CLINIO FREITAS BRASIL

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1 CLINIO FREITAS BRASIL METODOLOGIA PARA A CONCEPÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE PROJETO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR O CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado Profissional em Sistemas de Gestão Área de Concentração em GESTÂO PELA QUALIDADE TOTAL da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do Grau de Mestre. Orientador: Profº. Gilson Brito Alves Lima Co-orientador: Profº. Geraldo Martins Tavares Niterói 2003

2 Dedico este trabalho: - à minha esposa e filhos, pelo estímulo, pela dedicação e pelos longos momentos de ausência; - ao meu amigo e co-orientador, Professor Geraldo Martins Tavares, pelo apoio incondicional, pelo estímulo e pela participação efetiva em todos os momentos da construção desta dissertação; e - aos meus pais, pelo esforço despendido na minha formação e pela presença, sempre marcante, em minha vida.

3 AGRADECIMENTOS À Deus, por ter iluminado o meu caminho e me proporcionado esta inquestionável oportunidade de crescimento; À Administração Superior da Universidade Federal Fluminense período 1998 a 2002 e ao LATEC Laboratório de Tecnologia, Gestão e Meio Ambiente, pela postura ousada e implementação de medidas que proporcionaram uma mudança histórica na matriz de capacitação do pessoal técnico-administrativo da Universidade Federal Fluminense; Ao Professor e amigo Gilson Brito Alves Lima, pela orientação paciente, gentil e competente; Aos meus amigos e colegas de curso, José Antonio Athayde, Orlando Pessanha e Celso Carneiro, pelo companheirismo e seriedade em todos os momentos difíceis que vivemos nas intermináveis atividades extra-classe; Aos amigos do Laboratório de Energia dos Ventos, pelo incentivo e apoio na construção desta dissertação.

4 Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. (Chico Xavier)

5 RESUMO A literatura mostra que projetos institucionais de eficiência energética são comuns em muitas instituições de ensino superior de países desenvolvidos. Tal fato não ocorre em praticamente nenhuma das Instituições Federais de Ensino Superior - IFES - brasileiras, apesar de existir nessas instituições um grande desperdício na área de energia elétrica. A Universidade Federal Fluminense UFF -, no qual o autor participou da concepção e implementação de um projeto de sucesso desse tipo, é uma das raras exceções. Entender o porque de tantos desperdícios existentes na área de utilização de energia elétrica nas instalações das IFES brasileiras e como conceber e implementar um projeto de eficiência energética, capaz de ter sucesso na redução desses desperdícios, foi o objetivo central do estudo. Inicialmente, foi feita uma pesquisa bibliográfica para identificar o estágio atual, no mundo e no Brasil, das ações na área de eficiência energética, tanto na área privada quanto na área governamental. Com base na experiência obtida pelo autor na concepção e implementação do projeto de eficiência energética da UFF, que se transformou em um case de sucesso, e na análise da literatura sobre projetos de universidades estrangeiras, procurou-se identificar as razões do sucesso dos mesmos. Verificou-se que os dois principais fatores de sucesso eram a aderência deles aos valores e objetivos estratégicos das Instituições e o apoio efetivo da alta administração. Com esses resultados e, tendo em vista as lições aprendidas com a implementação do projeto de eficiência energética da UFF, foi elaborada uma metodologia para a concepção e implementação de projetos de eficiência energética em Instituições Federais de Ensino Superior brasileiras.

6 ABSTRACT The literature shows that institutional projects of efficiency energetics are common in a lot of institutions of higher education of developed countries. This fact doesn't happen in practically none of the Brazilian Federal Institutions of Higher Education - IFES -, in spite of existing in those institutions a great waste in the area of energy. The Fluminense Federal University - UFF -, in which the author participated in the conception and implementation of a project of success of that type, it is one of the rare exceptions To understand why / it because of so many existent wastes in the area of electric power use in the facilities of Brazilian IFES and how to become concept and to implement a project of energy efficiency, capable to have success in the reduction of those wastes, it was the central objective of the study. Initially, it was made a bibliographical research to identify the current apprenticeship, in the world and in Brazil, of the actions in the area of energy efficiency, in the private area and in the governmental area. With base in the experience obtained by the author in the conception and implementation of the project of energy efficiency of UFF, that he became one cases of success and in the literature analysis on projects of foreign universities, tried to identify the reasons of the success of the same ones. It was verified that the two main success factors were the adherence of them to the values and strategic objectives of the Institutions and the effective support of the high administration. With these results and, tends in view the lessons learned with the implementation of the project of energy efficiency of UFF, a methodology was elaborated for the conception and implementation of projects of energy efficiency in Brazilian Federal Institutions of Higher education.

7 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO FORMULAÇÃO DA SITUAÇÃO PROBLEMA OBJETIVOS Objetivo geral Objetivos específicos QUESTÕES IMPORTÂNCIA DO ESTUDO METODOLOGIA REFERENCIAL TEÓRICO SUSTENTABILIDADE ENERGÉTICA EFICÊNCIA ENERGÉTICA ESTÁGIO ATUAL NO MUNDO Eficiência energética nos Estados Unidos da América Eficiência energética em países europeus Reino Unido Suécia Espanha Portugal Alemanha Finlândia Dinamarca Eficiência energética em países asiáticos... 38

8 Japão Índia Eficiência energética em países da Oceania Austrália Nova Zelândia EFICIÊNCIA ENERGÉTICA ESTÁGIO ATUAL NO BRASIL Políticas e legislação PROCEL Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica Plano estratégico Áreas de atuação Outros programas coordenados pelo PROCEL Concessionárias de energia elétrica ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica EFICÊNCIA ENERGÉTICA NAS INSTITUIÇÕES DE FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR PESQUISA DE CAMPO GÊNESE DO PROGRAMA DE ECOEFICIÊNCIA DA UFF Transformação dos prédios da UFF em laboratórios vivos Criação de cursos de extensão Criação de cursos de engenharia nas áreas de energia, ecoeficiência e gerenciamento eficaz de recursos Criação do curso de doutorado Construção de prédio para laboratório central Elaboração de manuais Apoio à sociedade (entidades públicas e privadas)... 74

