A e ntaçã do co r nad e

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2 A e ntaçã do co r nad e O projeto Revisão e Treino 2.ª Fase OAB surgiu de uma percepção fundamental para o sucesso de todos os candidatos que enfrentam a 2.ª Fase do Exame Unificado da OAB: a necessidade de consolidação do conhecimento das estruturas das peças e do caminho para as respostas das questões discursivas, associada à necessidade de resolução do maior número possível de exercícios. Em novo formato, com linguagem inovadora, a Editora Revista dos Tribunais presenteia a todos os estudantes de Direito com um material que possibilitará a revisão dos tópicos fundamentais de cada uma das matérias de concentração de 2.ª fase, ao mesmo tempo em que disponibilizará uma técnica eficiente para o candidato treinar e evoluir em pontos cruciais, como a interpretação de texto, a pesquisa legislativa e a estruturação das respostas. O Revisão e Treino 2.ª Fase OAB traz os principais temas exigidos na prova, permitindo ao candidato testar seu desempenho em peças e questões retiradas de provas e tantas outras inéditas, elaboradas por professores com vasta experiência na preparação para o Exame de Ordem. Esperamos que esse novo material agrade aos candidatos da 2ª Fase do Exame Unificado da OAB. Estamos certos de que esta publicação da Editora Revista dos Tribunais representará um grande contributo para o sucesso de todos os candidatos. MARCO ANTONIO ARAUJO JUNIOR DARLAN BARROSO MARCELO MARINELI

3 C m u z ca n O caderno Revisão e Treino 2ª Fase OAB foi dividido em treinos : em um primeiro bloco estão os treinos de peças, com as principais medidas judiciais exigidas em prova. Cada treino de peças possui em média 3 enunciados; em um segundo bloco estão os treinos das questões discursivas. Cada treino possui 4 enunciados. Após os enunciados, em cada treino, o caderno apresenta quadros denominados treinando, no qual será possível estudar e treinar cada aspecto importante das peças e questões discursivas. Nos quadros, você deve escrever, de maneira suscita e objetiva, as suas respostas. Vamos a eles: a) PEÇAS O primeiro passo para a elaboração de uma peça prático-profissional é responder a perguntas primordiais. Com base nos dados fornecidos pelo enunciado, você identificará: para quem você está advogando ( quem é o cliente ); o que o seu cliente deseja ( objeto ); o que deu causa à medida judicial ( tema central ); a fase processual (se a peça é uma inicial ou um recurso); e se o caso exige uma tutela de urgência ( é urgente? ). Qu eç? Quem é o cliente? O que ele deseja (objeto)? Por quê? Tema central? Inicial ou recurso? É urgente? Fulano Exercício do direito de greve A servidora pública federal foi advertida pelo seu superior que se fi zer greve será demitida Inicial Não. Em seguida, você iniciará a estrutura propriamente dita da peça, começando pelo endereçamento e preâmbulo. Aqui você trabalhará aspectos que são sempre pontuados nos espelhos de correção das provas oficiais, como a competência, os polos ativo e passivo e o nome da peça. Também abrimos um campo para o fundamento legal da peça.

4 8 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional Endereçamento Preâmbulo Es u r nd eç Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal. Autor Fulano Réu Congresso Nacional Nome da peça Mandado de Injunção Fundamento Art. 24, parágrafo único, da Lei 8.038/1990 Na sequência, utilize os dados do enunciado para descrever os Fatos da demanda; indique os artigos e súmulas que formarão o capítulo do Direito ; e, se houver tutela de urgência, aponte os requisitos e o fundamento legal (se não houver, escreva, simplesmente, não há ). Fatos Direito (teses) Tutela de urgência Fulana é servidora pública... Pretende fazer greve... Foi alertada que será demitida... Art. 37, VII, da CF/1988 Não há Por fim, enumere os pedidos e requerimentos da sua medida judicial, bem como destaque as formalidades da peça. Pedidos e Requerimentos Formalidades peça da Requerimento para se obter o efeito concreto para o exercício do direito de greve Intimação das autoridades... vista ao Procurador-Geral da República... Art. 282 do CPC Fique atento. A depender da peça (inicial ou recurso), os campos mudam para se adequar à estrutura. Note, por exemplo, a mudança de nomenclatura das partes (de Autor para Apelante ou Agravante ) e da estrutura (divisão entre peça de interposição e razões de Apelação para o recurso de Apelação). Faça todas as anotações nesses quadros e depois confira as respostas. Note, uma vez mais, que os quadros foram montados de modo a refletir a estrutura de cada peça. Ao final, você encontrará as respostas, todas elas dispostas no mesmo formato dos quadros que foram trabalhados. Dessa forma, você terá a possibilidade de conferir cada tópico e identificar em qual parte da peça teve um melhor desempenho e em qual necessita concentrar seus estudos. b) QUESTÕES DISCURSIVAS Nas questões discursivas, criamos um roteiro para auxiliar na busca da resposta. Após a leitura do enunciado, inicie destacando os principais termos encontrados. Em geral, esses termos servirão de ponto de partida para a pesquisa legislativa e evidenciarão os temas envolvidos.

