ANAIS 2010 ISSN PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES DA LITERATURA INGLESA RESUMO

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1 PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES DA LITERATURA INGLESA Janaína Valente dos Santos (G-CLCA-UENP/CJ) Lorena Cristina Evangelista Silva (G-CLCA-UENP/CJ) Mirian da Silva (G-CLCA-UENP/CJ) Fernanda de Cássia Miranda (Orientadora CLCA-UENP/CJ) RESUMO O objetivo deste artigo científico é descrever as primeiras manifestações da Literatura Inglesa. Para tanto, primeiramente, algumas considerações a respeito de Literatura e Literatura Inglesa serão feitas. E, posteriormente a isto, serão apresentadas as três primeiras obras consideradas as pioneiras da Literatura Inglesa: Beowulf, cuja autoria é desconhecida; a Canção da Criação, de Caedmon e Os Contos da Cantuária escrito por Geoffrey Chaucer. Há de se ressaltar que a Literatura Inglesa se manifestou primeiramente pela oralidade, uma vez que os meios escritos eram controlados pelos governantes, os normandos, os quais, por sua vez, tinham como língua oficial o francês. Sendo assim, o inglês dos nativos continuou a ser falado pelos mesmos, porém foi sendo gradativamente influenciado pela língua oficial da aristocracia. E, somente no século XIII é que a Literatura Inglesa reapareceu, sob a forma de poemas líricos, influenciada pelo gradual desenvolvimento do sentimento patriótico inglês. A literatura daquela época pode ser belamente definida pela obra Os Contos da Cantuária, de Chaucer, considerado o consolidador da Língua Inglesa. Palavras-chave: Beowulf. Caedmon. Geoffrey Chaucer. Literatura Inglesa. ABSTRACT The objective of this scientific article is to describe the first manifestation of the English Literature. For this, first of all, some considerations about Literature and English Literature will be made. And, after this, will be introduced the three first works, considered the pioneers of English literature: Beowulf, a book of unknown authorship; The story of Cadmon by Caedmon and Canterbury Tales by Geoffrey Chaucer. A emphasize will be that the English Literature manifested first of all by orality because the writing means were supervised by the governors, who was Normans and his official language was French. So the native s English were influenced by the official language of the Aristocracy. Only in the 13 th century the English Literature appear again like lyric poems influenced by the patriotic English feeling. The Literature from that age could be well presented by The Canterbury Tales by Chaucer, considered the consolidator of the English Language. KEYWORDS: Beowulf. Caedmon. English Literature. Geoffrey Chaucer. 611

2 INTRODUÇÃO Existem duas maneiras de se usar a palavra: uma artística ou literária e outra não-artística. A linguagem artística é a literária ou conotativa, isto é, são palavras que adquirem sentidos maiores do que realmente possuem. É a linguagem trabalhada, ornamentada, florida. A linguagem não literária é objetiva, denotativa, ou seja, é a palavra em seu próprio sentido, despreocupada artisticamente. DISTINÇÃO ENTRE LITERATURA E LITERATURA INGLESA A Literatura pode ser considerada a arte da palavra, uma técnica de usar as palavras com criatividade e originalidade a fim de se construir uma história. Soares Amora afirma, em termos de literatura, que o interessante não é apenas quem se exprime e o que se exprime, mas como se exprime. Ou seja, o importante é a maneira que o autor constrói o seu texto, a fim de provocar determinado sentimento no leitor. Erza Pound, segundo a utilidade da literatura, diz: A literatura não existe no vácuo; Os escritores, como tais, têm uma função definida, exatamente proporcional é a sua competência como escritores. Essa é a sua principal utilidade. Todas as demais são relativas e são temporárias e só podem ser avaliadas de acordo com o ponto de vista particular de cada um (...). A linguagem é o principal meio de comunicação humana. Se o sistema nervoso de um animal não transmite sensações e estímulos, o animal se atrofia. Se a literatura de uma nação entra em declínio, a nação se atrofia e decai. (POUND, 1977, p.36). Com isto, o teórico quis salientar que é atribuída à literatura uma função social. Por trás de obras como as de Clarice Lispector, há implícito o anseio de que as mulheres não fossem tão submissas, assim como, na obra A Revolução dos Bichos de George Orwell há uma crítica ao governo autoritário. Isto é, há sempre uma função social, implícita, no que diz respeito às obras literárias. Anthony Burgess afirma: A literatura inglesa é a literatura escrita em inglês. Não apenas a literatura da Inglaterra ou das Ilhas Britânicas, mas um corpo vasto e crescente, constituído pela obra de autores que usam a língua inglesa como um veículo natural de comunicação (...). A 612

