Conceitos de direito europeu em matéria. societária e fiscal: interpretação autónoma e. pluralismo jurídico

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1 Conceitos de direito europeu em matéria societária e fiscal: interpretação autónoma e pluralismo jurídico

2 Índice Introdução e metodologia adotada... 4 Parte I: Interpretação autónoma, pluralismo jurídico e conceitos de direito europeu 15 Capítulo 1: A interpretação autónoma dos conceitos de direito europeu Introdução A interpretação autónoma (dos conceitos) do direito europeu Contextos de aplicação da interpretação autónoma do direito europeu Conclusões Capítulo 2: Pluralismo jurídico e conceitos de direito europeu Introdução O desenvolvimento do pluralismo jurídico na UE e a sua relação com os conceitos de direito europeu Vantagens da utilização dos conceitos de direito europeu Contextos de aplicação dos conceitos de direito europeu Conclusões Parte II: Análise de conceitos de direito europeu em matéria societária e fiscal85 Introdução Capítulo 1: O conceito europeu de centro dos interesses principais do devedor no Regulamento relativo aos processos de insolvência Introdução O conceito de centro dos interesses principais do devedor

3 1.3 - Momento de determinação do centro dos interesses principais do devedor104 Capítulo 2: O conceito europeu de razões económicas válidas na Diretiva fusões Introdução As fusões societárias no contexto do direito europeu Introdução ao conceito europeu de razões económicas válidas O conceito europeu de razões económicas válidas Âmbito de aplicação do conceito europeu Capítulo 3: O conceito europeu de retenção na fonte e distribuição de dividendos na Diretiva sociedades-mãe e afiliadas de diferentes Estados-Membros Introdução O conceito europeu de retenção na fonte e distribuição de dividendos Âmbito de aplicação do conceito europeu Conclusões finais Bibliografia

4 Introdução e metodologia adotada A criação de um mercado interno no espaço europeu implica, tal como enunciado no artigo 3º, nº 3 do Tratado da União Europeia 1, a promoção do crescimento económico e da competitividade no espaço europeu 2. Neste ponto, assume especial relevo, no contexto da livre circulação de pessoas (consagrada nos artigos 45º ss. do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia 3 ), o papel das sociedades e dos grupos de sociedades, cujo estatuto o artigo 54º do TFUE equipara ao das pessoas singulares, nacionais dos Estados-Membros. Neste contexto, e tendo em atenção a necessidade de densificar e concretizar as disposições consagradas nos tratados em matéria de liberdades fundamentais, cuja formulação demasiado ampla coloca diversos problemas aos órgãos jurisdicionais nacionais responsáveis pela aplicação do direito europeu aos casos concretos, o Tribunal de Justiça da União Europeia 4 tem vindo a conferir à livre circulação de pessoas, em particular das sociedades e grupos de sociedades, um desenvolvimento extremamente relevante. Destaca-se, nesta matéria, a jurisprudência do TJUE que tem procurado fomentar a mobilidade das sociedades ( corporate mobility ) 5. E, em matéria de mobilidade societária, assume igualmente um especial relevo nas decisões das empresas o regime fiscal vigente no direito europeu (no que é geralmente designado como tax mobility ), que tem também sido alvo de uma particular atenção por parte do TJ. 1 Na redação que lhe foi dada pelo Tratado de Lisboa, que altera o Tratado da União Europeia e o Tratado que institui a Comunidade Europeia, assinado em Lisboa a 13 de Dezembro de A ortografia utilizada neste trabalho é a que resulta do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de Neste contexto, optámos por manter a grafia original nas citações da doutrina e de acórdãos do TJUE na versão portuguesa, para que correspondam à versão efetivamente publicada. Contudo, este facto poderá ocasionar alguma divergência na grafia utilizada nas mesmas expressões, conforme se tratem de citações ou do texto original. Refira-se, para além disso, que os acórdãos mais recentes do TJUE apresentam já a grafia alterada e conforme o Acordo. 3 De ora em diante, designado pela abreviatura TFUE. 4 De ora em diante, será também utilizada a abreviatura TJUE, ou designado simplesmente por Tribunal ou Tribunal de Justiça. 5 Referimo-nos essencialmente, nesta matéria, aos casos Daily Mail, Centros, Überseering, Inspire Art e Cartesio, mencionados nas notas nºs 6 e 7 e nºs 388 a

5 Neste contexto, constatamos que a jurisprudência do TJUE se tem desenvolvido, quer no campo da livre circulação das sociedades constituídas e dos obstáculos societários e fiscais que se lhes colocam no estádio atual de desenvolvimento do direito europeu, quer, por outro lado, no campo do nascimento e morte das sociedades (através, por exemplo, de acórdãos cruciais como Daily Mail 6 ou Cartesio 7, que serão brevemente referidos na segunda Parte deste trabalho). Iremos debruçar-nos nesta dissertação sobre o primeiro ponto, e deixaremos de parte o segundo, porque é através do primeiro que o Tribunal de Justiça tem reconhecido e conferido direitos de mobilidade às sociedades que atuam na União Europeia. Tem-no feito, como explicamos nesta Introdução, criando conceitos autónomos de Direito Europeu e afirmando a sua supremacia sobre os conceitos jurídicos dos ordenamentos nacionais. Com efeito, na análise do estatuto de que gozam atualmente as sociedades e grupos de sociedades no espaço europeu, muitas perspetivas poderiam ter sido utilizadas. Desde logo, o estudo da complexa questão da transferência de sede das sociedades de um EM para outro, no qual se debatem a teoria da sede efetiva (real seat theory) e a teoria da incorporação (incorporation theory), onde estaria em causa a vida e morte das sociedades. Contudo, optamos por deixar de lado este tema e explorar uma outra perspetiva que cremos, atendendo à literatura em matéria de direito societário e fiscal europeu existente atualmente, mais inovadora. Com efeito, os conceitos de direito europeu ou conceitos autónomos são, ao que julgamos, uma matéria cujo desenvolvimento doutrinal é ainda bastante escasso, o que nos incentivou também a adotar este ponto de vista e assim demonstrar, através do presente trabalho, como a sua utilização mais frequente pelo TJUE e pelos tribunais nacionais pode ser útil. 6 Acórdão de 27 de setembro de 1988, A Rainha e HM Treasury and Commissioners of Inland Revenue, ex parte Daily Mail and General Trust PLC, Proc. 81/87. 7 Acórdão de 16 de dezembro de 2008, Cartesio Oktató és Szolgáltató bt, Processo C 210/06. 5

