir de uma perspectiva autônoma e soberana. Para a elaboração desta segunda edição, destaca-se o apoio da equipe de pesquisa composta por alunos do Curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo UNIFESP, campus Osasco, Polyana Arthur, Marcela Franzoni e Márcio José de Oliveira Junior (Turma 2011, Noturno e Integral) e Clarissa Forner e Natasha Ervilha Ortolan (Turma 2012 Integral). O trabalho desta equipe foi essencial na construção do o texto, com auxílio na atualização e sistematização de referências bibliográficas, documentos e estatísticas. Ao longo do trabalho, serão indicadas as partes nas quais cada um colaborou diretamente. Na UNIFESP, ainda, cujo curso de Relações Internacionais encontra-se em seus estágios iniciais no campus Osasco, em meio a inúmeros desafios, é preciso agradecer aos que colaboram com o dia a dia para a consolidação de um novo espaço de reflexão sobre a política mundial: aos docentes do curso, Flávio Rocha de Oliveira e José Alexandre Altahyde Hage, à Valéria Curac e ao Anibal Mari (e à Erica e ao Ruy, e todos do corpo técnico, administrativo

18 Política Internacional Cristina Soreanu Pecequilo 18 e acadêmico), e last but no least, à direção do campus, Professora Doutora Ieda Therezinha Nascimento Verreschi e à Professora Doutora Debora Amado Scerni. Igualmente, estendo meus agradecimentos ao colega Professor Corival Alves do Carmo por sua colaboração direta neste texto, com a elaboração de materiais de reflexão para as discussões sobre a crise econômica nos EUA, da Zona do Euro e da economia global (em 2.1 e 5.3). Estas contribuições se estendem aos debates sobre a Venezuela e diálogos acadêmicos realizados ao longo da elaboração de diversos trabalhos em coautoria nos últimos anos (e que ajudaram na elaboração da primeira versão deste Manual em 2009). Por fim, não é possível encerrar esta Introdução sem mencionar todos que estiveram presentes na primeira etapa de elaboração deste trabalho: os alunos do curso de Relações Internacionais da Universidade Estadual Paulista UNESP, colegas professores do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas- DCPE, mas em particular à Edna e aos hoje Bacharéis em Relações Internacionais pela UNESP de Marília, Alessandra Aparecida Luque, Ellen Cristina Borges Fernandes e Glauco Fernando Numata Batista; e à Márcia Pires de Campos e ao Dr. Hitoshi, à Vanessa, Tais e Marina pela ajuda e paciência. Agosto 2012.

19 19 As Relações Internacionais O estudo da política internacional envolve o conhecimento dos acontecimentos, atores, fenômenos e processos que ocorrem além das fronteiras dos Estados nacionais. Para analisar estas dimensões, a disciplina das Relações Internacionais é uma ferramenta essencial. Nas palavras de Braillard, Relações Internacionais (...) constituem um objeto cujo estudo é hoje um local privilegiado de encontro de diversas Ciências Sociais (...) O que caracteriza propriamente as Relações Internacionais é o fato delas constituírem fluxos que atravessam as fronteiras (...) Podemos pôr em evidência a especificidade das Relações Internacionais definindo-as como as relações sociais que atravessam as fronteiras e que se estabelecem entre as diversas sociedades. (BRAILLARD, 1990, pp e p. 86) Neste capítulo, os conceitos, atores e teorias desta disciplina são apresentados de forma introdutória em Na sequência, o item 1.2 discute as principais tendências da política internacional a partir das interpretações e hipóteses sobre o pós-guerra Fria. 1.1 As Bases da Disciplina Traçando algumas linhas gerais, os temas examinados neste item são: o Sistema Internacional (SI), os Atores Internacionais (Estados, OIGs, FTs) e as Forças Internacionais. A) Conceitos e Atores O primeiro conceito a ser apontado na área de Relações Internacionais é o do espaço no qual ocorrem as interações sociais mencionados por Braillard, o do Sistema Internacional (SI). 1 As referências básicas para o desenvolvimento deste capítulo são Marcel Merle (1981), Duroselle (2000) e BAYLIS and SMITH, (2001). As partes 1.1 e 1.2 possuem perfil mais teórico, buscando apresentar alguns dos principais, conceitos e debates da área de Relações Internacionais, mas sem a pretensão de esgotar o tema ou abordar sua evolução histórica. Para estes estudos históricos ver VISENTINI e PEREIRA, 2008.

