Sentimento do mundo. Carlos Drummond de Andrade. Resumo de Obras Literárias

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Sentimento do mundo. Carlos Drummond de Andrade. Resumo de Obras Literárias"

Transcrição

1 Sentimento do mundo Carlos Drummond de Andrade Resumo de Obras Literárias

2 Sentimento do mundo [1940] Carlos Drummond de Andrade 1. Apresentação: Drummond encontra o mundo O sentimento do mundo é também uma tomada de consciência do universo histórico concreto. Sem ser absolutamente um texto de depoimento, este livro o primeiro que o poeta escreveu no contexto social mais vasto e mais complexo do Rio, leva a marca da consciência literária do final dos anos 30, sensibilizada pelas tensões e conflitos do período pré-guerra. Diante do aguçamento geral das contradições sociais, a crítica drummondiana das alienações burguesas passa por uma crispação radicalizante. (José Guilherme Merquior. Verso Universo em Drummond) Sentimento do mundo, terceiro livro de Carlos Drummond de Andrade, apresenta 28 poemas escritos, em sua maioria, durante a segunda metade da década de 1930, reunidos e publicados em Foi o primeiro livro escrito e publicado por Drummond no Rio de Janeiro, para onde se mudara em 1934, para trabalhar como chefe de gabinete do então ministro da Educação, seu amigo Gustavo Capanema. O crítico John Gledson chamou a atenção para o quanto os poemas do livro são dependentes de uma paisagem concreta a carioca. Trata-se de uma obra de transição: da poesia ainda presa a modelos do modernismo inicial, que dominou a primeira fase da obra drummondiana, para a poesia comprometida com questões históricas e sociais, com tendência a reflexões existenciais de cunho mais universal que meramente pessoal, características da segunda fase, da idade madura do poeta. Em linhas mais detalhadas: dos retratos humorísticos do cotidiano da vida burguesa para a reflexão crítica ou sentimental sobre os problemas do mundo; do humor tendente à piada típico da primeira geração para o humor tendente à provocação e até ao grotesco; dos retratos das paisagens geográficas e culturais mineiras para a paisagem urbana e praiana do Rio de Janeiro e uma visão ampla dos problemas e angústias do mundo em crise; da linguagem coloquial e do tom descompromissado para uma linguagem mais séria, frequentemente elevada, de tom reflexivo, às vezes dramático; dos poemas de formas breves e versos mais livres para outros em que é perceptível um maior domínio e variedade das formas de versificação, chegando a adotar modelos incomuns como o poema em prosa ou clássicos como a ode e a elegia. 2

3 Enfim, um livro em que ocorre a passagem da poesia centrada no eu para uma poesia que se abre para o mundo; um mundo, como veremos, dominado por uma realidade não muito animadora, a exigir o engajamento do poeta. 2. Negação do individualismo, busca da solidariedade Contexto histórico: cada vez mais dentro da noite O sentimento do mundo é também um sentimento de culpa, de onde uma certa tendência à autocrítica (...). (José Guilherme Merquior. Verso Universo em Drummond) A década de 1930 inicia-se sob o signo da Grande Depressão causada pela quebra da bolsa de Nova York em A recuperação americana virá com a política do New Deal implantada por Franklin Delano Roosevelt. Apesar dos problemas, o american way of life começa a se disseminar pelo mundo, levado pelos produtos da indústria cinematográfica hollywoodiana e pela música popular americana divulgada pelo rádio. Na Europa, as feridas não cicatrizadas da Primeira Guerra Mundial e as dificuldades econômicas do continente levam a uma radicalização política sem precedentes, com a ascensão e/ou consolidação de regimes totalitários de extrema esquerda ou extrema direita: o comunismo de Stalin na URSS, o nazismo de Hitler na Alemanha e diversos regimes de tintas fortes fascistas: Mussolini na Itália, Franco na Espanha, Salazar em Portugal. A Guerra Civil Espanhola ( ) torna-se um sangrento palco de ensaios para os horrores da Segunda Guerra Mundial, que parecia cada vez mais inevitável. Neste conflito, muitos intelectuais e artistas do mundo todo se engajam ferrenhamente, muitas vezes dispondo-se a lutar nas fileiras republicanas contra o avanço dos radicais conservadores adeptos de Francisco Franco, que afinal revelaram-se vitoriosos. No Brasil, a Revolução de 30 leva ao poder Getúlio Vargas, representante das oligarquias rurais do Rio Grande do Sul. A Revolução Constitucionalista de 1932, liderada por São Paulo, apesar de derrotada, força 3

4 a convocação de uma Assembleia Constituinte, instaurada em 1933 e que promulga uma nova Constituição em Mas o regime varguista, de nítida inspiração fascista, ao mesmo tempo em que se esforçava para promover uma modernização econômica do país, inclusive assegurando direitos básicos para os trabalhadores (o que valeu ao líder o epíteto de Pai dos Pobres ) e fazendo avançar a industrialização, radicaliza no campo político, avançando sobre as liberdades individuais, perseguindo opositores, muitos deles artistas e intelectuais simpatizantes de ideias socialistas. Em 1937, o governo Vargas endurece, promulga o Estado Novo e instaura uma ditadura no país, que só terminaria com sua deposição, em Carlos Drummond de Andrade, vivendo no Rio de Janeiro desde XXX, acompanha da capital do país os fatos que transtornam o país e o mundo. O jovem mineiro tímido, um tanto orgulhoso e irônico, aos poucos sente necessidade de abandonar a poesia ensimesmada, em que expressava seu sentimento de desconforto egoísta com a vida, para expressar em versos uma nova postura, um novo sentimento do mundo. Sentimento do mundo Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo, mas estou cheio de escravos, minhas lembranças escorrem e o corpo transige na confluência do amor. Quando me levantar, o céu estará morto e saqueado, eu mesmo estarei morto, morto meu desejo, morto o pântano sem acordes. Os camaradas não disseram que havia uma guerra e era necessário trazer fogo e alimento. Sinto-me disperso, anterior a fronteiras, humildemente vos peço que me perdoeis. 4

5 Quando os corpos passarem, eu ficarei sozinho desafiando a recordação do sineiro, da viúva e do microscopista que habitavam a barraca e não foram encontrados ao amanhecer esse amanhecer mais noite que a noite. Neste poema, que abre e intitula o livro, percebe-se uma constante de vários poemas da obra: uma autocrítica do poeta sobre sua poesia anteriormente publicada e uma declaração de compromisso com a realidade crua que o rodeia. Na primeira estrofe, o poeta confessa certa impotência perante essa realidade (tenho apenas duas mãos / e o sentimento do mundo). Os escravos talvez sejam os pecados cotidianos, os atos desonestos, as pequenas e grandes mentiras e falsidades às quais cedemos na nossa vida; as lembranças que escorrem, a incapacidade de livrar-se de um passado seguro e/ou alienante; o corpo cede (transige), então, no momento em que lhe é ofertado o prazer do amor. Quando se livrar (segunda estrofe) dos escravos, lembranças e desejos que o dominam e prostram, talvez seja tarde demais, a vida terá passado (eu mesmo estarei morto) e o mundo será terra arrasada (o pântano sem acordes). Mas na terceira estrofe o poeta, enfim, desperta (Os camaradas não disseram / que havia uma guerra / e era necessário / trazer fogo e alimento) e o sentimento do mundo revela-se, também, sentimento de culpa : humildemente vos peço / que me perdoeis. Na quarta estrofe, assume-se a missão de, mesmo na solidão (eu ficarei sozinho), guardar a memória (desafiando a recordação) dos que desapareceram na guerra citada anteriormente: do sineiro, da viúva e do microscopista / que habitavam a barraca / e não foram encontrados / ao amanhecer. O final do poema é desalentador: o amanhecer, que a princípio poderia trazer a esperança (a luz que iluminaria a amedrontadora escuridão), anuncia-se apenas como negro porvir: esse amanhecer / mais noite que a noite. (Mais adiante, analisaremos como as metáforas da noite e do amanhecer são usadas repetidamente ao longo dos poemas do livro, sendo que a segunda, às vezes, assume conotações positivas, outras vezes, negativas.) 5

6 A negação do individualismo, o sentimento de arrependimento pela postura alienada e burguesa do passado (que causa no poeta um mal estar moral como bem definiu José Guilherme Merquior), o desejo de solidarizar-se com os homens e de fazer parte da luta contra as forças da opressão aparecem em muitos dos mais conhecidos poemas do livro. Privilégio do mar Neste terraço mediocremente confortável, bebemos cerveja e olhamos o mar. Sabemos que nada nos acontecerá. O edifício é sólido e o mundo também. Sabemos que cada edifício abriga mil corpos Labutando em mil compartimentos iguais. Às vezes, alguns se inserem fatigados no elevador e vem cá em cima respirar a brisa do oceano, que é privilégio dos edifícios. O mundo é mesmo de cimento armado. Certamente, se houvesse um cruzador louco, fundeado na baía em frente da cidade, a vida seria incerta... improvável... mas nas águas tranquilas só há marinheiros fiéis. Como a esquadra é cordial! Podemos beber honradamente nossa cerveja. Em Privilégio do mar, Drummond retrata e, implicitamente, critica a ilusão de segurança da vida tranquila e alienada da burguesia. No terraço mediocremente confortável do edifício sólido, alguns homens fatigados (entre os quais se inclui o eu lírico) desfrutam da cerveja, do privilégio do mar e sua brisa e da segurança ( sabemos que nada nos acontecerá). Sente-se o mundo como algo seguro, sólido e cheio de certezas: O edifício é sólido e o mundo também, O mundo é mesmo de cimento armado. Daí que os privilegiados podem beber honradamente sua cerveja, tendo seu mar e sua brisa protegidos pela esquadra cordial e seus marinheiros fiéis. Mas essa insistência na solidez do mundo parece apenas disfarçar um sentimento de apreensão pelo perigo cuja possibilidade se enuncia na penúltima estrofe: se houvesse um cruzador louco / fundeado na baía. A distância entre o real e o improvável, a contradição da vida alienada e em segurança em um mundo cujo mar está verdadeiramente coalhado de cruzadores loucos, revela-se no contraditório jogo de palavras: Certamente, [...] a vida seria incerta. 6