6 Porém, e dada a necessidade que também sentimos, no estruturar deste trabalho, de aprofundar o que são afinal os conceitos de direito europeu, como surgiram e se têm vindo a desenvolver, achámos adequado abordar, antes de mais, a questão da interpretação autónoma do direito europeu, que possibilita a existência daqueles conceitos. Daí que tenhamos organizado a nossa exposição em duas partes, começando por abordar a temática mais geral da interpretação autónoma para depois, munidos de um mais claro entendimento desta questão e da sua importância para o desenvolvimento dos conceitos autónomos, abordarmos os conceitos selecionados em matéria de direito societário e fiscal. Deve, assim, ficar claro que com o presente trabalho não pretendemos efetuar uma investigação aturada da ontologia dos conceitos de direito europeu, mas antes da sua utilidade. Assim, procuraremos ilustrar como estes se desenvolveram na prática jurisprudencial e qual o seu contributo para o desenvolvimento das liberdades fundamentais, e não proceder a um estudo mais teórico no campo do direito europeu geral acerca daqueles conceitos. De facto, desde a criação do Tribunal de Justiça da União Europeia (anteriormente designado como Tribunal de Justiça da Comunidade Europeia), em 1952, as suas decisões têmse tornado numa fonte de primordial importância no estudo do direito europeu. Desde essa altura, mais de acórdãos e despachos foram já proferidos nas mais diversas áreas de harmonização 8. O TJUE é, também, o principal impulsionador do sistema jurídico europeu, cuja existência afirmou expressamente logo em 1964, no lapidar acórdão Costa/ENEL 9, demarcando-o do sistema de direito internacional e afirmando-o como um sistema autónomo. 8 Dados de 31 de dezembro de 2011, conforme constam da página do Tribunal de Justiça em: (Consultado pela última vez em junho de 2012). O número refere-se ao total de processos dos três tribunais que compõem a jurisdição europeia, assim divididos: Tribunal de Justiça, cerca de ; Tribunal Geral, cerca de (desde 1989); Tribunal da Função Pública, cerca de 800 (desde 2005). 9 Acórdão de 15 de julho de 1964, Flaminio Costa/ENEL, Processo 6/64. 6

7 Desde cedo, na sua jurisprudência, o TJUE sentiu a necessidade de desenvolver noções próprias do sistema legal cujas disposições analisa, por considerar que as utilizadas nas jurisdições nacionais não serviam corretamente os interesses da ordem jurídica europeia, bem como pela divergência que os mesmos conceitos podem registar quando utilizados em ordens jurídicas diferentes. Assim, lentamente o TJUE começou a desenvolver definições, ou conceitos, próprios do sistema legal europeu, que se foram autonomizando dos direitos nacionais e abrangendo áreas de intervenção cada vez mais diversas. Simultaneamente, e também como consequência disso, o TJUE começa a defender a necessidade de uma interpretação autónoma das disposições do direito europeu. O TJUE refere esta exigência, pela primeira vez, em 1964, no acórdão Unger 10, no qual o Tribunal afirmou que a interpretação da noção de trabalhador deve ter um alcance comunitário. Estes dois canais vêm a confluir no desenvolvimento de conceitos de direito europeu pelo TJUE. Estes são, consequentemente, derivados do facto de o TJUE, por um lado, procurar definir noções nas suas decisões que possam posteriormente ser utilizadas pelos tribunais nacionais em decisões futuras e, por outro, do facto destas noções ou conceitos desenvolvidos pelo TJUE deverem ser aplicados pelos órgãos nacionais de forma independente do sentido que os mesmos têm habitualmente na sua ordem jurídica interna. Os conceitos de direito europeu são, assim, termos ou expressões utilizados na legislação europeia sobre os quais o TJUE desenvolveu uma definição própria na sua jurisprudência, tendo em conta não só o elemento literal da norma em que se inserem mas também os objetivos do diploma a que pertencem, bem como do sistema de direito europeu como um todo. Neste trabalho, iremos investigar a criação dos conceitos de direito europeu levada a cabo pelo TJUE em duas áreas temáticas que se entrecruzam: o Direito Societário e o Direito 10 Acórdão de 19 de março de 1964, Unger/ Bedrifjsfsvereniging Detailhandel, Processo 75/63. 7

8 Fiscal. Estudaremos, no âmbito destes ramos, em particular a perspetiva da tributação dos rendimentos empresariais, nomeadamente das operações de reestruturação, das sociedades. Para tal, dividiremos a nossa exposição em duas partes, de acordo com as duas linhas já traçadas. Pelo exposto, já se compreende que a jurisprudência do TJUE bem como, em muitos casos, as conclusões apresentadas pelos advogados-gerais serão encarados como fonte de primordial importância neste trabalho 11. Assim, o objeto do presente trabalho é constituído pelo estudo das sociedades numa perspetiva europeia, em especial dos direitos e obstáculos que elas encontram atualmente na UE. A construção de conceitos de direito europeu será, nestes termos, encarada como um método de construção do Direito Europeu que tem sido eficazmente utilizado pelo TJUE, com uma frequência crescente, com o objetivo de assegurar uma maior mobilidade aos nacionais dos Estados-Membros 12, em particular às sociedades. Contudo, não poderíamos abordar em que medida os conceitos de direito europeu desenvolvidos pelo TJ em matéria fiscal e societária contribuíram para a mobilidade societária sem, previamente, desenvolver o que deve entender-se por estes conceitos numa perspetiva mais geral. Assim, em primeiro lugar, e uma vez que, como referimos, os conceitos de direito europeu têm como pressuposto essencial a interpretação autónoma daquele direito, começaremos por debruçar a nossa atenção sobre este tema. Deste modo, no capítulo 1 da primeira Parte analisaremos o desenvolvimento que a interpretação autónoma, acompanhando a evolução dos objetivos da Comunidade, sofreu ao longo dos anos na jurisprudência do Tribunal, no que respeita aos argumentos que são 11 Foram tidas em conta as decisões proferidas pelo Tribunal de Justiça até ao final de maio de Todos os acórdãos referidos ao longo deste trabalho estão disponíveis em 12 De ora em diante, será também utilizada a abreviatura EM. 8