20 Política Internacional Cristina Soreanu Pecequilo 20 Outros termos que podem ser indicados como sinônimos de SI são cenário e ambiente. Sua característica básica é a anarquia, representada pela ausência de um governo ou leis que estabeleçam parâmetros regulatórios para estas relações, em contraposição ao sistema doméstico dos Estados. A partir deste princípio básico, a ordem internacional é definida por meio dos intercâmbios e choques que se estabelecem entre os atores da política internacional. O ponto de partida desta visão clássica é o surgimento do Estado Moderno e a Paz de Westphalia em 1648 (o outro marco é o Tratado de Utrecht, 1713). Avaliando o SI 2 a partir desta visão, três características definem este ambiente: a sua dimensão global e fe- 2 A concepção de sistema internacional apresentada por Hedley Bull (representante da escola realista inglesa e também chamado de neogrociano ) é distinta desta definição baseada em Merle. Bull define o sistema internacional como um sistema de Estados quando dois ou mais Estados têm suficiente contato entre si, com suficiente impacto recíproco nas suas decisões, de tal forma que se conduzam, pelo menos até certo ponto, como partes de um todo. (BULL, 2002, p. 15). Na análise de Bull, o conceito central é o de Sociedade Internacional, como resultante da evolução da política internacional além das concepções do realismo hobbesiano (Estado de Natureza) e do idealismo kantiano. Para o autor, a Sociedade Internacional se constitui quando um grupo de Estados, conscientes de certos valores e interesses comuns formam uma sociedade no sentido de se considerarem ligados no seu relacionamento por um conjunto comum de regras e participam de instituições comuns. (BULL, 2002, p. 19). Para Bull, três etapas podem ser identificadas na evolução da sociedade internacional, isto, da sociedade anárquica: a cristã (séculos XVI/ XVII), a europeia (XVIII/XIX) e a global (XX). Jackson and Owens (2001) inserem outras divisões nesta evolução: Grécia Antiga ou Helênica ( a.c), Renascença Italiana ( ), Europa Pré-Moderna ( ), Europa Ocidental ( ) e Global (1950 em diante). Para leituras adicionais ver WIGHT, 2002 e WATSON, chada, resultante do processo de expansão do mundo ocidental iniciada pelas potências portuguesa e espanhola nos séculos XV e que atingiu no século XX o limite de todos os fluxos e Estados que compõem o SI; a heterogeneidade que corresponde às diferenças entre os atores que ocupam o espaço internacional, a diversidade destes mesmos atores (Estados, OIGs e FTs) e dos fenômenos que ocorrem no ambiente global (igualmente conhecidas como forças que se subdividem em naturais, demográficas, econômicas, tecnológicas e ideológicas); e, por fim, a estrutura, que representa a ordem do SI, ou seja, o Equilíbrio de Poder (EP) que se estabelece entre os Estados e define uma determinada hierarquia. Em termos teóricos, o EP é um dos principais pilares da teoria realista clássica das Relações Internacionais do século XX, mas suas origens podem ser encontradas nos escritos de Tucídides (A Guerra do Peloponeso, 2001) e nas dimensões práticas das relações intraeuropeias dos séculos XVII a XIX, sendo o Concerto Europeu estabelecido no pós-congresso de Viena considerado o tipo ideal deste modelo. Mas, em que consiste o EP e qual sua importância para as Relações Internacionai s3? 3 Bull, inclusive, reconhece a importância do EP na evolução e estabilização das Relações Internacionais.

21 21 As Relações Internacionais Entidades soberanas, os Estados não possuem nenhuma autoridade acima da sua para regular suas relações no cenário internacional, cujo princípio central é, como citado, a anarquia. Diferente do ambiente doméstico no qual se estabelecem pactos e/ou contratos para regular as interações internas, o âmbito externo não possui princípios organizadores, assemelhando-se ao Estado de Natureza de Thomas Hobbes. A ordem internacional emerge a partir da dinâmica de competição e choque mútuo entre os Estados que se anulam mutuamente ao perseguir seus interesses nacionais (a razão de Estado orienta o seu comportamento). A prioridade primeira é a manutenção da soberania e da segurança de cada unidade política individual. Este processo de contenção e dissuasão mútuas entre os diferentes polos produz uma condição de estabilidade que se não satisfaz plenamente a todas as nações, evita a eclosão constante de guerras e o extremo dos jogos de soma zero. Neste contexto, tais relações ocorrem sob a sombra da guerra e visam à estabilidade de não a paz, percebida como um objetivo utópico. Com o surgimento da arma nuclear, estes equilíbrios se tornaram mais sensíveis, dado o poder de destruição mútua assegurada desta tecnologia. Para se referir a esta dinâmica contemporânea, Raymond Aron (2001) faz uso do termo Equilíbrio do Terror que simboliza a possibilidade da política voltar a ser um jogo de soma zero e o congelamento do poder mundial por aqueles que detêm esta tecnologia, característico de toda a bipolaridade. Ao longo da história, três tipos de ordem podem ser encontrados: o unipolar,com a proeminência de um polo de poder (Império Romano); o bipolar, com a existência de dois polos principais (Guerra Fria, 1947/1989 entre EUA e URSS); e o multipolar composto por diferentes polos. Como indicado, o tipo ideal do EP foi o Concerto Europeu de 1815 a 1914, composto pelos polos França, Grã-Bretanha, Prússia (Alemanha depois de 1870 com a unificação), Rússia e Império Austro-Húngaro 4. No pós-guerra Fria, observam-se articulações complexas entre os modelos uni e multipolar (abordado no 1.2). Definido o SI, cabe analisar as categorias de atores que interagem em seu ambiente: os Estados (estatais), as OIGs e as FTs (não estatais, i.e, que não são Estados). - Estados Unidades políticas centralizadas surgidas a partir da Paz de Westphalia em 1648, contrapondo-se às instâncias fragmentadas e não seculares da Idade Média. Os princípios básicos do Estado Moderno são a territorialidade com base em fronteiras definidas, a soberania política sobre este território, constituindo um governo organizado, e a existência de uma população que habita este espaço 4 Mesmo no EP europeu, a Grã-Bretanha possuía uma posição mais destacada do que estes outros polos devido a seu poder político-econômico e, durante o século XIX, construiu sua hegemonia na era que ficou conhecida como Pax Britannica. Porém, sua tática de ação preservava o EP (isolamento esplêndido), atuando como mantenedora do equilíbrio e reguladora de suas ações (primus inter pares).

