Prevalência da Asma em Portugal:

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Prevalência da Asma em Portugal:"

Transcrição

1 Unidade de Epidemiologia Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa Prevalência da Asma em Portugal: Análise nacional, regional e comparação internacional Ana Virgolino

2 Sumário 1. Introdução 2. Objetivos 3. Métodos 4. Resultados 5. Discussão 6. Conclusão

3 1. Introdução A asma é um problema de saúde pública que afeta, em todo o mundo, pessoas de todas as faixas etárias (Bateman et al., 2008) Doença inflamatória crónica das vias aéreas (GINA,2012) Aumento da incidência e prevalência da asma nos últimos anos (Rabe, 2004) Em Portugal, tem verificado uma grande disparidade nas estimativas da prevalência da asma: entre 3,13% e 39,5% al, 2011; Sá-Sousa et al, 2012) (de Sousa et

4 2. Objetivos Estimar a prevalência de asma e de asma ativa, de forma representativa, em Portugal e Avaliar a sua distribuição de acordo com a idade, sexo e região de residência, em adultos e crianças, utilizando uma metodologia que permita a comparação internacional

5 3. Métodos Projeto AIRE-P: Prevalência Nacional e Controlo da Asma Premiado pelo Programa de Apoio à Investigação da Fundação AstraZeneca 2009 Financiado pela Direção Geral da Saúde 2009 Prevalência da Asma em Portugal

6 3. Métodos Estudo transversal analítico de amostragem nacional aleatória Recolha de dados feita através de questionários telefónicos estruturados, baseado na metodologia do inquérito internacional AIRE ( Asthma Insights and Reality in Europe ) Entrevistas telefónicas decorreram entre Março de 2011 e Março de Foram realizadas por entrevistadores profissionais da área da saúde, especialmente treinados para este estudo

7 3. Métodos Dados sociodemográficos Existência de um diagnóstico médico de asma Realização de medicação para a asma nos últimos 12 meses Presença de sintomatologia de asma Variáveis Sexo Idade Número de elementos residentes no agregado familiar Código postal Freguesia Localidade Pieira, acordar devido a falta de ar, ataque de asma

8 3. Métodos Toma algum medicamento para a asma? Sim Sim É um caso de asma É um caso de asma ativa Tem ou já teve asma? Teve algum ataque de asma ou sintomas de asma nos últimos 12 meses? Sim Não Não é um caso de asma FIGURA 1. PASSOS PARA A IDENTIFICAÇÃO, OU EXCLUSÃO, DE ASMA E ASMA ATIVA.

9 3. Métodos ANÁLISE ESTATÍSTICA Foram constituídos 2 grupos: o grupo das crianças (< 16 anos) e o grupo dos adultos ( 16 anos) Através do código postal da residência efetuaram-se análises estratificadas por região Para comparar variáveis quantitativas entre 2 grupos, foram utilizados testes t de Student ou testes não-paramétricos Mann-Whitney. Para comparação entre mais de 2 grupos, foram utilizados testes ANOVA ou Kruskal-Wallis (não-paramétrico). Para fazer a comparação entre grupos de variáveis categóricas, foi utilizado o teste de Qui-Quadrado

10 4. Resultados FIGURA 2. FLUXOGRAMA DA CONSTITUIÇÃO DA AMOSTRA.

11 4. Resultados REPRESENTATIVIDADE NACIONAL E REGIONAL DA AMOSTRA Os dados da amostra em estudo foram comparados com o Census de 2011 Verificou-se a ausência de diferenças significativas no que respeita à proporção total de indivíduos e na distribuição por sexo entre a amostra em estudo e a população portuguesa ao nível nacional e em cada uma das regiões No que diz respeito à proporção de crianças (< 16 anos), verificaram-se diferenças estatisticamente significativas entre a amostra e a população portuguesa nas regiões de Lisboa e Alentejo

12 4. Resultados TABELA 1. COMPARAÇÃO ENTRE AS CARACTERÍSTICAS NACIONAIS E REGIONAIS DA AMOSTRA E DA POPULAÇÃO PORTUGUESA. LISBOA NORTE CENTRO ALENTEJO REGIÃO N (%) Sexo Feminino, % (IC 95%) 52,4 (50,8-53,9) Crianças, % (IC 95%) 14,3 (13,2-15,4) Dimensão agregados, média±dp AMOSTRA (26,4) 2,8±1,2 POP (26,7) 52,7 15,5 2,4 P* 0,44 0,69 0,03 <0,01 AMOSTRA ,0 14,9 (35,4) (49,7-52,3) (14,0-15,9) 3,2±1,2 POP ,1 15,1 (34,9) (52,0-52,2) (15,1-15,1) 2,7 P* 0,27 0,11 0,74 <0,01 AMOSTRA ,1 14,3 (21,9) (49,4-52,8) (13,1-15,5) 3,0±1,2 POP ,2 13,7 (22,0) (52,1-52,3) (13,7-13,8) 2,5 P* 0,69 0,20 0,34 <0,01 AMOSTRA ,2 15,8 (7,0) (48,2-54,2) (13,7-18,1) 3,0±1,2 POP ,6 13,6 (7,2) (51,5-51,7) (13,5-13,6) 2,4 P* 0,32 0,84 0,04 <0,01 Fator de Correção 1,13 1,31 1,25 1,09

13 4. Resultados TABELA 1. COMPARAÇÃO ENTRE AS CARACTERÍSTICAS NACIONAIS E REGIONAIS DA AMOSTRA E DA POPULAÇÃO PORTUGUESA. LISBOA NORTE CENTRO ALENTEJO REGIÃO N (%) Sexo Feminino, % (IC 95%) 52,4 (50,8-53,9) Crianças, % (IC 95%) 14,3 (13,2-15,4) Dimensão agregados, média±dp AMOSTRA (26,4) 2,8±1,2 POP (26,7) 52,7 15,5 2,4 P* 0,44 0,69 0,03 <0,01 AMOSTRA ,0 14,9 (35,4) (49,7-52,3) (14,0-15,9) 3,2±1,2 POP ,1 15,1 (34,9) (52,0-52,2) (15,1-15,1) 2,7 P* 0,27 0,11 0,74 <0,01 AMOSTRA ,1 14,3 (21,9) (49,4-52,8) (13,1-15,5) 3,0±1,2 POP ,2 13,7 (22,0) (52,1-52,3) (13,7-13,8) 2,5 P* 0,69 0,20 0,34 <0,01 AMOSTRA ,2 15,8 (7,0) (48,2-54,2) (13,7-18,1) 3,0±1,2 POP ,6 13,6 (7,2) (51,5-51,7) (13,5-13,6) 2,4 P* 0,32 0,84 0,04 <0,01 Fator de Correção A dimensão média dos agregados rastreados é 1,31 significativamente superior em relação à da população portuguesa para cada uma das regiões No sentido de se obter uma amostra representativa a nível regional, introduziu-se uma correção dos valores da prevalência, multiplicando-se a prevalência por um fator de 1,09 correção calculado para cada uma das regiões 1,13 1,25

14 4. Resultados TABELA 1. COMPARAÇÃO ENTRE AS CARACTERÍSTICAS NACIONAIS E REGIONAIS DA AMOSTRA E DA POPULAÇÃO PORTUGUESA. (CONT.) Sexo Feminino, % Crianças, % Dimensão agregados, REGIÃO N (%) (IC 95%) (IC 95%) média±dp ,0 15,5 AMOSTRA 3,0±1,3 (4,4) (44,2-51,8) (12,9-18,5) ALGARVE POP ,2 14,8 2,4 (4,3) (51,1-51,3) (14,7-15,0) P* 0,40 0,10 0,66 <0, ,7 15,6 AMOSTRA 3,3±1,6 (2,5) (42,7-52,8) (12,2-19,6) AÇORES POP ,7 17,9 3,0 (2,3) (50,5-50,9) (17,8-18,1) P* 0,12 0,25 0,25 <0, ,3 15,3 AMOSTRA 3,4 ± 1,5 (2,4) (48,0-58,4) (11,9-19,5) MADEIRA POP ,9 16,4 2,8 (2,6) (52,7-53,1) (16,3-16,6) P* ,93 0,61 <0, ,2 15,9 AMOSTRA 3,0 ± 1,3 (100) (50,4-52,0) (15,3-16,5) PORTUGAL POP ,2 14,9 2,6 (100) (52,2-52,2) (14,9-14,9) P* - 0,01 <0,01 <0,01 Fator de Correção 1,18 1,53 1,18 1,21 * p-value de comparação entre a amostra e os dados do Censos de Dados Censos de 2011 INE