3 literatura é uma arte que explora a língua, a literatura inglesa é uma arte que explora a língua inglesa. Mas não é apenas uma arte inglesa. (BURGESS, 2005, p.17) Isto é, o autor propõe que a Literatura Inglesa é uma arte global, pois não só ingleses fazem parte dela, mas também, autores que não são necessariamente da Inglaterra ou de países cuja língua oficial é o inglês. O SURGIMENTO DA LITERATURA INGLESA Existem, entre os estudiosos da literatura, algumas divergências sobre o surgimento da Literatura Inglesa. Alguns acreditam que o poema mais antigo é o Beowulf, cuja autoria é desconhecida. Beowulf trata-se de uma epopeia ou poema épico: é em linhas gerais, narrativa em verso que trata de batalhas, heroísmos, feitos sobre-humanos, perigos, forte presença do sobrenatural, amor, honra e amizade na qual, lenda e história se encontram para criar um efeito maior que a vida. Devido a essa estrutura, sua linguagem é grandiosa e solene. (SILVA, 2005, p.42) Ainda segundo Silva, podem-se encontrar todos esses elementos no poema, pois o jovem Beowulf, sobrinho do rei geats, no início da narrativa nada por sete dias e sete noites até chegar ao país de Hetware para lutar contra os inimigos do rei, e posteriormente, nada com o peso de trinta armaduras de seus inimigos, até chegar ao navio. Porém o maior feito extraordinário de Beowulf é enfrentar o terrível monstro Grendel, o qual aterrorizava o reino de Hrothgar e matava seus súditos. Na primeira vez que Beowulf enfrentou Grendel, o herói arrancou uma das patas do monstro e na noite seguinte, a mãe do monstro, que era ainda mais horrenda que o filho, tentou se vingar de Beowulf. Este a seguiu até sua caverna submarina, onde encontrou Grendel morto. Quando o destemido herói matou a mãe de Grendel, o sangue deste foi tão mortífero que derreteu a espada. Como presente ao rei, Beowulf deu a cabeça do monstro, recebendo assim, várias honrarias e prêmios por sua bravura. Depois da morte de seu tio, Beowulf tornou-se o rei dos geats, onde reinou com sabedoria por meio século, até o aparecimento de um dragão, o qual assolou seu reinado. Beowulf só recebeu a ajuda de um de seus companheiros, Wiglaf, para enfrentar tal ameaça, pois os outros companheiros fugiram amedrontados. Por fim, o herói idoso consegue matar a besta com as próprias mãos e vendo que estava prestes a morrer, 613

4 nomeia Wiglaf como novo rei, passando o anel, elmo e a armadura para seu companheiro. Beowulf teve seu corpo cremado enquanto seus companheiros os homenageavam, cantarolando os feitos heroicos do saudoso rei. Toda esta belíssima epopeia é narrada em versos, e com base em tal história, não só o escritor americano Michael Crichton, escreveu o livro Eaters of the Dead (1976), que depois ganhou uma adaptação para o cinema: O 13º Guerreiro (1999), tendo como protagonista, Antonio Banderas, mas também J. R. R. Tolkien também bebeu desta fonte para escrever a trilogia The Lord of the Rings ( ). Segundo acredita Silva o poema Beowulf é datado do século VIII d. C. e que trata de eventos do século VI d. C. O poema ganhou a primeira versão escrita por volta do ano Somente no século XVIII, ele foi transliterado para uma forma mais inteligível. (SILVA, 2005, p ) O que há de mais curioso em relação a este poema, Silva diz que é o fato de que a Literatura Inglesa se inicia com uma obra que não foi composta na Bretanha, (...) e que mostra um herói sueco vivendo aventuras na Escandinávia. (SILVA, 2005, p. 45) Outro fato interessante para Silva é que os preceitos religiosos cristãos pouco afetam a estrutura narrativa de Beowulf. Este fato evidencia a prática da Igreja de não abolir ou criticar diretamente a cultura do povo que ela tenta converter. (SILVA, 2005, p. 45). Isso nos faz crer que este poema ocorreu nos momentos iniciais do cristianismo na Inglaterra. Porém se relacionarmos este poema aos preceitos cristãos, observaremos que: Grendel é descrito como descendente de Caim; Depois da morte de Grendel e sua mãe, o diabo estaria esperando suas almas; A espada com a qual Beowulf matou a mãe de Grendel possui uma inscrição que narra como a raça dos gigantes foi destruída no dilúvio bíblico, entre outras semelhanças com a Igreja Católica ou o Cristianismo. Quanto às estratégias literárias, que caracterizam Beowulf como literatura anglosaxônica, tem-se: uso de metonímias e sinédoque (recorrentes na literatura anglosaxônica), tom elegíaco (tom de aflição, melancolia, lamentação) e aliteração (repetição de consoantes). Apesar dessa belíssima epopeia, alguns teóricos não concordam que Beowulf tenha sido o primeiro poema da Literatura Inglesa e afirmam que esta se iniciou com Caedmon, o qual escreveu A Canção da Criação (The story of Cadmon em inglês). Segundo Burgess o poema de Caedmon, uma peça em verso do inglês arcaico, é talvez a primeira peça da literatura cristã a aparecer na Inglaterra anglo saxã e é particularmente notável, porque, de acordo com Beda, o Venerável, foi divinamente inspirado. (BURGESS, 2005, p.27). 614