9 utilizados para a sua justificação. Neste ponto, iremos referir em especial os seguintes acórdãos: Syndicat national du commerce 13, Hagen/ Einfuhr 14 e Einfuhr 15. Explicitaremos também os casos em que, no âmbito da interpretação autónoma, é necessário o recurso ao direito nacional dos EM para dar uma solução ao caso, tal como decorre das decisões do Tribunal nos acórdãos Tessili/ Dunlop 16, Meico-Fell 17, Mannesmann 18, Adolf Truley 19, SENA 20, Padawan 21 e Ekro 22. Subsequentemente, analisaremos o conjunto de razões que sustentam a interpretação autónoma do direito europeu, tal como decorre em especial dos processos Unger, CILFIT 23, Corman 24, Boetel 25, Buratti 26, Ansul 27 e Brüstle 28. Finalmente, procuraremos, através da análise dos contextos de aplicação da interpretação autónoma, demonstrar a extensão de que, atualmente, esta goza no direito europeu, sendo independente da fonte de direito europeu e do tipo de ação em causa seja uma ação por incumprimento ou o reenvio prejudicial-, e abrangendo áreas de harmonização muito diversas, desde o direito societário até ao direito laboral ou da biotecnologia, onde referiremos também um conjunto de decisões que ilustram esta amplitude. 13 Acórdão de 17 de dezembro de 1970, Syndicat national du commerce extérieur des céréales and others v Office national interprofessionnel des céréales and Minister for Agriculture, Processo 34/ Acórdão de 1 de fevereiro de 1972, Hagen/Einfuhr und Vorratsstelle Getreide, Processo 49/ Acórdão de 28 de maio de 1974, Einfuhr und Vorratsstelle für Getreide und Futtermittel v Société Wilhelm Pfützenreuter, Processo 3/ Acórdão de 6 de outubro de 1976, Industrie Tessili Italiana Como /Dunlop AG, Processo 12/ Acórdão de 27 de novembro de 1991, Meico-Fell, Processo C- 273/ Acórdão de 15 de janeiro de 1998, Mannesmann, Processo C-44/ Acórdão de 27 de fevereiro de 2003, Adolf Truley, Processo C-373/ Acórdão de 6 de fevereiro de 2003, SENA, Processo C-245/ Acórdão de 21 de outubro de 2010, Padawan, Processo C-467/ Acórdão de 18 de janeiro de 1984, Ekro v Produktschap voor Vee- en Vlees, Processo 327/ Acórdão de 6 de outubro de 1982, Srl CILFIT and Lanificio di Gavardo SpA v Ministry of Health, Processo 283/ Acórdão de 14 de janeiro de 1982, Corman, Processo 64/ Acórdão de 4 de junho de 1992, Boetel, Processo C-360/ Acórdão de 16 de Janeiro de 1997, Impresa Agricola Buratti Leonardo, Pierluigi e Livio contra Tabacchicoltori Associati Veneti Soc. coop. arl (TAV), Proc. C-273/ Acórdão de 11 de março de 2003, Ansul BV contra Ajax Brandbeveiliging BV, Processo C-40/ Acórdão de 18 de outubro de 2011, Brüstle, Processo C-72/11. 9

10 A afirmação progressiva do princípio da interpretação autónoma do direito europeu conduz, quanto a nós, à intensificação das relações entre os tribunais nacionais e a jurisdição europeia. Esta relação de cooperação levou ao desenvolvimento da doutrina do pluralismo jurídico, enquanto sistema mais adequado para promover a cooperação e o diálogo entre aqueles dois pólos de interpretação e aplicação do direito europeu. Deste modo, no capítulo 2 da primeira Parte deste trabalho procuraremos demonstrar a utilidade dos conceitos de direito europeu e a sua ligação com a teoria do pluralismo jurídico. Analisaremos, ainda, as principais vantagens que o recurso mais frequente aos conceitos de direito europeu pode comportar, tanto para o próprio TJUE como também para os tribunais nacionais. Terminaremos este capítulo com a determinação dos principais contextos de aplicação daqueles conceitos, distinguindo especialmente a sua utilização no âmbito de aplicação definido pela legislação europeia e, por outro lado, os casos em que os Estados- Membros determinam a aplicação das soluções europeias também ao nível nacional. Na segunda Parte deste trabalho procuraremos averiguar em que medida a jurisprudência do TJUE que constrói e densifica os conceitos de direito europeu em matéria fiscal e societária, a partir dos reenvios prejudiciais operados pelo juiz nacional, tem contribuído para um desenvolvimento do direito de estabelecimento favorável às sociedades e à sua afirmação progressiva enquanto sociedades europeias e não apenas nacionais, no contexto atual da economia global. Devemos advertir, desde logo, que a seleção destes conceitos nas respetivas áreas deixa, naturalmente, muitos outros conceitos de direito europeu de fora, cuja investigação seria igualmente desafiante mas tornaria este trabalho demasiado extenso, prejudicando também a exaustividade com que procuramos analisar os conceitos escolhidos. Assim, iremos analisar três conceitos de direito europeu distintos, conforme explicitaremos também na Introdução que antecede a segunda Parte. 10

11 Tal como explicitado no início desta Introdução, adotaremos na segunda Parte deste trabalho uma perspetiva dual na seleção dos conceitos de direito europeu, analisando conceitos tanto em matéria societária como em matéria fiscal, tendo sempre em conta a forte ligação existente entre estes dois campos no direito europeu e a sua importância equivalente no estudo dos direitos e obstáculos que o direito europeu coloca atualmente às sociedades. Assim, e começando pela perspetiva societária, iremos debruçar-nos, em primeiro lugar, sobre o conceito de centro dos interesses principais do devedor, constante do Regulamento europeu das insolvências transfronteiriças 29. Este diploma fixa um conjunto de regras de competência para a abertura, reconhecimento e direito aplicável aos processos de insolvência transfronteiriça e, no seu artigo 3º, determina que o EM competente para abrir o processo será aquele onde se situar o centro dos interesses principais do devedor, pelo que este conceito delimita o âmbito de aplicação daquele diploma. Teremos em especial atenção, neste contexto, as decisões do Tribunal nos casos Eurofood 30, Interedil 31 e Rastelli Davide 32, sendo ainda referido o acórdão Staubitz-Schreiber 33. De seguida, no capítulo 2, analisaremos, numa perspetiva de direito fiscal, o conceito europeu de razões económicas válidas. Porém, antes da análise deste conceito - e porque em matéria de fusões societárias o direito fiscal e societário europeu se entrecruzam em diversos pontos -, faremos uma breve incursão pelo regime europeu das fusões societárias, em especial através da análise da Diretiva sobre as fusões transfronteiriças de sociedades de responsabilidade limitada 34. A referência ao contexto das fusões societárias permitirá 29 Regulamento nº 1346/2000, de 29 de maio de 2000, relativo aos processos de insolvência. 30 Acórdão de 2 de maio de 2006, Eurofood IFSC Ltd., Processo C-341/ Acórdão de 20 de outubro de 2011, Interedil Srl, em liquidação, contra Fallimento Interedil Srl, Intesa Gestione Crediti SpA, Processo C- 396/ Acórdão de 15 de dezembro de 2011, Rastelli Davide e C. Snc contra Jean Charles Hidoux, agindo na qualidade de liquidatário judicial da sociedade Médiasucre international, Processo C-191/ Acórdão de 17 de janeiro de 2006, Susanne Staubitz-Schreiber, Processo C-1/ Diretiva 2005/56/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 26 de outubro de 2005 relativa às fusões transfronteiriças das sociedades de responsabilidade limitada, (JO L 310 de , p. 1). 11