22 Política Internacional Cristina Soreanu Pecequilo 22 geográfico. Juridicamente, os Estados reconhecem-se mutuamente, respeitando seus limites territoriais (respeito aos princípios de não intervenção e não ingerência), e estabelecem relações diplomáticas entre si. Em síntese, três componentes materiais compõem estas unidades políticas, o território, a população e o governo. Todos os Estados são, portanto, soberanos dentro de seu determinado território. Ainda que os Estados sejam iguais de direito, não o são de fato. As diferenças referem-se a suas histórias (processo de construção e idade como Estados Westphalianos), constituições domésticas (regimes, formas de governo e dinâmica dos atores da sociedade civil 5 ) e a seus recursos de poder. Na medida em que o poder é um elemento essencial da política (seja ela doméstica ou internacional), a posse destes recursos por um determinado Estado delimita sua capacidade de atuação e projeção no sistema e sua medida de vulnerabilidade. Estes elementos correspondem ao nível de autonomia. A análise dos recursos de poder à disposição do Estado deve levar em conta duas dimensões, a da posse e a da conversão dos recursos. A partir desta premissa é preciso fazer a distinção entre o poder potencial de um Estado, aquele que existe em sua condição bruta, e o seu poder real, definido por sua capacidade de conversão. Exemplificando: um Estado pode ser detentor das maiores reservas petrolíferas do mundo, mas se não possuir capacidade tecnológica para explorar este recurso, o seu potencial energético não se concretizará em recursos à disposição de sua população. Outra distinção a ser realizada quanto ao poder refere-se à tipologia dos recursos: o poder duro (hard power) e o poder brando e de cooptação (soft and cooptive power) 6. O poder duro corresponde aos recursos de caráter tradicional: dimensões territoriais, posicionamento geográfico, clima, demografia, capacidade industrial instalada, disponibilidade de matérias-primas e status militar. Por sua vez, o poder brando e de cooptação refere-se às fontes de poder econômicas, ideológicas, tecnológicas e culturais que correspondem à capacidade de adaptação, flexibilidade e convencimento de um determinado Estado sobre seus pares. A habilidade política, da disseminação de valores e de produção de modos de vida (modelos ideológicos) insere- -se nesta dimensão. Em 2009, em uma discussão mais relacionada às perspectivas da política externa dos EUA (ver 2.1), introduziu-se o conceito de poder inteligente (smart power), que se relaciona à junção equilibrada das fontes de poder duro e brando na ação dos Estados. Tendo como 5 Os partidos políticos, os grupos de interesse e a opinião pública nacional, além de atores individuais compõem as forças da sociedade civil. 6 Esta classificação é desenvolvida por Nye Jr (1990).

MANUAL DO CANDIDATO POLÍTICA INTERNACIONAL

MANUAL DO CANDIDATO POLÍTICA INTERNACIONAL MANUAL DO CANDIDATO POLÍTICA INTERNACIONAL MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES Ministro de Estado Secretário-Geral Embaixador Celso Amorim Embaixador Antonio de Aguiar Patriota FUNDAÇÃO ALEXANDRE DE GUSMÃO

Leia mais

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 7.PROJETO PEDAGÓGICO 1º SEMESTRE DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA EMENTA: Conceitos Fundamentais; Principais Escolas do Pensamento; Sistema Econômico; Noções de Microeconomia; Noções de Macroeconomia;

Leia mais

Geografia: ROCHA Globalização A globalização é a mundialização da economia capitalista que forma o aumento do processo de interdependência entre governos, empresas e movimentos sociais. Globalização Origens

Leia mais

Introdução às relações internacionais

Introdução às relações internacionais Robert Jackson Georg Sørensen Introdução às relações internacionais Teorias e abordagens Tradução: BÁRBARA DUARTE Revisão técnica: ARTHUR ITUASSU, prof. de relações internacionais na PUC-Rio Rio de Janeiro

Leia mais

Resenha do Livro The Future of Power, de Joseph Nye, por Gustavo Resende Mendonça.

Resenha do Livro The Future of Power, de Joseph Nye, por Gustavo Resende Mendonça. Resenha do Livro The Future of Power, de Joseph Nye, por Gustavo Resende Mendonça. No campo das Relações Internacionais, Joseph Nye dispensa apresentações. Um dos fundadores da teoria liberal, Nye ajudou

Leia mais

DIPLOMACIA E CHANCELARIA CONCURSOS DA. 2 a EDIÇÃO COMENTADAS. 1 a FASE 1.200 QUESTÕES NOS. Renan Flumian Coordenador da obra

DIPLOMACIA E CHANCELARIA CONCURSOS DA. 2 a EDIÇÃO COMENTADAS. 1 a FASE 1.200 QUESTÕES NOS. Renan Flumian Coordenador da obra 2 a EDIÇÃO Renan Flumian Coordenador da obra NOS CONCURSOS DA DIPLOMACIA E CHANCELARIA 1 a FASE 1.200 QUESTÕES COMENTADAS Wander Garcia coordenador da coleção SUMÁRIO SUMÁRIO COMO USAR O LIVRO? 15 01.

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

Ensino Fundamental II

Ensino Fundamental II Ensino Fundamental II Valor do trabalho: 2.0 Nota: Data: /dezembro/2014 Professora: Angela Disciplina: Geografia Nome: n o : Ano: 8º Trabalho de Recuperação Final de Geografia ORIENTAÇÕES: Leia atentamente

Leia mais

ECEME 12 de junho de 2013 XII Ciclo de Estudos Estratégicos Geopolítica Internacional até o fim da Guerra Fria

ECEME 12 de junho de 2013 XII Ciclo de Estudos Estratégicos Geopolítica Internacional até o fim da Guerra Fria ECEME 12 de junho de 2013 XII Ciclo de Estudos Estratégicos Geopolítica Internacional até o fim da Guerra Fria Professor Doutor GUILHERME SANDOVAL GÓES Chefe da Divisão de Assuntos Geopolíticos e de Relações

Leia mais

Guerra fria (o espaço mundial)

Guerra fria (o espaço mundial) Guerra fria (o espaço mundial) Com a queda dos impérios coloniais, duas grandes potências se originavam deixando o mundo com uma nova ordem tanto na parte política quanto na econômica, era os Estados Unidos

