NESTA EDIÇÃO: HUMANIDADES DIPLOMACIA E. DOSSIÊ Política externa e redemocratização: com a palavra, os Presidentes. Patriota, um perfil pessoal

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1 DIPLOMACIA E HUMANIDADES 06 Ano juca.irbr.itamaraty.gov.br A revista dos alunos do Instituto Rio Branco NESTA EDIÇÃO: DOSSIÊ Política externa e redemocratização: com a palavra, os Presidentes Patriota, um perfil pessoal A pena e a renda: literatura e diplomacia Mulheres no Itamaraty de antanho Os rubicões da Rio+20 Memórias de além-túmulo: o Barão, redivivo

2 editorial A história da diplomacia brasileira está repleta de ideias absurdas. Ou, ao menos, de ideias que, em sua origem, foram vistas como absurdas. A começar pelo insólito de um país com mais de 15 mil quilômetros de fronteiras e dez vizinhos não ter desentendimentos fronteiriços há mais de cem anos. A esse despropósito fundamental resultado do trabalho sem precedentes do Chanceler que dá nome a esta revista e ao Instituto que a publica - seguiram-se muitos outros, que o leitor da JUCA há de identificar sem grande esforço: a política externa independente, a barganha pendular do entreguerras, a integração sul-americana, a projeção do Brasil como ator global na última década, etc, etc. Não deve causar surpresa, portanto, que ideias e empreitadas invulgares transbordem das páginas da JUCA 6. Trata-se de um projeto improvável, que dá continuidade, com a mão de obra de 26 alunos-diplomatas, a uma iniciativa nascida junto com as turmas de cem do Instituto Rio Branco. Igualmente pouco factível desenhava-se a pauta de nosso dossiê a seção da JUCA que, em cinco edições, consolidou-se como espaço privilegiado para a publicação de coleções de fôlego sobre os mais variados temas: lançamo-nos à quixotesca tarefa de conversar sobre política externa com todos os ex-presidentes da República vivos e, acreditem, conseguimos. Como o leitor da JUCA 6 comprovará nas páginas que seguem, cada um dos mandatários entrevistados contribuiu com seu quinhão de aparentes despautérios para a projeção internacional do Brasil: Sarney e a aproximação nuclear com a Argentina, Collor e a consolidação dos temas ambientais em nossa agenda internacional, Fernando Henrique Cardoso e a integração sul-americana, Lula e a expansão de nossas responsabilidades globais. O ímpeto inovador que espelha nossa melhor tradição diplomática subjaz a todas as grandes iniciativas internacionais desses governos iniciativas que, no princípio, encontraram consideráveis doses de ceticismo. Há muitas outras ideias disparatadas nessa JUCA 6. Thereza Quintella e Maria Rosita de Aguiar Pedroso, por exemplo, ousaram perturbar a sagrada masculinidade do Itamaraty dos anos 1950 e tornaram-se objeto de uma matéria paternalista e condescendente de uma revista feminina, como relata Natália Shimada em Intrusas no lago dos cisnes ; no mundo das letras, toda uma geração de diplomatas escritores propõe-se ao sobre-humano ofício de produzir literatura de altíssima qualidade em meio à frenética rotina diplomática dos dias atuais, como revelam João Bayão, João Maranhão e Pedro Gomides em O nomadismo da letra ; de volta ao campo diplomático, o Embaixador Luiz Alberto Figueiredo e o Ministro Laudemar Aguiar encontraram obstáculos titânicos para negociar e organizar a colossal conferência Rio+20, como demonstram Gustavo Machala e Jaçanã Ribeiro em Os legados da Rio+20. Em seu derradeiro desatino, a JUCA desfrutou do privilégio de conversar por cerca de uma hora com o Ministro de Estado Antonio de Aguiar Patriota e não abordou temas de política externa. Foi uma escolha consciente, com o objetivo de desvelar uma faceta pouco conhecida de um diplomata cujas ideias e credenciais no âmbito profissional não carecem de complementação. Eis, portanto, a JUCA 6. Nosso desejo sincero é que o leitor desfrute desse apanhado de textos plurais e inquietos com o mesmo espírito que animou sua confecção: desarrazoadamente. 3

3 expediente Agradecimentos Embaixador Antonio de Aguiar Patriota Embaixador Luiz Villarinho Pedroso Embaixadora Thereza Maria Machado Quintella Embaixador Gelson Fonseca Junior Embaixador Georges Lamazière Embaixador Luiz Alberto Figueiredo Ministro Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto 4 Diretor Honorário Embaixador Georges Lamazière Editor-Chefe Danilo Vilela Bandeira Diretor Executivo Gustavo Cunha Machala Editor Assistente Artur Andrade da Silva Machado Diretor Jurídico Pedro Mendonça Cavalcante Revisão Gustavo Guelfi de Freitas Artur Andrade da Silva Machado Capa Bruno Pereira Rezende Direção de Arte e Diagramação Ct. Comunicação Ministro Eduardo Carvalho Ministro Alexandre Guido Lopes Parola Ministro Ary Norton de Murat Quintella Ministro Alexandre Vidal Porto Ministro Sérgio Barreiros de Santana Azevedo Ministro Luis Felipe Silverio Fortuna Ministro Roberto Avellar Ministro Michel Arslanian Neto Conselheiro Adriano Silva Pucci Conselheiro Bernard Jorg Leopold de García Klingl Conselheiro Mário Antonio de Araújo Secretário Márcio Oliveira Dornelles Secretário Rodrigo de Oliveira Godinho Secretário Rodrigo de Oliveira Castro Secretário Filipe Correa Nasser Silva Secretária Maria Rosita de Aguiar Pedroso Secretária Gabriela Guimarães Gazzinelli Secretária Amena Martins Yassine Secretário Diogo Ramos Coelho Professor Doutor Marcio Garcia Instituto Fernando Henrique Cardoso Sr. Luiz Dulci e Instituto Lula