15 4. Resultados TABELA 2. COMPARAÇÃO ENTRE AS CARACTERÍSTICAS NACIONAIS E REGIONAIS DA AMOSTRA E DA POPULAÇÃO PORTUGUESA. N, (%) Sexo feminino, n (% - IC 95%) CRIANÇAS ADULTOS TOTAL (15,9) ,2 (46,2-50,1) (84,1) ,8 (50,9-52,6) (100,0) ,2 (50,4-52,0) Idade, média±dp (anos) 8,3 ± 4,5 43,5 ± 17,2 37,9 ± 20,5 Indivíduos com asma,n ,2 7,3 7,4 Frequência de história de asma, % (IC 95%) (7,1-9,6) (6,8-7,7) (6,9-7,9) Indivíduos com asma ativa, n Indivíduos asmáticos medicados,% (IC 95%) 90,0 (82,8-94,5) 90,4 (87,1-92,9) 90,3 (87,5-92,6) Indivíduos asmáticos com sintomas de asma nos últimos 12 meses,% (IC 95%) Prevalência asma ativa * % (IC 95%) dp, desvio padrão. IC, intervalo de confiança. * Valor com fator de correção. 70,0 (60,8-77,8) 5,7 (4,8-6,9) 67,7 (63,1-72,1) 3,9 (3,6-4,4) 68,2 (64,1-72,0) 4,2 (3,9-4,6)

16 4. Resultados TABELA 2. COMPARAÇÃO ENTRE AS CARACTERÍSTICAS NACIONAIS E REGIONAIS DA AMOSTRA E DA POPULAÇÃO PORTUGUESA. N, (%) Sexo feminino, n (% - IC 95%) CRIANÇAS ADULTOS TOTAL (15,9) ,2 (46,2-50,1) (84,1) ,8 (50,9-52,6) (100,0) ,2 (50,4-52,0) Idade, média±dp (anos) 8,3 ± 4,5 43,5 ± 17,2 37,9 ± 20,5 Indivíduos com asma,n ,2 7,3 7,4 Frequência de história de asma, % (IC 95%) (7,1-9,6) (6,8-7,7) (6,9-7,9) Indivíduos com asma ativa, n Indivíduos asmáticos medicados,% (IC 95%) Indivíduos asmáticos com sintomas de asma nos últimos 12 meses,% (IC 95%) Prevalência asma ativa * % (IC 95%) dp, desvio padrão. IC, intervalo de confiança. * Valor com fator de correção. 90,0 (82,8-94,5) 70,0 (60,8-77,8) 5,7 (4,8-6,9) 90,4 (87,1-92,9) 67,7 (63,1-72,1) 3,9 (3,6-4,4) 90,3 (87,5-92,6) 68,2 (64,1-72,0) Média de idades de 37,9 ± 20,5 anos 51,2% Sexo feminino 4,2 (3,9-4,6)

17 4. Resultados PREVALÊNCIA DA ASMA ATIVA POR REGIÃO TABELA 3. COMPARAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA, DE ACORDO COM A REGIÃO DE RESIDÊNCIA. LISBOA NORTE CENTRO ALENTEJO ALGARVE AÇORES MADEIRA PORTUGAL Total N N Asma Ativa Prevalência Asma ativa, % (IC 95%) 4,6 Ϯ (3,9-5,4) 3,9 (3,4-4,6) 4,1 (3,4-4,9) 4,2 (3,0-5,8) Ϯ p< 0,05 é significativo para a comparação entre a amostra e a restante população 3,3 (2,0-5,2) 7,8 Ϯ (4,9-12,1) 4,7 (2,8-7,9) 4,2 (3,9-4,6)

18 4. Resultados PREVALÊNCIA DA ASMA ATIVA POR REGIÃO TABELA 3. COMPARAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA, DE ACORDO COM A REGIÃO DE RESIDÊNCIA. LISBOA NORTE CENTRO ALENTEJO ALGARVE AÇORES MADEIRA PORTUGAL Total N N Asma Ativa Prevalência Asma ativa, % (IC 95%) 4,6 Ϯ (3,9-5,4) 3,9 (3,4-4,6) 4,1 (3,4-4,9) 4,2 (3,0-5,8) Ϯ p< 0,05 é significativo para a comparação entre a amostra e a restante população 3,3 (2,0-5,2) 7,8 Ϯ (4,9-12,1) 4,7 (2,8-7,9) 4,2 (3,9-4,6) Encontradas diferenças significativas na comparação de cada região com as restantes, nomeadamente na região dos Açores e Lisboa, ambas com valores acima da média nacional

19 4. Resultados PREVALÊNCIA DA ASMA ATIVA POR REGIÃO TABELA 3. COMPARAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA, DE ACORDO COM A REGIÃO DE RESIDÊNCIA. (CONT.) LISBOA NORTE CENTRO ALENTEJO ALGARVE AÇORES MADEIRA PORTUGAL Crianças N, (%) (16,1) 525 (15,5) (15,7) (17,2) (16,8) (16,8) (16,9) (15,9) Sexo Feminino, n (%) (49,7) 241 (45,9) 89 (48,1) 52 (45,2) 28 (42,4) 35 (55,6) (49,4) (48,2) Idade (média±dp) 8,1 ± (anos) 4,5 8,4 ± 4,5 8,2 ± 4,6 8,2 ± 4,5 7,9 ± 4,7 8,5 ± 4,5 8,8 ± 4,3 8,3 ± 4,5 N Asma Ativa Prevalência Asma Ativa % (IC 95%) 5,3 (3,6-7,6) 5,8 (4,2-7,9) 6,4 (4,4-9,4) 8,3 (4,8-13,7) 3,1 (0,8-9,4) 6,9 (1,8-20,8) 3,8 (0,6-14,2) 5,7 (4,8-6,9) Indivíduos 83,3 89,7 92,6 100,0 100,0 92,9 100,0 90,0 Medicados (64,5- (74,8- (74,2- (31,0- (19,8- % (IC 95%) (64,2-99,6) (31,0-100,0) (82,8-94,5) 93,7) 96,7) 98,7) 100,0) 100,0) Indivíduos com 63,3 71,8 77,8 sintomas 71,4 100,0 0,0 Ϯ 50,0 70,0 % (IC 95%) (43,9-79,4) (54,9-84,4) (57,3-90,6) (42,0-90,4) (31,0-100,0) (0,0-69,0) (9,4-90,5) (60,8-77,8) Ϯ p< 0,05 é significativo para a comparação entre a amostra e a restante população

20 4. Resultados PREVALÊNCIA DA ASMA ATIVA POR REGIÃO TABELA 3. COMPARAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA, DE ACORDO COM A REGIÃO DE RESIDÊNCIA. (CONT.) LISBOA NORTE CENTRO ALENTEJO ALGARVE AÇORES MADEIRA PORTUGAL Crianças N, (%) (16,1) 525 (15,5) (15,7) (17,2) (16,8) (16,8) (16,9) (15,9) Sexo Feminino, n (%) (49,7) 241 (45,9) 89 (48,1) 52 (45,2) 28 (42,4) 35 (55,6) (49,4) (48,2) Idade (média±dp) 8,1 ± (anos) 4,5 8,4 ± 4,5 8,2 ± 4,6 8,2 ± 4,5 7,9 ± 4,7 8,5 ± 4,5 8,8 ± 4,3 8,3 ± 4,5 N Asma Ativa Prevalência Asma Ativa % (IC 95%) 5,3 (3,6-7,6) 5,8 (4,2-7,9) 6,4 (4,4-9,4) 8,3 (4,8-13,7) 3,1 (0,8-9,4) 6,9 (1,8-20,8) 3,8 (0,6-14,2) 5,7 (4,8-6,9) Indivíduos 83,3 89,7 92,6 100,0 100,0 92,9 100,0 90,0 Medicados (64,5- (74,8- (74,2- (31,0- (19,8- % (IC 95%) (64,2-99,6) (31,0-100,0) (82,8-94,5) 93,7) 96,7) 98,7) 100,0) 100,0) Indivíduos com 63,3 71,8 77,8 sintomas 71,4 100,0 0,0 Ϯ 50,0 70,0 % (IC 95%) (43,9-79,4) (54,9-84,4) (57,3-90,6) (42,0-90,4) (31,0-100,0) (0,0-69,0) (9,4-90,5) (60,8-77,8) Ϯ p< 0,05 é significativo para a comparação entre a amostra e a restante população