12 estabelecer uma ligação com a proteção dos interesses dos credores visada pelo conceito analisado no capítulo 1, bem como um melhor enquadramento do contexto em que surge a Diretiva que fixa o regime fiscal aplicável às fusões. Com efeito, o conceito de razões económicas válidas consta da Diretiva que estabelece o regime fiscal das fusões 35, que visa assegurar um regime idêntico entre as reorganizações de sociedades transfronteiriças e as realizadas entre sociedades do mesmo EM. Esta contém, no seu artigo 15º, uma cláusula antiabuso, que permite retirar os benefícios conferidos pela Diretiva às operações que não tenham na sua base razões económicas válidas a justificar a sua realização. Daremos especial destaque, nesta matéria, às decisões do Tribunal nos casos Leur Bloem 36 e Foggia 37, referindo-nos também a alguns aspetos dos casos Kofoed 38 e Zwijnenburg 39. Finalmente, no capítulo 3 iremos analisar o conceito de retenção na fonte, constante da Diretiva sociedades-mãe e afiliadas 40, num conceito em que, novamente, direito fiscal e societário se interligam em diversos pontos. Esta Diretiva visa incentivar a cooperação entre sociedades de EM diferentes e neutralizar os obstáculos fiscais que se colocam às distribuições de dividendos transfronteiriças. Para tal prevê, entre outras medidas, a proibição de aplicação de uma retenção na fonte sobre os dividendos distribuídos no EM onde se situa a filial, no seu artigo 5º. Neste contexto, iremos dar especial ênfase às decisões do TJUE nos casos Epson 41, 35 Diretiva 2009/133/CE do Conselho, de 19 de outubro de 2009, relativa ao regime fiscal comum aplicável às fusões, cisões, cisões parciais, entradas de ativos e permutas de ações entre sociedades de Estados-Membros diferentes e à transferência da sede de uma SE ou de uma SCE de um Estado-Membro para outro (versão codificada). 36 Acórdão de 17 de julho de 1997, A. Leur-Bloem e Inspecteur der Belastingdienst/Ondernemingen Amsterdam 2, Processo C-28/ Acórdão de 10 de novembro de 2011, Foggia Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA contra Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Proc. C-126/ Acórdão de 5 de julho de 2007, Hans Markus Kofoed contra Skatteministeriet, Processo C 321/ Acórdão de 20 de maio de 2010, Modehuis A. Zwijnenburg BV contra Staatssecretaris van Financiën, Proc. C-352/ Diretiva 90/435/CEE, de 23 de Julho de 1990, relativa ao regime fiscal comum aplicável às sociedades-mãe e sociedades afiliadas de Estados-Membros diferentes, alterada pela Diretiva 2003/123/CE do Conselho, de 22 de dezembro de Acórdão de 8 de junho de 2000, Ministério Público, Fazenda Pública e Epson Europe BV, Proc. C-375/98. 12

13 Athinaiki 42, Océ van der Grinten 43, FII Group Litigation 44, Burda 45 e Ferrero 46, referindo também alguns aspetos relevantes dos acórdãos Denkavit International 47, Oy AA 48 e Scheuten Solar 49. Uma vez que um dos critérios exigidos pelo TJUE para a existência de retenção na fonte é a realização de uma distribuição de lucros, faremos também uma breve análise do conteúdo deste conceito europeu, onde referiremos o acórdão Banque Fédérative du Crédit Mutuel 50. Assim, na segunda Parte tentaremos, tendo por base os conteúdos avançados na primeira Parte deste trabalho relativamente aos conceitos de direito europeu, analisar em que medida estes conceitos têm contribuído para intensificar a mobilidade societária no contexto europeu. O que está em causa é, assim, averiguar a utilidade dos conceitos de direito europeu enquanto instrumento ao serviço da liberdade de estabelecimento das sociedades no espaço europeu e da dinamização da sua atividade enquanto elemento integrante de um mercado único. Resta ainda dizer que em todos os conceitos analisados na segunda Parte, após a análise do seu conteúdo, de acordo com a construção feita pelo TJUE, iremos também delimitar o seu âmbito de aplicação, a fim de determinar quais as situações em que, perante um caso concreto, o juiz nacional deve aplicar o conceito de acordo com as orientações fixadas pelo TJUE. Esta questão não se coloca, contudo, no que respeita ao conceito constante do Regulamento sobre a insolvência, já que este fixa o seu âmbito de aplicação e é diretamente 42 Acórdão de 4 de outubro de 2001, Athinaïki Zythopoiia AE e Elliniko Dimosio, Proc. C-294/ Acórdão de 25 de setembro de 2003, Océ van der Grinten NV e Commissioners of Inland Revenue, Proc. C-58/ Acórdão de 12 de dezembro de 2006, Test Claimants in the FII Group Litigation contra Commissioners of Inland Revenue, Proc. C-446/ Acórdão de 26 de junho de 2008, Finanzamt Hamburg-Am Tierpark contra Burda GmbH, anteriormente Burda Verlagsbeteiligungen GmbH, Proc. C-284/ Acórdão de 24 de junho de 2010, P. Ferrero e C. SpA contra Agenzia delle Entrate Ufficio Alba (C 338/08), e General Beverage Europe BV contra Agenzia delle Entrate Ufficio Torino 1 (C 339/08). 47 Acórdão de 17 de outubro de 1996, Denkavit International BV, Processos apensos C-283/94, C-291/94 e C-292/ Acórdão de 18 de julho de 2007, Oy AA, Proc. C 231/ Acórdão de 21 de julho de 2011, Scheuten Solar Technology GmbH contra Finanzamt Gelsenkirchen Süd, Proc. C-397/ Acórdão de 3 de abril de 2008, Banque Fédérative du Crédit Mutuel contra Ministre de l Économie, des Finances et de l Industrie, Proc. C- 27/07. 13

