Doenças Sexualmente Transmissíveis (pág. 273)

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1 Doenças Sexualmente Transmissíveis (pág. 273) -DST (no passado conhecidas como doenças venéreas ou doenças de rua ); - São doenças transmitidas por meio de ato sexual ou contato com sangue do doente; - São ocasionadas por microrganismos (protozoários, fungos, bactérias e vírus). GONORREIA - Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. - Ardor ao urinar e corrimento purulento (pus) no canal vaginal ou abertura da uretra, provocando manchas na cueca ou calcinha; - Em estágio mais avançado nas mulheres, pode causar dores abdominais; Tratamento: administração de antibiótico pelo responsável médico. * Pode causar esterilidade SÍFILIS - Causada pela bactéria Treponema pallidum; - Doença mais perigosa que a gonorreia. 1º Estágio: - Feridas avermelhadas na região genital que tende a desaparecer mesmo sem tratamento; 2º Estágio: - Após algumas semanas, a doença volta a se manifestar com erupções róseas na pele; - Febre alta; - Dor nas articulações. Tratamento: administração de antibióticos. * Se o tratamento não for adequado, a doença pode evoluir para o 3º estágio, com sintomas mais graves (complicações no sistema circulatório e nervoso), podendo levar a morte.

2 TRICONOMÍASE - Causada pelo protozoário Trichonomas vaginalis; - Caracterizada como uma infecção na uretra ou canal vaginal. - Coceira na uretra, ardor ao urinar e corrimentos malcheirosos. Tratamento: medicamentos específicos para ambos os parceiros. HERPES GENITAL - Causada pelo vírus Herpes simplex tipo 2. - Bolhas no pênis ou pudendo feminino (vulva), que se transformam em feridas dolorosas e posteriormente cicatrizam-se. * A doença não tem cura e pode manifestar-se periodicamente durante muitos anos. VERRUGAS GENITAIS (Papilomas ou Condiloma Acuminado) - Aparecem na região genital (inclusive nas nádegas e ânus) e são provocadas por mais de 50 tipos de vírus diferentes; - São conhecidos com Papilomavírus humanos (HPV); - Algumas variedades desses vírus podem desencadear alterações nas células da região infectada e desencadear focos de câncer (câncer de colo de útero e câncer de pênis). - Aparecimento de verrugas. * A transmissão ocorre durante o contato sexual (incluindo sexo oral) mesmo que não ocorra a penetração, pela utilização roupas íntimas contaminadas ou contato indireto (uso de sanitários públicos); * Nomes populares: Cavalo, Cavalo de crista, Crista de galo, Figueira, Jacaré, Jacaré de crista ou couve-flor.

3 Medidas de Prevenção - Castidade (abstinência de relações sexuais); - Utilização de preservativos (camisinha masculina ou feminina); * A camisinha feminina protege, além do canal vaginal, a região do pudendo feminino contra outras DSTs (Herpes e HPV); AIDS - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida; Síndrome: conjunto de sinais e sintomas que caracteriza uma doença; Imunodeficiência: desordem no sistema imunológico, resultando na diminuição da capacidade do corpo reagir a doenças causadas por agentes externos (microrganismos); - Causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV); - A constatação é feita a partir de um exame de sangue específico; - Indivíduo Soropositivo: possui substâncias produzidas pelos vírus em seu sangue, como por exemplo, o RNA. - QUAL A DIFERENÇA ENTRE UM SOROPOSITIVO E UM AIDÉTICO? Prevenção - A doença é transmitida quando ocorre o contato com o sangue contaminado, sêmen ou fluído vaginal e a ingestão do leite materno contaminado; - Utilização de preservativos nas relações sexuais (DESDE O INÍCIO); - Utilização de seringas descartáveis (para procedimentos médicos ou utilização de drogas injetáveis). Tratamento: uso de medicamentos (coquetel pode provocar efeitos colaterais, como modificações na distribuição de gordura corporal, aumento da gordura circulante e do colesterol, náuseas e, às vezes, diabetes tipo II).

4 * Transmissão Ocupacional: profissionais da área da saúde estão sujeitos à contaminação por estarem em contato com pacientes diversos (e vice-versa). Contracepção - Regime de uma ou mais ações, dispositivos ou medicamentos de modo a prevenir ou reduzir a propensão de uma mulher se tornar grávida; - A escolha do método depende de uma série de fatores (religiosos, culturais, econômicos, relativos à idade, características do corpo, desejos e convicções pessoais; - A orientação médica favorece a escolha do método mais indicado (ginicologista); 01- Métodos de barreira - Impedem a fertilização evitando que os espermatozóides chegem à tuba uterina; a) Preservativos - São bastante eficazes, quando utilizados CORRETAMENTE; -Eficazes contra a AIDS e demais DST; - Existe a possibilidade de rompimento do preservativo durante a relação sexual; b) Diafragma: pequena calota de borracha flexível que a mulher introduz no fundo do canal vaginal antes da relação sexual; - Impede a passagem dos espermatozóides; - A mulher deve ser orientada pelo ginicologista a fim de poder utilizar um diafragma adequado à sua anatomia, bem como a maneira correta de colocação e retirada; - Pode ser associado a uma pomada ou gel espermicida, a fim de aumentar sua eficácia;

5 02- Métodos Comportamentais - Métodos contraceptivos em que se utilizam mudanças comportamentais conscientes para eliminar ou minimizar o risco de promover uma gravidez indesejada; a) Coito Intenrrompido: caracteriza-se pela retirada do pênis do canal vaginal pouco antes da ejaculação; - É considerado um método não seguro, pois algumas gotas do sêmem podem ser liberadas antes da ejaculação; b) Tabelinha: método no qual a mulher calcula a provável data da ovulação; - Durante o período fértil o casal não realiza relações sexuais; 07 dias antes Ovulação 07 dias depois Relação Sexual - O método não funciona bem em mulheres com ciclo menstrual irregular; Se algum fator (emocional ou químico) estimular a ovulação fora da data prevista, o método se torna ineficaz. Métodos Hormonais - Métodos que utilizam a administração de hormônios (geralmente sintéticos) que impedem a ovulação (combinações de estrógeno e progesterona sintéticos) - Comprimidos que imitam a ação dos hormônios controladores do ciclo menstrual e ovulação; - Esses hormônios enganam os ovários e permitem a menstruação regular; - As pílulas anticoncepcionais devem ser receitadas pelo médico para evitar efeitos colaterais; - Fumantes ou mulheres portadoras de doenças diversas correm riscos ao usá-las; - Existem versões mais recentes desse método, como por exemplo, injeções, implantes de hormônios, adesivos ou anéis vaginais.

6 Esterilização - Método que utiliza técnicas cirúrgicas que impedem o homem ou a mulher de gerar filhos; - Não são métodos indicados para jovens; - São procedimentos de difícil reversão. a) Vasectomia: esterilização masculina que caracteriza-se pelo corte dos ductos deferentes; - Procedimento simples sem riscos ao homem (quando realizada corretamente). b) Laqueadura: esterilização feminina que caracteriza-se pelo corte das tubs uterinas; - O processo requer internação médica e oferece riscos cirúrgicos à mulher. DIU - Pequena peça, normalmente feita de cobre, introduzida pelo médico no útero e permanece por meses ou até anos; - Promove a dificuldade de moilidade e morte dos espermatozóides; - Não é um dispositivo recomendado para adolescentes ou mulheres que ainda não engravidaram; - Pode provocar dores, hemorragias e infecções no útero; - O DIU pode ser expulso pelo corpo naturalmente; - O acompanhamento médico deve ser constante.

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