7 Recusando a alienação, o poeta reconhece o quanto se sente pequeno em face dos acontecimentos do mundo e busca engajar-se na luta e a união com seus companheiros. Mundo grande Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo, por isso me grito, por isso frequento os jornais, me exponho [cruamente nas livrarias: preciso de todos. Sim, meu coração é muito pequeno. Só agora vejo que nele não cabem os homens. Os homens estão cá fora, estão na rua. A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava. Mas também a rua não cabe todos os homens. A rua é menor que o mundo. O mundo é grande. Tu sabes como é grande o mundo. Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão. Viste as diferentes cores dos homens, as diferentes dores dos homens, sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso num só peito de homem... sem que ele estale. Fecha os olhos e esquece. Escuta a água nos vidros, tão calma, não anuncia nada. Entretanto escorre nas mãos, tão calma! Vai inundando tudo... Renascerão as cidades submersas? Os homens submersos voltarão? Meu coração não sabe. Estúpido, ridículo e frágil é meu coração. Só agora descubro 7

8 como é triste ignorar certas coisas. (Na solidão de indivíduo desaprendi a linguagem com que homens se comunicam.) Outrora escutei os anjos, as sonatas, os poemas, as confissões patéticas. Nunca escutei voz de gente. Em verdade sou muito pobre. Outrora viajei países imaginários, fáceis de habitar, ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio. Meus amigos foram às ilhas. Ilhas perdem o homem. Entretanto alguns se salvaram e trouxeram a notícia de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias, entre o fogo e o amor. Então, meu coração também pode crescer. Entre o amor e o fogo, entre a vida e o fogo, meu coração cresce dez metros e explode. Ó vida futura! Nós te criaremos. Neste poema encontram-se os versos Não, meu coração não é maior que o mundo / É muito menor que ecoam e rejeitam a afirmação da penúltima estrofe do Poema de sete faces, talvez o mais importante da primeira obra de Drummond, Alguma poesia (1930): Mundo mundo vasto mundo / se eu me chamasse Raimundo / seria uma rima, não seria uma solução. / Mundo mundo vasto mundo, / mais vasto é meu coração. Ao se ver tão pequeno diante da enormidade de uma realidade difícil de suportar ( sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso / num só peito de homem... sem que ele estale ), o poeta decide abandonar o isolamento egocêntrico do passado, sai de si para a rua e da rua para o mundo. Sua nova poesia abre-se à expressão e comunhão com os outros homens: por isso me dispo / por isso me grito, / por isso frequento os jornais e me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos. Há uma vigorosa autocrítica no poema: o coração maior que o mundo do passado agora é definido como estúpido, ridículo e frágil. O desaprendizado da linguagem com que homens se comunicam, consequência da alienação ( Outrora escutei os anjos, / as sonatas, os poemas, as confissões patéticas. / Nunca escutei voz de gente ; Outrora 8

9 viajei / países imaginários, fáceis de habitar, / ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio ) leva à confissão de um sentimento de pobreza quanto a sua produção poética anterior ( Só agora descubro / como é triste ignorar certas coisas ; Nunca escutei voz de gente. / Em verdade sou muito pobre ). Mas a mensagem final é de esperança e renovação. Se alguns amigos foram às ilhas e se perderam ( ilhas aqui são uma metáfora para o isolamento, a alienação, a fuga da realidade), alguns se salvaram e / trouxeram a notícia de um mundo que cresce cada vez mais entre o fogo e o amor. Em sintonia com esse mundo, o coração do poeta também pode crescer / Entre o amor e o fogo, / entre a vida e o fogo e explodir, estilhaçando-se e penetrando na realidade para ajudar a criar um novo mundo: - Ó vida futura Nós te criaremos. Mas como criar essa vida futura? A solidariedade entre os homens é a saída proposta pelo poeta, como podemos ver em outro poema antológico, a seguir: Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade. O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. Não serei o cantor de uma mulher, de uma história, não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela, não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida, não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente. O poeta recusa prender-se ao mundo do passado ( caduco ) ou do futuro; seu compromisso é com a vida e os companheiros. Novamente a realidade é descrita como enorme, o presente como grande, para o homem, bicho da terra tão pequeno (como o define Camões em Os Lusíadas), como resistir? A saída é a solidariedade: Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas Na segunda estrofe, vemos novamente a recusa da alienação romântica ( não serei o cantor de uma mulher (...) / não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela, / não distribuirei entorpecentes ou 9

10 cartas de suicida e/ou simbolista ( não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins ). Repete-se aqui, inclusive, a imagem das ilhas como símbolos de alienação. Por fim, na última estrofe, o eu lírico reitera o compromisso da sua poesia com o tempo, os homens e a vida do presente. Por outro lado, o poeta desconfiado e solitário que Drummond nunca deixou de ser sabe que se a solidariedade entre os homens para enfrentar esses tempos difíceis é um imperativo moral a solidariedade total é impossível. Sem maniqueísmos, Drummond reconhece, no poema em prosa O operário no mar, as dificuldades de romper as barreiras entre as classes e ser reconhecido como um igual pelos mais oprimidos. O poeta descreve um olhar trocado com o operário que vê caminhar em direção ao mar; desde o início, o poeta gostaria de aproximar-se do operário, solidarizar-se com ele, pelo menos naquele olhar, mas reconhece que a distância que a realidade interpõe entre eles torna isso impossível: Teria vergonha de chamá-lo meu irmão. Ele sabe que não é, nunca foi meu irmão, que não nos entenderemos nunca. E me despreza... Ou talvez seja eu próprio que me despreze a seus olhos. No limite, o que o poema expressa é uma persistência daquela postura tipicamente drummondiana: uma consciência individual que acaba por isolar-se do mundo ao seu redor. Ocorre que, como vimos, esse isolamento é praticamente impossível e moralmente inaceitável na conjuntura desta enorme realidade do presente tão grande, marcado por tensões e conflitos incontornáveis. Aflora então esse paradoxal individualismo participante: um agudo sentimento individual dos dramas coletivos associado a uma necessidade moral de participar deles. Daí a condenação direta da alienação em versos de poemas como Inocentes do Leblon : Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram, mas a areia é quente, e há um óleo suave que eles passam nas costas, e esquecem. ou Madrigal lúgubre, em que a burguesia (ou talvez a poesia) alienada é personificada na imagem de uma donzela encastelada em uma casa feita de cadáveres, cujas escadas vão sendo cobertas de sangue ( sutil flui o sangue nas escadarias ). São os cadáveres e o sangue dos que morrem cotidianamente em um mundo que está velho, em ruínas, coberto de lagartas mortas e ervas crescendo. 3. Dentro da noite, esperança do amanhecer A noite é, de longe, a mais importante das imagens que tem esse papel central na estrutura dos poemas. [...] A noite é coisa que separa e aniquila os homens, mas dentro da qual podem comunicar-se. [...] A noite dissolve os homens, unindo-os, portanto, ao mesmo tempo que os separa espalhando o medo e a incompreensão. [...] Leva consigo uma atmosfera poética mais que um significado preciso e inequívoco. (John Gledson. Poesia e poética de Carlos Drummond de Andrade) 10

11 Como bem notou o crítico citado acima, a palavra noite (que aparecera em 2 dos 46 poemas do primeiro livro de Drummond [Alguma poesia] e em 3 dos 26 poemas do segundo [Brejo das Almas]) aparece em 10 dos 28 poemas de Sentimento do Mundo. Ao lado do mar, é a imagem que mais se repete, e com múltiplos significados. Três poemas do livro trazem a ideia de noite no título. O primeiro é uma obra-prima intitulada Menino chorando na noite. Menino chorando na noite Na noite lenta e morna, morta noite sem ruído, um menino chora. O choro atrás da parede, a luz atrás da vidraça perdem-se na sombra dos passos abafados, das vozes extenuadas. E no entanto se ouve até o rumor da gota de remédio caindo na colher. Um menino chora na noite, atrás da parede, atrás da rua, longe um menino chora, em outra cidade talvez, talvez em outro mundo. E vejo a mão que levanta a colher, enquanto a outra sustenta a cabeça e vejo o fio oleoso que escorre do queixo do menino, escorre pela rua, escorre pela cidade (um fio apenas). E não há ninguém mais no mundo a não ser esse menino chorando. Na noite lenta e morna (arrastada), morta e sem ruído, a atenção é atraída pelo choro de uma criança da qual o eu lírico se sente completamente alienado ( chora na noite, atrás da parede, atrás da rua / longe [...], em outra cidade talvez, / talvez em outro mundo ). Mas é impossível desvencilhar-se desse choro; ele se impõe com uma força que domina todo o ambiente da noite: se ouve até o rumor da gota de remédio caindo na colher, torna-se tão forte que é como se o eu lírico estivesse vendo a cena: E vejo a mão que levanta a colher, enquanto a outra sustenta a cabeça / e vejo o fio oleoso que escorre do queixo do menino. Por fim, o choro, como o fio oleoso que escorre do queixo do menino e aos poucos inunda os espaços ( escorre pela rua, escorre pela cidade ), toma conta de tudo: E não há ninguém mais no mundo a não ser esse menino chorando. O poema capta primorosamente o progressivo domínio da cena do menino chorando sobre a imaginação e atenção do poeta. O polissíndeto (repetição da conjunção E ) nos versos 4, 8 e 11 parece ecoar e ampliar o choro do menino sobre o ambiente da noite. 11