14 aplicável na ordem jurídica interna dos EM, pelo que não tem lugar a hipótese de estes, ao transporem o diploma, terem utilizado o mesmo conceito na regulação das situações nacionais. Neste capítulo justifica-se, porém, analisar uma outra questão, que diz respeito ao momento em que deve ser determinado o centro dos interesseis principais do devedor, que será abordado após a determinação do conteúdo deste conceito. Terminaremos este trabalho através da apresentação das principais ideias e argumentos defendidos ao longo dos diversos capítulos, o que faremos nas conclusões finais. 14

15 Parte I: Interpretação autónoma, pluralismo jurídico e conceitos de direito europeu Capítulo 1: A interpretação autónoma dos conceitos de direito europeu Introdução O processo de integração europeia tem vindo a desenvolver-se em diversas áreas, como sendo a integração política, económica, monetária e também jurídica. No plano jurídico, a integração tem a sua origem na afirmação do sistema legal europeu como uma ordem jurídica independente, por parte do Tribunal de Justiça da União Europeia, no acórdão basilar de 1964, Costa/ENEL. E, se uma ordem jurídica se diz independente, é para nós uma condição essencial e indispensável para a sua sobrevivência que seja objeto de interpretação autónoma e de acordo com critérios endógenos a esse sistema. Os conceitos de direito europeu, matéria essencial que norteia todo o presente trabalho, constituem elementos integrantes das normas de direito europeu que, como tal, devem ser interpretados de acordo com estas normas e os objetivos por que se pauta o sistema legal de direito europeu como um todo. Encaramos, por isso, a interpretação autónoma como um pressuposto essencial para a existência dos conceitos de direito europeu. Não poderíamos sequer falar na existência de conceitos de direito europeu, mas apenas de uma versão local dos conceitos contidos na legislação europeia, se não pudéssemos contar com a interpretação autónoma do direito europeu. É esta que permite que os conceitos de direito europeu, constantes da legislação europeia e interpretados e desenvolvidos pelo TJUE através da sua jurisprudência, tenham uma validade transversal a todos os sistemas jurídicos internos dos Estados-Membros da União Europeia. Alguns exemplos destes conceitos serão avançados na 15

16 segunda Parte deste trabalho. Por ora cumpre, então, perceber o que implica e em que consiste a interpretação autónoma do direito europeu, que consequentemente será também aplicável aos conceitos de direito europeu. É este o assunto que passaremos a abordar de seguida A interpretação autónoma (dos conceitos) do direito europeu A questão da autonomia na interpretação do direito europeu coloca-se aquando da aplicação deste direito pelo juiz nacional de um dos Estados-Membros que esteja incumbido de tomar uma decisão num caso concreto. Recorde-se que, mesmo sendo o TJUE o órgão competente para interpretar o direito europeu em caso de dúvida, é o tribunal nacional que irá, baseado na decisão do TJUE, aplicar as normas comunitárias ao caso concreto 51. Assim, suponhamos que, confrontado com a necessidade de interpretação de uma disposição de direito europeu, contida, na maioria dos casos, num regulamento ou diretiva, para a sua aplicação a um caso concreto que está incumbido de decidir, o juiz nacional se depara 51 Cfr., neste sentido, Dennis Weber, Some Remarks on the Application of Community Law, Its Legal Effects and the Relationship between These Concepts, in Legal Remedies in European Tax Law, Pasquale Pistone (ed.), IBFD, 2009, pp. 45 ss., pp ; Bruno de Witte, Direct Effect, Supremacy, and the Nature of the Legal Order, in The Evolution of EU Law, Paul Craig, Gráinne de Búrca (ed.), Reino Unido, Oxford University Press, 1999, pp. 177 ss., p. 193; David Edward caracteriza os tribunais nacionais como o motor que faz movimentar e funcionar todo o direito europeu. Cfr. National Courts the Powerhouse of Community Law, in The Cambridge Yearbook of European Legal Studies, vol. 5, , Hart Publishing, Oxford and Portland, Oregon, 2004, pp. 1 ss. Bruno de Witte considera que o mandato dos tribunais nacionais conferido pelo TJUE na aplicação do direito europeu não garante a sua aplicação uniforme. Cfr. Direct Effect, Supremacy, and the Nature of the Legal Order, cit., p Poiares Maduro chama também a atenção para o papel dos tribunais nacionais europeus. Cfr. A Constituição Plural Constitucionalismo e União Europeia, Cascais, Principia Editora, 2006, pp. 32 e 87 ou Contrapunctual Law: Europe s Constitutional Pluralism in Action, in Sovereignty in Transition. Essays in European Law, Neil Walker (ed.), Oxford, Hart Publishing, 2003, pp. 501 ss., pp ; Samantha Besson, From European Integration to European Integrity: Should European Law Speak with Just One Voice?, European Law Journal, vol. 10, nº 3, maio de 2004, pp. 257 ss., p. 269; Allan Rosas, The European Court of Justice in context: Forms and Patterns of Judicial Dialogue, European Journal of Legal Studies, vol. 1, nº 2, dezembro de 2007, p. 4; Patrícia Fragoso Martins, O Princípio do Primado do Direito Comunitário sobre as Normas Constitucionais dos Estados-Membros. Dos Tratados ao Projecto de «Constituição Europeia», Estoril, Principia Editora, 2006, pp. 68 ss.; Neil Walker, Reframing EU Constitutionalism, in Ruling the World? Constitutionalism, International Law, and Global Governance, Jeffrey L. Dunoff e Joel P. Trachtman (eds.), Nova Iorque, Cambridge University Press, 2009, pp. 149 ss., p. 166; Fausto de Quadros, Direito da União Europeia: Direito Constitucional e Administrativo da União Europeia, Coimbra, Almedina, setembro de 2004, pp. 541 ss. O próprio TJUE reiterou recentemente, no seu Parecer 1/09, o relevo do papel dos tribunais nacionais na aplicação do direito europeu. Cfr. Parecer 1/09 do Tribunal de Justiça de 8 de Março de 2011, sobre a criação de um sistema unificado de resolução de litígios em matéria de patentes, nºs 66 ss., o que também é salientado no comentário a este Parecer de Roberto Baratta, «National Courts as guardians and ordinary courts of EU law: Opinion 1/09 of the ECJ», Legal Issues of Economic Integration, vol. 38, nº 4, 2011, pp. 297 ss., pp. 297 e 303 ss. 16