Leia mais

Nova ordem mundial Mundo multipolar Prof. Rafael Souza

Nova ordem mundial Mundo multipolar Prof. Rafael Souza Disciplina de Geografia Área de ciências humanas Nova ordem mundial Mundo multipolar Prof. Rafael Souza Porto Alegre 2014 Com o final da União Soviética, a queda do Muro de Berlim, sabemos que apenas um

Leia mais

UniCuritiba Diagrama das Áreas de Concentração Monografia. Ciência Política

UniCuritiba Diagrama das Áreas de Concentração Monografia. Ciência Política Ciência Política Prof. MSc. Marlus Vinícius Forigo Política e Ideologia na Contemporaneidade. Política e Ideologia. Regimes autoritários. Cultura e Poder. Poder, ideologia e meios de comunicação. Aspectos

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA UNICURITIBA FACULDADE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA UNICURITIBA FACULDADE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA UNICURITIBA FACULDADE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DANNIELE VARELLA RIOS DEBORAH DONATO DE SOUZA FELIPE PENIDO PORTELA PÂMELLA ÀGATA TÚLIO ESCOLA INGLESA CURITIBA 2009 DANNIELE

Leia mais

Cenários brasileiros de recursos hídricos para 2025 Antonio Eduardo Lanna

Cenários brasileiros de recursos hídricos para 2025 Antonio Eduardo Lanna Cenários brasileiros de recursos hídricos para 2025 Antonio Eduardo Lanna Uma brevíssima história do século passado, a cada 20 anos Fonte: George Friedman, Os próximos 100 anos. 2 Brevíssima história do

Leia mais

O organizador. Thesaurus Editora 2008. Revisão: Fundação Alexandre Gusmão - FUNAG

O organizador. Thesaurus Editora 2008. Revisão: Fundação Alexandre Gusmão - FUNAG Thesaurus Editora 2008 O organizador Amado Luiz Cervo Professor emérito da Universidade de Brasília e Pesquisador Sênior do CNPq. Atua na área de relações internacionais e política exterior do Brasil,

Leia mais

Em resumo: Geopolítica é o estudo das relações entre os Estados na disputa pelo controle do poder e a capacidade de exercê-lo sobre os demais países.

Em resumo: Geopolítica é o estudo das relações entre os Estados na disputa pelo controle do poder e a capacidade de exercê-lo sobre os demais países. 21/10/2014 Em resumo: Geopolítica é o estudo das relações entre os Estados na disputa pelo controle do poder e a capacidade de exercê-lo sobre os demais países. O NASCIMENTO DA DISCIPLINA: Ratzel, no contexto

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

Policy Brief. Os BRICS e a Segurança Internacional

Policy Brief. Os BRICS e a Segurança Internacional Policy Brief Outubro de 2011 Núcleo de Política Internacional e Agenda Multilateral BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS Policy Brief Outubro de 2011 Núcleo de Política Internacional

Leia mais

Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo

Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo Samira Santana de Almeida 1 RELATÓRIO 1. Apresentação O presente

Leia mais

Posição dos BRICS diante da questão da Palestina

Posição dos BRICS diante da questão da Palestina BRICS Monitor Posição dos BRICS diante da questão da Palestina Janeiro de 2012 Núcleo de Política Internacional e Agenda Multilateral BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS BRICS Monitor

Leia mais

Apontamentos das obras LeYa em relação ao Currículo em Movimento do DISTRITO FEDERAL. Geografia Leituras e Interação

Apontamentos das obras LeYa em relação ao Currículo em Movimento do DISTRITO FEDERAL. Geografia Leituras e Interação Apontamentos das obras LeYa em relação ao Currículo em Movimento do DISTRITO FEDERAL Geografia Leituras e Interação 2 Caro professor, Este guia foi desenvolvido para ser uma ferramenta útil à análise e

Leia mais

HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1

HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1 .. RESENHA Bookreview HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1 Gustavo Resende Mendonça 2 A anarquia é um dos conceitos centrais da disciplina de Relações Internacionais. Mesmo diante do grande debate teórico

Leia mais

A dinâmica econômica e demográfica dos BRICs

A dinâmica econômica e demográfica dos BRICs A dinâmica econômica e demográfica dos BRICs José Eustáquio Diniz Alves 1 O acrônimo BRIC (tijolo em inglês), formado pelas letras iniciais dos nomes de quatro países de dimensões continentais Brasil,

Leia mais

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Carlos Henrique R. Tomé Silva 1 Durante dez dias, entre 13 e 22 de julho de

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo EDITAL DE SELEÇÃO DE PROFESSORES Nº1/2015 DEPARTAMENTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS A Diretora da Faculdade de Ciências Sociais da, no uso das atribuições, Faz saber que estão abertas as inscrições para

Leia mais

O MUNDO MENOS SOMBRIO

O MUNDO MENOS SOMBRIO O MUNDO MENOS SOMBRIO Luiz Carlos Bresser-Pereira Jornal de Resenhas n.1, março 2009: 6-7. Resenha de José Luís Fiori, Carlos Medeiros e Franklin Serrano (2008) O Mito do Colapso do Poder Americano, Rio

Leia mais

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa Mestrados ENSINO PÚBLICO 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa Mestrado em Ciência Política O mestrado em Ciência Política tem a duração de dois anos, correspondentes à obtenção 120 créditos ECTS,

Leia mais

Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS

Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. OBS: EM NEGRITO OS ENUNCIADOS, EM AZUL AS

Leia mais

BRIC A EMERGÊNCIA OU INSURGÊNCIA DA PERIFERIA?

