Relatório &Contas 2007

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1 Relatório &Contas 2007 Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, SA

2 00 Índice 02

3 00 Índice 01Perfil Pág Quem somos Pág Visão Pág Missão Pág Mensagem da Presidente Pág Factos marcantes 2007 Pág Governo da Empresa Pág Relatório de actividades na óptica do desenvolvimento sustentável Pág Eficiência económica Pág Responsabilidade social da empresa Pág Responsabilidade social na empresa Pág Responsabilidade perante a comunidade externa Pág Responsabilidade ambiental Pág Relatório de gestão Pág Enquadramento Pág Gestão económica e financeira Pág Perspectivas para 2008 Pág Proposta de aplicação de resultados Pág Anexo ao relatório de gestão Pág Relatório e Contas 2007

4 01 Perfil 04

5 01 Perfil A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, SA é uma empresa detida pelo Estado Português. Sendo uma das principais empresas de transporte público de passageiros do país, a STCP está empenhada em desenvolver a sua actividade de operador de serviço público da Área Metropolitana do Porto (AMP) de uma forma socialmente responsável, pretendendo colaborar activamente para o seu desenvolvimento sustentável. Assim, durante o ano de 2007, a STCP: Serviu uma população residente em 6 concelhos Operando em 52 freguesias Proporcionando 109 milhões de deslocações Ao longo de 533 quilómetros de rede 532 quilómetros de rede de autocarros 9 quilómetros de rede de carro eléctrico Oferecendo o serviço em 83 Linhas, em que 70 Linhas da rede diurna 13 Linhas da rede da madrugada Tendo este serviço sido prestado em média por 1645 trabalhadores Com um investimento de 25 milhões de euros Utilizando 493 Autocarros e 8 Carros Eléctricos E percorrendo 30 milhões de quilómetros em serviço público 05 Relatório e Contas 2007

6 02 Quem Somos 06

7 02.1 Visão No ano de 2007 consolidou-se a Visão da STCP para o triénio , como principal operador de transporte público urbano de passageiros do Grande Porto e empresa empenhada em integrar a sustentabilidade na sua estrutura e práticas de gestão, assumindo ser: Líder do Sistema de Transportes Públicos da AMP e principal elo de ligação da cadeia de mobilidade. Empresa onde é estimulante trabalhar, com profissionalismo e competência, na perspectiva da consolidação da sua posição como pilar de referência do Sistema de Transportes Públicos da AMP. Agente de referência na prestação do serviço social associado à realização da sua actividade como operador de transporte público de passageiros, contribuindo activamente para o estabelecimento de um quadro objectivo de partilha da responsabilidade social entre os operadores de transporte e o Estado, que viabilize o caminho para um correcto desempenho económico. Dinamizador do processo de criação de um eficiente Sistema de Transportes na AMP, iniciado em Dezembro de 2002 com a criação do TIP - Transportes Intermodais do Porto, ACE Missão A missão da STCP centra-se na prestação do transporte rodoviário urbano de passageiros na AMP, contribuindo para a efectiva mobilidade das pessoas e disponibilizando uma alternativa competitiva ao transporte individual privado, gerando, pela sua actividade, benefícios sociais e ambientais num quadro de racionalidade económica. Nas condições presentes, constituem elementos base para o correcto cumprimento da missão da STCP: 1. A apresentação como empresa moderna de transporte público de passageiros, assim entendida pelos Clientes através da qualidade dos serviços prestados, da imagem que reflecte, da sua estrutura organizacional e respectivos sistemas operacionais. 2. A integração plena da Empresa no Sistema de Transportes da AMP, em articulação concertada com os demais operadores rodoviários, ferroviário e de metro ligeiro, com a indispensável regulamentação. 3. A afirmação como agente de promoção do transporte público urbano, pela qualidade do serviço e sua adequação à procura, contribuindo decisivamente para reduzir a utilização do transporte individual. 4. O desenvolvimento profissional e social dos trabalhadores, num ambiente de trabalho exigente, que contribua para a sua motivação bem como para a qualidade e produtividade do trabalho prestado. 5. A prossecução de um modelo de gestão rigorosa que persiga a economicidade da exploração sem perder de vista a possibilidade de desenvolver a actividade, desde que a procura emergente o justifique e o espaço de concessão o permita. 6. O relacionamento claro com o Accionista, baseado na contratualização do serviço público, em conformidade com os objectivos políticos definidos para o sector e a fixação objectiva da comparticipação do Estado nos tarifários sociais praticados. 7. A promoção de uma postura aberta, de diálogo permanente e mobilizador com os principais parceiros da Empresa, nomeadamente a Junta Metropolitana do Porto, os Municípios, os demais operadores locais, públicos ou privados, os Cidadãos e o Estado enquanto legislador e regulador. 8. A preocupação com a evolução das necessidades de mobilidade e com os sinais de procura emergente, em termos de adequação da rede e da programação do serviço, garantindo uma resposta correcta. 9. A racionalização dos meios humanos e materiais e dos activos da Empresa, na perspectiva da rendibilização da capacidade disponível. 10. A consolidação como Empresa de referência entre as que apresentam as melhores práticas do sector, desenvolvendo a sua actividade enquadrada num sistema integrado de gestão nas dimensões de qualidade, ambiente e segurança. 07 Relatório e Contas 2007

8 03 Mensagem da Presidente 08

9 03 Mensagem da Presidente O ano de 2007 foi seguramente um dos anos mais exigentes da vida da STCP. A profunda mutação da oferta de transporte público de passageiros na zona que serve, não só pelo surgimento de um novo operador o metro ligeiro mas igualmente pelo forte crescimento da dimensão do serviço disponibilizado aos clientes, colocou a STCP, na sua individualidade como empresa, perante a maior ameaça de sempre à sua quota de mercado. Não tendo possibilidade de competir, de igual para igual e em território comum, num dos parâmetros essenciais da qualidade da oferta a fiabilidade do cumprimento dos horários e tendo presente que o objectivo primeiro a prosseguir consiste em garantir a disponibilidade, para o cliente, de um sistema de transportes, coordenado e integrado que lhe assegure as melhores soluções de mobilidade, a STCP reorientou a sua estratégia para um papel de dinamização da intermodalidade e da coordenação da produção, assumindo como objectivo reforçar o seu papel de referência na área geográfica que cobre, independentemente de se ver forçada a assistir à redução da procura STCP por transferência para outro modo. A conclusão da implementação da actual rede, a introdução da bilhética sem contacto e o início do processo de certificação da empresa em Qualidade, Ambiente e Segurança concentraram os projectos mais marcantes de 2007, em resposta aos desafios que se colocavam e que correspondiam à obrigação de responder a três questões determinantes: desconexão entre a oferta e as novas características da procura, indisponibilidade de estatística fiável para um correcto conhecimento da procura e da sua evolução e, paralelamente, necessidade de dotar a STCP com os mecanismos que possam garantir a adopção de processos, circuitos e procedimentos conducentes às melhores práticas, assegurando simultaneamente a sua posterior manutenção. Apesar das dificuldades, previsíveis e naturais atendendo à amplitude e profundidade das mudanças, foi possível concretizar, com rigor, o planeado em qualquer um dos três âmbitos focados, o último dos quais tem respeitado a cronologia de execução para obtenção da certificação ainda em Como avaliação global e em síntese, pode afirmar-se que a STCP atingiu os objectivos que colocou a si mesma, pese embora os seus efeitos mais positivos se tenham repercutido directamente no sistema de transportes e nos seus clientes, que passaram a dispor de uma ampla rede de transporte intermodal. Estes efeitos estão bem traduzidos quer na subida da procura global dos transportes públicos, quer na crescente quota dos clientes intermodais na procura da STCP. Embora esta evolução represente, na óptica interna, uma redução da procura sobretudo nos clientes de títulos ocasionais, o que provoca igualmente redução da receita por ser este o segmento de clientes com receita média mais elevada, na óptica dos clientes significa, em contrapartida, uma crescente fidelização que, por sua vez, os faz beneficiar de tarifário mais baixo nos títulos de assinatura. A mais-valia decorrente da bilhética sem contacto não atingiu ainda o seu máximo, porque os primeiros tempos subsequentes à adopção de novos sistemas envolvem sempre falhas e correcções que não possibilitam o melhor aproveitamento. Nem por isso deixou de nos habilitar, desde logo, com conclusões objectivas que possibilitam avaliar a procura por linha, hora, sentido e paragem e que permitiu também determinar, com rigor, o número de utilizações efectivamente realizadas por tipo de título assinatura ou ocasional demonstrando que a quantificação da procura, feita anteriormente a 2007 com base em resultado de inquéritos, se encontrava fortemente distante da realidade e significativamente sobreavaliada. O ano de 2007 representou, por tudo isto, uma fronteira na vida da empresa, a partir da qual se espera que esteja melhor preparada para se antecipar às novas ameaças e desafios consequentes da evolução que o futuro bem próximo trará, com o alargamento da rede de metro ligeiro, uma vez mais em zonas actualmente servidas essencialmente por operadores rodoviários, em particular a STCP. A cuidada atenção às condições de prestação do serviço e ao nível da qualidade de execução, o acompanhamento próximo da evolução da procura e o compromisso de todos quantos na empresa trabalham com o processo de certificação são os instrumentos que privilegiamos, a par com o cumprimento do serviço social que lhe incumbe, para manter a STCP no lugar que granjeou por si mesma e que merece continuar a ocupar. (Fernanda Meneses) 09 Relatório e Contas 2007

10 04 Factos marcantes 10

11 04 Factos marcantes Janeiro 26 Fevereiro 29 Março Início da operação da Nova Rede e bilhética sem Contacto, com o alargamento do sistema intermodal Andante a toda a rede STCP Assinatura do protocolo com ANTROP e Operadores Privados para desenvolvimento de acções conjuntas de melhoria do sistema público de transporte na AMP Apresentação dos 80 novos autocarros movidos a gás natural 10 Abril 17 Abril 13 Maio Assinatura do protocolo com o Governo Civil para fornecimento de dados ao Sistema Integrado de Gestão de Emergência do Distrito do Porto (SIGEP) Arranque do processo de certificação do sistema integrado de gestão em qualidade, ambiente e segurança STCP apoia a Marcha e Corrida Contra a Fome 1 Junho STCP Transportadora Oficial do Dia Mundial da Criança 28 Junho Lançamento da nova campanha de promoção do transporte público "Viaje na Nova Geração" 4 Julho 10 Julho 27 Julho 16 a 22 Setembro STCP distinguida com Menção Honrosa do Prémio Melhor Relatório de Gestão, Contas e Informação sobre Governance das Empresas do Sector Empresarial do Estado Início do projecto de formação comportamental para motoristas "Movimento com Vida" Balanço público dos primeiros seis meses de funcionamento da Nova Rede e do Sistema de Bilhética sem Contacto Semana Europeia da Mobilidade - STCP promove intenso programa de incentivo ao uso do transporte público: 16 Setembro 17 Setembro 18 Setembro 19 Setembro 20 Setembro 21 Setembro 22 Setembro Lançamento do projecto " Passeios ao Domingo com a STCP" na Freguesia de Vila Nova da Telha Promoção de acções de sensibilização sob o tema "Dia das Crianças e dos Jovens no Transporte Público Sob o lema"dia da Acessibilidade para todos" desenvolvidas acções direccionadas para os cidadãos com mobilidade reduzida O "Dia do Transporte Saudável e Seguro" registou a celebração de um protocolo entre a ARS Norte e a STCP A STCP homenageia os seus clientes mais antigos no "Dia do Cliente do Transporte Público" Regresso dos Carros Eléctricos à Baixa do Porto (Linha 22) Entrega aos motoristas dos prémios de "Mérito STCP Celebração do "Dia Europeu sem Carro" tendo a STCP oferecido viagens em carro eléctrico aos habitantes do Porto 14 Dezembro Homenagem aos trabalhadores que atingiram os vinte e cinco anos de antiguidade 11 Relatório e Contas 2007