5 COMO UTILIZAR O CADERNO 9 Destacando os principais termos do enunciado Brasileiro desde 1999 (naturalizado) Preso, por pedido de extradição Prática de estelionato em 2001 Temas envolvidos no enunciado Direitos fundamentais. Nacionalidade. Extradição Em seguida, identifique a base legislativa, ou seja, a legislação a ser pesquisada, respondendo a perguntas simples. Direito material ou processual? Incide legislação especial? Material Q es i n nto Sim. Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/1990) Por fim, com os dados anteriormente encontrados, faça a pesquisa e aponte os artigos de lei que serão utilizados para fundamentar a resposta à indagação formulada no enunciado. Lembre-se: a resposta a cada ponto de indagação deve ser fundamentada. Artigos relacionados O c h d e post Art. 12, II, da CF/1988 brasileiro naturalizado Art. 5.º, LI, da CF/ vedações à extradição Art. 77, da Lei 6.815/1990 (Estatuto do Estrangeiro) Art. 5.º, LXV, da CF/1988 (relaxamento da prisão) Art. 5.º, LXVIII, da CF/1988 (Habeas corpus) Nas respostas das questões discursivas, além dos quadros preenchidos, apresentamos uma espécie de roteiro para a condução da pesquisa legislativa ( O caminho da pesquisa ), no qual explicamos como encontrar os artigos que servirão para as respostas. Em seguida, explicamos como responder a cada ponto de indagação formulado no enunciado ( Elaborando a resposta ). Por fim, apresentamos um Gabarito Oficial, que reflete, nas questões retiradas de provas, o gabarito apresentado pela banca examinadora; nas questões inéditas, reflete o gabarito formulado pelos professores organizadores. Há, ainda, espaços para que o aluno redija suas peças e as respostas às questões discursivas, em folhas semelhantes às utilizadas na prova oficial, desenvolvendo-se, assim, a noção do espaço disponível para a redação. Portanto, mãos à obra! Boa revisão! Bom treino!

6 T n 1 ENUNCIADOS 9 Enunciado 1 Tito Lívio, brasileiro, divorciado é Juiz de Direito vinculado ao Tribunal de Justiça do Estado W. Tito Lívio foi alvo de investigação pela prática do crime de corrupção passiva (art. 317 do CP), tendo sido, inclusive, instaurado inquérito policial. É certo que Tito possui residência fixa e bons antecedentes. No curso da investigação policial foram realizadas diversas escutas telefônicas dentro do próprio gabinete do Juiz, que evidenciaram a prática do citado delito. Uma vez encerradas as investigações, o Ministério Público Estadual, por meio do Procurador de Justiça, ofereceu denúncia, tendo como base exclusivamente as transcrições das escutas. Além disso, o membro do Parquet requereu a prisão preventiva do Juiz de Direito. A denúncia foi recebida pelo relator do Tribunal de Justiça do Estado W, tendo sido decretada a prisão, fundamentada na violação da ordem pública, com a expedição do mandado de prisão, o qual foi cumprido imediatamente, estando o Juiz em custódia na Penitenciária local. Todavia, no curso da ação penal, descobriu-se que as conversas que motivaram o requerimento de prisão decorreram de escutas clandestinas realizadas pela Polícia Civil sem a autorização do Poder Judiciário. Diante desta situação, na qualidade de advogado contratado pelo Juiz de Direito, elabore a medida cabível ao caso, atentando-se para a competência, legitimidade ativa e passiva e fundamentos. 9 Enunciado 2 (OAB IX Exame Unificado FGV) José, brasileiro, desempregado, domiciliado no Município ABC, capital do Estado X, chegou a um hospital municipal que não possui Centro de Tratamento Intensivo (CTI) sentindo fortes dores de cabeça. José aguardou atendimento na fila de emergência pelo período de 12 (doze) horas, durante o qual foi tratado de forma áspera e vexatória pelos servidores do hospital, que, entre outros comportamentos aviltantes, debocharam do fato de José estar de pé há tanto tempo esperando atendimento. Após tamanha espera e sofrimento, o quadro de saúde de José agravou-se e ele entrou em estado de incapacidade absoluta, sem poder locomover-se e sem autodeterminação, momento no qual, enfim, um médico do hospital veio atendê-lo. Adamastor, também desempregado, pai de José, revela que, segundo laudo do médico responsável, seu filho necessita urgentemente ser removido para um hospital que possua CTI, pois José corre o risco de sofrer danos irreversíveis à sua saúde e, inclusive, o de morrer. Informa ainda que o médico mencionou a existência de hospitais municipais, estaduais e federais nas proximidades de onde José se encontra internado, todos possuidores de CTI. Ocorre que José e Adamastor são economicamente hipossuficientes, de modo que não possuem condições financeiras de arcar com a remoção para outro hospital público, nem de custar a internação em hospital particular, sem prejuízo do sustento próprio ou da família. Indignado com todo o ocorrido, e ansioso para preservar a saúde de seu filho, Adamastor o procura para, na qualidade de advogado, identificar e minutar a medida judicial adequada à tutela dos direitos de José em