12 Esse choro talvez seja uma representação da solidão do eu lírico (ou de qualquer homem) que cresce a ponto de abarcar o mundo, ou do sofrimento humano que já não é possível deixar de escutar. A noite, essa situação de profunda alienação ou o delicado e opressivo momento que o mundo atravessa. Se nesse poema o sentido da noite ainda pode ser ambíguo e sua caracterização remete a recolhimento e alienação ( lenta, morna, sem ruído ), no segundo poema que traz a palavra no título está claramente associada ao momento histórico tenebroso em que os poemas foram escritos. A noite dissolve os homens A Portinari A noite desceu. Que noite! Já não enxergo meus irmãos. E nem tão pouco os rumores que outrora me perturbavam. A noite desceu. Nas casas, nas ruas onde se combate, nos campos desfalecidos, a noite espalhou o medo e a total incompreensão. A noite caiu. Tremenda, sem esperança...os suspiros acusam a presença negra que paralisa os guerreiros. E o amor não abre caminho na noite. A noite é mortal, completa, sem reticências, a noite dissolve os homens, diz que é inútil sofrer, a noite dissolve as pátrias, apagou os almirantes cintilantes! nas suas fardas. A noite anoiteceu tudo... O mundo não tem remédio... Os suicidas tinham razão. Aurora, entretanto eu te diviso, ainda tímida, inexperiente das luzes que vais acender 12

13 e dos bens que repartirás com todos os homens. Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações, adivinho-te que sobes, vapor róseo, expulsando a treva noturna. O triste mundo fascista se decompõe ao contato de teus dedos, teus dedos frios, que ainda se não modelaram mas que avançam na escuridão como um sinal verde e peremptório. Minha fadiga encontrará em ti o seu termo, minha carne estremece na certeza de tua vinda. O suor é um óleo suave, as mãos dos sobreviventes se enlaçam, os corpos hirtos adquirem uma fluidez, uma inocência, um perdão simples e macio... Havemos de amanhecer. O mundo se tinge com as tintas da antemanhã e o sangue que escorre é doce, de tão necessário para colorir tuas pálidas faces, aurora. As duas estrofes do poema demarcam duas posturas, dois estados de espírito e dois tempos diferentes. A primeira parte (primeira estrofe) descreve o mundo do presente, marcado por uma noite absoluta, cuja magnitude é reiterada ao longo de toda a estrofe: A noite desceu. Que noite! ; A noite caiu. Tremenda, / sem esperança ; A noite é mortal, / completa, sem reticências ; e a sentença final, em forma de pleonasmo hiperbólico: A noite anoiteceu tudo.... Esta noite é metáfora, provavelmente, para o contexto histórico da ditadura do Estado Novo, do avanço do fascismo no mundo e da guerra mundial que então já parecia iminente. É uma noite que impede mesmo a comunicação e a solidariedade entre os homens ( Já não enxergo meus irmãos, a noite espalhou (...) / a total incompreensão ; o amor não abre caminho ), que espalha o medo ( a noite espalhou o medo, paralisa os guerreiros ) e acaba por conduzir a uma postura de completa desesperança, de nihilismo avassalador: a noite dissolve os homens ; O mundo não tem remédio... / Os suicidas tinham razão. A segunda parte do poema constrói-se como uma longa epanadiplose, figura de estilo que consiste na repetição de uma palavra no início e no fim de uma sequência de versos: Aurora, / (...) / para colorir tuas pálidas faces, aurora. A intenção clara é reforçar a ideia expressa por essa palavra, metáfora para o tempo do futuro, o amanhecer carregado de esperança e mudanças que sucederá a noite. Apesar de tímida, inexperiente, escondida sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações, a aurora é inevitável. A certa altura, ela é personificada na deusa da mitologia grecoromana, irmã de Hélios (o Sol) e de Selene (a Lua), que todos os dias abria os portões das estrebarias do Olimpo com seus dedos rosados e voava rápida e suavemente pelos céus, anunciando a passagem do carro de seu irmão (o círculo de fogo do sol). Daí as referências ao vapor róseo que expulsa a treva noturna e aos dedos frios, que ainda não 13

14 se modelaram, mas já tem força suficiente para avançar na escuridão e iniciar a decomposição do triste mundo fascista. Com a chegada da aurora, deste novo tempo, a fadiga terminará, os corpos hirtos estremecerão e adquirirão fluidez, as mãos dos sobreviventes se enlaçam imagens que revelam um relaxamento sensual que substituirá o medo paralisante destacado na primeira estrofe. Nos versos finais, ocorre a completa mutação: o sangue que se derrama na noite do presente é doce de tão necessário para colorir as pálidas faces da aurora do amanhã de onde se deduz que o sangue derramado na resistência às forças sombrias da história as ditaduras, o fascismo - não será em vão. A noite ambígua, como uma grande esfera que envolve o poeta e sua solidão, os enigmas do mundo e os fluidos vitais, aparece no último poema do livro, em que novamente Drummond capta de maneira impressionante a atmosfera de integração na noite e contemplação. Noturno à janela do apartamento Silencioso cubo de treva: um salto, e seria a morte. Mas é apenas, sob o vento, a integração na noite. Nenhum pensamento de infância, nem saudade nem vão propósito. Somente a contemplação de um mundo enorme e parado A soma da vida é nula. Mas a vida tem tal poder: na escuridão absoluta, como líquido, circula. 14

15 Suicídio, riqueza, ciência... A alma severa se interroga e logo se cala. E não sabe se é noite, mar ou distância. Triste farol da Ilha Rasa. O poema tem uma estrutura circular. Inicia-se de modo melancólico: em seu apartamento, o eu lírico sentese envolvido pela solidão, que não deixa de ser também uma atitude de isolamento e alienação do mundo: silencioso cubo de treva. Tal solidão conduz ao pessimismo niilista e à ideia de suicídio: um salto, e seria a morte. A conjunção adversativa ( Mas ) que inicia o verso 3 expressa a recusa, porém, à saída extrema: o que resulta da solidão não é o suicídio, mas a integração ao mundo misterioso ( Mas é apenas, sob o vento, / a integração na noite ), mesmo que nele o poeta não encontre mais o seu passado nem vislumbre o seu futuro ( Nenhum pensamento de infância, / nem saudade nem vão propósito ), mesmo que reste apenas a indagação sem respostas: Somente a contemplação / de um mundo enorme e parado. // A soma da vida é nula. A repetição da conjunção adversativa no verso 10 ( Mas ) faz girar novamente a roda e expressa a resistência da vida: Mas a vida tem tal poder: / na escuridão absoluta, / como líquido circula. Na última estrofe, outro giro retoma a melancólica incerteza quanto ao sentido de todas as coisas na vida: Suicídio, riqueza, ciência... / A alma severa se interroga / e logo se cala. E não sabe / se é noite, mar ou distância. O verso solitário que fecha o poema, aparentemente mera descrição da visão à janela do apartamento (o farol da Ilha Rasa ) associada ao estado de espírito dominante no poema ( triste ), resume de modo brilhante esta personalidade dividida entre a angústia e a esperança. Personalidade, aliás, tão bem escondida pela impessoalidade dos versos, nos quais não aparece em nenhum momento referência direta ao eu do poeta. Um farol é uma fonte de luz que serve de orientação aos navegantes para que não naufraguem. Mas, no farol da Ilha Rasa, o que o poeta vê é apenas tristeza A angústia perante a passagem do tempo; a força da memória Ora o conteúdo sociológico do lirismo drummondiano é tanto mais rico pelo fato de sua aventura pessoal o filho do fazendeiro tornado burocrata na grande cidade coincidir com a evolução social do Brasil. É, com efeito, em torno da década que se inicia a modernização da sociedade brasileira; só nessa época as estruturas sociais e culturais do velho colosso agrário e patriarcal 15