9 3.2 ESTRATÉGIA PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE 74 ECOEFICÊNCIA Premissas estratégicas Abordagem estratégica do programa AÇÕES REALÇIZADAS PELO PROGRAMA Ações na área de redução de custos Ações para redução do consumo de energia elétrica Ações de gerenciamento das contas de energia elétrica Abordagem estratégica do Programa Ações de criação de laboratórios Ações de desenvolvimento de equipamentos Ações de complementação da formação de alunos da UFF Ações de produção científica Outras ações executadas pela equipe do Programa Ações de divulgação RESULTADOS GLOBAIS DO PROGRAMA DE ECOEFICIÊNCIA DA UFF Resultados globais relativos à redução de custos Resultados globais relativos à redução no consumo de energia elétrica LIÇÕES APRENDIDAS COM A EXECUÇÃO DO PROGRAMA DE ECOEFICIÊNCIA DA UFF Quanto ao enfoque a ser dado ao programa Quanto à liderança do programa

10 3.5.3 Quanto ao apoio ao programa Quanto à institucionalização do programa Quanto à formação da equipe Quanto à divulgação do programa METODOLOGIA PARA A ELABORAÇÃO DE PALNO DIRETOR DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA CONSIDERAÇÕES GERAIS ABORDAGEM ESTRATÉGICA Nível estratégico Nível tático Nível operacional OBTENÇÃO DO APOIO DA ALTA ADMINISTRAÇÃO DA IFES Identificação do núcleo decisório da alta administração Identificação dos motivadores desse grupo Explicação dos benefícios do programa e do projeto Aprovação do programa e do projeto pela alta administração APROVAÇÃO DO PROGRAMA PELOS CONSELHOS SUPERIORES DA IFES CONCEPÇÃO E INPLEMENTAÇÃO DO PROJETO DE EFICIÊNCIA 132 ENERGÉTICA Elaboração e aprovação do projeto de eficiência energética Assinatura do contrato de performance entre a IFES e sua fundação de apoio Consolidação do projeto Montagem da equipe do projeto

11 4.5.5 Montagem dos laboratórios vivos Demais ações de implementação do projeto CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES PARA NOVOS TRABALHOS CONCLUSÕES SUGESTÕES PARA NOVOS TRABALHOS REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

12 TABELA DE ILUSTRAÇÕES Quadro 1 Publicações em Eficiência Energética Quadro 2 Eficiência Energética nas IFES Figura 1 Foto da Central de Gestão de Energia (CGE) Figura 2 Subestação do antigo prédio da Física Figura 3 Casa de cupim no portão da Reitoria Figura 4 Cabine de medição do Campus do Gragoatá Figura 5 Chave da Subestação do prédio da Biologia no Valonguinho Figura 6 Consumo mensal acumulado de Tabela 1 Redução acumulada de consumo (kwh)

13 13 1 INTRODUÇÃO 1.1 FORMULAÇÃO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA O setor público brasileiro tem uma história de desperdício de energia elétrica. Pesquisa realizada na Universidade Federal Fluminense, na qual o autor deste trabalho vem participando desde o seu início, mostra que se pode reduzir em mais de 40% o consumo de energia elétrica de prédios de Instituições Federais de Ensino Superior - IFES, sem afetar o conforto dos ocupantes de tais prédios e sem interferir nas atividades neles realizadas, com medidas simples e de baixo custo. No levantamento bibliográfico realizado para a escolha do tema da pesquisa de dissertação, verificou-se que praticamente somente nos países mais desenvolvidos, que têm valores e culturas diferentes daqueles do Brasil, existe uma preocupação de se implementar um projeto de eficiência energética em universidades públicas e privadas. Nesses países, em geral, existe uma cultura de manutenção e de respeito às leis, o que faz com que uma vez estabelecido e aprovado um determinado projeto ele seja seguido por todos os indivíduos da comunidade. No Brasil a nossa cultura não inclui a execução rotineira de manutenção em equipamentos, quer aqueles utilizados nas residências, quer aqueles utilizados em empresas. Da mesma forma no Brasil as leis pegam ou não pegam. No serviço público brasileiro as características culturais mencionadas anteriormente, são ainda mais marcantes, em especial pelo sentimento de que o que

14 14 é público não pertence e não custa nada para ninguém. Há necessidade de se pesquisar uma maneira, diferente daquelas empregadas nos países desenvolvidos, de se implementar um projeto de eficiência energética que seja viável dentro da nossa cultura. A implementação, com sucesso, de tal projeto de eficiência energética em prédios das IFES, permitirá a otimização do uso de energia elétrica, através da redução dos desperdícios, sem perda do conforto dos usuários desses prédios. Isto acarretará não só uma redução dos seus custos operacionais como também a melhoria nas suas condições de conforto ambiental, contribuindo deste modo para o desenvolvimento sustentável do País. Assim sendo, a criação de uma metodologia para concepção e implementação de projeto em prédios das IFES, que reconheça e respeite os valores culturais existentes nessas instituições, aumentando desta forma as chances de sucesso da implantação de projetos de eficiência energética, foi escolhida como tema da presente pesquisa. 1.2 OBJETIVOS Os objetivos deste trabalho dividem-se em geral e específicos, conforme mostrado a seguir.