21 4. Resultados PREVALÊNCIA DA ASMA ATIVA POR REGIÃO TABELA 3. COMPARAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA, DE ACORDO COM A REGIÃO DE RESIDÊNCIA. (CONT.) LISBOA NORTE CENTRO ALENTEJO ALGARVE AÇORES MADEIRA PORTUGAL Adultos N, (%) (82,8) 568 (83,2) 326 (83,2) 309 (83,1) (84,3) (83,8) (84,5) (84,1) Sexo Feminino, n (%) (52,9) (51,3) (52,1) 463 (51,8) 276 (48,6) 159 (48,8) 163 (52,8) (51,8) Idade (média±dp) 44,0 ± 40,4 ± 43,1 ± 17,0 43,4 ± 17,2 44,0 ±17,7 43,2 ± 17,1 (anos) 17,3 Ϯ 16,0 Ϯ 40,8 ±16,2 Ϯ 43,5 ± 17,2 N Asma Activa Prevalência Asma Ativa 4,5 Ϯ 3,5 3,6 3,4 3,4 8,0 Ϯ 5,0 4,0 % (IC 95%) Indivíduos Medicados % (IC 95%) Indivíduos com Sintomas % (IC 95%) (3,8-5,3) 88,4 (81,6-93,0) 67,4 (58,8-75,0) (3,0-4,2) 92,9 (86,4-96,4) 65,6 (56,5-73,7) (2,9-4,5) 88,1 (78,7-93,8) 64,3 (53,0-74,2) (2,3-4,9) 92,9 (75,0-98,7) 71,4 (51,1-86,0) Ϯ P< 0,05 é significativo para a comparação entre a amostra e a restante população (2,0-5,4) 75,0 Ϯ (47,4-91,7) 81,2 (53,7-95,0) (4,9-12,8) 100,0 (77,1-100,0) 70,6 (44,0-88,6) (2,7-8,6) 92,3 (62,1-99,6) 76,9 (46,0-93,8) (3,6-4,4) 90,4 (87,1-92,9) 67,7 (63,1-72,1)

22 5. Discussão Prevalência de asma na população portuguesa foi de 7,4%, sendo a prevalência de asma ativa de 4,2% Os resultados são consistentes com os encontrados noutros estudos em Portugal (Branco e colaboradores, em 2005, apontam para prevalência de 8,6% e Sá-Sousa e colaboradores, em 2012, para 6,8%) Neste estudo, tivemos particular atenção no processo de amostragem e na verificação da representatividade da amostra através da comparação com as características do Census 2011, bem como na adoção de uma metodologia de identificação de asmáticos utilizada internacionalmente

23 5. Discussão Verificou-se uma prevalência da asma e da asma ativa superior no grupo das crianças. Na asma ativa, observou-se nas crianças do sexo masculino uma prevalência superior à do sexo feminino, uma tendência contrária à do grupo dos adultos Foram encontradas diferenças significativas na prevalência da asma ativa nas regiões dos Açores e Lisboa, no total da amostra e no grupo dos adultos, por comparação com as restantes regiões

24 5. Discussão Baseámo-nos na metodologia do inquérito internacional AIRE, de forma a estabelecer uma base uniforme que permitisse comparações entre diferentes países Contactos a agregados familiares elegíveis Prevalência Asma por agregado familiar (agregados) % Portugal França Alemanha Itália Holanda Espanha Suécia Reino Unido ,3 3,6 5,8 2,4 3,6 5,8 3,6 5,8 3,6 5,8 3,6 5,8 14,8

25 5. Discussão Foi utilizado um método que possibilitou o contato com números de telefone fixos e/ou móveis, listados e não listados A taxa de participação foi de 74,0% Definição de asma: Neste estudo, foram considerados com asma ativa os indivíduos que reportaram um diagnóstico médico desta patologia e que estivessem na altura a fazer medicação para a asma e/ou que tivessem tido um ataque de asma/sintomas de asma nos 12 meses precedentes ao contato

26 6. Conclusão A elevada prevalência da asma, que reflete a magnitude do problema, vem sublinhar a necessidade de se empreender um maior investimento no controlo desta doença O desenvolvimento de estudos sobre a prevalência da asma pode ser útil na deteção de necessidades, nomeadamente no planeamento da prestação de cuidados de saúde

27 Bibliografia Bateman ED, Hurd SS, Barnes PJ, Bousquet J, Drazen JM, FitzGerald M, et al. Global strategy for asthma management and prevention: GINA executive summary. European Respiratory Journal. 2008; 31(1): Global Initiative for Asthma. Pocket Guide for Asthma Management and Prevention. 1997: B (Updated 2012) Rabe KF, Adachi M, Lai CK, et al. Worldwide severity and control of asthma in children and adults: The global asthma insights and reality surveys. J Allergy Clin Immunol. 2004; 114:40 47 de Sousa JC, Santo ME, Colaco T, Almada-Lobo F, Yaphe J. Asthma in an Urban Population in Portugal: A prevalence study. Bmc Public Health. 2011; 11:347 Sá-Sousa A, Jacinto T, Azevedo LF, Morais-Almeida M, Robalo-Cordeiro C, Bugalho- Almeida A, et al. Operational definitions of asthma in recent epidemiological studies are inconsistent. Clinical and translational allergy. 2014; 4(1): 24

Impacto do Grau de Controlo da Asma na Utilização de Cuidados de Saúde em Portugal

Impacto do Grau de Controlo da Asma na Utilização de Cuidados de Saúde em Portugal Unidade de Epidemiologia Instituto de Medicina Preventiva Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa Impacto do Grau de Controlo da Asma na Utilização de Cuidados de Saúde em Portugal Violeta Alarcão,

Leia mais

PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO DESTINADO À ELABORAÇÃO DE UMA DISSERTAÇÃO ORIGINAL NO ÂMBITO DO CURSO DE MESTRADO EM EPIDEMIOLOGIA (1ª EDIÇÃO)

PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO DESTINADO À ELABORAÇÃO DE UMA DISSERTAÇÃO ORIGINAL NO ÂMBITO DO CURSO DE MESTRADO EM EPIDEMIOLOGIA (1ª EDIÇÃO) PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO DESTINADO À ELABORAÇÃO DE UMA DISSERTAÇÃO ORIGINAL NO ÂMBITO DO CURSO DE MESTRADO EM EPIDEMIOLOGIA (1ª EDIÇÃO) Prevalência e Factores de Sucesso do Aleitamento Materno no Hospital

Leia mais

PREVALÊNCIA DOS SINTOMAS DA ASMA EM ADOLESCENTES DE 13 E 14 ANOS

PREVALÊNCIA DOS SINTOMAS DA ASMA EM ADOLESCENTES DE 13 E 14 ANOS PREVALÊNCIA DOS SINTOMAS DA ASMA EM ADOLESCENTES DE 13 E 14 ANOS Marcos Abrantes Moreira. Acadêmico de Fisioterapia da Faculdade Santa Maria. E-mail:markim.abrantes@hotmail.com Luma Soares Lustosa. Acadêmica

Leia mais

Controlo e Adesão à Terapêutica Antihipertensora em Hipertensos Adultos e Idosos nos Cuidados de Saúde Primários