16 começam a ceder, irreversivelmente, à pressão das classes urbanas, concentradas nas cidades cada vez mais povoadas e poderosas. (José Guilherme Merquior. Verso Universo em Drummond) Em Sentimento do Mundo, percebe-se que o encontro com a sociedade urbana moderna (no Rio de Janeiro) e com os dramas nacionais e internacionais, sentidos nas ruas e estampados nos jornais, provocaram na poesia de Drummond um movimento em direção a temas mais históricos, políticos e sociais, que atendessem ao seu sentimento moral de necessidade de participação. Mas, como já vimos, isso não significa que o desassossego e a timidez de sua vida interior, bem como suas raízes mineiras, tenham simplesmente desaparecido de sua poesia. Esse cordão umbilical que teimava em ligá-lo a Minas Gerais e ao passado aparece de maneira direta ou indireta em vários poemas, mas especialmente no que segue: Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil, este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval; este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas; este orgulho, esta cabeça baixa... Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói! Apenas o fato de nascer em Itabira já seria o suficiente para marcar indelevelmente a personalidade do poeta ( Principalmente nasci em Itabira ), que incorpora da cidade os proverbiais recatos e timidez dos mineiros, representados pela cerceadora paisagem montanhosa e pelo minério de ferro abundante na cidade: Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. / (...) / E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. / A vontade de amar, que me paralisa o trabalho / vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. 16

17 A cidade está a sua volta, nas prendas diversas (a pedra de ferro, o São Benedito, o couro de anta) que enfeitam sua casa, mas também incrustada em sua personalidade: este orgulho, esta cabeça baixa.... Observe-se aqui o traço típico do estilo de Drummond, ao mesclar, na enumeração das prendas, elementos concretos (a pedra, o couro, a estátua de santo) a abstratos (orgulho, cabeça baixa). Ao final, Drummond repassa a história da família, cujo sobrenome tem origem nos ingleses que vieram para Minas no tempo da mineração, tornando-se depois fazendeiros para desaguar nele: o poeta funcionário público, exilado no Rio de Janeiro, sem contacto físico com seu passado, que lateja doído em seu sangue: Itabira é apenas uma fotografia na parede. / Mas como dói!. O hábito de sofrer, que tanto me diverte é um exemplo da autoironia drummondiana, que recusa o derramamento emotivo típico dos românticos. Mas, mesmo sem sentimentalismo, poemas como esse revelam a profunda ligação de Drummond a suas origens interioranas, agrárias e patriarcais. O filho de fazendeiro que se estabeleceu no Rio de Janeiro nunca mais voltou a Minas Gerais, mas Minas Gerais nunca saíram dele. E sua desconfiança do progresso e dos tempos modernos (veja análise do poema Dentaduras duplas ) traço marcante de sua personalidade reflete bem sua trajetória pessoal, como analisou José Guilherme Merquior na epígrafe a esta seção. A questão da memória e do passado aparece também em outro poema importante do livro, que analisamos a seguir: Os mortos de sobrecasaca Havia a um canto da sala um álbum de fotografias intoleráveis, alto de muitos metros e velho de infinitos minutos, em que todos se debruçavam na alegria de zombar dos mortos de sobrecasaca. Um verme principiou a roer as sobrecasacas indiferentes e roeu as páginas, as dedicatórias e mesmo a poeira dos retratos. Só não roeu o imortal soluço de vida que rebentava que rebentava daquelas páginas. Na primeira estrofe do poema, o tom é irônico, beirando o sarcástico, contra aquilo que significa o passado: as fotografias do álbum velho de infinitos minutos são intoleráveis ; os que se debruçam sobre ele fazem isso para zombar dos mortos de sobrecasaca. Mas, as sobrecasacas (metonímia para os que a vestiam quando vivos) eram indiferentes a essa zombaria e a tudo mais (verso 5), inclusive ao verme (metáfora para o tempo que tudo apodrece) que devora as páginas do álbum, sua poeira e seus retratos. E, no entanto, a nota final é de uma melancolia ímpar: o verme tudo pode roer, menos o imortal soluço de vida que rebentava / que rebentava daquelas páginas (a essa repetição, no início de um verso, de palavra 17

18 ou expressão que finaliza o verso anterior, chamamos de anadiplose; aqui, ela serve para expressar magistralmente o soluço mesmo de que falam os versos). O que começou irônico termina tristemente reflexivo: a passagem do tempo tudo pode devorar, mas o passado teima em soluçar (repercutir) de alguma maneira no presente da memória. 5. Humor: entre o escracho e o refinamento O humor, quase sempre a partir da prática da ironia, é outra constante da poesia de Carlos Drummond de Andrade. Até Sentimento do Mundo, predomina na poesia do Autor um humor mais direto, até mesmo escancarado, afinado com o escracho com que os modernistas da primeira geração (principalmente Oswald de Andrade) castigavam nossa herança parnasiana, os bons modos burgueses e a história do Brasil. Dois exemplos são mostrados a seguir: Brinde no juízo final Poetas de camiseiro, chegou vossa hora, poetas de elixir de inhame e de tonofosfã, chegou vossa hora, poetas do bonde e do rádio, poetas jamais acadêmicos, último ouro do Brasil. Em vão assassinaram a poesia nos livros, em vão houve putschs, tropas de assalto, depurações. Os sobreviventes aqui estão, poetas honrados, poetas diretos da Rua Larga. (As outras ruas são muito estreitas, só nesta cabem a poeira, o amor e a Light.) Aqui são homenageados os poetas populares: poetas de camiseiro, poetas de elixir de inhame e de tonofosfã, poetas do bonde e do rádio, poetas diretos da rua larga. (John Gledson aventa a possibilidade de Drummond, ao escrever o poema, estar pensando em Noel Rosa ( ), excepcional compositor brasileiro que assimilou os costumes, condições de vida e os sentimentos da gente da Zona Norte do Rio às suas obras ). 18

19 Ao fazer um brinde aos poetas que conseguem conciliar em sua poesia a poeira, / o amor / e a Light (isto é, aproximar a poesia da vida, preenchê-la com temas aparentemente banais), Drummond critica os poetas acadêmicos, particularmente os parnasianos, distantes da vida e do cotidiano que os cerca. Tristeza do Império Os conselheiros angustiados ante o colo ebúrneo das donzelas opulentas que ao piano abemolavam bus-co a cam-pi-na se-re-na pa-ra li-vre sus-pi-rar, esqueciam a guerra do Paraguai, o enfado bolorento de São Cristóvão, a dor cada vez mais forte dos negros e sorvendo mecânicos uma pitada de rapé, sonhavam a futura libertação dos instintos e ninhos de amor a serem instalados nos arranha-céus de Copacabana, com rádio e telefone automático. O passado do Brasil aparece aqui retratado em uma cena tristemente cômica: os conselheiros, no tempo do Império, da guerra do Paraguai e da escravidão ( a dor cada vez mais forte dos negros que desaguaria na Abolição da Escravatura e, em seguida, no fim do Império), entediam-se até a angústia naquele mundo paralisado, caquético, onde o prazer se resume às donzelas opulentas de colo ebúrneo e à pitada de rapé. De maneira súbita (como numa libertação dos instintos ), o poema transporta-se para uma cena do presente: no sonho anacrônico dos conselheiros, aparecem os ninhos de amor nos arranha-céus de Copacabana, com rádio e telefone automáticos. A partir de Sentimento do mundo, o humor em Drummond se torna cada vez mais refinado e amargo: às vezes, sutilmente irônico, outras vezes apelando para o cinismo ou o grotesco, em imagens de significado agressivo que surpreendem o leitor. O humor aparece em vários poemas do livro, umas vezes melancólico, outras ambíguo, outras provocador. Ele pode ser encontrado em poemas como Indecisão do Méier, La possession du monde. Mas, na nossa opinião, o poema do livro em que o humor é mais evidente (já a partir do título) e bem realizado é Dentaduras duplas. 19

20 Dentaduras duplas A Onestaldo de Pennafort Dentaduras duplas! Inda não sou bem velho para merecer-vos... Há que contentar-me com uma ponte móvel e esparsas coroas. (Coroas sem reino, os reinos protéticos de onde proviestes quando produzirão a tripla dentadura, dentadura múltipla, a serra mecânica, sempre desejada, jamais possuída, que acabará com o tédio da boca, a boca que beija, a boca romântica?...) extraídos sem dor. E a boca liberta das funções poético sofístico-dramáticas de que rezam filmes e velhos autores. Dentaduras duplas: dai-me enfim a calma que Bilac não teve para envelhecer. Desfibrarei convosco doces alimentos, serei casto, sóbrio, não vos aplicando na deleitação convulsa de uma carne triste em que tantas vezes me eu perdi. Resovin! Hecolite! Nomes de países? Fantasmas femininos? Nunca: dentaduras, engenhos modernos, práticos, higiênicos, a vida habitável: a boca mordendo, os delirantes lábios apenas entreabertos num sorriso técnico, e a língua especiosa através dos dentes buscando outra língua, afinal sossegada... A serra mecânica não tritura amor. E todos os dentes Largas dentaduras, vosso riso largo me consolará não sei quantas fomes ferozes, secretas no fundo de mim. Não sei quantas fomes jamais compensadas. Dentaduras alvas, antes amarelas e por que não cromadas e por que não de âmbar? de âmbar! de âmbar! feéricas dentaduras, admiráveis presas, mastigando lestas e indiferentes a carne da vida! 20

posfácio Murilo Marcondes de Moura

posfácio Murilo Marcondes de Moura carlos drummond de andrade Sentimento do mundo posfácio Murilo Marcondes de Moura Carlos Drummond de Andrade Graña Drummond www.carlosdrummond.com.br Grafia atualizada segundo o Acordo Ortográfico da Língua

Leia mais

MODERNISMO SEGUNDA GERAÇÃO (1930-1945)