15 Objetivo geral Estabelecer uma metodologia para a concepção e implementação de projeto de eficiência energética para prédios de instituições federais de ensino brasileiras, que tenha condições de ser implementado dentro da cultura predominante nas IFES Objetivos específicos Além do objetivo geral, este trabalho tem os seguintes objetivos específicos: a) Verificar o estágio atual das ações de eficiência energética no mundo e no Brasil; b) descrever o Programa de Ecoeficiência da UFF e identificar os fatores determinantes de seu sucesso; c) identificar os fatores de sucesso para a implementação de projeto de eficiência energética em prédios das IFES; e d) estabelecer uma metodologia para elaboração de projeto de eficiência energética para os prédios das Instituições Federais de Ensino brasileiras.

16 QUESTÕES As questões que motivaram a elaboração da presente dissertação são descritas a seguir. 1 Qual a razão de tantos desperdícios na área de energia elétrica existentes nos prédios das Instituições Federais de Ensino Superior do Brasil? 2 Como conceber e implementar um projeto de eficiência energética, para uma IFES, que seja exeqüível? 1.4 IMPORTÂNCIA DO ESTUDO A importância da pesquisa para o país abrange os setores energético, econômico-comercial, tecnológico e ambiental, além de outros. Sob o ponto de vista energético o tema é relevante para todo o suprimento de energia elétrica visto que o aumento da eficiência na utilização de energia elétrica significa que o Setor Elétrico precisará de menores investimentos em geração. Podese considerar que a redução do consumo de energia elétrica, sem afetar o conforto ambiental e a produção econômica, é a energia mais limpa que existe. Em nível econômico-comercial o mercado de eficientização nas áreas residencial, comercial e industrial, fará surgir um novo tipo de empresa as Energy Saving Companies ESCOS e de produtos, o que significará a criação de dezenas de milhares de novos empregos.

17 17 Em termos tecnológicos, a criação no país de um mercado na área de eficiência energética, comercialmente bem sucedido, permitirá o fortalecimento de várias áreas técnicas, como as de eletrônica, controle, e produção de eletrodomésticos de alta eficiência energética. Em termos ecológicos, a menor utilização de energia elétrica, decorrente da eficientização energética, significará uma substancial diminuição da agressão ao meio ambiente, uma vez que qualquer produção de energia elétrica agride ao meio ambiente. 1.5 METODOLOGIA A metodologia para o desenvolvimento da pesquisa é descrita, resumidamente, a seguir. 1 Referencial Teórico Neste item será definido o referencial teórico sob o qual a pesquisa será conduzida. Além da experiência própria do autor, serão levantadas e analisadas a bibliografia nacional e internacional sobre o assunto. 2 Pesquisa de Campo Os resultados do Programa de Ecoeficiência da UFF até o ano de 2002, serão analisados e, se necessário, complementados com pesquisa de campo, visando identificar os fatores que contribuíram para o seu sucesso e as principais barreiras encontradas por ele. 3 Estabelecimento da metodologia para a concepção e implementação de projeto de eficiência energética Com base nos resultados das etapas anteriores será criada uma metodologia para a concepção de projetos de eficiência energética para Instituições Federais de Ensino Superior.

18 18 4 Elaboração das conclusões e recomendações Nesta etapa serão elaboradas as conclusões obtidas com o presente trabalho e feitas recomendações para novos trabalhos de pesquisa na área.

19 19 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 SUSTENTABILIDADE ENERGÉTICA A inédita escala e velocidade da degradação e poluição ambiental e o esgotamento dos recursos naturais; A poluição local, regional e global; o acúmulo e a distribuição de lixo tóxico; a destruição e o esgotamento das florestas, do solo e da água; a redução acelerada da camada de ozônio e a emissão de gases de efeito estufa ameaçam a integridade do planeta terra, o patrimônio das futuras gerações, a biodiversidade do planeta e, até mesmo, a sobrevivência da humanidade. Estas mudanças ambientais são causadas pelos modelos de produção e de consumo desequilibrados e insustentáveis, agravando a pobreza em diversas regiões do mundo. A humanidade terá que identificar e optar por novos modelos de produção e consumo que tenham harmonia com as potencialidades da Terra. Reconhecendo a gravidade da situação, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1982, estabeleceu uma Agenda Global para solução destes problemas, a Agenda 21. A primeira grande inovação da Agenda 21 é que o objetivo comum a ser atingido não está restrito à preservação do meio ambiente, mas ao desenvolvimento sustentável ampliado e progressivo, que introduz na discussão, a busca do equilíbrio entre crescimento econômico, eqüidade social e preservação ambiental. Trata-se, portanto, da procura por uma nova racionalidade que garanta a solidariedade e a cooperação, tanto quanto a continuidade do desenvolvimento e da própria vida para

20 20 as gerações futuras, ameaçadas pelo consumismo perdulário e pela exploração predatória dos recursos naturais. Ao redefinirmos o conceito de desenvolvimento, assegurando-lhe dimensão não apenas quantitativa mas também qualitativa, a ênfase recai no aumento da produtividade, aliada à conservação dos recursos naturais. Tal esforço exige mudanças culturais de comportamento, inovações tecnológicas e uma poderosa rede de cumplicidade que se irradie nos planos global, nacional e local. Em termos de Brasil, vivemos vinte e quatro horas por dia na cultura do desperdício, decorrente tanto dos novos hábitos, quanto de velhas práticas de uma sociedade tradicional acostumada à fartura dos recursos naturais e a hábitos ingênuos de generosidade e esbanjamento. A energia é um dos fatores essenciais de promoção do desenvolvimento. É pela capacidade de gerar e consumir energia que se mede o nível de progresso técnico de uma civilização. Nos últimos duzentos anos, o desenvolvimento industrial teve como fonte de energia básica o carvão e o petróleo, altamente poluentes e nãorenováveis e que são hoje os grandes responsáveis pelo efeito estufa. No Brasil a cultura de desperdício está presente também na área de energia. Não resta dúvida de que precisamos construir urgentemente alternativas ao uso do petróleo. Caminhamos para um modelo energético diversificado, mais limpo e renovável. O Brasil tem uma matriz energética eminentemente limpa, no que diz respeito à eletricidade: mais de 95% dela provém de fontes hídricas. No entanto, como se viu em 2001, essa configuração deixa o país vulnerável, dependente das condições meteorológicas. É preciso considerar que a participação das fontes renováveis na oferta interna de energia, embora decrescente, ainda permanece alta, tendo passado de 62%, em