12 05 Governo da Empresa Conselho de Administração 12

13 05 Governo da Empresa Orgãos Sociais O Estado Português é o accionista único da STCP. A actual composição dos órgãos sociais da Empresa resulta da eleição ocorrida na assembleia-geral realizada a 18 de Abril de 2006, para um mandato de 3 anos. Mesa da Assembleia-Geral Presidente: Associação Comercial do Porto, representada pelo seu presidente Dr. Rui de Carvalho Araújo Moreira Vice-Presidente: Dra. Maria Teresa Vasconcelos Abreu Flor de Morais Secretário: Dr. Carlos Maria Rocha Pinheiro Torres Conselho de Administração Presidente: Dra. Fernanda Pereira Noronha Meneses Mendes Gomes Fiscal Único Efectivo: Alves da Cunha, A. Dias & Associados, representada pelo Dr. José Duarte Assunção Dias Suplente: Dr. José Luís A. Alves da Cunha Todos os membros do Conselho de Administração exercem funções executivas. Nenhum dos administradores aufere qualquer remuneração suplementar por funções desempenhadas nas empresas participadas. Vogais Prof. Jorge Rui Guimarães Freire de Sousa Eng. João Rui de Sousa Simões Fernandes Marrana Dr. Rui André Albuquerque Neiva da Costa Saraiva Dr. António Paulo da Costa Moreira de Sá Macroestrutura Conselho Administração Departamento Operacionais Áreas de apoio Gabinete Gabinete Jurídico Informática e Comunicações C. Pinheiro Torres Helena Meira Áreas de actividades complementares Gabinete Controlo de Gestão e Auditoria Margarida Mota Gabinete Projectos e Estratégia Gil Sá, Rocha Teixeira, Teresa Leite, Vieira Sousa Gabinete Ambiente Segurança e Serviços Gerais J. Allen Reinas Gabinete Comunicação e Relações Institucionais João Aires Unidade Museu e Carro Eléctrico Cristina Pimentel Departamento Recursos Humanos Departamento Marketing Departamento Operações Departamento Administrativo e Financeiro Departamento Manutenção Helena Moreira Manuela Ribeiro Joaquim Gomes Luísa Campolargo Vítor Ribeiro Estação Recolha Via Norte Estação Recolha Francos Coordenação Rede Carlos Militão Elias Barroso José Ferreira Empresa Participada: STCP Serviços Beatriz Rangel 13 Relatório e Contas 2007

14 06 Relatório de actividades na óptica do desenvolvimento sustentável 14

15 06.1 Eficiência Económica Líder do Sistema de Transportes Públicos da AMP e principal elo de ligação da cadeia de mobilidade. Em 2007 a STCP deu um claro e inequívoco passo no apoio à mobilidade sustentada ao implementar a Nova Rede, integrando todas as suas linhas no sistema tarifário intermodal. Sob a égide da Nova Rede sem Contacto 1 Janeiro As razões que determinaram a concepção da Nova Rede foram a necessidade de acompanhar as alterações demográficas, as novas polaridades, a evolução ocorrida nos restantes modos de transporte e a criação de um sistema integrado de transportes, a par com o objectivo de melhorar os níveis de operação e a qualidade do serviço prestado pela STCP. A opção era clara, já que manter a metodologia anteriormente seguida de sucessivos ajustamentos a uma rede cuja base remontava a meados do século passado, tornava-se cada vez mais ineficiente e poderia pôr em causa o serviço público prestado e a sustentabilidade da Empresa a médio e longo prazo. A rede, totalmente implementada a 1 de Janeiro assentou no pressuposto do aumento de frequência das linhas, na diminuição da sua extensão média, com melhores ligações a locais centrais, com rebatimento em outros modos e outros operadores, horários articulados, assegurando ligações mais rápidas e, ainda, a opção entre o tarifário próprio e o tarifário intermodal Andante. Assim, a actual rede comporta essencialmente três tipos de linhas: Radiais, Circulares, e Transversais. A rede STCP, com uma extensão de 533 km, serve seis concelhos da AMP (Porto e concelhos confinantes), com uma cobertura geográfica que assegura a mobilidade nas principais artérias, bairros e pólos geradores de procura das 52 freguesias abrangidas. A contestação inicial de alguns clientes e grupos de pressão que se verificou com a introdução da nova rede era expectável, dado que as alterações decorrentes obrigaram os clientes a mudarem hábitos e rotinas de mobilidade, sem a simultânea percepção das vantagens introduzidas. As dificuldades inicialmente sentidas eram inevitáveis, designadamente porque as soluções de mobilidade passaram a ser diferentes, requerendo tempo e experimentação para um melhor conhecimento e habituação. A filosofia da rede baseou-se também na definição de quatro vértices de um quadrilátero interior à cidade do Porto, no qual cada linha urbana toca pelo menos dois deles. Boavista Marquês Baixa Campo 24 de Agosto Rede STCP 15 Relatório e Contas 2007

16 No decurso de 2007 a Empresa, consciente da provável necessidade de adequação de certas soluções adoptadas, passou a monitorizar o comportamento da oferta e da procura, avaliando a sua adaptação às reais necessidades da população. Para tal promoveu um intenso diálogo com os stakeholders, o que possibilitou a realização de alterações pontuais de percursos, o ajustamento de horários e de frequências praticadas, bem como a criação de uma nova linha. Dos ajustamentos efectuados destacam-se: Criação de novas ligações Rio Tinto através das linhas 803 e 805 Criação de uma nova linha de carro eléctrico - Linha 22 Procura por freguesia Alterações parciais de percurso Extensão ao Bairro de Santo Eugénio e ajustamento para melhor serviço à Escola do Viso; Aumento do serviço ao Bairro da Pasteleira; Alteração da linha 203 (prolongamento ao Castelo do Queijo e ajustamento ao Bairro Gomes da Costa); Nova linha para serviço a Ardegães; Alteração de percurso por Vila Nova da Telha; Novo serviço ao Centro de Saúde de Rio Tinto; Aumento das ligações ao Porto pela Ponte do Infante; Alteração do serviço em Padrão de Moreira; Alterações na oferta ao nível de horários Serviço ao fim de semana nas linhas 203, 300, 301, 703 e 705. Serviço nocturno na linha 504 Cadeia de mobilidade Com a implementação da Nova Rede e o alargamento do sistema de bilhética sem contacto a todas as suas linhas, a STCP contribuiu decisivamente para a criação do sistema de transporte intermodal, apesar da consequente redução da sua quota de mercado por transferência para os outros modos do sistema, essencialmente o metro. Importa salientar dois aspectos essenciais que decorrem desta evolução: o conjunto dos operadores STCP, MP, CP Porto e operadores privados aderentes ao sistema intermodal, registaram um crescimento da procura de 53% relativamente ao ano anterior; o nº de passageiros que utilizaram o tarifário intermodal nos três operadores públicos incrementou cerca de 49% com referência a Também relevante é o crescimento da quota dos passageiros intermodais na procura da empresa, já que aquela evoluiu de 11% em Janeiro de 2007 para 21% em Dezembro, tendo a STCP contribuído com a maior quota para o crescimento global registado no sistema intermodal no último ano. Actividade concorrencial Com a implementação final da nova rede, a Empresa passou a proporcionar aos clientes a possibilidade de utilizar em qualquer das suas linhas o sistema tarifário intermodal Andante, mantendo também o tarifário próprio. Foi assim dada ao cliente a possibilidade de opção, em cada momento, pela solução que lhe seja mais vantajosa. A prestação de um melhor serviço aos clientes pela adequação da oferta de transporte entre os vários operadores foi o principal objectivo do acordo de entendimento assinado, no início do ano, com a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP) e com operadores seus associados. Foi entendido que a existência de um tarifário comum e a coordenação da oferta constituem um instrumento importante para a melhoria da mobilidade dos clientes do transporte público e susceptível de captar novos segmentos de procura. Com a finalidade de adequar a oferta, através da coordenação dos horários entre os operadores, os subscritores acordaram em levar a cabo diversas acções, designadamente através da definição dos níveis de produção, da racionalização da oferta e da integração da informação ao público. 16

17 Evolução Sistema de Transportes na AMP 200 Milhões passageiros STCP Intermodal Outros Operadores Intermodais STCP Monomodal STCP Total CP Monomodal Total Sistema Renovação da frota "Estes autocarros, movidos a gás natural, são uma mais-valia para uma empresa de transportes, na medida em que são comprovadamente mais cómodos e de melhor acessibilidade, menos poluentes e mais seguros do que os que utilizam os combustíveis tradicionais, apresentando custos de combustível mais baixos" Afirmação da Presidente do Conselho de Administração na cerimónia de apresentação dos novos autocarros. A STCP reforçou a sua posição de operador com a maior frota a gás natural do país, com a entrada em operação dos novos autocarros a gás natural - 30 veículos articulados e 50 veículos standard prosseguindo a diversificação das fontes energéticas e a sua opção por veículos mais cómodos, com melhor acessibilidade, menos poluentes e com menores custos energéticos. A Empresa, no sentido da sensibilização dos seus clientes e a população em geral, promoveu a divulgação dos pontos fortes da nova frota, reforçando os valores ambientais e sociais inerentes à sua actividade, numa campanha sob o lema Viaje na Nova Geração. 17 Relatório e Contas 2007

18 Melhoria dos Padrões de Qualidade e das Práticas Ambientais e de Segurança Em Abril de 2007 iníciou-se o Projecto de Concepção e Implementação do Sistema Integrado de Gestão em Qualidade, Ambiente e Segurança, para obter a certificação da empresa nestes três domínios. É um projecto amplo e transversal que implica o envolvimento de todos os trabalhadores e cujo principal objectivo consiste em melhorar continuamente os padrões de organização e funcionamento da empresa para dar acrescida qualidade ao serviço prestado aos clientes, em paralelo com a adopção das melhores práticas em termos ambientais e de segurança. O processo, que se prevê esteja concluído no segundo semestre de 2008, viu já cumprida a fase de diagnóstico, estando em curso a fase de implementação. Prioridade ao Transporte Público Operação Via Livre - Concertada com a Câmara Municipal do Porto desde 2004, para combate ao estacionamento abusivo e facilitar a circulação dos transportes públicos, continua a atingir os objectivos pretendidos. O factor dissuasor das brigadas de fiscalização, inibindo significativamente as transgressões, tem induzido a queda progressiva nas infracções detectadas. Como facto novo, surgiram algumas situações de estacionamento indevido nas paragens, utilizando os transgressores o argumento de estas não estarem assinaladas de acordo com o actualmente exigido pelo Código da Estrada. Estão a ser analisadas as soluções a adoptar para ultrapassar esta situação. Durante o ano de 2007 foram levantados 3642 autos de transgressão, registando-se 21 bloqueamentos e 242 reboques. 21 Bloqueamentos Operação Via Livre 242 Reboques 3642 Autos Corredores BUS e Interfaces - Tem sido levado a cabo uma campanha de sensibilização junto das Câmaras Municipais, iniciada em 2006 para a necessidade de um reforço da implementação de corredores dedicados aos transportes públicos, com vista a melhorar os tempos de viagem dos clientes e inverter a tendência verificada nos últimos anos de diminuição do comprimento dos corredores em sítio próprio. Continuam a existir fortes carências neste âmbito, razão pela qual está em curso o projecto de tratamento dos corredores de transporte público e, também, das condições físicas e de localização das paragens, junto de cada autarquia, após o levantamento e diagnóstico em cada um dos seis concelhos servidos. Comunicação com o Cliente Call-Center - No sentido de impulsionar a eficiência deste serviço de apoio ao cliente no ano de 2007, a linha azul STCP e a linha Andante operam conjuntamente nas instalações da STCP, em Francos. A linha Azul registou um forte acréscimo de solicitações, com mais de contactos, a traduzir um aumento de cerca de 50% face ao ano anterior. Este acréscimo foi o resultado expectável da implementação da nova rede, com registos particularmente elevados em Janeiro de 2007, superiores em 76% à média mensal do ano. A par com esta razão específica, constata-se que este serviço, já bem apropriado pelos clientes, regista um aumento de contactos nos períodos de alteração da oferta, designadamente aquando da transição para os horários praticados no Verão e no Inverno. Campanhas de Comunicação - Na sequência da implementação da nova rede, e no sentido de tornar mais perceptíveis as novas opções de mobilidade que esta introduziu no sistema de transportes da AMP, foi iniciada uma nova estratégia de promoção das linhas em serviço, através de acções de marketing directo, que consistiram na distribuição, porta a porta, de folhetos de mobilidade centrados em zonas específicas e apresentando os custos comparativos, de tempo e de preço, entre ligações optimizadas na nova rede, com tarifário intermodal, e as ligações anteriores, num sistema tarifário monomodal. Foram três as zonas alvas desta campanha: a zona de Laborim, servida pela linha 903, que passou a beneficiar claramente do tarifário intermodal para as deslocações predominantes; a zona de Rio Tinto, com as vantagens decorrentes das novas ligações asseguradas pelas linhas 803 e 805; e, por último, a linha 904, aquando da alteração de percurso pela Ponte do Infante e prolongamento à Cordoaria. Viaje na Nova Geração Esta campanha foi lançada em Julho de 2007 e pretendeu divulgar as importantes melhorias ao nível de conforto, qualidade de serviço e acessibilidade, decorrentes do significativo investimento na frota. Associadas a esta última campanha, foi também lançada uma iniciativa, designada Passeios ao Domingo com a STCP, com uma oferta a todas as freguesias servidas, de um passeio num dos novos autocarros, integrando uma visita ao Museu do Carro Eléctrico. Pasta do Caloiro - No início do ano lectivo decorreu uma acção, integrada com os restantes operadores, com o apoio da Universidade do Porto e do Instituto Politécnico do Porto, direccionada a todos os novos alunos do ensino superior público, a quem foi oferecido um kit com informação ao público inserida na Pasta do Caloiro. Esta iniciativa atingiu os novos alunos, incluindo a oferta de um título de transporte intermodal, válido para um dia, com o objectivo de dar a conhecer a rede de transportes públicos e induzir a sua experimentação. A STCP patrocinou a Exposição Leonardo da Vinci, na categoria de Transportadora Oficial, e desenvolveu uma acção comercial, direccionada para a venda integrada, para grupos, de títulos de transporte conjuntamente com os ingressos de acesso à exposição. O mercado-alvo desta acção foram as escolas seleccionadas, às quais foi assegurado um plano de viagem, em linhas de serviço regular, e um apoio personalizado à organização e realização da deslocação. Neste âmbito, foram transportados cerca de participantes. 18