4 sumário PERFIL Antonio de Aguiar Patriota Alexandre Souto, Danilo Vilela Bandeira, Gustavo Machala e Pedro Mendonça Cavalcante Memórias de além-túmulo João Guilherme Fernandes Maranhão O fim da besta hora Pedro Henrique Gomides RESENHA O Mundo em Desajuste, de Amin Maalouf Jaçanã Ribeiro DOSSIÊ A política externa da redemocratização - contada por aqueles que a conceberam Barbara Boechat de Almeida, Danilo Vilela Bandeira, Germano Faria Correa, Gustavo Cunha Machala, Gustavo Guelfi de Freitas, João Guilherme, Fernandes Maranhão, Paulo Cesar do Valle MEMÓRIA DIPLOMÁTICA Intrusas no lago dos cisnes Natália Shimada A linha que não alinha Filipe Nasser Os legados da Rio+20 Gustavo Cunha Machala e Jaçanã Ribeiro CULTURA -Poesia e Prosa O nomadismo da letra João Guilherme Fernandes Maranhão, João Henrique Bayão e Pedro Henrique Moreira Gomides Ímpeto de mosca e Anunciação João Henrique Bayão 100 palavras na aritmétrica de um impressionista Artur Andrade da Silva Machado -Ensaio Fotográfico On the road Thiago Carvalho de Medeiros ARTIGOS E ENSAIOS Memória de um encontro Norte-Sul Artur Andrade da Silva Machado O Brasil nas páginas da Foreign Affairs Daniel Torres de Melo Ribeiro O lugar do conceito de Responsabilidade ao Proteger na evolução da justiça internacional Artur Andrade da Silva Machado Nossa diplomacia no mundo da teoria Bárbara Boechat de Almeida e Artur Andrade da Silva Machado Ordens e medalhas no Itamaraty Renato Levanteze Sant Ana As caretas do Barão: charges sobre o Chanceler entre 1908 e 1912 Luana Alves de Melo 94 Juca - número 06 5

5 resenha prolegômeno Turma OSCAR NIEMEYER (com as mui sentidas ausências de Artur Machado, João Maranhão, Pedro Cavalcante e Ramon Arruda) na Embaixada do Brasil em Buenos Aires Todas as turmas felizes se parecem. Talvez não fosse possível dizer essa frase há cerca de ano e meio, quando éramos apenas 26 jovens desconhecidos (uns não tão jovens, outros não tão desconhecidos) que tínhamos, de cara, apenas uma coisa em comum: o fato de termos passado no CACD no mesmo ano. Sim, havíamos lido os mesmos livros, havíamos resumido os mesmos textos, havíamos tido aula com os mesmos professores nos longos anos em que estudamos para passar no concurso. Apesar de tudo isso, podíamos dizer que, além da aprovação no concurso, compartilhávamos somente mais uma característica: éramos muito diferentes uns dos outros. No começo, o entrosamento se deu baseado na erudição conquistada durante a preparação para o concurso. As conversas eram recheadas de citações de autores que frequentavam as nossas estantes, de advérbios entre vírgulas, de lampejos de sabedoria que caíam muito bem em questões discursivas, nem tanto em conversas informais. O verniz de conhecimento - que no caso de alguns estava mais pra guache - deixava, invariavelmente, suas marcas nos bate-papos. Com o passar do tempo, no entanto, passamos a falar de assuntos mais normais, de banalidades, de como Brasília era diferente do Rio Janeiro / São Paulo / Porto Alegre / Belo Horizonte / Dourados /João Pessoa / Recife / Garça, de quantas novidades estávamos enfrentando naquele momento. Se a maior parte das pessoas, quando chegam a um ambiente desconhecido, começam falando sobre banalidades, sobre o tempo, sobre cerveja e futebol, para só depois conversarem de temas mais sérios e profundos e, finalmente, conhecerem de fato as outras pessoas, nós fizemos exatamente o oposto: começamos falando sobre temas sérios, difíceis e complexos, mas só passamos a conhecer verdadeiramente as outras pessoas quando começamos a falar sobre trivialidades. Porque foi exatamente neste momento que percebemos que poderíamos ter muito mais em comum do que havíamos imaginado. Vimos que, por trás daqueles especialistas em direito internacional, em História do Brasil, em integração sul-americana, ou simplesmente em citar os autores certos nos momentos corretos, havia pessoas com histórias, gostos e vontades muito parecidos. 6