7 22 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional face de todos os entes que possuem hospitais próximos ao local onde José se encontra e que seja levado em consideração o tratamento hostil por ele recebido no hospital municipal. 9 Enunciado 3 Amélia é servidora pública federal estatutária e trabalha como enfermeira, em um órgão público federal desde 1995, mantendo, no desempenho de suas tarefas, em grande parte de sua carga horária de trabalho, contato com agentes nocivos causadores de moléstias humanas. Atualmente, encontra-se muito insatisfeita com a sua remuneração, no entanto foi advertida por seu superior que se fizer greve será demitida. Inconformada com a ausência de regulamentação do direito de greve dos servidores públicos previsto no inc. VII do art. 37 da CF/1988 e por desejar fazer manifestações visando ao aumento de sua remuneração, sem sofrer a demissão, consulta profissional da advocacia. Em face dessa situação hipotética, na qualidade de advogado contratado por Amélia, redija a petição inicial da ação cabível para a defesa dos interesses de sua cliente, atentando, necessariamente, para os seguintes aspectos: competência do órgão julgador; legitimidade ativa e passiva; argumentos de mérito; requisitos formais da peça judicial proposta.

8 TREINO 1 23 TREINANDO ENUNCIADO 1 Qu eç? Quem é o cliente? O que ele deseja (objeto)? Por quê? Tema central? Inicial ou recurso? É urgente? Es u r nd eç Endereçamento Autor Réu Preâmbulo Nome da peça Fundamento

9 24 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional Fatos Direito (teses) Tutela de urgência Pedidos e requerimentos Formalidades da peça

10 TREINO 1 25 TREINANDO ENUNCIADO 2 Qu eç? Quem é o cliente? O que ele deseja (objeto)? Por quê? Tema central? Inicial ou recurso? É urgente? Es u r nd eç Endereçamento Autor Réu Preâmbulo Nome da peça Fundamento

11 26 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional Fatos Direito (teses) Tutela de urgência Pedidos e requerimentos Formalidades da peça

12 TREINO 1 27 TREINANDO ENUNCIADO 3 Qu eç? Quem é o cliente? O que ele deseja (objeto)? Por quê? Tema central? Inicial ou recurso? É urgente? Es u r nd eç Endereçamento Autor Réu Preâmbulo Nome da peça Fundamento

13 28 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional Fatos Direito (teses) Tutela de urgência Pedidos e requerimentos Formalidades da peça

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19 34 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional RESPOSTA TREINO 1 ENUNCIADO 1 - REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS HABEAS CORPUS Qu eç? Quem é o cliente? Tito Lívio (Juiz de Direito) O que ele deseja (objeto)? A tutela da liberdade, pois se encontra preso, em razão de processo penal em curso. Por quê? Tema central? O cliente foi preso por determinação judicial, após escutas clandestinas que apontam a prática de crime de corrupção passiva (art. 317 do CP). O tema central é a questão da prova ilícita que não é admitida em nosso ordenamento Constitucional. Inicial ou recurso? Inicial (remédio constitucional) É urgente? Sim (liberdade sendo violada) Es u r nd eç Endereçamento Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) art. 105, I, c, da CF/1988 Impetrante Advogado Paciente Tito Lívio (vítima) Preâmbulo Impetrado Relator do Tribunal de Justiça do Estado W Nome da peça Habeas Corpus com pedido liminar Fundamento Art. 5.º, LXVIII, da CF/1988; arts. 647 a 667 do CPP

20 TREINO 1 35 Fatos Breve resumo do enunciado de forma objetiva. Títo Lívio, Juiz de Direito, foi preso por determinação judicial, após escutas clandestinas no curso de processo penal, no qual é acusado de corrupção passiva. Direito (teses) Art. 5.º, LXVIII, da CF/1988 (fundamento do habeas corpus; prova ilícita (art. 5.º, LVI, da CF/1988); prisão ilegal deve ser relaxada (art. 5.º, LXV, da CF/1988); devido processo legal (art. 5.º, LIV, da CF/1988) e princípio da dignidade da pessoa humana (art. 1.º, III, da CF/1988). Tutela de urgência Liminar em Habeas Corpus é possível. Demonstrar a existência dos requisitos fumus boni iuris (prova ilícita escutas clandestinas, sem autorização judicial) e periculum in mora (violação da liberdade e dignidade). Ressalta-se que, embora não haja previsão legal, a doutrina e jurisprudência admitem o pedido liminar em habeas corpus. Pedidos e requerimentos Intimação da autoridade para prestar informações; oitiva do Ministério Público para se manifestar. Concessão da medida, ratifi cando a liminar, a fi m de libertar o Paciente, mediante a expedição de alvará de soltura. Não há necessidade de colocar valor da causa (art. 5.º, LXXVII, da CF/1988). Contudo, para a FGV, todo causa deve ter um valor (art. 258 do CPC), razão pela qual se indica que, na ausência de valor, seja atribuída à causa o valor de R$ 1.000,00 (mil reais). Formalidades da peça Habeas corpus é remédio constitucional que não precisa ser impetrado por advogado (art. 654, caput, do CPP).