21 , para 58% em Para que não haja retrocesso na matriz energética do país é preciso investir nas energias renováveis, pensando sempre no atendimento das necessidades regionais e na promoção do desenvolvimento sustentável. O Brasil tem a valiosa experiência do Pro-álcool, único programa bem-sucedido, no mundo, de substituição em larga escala dos derivados de petróleo. O biodiesel e as misturas de combustíveis, que usam derivados de óleos vegetais, podem diversificar e tornar mais limpa a matriz energética brasileira. O dendê, o babaçu, a soja, a mamona e diversas espécies nativas são fontes potenciais de combustível. A energia de biomassa a partir de bagaço de cana, rejeitos de serrarias e lenha, em combustão direta ou em gaseificação, são fontes renováveis de energia e permitem dar um uso econômico a rejeitos que muitas vezes são simplesmente incinerados. Algumas regiões do Brasil apresentam grande potencial para a produção de energia eólica e diversas empresas vêm investindo no ramo. O uso de energia solar está se expandindo, seja a fotovoltaica seja a solar térmica. Esse crescimento deve continuar, considerando o potencial que existe no Brasil e a capacidade de a energia solar atender a demandas descentralizadas. Uma fonte não-renovável que vem contribuindo cada vez mais para a composição da matriz energética brasileira, é o gás natural. O desafio que se apresenta é integrar todas essas opções para garantir, de modo sustentável, o suprimento de energia necessário. Não basta, porém, aumentar o suprimento energético em bases cada vez mais limpas. É preciso aumentar a eficiência no seu uso e na sua conservação.

22 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA ESTÁGIO ATUAL NO MUNDO Todos os países desenvolvidos têm uma grande preocupação com a eficiência energética não só em termos de consumirem energia elétrica de maneira mais eficiente, como, também, de deslocar indústrias energético intensivas e poluidoras, como as de produção de alumínio e aço, para países do terceiro mundo, como o Brasil Eficiência energética nos Estados Unidos da América Um dos países que mais se preocupam com a eficiência energética são os Estados Unidos da América EUA. O Departamento de Energia dos EUA DOE está empenhado em reduzir a dependência americana de petróleo importado e desenvolver tecnologias energéticas eficientes para prédios, casas, transporte, sistemas elétricos e indústrias (U.S. DEPARTMENT OF ENERGY, tradução nossa). O principal órgão do DOE para tratar das questões de eficiência energética é o Office of Energy Efficiency and Renewable Energy EERE. A missão do EERE é: reforçar a segurança energética, a qualidade ambiental e a vitalidade econômica da América, através de parcerias que: melhorem a eficiência energética e a produtividade; produzam tecnologias de energia para o mercado que sejam limpas, confiáveis e de custos razoáveis e; que façam uma diferença na vida cotidiana dos americanos, através do melhoramento de suas qualidades de vida e do aumento das

23 23 alternativas energéticas disponíveis. (Ibidem) Dentre os programas desenvolvidos pelo EERE podem ser citados os relativos a tecnologias empregadas em prédios, na indústria, no setor de geração de energia e no setor de transporte. No setor de prédios, que é o principal setor tratado nesta dissertação, o EERE executa programas para desenvolver tecnologias relacionadas aos seguintes tópicos (Ibidem): Envelope do prédio O envelope do prédio é composto por todos os elementos que separam o interior do prédio do ambiente externo, como, por exemplo, janelas, paredes, fundações e telhados; condicionamento de espaços refrigeração e aquecimento, eficientes em termos energéticos, são obtidos através do uso de controles automáticos, ventilação, sistemas de dutos melhorados e tecnologias avançadas; aquecimento de água aquecimento de água eficiente em termos energéticos, combinado com aparelhos eletrodomésticos, louças e metais eficientes, economizarão água, energia e dinheiro; iluminação lâmpadas fluorescentes compactas e outras tecnologias de iluminação eficientes economizam energia e dinheiro; aparelhos eletrodomésticos existem opções eficientes energeticamente para equipamentos eletrodomésticos, tais como: máquinas de lavar e secar roupa; geladeiras; freezers; máquinas de lavar pratos e; aparelhos de ar condicionado; equipamentos de escritório e equipamentos elétricos de prédios muitos equipamentos de escritório desperdiçam energia quando não estão sendo usados; equipamentos com funções próprias de gerenciamento de energia podem reduzir em muito o uso de energia, através da troca automática para um

24 24 modo de operação de baixo consumo de energia, quando não estiverem sendo usados. Motores e transformadores eficientes também são disponíveis. tipos específicos de prédios o EERE possui programas especiais para estimular eficiência energética em prédios públicos federais e em escolas. A eficiência energética também ajuda a população mais pobre a manter uma conta de energia elétrica dentro de suas possibilidades financeiras; códigos de energia para prédios tais códigos são geralmente estabelecidos nos EUA a nível estadual. Códigos modelos têm sido estabelecidos a nível nacional, mas normalmente são modificados para atender necessidades específicas de cada estado; padrões de eficiência padrões de eficiência para eletrodomésticos são promulgados pelo DOE; auditorias energéticas uma série de ferramentas e tecnologias foram desenvolvidas para avaliar a eficiência energética de prédios; projeto integral do prédio projeto integral do prédio utiliza uma abordagem integradora para projetar o prédio, de modo que todos os seus elementos contribuam para a obtenção de uma performance energética ótima. Através desta abordagem o prédio interage efetiva e positivamente com o ambiente externo; comissionamento, operação e manutenção construir o prédio é apenas a metade da estória; ele deve ser comissionado corretamente e, após isso, ser operado e mantido corretamente. Medição e verificação da performance do prédio é um dos aspectos mais importantes do comissionamento de novos prédios. Em termos de instalações do Governo Federal, o DOE estabeleceu o Federal