Controlo e Adesão à Terapêutica Antihipertensora em Hipertensos Adultos e Idosos nos Cuidados de Saúde Primários Controlo e Adesão à Terapêutica Antihipertensora em Hipertensos Adultos e Idosos nos Cuidados de Saúde Primários Verónica Gómez, Violeta Alarcão, Milene Fernandes, Paulo Nicola, Evangelista Rocha Unidade

Leia mais

Baltazar Nunes, Mafalda Sousa Uva, Rita Roquette, Teresa Contreiras e Carlos Matias Dias

Baltazar Nunes, Mafalda Sousa Uva, Rita Roquette, Teresa Contreiras e Carlos Matias Dias Impacte da gratuitidade da vacina antigripal na cobertura vacinal da população com 65 ou mais anos de idade de Portugal continental : Estudo na amostra ECOS Baltazar Nunes, Mafalda Sousa Uva, Rita Roquette,

Leia mais

Valor médio de avaliação bancária acentuou tendência crescente

Valor médio de avaliação bancária acentuou tendência crescente Dez-14 Jan-15 Fev-15 Mar-15 Abr-15 Mai-15 Jun-15 Jul-15 Ago-15 Set-15 Out-15 Nov-15 Dez-15 Inquérito à Avaliação Bancária na Dezembro de 2015 25 de janeiro de 2016 Valor médio de avaliação bancária acentuou

Leia mais

SUMÁRIO. Prefácio, Espaço amostrai, Definição de probabilidade, Probabilidades finitas dos espaços amostrais fin itos, 20

SUMÁRIO. Prefácio, Espaço amostrai, Definição de probabilidade, Probabilidades finitas dos espaços amostrais fin itos, 20 SUMÁRIO Prefácio, 1 3 1 CÁLCULO DAS PROBABILIDADES, 15 1.1 Introdução, 15 1.2 Caracterização de um experimento aleatório, 15 1.3 Espaço amostrai, 16 1.4 Evento, 17 1.5 Eventos mutuamente exclusivos, 17

Leia mais

Métodos Quantitativos Aplicados

Métodos Quantitativos Aplicados Métodos Quantitativos Aplicados Aula 6 http://www.iseg.utl.pt/~vescaria/mqa/ Tópicos apresentação Análise de dados bivariada: os casos dos testes de proporções para duas amostras independentes e emparelhadas

Leia mais

Estudo de prevalência da hipertensão arterial, excesso de peso e obesidade no concelho de Vizela em

Estudo de prevalência da hipertensão arterial, excesso de peso e obesidade no concelho de Vizela em Estudo de prevalência da hipertensão arterial, excesso de peso e obesidade no concelho de Vizela em 2007-2010 Guimarães A. Unidade de Saúde Familiar Physis, Vizela, Portugal Resumo Este estudo teve como

Leia mais

Consultoria Técnica: Keypoint, Consultoria Científica, Lda. Operacionalização do estudo: Lénia Nogueira Relatório Estatístico: Ana Macedo

Consultoria Técnica: Keypoint, Consultoria Científica, Lda. Operacionalização do estudo: Lénia Nogueira Relatório Estatístico: Ana Macedo 2015 Consultoria Técnica: Keypoint, Consultoria Científica, Lda. Operacionalização do estudo: Lénia Nogueira Relatório Estatístico: Ana Macedo 2015 Avaliação das práticas contracetivas das mulheres em

Leia mais

Estatísticas de saúde. Certificados de óbito.

Estatísticas de saúde. Certificados de óbito. Estatísticas de saúde. Certificados de óbito. A maior parte da informação que obtemos sobre os óbitos vem dos certificados de óbito (ver anexo da aula prática). Por acordo internacional, os óbitos são

Leia mais

ADAB-Lisboa Factores de Adesão à Terapêutica Antibiótica numa População do Concelho de Lisboa

ADAB-Lisboa Factores de Adesão à Terapêutica Antibiótica numa População do Concelho de Lisboa Faculdade de Medicina de Lisboa Instituto de Medicina Preventiva Unidade de Epidemiologia 12º Programa Educação pela Ciência Dezembro 2009 ADAB-Lisboa Factores de Adesão à Terapêutica Antibiótica numa

Leia mais

A taxa de desemprego estimada para o 2º trimestre de 2014 foi 13,9%

A taxa de desemprego estimada para o 2º trimestre de 2014 foi 13,9% 05 de agosto de 2014 Estatísticas do Emprego 2º trimestre de 2014 A taxa de desemprego estimada para o 2º trimestre de 2014 foi 13,9 A taxa de desemprego estimada para o 2º trimestre de 2014 foi 13,9.

Leia mais

Fatores relacionados a prevalência e exclusividade do Aleitamento Materno em Portugal nos primeiros 6 meses de vida

Fatores relacionados a prevalência e exclusividade do Aleitamento Materno em Portugal nos primeiros 6 meses de vida Fatores relacionados a prevalência e exclusividade do Aleitamento Materno em Portugal nos primeiros 6 meses de vida Alarcão V, Ferreira I, Simões R, Fernandes M, Nicola P 17 de Outubro de 2012 Projeto

Leia mais

A taxa de desemprego estimada foi 13,5%

A taxa de desemprego estimada foi 13,5% 4 de fevereiro de 2015 Estatísticas do Emprego 4º trimestre de 2014 A taxa de desemprego estimada foi 13,5 A taxa de desemprego estimada para o 4º trimestre de 2014 foi 13,5. Este valor é superior em 0,4

Leia mais

SERVIÇOS OVER-THE-TOP (OTT):

SERVIÇOS OVER-THE-TOP (OTT): SERVIÇOS OVER-THE-TOP (OTT): Utilização de instant messaging, chamadas de voz e TV pela Internet em Portugal e na U.E. (dados de inquéritos amostrais à população residencial) Fevereiro de 16 ANACOM 1.

Leia mais

Fichas técnicas das fontes de informação

Fichas técnicas das fontes de informação Fichas técnicas das fontes de informação Inquérito a Turistas Abril de 2015 Inquérito referente ao Período de Inverno, elaborado pelo Turismo de Portugal. Universo Constituído pelos turistas residentes

Leia mais

A taxa de desemprego estimada para o 1º trimestre de 2014 foi 15,1%

A taxa de desemprego estimada para o 1º trimestre de 2014 foi 15,1% 09 de maio de 2014 Estatísticas do Emprego 1º trimestre de 2014 A taxa de desemprego estimada para o 1º trimestre de 2014 foi 15,1 A taxa de desemprego estimada para o 1º trimestre de 2014 foi 15,1. Este

Leia mais

III INQUÉRITO NACIONAL AO CONSUMO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS NA POPULAÇÃO GERAL, PORTUGAL 2012

III INQUÉRITO NACIONAL AO CONSUMO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS NA POPULAÇÃO GERAL, PORTUGAL 2012 III INQUÉRITO NACIONAL AO CONSUMO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS NA POPULAÇÃO GERAL, PORTUGAL 2012 Consumo de substâncias psicoativas na população laboral Casimiro Balsa Clara Vital Cláudia Urbano CESNOVA

Leia mais

Estimativas de População Residente, Portugal, NUTS II, NUTS III e Municípios

Estimativas de População Residente, Portugal, NUTS II, NUTS III e Municípios Estimativas de População Residente 09 de Junho 2010 Estimativas de População Residente, Portugal, NUTS II, NUTS III e Municípios A evolução demográfica em caracteriza-se por um ligeiro crescimento da população

Leia mais

Portugal. Turismo Interno. Mercados em Números. Rodapé

Portugal. Turismo Interno. Mercados em Números. Rodapé Turismo Interno Mercados em Números 1 Rodapé Designação oficial: República Portuguesa Capital: Lisboa Localização: Sudoeste da Europa Fronteiras terrestres: Espanha (1.241 km) Fronteiras marítimas: Madeira(1076,6

Leia mais

Questionário GERAÇÃO SAUDÁVEL: ANÁLISE ESTATÍSTICA

Questionário GERAÇÃO SAUDÁVEL: ANÁLISE ESTATÍSTICA Questionário GERAÇÃO SAUDÁVEL: ANÁLISE ESTATÍSTICA ANÁLISE DE DADOS Os dados foram analisados na versão R 2.13.1. Foi realizada uma análise descritiva exaustiva de todas as variáveis em estudo, usando