21 36 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional RESPOSTA TREINO 1 ENUNCIADO 2 REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS MANDADO DE SEGURANÇA Qu eç? Quem é o cliente? José, representado por seu pai, Adamastor O que ele deseja (objeto)? Obrigação de fazer da Autoridade Pública consistente na transferência para outro hospital onde há Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Por quê? Tema central? O impetrante busca a medida, pois deve urgentemente ser removido para um hospital que possua CTI, pois corre risco de sofrer danos irreversíveis à sua saúde e, inclusive, o de morrer. O tema central é a proteção à vida e à saúde. Inicial ou recurso? Petição inicial (remédio constitucional) É urgente? Sim. Es u r nd eç Endereçamento Justiça Federal (há envolvimento da União art. 109, I, da CF/1988) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da Vara da Seção Judiciária do Estado Z Autor (Impetrante) José, representado por seu pai, Adamastor Preâmbulo Réu (Impetrado) Nome da peça Representantes do Município K, do Estado Z e da União Federal. Mandado de Segurança individual com pedido liminar Fundamento Art. 5.º, LXIX, da CF/1988 e Lei /2009

22 TREINO 1 37 Fatos Breve resumo do enunciado de forma objetiva. José, desempregado, foi encaminhado ao hospital, em razão de fortes dores de cabeça. Chegando lá, fi cou mais de 12 horas aguardando para ser atendido e ainda foi alvo de condutas ásperas e vexatórias por parte dos servidores. Após tanta espera conseguiu ser atendido por médico, o qual informou ao pai, Adamastor, que o estado do fi lho era grave e se não tratado em tempo poderia ter danos irreversíveis. Além disso, o médico informou que deveria o paciente ser transferido para hospital onde houvesse Centro de Tratamento Intensivo. Sem condições fi nanceiras de arcar com a remoção para outro hospital público, nem de custar a internação em hospital particular, sem prejuízo do sustento próprio ou da família, Adamastor o procura os serviços de advocacia para adotar a medida judicial cabível. Direito (teses) Direito à internação e ao fornecimento de tratamento de saúde adequado, com base no art. 196 da CF/1988. Pleito de reconhecimento de solidariedade entre o Município, o Estado e a União; caracterização do ato abusivo das autoridades indicadas na inicial. Tutela de urgência Pedido liminar art. 7.º, III, da Lei /2009. Demonstrar a existência do fumus boni iuris e do periculum in mora Demonstração concreta de aparência do bom direito e de perigo na demora da prestação jurisdicional. Pedidos e requerimentos Notifi cação dos representantes do Município, do Estado e da União para prestarem informações; ciência aos órgãos de representação dos entes públicos aos quais estão vinculadas as autoridades; procedência total do pedido, com ratifi cação da liminar, para que a União, o Estado e o Município, através dos seus representantes, promovam a internação do Impetrante em CTI; requerimento de intervenção do Ministério Público; atribuição de valor à causa. Formalidades a peça A petição deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei processual, apresentada em duas vias com os documentos que instruírem a primeira peça, reproduzidos na segunda, indicará, além da autoridade coatora, a pessoa jurídica que esta integra, à qual se acha vinculada ou da qual exercer atribuições (art. 6.º da Lei /2009).

23 38 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional RESPOSTA TREINO 1 ENUNCIADO 3 REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS MANDADO DE INJUNÇÃO Qu eç? Quem é o cliente? Amélia O que ele deseja (objeto)? Exercer o direito de greve do servidor público que não foi regulamentado. Por quê? Tema central? A servidora pública federal foi advertida pelo seu superior que se fi zer greve será demitida. O tema central é o direito de greve do servidor público (art. 37, VII, da CF/1988). Inicial ou recurso? Petição inicial (remédio constitucional) É urgente? Não Es u r nd eç Endereçamento Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, q, da CF/1988) Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal Autor Amélia (Impetrante) Réu Congresso Nacional e Presidente da República (art. 61, 1.º, II, c, da CF/1988) Preâmbulo Nome da peça Mandado de Injunção Fundamento Art. 5.º, LXXI, da CF/1988; art. 24, parágrafo único, da Lei 8.038/1990; Lei /2009