25 25 Energy Management Program FEMP, cuja missão é reduzir os custos e os impactos ambientais do Governo Federal através de avanços em eficiência energética e conservação de água, promoção do uso de energia distribuída e energia renovável e melhorias no gerenciamento de energia e água nas instalações do Governo Federal. (Ibidem). Nos Estados Unidos, além do DOE, vários estados se preocupam com o problema da eficiência energética, destacando-se entre eles os da Califórnia, Tennessee, Illinois e Carolina do Sul. A Califórnia, através de sua Comissão de Energia, financia pesquisas e publicações de documentos sobre eficiência energética. Dentre os documentos publicados, podem ser citados: QUADRO DE PUBLICAÇÕES EM EFICÊNCIA ENERGÉTICA TÍTULO DA PUBLICAÇÃO ÁREA ESPECÍFICA Appliance Efficiency Regulations for: refrigerator and freezers, room air conditioners, central air conditioners, gas space heaters, water heaters, plumbing fittings, fluorescent lamp ballasts, luminaires, gas cooking appliances and gas pool Normas de eficiência de equipamentos eletrodomésticos / regulamentação heaters Directory of Certified Refrigerators, Refrigerator- Freezers and Freezers Guide To Preparing Feasibility Studies For Energy Efficiency Projects Diretórios de equipamentos eletrodomésticos / padrões Eficiência energética

26 26 QUADRO DE PUBLICAÇÕES EM EFICÊNCIA ENERGÉTICA (Continuação) TÍTULO DA PUBLICAÇÃO ÁREA ESPECÍFICA Four Volumes Lighting Efficiency Technology Report: Vol. 1 Calif. Baseline; Vol. 2 Scenarios Report; Vol. 3 Market Barriers Report; Vol. 4 Iluminação, eficiência energética Recommendations Report Formas e padrões de eficiência Six Steps to an Energy Efficient Addition em prédios, melhoria interna, reforma e eficiência energética How To Finance Public Sector Energy Efficiency Projects How To Hire An Energy Auditor To Identify Energy Efficiency Projects How To Hire An Energy Services Company How To Hire a Construction Manager For Your Energy Efficiency Project Guide to Preparing Feasibility Studies for Energy Efficiency Projects (GUIDEBOOK) Energy Efficiency Design Guide for California Detention Facilities Effects of Daylight Saving Time on California Electricity Use Staff Report Eficiência energética, manual Eficiência energética, manual Eficiência energética, manual Eficiência energética, manual Eficiência energética, guia Eficiência energética, prisões Economia com a utilização da luz solar, consumo, eficiência energética Quadro 1 Publicações em Eficiência Energética Fonte: STATE OF CALIFORNIA. The Resources Agency. California Energy Commission

27 27 A Comissão de Energia da Califórnia estabeleceu um Centro de Energia do Consumidor que disponibiliza em sua página na Internet, informações, tais como: base de dados de programas de redução de demanda e de incentivos; vídeos de treinamento; idéias e dicas para economizar energia, etc. O Estado de Tenessee (1996, tradução nossa, grifo do autor), através do seu Departamento de Serviços Gerais, criou o Programa de Gerenciamento de Energia dos Prédios Estaduais. Este programa financiou a publicação de um Manual de Gerenciamento de Energia com o objetivo de servir como um guia para a concepção e implementação de sistema de gerenciamento de energia nos prédios do governo do Estado do Tennessee. O Estado de Illinois, (ILLINOIS DEPARTMENT OF COMMERCE AND ECONOMIC OPPORTUNITY, tradução nossa) através da Divisão de Conservação de Energia e Energia Renovável do seu Departamento de Comércio e Assuntos Comunitários, apóia pesquisas e demonstrações de tecnologias da área de energia, identifica meios de financiar melhorias de eficiência energética e usa uma variedade de programas educacionais para transferir tecnologias viáveis economicamente e informações tanto para o setor privado como para o setor público da economia do Estado de Illinois. Para tanto foram criados vários programas, sendo dignos de citação os seguintes: Programa de Energia para as Empresas de Illinois Este programa promove a eficiência energética, objetivando aumentar os lucros das empresas de Illinois; Programa de Demonstração de Eficiência Energética em Indústrias Este programa promove a eficiência energética nas áreas industriais e comerciais de Illinois; Programa Institucional de Conservação Este programa fornece recursos

28 28 financeiros para reduzir o consumo de energia em escolas e hospitais de Illinois; Programa de Energia em Residências de Baixo Custo Este programa fornece recursos para melhorias na área de eficiência energética, para reforma ou construção de unidades habitacionais para a população de baixa renda, executadas, sem fins lucrativos, por empresas ou pessoas; Programa de Casas Eficientes de Illinois Este programa treina avaliadores para realizarem inspeções locais e testes de materiais de prédios, nível de eficiência dos equipamentos de aquecimento e refrigeração e priorizar melhorias na área de eficiência energética; Programa de Contratos de Performance de Energia Este programa capacita escolas distritais, universidades, governos municipais e outras entidades governamentais a negociarem contratos de performance de energia, visando aumentar a eficiência energética de prédios públicos.(ibidem) O Governo da Carolina do Sul (SOUTH CAROLINA ENERGY OFFICE, tradução nossa) gasta anualmente mais de US$ 10,2 bilhões em energia, sendo parte destes gastos resultante de desperdícios, que poderiam ser evitados através de medidas de conservação, eficiência e gerenciamento de energia. Além disso, como a maioria da energia elétrica utilizada na Carolina do Sul é produzida por termoelétricas, que emitem dióxidos de enxofre, nitrogênio e carbono, que freqüentemente produzem efeitos adversos sobre a saúde humana, aumentando os custos com saúde pública, e causam sérios danos ao meio ambiente. Assim sendo, o uso eficiente de energia elétrica reduzirá os danos à saúde e ao meio ambiente. Tendo em vista o citado anteriormente, a Carolina do Sul criou o Escritório de Energia, cuja missão é: o Escritório de Energia da Carolina do Sul aumenta a eficiência energética e a diversidade, melhora a qualidade ambiental e economiza