BRIC A EMERGÊNCIA OU INSURGÊNCIA DA PERIFERIA? BRIC A EMERGÊNCIA OU INSURGÊNCIA DA PERIFERIA? Ontem, Brasília foi realmente o foco das atenções mundiais. No Brasil, um pouco menos. Não foi o Brasil que inventou isso, mas a gente registrou o fenômeno

Leia mais

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar)

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Somos parte de uma sociedade, que (re)produz, consome e vive em uma determinada porção do planeta, que já passou por muitas transformações, trata-se de seu lugar, relacionando-se

Leia mais

A PARADIPLOMACIA: CONCEITO E INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

A PARADIPLOMACIA: CONCEITO E INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS A PARADIPLOMACIA: CONCEITO E INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS Ana Carolina Rosso de Oliveira Bacharel em Relações Internacionais pela Faculdades Anglo-Americano, Foz do Iguaçu/PR Resumo:

Leia mais

I. INTRODUÇÃO. 1. Questões de Defesa e Segurança em Geografia?

I. INTRODUÇÃO. 1. Questões de Defesa e Segurança em Geografia? I. INTRODUÇÃO O fim da Ordem Bipolar, a partir do esfacelamento do Bloco Soviético em 1991, e o avanço do processo de globalização 1 pareciam conduzir o sistema internacional em direção à construção de

Leia mais

CHAMADO À AÇÃO DE TORONTO

CHAMADO À AÇÃO DE TORONTO Organização Pan-Americana da Saúde Ministério da Saúde CHAMADO À AÇÃO DE TORONTO 2006-2015 Rumo a uma Década de Recursos Humanos em Saúde nas américas Reunião Regional dos Observatórios de Recursos Humanos

Leia mais

BRICS e o Mundo Emergente

BRICS e o Mundo Emergente BRICS e o Mundo Emergente 1. Apresente dois argumentos favoráveis à decisão dos países integrantes da Aliança do Pacífico de formarem um bloco regional de comércio. Em seguida, justifique a situação vantajosa

Leia mais

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011)

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011) O IMPERIALISMO EM CHARGES 1ª Edição (2011) Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com Imperialismo é a ação das grandes potências mundiais (Inglaterra, França, Alemanha, Itália, EUA, Rússia

Leia mais

RESOLUÇÃO: O QUE É GEOGRAFIA

RESOLUÇÃO: O QUE É GEOGRAFIA O QUE É GEOGRAFIA 01. (Ufpe) Vamos supor que um determinado pesquisador escreveu o seguinte texto sobre a Amazônia brasileira. "A Amazônia brasileira, uma das principais regiões do País, está fadada ao

Leia mais

A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL E SEUS REFLEXOS PARA A DEFESA. Juliano da Silva Cortinhas Instituto Pandiá Calógeras MD

A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL E SEUS REFLEXOS PARA A DEFESA. Juliano da Silva Cortinhas Instituto Pandiá Calógeras MD A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL E SEUS REFLEXOS PARA A DEFESA Juliano da Silva Cortinhas Instituto Pandiá Calógeras MD Palestra UFMS 05/06/2013 CONTEXTO SISTÊMICO Maior complexidade da agenda internacional

Leia mais

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa Mestrados ENSINO PÚBLICO 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa *Mestrado em Ciência Política O mestrado em Ciência Política tem a duração de dois anos, correspondentes à obtenção 120 créditos ECTS,

Leia mais

1º ano. Os elementos da Paisagem Natural e Paisagem modificada

1º ano. Os elementos da Paisagem Natural e Paisagem modificada 1º ano Os elementos da Paisagem Natural e Paisagem modificada A origem da Terra; A origem dos continentes; A teoria da deriva dos continentes; A teoria das placas tectônicas; Tempo geológico; A estrutura

Leia mais

Desafios e oportunidades para a construção de um complexo regional de segurança na América do Sul

Desafios e oportunidades para a construção de um complexo regional de segurança na América do Sul X Curso de Extensão em Defesa Nacional UFRGS Porto Alegre Desafios e oportunidades para a construção de um complexo regional de segurança na América do Sul 23/10/2014 Augusto W. M. Teixeira Júnior Professor

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESTUDOS REGIONAIS, TEMAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS E TÓPICOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2 /2015 TURNO MANHÃ

EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESTUDOS REGIONAIS, TEMAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS E TÓPICOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2 /2015 TURNO MANHÃ EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESTUDOS REGIONAIS, TEMAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS E TÓPICOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2 /2015 TURNO MANHÃ Temas em Relações Internacionais I 4º Período Turno Manhã Título da

Leia mais

AEDB CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AULA 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

AEDB CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AULA 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS AEDB CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AULA 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS * NEGÓCIOS INTERNACIONAIS: Definição: Por negócios internacionais entende-se todo negócio realizado além das fronteiras de um país.

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. Revolução Agrícola Capítulo 1: Item 5 Egito - política, economia, sociedade e cultura - antigo império

1º ano. 1º Bimestre. Revolução Agrícola Capítulo 1: Item 5 Egito - política, economia, sociedade e cultura - antigo império Introdução aos estudos de História - fontes históricas - periodização Pré-história - geral - Brasil As Civilizações da Antiguidade 1º ano Introdução Capítulo 1: Todos os itens Capítulo 2: Todos os itens

Leia mais

CENTRO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA Educando para o pensar Tema Integrador 2013 / Construindo o amanhã: nós agimos, o planeta sente CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

CENTRO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA Educando para o pensar Tema Integrador 2013 / Construindo o amanhã: nós agimos, o planeta sente CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CENTRO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA Educando para o pensar Tema Integrador 2013 / Construindo o amanhã: nós agimos, o planeta sente CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CIÊNCIAS HUMANAS 3º ANO FILOSOFIA FILOSOFIA NA HISTÓRIA

Leia mais

Da coexistência internacional à cooperação multilateral: o papel da ONU e da OMC nas relações internacionais