24 TREINO 1 39 Fatos Breve resumo do enunciado de forma objetiva. Amélia é servidora pública federal e, diante das condições de trabalho, pretende fazer greve para reivindicar melhorias. Contudo, foi alertada por seu chefe que se fi zer greve será demitida. Assim, diante da ausência de Lei que regulamente a situação, impetrase o presente mandado de injunção. Direito (teses) Direito de Greve dos servidores Públicos: art. 37, VII, da CF/1988; dignidade da pessoa humana: art. 1.º, III, da CF/1988; norma Constitucional de efi cácia limitada não regulamentada confi gurando omissão inconstitucional sobre o tema vide Mandado de Injunção 712 do STF; fazer algumas considerações acerca da Lei 7.783/1989 (regulamenta o direito de greve dos trabalhadores celetistas aplicação subsidiária) para depois pedir o efeito concreto. Tutela de urgência Não há pedido liminar em Mandado de Injunção, consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal. (Vide MI 335, MI 283 e MI 542 no STF) Despacho: Trata-se de mandado de injunção, com pedido de medida liminar, impetrado com o objetivo de tornar efetiva a norma inscrita no art. 192, 3.º, da Constituição, que estabelece em 12% a/a o limite das taxas de juros reais. Há pedido de medida liminar, sem especifi cação, no entanto, do alcance e do conteúdo da providência cautelar pretendida. Somente essa circunstância bastaria para justifi car o indeferimento da medida liminar. Existe, porém, uma outra razão que impede a concessão initio litis da providência em causa. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tendo presente a natureza da decisão injuncional (RTJ 133/11, rel. Min. Moreira Alves) tem reputado incabível, em sede de mandado de injunção, a outorga de providência de natureza cautelar, especialmente quando o alcance desta ultrapassa os limites em que se deve conter o pronunciamento fi nal do órgão judiciário (MI 335-DF, rel. Min. Celso de Mello). Indefi ro, pois, o pedido de medida liminar. Requisitem-se informações ao Congresso Nacional, que, ex vi do art. 48, XIII, da Constituição, é o destinatário exclusivo da imposição legiferante inscrita no art. 192, 3.º, da Lei Fundamental. Publique-se. Brasília, 21 de outubro de Rel. Min. Celso de Mello (MI 542 MC, rel. Min. Celso de Mello, j , DJ ). Pedidos e requerimentos Requerimento para se obter o efeito concreto para o exercício do direito de greve: pedir aplicação da Lei 7.783/1989, enquanto não houver a regulamentação; intimação das autoridades omissas para se manifestarem; vista ao Procurador-Geral da República; concessão da injunção declarando a omissão; valor da causa. Formalidades da peça Peça que segue o roteiro do art. 282 do CPC, por se tratar de petição inicial.

25 T n 14 ENUNCIADOS 9 Questão 1 (OAB IV Exame Unificado FGV) O Procurador-Geral da República ajuizou uma ação direta de inconstitucionalidade contra a Lei Estadual X e uma ação declaratória de constitucionalidade tendo por objeto a Lei Federal Y ambas ajuizadas com pedido de medida cautelar. Considerando-se o exposto, responda fundamentadamente: a) Diante da ambivalência das ações de constitucionalidade e inconstitucionalidade, se o STF indeferir a cautelar na ADIn, pode um juiz, no exame de um caso concreto (controle difuso), declarar a inconstitucionalidade da Lei X? b) Se o STF deferir a cautelar na ADC, pode um juiz, no exame de um caso concreto, declarar a inconstitucionalidade da Lei Y, mas por outros fundamentos, que não aqueles que deram causa à ação? 9 Questão 2 (OAB VIII Exame Unificado FGV) Uma agência reguladora federal editou, recentemente, uma portaria proibindo aos médicos prescrever a utilização de medicamentos que não tenham similar nacional. A Associação Brasileira de Profissionais da Saúde, entidade de âmbito nacional constituída há mais de dois anos, propôs uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) contra aquela medida. A respeito da situação acima, responda aos itens a seguir, utilizando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. A) É possível a propositura da ADPF contra a portaria emitida pela agência reguladora federal? B) A Associação tem legitimidade para a propositura daquela ADPF? C) Pode um Estado instituir uma ADPF no plano estadual? Nesse caso, qual o instrumento jurídico apto à criação do instituto? 9 Questão 3 O Governador do Estado Y propôs ADIn em face de lei federal que viola Texto expresso da Constituição Federal. No decorrer do procedimento nova lei federal é promulgada revogando expressamente a lei discutida em ADIn. Diante da situação hipotética apresentada, explique o que ocorre com o procedimento da ação direta de inconstitucionalidade.

26 262 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional 9 Questão 4 (OAB IX Exame Unificado FGV) A Lei Orgânica do Município Y, que integra o Estado X, ao dispor sobre ingresso na administração pública municipal, e em observância aos princípios da eficiência e da moralidade, estabeleceu que os cargos, empregos e funções públicas seriam acessíveis aos brasileiros naturais do Estado X, que tivessem residência no Município Y, e que seriam investidos nos cargos mediante aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão. Contra esse dispositivo da lei orgânica foi ajuizada, junto ao Tribunal de Justiça, uma ação direta de inconstitucionalidade, nos termos do art. 125, 2.º, da CRFB, alegando violação a dispositivo da Constituição estadual que, basicamente, reproduz o art. 37 da CRFB. O Tribunal de Justiça conheceu da ação, mas julgou improcedente o pedido, entendendo que, respeitados os limites constitucionais, o Município pode criar regras próprias, no exercício da sua capacidade de auto-organização. A partir do caso apresentado, responda justificadamente aos itens a seguir. A) O município tem autonomia para criar a regra citada no enunciado, conforme entendeu o Tribunal de Justiça? B) A ADIn estadual pode ter por objeto dispositivo de lei orgânica? C) Dessa decisão do Tribunal de Justiça, cabe recurso extraordinário ao STF?