6 Seria fácil dizer que essa mudança aconteceu de uma hora para outra. Não há como negar, contudo, que alguns eventos contribuíram decisivamente para que isso ocorresse. As três semanas em Buenos Aires, em janeiro de 2012, foram um desses eventos marcantes. Ao curso intensivo de língua espanhola, somaram-se os cursos intensivos de gastronomia, cultura e, sobretudo, de convivência com os novos colegas. Dividir clases, medialunas, apartamento e aulas de tango com os que, até pouco tempo antes, eram apenas adversários no concurso foi uma experiência inesquecível. Foi a primeira viagem oficial dos novos diplomatas, deixa para aprofundar o conhecimento sobre um país que sempre será nosso vizinho e sobre pessoas que sempre serão nossos colegas. Tudo somado, quando se trata de um país ou de uma pessoa, a regra é praticamente a mesma: é difícil compreendê-lo sem conhecê-lo por inteiro. Se a estada em Buenos Aires foi uma excelente oportunidade para conviver à paisana com os colegas de turma, a viagem ao Rio de Janeiro serviu para descobrir - pelo menos por alguns dias - não só como funcionava a vida de um diplomata, mas também como funcionavam os novos diplomatas (alimentou, igualmente, a nossa imaginação com uma questão dolorosa: como seria a vida de diplomata nos anos dourados do Rio de Janeiro, capital do Brasil?). Viver o ápice de um grande evento internacional como a Rio+20 logo no começo da carreira foi o batismo da nossa turma. Realizamos uma das funções fundamentais da diplomacia: representar. Como diplomatas de ligação, pudemos perceber que todos os detalhes de logística são importantes para a boa realização do evento. Pequenas engrenagens em um mecanismo gigantesco, vimos a roda da história passando na nossa frente, como bem disse um colega, provavelmente entre uma e outra ligação do famoso - e saudoso? - ponto focal. No final do evento, percebemos que existem dois tipos de diplomatas: aqueles que trabalham e aqueles que vão à praia (mas só se for a trabalho). Aprender na prática que mais parece lema de faculdade foi o que ocorreu na Rio+20. Por outro lado, aprender com quem já praticou muito foi a tônica das sessões de Orientação Diplomática. Coordenados por cinco Embaixadores, esses encontros tinham por objetivo explicar aos jovens diplomatas tudo aquilo que eles queriam saber, mas não tinham um Embaixador para perguntar. Detalhes sobre o Recepção na Embaixada do Qatar em Brasília funcionamento da carreira e generosas doses de petite histoire marcaram as aulas o nome não era esse, mas o que tivemos foram verdadeiras aulas de como ser diplomata. Graças à iniciativa do Embaixador Denis Fontes de Souza Pinto, a Orientação Diplomática foi conduzida pelos seguintes Embaixadores: Gelson Fonseca Junior, José Vicente de Sá Pimentel, Georges Lamazière, Denis Fontes de Souza Pinto e Tovar da Silva Nunes. Segundo o mentor do projeto, os encontros de Orientação Diplomática beneficiaram os jovens diplomatas com ensinamentos de funcionamento da carreira diplomática e auxiliaram os diplomatas graduados a conhecer as novas gerações. Mas falar da nossa turma não é só falar dos eventos, viagens e encontros com Embaixadores. Falar da nossa turma é falar das pessoas que, por dois semestres, também fizeram parte dela. Mesmo sem saber disso (agora eles saberão, caso sobre espaço para enviar a Juca na próxima mala diplomática), os diplomatas estrangeiros que dividiram conosco as aulas e palestras do Rio Branco contribuíram para enriquecer ainda mais a nossa formação. Se tivemos que ensiná-los a jogar futebol e a tomar caipirinha, aprendemos muito sobre a história e a cultura de seus países. Além disso, criamos laços com diplomatas que certamente farão parte de nosso futuro. E arranjamos alguns lugares diferentes para visitar nas próximas férias. Foi mais ou menos assim que, de meros desconhecidos com quase nada em comum, passamos a ser diplomatas, colegas, amigos. As experiências compartilhadas nos aproximaram em muitos sentidos. Conhecemos muitas coisas novas em um ano e meio como diplomatas. Mas, principalmente, conhecemos 25 novos amigos com os quais temos e teremos muito em comum. E chegamos à conclusão de que quem se parece mesmo são os alunos das turmas felizes. Alexandre Souto, Luiz Felipe Pereira e Turma OSCAR NIEMEYER 7

7 perfil perfil , em Guilin, sul da China

8 O construtor de pontes Alexandre Souto, Danilo Vilela Bandeira, Gustavo Machala e Pedro Mendonça Cavalcante Um dia na vida de Antonio de Aguiar Patriota 9