MODERNISMO SEGUNDA GERAÇÃO (1930-1945) MODERNISMO SEGUNDA GERAÇÃO (1930-1945) Tarsila do Amaral, cartão-postal, 1929 1. Que elementos da natureza estão representados nessa obra? 2. Que aspectos da natureza brasileira Tarsila do Amaral escolheu

Leia mais

PROCESSO SELETIVO/2005 2 O DIA GABARITO 1 11 LITERATURA. 21. Leia as passagens abaixo, extraídas de São Bernardo, de Graciliano Ramos:

PROCESSO SELETIVO/2005 2 O DIA GABARITO 1 11 LITERATURA. 21. Leia as passagens abaixo, extraídas de São Bernardo, de Graciliano Ramos: PROCESSO SELETIVO/2005 2 O DIA GABARITO 1 11 LITERATURA 21. Leia as passagens abaixo, extraídas de São Bernardo, de Graciliano Ramos: I. Resolvi estabelecer-me aqui na minha terra, município de Viçosa,

Leia mais

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

Leia mais

E sua sede começa a crescer Em angústia e desespero Enquanto os ruídos da cachoeira Da grande cachoeira das eras O convoca para mergulhar Mergulhar

E sua sede começa a crescer Em angústia e desespero Enquanto os ruídos da cachoeira Da grande cachoeira das eras O convoca para mergulhar Mergulhar Uma Estória Pois esta estória Trata de vida e morte Amor e riso E de qualquer sorte de temas Que cruzem o aval do misterioso desconhecido Qual somos nós, eu e tu Seres humanos Então tomemos acento No dorso

Leia mais

CEGO, SURDO E MUDO (porque nao?) LETRA: Ricardo Oliveira e Mário F.

CEGO, SURDO E MUDO (porque nao?) LETRA: Ricardo Oliveira e Mário F. FRUTO PROIBIDO FRUTO PROIBIDO 1 Cego, surdo e mudo (porque não?) 2 Mundo inteiro 3 Acordo a tempo 4 Contradição 5 A água não mata a fome 6 Quem és é quanto basta 7 Nascer de novo (és capaz de me encontrar)

Leia mais

Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrados da organização do mundo e da própria identidade.

Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrados da organização do mundo e da própria identidade. Literatura no Enem COMPETÊNCIA DE ÁREA 4 Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrados da organização do mundo e da própria identidade. COMPETÊNCIA DE ÁREA 5 Analisar,

Leia mais

Amar Dói. Livro De Poesia

Amar Dói. Livro De Poesia Amar Dói Livro De Poesia 1 Dedicatória Para a minha ex-professora de português, Lúcia. 2 Uma Carta Para Lúcia Querida professora, o tempo passou, mas meus sonhos não morreram. Você foi uma pessoa muito

Leia mais

Poesia 2ª fase. Carlos Drummond de Andrade

Poesia 2ª fase. Carlos Drummond de Andrade Poesia 2ª fase Carlos Drummond de Andrade O poeta mais importante da segunda fase da poesia modernista brasileira (1930-1945) é Carlos Drummond de Andrade. Alguns críticos consideram o escritor o maior

Leia mais

A CAMINHADA DO POVO DE DEUS. Ir. KatiaRejaneSassi

A CAMINHADA DO POVO DE DEUS. Ir. KatiaRejaneSassi A CAMINHADA DO POVO DE DEUS Ir. KatiaRejaneSassi Os desafios da travessia Aqueles que viveram a maravilhosa experiência de conseguir libertar-se da dominação egípcia sentem no deserto o desamparo total.

Leia mais

Álbum: O caminho é o Céu

Álbum: O caminho é o Céu Álbum: O caminho é o Céu ETERNA ADORAÇÃO Não há outro Deus que seja digno como tu. Não há, nem haverá outro Deus como tu. Pra te adorar, te exaltar foi que eu nasci, Senhor! Pra te adorar, te exaltar foi

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

Alívio. Aquieta tuas tristezas, medos, angústias de desecrenças, no vasto ombro que ofereço. Hospeda no meu peito suas dores.

Alívio. Aquieta tuas tristezas, medos, angústias de desecrenças, no vasto ombro que ofereço. Hospeda no meu peito suas dores. Alívio Aquieta tuas tristezas, medos, angústias de desecrenças, no vasto ombro que ofereço. Hospeda no meu peito suas dores mais íntimas que te alivio com cafuné. As carícias de seu couro cabeludo nas

Leia mais

Anjo Emprestado. Cristina Magalhães

Anjo Emprestado. Cristina Magalhães Anjo Emprestado Cristina Magalhães [uma chancela do grupo LeYa] Rua Cidade de Córdova, n. 2-2610 -038 Alfragide http://caderno.leya.com caderno@leya.pt 2011, Cristina Magalhães Todos os direitos reservados.

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à obra!

Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à obra! ROTEIRO DE ESTUDOS DE LITERATURA PARA A 3ª ETAPA 2ª SÉRIE Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à

Leia mais

DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESCOLA DOMINICAL

DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESCOLA DOMINICAL SUGESTÃO DE CELEBRAÇÃO DE NATAL 2013 ADORAÇÃO Prelúdio HE 21 Dirigente: Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou na casa de Zacarias e saudou

Leia mais

Carlos Neves. Antologia. Raízes. Da Poesia

Carlos Neves. Antologia. Raízes. Da Poesia 1 Antologia Raízes Da Poesia 2 Copyrighr 2013 Editra Perse Capa e Projeto gráfico Autor Registrado na Biblioteca Nacional ISBN International Standar Book Number 978-85-8196-234- 4 Literatura Poesias Publicado

Leia mais

Hinário SOIS BALIZA De Germano Guilherme

Hinário SOIS BALIZA De Germano Guilherme Hinário SOIS BALIZA De Germano Guilherme Edição oficial do CICLUMIG Flor do Céu De acordo com revisão feita pelo Sr. Luiz Mendes do Nascimento, zelador do hinário. www.mestreirineu.org 1 01 - DIVINO PAI

Leia mais

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma.

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. PERTO DE TI Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. Jesus! Perto de ti, sou mais e mais. Obedeço a tua voz. Pois eu sei que tu és Senhor, o

Leia mais

Coaching para pessoas disponíveis, ambos

Coaching para pessoas disponíveis, ambos Nota da Autora 1001 maneiras de ser Feliz, é o meu terceiro livro. Escrevi Coaching para mães disponíveis e Coaching para pessoas disponíveis, ambos gratuitos e disponíveis no site do Emotional Coaching.

Leia mais

IN EXTREMIS. * Nota do organizador. É de notar que o poema foi escrito com o autor ainda moço.

IN EXTREMIS. * Nota do organizador. É de notar que o poema foi escrito com o autor ainda moço. IN EXTREMIS Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia Assim! de um sol assim! Tu, desgrenhada e fria, Fria! postos nos meus os teus olhos molhados, E apertando nos teus os meus dedos gelados... E um dia

Leia mais

O luar quando bate na relva/ Não sei que coisa me lembra... Fernando Pessoa em Poemas de Alberto Caeiro

O luar quando bate na relva/ Não sei que coisa me lembra... Fernando Pessoa em Poemas de Alberto Caeiro 1 1 2 SENTIMENTO DE MUNDO, de Carlos Drummond (1940) Relação de poemas Sentimento de Mundo...03 Confidência do Itabirano...04 Poema da Necessidade...05 Canção da Moça-Fantasma de Belo Horizonte...06 Tristeza

Leia mais

Mosteiro dos Jerónimos

Mosteiro dos Jerónimos Mosteiro dos Jerónimos Guia de visita dos 6 aos 12 anos Serviço Educativo do Mosteiro dos Jerónimos/ Torre de Belém Bem-vindo ao Mosteiro dos Jerónimos A tua visita de estudo começa logo no Exterior do

Leia mais

Convite. Poesia é brincar com palavras como se brinca com bola, papagaio, pião. Só que bola, papagaio, pião de tanto brincar se gastam.

Convite. Poesia é brincar com palavras como se brinca com bola, papagaio, pião. Só que bola, papagaio, pião de tanto brincar se gastam. Convite Poesia é brincar com palavras como se brinca com bola, papagaio, pião. Só que bola, papagaio, pião de tanto brincar se gastam. As palavras não: quanto mais se brinca com elas mais novas ficam.

Leia mais

Mensagem: Fé provada. Por David Keeling.