27 TREINO TREINANDO QUESTÃO 1 Destacando os principais termos do enunciado Temas envolvidos no enunciado Q es i n nto Direito material ou processual? Incide legislação especial? O c h d e post Artigos relacionados

28 264 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional

29 TREINO TREINANDO QUESTÃO 2 Destacando os principais termos do enunciado Temas envolvidos no enunciado Q es i n nto Direito material ou processual? Incide legislação especial? O c h d e post Artigos relacionados

30 266 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional

31 TREINO TREINANDO QUESTÃO 3 Destacando os principais termos do enunciado Temas envolvidos no enunciado Q es i n nto Direito material ou processual? Incide legislação especial? O c h d e post Artigos relacionados

32 268 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional

33 TREINO TREINANDO QUESTÃO 4 Destacando os principais termos do enunciado Temas envolvidos no enunciado Q es i n nto Direito material ou processual? Incide legislação especial? O c h d e post Artigos relacionados

34 270 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional

35 TREINO RESPOSTA TREINO 14 QUESTÃO 1 Destacando os principais termos do enunciado Temas envolvidos no enunciado ADIn contra Lei Estadual X; ADC contra Lei Federal Y; Ambas com pedido cautelar; Exame do caso concreto. Controle de constitucionalidade; efeitos da medida cautelar. Q es i n nto Direito material ou processual? Incide legislação especial? Ambos. A questão é mista. Sim. Lei 9.868/1999 (Ações de Controle Concentrado). O c h d e post Artigos relacionados Art. 102, 2.º, da CF/1988; Arts. 10 a 12, 21 e 28, parágrafo único, da Lei 9.868/ CAMINHO DA PESQUISA 1. Imperioso que se tenha um conhecimento prévio de controle de constitucionalidade, lembrando que a Constituição Federal (art. 102, 2.º), bem como a Lei 9.868/1999 trazem expressamente os efeitos das decisões proferidas. Deve-se iniciar a busca na lei pelo termo decisão, o que nos remeterá ao art ELABORANDO A RESPOSTA A resposta ao ponto de indagação a deve ser afirmativa, pois o indeferimento da cautelar em ADIn não implica na presunção de constitucionalidade. Verifica-se que, embora a ADIn e ADC sejam ações ambivalentes, ou seja, o efeito de uma é inverso da outra, tal característica é restrita à decisão final de mérito. A decisão da medida cautelar não possui esse efeito. Portanto, ainda que indeferida a cautelar em ADIn, não significa que haverá presunção de constitucionalidade da norma, a ponto de impossibilitar que outro juiz a declare inconstitucional. A resposta ao ponto de indagação b exige apenas a leitura do art. 21 da Lei 9.868/1999 que trata dos efeitos da cautelar em ADC. Note-se que, com o deferimento da medida cautelar, todos os processos que envolvam a aplicação da norma serão suspensos, impossibilitando o juiz, no caso concreto, de declará-la inconstitucional. G b it a) A medida cautelar nas ações de constitucionalidade e inconstitucionalidade não tem caráter ambivalente, de modo que o indeferimento de medida cautelar em ADIn não implica a declaração de constitucionalidade. b) De acordo com a Lei 9.868/1999, uma vez deferida a medida cautelar em ADC todos os processos em que a lei objeto da ação estiver sendo discutida devem ser suspensos, razão pela qual um juiz não poderia, após deferida a cautelar em ADC, declarar a inconstitucionalidade da lei.