9 perfil São 11h15 da manhã de segunda-feira quando o Chanceler Antonio de Aguiar Patriota saúda a equipe da JUCA em seu gabinete de trabalho no Palácio Itamaraty, em Brasília. Durante a hora que se segue, o Ministro abandonará os temas que diuturnamente o preocupam para esboçar o perfil pessoal de um cosmopolita, cuja vocação para o diálogo intercultural manifestou-se desde muito cedo, na esteira da vida nômade exigida pela carreira do pai - também diplomata. Pouco a pouco, por meio de menções a momentos decisivos em sua vida, a livros, músicas e filmes que forjaram sua sensibilidade artística, a personagens marcantes em sua trajetória e a aspectos da vida cotidiana, emerge a figura de um diplomata de sólida formação humanista, comprometido em absorver os elementos mais positivos que cada cultura tem a lhe oferecer. Nas páginas que seguem, o leitor da JUCA terá a oportunidade de conhecer melhor a formação intelectual, a vida pessoal e o dia a dia de um dos expoentes da tradição pacifista e conciliadora da diplomacia brasileira. Como é um dia normal em sua vida? Na medida em que existem dias normais, o dia começa cedo para mim, porque eu recebo por uma primeira filtragem da imprensa nacional e internacional por volta das 7h. Às vezes peço alguma providência, alguma nota à imprensa ou algum procedimento em relação a algum brasileiro que esteja em situação de emergência. Quando chego ao Itamaraty, às 9h, geralmente tenho uma reunião rápida, que envolve a chefe de gabinete, o assessor de imprensa e o Ministro Haroldo Ribeiro, um assessor polivalente. Aí examinamos a agenda do dia, a imprensa nacional e internacional, os compromissos, enfim, fazemos uma espécie de reunião de gabinete ágil. Procuro me atualizar e programar o imediato. Frequentemente recebo visitantes estrangeiros, colegas de Ministérios, parlamentares e representantes do setor privado e da sociedade civil. Tento também reservar tempo para a leitura, pois há uma quantidade enorme de material para ser lido. Tenho de reservar tempo para despachar com o Secretário- Geral. Também despacho com meus assessores material relacionado a visitas presidenciais ao exterior, a visitas de dignitários estrangeiros ao Brasil e à preparação para conversas com meus interlocutores. Enfim, isso é mais ou menos o que pode haver de rotina, sempre lembrando que há um número muito grande de viagens e que, portanto, a rotina é variada, não há uma grande previsibilidade. Isso sem falar nos compromissos sociais, almoços, jantares... Também tento reservar um pouco de tempo para a saúde física e mental. Procuro fazer exercícios físicos três vezes por semana, sem esquecer a música, o cinema. O senhor tem uma estimativa de quanto tempo passa no Brasil e no exterior? Segundo estatísticas preparadas pela Secretaria de Planejamento Diplomático, passo mais ou menos 40% do tempo no exterior. No Brasil, além de Brasília, incluem-se viagens para outras cidades, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2011, por exemplo, tivemos uma reunião do BASIC, em Inhotim, e da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, em Manaus. Em 2012, passei mais tempo no Brasil do que em 2011, e uma das razões foi a Rio+20. A Conferência exigiu uma permanência maior, sobretudo nos meses que a antecederam, pois o mundo veio ao Brasil, de certa maneira. Embora eu tenha ficado mais tempo no Brasil, o número de chanceleres que visitou o Brasil foi maior do que em 2011: até setembro, recebemos o mesmo número de chanceleres que no ano anterior inteiro. Há alguma razão específica para que tenha havido mais visitas em 2012? Isso vem acontecendo em um crescendo, em função da mudança do perfil internacional do Brasil, do interesse pela interlocução com o Brasil. 10

10 Sad-Eyed Lady of the Lowlands Canção épica, consta do álbum Blonde on Blonde, de 1966, geralmente tido como o ponto máximo da carreira de Dylan. Com 11 minutos e 22 segundos, ocupou o lado quatro inteiro do disco duplo quando do lançamento. A letra estrutura-se na forma de uma série de descrições insólitas de qualidades atribuídas à moça de olhos tristes das terras baixas ( with your mercury mouth/ in the missionary times ), coroadas por perguntas retóricas que, naturalmente, nunca são respondidas. Dez anos mais tarde, na canção Sara, Dylan explicaria a quem Sad-Eyed Lady se destinara: Staying up for days, in the Chelsea Hotel/Writing Sad- Eyed Lady of the Lowlands for you. O mundo é um moinho Provavelmente a mais soturna das canções de Cartola, abre o segundo álbum do sambista, de Especula-se que o fundador da Mangueira tenha escrito O mundo é um moinho como um alerta a sua enteada, que, à época, estaria encaminhando-se para a prostituição. Cazuza e Ney Matogrosso produziram versões célebres da canção, que sentenciava, lúgubre: Ouça-me bem, amor/ Preste atenção, o mundo é um moinho/ Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho/vai reduzir as ilusões a pó. Alguns colegas de nossa turma encontraram o senhor no show do Bob Dylan, aqui em Brasília. Ele tem algum significado especial para o Senhor? É verdade. Eu estava lá no show. Música em geral tem um significado especial para mim. Meu interesse vem desde muito jovem, tendo estudado piano clássico desde os 6, 7 anos. Gosto de todos os tipos de música: desde música clássica ocidental, passando por música indiana, que ouço com frequência, até música popular, samba, MPB, jazz, rock. Ouço também música africana, música cubana, latina em geral. Há uma riqueza enorme. Quanto ao Bob Dylan, trata-se de um grande compositor. Foi a poesia da minha juventude, junto com Chico Buarque, Caetano, Gil, John Lennon. Também gosto muito de Cartola. Gosto de tocá-lo ao piano. Acho uma combinação especialmente feliz de melodia e letra. O senhor poderia mencionar alguma música do Bob Dylan e do Cartola em particular? Do Dylan há várias, em suas diferentes encarnações: a veia mais lírica, a veia mais política. Talvez uma das obras-primas do Dylan seja Sad-Eyed Lady of the Lowlands. Das músicas com conteúdo político, Masters of War. Do Cartola, O mundo é um moinho, As rosas não falam. O senhor ganha muita música de presente das chancelarias? O Ministro do Comércio indiano, Anand Sharma, me deu recentemente quatro CDs excelentes de música indiana, desde cítara até flauta. A vida pessoal é uma das partes difíceis da vida diplomática, como foi isso para o senhor, que é filho de diplomata? Como foi sua decisão de entrar para a carreira? A vida diplomática oferece uma oportunidade interessante de viajar e conhecer pesso- 11