Mensagem: Fé provada. Por David Keeling. Mensagem: Fé provada. Por David Keeling. Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renunciese a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

Vinho Novo Viver de Verdade

Vinho Novo Viver de Verdade Vinho Novo Viver de Verdade 1 - FILHOS DE DEUS - BR-LR5-11-00023 LUIZ CARLOS CARDOSO QUERO SUBIR AO MONTE DO SENHOR QUERO PERMANECER NO SANTO LUGAR QUERO LEVAR A ARCA DA ADORAÇÃO QUERO HABITAR NA CASA

Leia mais

JESUS É A LUZ DO MUNDO João 8.12 Pr. Vlademir Silveira IBME 24/03/13

JESUS É A LUZ DO MUNDO João 8.12 Pr. Vlademir Silveira IBME 24/03/13 JESUS É A LUZ DO MUNDO João 8.12 Pr. Vlademir Silveira IBME 24/03/13 INTRODUÇÃO O Evangelho de João registra 7 afirmações notáveis de Jesus Cristo. Todas começam com Eu sou. Jesus disse: Eu sou o pão vivo

Leia mais

Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento

Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento Paróquia de Calheiros, 1 e 2 de Março de 2008 Orientadas por: Luís Baeta CÂNTICOS E ORAÇÕES CÂNTICOS CRISTO VIVE EM MIM Cristo vive em mim, que

Leia mais

Aluno(a): Nº. Disciplina: Português Data da prova: 03/10/2014. P1-4 BIMESTRE. Análise de textos poéticos. Texto 1. Um homem também chora

Aluno(a): Nº. Disciplina: Português Data da prova: 03/10/2014. P1-4 BIMESTRE. Análise de textos poéticos. Texto 1. Um homem também chora Lista de Exercícios Aluno(a): Nº. Professor: Daniel Série: 9 ano Disciplina: Português Data da prova: 03/10/2014. P1-4 BIMESTRE Análise de textos poéticos Texto 1 Um homem também chora Um homem também

Leia mais

José da Fonte Santa. Magia Alentejana. Poesia e desenhos. Pesquisa e recolha de Isabel Fonte Santa. Edições Colibri

José da Fonte Santa. Magia Alentejana. Poesia e desenhos. Pesquisa e recolha de Isabel Fonte Santa. Edições Colibri José da Fonte Santa Magia Alentejana Poesia e desenhos Pesquisa e recolha de Isabel Fonte Santa Edições Colibri índice Nota Prévia 3 Prefácio 5 O Amor e a Natureza Desenho I 10 A rapariga mais triste do

Leia mais

DONNEFAR SKEDAR CADAVÉRICO

DONNEFAR SKEDAR CADAVÉRICO CADAVÉRICO DONNEFAR SKEDAR CADAVÉRICO 3 Edição ELEMENTAL EDITORAÇÃO Copyright 2013 DONNEFAR SKEDAR, CADAVÉRICO 3 EDIÇÃO JANEIRO 2015 CAPA: DONNEFAR SKEDAR FOTO DA CAPA: PETR KRATOCHVIL DIAGRAMAÇÃO E EDIÇÃO:

Leia mais

AS TRÊS EXPERIÊNCIAS

AS TRÊS EXPERIÊNCIAS Nome: N.º: endereço: data: Telefone: E-mail: Colégio PARA QUEM CURSA O 8 Ọ ANO EM 2014 Disciplina: PoRTUGUÊs Prova: desafio nota: Texto para as questões de 1 a 7. AS TRÊS EXPERIÊNCIAS Há três coisas para

Leia mais

CANTOS - Novena de Natal

CANTOS - Novena de Natal 1 1 - Refrão Meditativo (Ritmo: Toada) D A7 D % G Em A7 % Onde reina o amor, frater---no amor. D A7 D % G A7 D Onde reina o amor, Deus aí está! 2 - Deus Trino (Ritmo: Balada) G % % C Em nome do Pai / Em

Leia mais

eunice arruda - poesias alguns (poemas selecionados de eunice arruda)

eunice arruda - poesias alguns (poemas selecionados de eunice arruda) eunice arruda - poesias alguns (poemas selecionados de eunice arruda) propósito Viver pouco mas viver muito Ser todo o pensamento Toda a esperança Toda a alegria ou angústia mas ser Nunca morrer enquanto

Leia mais

Faz um exercício de relaxamento coloca-te na presença de Deus. Reza um salmo (aquele que o teu coração pedir no momento).

Faz um exercício de relaxamento coloca-te na presença de Deus. Reza um salmo (aquele que o teu coração pedir no momento). O Caminho de Emaús Faz um exercício de relaxamento coloca-te na presença de Deus. Reza um salmo (aquele que o teu coração pedir no momento). Leitura: Lc 24, 13-35 Todos nós percorremos frequentemente o

Leia mais

TALVEZ TE ENCONTRE AO ENCONTRAR-TE

TALVEZ TE ENCONTRE AO ENCONTRAR-TE TALVEZ TE ENCONTRE Vivaldo Terres Itajaí /SC Talvez algum dia eu te encontre querida Para renovarmos momentos felizes, Já que o nosso passado foi um passado lindo, Tão lindo que não posso esquecer Anseio

Leia mais

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL ESTUDO 4 Palavra Viva RELEMBRANDO SANTIFICAÇÃO Nossos três grandes inimigos: O MUNDO A CARNE O D IABO 'Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque

Leia mais

100 FRASES para um dia mais feliz. de Ana Flávia Miziara

100 FRASES para um dia mais feliz. de Ana Flávia Miziara 100 FRASES para um dia mais feliz de Ana Flávia Miziara Você está alegre? A vida está sorrindo para você? Você se lembrou de sorrir hoje? Lembre-se que a alegria é a fartura da vida e da mente. A vida

Leia mais

Universidade Federal de Uberlândia

Universidade Federal de Uberlândia PRIMEIRA QUESTÃO A) É importante que o candidato ressalte o fato de que, na ilha, a princípio, tudo é eletivo : cabe aos indivíduos escolher os seus papéis. Esta liberdade da constituição do sujeito deve

Leia mais

O líder convida um membro para ler em voz alta o objetivo da sessão:

O líder convida um membro para ler em voz alta o objetivo da sessão: SESSÃO 3 'Eis a tua mãe' Ambiente Em uma mesa pequena, coloque uma Bíblia, abriu para a passagem do Evangelho leia nesta sessão. Também coloca na mesa uma pequena estátua ou uma imagem de Maria e uma vela

Leia mais

Ensino Médio Unidade São Judas Tadeu Professor (a): Anna Izabel Aluno (a): Série: 2ª Data: / / 2015. LISTA DE LITERATURA

Ensino Médio Unidade São Judas Tadeu Professor (a): Anna Izabel Aluno (a): Série: 2ª Data: / / 2015. LISTA DE LITERATURA Ensino Médio Unidade São Judas Tadeu Professor (a): Anna Izabel Aluno (a): Série: 2ª Data: / / 2015. LISTA DE LITERATURA Questão 01.O texto abaixo apresenta, basicamente, três partes: a realidade, o sonho

Leia mais

LINGUAGENS FORMA DO SER HUMANO CONHECER O MUNDO;

LINGUAGENS FORMA DO SER HUMANO CONHECER O MUNDO; LINGUAGENS FORMA DO SER HUMANO CONHECER O MUNDO; COMUNICAÇÃO, INTERAÇÃO SOCIAL E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE. LINGUAGEM É TODO SISTEMA QUE SE UTILIZA DE SIGNOS E QUE SERVE COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO. VERBAL:

Leia mais

POEMAS DE JOVITA NÓBREGA

POEMAS DE JOVITA NÓBREGA POEMAS DE JOVITA NÓBREGA Aos meus queridos amigos de Maconge Eu vim de longe arrancada ao chão Das minhas horas de menina feliz Fizeram-me estraçalhar a raiz Da prima gota de sangue Em minha mão. Nos dedos

Leia mais

Redação Avaliação Seletiva 9º ano - 2013-2014 Preparatório para as boas Escolas Públicas

Redação Avaliação Seletiva 9º ano - 2013-2014 Preparatório para as boas Escolas Públicas Redação Avaliação Seletiva 9º ano - 2013-2014 1 Questão 1 (1,5 pontos) Qual é a medida do menor ângulo formado pelos ponteiros de um relógio quando ele marca 12 horas e 30 minutos? Às 12h 30min o ponteiro

Leia mais

Conte-me sobre você!

Conte-me sobre você! Reunião Cultural Data: 22/09/2006 Petiana: Monique Koerich Simas Conte-me sobre você! Ao chegar em algum lugar onde não conhecemos ninguém, nos sentimos solitários. Chegar, por exemplo, numa festa, num

Leia mais

FUGA de Beatriz Berbert

FUGA de Beatriz Berbert FUGA de Beatriz Berbert Copyright Beatriz Berbert Todos os direitos reservados juventudecabofrio@gmail.com Os 13 Filmes 1 FUGA FADE IN: CENA 1 PISCINA DO CONDOMÍNIO ENTARDECER Menina caminha sobre a borda

Leia mais

Por isso antes de propriamente entrares na meditação dos textos, proponho um pequeno percurso para te ajudar a fazer silêncio interior

Por isso antes de propriamente entrares na meditação dos textos, proponho um pequeno percurso para te ajudar a fazer silêncio interior Para rezar na Semana Santa Estamos em plena Semana Santa. Ao longo destes dias somos convidados a reflectir no mistério da Paixão-Morte e Ressurreição de Jesus. A tradição popular quis recordar os últimos

Leia mais

Oração ao finalizar o Ano 2015

Oração ao finalizar o Ano 2015 Oração ao finalizar o Ano 2015 QUE SEU AMOR SE EXTENDA POR TODA A TERRA Reunimos em oração no último dia do Ano para dar graças a Deus por tantos dons recebidos pessoalmente, na família, na comunidade,

Leia mais

Neurivan Sousa. Pequenas Pérolas. Frases & Pensamentos. 2013 Curitiba 2ª edição

Neurivan Sousa. Pequenas Pérolas. Frases & Pensamentos. 2013 Curitiba 2ª edição Neurivan Sousa Pequenas Pérolas Frases & Pensamentos 2013 Curitiba 2ª edição Dedicatória Dedico esse singelo livreto especialmente a três mulheres que são o meu tesouro na terra: minha esposa Vânia Tereza,

Leia mais

A PINTORA Era madrugada, fumaça e pincéis estampavam a paisagem interna de um loft. Lá fora uma grande lua pintava as ruas semi-iluminadas com um fantasmagórico prateado. Uma mão delicada retocava a gravata

Leia mais

A beleza persuade os olhos dos homens por si mesma, sem necessitar de um orador.