Da coexistência internacional à cooperação multilateral: o papel da ONU e da OMC nas relações internacionais Da coexistência internacional à cooperação multilateral: o papel da ONU e da OMC nas relações internacionais A Cooperação Internacional tem por objetivo conduzir o conjunto de atores que agem no cenário

Leia mais

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais BLOCOS ECONÔMICOS O Comércio multilateral e os blocos regionais A formação de Blocos Econômicos se tornou essencial para o fortalecimento e expansão econômica no mundo globalizado. Quais os principais

Leia mais

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições I. Informações preliminares sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ( Rio+20 ) De 28 de maio

Leia mais

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo História baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo 1 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA Middle e High School 2 6 th Grade A vida na Grécia antiga: sociedade, vida cotidiana, mitos,

Leia mais

EXERCÍCIOS DE REVISÃO PARA A PROVA DE RECUPERAÇÃO - SIMULADO OBS: GABARITO NO FINAL DOS EXERCÍCIOS. QUALQUER DÚVIDA DEIXAR MENSAGEM NO FACEBOOK

EXERCÍCIOS DE REVISÃO PARA A PROVA DE RECUPERAÇÃO - SIMULADO OBS: GABARITO NO FINAL DOS EXERCÍCIOS. QUALQUER DÚVIDA DEIXAR MENSAGEM NO FACEBOOK EXERCÍCIOS DE REVISÃO PARA A PROVA DE RECUPERAÇÃO - SIMULADO OBS: GABARITO NO FINAL DOS EXERCÍCIOS. QUALQUER DÚVIDA DEIXAR MENSAGEM NO FACEBOOK 1. A vegetação varia de local para local baseada, sobretudo,

Leia mais

Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública. Cooperação Sul-Sul em saúde vis-à-vis os processos de integração regional RELATÓRIO

Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública. Cooperação Sul-Sul em saúde vis-à-vis os processos de integração regional RELATÓRIO Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Cooperação Sul-Sul em saúde vis-à-vis os processos de integração regional RELATÓRIO Marco Aurélio A. Torronteguy 1. Apresentação O presente relatório

Leia mais

O candidato deverá demonstrar uma visão globalizante do processo transformacional

O candidato deverá demonstrar uma visão globalizante do processo transformacional CIÊNCIAS HUMANAS (HISTÓRIA/ATUALIDADES/GEOGRAFIA) O candidato deverá demonstrar uma visão globalizante do processo transformacional das sociedades através dos tempos, observando os fatores econômico, histórico,

Leia mais

NOVAS ABORDAGENS ESTRATÉGICAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

NOVAS ABORDAGENS ESTRATÉGICAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS NOVAS ABORDAGENS ESTRATÉGICAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS Fernando Filgueiras, Doutorando em Ciência Política no IUPERJ; Mestre em Ciência Política pela UFMG; Membro do Centro de Pesquisas Estratégicas

Leia mais

Capítulo 03 Mercados regionais

Capítulo 03 Mercados regionais Capítulo 03 Mercados regionais As organizações decidem atuar no mercado global quando sabem que o crescimento externo será maior do que o interno. Nesse sentido, a China é um dos mercados para onde as

Leia mais

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Resenha Desenvolvimento Raíssa Daher 02 de Junho de 2010 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Leia mais

Iniciativas Futuro Verde" do Japão

Iniciativas Futuro Verde do Japão 1. Compreensão Básica Iniciativas Futuro Verde" do Japão 1. Nas condições atuais, em que o mundo está enfrentando diversos problemas, como o crescimento populacional, a urbanização desordenadas, a perda

Leia mais

Alternância e política exterior no México: uma mensagem do Presidente

Alternância e política exterior no México: uma mensagem do Presidente 224 NOTAS Notas Alternância e política exterior no México: uma mensagem do Presidente VICENTE FOX QUESADA A política exterior mexicana atravessa atualmente um período de renovação estreitamente vinculado

Leia mais

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Causas da Hegemonia atual dos EUA Hegemonia dos EUA Influência Cultural: músicas, alimentações, vestuários e língua Poderio Econômico: 20% do PIB global Capacidade Militar sem

Leia mais

Como está a situação da população mundial e que expectativa razoável podemos ter para o futuro?

Como está a situação da população mundial e que expectativa razoável podemos ter para o futuro? População mundial Leia as manchetes abaixo: População mundial superará 9,2 bilhões em 2050, estima ONU BBC Brasil Casais ricos burlam lei do filho único na China BBC Brasil A população mundial atingiu

Leia mais

Os BRICS e as Operações de Paz

Os BRICS e as Operações de Paz Os BRICS e as Operações de Paz Policy Brief #3 Núcleo de Política Internacional e Agenda Multilateral BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS Maio de 2011 Os BRICS e as Operações de Paz

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 93 Exposição na abertura do encontro

Leia mais

CP/ECEME/2007 1ª AVALIAÇÃO FORMATIVA FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO HISTÓRIA. 1ª QUESTÃO (Valor 6,0)

CP/ECEME/2007 1ª AVALIAÇÃO FORMATIVA FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO HISTÓRIA. 1ª QUESTÃO (Valor 6,0) CP/ECEME/2007 1ª AVALIAÇÃO FORMATIVA FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO HISTÓRIA 1ª QUESTÃO (Valor 6,0) O mundo que se esfacelou no fim da década de 1980 foi o mundo formado pelo impacto da Revolução Russa de

Leia mais

MINUTA DE DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

MINUTA DE DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 1 MINUTA DE DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições

Leia mais

Data: GEOGRAFIA TUTORIAL 5B. Aluno (a): Equipe de Geografia IMAGENS BASE. Fonte: IBGE, 2009.