19 Marketing Conhecer melhor o movimento dos clientes - Com o novo sistema de bilhética sem contacto foi possível obter, pela primeira vez, uma informação objectiva da procura, através dos dados das validações. No sentido de melhorar a informação estão em desenvolvimento processos que permitirão aferir a procura em cada linha ao longo do tempo Procura média por tipo de dia e hora - ano de Horas Dias úteis Sábados Domingos + Feriados Com este objectivo existem já 20 autocarros equipados com o sistema de contagem automática de passageiros, em rotação pelas diversas linhas, para possibilitar ajustamentos adequados e oportunos à oferta, em função da procura real. Evolução mensal da procura intermodal na STCP Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Diálogo permanente com os stakeholders No âmbito da estratégia de envolvimento e diálogo com os representantes das populações servidas, em particular as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, a empresa promoveu um contacto contínuo com todos os stakeholders, para uma melhor compreensão da reformulação do serviço prestado. O diálogo com a Tutela, organismos públicos, em particular dos sectores da saúde e educação, Governo Civil e organizações representativas de cidadãos, foi igualmente uma constante na actuação da empresa. 19 Relatório e Contas 2007

20 Rede de Vendas Facilitar o acesso à compra de títulos de transporte A rede de venda de títulos de transporte, que abrange toda a área geográfica servida pela empresa, é constituída por Postos de Atendimento da STCP, Lojas Andante, Bilheteiras da CP, Estações dos CTT, Agentes Payshop e Máquinas de Venda Automática. Na permanente preocupação de incrementar a facilidade de acesso ao transporte público, esta rede cresceu em 2007, registando um aumento global de 18% no número de pontos disponíveis, que passaram de 619 para 730. Tarifas e Receita de Transporte Tarifários Monomodal e Intermodal - Este foi o primeiro ano em que foi possível aos clientes a utilização plena do tarifário intermodal Andante em toda a rede da STCP, coexistindo com o tarifário próprio da Empresa. No decurso do ano verificou-se que a procura do tarifário intermodal Andante aumentou continuamente. Em termos anuais a repartição da procura entre tarifários foi de 84% para o monomodal da STCP e 16% para o intermodal Andante Evolução do Peso da Procura Intermodal em % 21% 11% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez STCP Intermodal STCP Monomodal Média Intermodal Em Janeiro de 2007 ocorreu a actualização dos tarifários, de que resultou um aumento médio ponderado de 2% para o tarifário monomodal. Receita de Transporte - A quebra da procura global situouse a um nível inferior ao esperado, com uma redução de 7,3% contra os 10% estimados. Como consequência desta evolução da procura e da possibilidade de opção dos clientes pelo título que lhes é mais conveniente, a receita registou uma quebra de 8,2% face ao período homólogo anterior. Em termos agregados, o tarifário próprio representou 85% da receita. Desagregando por tipo de títulos, a receita de assinaturas regista uma ligeira quebra (-1,6%), enquanto os ocasionais reduziram significativamente (-25%), tendo os demais títulos observado um aumento sensível (+10,4%). Continua a verificar-se a preponderância da procura de bilhetes de assinatura, quer mono, quer intermodal, que representam 59% da receita, enquanto os títulos ocasionais justificam 27% e os outros títulos, incluindo o Agente Único, 14% da mesma. 20

21 Distribuição da Receita por grupo de título e tarifário 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Monomodal assinatura Monomodal Ocasional Monomodal Titulo de Bordo Andante Assinatura Andante Ocasional O tarifário social, monomodal e intermodal, representou 22% da receita total e 34% da procura. As assinaturas normais, mono e intermodais, representaram 45% da procura global e 37% da receita. Nota sobre a Metodologia de Cálculo dos Passageiros Transportados Cálculo até 2006, inclusivé: desde 1984 até ao ano de 2006, os passageiros transportados da STCP foram estimados com base na multiplicação da quantidade dos títulos de transporte vendidos por coeficientes de utilização para cada título obtidos por sondagens realizadas no princípio da década de oitenta. Deste modo, a óptica seguida até 2006 para o cálculo dos passageiros foi a das vendas e não da utilização efectiva de cada título de transporte, com a margem de erro correspondente ao método utilizado. Aplicando os multiplicadores estabelecidos em 1984, a série de valores da procura anual resultaria então a seguinte: Verifica-se assim em 2007 uma ruptura na metodologia da contagem de passageiros, tendo a STCP decidido proceder ao recálculo dos passageiros desde 2000, para poder fazer análises comparativas, utilizando para tal os coeficientes de utilização efectivos de 2007 por título de transporte. Para ilustrar o grande desfasamento entre os valores que vinham sendo considerados nos anos anteriores e os efectivamente registados através da bilhética sem contacto indica-se, como exemplo, o caso do título de assinatura A (Porto) que de um multiplicador de 100 passou para 67. Aplicando os multiplicadores determinados com base nas validações registadas em 2007, obtém-se a seguinte série de valores para a procura real: Passageiros (10^3) Passageiros (10^3) Metodologia de 1984 (sondagens) Metodologia de 2007 (procura real) Metodologia aplicada a partir de 2007, inclusivé: o novo sistema de bilhética sem contacto veio permitir a quantificação objectiva dos passageiros, por tipo de título de transporte, com base nas validações registadas, que passaram a ser obrigatórias para todos os tipos de títulos, com excepção do título de bordo. Doravante será esta a série considerada como referência para análise comparativa da evolução dos passageiros transportados. 21 Relatório e Contas 2007

22 Quilómetros percorridos e passageiros transportados A STCP percorreu ao longo do ano 30 milhões de quilómetros, oferecendo 2,6 mil milhões de lugares.km o que, em comparação com o ano anterior, representa uma redução de cerca de 7% nos quilómetros percorridos e de 12% nos lugares.km oferecidos. No mesmo período foram transportados 109 milhões de passageiros, que efectivamente validaram o seu título de transporte, correspondendo a uma redução de cerca de 7% relativamente ao ano transacto. Passageiros (10^3) V*Kms (10^6) Passageiros transportados (10^3) Quilómetros percorridos (10^6) Quilómetros percorridos - A produção de transporte apresenta no quadriénio uma redução de cerca de 12%, em resposta às transformações ocorridas na rede e na procura. Esta redução decorreu, na sua quase totalidade, no modo autocarro, que representa 99,7% da produção total. Da totalidade da oferta da empresa, 85% (26 milhões de quilómetros) foram assegurados por viaturas da frota própria e os restantes 4 milhões por Operadores Privados, no âmbito dos acordos de exploração celebrados para 13 linhas da rede. Em 2007, o modo carro eléctrico passou a operar, a partir de finais de Setembro, em 3 linhas: Linha 1 Passeio Alegre-Infante, na marginal do rio Douro; Linha 18 Massarelos-Carmo, ligando a zona marginal ao Carmo e Cordoaria; e Linha 22 Circular Batalha- Carmo-Batalha, que retomou o serviço à Baixa do Porto, em 21 de Setembro, cerca de 30 anos depois. Neste modo foram percorridos cerca de 87 mil quilómetros, menos 20% do que no ano transacto. Passageiros Transportados - A oferta de serviço da empresa em autocarro garantiu o transporte de 99,8% do total dos seus passageiros (109 milhões), dos quais 88% na frota própria e 12% na frota dos Operadores Privados. Evolução da Oferta (milhões Km) Evolução da estrutura de titulos utilizados % % 80% 70% 60% 20 50% % 30% 20% 10% % Veículos km STCP Veículos km CE Total Monomodal assinatura Andante Assinatura Veículos km OP s Monomodal Ocasional Andante Ocasional Monomodal Titulo de Bordo 22

23 De registar o surpreendente acréscimo de passageiros no carro eléctrico, cuja procura global se situou em cerca de 269 mil, mais do que duplicando o valor de A esta evolução positiva não é alheia a grande adesão dos clientes à nova Linha 22, que registou, nos cerca de 3 meses de funcionamento, taxas médias de ocupação na ordem dos 77%. A rede da madrugada, rede de cariz eminentemente social, contribuiu com 404 mil passageiros e a rede nocturna com mil passageiros. Estas duas redes registam uma procura média de 1 passageiro por quilómetro percorrido, quando a rede diurna apresenta uma procura média de 4 passageiros por quilómetro percorrido. O dia que registou maior número de passageiros transportados na totalidade da rede foi o dia 13 de Março, com um volume superior a 400 mil passageiros. A procura média ao Sábado representa 51% da procura média em dia útil que, ao Domingo, se situa em 32%. Procura média diária por tipo de dia nas 10 linhas com mais validações Útil Sábado Domingo e Feriados Minimização do esforço financeiro do Estado, garantindo o cumprimento do serviço público Embora o principal enfoque da actividade da empresa em 2007 se tenha centrado nos ajustamentos impostos pela implementação da Nova Rede sem Contacto, não foram descuradas as questões ligadas à revisão de processos, numa lógica de aumento de produtividade e racionalização de custos. Redimensionamento do efectivo Na sequência do processo de ajustamento da última década, o número de trabalhadores reduziu-se em 50 face a 2006, situando-se o efectivo em final de ano em trabalhadores. O pessoal tripulante motoristas e guarda freios representa 65% da estrutura do efectivo, a manutenção corresponde a 8% e os restantes 27% estão afectos às demais actividades da empresa. Evolução do Efectivo (em 31 de Dezembro) Pessoal Tripulante Manutenção Outros 23 Relatório e Contas 2007