17 com um conceito ou expressão de uma norma europeia que lhe suscita dúvidas de interpretação no caso decidendo. Nesse ponto, o juiz nacional tem, em abstrato, duas hipóteses: pode, por um lado, optar pela exegese daquele conceito contido na legislação europeia em função dos institutos e disposições de direito nacional, e aplicar a solução assim obtida ao caso concreto. Colocada esta hipótese, ressalta de imediato o problema que geraria a opção por esta primeira solução: os juízes nacionais de cada um dos 27 EM iriam aplicar o conceito europeu de acordo com a perspetiva do direito nacional e das suas instituições, o que, numa comunidade de estados em que inclusivamente se misturam sistemas jurídicos de common law e direito continental, facilmente destruiria o objetivo de uniformização ou harmonização que se pretendia obter com a criação do diploma europeu em causa 52. Em última análise, segundo pensamos, esta opção acabaria por diminuir em grande medida a eficácia da legislação europeia, já que neste caso a principal diferença desta face ao direito nacional seria a sua entidade criadora, uma instituição europeia, e não o Parlamento ou órgão legislativo nacional, pois a interpretação do direito europeu e nacional seria feita nos mesmos moldes. Este facto também acabaria por impedir a existência do sistema de direito europeu enquanto ordem jurídica própria 53 integrada no sistema jurídico dos EM (como foi salientado pelo TJUE desde o acórdão Costa/ENEL, em 1964, já mencionado) Este ponto será retomado mais à frente, com a análise das razões justificativas da interpretação autónoma do direito europeu, nas pp. 46 ss. 53 Cfr., considerando que não há um sistema de direito europeu autónomo, os argumentos já muito criticados de Schilling em The Autonomy of the Community Legal Order: An Analysis of Possible Foundations, Harvard International Law Journal, vol. 37, nº 2, 1996, pp. 389 ss. Uma resposta e extensa crítica a este artigo de J. Weiler pode ser consultada em The Autonomy of the Community Legal Order: through the looking glass, in The Constitution of Europe Do the New Clothes Have an Emperor? and other essays on European integration, Reino Unido, Cambridge University Press, 1999, pp. 286 ss. Cfr. outras críticas em Mattias Kumm, Who is the Final Arbiter of Constitutionality in Europe?: three conceptions of the real relationship between the German Federal Constitutional Court and the European Court of Justice, Common Market Law Review, nº 36, 1999, pp. 351 ss., espec. pp. 355 ss. 54 E tal como referem Neil MacCormick, The Maastricht-Urteil: Sovereignty Now, European Law Journal, vol. 1, nº 3, 1995, pp. 259 ss., p. 263; Patrícia Fragoso Martins, O Princípio do Primado do Direito Comunitário sobre as Normas Constitucionais dos Estados-Membros. Dos Tratados ao Projecto de «Constituição Europeia», cit., pp. 50 ss.; Matej Avbelj, The EU and the many faces of legal pluralism: toward a coherent or uniform EU legal order?, in Croatian Yearbook of European Law and Policy, vol. 2, 2006, pp. 377 ss., p. 381; Daniel Halberstam, Constitutional Heterarchy: The Centrality of Conflict in the European Union and the United States, in Ruling the World? Constitutionalism, International Law, and 17

18 Assim, aquilo que num caso individualmente considerado por um juiz nacional, ao qual cabe proferir uma decisão que, muitas vezes, até só surtirá efeitos no território nacional - e possivelmente lhe pareceria a solução mais óbvia uma vez que está a decidir um caso interno em que a maioria das regras processuais são de origem nacional - acabaria, na nossa opinião, por desorganizar todo o sistema de direito europeu, pois as normas europeias que se pretendiam aplicáveis em termos idênticos em todo o território da UE acabariam por ser aplicadas de modo diferente de EM para EM. Tal interpretação de acordo com o direito nacional, multiplicada por 27 EM com tradições e culturas jurídicas díspares, conduziria, ao que pensamos, a resultados diversos e mesmo incompatíveis perante a aplicação de um mesmo diploma europeu. Em segundo lugar, e por outro lado, a segunda solução à disposição do juiz nacional será interpretar a norma de direito europeu em causa de acordo com as necessidades e exigências do próprio sistema legal a que pertence, o direito europeu criado pelas instituições da União. Neste caso, o juiz nacional irá interpretar o direito europeu de modo autónomo e independente Global Governance, Jeffrey L. Dunoff e Joel P. Trachtman (eds.), Nova Iorque, Cambridge University Press, 2009, pp. 326 ss., p. 330; Nikolaos Lavranos, The Scope of the Exclusive Jurisdiction of the Court of Justice, European Law Review, volume 32, nº1, 2007, pp. 83 ss., pp. 90 ss.; Lucia Serena Rossi, How Fundamental are Fundamental Principles? Primacy and Fundamental Rights after Lisbon, in Yearbook of European Law, vol. 27, nº 1, 2008, pp. 65 ss., p. 66. Sobre este caso, cfr. Bruno de Witte, Direct Effect, Supremacy, and the Nature of the Legal Order, in The Evolution of EU Law, cit., pp e também Retour à «Costa». La primauté du droit communautaire à la lumière du droit international, Revue Trimestrielle de Droit Européen, nº 3, Julho-Setembro de 1984, pp 425 ss.; Paul P. Craig, National Courts and Community Law, in Governing Europe, J. Hayward and A. Menon (eds.), Nova Iorque, Oxford University Press, 2003, pp. 15, 18-19; Massimo La Torre, Legal Pluralism as Evolutionary Achievement of Community Law, Ratio Juris, vol. 12, nº 1, 1999, pp. 182 ss., espec. pp. 185 ss.; Catherine Richmond, Preserving the Identity Crisis: Autonomy, System and Sovereignty in European Law, Law and Philosophy, vol. 16, nº 4, 1997, pp. 377 ss., p. 396; Matej Avbelj, Supremacy or Primacy of EU Law (Why) Does it Matter?, European Law Journal, vol. 17, nº 6, novembro de 2011, pp. 744 ss., espec. pp. 759 ss.; Koen Lenaerts e Tim Corthaut, Of birds and hedges: the role of primacy in invoking norms of EU law, European Law Review, volume 31, nº 3, 2006, pp. 287 ss., p. 290; Per Cramér, Does the Codification of the Principle of Supremacy Matter?, in The Cambridge Yearbook of European Legal Studies, vol. 7, , Hart Publishing, Oxford and Portland, Oregon, 2006, pp. 57 ss., espec. pp. 59 ss. Uma afirmação semelhante constava já do Acórdão Van Gend en Loos, de 1963 (Sobre este caso, cfr. Bruno de Witte, Direct Effect, Supremacy, and the Nature of the Legal Order, in The Evolution of EU Law, cit., pp ; Massimo La Torre, Legal Pluralism as Evolutionary Achievement of Community Law, Ratio Juris, cit., pp. 184 ss.; Catherine Richmond, Preserving the Identity Crisis: Autonomy, System and Sovereignty in European Law, Law and Philosophy, cit., pp. 380, 382, 384 ss.; Martin Stiernstrom, The Relationship between Community Law and National Law, Jean Monnet/Robert Schuman Paper Series, vol. 5, nº 33, outubro de 2005, pp. 3 ss.), mas neste ainda se afirma que a Comunidade constitui uma nova ordem jurídica de direito internacional, sendo que a afirmação do caráter sui generis do sistema legal europeu só é feita no processo Costa/ENEL. Dennis Weber considera que esta decisão dá expressão à autonomia do direito comunitário. Cfr. Dennis Weber, Some Remarks on the Application of Community Law, Its Legal Effects and the Relationship between These Concepts, in Legal Remedies in European Tax Law, cit., p