Leia mais

Portugal. Turismo Interno. Mercado em Números. Rodapé

Portugal. Turismo Interno. Mercado em Números. Rodapé Turismo Interno Mercado em Números 1 Rodapé Designação oficial: República Portuguesa Capital: Lisboa Localização: Sudoeste da Europa Fronteiras terrestres: Espanha (1.241 km) Fronteiras marítimas: Madeira(1076,6

Leia mais

16/10/2008-1ª pesquisa/2º turno

16/10/2008-1ª pesquisa/2º turno Pesquisa de Intenção de Voto Sucessão Municipal Canoas 16/10/2008-1ª pesquisa/2º turno Porto Alegre, 17 de outubro de 2008. 1 Sumário Apresentação e Metodologia... 3 Intenção de Voto... 5 Avaliação dos

Leia mais

% 70 54,5. 2 Inclui atividades de inovação abandonadas ou incompletas

% 70 54,5. 2 Inclui atividades de inovação abandonadas ou incompletas Principais resultados do CIS 214 - Inquérito Figura 1 Atividades de, CIS 212 - CIS 214 () Comunitário à Inovação 7 6 54,5 53,8 Setembro de 216 5 4 3 41,2 44,6 25,9 28,3 35,2 33,5 33, 32,6 26,1 2 A Direção-Geral

Leia mais

Obras licenciadas atenuaram decréscimo

Obras licenciadas atenuaram decréscimo Construção: Obras licenciadas e concluídas 1º Trimestre de 2014- Dados preliminares 12 de junho de 2014 Obras licenciadas atenuaram decréscimo No 1º trimestre de 2014 os edifícios licenciados diminuíram

Leia mais

XXIII Jornadas ROR-SUL. 15, 16 e 17 Fevereiro 2016 Lisboa

XXIII Jornadas ROR-SUL. 15, 16 e 17 Fevereiro 2016 Lisboa XXIII Jornadas ROR-SUL 15, 16 e 17 Fevereiro 2016 Lisboa SUDCAN Sobrevivência de Cancro em Países Europeus de Língua Latina Luísa Glória SUDCAN Sobrevivência indicador global de avaliação de qualidade

Leia mais

Pesquisa de Intenção de Voto. Sucessão Municipal. Caxias do Sul. 25/09/2008-4ª pesquisa. Porto Alegre, 26 de setembro de 2008.

Pesquisa de Intenção de Voto. Sucessão Municipal. Caxias do Sul. 25/09/2008-4ª pesquisa. Porto Alegre, 26 de setembro de 2008. Pesquisa de Intenção de Voto Sucessão Municipal Caxias do Sul 25/09/2008-4ª pesquisa Porto Alegre, 26 de setembro de 2008. 1 Sumário Apresentação e Metodologia... 3 Intenção de Voto... 5 Rejeição... 8

Leia mais

Resultados sob embargo até divulgação pelo JN, DN, RTP e Antena 1 no dia 5 de Março à 01h00

Resultados sob embargo até divulgação pelo JN, DN, RTP e Antena 1 no dia 5 de Março à 01h00 SONDAGEM SOBRE CRISE ECONÓMICA E REFORMA DO ESTADO CESOP/UCP PARA ANTENA 1, RTP, JN E DN Resultados sob embargo até divulgação pelo JN, DN, RTP e Antena 1 no dia 5 de Março à 01h00 0. Ficha técnica Ficha

Leia mais

Filho, não é um bicho: chama-se Estatística!

Filho, não é um bicho: chama-se Estatística! Paulo Jorge Silveira Ferreira Filho, não é um bicho: chama-se Estatística! Estatística aplicada uma abordagem prática FICHA TÉCNICA EDIÇÃO: Paulo Ferreira TÍTULO: Filho, não é um bicho: chama-se Estatística!

Leia mais

1 Introdução aos Métodos Estatísticos para Geografia 1

1 Introdução aos Métodos Estatísticos para Geografia 1 1 Introdução aos Métodos Estatísticos para Geografia 1 1.1 Introdução 1 1.2 O método científico 2 1.3 Abordagens exploratória e confirmatória na geografia 4 1.4 Probabilidade e estatística 4 1.4.1 Probabilidade

Leia mais

Acesso aos Cuidados de Saúde e Nível de Saúde das Comunidades Imigrantes Africana e Brasileira em Portugal

Acesso aos Cuidados de Saúde e Nível de Saúde das Comunidades Imigrantes Africana e Brasileira em Portugal Acesso aos Cuidados de Saúde e Nível de Saúde das Comunidades Imigrantes Africana e Brasileira em Portugal Estatísticas de Imigração A informação quantitativa disponível sobre a população estrangeira residente

Leia mais

Ind Taxa de prevalência de fumantes atuais, por ano, segundo região e escolaridade

Ind Taxa de prevalência de fumantes atuais, por ano, segundo região e escolaridade Ind010402 Taxa de prevalência de fumantes atuais, por ano, segundo região e escolaridade Indicador Taxa de prevalência de fumantes atuais Descrição Proporção (%) do número de indivíduos fumantes sobre

Leia mais

Análise da Mobilidade das Famílias Portuguesas ESTUDO QUANTITATIVO. Análise da Mobilidade das Famílias Portuguesas. APEME MAIO de 2008.

Análise da Mobilidade das Famílias Portuguesas ESTUDO QUANTITATIVO. Análise da Mobilidade das Famílias Portuguesas. APEME MAIO de 2008. ESTUDO QUANTITATIVO Análise da Mobilidade das Famílias Portuguesas Análise da Mobilidade das Famílias Portuguesas APEME MAIO de 2008 OBJECTIVOS OBJECTIVOS Com o presente estudo pretendeu-se identificar

Leia mais

PRINCIPIOS DE CRIAÇÃO DE VALOR

PRINCIPIOS DE CRIAÇÃO DE VALOR PRINCIPIOS DE CRIAÇÃO DE VALOR - A FARMÁCIA DO FUTURO - Visão da ANF Ana Cristina Gaspar DADOS GLOBAIS EVOLUÇÃO DO MERCADO FARMACÊUTICO MERCADO MEDICAMENTOS (VALOR E VOLUME) Fonte: Sistema de Informação

Leia mais

CUSTOS E CARGA DA DOENÇA AULA #2. Giácomo Balbinotto Neto (UFRGS/IATS)

CUSTOS E CARGA DA DOENÇA AULA #2. Giácomo Balbinotto Neto (UFRGS/IATS) CUSTOS E CARGA DA DOENÇA AULA #2 Giácomo Balbinotto Neto (UFRGS/IATS) Cost of Illness (CoI) Um estudo do custo da doença (COI) visa determinar o impacto econômico total (custo) de uma doença ou condição

Leia mais

Pesquisa de Intenção de Voto. Sucessão Municipal. Pelotas. 17/09/2008-3ª pesquisa. Porto Alegre, 19 de setembro de 2008.