24 GESBUS - No âmbito da revisão de processos conducentes à melhoria da eficiência interna destaca-se o investimento que vem sendo feito ao nível do planeamento operacional da oferta de serviço através do sistema GIST. Este integra, de uma forma coerente, a globalidade do processo de planeamento operacional. Numa primeira fase foi desenvolvido e implementado o escalamento automático do pessoal tripulante, já em exploração desde A partir de 2006 desenvolveu-se a parte do projecto relativa ao escalamento de viaturas GESBUS cuja implementação ocorreu durante o primeiro trimestre de Este sistema veio permitir a racionalização do processo, permitindo que o pessoal afecto à actividade de escalamento de viaturas fique essencialmente dedicado às tarefas de supervisão. Complementarmente, o sistema permite um controlo mais efectivo da imobilização dos veículos e uma maior celeridade nos processos da sua disponibilização para a operação. Também do ponto de vista do pessoal tripulante, o sistema detecta a sua chegada à estação de recolha através da marcação do ponto, informando-o, via bilhete impresso, dos números da viatura e do serviço que lhe estão afectos. Melhoria do desempenho dos processos administrativos - Assumida como um dos elementos base para o correcto cumprimento da sua missão, a racionalização dos meios humanos da Empresa, na perspectiva de uma melhor rendibilização da capacidade disponível, constitui uma das áreas de permanente intervenção que, em 2007, se focalizou nos seus processos administrativos. Este projecto centrou-se na identificação do potencial de melhoria de produtividade das áreas administrativas, através da avaliação dos processos que as suportam. Foi possível definir um plano de acções de implementação das melhorias de produtividade, em termos de recursos, tempos, qualidade e outros indicadores. Este projecto representou um elemento decisivo para a alteração da macroestrutura, adequando-a a esta racionalização de processos, ocorrida em Setembro Responsabilidade Social da Empresa Agente de referência na prestação do serviço social associado à realização da sua actividade como operador de transporte público de passageiros, contribuindo activamente para o estabelecimento de um quadro objectivo de partilha da responsabilidade social entre os operadores de transporte e o Estado, que viabilize o caminho para um correcto desempenho económico. A STCP é um dos principais actores urbanos da área metropolitana, pautando a sua actuação quer por uma preocupação constante de desenvolvimento do transporte público, consciente do contributo que este pode dar para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, quer por um esforço de envolvimento na própria comunidade. Prestação de Serviço com Carácter Social Uma elevada percentagem da oferta da empresa tem um carácter de serviço social, que a STCP assegura à comunidade abrangida, traduzida no serviço em zonas de pouca procura e em horários sem interesse comercial, além da insuficência tarifária correspondente à significativa bonificação do preço das assinaturas para Menores, Estudantes, Reformados e Pensionistas e Terceira Idade. Cerca de 29% do total dos quilómetros do serviço da STCP têm cariz social. A bonificação do preço das assinaturas dos segmentos de clientes acima referidos representou em 2007 cerca de 14% da receita do tarifário monomodal da empresa. 24

25 Evolução dos quilómetros de serviço social Percentagem da insuficiência tarifária na receita % 14% % 25% 11% 13% 13% milhares de km % 15% 10% % Km nocturno Km madrugada Km Sábados Km Domingos e Feriados Km linhas Z %km em serviço social Minimização das Situações de Exclusão Rede de Acesso Fácil O transporte público é um factor decisivo para a inclusão social. Em 2007, a STCP intensificou a promoção da mobilidade para todos, aumentando o número de autocarros com melhores condições de acesso para o segmento de clientes com mobilidade reduzida, incluindo carrinhos de bebé. Em articulação com o Provedor Metropolitano do Cidadão com Deficiência, com a ACAPO e com outras associações, foram definidos os critérios do desenho da Rede de Acesso Fácil, tirando partido da renovação da frota: 54% das viaturas com rampas e 88% com piso rebaixado. A Rede de Acesso Fácil caracteriza-se pela grande abrangência geográfica, pela inclusão de linhas de elevada procura e que servem os principais equipamentos de saúde, escolares, de transportes e outros, mais específicamente, centros de reabilitação, bibliotecas e centros de saúde. Das 51 linhas regulares de autocarro operadas pela STCP, 42 passaram a estar integradas na Rede de Acesso Fácil. Evolução das características da frota 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Gás natural Ar condicionado Piso rebaixado Rampa rebatível Linhas Z O desenho base da Nova Rede deixaria algumas zonas da cidade com acessibilidade penalizada com a supressão do serviço da STCP, maioritariamente na cidade do Porto. Embora as áreas em causa apresentem uma procura muito reduzida, as Autarquias e a empresa entenderam ser necessário assegurar às populações condições de mobilidade, para evitar o isolamentode de populações desfavorecidas.em 2007 estavam a operar, na cidade do Porto, as Linhas ZH (Zona Histórica), ZM (Zona Massarelos), ZR (Zona Rio) e ZL (Zona Lordelo); em Matosinhos a linha ZA (Zona Angeiras) e em Vila Nova de Gaia a linha ZF (Zona Francelos). Durante o ano foram transportados 715 mil passageiros neste grupo de linhas. Rede da Madrugada - A STCP é o único operador da AMP a oferecer uma rede de transporte de passageiros entre a 1 e as 6 da manhã, composta por 13 linhas. Disponibiliza um produto adaptado às necessidades das deslocações neste período, com uniformidade de frequências e horários de partida e de localização de términos no centro do Porto. Em 2007 foram transportados 404 mil passageiros, a uma média de passageiros/dia. 25 Relatório e Contas 2007

26 06.3 Responsabilidade Social na Empresa Empresa onde é estimulante trabalhar, com profissionalismo e competência, na perspectiva da consolidação da sua posição como pilar de referência do Sistema de Transportes Públicos da AMP. Toda a Organização é constituída por pessoas e delas depende para o seu sucesso e continuidade. A STCP procura encontrar o equilíbrio entre as exigências do negócio, enquadrado em ambientes cada vez mais complexos e dinâmicos, e o respeito e a valorização dos seus trabalhadores, baseando este relacionamento numa perspectiva de criação de valor. O ano de 2007 foi um ano particularmente exigente, caracterizado por profundas alterações estruturais, não só pela mudança da rede que explora como pela implementação de novos processos tecnológicos na operação, com destaque para o novo sistema de bilhética, superadas com êxito graças à boa cooperação e forte empenho da maioria dos seus trabalhadores. No final de 2007 a Empresa garantia empregos directos, representando uma redução de 3% face ao ano anterior. Cerca de 48% do efectivo situa-se em faixas etárias inferiores aos 49 anos, para uma média de 47,5 anos, com registo de um ligeiro envelhecimento da população trabalhadora, fruto da política seguida de redimensionamento de efectivo sem novas admissões. Num sector marcadamente masculino, as mulheres representam 5,6% da força de trabalho e ocupam funções sobretudo nas áreas administrativas e de direcção de topo. Quase todos os trabalhadores se encontram vinculados à empresa por contratos permanentes, completados com alguns estagiários e raros contratos a termo para tarefas temporárias e específicas. Histograma de idades no final de < 18 anos > 59 anos Total % 0,0% 2,1% 26,6% 18,9% 44,9% 7,6% Motivação e Evolução de Competências Acompanhando a estratégia, definida a nível nacional, para a melhoria de competências da população activa, estabeleceu-se, em Setembro de 2007, um protocolo de cooperação mútua entre a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e a STCP que tem como principal objectivo a promoção do programa Novas Oportunidades, através da criação, por parte da DREN, de condições que permitam a frequência, em período pós-laboral, aos trabalhadores da STCP. Em contrapartida, a empresa propõe-se conceder estágios a alunos que tenham frequentado este programa, nomeadamente nas áreas de Mecânica, Carpintaria e Electricidade, e a disponibilizar a escolas técnicas autocarros desactivados para ensino prático. Adicionalmente o protocolo prevê, em reciprocidade, a divulgação dos projectos promovidos por cada um dos subscritores. Neste âmbito foram já manifestadas 179 candidaturas de trabalhadores da STCP ao programa Novas Oportunidades. A Formação é reconhecidamente uma ferramenta chave para a promoção das competências internas e para a melhoria da qualidade do serviço. O plano de formação de 2007 centrou-se na melhoria e aperfeiçoamento das capacidades de relacionamento com o cliente e foi especialmente dirigido ao pessoal tripulante. Movimento com Vida Trata-se de uma acção de formação que pretende ser uma oportunidade de reflexão sobre o papel do motorista na Empresa e a importância da sua atitude no bom desempenho da actividade de transporte público. A acção, dirigida a todos os motoristas e com suporte didáctico num filme com a participação de motoristas da empresa, envolveu os primeiros 486 motoristas durante o 2º semestre do ano. 26

27 Atendimento de Clientes - Os trabalhadores da área de vendas e Linha Azul, num total de 15, receberam formação com o objectivo de melhoria das suas competências relacionais e comunicacionais. Foram realizadas outras acções de formação, designadamente no âmbito de condução defensiva, sistemas de controlo e auditoria, higiene e segurança no trabalho, combustíveis, sistemas informáticos, e qualidade e ambiente, envolvendo cerca de 100 trabalhadores. Avaliação de Desempenho - A evolução das competências encontra-se regulada no Sistema de Evolução Profissional, que tem subjacente um processo anual de avaliação de desempenho, envolvendo directamente toda a estrutura da empresa. Para este processo concorrem quer os aspectos qualitativos do desempenho individual, quer indicadores quantitativos. Da avaliação realizada em 2007 resultou a promoção de 239 trabalhadores. Prémio de Excelência na Condução - O Prémio Condutor Excelente atribui um diploma e um montante pecuniário aos motoristas com um maior número de horas de condução sem acidentes nem registos negativos de condução, durante cinco anos consecutivos. Em 2007 foram distinguidos com este prémio oito motoristas. Prémio Mérito STCP Considerando a importância do factor humano para o correcto desenvolvimento da actividade da Empresa, foi atribuído um prémio específico, denominado STCP Mérito , aos motoristas que se distinguiram pelo bom desempenho nos últimos três anos, avaliado por absentismo, disciplina, responsabilidade em acidentes e conduta perante clientes, colegas e hierarquia. Receberam este prémio 38 motoristas, traduzido num valor pecuniário e prenda. Oportunidades aos jovens Face ao sucesso de iniciativas anteriores, a STCP prosseguiu a política de cooperação com o meio académico, oferecendo estágios em diversas áreas. Esta postura possibilita aos estudantes terem o seu primeiro contacto com o meio laboral e à Empresa ter contacto com o que de novo é transmitido nas escolas. Ao longo do ano concluíram o estágio profissional, iniciado em 2006, três estagiários do Curso de Carpintaria de Limpos e um estagiário de Serralharia, na recuperação de Carros Eléctricos. Foram concedidos mais 16 novos estágios, 4 profissionais e 12 curriculares, que incluem 2 estágios de verão, ao abrigo do Projecto FEUP Social, a alunos universitários de engenharia oriundos dos PALOP. Comunicação Interna e Melhoria de Condições de Trabalho Revestindo a comunicação com os trabalhadores uma das facetas mais importantes de gestão dos recursos humanos, principalmente numa empresa como a STCP, com uma grande dispersão de locais de trabalho e na qual uma percentagem significativa dos seus trabalhadores executa a sua actividade fora da empresa, é forçoso atribuir-lhe especial atenção. Intranet - É um canal de informação interna muito importante, sendo um excelente apoio para todas as acções de informação e formação ocorridas, para além das suas muitas funcionalidades de apoio à gestão corrente que já passaram a constituir rotinas apropriadas por todos os trabalhadores. Em 2007, este sítio foi acedido diariamente por uma média de 232 trabalhadores, com um tempo de consulta médio de 41 minutos. Folha Informativa Mensal - Recuperada em 2006, constitui outro instrumento de comunicação privilegiado para manter todos os trabalhadores informados sobre os principais factos da vida da empresa ou com esta directamente relacionados. Pretende-se, através deste suporte de comunicação, reforçar a partilha de valores comuns e de informação entre todos quantos trabalham na STCP, fortalecendo o comprometimento com os objectivos e a missão da empresa. Melhoria das condições de trabalho - A 29 de Março foi inaugurada uma nova sala de motoristas, localizada na Estação da CP, em S. Bento. O novo espaço sofreu obras de renovação e adaptação às suas novas funcionalidades, proporcionando aos motoristas melhores condições de conforto e comodidade para o convívio e lazer nos tempos entre serviços. A nova sala - por onde passam diariamente cerca de 200 motoristas dispõe de mobiliário moderno, telefone interno, televisão e computadores com acesso ao Portal Intranet da STCP, para além de um conjunto de máquinas de venda automática de títulos de transporte e de fornecimento de produtos alimentares e bebidas. No sentido de melhorar as condições existentes, no âmbito do apoio aos motoristas, foi celebrado um protocolo entre a STCP, a Metro do Porto e o Consórcio Normetro para a disponibilização do acesso a instalações sanitárias, propriedade da Metro, a trabalhadores da STCP e disponibilizado o acesso às instalações sanitárias da STCP no Hospital S.João a trabalhadores daquele operador. Para melhorar as condições dos motoristas escalados, tornando mais justa e previsível a atribuição de serviços, e, igualmente, para procurar um maior equilíbrio na duração média dos tempos de trabalho, evitando as variações significativas que estas médias registavam por trabalhador, beneficiando injustificadamente uns e sacrificando correspondentemente outros, foi desenvolvido um novo modelo de atribuição de serviços e efectuadas as necessárias adaptações no programa GIST. Este novo método, cuja implementação ocorreu neste início de 2008, vai contribuir para uma maior equidade e previsibilidade das condições de trabalho dos motoristas, em particular dos motoristas de substituições. Facilitar a mobilidade aos seus trabalhadores - A STCP celebrou um protocolo com o TIP, para o fornecimento de títulos de assinatura intermodais Andante, com desconto de grupo, aos seus trabalhadores e familiares. Aderiram inicialmente a este protocolo 52 trabalhadores e 32 familiares. Segurança e Saúde dos Trabalhadores No âmbito das medidas de prevenção da saúde, foi realizado durante o ano e nas instalações da STCP um rastreio pneumológico, em colaboração com o Hospital S. João, com a finalidade da detecção de doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Os casos de alcoolemia registados com valores superiores aos legais foram objecto de testes especiais de controlo com o acompanhamento de médicos e psicólogos. A Empresa dispõe de meios próprios para assegurar os serviços de segurança, higiene e saúde no trabalho, tendo criado para esse fim um serviço próprio com técnicos acreditados. Este serviço executa, designadamente, a avaliação das condições ambientais dos locais de trabalho, a realização de estudos sobre a identificação de situações de risco, a distribuição de fardamento e calçado de segurança e a análise dos acidentes de trabalho ocorridos, despistando as condições ou situações perigosas e propondo as correspondentes medidas preventivas. Neste âmbito e para cumprimento dos dispositivos legais, foram também efectuadas, com regularidade, ao longo do ano, análises/visitas aos locais de trabalho, procurando identificar as situações de inconformidade e tomar as medidas tendentes à sua rápida correcção. A Empresa assegura a todos os trabalhadores, nas suas instalações, a prestação de serviços de saúde. Para tal dispõe de um Posto Clínico que, além da medicina do trabalho desenvolvida por médicos de trabalho em estreita ligação com os técnicos da psicologia, 27 Relatório e Contas 2007