Data: GEOGRAFIA TUTORIAL 5B. Aluno (a): Equipe de Geografia IMAGENS BASE. Fonte: IBGE, 2009. Aluno (a): Série: 3ª Turma: TUTORIAL 5B Ensino Médio Equipe de Geografia Data: GEOGRAFIA IMAGENS BASE Fonte: IBGE, 2009. Colégio A. LIESSIN Scholem Aleichem - 1 - NANDA/MAIO/2014-488 TEXTO BASE Os blocos

Leia mais

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/ MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: HISTÓRIA LICENCIATURA PLENA SERIADO ANUAL 3 (TRÊS) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 03 (TRÊS) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 05 (CINCO)

Leia mais

O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999

O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999 14 de maio de 2014 Indicador IFO/FGV de Clima Econômico da América Latina¹ O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999 O indicador

Leia mais

PROVA GEOGRAFIA 1 o TRIMESTRE DE 2010

PROVA GEOGRAFIA 1 o TRIMESTRE DE 2010 PROVA GEOGRAFIA 1 o TRIMESTRE DE 2010 PROF. FERNANDO NOME N o 8 o ANO A compreensão do enunciado faz parte da questão. Não faça perguntas ao examinador. A prova deve ser feita com caneta azul ou preta.

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Resolução n 69/ 2011 Aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em, Bacharelado, do Centro

Leia mais

A Nova Geopolítica do Petróleo

A Nova Geopolítica do Petróleo A Nova Geopolítica do Petróleo Introdução ao problema: A expressão geopolítica engloba assuntos que são concebidos como de enorme importância para países numa determinada região, continente, hemisfério

Leia mais

SEMIPRESENCIAL 2013.1

SEMIPRESENCIAL 2013.1 SEMIPRESENCIAL 2013.1 MATERIAL COMPLEMENTAR II DISCIPLINA: REALIDADE S. P. E. BRASILEIRA PROFESSOR: CARLOS ALEX BRIC BRIC é um acrônimo criado em novembro de 2001, pelo economista Jim O'Neill, chefe de

Leia mais

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER DOS RECURSOS

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER DOS RECURSOS 11) China, Japão e Índia são três dos principais países asiáticos. Sobre sua História, cultura e relações com o Ocidente, analise as afirmações a seguir. l A China passou por um forte processo de modernização

Leia mais

A ascensão dos subdesenvolvidos. Geografia Professor Daniel Nogueira

A ascensão dos subdesenvolvidos. Geografia Professor Daniel Nogueira GE GRAFIA A ascensão dos subdesenvolvidos Geografia Professor Daniel Nogueira Os grupos econômicos são grupos de países com comportamento econômico específico. Geralmente economias com aspectos semelhantes.

Leia mais

brasil, américa latina e a união europeia diante de novas agendas globais

brasil, américa latina e a união europeia diante de novas agendas globais brasil, américa latina e a união europeia diante de novas agendas globais Miriam Gomes Saraiva O Brasil e a União Europeia são ambos fortemente comprometidos tanto com o multilateralismo global quanto

Leia mais

MEC PÓS DAMÁSIO AUTORIZADA. Programa da pós-graduação online em Relações Internacionais. pelo Portaria n. 324/2013

MEC PÓS DAMÁSIO AUTORIZADA. Programa da pós-graduação online em Relações Internacionais. pelo Portaria n. 324/2013 Departamento de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Faculdade Damásio PÓS DAMÁSIO AUTORIZADA MEC pelo Portaria n. 324/2013 Programa da pós-graduação online em Relações Internacionais. Pós-graduação

Leia mais

IV Fórum da Terra. " Mudança Climática o Desafio do Século XXI

IV Fórum da Terra.  Mudança Climática o Desafio do Século XXI IV Fórum da Terra " Mudança Climática o Desafio do Século XXI Mariana Luz CEBRI Centro Brasileiro de Relações Internacionais Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2011 Economia verde como desafio global Economia

Leia mais

IDENTIDADE DA CPLP NO DOMÍNIO DA DEFESA

IDENTIDADE DA CPLP NO DOMÍNIO DA DEFESA 1 IDENTIDADE DA CPLP NO DOMÍNIO DA DEFESA 1. INTRODUÇÃO As identidades coletivas, em qualquer domínio considerado, assumem uma importância central; a sua afirmação dá sentido aos projetos comuns, promove

Leia mais

VALOR E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES, POR FATOR AGREGADO E PAÍS DE DESTINO

VALOR E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES, POR FATOR AGREGADO E PAÍS DE DESTINO VALOR E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES, POR FATOR AGREGADO E PAÍS DE DESTINO 1 - CHINA 2 - ESTADOS UNIDOS 2014 34.292 84,4 4.668 11,5 1.625 4,0 6.370 23,6 5.361 19,8 13.667 50,6 2013 38.973 84,7 5.458 11,9

Leia mais

O globo em jornal. Nesta aula vamos aprender que existem

O globo em jornal. Nesta aula vamos aprender que existem A U A UL LA Acesse: http://fuvestibular.com.br/ O globo em jornal Nesta aula vamos aprender que existem muitas diferenças e semelhanças entre as nações que formam o mundo atual. Vamos verificar que a expansão

Leia mais

CURSO EXTENSIVO 2014**

CURSO EXTENSIVO 2014** Temos unidade em São Paulo e Campinas e nossas aulas são presenciais. *Lançamento de nosso curso on-line de exercícios com material exclusivo - última semana do mês de FEV/13. Índice de aprovação de 15

Leia mais

ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE COIMBRA 2ºANO ANIMAÇÃO SOCIOEDUCATIVA

ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE COIMBRA 2ºANO ANIMAÇÃO SOCIOEDUCATIVA ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE COIMBRA 2ºANO ANIMAÇÃO SOCIOEDUCATIVA A «Segurança Ambiental»: Oportunidades e Limites In SOROMENHO MARQUES, Viriato (2005) Metamorfoses Entre o colapso e o desenvolvimento