11 perfil as. No meu caso, fiz muitos amigos. Valorizo as amizades antigas e recentes. A escolha de uma carreira tem de ser uma decisão muito pessoal. Por mais que existam experiências positivas na sua família, você tem de se encontrar com sua própria vocação. Acho que foi um bom caminho para mim, pois a carreira diplomática me trouxe realização profissional e pessoal. A relação com minha mulher e meus filhos é muito importante. Converso muito com meus filhos para entender a nova geração. Entender a geração que me antecedeu é mais fácil; comunicar-me com minha própria geração não exige esforço; já entender os mais jovens exige um movimento da minha parte, exige um movimento do adulto. No meu caso, faço isso com prazer, é uma interação enriquecedora, que me ajuda a ficar atento a certos fenômenos que não saberia interpretar de outra forma. Claro que o círculo se completa quando sentimos que os mais jovens nos ouvem e apreciam a interação. Como é o relacionamento com sua esposa? Acredito que a realização profissional de marido e mulher é chave para um casamento feliz. Na fase atual de vida em que nos encontramos, em que os filhos já cresceram e em que há facilidade de comunicação e de mobilidade, morar em cidades diferentes é cada vez mais frequente. No caso de funcionários da ONU, por exemplo, isso é muito comum. Há dificuldades, momentos de angústia. Tania estava no Haiti durante o terremoto, em 2010, por exemplo, e, até conseguir falar com ela, você pode imaginar como fiquei. Hoje, ela chefia, em Bogotá, o escritório do Fundo de População das Nações Unidas. O respeito e a amizade, além do amor, obviamente, ajudam a manter a união na distância. No nosso caso, os reencontros são bastante frequentes. Acabamos de festejar, em Istambul, 33 anos de casados. Imagino que o senhor tenha tido uma vida diplomática muito antes de ser diplomata. Nós tivemos dificuldades de encontrar os lugares em que o senhor morou durante a sua infância e sua adolescência. O senhor poderia mencionar alguns? Nasci no Rio de Janeiro e, com dois anos, fui para Genebra, onde frequentei o jardim de infância, aprendi a falar francês. Com cinco anos, meu pai foi para o Consulado em São Francisco, Califórnia, onde fui alfabetizado. Morei também em El Salvador, onde estudei na Escola Americana, mas metade do dia estudava em espanhol. Falei inglês, francês e espanhol desde criança. Depois, passei um período relativamente longo no Rio de Janeiro ( ). Na adolescência, morei em Nova Iorque, estudei em uma escola pública americana e também na escola das Nações Unidas. Foi lá que despertei para a vida internacional. Cada professor era de uma nacionalidade. Depois voltei a morar em Genebra e acabei fazendo universidade lá, antes de prestar o concurso para o Instituto Rio Branco. Foi difícil passar no concurso? Bom, o concurso é difícil para todo mundo. Decidi dedicar um ano de preparação e passei na primeira tentativa. Para mim, foi um período feliz e espero que seja para a turma de vocês também. O Rio Branco foi um período em que descobri um outro Brasil. Como eu só tinha morado no Rio, foi no Rio Branco que conheci colegas de várias procedências, embora o Itamaraty daquela época refletisse menos a diversidade brasileira do que hoje em dia. Essa turma mantém contato? Costumávamos ter encontros anuais, mas depois as agendas foram ficando mais dificilmente conciliáveis. 12

12 Ministro Antonio de Aguiar Patriota com familiares (sua esposa, Tania, acima à esquerda, seus dois filhos, Miguel e Thomas, acima à direita, sua mãe no centro à esquerda e seus pais no centro à direita) e com a Presidenta Dilma Rousseff em visita à Nigéria e durante formatura dos alunos da Turma do Instituto Rio Branco 13

13 perfil O senhor poderia mencionar algum colega? Claro. Entre os subsecretários, há o Embaixador Paulo Cordeiro. Até pouco tempo atrás, o Embaixador Gradilone, que foi para a Nova Zelândia. No exterior, há a Lígia Scherer, Embaixadora em Moçambique. Começamos a trabalhar na mesma divisão, sentados um do lado do outro. A Ana Cabral, que é Embaixadora em Angola, conheço há mais tempo, pois estudei para o concurso com ela e com outro colega que está agora na Tunísia, Luiz Eduardo Maya Ferreira. Talvez o mais simples seja citar todos: Carlos Alberto Ribeiro Reis, Carlos Roberto Bevilaqua Penna, Carmelito de Melo, Henrique Luiz Jenné, Henrique Sardinha, Hermano Telles Ribeiro, João Inácio Oswald Padilha, Marcos Vinicius Pinta Gama, Mariane Bravo Leite, Paulo César de Camargo e Silvana Peixoto Dunley. Lembro que colegas muito queridos já faleceram. E esse interesse especial do senhor pela China? De onde vem? Qual foi o contexto? Pois é, o meu interesse pela China tem uma origem bem específica. Aos dezoito anos, li um livro chamado Estrela Vermelha sobre a China, de um jornalista americano que acompanhou toda a Longa Marcha de Mao Zedong e foi enterrado com honras de herói em Pequim: Edgar Snow. Li o livro com um enorme mapa da China na minha frente e fui descobrindo que já se aprende um pouquinho de chinês com a geografia. Esse mapa era de um Atlas da National Geographic que meus pais me deram por essa época, ao descobrirem que eu adorava mapas. Para dar um exemplo de como é possível aprender chinês com a geografia: Beijing é capital do norte; Nanjing, do sul. Bei é norte; Nan, sul. Xian, onde está o Exército de Terracota, quer dizer a paz do ocidente. An é paz; Xi, ocidente. Tóquio para os chineses é Dongjing, que quer dizer capital do oriente. Red Star Over China Primeiro relato sobre Mao Zedong e a Grande Marcha a alcançar o Ocidente, já em 1937, Red Star Over China é uma longa reportagem escrita pelo jornalista norte-americano Edgar Snow, que acompanhou pessoalmente o avanço do Exército Vermelho ao longo da década de 1930 e, entrementes, realizou entrevistas pioneiras com o líder da Revolução. Em uma época na qual o desconhecimento sobre a China era absoluto, Snow contribuiu para produzir uma imagem positiva dos guerrilheiros maoistas, daí em diante vistos como integrantes de um movimento progressista, combatente do fascismo. Anos mais tarde, o próprio Mao, ao analisar o impacto que a obra tivera sobre a opinião pública ocidental, afirmaria: Seu mérito é comparável ao do [imperador] Yu ao controlar as enchentes. Esse interesse do senhor vem de antes de a China ficar na moda... Não sei quando a China ficou na moda. Mas a China sempre foi um país de grande relevância internacional, em função de seu território, população, história, cultura. A experiência da leitura desse livro trouxe para mim, em primeiro lugar, a dimensão da transformação histórica de grande impacto que foi a Revolução Chinesa, a Longa Marcha como um símbolo desse momento. Mas trouxe também um sentimento de proximidade, que facilitou minha adaptação quando lá morei entre 1987 e Na verdade, quando há interesse é possível sentir-se próximo de qualquer cultura. O senhor já tinha estudado mandarim antes desse período? Comecei a estudar um pouco em Genebra. Em Pequim, tinha aula duas vezes por semana. 14