28 oferece ainda um corpo de médicos de clínica geral e de diversas especialidades, médicos para os acidentes de trabalho e um serviço de enfermagem que apoia todo o corpo clínico. Relações com Parceiros Sociais A STCP mantém um relacionamento cordial e de cooperação com a Comissão de Trabalhadores, o Conselho de Quadros e os Sindicatos, como interlocutores sociais importantes. Ao longo de todo o ano, e como habitualmente, foram realizadas reuniões com as organizações representativas dos trabalhadores para tratamento de questões de interesse comum. A ênfase foi colocada na continuação das negociações para o estabelecimento de um Acordo de Empresa único, face à não subscrição do novo acordo por três organizações sindicais, não tendo o objectivo sido ainda alcançado em Não obstante o intenso processo negocial e a reformulação contida no AE 2007, registaram-se períodos de greve na parte final do ano, promovidos pelas três organizações sindicais, que abrangeram seis fins-de-semana, incluindo os de Natal e Fim de Ano. Mau grado as taxas de adesão muito baixas, foram significativos os reflexos na procura, pela opção defensiva dos clientes utilizando outros modos de transporte, designadamente o metro, onde eram aceites os títulos STCP. A percentagem de trabalhadores sindicalizados na STCP é de 90%, encontrando-se abrangidos por acordos de empresa todos os trabalhadores. Benefícios Sociais A empresa disponibiliza aos trabalhadores um conjunto de benefícios sociais, atribuindo a todos um subsídio de refeição e dispondo de um refeitório que serve refeições ao custo do fornecimento, além da existência de máquinas de venda de produtos e de bebidas em todas as instalações. Em caso de doença, a empresa disponibiliza aos trabalhadores os serviços de medicina curativa no seu posto clínico e comparticipa na acção medicamentosa no montante não suportado pela Segurança Social. Atribui, ainda, um complemento de reforma cujos encargos se encontram cobertos por um Fundo de Pensões, constituído em 2002, ao que sabemos caso único de entre as empresas de transporte do sector público. Dado tratar-se de uma empresa do Estado, com uma situação deficitária crónica, esse complemento encontra-se limitado a um valor fixo, actualizado em 2007, para garantir um valor mínimo de reforma e condicionando, assim, o número de beneficiários. Aos trabalhadores com filhos a frequentarem infantários, a empresa atribui uma comparticipação de valor fixo. Anualmente, a empresa promove uma cerimónia de comemoração dos vinte e cinco anos de antiguidade, fazendo entrega aos trabalhadores de uma roseta e de uma prenda, como reconhecimento do tempo de fidelização à STCP. (milhares euros) Evolução do Complemento de Pensões de Reforma Complemento Pensões pago no ano (milhares euros) Nº médio de pensionistas /06 (6%) (8%) 28

29 06.4 Responsabilidade perante a comunidade externa A afirmação como agente de promoção do transporte público urbano, pela qualidade do serviço e sua adequação à procura, contribuindo decisivamente para reduzir a utilização do transporte individual. Promoção da Mobilidade A empresa aderiu, uma vez mais, à Semana da Mobilidade, tendo promovido um conjunto de actividades, entre os dias 16 e 22 de Setembro, associando um tema a cada dia da semana, através das quais pretendeu sensibilizar a comunidade para as inúmeras vantagens na utilização dos Transportes Públicos, como referido de forma detalhada nos Factos Marcantes de Melhor Acessibilidade ao Transporte Público O SMSBUS, serviço que a STCP disponibiliza desde 2005, consiste num serviço de mensagens escritas por telemóvel, através do qual o cliente pode conhecer, em poucos segundos, o momento em que os próximos autocarros chegarão a uma paragem específica, serviço que continua a registar um crescimento sustentado, indiciador da sua utilidade para os clientes. Em 2007, registou um aumento global de 33% relativamente ao ano anterior, com um volume médio diário de 1945 utilizadores, correspondendo a cerca de 94 novas adesões diárias. O Itinerarium.net é a ferramenta principal utilizada pelos nossos clientes para o planeamento de viagens, tendo registado um forte aumento de consultas no início do ano, associadas à procura de informação sobre percursos e horários da nova rede. Na fase de divulgação das novas linhas, o Itinerarium.net possibilitou a comparação de percursos entre a rede descontinuada e a nova rede, apresentando as novas soluções de mobilidade, incluindo os tarifários mono e intermodal. Este sítio é o único a permitir simulações de deslocações envolvendo os três operadores públicos da AMP. 29 Relatório e Contas 2007

30 Aumento da Satisfação do Cliente O tratamento das reclamações dos clientes reveste-se de grande importância para a empresa, tendo assumido em 2007 um maior relevo como barómetro do tempo de conhecimento e habituação dos clientes às novas soluções de mobilidade e, simultaneamente, como elemento auxiliar da monitorização efectuada. De forma natural, a taxa mensal de reclamações registou valores excepcionais e muito elevados nos primeiros 2 meses de 2007, diminuindo gradualmente ao longo do ano para valores normais, a partir de Junho. Neste contexto, a empresa procedeu à revisão e aperfeiçoamento do processo interno de reclamações, de modo a garantir a sua análise rigorosa, a resposta em tempo útil aos reclamantes e a adopção de medidas correctivas para as situações anómalas identificadas. Número de reclamações de clientes em 2006 e Conclusão da implementação da Nova Rede Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Reclamações 2006 Reclamações 2007 De entre os 4 canais de entrada de reclamações, figuram como principais a Provedoria, com 42%, e a Linha Azul, com 38%. Reclamações por canal de entrada 40% 42% 44% 38% 16% 10% 10% Provedoria Linha Azul Livro de Reclamações Outros Canais Índice de Satisfação do Cliente - Em 2007 a STCP integrou uma vez mais o projecto European Customer Satisfaction Índex ECSI Portugal. 30

31 Diálogo com os Stakeholders Promover a Segurança - Garantir maior segurança aos passageiros e maior apoio aos motoristas no seu posto de trabalho é uma preocupação constante na operação da Empresa. Toda a frota de autocarros está equipada com o sistema de vídeo-vigilância, permitindo a monitorização da actividade dentro das viaturas em operação. Cooperação com o SIGEP Atendendo à dimensão da sua actividade de transporte público, a STCP aderiu ao SIGEP - Sistema Integrado de Gestão de Emergência do Distrito do Porto, devido à capacidade para deslocar, em caso de emergência, milhares de cidadãos para fora de locais afectados - ou em vias de o serem - por uma eventual catástrofe. O protocolo de cooperação celebrado, neste âmbito, com o Governo Civil materializa-se ainda no fornecimento de dados à base de dados central do sistema informático que contém um vasto conjunto de informações sobre as áreas de risco e os pontos críticos de todo o distrito. Estes dados estão disponíveis, para rápido acesso, às Autoridades competentes e Agentes de Protecção Civil, permitindo responder melhor e de forma mais segura em caso de acidente ou catástrofe. Porto Seguro Realizou-se um simulacro de rotura de uma conduta de gás junto a uma escola e a blocos habitacionais de um bairro. Este exercício, inserido no programa regular organizado pela Protecção Civil Municipal, contou com a participação activa da STCP, através da disponibilização de meios de transporte para a evacuação das pessoas do local, e teve ainda o envolvimento dos bombeiros, polícia, emergência médica, Câmara Municipal e DREN. Desenvolvimento de novos projectos RCM Rede de Competência em Mobilidade - Durante 2007, a STCP aprofundou a sua participação no consórcio RCM, criado em finais de 2006 com o objectivo de congregar diversas entidades, desde fornecedores de tecnologia e centros de I&D a universidades e instituições do ensino superior e a empresas e entidades utilizadoras de tecnologia, como a STCP. Esta rede destina-se a agregar, desenvolver e consolidar competências nas áreas da mobilidade e das TIC, e a promover o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, com vista a gerar massa crítica e a atingir uma posição de relevo no mercado nacional e, porventura, garantir o acesso a mercados internacionais. A STCP está envolvida na realização de estudos diversos e na preparação de novos projectos de mobilidade, de que é exemplo o projecto WIMETRONET. Projecto CIVITAS Plus - Em parceria com a Câmara Municipal do Porto, e outras entidades e operadores, foi elaborada uma candidatura a este programa europeu, coordenada pela cidade de Gent (Bélgica) e tendo como participantes as cidades de Gyor (Hungria), Ljubljana (Eslovénia) e Zagreb (Croácia). A cidade do Porto participará como learning city. As áreas de intervenção previstas para o projecto são a Loja da Mobilidade, em Informação e Telemática, e a Interface de Transportes do Hospital S. João, em Mobilidade Local. A candidatura aguarda aprovação pela Comunidade Europeia. Comunicação New Media A STCP aderiu a um inovador projecto de comunicação numa grande superfície, que consiste na divulgação de conteúdos audiovisuais da STCP em ecrãs planos, distribuídos ao longo da linha de caixas, ficando visíveis para os mais de clientes mensais da loja. Trata-se de um projecto piloto, que pretende avaliar a eficácia de novos meios de comunicação em locais de consumo, com informação sensível ao contexto e difundida em função de critérios programados. Apoio a iniciativas da comunidade De Rose Party, Porto Bike Tour, Feira do Livro, Dia Mundial da Criança, Regata dos Barcos Rabelos, Serralves em Festa, Red Bull Air Race, O Porto a Pé, Portogofone foram algumas das iniciativas promovidas por diferentes sectores da comunidade onde a STCP está inserida e que mereceram o seu apoio ao longo do ano. Promoção de Produtos Culturais e Turísticos O Museu do Carro Eléctrico A STCP oferece à cidade um património de museologia industrial de grande valor, cumprindo assim uma missão de preservação de um espólio cultural de relevo, através do Museu do Carro Eléctrico. O Museu continua a atrair muitos visitantes, registando aumentos de 87% dos públicos portugueses e de 56% dos estrangeiros face ao ano anterior. Os alunos em visita escolar são o público mais representativo do Museu, num total de cerca de 14 mil, o que representou 51 % do universo de visitantes. Contrariamente ao passado recente, a procura deste segmento revela uma redução, com menos 24% de visitantes relativamente a A esta redução não será alheia a nova legislação aplicada ao transporte colectivo de crianças, que afectou significativamente as saídas dos alunos para a realização de visitas escolares. No aluguer de carros eléctricos - vertente mais turística da actividade do Museu - registou-se um apreciável número de contratos celebrados, num total de 157, sendo as escolas quem mais procurou o serviço, representando 75% do total. Os eventos produzidos pelo Museu do Carro Eléctrico no ano de 2007 funcionam já como um referencial da cidade, de que é exemplo principal o Desfile Anual de Carros Eléctricos. O programa para a terceira idade denominado Venha Tomar um Chá Connosco, bem como o programa Famílias nos Museus, uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto, foram outros dos eventos de sucesso. É também testemunho desta interacção com o exterior o significativo aumento de solicitações de variadas instituições ao Museu para a participação em exposições sobre o carro eléctrico e os transportes públicos em geral. O ano de 2007 ficou ainda marcado pela introdução de um sistema de audioguias que permite ao visitante individual obter informações variadas sobre a exposição permanente. Trata-se de um sistema de visita ainda pouco difundido em Portugal, sendo o Museu do Carro Eléctrico o segundo museu da cidade a introduzir este sistema. A colecção do Museu registou ao longo do ano a incorporação de 482 novas espécies, das quais 182 em regime de oferta. De salientar na Colecção de Grande Porte a incorporação de dois novos carros eléctricos, o Vagão Socorro nº 76 e o Carro de Esmerilar Carril nº48, que, pelas suas características únicas e pelo seu interesse histórico, o Museu considerou fundamentais para a sua colecção. 31 Relatório e Contas 2007