19 face ao direito nacional. Em caso de dúvida sobre a interpretação correta a dar às normas europeias, o órgão jurisdicional nacional deve enviar a questão para o TJUE a título de reenvio prejudicial, nos termos do art. 267º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia 55. No caso de ter efetuado o reenvio, após a decisão do TJUE o órgão nacional estará em condições de solucionar a questão que tem em mãos de acordo com as orientações dadas por aquele órgão que tem competência, nos termos dos tratados constitutivos da União (atualmente, do disposto no art. 267º, al. a) do TFUE) 56, para interpretar o direito europeu 57. Deste modo, o juiz nacional irá aplicar o conceito de direito europeu em função das diretivas dadas por aquele órgão que está em melhor posição para avaliar a forma como devem ser interpretadas as disposições de direito europeu e, segundo pensamos, com um conhecimento muito mais aprofundado das suas especificidades do que os juízes nacionais 58. Só assim será possível que o direito europeu seja aplicado de modo idêntico em todos os EM, e 55 Abstemo-nos aqui de abordar a questão da obrigação ou faculdade do tribunal nacional reenviar a questão, bem como das controvérsias doutrinais originadas pela doutrina do ato claro proclamada no caso CILFIT, o que excederia os limites deste trabalho. Sobre estas questões, cfr. The Acte Clair in EC Direct Tax Law, Ana Paula Dourado e Ricardo da Palma Borges (ed.), Países Baixos, IBFD, 2008; Silvere Lefevre, The interpretation of Community law by the Court of Justice in areas of national competence, European Law Review, volume 29, nº 4, 2004, pp. 501 ss., espec. pp. 511 ss. e 515 ss.; Franz Mayer, The European Constitution and the Courts. Adjudicating European constitutional law in a multilevel system, Jean Monnet Working Paper 9/03. (Disponível em: Consultado pela última vez em junho de 2012.), pp. 6 ss. 56 Cfr. Neil Walker, Reframing EU Constitutionalism, in Ruling the World? Constitutionalism, International Law, and Global Governance, Jeffrey L. Dunoff e Joel P. Trachtman (eds.), Nova Iorque, Cambridge University Press, 2009, pp. 149 ss., p. 165 e The Idea of Constitutional Pluralism, Modern Law Review, vol. 65, nº 3, 2002, pp. 317 ss., p. 350; Daniel Halberstam, Constitutional Heterarchy: The Centrality of Conflict in the European Union and the United States, in Ruling the World? Constitutionalism, International Law, and Global Governance, cit., p. 336; Albertina Albors Llorens, The European Court of Justice, More Than a Teleological Court, in The Cambridge Yearbook of European Legal Studies, vol. 2, , Hart Publishing, Oxford and Portland, Oregon, 2000, pp. 373 ss., espec. pp. 383 ss. Sobre a vigorosa defesa que o TJUE tem vindo a fazer da sua tarefa de intérprete último da validade do direito europeu, cfr. Asterios Pliakos e Georgios Anagnostaras, Who is the Ultimate Arbiter? The Battle over Judicial Supremacy in EU Law, European Law Review, vol. 36, nº 1, fevereiro de 2011, pp. 109 ss. 57 Como afirma Neil MacCormick, isto garante que o direito europeu é aplicado nos sistemas nacionais de acordo com uma interpretação autêntica e orientada pelo sistema europeu, e não de acordo com uma interpretação local daquele direito. Cfr. The Maastricht-Urteil: Sovereignty Now, European Law Journal, cit., p O objetivo do reenvio prejudicial, segundo o TJUE, é precisamente assegurar a aplicação uniforme do direito europeu pelos tribunais nacionais. Cfr. Asterios Pliakos e Georgios Anagnostaras, Who is the Ultimate Arbiter? The Battle over Judicial Supremacy in EU Law, European Law Review, cit., p. 116, remetendo para o acórdão de 27 de junho de 1991, Mecanarte, Processo C-348/89, nº Cfr. um argumento idêntico em Daniel Halberstam, Constitutional Heterarchy: The Centrality of Conflict in the European Union and the United States, in Ruling the World? Constitutionalism, International Law, and Global Governance, cit., pp. 344 ss.; Julio Baquero Cruz, The Legacy of the Maastricht-Urteil and the Pluralist Movement, European Law Journal, vol. 14, nº 4, 2008, pp. 389 ss., p