14 Como eu tinha filhos pequenos e a babá deles só falava chinês, isso nos obrigava a aprender em casa, no dia a dia também. Até hoje me lembro muito bem como se fala tomar banho e ir para o quarto dormir. Há palavras que os meus filhos até hoje usam em chinês, como xigua, que é melancia. O senhor tem aulas particulares de chinês? Costumava ter, mas o professor Wang deixou o Brasil e o tempo ficou curto. Ele não só me deu aula de mandarim, como me ajudou com a terminologia diplomática. Meu vocabulário é mais de uso doméstico. Para além disso, o Wang representou também uma janela aberta para as novas gerações de chineses, que viajam e usam a internet. O senhor utiliza o chinês quando vai à China? Isso abre um pouco mais as portas? Acho que sim. Sou partidário de se fazer sempre um esforço para aprender as línguas locais. Das seis línguas oficiais das Nações Unidas, podemos dizer que o diplomata brasileiro costuma conhecer bem o inglês, o francês e o espanhol. Mas não há muitos que falam árabe, russo ou mandarim. Estamos fazendo um esforço concentrado para aumentar nossa capacidade. Mas, independentemente do número de pessoas que falam a língua, aprender a língua local é uma manifestação de interesse e de respeito. A população local sempre aprecia. Quer ver um dado interessante? Quando eu era jovem diplomata, não eram muitos os Embaixadores estrangeiros que falavam português em Brasília. Hoje em dia, é raro o Embaixador estrangeiro em Brasília que não fale português. Mas houve, sim, uma situação curiosa, em que pude usar o mandarim em uma visita à China. Estava com o Ministro Celso Amorim em Pequim, em um carro, e o ar condicionado estava muito frio. O motorista só falava chinês. E eu consegui dizer o ar condicionado está muito frio (leng feng ji tai leng). E o motorista aumentou a temperatura. Foi divertido ver o ar de surpresa do meu ex-chefe! Nós falamos de música, mas pulamos cinema e livros, que talvez sejam pontos de interesse do senhor... Nosso trabalho exige muita leitura, produção de textos e oratória. Ler é útil profissionalmente e indispensável para o desenvolvimento intelectual do indivíduo. Sempre gostei muito de ler. Ultimamente, o tempo que posso reservar para literaturas extracurriculares é limitado. Recentemente, tenho lido bastante o autor franco-libanês Amin Maalouf. Além de seu livro sobre política externa, O mundo em desajuste, há o romance Samarkand, sobre a vida do poeta persa Omar Kayyám. Retrata o ambiente cultural de um mundo interligado, desde o Irã até o Uzbequistão, passando pelo Afeganistão, pelo norte da Índia e pelo Paquistão, durante o Séc. XII. É fascinante, além da excelente qualidade literária. O Mundo em Desajuste Obra de 2009 do escritor franco-libanês Amin Maalouf, membro da Academia Francesa de Letras desde 2011, argumenta que as crises econômica, ambiental e política que fustigam o planeta têm por origem um desarranjo mais profundo, relativo ao esgotamento do sistema de valores sobre o qual o ocidente e o mundo árabe-muçulmano se sustenta. Particularmente interessado na situação do mundo árabe, Maalouf elabora sobre a importância da compreensão mútua e do diálogo entre as diferentes culturas. Para uma resenha completa da obra, ver página

15 perfil Ministro Antonio de Aguiar Patriota com os Chanceleres de Colômbia, Peru, Uruguai, Argentina, Venezuela, Guiana, União Europeia, Estados Unidos, Angola e representantes do BASIC 16