32 Eventos culturais sob o patrocínio do Museu Janeiro Peça Cara de Fogo, produção do Teatro Universitário do Porto (TUP) em exibição no Museu Carro Eléctrico Fevereiro Edição da versão inglesa do seu guia para uma visita, intitulado Visitor s Guide, na sequência da versão em português, em língua russa e em código Braille. Abril Participação na exposição Os Materiais e a Cidade organizada pela Sociedade Portuguesa de Materiais no âmbito da Conferência Internacional MATERIAIS 2007, que decorreu no Mercado Ferreira Borges. Junho Desfile Anual dos Carros Eléctricos Históricos Reposição da Peça "Cara de Fogo" II Ciclo Poesia em Linha para Crianças Maio a Julho Ciclo de visitas "À Noite no Museu" Junho a Julho Ciclo de Ópera no Museu do Carro Eléctrico - pelo terceiro ano consecutivo e em estreita parceria com o projecto Porto Bairro a Bairro da Câmara Municipal do Porto Julho a Agosto III Ciclo Viagens Comentadas Setembro Exposição "História do Carro Eléctrico"no Via Catarina Shopping - em parceria com a STCP, registando o regresso do eléctrico à Baixa Setembro a Outubro Participação na exposição de fotografia "Vai à Janela" do Museu Nacional de Castelo Branco Dezembro Peça "O Aquário", produção do Teatro Universitário do Porto (TUP) no Museu do Carro Eléctrico Circuitos turísticos A componente turística associada ao transporte público é um novo segmento de mercado que a STCP explora desde 2005, em conjunto com a Carristur. O ano de 2007 caracterizou-se pela introdução de medidas de aumento de oferta em resposta à evolução do mercado. Procedeuse à diversificação de produtos, com o novo circuito turístico o Porto das Pontes, o lançamento do Porto a Brilhar 2007 e, em parceria, o Yellow City Cruises. O número total de passageiros transportados atingiu 77 mil, representando um acréscimo de 52% relativamente a 2006, com idêntico aumento da receita obtida. Procura dos circuitos turísticos (passageiros)

33 Doações e Donativos Em conformidade com a sua estratégia de responsabilidade social, a STCP deu continuidade ao Protocolo com o Governo Civil do Porto, que prevê a doação de viaturas de transporte abatidas ao serviço público a entidades diversas, e realizou contratos de doação daquele tipo de viaturas a associações e outras organizações para os mais diversos fins. Os donativos e apoios concedidos ao longo do ano têm um valor estimado equivalente a cerca de 100 mil euros. Parcerias Internacionais A pedido do Governo de S. Tomé e Príncipe, a STCP decidiu dar assistência ao lançamento de uma rede de transportes naquele país, contando este projecto com o apoio da Secretaria de Estado dos Transportes e do Governo Civil do Porto. O apoio da empresa passará pela definição da rede de transportes públicos de passageiros, apresentação de possíveis modelos para a criação da empresa que deverá gerir esta rede e formação de técnicos da mesma. A STCP comprometeu-se ainda a oferecer viaturas abatidas à sua frota, já reservadas para o efeito Responsabilidade Ambiental A consolidação como Empresa de referência entre as que apresentam as melhores práticas do sector, desenvolvendo a sua actividade enquadrada num sistema integrado de gestão nas dimensões de qualidade, ambiente e segurança. Tem sido desenvolvido um trabalho intenso na defesa do transporte público e da mobilidade sustentada, apostando fortemente em medidas que contribuam para um melhor desempenho ambiental. Em 2007 a STCP reforçou a sua posição destacada como operador com a maior frota a gás natural do país e uma das maiores da Europa. Também nesse ano adoptou a utilização generalizada de papel reciclado ao nível interno e respeitou a preocupação de incluir, na generalidade dos cadernos de encargos para a aquisição de bens e serviços, o cumprimento de alguns critérios e requisitos ambientais. Designadamente no concurso público internacional para o fornecimento de combustìveis e lubrificantes estabeleceu a incorporação de biodiesel em percentagem desejavelmente de 10%. Passos decisivos em 2007 Sistema Integrado de Gestão em Qualidade, Ambiente, Segurança e Saúde Em Abril de 2007, foi lançado o Projecto de Concepção e Implementação do Sistema Integrado de Gestão em Qualidade, Ambiente e Segurança com vista a obter a Certificação nestes três sistemas. A 1ª fase, de diagnóstico, decorreu entre Julho e Setembro de 2007 e a 2ª fase, de implementação, começou em Outubro de 2007 e estima-se que irá decorrer até Junho de Na área ambiental há a salientar os seguintes passos do processo: Dos passos seguintes destacam-se a elaboração de procedimentos para a gestão de resíduos e controlo de derrames, a aprovação de procedimentos para monitorização e identificação de requisitos legais, a realização de auditoria energética e plano de racionalização de energia, a inventariação das substâncias empobrecedoras da camada de ozono e a monitorização das emissões gasosas e do ruído ambiental Identificação dos aspectos e impactes ambientais Elaboração de procedimentos de identificação e avaliação dos aspectos e impactes ambientais e de monitorização ambiental Avaliação dos aspectos e impactes ambientais significativos Elaboração da uma "Lista de verificação" da conformidade legal nas seguintes áreas: Licenças do domínio hídrico Licenças de descarga de águas residuais Licenciamento de reservatórios, de equipamentos sob pressão e de elevadores Realização de auditoria energética e plano de racionalização de energia Auto controlo das emissões gasosas e cumprimento dos requisitos de construção das chaminés Inventariação das substâncias empobrecedoras da camada de ozono Medição do ruído ambiental 33 Relatório e Contas 2007

34 Maior frota a gás do país A STCP passou a operar, a partir de Maio, os novos autocarros movidos a gás natural - 30 veículos articulados e 50 veículos standard - que vieram reforçar a diversificação das fontes energéticas e a opção da empresa por veículos mais cómodos, com melhor acessibilidade e menos poluentes.a 31 de Dezembro de 2007, a frota total era de 493 autocarros, com uma idade média de 6,7 anos, dos quais 255 a gás natural, representando 52% da frota. Àquela data, a STCP dispunha de 70% dos veículos com ar condicionado, 88% com piso rebaixado e 54% com rampa de acesso, reforçando a sua posição como a empresa rodoviária nacional melhor equipada em condições de acessibilidade, designadamente para os cidadãos com mobilidade reduzida. Com menores emissões de gases e partículas poluentes, estas viaturas contribuem para atenuar os índices de poluição atmosférica presentes nas áreas urbanas, visando a melhoria da qualidade de vida da população em geral e não apenas dos clientes da empresa. Características da frota % 70% 88% 54% Evolução esperada Segurança 2007: 100% dos veículos com video-vigilância Meta: 100% da frota (já atingida) Idade da Frota 2007: Idade Média - 6,7 anos 3% com mais de 13 anos Meta: Vida Útil dos veículos igual ou inferior a 13 anos Inclusão Social 2007: 54% da frota com rampas para pessoas com mobilidade reduzida Meta: 66% da frota Acessibilidade 2007: Piso rebaixado em 88% dos veículos Meta: 100% da frota Gás Natural Ar condicionado Piso rebaixado Rampa de acesso O gás natural é o mais limpo dos combustíveis alternativos, sendo as emissões de escape destes veículos muito inferiores às dos movidos a gasóleo e, ao contrário dos combustíveis líquidos e do GPL, é também mais seguro porque se dissipa na atmosfera em caso de acidente, evitando os riscos de explosão e incêndio. Resumidamente e em termos do cumprimento das medidas previstas no Plano Nacional de Alterações Climáticas (PNAC 2006) para o sector dos transportes no horizonte temporal , com a renovação da frota já foram atingidos ou ultrapassados os objectivos definidos. Idade média da frota (anos) 10,7 10,3 9,6 4,2 3,2 5,2 9,1 4,5 Contribuindo decisivamente para a sustentabilidade ambiental da área servida, a frota de autocarros apresenta a seguinte distribuição da idade média por série de viaturas: Autocarros a Diesel Autocarros a Gás Natural Indicadores ambientais Como consequência da opção clara pela protecção do ambiente e prevenção da poluição, os indicadores ambientais reflectem esse compromisso. Emissões de poluentes atmosféricos Com a aquisição de 80 veículos a gás natural foi possível reduzir ainda mais o impacte ambiental da operação, em particular no que concerne às emissões de CO2, tendo estas registado no ano de 2007 um decréscimo de 10% face ao ano anterior. Emissões de CO /06 Consumo de gasóleo (litros) Emissões de CO2 (t) (26%) (26%) Consumo de gás natural (m3) Emissões de CO2 (t) Total de emissões de CO % 17% (10%) Emissões de CO2 / Km percorrido (Kg) (3%) 34