A beleza persuade os olhos dos homens por si mesma, sem necessitar de um orador. A beleza persuade os olhos dos homens por si mesma, sem necessitar de um orador. Algumas quedas servem para que nos levantemos mais felizes. A gratidão é o único tesouro dos humildes. A beleza atrai os

Leia mais

DEUS SEMPRE EMMANUEL. Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

DEUS SEMPRE EMMANUEL. Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DEUS SEMPRE Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER ÍNDICE ANOTAÇÃO. AÇÃO A PRECE DA ROSEIRA BUSCANDO O ALVO CADA HORA CONFIA E SEGUE CONFIEMOS DEFESA DESCANSO EM PAZ ERGUE-TE MOMENTOS DE LUZ ORAÇÃO E LUZ

Leia mais

QUANDO ELA PASSA. Quando eu me sento à janela P los vidros que a neve embaça Vejo a doce imagem dela Quando passa... passa... passa...

QUANDO ELA PASSA. Quando eu me sento à janela P los vidros que a neve embaça Vejo a doce imagem dela Quando passa... passa... passa... QUANDO ELA PASSA Quando eu me sento à janela P los vidros que a neve embaça Vejo a doce imagem dela Quando passa... passa... passa... N esta escuridão tristonha Duma travessa sombria Quando aparece risonha

Leia mais

Carta do Chefe índio Seattle ao Grande Chefe de Washington, Franklin Pierce, em 1854, em resposta à proposta do Governo norte-americano de comprar grande parte das terras da sua tribo Duwamish, oferecendo

Leia mais

Saudades. Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti!

Saudades. Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! Durante as aulas de Português da turma 10.º 3, foi lançado o desafio aos alunos de escolherem poemas e tentarem conceber todo um enquadramento para os mesmos, o que passava por fazer ligeiras alterações

Leia mais

OUTRAS ORAÇÕES PAI NOSSO ORAÇÃO A SÃO JERÔNIMO. Pai nosso que estais nos céus. Santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso reino

OUTRAS ORAÇÕES PAI NOSSO ORAÇÃO A SÃO JERÔNIMO. Pai nosso que estais nos céus. Santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso reino OUTRAS ORAÇÕES PAI NOSSO Pai nosso que estais nos céus Santificado seja o vosso nome Venha a nós o vosso reino Seja feita a vossa vontade Assim na Terra como no Céu O pão nosso de cada dia nos dai hoje

Leia mais

Consternação. Beija-me mais uma vez. Tudo e nada Eu quero Um dilema Em que vivo!

Consternação. Beija-me mais uma vez. Tudo e nada Eu quero Um dilema Em que vivo! Amor perfeito À noite, o mar desponta Nos teus olhos doces No teu corpo, O doce brilho do luar Mexe a brisa Em teus cabelos negros E nessas mãos Tão cheias de carinho Encontro esse amor perfeito Que tens

Leia mais

POESIAS. Orientação: Professora Keila Cachioni Duarte Machado

POESIAS. Orientação: Professora Keila Cachioni Duarte Machado POESIAS Orientação: Professora Keila Cachioni Duarte Machado A flor amiga O ser mais belo e culto Emoções e corações Sentimentos envolvidos Melhor amiga e amada O seu sorriso brilha como o sol Os seus

Leia mais

paulo henriques britto eu quero é botar meu bloco na rua

paulo henriques britto eu quero é botar meu bloco na rua paulo henriques britto eu quero é botar meu bloco na rua de sérgio sampaio análise das faixas 1. lero e leros e boleros Lero e leros Traga branco o seu sorriso Em que rua, em que cidade Eu fui mais feliz?

Leia mais

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos.

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos. 1) Como está sendo a expectativa do escritor no lançamento do livro Ser como um rio que flui? Ele foi lançado em 2006 mas ainda não tinha sido publicado na língua portuguesa, a espera do livro pelos fãs

Leia mais

se formaram, viveram, fizeram e o pouco que aprenderam ou muito foi dentro daquele órgão confuso, terrível, que talvez não seja o melhor para

se formaram, viveram, fizeram e o pouco que aprenderam ou muito foi dentro daquele órgão confuso, terrível, que talvez não seja o melhor para Sidnei Possuelo Eu em primeiro lugar queria agradecer a universidade por propiciar esse espaço hoje muito importante, muito importante, porque vivemos realmente uma crise, e esse espaço aqui é um espaço

Leia mais

HINÁRIO. Chico Corrente O SIGNO DO TEU ESTUDO. Tema 2012: Flora Brasileira Esponjinha (Stifftia fruticosa)

HINÁRIO. Chico Corrente O SIGNO DO TEU ESTUDO. Tema 2012: Flora Brasileira Esponjinha (Stifftia fruticosa) HINÁRIO O SIGNO DO TEU ESTUDO Tema 2012: Flora Brasileira Esponjinha (Stifftia fruticosa) Chico Corrente 1 www.hinarios.org 2 01 O SIGNO DO TEU ESTUDO Marcha O signo do teu estudo Estou aqui para te dizer

Leia mais

SE SOUBERMOS PERDOAR Ó CARA IRMÃ CLARA, SE SOUBERMOS PERDOAR

SE SOUBERMOS PERDOAR Ó CARA IRMÃ CLARA, SE SOUBERMOS PERDOAR CANTO 1 - LOUVOR DA CRIAÇÃO D Bm G Em A7 D Bm G Em A7 Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia! D F#m G Em A7 1. Javé o nosso Deus é poderoso, seu nome é grande em todas as nações D F#m G Em A7 Na boca das crianças

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

Vivendo a Liturgia Ano A

Vivendo a Liturgia Ano A Vivendo a Liturgia Junho/2011 Vivendo a Liturgia Ano A SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR (05/06/11) A cor litúrgica continua sendo a branca. Pode-se preparar um mural com uma das frases: Ide a anunciai

Leia mais

CAMINHOS. Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves

CAMINHOS. Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves CAMINHOS Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves Posso pensar nos meus planos Pros dias e anos que, enfim, Tenho que, neste mundo, Minha vida envolver Mas plenas paz não posso alcançar.

Leia mais

Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares

Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa) 1. "O coração, se pudesse pensar, pararia." "Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

POR UM MUNDO SEM VIOLÊNCIA ARMADA Sugestões para a liturgia de 17 de junho de 2012

POR UM MUNDO SEM VIOLÊNCIA ARMADA Sugestões para a liturgia de 17 de junho de 2012 POR UM MUNDO SEM VIOLÊNCIA ARMADA Sugestões para a liturgia de 17 de junho de 2012 INTRODUÇÃO No evangelho de hoje, vamos ouvir duas histórias curtas. No quarto capítulo do evangelho de São Marcos, Jesus

Leia mais

Músicas para Páscoa. AO REDOR DA MESA F Gm C C7 F Refr.: Ao redor da mesa, repartindo o pão/ A maior riqueza dos que são irmãos.

Músicas para Páscoa. AO REDOR DA MESA F Gm C C7 F Refr.: Ao redor da mesa, repartindo o pão/ A maior riqueza dos que são irmãos. Músicas para Páscoa AO PARTIRMOS O PÃO E C#m #m B7 E7 A C#M Refr.: Ao partirmos o pão reconhecemos/ Jesus Cristo por nós ressuscitado./ Sua paz B7 E A B7 E recebemos e levamos,/ Ao nosso irmão que está

Leia mais

(Léon Bloy, Pélerin de l Absolu)

(Léon Bloy, Pélerin de l Absolu) O menor de nossos atos repercute em profundezas infinitas e faz estremecer todos os vivos e mortos, de forma que cada um entre as milhares de criaturas humanas se encontre realmente sozinho na presença

Leia mais

TEMPO DO NATAL I. ATÉ À SOLENIDADE DA EPIFANIA HINOS. Vésperas

TEMPO DO NATAL I. ATÉ À SOLENIDADE DA EPIFANIA HINOS. Vésperas I. ATÉ À SOLENIDADE DA EPIFANIA No Ofício dominical e ferial, desde as Vésperas I do Natal do Senhor até às Vésperas I da Epifania do Senhor, a não ser que haja hinos próprios: HINOS Vésperas Oh admirável

Leia mais

PILARES DA VIDA LIVRO DE POESIAS. Pensar, Refletir, Amar e ter Amigos é a Maneira do Ser Humano Viver.

PILARES DA VIDA LIVRO DE POESIAS. Pensar, Refletir, Amar e ter Amigos é a Maneira do Ser Humano Viver. PILARES DA VIDA LIVRO DE POESIAS Pensar, Refletir, Amar e ter Amigos é a Maneira do Ser Humano Viver. ELDER DE SOUZA PINTO CAPITULO I: REFLEXÕES E PENSAMENTOS A ARTE DE SER Ser é a arte de se inventar

Leia mais

MESTRE TIBETANO Uma prática de meditação grupal

MESTRE TIBETANO Uma prática de meditação grupal MESTRE TIBETANO Uma prática de meditação grupal 1 Instrução para os oficiantes: A prática passa a ter uma breve introdução musical, que deve ter início às 09:00 horas. A música será como que preparatória

Leia mais

Orações. Primeira Parte

Orações. Primeira Parte EDITORA AVE-MARIA Primeira Parte Orações Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. (Filipenses

Leia mais

CARGO: SECRETÁRIO DE ESCOLA

CARGO: SECRETÁRIO DE ESCOLA P.M. NHANDEARA CP 01/2013 CARGO: SECRETÁRIO DE ESCOLA Inscrição nº: Assinatura do Candidato: Conrio Concursos Públicos e Assessoria www.conrio.com.br Cargo: Secretário de Escola Língua Portuguesa Mãos

Leia mais

Existe uma terapia específica para problemas sexuais?