16 O senhor poderia falar sobre alguma leitura que marcou a sua adolescência ou juventude? Cem anos de solidão é um clássico que marcou muito a minha geração. A literatura latino-americana é muito rica. Algum brasileiro em particular? Desde criança, li muito Monteiro Lobato. Gosto dos escritores nordestinos: João Cabral de Melo Neto, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Jorge Amado. E o cinema? Às vezes, sinto falta de oportunidades para ver filmes de diferentes nacionalidades. Acho que vocês terão ouvido falar do filme iraniano Separação, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Achei fascinante. Tento assistir filmes fora do circuito habitual. No fundo, ir ao cinema é mais fácil quando eu estou em Brasília. Outro filme que vi recentemente chama-se Melancolia, de Lars Von Trier. Achei impactante. Quanto aos brasileiros, há filmes excelentes. Central do Brasil, de Walter Salles. Cidade de Deus, de Fernando Meirelles. Melancolia Obra mais recente do excêntrico cineasta dinamarquês Lars Von Trier, propõe uma fusão extrema entre o estado de espírito de seus personagens e o mundo exterior. Na noite de seu casamento, a depressiva Justine esforça-se para parecer satisfeita e não arruinar a suntuosa festa organizada por sua irmã, a bem-resolvida Claire. À medida que um gigantesco planeta azul batizado de Melancolia avizinha-se da Terra, entretanto, os papéis invertem-se, e a iminência do desastre torna tênue a fronteira entre sanidade e loucura. Central do Brasil Filme de Walter Salles, com roteiro de Marcos Bernstein e João Emanuel Carneiro. Retrata a história da professora aposentada, Dora, interpretada por Fernanda Montenegro, e Josué, interpretado por Vinícius de Oliveira, um garoto que fica órfão de mãe aos oito anos e que sonha em conhecer o pai. Dora ganhava a vida escrevendo cartas para pessoas analfabetas na estação Central do Brasil, Rio de Janeiro, onde conhece Josué e de onde partirá em uma aventura pelo sertão da Bahia e de Pernambuco para realizar o sonho do novo amigo. O filme retrata ainda a realidade brasileira dos subúrbios de uma cidade grande no final do Séc. XX, bem como a situação da diáspora nordestina pelo Brasil e o problema da desigualdade social. A separação Filme iraniano vencedor do Oscar e do Globo de Ouro em 2012, retrata as tensões conjugais e sociais derivadas de um divórcio litigioso em uma sociedade na qual a tradição continua a ocupar papel central. Rompendo o estereótipo atribuído aos filmes iranianos - que tradicionalmente são venerados pela crítica especializada, mas tidos como chatos pelo espectador comum - A Separação obteve expressivos resultados de bilheteria ao redor do mundo. 17

17 perfil Um conto chinês Filme argentino dirigido por Sebastián Borenzstei e estrelado pelo onipresente Ricardo Darín, relata a história do encontro, em Buenos Aires, entre Roberto, um veterano da Guerra das Malvinas, e Jun, um chinês que está na cidade à procura de seu único familiar vivo. A relação entre os dois homens fará que Roberto abandone a clausura em que se tem mantido pelos últimos vinte anos e volte à vida. Todos se internacionalizando agora. Muitos se internacionalizando. E quem sabe uma menção especial ao cinema argentino, que produziu grandes obras. Un cuento Chino, por exemplo, não sei se vocês viram, um filme de que a Presidenta Dilma Rousseff gostou muito. O senhor mantém contato sobre temas profissionais com seu pai, que também foi diplomata? Os meus pais são, antes de mais nada, duas pessoas vitoriosas pelo vigor que têm, dada a idade muito avançada. Meu pai tem 96 anos; minha mãe tem 89. Meus conselheiros são o Secretário-Geral, os Subsecretários, os meus assessores, os Embaixadores no exterior, que estão acompanhando a agenda diária. A relação com meus pais é de natureza afetiva. Temas internacionais podem surgir a partir de uma conversa descompromissada e livre. Há alguma figura de diplomata que inspirou o senhor? Olha, há duas figuras especiais, eu diria. Uma delas é o Ministro Celso Amorim, com quem trabalhei muitos anos, desde Conselheiro, na Missão junto às Nações Unidas em 1995, onde foi o Representante Permanente. Trabalhei estreitamente com ele em vários temas, inclusive em um projeto que marcou muito a todos de que dele participaram, os chamados painéis sobre o Iraque no Conselho de Segurança, em Dois outros colegas também participaram daquele trabalho, a Ministra Gisela Padovan e o Ministro Leonardo Gorgulho. Ela está em Washington, e ele hoje de volta à missão junto à ONU. Ficamos alguns meses, praticamente o dia inteiro, incluindo sábado e domingo, dedicados a trabalhar e re- Painéis do Iraque Série de painéis estabelecidos pelo Conselho de Segurança em 1999, sob a presidência rotativa do Brasil e a coordenação do então representante permanente Embaixador Celso Amorim. No contexto do acirramento das tensões entre o Iraque de Saddam Hussein e os Estados Unidos, a meta dos painéis era avaliar, de forma objetiva, a situação humanitária, a evolução do processo de desarmamento e as condições dos prisioneiros em território iraquiano. Após dois meses de debates, o painel sobre desarmamento concluiu que a maior parte do trabalho das inspeções fora realizada e que seria possível passar para a fase de monitoramento contínuo. Embora exitosos em seus propósitos, os painéis não foram capazes de evitar a escala beligerante que se seguiu à eleição de George W. Bush e ao 11 de setembro com consequências conhecidas. 18