29 29 dólares em energia para a Carolina do Sul. (Ibidem) O Escritório de Energia atua nas seguintes áreas: (Ibidem) 1. Serviços de Eficiência Energética, que incluem as seguintes atividades: a) análises de eficiência energética e assistência técnica para agências estaduais, escolas, universidades, governos municipais, hospitais e outras organizações sem fins lucrativos e, prédios comerciais e pequenas indústrias; b) workshops sobre procedimentos operacionais eficientes em termos energéticos e eficiência em iluminação, aquecimento, refrigeração e boilers; c) financiamento para medidas de conservação de energia em agências estaduais, escolas, universidades, governos municipais, hospitais e outras organizações sem fins lucrativos. 2. Informações sobre energia, que inclui as seguintes atividades: a) produção de material educativo sobre energia para escolas e realização de atividades, como por exemplo, The Energy Factbook, The Science Fair Project Guidebook, Fórum para professores sobre energia e o prêmio para projetos sobre energia apresentados em feiras regionais de ciências; b) publicações úteis para todos os consumidores de energia sobre conservação de energia; c) página na INTERNET (www.energy.sc.gov); d) revista eletrônica; e e) banco de dados e relatórios sobre produção, consumo e preços de energia no estado.

30 30 Várias universidades americanas como, por exemplo, as citadas abaixo possuem laboratórios e programas na área de eficiência energética: Universidade de Massachusetts (2000, tradução nossa) Esta Universidade, no seu campus de Amherst estabeleceu o Centro para Eficiência Energética e Energias Renováveis (CEERE), sendo um dos seus programas o de elaboração de um plano regional para apoiar as grandes indústrias na preparação de um futuro mais limpo e eficiente, tanto do ponto de vista ambiental quanto do energético; Universidade de Kansas (2002, tradução nossa) Possui um projeto para aumentar a eficiência energética e reduzir as despesas operacionais dos seus campi. O objetivo deste projeto é reduzir os custos anuais de energia de cerca de 15 US$ por m 2 para cerca de 11 US$ por m 2. Como parte deste projeto ela contratou uma consultoria para elaborar diagnóstico energético de suas instalações, visando verificar quais medidas são possíveis de serem tomadas e se esse valor de 11 US$ por m 2 é factível; Universidade Estadual de Iowa (IOWA STATE UNIVERSITY, tradução nossa) Estabeleceu um projeto ambicioso de economia de energia em seus campi, cuja meta é economizar US$ 1,5 milhões nos seus custos de energia durante o ano fiscal de Para tanto ela estabeleceu um projeto de eficiência energética que inclui ajuste de termostatos, desligamento de equipamentos e eletrodomésticos que não estejam sendo usados e eficiência nos sistemas de utilidades (luz, água, gás, etc.). Este projeto é dirigido por uma força tarefa encarregada de coordenar todos os esforços de conservação de energia e eficiência energética. Foi criada uma página na INTERNET contendo assuntos, tais como: dicas para economizar energia nos escritórios; economias de energia

31 31 nos prédios; metas e progressos e; benchmarks dos prédios; Universidade John Brown (EASLEY, 2003, tradução nossa) Esta Universidade iniciou, em 1994, um programa para reduzir o seu consumo energético e os seus custos operacionais. A área construída do campus aumentou dramaticamente, enquanto o uso de energia permaneceu, praticamente, constante. De 1994 a 2002 as economias com energia totalizaram cerca de US$ 1 milhão; Universidade do Texas (TEXAS, tradução nossa) Esta Universidade criou o Laboratório de Sistemas de Energia, um dos maiores laboratórios de programas de pesquisas de universidades nos Estados Unidos. Um dos seus principais projetos é o Texas LoanSTAR Program, um programa do Escritório Estadual de Conservação de Energia, cujo objetivo é: economizar impostos e recursos através do monitoramento do uso de energia e de recomendações para implementação de medidas de eficiência energética; Instituto Politécnico Rensselaer (RENSSELAER POLYTECHNIC INSTITUTE, tradução nossa) Este Instituto criou o Centro de Pesquisas em Iluminação, que desenvolve uma série de programas, tais como: o Daylight Dividends, que visa demonstrar como economizar energia e, simultaneamente, aumentar a qualidade da iluminação através do uso inteligente da energia solar; o Demonstração e avaliação de tecnologias e aplicações de iluminação (DELTA), que já avaliou mais de uma dúzia de soluções em vários prédios de escritório, escolas, lojas comerciais e instalações industriais; o Luz e Saúde, que estuda os efeitos visuais e não visuais da luz sobre o ser humano; o Luminárias, que é uma publicação quadrimestral on-line que apresenta