Leia mais

Organizações internacionais Regionais

Organizações internacionais Regionais Organizações internacionais Regionais Percurso 4 Geografia 9ºANO Profª Bruna Andrade e Elaine Camargo Os países fazem uniões a partir de interesses comuns. Esses interesses devem trazer benefícios aos

Leia mais

AS ONG(D) E A CRISE DO ESTADO SOBERANO

AS ONG(D) E A CRISE DO ESTADO SOBERANO A 350404 Rui Pedro Paula de Matos AS ONG(D) E A CRISE DO ESTADO SOBERANO UM ESTUDO DE CIÊNCIA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COLECÇÃO TESES Universidade Lusíada Editora Lisboa 2001 As ONGD e a crise

Leia mais

Comércio (Países Centrais e Periféricos)

Comércio (Países Centrais e Periféricos) Comércio (Países Centrais e Periféricos) Considera-se a atividade comercial, uma atividade de alto grau de importância para o desenvolver de uma nação, isso se dá pela desigualdade entre o nível de desenvolvimento

Leia mais

O papel do internacionalista frente ao comércio exterior brasileiro

O papel do internacionalista frente ao comércio exterior brasileiro O papel do internacionalista frente ao comércio exterior brasileiro Camila Nogueira 1 Camila Texeira Introdução Com o fim da guerra fria o mundo veio a passar por uma série de mudanças no sistema internacional,

Leia mais

A opção brasileira por relações internacionais no âmbito Sul-Sul 1.

A opção brasileira por relações internacionais no âmbito Sul-Sul 1. Universidade do Vale do Itajaí Curso de Relações Internacionais LARI Laboratório de Análise de Relações Internacionais Região de Monitoramento: Hemisfério Sul e Brasil LARI Fact Sheet Abril de 2011 A opção

Leia mais

POPULAÇÃO SUBNUTRIDA - 2006

POPULAÇÃO SUBNUTRIDA - 2006 PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================== 01- Observe os

Leia mais

PROGRAMA DE GEOGRAFIA DO PROCESSO SELETIVO CESUPA 2014

PROGRAMA DE GEOGRAFIA DO PROCESSO SELETIVO CESUPA 2014 PROGRAMA DE GEOGRAFIA DO PROCESSO SELETIVO CESUPA 2014 EIXO TEMÁTICO I MUNDO 1. ESPAÇO MUNDIAL CONTEÚDOS HABILIDADES COMPETÊNCIAS 1. A reestruturação mundial: modos de produção, suas especificidades e

Leia mais

Kennan, Mackinder e Huntington: as Estratégias de Contenção ao Serviço do Poder Ocidental

Kennan, Mackinder e Huntington: as Estratégias de Contenção ao Serviço do Poder Ocidental Kennan, Mackinder e Huntington: as Estratégias de Contenção ao Serviço do Poder Ocidental Higor Ferreira BRIGOLA e Edu Silvestre de ALBUQUERQUE Universidade Estadual de Ponta Grossa O presente trabalho

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 36 Discurso por ocasião do jantar

Leia mais

MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA

MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1º Fica instituída a Política Municipal de Educação Ambiental, seus objetivos, princípios

Leia mais

PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA

PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 9º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================== 01- O desenvolvimento

Leia mais

Agrupamento de Escolas do Bonfim

Agrupamento de Escolas do Bonfim Escola Secundária Mouzinho da Silveira Departamento de Ciências Sociais e Humanas Grupo de Recrutamento - 420 Ano Letivo de 2014 / 2015 Curso LINGUAS E HUMANIDADES Planificação Anual da disciplina de GEOGRAFIA

Leia mais

Dupla Ação: ConscientizAção e EducAção Ambiental para a Sustentabilidade

Dupla Ação: ConscientizAção e EducAção Ambiental para a Sustentabilidade Dupla Ação: ConscientizAção e EducAção Ambiental para a Sustentabilidade A Agenda 21 vai à Escola Autora: Zióle Zanotto Malhadas Nucleo Interdisciplinar de Meio Ambiente e Desenvolvimento/UFPR/Curitiba/2001

Leia mais

Agenda 21 e a Pedagogia da Terra

Agenda 21 e a Pedagogia da Terra Agenda 21 e a Pedagogia da Terra A Carta da Terra como marco ético e conceito de sustentabilidade no século XXI Valéria Viana - NAIA O que está no início, o jardim ou o jardineiro? É o segundo. Havendo

Leia mais

Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname

Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai, a República Oriental do Uruguai, a República Bolivariana

Leia mais

Disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e URSS após a II Guerra Mundial. É uma intensa guerra econômica, diplomática e tecnológica pela conquista de zonas de influência. Ela divide o mundo

Leia mais

As Relações Internacionais como Disciplina Acadêmica

As Relações Internacionais como Disciplina Acadêmica As Relações Internacionais como Disciplina Acadêmica Guilherme Gondin Ozias, 5º período No decorrer do dia, lendo o jornal ao acordar, acessando a internet ou assistindo televisão, nos deparamos com noticias

Leia mais

Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites

Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites Análise Integração Regional / Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 15 de outubro de 2003 Organização Mundial do Comércio: Possibilidades

Leia mais

Senado Federal Comissão de Relações Exteriores Maio/2011. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Universidade Estadual da Paraíba

Senado Federal Comissão de Relações Exteriores Maio/2011. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Universidade Estadual da Paraíba A INFLUÊNCIA DA CHINA NA ÁFRICA SETENTRIONAL E MERIDIONAL Senado Federal Comissão de Relações Exteriores Maio/2011 Henrique Altemani de Oliveira Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Universidade

Leia mais