Existe uma terapia específica para problemas sexuais? Existe uma terapia específica para problemas sexuais? Maria de Melo Azevedo Eu acho que a terapia sexual para casos bem específicos até que pode funcionar. Ou, pelo menos, quebra o galho, como se diz.

Leia mais

anti-heróis & aspirinas yury hermuche

anti-heróis & aspirinas yury hermuche anti-heróis & aspirinas yury hermuche A aspirina é um pó branco e cristalino, com ponto de fusão a 135 graus celsius, também conhecido como ácido acetilsalicílico. É vendido compactado em pastilhas. Sua

Leia mais

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história.

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Nem um sopro de vento. E já ali, imóvel frente à cidade de portas e janelas abertas, entre a noite vermelha do poente e a penumbra do jardim,

Leia mais

O livro por escrever. Poderiam ser o início de um livro Fosse eu capaz de as libertar!

O livro por escrever. Poderiam ser o início de um livro Fosse eu capaz de as libertar! O livro por escrever Poderiam ser o início de um livro, estas palavras De um livro sem princípio nem fim Aquele espaço em que para me encontrar Teria de me ausentar por uma eternidade Afastar-me dos sons

Leia mais

Toda bíblia é comunicação

Toda bíblia é comunicação Toda bíblia é comunicação Toda bíblia é comunicação de um Deus amor, de um Deus irmão. É feliz quem crê na revelação, quem tem Deus no coração. Jesus Cristo é a palavra, pura imagem de Deus Pai. Ele é

Leia mais

Bang, Bang 2008. VOZ A (masculina) BANG! Chega disso. Tic-tac-tic-tac.

Bang, Bang 2008. VOZ A (masculina) BANG! Chega disso. Tic-tac-tic-tac. Bang, Bang 2008 Texto de Nuno Ramos reproduzido por alto-falante: (masculina) BANG! Chega disso. Tic-tac-tic-tac. VOZ B (feminina) Domingo, 27 de janeiro de dois mil e lá vai pedrada. BOA NOITE. Está começando.

Leia mais

Entrevistada por Maria Augusta Silva [EM 1999, NA OCASIÃO DO LANÇAMENTO DO LIVRO ROSAS DA CHINA ]

Entrevistada por Maria Augusta Silva [EM 1999, NA OCASIÃO DO LANÇAMENTO DO LIVRO ROSAS DA CHINA ] ANA MAFALDA LEITE Entrevistada por Maria Augusta Silva [EM 1999, NA OCASIÃO DO LANÇAMENTO DO LIVRO ROSAS DA CHINA ] Um dizer poético pleno. Professora e poeta luso-moçambicana encantada por Florbela Espanca,

Leia mais

Equipe de Língua Portuguesa. Língua Portuguesa SÍNTESE DA GRAMÁTICA

Equipe de Língua Portuguesa. Língua Portuguesa SÍNTESE DA GRAMÁTICA Aluno (a): Série: 3ª TUTORIAL 3B Ensino Médio Data: Turma: Equipe de Língua Portuguesa Língua Portuguesa SÍNTESE DA GRAMÁTICA TERMOS INTEGRANTES = completam o sentido de determinados verbos e nomes. São

Leia mais

"Maria!"! !!!!!!!! Carta!de!Pentecostes!2015! Abade!Geral!OCist!

Maria!! !!!!!!!! Carta!de!Pentecostes!2015! Abade!Geral!OCist! CartadePentecostes2015 AbadeGeralOCist "Maria" Carissimos, vos escrevo repensando na Semana Santa que passei em Jerusalém, na Basílica do Santo Sepulcro, hóspede dos Franciscanos. Colhi esta ocasião para

Leia mais

Teoria da Comunicação Funções da Linguagem

Teoria da Comunicação Funções da Linguagem Teoria da Comunicação Funções da Linguagem Professor Rafael Cardoso Ferreira O que é linguagem? A linguagem é o instrumento graças ao qual o homem modela seu pensamento, seus sentimentos, suas emoções,

Leia mais

SARAMAU. Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva

SARAMAU. Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva SARAMAU Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva CENA 1 Saramau entra no palco leve e com um ar de alegria e paz. ela acaba de compreender que ama de verdade José o seu marido. Ela entra chamando pelo

Leia mais

Quem Desiste num momento de crise é porque realmente é um fraco!

Quem Desiste num momento de crise é porque realmente é um fraco! Paixão do Povo de Cristo x Paixão de Cristo Texto Base: provérbios 24.10 na Linguagem de Hoje: Quem é fraco numa crise, é realmente fraco. Na Bíblia A Mensagem : Quem Desiste num momento de crise é porque

Leia mais

PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA

PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA ATIVIDADES ANTERIORES À LEITURA INTENÇÃO: LEVANTAR HIPÓTESES SOBRE A AUTORA, SOBRE O LIVRO, INSTIGAR A CURIOSIDADE E AMPLIAR O REPERTÓRIO DO ALUNO Para o professor Ou isto

Leia mais

HINÁRIO A ARTE DE AMAR

HINÁRIO A ARTE DE AMAR HINÁRIO A ARTE DE AMAR Tema 2012: Flora Brasileira Algodão do Cerrado (Cochlospermum vitifolium) CARLOS STRAZZER Carlos Augusto Strazzer 1 www.hinarios.org 2 I FÉ NA VIRGEM MARIA Oferecido por Isabela

Leia mais

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade PARA LER O SENTIMENTO DO MUNDO Pincelada rápida de vida e obra 1 Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro, Minas Gerais, em 1902, em família de fazendeiros, de tradição patriarcal. Apenas

Leia mais

Encontrando uma tábua de salvação, 13 O exercício do luto, 17 A folha de bordo cor de prata: uma pequena história, 19

Encontrando uma tábua de salvação, 13 O exercício do luto, 17 A folha de bordo cor de prata: uma pequena história, 19 Sumário Introdução, 11 Encontrando uma tábua de salvação, 13 O exercício do luto, 17 A folha de bordo cor de prata: uma pequena história, 19 Vencendo os obstáculos, 27 Pau e pedra, 31 Fortalecendo os laços,

Leia mais

Mulher do Futuro. Construindo um Projeto de Vida Integral. Por Maju Canzi Limiyarti www.mulherintegral.com

Mulher do Futuro. Construindo um Projeto de Vida Integral. Por Maju Canzi Limiyarti www.mulherintegral.com Mulher do Futuro Construindo um Projeto de Vida Integral Por Maju Canzi Limiyarti www.mulherintegral.com Mulher do Futuro Construindo um Projeto de Vida Integral Sobre a Autora Maju Canzi Limiyarti é Coach

Leia mais

19 POEMAS SEM TERRA Carlos Pronzato

19 POEMAS SEM TERRA Carlos Pronzato 19 POEMAS SEM TERRA Carlos Pronzato POEMA 1 Reforma Agrária É palavra Que dói na alma Que grita na calma De quem Não se levanta Reforma Agrária É bandeira Que clama Revolta E apenas reclama na lei ou na

Leia mais

MANUAL. Esperança. Casa de I G R E J A. Esperança I G R E J A. Esperança. Uma benção pra você! Uma benção pra você!

MANUAL. Esperança. Casa de I G R E J A. Esperança I G R E J A. Esperança. Uma benção pra você! Uma benção pra você! MANUAL Esperança Casa de I G R E J A Esperança Uma benção pra você! I G R E J A Esperança Uma benção pra você! 1O que é pecado Sem entender o que é pecado, será impossível compreender a salvação através

Leia mais

A Vida Simples. A vida simples. Onde ela está? Em qual esquina, em que país, qual será a direção que nos. Claudio Miklos

A Vida Simples. A vida simples. Onde ela está? Em qual esquina, em que país, qual será a direção que nos. Claudio Miklos A Vida Simples Claudio Miklos Nos últimos tempos tenho pensado muito em como seria maravilhoso adquirir o mérito de viver simplesmente, em algum lugar aberto, pleno em verde e azul, abrigado das loucuras

Leia mais

É POSSÍVEL CONVIVER COM UM LOBO? Pr. Bullón. www.sisac.org.br

É POSSÍVEL CONVIVER COM UM LOBO? Pr. Bullón. www.sisac.org.br É POSSÍVEL CONVIVER COM UM LOBO? Pr. Bullón www.sisac.org.br "No capítulo 7 da epístola aos Romanos, encontramos o grito desesperado de um homem que não conseguia viver à altura dos princípios que conhecia.

Leia mais

copyright Todos os direitos reservados

copyright Todos os direitos reservados 1 2 Espaço das folhas 3 copyright Todos os direitos reservados 4 Autor Jorge Luiz de Moraes Minas Gerais 5 6 Introdução Folha é apenas uma folha, uma branca cor cheia de paz voltada para um querer, um

Leia mais