36 272 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional RESPOSTA TREINO 14 QUESTÃO 2 Destacando os principais termos do enunciado Temas envolvidos no enunciado Agência reguladora edita portaria; Portaria proíbe os médicos de prescrever a utilização de medicamentos que não tenham similar nacional; Associação Brasileira de Profi ssionais da Saúde propõe ADPF; Associação é de âmbito nacional e funciona há mais de 2 anos. Controle de constitucionalidade; ADPF; legitimidade ativa. Q es i n nto Direito material ou processual? Incide legislação especial? Ambos. A questão é mista. Lei 9.882/1999 ADPF. O c h d e post Artigos relacionados Art. 102, 1.º, da CF/1988 ADPF; Art. 2.º da Lei 9.882/1999 legitimados ADPF; Art. 25 da CF/1988 Estados (autonomia); Art. 125, 2.º, da CF/1988 representação de inconstitucionalidade estadual. 9 CAMINHO DA PESQUISA 1. Uma vez que o enunciado dispõe de ADPF, após a leitura do art. 102, 1.º, da CF/1988, deve-se passar a leitura da Lei 9.882/ Na referida lei, há delimitação do objeto e do procedimento da medida judicial, previsto no art. 1.º. 3. Além disso, necessário que se tenha conhecimento prévio em controle de constitucionalidade sobre os princípios incidentes, sobre os requisitos da legitimidade ativa, de acordo com a jurisprudência do STF. Cabe recordar que incide pertinência temática sobre alguns legitimados, especificamente, sobre os incs. IV, V e IX do art. 103, da CF/ ELABORANDO A RESPOSTA A resposta ao ponto de indagação a deve ser afirmativa, pois a Lei 9.882/1999 que trata da ADPF traz disposição mais abrangente dispondo que a ação será proposta em face de ato do poder público que viole preceito fundamental. Dessa forma, a portaria é ato administrativo do Poder que se violar preceito constitucional, poderá ser objeto de ADPF. Embora a ADPF seja ação na qual vige o princípio da subsidiariedade (art. 4.º, 1.º, da Lei 9.882/1999), verifica-se que, no caso, ela é o único meio cabível, pois não cabe ADIn em face de atos secundários (regulamentares). A resposta ao item b é afirmativa, pois estão presentes os requisitos para que a associação ajuíze a demanda, previstos no art. 103, IX, da CF/1988 e art. 2.º da Lei 9.882/1999. A associação que reúne os profissionais da área da saúde está constituída há mais de 2 anos e propôs a ADPF para discutir questão atinente aos seus membros (médicos). Assim, demonstrou a pertinência temática que nada mais que demonstrar a relação entre o objeto da ADIn e a finalidade institucional do legitimado.

37 TREINO A resposta à indagação c diz respeito à criação de ADPF no âmbito estadual. Importante observar que o Texto constitucional não traz esse tipo de disposição. A única menção é a hipótese da representação de inconstitucionalidade esculpida no art. 125, 2.º, da CF/1988. Contudo, por força do princípio da simetria federativa ou paralelismo constitucional é possível que as Constituições Estaduais criem esse tipo de ação de controle de constitucionalidade dentro do seu âmbito de atuação. G b it A) A questão trata do tema da arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), previsto no art. 102, 1.º, da Constituição da República Federativa do Brasil e disciplinado pela Lei 9.882/1999. O legislador determinou, no art. 4.º, 1.º, daquela lei, que não será admitida arguição de descumprimento de preceito fundamental quando houver qualquer outro meio eficaz de sanar a lesividade. O dispositivo consagra o chamado princípio da subsidiariedade, de modo que o cabimento de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADIn) para impugnar a validade de determinado ato do poder público exclui o cabimento da ADPF. Tendo em vista que a ADIn não é o mecanismo hábil à impugnação de atos normativos secundários (infralegais), abre-se espaço para o cabimento da ADPF para a impugnação de portaria editada por agência reguladora federal. B) Nos termos do art. 2.º da Lei 9.882/1999, podem propor arguição de descumprimento de preceito fundamental (...) os legitimados para a ação direta de inconstitucionalidade. De seu turno, os legitimados para a propositura da ADIn são, nos termos do art. 103 da Constituição, I o Presidente da República; II a Mesa do Senado Federal; III a Mesa da Câmara dos Deputados; IV a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; V o Governador de Estado ou do Distrito Federal; VI o Procurador-Geral da República; VII o Conselho Federal da OAB; VIII partido político com representação no Congresso Nacional; IX confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. Em relação à legitimidade das entidades de classe de âmbito nacional, a jurisprudência do STF cunhou o conceito de pertinência temática, que significa a necessidade de demonstração, por alguns legitimados, de que o objeto da instituição guarda relação com o pedido da ação direta proposta por referida entidade. No caso, tal requisito encontra-se atendido, tendo em vista que a norma impugnada se dirige, exatamente, aos profissionais da saúde. C) A Constituição Federal não previu a arguição no âmbito dos estados-membros como fez com ação direta de inconstitucionalidade (art. 125, 2.º) mas, a exemplo do que se passa com a ação direta de constitucionalidade, pode ser instituída pelo constituinte estadual, com base no princípio da simetria com o modelo federal.