32 32 notícias sobre os últimos avanços em tecnologias, técnicas e mercado de iluminação, em especial aquelas que representam um benefício ambiental e econômico; o Iluminação de Estado Sólido, que é a única tecnologia de iluminação realmente nova em mais de um século; o Iluminação VIP, que usa os conhecimentos sobre os fatores humanos, visão e psicologia para produzir soluções tecnológicas de iluminação que encoraje a aceitação de iluminação energeticamente eficiente e, ao mesmo tempo, que possibilite um ambiente seguro, maximizando a atenção e a produtividade. Universidade da Califórnia de Berkeley (UNIVERSITY OF CALIFORNIA AT BERKELEY, tradução nossa) Esta Universidade estabeleceu o Programa de Ciências de Prédios, que se dedica a pesquisar sobre qualidade ambiental e eficiência energética de prédios. O grupo de ciências de prédios busca influenciar as práticas correntes da área e melhorar a qualidade do meio ambiente construído, através da educação dos futuros profissionais dessa área e do fornecimento de informações técnicas para os profissionais e para a indústria de construção. Este grupo possui o Laboratório de Ciências de Prédios, criado em 1980, que é usado para ensino e pesquisa; Instituto de Energia da Universidade da Califórnia (UNIVERSITY OF CALIFORNIA, tradução nossa) Este Instituto é uma unidade de pesquisa multicampi da Universidade da Califórnia, dedicado a pesquisas na área de energia, cuja missão é: avançar a fronteira da pesquisa e educar estudantes e responsáveis pelo estabelecimento de políticas sobre temas na área de energia que são cruciais para o futuro da Califórnia, da nação e do mundo.

33 Eficiência energética em países europeus Neste item são descritas algumas das políticas de eficiência energética de vários países europeus. Em geral, estas políticas podem ser agrupadas em cinco categorias principais: Regulamentações restritivas nesta categoria se enquadram as legislações obrigando que os equipamentos fabricados / comercializados no país atendam um determinado padrão de eficiência energética; Informações para o público nesta categoria o objetivo é aumentar o conhecimento do público sobre eficiência energética, objetivando: que as tecnologias de eficiência energética tenham uma penetração maior no mercado; a adoção pela população de ações de gerenciamento pelo lado da demanda e; mudanças positivas, em relação à eficiência energética, no comportamento e no estilo de vida dos consumidores; Criação de estímulos para a introdução de determinadas tecnologias medidas desta categoria objetivam favorecer a penetração de tecnologias de eficiência energética e de equipamentos eficientes, quer através de subsídios econômicos para torná-las competitivas economicamente, quer através de outras ações visando ultrapassar outras barreiras estruturais para adoção / compra porventura existentes; Financiamentos / empréstimos a fundo perdido estas políticas são voltadas para compradores ou consumidores que de outra forma não seriam capazes de

34 34 fazer uso de tecnologias de eficiência energética, devido aos seus altos custos iniciais; Parcerias de capitais públicos / privados a maioria destas parcerias são pesquisas nas quais órgãos governamentais estabelecem metas de pesquisas e escolhem, através de concorrências públicas, projetos de pesquisas a serem executados por instituições privadas e financiados pelo governo Reino Unido O Reino Unido desenvolve inúmeras iniciativas na área de eficiência energética, sendo dignas de notas as mencionadas: Energy Saving Trust (EST), que abriga diversos programas que se enquadram nas cinco categorias de políticas citadas anteriormente e; O Programa de Transformação do Mercado que apóia ações em todo o Reino Unido, incluindo informações sobre produtos e guias de consumidores disponibilizados via internet e atua, através do EST e da União Européia, para o estabelecimento de selos de eficiência energética para a maioria dos eletrodomésticos Suécia

35 35 A Suécia mantém programas na área de eficiência energética que abrangem todas as cinco categorias de políticas, descritas anteriormente. Um dos programas do governo merecedor de destaque é aquele em que é feita uma concorrência para tecnologias eficientes energeticamente, no qual grupos de consumidores se comprometem a adquirir produto desenvolvido para satisfazer os padrões de desempenho estabelecidos por especialistas, assegurando vendas iniciais suficientemente grandes para criação de mercado para o produto. A Suécia implantou uma reforma tributária (Greentax Reform) que muda o foco dos impostos, desonerando o fator trabalho para onerar o uso dos recursos naturais e os impactos ambientais, o que cria um marco legal que incentiva o uso de tecnologias mais eficientes energeticamente, estabelecendo assimetrias no mercado que privilegiam estas tecnologias, uma vez que quanto mais eficiente energeticamente for o produto menor é a carga tributária sobre ele e, portanto, mais competitivo ele se torna Espanha A ação na área de eficiência energética da Espanha é centrada em seu Plano de Eficiência e Economia Energética e no seu Centro de Conservação de Energia, que produz e publica diversas brochuras sobre uma larga variedade de assuntos relacionados com a eficiência energética. Uma importante medida regulatória é a Regulação do Gerenciamento do Consumo de Energia, que obriga aos consumidores intensivos de energia a

36 36 elaborarem e implantarem planos qüinqüenais de eficiência energética e a realizarem auditorias energéticas periódicas, objetivando a redução dos seus consumos Portugal As ações em Portugal estão focadas na disseminação de informações e no treinamento de pessoal, sendo executadas principalmente através do seu Centro de Conservação de Energia. Este Centro produz e publica diversas brochuras sobre uma grande variedade de temas relacionados com a eficiência energética. Similarmente à Espanha, eles implantaram também a Regulação do Gerenciamento do Consumo de Energia Alemanha Na Alemanha foram implantadas diversas medidas objetivando a redução das emissões de gases de efeito estufa, que resultam em ganhos indiretos na área de eficiência energética. Várias destas medidas são campanhas de conscientização simultânea de aspectos ambientais e de eficiência energética, como por exemplo, as relativas a alguns dos produtos cobertos pelo esquema de selagem ambiental Blauer Engel.