20 se poderá obter a uniformização e harmonização dos sistemas de direito interno dos EM que se pretende com a legislação europeia. Esta segunda solução, que é também a que defendemos, foi sem surpresa a opção do TJUE na questão da interpretação do direito europeu. De facto, para a harmonização do direito dos EM não é suficiente a criação de legislação comum pelas instituições europeias. Este é apenas o primeiro passo, sendo que tão ou mais importante do que a existência de leis harmonizadas é a sua interpretação e aplicação de modo uniforme em todos os EM 59. A aplicação uniforme do direito europeu está por isso, na nossa opinião, incindivelmente ligada com a interpretação autónoma do direito europeu. Só com o cumprimento destas duas fases, criação de legislação comum e a sua interpretação e aplicação uniformes, é possível, segundo pensamos, atingir integralmente o objetivo da harmonização comunitária das leis aplicadas nos EM, conforme afirma o artigo 114º do TFUE (ex-artigo 95º do Tratado que institui a Comunidade Europeia 60 ) e a sobrevivência do sistema jurídico europeu 61. O TJUE não ignorou este facto, como demonstram algumas das suas decisões, a que nos referiremos neste capítulo. Neste contexto, o papel do Tribunal, ao explanar nas suas decisões a interpretação correta que os EM devem dar aos conceitos de direito europeu e normas legais comuns, é indispensável. Os objetivos da Comunidade têm sofrido uma grande evolução desde o seu período inicial, tendo sido acompanhados neste desenvolvimento pela posição do TJUE em matéria de interpretação autónoma do direito europeu. Verificamos, assim, a existência de uma evolução nos argumentos que justificam a aplicação uniforme do direito comunitário nas decisões do 59 Mattias Kumm afirma que, para o TJUE, o primado do direito europeu é necessário para assegurar a sua aplicação uniforme e também a coerência do sistema legal europeu. Cfr. Who is the Final Arbiter of Constitutionality in Europe?: three conceptions of the real relationship between the German Federal Constitutional Court and the European Court of Justice, Common Market Law Review, nº 36, 1999, pp. 351 ss., p De ora em diante, será utilizada a abreviatura TCE. 61 Cfr., neste sentido, Peter Rott, What is the Role of the ECJ in EC Private Law? - A Comment on the ECJ judgments in Océano Grupo, Freiburger Kommunalbauten, Leitner and Veedfald, Hanse Law Review, vol. 1, nº 1, 2005, pp. 6 ss., espec. pp. 6 e 16 e, de modo idêntico, Bruno de Witte, Retour à «Costa». La primauté du droit communautaire à la lumière du droit international, Revue Trimestrielle de Droit Européen, cit., p Sobre a construção do sistema jurídico europeu, cfr. Miguel Poiares Maduro, A criação O Tribunal de Justiça e a Constitucionalização do Direito Comunitário in A Constituição Plural Constitucionalismo e União Europeia, cit., pp. 57 ss. 20

21 TJUE. Com efeito, nas decisões iniciais do Tribunal, proferidas ainda numa fase embrionária da então Comunidade Económica Europeia, a posição do TJUE reflete a visão de integração essencialmente económica, com vista à criação de um mercado comum, que caracterizou os primeiros anos de existência da CEE 62. Entre esses argumentos, destacamos, em primeiro lugar, a preocupação em evitar obstáculos à livre circulação de cereais na Comunidade. Este objetivo ficou patente nos acórdãos Syndicat national du commerce extérieur des céréales e Hagen/ Einfuhr. O primeiro dos acórdãos referidos 63 resulta de um reenvio do Conseil d État francês para obter a interpretação de determinadas disposições do Regulamento n. 1028/68 da Comissão, de 19 de julho de 1968, «que fixa os processos e condições de tomada a cargo dos cereais pelos organismos de intervenção para a campanha 1968/1969». Na sua decisão, o TJUE afirma que a aplicação de regras tão uniformes quanto possível visa evitar a criação de obstáculos à livre circulação de cereais. Da mesma forma, o acórdão Hagen/Einfuhr 64 resulta do reenvio de um tribunal alemão sobre a interpretação de determinadas disposições dos Regulamentos do Conselho nº 120/67/CEE e nº 132/67/CEE e do Regulamento (CEE) n 1028/68 da Comissão. Na primeira questão prejudicial colocada pretende-se saber se os termos «oferta» e «oferecida», utilizados nos referidos regulamentos, devem ser interpretados de forma idêntica nos diferentes Estadosmembros.. Na sua decisão, o TJUE afirma que é necessário que a noção de oferta regular e as condições que ela implica tenham um alcance comunitário 65, para obter a uniformidade nas 62 Cfr. Samantha Besson, From European Integration to European Integrity: Should European Law Speak with Just One Voice?, European Law Journal, cit., pp Acórdão de 17 de dezembro de 1970, Syndicat national du commerce extérieur des céréales and others v Office national interprofessionnel des céréales and Minister for Agriculture, Processo 34/70. No nº 12 da versão inglesa, afirma-se: Moreover, to attain the objectives set, the implementation of this machinery must be subject to rules which are as uniform as possible in order to avoid obstacles to the free movement of cereals within the Community. 64 Acórdão de 1 de fevereiro de 1972, Hagen/Einfuhr und Vorratsstelle Getreide, Processo 49/ Cfr. nº 6 do acórdão. 21

22 condições de intervenção no mercado de cereais que a legislação comunitária pretendia 66. Assim, os termos referidos devem ser interpretados de modo uniforme nos EM e de acordo com os objetivos fixados pelos regulamentos comunitários 67, sendo um deles a livre circulação de cereais em condições normais de mercado na Comunidade. Outro dos argumentos utilizados pelo TJUE prende-se com a necessidade de uniformização das práticas comerciais entre os membros da Comunidade, sendo este objetivo visível no acórdão Einfuhr 68. A primeira das questões prejudiciais colocadas, neste caso, pelo órgão jurisdicional de reenvio alemão, pretende esclarecer se o conceito de importação, contido no artigo 7º do Regulamento nº 102/64 da Comissão de 28 de julho de 1964, sobre as licenças de importação e exportação de cereais, deve ou não ser interpretado de acordo com o direito nacional. Por outro lado, verificamos também neste acórdão a existência de uma preocupação com a garantia da igualdade entre as formas de comércio. Na sua decisão, o TJUE afirma que sendo o objetivo da emissão de licenças de importação e exportação fornecer informação às autoridades competentes dos diferentes EM participantes nas operações, as disposições do regulamento devem ser interpretadas e aplicadas de modo uniforme em todos os EM, a fim de evitar que certos tipos de trocas comerciais sejam tratados de modo mais favorável do que outros em resultado das práticas divergentes adotadas pelos EM Cfr. nºs 5 e 25 do acórdão. 67 Cfr. nº 8 do acórdão. 68 Acórdão de 28 de maio de 1974, Einfuhr und Vorratsstelle für Getreide und Futtermittel v Société Wilhelm Pfützenreuter, Processo 3/74. Cfr. nº 10 do acórdão, onde se afirma: ( ) the development of the rules in relation to agricultural policy is characterized by an effort to define and elucidate the major concepts, such as that of importation, which are intended to facilitate the replacement of differing customs practices within the Member States by a uniform Community practice. (sublinhado nosso). 69 Como se refere na versão inglesa do acórdão, nos seus parágrafos 8 e 9: 8 Both the issue of import and export licences and the making of such issue conditional upon the furnishing of security corresponded to the competent authorities need to be in possession of precise information on the state of the market and projected infra-community imports and exports. 9 With this in mind, the provision at issue must be interpreted and applied uniformly in all the Member States so as to avoid certain patterns of trade being treated more favourably than others as a result of differing practices.. 22

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