38 274 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional RESPOSTA TREINO 14 QUESTÃO 3 Destacando os principais termos do enunciado Temas envolvidos no enunciado Governador do Estado Y propôs ADIn em face de lei federal; Violação de Texto expresso da Constituição; Nova lei federal é promulgada revogando expressamente a que é discutida em ADIn. Controle de constitucionalidade; revogação; objeto da ADIn. Q es i n nto Direito material ou processual? Incide legislação especial? Ambos. A questão é mista. Sim. Lei 9.868/1999 (Ação de Controle Concentrado). O c h d e post Artigos relacionados Art. 102, I, da CF/1988 ADIn/ADC; Lei 9.868/1999 Ações de Controle de Concentrado; Art. 2.º da LINDB (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). 9 CAMINHO DA PESQUISA 1. O termo revogação de norma utilizado pelo enunciado implica conhecimento prévio sobre teoria geral do direito, especialmente, sobre a norma jurídica. 2. O termo revogação remeterá ao art. 2.º da LINDB (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). 3. Deve-se lembrar, ainda, acerca dos institutos de processo civil relacionados ao objeto, às partes e à causa de pedir do processo suscitados pela doutrina processualista. 9 ELABORANDO A RESPOSTA A resposta à questão consiste em analisar se há ou não perda do objeto da ADIn com a revogação da lei por norma superveniente. No caso, uma vez que a ADIn tinha um determinado objeto, a retirada dela do ordenamento jurídico faz com que não haja mais motivo para se declará-la inconstitucional. Há a chamada prejudicialidade da ação (vide ADIn 3.209/SE no STF). G b it Conforme a jurisprudência do STF, a revogação da norma impugnada acarreta a perda de objeto da ADIn (prejudicialidade da ação). Não há mais norma geral e abstrata a ser impugnada, razão pela qual a ADIn não é instrumento hábil para eventuais debates sobre os efeitos daquela norma.

39 TREINO RESPOSTA TREINO 14 QUESTÃO 4 Destacando os principais termos do enunciado Temas envolvidos no enunciado Lei Orgânica do Município Y, que integra o Estado X, ao dispor sobre ingresso na administração pública municipal; cargos acessíveis aos brasileiros naturais do Estado X, que tivessem residência no Município Y; Ajuizou-se junto ao Tribunal de Justiça, uma ação direta de inconstitucionalidade, nos termos do art. 125, 2.º, da CRFB, alegando violação a dispositivo da Constituição Estadual; Tribunal de Justiça conheceu da ação, mas julgou improcedente o pedido. Controle de constitucionalidade; concurso público; simetria federativa. Q es i n nto Direito material ou processual? Incide legislação especial? Artigos relacionados Ambos. A questão é mista. Sim. Lei 9.868/1999 O c h d e post Art. 5.º, caput, da CF/1988 isonomia; Art. 19, III, da CF/1988 vedação ao federalismo; Art. 37, I e II, da CF/1988 concurso público; Art. 102, I, da CF/1988 competência do STF; Art. 102, III, da CF/1988 recurso extraordinário; Lei 9.868/1999 Ações de Controle Concentrado de Constitucionalidade. 9 O CAMINHO DA PESQUISA 1. De plano, o enunciado trata de concurso público, o que pelo índice remissivo, já deve levar ao art. 37, I e II, da CF/ Nada obstante, é nítido que o contexto demonstra a violação ao princípio da isonomia, o qual está estampado no art. 5.º, caput, da CF/1988. Também, há uma preferência por pessoa natural de determinada localidade, o que consiste em vedação ao federalismo (art. 19, III, da CF/1988). 3. Oportuno lembrar que, quando se tratar de controle de constitucionalidade em âmbito estadual, o art. 125, 2.º, da CF/1988 deve ser vislumbrado, o qual dispõe sobre a representação de inconstitucionalidade. 4. Por fim, haja vista que a Constituição Estadual está reproduzindo norma federal, temos violação direta da Constituição Federal, o que possibilita a interposição de recurso extraordinário. Aludido recurso, de competência do STF, deve ser julgado quando houver violação a dispositivo federal. 9 ELABORANDO A RESPOSTA A resposta ao ponto de indagação a é negativa, pois o Município criou norma à revelia da Constituição Federal violando os princípios da isonomia, da federação e do concurso público. Verifica-se que a Lei Orgânica gerou privilégios aos naturais do Estado X e residentes no Município Y, de modo que não se admite tal regra em detrimento dos demais cidadãos do Estado. A resposta à indagação b é afirmativa, pois a ADIn estadual ou representação de inconstitucionalidade (art. 125, 2.º, da CF/1988) pode ter por objeto lei ou ato normativo estadual ou municipal, dentro os quais

40 276 REVISÃO E TREINO - 2ª FASE DA OAB Caderno de Direito Constitucional se incluiu a lei orgânica municipal. Todos esses atos devem estar de acordo com a Constituição Estadual e com a Constituição Federal. Por último, a indagação c é cabível a interposição de recurso extraordinário ao STF (art. 102, III, da CF/1988), vez que, por se tratar de norma de reprodução obrigatória, há violação direta à Constituição Federal. Dessa forma, no em caso em tela, da decisão do Tribunal de Justiça local no controle concentrado, cabe o recurso extraordinário ao STF. G b it A) Não. O dispositivo da lei orgânica viola o princípio da isonomia (art. 5.º da CRFB) ou mais especificamente o da isonomia federativa (art. 19, III, da CRFB), também prevista no art. 37, I, da CRFB. B) Sim. A ADIn estadual pode ter por objeto atos normativos estaduais e municipais, incluindo a lei orgânica, que deve estar de acordo com a Constituição da República e com a Constituição do respectivo Estado, conforme dispõe o art. 29 da CRFB. C) Sim. O dispositivo da Constituição estadual violado é norma de reprodução, de modo que, nesses casos, entende o STF que é cabível recurso extraordinário.

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