37 37 Foi estabelecido uma reforma tributária ecológica, que como na Suécia, muda o foco dos impostos, desonerando o fator trabalho para onerar o uso dos recursos naturais e os impactos ambientais. Ela utiliza também medidas educacionais, como por exemplo, treinamento e educação continuada na área de eficiência energética na indústria e construção para arquitetos, engenheiros, técnicos e operários dessa indústria. Adicionalmente, a Alemanha mantém importantes programas de pesquisas, como por exemplo, o Quarto Programa de Pesquisas em Energia, que financia 100% das despesas com pesquisas e desenvolvimento, em universidades e centros de pesquisas, nas áreas de produtos, serviços e processos de produção eficientes energeticamente Finlândia O governo da Finlândia investe em eficiência energética para aumentar a competitividade tecnológica e a consciência ambiental da população finlandesa. A principal abordagem utilizada é a criação de assimetrias de mercado favoráveis a produtos eficientes energeticamente, principalmente através da disseminação de informações e da educação dos consumidores. Deve-se destacar, também, o Sistema de Acordo Voluntário, pelo qual as indústrias têm incentivos fiscais para melhorarem sua eficiência energética, e as concorrências promovidas pelo Departamento de Energia do Ministério da Indústria e Comércio,que são responsáveis pela entrada no mercado de produtos eficientes,

38 38 através da garantia de vendas iniciais, suficientemente altas Dinamarca A Dinamarca freqüentemente investe em eficiência energética devido a preocupações com o efeito do clima e com a segurança do suprimento energético. As ações dinamarquesas sobre eficiência energética têm um forte componente regulatório, que inclui desde a selagem e avaliação energética de prédios, até o desenvolvimento e venda de novos equipamentos. A Dinamarca implantou um importante conjunto de taxas verdes (Green Tax Package), que contribuem para a redução do consumo de energia através de sinalização de preços aos consumidores Eficiência energética em países asiáticos Japão O Japão utiliza, principalmente, as vias educacional e regulatória na área de eficiência energética. Deve-se destacar o seu programa obrigatório de selagem energética, que

39 39 exige dos fabricantes de equipamentos que consomem energia a, periodicamente, avaliarem os equipamentos mais eficientes da categoria, disponíveis no mercado, de modo a que o desempenho de tais equipamentos se tornem o padrão médio de eficiência energética de todos os equipamentos, dentro de um período de tempo acordado. Outros itens de destaque na área de eficiência energética do Japão são a Lei de Conservação de Energia, que estabelece meios para obrigar todos os setores do país a usarem energia de forma racional, e o Grande Prêmio de Conservação de Energia para equipamentos com características excepcionais na área de economia energética Índia O governo da Índia criou o Bureau de Eficiência Energética, cuja missão é institucionalizar serviços de eficiência energética, possibilitar a criação de mecanismos de eficiência energética no país e prover liderança em eficiência energética em todos os setores do país. O principal objetivo do Bureau é reduzir a intensidade energética na economia. Outros objetivos do Bureau são: Prover um marco político e o direcionamento nacional para as atividades de conservação de energia; Coordenar as políticas e os programas de uso eficiente de energia com todos os atores envolvidos;

40 40 Estabelecer sistemas e procedimentos para verificar, medir e monitorar melhorias na área de eficiência energética; Alavancar o suporte multilateral, bilateral e do setor privado para a implementação da lei de eficiência energética de 2001 (EC Act 2001); Demonstrar os sistemas de implementação de eficiência energética, através de parcerias públicas / privadas. O Bureau estabeleceu um plano de ação para a área de eficiência energética, contemplando os seguintes itens: Programa de Conservação de Energia para a indústria; Gerenciamento pelo lado da demanda; Programa de Padrões e Selagem; Códigos de conservação de energia em prédios; Acreditação e Certificação Profissional; Manuais e códigos; Programa de política para pesquisa na área de eficiência energética; Educação escolar; Mecanismos para fornecimento de serviços de eficiência energética. Uma série de Organizações não Governamentais, como por exemplo, a Winrock International Índia e a Alliance to Save Energy estão trabalhando na área de eficiência energética na Índia. O grupo de eficiência energética da Winrock trabalha com diferentes parceiros na Índia, objetivando ganhar insights nos diversos assuntos da área de eficiência energética, oferecer soluções e disseminar informações. A Alliance começou a trabalhar na Índia em Com o suporte da Agência para Desenvolvimento Internacional do Estados Unidos (USAID), do Departamento

41 41 de Energia dos EUA (DOE), de outros órgãos do governo americano e de fundações americanas e, ainda, de Organizações não Governamentais da Índia, a Alliance ajudou a implementar projetos para atender à crescente demanda de energia da Índia Eficiência energética em países da Oceania Austrália A abordagem australiana para eficiência energética é, basicamente, um efeito secundário de sua abordagem ao problema do efeito estufa no clima. O Australian Greenhouse Office coordena a política de energia do país. Ela tem uma série de programas na área de eficiência energética, mas basicamente suas ações nesta área são focadas na criação de assimetrias no mercado, quer seja através de leis ou da selagem. Uma meta interessante estabelecida foi a Meta de Um Watt que objetiva que a potência máxima de qualquer aparelho eletrodoméstico, quando na situação de standby, seja de 1 W Nova Zelândia

42 42 A política de energia da Nova Zelândia é motivada, fundamentalmente, por razões ecológicas, sendo a Energy Efficiency and Conservation Authority o órgão governamental responsável por ela. A Nova Zelândia faz investimentos substanciais em eficiência energética em prédios, através de vários programas, incluindo pesquisas, regulamentação e concorrências para a compra de equipamentos eficientes. O Programa de Comprometimento Empresarial é um programa voluntário de comprometimento dos setores industrial e comercial, objetivando a redução da intensidade energética destes setores. Como muitos outros países, a Nova Zelândia conduz um programa de eficiência de motores, cujo objetivo é aumentar a eficiência dos motores utilizados na área industrial. 2.3 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA ESTÁGIO ATUAL NO BRASIL Neste item são apresentados um resumo dos tipos de políticas e da legislação brasileiras na área de eficiência energética e algumas das instituições, com as respectivas ações e programas, que atuam no país nessa área Políticas e legislação

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