5 Caedmon era um homem humilde e sem estudos, pastor de uma abadia em Yorkshire, que certa vez, durante uma festa sentiu constrangido por não saber entoar canções, retirou-se envergonhado, e deitou num estábulo, dormindo em seguida. Em seu sonho, ouviu uma voz pedindo-lhe para cantar e respondeu que não sabia, então a voz replicou que ele devia cantar a Canção da Criação, então Caedmon cantou versos que nunca ouvira antes. Burgess acredita que esse poema pode ter sido composto por volta de 670, um ano-chave para a Literatura Inglesa (BURGESS, 2005, p.28) Quem catalogou o poema de Caedmon foi Beda, também conhecido como o venerável Beda, o qual foi um dos homens que ajudaram a Igreja Católica a dar seus primeiros passos. Viveu quase a vida em monastérios e ajudou a organizar a primeira biblioteca da Bretanha, além de escrever vários livros sobre ciência, retórica e religião. Seu mais importante livro é Eclesiastical History of the English People (731), o qual relata conquista anglo-saxônica, os problemas dos reinos que formavam a Bretanha daquela época e a expansão do cristianismo e crescimento da Igreja Católica e é neste livro que se apresenta o poema de Caedmon. Segundo Silva: Eclesiastical History of the English People se destaca por apresentar o nascimento da literatura inglesa na forma do primeiro poema lírico da Bretanha, intitulado The story of Cadmon. Neste poema, datado entre 658 e 680, Caedmon recebe milagrosamente a habilidade do canto e funda uma escola cristã. Até hoje se discute se Caedmon realmente existiu ou se foi uma criação de Beda (SILVA, 2005, p. 35) Segundo Burgess, o poema de Caedmon trata-se da criação do mundo, escrita em inglês arcaico: Os quatro primeiros versos do poema de Caedmon podem ser traduzidos assim: Agora devemos agradecer ao Guardião do reino do céu, ao poder do criador e ao pensamento de sua mente; obra do Pai dos homens, assim Ele, o Senhor Eterno, formou o começo de cada maravilha. (BURGESS, 2005, p.28) Ainda segundo Burgess, existem certas características da época, na forma do poema: a divisão em duas metades, os quatro acentos, o uso da head-rhyme. (BURGESS, 2005, p.28). Porém outros teóricos ainda defendem a tese de que Geoffrey Chaucer, cuja mais lembrada obra é Os Contos da Cantuária (The Canterbury Tales em inglês), teria sido o poeta precursor da Língua Inglesa. 615