Pesquisa de Intenção de Voto. Sucessão Municipal. Pelotas. 17/09/2008-3ª pesquisa. Porto Alegre, 19 de setembro de 2008. Pesquisa de Intenção de Voto Sucessão Municipal Pelotas 17/09/2008-3ª pesquisa Porto Alegre, 19 de setembro de 2008. 1 Sumário Apresentação e Metodologia... 3 Intenção de Voto... 5 Opinião Sobre Quem Irá

Leia mais

Liderança no Feminino Um Activo Essencial

Liderança no Feminino Um Activo Essencial Liderança no Feminino Um Activo Essencial CONFIDENCIAL E EXCLUSIVO A utilização deste documento, para quaisquer fins, sem autorização expressa da McKinsey & Company é estritamente proibida Lisboa, 15 de

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS SETEMBRO DE 2012 JOB1306-3 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA PESQUISA OBJETIVO LOCAL Levantar junto aos eleitores da área em estudo opiniões

Leia mais

Probabilidade e Estatística. Estimação de Parâmetros Intervalo de Confiança

Probabilidade e Estatística. Estimação de Parâmetros Intervalo de Confiança Probabilidade e Estatística Prof. Dr. Narciso Gonçalves da Silva http://páginapessoal.utfpr.edu.br/ngsilva Estimação de Parâmetros Intervalo de Confiança Introdução A inferência estatística é o processo

Leia mais

P. P. G. em Agricultura de Precisão DPADP0803: Geoestatística (Prof. Dr. Elódio Sebem)

P. P. G. em Agricultura de Precisão DPADP0803: Geoestatística (Prof. Dr. Elódio Sebem) Amostragem: Em pesquisas científicas, quando se deseja conhecer características de uma população, é comum se observar apenas uma amostra de seus elementos e, a partir dos resultados dessa amostra, obter

Leia mais

Síndroma de apneia do sono

Síndroma de apneia do sono Síndroma de apneia do sono - mais uma peça no puzzle do cluster de fatores de risco cardiovascular Cátia Costa, Joana Rodrigues, Nuno Cabanelas, Filipa Valente, Margarida Leal, Isabel Monteiro Serviço

Leia mais

ESTUDOS DE COORTE. Baixo Peso Peso Normal Total Mãe usuária de cocaína

ESTUDOS DE COORTE. Baixo Peso Peso Normal Total Mãe usuária de cocaína UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE FACULDADE DE MEDICINA DEPARTAMENTO DE MEDICINA PREVENTIVA DISCIPLINA DE EPIDEMIOLOGIA ESTUDOS DE COORTE 1) Com o objetivo de investigar

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS DEZEMBRO DE 2015 JOB1705 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA PESQUISA OBJETIVO LOCAL O projeto tem por objetivo levantar um conjunto de informações sobre o contexto

Leia mais

Índice. 1. Metodologia e objetivo. 2. Praticantes de skate: penetração nos lares. 3. Perfil da amostra

Índice. 1. Metodologia e objetivo. 2. Praticantes de skate: penetração nos lares. 3. Perfil da amostra 1 Índice 2 1. Metodologia e objetivo 2. Praticantes de skate: penetração nos lares 3. Perfil da amostra Objetivo 3 A pesquisa tem como objetivo medir a penetração e conhecer o perfil de praticantes de

Leia mais

Vigitel Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico

Vigitel Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico Vigitel Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico Avaliação Dados de 2013 Periodicidade: anual desde 2006 Público: maiores de 18 anos e residentes nas 26

Leia mais

movimentos aéreos movimentos marítimos dormidas hóspedes estada média taxas ocupação proveitos médios balança turística

movimentos aéreos movimentos marítimos dormidas hóspedes estada média taxas ocupação proveitos médios balança turística Variações entre os valores anuais de 2005 e 2006: +4,2% no movimento de passageiros desembarcados de voos internacionais clássicos; +38,6% movimento de passageiros desembarcados de voos low-cost; -0,8%

Leia mais

Primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF)

Primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF) Primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF) Sumário e Considerações Finais 27 de maio de 2016 Instituto Ricardo Jorge (INSA, IP), 27 de maio de 2016 1 Sumário Enquadramento: A importância

Leia mais

Correção dos Aneurismas da Aorta Torácica e Toracoabdominal - Técnica de Canulação Central

Correção dos Aneurismas da Aorta Torácica e Toracoabdominal - Técnica de Canulação Central Correção dos Aneurismas da Aorta Torácica e Toracoabdominal - Técnica de Canulação Central Salomón S. O. Rojas, Januário M. de Souza, Viviane C. Veiga, Marcos F. Berlinck, Reinaldo W. Vieira, Domingo M.

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE VALORES PESSOAIS

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE VALORES PESSOAIS PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE VALORES PESSOAIS DEZEMBRO DE 2016 JOB1713 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA PESQUISA OBJETIVO LOCAL O principal objetivo desse projeto é avaliar a adesão da população à pautas

Leia mais

Patrício Costa. Escola de Ciências da Saúde Universidade do Minho

Patrício Costa. Escola de Ciências da Saúde Universidade do Minho Patrício Costa Escola de Ciências da Saúde Universidade do Minho Teoria Hipóteses Operacionalização de conceitos Selecção de inquiridos ou sujeitos Plano de investigação: observacional / Inquérito Condução

Leia mais

SAÚDECENTRO 2005 PROTOCOLO DE INVESTIGAÇÃO

SAÚDECENTRO 2005 PROTOCOLO DE INVESTIGAÇÃO SAÚDECENTRO 2005 PROTOCOLO DE INVESTIGAÇÃO Pressupostos A compreensão dos fenómenos de saúde e doença na sociedade actual, insere-se no contexto de um novo paradigma em construção e que implica a procura

Leia mais

aula 12: estudos de coorte estudos de caso-controle

aula 12: estudos de coorte estudos de caso-controle ACH-1043 Epidemiologia e Microbiologia aula 12: estudos de coorte estudos de caso-controle Helene Mariko Ueno papoula@usp.br Estudo epidemiológico observacional experimental dados agregados dados individuais

Leia mais

3. POPULAÇÃO E INDICADORES DEMOGRÁFICOS

3. POPULAÇÃO E INDICADORES DEMOGRÁFICOS 3. POPULAÇÃO E INDICADORES DEMOGRÁFICOS 37 38 3.1. Introdução Para a interpretação dos dados de saúde, quer de morbilidade quer de mortalidade, e nomeadamente para, com base nesses dados, se fazer o planeamento

Leia mais

DIVISÃO GEOGRÁFICA DA CIDADE DE FOZ DO IGUAÇU:

DIVISÃO GEOGRÁFICA DA CIDADE DE FOZ DO IGUAÇU: Página 1 METODOLOGIA Dia de Coleta: 22 e 23 de agosto de 2016; Município: Foz do Iguaçu - PR Questionário: Quantitativo, aplicado por aferição; Amostragem: 603 eleitores, com idade acima de 16 anos; Divisão

Leia mais

barómetro BARÓMETRO APAV/INTERCAMPUS #2 CRIMINALIDADE E INSEGURANÇA

barómetro BARÓMETRO APAV/INTERCAMPUS #2 CRIMINALIDADE E INSEGURANÇA barómetro BARÓMETRO APAV/INTERCAMPUS #2 CRIMINALIDADE E INSEGURANÇA Índice 2 11 Enquadramento 3 2 Amostra 7 3 Resultados 9 3 1 Enquadramento Objetivos 4 No âmbito da parceria entre a APAV e a INTERCAMPUS,

Leia mais

Perfil da presença feminina no tecido empresarial português. 8 de Março 2012

Perfil da presença feminina no tecido empresarial português. 8 de Março 2012 Perfil da presença feminina no tecido empresarial português Sumário executivo Em Portugal : 54,9% das empresas têm pelo menos uma mulher nos seus cargos de gestão e direcção: 44,8% têm uma equipa mista,

Leia mais

Idade média das mulheres ao nascimento dos filhos e envelhecimento da população feminina em idade fértil,

Idade média das mulheres ao nascimento dos filhos e envelhecimento da população feminina em idade fértil, «Idade média das mulheres ao nascimento dos filhos e envelhecimento da população feminina em idade fértil, Departamento de Estatísticas Demográficas e Sociais Serviço de Estatísticas Demográficas 07/10/2016

Leia mais

Violência e maus tratos nos idosos. Violência sobre os idosos no Alentejo

Violência e maus tratos nos idosos. Violência sobre os idosos no Alentejo Violência e maus tratos nos idosos Violência sobre os idosos no 1 Um dos fenómenos mais complexos e marcantes que se observou, com início em meados do século XX, foi o acentuado e contínuo envelhecimento

Leia mais

Página 2 em diante devem estar contemplados os seguintes itens:

Página 2 em diante devem estar contemplados os seguintes itens: 1 TEMPLATE - Projeto de pesquisa FORMATAÇÃO Fonte: Texto: Arial ou Times New Roman, tamanho 12. Títulos: Arial ou Times New Roman, tamanho 14, negrito Espaço: duplo Margens: 2,5 cm em todas as margens