35 Energia A grande redução no consumo de gasóleo (-26%) e o consequente aumento do consumo do gás natural (+17%) associada à diminuição da produção de transporte público (-9%) traduziu-se nos consumos a seguir indicados. Consumo de combustível Electricidade CE (kwh) Kwh/100km Tep /06 1% 24% 1% Electricidade Inst. Fixas (kwh) Tep % 7% Gasóleo Litros litros/100km Tep , , , , (26%) (2%) (26%) Gás Natural Metros cubícos m3/100km Tep , , , , % (1%) 17% Total Tep Tep - toneladas equivalentes de petróleo (5%) Água Como recurso importante e cada vez mais escasso, a STCP utiliza exclusivamente na lavagem das viaturas e em instalações sanitárias água proveniente de captações subterrâneas nos locais onde estas existem. Com a implementação do plano de monitorização prevê-se optimizar o consumo de água em todas as instalações existentes. Em 2007, e por essa razão, o consumo de água da rede pública foi apenas de m3. Água Consumo total de água (m3) /06 (32%) Análise das águas residuais - Durante o ano de 2007 foram feitas análises, em Abril e Setembro, às águas residuais de lavagem das viaturas e das oficinas nas Estações de Recolha de Francos e da Via Norte. Após a implementação de algumas medidas correctivas verificou-se, na segunda análise, uma evolução positiva dos indicadores analisados, prosseguindo as acções para uma melhoria crescente neste âmbito. Resíduos - Em 2007 foram recolhidas cerca de 427 toneladas de resíduos, incluindo 97 toneladas (23%) de resíduos perigosos. A taxa de valorização, isto é, a percentagem de resíduos encaminhados, através de entidades devidamente acreditadas, para reciclagem ou reutilização, atingiu 77,2%. Neste âmbito merece particular referência a recolha e envio para tratamento de um importante passivo ambiental que subsistia na empresa, constituído por 15 ampolas de mercúrio, anteriormente usadas nos rectificadores de corrente contínua de subestações que, entretanto, foram desactivados. Globalmente, regista-se uma evolução favorável relativamente aos resíduos com maior implicação ambiental. Resíduos industriais perigosos Óleos Usados (litros) Baterias Usadas (un) Lâmpadas Fluorescentes /06 (47%) (38%) (48%) Resíduos industriais não perigosos Madeira (kg) Residuos industriais banais (kg) Residuos metálicos (kg) /06 175% (30%) 49% Outros resíduos Papel e cartão (kg) Resíduos de demolição e construção (kg) Resíduos hospitalares Gr. III e IV /06 93% (81%) 2% 35 Relatório e Contas 2007

36 07 Relatório de Gestão 36

37 07.1 Enquadramento O ano de 2007 registou três marcos de especial relevo e fortemente determinantes na vida da empresa: a fase final da implementação da Nova Rede, a integração total da rede no Sistema Intermodal Andante e a assinatura do primeiro Contrato de Gestão com a Tutela. Implementação da Nova Rede STCP Implementar uma rede totalmente renovada, após décadas de sucessivos ajustamentos pontuais, para poder adaptar o serviço às múltiplas e fortes alterações de mobilidade e de oferta alternativa entretanto ocorridas, constituiu, indubitavelmente, o maior desafio da STCP no ano de Foi exactamente em 1 de Janeiro que um novo desenho dos 533 quilómetros de extensão da rede, distribuída por 52 freguesias dos seis concelhos centrais da AMP, passou a servir os clientes da STCP, através de 83 novas linhas, assegurando-lhes ligações mais curtas, mas também mais frequentes e com interligação a outros modos de transporte. A dimensão e a complexidade do projecto exigiram um enorme esforço a toda a empresa, na preparação da implementação desta última fase, em particular quanto à informação ao público e ao reforço de apoio ao cliente, dado o esperado forte impacte das mudanças introduzidas no quotidiano da população servida. Cumpre registar, com reconhecimento, a colaboração dada à empresa neste processo pelas Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, bem como pela maioria dos clientes da STCP, a par com o espírito construtivo demonstrado na generalidade das situações que houve necessidade de entretanto rectificar, sem esquecer o valioso e indispensável contributo prestado pela esmagadora maioria dos trabalhadores. Os resultados registam o transporte de 109 milhões de passageiros ao longo de 30 milhões de quilómetros percorridos durante 2007 e traduziram-se em: Uma redução de 8,7% do tempo médio de percurso dos clientes, evoluindo este de 46 para 42 minutos; Um aumento de 27% na frequência média em hora de ponta, com o intervalo entre passagens a evoluir de 22 minutos em 2006 para 16 em 2007; Um aumento da velocidade comercial em 0,5 km/h (3,3%); Uma redução da oferta em 9%, de 2006 para 2007, na componente da produção pela frota própria da STCP e de 7% se considerada toda a oferta, incluindo as linhas operadas por empresas contratadas; Uma redução de 6% do comprimento médio das linhas, garantindo uma regularidade superior, com melhoria sensível da qualidade da oferta. Contrato de Gestão celebrado com a Tutela Em execução do planeado pela Tutela para a implementação de cultura de meritocracia e de avaliação da performance individual das empresas e das administrações, através designadamente da definição e aprovação de plano estratégico e de plano de gestão plurianual para o mandato, foi subscrito, em 11 de Maio de 2007, pela Secretaria de Estado dos Transportes e pela Secretaria de Estado do Tesouro e Finanças, com cada um dos membros do Conselho de Administração da STCP, o Contrato de Gestão, com a fixação dos objectivos esperados atingir no mandato Globalmente o objectivo anual para 2007 foi atingido e até superado em 8%, registando-se em alguns indicadores resultados aquém do previsto. As metas fixadas, embora de ambição contida em valores considerados atingíveis, como o comprova o resultado global, implicavam porém um risco acrescido. A complexidade conjuntural da vida da empresa e da envolvente da sua actividade principal, associada à conclusão do redesenho da rede e à adesão de todo o serviço ao sistema intermodal Andante, constituíam os factores indutores de maior imprevisibilidade no cumprimento dos objectivos. 37 Relatório e Contas 2007

38 Integração Total no Sistema Intermodal Andante A renovação do sistema de bilhética da empresa, realizada em articulação com o TIP, veio permitir simultaneamente a evolução do tarifário monomodal para a tecnologia sem contacto e a integração de todas as linhas da STCP no sistema intermodal Andante. Deste modo, foi dado um contributo decisivo para a consolidação da intermodalidade na AMP, aumentando de forma expressiva as opções dos clientes em termos de tarifário e de alternativas para a sua cadeia de viagens. De facto, passaram a dispor de uma rede muito mais alargada, acrescendo às linhas exploradas pela STCP toda a rede da Metro do Porto, uma parte substancial da rede da CP Porto e ainda algumas linhas de operadores privados. Com a integração na rede intermodal foi, pois, possível aumentar a atractibilidade do sistema de transporte público, na medida em que ocorreu um alargamento da cobertura territorial e dos meios de transporte ao dispor do cliente. Na perspectiva do sistema intermodal, esta integração plena da STCP gerou um aumento sensível na quantidade de clientes dos títulos Andante que, em 2007, registou um crescimento de 53% no número de validações, sendo a maioria desse aumento (25 milhões de validações), o resultado da integração de toda a rede STCP. De facto, as validações intermodais na empresa cresceram 12,6 milhões, evoluindo de 5,8 em 2006 para 18,4 milhões em Além dos factos mais marcantes antes referidos, registou-se ainda um conjunto de actividades que, embora sem o carácter estratégico das anteriores, se consideram relevantes, não apenas pelo esforço desenvolvido na sua prossecução, mas também porque terão certamente importantes resultados no futuro. Plano de Formação Dando continuidade à formação intensiva do pessoal de contacto associado à Nova Rede, ocorrida em 2006, deu-se início a programas direccionados para uma melhor preparação do pessoal tripulante, da rede de vendas e da linha azul, no sentido da sua maior profissionalização no atendimento ao cliente. Complementarmente, foi também feita formação na área da condução económica e defensiva destinada ao pessoal tripulante. Racionalização de Meios Estão em curso processos de reestruturação interna no sentido de um aumento da qualidade de serviço e da produtividade, designadamente nas áreas administrativas de suporte, contribuindo assim para uma redução sustentada do custo de produção. Com a entrada em operação dos 80 novos autocarros a gás natural, em Maio, e o correspondente abate de 119 viaturas do segmento de frota mais antigo, foi possível baixar a factura energética da empresa. Evolução dos consumos e custos da energia Sistema de Avaliação da Oferta e da Procura Após a introdução do sistema de bilhética com tecnologia sem contacto em todas as viaturas de serviço público tornou-se obrigatória em 1 de Janeiro de 2007 a utilização de títulos de transporte sem contacto, com necessidade de validação em todas as deslocações. Em conjunto com o sistema de apoio à exploração e informação (SAE), já em serviço, foram finalmente garantidas as condições para uma avaliação rigorosa do nível de cumprimento do serviço prestado e uma gestão mais eficiente dos meios de produção, adequandoos às efectivas necessidades de mobilidade dos clientes. Energia (10^6) Consumo de gasóleo (10^6 litros) Custos totais Consumo de gás natural (10^6 m3) Custo 10^6 Euros A comprovar a mais-valia desta nova ferramenta, a maioria das alterações introduzidas durante o 2º semestre do ano, ao nível da oferta, resultaram já das informações obtidas com este novo sistema de informação. Acordo de Empresa O processo de modernização e valorização da STCP desenvolve-se simultaneamente no âmbito da tecnologia e facilitação de processos, bem como no da valorização dos recursos humanos da empresa. Este último aspecto traduziu-se, em primeiro lugar, na celebração de um novo acordo de empresa (AE1 2007), cujo clausulado representa uma reformulação do acordo celebrado em 2005, permitindo a eliminação de regimes inadequados às actuais necessidades. O novo acordo foi subscrito por parte das organizações sindicais, não permitindo a desejada uniformização de regimes, o que penaliza a necessária contribuição da regulamentação de trabalho para uma mais eficiente gestão dos recursos. Projecto de Certificação Em meados do ano deu-se início ao projecto de concepção e implementação do Sistema Integrado de Gestão em Qualidade, Ambiente e Segurança, cujo objectivo consiste na certificação da empresa nestes três domínios. Rede de Tracção Eléctrica Concluiu-se em 2007 a construção da rede de carros eléctricos na baixa do Porto, com início da operação da Linha 22, em Setembro, o que representou um acréscimo de 34% na extensão da rede de tracção eléctrica. 38

39 07.2 Gestão Económica e Financeira Investimento Em 2007 o investimento totalizou 24,7 milhões de euros, com destaque para a renovação da frota de serviço público pela aquisição de 80 autocarros, que representaram cerca de 91% do investimento global. A conclusão do circuito central do Carro Eléctrico no centro da cidade do Porto envolveu um investimento de cerca de 800 mil euros, o qual se afigura como um contributo muito importante para o esforço de renovação urbana da cidade, de que o sucesso da linha 22 é um sinal importante. Nos sistemas de informação ao público foram aplicados 290 mil euros, integrando este valor a optimização dos sistemas SMSBUS e de produção de mapas de linhas na paragem, sendo porém a parte mais substancial (255 mil euros) decorrente do projecto dos novos suportes para informação nas paragens (SPIN), o qual abrange toda a rede. (milhares euros) Investimentos Material Circulante Infra estruturas Outros Total / % 255% 27% 2053% Financiamento O financiamento da actividade da empresa decorreu com recurso sobretudo a capitais alheios com garantias do Estado. As prestações de capital mantiveram-se nulas, a exemplo do já ocorrido nos últimos cinco anos. As Indemnizações Compensatórias totalizaram 16,9 milhões de euros, traduzindo um aumento de 8,6% face a Neste valor estão incluídos 274 mil euros relativos ao tarifário social intermodal Andante. O subsídio do PAII, que pretende compensar parte dos tarifários sociais da terceira idade, situou-se em 870 milhares de euros, ainda não liquidada, tal como a verba respeitante ao ano anterior. Em Junho de 2007, e para consolidação do passivo, foi emitido um empréstimo obrigacionista com aval do Estado no montante de 100 milhões de euros, processo iniciado com uma consulta ao mercado financeiro em meados de Analisadas as soluções apresentadas pelas instituições financeiras, a escolha recaiu sobre a emissão de obrigações, dada a menor carga fiscal. A operação foi realizada em Junho, com uma maturidade de 15 anos, e permitiu amortizar o empréstimo intercalar de 50 milhões de euros, acordado com a Direcção Geral do Tesouro em Continua por definir um novo enquadramento da actividade de transporte público que conduza à contratualização do serviço público prestado pelas empresas. Esta insuficiência do financiamento público à Empresa, de que decorre o seu progressivo e inevitável endividamento, conduz a uma contínua degradação dos capitais próprios e a um aumento dos custos financeiros suportados que, como as contas reflectem, teve o agravamento mais elevado das rubricas de resultados. Resultados do Exercício Custos Como reflexo da estratégia de racionalidade económica prosseguida, os custos operacionais apresentam neste exercício uma redução de cerca de 1 milhão de euros face a (milhares de euros) Custos FSE+CMVMC Custos com Pessoal Amortizações e Provisões Operacionais Financeiros Correntes Extraordinários Custos Totais /06 (1%) (3%) 4% (1%) 45% 3% (65%) (2%) 39 Relatório e Contas 2007