6 O que se deve ressaltar é que a Literatura Inglesa se manifestou primeiramente pela oralidade, pois os meios escritos eram controlados pelos governantes, os normandos, os quais tinham como língua oficial o francês. Desta forma a língua inglesa nativa continuou a ser falada, porém foi sendo pouco a pouco influenciada pela língua oficial da aristocracia. No século XVIII houve um gradativo desenvolvimento do sentimento patriótico inglês e a Literatura Inglesa reapareceu, sob a forma de poemas líricos e baladas. A obra de Geoffrey de Monmouth, The History of the Kings of Britain (1136), apesar de ser escrita em latim, aumentou o orgulho em se morar em um local que havia sido governado pelo lendário rei Artur. Já na época da Carta Magna, os escribas rejeitaram o latim e preferiram o inglês. E em 1339, durante a Guerra dos Cem Anos, o rei Edward III, proibiu que suas tropas falassem francês, a fim de se estabelecer uma identidade linguística inglesa. Foi somente no século XIV que a literatura medieval inglesa floresceu e pode ser belamente definida pela obra Os Contos da Cantuária, de Chaucer e, é por este motivo que o historiador G. M. Trevellyan, afirma que Geoffrey Chaucer foi o poeta que fixou a Língua Inglesa como língua franca no mundo contemporâneo. GEOFFREY CHAUCER E THE CANTERBURY TALES (OS CONTOS DA CANTUÁRIA) Chaucer ( ) foi fruto de um abastado comerciante de Londres e por esta razão teve uma requintada educação. Devido à profissão de seu pai, teve contato com as principais culturas europeias. Quando tinha 16 anos, tornou-se pajem do filho de Edward III e ainda atuou como soldado na Guerra dos Cem Anos e como diplomata na Itália e na França. Quando foi à Florença, na Itália, em 1378, como diplomata, teve contato com a Renascença Italiana por meio de livros escritos por Dante, Petrarca e Boccaccio, o que acabou por influenciá-lo nas obras que posteriormente escreveria. Pode-se citar como exemplo Troilus and Criseyde (1385), obra cujo tema foi inspirado no poema Il Filostrato de Boccaccio. Mudou-se para Kent após as tensões políticas ocorridas no final do século XVI. Lá se dedicou a escrever poemas líricos e trabalhos em prosa. Morreu em 1400 e foi enterrado em na abadia de Westminster, local famoso por ser a última morada dos maiores artistas da Inglaterra, The Poet s Corner. Acredita-se que Chaucer faleceu sem terminar sua obra máxima Os Contos da Cantuária (The Canterbury Tales, em inglês). Os Contos da Cantuária ( ) se caracteriza por ser uma coletânea de contos, escritas a partir de 1386 por Chaucer. Nela narra-se que certo dia de primavera, 616

7 algumas pessoas no total de 29, estão na hospedaria de Tabard, em Southwark, na Inglaterra, para peregrinar até a catedral de Canterbury para reverenciar Thomas Becket, o então mártir da Igreja Católica que foi morto por defender a Igreja conta os abusos do rei Henry II. O dono da hospedaria propõe que cada peregrino conte duas histórias no caminho para a viagem parecer mais curta e alegre. Esse grupo de 30 pessoas era formado por vários membros da sociedade medieval e dividido em subgrupos, os quais Chaucer descreve no prólogo da obra: um cavaleiro, seu filho escudeiro e a ordenança deles; uma madre superiora, uma freira, um padre, um monge e um frei; um mercador; um clérigo estudante de Oxford; um advogado e um proprietário de terra; cinco pequenos comerciantes: um tecelão, um tintureiro, um carpinteiro, um tapeceiro, um comerciante de miudezas e um cozinheiro; um capitão de navio; um médico; uma mulher da cidade de Bath; um viário e seu irmão lavrador; um capataz, um moleiro, um oficial de justiça, um absolvidor (um represente da Igreja autorizado a vender perdões, para os pecados), um dispenseiro e o próprio Chaucer; o número de peregrinos aumenta devido à chegada de um ordenança, o qual foi abandonado por seu cônego, completando 30 pessoas e se contarmos com o anfitrião dos peregrinos, o qual não contará nenhuma história, teremos um grupo de 31 pessoas. Quanto à estrutura, Os Contos da Cantuária, de Chaucer, apresentam um Prólogo Geral, no qual pode ver o número de histórias a serem contadas e a maneira que se conta num total de dezessete mil versos predominantemente em rhyming couplets (rimas emparelhadas ou dísticos, que por sua vez são rimas de dois versos seguidos). As narrativas se conectam umas as outras por meio de prólogos e epílogos, apresentando diversos temas como: fábulas, sátiras, romances de cavalaria, entre outros. Pode-se dizer que é uma releitura da obra Decamerão de Boccaccio ( ), pois esta conta a história de um grupo de dez jovens aristocratas que se reúnem em uma casa de campo para fugir da temível Peste Negra, sendo assim, para passar o tempo passar mais rápido, eles resolvem contar histórias. Segundo Silva, Chaucer pode ser considerado o primeiro escritor realista da literatura inglesa pela extraordinária descrição dos tipos humanos presentes em The 617