Leia mais

EVOLUÇÃO DA TN EM PORTUGAL DESDE MEADOS DO SÉCULO XX

EVOLUÇÃO DA TN EM PORTUGAL DESDE MEADOS DO SÉCULO XX EVOLUÇÃO DA TN EM PORTUGAL DESDE MEADOS DO SÉCULO XX A tendência do número de nascimentos em Portugal neste período é de um decréscimo. O período de 1975 a 1977 contraria esta evolução devido a fatores

Leia mais

Trabalho de crianças e adolescentes e ansiedade

Trabalho de crianças e adolescentes e ansiedade UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA INSTITUTO DE SAÚDE COLETIVA Trabalho de crianças e adolescentes e ansiedade Tereza Nadya Santos & Vilma Sousa Santana/Universidade Federal da Bahia Financiamento: MS/COSAT,

Leia mais

Pesquisa Mensal de Emprego Maio 2004

Pesquisa Mensal de Emprego Maio 2004 Pesquisa Mensal de Emprego Maio 2004 Região Metropolitana do Rio de Janeiro Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE 1 PESQUISA MENSAL DE EMPREGO ESTIMATIVAS PARA O MÊS DE MAIO DE 2004 REGIÃO

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE AS ELEIÇÕES 2014

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE AS ELEIÇÕES 2014 PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE AS ELEIÇÕES 2014 JULHO DE 2013 JOB1036 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA PESQUISA OBJETIVO LOCAL O principal objetivo desse projeto é levantar um conjunto de informações sobre

Leia mais

HEP-5800 BIOESTATÍSTICA

HEP-5800 BIOESTATÍSTICA HEP-5800 BIOESTATÍSTICA UNIDADE III INFERÊNCIA ESTATÍSTICA : AMOSTRAGEM PROBABILÍSTICA, DISTRIBUIÇÃO AMOSTRAL, INTERVALOS DE CONFIANÇA. Nilza Nunes da Silva Regina T. I. Bernal 2 1. AMOSTRAGEM PROBABILISTICA

Leia mais

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA DOENÇA DOS LEGIONÁRIOS

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA DOENÇA DOS LEGIONÁRIOS ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO NORTE, I.P. DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA DOENÇA DOS LEGIONÁRIOS REGIÃO NORTE 2007-2008 MAIO 2009 Fátima Basto (fbasto@arsnorte.min-saude.pt)

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE O ESTATUTO DO DESARMAMENTO SETEMBRO DE 2003 OPP 153 OBJETIVO LOCAL ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA PESQUISA - Levantar junto a eleitores da área em estudo opiniões relacionadas

Leia mais

RECURSOS HUMANOS EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR:

RECURSOS HUMANOS EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR: RECURSOS HUMANOS EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR: SITUAÇÃO ACTUAL E PERSPECTIVAS DE FUTURO PAULA SANTANA HELENA PEIXOTO 27º Encontro Nacional de Clínica Geral, Vilamoura, Março de 2010 Objectivos do Estudo

Leia mais

Evolução das Estruturas Domésticas em Portugal: de 1960 a 2011

Evolução das Estruturas Domésticas em Portugal: de 1960 a 2011 1 Evolução das Estruturas Domésticas em Portugal: de 1960 a 2011 Karin Wall, Vanessa Cunha, Vasco Ramos OFAP/ICS-ULisboa 2 Em análise: 4 grandes questões 1) Tipos de família em Portugal hoje e como mudaram

Leia mais

Caracterização das práticas contraceptivas das mulheres em Portugal

Caracterização das práticas contraceptivas das mulheres em Portugal Caracterização das práticas contraceptivas das mulheres em Portugal Apresentação de resultados do estudo Porto, 8 de Março de 2005 Objectivos Objectivo principal O objectivo principal deste estudo é a

Leia mais

Rita Nicolau Ausenda Machado José Marinho Falcão. Departamento de Epidemiologia

Rita Nicolau Ausenda Machado José Marinho Falcão. Departamento de Epidemiologia Distribuição da Mortalidade e dos Internamentos Hospitalares por Doenças do Aparelho Circulatório em Portugal Continental: Agregação Geográfica e Determinantes Rita Nicolau Ausenda Machado José Marinho

Leia mais

Liberalização do Aborto em Portugal, 4 anos depois

Liberalização do Aborto em Portugal, 4 anos depois Liberalização do Aborto em Portugal, 4 anos depois Gabinete de Estudos da F.P.V. Coordenação Francisco Vilhena da Cunha (De)crescimento populacional 110 000 108 000 106 000 104 000 1º ano em que o número

Leia mais

A asma a nível nacional e mundial: perspectivas actuais e tendências de evolução

A asma a nível nacional e mundial: perspectivas actuais e tendências de evolução A asma a nível nacional e mundial: perspectivas actuais e tendências de evolução JOSÉ LUÍS PLÁCIDO* A asma é considerada actualmente um importante problema médico e de saúde pública, tendo-se transformado

Leia mais

Conceitos básicos, probabilidade, distribuição normal e uso de tabelas padronizadas

Conceitos básicos, probabilidade, distribuição normal e uso de tabelas padronizadas Conceitos básicos, probabilidade, distribuição normal e uso de tabelas padronizadas Prof. Marcos Vinicius Pó Métodos Quantitativos para Ciências Sociais Alguns conceitos População: é o conjunto de todos

Leia mais

Epidemiologia. Tipos de Estudos Epidemiológicos. Curso de Verão 2012 Inquéritos de Saúde

Epidemiologia. Tipos de Estudos Epidemiológicos. Curso de Verão 2012 Inquéritos de Saúde Epidemiologia Tipos de Estudos Epidemiológicos Curso de Verão 2012 Inquéritos de Saúde TIPOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS Observacionais Experimental x Observacional Relatos de Casos Série de casos Transversal

Leia mais

Compras a prazo por mulheres

Compras a prazo por mulheres Compras a prazo por mulheres Sophia Mind A Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Mercado é a empresa do grupo de comunicação feminina Bolsa de Mulher voltada para pesquisa e inteligência de mercado. Cem

Leia mais

CAPÍTULO 3 POPULAÇÃO E AMOSTRA

CAPÍTULO 3 POPULAÇÃO E AMOSTRA DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS GCN 7901 ANÁLISE ESTATÍSTICA EM GEOCIÊNCIAS PROFESSOR: Dr. ALBERTO FRANKE CONTATO: alberto.franke@ufsc.br F: 3721 8595 CAPÍTULO 3 POPULAÇÃO E AMOSTRA As pesquisas de opinião

Leia mais

Avaliação da flexibilização do horário do programa de rádio A Voz do Brasil - Março/2014 -

Avaliação da flexibilização do horário do programa de rádio A Voz do Brasil - Março/2014 - Avaliação da flexibilização do horário do programa de rádio A Voz do Brasil - Março/2014 - 2 Objetivo Metodologia Perfil da amostra Programa A Voz do Brasil Transmissão em horário fixo / flexível Importância

Leia mais

PERFIL DOS AUTORES... XVII PREFÁCIO... XIX INTRODUÇÃO... XXI

PERFIL DOS AUTORES... XVII PREFÁCIO... XIX INTRODUÇÃO... XXI Sumário PERFIL DOS AUTORES... XVII PREFÁCIO... XIX INTRODUÇÃO... XXI CAPÍTULO 1 O processo de pesquisa e os enfoques quantitativo e qualitativo rumo a um modelo integral... 2 Que enfoques foram apresentados

Leia mais

Intervenção dos Centros de Aconselhamento e Deteção Precoce do VIH, Cuidados de Saúde Primários e Urgências na implementação do diagnóstico,

Intervenção dos Centros de Aconselhamento e Deteção Precoce do VIH, Cuidados de Saúde Primários e Urgências na implementação do diagnóstico, do VIH, Cuidados de Saúde Primários e Urgências na implementação do diagnóstico, estratégia e implementação dos testes do VIH, Cuidados de Saúde Primários e Urgências na implementação do diagnóstico, estratégia