18 digir os relatórios. Normalmente o Secretariado é que faz esse trabalho. Tive muito contato com o Sérgio Vieira de Melo, que na época era o Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Humanitários. Foi uma experiência profissional realmente interessante. Mas antes dele, um chefe que marcou muito a todos que trabalharam com ele foi o Paulo Nogueira Batista. Foi meu chefe na delegação permanente em Genebra, de 1983 a O Paulo Nogueira Batista teve seu perfil feito na Juca 4. Eles conversaram com a viúva dele... Elmira Nogueira Batista, uma grande senhora. Olha, se perguntar aos Embaixadores Antonio Simões, Paulo Cordeiro, Hadil Rocha Vianna (todos trabalhávamos com ele nessa época), verá que nos marcou muito aquela experiência. Às vezes ficávamos exaustos, mas era um trabalho gratificante e aprendemos muito. Sobretudo aprendemos. Por exemplo, conforme conversei outro dia com um colega que estava escrevendo uma tese sobre o bom negociador diplomático, o Embaixador Paulo Nogueira Batista não ia para uma reunião no GATT ou na ONU sem ter lido os documentos antes. Ele não era daquele tipo que diz: Resume aí o que tem nesse papel. Ele estudava, era aplicado. Estabeleceu um padrão profissional elevado, que me influenciou muito. Agora, tive outros chefes, de quem fiquei amigo a vida inteira, o Embaixador Henrique Valle, que foi meu primeiro chefe na Divisão das Nações Unidas; a Embaixadora Vera Pedrosa, que foi minha chefe quando trabalhei na assessoria internacional no Planalto, na época do Presidente Itamar Franco. O senhor foi o primeiro de sua turma no Rio Branco. Até que ponto isso influiu em sua carreira? A classificação do Rio Branco é baseada em critérios objetivos, e, obviamente, ninguém será prejudicado por estar entre os primeiros Paulo Nogueira Batista Embaixador que formou uma geração de diplomatas, notabilizou-se pela tenacidade incomum que dedicava aos temas de que se ocupava e pelo comprometimento que exigia, com alguma severidade, de seus subordinados. Entre outras proezas, negociou o acordo nuclear com a Alemanha, na década de 1970, performance que lhe granjeou o cargo de diretor da Nuclebras, nomeado pelo então Presidente Ernesto Geisel. Mais tarde, foi representante permanente em Genebra, à época das negociações que culminaram na criação da OMC. Sua posição era, por vezes, tão assertiva que a imprensa internacional elegeu-o o maior inimigo da Rodada Uruguai. Morreu em 1994, aos 64 anos. Para um perfil completo de Paulo Nogueira Batista, ver JUCA 4, disponível no sítio do MRE. colocados. Mas a avaliação do Instituto Rio Branco baseia-se sobretudo no desempenho acadêmico do diplomata, e a diplomacia é uma carreira que envolve a personalidade em seu conjunto: a capacidade de iniciativa, a atitude, a capacidade de relacionamento, de lidar com situações de tensão e imprevistos, de usar a criatividade para conseguir resolver problemas. Essas outras capacidades não são tão facilmente aferíveis por uma nota no Instituto Rio Branco. E o que quero dizer com isso é que os diplomatas que passam no concurso, que é muito exigente, terão sempre oportunidades de se sobressair. Dou muito valor, sem dúvida, ao desempenho acadêmico, mas também dou valor à atitude, à imaginação, à disposição de enfrentar desafios. 19

19 resenha resenha O Mundo em Desajuste, de Amin Maalouf Jaçanã Ribeiro É preciso dar-se conta da especificidade de nosso tempo: estamos diante de uma grande oportunidade de reajustar o mundo como condição de nossa sobrevivência 20

20 F. de la Mure / MAEE Amin Maalouf ocupa hoje, na Academia Francesa, a cadeira antes ocupada por Lévi- Strauss. Nascido no Líbano, esse escritor francófono passeia com maestria entre a literatura, o jornalismo e o ensaio político. Ao menos é assim que considero O Mundo em Desajuste: um ensaio político lúcido que instiga à ação, um livro forte cuja mensagem adquire a qualidade de exemplo prático com sua escrita e publicação. Já em suas palavras iniciais, o Maalouf romancista evoca duas belas metáforas para fazer o diagnóstico de nossa condição atual. De acordo com a primeira, entramos no século sem bússola, e nossos companheiros de viagem devem se dar conta de que o navio está à deriva e o tempo não é nosso aliado ele é, antes, nosso juiz. Para Maalouf, chegamos ao limiar de nossa incompetência moral, o que é notório, dada a multiplicação de desajustes (econômico, financeiro, ambiental, moral) que nos desafiam. Assim, um pouco analogamente àquele antigo filósofo que saía com uma vela acesa em pleno dia, Maalouf pretende nos servir de guia, munido de uma lâmpada, através de um jardim destruído por uma tempestade eis a segunda metáfora, no momento exato em que uma tempestade ainda mais destruidora, mais violenta, se anuncia. Nem só jornalista, nem só romancis- ta, nem tão somente jardineiro, paisagista ou filósofo, mas sim tudo isso mesclado em uma prosa límpida e cativante, Maalouf inicia seu livro com um questionamento: como reagir à regressão que nos ameaça? O livro está dividido em três partes. A parte inicial, As vitórias enganadoras, apresenta o final da Guerra Fria como um acontecimento enganador. Segundo a visão do autor, a vitória estratégica do ocidente acelerou seu declínio, conjurado pelo fim do debate político, substituído pela explosão das divisões identitárias. Essa é uma das ideias mais fortes do ensaio. A saída da Guerra Fria representou menos universalismo, menos racionalidade, menos laicidade, menos debate. Houve uma deriva do ideológico ao identitário que continua a bloquear uma conscientização política mais abrangente em nível mundial. Uma das consequências mais graves dessa deriva talvez seja a existência de duas interpretações da história, ambas internamente justificadas, porém incomunicáveis, que dividem, de um lado, aqueles que denunciam a barbárie do mundo muçulmano, impermeável à democracia, e, de outro, aqueles que denunciam o cinismo do ocidente, do qual a instalação premeditada do comunitarismo no Iraque, realizada por meio de ocupação errática e desastrosa, seria o exemplo mais eloquente. Para Maalouf, trata-se do retrato de duas civilizações moralmente falidas: uns não tem nenhuma moral, outros a perdem a cada dia. A segunda parte do livro, As legitimidades perdidas, apresenta um longo desenvolvimento sobre o processo de perda de legitimidade que afeta os países árabes. A figura central desse desenvolvimento é, sem dúvida, Abdel Gamal Nasser. Maalouf retraça toda a trajetória desse líder que conquistou ao que chama de legitimidade patriótica, inicialmente no Egito e, mais tarde, na grande maioria dos países árabes. Nasser será o mo- 21

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