8 Canterbury Tales (SILVA, 2005, p. 69), pois seus personagens são cativantes e mantêm-se tão atuais depois de tantos séculos. Sendo assim pode-se destacar, na obra: a origem dois contos: a maior parte das narrativas são histórias que eram contadas pela população, e não, por Chaucer; inovação: uso da estrutura de O Decamerão, porém se representa a sociedade medieval, com suas diferentes classes e não, só uma, como naquela; sociedade medieval: Chaucer escreve tal narrativa, usando os mais variados tipos medievais que podem ser divididos em: classe erudita, classe guerreira, classe econômica, classe religiosa e a terra (representada pelo moleiro, lavrador, capataz e o pequeno proprietário de terra; a ordem dos contos: Chaucer segue a estrutura social de seu tempo, ou seja, usa a hierarquia social, assim, o cavaleiro é quem começa a contar a história e o último, é o vigário. Porém nem sempre se segue essa ordem a fim de manter o público interessado; a diversidade dos contos: resultado da variedade de seus contadores; a comédia: os contos são interligados de uma maneira cômica. Um dos momentos mais cômicos é quando manda o próprio Chaucer calar a boca porque o conto é tedioso. (SILVA, 2005, p. 70); a crítica: Chaucer ironiza a corrupção e os vícios dos membros da Igreja Católica medieval; a mulher de Bath: considerada a personagem mais famosa do livro por ser irônica, namoradeira (já havia casado cinco vezes) e tagarela e também por afirmar que uma mulher pode ser tão inteligente quanto um homem e ainda que o amor e o casamento não são incompatíveis, como se afirma no amor cortês; o legado: comprovação de que a Língua Inglesa pode ser versátil, poeticamente falando, pois antigamente acreditava-se que somente o francês e o italiano eram sonoros. Segundo SILVA: É aceito de forma geral que Chaucer pretendia se ater ao seu projeto original e escrever quatro histórias para cada um dos trinta peregrinos, duas no caminho de ida para Canterbury e mais duas no de volta a hospedaria, somando um total de 120 estórias. Porém, ele abandonou seu plano original e escreveu 22 histórias, além de duas que aparecem em fragmento. A mudança de ideia é comprovada pelo fato de o anfitrião dizer ao vigário que todos com exceção do religioso contaram sua estória. Na verdade, os peregrinos sequer chegam a Canterbury. (SILVA, 2005, p. 68). Outra hipótese seria a de que Chaucer teria morrido antes de terminá-la. De qualquer modo Os Contos da Cantuária oferecem uma coletânea dos estilos literários 618

9 mais populares da Idade Média, tais como a fábula, o conto exemplar, a sátira, o romance de cavalaria e muitos outros. (SILVA, 2005, p. 68). CONSIDERAÇÕES FINAIS Não se sabe ao certo quando se originou a Literatura Inglesa, devido à precariedade dos meios escritos e até mesmo ao controle subversivo da Igreja Católica. Vale lembrar que a Literatura Inglesa teve suas primeiras manifestações oralmente, pois os meios escritos da época, eram controlados pelos governantes, os quais possuíam nacionalidade normanda, e como língua oficial, o francês. Desta forma a língua inglesa continuou a ser falada pelos nativos, porém foi sendo gradativamente influenciada pela língua oficial da aristocracia. Somente no século XVIII houve um desenvolvimento do sentimento patriótico inglês e a Literatura Inglesa reapareceu, sob a forma de poemas líricos e baladas. Sendo assim, alguns teóricos acreditam que a Literatura Inglesa surgiu com o poema Beowulf de autoria desconhecida, o qual provavelmente é datado do século VIII, relatando fatos do século VI e que ganhou sua primeira forma escrita apenas em no ano Já outros teóricos afirmam que a primeira Literatura Inglesa foi a Canção da Criação, de Caedmon, porém não se sabe se Caedmon realmente existiu ou é apenas uma invenção de Beda. Tal poema pode ser encontrado no livro Eclesiastical History of the English People, escrito pelo venerável Beda, em duas versões: uma em latim e outra em inglês anglo-saxônico e que trata da criação do mundo. Porém o que se pode realmente afirmar é que Chaucer quando escreveu Os Contos da Cantuária ( ), estabeleceu uma identidade literária inglesa. Antes da publicação desta coletânea acreditava-se que somente o italiano e o francês eram línguas para se fazer poesia. Sendo assim, pode-se considerar Chaucer o consolidador da Língua Inglesa pela magnífica genialidade com a qual escreveu sua maior obra. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BURGESS, Anthony. A Literatura Inglesa. São Paulo: Ática, POUND, Erza. Abc da Literatura. 3 ed. São Paulo: Editora Cultrix, SILVA, Alexander Meireles da. Literatura Inglesa para Brasileiros. 2 ed.rev. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda,

10 Para citar este artigo: SANTOS, Janaína Valente dos; SILVA, Lorena Cristina Evangelista; SILVA, Miriam da. Primeiras manifestações da literatura inglesa. In: X CONGRESSO DE EDUCAÇÃO DO NORTE PIONEIRO Jacarezinho Anais...UENP Universidade Estadual do Norte do Paraná Centro de Ciências Humanas e da Educação e Centro de Letras Comunicação e Artes. Jacarezinho, ISSN p

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