40 É notório o esforço de contenção nas principais rubricas de custos operacionais - custos com pessoal e fornecimentos e serviços externos - sendo de destacar nos primeiros uma redução de cerca de 3%, ou seja, menos 1,2 milhões de euros. Verifica-se uma redução contínua nos rácios do peso dos custos com pessoal. (milhares de euros) % Custos com Pessoal Custos c/ Pessoal / Custos Operacionais Custos c/ Pessoal / Custos Totais Receitas de bilheteira / Custos c/ Pessoal ,3% 40,8% 1, ,6% 44,0% 1, ,9% 40,2% 1, ,0% 39,6% 1,2 07/06 (2%) (1%) (5%) As amortizações sofreram um aumento significativo de 25%, fruto do início da amortização da nova frota de serviço público, a partir de Março de Foram reforçadas as provisões do exercício no montante de 900 mil euros, fundamentalmente para cobertura de riscos associados a processos judiciais em curso e custos com sinistros. Os custos financeiros evoluíram negativamente face ao exercício anterior, com um aumento de 45%, mais 3,5 milhões de euros, reflexo da subida da taxa de juro, do agravamento do endividamento de curto prazo e da tardia disponibilização das indemnizações compensatórias do exercício. Próximo do final do ano e após cuidada análise sobre o momento de incerteza e de consequente aumento da volatilidade de mercado, foi decidido proceder à cobertura do risco de taxa de juro com duas operações de 25 milhões de euros cada, a 15 anos. Proveitos - O ano 2007 revelou um decréscimo de 8% na receita dos títulos de transporte. Esta diminuição foi inferior à esperada devido ao facto da Empresa ter sabido adaptar-se aos novos desafios de mobilidade. Os subsídios à exploração registaram um incremento de 7%. Proveitos Proveitos Totais Títulos de transporte Indemnizações Compensatórias (milhares de euros) 07/06 (4%) (8%) 7% A coexistência dos tarifários monomodal STCP e intermodal Andante, para além de implicar custos adicionais para a Empresa, permite ao passageiro a opção pelo título mais económico, induzindo uma perda gradual da importância relativa do tarifário monomodal na estrutura da receita total. (10^ Eur) ,3 0,9 50 2, , ,8 51,5 48,6 39, Receita Intermodal Receita Monomodal A receita média por passageiro manteve-se praticamente ao nível de 2006, 43 cêntímos/passageiro, fruto do aumento tarifário ocorrido em Janeiro de 2007 e de um aumento de quota do título de venda a bordo, contrabalançando a diminuição decorrente da possibilidade de escolha pelos clientes do tarifário mais económico. Assistiu-se igualmente, na sequência do que já vinha ocorrendo desde 2006, à quebra no segmento de passageiros de títulos ocasionais monomodais, que atingiu os 34%. Evolução dos proveitos operacionais 100 (10^6 euros) Prestações de serviços Subsídios à exploração Outros proveitos operacionais 40

41 Resultados O agravamento dos défices da Empresa deve-se essencialmente à queda da procura e à evolução dos custos financeiros que reflectem o modelo de financiamento apoiado em capitais alheios, embora esta evolução negativa tenha sido atenuada pela diminuição dos custos operacionais. Excluindo as Indemnizações Compensatórias, os Resultados Operacionais sofrem um agravamento de 2 milhões de euros, em virtude do aumento das amortizações e do reforço das provisões, enquanto os Resultados Líquidos evoluem também negativamente em cerca de 2 milhões de euros face a ,937-20,565-21,785-23,429-26,118-26,590-33,150-35,103 Result. Oper. antes IC s, Amortizações e Provisões (10^3 Euros) Result. Liquid. antes IC s, Amortizações e Provisões (10^3 Euros) Os Resultados Financeiros (-11 milhões de euros) apresentam um agravamento sensível face a 2006, fruto do crescente nível de endividamento seja na componente de dívida comum seja na componente de locação financeira -, da subida das taxas de juro e da tardia disponibilização dos subsídios à exploração. Quanto aos Resultados Extraordinários (-342mil euros) regista-se uma significativa melhoria, pois em 2006 estes tinham sido onerados com as perdas em imobilizações financeiras ocorridas no exercício. (milhares de euros) Resultados Resultados Operacionais Antes de IC's Resultados Financeiros Resultados Correntes Resultados Extraordinários Resultado Líquido Exercício Antes de IC's 2004 (3.095) (24.658) (6.485) (9.580) (669) (10.276) (31.839) 2005 (11.122) (25.647) (6.440) (17.562) 443 (17.147) (31.672) 2006 (14.235) (29.776) (6.542) (20.777) (4.799) (25.601) (41.142) 2007 (15.077) (31.700) (11.243) (26.320) (342) (26.680) (43.304) 07/06 (6%) (6%) (72%) (27%) 93% (4%) (5%) Evolução Patrimonial Capital Próprio da Empresa É crescentemente negativo, atingindo já os 202 milhões de euros. (milhares de euros) Estrutura do Balanço Activo Imobilizado Circulante Acréscimos e Diferimentos Capital Próprio e Passivo Capital Próprio Passivo ( ) ( ) ( ) ( ) /06 26% 30% (4%) 100% 26% 15% 18% 41 Relatório e Contas 2007

42 Activo - A evolução da estrutura do activo sofreu uma inversão na tendência decrescente que vinha registando desde 2003, apresentando um crescimento de 26%, fruto essencialmente do investimento em viaturas de serviço público, tendo consequentemente a rubrica do equipamento básico sofrido um incremento de 21 milhões de euros. De salientar também o elevado valor de Acréscimos e Diferimentos em 2007 face a 2006, justificado por não ter sido ainda feita a atribuição do subsídio do PAII relativo aos anos de 2006 e Passivo 9,0 91,0 29,0 71,0 49,0 12,0 88,0 Passivo - O agravamento do passivo em cerca de 18% denota a continuação do financiamento com recurso a capitais alheios. A reestruturação do passivo com a emissão do Empréstimo Obrigacionista de 100 milhões de euros justifica a modificação da estrutura da dívida, representando o Passivo Financeiro a médio e longo prazo, no final de 2007, cerca de 88% da dívida titulada da Empresa, comparado com 51% em O Passivo Financeiro representa 90% do passivo total da Empresa Médio e Longo Prazo 51, Curto Prazo 2007 Não existem dívidas em mora ao Estado e a outros entes públicos, incluindo à Segurança Social Perspectivas para 2008 Para 2008 a STCP mantém o propósito de executar as acções consubstanciadas nos Objectivos Estratégicos Relacionamento Externo Com os Clientes Prosseguir as acções orientadas para aumentar a qualidade do serviço, nomeadamente: melhorar o grau de cumprimento do serviço e a sua fiabilidade, dotar todas as paragens de informação relativamente às linhas, percursos, horários, zonamentos e tarifários, elevar os níveis de conforto nos veículos, adequar horários e percursos, no quadro de uma cuidadosa monitorização da oferta, alargar as acções e meios de promoção da acessibilidade ao transporte público para os cidadãos com mobilidade reduzida, prosseguir os esforços em curso, através do TIP, para a implementação de um sistema integrado de informação ao público. Com a Tutela Prosseguir o acompanhamento e controlo rigoroso da execução do Contrato de Gestão outorgado em Maio de Com o Accionista Preparar uma proposta de reestruturação do passivo financeiro da empresa e detalhar o serviço social prestado pela STCP, na perspectiva da sua contratualização. Com as Autarquias - Manter a estreita cooperação estabelecida com as 6 autarquias e as 52 Juntas de Freguesia da área geográfica servida. Neste âmbito destaca-se a apresentação de propostas para estabelecimento de melhores condições de circulação, pelo aumento dos corredores BUS, e qualificação dos locais de transbordo com maior procura. Com Outros Operadores - Prosseguir os esforços destinados a aumentar a quota do transporte público na AMP, num quadro de intermodalidade alargada. Na sequência do acordo celebrado entre a STCP, a ANTROP e 11 Operadores Privados em 2007, procurar o estabelecimento de acordos bilaterais ou multi-laterais que permitam melhorar o serviço ao cliente e reduzir os custos operacionais. Alargar a instalação do SAEI aos veículos das empresas privadas com contratos de operação com a STCP. Desenvolver o actual processo de integração da rede de vendas, no âmbito do TIP, conducente à sua racionalização. Contribuir, em cooperação com os restantes operadores públicos da AMP, para a criação do Provedor do Cliente do Sistema de Transportes Públicos da AMP. No Plano Interno Recursos Humanos - Dar prioridade à motivação e qualificação dos trabalhadores, nomeadamente através de acções de valorização profissional e medidas que promovam o alinhamento dos trabalhadores com os objectivos da empresa, designadamente através dos quadros de bordo que explicitem as metas sectoriais. Desenvolver o processo de reorganização do enquadramento do pessoal operacional, considerado como elemento central para a melhoria do desempenho. Prosseguir os esforços no sentido da uniformização dos Acordos de Empresa. Operação e Meios de Suporte Proceder à racionalização do activo, ao aproveitamento da capacidade instalada e à requalificação dos espaços destinados às estações de recolha. Prosseguir a adequação da tipologia da frota às características do mercado a que a STCP deve responder. Aproveitar todo o potencial dos sistemas de informação instalados. Actividade Económica e Financeira - Realizar uma análise ao endividamento da Empresa e definir uma reformulação global da estrutura de financiamento, a propor ao Accionista. Aprofundar a racionalização de processos internos conducentes à diminuição dos custos. Implementar o modelo de especialização, por cada área da Empresa, quer da gestão por objectivos, quer do orçamento e da conta de exploração, na perspectiva do conhecimento e avaliação do contributo individual para o acréscimo global do valor criado na Empresa. Qualidade, Ambiente e Segurança - Concluir o processo de certificação da Empresa ao nível da qualidade, ambiente e segurança, iniciado em Auditar o cumprimento dos procedimentos internos relacionados com os níveis de segurança da operação. Consolidar os indicadores para avaliação da qualidade da rede. Adoptar as melhores práticas relativas à promoção da sustentabilidade ambiental e à racionalização do consumo energético. 42

43 07.4 Proposta de Aplicação de Resultados O Conselho de Administração propõe que o resultado líquido apurado no exercício, no valor negativo de ,87 euros, seja integralmente transferido para a conta de Resultados Transitados. Porto, 26 Fevereiro de 2008 O Conselho de Administração Presidente: (Dra. Fernanda Pereira Noronha Meneses Mendes Gomes) Vogais: (Prof. Jorge Rui Guimarães Freire de Sousa) (Eng. João Rui de Sousa Simões Fernandes Marrana) (Dr. Rui André Albuquerque Neiva da Costa Saraiva) (Dr. António Paulo da Costa Moreira de Sá) 07.5 Anexo ao Relatório de Gestão Accionistas em 31 de Dezembro de 2007 Relação a que se refere o nº 4 do artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais. Accionista Estado Português Número de Acções % do Capital Social % O Conselho de Administração Presidente: (Dra. Fernanda Pereira Noronha Meneses Mendes Gomes) Vogais: (Prof. Jorge Rui Guimarães Freire de Sousa) (Eng. João Rui de Sousa Simões Fernandes Marrana) (Dr. Rui André Albuquerque Neiva da Costa Saraiva) (Dr. António Paulo da Costa Moreira de Sá) 43 Relatório e Contas 2007

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