Leia mais

ATENUA-SE TENDÊNCIA DECRESCENTE DO NÚMERO DE EDIFÍCIOS LICENCIADOS

ATENUA-SE TENDÊNCIA DECRESCENTE DO NÚMERO DE EDIFÍCIOS LICENCIADOS Licenciamento de Obras Dezembro de 2005 1 09 de Fevereiro de 2006 ATENUA-SE TENDÊNCIA DECRESCENTE DO NÚMERO DE EDIFÍCIOS LICENCIADOS Em Dezembro de 2005, atenuou-se a tendência decrescente da variação

Leia mais

Desenhos de estudos científicos. Heitor Carvalho Gomes

Desenhos de estudos científicos. Heitor Carvalho Gomes Desenhos de estudos científicos Heitor Carvalho Gomes 2016 01 01 01 Desenhos de estudos científicos Introdução Epidemiologia clínica (Epidemiologia + Medicina Clínica)- trata da metodologia das

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE A PEC DAS DOMÉSTICAS

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE A PEC DAS DOMÉSTICAS PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE A PEC DAS DOMÉSTICAS MAIO DE 2013 JOB0707 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA PESQUISA OBJETIVO LOCAL O principal objetivo desse projeto é levantar a opinião dos brasileiros a

Leia mais

João Paulo dos Reis Neto

João Paulo dos Reis Neto ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE E INTERNAÇÕES POTENCIALMENTE EVITÁVEIS João Paulo dos Reis Neto Diretor-Técnico UNIDAS Condições sensíveis à atenção primária (CSAP) Compreendem grupos de problemas de saúde cujas

Leia mais

ANÁLISE ESTATÍSTICA j a n e i r o m a i o 2011 1

ANÁLISE ESTATÍSTICA j a n e i r o m a i o 2011 1 ANÁLISE ESTATÍSTICA j a n e i r o m a i o 2011 1 ANÁLISE DE DORMIDAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS Estabelecimentos Hoteleiros, Aldeamentos e Apartamentos Turísticos Acumulado Janeiro Maio 2010/2011 A Turismo

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS OUTUBRO DE 2012 JOB1006-25 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA PESQUISA OBJETIVO LOCAL Levantar junto aos eleitores da área em estudo opiniões

Leia mais

Doenças respiratórias e fatores associados: Inquérito de Saúde no Município de São Paulo ISA-CAPITAL 2008

Doenças respiratórias e fatores associados: Inquérito de Saúde no Município de São Paulo ISA-CAPITAL 2008 Doenças respiratórias e fatores associados: Inquérito de Saúde no Município de São Paulo ISA-CAPITAL 2008 CLÓVIS ARLINDO DE SOUSA FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICA DA USP DEPARTAMENTO DE EPIDEMIOLOGIA DEZEMBRO/2011

Leia mais

ALMADA FICHA TÉCNICA. Título Território e População Retrato de Almada segundo os Censos 2011

ALMADA FICHA TÉCNICA. Título Território e População Retrato de Almada segundo os Censos 2011 DMPATO DPU Divisão de Estudos e Planeamento A ALMADA FICHA TÉCNICA Título Território e População Retrato de Almada segundo os Censos 2011 Serviço Divisão de Estudos e Planeamento Departamento de Planeamento

Leia mais

METODOLOGIA EPIDEMIOLOGICA

METODOLOGIA EPIDEMIOLOGICA METODOLOGIA EPIDEMIOLOGICA CLASSIFICAÇÃO DOS ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS: ESTUDOS DESCRITIVOS Os estudos descritivos objetivam informar sobre a distribuição de um evento, na população, em termos quantitativos.

Leia mais

Prevalência de sedentarismo e fatores associados em adolescentes. Juliano Peixoto Bastos Cora Luiza Araújo Pedro Curi Hallal

Prevalência de sedentarismo e fatores associados em adolescentes. Juliano Peixoto Bastos Cora Luiza Araújo Pedro Curi Hallal Prevalência de sedentarismo e fatores associados em adolescentes Juliano Peixoto Bastos Cora Luiza Araújo Pedro Curi Hallal Introdução O sedentarismo está associado com um risco aumentado de várias doenças

Leia mais

Em várias ocasiões há de se proceder à coleta de dados diretamente na origem, isto é, dos sujeitos com quem pretendemos realizar determinado estudo.

Em várias ocasiões há de se proceder à coleta de dados diretamente na origem, isto é, dos sujeitos com quem pretendemos realizar determinado estudo. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Amostragem Luiz Medeiros de Araujo Lima Filho Departamento de Estatística INTRODUÇÃO Em várias ocasiões há de se proceder à coleta de dados diretamente na origem, isto é,

Leia mais

Questionário Europeu de Literacia em Saúde aplicado em Portugal (HLS-EU-PT): Apresentação dos resultados preliminares

Questionário Europeu de Literacia em Saúde aplicado em Portugal (HLS-EU-PT): Apresentação dos resultados preliminares Questionário Europeu de Literacia em Saúde aplicado em Portugal (HLS-EU-PT): Apresentação dos resultados preliminares HLS EU ES Espanha IE Irlanda NL Holanda DE Alemanha AT Áustria EL Grécia PL Polónia

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS SETEMBRO DE 2012 JOB2213 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA PESQUISA OBJETIVO LOCAL Levantar junto aos eleitores da área em estudo opiniões

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE A EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA NO BRASIL

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE A EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA NO BRASIL PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE A EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA NO DEZEMBRO DE 2008 JOB12-9 OBJETIVO LOCAL ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA PESQUISA Levantar junto aos eleitores da área em estudo opiniões relacionadas

Leia mais

Murilo Hidalgo Lopes de Oliveira Diretor

Murilo Hidalgo Lopes de Oliveira Diretor Curitiba, 08 de outubro de 2014. Apresentamos a seguir os resultados da pesquisa de opinião pública realizada no Brasil, com o objetivo de consulta à população, sobre situação eleitoral para Presidência

Leia mais

FICHA TÉCNICA PARA O DEPÓSITO DE SONDAGEM. (de acordo com o artigo 6º da Lei nº 10/2000 de 21 de Junho)

FICHA TÉCNICA PARA O DEPÓSITO DE SONDAGEM. (de acordo com o artigo 6º da Lei nº 10/2000 de 21 de Junho) FICHA TÉCNICA PARA O DEPÓSITO DE SONDAGEM 1 2 3 (de acordo com o artigo 6º da Lei nº 10/2000 de 21 de Junho) 1. Entidade responsável pela realização da sondagem: art.º 6/1/a: A denominação e a sede da

Leia mais

CUSTOS INDIRETOS NO TRATAMENTO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO EM HOSPITAIS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DO MARANHÃO

CUSTOS INDIRETOS NO TRATAMENTO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO EM HOSPITAIS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DO MARANHÃO CUSTOS INDIRETOS NO TRATAMENTO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO EM HOSPITAIS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DO MARANHÃO Patrícia Lima Queiroz, Florene Vale dos Anjos, Queldilene Pereira Protázio, Caroline Ferreira Farias,

Leia mais

Principais Conceitos em Estatística

Principais Conceitos em Estatística 1 Principais Conceitos em Estatística Ernesto F. L. Amaral 08 de outubro de 2009 www.ernestoamaral.com/met20092.html Fonte: Triola, Mario F. Introdução à estatística. 10 ª ed., Rio de Janeiro: LTC, 2008.

Leia mais

Pé Diabético Epidemiologia Qual a dimensão do problema?

Pé Diabético Epidemiologia Qual a dimensão do problema? Pé Diabético Epidemiologia Qual a dimensão do problema? Sessão Clínica Hospital Fernando Fonseca Amadora - 2012 Rui Carvalho Coordenador GEPED Consulta Multidisciplinar de Pé Diabético Serviço de Endocrinologia,

Leia mais

Estudo AFRODITE Caracterização da Infertilidade em Portugal I Estudo na Comunidade

Estudo AFRODITE Caracterização da Infertilidade em Portugal I Estudo na Comunidade Apoio Institucional e Consultoria Científica: Apoio Financeiro: Objectivos Objectivo Principal Caracterização dos conhecimentos, conceitos, atitudes, comportamentos e práticas relativos à fertilidade/

Leia mais